Estudo
Um grupo de investigadores polacos da Universidade Médica de Bialystok, na Polónia, identificou uma variante genética que torna...

A descoberta é o resultado do trabalho da equipa científica liderada pelos professores Marcin Moniuszko e Miroslaw Kwasniewski, e foi descrita como "inovadora" pela gestão da Universidade Bialystok.

De acordo com as conclusões do estudo, o perfil genético de cada pessoa tem uma influência significativa na forma como a Covid-19 os afeta, independentemente de outros fatores de risco já identificados, como obesidade, idade avançada ou comorbilidades.

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados quase 41 mil novos casos de infeção pelo novo coronavírus e 20 mortes em território nacional. O...

A região de Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser a região do país que registou maior número de mortes, desde o último balanço: 14 em 20. Segue-se a região Norte com cinco óbitos registados e o Algarve com um.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 40.945 novos casos. A região Norte voltou a registar a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 15.943 seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 15.293 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 4.850 casos na região Centro, 1.133 no Alentejo e 1.241 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 2.046 infeções, e os Açores com 439.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 1.635 doentes internados, mais 71 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos têm agora mais 14 doentes internados, desde o último balanço: 167.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 33.482 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.438.268 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 276.894 casos, mais 7.443 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 12.262 contactos, estando agora 236.992 pessoas em vigilância.

20ª edição do Prémio recebe candidaturas até 31 de agosto
A 20ª edição deste Prémio, promovido pela Fundação BIAL, tem um valor de 100 mil euros e pretende galardoar uma obra...

Não são elegíveis trabalhos publicados sob a forma de artigos, livros ou teses e, pelo menos um dos autores, tem de ser médico nacional de um país de expressão oficial portuguesa.

Além da obra premiada, poderão ainda ser atribuídas Menções Honrosas (no máximo duas) no valor de €10.000 cada.

As candidaturas estão abertas até 31 de agosto e o Presidente do Júri, Manuel Sobrinho Simões, revela que “o Prémio BIAL de Medicina Clínica vai distinguir a melhor investigação em medicina clínica com elevada aplicabilidade na comunidade. É com este objetivo que lançamos a edição de 2022. Esperamos receber candidaturas que coloquem o mais avançado conhecimento clínico e científico ao serviço dos doentes e da sociedade em geral, com impacto significativo na melhoria da saúde humana.”

Desde o seu início, o Prémio BIAL já distinguiu 105 trabalhos de 302 autores, tendo sido editadas e distribuídas gratuitamente aos profissionais de saúde 41 obras premiadas, num total de mais de 320.000 exemplares.

No total, foram analisadas 686 obras candidatas de 1.742 investigadores, médicos e cientistas de 20 países.

O Presidente da Fundação BIAL, Luís Portela, destaca que “ao longo das edições realizadas, o Prémio BIAL de Medicina Clínica acompanhou a evolução e as tendências da Medicina, tendo premiado diversos trabalhos no âmbito das doenças civilizacionais, genética, medicina molecular, imagiologia, terapêuticas substitutivas e regenerativas, entre muitos outros. No contexto atual, este Prémio assume ainda maior relevância por incentivar a investigação médica com aplicação na saúde dos cidadãos, dando visibilidade aos trabalhos premiados.”

Para além de Manuel Sobrinho Simões, o Júri inclui João Bessa (Escola de Medicina - U. Minho), Jaime Branco (Faculdade de Ciências Médicas | Nova Medical School | U. Nova de Lisboa), Filipe Caseiro Alves (Faculdade de Medicina - U. Coimbra), Miguel Castelo-Branco (Faculdade de Ciências da Saúde - U. Beira Interior), Altamiro da Costa Pereira (Faculdade de Medicina - U. Porto), Henrique Cyrne Carvalho (Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar - U. Porto), Helena Leitão (Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas - U. Algarve), José Melo Cristino (Faculdade de Medicina - U. Lisboa).

O regulamento, formulário de candidatura e mais informação sobre esta edição estão disponíveis aqui.

Biotecnologia
A Câmara Municipal de Lisboa (CML), a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) e a Associação para a...

O BLL integra o espaço municipal Fab Lab Lisboa (FLL), laboratório municipal de fabricação digital, experimentação e prototipagem aberto a todos os cidadãos e que permite a sinergia das diferentes valências que estes equipamentos oferecem. Entre outras iniciativas, o BLL promoverá a Rede Bio Lisboa, uma estrutura multistakeholder para agregar e alinhar as cadeias de conhecimento e valor na cidade de Lisboa, com o intuito de a tornar mais resiliente e um município contribuidor efetivo dos objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas. O conceito end-to-end permite aos cidadãos, escolas secundárias, instituições de ensino superior e organizações públicas e privadas, a cocriação de novos conceitos para os cidadãos e para Lisboa através do conhecimento científico.

 Esta parceria pretende promover a formação, capacitação, experimentação, prototipagem, prova de conceito, aceleração e criação de negócio na área da Biotecnologia, nomeadamente através da biofabricação, bioprodução e engenharia de sistemas biológicos. Exemplos concretos das ações previstas no plano do BLL para 2022/2024 são também a realização de dias abertos, para que a comunidade possa ativamente realizar os seus projetos e testar as suas próprias ideias; e a implementação de um programa ambicioso de workshops sobre as mais diversas temáticas, com o objetivo de capacitar os cidadãos para os conceitos emergentes da cidade do futuro. Um deles dedicado aos bioplásticos ocorre já no próximo dia 18 de janeiro.

A Biotecnologia é uma área científica emergente, que permite desenvolver tecnologias baseadas em processos e conhecimentos biológicos, que ajudam a melhorar a vida dos cidadãos, bem como o planeta. A Biotecnologia moderna providencia produtos, serviços e tecnologias inovadores para melhorar a condição de saúde e bem-estar, combater doenças, reduzir a pegada ecológica, alimentar populações, usar menos energia e/ou energia mais limpa, assim como atingir processos de fabrico mais eficientes, limpos e seguros.

“Esta iniciativa é crucial para a integração do cidadão no ecossistema de inovação, de modo a que todos juntos possamos produzir o conhecimento que nos ajudará a criar a cidade do amanhã. Uma cidade mais segura, resistente e resiliente aos futuros desafios societais”, diz Luís Carriço, diretor da Ciências ULisboa.

“O investimento em inovação é absolutamente fundamental para a competitividade da nossa Lisboa. Este Bio Lab que agora inauguramos, e que a todos deve orgulhar, permitirá dotar a cidade de maior capacidade de conhecimento científico e soluções inovadoras em áreas cruciais. Deve ser visto como mais um passo, numa estratégia global e consolidada, para criar em Lisboa um polo de inovação europeu, que permita atrair mais empreendedores, investimento e talento”, diz ainda Carlos Moedas, presidente da CML.

 

Conheça os benefícios
Os princípios ativos dos Óleos Essenciais conferem-lhes benefícios a nível físico que são bastante r

A Aromaterapia tem como base conhecimentos milenares que remontam à História Antiga. No entanto, esta é uma terapia moderna baseada em factos científicos que, cada vez mais, despertam a curiosidade da comunidade médica e científica.

Aromaterapia: benefícios

Os Óleos Essenciais são a principal ferramenta da Aromaterapia que recorre às propriedades medicinais das plantas para tratar questões físicas e emocionais.

Por entre os benefícios da Aromaterapia destaco:

  • Alergias,
  • Enxaquecas;
  • Insónia;
  • Efeitos cicatrizantes;
  • Obstipação;
  • Patologias do foro dermatológico

E nas emoções? Como atua a Aromaterapia?

Comecemos pelo início: Como se desencadeia a ação dos Óleos Essenciais no nosso organismo.
É no sistema límbico, área do nosso cérebro relacionado com as emoções, que todo o processo se desencadeia. Associado ao sistema límbico está um dos nossos sentidos mais apurados e que permite toda esta ligação e efeitos: o olfato.

O olfato e o sistema límbico são a dupla responsável pelos efeitos a nível emocional dos Óleos Essenciais. Através das propriedades específicas de cada Óleo Essencial podemos potenciar estados emocionais harmoniosos, relaxantes, estimular o humor e a boa disposição.

3 Óleos Essenciais para diferentes estados emocionais

Óleo Essencial de Ylang-Ylang - desperte a criança que há em si

O Óleo Essencial de Ylang-Ylang desperta a inocência tipicamente associada às crianças e estimula-nos a ver o lado positivo. Deve ser usado em estados emocionais frágeis e quando há necessidade de introspeção.

Óleo Essencial de Lavanda - acalma a mente

O Óleo Essencial de Lavanda é um dos Óleos Essenciais mais usados e com inúmeras utilizações. Em termos emocionais o Óleo Essencial de Lavanda controla as inseguranças e estimula a confiança. Ideal para situações de stress ou para as situações que fogem ao controlo e às rotinas.

Óleo Essencial de Gerânio – o Óleo Essencial que todas as mulheres devem usar

Conhecido como o Óleo Essencial da Mulher, este Óleo Essencial regula as hormonas, estimula as glândulas adrenais, responsáveis pela produção de hormonas sexuais, suaviza as dores menstruais, cólicas e sintomas de tensão pré-menstrual.

Independentemente da faixa etária, estilo de vida ou classe social todos nós, seres humanos, experienciamos diferentes emoções diariamente.

Desde que acordamos até nos deitarmos, nos diferentes papéis que desempenhamos. Vivemos variadíssimas emoções. Muitos de nós somos pais, filhos, colaboradores, esposas(os) e em todos estes momentos as emoções estão presentes. São elas a base da nossa saúde. Sem estarmos bem emocionalmente toda a saúde está comprometida.

As emoções influenciam o nosso quotidiano, o nosso bem-estar e sem este equilíbrio entre o físico e o emocional, a saúde, na sua essência, fica condicionada.

Importa ainda sublinhar que os Óleos Essenciais atuam física e emocionalmente e proporcionam objetividade, equilíbrio, harmonia e promovem a sensação de bem-estar.

Apesar de serem um produto natural, são altamente concentrados e o seu uso requer cuidados específicos. Daí ser muito importante procurar ajuda de um Aromaterapeuta para poder usar a Aromaterapia com segurança e beneficiar de todos os seus benefícios em pleno.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
"Tenham consciência do seu potencial fardo"
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) alertou que a variante Ómicron da SARS-CoV-2 mostra que o vírus "continua a ser...

A situação epidemiológica na Europa "continua a ser muito preocupante", com um elevado número de infeções com as variantes Delta e Ómicron, disse Marco Cavaleri, chefe da Estratégia de Vacinação, que instou à conclusão do calendário primário de vacinação e à receção da dose de reforço quando apropriado.

Na primeira conferência de imprensa do ano, a EMA sublinhou que, embora a variante Ómicron "pareça ser mais contagiosa do que outras variantes", os dados preliminares mostram "um menor risco de internamento " com esta variante.

Mas a eficácia contra a doença sintomática é "menor" do que com outras variantes e "tende a diminuir com o tempo", o que pode fazer com que mais pessoas vacinadas desenvolvam Covid-19 com a Ómicron.

Como consequência, Cavaleri pediu aos países europeus que "tenham consciência do seu potencial fardo (especialmente a carga hospitalar) e não o releguem para uma doença leve".

 

 

58,5% dos casos globais
A variante ómicron, que há duas semanas só tinha sido detetada em 1,6% dos casos globais analisados em laboratórios, já está...

O relatório epidemiológico semanal publicado pela OMS mostra que das mais de 357.000 análises realizadas pela rede global de laboratórios GISAID, nos últimos 30 dias, mais de 208.000 indicavam a infeção pela variante de Ómicron.

Apenas 147.000, ou seja 41% diziam respeito à variante Delta, que há semanas ainda concentrava 96% dos casos e era a principal estirpe dominante durante grande parte de 2021.

O relatório sublinha ainda que a variante Ómicron é capaz de "fugir à imunidade", uma vez que existe transmissão mesmo entre pessoas vacinadas e pessoas que já tinham ultrapassado a doença e que tinham desenvolvido anticorpos.

 

Sessão de encerramento do ciclo de seminários “Os Caminhos da Nação”
Esta sexta-feira, dia 14 de janeiro, às 12h00, o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, leva o tema da Saúde a...

O seminário online “Saúde em Dia” visa debruçar-se sobre os diferentes aspetos da saúde dos portugueses, as consequências da pandemia no tecido social português e os próximos desafios que o setor e os profissionais de saúde irão enfrentar.

Numa fase de restrições intermitentes e de reavaliação global da resposta à crise sanitária, o bastonário refletirá sobre o cenário da conjuntura pandémica atual, analisando o papel das estruturas de saúde e os impactos sociais que advêm deste contexto.

O evento contará com a moderação de Paulo de Morais, docente e investigador da UPT, e estará disponível via zoom aqui.

 

Relatório OMS
Segundo a Organização Mundial de Saúde, os casos globais de Covid-19 aumentaram 55% na semana passada, e a onda de infeções...

No seu relatório epidemiológico semanal, a OMS mostra que a atual onda de infeções continua a crescer fortemente, embora continue a não ser acompanhada por aumentos semelhantes no que diz respeito às mortes - de 3 a 9 de janeiro estas aumentaram apenas 3% a nível global (43.000).

A Europa, epicentro desta onda nas últimas semanas, foi a região onde as infeções cresceram menos no período estudado (mais 31%, mais 7,1 milhões), enquanto na América aumentaram 78% (6,1 milhões), no Médio Oriente em 86% (200.000) e na Ásia Oriental em 122% (732.000).

Em África, onde a variante ómicron foi detetada pela primeira vez no início de novembro, os casos caíram 11% (700.000), na semana passada.

Os países com mais casos, durante este período, foram os Estados Unidos (4,6 milhões, mais 73 por cento dos últimos sete dias), França (1,6 milhões, mais 46 por cento), Reino Unido (1,2 milhões, mais 10 por cento), Itália (1,01 milhões, mais 57 por cento) e Índia (638.000 casos, mais 524 por cento).

 

Saúde animal, saúde humana a saúde ambiental “estão intrinsecamente ligadas"
Durante todo o mês de janeiro, a Direção-Geral da Saúde (DGS) junta-se à Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e à...

Através da partilha de contributos das várias entidades parceiras, a iniciativa tem como objetivo o fortalecimentos das relações institucionais entre os vários organismos, mas também a sensibilização da população em geral para o conceito de «Uma Só Saúde».  

Tal como explica a DGS, conceito de «Uma Só Saúde» resume a ideia de que a saúde animal, a saúde humana e a saúde ambiental “estão intrinsecamente ligadas e são interdependentes”. 

“Através de compromissos internos como o Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) e o Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA), a DGS continua a produzir contributos relevantes para este processo de partilha e trabalho conjunto, no qual assenta o conceito de «Uma Só Saúde», e que permite uma resposta mais eficaz aos riscos para a saúde humana, animal e ambiental”, sublinha.

 

 

Nos próximos dois meses
A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê o aumento de infeções com Covid-19, devido à rapidez de contágio da variante Ómicron...

Numa conferência de imprensa que decorreu hoje, o Diretor Regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, afirmou que, ao ritmo atual, se prevê que mais de metade da população da região será infetada pela Ómicron nas próximas seis a oito semanas, indicando que as mutações desta variante "lhe permitem aderir mais facilmente às células humanas, podendo infetar mesmo as pessoas que foram já infetadas ou estão vacinadas".

O especialista explicou que a disseminação da variante fez aumentar o número de pessoas internadas com Covid-19 mas que a taxa de mortalidade se mantém estável, sublinhando a eficácia das vacinas já aprovadas.

Segundo a OMS, ainda não é possível classificar a Covid-19 como uma endemia, como a gripe. "Temos um vírus que evolui muito rapidamente e que coloca desafios novos. Não estamos em condições de o poder classificar como endémico", afirmou a responsável europeia pelas emergências sanitárias, Catherine Smallwood.

 

 

Boletim Epidemiológico
Desde ontem foram registados mais de 33 mil novos casos de infeção pelo novo coronavírus e 28 mortes em território nacional. O...

A região Norte foi a região do país que registou maior número de mortes, desde o último balanço: 10 em 28. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo com nove óbitos registados. O Algarve registou quatro mortes e a região Centro, três. O Alentejo e a região autónoma da Madeira registaram uma morte cada, desde ontem.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 33.340 novos casos. A região Norte foi a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas, desta vez: 13.253 seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 12.390 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 3.907 casos na região Centro, 725 no Alentejo e 686 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 2.136 infeções, e os Açores com 243.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 1.564 doentes internados, menos 24 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos têm agora menos oito doentes internados, desde o último balanço: 153.

O boletim desta terça-feira mostra ainda que, desde ontem, 43.513 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.404.786 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 269.451 casos, menos 10.201 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 3.243 contactos, estando agora 224.730 pessoas em vigilância.

 

Poupança entre 19% e 52% nos custos médicos diretos
Uma revisão da literatura publicada na Advances in Therapy assinala que a remissão clínica na artrite reumatoide (AR) pode...

“A artrite reumatoide não só tem uma carga física e emocional significativa na vida das pessoas que sofrem desta doença crónica e progressiva, como está também associada a um impacto financeiro substancial”, afirmou Sepideh F. Varon, vice-presidente para a Health Economics and Outcomes Research do Departamento de Imunologia da AbbVie. “Além do impacto fundamental que a remissão pode ter na vida dos doentes, as conclusões desta revisão salientam a poupança a ela associada em termos de custos diretos e indiretos.”

Ficou demonstrado que alcançar remissão na AR permite uma poupança entre 19% e 52% nos custos médicos diretos (p. ex. diminuindo o número de consultas em ambulatório/de especialidade, internamentos, exames médicos/exames imagiológicos/análises clínicas, cirurgias, fisioterapia e ortoses), e entre 37% e 75% nos custos indiretos (p. ex. reduzindo a perda de produtividade laboral e a incapacidade para o trabalho). Os doentes com controlo sustentado da doença apresentaram ainda menos exacerbações da doença e necessitaram de menos recursos para o tratamento da doença, tais como consultas, exames ou fisioterapia, em comparação com outros níveis de atividade da doença.

“Está bem estabelecido que alcançar taxas elevadas de remissão no início do percurso terapêutico pode, a longo prazo, ajudar os doentes a conservar a função articular e a evitar a incapacidade. Porém, esta publicação inclui dados novos e muito necessários sobre os benefícios económicos obtidos quando se alcança a remissão”, afirmou Andrew Ostor, principal autor da revisão da literatura e consultor em Reumatologia no Cabrini Medical Centre, Melbourne, Austrália. “Estas conclusões reforçam ainda a importância da estratégia 'treat-to-target' para alcançar remissão na AR, algo que é igualmente recomendado nas orientações clínicas.”

A remissão clínica na AR pode ser definida como a ausência ou a ocorrência mínima de sinais e sintomas de inflamação, incluindo dor nas articulações, dor à palpação e rigidez matinal. Os critérios frequentes de avaliação de remissão clínica baseiam-se no Índice de atividade da doença com 28 articulações (DAS28), no Índice simplificado de atividade da doença (SDAI), no Clinical Disease Activity Index (CDAI) e na remissão boleana. O DAS28 representa os critérios de avaliação de remissão clínica mais frequentemente utilizados na prática clínica e nos ensaios clínicos. Alcançar a remissão significa atingir determinados índices usando estes critérios de avaliação.

 

É o primeiro cientista a trabalhar em Portugal a receber esta distinção
Jaime A. S. Coelho, professor convidado do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade de...

O galardão atribuído anualmente existe desde 1999 e é concedido a cientistas em início de carreira, jovens promissores que trabalham em Síntese e Catálise Química ou áreas relacionadas da Química Orgânica. Os premiados são selecionados exclusivamente pelos membros do conselho editorial da SYNTHESIS, SYNLETT e SYNFACTS. A edição de 2022 premiou 79 cientistas.

Para Jaime A. S. Coelho “este prémio é o reconhecimento do trabalho desenvolvido na área da Química Orgânica. É uma enorme honra fazer parte desta prestigiada lista em que estão presentes outros químicos internacionalmente reconhecidos, como o Dean Toste (distinguido em 2003), Nuno Maulide (distinguido em 2010), Benjamin List (distinguido em 2001, prémio Nobel da Química 2021), David MacMillan (distinguido em 1999, prémio Nobel da Química 2021), entre outros”.

Atualmente Jaime A. S. Coelho desenvolve a sua atividade na área de Química Orgânica, em particular no desenvolvimento de metodologias sustentáveis de síntese orgânica, no CQE Ciências ULisboa e também leciona nesta faculdade aulas de Química introdutória e Química Orgânica.

 

Burnout e os modelos de gestão centrados nas pessoas e no bem-estar em destaque
O Building The Future, o principal evento português de transformação digital, que conta com o patrocínio principal da Microsoft...

O palco Wellbeing powered by Fidelidade abordará as temáticas Sociedade, Organizações, Indivíduo, Corpo, Mente e Propósito. O burnout e os modelos de gestão centrados nas pessoas e no seu bem-estar serão alguns dos temas em destaque e que irão ser analisados durante os dias 26, 27 e 28 de janeiro de 2022.

Teresa Virgínia, Diretora de Marketing e Comunicação da Microsoft Portugal, afirma: “A realidade do trabalho remoto trouxe novas possibilidades, como estar mais próximo das famílias ou perder menos tempo com deslocações, mas também trouxe novos desafios como stress, reuniões excessivas, burnout e depressão. E é precisamente estas mudanças que iremos abordar no Building The Future, através do patrocínio da Fidelidade, pela necessidade de colocarmos em prática estratégias mais responsáveis e sustentáveis com o foco nas pessoas e no seu bem-estar físico e psicológico.”

Sahar Yousef, neurocientista na Universidade da Califórnia, é uma das oradoras em destaque. Com base no seu trabalho de investigação, Yousef irá partilhar o impacto que a exposição ao stress e desafios na gestão do tempo entre as esferas familiar e laboral, resultantes do contexto pandémico, têm do ponto de vista neuronal. Na sessão “The Science of Preventing Burnout”, a neurocientista explicará as diferenças entre a doença do burnout do excesso de stress ou depressão, as suas consequências para o corpo humano e estratégias de combate.

Yousef comenta: “Infelizmente, o burnout tem aumentado constantemente desde maio de 2020 e agora atingimos um patamar crítico. As pessoas e as organizações estão a ser preparadas para o fracasso, uma vez que níveis de burnout elevados levam a um decréscimo da motivação, mais erros e uma falta de envolvimento no trabalho. Felizmente, a ciência por trás do burnout avançou rapidamente na última década e hoje sabemos que estratégias (como o modelo 3M) nos podem ajudar a evitar esta síndrome da «morte por mil cortes de papel»”.

A escolha do tema foi resultado de uma votação pela comunidade do Building The Future que, através da plataforma LinkedIn e a convite de Sahar Yousef, pôde escolher entre esta temática e dois projetos de investigação da neurocientista: “The Science of Energy Management and Chronotype-Based Productivity” e “The Science of Digital Hygiene and the Dark Side of our Devices”.

Além da participação dos oradores principais, o palco Wellbeing powered by Fidelidade terá também as sessões de fireside chat, conversas de 30 minutos entre dois oradores sobre temáticas relacionadas com o wellbeing. Vasco Gaspar, Human Flourishing Facilitator, e Helena Marujo, Professora e Coordenadora no ISCSP; Sandro Resende, Founder do Manicómio, e Pedro Morgado, Psiquiatra, Professor e Investigador na Universidade do Minho; Álvaro Lopes-Cardoso, CEO e Fundador na UPNDO, e Pedro Almeida, Psicólogo de Desporto e Performance; Joana Vasconcelos, Modern Work Customer Success Lead na Microsoft Portugal e Ricardo Parreira, CEO na PHC Software; Joana Coelho, HR Consultant da AON Portugal, e Sandra Ribeiro, Subdiretora do Departamento de Ciências Económicas e Empresariais da UAL; Rosa Pires, Psicóloga Clínica, e Daniel Leal, Médico, são alguns dos oradores confirmados.

Através da partilha de melhores práticas, aplicação do conhecimento científico e intervenção multidisciplinar nos temas de Wellbeing, o Building The Future irá ajudar pessoas, líderes, gestores e organizações a repensarem os seus modelos de trabalho e de gestão para o futuro.

Devido ao elevado número de casos ativos de Covid-19 em Portugal e tendo como prioridade a saúde e segurança de toda a comunidade, a organização do Building The Future decidiu que o evento será exclusivamente digital, em www.buildingthefuture.pt.

Exclusivo para profissionais
Exclusiva a profissionais de saúde, esta nova ferramenta, lançada pelo Centre d'Enseignement et de Développement de l'...

“Mais do que um site, é uma plataforma inovadora que reúne várias funcionalidades para os profissionais de saúde utilizarem no seu dia a dia. Homeo&Care reúne características únicas enquanto ferramenta de pesquisa e apoio à prática clínica diária, permitindo uma prescrição/indicação rápida e uma personalização do tratamento homeopático através da pesquisa por patologia ou sintomas”, afirma Maria Barata, Sales and Marketing Manager.

Revelando-se uma ferramenta fundamental na prática diária destes profissionais, Homeo&Care permite comparar, prescrever e personalizar o tratamento à medida de cada doente. 

Homeo&Care é um website inovador que possibilita um esclarecimento rápido dos profissionais de saúde, além de proporcionar maior confiança no momento de prescrever determinado tratamento. Com o propósito de oferecer uma melhor experiência de navegação, permite ainda que o profissional de saúde “copie” o tratamento definido, guarde o conteúdo da sua prescrição e cole diretamente no seu software de assistência médica.

“Esta plataforma não só permite encontrar o melhor tratamento a prescrever como a pesquisa por protocolos comuns de patologias com terapêuticas mais completas e descritivas a utilizar e o acesso ao material médico para uma formação mais adaptada”, acrescenta.

Com uma utilização e navegação de fácil acesso, a plataforma encontra-se dividida em dois separadores, denominados por “Beginners Mode” e “Expert Mode”, com conteúdos distintos.

Para mais informações visite a plataforma Homeo&Care aqui.

18 e 19 de março de 2022
Investigadores, médicos e profissionais de saúde de mais de uma dezena de especialidades vão estar reunidos nos dias 18 e 19 de...

O Symposium é organizado pela Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO), através do programa ONCOMOVE, que inclui profissionais de diversas áreas para dar resposta à necessidade de cuidados de suporte mais completos e abrangentes, baseados na evidência, na área da Oncologia. 

“A evidência científica mostra-nos que a atividade física e o exercício físico são ótimos aliados da pessoa que vive com e para além da doença oncológica. Já muito se sabe sobre a dose e a intensidade certa de exercício físico nas várias fases da doença. No entanto, em Portugal ainda não existe a translação deste conhecimento para a prática clínica. É um gap que se pretende ajudar a preencher com este simpósio”, explica Ana Joaquim médica oncologista e vice-presidente da AICSO. 

Na sua opinião, os serviços de saúde prestados aos doentes oncológicos estão estruturados ainda “em torno dos tratamentos dirigidos ao cancro, seja a cirurgia, radioterapia, quimioterapia e outros tratamentos médicos, quando se sabe que uma abordagem integrada e centrada na pessoa que vive e sobrevive com o diagnóstico de doença oncológica traz benefícios que estão hoje documentados”.  

Um dos oradores convidados é o professor Lee Jones, investigador do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, nos Estados Unidos, e um dos mais conceituados fisiologistas do mundo. O especialista será palestrante de uma keynote lecture sobre a translação de ensaios fase 1 para ensaios fase 3 de exercício e cancro. Confirmada está também uma palestra sobre os modelos de integração do exercício na prática clínica e o papel das sociedades científicas, a cargo do professor Nicolas Hart, da Flinders University, (Austrália) e membro da Multinational Association of Supportive Care in Cancer (MASCC), que inclui representantes de 70 países. 

O papel da reabilitação cardíaca na reabilitação oncológica, a importância da suplementação nutricional, incluindo a vitamina D, na função do músculo, e a sua importância na eficácia do exercício físico ao longo da jornada do doente oncológico são outros exemplos de temas que vão estar em destaque na 2.ª edição ONCOFIT.  

“O exercício físico faz parte de todos os programas de reabilitação cardíaca. Sabemos que a saúde cardiovascular do doente oncológico beneficia de exercício físico. No entanto, hoje em dia o exercício físico (ainda) não faz parte integrante dos programas de reabilitação oncológica. O que tentamos com este grande tema é discutir o que a reabilitação oncológica pode ir "beber" à reabilitação cardíaca”, sublinha Ana Joaquim, acrescentando que a médica Ana Abreu, referência nacional e internacional na área da Cardiologia e Reabilitação cardíaca, é uma das moderadoras do evento. 

A vice-presidente da AICSO revela que a última mesa do symposium é dedicada à perspetiva de dois sobreviventes de cancro para os quais o exercício físico teve um papel fundamental numa parte do percurso: Telma Costa (que é também médica oncologista e membro da direção da AICSO) e João da Silva (jornalista e escritor). 

As inscrições já estão abertas AQUI e o prazo para submissão de resumos termina no próximo dia 14 de fevereiro. Os trabalhos aceites serão publicados na revista Motricidade. 

Nos EUA
A Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland revelou que conseguiu transplantar um coração de porco geneticamente...

"Este transplante de órgãos demonstrou, pela primeira vez, que um coração animal geneticamente modificado pode funcionar como um coração humano sem rejeição imediata pelo corpo", refere a instituição em comunicado.

O paciente, David Bennet, de 57 anos, foi submetido à cirurgia há três dias no Centro Médico da Universidade, depois de ter sofrido uma arritmia. Atualmente encontra-se sob vigilância médica, mas com boa saúde.

Segundo a instituição, o transplante de coração de porco "era a única opção disponível para o doente", uma vez que vários hospitais tinham descartado a possibilidade de fazer um transplante convencional.

"Era morrer ou fazer este transplante. E eu queria viver. Sabia que era um tiro no escuro, mas era a minha última opção", disse o paciente, de acordo com o comunicado da Universidade de Maryland.

A entidade reguladora dos EUA, a FDA, autorizou na véspera de Ano Novo a operação de Bennet, que se encontrava acamado há meses.

"Foi uma cirurgia revolucionária e aproxima-nos um passo para resolver a crise da escassez de órgãos. Não há corações humanos suficientes disponíveis para atender à longa lista de potenciais destinatários", disse Bartley Griffith, o médico responsável por esta cirurgia.

Cerca de 110 mil americanos estão atualmente à espera de um transplante e mais de seis mil morrem, todos os anos, antes de receberem um, de acordo com dados oficiais citados pela universidade.

Em outubro passado, um hospital em Nova Iorque conseguiu transplantar temporariamente o rim de um porco geneticamente modificado para um corpo humano, outro sucesso que, tal como a recente intervenção, pode tornar, no futuro, desnecessária a dádiva de órgãos de pessoa falecida. 

 

Estudo
Um estudo realizado pela University London College (UCL) no Reino Unido revela os locais e atividades onde é mais provável...

Se achava que corria maiores riscos indo a uma discoteca, a um bar ou restaurante, desengane-se. Segundo este estudo, a atividade onde tem uma maior probabilidade de ser infetado com o novo coronavírus é ir às compras. O “Virus Watch” demonstra que esta probabilidade se situa nos 2,18%.

Seguem-se outras atividades diárias, como o desporto ao ar livre (1,36%); viajar de autocarro (1,31%); ir a restaurantes (1,29%); Ir a pubs, bares ou cafés (1,28%); festas (1,27%); ir ao ginásio (1,27%); no local de trabalho (1,2%) ou em viagens de comboio ou de táxi (1,9%).

 

Artigo Mayo Clinic
A medicina regenerativa pode retardar a evolução de doenças degenerativas que muitas vezes devastam

Os investigadores argumentam que novas soluções para aumentar as expectativas de saúde estão na intersecção da investigação em medicina regenerativa, investigação anti senescente, cuidados clínicos e apoio social. Uma abordagem regenerativa oferece a esperança de prolongar a longevidade da boa saúde para que os últimos anos da vida de uma pessoa possam ser plenamente vividos.

"As diversas populações envelhecidas, vulneráveis a doenças crónicas, estão à beira de um futuro promissor. De facto, as opções regenerativas em crescimento oferecem oportunidades para impulsionar a cura inata e lidar com o declínio associado ao envelhecimento. A perspetiva de um bem-estar prolongado procura alcançar a saúde para todos", diz André Terzic, médico, doutorado, cardiologista da Clínica Mayo e autor sénior. Terzic é o diretor da Marriott Family Foundation, o programa de Medicina Regenerativa Cardíaca Integral do Centro de Medicina Regenerativa e professor de investigação cardiovascular na Marriott Family Foundation.

A medicina regenerativa é um novo campo de investigação e prática que está a transferir a ênfase do combate às doenças para a reconstrução da saúde. O Centro de Medicina Regenerativa da Clínica Mayo está na vanguarda deste movimento, apoiando a investigação em novas formas de retardar, prevenir ou mesmo curar doenças.

O avanço da investigação em relação às opções regenerativas

A pesquisa aumentou a compreensão das tecnologias que visam e removem as chamadas células "zombie" que se acumulam com a idade avançada. As células “zombia”, também conhecidas como células senescentes, segregam proteínas nocivas e químicos que contribuem para a doença e fraqueza da saúde. Quando as células se tornam senescentes, já não se dividem e já não se diferenciam, e perdem a capacidade de reparar tecidos doentes.

"Os avanços na tecnologia anti-senescente e regenerativa oferecem a esperança de prolongar a esperança de vida e viver os anos mais longos sem doenças", diz Armin Garman, primeiro autor e estudante de Mestrado em Rastreio de Ciências Regenerativas na Alix School of Medicine da Clínica Mayo.

As novas intervenções regenerativas no horizonte são promissoras no tratamento de doenças crónicas como o cancro, doenças cardíacas e diabetes. Por exemplo, os avanços em imunotérmicos regenerativos, como a terapia com células T com recetor de antigénio quimérico, despertam a capacidade do corpo de reconhecer e destruir alguns cancros.

"A prontidão clínica das terapias regenerativas relacionadas com as doenças do envelhecimento está a amadurecer", diz Satsuki Yamada, cardiologista da Clínica Mayo e coautor do estudo. "A evolução do conhecimento em termos de ciências regenerativas está a oferecer ferramentas para parar ou inverter a progressão das doenças refratárias, transformando os objetivos de controlo da doença dos cuidados à cura."

Os cuidados clínicos estão prontos para prestar cuidados regenerativos

O aumento dos registos eletrónicos de saúde e da inteligência artificial oferece novas formas de analisar vastos conjuntos de dados e identificar terapias regenerativas adequadas às necessidades individuais. Isto pode atrasar o aparecimento de doenças crónicas que surgem mais tarde na vida. Orientar os procedimentos regenerativos para uma multiplicidade de doenças crónicas relacionadas com a idade pode ser uma forma poderosa de colmatar o fosso entre a esperança de saúde e a esperança de vida.

"O modelo de cuidados regenerativo está pronto para avançar numa perspetiva de longevidade sem doenças, transformando a prática atual de cuidados", diz Terzic. "A implementação eficaz da inovação médica da próxima geração será acelerada pelo aumento da tomada de decisões."

Apoio social ajuda a prolongar uma vida saudável

As iniciativas de saúde pública podem contribuir para a longevidade da saúde. Por exemplo, a proibição do tabagismo em público, a aplicação de rótulos de informação nutricional e a promoção da vacinação podem levar a vidas mais saudáveis e à prevenção de condições degenerativas que surgem mais tarde na vida.

Além disso, abordar os determinantes sociais da saúde (as condições do ambiente em que as pessoas vivem) pode contribuir para a prevenção ou atraso das doenças.

"As adversidades na infância, a alienação social, o estatuto socioeconómico inadequado e o acesso comprometido aos cuidados de saúde estão todos associados à desigualdade de saúde e à redução da esperança de vida", diz Garmany. "Resolver estes problemas está no centro da prevenção da doença."

A demografia mundial estima a esperança de vida se situa nos 73 anos, mas a idade média de início de doenças crónicas encontra-se nos 64 anos. Este fosso entre a esperança de saúde e a esperança de vida poderia ser preenchido com iniciativas de ordem pública adequadas e a aplicação de novos resultados regenerativos e anti senescência nos cuidados clínicos. Avanços importantes que aumentam a esperança de vida podem potencialmente traduzir-se em mais anos com boa saúde.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

Páginas