Promovido pela Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS)
Decorre no próximo dia 26, pelas 18h30, o webinar "Viver depois do cancro da mama", integrado na campanha sob o mesmo...

A sessão contará com a presença de Gabriela Sousa, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia, Paula Ravasco, médica especialista em Imuno-Hematologia e em Nutrição Clínica, Marta Crawford, sexóloga, Pedro Antunes, especialista em Ciências do Desporto, Ângela Feiteira, terapeuta de Reiki e professora de Yoga e Joana Cruz, radialista.

O webinar, realizado no âmbito desta campanha, está integrado na nova plataforma www.viverdepoisdocancrodamama.pt, que disponibiliza informação útil e relevante sobre como viver depois do cancro da mama. A campanha tem como objetivo principal apoiar as sobreviventes da doença e abordar os cuidados a ter.

A sessão está integrada no pré-programa do XI Congresso Nacional de Senologia www.congressonacionalsenologia.pt, que se realiza nos dias 29 e 30 de outubro, em formato híbrido, com o tema “Cancro da Mama no novo milénio: Ciência e Decisão”.

 

Consórcio de saúde digital junta universidades, unidades de saúde e empresas em candidatura ao PRR
O Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, a Nova IMS, a Escola de Saúde Egas Moniz e a genesis.studio, criaram o Plano-A,...

A solução permite que os próprios utentes façam as medições dos sinais biométricos e o registo de informação sobre o seu estado de saúde, recebendo depois os alertas e recomendações dos profissionais de saúde que os acompanham. Para os médicos, a aplicação facilita a gestão do acompanhamento à distância de cada utente, apresentando os dados de saúde relevantes, incluindo informação preditiva gerada pela inteligência artificial e relativa ao nível de risco de agravamento de cada doença.

“Trata-se de uma grande inovação na forma como os doentes podem partilhar os seus dados de saúde com o seu médico, a partir do conforto de sua casa e aliviando assim a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde”, disse Matilde Pato, professora assistente do Departamento de Engenharia de Eletrónica e Telecomunicações e de Computadores do Instituto de Engenharia Superior de Lisboa.  Matilde Pato sublinha ainda que a aplicação vai permitir “que os utentes tenham um papel principal nos seus tratamentos”.

Ricardo Correia, co-fundador e administrador da start-up tecnológica genesis.studio afirmou: ”Estamos entusiasmados com este projeto, com a sua forte componente universitária, a participação de vários investigadores em engenharia informática, biomédica e de ciência dos dados de primeira linha, e o envolvimento e proximidade de prestadores de serviços de saúde.”

O Plano-A é uma de muitas aplicações e plataformas de saúde digital das 16 entidades que integram o Consórcio Data4Life, no âmbito de um programa de investimento de €25 milhões submetido ao Plano de Recuperação e de Resiliência. O projeto prevê a criação direta de 70 postos de trabalho altamente qualificados e de programas de mestrado e de doutoramento nas áreas da ciência de dados aplicada à saúde, engenharia informática e biomédica. O Consórcio pretende que mais pessoas e serviços de saúde acedam a esta inovação, reforçando ao mesmo tempo a posição de Portugal como referência em inovação e cooperação na saúde digital.

Sobre a candidatura ao PRR, Ricardo Correia destaca: “O PRR é uma oportunidade para um avanço sem precedentes em cuidados de saúde digital de maior qualidade, e com menores custos. Da cooperação entre os participantes do consórcio Data4Life irá resultar conhecimento e tecnologia de ponta que podem ser exportados, levando melhores serviços de saúde também a outras geografias e reforçando a posição de Portugal como referência em inovação e cooperação na saúde digital.”

No Dia Mundial da Terceira Idade
Encontro organizado pela Escola de Enfermagem de Coimbra, no Dia Mundial da Terceira Idade, começa com conferência sobre...

Aí está o 10º Colóquio Envelhecimento, Saúde e Cidadania. No próximo dia 28 de outubro, Dia Mundial da Terceira Idade, a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) organiza mais uma edição desta reunião anual de especialistas em assuntos geriátricos, agora com um programa desenhado numa lógica interprofissional, que propõe analisar «a parceria de cuidados na equipa interdisciplinar», seus «desafios e estratégias».

Os trabalhos, em formato online, começam, logo após as notas de abertura (às 09h00) – da Presidente da ESEnfC, Aida Cruz Mendes, do coordenador científico da Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E), João Alves Apóstolo, e da coordenadora da Unidade Científico-Pedagógica de Enfermagem do Idoso, da ESEnfC, Maria de Lurdes Almeida –, com a conferência “Literacia em Saúde – a importância do conhecimento para a pessoa idosa”, a proferir, cerca das 09h20, por Luís Saboga (Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa).

O colóquio prossegue com a mesa-redonda “A abordagem do enfermeiro à pessoa idosa com doença crónica – Update” (10h00). “Nursing Now - Competências em Enfermagem Geronto/Geriátrica” (João Tavares, Universidade de Aveiro), “O que existe de novo na abordagem multidimensional do idoso com doença crónica” (Joana Ferreira, Cruz Vermelha Portuguesa), “O potencial do uso da tecnologia – Novas ferramentas para o enfermeiro?” (Abel Paiva, Escola Superior de Enfermagem do Porto) e “Simulador de velhice: uma estratégia de capacitação” (Adriana Coelho, ESEnfC) são os temas que atualizam o conhecimento sobre a proteção e o cuidado da população mais idosa.

No 10º Colóquio Envelhecimento, Saúde e Cidadania, não poderia deixar de ser analisado “Um ano de estatuto do cuidador informal: retrato da situação”, tema a trazer à discussão pela Associação Nacional de Cuidadores Informais (a partir das 11h40). Numa mesa-redonda intitulada “Parcerias de cuidados - desafios e estratégias”, intervirão, ainda, a equipa do município de Vila Nova de Famalicão responsável pelo projeto Cuidar Maior e a professora da ESEnfC, Susana Duarte, com a alocução “Construção de parceria de cuidados família-enfermeiro”.

Esforços na saúde da população idosa serão infrutíferos sem as instituições de ensino superior

No dia que tem como objetivo sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento, a UICISA: E e a ESEnfC lançam, ainda (14h00), o livro “Competências em Enfermagem Gerontogeriátrica: uma exigência para a qualidade do cuidado”. Segue-se um período para comunicações livres, entre a 14h30 e as 16h00, hora de encerramento do colóquio.

A “capacitação dos profissionais de saúde” e consequente “adequação dos serviços de atenção à saúde do idoso” exigem que a formação em enfermagem concentre esforços e saberes (gerontológicos, geriátricos, de reabilitação e interdisciplinares), partindo do simples princípio de que o passar dos anos não é sinónimo de ser doente; significa, sim, o passar do tempo, o timing biológico com os seus ritmos, sobre os quais há saberes a organizar, uma vez que “Envelhecer é também ir aprendendo outra forma de viver…”, lê-se na página de abertura do sítio do colóquio na Internet, em www.esenfc.pt/event/10cesc.

De acordo com a Unidade Científico-Pedagógica de Enfermagem do Idoso, da ESEnfC, «a importância do envolvimento das instituições de ensino superior nestas questões é um requisito imperioso», ao citar a Organização Mundial de Saúde, segundo a qual sem esta participação «todo o esforço que se venha a fazer na saúde da população idosa será infrutífero».

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados pouco mais de 300 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e cinco mortes em território...

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a região do país que registou maior número de mortes, desde o último balanço: dois em cinco. Seguem-se as regiões Centro, Algarve e arquipélago dos Açores com uma morte, cada, a assinalar nas últimas 24 horas.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 313 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 118, seguida da região Norte com 90 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 46 casos na região Centro, quatro no Alentejo e 24 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, a Madeira registou mais 20 casos e o arquipélago dos Açores conta agora com mais 11 infeções.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 290 doentes internados, mais 21 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos têm mais sete doentes internados, estando agora 59 pessoas em UCI.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 284 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.035.977 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 31.336 casos, mais 24 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 321 contactos, estando agora 21.124 pessoas em vigilância.

Dados DGS
De acordo com os últimos dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), a terceira dose da vacina contra a Covid-19 já foi...

No que respeita à vacinação contra a gripe, cuja segunda fase da campanha de vacinação arrancou a 18 de outubro, acima 65 anos ou mais, esta já conta com 279 mil vacinas administradas.

De acordo com a DGS, os utentes vão ser convocados através de uma SMS para a toma em simultâneo da vacina contra a gripe e contra a Covid-19 ou apenas para a vacina contra a gripe (se não forem elegíveis para Covid-19).

O agendamento será automático, no entanto, “poderá haver casos, porém, em que sejam chamados doentes abaixo da faixa que se encontra aberta por já cumprirem todos os critérios de elegibilidade e para não atrasar o processo”, lê-se no documento que faz o ponto de situação do processo de administração de vacinas em Portugal.

“O autoagendamento das vacinas contra a gripe e terceira dose da vacina contra a Covid-19, será possível acima dos 80 anos a partir de 26 de outubro, no Portal Covid-19, do Ministério da Saúde,” no entanto a DGS adianta que o ritmo de vacinação, tanto da gripe como da terceira dose da Covid-19, está previsto acelerar em novembro, altura em que a quantidade de doses disponíveis deverá aumentar.

 

Uma alternativa saudável ao sal de cozinha
Os portugueses gostam de condimentar a comida com sal. O Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física demonstra...

Para que continuem a condimentar ao gosto, a salicórnia surge cada vez mais como um excelente substituto saudável ao sal tradicional. Quer seja fresca, seca ou moída, é ideal para temperar e condimentar os mais variados pratos, dando-lhes ao mesmo tempo um elevado valor nutricional.

A salicórnia é uma planta que nasce nas rias, assumindo naturalmente o sabor salgado graças à absorção direta do sal do mar/solo onde se desenvolve. Com um teor de sódio 75% mais baixo do que o sal marinho, a salicórnia pode ser utilizada na cozinha em detrimento do sal, apresentando uma vantagem ao nível da redução do teor de sódio na culinária.

Este fator é de extrema importância, dado que se tem verificado o consumo abusivo de sal, nos últimos anos, em Portugal, e este é considerado um importante fator de risco para o aumento da pressão arterial da população e, consequentemente, para o aumento do risco de doenças cardiovasculares (DCV). Quem sofre de problemas de hipertensão, tem assim uma excelente alternativa para diminuir ou até mesmo eliminar a ingestão de sal, mas sem com isso retirar o sabor às suas refeições.

Rica em vitaminas A, C e D, sais minerais, além das propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, diuréticas e antidiabéticas, o consumo de salicórnia é assim recomendado a todas as pessoas que se preocupam com o seu bem-estar e saúde e que pretendem por isso reduzir a quantidade de sal utilizado na sua alimentação.

Cheia de sabor, a salicórnia é uma mais-valia para a saúde e para o paladar.

O Referencial pretende orientar a operacionalização da resposta ao nível regional e local
A Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou o Referencial outono/inverno 2021-22, que pretende ser um documento orientador da ação...

O documento contempla três cenários de evolução da epidemia de Covid-19, do mais favorável ao menos favorável, prevendo medidas para cada um, reduzindo o potencial impacto deste período na saúde da população em geral e, em especial, nos grupos de risco.

Caso a epidemia se agrave, a DGS indica que deve ser garantida a resposta a doentes urgentes e dada prioridade a população mais vulnerável. “Garantir uma comunicação eficaz, informativa, centralizada e tranquilizadora” e “garantir o uso eficiente e reposição da reserva estratégica”.

O Referencial pretende orientar a operacionalização da resposta ao nível regional e local e assenta em seis linhas estratégicas: vigilância e intervenção em Saúde Pública; vacinação; gestão de casos; resposta intersetorial e literacia e comunicação.

Dirigido às entidades do Ministério da Saúde, o documento não substitui os planos específicos de reforço da capacidade de resposta e recuperação do sistema de saúde e do Serviço Nacional de Saúde.

 

Com o objetivo de melhorar todo o processo de admissão pré-internamento cirúrgico
A Clínica APIC, unidade de admissão centralizada de doentes para cirurgia convencional programada no Centro Hospitalar Tâmega e...

Com o objetivo de melhorar todo o processo de admissão pré-internamento cirúrgico foi implementada a Clínica APIC no Centro Hospitalar Tâmega e Sousa em setembro de 2020, sendo assegurada por uma equipa composta por três enfermeiros, quatro assistentes operacionais a e um assistente técnico. Esta unidade veio possibilitar uma maior agilidade e eficácia no processo de admissão e preparação dos doentes de cirurgia convencional programada, numa visão centrada no doente, contribuindo para uma diminuição de custos e promovendo uma maior humanização e satisfação dos doentes.

A primeira menção honrosa foi para o projeto “Cirurgia de ambulatório & hospitalização domiciliária em doentes em idade geriátrica com cancro da mama”, do Centro Hospitalar Universitário de São João. Este projeto representa uma nova e inovadora abordagem ao doente oncológico em idade geriátrica, a nível nacional, e permitirá desmistificar paradigmas e limites respeitantes à idade cronológica e à cirurgia oncológica em regime de ambulatório.

Além disso e excecionalmente foram premiados dois projetos na segunda menção honrosa. O primeiro foi “Sistema de Rastreabilidade Têxtil”, do Centro Hospitalar Universitário de São João. Trata-se de um sistema que permite quantificar o número de peças utilizadas durante as 24h e o número de serviços realizado, fornecendo roupa hospitalar de forma atempada, segura, flexível, consistente e adequada às necessidades.

“Prevenção de Quedas” foi igualmente reconhecido com a segunda menção honrosa. O projeto da Unidade Local de Saúde de Matosinhos assenta numa estratégia voltada para o envelhecimento ativo e saudável, em que o principal objetivo é capacitar as pessoas com episódios de queda e ou em risco, para a prevenção de quedas e gestão da sua condição, através de estratégias educativas e de exercício físico centrado na melhoria das qualidades físicas, força e equilíbrio.

“Vivemos tempos de dificuldades, mas sabemos que temos competências e capacidades para fazer melhor e fazer com excelência. É isto que pretendemos com esta iniciativa, enaltecer o que já se faz no nosso país e estimular os nossos profissionais a fazer cada vez melhor”, concluiu Alexandre Lourenço, presidente da APAH.

Para Antonio Della Croce, Diretor Geral da AbbVie Portugal, “esta iniciativa simboliza o dinamismo, a capacidade de resiliência da organização em Portugal, principalmente em tempo de pandemia. Este Prémio pretende distinguir instituições que procuram implementar boas práticas e têm uma boa gestão na saúde, regendo-se por valores como a criatividade, resiliência e inovação”. E reforçou também “a necessidade de se realizar uma reflexão profundada sobre a sustentabilidade do setor da saúde e a necessidade de maiores investimentos nesta área”.

Entre os finalistas estavam ainda outros quatro projetos: “Chegar mais longe” da ANDAR – Associação Nacional de Doentes com Artrite Reumatoide; “Portal de Agendamento Online Para Vacinação Contra a Covid-19” dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS); “Programa de Recondicionamento ao Esforço para Doentes Pós-Covid-19” da Unidade Local de Saúde de Matosinhos e “Just in Time” do Centro Hospitalar de Setúbal.

A 8ª. edição do Prémio Healthcare Excellence decorreu na passada quarta-feira, no Hotel Vila Galé Coimbra, onde foi ainda apresentado o livro comemorativo da iniciativa “A Excelência da Saúde em Portugal”.

Diploma entra em vigor a 01 de janeiro de 2022
A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) vê com grande satisfação a aprovação do diploma pelo “direito ao...

“O diploma aprovado no dia 22 de outubro representa uma grande vitória numa batalha muito antiga contra uma injustiça e discriminação absolutamente abusivas. Mesmo as seguradoras e bancos que não negam a casa ou a realização do seguro, aumentam muitas das vezes as taxas três ou quatro vezes sem quaisquer critérios”, alerta José Manuel Boavida, Presidente da APDP, acrescentando: “O próximo passo é a regulamentação da lei e o estabelecimento de regras que clarifiquem a sua aplicação. A nossa disponibilidade é total para colaborar na implementação da lei”.

A opinião é partilhada por João Valente Nabais, Vice-Presidente da Federação Internacional da Diabetes e Assessor da Direção da APDP, que explica que a alteração da medida representa o “terminar da discriminação de pessoas com diabetes” nesta parte da sua vida. “Até agora, as pessoas com diabetes tinham um incremento naquilo que tinham de pagar, o que acaba por ser complicado em termos psicológicos e não só. No entanto, hoje em dia, uma pessoa com diabetes tem uma esperança média de vida igual à de uma pessoa sem diabetes”, reforça.

No diploma, que entrará em vigor no dia 01 de janeiro de 2022, garante-se que estas pessoas que superaram ou mitigaram doenças graves não podem ser sujeitas a um aumento de prémio de seguro e/ou exclusão de garantias de contratos de seguro e que nenhuma informação de saúde relativa à situação médica que originou o risco agravado de saúde ou a deficiência pode ser recolhida ou objeto de tratamento pelas instituições de crédito ou seguradores em contexto pré-contratual.

No texto final aprovado pelo parlamento fica consagrado que “as pessoas que tenham superado ou mitigado situações de risco agravado de saúde ou de deficiência têm, na qualidade de consumidor, direito ao esquecimento na contratação de crédito à habitação e crédito aos consumidores, bem como na contratação de seguros obrigatórios ou facultativos associados aos referidos créditos”.

 

Molnupiravir
O comité de medicamentos humanos da Agência Europeia de Medicamentos (CHMP) iniciou uma revisão contínua do molnupiravir, um...

A decisão do CHMP de iniciar a revisão em andamento baseia-se em resultados preliminares de estudos laboratoriais (dados não clínicos) e estudos clínicos. Estes estudos sugerem que o medicamento pode reduzir a capacidade de SARS-CoV-2 se multiplique no corpo, evitando assim a hospitalização ou a morte em pacientes com Covid-19.

Em comunicado a autoridade europeia revela que vai avaliar mais dados sobre a qualidade, segurança e eficácia do medicamento. “A revisão em curso continuará até que haja provas suficientes para que a empresa apresente um pedido formal de autorização de introdução no mercado.”

 

Cláudia Vieira juntou-se a grávidas convidadas em aula de ginástica no Porto
Realizou-se no último fim de semana, nos dias 16 e 17 de outubro, a 5.ª edição da Maratona da Maternidade, em formato virtual,...

A caminhada solidária, que pretendia incentivar o aumento da natalidade em Portugal, decorreu em formato virtual, superando o número de inscritos e os donativos da edição anterior. Este ano a iniciativa registou cerca de 1 460 inscrições, correspondendo a 4 380 km (3 km por inscrição). Tendo sido alcançado o objetivo estipulado pelo laboratório de 1 000 Km percorridos, a BebéVida dobrou o valor das inscrições pagas, perfazendo 3 183€, valor que será entregue à Fundação Make-A-Wish.

“É com profundo orgulho que este ano vimos quase triplicar o número de participantes, que se traduziu num valor angariado para a Make-A-Wish superior face ao ano passado, tão importante para a continuidade da missão da associação, que passa por proporcionar momentos de alegria e esperança a crianças e jovens com doenças graves”, referiu Luís Melo, administrador do laboratório de tecidos e células estaminais BebéVida. “Ficou claro o interesse e entusiamo das futuras mamãs num evento de cariz solidário com uma componente de atividade física, o que nos motiva a replicar a iniciativa futuramente”, acrescenta.

Claúdia Vieira, madrinha da iniciativa e embaixadora da Fundação Make-A-Wish, marcou presença, no dia 16 de outubro, numa das atividades dinamizadas no âmbito da Maratona da Maternidade, por antecipação à data da caminhada. A atriz e apresentadora exercitou-se ao lado de várias grávidas convidadas numa aula de fitness e pilates.

Cerimónia de entrega dos prémios acontece dia 27 de outubro a partir das 16h30
“Dar visibilidade às entidades e pessoas que estão a construir o futuro” é o tema da 10ª edição do Prémio Saúde Sustentável,...

Nesta cerimónia serão conhecidos os 5 vencedores e as 5 menções honrosas, correspondentes às cinco categorias: Cuidados de Saúde Centrados no Cidadão; Inovação e Transformação Digital; Integração de Cuidados; Promoção da Saúde e Prevenção da doença e; Sustentabilidade Económica e Financeira.

Todos os projetos apresentados visam dar resposta às necessidades sentidas nestas áreas, contribuindo para uma saúde mais próxima e centrada nas pessoas e para reduzir a burocracia dos processos e aumentar a sua eficácia. As candidaturas selecionadas foram alvo de uma profunda análise e ponderação por parte do Júri composto por notáveis figuras do ecossistema da saúde em Portugal e representantes de várias instituições parceiras desta iniciativa.

Durante a Cerimónia será também atribuído o Prémio Personalidade, que distingue uma personalidade que se tenha destacado no seu contributo e dedicação à área da saúde.

Para Francisco del Val, diretor-geral da Sanofi Portugal, “o Prémio Saúde Sustentável surgiu há 10 anos com a clara missão de incentivar a partilha de boas práticas e premiar a inovação e a sustentabilidade em saúde. Num contexto muitas vezes adverso é importante reconhecer todas as pessoas e entidades que no seu dia a dia ultrapassam barreiras e demonstram o seu compromisso para com a saúde dos cidadãos.  O nosso obrigado e reconhecimento pelo seu notável trabalho em prol de uma saúde mais sustentável.

Ao longo dos últimos 9 anos, já foram premiados 82 projetos/entidades ligadas à saúde e, ainda, 9 personalidades. Esta 10ª edição ficará marcada pela versatilidade de projetos e de iniciativas inovadoras.

Saiba mais sobre o Prémio Saúde Sustentável em https://premiosaudesustentavel.negocios.pt/.

 

Para profissionais de saúde
A Unidade de Diabetes do Hospital CUF Descobertas organiza, em conjunto com a CUF Academic Center, o seu 2º Update de Diabetes,...

O tratamento da diabetes é, hoje, um desafio de atualização científica para os profissionais de saúde. Este evento, que acontece de dois em dois anos, é uma oportunidade de conhecer a evidência mais recente sobre as novas terapêuticas e tecnologias que vieram mudar o paradigma da abordagem da diabetes.

Será discutida a abordagem multidisciplinar da diabetes tipo 1 no adolescente, compreendendo o papel do médico, do nutricionista, do enfermeiro e do psicólogo; os novos parâmetros de avaliação metabólica: TIR; o presente e futuro das insulinas; as novas tecnologias e dispositivos na gestão da diabetes e a importância da motivação no controlo metabólico.

Também será abordada a ligação entre a diabetes e outras patologias, nomeadamente, as cardiovasculares e renais.

A participação carece de inscrição obrigatória: os profissionais de saúde interessados podem inscrever-se e consultar o programa através deste link

 

Entre 30 a 50 mil doentes
Sendo mais frequente no sexo masculino, a Espondilite Anquilosante é uma doença inflamatória crónica

A Espondilite Anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crónica que compromete nomeadamente o esqueleto axial, isto é, a coluna, mas que pode acometer igualmente as articulações periféricas, sendo mais frequente no sexo masculino entre os 20 e os 30 anos. Pode evoluir de forma insidiosa ou de forma rápida, com dano estrutural, com fusão das articulações sacroilíacas e com formação de pontes ósseas entre as vértebras, podendo a longo prazo levar à chamada “coluna em bambu”, com perda severa da mobilidade.

Faz parte do grupo da Espondilartrites, bem como a artrite psoriásica, a artrite associada à doença inflamatória do intestino (doença de Crohn ou colite ulcerosa), a artrite reactiva, entre outras formas.

Tendo o factor genético um papel preponderante na sua génese, tem como causa a desregulação imunológica do organismo, influenciado por diversos factores ambientais. O alelo HLA B27 –  um marcador genético - pode ser identificado em cerca de 90% dos doentes com EA, sendo menos prevalente nas outras doenças deste grupo, embora  muitos indivíduos saudáveis sejam portadores deste alelo (cerca de 8% nos caucasianos), mas apenas uma minoria virá a apresentar doença, pelo que a sua presença não é suficiente para o diagnóstico. Quanto à sua transmissão, o risco de um familiar do primeiro grau vir a apresentar também a doença permanece relativamente baixo – inferior a 10%.

O sintoma principal é a dor na coluna lombar que surge tipicamente durante o repouso, geralmente na segunda metade da noite. Ao acordar (ou após períodos de repouso), o doente sente uma “prisão nos movimentos”, prolongada, com dificuldade, por exemplo, em dobrar‐se para calçar os sapatos. Com a continuação do movimento, a dor e a rigidez aliviam, e habitualmente apresenta boa resposta aos anti‐inflamatórios. Pode haver comprometimento de outros órgãos, embora o mais comum seja o acometimento inflamatório dos olhos, com conjuntivites e uveítes.

O diagnóstico faz-se através do conjunto de manifestações clínicas (dor lombar, artrite, uveíte, entesite), imagiológicas (radiografia e ressonância magnética das sacroilíacas) e laboratoriais (HLA B27, PCR) descritas acima.

O exercício físico – natação, hidroginástica - é de enorme importância, no sentido de se preservar a mobilidade da coluna e uma boa postura. Quando existe o comprometimento da coluna, o tratamento farmacológico baseia‐se em anti‐inflamatórios não esteróides que, efectivamente, são os únicos fármacos que até hoje mostraram eficácia em retardar os danos estruturais. No envolvimento articular ou tendinoso periférico, o tratamento farmacológico assenta no recurso a fármacos como a sulfassalazina (Salazopirina®), o metotrexato (Ledertrexato®), a leflunomida (Arava®) e as infiltrações articulares com corticóides. Os medicamentos biológicos são como uma alternativa nos doentes que, apesar das terapêuticas atrás descritas, mantém grande actividade da doença.

Não é possível prevenir o surgimento da Espondilite Anquilosante, por isso o diagnóstico precoce é muito importante. Caso apresente algumas das queixas/sintomas explicados anteriormente deverá consultar o seu médico de família para que este possa enviá-lo para o Serviço de Reumatologia do hospital da sua área de residência (referenciação). A referenciação, visando um diagnóstico rápido e início de tratamento adequado, é essencial. 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Doença crónica mais comum do trato digestivo alto
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é o tema de destaque da 1ª sessão do Science Hub Pharmacy da Alfasigma, que irá...

A DRGE é a doença crónica mais comum do trato digestivo alto e atinge 35% da população portuguesa com mais de 18 anos. Tem um impacto negativo ao nível do bem-estar e qualidade de vida, afetando vários aspetos da vida diária: produtividade laboral, ansiedade e depressão, interação social, exercício físico.

O refluxo gastroesofágico define-se como a passagem do conteúdo gástrico para o esófago, na ausência de vómitos. É um evento frequente que, na maioria dos adultos, ocorre regularmente, a seguir às refeições, em pequena quantidade. O refluxo torna-se patológico quando pela sua intensidade, frequência, natureza ou outros condicionalismos é suscetível de desencadear sintomas e/ou provocar lesões da mucosa esofágica (revestimento interior das paredes do esófago) ou, ainda, manifestações extra-esofágicas.

Rui Martins, diretor de Marketing e responsável pela área de Relações Públicas da Alfasigma refere que “A Alfasigma tem como missão proporcionar mais saúde, maior longevidade e qualidade de vida aos doentes, bem como um melhor serviço aos cuidadores e aos profissionais de saúde. Esta reconhece o papel essencial da Farmácia como um autêntico centro de cuidados de saúde, muitas vezes sendo o primeiro recurso do doente e com o qual estabelece uma relação de confiança a longo prazo. Nesse sentido, é fundamental apostar na troca de experiências e na formação de todos os profissionais nesta área e por isso, convidámos o médico internista Dr. Almeida Nunes e o farmacêutico Dr. Pedro Ferreira para conduzirem este webinar dedicado ao aconselhamento farmacêutico na Doença do Refluxo Gastroesofágico, uma patologia tão frequente e incapacitante na nossa patologia.”

 

 

Final do concurso de ideias realiza-se no dia 27 de outubro
O BfK Ideas regressa para uma quinta edição, com o objetivo de divulgar e distinguir as ideias de negócio provenientes de...

Organizado pela Agência Nacional de Inovação (ANI), a concurso estão 34 projetos de quatro categorias: “Recursos Naturais, Ambiente, Energia e Mobilidade Sustentável”, “Turismo, Indústrias Culturais e Criativas”, “Inteligência Artificial e Tecnologias Avançadas de Produção” e “Saúde e Bem-Estar”. Após participarem num programa de imersão, que decorreu entre 11 e 21 de outubro, e no qual os candidatos receberam uma série de ferramentas para aperfeiçoar o desenvolvimento de ideias de negócio e foram capacitados em técnicas de pitch, a final da competição, acontece no dia 27 de outubro, entre as 14h00 e as 17h00, no Convento de São Francisco, em Coimbra. Os dez finalistas irão apresentar um pitch das suas ideias ao júri, que selecionará a ideia vencedora de cada categoria.

Entre as IES em competição, 12 são universidades públicas e duas privadas. Participam ainda 14 Institutos Politécnicos públicos e seis privados. A maioria dos projetos a concurso provêm da região Norte (11), seguindo-se Lisboa e Centro (nove cada), Alentejo (três), Algarve (um) e Região Autónoma da Madeira (um).

O evento final conta com a participação de Ana Catarina Gomes, da CBR GENOMICS, como Guest Speaker, e será uma boa oportunidade de networking com potenciais investidores e parceiros estratégicos.

O Born from Knowledge é um programa dinamizado pela ANI que visa promover uma cultura de valorização do conhecimento científico e tecnológico em Portugal, distinguindo e premiando boas práticas e casos de sucesso.

 

29 e 30 de outubro
O Centro de Formação em Medicina Interna (FORMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) vai realizar nos próximos...

Um dos principais objetivos deste curso passa por reconhecer a importância de uma abordagem dirigida, individualizada, sistemática do idoso institucionalizado.

Segundo Pedro Madeira Marques, Interno de Medicina Interna e um dos moderadores responsáveis pela formação, este é “um dos poucos cursos dirigidos à abordagem dos doentes idosos institucionalizados em Portugal” fornecendo “ferramentas diferenciadas, aos profissionais de saúde que trabalhem nestas instituições, focando os problemas específicos e únicos desta faixa etária”.

Fisiologia, síndromes geriátricas e sua gestão, a nutrição e a hidratação do doente institucionalizado, a reabilitação motora, os cuidados paliativos e os cuidados em fim-de-vida, a comunicação com o doente idoso com alterações da cognição e sensoriais são algumas das temáticas que vão ser abordadas ao longo dos dois dias de curso, o qual terá ainda como moderador o médico e professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, primeiro professor e regente de Geriatria naquela Faculdade, João Gorjão Clara.

Com um total de 14 horas, o curso será composto pelos seguintes módulos:

  • Alterações fisiológicas do doente idoso e avaliação Geriátrica Global;
  • Síndromes Geriátricas;
  • Nutrição no doente Idoso;
  • Reabilitação motora no doente idoso no ambulatório;
  • Cuidados Paliativos no Doente Idoso;
  • Particularidades de Enfermagem no Idoso Frágil e Procedimentos de enfermagem

As inscrições estão abertas no site da SPMI: https://www.spmi.pt/curso-de-abordagem-ao-idoso-institucionalizado/

 

 

 

45 milhões de euros
O Banco Europeu de Investimento (BEI) está a conceder um empréstimo de 45 milhões de euros aos investimentos do HIPRA, uma...

O projeto financiado pelo BEI vai reforçar o conhecimento e a capacidade de produção da HIPRA para fazer face às pandemias atuais e futuras. Ajudará igualmente a assegurar uma cadeia de fornecimento europeia para o fabrico comercial de uma vacina baseada em tecnologias inovadoras de proteína recombinante.

Apoiando este projeto, o BEI ajudará a construir conhecimentos científicos a nível europeu, salvaguardando e promovendo oportunidades de emprego altamente qualificadas. Este é o segundo empréstimo do BEI à HIPRA, depois de uma operação inicial de financiamento de 35 milhões de euros assinada em duas tranches em 2019 e 2021.

O vice-presidente do BEI, Ricardo Mourinho Félix, afirmou: "Estamos muito orgulhosos de voltar a trabalhar com a HIPRA, desta vez em algo de tão importante como uma vacina COVID-19. A operação demonstra o firme empenho do BEI em incentivar competências inovadoras nas empresas do setor da saúde e em melhorar a qualidade de vida das pessoas."

"Toda a equipa da HIPRA está empenhada em desenvolver a nova vacina COVID-19. Acreditamos que este projeto também ajudará a fortalecer uma capacidade estratégica para a Europa, permitindo-lhe enfrentar novos desafios no futuro. O BEI está a apoiar esta visão”, revela a empresa farmacêutica.

 

Campanha de vacinação
As farmácias adquiriram 700 mil vacinas contra a gripe, para responder às necessidades da população em tempo de pandemia.

A primeira tranche está disponível a partir de hoje, 25 de outubro, data em que arranca a campanha da gripe 2021/2022.

“O nosso compromisso é atuar de forma complementar ao esforço público e contribuir para a prevenção da saúde de todos os portugueses. Os portugueses podem contar com as farmácias, que desde 2008 administram vacinas contra a gripe. Este é um serviço prestado por milhares de farmacêuticos no país, profissionais habilitados e certificados pelas autoridades, com toda a segurança”, afirma a presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), Ema Paulino.

 

 

Fim da discriminação
Foi hoje aprovado na Assembleia da República a lei que consagra o direito ao esquecimento, abrindo um caminho para travar...

São também abrangidas as “pessoas que tenham mitigado situações de risco agravado de saúde ou de deficiência», que prevê doenças crónicas, onde o cancro tantas vezes também é incluído.

Muitas das preocupações transmitidas pela Acreditar, que apoia doentes e sobreviventes de cancro pediátrico, estão contempladas nesta lei, “como é o facto de prever que os sobreviventes que tiveram cancro até aos 21 não terem de declarar essa informação depois de decorridos 5 anos do término do protocolo terapêutico. Prevê também tabelas de referência atualizadas a cada dois anos, com patologias ou incapacidades que poderão ter menores prazos para não serem declaradas”, explica a Associação. “No entanto, não é determinada qual a entidade que deve ser responsável por produzir e atualizar estas tabelas e não está previsto o que acontecerá se as tabelas não forem atualizadas. Remete também para um futuro acordo entre o Estado e as entidades financeiras, não estabelecendo prazo para isso a partir do momento em que a lei entrar em vigor”, acrescenta em comunicado.

Para a Acreditar este é um marco histórico e para todos os sobreviventes de cancro pediátrico significa mais um passo para que possam ser cidadãos de pleno direito. “De salientar todo o trabalho de sensibilização e informação feito pelos sobreviventes junto da sociedade e dos partidos políticos que permitiu chegar aqui. Esta é uma vitória deles e de todas as pessoas que sofrem uma discriminação em flagrante violação de direitos constitucionais. O direito ao esquecimento está consagrado em países europeus como a França, o Luxemburgo, a Bélgica e os Países Baixos”, conclui.

 

 

 

 

 

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