“Balança Alimentar Portuguesa 2016-2020” do INE conhecida na passada sexta-feira
Na passada sexta-feira, 15 de outubro, foi conhecida a “Balança Alimentar 2016-2020”, um estudo do Instituto Nacional de...

O aumento do aporte calórico é acompanhado por desequilíbrios graves, como o elevado consumo de carne – os portugueses comem quatro vezes mais carne do que aquela que é recomendada. A gordura na alimentação nacional também se mantém elevada e o consumo de álcool é igualmente excessivo.

Do período em análise (2016-2020) salienta-se o reforço da liderança do consumo de água e a redução positiva de consumo de refrigerantes que, para a Ordem dos Nutricionistas, poderá ser o reflexo claro da taxação implementada em 2017 às bebidas açucaradas. 

“Como vemos as medidas intencionalmente desenhadas para combater os problemas baseadas na evidência científica são efetivas. Este tipo de medidas podem e devem ser intensificadas pela Assembleia da República e pelo Governo a quem se exigem ações imediatas pela saúde de todos nós”, salienta Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

Já no ano do início da pandemia, em 2020, registou-se um ligeiro decréscimo do aporte calórico e um aumento da inatividade física, por força do confinamento. Neste período, a Ordem dos Nutricionistas apresenta novo cartão vermelho, salientando que “a ligeira diminuição das calorias ingeridas durante o ano transato, que ainda assim são muito elevadas face às necessidades, terá pouca expressão, num período marcado por uma diminuição drástica da atividade física.”  

“Apesar da redução das calorias ingeridas, temos de ter em consideração que o gasto energético foi muito diminuto durante o ano transato – já com o REACT-COVID realizado após o primeiro confinamento, tivemos conhecimento que a atividade física tinha diminuído. Estamos a aguardar com expectativa os resultados do segundo REACT-COVID. Salientamos que é essencial que se inicie um estudo alargado ao estado de saúde dos portugueses no período pós-pandémico, nomeadamente através de uma avaliação do estado nutricional da população portuguesa”, afirma Alexandra Bento.  

Recorde-se que a Balança Alimentar Portuguesa é um instrumento analítico de natureza estatística baseado na oferta de alimentos no território nacional numa perspetiva de consumo aparente, enquadrando as disponibilidades alimentares e a respetiva evolução em Portugal, em termos de produtos, nutrientes e calorias.

“Estamos cansados de ser o parente pobre do SNS"
O presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE, Pedro Costa, lamenta que a ministra da Saúde tenha dois pesos e duas medidas no...

Pedro Costa espera que “haja um equívoco da parte do gabinete da ministra da Saúde”. Isto porque, em resposta ao Acordo de Compromissos entregue a 21 de setembro no Ministério, o secretário de Estado Adjunto da Saúde escreveu aos enfermeiros dando conta da vontade de o Governo em reunir, negociar e resolver as justas reivindicações dos enfermeiros. “Infelizmente, apesar de tanto elogio e tanta palmadinha nas costas, parece que só depois do Orçamento de Estado do próximo ano estar a aprovado é que há disponibilidade de agenda para receber os enfermeiros”, frisa.

A confirmar-se a reunião na próxima semana com estruturas sindicais de outras classes profissionais do SNS, Pedro Costa admite que “tal só irá reforçar o sentimento de injustiça que assola os enfermeiros e irá motivá-los ainda mais para a greve convocada para 3 e 4 de novembro”. O pré-aviso de greve, recorde-se, foi marcado para o período compreendido entre as 08 horas de dia 03 de novembro e as 24 horas do dia 04 de novembro.

“Estamos cansados de ser o parente pobre do SNS, aqueles que são publicamente elogiados e vangloriados, mas que, depois, na hora de discutir direitos laborais ficam sempre para último plano”, acrescenta o presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE. Pedro Costa acrescenta que este “é um comportamento que revela a falta de consideração e de respeito pelos enfermeiros e pelos seus problemas”.

O responsável desta estrutura sindical teme que o Ministério da Saúde procure aproveitar as reivindicações de enfermeiros, médicos e farmacêuticos, depois de todos terem apresentado pré-avisos de greve, para reunir em momentos diferentes, antes e depois da aprovação do Orçamento, e, assim, retirar força reivindicativa a cada estrutura.

“Além disso, de que vale ao ministério anunciar que vai reforçar o orçamento para a Saúde em 700 milhões de euros se, na prática, esse dinheiro apenas vai servir para construir novos hospitais? Será que vão equipar os hospitais apenas com máquinas”, questiona ainda. Pedro Costa lamenta que “esteja a ser perdida uma oportunidade de aproveitar os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência para resolver os verdadeiros problemas do SNS: a falta de recursos humanos e a correta valorização dos que já ali trabalham”.

Pedro Costa conclui que “até dia 03 de novembro ainda há muito tempo para o Ministério da Saúde reconsiderar a sua posição e reabrir a mesa de negociações com os enfermeiros”. “Da nossa parte haverá sempre disponibilidade para dialogar”, assegura o presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE.

 

17 de outubro
A ANGEL – Associação Síndrome de Angelman Portugal realiza mais um Encontro Nacional, no dia 17 de outubro, na Quinta Real...

Com periodicidade anual e dirigido a todas as pessoas com interesse na Síndrome de Angelman e temas correlacionados, os encontros nacionais pautam pelo caráter informativo e pela partilha de experiências, essenciais para um maior e mais aprofundado conhecimento de uma doença genética que, sendo rara e identificada apenas em 1965, carece de ser explorada.

Apesar do trabalho desenvolvido ao longo de 10 anos de existência, a Associação ainda sente as consequências do défice de conhecimentos não apenas científicos e médicos, mas de toda a comunidade no que respeita a esta Síndrome.

No 10.º Encontro, a Associação procura esclarecer todos os interessados sobre o uso de canabidiol (CBD) e o seu potencial medicinal no tratamento de sintomatologia associada à Síndrome de Angelman. À mesa (redonda) sentam-se a Dra. Carla Dias, Presidente da Direção do Observatório Português de Canábis Medicinal e o Dr. José Carlos Ferreira, prestigiado neuropediatra em diversos centros hospitalares para conversar sobre este tema.

Com o Encontro a Associação pretende intensificar o conhecimento e esforço na investigação sobre Síndrome de Angelman e apoiar os familiares no encontro de respostas adequadas ao seu caso específico

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados perto de 800 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e sete mortes em território nacional. O...

A região Centro foi a região do país que registou maior número de mortes, desde o último balanço: três óbitos em sete. Seguem-se a regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo com duas mortes cada, a assinalar nas últimas 24 horas.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 766 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 230, seguida da região Norte com 226 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 171 casos na região Centro, 37 no Alentejo e 62 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, a Madeira registou mais 12 casos e o arquipélago dos Açores conta agora com mais 28 infeções.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 301 doentes internados, menos 20 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos tiverem menos um doente internado.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 624 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.030.439 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 30.212 casos, mais 135 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 160 contactos, estando agora 21.426 pessoas em vigilância.

Opinião
As necessidades alimentares e nutricionais de uma pessoa sem diabetes não são diferentes das necessi

Antes de mais, é importante identificar as diferenças entre os dois tipos de diabetes – a Diabetes Tipo 1 (DT1) e a Diabetes Tipo 2 (DT2). A DT1, de cariz inevitável, tem origem na destruição das células produtoras de insulina do pâncreas pelo sistema de defesa do organismo. A hormona que leva a glicose (açúcar) a entrar nas células é, desta forma, produzida em pouca quantidade ou inexistente. É o tipo mais comum entre crianças e jovens. A DT2, que pode ser prevenida, surge quando o pâncreas não consegue produzir insulina em quantidade suficiente ou esta não é utilizada de forma eficaz pelo organismo. Pode passar despercebida durante anos e ocorre, geralmente, a partir dos 40 anos. O envelhecimento, o sedentarismo e hábitos alimentares incorretos são alguns dos fatores que estão na sua origem.

A alimentação da pessoa com diabetes deve ser planeada no sentido de encontrar o equilíbrio entre as necessidades nutricionais, o tratamento, com recurso a medicação oral ou insulina, e ainda a atividade física. O grupo de nutrientes a que se tem que dar mais atenção é o dos Hidratos de Carbono, vulgarmente denominados por “açúcares”, dando preferência aos complexos (ex: pão integral ou de mistura, massa, arroz), pois não provocam um aumento muito rápido da glicemia, em comparação com os hidratos de carbono simples (ex: açúcar tradicional que adquirimos no supermercado ou que o está contido num bolo recheado de creme).

No Dia Mundial da Alimentação, queremos partilhar algumas estratégias no sentido de melhorar o equilíbrio da glicemia, evitando as suas alterações (hipoglicemias e hiperglicemias):

  • Aprender a ler os rótulos alimentares, identificando os “hidratos de carbono” presentes nos alimentos e promovendo escolhas mais saudáveis;
  • Preferir sempre alimentos com hidratos de carbono mais complexos, isto é, que não provocam aumentos rápidos de glicemia (hiperglicemias);
  • Saber como substituir os alimentos do plano alimentar (ex: substituir o arroz pelo grão e outras leguminosas), mantendo a quantidade de hidratos de carbono prevista para a refeição;
  • Elaborar receitas saudáveis e mais apetecíveis, ao invés de refeições com um teor aumentado de gordura, sódio e açúcares adicionados;
  • Fazer intervalos de 2 a 3 horas entre as refeições;
  • Aumentar o consumo de água ao longo do dia, procurando beber cerca de 1,5 litros diariamente.

A Associação de Jovens Diabéticos de Portugal (AJDP) promove diversas iniciativas ao longo do ano para promover um estilo de vida saudável e prevenir e gerir a diabetes. Nas iniciativas de cariz educacional, dinamizamos o projeto “AJDP nas Escolas” através sessões de esclarecimento sobre a patologia em escolas, empresas e outras entidades; A nível alimentar, temos os Brunchs Vitaminados, em que apresentamos soluções mais saudáveis para a alimentação de toda a

população; promovemos igualmente iniciativas ao nível do desporto, como a Colónia de Férias Desportivas de Verão, destinada apenas a jovens com diabetes, as caminhadas e fins-de-semana de convívio abertos a toda a população, o projeto DiabPT United, com uma equipa de futsal formada por jovens com diabetes, entre muitas outras. Procurem por nós em www.facebook.com/JovensDiabeticos e www.ajdp.org.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Universidade do Minho
A dor crónica tem o potencial de alterar hábitos, comportamentos e vidas.

Não é só um problema de cada um, é um problema de saúde pública e, uma das principais causas de procura dos cuidados de saúde em todo o mundo. Em Portugal, os dados mais recentes estimam uma prevalência de 33,6% de pessoas a viver com dor crónica e, apesar de ser uma das doenças mais prevalentes, a dor crónica é ainda uma realidade pouco considerada pelos profissionais de saúde e escondida por quem sofre.

O acesso aos cuidados de saúde especializados em dor crónica continua longe de ser ideal. O tratamento da dor crónica é feito predominantemente ao nível dos cuidados de saúde primários, com um processo que se revela muitas vezes lento e muito condicionado pelas assimetrias regionais e geográficas do nosso país. Para além disso, as terapêuticas farmacológicas continuam a ser favorecidas, apesar dos efeitos secundários, questões associadas à tolerância medicamentosa ou eficácia limitada.

Efetivamente, a dor é uma experiência multidimensional demasiado complexa e dinâmica para se cingir unicamente à componente física e ser gerida apenas farmacologicamente. A dor crónica deve ser encarada como um desafio multidimensional, em que todas as terapêuticas químicas, físicas e psicológicas coexistam, inseridas numa abordagem multiprofissional.

A escassez da formação pré e pós-graduada na área da dor, bem como o número e a alocação limitada dos profissionais de saúde dedicados a esta área de prestação de cuidados de saúde, constitui outro entrave à dinamização e eficácia do tratamento da dor crónica. Também relevante é o défice em termos de educação e capacitação dos pacientes com dor, sendo uma missão importante dessa mesma prestação de cuidados, a contribuição para a literacia dos cidadãos em relação à prevenção e controlo da dor.

Com a pandemia por COVID-19 assistiu-se a um maior distanciamento dos cuidados de saúde relativamente aos cidadãos nesta e noutras áreas de saúde, que não as relacionadas diretamente com a pandemia. O acesso ficou dificultado e o acompanhamento dos cidadãos mais distanciado. Contudo, a pandemia trouxe também a oportunidade de compreendermos e aceitarmos a importância do cuidado à distância; do estar presente e do acompanhar, ainda que nem sempre de forma direta e presencial. O conforto e conveniência de ter a capacidade de avaliar remotamente a intensidade, impacto e experiência de dor, assim como uma equipa multidisciplinar disponível para fornecer estratégias para lidar com a dor crónica, democratiza o acesso da população a cuidados diferenciados.

É neste seguimento que uma equipa com médicos, psicólogos, enfermeiros e investigadores criou um projeto de monitorização da dor e de acompanhamento personalizado na gestão e combate à dor - uma iniciativa desenvolvida em conjunto com o Centro de Medicina Digital P5, da Escola de Medicina da Universidade do Minho. O intuito é simples: a procura e promoção dos melhores cuidados, de cuidados centrados na pessoa com dor, nesta área tão negligenciada, tentando fazer a translação do conhecimento académico, com a prática clínica do dia a dia.

Queremos promover o acesso da pessoa com dor crónica a cuidados multidisciplinares, com a proximidade e conveniência da medicina digital, mas sempre com toda a nossa presença humana, olhos nos olhos, e com total atenção, disponibilidade e empatia. Queremos dar mais qualidade de vida a todas as pessoas com dor crónica, minimizando o seu sofrimento e melhorando o seu bem-estar, e ajudar no primeiro passo para um país mais consciente e comprometido com a resolução das dificuldades da nossa população.

Autores: 
António Melo, Médico Anestesiologista
Filipe Antunes, Médico de Medicina Física e de Reabilitação
Patrícia Pinto, Psicóloga Clínica e da Saúde
Hugo Almeida, Investigador

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As explicações de um neurocirurgião
Nem sempre a dor nas costas é sinónimo de hérnias discais ou artroses.

As dores da coluna vertebral são sempre causadas pelas hérnias discais e pelas artroses

As hérnias discais e as artroses estão incluídas na espondilose degenerativa que é a doença mais frequente da coluna vertebral.

A frequência das hérnias discais e das artroses aumenta com a idade, a partir dos 30 anos. Aos 80 anos, todas as pessoas têm artroses da coluna vertebral.

O que é interessante é que, muitas pessoas têm hérnias discais ou artroses, mas não têm dor.

Por outro lado, em muitas pessoas com dor, esta não pode ser relacionada diretamente com as hérnias discais ou as artroses.

Finalmente, as dores da coluna vertebral podem ser causadas por fraturas após traumatismos, doenças reumáticas como a artrite reumatoide e a espondilite anquilosante, as infeções e os tumores. Estas doenças são mais raras, mas mais graves e devem ser diagnosticadas e tratadas numa fase inicial.

Ou seja, dor nas costas não é sinónimo de hérnias discais ou artroses.

As hérnias discais e as artroses são provocadas pelas posturas e os pesos

A principal causa das hérnias discais e das artroses é genética ou hereditária, ou seja, a tendência para as desenvolver durante a vida é transmitida de pais para filhos.

A postura, os pesos suportados, os movimentos repetitivos e a vibração também desempenham um papel importante, mas secundário.

Os problemas de dor na coluna vertebral são mais frequentes em pessoas com excesso de peso, fumadores e com estilo de vida sedentário ou pouca atividade física.

Ou seja, a nossa tendência para desenvolver hérnias discais ou artroses está definida pela nossa genética. Contudo o nosso estilo de vida vai definir se o envelhecimento da coluna vertebral vai acontecer de forma mais ou menos rápida e se esse envelhecimento produz dor e incapacidade.

A COVID-19 afeta o sistema respiratório, mas também outros órgãos, nomeadamente, a coluna vertebral

De muitos milhões de pessoas que foram infetadas pelo vírus, nenhuma desenvolveu um problema da coluna vertebral diretamente relacionado com a coluna vertebral.

Contudo, algumas pessoas desenvolveram lesões do sistema nervoso e muitas desenvolveram cansaço intenso e prolongado (até 6 meses), o que, indiretamente, afeta a saúde da coluna vertebral.

Por um lado, devido ao confinamento, muitas pessoas ganharam peso, passam mais tempo sentados, reduziram o exercício físico, estão submetidas a maior stress psicológico e fumam mais. Estes hábitos de vida são responsáveis pelo surgimento de doenças da coluna vertebral bem como pelo agravamento de doenças prévias que estavam bem compensadas.

As pessoas com dor na coluna vertebral devem ficar em repouso absoluto

Para a grande maioria das pessoas, o repouso absoluto não ajuda e é prejudicial e perigoso.

O repouso absoluto por mais de 3 dias causa: perda de resistência cardíaca, respiratória e muscular; medo de ser incapaz de retomar a vida prévia; doenças muito graves como a trombo-embolia e as infeções.

Num episódio de dor na coluna vertebral, as pessoas devem manter, tanto quanto possível, as atividades da sua vida pessoal, familiar, social e laboral.

Quem tem doenças da coluna vertebral não deve realizar exercício físico

Quem não tem problemas da coluna vertebral deve praticar exercício físico para os evitar.

Por outro lado, o exercício físico é uma parte fundamental no tratamento das pessoas com doenças da coluna vertebral.

As atividades que impliquem suportar grandes pesos (halterofilismo) ou trepidação (motociclismo, BTT) devem ser evitadas.

Entre as atividades com benefício demonstrado incluem-se: modalidades simples como a caminhada e a corrida, preferencialmente em terra ou passadeira; modalidades mais estruturadas como o pilates e o RPG.

O objetivo é melhorar a resistência cardíaca e respiratória, a flexibilidade da coluna vertebral e a força dos músculos que a suportam.

É fundamental que se escolha uma modalidade compatível com a rotina diária de modo a ser consistente.

Por outro lado, é importante que haja um aumento gradual do número de sessões, da duração das sessões e da sua intensidade.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
No dia Mundial da Alimentação
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) organiza, amanhã, Dia Mundial da Alimentação, a iniciativa “Oficina da...

Uma aula de ioga para toda a família, uma conversa sobre alimentação sustentável (com a nutricionista Ana Carvalhas) e um almoço partilhado, são ingredientes que convidam à boa disposição, num local também ele aprazível: o espaço junto ao Centro Náutico do Choupalinho, na margem esquerda do rio Mondego.

A estes ingredientes junta-se, ainda, “uma pitada” de solidariedade, através da recolha de bens alimentares a entregar, no dia seguinte – 17 de outubro é o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza –, por estudantes de enfermagem, à Cozinha Solidária da Associação Integrar, também em Coimbra.

Esta oficina, a decorrer entre as 10h30 e cerca das 14h00 de sábado, realiza-se com o apoio de vários parceiros e amigos da ESEnfC: “Convidas. Projeto que visa conciliar a vida profissional com a vida familiar em espaços de convívio, conhecimento e bem-estar” (a funcionar na ESEnfC), Programa 5 ao Dia, Mercado Abastecedor de Coimbra, Associação Integrar, Coimbra Stand Up Paddle, Banco Santander Universidades, Associação de Apoio aos Cuidados de Saúde dos Pequenitos e, claro, nutricionista e professora de ioga da Escola BmQ.

A ESEnfC faz parte da comissão coordenadora da Rede das Instituições de Ensino Superior para a Salvaguarda da Dieta Mediterrânica, constituída em 2019, e que pretende contribuir, através de uma abordagem multidisciplinar, para a defesa da dieta mediterrânica em diversas vertentes, como seja ao nível da produção e valorização dos produtos, da educação para a saúde, da preservação de técnicas, festividades e paisagens ancestrais

 

 

Dia Mundial da Alimentação
No dia 16 de outubro assinala-se o Dia Mundial da Alimentação, uma parte vital da nossa vida e muito

Mito 1 - As pessoas com diabetes não podem fazer uma alimentação normal.

A alimentação das pessoas com diabetes deve incluir todos os grupos de alimentos de forma equilibrada e variada, tal como se recomenda na alimentação saudável de qualquer pessoa sem diabetes. Existem alguns cuidados importantes pela necessidade de controlar os níveis de glicemia (açúcar no sangue), de conseguir um peso saudável e de manter os níveis de colesterol, triglicéridos e pressão arterial normais. Alguns destes cuidados incluem aumentar a ingestão de fibra e reduzir os hidratos de carbono refinados e alimentos processados ricos em açúcares, gordura e sal. Um dos desafios mais importantes é aprender a ingerir as quantidades certas em cada refeição, para uma boa gestão calórica e controlo dos níveis de glicose após as refeições e ao longo do dia, tendo ainda em consideração fatores como a idade, o peso e o tipo de terapêutica.

Mito 2 - As pessoas com diabetes não podem comer doces.

As pessoas com diabetes podem ingerir doces, mas não todos os dias. O mesmo conselho é dado aliás a toda a população. São no geral alimentos ricos em açúcar, gordura e calorias, que contribuem para o pior controlo glicémico e excesso de peso. Devem por isso reservar-se para situações ocasionais, em pequenas doses e combinado previamente com a equipa de saúde o tipo de ajustes ou cuidados a ter para evitar o aumento acentuado dos níveis de glicose no sangue. 

Mito 3 - As pessoas com diabetes podem comer fruta sem restrição de quantidade.

A fruta, contém hidratos de carbono e é rica em outros nutrientes fundamentais como a fibra, vitaminas, sais minerais e anti-oxidantes. Deve integrar o plano alimentar das pessoas com diabetes, mas como todos os alimentos, em porções recomendadas. No geral cerca de 3 doses de fruta diárias, privilegiando a fruta fresca (não em sumo) e quando possível com casca, por apresentar um maior teor de fibra com benefícios para o controlo da glicemia, do colesterol, da saúde intestinal, entre outros. “Considerando o impacto na glicemia, pode finalizar uma refeição que não contenha excesso de hidratos de carbono, ou pode integrar um lanche saciante, com um iogurte não açucarado ou uma pequena dose de frutos oleaginosos (noz ou amêndoa), por exemplo”, explica Maria João Afonso.

Mito 4 - Quem come muito açúcar vai ter diabetes.

“A alimentação rica em açúcares adicionados é, para além da alimentação hipercalórica, do excesso de peso, da obesidade e do sedentarismo, entre outros, um dos fatores que aumenta o risco da diabetes tipo 2”. Este tipo de diabetes está intimamente relacionada com o excesso de gordura corporal (principalmente abdominal), que resulta numa maior dificuldade na ação da insulina.

Mito 5 - Eliminar totalmente os hidratos de carbono ajuda a tratar a diabetes.

“As pessoas com diabetes, têm necessidade de controlar ou gerir a quantidade de hidratos de carbono em cada refeição e o tipo de alimentos que fornece esses hidratos de carbono.  Mas quantificar ou reduzir quando em excesso, não é o mesmo que eliminar, com vários riscos para a saúde. A quantidade total varia com a idade, género, peso e nível de atividade física, sendo que a gestão relacionada com a distribuição ao longo do dia (número de refeições e quantidades) é adaptada aos objetivos e tipo de tratamento de cada pessoa com diabetes. Para além disso devem privilegiar-se os alimentos com hidratos de carbono menos processados, sem adição de açúcares, gorduras e sal por um lado, e mais ricos em vitaminas, sais minerais e fibras importantes para o controlo glicémico e saúde cardiovascular”, afirma a nutricionista da APDP.

Mito 6 - Não é necessário controlar a ingestão de gordura. 

“As gorduras devem ser ingeridas com moderação devido ao elevado valor energético, no entanto considerar a qualidade é fundamental para a saúde cardiovascular, dando preferência às gorduras insaturadas como as que existem no azeite, atum, cavala, salmão e outros peixes, no abacate, ou em frutos oleaginosos sem sal (amêndoas, nozes, avelãs, …)”, sugere a responsável pela área da nutrição na APDP.

“Em Portugal temos mais de um milhão de pessoas com diabetes e mais de 50% da população com obesidade ou excesso de peso, uma população que precisa urgentemente de ser incentivada e ajudada a comer melhor e a mexer-se mais. O maior combate pela prevenção da diabetes é a redução da obesidade. Sabemos bem que esta não é uma luta só individual. Ela é essencialmente uma guerra contra interesses económicos e culturais estabelecidos, e pela criação de estruturas de apoio e motivação a todos aqueles que procuram ser mais saudáveis, perdendo peso, evitando o estigma e conseguindo evitar todas as suas consequências nefastas. É esse o alerta que a APDP deixa neste Dia Mundial da Alimentação”, conclui José Manuel Boavida, presidente da APDP.

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Desenvolvido pela AstraZeneca
A Agência Europeia do Medicamento já deu início ao processo de avaliação contínua de uma combinação de dois anticorpos...

Este procedimento de revisão contínua é utilizado pela EMA para acelerar a avaliação de um novo medicamento em situações de emergência de saúde pública, tendo já sido usado para a aprovação das vacinas contra o vírus SARS-CoV-2 na União Europeia.

“O Comité de Medicamentos Humanos da EMA (CHMP) deu início a uma revisão contínua do Evusheld, uma combinação de dois anticorpos monoclonais – tixagevimabe e cilgavimabe -, que está a ser desenvolvida pela AstraZeneca AB para a prevenção de Covid-19 em adultos”, informou o regulador europeu.

Em comunicado, a EMA adiantou ainda que esta decisão dos especialistas do CHMP de iniciar a avaliação contínua é baseada nos resultados preliminares dos estudos clínicos, que sugerem que o medicamento pode ajudar a proteger contra a doença provocada pelo coronavírus.

“A EMA começou a avaliar dados de estudos laboratoriais e em animais”, avançou a agência, que vai analisar também novas informações da farmacêutica sobre a qualidade, a segurança e a eficácia do Evusheld assim que estiverem disponíveis.

“Embora a EMA não possa prever os cronogramas gerais, [esta análise] deve levar menos tempo do que o normal devido ao trabalho realizado durante a revisão contínua”, referiu.

Os anticorpos tixagevimab e o cilgavimab foram concebidos para se ligarem à proteína spike do SARS-CoV-2, com o objetivo de impedir que o vírus entre nas células do corpo e cause a infeção.

Em fase de revisão contínua estão mais dois tratamentos à base de anticorpos, desenvolvidos pela Eli Lilly e pela GlaxoSmithKline and Vir Biotechnology, enquanto outros cinco estão na etapa mais avançada de avaliação da autorização para serem introduzidos no mercado.

Para já, a EMA apenas aprovou, em junho de 2020, o antiviral remdesivir para o tratamento da Covid-19 em adultos e adolescentes a partir de 12 anos e com pneumonia, que requerem oxigénio suplementar.

Entrevista
Segundo o estudo “Prevalência e Caraterização da Dor Crónica nos Cuidados de Saúde Primários”, 33,6%

Em Portugal, a dor é o principal sintoma que leva o doente a procurar o médico e os cuidados de saúde. Segundo o estudo “Prevalência e Caraterização da Dor Crónica nos Cuidados de Saúde Primários”, 33,6% dos indivíduos acompanhados em unidades de Cuidados de Saúde Primários vivem com dor crónica. Para entendermos a complexidade deste problema, como se caracteriza a dor crónica?

A dor crónica é uma doença com todo um conjunto de sinais e sintomas que se prolonga para além do tempo expectável de resolução do quadro clínico. Tem uma dimensão sensorial “o que se sente”, mas também emocional, resultado de experiências de toda a nossa vida passada, que determina que cada um de nós tenha a sua própria dor, diferente de qualquer outra.

Quais as principais causas ou fatores de risco associados à dor crónica?

Sendo que a dor crónica é predominantemente de etiologia músculo-esquelética "músculos, ossos e articulações”, tem necessariamente a ver com os hábitos de vida e particularmente com o sedentarismo e o excesso de peso. As posturas incorretas e os maus posicionamentos em casa ou no trabalho, também são causas possíveis de desencadear dor e potencialmente evitáveis, se corrigidas.

Como é feito seu diagnóstico? De que forma é possível quantificar a dor, tendo em conta que muitos não a conseguem compreender?

O diagnóstico é clínico, médico, e resulta da entrevista e da relação empática que se estabelece com o cidadão, nomeadamente com a recolha da história clínica, a realização do exame físico objetivo e, eventualmente, se persistir alguma dúvida, da realização de meios complementares de diagnóstico.

A dor pode ser prevenida? Quais os cuidados a ter?

Ter hábitos de vida saudáveis, nomeadamente na alimentação equilibrada e diversificada, na realização de exercício físico diário e na atenção aos pequenos pormenores da vida quotidiana de forma a evitar posturas e posicionamentos incorretos.

Tratando-se de uma entidade clínica complexa, em que consiste o seu tratamento?

Consiste em ter uma abordagem multimodal, isto é, de modos complementares, quer sejam medicamentos, as medidas químicas, as medidas físicas como a fisioterapia, os agentes físicos e o exercício, quer sejam psicológicas, particularmente na motivação para a superação da dor crónica.

De um modo geral, de que forma pode a dor condicionar a vida do doente? Quais as repercussões económicas e sociais da dor?

Falamos, hoje em dia, do conceito de dor total, porque tem repercussões físicas no corpo do doente, emocionais, na forma de estar e de ser, sociais, na forma de se relacionar com os outros e económicas pelos custos que acarreta no tratamento da dor ou até de absentismo laboral.

Na sua opinião, por que motivo continua a ser tão difícil entender e valorizar a dor? Qual o papel dos profissionais de saúde neste âmbito?

Se cada um tem a sua dor, acaba por guardar para si essa experiência e não a expor na sua totalidade, pensando sempre que o ou os outros não nos compreenderão. Cabe aos profissionais de saúde desmistificar estes conceitos, apoiar e disponibilizar todo um conjunto de práticas e saberes ao cidadão com dor crónica por forma a que possa depois superar essas situações.

Por fim, no âmbito desta temática, quais as principais recomendações /considerações?

Prevenir é o melhor remédio, como já dizemos e bem, que “mais vale prevenir do que remediar”, pelo que propor hábitos de vida saudáveis como a prática regular de exercício e evitar o excesso de peso e as doenças que lhe estão associadas, são a melhor forma de prevenir a dor crónica.

 

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Evento engloba sessões, mesas-redondas, simpósios e conferências
Entre hoje e amanhã, 15 e 16 de outubro, o Meliã Ria Hotel, em Aveiro, recebe o XXIX Congresso Português de Aterosclerose. Sob...

A Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) promove mais uma edição do seu Congresso anual que se dirige, de uma forma particular, a todos aqueles que sejam especialistas na área da Medicina Geral e Familiar, bem como aos especialistas hospitalares, que vão discutir e partilhar o que de novo existe na área destas patologias, tendo por base a prática clínica.

O programa científico do evento engloba sessões, mesas-redondas, simpósios e conferências que pretendem abordar a diversidade das disciplinas científicas que se relacionam com a aterosclerose. A edição deste ano divide-se entre a participação física em Aveiro, com mais de 120 participantes, e a assistência virtual, com cerca de 700 participantes.

"Com exigência, abriremos porta ao futuro com o conhecimento que, aqui, partilhamos. Estes momentos de reflexão e aprofundamento do conhecimento são essenciais para capacitar melhor os nossos clínicos na luta contra a doença aterosclerótica”, reforça Carlos Rabaçal, Presidente do XXIX Congresso Português de Aterosclerose.

No programa científico, o destaque do primeiro dia vai para a conferência sobre a próxima década na aterosclerose promovida por Kausik Ray, Professor no Imperial College London e Presidente da European Atherosclerosis Society.

Já o segundo dia do evento será marcado pela conferência sobre “Ritmos circadiários, genes periódicos e doenças ateroscleróticas”, ministrada pelo Dr. António Pedro Machado, e por uma sessão mais informal dedicada a debater se “Há um mundo antes e outro depois da pandemia?” e que contará com a participação do escritor Afonso Cruz.

O programa conta ainda com uma mesa redonda promovida em conjunto com a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) para discutir guidelines, consensos e normas relacionadas com a aterosclerose e os seus doentes.

Os participantes do Congresso vão poder ainda assistir a sessões sobre os efeitos pleiotrópicos dos fármacos CV, os benefícios do Ómega 3, o tratamento da inflamação e uma mesa redonda sobre a relação entre aterosclerose e AVC.

O programa completo e todas as informações sobre o Congresso podem ser consultados em www.congressoportuguesaterosclerose.pt

 

Técnica cirúrgica
O Serviço de Oftalmologia da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano iniciou, no passado dia 8 de outubro, a técnica...

“Com esta inovação cirúrgica, os utentes passam a ser operados no Hospital do Litoral Alentejano, ao invés de o serem noutras unidades de saúde, o que significa aumento de comodidade, qualidade e proximidade nos cuidados aos utentes da região”, revela a ULSLA.

Esta técnica dá resposta aos doentes com patologias como descolamento de retina, retinopatia diabética, doenças maculares como buraco macular ou membrana epi-retiniana ou traumatologia ocular.

“Este é mais um importante passo para o reforço dos cuidados prestados na ULSLA que, de forma progressiva, mas determinada, tem concentrado todos os seus esforços na melhoria dos serviços prestados”, escreve a ULSLA em comunicado.

 

Crise climática, pandemia COVID-19 e conflitos violentos
O Índice Global da Fome 2021 alerta para retrocessos na luta contra a fome, com cerca de 50 países a não conseguirem atingir a...

A mensagem da mais recente edição do Índice Global da Fome (IGF 2021), organizada e traduzida para português pela ONG Ajuda em Ação, membro da Alliance2015, é clara: o mundo como um todo - e 47 países em particular - não conseguirá atingir um baixo nível de fome até 2030. O progresso em direção à meta das Nações Unidas da Fome Zero até 2030, já de si demasiado lento, começa agora a mostrar sinais de estagnação ou mesmo de retrocesso, pondo em causa a segurança alimentar e o desenvolvimento económico e social de milhões de pessoas em todo o mundo.

O cocktail tóxico das “alterações climáticas, da COVID-19 e dos conflitos está a fazer-nos regressar a um mundo que pensávamos ter deixado para trás. A pobreza extrema aumentou pela primeira vez em 20 anos e a fome, algo que pensávamos que tínhamos relegado para a história, está de volta”, alertam Mathias Mogge, Secretário-Geral da Welthungerhilfe, e Dominic MacSorley, Diretor Executivo da Concern Worldwide, duas das entidades responsáveis pela execução do relatório e que pertencem também à rede Alliance2015, uma plataforma europeia de ONG.

Aliás, os conflitos violentos são considerados um dos principais indutores da fome, uma vez que afetam quase todos os aspetos de um sistema alimentar, desde a produção, colheita, processamento e transporte até ao fornecimento, financiamento, comercialização e consumo de fatores de produção. Dos 10 países cuja pontuação de IGF 2021 reflete níveis alarmantes ou extremamente alarmantes de fome, o conflito é um dos principais motores em 8. E a verdade é que o número de conflitos ativos continua a aumentar, pelo que se teme que a situação da fome se agrave ainda mais.

Também a COVID-19 e as alterações climáticas têm contribuído fortemente para a deterioração da segurança alimentar no mundo. Por um lado, as consequências das alterações climáticas estão a tornar-se cada vez mais graves e dispendiosas, com os países a não disporem das ferramentas necessárias para mitigar os seus efeitos. Por outro, a pandemia trouxe também novos desafios a uma situação já de si muito frágil, dando origem a uma das maiores e mais graves crises económicas que aumentou consideravelmente o número de pessoas que vive numa situação de insegurança alimentar um pouco por todo o mundo.

30 milhões de pessoas no mundo não sabem de onde vem a sua próxima refeição

A fome no mundo tem vindo a decrescer ao longo das últimas duas décadas, mas desde 2012 este progresso tornou-se mais lento e a prevalência global de subnutrição - um dos quatro indicadores utilizados para calcular a pontuação do IGF – também voltou a aumentar. Na edição deste ano, o IGF posiciona um país, a Somália, num nível de fome extremamente alarmante, cinco países em níveis alarmantes - República Centro-Africana, Chade, República Democrática do Congo, Madagáscar e Iémen - e outros quatro classificados provisoriamente como tendo uma situação alarmante - Burundi, Comores, Sudão do Sul e Síria. A fome foi ainda identificada como grave em 31 países e é provisoriamente classificada como grave em mais 6 países.

Apesar dos esforços que têm sido feitos, o mundo está ainda muito aquém do que é necessário para alcançar a Fome Zero. E os mais recentes números sobre a situação da fome no mundo refletem bem esta dura realidade: em 2020, 155 milhões de pessoas estavam em situação de grave insegurança alimentar - um aumento de quase 20 milhões em relação ao ano anterior – e cerca de 30 milhões estavam à beira da morte por fome, o que significa que não sabiam de onde vinha a sua próxima refeição.

Em termos gerais, desde 2012, a fome aumentou em 10 países que apresentavam níveis moderados, graves ou alarmantes de fome, em alguns casos refletindo uma estagnação do progresso e noutros o agravamento de uma situação já complicada. Numa nota mais positiva, o relatório também destaca as melhorias significativas na luta contra a fome registadas em 14 países, num período entre 2012 e 2021.

Trabalho das ONG é peça central no combate à fome

Embora os números da fome no mundo não sejam animadores, o relatório faz questão de ressalvar os esforços de governos, organismos internacionais e ONG para os tentar contrariar. As intervenções, mesmo as de menor escala, que têm sido realizadas por organizações humanitárias e de desenvolvimento, como a Ajuda em Ação, responsável pela organização e distribuição deste relatório em Portugal e que há 40 anos que luta contra a fome nos territórios onde está inserida, têm sido cruciais para dar resposta a estes desafios e apoiar milhões de pessoas em todo o mundo.

Durante o último ano, a ONG Ajuda em Ação levou a cabo uma resposta alimentar de emergência em Portugal, Espanha e vários países da América Latina, como México, Colômbia, Peru ou Guatemala. Com a COVID-19 a pôr em causa a segurança alimentar de milhões de pessoas nestas regiões do globo, foi necessário apoiar estas comunidades mais vulneráveis com kits e cartões de apoio alimentar que garantiram a alimentação diária de 123 famílias inteiras, entre as quais 249 crianças, que devido aos diferentes confinamentos impostos se viram impedidas de sair para ir trabalhar e obter o seu sustento.

Também em Moçambique, a ONG pôs em marcha uma resposta de ajuda humanitária para apoiar os milhares de deslocados que fogem dos conflitos armados em Cabo Delgado, garantindo-lhes abrigo e todas as condições necessárias à sua sobrevivência e impedindo que caiam numa situação grave de insegurança alimentar. É de referir que, já antes do conflito em Cabo Delgado, a Ajuda em Ação estava presente neste país com projetos que visam a capacitação para a mitigação e adaptação às alterações climáticas, outro dos fenómenos com mais impacto neste agravamento da fome no mundo.

O valor da vigilância genómica
A crise Covid-19 que abalou Inglaterra entre setembro de 2020 e junho de 2021 pode ser considerada como uma série de epidemias...

Descreve a "história" científica da pandemia à medida que se desenrolava, e sublinha a importância da vigilância genómica de alta velocidade e de grande escala para compreender e responder a surtos infeciosos.

Em março de 2020, quando a Inglaterra se preparava para entrar no primeiro de vários bloqueios, o consórcio COVID-19 Genomics UK (COG-UK) foi criado para monitorizar a propagação e evolução da SARS-CoV-2, sequenciando o genoma do vírus.

Desde então, o consórcio identificou e monitorizou numerosas linhagens virais, incluindo Alpha, identificada pela primeira vez em Kent em setembro de 2020 e delta, identificada pela primeira vez na Índia em abril de 2021. Ambas as linhagens mudaram posteriormente o curso da pandemia, não só na Inglaterra, mas a nível global.

Para este estudo, os investigadores analisaram os dados de vigilância genómica SARS-CoV-2 da Inglaterra recolhidos entre setembro de 2020 e junho de 2021. Caracterizaram as taxas de crescimento e a propagação geográfica de 71 linhagens e reconstruíram a forma como as linhagens recém-emergentes se espalhavam.

A ascensão e queda de novas linhagens

No final de 2020, a linhagem Alpha (B.1.1.7) espalhou-se apesar de uma série de restrições, incluindo um bloqueio nacional em novembro e restrições regionais em dezembro. Embora estas medidas tenham abrandado a propagação de outras linhagens, a variante Alpha foi encontrada possuindo uma vantagem de crescimento de 50 a 60 por cento sobre as linhagens anteriores e continuou a espalhar-se rapidamente.

No sistema de restrições hierárquicos que operam em dezembro de 2020, as taxas de infeção foram mais elevadas em áreas com menos restrições. Esta variante só foi controlada num terceiro bloqueio nacional entre janeiro e março de 2021, que foi introduzido após um pico de 72.088 casos diários em 29 de dezembro. Esta medida eliminou simultaneamente a maioria das linhagens que tinham sido dominantes em setembro e outubro de 2020. Quando as restrições começaram a ser levantadas a 8 de março de 2021, a taxa diária de casos tinha caído para 5.500.

Enquanto a variante Alpha estava a ser controlada, as linhagens associadas a uma maior capacidade de contornar a imunidade da vacinação ou da infeção anterior continuaram a aparecer no Reino Unido em níveis baixos no início de 2021. Estas linhagens foram caracterizadas pela mutação de pico E484K, a mais significativa das quais foram a linhagem Beta (B.1.351, identificada pela primeira vez na África do Sul) e a linhagem Gama (P.1, identificada pela primeira vez no Brasil). Mas apesar das repetidas apresentações destas linhagens, limitavam-se a surtos locais de curta duração.

Em março de 2021, as primeiras amostras de B.1.617, originárias da Índia, começaram a aparecer em dados de sequência. Tratava-se, de facto, de duas linhagens, Kappa (B.1.617.1) e Delta (B.1.617.2). As mutações no Delta tornaram o vírus muito mais transmissível do que as linhagens anteriores. Enquanto Kappa se espalhou lentamente e desde então se desvaneceu, a Delta espalhou-se para todas as autoridades locais e foi responsável por 98 por cento dos genomas virais sequenciados até 26 de junho de 2021.

Um vírus em mudança

"O tempo provou o quão engenhosa foi a ideia de criar o consórcio COVID-19 Genomics UK no início da pandemia", disse Moritz Gerstung, autor sénior do artigo da EMBL-EBI e do Centro Alemão de Investigação do Cancro (Deutsches Krebsforschungszentrum, DKFZ). "Poder ver linhagens lado a lado, mapeadas para locais específicos, tem sido incrivelmente informativo em termos de compreensão de como esta série de epidemias se desenrola. Ver o Alpha crescer mais depressa em quase 250 das 315 autoridades locais foi um sinal claro de que estávamos a lidar com algo muito diferente. Ao mesmo tempo, aprendemos que a genética da SARS-CoV-2 é incrivelmente complexa. Apesar de sabermos todas as mutações da Delta, não ficou imediatamente claro que se tornaria a linhagem dominante, por exemplo."

A análise da Delta indica que a sua taxa de crescimento foi cerca de 60% superior à de Alpha, a maior vantagem de crescimento observada em qualquer outra linhagem até à data. Globalmente, os investigadores estimam que a propagação de linhagens mais transmissíveis entre agosto de 2020 e o início do verão de 2021 mais do que duplicou a taxa média de crescimento do vírus em Inglaterra.

"Graças à vigilância genómica no Reino Unido e internacionalmente, é evidente que estamos a lidar com um vírus que mudou consideravelmente desde o que enfrentámos em março de 2020", disse Meera Chand, diretora de incidentes da COVID-19 na Agência de Segurança sanitária do Reino Unido (UKHSA) e uma das autoras do artigo. "Continuaremos a monitorizar o vírus SARS-CoV-2 para garantir que podemos usar as vacinas, tratamentos e medidas de saúde pública mais eficazes contra as variantes atuais e futuras."

O valor da vigilância genómica

Embora continue a ser impossível prever o que o vírus irá fazer a seguir, o consórcio COG-UK avançou consideravelmente o campo de vigilância genómica e provou o valor da monitorização dos agentes infeciosos. Apenas 18 meses após a sua criação, o programa fornece agora informações epidemiológicas quase em tempo real para informar a resposta de saúde pública do Reino Unido. Espera-se que um dia os cientistas possam utilizar esta informação para prever o surgimento de novas linhagens.

"Estes dados de vigilância genómica deram-nos uma forma totalmente nova de ver um surto desenrolar-se, o que nos ensinou muito sobre como um novo agente infecioso se espalha e evolui", explicou Jeff Barrett, autor sénior do artigo e Diretor da Covid-19 Genomics Initiative do Instituto Wellcome Sanger. "A minha esperança é que programas semelhantes de vigilância genómica sejam desenvolvidos em todo o mundo, para que estejamos tão bem preparados quanto possível para responder a futuros surtos de doenças infeciosas – sejam eles agentes patogénicos familiares ou novos."

Para enfermeiros e estudantes de enfermagem
A Secção Regional do Centro (SRCentro) da Ordem dos Enfermeiros (OE) organiza mais uma sessão do Ciclo de Webinares LadoaLado...

Saúde da Criança e da Mulher é a segunda sessão do Ciclo de Webinares LadoaLado.Com a Comunidade, iniciativa desenvolvida pela SRCentro para dar a conhecer os diversos projetos desenvolvidos pelas equipas de Enfermagem junto dos seus utentes/comunidades dentro da sua área de abrangência.

Durante este webinar, que se inicia às 18h no dia 19 de outubro, irão ser apresentados quatro projetos desenvolvidos em várias unidades funcionais da região Centro no âmbito da temática, e são eles: Programa de Preparação para o Parto e Parentalidade Responsável; Somos Pais. E agora?; Crescer com saúde na escola; e Dormir para Bem Sorrir.

A sessão online tem como objetivos promover a saúde materno-fetal nas mulheres, assim como estilos de vida saudáveis nas crianças e sensibilizar grávidas e casais para o desenvolvimento de competências parentais; a relação de conjugalidade no exercício da parentalidade e o fortalecimento das relações pais/filhos. Filipa Leite, Enfermeira na Maternidade Dr. Daniel de Matos (Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra) e Vogal do Conselho Jurisdicional Regional da SRCentro, estará encarregue da moderação deste painel.

A atividade está aberta a enfermeiros e estudantes de enfermagem com interesse pelo assunto, atribuindo 0,35 Créditos de Desenvolvimento Profissional.

A inscrição gratuita, mas obrigatória no Balcão Único AQUI. Até ao final do ano serão promovidos mais eventos online dentro deste ciclo de webinares.

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados perto de 800 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e seis mortes em território nacional. O...

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a região do país que registou maior número de mortes, desde o último balanço: três óbitos em seis. Segue-se a regiões Centro com duas mortes a assinalar nas últimas 24 horas. O Alentejo registou um óbito.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 777 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 262, seguida da região Centro com 179 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 178 casos na região Norte, 93 no Alentejo e 34 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, a Madeira registou mais 12 casos e o arquipélago dos Açores conta agora com mais 19 infeções, desde ontem.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 321 doentes internados, menos 14 que ontem. No entanto, as unidades de cuidados intensivos voltaram a ter mais dois doentes internados.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 728 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.029.815 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 30.077 casos, mais 43 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 99 contactos, estando agora 21.586 pessoas em vigilância.

Promovido pela SPEPH – Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar
Com o apoio Científico da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências...

De acordo com a SPEPH, “a educação em emergência médica pré-hospitalar, envolve mecanismos próprios de organização com escopo e prática próprias, o que favorece uma integração vertical de conteúdos com a maior relevância para a prática da emergência médica pré-hospitalar”.

Deste modo, entre os conteúdos, destacam-se os seguintes temas: “Introdução e Avaliação do Paciente”, “Hemorragia Maciça”, “Via Aérea”, “Ventilação”, “Circulação”, “Cabeça – Hipotermia”, “Rosto-Pescoço-Coluna”, “Sistema Musculoesquelético”, “Cuidados Pediátricos”, “Lesões Térmicas e Queimaduras”.

O programa do curso é do Internacional PreHospital Medicine Institute - EUA, ministrado em Portugal pela IPHMI - Portugal, através da Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar

“O International PreHospital Medicine Institute (IPHMI), tem sede nos EUA, o IPHMI integra os mais prestigiados e reputados peritos do mundo em matéria de Medicina Pré-Hospitalar, com provas dadas entre diversos projetos, nomeadamente, programas de educação que se tornaram referências nos quatro quantos do mundo”, esclarece a SPEPH.

“Tem como principal foco, a conceção e evolução da educação da medicina pré-hospitalar, acessível com base nas mais recentes evidências científicas - encontra-se nesta circunstância em franco crescimento a nível mundial, tendo o seu modelo de educação implantando em vários países, atualmente dispõe de diversos programas de educação em medicina pré-hospitalar”, adianta salientando que “os modelos de educação IPHMI, são eficientes quer pela sua vertente técnica e cientifica, quer pelos métodos de educação, com manifestos benefícios para os prestadores de cuidados de emergência médica pré-hospitalar, o que se conduz, à melhoria evidente nos cuidados prestados aos pacientes”

A educação IPHMI, acrescenta esta Sociedade Científica, “é sem dúvida o futuro da medicina pré-hospitalar, não delimita o conhecimento, muito pelo contrário, estimula a pesquisa e o estímulo critico, fornecendo os seus alunos saberes técnicos e científicos em medicina pré-hospitalar, que marcam a distinção - entre a vida e a morte”

A SPEPH – Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar é, em Portugal, o seu representante oficial.

O curso tem de corre de 30 a 31 de outubro, com um total de 16 horas ministradas. As inscrições já estão abertas e decorrem até ao dia 25 de outubro, aqui: https://speph.pt/2021/09/20/regulamento-do-curso-ephtc/

Os participantes recebem Certificação Internacional e Nacional válida por 4 anos.

Para mais informações contactar: [email protected]

Estudo
Um estudo, no qual participaram o Instituto de Diagnóstico Ambiental e Estudos da Água (Idaea), o Conselho Nacional de...

Os resultados do estudo, publicado na revista Environmental Research, poderiam ser utilizados para rever os sistemas de ventilação dos hospitais, melhorar a qualidade do seu ar e prevenir a infeção dos profissionais de saúde.

Os autores do estudo usaram uma nova metodologia para medir a presença do SARS-CoV-2 no ar dos hospitais e que consiste em colocar filtros de ar em diferentes instalações hospitalares: salas de doentes Covid-19 e corredores adjacentes; corredores adjacentes tanto a salas e quartos da UCI sem pacientes Covid-19; e o terraço exterior, e sua subsequente quantificação usando a técnica PCR.

A pesquisa mostra que a maior presença do material genético do vírus é encontrada nos corredores adjacentes às salas de pacientes infetados, e não nas próprias salas, onde a ventilação é mais eficiente. Esta descoberta, sublinha o jornal El Mundo, permite concluir que há uma transferência de vírus dos quartos para os corredores.

 

 

Número é o mais elevado das últimas quatro décadas
O número de suicídios entre as crianças japonesas é, atualmente, o mais elevado em mais de quatro décadas, avança a Reuters,...

Quando a pandemia Covid-19 levou à interrupção das aulas e encerramento das escolas no ano passado, 415 crianças do ensino básico e secundário suicidaram-se, revela um inquérito do Ministério da Educação japonês.

O número aumentou em quase 100 em comparação com o ano passado, o valor mais alto desde que, em 1974, se começaram a registar o número de mortes por suicido nestas faixas etárias.

As mudanças na escola e no ambiente doméstico devido à pandemia tiveram um grande impacto no comportamento das crianças, segundo a NHK, citando um funcionário do Ministério da Educação.

O suicídio tem uma longa história no Japão como forma de evitar a perceção de vergonha ou desonra, e a sua taxa de suicídio tem sido há muito uma das mais altas, mas um esforço nacional reduziu os números em cerca de 40% em 15 anos, sendo que estes números estavam em declínio desde 2009.

No meio da pandemia, os suicídios aumentaram, sobretudo entre as mulheres.

 

 

 

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