Opinião
O sistema endocanabinóide é composto pelos endocanabinóides (encontrando-se em áreas específicas do

Os recetores CB2 estão relacionados com a regulação da inflamação e da resposta imunitária, enquanto os recetores CB1 estão relacionados com o controlo do apetite, a regulação motora, a memória e os efeitos psicoativos.

Os fitocanabinóides que demonstram ter um papel terapêutico relevante são o delta9-tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD). Ambos apresentam efeitos acentuados, benéficos, no controlo da dor e da ansiedade, sendo que o THC demonstrou ser um potente estimulante do apetite (ao contrário do CBD, que não tem este efeito), do relaxamento muscular e tem um efeito antiemético marcado, enquanto o CBD apresenta efeitos anticonvulsivantes, anti-inflamatórios e antipsicóticos.

Porque é que os canabinóides são importantes para os Cuidados Paliativos? Um dos pilares essenciais dos Cuidados Paliativos é o controlo adequado de sintomas. As doenças mais frequentes que necessitam da atuação e da atenção particular dos cuidados paliativos são as doenças oncológicas, neurodegenerativas e as insuficiências de órgão, e os sintomas mais frequentes e também de maior dificuldade no seu controlo são a dor, sintomas neuropsíquicos (como a ansiedade, a depressão, a insónia e o delirium), sintomas respiratórios (como a dispneia, a tosse e a asfixia) e sintomas gastrointestinais (como a diarreia, a obstipação, as náuseas, os vómitos e a perda de apetite). Assim sendo, e tendo em conta que os fitocanabinóides têm uma atuação com eficácia e segurança demonstradas no controlo de muitos destes sintomas, é natural que sejam uma opção válida na abordagem e tratamento multimodal que deve nortear a nossa atuação.

A terapêutica com canábis medicinal não veio substituir nenhuma outra terapêutica, mas veio reforçar o leque de opções que os médicos têm para adequar as suas prescrições às necessidades individuais dos doentes. Porque a abordagem farmacológica com medicamentos que atuem em várias vias, recorrendo a doses mais baixas, cria sinergismos que são essenciais para a eficácia terapêutica e para evitarmos reações adversas.

Contudo, a canábis medicinal não é isenta de riscos e de efeitos secundários: a fadiga, a sonolência e as tonturas são relativamente frequentes, sobretudo se a titulação/dose não for a mais adequada, assim como a confusão mental, a taquicardia, as mudanças no humor e as alucinações, sobretudo com as formulações com THC, pelo seu efeito psicoativo.

Em Portugal, neste momento, existe apenas uma formulação de canábis medicinal: a flor seca de THC18, que é administrada com vaporizador. Temos esperança de que surjam brevemente doses e, acima de tudo, formulações diferentes, com vias de administração diferentes, assim como a comparticipação adequada, de acordo com a política do medicamento vigente. Só assim é que esta terapêutica será considerada pelos seus efeitos benéficos e pelos efeitos indesejáveis, com a consequente decisão médica, e não pelo seu custo, que é atualmente incomportável para a maioria dos doentes.

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Campanha abrange televisão, rádio e redes sociais
A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) está preocupada com a crescente oferta de serviços médico-dentários à distância sem a...

Esta preocupação já foi transmitida à Entidade Reguladora da Saúde, mas a OMD entende ser importante alertar também a opinião pública para estes casos. 

Numa campanha inédita, a Ordem alerta os doentes para as consequências graves destes procedimentos sem a presença física numa consulta de medicina dentária, sejam resultados de qualidade inferior, necessidade de tratamentos adicionais ou, nos casos mais graves, danos irreversíveis na saúde oral.

O procedimento envolve na maioria dos casos uma autoavaliação do próprio doente, por meio de fotografias do tipo “selfie” obtidas por telemóvel ou impressões realizadas pelo doente. Depois, são enviados os aparelhos que consideram mais adequados - geralmente alinhadores, uma das técnicas possíveis, entre outras, em ortodontia - diretamente para o doente por correio mediante o pagamento de uma verba. A monitorização do progresso do tratamento ocorre, maioritariamente ou exclusivamente, sem contacto físico do médico dentista com o doente.

Miguel Pavão, bastonário da OMD, avisa que “na grande maioria das situações relacionadas com a medicina dentária, incluindo o tratamento ortodôntico, é necessária uma interação presencial para garantir a segurança do doente. Por outro lado, e em conformidade com as boas práticas clínicas, a evidência científica e a atual formação do médico dentista na área da ortodontia, é fundamental que os julgamentos clínicos em que se baseia uma proposta de tratamento ortodôntico sejam fundamentados numa avaliação completa da saúde oral do doente. E, atualmente, não há substituto efetivo para um exame clínico físico como base para essa avaliação”.

A OMD lembra que o tratamento ortodôntico é, na sua essência, uma intervenção médica sobre o sistema estomatognático, pelo que deve ser realizado exclusivamente por um médico dentista qualificado na área da ortodontia.

Qualquer tratamento ortodôntico tem de ser precedido por um exame clínico completo do doente por um médico dentista e os resultados dos exames têm ser avaliados de modo a permitir um quadro de tratamentos adequado, identificando contraindicações ou riscos do tratamento.

Qualquer tratamento ortodôntico requer controlo clínico regular e presencial. É fundamental não só avaliar a evolução do tratamento, mas também detetar precocemente possíveis complicações, tal como movimentos dentários indesejáveis, reabsorção das raízes, problemas que afetam as gengivas e o suporte dos dentes ou outras patologias intraorais.

Os tratamentos ortodônticos enquadram-se na definição legal de medicina dentária, pelo que só podem ser realizados por médicos dentistas que estejam inscritos na Ordem.

O bastonário aconselha os doentes a conhecerem o nome profissional do médico dentista responsável pelo tratamento e a garantir que têm contacto direto com o profissional.

Cabe ao médico dentista responsável pelo tratamento, e no âmbito da sua liberdade de juízo clínico, assegurar formas de comunicação diretas e eficazes com os doentes, bem como explicar as vantagens e riscos das opções de tratamento disponíveis, e obter um consentimento informado, que seja válido tanto no início como durante todo o tratamento.

Em todos os casos, o médico dentista responsável pelo tratamento deve elaborar e manter um registo clínico completo do doente.

O bastonário afirma que “o auto-tratamento ortodôntico e o tratamento remoto de doentes neste âmbito, poderão, dependendo da situação clínica do doente, não contribuir para atingir o resultado de tratamento expectável."

Dados Task Force de Testagem
Desde o início da pandemia, já se realizaram Portugal um total de 30.074.386 milhões de testes à Covid-19. Segundo a task force...

Em comunicado, a task force revela ainda que, em apenas quatro dias (de 11 a 14 de janeiro), o país voltou a ultrapassar a marca de 1 milhão de testes, dos quais mais de 770 mil (70%) foram TRAg de uso profissional. Estes dados não incluem os autotestes.

Entre 1 e 14 de janeiro, foram perto de 3,3 milhões de testes de diagnóstico à Covid-19, com uma média diária de mais de 233 mil testes. Destes, cerca de 1 milhão foram TAAN/PCR e mais de 2,2 milhões foram TRAg de uso profissional.

Recorde-se que, no mês de dezembro, Portugal alcançou um novo máximo de testagem mensal à Covid-19, com mais de 5,4 milhões de testes efetuados, o que corresponde a uma média diária superior a 174 mil testes. No dia 30 de dezembro, foi mesmo atingido um novo máximo de testagem diária, com 402.756 testes realizados.

Os TRAg de uso profissional efetuados nos laboratórios e farmácias aderentes ao regime excecional de comparticipação voltaram a ser gratuitos a partir de 19 de novembro de 2021, uma medida que abrange toda a população (quatro testes gratuitos por mês, a cada utente) e que pretende reforçar a proteção da saúde pública e o controlo da pandemia Covid-19, vigorando pelo menos até 31 de janeiro.

No comunicado, o grupo de trabalho lembra que a reativação do regime excecional e temporário de comparticipação dos TRAg visa contribuir para a deteção e isolamento precoce de casos, prevenir e mitigar o impacto da infeção por SARS-CoV-2 nos serviços de saúde e nas populações vulneráveis, assim como reduzir e controlar a transmissão da infeção por SARS-CoV-2 e monitorizar a evolução epidemiológica da Covid-19.

 

Campanha “Dê Troco a Quem Precisa”
A campanha solidária “Dê Troco a Quem Precisa”, promovida pela Associação Dignitude, angariou um apoio monetário de 15.853,29 €...

Entre 13 e 21 de dezembro, os portugueses foram convidados a doar o troco das suas compras nas 635 farmácias aderentes de todo o país. O valor angariado ao longo da campanha permite que mais 158 pessoas carenciadas sejam apoiadas no acesso aos medicamentos essenciais à vida, durante um ano.

Para Maria de Belém Roseira, associada fundadora da Associação Dignitude: “Os portugueses demonstraram, mais uma vez, que têm bastante presente o sentido de solidariedade para com os mais frágeis da sociedade. Este projeto é conduzido pela nobre missão de apoiar quem não tem capacidade financeira para pagar os seus próprios medicamentos e temos a certeza que esta é uma realidade persistente contra a qual devemos continuar a lutar. Assim, queremos deixar um profundo e sincero agradecimento a todos quantos contribuíram para a causa abem:”.

A nível nacional, o Programa abem: já apoiou 25.893 beneficiários, desde o seu início, em maio de 2016, dos quais cerca de 13% são crianças. Este apoio permitiu o acesso aos medicamentos a pessoas que, de outra forma, não conseguiriam tratar as doenças de que padecem contribuindo, assim, para a diminuição da pressão sobre o SNS e a sociedade no seu conjunto.

 

 

Programa Global de Bolsas de Investigação 2021
Terminou o processo de avaliação de Propostas para o Programa Competitivo de duas Bolsas de Investigação, promovido pela Pfizer...

A atribuição destas bolsas de investigação tinha como intuito o financiamento de projetos que contribuíssem para aprofundar o conhecimento clínico e que gerassem evidência no tratamento do Cancro da Mama Metastático com os inibidores CDK 4/6. Os projetos agora anunciados vão receber uma bolsa no valor de 25 mil euros para a sua implementação.

Submetido pela FARM-ID - Associação da Faculdade de Farmácia para a Investigação e Desenvolvimento, e tendo como investigadora principal a Prof. Dra. Alexandra Brito, o projeto “Pipeline de descoberta de inibidores da CDK4/6 para o tratamento do cancro da mama metastático” tem como objetivo descobrir um novo fármaco para o tratamento de metástases de cancro da mama, atuando em múltiplos alvos de modo a evitar o desenvolvimento de resistência ao tratamento, considerando ainda a capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica para o tratamento das metástases cerebrais. Para o efeito, serão usadas ferramentas computacionais para a descoberta de moléculas candidatas e modelos pré-clínicos relevantes para avaliação da sua atividade e segurança. Globalmente, o projeto terá um grande impacto num problema de saúde global, melhorando a qualidade e esperança de vida de doentes com cancro da mama metastático, e trazendo enormes benefícios económicos e sociais. A equipa liderada pela Professora da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa conta com um especialista em Ciências Computacionais, André Falcão, e duas estudantes de doutoramento em Farmácia da FFUL (Joana Godinho-Pereira e Ana Rita Garcia).

 Liderado pela Prof. Dra.  Sandra Casimiro e pelo Prof. Dr. Luís Costa, respetivamente investigadora principal e co-investigador, o projeto do iMM – Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes tem como mote “Resposta imune mediada pelo interferão em doentes com cancro da mama metastático tratados com inibidores de CDK4/6 mais terapia endócrina”. A grande maioria das mortes por cancro da mama está associada à doença avançada (metastática). Para estas doentes, em que o cancro da mama se expandiu para outros órgãos, o uso de tratamentos que têm como alvo determinadas proteínas tumorais tem permitido aumentar significativamente a sobrevivência. Mas existem sempre casos de doentes que não respondem ao tratamento ou acabam por desenvolver resistência ao mesmo. O projeto vai estudar a resposta imunitária e tumoral ao tratamento usado em primeira linha para tratar mulheres com cancro da mama metastático do tipo luminal, o mais comum, para identificar biomarcadores de prognóstico para benefício ou resistência a este tratamento. Um contributo para um tratamento mais personalizado, evitando terapias ineficazes e toxicidade associada.

Tendo como âmbito geográfico Portugal e como área de interesse a Oncologia – Cancro da Mama Metastático, as bolsas vencedoras estão inseridas no programa Pfizer Global Medical Grants (GMG), criado para apoiar iniciativas independentes, com o objetivo de melhorar os resultados em saúde e responder a necessidades médicas não satisfeitas, alinhadas com a estratégia científica da Pfizer. Responsável pelo financiamento, a Pfizer não teve qualquer influência sobre a seleção dos projetos. A avaliação e seleção dos projetos foi realizada por um painel de peritos clínicos reconhecidos pelo seu conhecimento e vasta experiência na área do cancro da mama.

Pode conhecer os dois projetos aqui: 

Pipeline de descoberta de inibidores da CDK4/6 para o tratamento do cancro da mama metastático

Resposta imune mediada pelo interferão em doentes com cancro da mama metastático tratados com inibidores de CDK4/6 mais terapia endócrina

Imunoterapia como tratamento de 1ª linha
No próximo dia 22 de janeiro, a MSD Portugal vai apresentar o Simpósio “Shaping Treatment Algorithm With Immunotherapy In...

A decorrer pelas 12h, no Convento de São Francisco, em Coimbra, este será um momento dedicado à discussão sobre o benefício da imunoterapia como tratamento de 1ª linha do Cancro do Pulmão, sobretudo no segmento de doentes sem expressão de PD-L1, para os quais a imunoterapia associada a quimioterapia revelou maior benefícios em termos de sobrevivência.

Os profissionais de saúde interessados, que procurem atualizar o seu conhecimento científico na área do Cancro do Pulmão, podem inscrever-se para o evento através do site.

Esta sessão contará com o contributo de dois profissionais de excelência na área: a Dra. Ana Figueiredo, pneumologista do CHUC e uma referência no tratamento do Cancro do Pulmão, sendo também investigadora na área, e o Dr. Jordi Remon, reconhecido oncologista e investigador espanhol, com vasta experiência no tratamento de tumores torácicos, entre estes o Cancro do Pulmão.

Além do Simpósio promovido pela MSD Portugal, o 7.º Encontro de Imuno-Oncologia Torácica, que terá início pelas 9h, contará com momentos dedicados à problemática da resistência à imunoterapia, ao debate sobre terapêuticas celulares em tumores líquidos e sólidos, assim como à análise de casos clínicos. O evento é desenvolvido sob a coordenação científica do Prof. Doutor Robalo Cordeiro e do Dr. Fernando Barata.

Presente desde a 1ª edição, a MSD Portugal associa-se a este encontro pela qualidade da discussão de conteúdos de Imuno-Oncologia no Cancro do Pulmão e em tumores torácicos. O EIOT eleva a discussão da prática clínica atual com a apresentação dos mais recentes dados de ensaios clínicos, dotando de maior conhecimento científico toda a audiência.

Atualmente, a MSD posiciona-se como líder em Imuno-Oncologia, em Portugal, e líder em investigação a nível mundial, com mais de 1.400 ensaios em curso em diferentes tipos de tumores.

 

Estudo
Problemas cardíacos como a doença da artéria coronária e fatores de risco cardiovascular, como diabetes e colesterol alto,...

"É sabido que os homens, em comparação com as mulheres, têm uma maior prevalência de doenças cardiovasculares e fatores de risco na meia-idade. No entanto, o nosso estudo sugere que as mulheres de meia-idade com estas condições e fatores de risco estão em maior risco de declínio cognitivo", diz a autora sénior Michelle Mielke, epidemiologista e neurocientista da Mayo Clinic. "Embora todos os homens e mulheres devam ser tratados por doenças cardiovasculares e fatores de risco na meia-idade, pode ser necessário que as mulheres tenham monitorização adicional como um meio potencial para prevenir o declínio cognitivo."

A pesquisa utilizou o estudo  Mayo Clinic Study of Aging que incluiu 1.857 participantes sem demência, com idades entre 50 e 69 anos na sua visita inicial. Dos participantes, 920 eram homens e 937 eram mulheres. A cada 15 meses durante três anos, em média, a cognição global dos participantes do estudo foi avaliada com nove testes de memória, linguagem, função executiva e competências espaciais.

Foram obtidas informações sobre a condição cardiovascular e os fatores de risco com base no estudo populacional do Projeto de Epidemiologia de Rochester. As condições incluíam doença sanguínea coronária, distúrbios do ritmo cardíaco, insuficiência cardíaca congestiva, doença arterial periférica e acidente vascular cerebral. Os fatores de risco incluíam a pressão arterial alta, diabetes, colesterol alto, tabagismo e obesidade. Cerca de 79% dos participantes, ou 1.465 pessoas, tinham pelo menos um fator de risco cardiovascular ou condição: 83 por cento dos homens, contra 75 por cento das mulheres.

O estudo descobriu que entre as mulheres, a maioria das condições cardiovasculares estavam mais fortemente associadas à função cognitiva. O declínio cognitivo anual associado à doença da artéria coronária, por exemplo, foi mais do dobro do tamanho das mulheres do que dos homens.

Além disso, a diabetes, o colesterol alto e a doença da artéria coronária foram associados a um maior declínio linguístico nas mulheres. No entanto, a insuficiência cardíaca congestiva foi associada a um maior declínio na linguagem nos homens.

É importante compreender as diferenças de género no desenvolvimento de deficiências cognitivas para melhorar a saúde das mulheres e dos homens, diz Mielke. Adultos de meia-idade, especialmente mulheres com historial de doenças cardíacas, podem representar subgrupos críticos para a monitorização precoce. “Mais pesquisas são necessárias noutras faixas etárias para examinar os mecanismos potenciais que explicam as diferenças de género na relação entre fatores cardiovasculares e cognição, tais como hormonas, genética, estilo de vida e fatores psicossociais”, diz Mielke.

Este estudo foi financiado por bolsas dos Institutos Nacionais de Saúde e da Fundação GHR, e os recursos foram fornecidos pelo Projeto de Epidemiologia de Rochester, com o apoio do Instituto Nacional de Envelhecimento.

Relatório de Vacinação
Mais de 20 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já foram administradas desde que arrancou a campanha de vacinação no...

Até ao final do dia de ontem, 15 de janeiro, foram administradas cerca de 20.006.500 vacinas em Portugal. Têm agora a vacinação completa aproximadamente 8,8 milhões de utentes.

Dados contabilizados até ao fim do dia de ontem indicam que, de cerca de 3,8 milhões de doses de reforço administradas, mais de 2.027.600 destinaram-se a pessoas com mais de 65 anos.

Foram vacinadas, até ao momento, com dose de reforço, 90% das pessoas com mais de 80 anos. Entre os 70 e os 79 anos, já estão vacinadas 92% das pessoas e, dos 60 aos 69, 81%, segundo o último boletim de vacinação.

Atribuídos em 2022 pela sociedade honorífica Sigma
O professor da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), Pedro Parreira, e a enfermeira do Centro Hospitalar e...

Os docentes da ESEnfC, que vão receber os galardões em junho, em Dublin (durante a 6ª Conferência Bienal Europeia da Sigma), arrecadaram metade dos prémios que a Sigma Europa agora atribuiu, sendo que, curiosamente, o prémio para a categoria de “Investigador de Enfermagem em início de carreira” coube à enfermeira brasileira Camila Biauz que, embora professora na Escócia, é também membro do capítulo português da Sigma (Capítulo Phi Xi).

«Estamos de parabéns. Arrecadamos três dos quatro prémios, de entre 11 capítulos europeus», disse, a propósito, a presidente do Capítulo Phi Xi, sediado na ESEnfC, professora Lurdes Lomba. Pedro Parreira (“Sigma European Nursing Excellence for Research Award 2022”), que ainda no ano passado conquistou dois outros prémios – o Prémio Empreendedorismo Prof. José Adriano, instituído pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, e um prémio de reconhecimento da excelência da investigação em Enfermagem realizada durante a pandemia, também da Sigma Europa, atribuído a uma equipa de investigadores que lidera –, é pós-doutorado em Ciências da Enfermagem, doutorado em Gestão e mestre em Comportamento Organizacional.

Professor coordenador, docente na ESEnfC há mais de duas décadas, Pedro Parreira foi fundador do Gabinete de Empreendedorismo da ESEnfC, outra área onde se tem destacado. Pedro Parreira é coordenador executivo do TecCare, eixo de desenvolvimento estratégico da Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E), acolhida na ESEnfC, que visa aliar o conhecimento e a prática clínica à investigação experimental desenvolvida no ensino superior no domínio das tecnologias dos cuidados de saúde, visando a inovação e a transferência de conhecimento para uma melhoria da saúde prestada às populações. E é autor e coautor de 18 livros, bem como de mais de uma centena de artigos indexados em revistas nacionais e internacionais.

Tânia Morgado (“Sigma European Clinical Practice Award 2022”) é enfermeira especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica (no Serviço de Internamento de Pedopsiquiatria do Hospital Pediátrico do CHUC), doutoranda em Enfermagem, mestre em Bioética e pós-graduada em Psicopatologia e Psicoterapia de Crianças e Adolescentes. Atualmente, é também membro da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, encontrando-se a desenvolver formação especializada em Intervenção Sistémica e Familiar.

Além de assistente convidada na ESEnfC (desde 2008), funções que também desempenha na Escola Superior de Saúde de Leiria (desde 2020), Tânia Morgado é, ainda, investigadora na UICISA: E, dedicando-se às questões da literacia em saúde mental nos adolescentes.

Docentes da ESEnfC e investigadores da UICISA: E totalizam 6 prémios da Sigma

Os professores da ESEnfC somam, assim, já vários prémios da sociedade honorífica Sigma, num total de seis. Em 2020, a também enfermeira no Hospital Pediátrico de Coimbra e docente na ESEnfC, Márcia Santos, foi distinguida pela Sigma, com o prémio de excelência na categoria de “Prática Clínica”. Dois anos antes, João Apóstolo, docente da ESEnfC e atual coordenador da UICISA: E, foi igualmente premiado pela Sigma, mas com o “European Recognition Nurse Award 2018″.

Mais recentemente, três enfermeiros da UICISA: E/ESEnfC mereceram o prémio "European Recognition of Nursing Excellence in Research during COVID-19”, com o qual a Sigma quis reconhecer a participação de Paulo Santos-Costa, Filipe Paiva-Santos e Cristina Costeira no maior estudo internacional, feito em 2021, sobre o impacto da doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2 nos serviços de saúde e no bem-estar da pessoa com necessidade de cirurgia.

A Sigma (Sigma Theta Tau International - Honor Society of Nursing), fundada em 1922, nos Estados Unidos da América, é uma sociedade honorífica de Enfermagem que promove atividades com vista à melhoria da saúde das populações, através do desenvolvimento científico da prática de Enfermagem.

O Capítulo Phi Xi, acolhido pela ESEnfC, foi constituído em 2011, sendo composto por enfermeiros que se distinguem pela excelência na área clínica, na educação, na investigação e/ou na liderança em Enfermagem de instituições de saúde e ensino nacionais e internacionais.

Artigo Complementar
Muitos homens estimam a sua barba e investem muito tempo no seu cuidado – e o processo pode longo at

Por que aparece caspa na barba?

A transpiração excessiva ou alguma tendência genética podem facilitar o aparecimento de caspa na barba, mas há outros fatores importantes a ter em conta:

  • Má alimentação e stress. Não consumir as vitaminas e minerais necessários, não descansar o suficiente e passar por momentos de grande stress são fatores que tornam os pelos mais frágeis e menos saudáveis, podendo ser a causa da caspa e também de problemas de queda da barba.
  • Presença de um fungo. A malassezia furfur é um microrganismo que vive na superfície da derme e existe em maior concentração no rosto e couro cabeludo, onde se pode alimentar melhor do sebo. Embora a priori possa não ser um problema, quando se produz demasiado depressa faz aumentar os ácidos gordos na pele e, em consequência, a comichão e sua excessiva descamação. Tal resulta no desprendimento de flocos de pele mortos, conhecidos como caspa.
  • Frio. É habitual que a caspa apareça durante os meses mais frios do ano, pois as baixas temperaturas exercem um efeito vasoconstritor que torna a pele mais seca. Assim sendo, é necessário aumentar a sua hidratação nesta época.
  • Utilização de cosméticos inadequados. Utilizar cosméticos que não sejam próprios para o rosto e barba também aumentam a probabilidade de aparecer caspa. Não é recomendável lavar a barba com o mesmo champô que utilizamos para o cabelo, por exemplo, porque é um produto bastante agressivo e pode alterar as características naturais da derme facial.

Como eliminar a caspa da barba

Para eliminar a caspa da barba, a primeira coisa que é necessário é paciência. O tratamento passa pelo reequilíbrio da derme, e o tempo estimado para notar resultados varia entre três e quatro semanas.

Para que esta condição desapareça definitivamente, é necessário estabelecer uma nova rotina de cuidados, onde a esfoliação e a hidratação são essenciais. Alguns dos passos recomendados:

  • Lavar a barba com um champô adequado. A pele do rosto é muito delicada, por isso é essencial utilizar um champô próprio para o rosto e barba. É também importante lavar bem e enxaguar melhor ainda, para evitar resíduos de champô que podem causar caspa e comichão. Recomenda-se esta lavagem específica duas a três vezes por semana.
  • Aplicar um condicionador ou sérum. A barba pode ser suavizada com um amaciador ou um sérum próprios, de maneira a acrescentar fragrância e hidratação.
  • Esfoliar o rosto. Antes da lavagem, a barba deve ser penteada para remover o pelo morto e os restos de derme, o que a tornará mais maleável. No entanto, caso seja mais indomável ou tenha pelos encravados, sugere-se a utilização de loções que ajudem a realizar uma boa esfoliação.
  • Não esquecer o óleo. Para manter a barba hidratada é essencial utilizar óleos que ajudem a cuidá-la e controlá-la. O óleo essencial de madeira de cedro, por exemplo, nutre a pele e alivia imediatamente a sensação de comichão. Para além disso, fortalece e suaviza os pelos faciais. Devem aplicar-se duas a três gostas, desde as pontas até ao rosto.
  • Manter uma alimentação saudável. Uma alimentação equilibrada e com alimentos ricos em vitamina A, C e E (como batata-doce, cenoura, leite e ovos) promove a produção de óleo, que mantém a pele naturalmente hidratada.
  • Praticar exercício físico. O exercício tem um papel essencial na nossa saúde e no controlo dos níveis de stress, mas também é muito importante para a pele e barba. Para além de ser um excelente regulador de hormonas, estimula a produção de sebo e a regeneração da pele, aumenta o fluxo sanguíneo e promove a distribuição adequada dos nutrientes. Alguns suplementos, como os de vinagre de maçã, também podem ajudar a reforçar a nossa energia e saúde.

“A consistência e uma boa rotina de higiene são fundamentais para evitar a caspa na barba,” comenta Reme Navarro, farmacêutica e Business Strategy Director da Atida para o Sul da Europa. “Os homens devem cuidar da sua barba para evitar que a caspa se agrave, mas, acima de tudo, devem criar rotinas que a previnam, através de uma alimentação saudável, do exercício físico e da aplicação dos produtos mais adequados”.

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Durante 7 dias
A quinta edição do Congresso Virtual de Vacinas realiza-se de 31 de janeiro a 06 de fevereiro. “Ligações que nos aproximam” é o...

O Congresso Virtual de Vacinas é um evento anual que reflete o compromisso da MSD nesta área, promovendo a atualização de conhecimentos e a partilha de experiências entre profissionais de saúde, partindo de uma abordagem multidisciplinar. Assim, temas prementes como a vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV), o Rotavírus ou a Doença Pneumocócica, vão estar em análise, assim como o debate do real impacto da pandemia Covid-19 na vacinação.

Especialmente pensado para um ambiente virtual, a plataforma do Congresso Virtual de Vacinas permite que cada participante possa consultar o programa e criar a sua própria agenda, de acordo com os temas que mais lhe interessam. Por outro lado, para quem não conseguir assistir a uma sessão em direito, a gravação da mesma ficará disponível até ao dia 6 de fevereiro.

Ao longo de mais de um século, a MSD tem vindo a trabalhar para descobrir e desenvolver vacinas que deram um grande contributo para a melhoria e manutenção da saúde pública. Atualmente, através do seu vasto portefólio de vacinas, ajuda a prevenir doenças na infância, na adolescência e na idade adulta, contribuindo para a prevenção de doenças ao longo de todo o ciclo de vida do indivíduo. Ter um impacto positivo na vida das pessoas e no futuro das próximas gerações é o propósito que guia esta ação.

 

Bem-estar nas organizações vai ser reconhecido
Estão abertas a partir desta segunda-feira e até 18 de fevereiro as inscrições para o Prémio Healthy Workplaces – Locais de...

Esta iniciativa é um contributo da Ordem para o incentivo e a divulgação das melhores orientações e práticas que se desenvolvem em Portugal no que diz respeito à segurança, à saúde e ao bem-estar ocupacional. Enquadra-se no âmbito de uma parceria com a ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) e com a EU-OSHA (Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho).

“As organizações podem assim demonstrar que também competem pelas melhores práticas de liderança e de gestão e como gerem estrategicamente a prevenção de riscos psicossociais e associam mais bem-estar a mais produtividade”, afirmou o Bastonário da Ordem dos Psicólogos, Francisco Miranda Rodrigues, no arranque das inscrições.

O reconhecimento da importância da promoção do bem-estar nas organizações, bem como da saúde mental nos locais de trabalho tem crescido significativamente e muitas organizações têm modificado as suas práticas de gestão para este efeito. Este é um momento para dar mais visibilidade a essas boas práticas.

“Mais do que se preocuparem e mostrarem boas intenções é uma forma de tornar mais claro as acções concretas que estão a implementar”, acrescentou Francisco Miranda Rodrigues.

Quanto aos possíveis inscritos destaca que “as organizações que estão comprometidas com a conciliação da vida pessoal e o trabalho, bem como outros riscos psicossociais não vão hesitar em candidatar-se. É prestigiante e não tem custos.”

A expectativa é que os projetos apresentados e selecionados possam ser replicados ou sirvam de exemplo e incentivo para que se multipliquem as boas práticas por outras empresas/organizações

“É importante salientar que estes selos reconhecem boas práticas e não apenas quem faça tudo bem. Todos cometemos erros. A questão está em se temos uma prática sistemática de avaliação do que fazemos e de melhoria contínua e em que ponto da situação estamos”, concluiu o Bastonário.

O júri é presidido pelo psicólogo Carlos Fernandes da Silva, tem dois representantes dos órgãos da Ordem dos Psicólogos Portugueses (Cristina Pereira e Gaspar Ferreira), dois especialistas (Tânia Gaspar e Samuel Antunes) e duas representantes da Autoridade para as Condições do Trabalho (Isabel Nunes e Emília Telo).

Indústria Farmacêutica
A Angelini Pharma, empresa farmacêutica internacional que faz parte das Angelini Industries, nomeou Rafal Kaminski como novo...

“Estou entusiasmado com a nomeação do Rafal, que completa a nossa equipa de liderança. Ele será decisivo para nos permitir desenvolver uma liderança sólida no campo do brain health e doenças raras”, afirmou Pierluigi Antonelli, Diretor Executivo da Angelini Pharma. “Rafal conta com uma grande experiência na área, tendo liderado a descoberta e desenvolvimento clínico de pequenas moléculas inovadoras. Será responsável por conduzir a nossa estratégia atual e futura de desenvolvimento de produtos, incluindo o nosso modelo distinto de investigação e inovação”.

Nos últimos 15 anos, Rafal Kaminski desempenhou funções de liderança sénior de I&D na UCB Pharma, na Bélgica, e na Roche, na Suíça. Junta-se à Angelini Pharma, deixando a OncoAndredi Therapeutics, uma empresa líder em biotecnologia na Polónia, onde desempenhou as funções de Chief Scientific Officer e Board Member.

“Estou muito contente por me juntar à Angelini Pharma e ajudar a desenvolver as suas áreas de investigação e inovação”, referiu Rafal Kaminski. “A Angelini Pharma tem um pipeline entusiasmante num vasto leque de áreas terapêuticas, e eu estou interessado em tirar partido da minha experiência e conduzir a equipa de I&D que colabora com a equipa de liderança."

Rafal Kaminski doutorou-se em farmacologia pela Universidade Médica de Lublin, na Polónia, e completou o seu pós-doutoramento na Universidade Radboud, na Holanda, e nos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Obteve um diploma em Medicina Farmacêutica pela ULB na Bélgica.

 

 

Nutrição
A salicórnia (Salicornia ramosíssima), também conhecida como “sal verde” ou “espargo do mar”, é uma

Esta planta faz parte da flora nativa do litoral de Portugal e pode ser encontrada sobretudo nas regiões da Ria de Aveiro, Ria Formosa e noutras regiões do Algarve. É constituída por folhas de tamanho reduzido, inflorescência terminal em forma de espigão, caules suculentos de cor verde que podem desenvolver-se até 40 cm e apresenta um ciclo de vida anual. Absorve o sódio dissolvido na água do mar ou do solo onde se desenvolve, apresentando, por isso, um sabor naturalmente salgado.

A importância da salicórnia nas populações costeiras remete a tempos antigos, tendo sido utilizada para fins terapêuticos, devido à sua composição com potenciais benefícios para a saúde, para fins industriais enquanto matéria-prima, e para fins alimentares. Este último terá apresentado especial relevância durante a 2ª Guerra mundial, em que seria conservada em gelo e comercializada enquanto “espargo do mar” para consumo humano.

Os benefícios nutricionais da salicórnia devem-se ao seu teor em compostos bioativos (p. ex.: esteróis, ácidos hidroxicinâmicos), ácidos gordos polinsaturados, fibra e minerais (p. ex.: ferro, potássio). Contudo, a sua composição é dependente da época e local de colheita, bem como da salinidade do solo.

O sabor salgado que apresenta permite o uso da salicórnia nas preparações culinárias em detrimento do sal de cozinha. Quanto a quantidades, sabemos que, em média, 1 colher de chá (5 gramas) de sal contém 2000 mg de sódio; 5 gramas de salicórnia em pó contém aproximadamente 935 mg de sódio; 5 gramas de salicórnia desidratada contém cerca de 460 mg de sódio; e 5 gramas de salicórnia fresca (equivalente a sete hastes) apresenta cerca de 70 mg de sódio. Desta forma, para iguais quantidades, a salicórnia, em qualquer tipo de apresentação, fornece menor quantidade de sódio quando comparada com o sal de cozinha. Ainda assim, são quantidades não negligenciáveis pelo que o consumo de salicórnia deve ser igualmente parcimonioso.

A salicórnia pode ser consumida fresca, em pequenos pedaços adicionados no final das confeções de pratos de peixe e marisco, em saladas ou em molhos. Também pode ser consumida cozida ou ao vapor, enquanto acompanhamento ou ingrediente de outras preparações culinárias. Quando apresentada sob a forma de pó (seca e triturada), o conhecido “sal verde”, apresenta inúmeras aplicabilidades.

Devido à sua versatilidade, a salicórnia tem vindo a ser alvo de inúmeros estudos para explorar o seu potencial promissor enquanto ingrediente funcional, que poderá ser utilizado na indústria alimentar com inúmeras funcionalidades, em particular enquanto substituto de sal ou de outros aditivos, bem como no dia-a-dia das confeções culinárias nas casas dos consumidores ou na restauração.

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dirigidas às empresas do setor do grande consumo, logística e distribuição
A GS1 Portugal, organização neutra, sem fins lucrativos e responsável pela implementação de standards para a promoção de uma...

Já amanhã, 18 de janeiro decorre o webinar “Introdução à Codificação de Produtos”. A ação formativa, gratuita, tem início marcado para as 10h, com uma duração prevista de 1h30. Neste webinar, os participantes poderão aprofundar conhecimentos sobre a codificação de produtos, nomeadamente: 

  • Codificação e marcação das Unidades de Consumo e Unidades de Expedição; 
  • Código de Peso Variável – o que é, como funciona;
  • Vantagens da captura de dados GS1;
  • Etapas de implementação de um sistema de identificação de artigo.

Estes e outros temas serão aprofundados num curso dedicado que decorrerá a 09 de fevereiro, subordinado ao tema “Codificar Produtos de Forma Correta”. Com início marcado para as 9h e com duração prevista de 4 horas, este curso, de teor mais aprofundado, analisará com detalhe os temas abordados no webinar introdutório de 18 de Janeiro e introduzirá temas novos, dando aos participantes insights relevantes sobre a importância da rastreabilidade:

  • Identificação de artigos para uma gestão eficiente;
  • Codificação e marcação das Unidades Logísticas;
  • Exercício de validação de conteúdos de etiqueta logística

Estas formações pretendem ser um incentivo à codificação e rastreabilidade dos produtos ao longo de toda a cadeia de valor. Além disso, servirão também para dar a conhecer aos participantes a utilidade dos serviços disponibilizados pela GS1 Portugal a que poderão ter acesso.

Desta forma, a GS1 Portugal acredita poder ajudar a melhorar a eficiência do negócio dos seus associados, para que consigam tirar partido da codificação e serviços GS1, tornando os seus negócios mais sustentáveis.

Para informação adicional e inscrições neste webinar, por favor aceder aos formulários nos links em cima ou, em alternativa, contactar a GS1 Portugal - [email protected].

Covid-19
A compaixão e a ligação aos outros são fatores que reduzem o risco de desenvolvimento de stress pós-traumático no contexto da...

Segundo o estudo publicado na revista científica PLoS One, as pessoas que se sentem socialmente mais seguras e conectadas, «e que são capazes de ser compassivas consigo mesmas, com os outros e que recebem compaixão dos outros em face do sofrimento e adversidade, revelam maior crescimento pós-traumático no contexto da pandemia», afirma Marcela Matos, clarificando que o crescimento pós-traumático diz respeito à mudança positiva que uma pessoa desenvolve perante um evento traumático, isto é, «perante o sofrimento, as pessoas iniciam um processo de transformação, promovendo o crescimento pessoal, a resiliência e o bem-estar mental durante e após a pandemia».

Este estudo insere-se num projeto internacional que tem como objetivo avaliar os diversos fatores que podem aumentar ou atenuar o risco de problemas de saúde mental no contexto da pandemia global de Covid-19, e que junta em consórcio cientistas de 21 países de várias partes do mundo.

A docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) e investigadora do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) afirma que este estudo demonstra que a conexão social é a chave para «compreender como as pessoas se adaptam e lidam com a crise mundial da Covid-19 e pode facilitar o crescimento pós-traumático no contexto da ameaça vivenciada durante a pandemia».

«Mais concretamente, a compaixão (em particular a autocompaixão e compaixão recebida dos outros) e experiências de conexão social e ligação aos outros têm um papel protetor universal contra os efeitos prejudiciais da pandemia COVID-19 na saúde mental e no bem-estar psicológico e social, podendo ainda promover a resiliência e facilitar o crescimento pós-traumático face ao contexto desafiador e potencialmente traumático da pandemia».

Isto significa que a «capacidade de ativar sistemas motivacionais de compaixão (em relação ao eu, aos outros e recebida dos outros) e de experimentar segurança social e conexão aos outros fortalece o crescimento pós-traumático perante ameaça da pandemia Covid-19», acrescenta.

Marcela Matos nota ainda que um outro estudo do consórcio que lidera, publicado na prestigiada revista científica Mindfulness, indica que a compaixão, «em particular a autocompaixão e compaixão recebida dos outros, tem um papel protetor universal contra os efeitos prejudiciais da pandemia COVID-19 na saúde mental (sintomas de depressão, ansiedade e stress) e no bem-estar psicossocial».

Normalmente definida como «uma sensibilidade ao sofrimento no próprio e nos outros, com um compromisso para tentar aliviá-lo ou preveni-lo», a compaixão «não é o mesmo que pena ou amor, nem é apenas ser simpático ou bonzinho, ou ser autoindulgente ou fraco, submetermo-nos às vontades dos outros, ou livrarmo-nos da dor ou do sofrimento. Não, não é isso. A compaixão é sinónimo de coragem e de um profundo compromisso com o nosso bem-estar e com o bem-estar dos outros», comenta a investigadora da UC.

Os resultados deste trabalho científico têm por base dados recolhidos junto de uma amostra de 4057 indivíduos de ambos os sexos da população geral, recrutados nos 21 países participantes, durante a primeira vaga da pandemia, entre abril e junho de 2020.

Perante as conclusões, que são transversais a todos os países envolvidos no projeto, Marcela Matos considera ser uma prioridade avançar para a implementação de «estratégias focadas

na comunidade para fomentar a resiliência e proteger a saúde mental da população neste período. Intervenções focadas na compaixão e a disseminação de estratégias de comunicação pública compassivas podem ser relevantes para promover a resiliência individual e coletiva, e reduzir as dificuldades de saúde mental durante e após a pandemia».

«Para além disso, pode ser relevante promover a reconexão social entre a população em geral e, em particular, nos grupos mais vulneráveis (idosos, profissionais de saúde e outros), por exemplo, usando intervenções baseadas na comunidade visando combater a solidão física e emocional», finaliza.

Estudo
Imagine que pela primeira vez você entra em um lugar, mas ao invés de sentir-se conhecendo algo novo, a sensação que vem na sua...

A palavra déjà vu significa "já visto" em francês: “o déjà vu é uma ilusão da perceção que ocorre quando o sujeito experimenta sensações de familiaridade em uma situação nova e desconhecida, levando a se recordar de um acontecimento não vivido”, afirma o neurocientista e mestre em psicanálise Fabiano de Abreu, autor do estudo “o que é déjà vu?”. 

Embora a expressão “déjà vu” tenha surgido no século 18, durante muito tempo não haviam estudos científicos sobre esse fenômeno. Fabiano de Abreu pontua que os avanços na neurociência mudaram esse panorama: “atualmente já é possível observar e estudar o fenômeno através da neurologia e atribuir as suas causas a questões neurológicas, especificamente, a distúrbios nas funções cognitivas relacionadas à memória e atenção. Todavia, esse tema ainda é um desafio para a ciência”, contextualiza o neurocientista.

As pesquisas mostram que o fenómeno está relacionado com a memória, a perceção, o lobo temporal e que uma falha do circuito cerebral é responsável por essa falsa sensação de lembrança. Segundo o artigo de Fabiano de Abreu, o déjà vu é considerado um fenômeno sem causas patogênicas nem manifestações físicas e ocorre de maneira rápida e espontânea. 

Quando o déjà vu pode ser um problema? “Para que o déjà vu seja considerado de ordem patológica, é necessário que ele aconteça com certa frequência e que tenha um maior tempo de duração”, alerta Fabiano de Abreu.  

Em seu estudo, o neurocientista argumenta que indivíduos não familiarizados com o termo podem confundir com outros sintomas, como alucinações e estados fora da realidade. “O déjà vu considerado normal pode acontecer, mas caso seja recorrente, é importante investigar se essas sensações não estão sinalizando algo mais grave”, destaca o PhD neurocientista Fabiano de Abreu.

Existem doenças associadas ao déjà vu: “a epilepsia é uma das patologias mais associadas ao fenômeno. Ela acontece quando há uma alteração das atividades do cérebro, ocorrendo curto-circuito nos disparos elétricos das células nervosas que provoca uma perturbação sem sincronia nos pensamentos e comportamentos”, afirma Fabiano de Abreu.

Embora pesquisadores como Fabiano estudem o déjà vu, a ciência ainda não conseguiu encontrar todas as respostas sobre o fenómeno: não há dados conclusivos sobre suas causas e suas conexões com distúrbios neurológicos, como a epilepsia e esquizofrenia e os psiquiátricos, com a ansiedade e depressão. Para afirmar que o déjà vu ocorreu, é levado em consideração a subjetividade do indivíduo e seu entendimento sobre os próprios processos cognitivos”, explica o neurocientista Fabiano de Abreu. 

A primeira sessão irá realizar-se na FNAC Santa Catarina, a 22 de janeiro
A Associação Portuguesa de Neuromusculares (APN) e a Sociedade Portuguesa de Estudos de Doenças Neuromusculares (SPEDNM) vão...

Esta iniciativa, denominada ‘#EuSouRara – Encontros FNAC’, surge no âmbito da campanha de sensibilização para a Atrofia Muscular Espinhal lançada em fevereiro do ano passado pelas duas associações, e tem como objetivo promover a aproximação entre famílias que convivem com esta realidade, gerar partilha de experiências, e encontrar, com a ajuda de especialistas, métodos de ultrapassar algumas das barreiras associadas ao dia a dia da doença.

Para Joaquim Brites, Presidente da APN, “esta iniciativa surge num momento particularmente importante para a nossa sociedade, com a inclusão da Atrofia Muscular Espinhal na lista de doenças raras a serem diagnosticadas através do teste do pezinho. Hoje, mais do que nunca, é importante, por um lado, sensibilizar as famílias para a importância do diagnóstico precoce de uma doença rara – o que poderá representar um fator imperativo na qualidade de vida da criança – e, por outro lado, dotar as pessoas adultas que vivem com a doença e seus cuidadores com as ferramentas e conhecimentos imprescindíveis para conseguirem enfrentar os desafios do seu dia a dia”.

O primeiro encontro está marcado para 22 de janeiro, na FNAC Santa Catarina, no Porto, e terá como tema central a “SMA a 360°: a importância da equipa disciplinar”. Esta sessão terá como convidados Raquel Araújo, Fisiatra, Elga Freire e Fátima Silva, Médica e Enfermeira de Ventiloterapia, Cristina Garrido, Neuropediatra, Márcio Cardoso, Neurologista, Ana Cavalheiro, Nutricionista, e ainda Ana Isabel Gonçalves, vive com Atrofia Muscular Espinhal e Vice-Presidente da APN.

Para além desta, estão ainda agendadas duas sessões: uma na FNAC Colombo, a 25 de janeiro, sobre o “Estigma e impacto emocional da doença neuromuscular”, que contará com a participação de Ana Luísa Santos, Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta no Centro Hospitalar Lisboa Norte, Filomena Carvalho, que vive com SMA, e Joaquim Brites, Presidente da APN; e uma última sessão na FNAC Norteshopping, a 29 de janeiro, sobre “Como lidar com o dia a dia com Atrofia Muscular Espinhal”, com a presença de Hélder Oliveira, Terapeuta Ocupacional na APN, e os testemunhos pessoais de Ana Isabel Gonçalves, Vice-Presidente da APN, e de Carlos Almendra, enquanto cuidador.

A campanha #EuSouRaro/a é uma iniciativa que pretende sensibilizar a população e os profissionais de saúde para a existência da Atrofia Muscular Espinhal e para a importância de um diagnóstico precoce, por forma a que a criança e o adulto com SMA possam ter uma vida mais funcional e ser devidamente acompanhados. Esta ação conta com o apoio das seguintes entidades: Biogen, FNAC, Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal do Porto, Câmara Municipal de Coimbra, Câmara Municipal de Portimão, RTP e Sapo.

A Atrofia Muscular Espinhal é uma doença neuromuscular hereditária rara que resulta na diminuição gradual da massa muscular e da força dos músculos – por conta do processo degenerativo de neurónios motores na medula espinhal – o que pode originar a paralisia progressiva e perda de capacidades motoras. Esta doença pode dividir-se em cinco tipos principais: o tipo zero com sintomas pré-natais, os tipos I a III com aparecimento de sintomas em idade pediátrica, e o tipo IV com aparecimento dos sintomas na idade adulta.

Em relação aos sintomas, estes podem variar de pessoa para pessoa, sendo a fraqueza e atrofia muscular os mais comuns e transversais a todos os tipos. Pode ainda verificar-se fraqueza geralmente igual nos dois lados do corpo e mais acentuada nas pernas do que nos braços, e, nos casos mais severos, observam-se frequentemente dificuldades respiratórias, na mastigação e na deglutição, e em idades mais avançadas podem surgir escolioses acentuadas, não existindo qualquer impacto a nível cognitivo nem na sensibilidade dos doentes.

Em dia de aniversário
Para assinalar o 22º aniversário, que o Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira comemora hoje, destacando não só a...

Esta “Revista Científica” digital, disponível no sítio oficial do CHUCB, em www.chcbeira.min-saude.pt visa estimular, apoiar e promover a divulgação da investigação realizada pelos seus profissionais, mas também por outros investigadores, nomeadamente no âmbito do Centro Académico Clínico das Beiras (CACB), ou ainda por terceiros, que mesmo sendo externos à instituição, desenvolvam trabalho científico e académico, com a colaboração desta unidade de saúde, minimizando assim, as dificuldades que a prática da investigação clínica acarreta e criando novas abordagens, para melhorar a prestação dos cuidados de saúde.

Com base nesta solução digital, o CHUCB pretende potenciar o mérito e a qualidade científica da investigação, que já se faz na instituição, porém a um nível muito mais diferenciado e transparente, com recurso a uma plataforma de pesquisa multidisciplinar, na qual investigadores e clínicos partilhem e disseminem informação científica, de índole clíni-co, epidemiológico, multicêntrico e translacional, o qual pode inclusive assumir uma grande diversidade de temas com interesse na ampla área da saúde, tais como: desafios atuais ou emergentes, gestão e políticas de saúde, história e estado da arte da medicina, ligação à sociedade, epidemiologia, entre outros.

Assim, na Revista Científica digital do CHUCB constará a publicação de trabalhos científicos originais e de revisão, casos clínicos, cartas ao editor e outros, de elevada qualidade, nas mais variadas áreas da saúde e da vida, validados por revisores credenciados para o efeito.

Com todos os artigos publicados, submetidos a peer review, a Revista Científica do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira rege-se de acordo com as boas normas de edição biomédica do International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE), do Committee

on Publication Ethics (COPE), e do EQUATOR Network Resource Centre Guidance on Good Research Report.

A política editorial do site incorpora no processo de revisão e publicação as Recomendações de Política Editorial emitidas pelo Conselho de Editores Científicos (Council of Science Editors).

Para além de um repositório de artigos, disponíveis para consulta pública e outros conteúdos reservados, apenas para quem se encontre registado na plataforma, será também de acesso livre uma publicação periódica, também em formato digital, com os artigos editorialmente validados, para cada edição.

Estão a ser realizados uma média de 248 mil testes diários
Numa altura em que estão a ser realizados uma média de 248 mil testes diários, a Biojam Holding Group estabelece um acordo com...

Com uma clara aposta na expansão e internacionalização, a nacional Biojam cria ainda em Portugal um Hub logístico para fornecimento de testes COVID-19 destinados, numa primeira fase, ao mercado Ibérico (Portugal e Espanha) e PALOP. Como explica Carlos Monteiro, CEO da Biojam Holding Group, “Portugal é hoje ponto estratégico de distribuição não só para Espanha, mas um pouco para todo o mundo e nunca descorando o mercado nacional. A Biojam possui uma posição privilegiada que permite aos seus parceiros controlar o fluxo de entrada e saída de cargas, além de garantir a rápida expedição para os vários mercados. Claro que esse é um aspeto que acaba por se refletir numa redução de custos para os parceiros e para o cliente final”.

Outro dos aspectos que irá contribuir para um acentuado crescimento em 2022, o qual se prevê que venha a ultrapassar os 30% verificados no ano anterior, é o facto da Biojam Holding Group, enquanto farmacêutica portuguesa, se ter revelado nos últimos anos um estratégico e sólido parceiro para quem pretende entrar em novos mercados. “Não há dúvida que a segurança que damos aos nossos parceiros acaba por ser a chave do sucesso dos acordos estabelecidos nos últimos tempos", acrescenta Carlos Monteiro.

Ainda que seja reconhecida como uma das primeiras empresas a introduzir testes COVID no mercado Português, em especial os de saliva, a Biojam distingue-se também por outros factores: só nos últimos cinco anos, lançou 12 produtos na área da oncologia, anestesiologia, saúde da mulher e Nutrigenômica integrada na suplementação alimentar, entre outros. Atualmente a estratégia da Biojam passa não só pelo lançamento de novos produtos, como também pela cooperação com investigadores e universidades portuguesas para a consolidação de novas terapias para infeções multirresistentes e uma aposta na inteligência artificial integrada para um diagnóstico mais precoce, fácil e célere em várias patologias.

Páginas