Estudo
Mais de metade dos 236 milhões de pessoas que foram diagnosticadas com Covid-19 desde dezembro de 2019 vão sentir sintomas...

A equipa de investigadores alertou os governos e as organizações médicas para estarem preparados "para o grande número de sobreviventes que vão precisar de cuidados para uma variedade de sintomas psicológicos e físicos".

"Estas descobertas confirmam o que muitos profissionais de saúde e sobreviventes da Covid-19 afirmaram, que os efeitos adversos para a saúde podem persistir", disse o investigador principal Vernon Chinchilli, presidente do Departamento de Ciências da Saúde Pública, citado pelo jornal El Mundo

Entre os principais sintomas relatados estão o cansaço, a falta de ar, a dor no peito e nas articulações e a perda de sabor e olfato.

 

 

Saúde da Mulher
Outubro é o mês dedicado à prevenção do cancro da mama e o rosa simboliza a luta da sociedade contra

O cancro da mama é, atualmente, uma das doenças oncológicas que mais mulheres afeta em todo o mundo e em Portugal não é exceção. Na verdade, é a neoplasia mais diagnosticada em mulheres e a segunda que mais mortes causa no nosso país. De acordo com a Liga Portuguesa Contra o Cancro, em Portugal, anualmente são detetados cerca de 7.000 novos casos de cancro da mama, e 1.800 mulheres morrem com esta doença.

São muitas as patologias que se manifestam única e exclusivamente como resultado de estilos de vida menos saudáveis, no entanto, esse não é o caso do cancro da mama. Na verdade, não é conhecida uma causa específica para o cancro da mama. Contudo, existem quase tantos fatores de risco sobre os quais não temos qualquer controlo, como fatores que só são de risco se adotarmos comportamentos que propiciam o seu desenvolvimento.

Alguns dos fatores de risco que não controlamos são, por exemplo: o sexo; a idade; hereditariedade; histórico familiar; fatores hormonais; maternidade; etnia; densidade mamária e lesões benignas. Por outro lado, o consumo excessivo de álcool, o excesso de peso, a toma da pilula e o tabagismo, são fatores que podemos controlar.

É muito importante estar atento aos sintomas para que o cancro possa ser diagnosticado e tratado numa fase mais precoce. Neste tipo de cancro, os sintomas iniciais estão relacionados com alterações físicas visíveis, que devem ser observadas com atenção:

  • Nódulo ou espessamento na mama ou na zona da axila
  • Alterações na mama ou no mamilo visíveis ou palpáveis, incluindo vermelhidão ou inchaço
  • Dores na mama
  • Maior sensibilidade no mamilo
  • Secreção de corrimento ou sangue pelo mamilo
  • Retração cutânea ou do mamilo

Muitas mulheres encontram pequenos nódulos nas suas mamas. Naturalmente, o pior cenário tem de ser tido em consideração, mas na maioria das vezes as coisas são bem menos graves. Isto não significa que estes nódulos devem ser ignorados, antes pelo contrário. Devem ser o ponto de partida para procurar aconselhamento médico e, aí, dar início aos procedimentos que vão permitir fazer o diagnóstico correto e atempado. O diagnóstico do cancro da mama pode ser realizado de quatro formas:

  1. Mamografia - É o exame standard do diagnóstico mamário e o mais utilizado nos programas de rastreio. Fornece imagens da estrutura interna da mama e das suas alterações.
  2. Ecografia - Este é um exame complementar da mamografia e o primeiro exame a ser feito por mulheres abaixo dos 30 anos. A ecografia permite perceber se as características de um nódulo apontam mais para um nódulo benigno ou maligno.
  3. Ressonância Magnética - Este exame permite avaliar a mama com grande detalhe e é especialmente indicado para mulheres de alto risco como as que têm mutação genética conhecida.
  4. Biópsia - Essencial para saber se o nódulo é benigno ou maligno. Geralmente, consiste em retirar pequenas amostras de tecido.

Quanto mais cedo for detetado, maior é a taxa de sucesso do tratamento do cancro da mama, sendo que a taxa de cura atinge os 95%. Assim sendo, reforçamos que é essencial que as mulheres tenham consciência da anatomia da sua mama, pois só assim poderão perceber caso alguma alteração surja, persista ou se agrave. Também é muito importante fazer exames de rastreio, antes de surgirem quaisquer sinais ou sintomas, só assim este cancro poderá ser detetado e tratado precocemente.

*este é um artigo Médis que foi preparado e validado com a colaboração dos especialistas abaixo indicados

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
O impacto social e económico da dor crónica em debate
No Dia Nacional de Luta Contra a Dor, que se assinala no próximo dia 15 de outubro, a Associação Portuguesa para o Estudo da...

A APED ressalva ainda a necessidade de se elaborarem campanhas de sensibilização de prevenção e tratamento da dor, como forma positiva de tentar ultrapassar este flagelo.

No âmbito desta data decorre, nos dias 15 e 16 de outubro, em formato híbrido, o VII Congresso da APED, com o tema “Prevenção é o Futuro”. O encontro acontece na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa e tem como propósito promover a partilha de conhecimentos entre a comunidade científica e, assim, orientar e reforçar a consciencialização para a importância da prevenção e de uma melhoria da qualidade de vida destes doentes.

Também integrado no Congresso, reúne-se no sábado, dia 16 de outubro, pelas 16h30, a Plataforma SIP PT, que agrega a APED enquanto sociedade científica, às 11 associações que representam as pessoas que vivem com dor. A missão desta plataforma é a de diminuir o impacto social provocado pela dor, em Portugal, sendo o seu objetivo final o de melhorar consideravelmente a qualidade de vida destas pessoas, focando-se em áreas como o emprego, a investigação e a educação. As inscrições para assistir à reunião da Plataforma SIP presencialmente ou online são gratuitas, mas obrigatórias e podem ser realizadas em: https://bit.ly/inscricaoeventoSIPPT

“O nosso propósito é continuar a trabalhar e a divulgar estratégias de prevenção e disponibilizar ferramentas para prevenir e controlar a dor, garantindo cuidados de saúde adequados. Só com esta abordagem educacional e com o envolvimento de toda a comunidade – profissionais de saúde, investigadores, doentes e sociedade civil - é possível diminuir o impacto da dor crónica na qualidade de vida dos indivíduos”, refere Ana Pedro, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), que criou esta data.

A dor é uma experiência individual e subjetiva que, quando persiste após o período estimado para a recuperação normal de uma lesão, passa a ser considerada crónica. A dor crónica afeta a qualidade de vida do doente e das famílias, não apenas devido à dificuldade ou incapacidade física, funcional e motora, mas também ao ter um grande impacto a nível pessoal e emocional.

Pode consultar o programa completo do VII Congresso da APED em https://www.congresso-aped-2021.pt/index.php/programa

 

Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2 atualizada
A Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou a Norma 019/2020 com o objetivo de adaptar a Estratégia Nacional de Testes para SARS...

De acordo com o novo documento, as pessoas com o esquema vacinal completo há mais de 14 dias passam a estar isentas da realização de testes de rastreio em alguns contextos, como eventos de natureza familiar, cultura, desportiva ou cooperativa. Ficam também dispensados de testes de rastreio periódico os residentes, utentes e profissionais de unidades de Cuidados Continuados Integrados e instituições de apoio a migrantes e refugiados, assim como nos estabelecimentos prisionais e centros educativos, que apresentem esquema completo há mais de 14 dias.

Nos lares de idosos, continua a ser recomendada a realização de testes periódicos aos residentes, utentes e profissionais, independentemente do seu estado vacinal, como medida de proteção adicional para estas populações mais vulneráveis. Já nas unidades prestadoras de cuidados de saúde, não terão de realizar testes regulares nem os doentes nem os acompanhantes, desde que tenham o esquema vacinal completo há mais de 14 dias.

Nas restantes situações anteriormente previstas na Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2, mantém-se a indicação para a realização de testes independentemente do estado vacinal, como por exemplo a realização de procedimentos gerados de aerossóis e antes do internamento hospitalar, bem como a realização de testes laboratoriais nas unidades prestadoras de cuidados de saúde antes da cirurgia eletiva, da admissão para assistência ao parto e da admissão em unidades de cuidados intermédios e intensivos.

A nova norma refere ainda que as pessoas com esquema vacinal completo há mais de 14 dias devem manter a realização de testes de diagnóstico da covid-19 “em caso de suspeita de infeção por SARS-CoV-2” e “em contactos de risco com caso confirmado”, e que os testes laboratoriais não devem ser realizados em pessoas com história de infeção por SARS-CoV-2 nos últimos 180 dias após o fim do isolamento, a menos que apresentem sintomas sugestivos da doença e sejam contacto de um caso confirmado nos últimos 14 dias.

A informação atualizada pela DGS passa ainda a recomendar a realização de testes para o vírus da gripe e o vírus sincicial respiratório em doentes com critérios de internamento, uma estratégia de testagem para a época sazonal outono-inverno.

 

Relatório Semanal da DGS
Em Portugal, quase 8,8 milhões de pessoas (85%) já têm a vacinação completa, sendo a região norte aquela onde existe uma maior...

De acordo com o relatório semanal da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a vacinação, que contabiliza a vacinação desde 27 de dezembro de 2020 até ao dia 10 de outubro, a região do Algarve é a única com uma taxa de vacinação completa abaixo dos 80% (79%).

A seguir à região norte do país, o Alentejo é região onde se regista uma maior taxa de pessoas com vacinação completa (86%), seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo (83%), Madeira (82%) e Açores (82%).

O relatório refere que no total do país mais de 8,8 milhões de pessoas (85%) já completaram a vacinação contra o vírus SARS-CoV-2, e que mais de 8,9 milhões (87%) receberam pelo menos uma dose.

Por grupos etários, o relatório da DGS indica ainda que cerca de 521 mil jovens entre os 12 e os 17 anos (84%) já completaram a sua vacinação e mais de 550 mil (88%) já tomaram pelo menos uma dose da vacina.

Já no grupo entre os 18 e 24 anos, 679 mil pessoas (87%) já têm a vacinação completa e mais de 713 mil (91%) já foram vacinadas com pelo menos a primeira dose.

Dos 25 aos 40 anos e dos 50 aos 64 os valores de vacinação completa são superiores, de 92% e 98%, respetivamente.

O relatório da vacinação avança ainda que 100% dos idosos dos grupos etários dos 65 a 79 anos e dos com mais de 80 anos já estão totalmente vacinados, o que representa um total de mais de 2,3 milhões de pessoas.

Portugal já recebeu mais de 20,4 milhões de vacinas, tendo sido distribuídas pelos centros de vacinação do território continental e pelas duas regiões autónomas mais de 16 milhões de doses.

 

Opinião
As denominadas Doenças Hereditárias da Retina (DHR) são um grupo heterogéneo de doenças caracterizad

O primeiro local de degenerescência envolve os fotorecetores e epitélio pigmentado. De uma forma simples as RDH podem ser classificados como formas estacionárias, como Cegueira Noturna Estacionária Congénita, ou progressivas, como a Retinites Pigmentosa. A Doença de Leber (ou amaurose congénita de Leber) é uma das formas mais severas de DHR progressivas com uma acentuada perda de visão logo no primeiro ano de vida.

A aprovação do Luxturna (Voretigene Neparvocec, VN), o primeiro fármaco para terapêutica genética (substituição de gene), com aprovação pelo FDA e EMA, vocacionado para a RPE65, veio abrir uma porta de esperança para este tipo de doentes e patologias, até agora tidas como incuráveis, quer na forma estacionária, quer na progressiva, permitindo, neste caso específico, a obtenção de uma melhoria significativa da qualidade visual e de vida. Objetivamente, a pratica clínica foi mudada.

Agora, os doentes com degenerescência retiniana que manifestem alterações de RPE65 são selecionados e genotipados para identificação dos que apresentam deficit funcional em RPE65. Estes casos são, então, passiveis de tratamento com Luxturna.

Na última década, a terapêutica genética deu passos significativas no seu desenvolvimento e na chegada à prática clínica, mas, no sentido inverso, também têm sido identificadas novas mutações a um elevado ritmo. O sucesso do Luxturna nos ensaios clínicos permitiu também orientar os trajetos de estudos de investigação noutras mutações genéticas associadas às DHR.

Presentemente, e reflexo do impacto do Luxturna, há dezenas de estudos de investigação em curso nas fases pré-clínica e clínica, envolvendo doentes com doenças degenerativas da retina. Presentemente há mais de 45 ensaios clínicos de terapias genéticas retinianas em curso sendo que cerca de uma dúzia já estão Na Fase 3.

O conhecimento atual sobre terapias genéticas antevê a breve prazo a possibilidade de tratamento para as até agora não tratáveis doenças: a concretização de um sonho de décadas.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Acreditação
A Pantest recebeu a certificação do Paul-Ehrlich-Institut (PEI), o Instituto Federal Alemão de Vacinas e Biomedicina. A...

Para além de todas as certificações possuídas, os testes rápidos de Coronavírus da Pantest estão listados na pipeline da organização internacional da FIND/OMS e integram o Commercial & Government Entity Report da NATO.

De recordar que a Pantest é o único laboratório em Portugal a produzir testes rápidos e atualmente fabrica três tipos de teste para deteção do coronavírus SARS COV-2: testes de Coronavírus IgM/IgG: Testes Rápidos que avaliam a resposta imunológica do organismo, determinando a maturidade da infecção por SARS-Cov; Testes de Coronavírus Ag: Teste Rápido que por esfregaço determina a presença de vírus de SARS-COV e os Testes de Coronavírus PCR/RT: Teste molecular de determinação de RNA-Vírico.

A Pantest tem ainda uma produção bastante reconhecida ao nível de testes rápidos para doenças febris, como a Dengue, Chikungunya, Malária e Zika, bem como doenças infectocontagiosas como Tuberculose, Hepatites, Sífilis e HIV.

“O Instituto Federal Alemão de Vacinas e Biomedicina Paul-Ehrlich-Institut (PEI) é uma referência europeia e mundial do sector da saúde e uma das entidades reguladoras mais exigentes nos critérios de validação. Obtermos mais esta certificação é uma prova da qualidade dos nossos produtos. Estamos extremamente satisfeitos com esta acreditação”, afirma Catarina Almeida, Country Manager da Pantest.

Como parte da sua estratégia de reforço do posicionamento internacional, o laboratório português vai estar presente na “Medica 2021”, a principal feira internacional do sector da saúde, que decorre em Dusseldorf, na Alemanha, entre 15 e 18 de novembro.

Em comunicado, a Pantest sublinha que está “focada em criar meios de diagnóstico modernos, rápidos e com a máxima credibilidade, cumprindo as Boas Práticas Internacionais de Fabrico, de acordo com a Norma Internacional ISO 13485 e com o fim último de democratizar o acesso ao diagnóstico médico”.

 

Profissionais das áreas de Imagem Médica e Radioterapia e Medicina Dentária
A Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico de Coimbra vai lecionar o primeiro curso português de Formação em...

A conclusão, com aproveitamento, deste curso confere acesso ao Nível 2 de qualificação profissional em proteção radiológica e ao cargo de Responsável pela Proteção Radiológica, conforme a legislação. “Quer os profissionais das áreas de Imagem Médica e Radioterapia, quer os de Medicina Dentária irão obter o certificado que lhes permitirá cumprir o requisito legal, à semelhança do que já existe em outros países europeus, e assim melhor promover as boas práticas de proteção radiológica” explica Joana Santos que, com Francisco Alves, coordena o curso. Até aqui, “não existia, em Portugal, solução para este nível e esta área de formação”, acrescenta, realçando o carácter pioneiro da iniciativa.

Recorde-se que a Unidade Científico Pedagógica de Imagem Médica e Radioterapia da ESTeSC é, desde 2017, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como Centro Colaborador para a Proteção Radiológica e Saúde. Além de ter como missão a promoção do reforço da formação dos profissionais, conta com docentes com um vasto currículo e experiência na área da Proteção Radiológica.

Nesta primeira fase, a ESTeSC-IPC vai avançar com duas especializações do Curso de Formação em Proteção e Segurança Radiológica: uma direcionada para licenciados em Imagem Médica e Radioterapia, Medicina Nuclear, Radiologia ou Radioterapia e outra para licenciados em Medicina Dentária, sendo os conteúdos programáticos ajustados à especificidade profissional de cada área.

As aulas têm início previsto para novembro, em regime misto, decorrendo aos sábados. As candidaturas estão abertas até 22 de outubro, em www.estescoimbra.pt .

 

Bancos deixam de poder recusar seguros e créditos a quem já teve cancro ou doenças crónicas
A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) aplaude a alteração ao projeto de lei do Partido Socialista (PS),...

“Esta alteração representa uma grande vitória numa batalha muito antiga contra uma injustiça e discriminação absolutamente abusivas. Mesmo as seguradoras e bancos que não negam a casa ou a realização do seguro, aumentam muitas das vezes as taxas três ou quatro vezes sem quaisquer critérios”, alerta José Manuel Boavida, Presidente da APDP, acrescentando: “A associação recebe queixas muito frequentemente, principalmente de jovens com diabetes que querem comprar casa, mas a quem os bancos e as seguradoras fecham completamente as portas”.

A opinião é partilhada por João Valente Nabais, Vice-Presidente da Federação Internacional da Diabetes e Assessor da Direção da APDP, que explica que a alteração da medida representa o “terminar da discriminação de pessoas com diabetes” nesta parte da sua vida. “Até agora, as pessoas com diabetes tinham um incremento naquilo que tinham de pagar, o que acaba por ser complicado em termos psicológicos e não só. No entanto, hoje em dia, uma pessoa com diabetes tem uma esperança média de vida igual à de uma pessoa sem diabetes”, reforça.

Para que a lei seja aprovada, o caminho a seguir é claro: é preciso garantir que a medida é realmente implementada depois de aprovada. É crucial garantir que “as companhias de seguros não utilizem outras manobras que levem ao mesmo impacto. Esse é que vai ser o grande desafio”, alerta João Valente Nabais.

Já o presidente da APDP deixa um apelo: “Neste momento, vai ser necessário recalcular as taxas das pessoas com diabetes que já têm empréstimos e essa vai ser uma discussão que as empresas tentarão complicar. Apelamos ao Governo e ao Instituto Nacional de Seguros para que protejam as pessoas”.

O projeto-lei do PS, que tinha como objetivo acabar com a discriminação de pessoas que tiveram cancro no acesso a créditos e seguros, foi aprovado pela Assembleia da República em maio deste ano. A este é agora introduzida a palavra “mitigado”, de forma a incluir também casos de doenças crónicas. A lei passa ainda a fazer a equivaler a doença física à mental, impedindo que as seguradoras façam distinção entre as duas.

A aprovação da lei estava agendada para a Comissão de Orçamento e Finanças desta quarta-feira e a votação final global estava marcada para sexta-feira, mas a discussão e votação na especialidade foram adiadas a pedido do PSD para data a definir. Com esta lei, as seguradoras e os bancos deixam de poder recusar seguros e créditos a quem já teve cancro ou tem outras doenças crónicas.

No XXIII Congresso Português de Reumatologia
No âmbito do XXIII Congresso Português de Reumatologia, que decorre de 13 a 16 de outubro, a Amgen promove o simpósio “2...

Este simpósio conta com a moderação do Prof. Doutor Jaime Branco, diretor do serviço de Reumatologia no CHLO, EPE - Hospital de Egas Moniz e professor Catedrático e Diretor da NOVA Medical School – Faculdade de Ciencias Médicas e com as apresentações da Dra. Anabela Barcelos, vogal da Direção da Sociedade Portuguesa de Osteoporose e Doenças Ósseas metabólicas e diretora do serviço de reumatologia do Centro Hospitalar do Baixo Vouga/Unidade de Aveiro, e com a Prof. Dra. Céu Mateus, Professora de Economia de Saúde no departamento de investigação em Saúde da Universidade de Lancaster, no Reino Unido e Presidente da Associação Portuguesa de Economia da Saúde.

Com uma visão holística, esta sessão aprofunda um importante problema de saúde pública, com impacto direto na qualidade de vida dos doentes a que importa dar resposta. Desta forma, para colmatar as principais necessidades, a Amgen promove um espaço de discussão e aprendizagem para identificar os obstáculos que poderão surgir e perceber como será possível ultrapassá-los através de uma abordagem terapêutica personalizada. Além disso, reforça o impacto que as fraturas de fragilidade apresentam a nível económico e psicológico nos indivíduos, referindo que os custos médios de uma fratura da anca em Portugal, só no primeiro ano, representam €13.434

 

Investigação
Os antibióticos ajudam-nos a tratar infeções bacterianas e a salvar milhões de vidas todos os anos. Mas também podem prejudicar...

Os efeitos colaterais comuns são problemas gastrointestinais e infeções recorrentes de Clostridioides difficile. Incluem também problemas de saúde a longo prazo, como o desenvolvimento de doenças alérgicas, metabólicas, imunológicas ou inflamatórias.

Investigadores do grupo Typas do EMBL Heidelberg analisaram os efeitos de 144 antibióticos nos nossos micróbios intestinais mais comuns. O estudo publicado na revista Nature melhora substancialmente a nossa compreensão dos efeitos dos antibióticos nos micróbios intestinais. Sugere também uma nova abordagem para mitigar os efeitos adversos da terapia com antibióticos no microbioma intestinal.

O intestino humano abriga uma intrincada comunidade de diferentes espécies microbianas, bem como muitos vírus, coletivamente referidos como o microbioma intestinal. Juntos, permitem-nos usar nutrientes de forma mais eficiente e impedir que as bactérias patogénicas se aventurem no nosso intestino. No entanto, quando tratamos uma infeção bacteriana com antibióticos, há o risco de danificar o microbioma intestinal.

"Muitos antibióticos inibem o crescimento de várias bactérias patogénicas. Este amplo espectro de atividade é útil no tratamento de infeções, mas aumenta o risco de os micróbios no nosso intestino também serem alvos", explicou Lisa Maier, líder do grupo DFG Emmy Noether na Universidade de Tübingen.

Se certas bactérias intestinais forem mais prejudicadas do que outras, a terapia com antibióticos pode levar a um desequilíbrio na nossa composição de microbiota, vulgarmente referida como disbiose. A diarreia é um efeito comum a curto prazo, enquanto condições alérgicas como asma ou alergias alimentares e obesidade são possíveis consequências a longo prazo. O facto de os antibióticos também estarem ativos contra os micróbios intestinais é conhecido há muito tempo, mas os seus efeitos sobre a grande diversidade de micróbios que transportamos no nosso intestino ainda não tinham sido estudados sistematicamente, principalmente devido a desafios técnicos.

"Até agora, o nosso conhecimento dos efeitos de diferentes antibióticos em diferentes membros das nossas comunidades microbianas intestinais tem sido irregular. O nosso estudo preenche grandes lacunas na nossa compreensão de que tipo de antibiótico afeta quais os tipos de bactérias, e de que forma", disse Nassos Typas, Cientista Sénior e Líder de Grupo do EMBL Heidelberg.

Com base num estudo prévio dos grupos Typas, Bork, Patil e Zeller do EMBL, os cientistas observaram como cada um dos 144 antibióticos afetou o crescimento e a sobrevivência de até 27 estirpes bacterianas que normalmente habitam as nossas tripas. Os investigadores determinaram as concentrações em que um dado antibiótico afetaria estas estirpes bacterianas para mais de 800 combinações de estirpes de antibióticos, expandindo em 75% os conjuntos de dados existentes em espectros de antibióticos em espécies bacterianas intestinais.

Importante, as experiências revelaram que as tetraciclinas e os macrólidos – duas famílias com antibióticos comumente usados – não só impediram o crescimento das bactérias, como também levaram à sua morte. Cerca de metade das estirpes intestinais testadas não sobreviveram ao tratamento com este tipo de antibióticos.

"Não esperávamos ver este efeito com tetraciclinas e macrólidos, uma vez que estas classes de antibióticos eram consideradas apenas efeitos bacteriostáticos – o que significa que param o crescimento bacteriano, mas não matam bactérias", disse Camille Goemans, uma pós-doutoranda do grupo Typas que partilha a primeira autoria com Maier. "As nossas experiências mostram que esta suposição não é verdadeira para cerca de metade dos micróbios intestinais que estudamos. Doxiciclina, eritromicina e azitromicina, três antibióticos geralmente usados, mataram várias espécies microbianas intestinais abundantes, enquanto outras apenas inibiram."

A morte seletiva de micróbios específicos por tetraciclinas e macrólidos poderia levar a que estes micróbios fossem inadvertidamente perdidos da microbiota intestinal muito mais rapidamente do que os micróbios para os quais o crescimento só é inibido, como os autores mostraram com comunidades microbianas sintéticas. Isto pode explicar as fortes mudanças de microbiota que alguns pacientes que estão a ser tratados com estes antibióticos testemunham.

No entanto, há uma maneira de reduzir os danos. "Já demonstrou antes que os fármacos interagem de forma diferente em diferentes espécies bacterianas. Por conseguinte, explorámos se um segundo fármaco poderia mascarar os efeitos nocivos dos antibióticos em micróbios intestinais abundantes, mas permitimos que os antibióticos mantenham a sua atividade contra os agentes patogénicos. Isto forneceria algo como um antídoto, o que reduziria os danos colaterais dos antibióticos nas bactérias intestinais", explicou Typas.

“Nascer e Crescer no século XXI”
Realiza-se nos dias 13, 14 e 15 de outubro, o CMIN Summit 2021, no anfiteatro do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar,...

A sessão de abertura tem início marcado para as 16h do dia 14 outubro. Chrysoula Zacharopoulou, da Comissão dos Direitos das Mulheres e da Igualdade dos Géneros no Parlamento Europeu, vai abrir a sessão sobre o tema “Maternidade e Direitos da Mulher”. A vice-presidente desta Comissão, para além de política, é também ginecologista, tendo centrado a sua atividade na junção das duas áreas.

Hélder Pacheco dará uma perspetiva histórica do que é “Nascer e Crescer Saudável” seguindo-se Henrique Barros com o tema “Coorte de Nascimento”. Para encerramento de sessão, haverá um painel de discussão que contará com a atual Ministra da Saúde, Marta Temido, e duas antecessoras, Maria Belém e Ana Jorge. Esta mesa contará também com o médico Manuel Pizarro.

Com o propósito de abranger os temas mais importantes das várias áreas da Saúde Materno-Infantil, o CMIN Summit’21 prolonga-se por três dias. Dessa forma, cada um dos três dias é dedicado a uma área específica: Pediatria, Ginecologia-Obstetrícia e Enfermagem.

O diretor do Centro Materno Infantil do Norte e chairman do CMIN Summit’21 recorda que “a promoção da Saúde Materno-Infantil assume, cada vez mais, um papel primordial no desenvolvimento da nossa sociedade”. “E este século trouxe-nos novos paradigmas e novos desafios daí termos dedicado a esta temática”, explica. Para Caldas Afonso, “um dos principais desafios com que nos deparamos, está relacionado com o nascimento cada vez mais tardio do primeiro filho”, salientado que “se nada se alterar, a projeção para 2050 aponta para um total de 5 milhões de portugueses. Perante os atuais índices de fertilidade das mulheres portuguesas, o nosso país enfrenta uma situação de rotura geracional, muito difícil de corrigir. Este é seguramente o maior desafio com que se confronta a nossa sociedade”.

“Tudo isto articulado com a missão fulcral de minimizar os efeitos indiretos da pandemia COVID-19. Esses efeitos indiretos da pandemia nos jovens são assustadores e devem ser debatidos pois apesar de serem os menos percetíveis e abordados, vão ter um impacto muito maior que os diretos”, refere o também chairman do CMIN Summit’21

Todo o programa está disponível através do site: https://cminsummit.pt

Instituição chama atenção para a excessiva exposição de crianças a dispositivos eletrónicos
A pandemia trouxe várias alterações aos hábitos diários nas famílias. Com o confinamento, a maioria das pessoas acabaram por...

“Passar mais tempo em casa tem sido para muitas crianças sinónimo de estar mais tempo em frente ao ecrã. Cada vez mais cedo têm o primeiro contacto com dispositivos electrónicos como telemóveis, computadores, tablets e televisões. Esta situação, que se agravou devido às recomendações de distanciamento físico, ajudou a encurtar distâncias entre amigos e familiares. Muito se tem estudado sobre os riscos para a saúde associados à pandemia. Os problemas oculares são um deles e não devem ser negligenciados, especialmente em crianças”, defende Maria João Quadrado, Médica Oftalmologista e Professora da Faculdade de Medicina de Coimbra.

“A nossa visão possui um mecanismo a que chamamos acomodação e que nos permite reconhecer objetos a mais de seis metros e, em poucos segundos, conseguir focar com nitidez objectos mais próximos. Esse ajuste do foco é feito com a contração do músculo ciliar. O excesso de esforço para esse ajuste poderá constituiu um fator de risco para o aumento da incidência da miopia”, acrescenta.

Segundo Joaquim Murta, Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e Diretor do Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, “a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que nas próximas décadas poderá ocorrer um crescimento da incidência de miopia. Em 2050, 50% das pessoas em todo o mundo serão míopes, ou seja, uma em cada duas pessoas vão sofrer desta doença (5 biliões) e cerca de 1 bilião sofrerá de miopia elevada, com todas as complicações que daqui resultam. Trata-se de uma verdadeira «pandemia» que cresce a nível global.” Sobre o impato da pandemia nos tratamentos de saúde o especialista revela que “houve uma enorme quebra nos cuidados de saúde. Temos realizado um enorme esforço a tentar compensar este deficit, com trabalho adicional e com teleconsultas”.

Apesar de, segundo dados da OMS, a cada cinco segundos, haver uma pessoa que cega no mundo, 80 % de todas as causas de deficiência visual são evitáveis ou podem ser tratáveis mediante prevenção adequada. Para Joaquim Murta, o único oftalmologista português a integrar a Academia Ophthalmologica Internationalis (AOI), “muitas das doenças são silenciosas. Existem agora tratamentos, que não havia outrora, que possibilitam evitar e tratar situações que poderão tornar-se irreversíveis, com todas as consequências sociais e financeiras associadas. Em termos de meios técnicos e humanos, existem em Portugal centros de excelência no tratamento de doenças oculares, assim como um número de Oftalmologistas acima da média europeia. É obrigatório que os Portugueses previnam e tratem as doenças oculares.”

O Relatório Mundial da Visão, recentemente divulgado, deixa também o alerta: a procura global por cuidados oftalmológicos deve aumentar nos próximos anos não só devido ao crescimento e envelhecimento como também devido a mudanças no estilo de vida. Os especialistas defendem que nas próximas décadas poderão aumentar drasticamente o número de pessoas com doenças oculares, deficiência visual e cegueira.

Resultado do Estudo de Perceção dos Medicamentos Genéricos (MG) em Portugal
Utentes, médicos e farmacêuticos confiam e adotam os medicamentos genéricos, mas Portugal está abaixo da média europeia

A APOGEN – Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares apresentou hoje publicamente o Estudo de Perceção dos Medicamentos Genéricos (MG) em Portugal realizado junto de utentes, médicos de Medicina Geral e Familiar e farmacêuticos comunitários com o objetivo de saber qual o estado de adesão dos portugueses a estas terapêuticas mais custo-efetivas e o papel que os MG estão a ter e podem ainda desempenhar na saúde nacional.

O estudo pretendia aferir os determinantes, as barreiras e os facilitadores no processo de adoção dos medicamentos genéricos em Portugal, principalmente nesta fase pós-pandemia em que o País e os cidadãos enfrentam incerteza e grandes constrangimentos financeiros e o SNS – Serviço Nacional de Saúde sofre a pressão do retomar das atividades assistenciais.

Segundo o estudo desenvolvido para a APOGEN pela GfK Metris, ficou claro que existe uma opinião generalizada muito favorável aos medicamentos genéricos. Os utentes confiam, acreditam e adotam-nos, os médicos e os farmacêuticos promovem a sua utilização.

Especificamente os utentes têm uma perceção favorável sobre os medicamentos genéricos, com 85% dos inquiridos a considerar a sua existência como “positiva” ou “muito positiva”. E esta relação não foi alterada com a pandemia. Três quartos da população inquirida equiparam os medicamentos genéricos aos medicamentos originadores em termos de qualidade, eficácia, segurança e regulação/controlo e afirmam seguir a terapêutica se prescrita/recomendada pelo médico.

Também 80% dos médicos de Medicina Geral e Familiar consideram que a existência de medicamentos genéricos é “positiva” ou “muito positiva”, destacando como principal vantagem o preço. Para os médicos de Medicina Geral e Familiar existem três fatores decisivos para a prescrição destas soluções terapêuticas: a condição económica do doente, a diferença de preço e as classes terapêuticas.

Contudo, apesar dos medicamentos genéricos já existirem em Portugal há mais de 20 anos e sob a mesma regulamentação legal dos medicamentos originadores, um terço dos médicos de Medicina Geral e Familiar inquiridos apresenta algumas reservas sobre a qualidade/eficácia e um quarto sobre a composição dos medicamentos genéricos em relação aos originadores.

Também os farmacêuticos comunitários têm uma perceção favorável aos medicamentos genéricos com a quase totalidade a recomendar estas soluções e apenas 4% só quando os utentes pedem a opinião. Os inquiridos consideram que as caraterísticas destes medicamentos são equiparadas aos medicamentos de referência. Entre os fatores positivos apontam o melhor preço para os utentes e a rentabilidade para as farmácias considerando, no entanto, que existem demasiadas marcas e flutuação de preços, pelo que metade dos farmacêuticos considera que o laboratório é um fator importante na seleção dos medicamentos genéricos.

Da leitura do estudo conclui-se que existe ainda margem de progressão na adoção destas terapêuticas que, só nos últimos 10 anos, já permitiram libertar recursos das famílias e do SNS no valor de quase 4,3 mil milhões de euros para serem aplicados na inovação em saúde. Um valor que corresponde a quase 2 anos de despesa do Serviço Nacional de Saúde com medicamentos.

Maria do Carmo Neves, presidente da direção da APOGEN, desafia todos os intervenientes do setor a unirem-se para “conseguir que estas tecnologias de saúde representem em Portugal níveis de adoção idênticos aos encontrados nos países europeus mais desenvolvidos economicamente.” Neste momento, a quota de mercado em Portugal é de cerca de 49%, o que significa que apenas 5 em cada 10 utentes beneficiam dos medicamentos genéricos. A presidente acrescenta: “Para que mais portugueses tenham acesso à saúde, em 5 anos temos de ser capazes que, no mínimo, 6 utentes em cada 10 possam beneficiar das vantagens dos medicamentos genéricos.”

Os medicamentos genéricos

Os medicamentos genéricos garantem o acesso a tratamentos de elevada qualidade, segurança e eficácia para os utentes, contribuindo para o bem-estar da população. O investimento nestas soluções permite alocar mais recursos ao SNS, criar mais postos de trabalho e contribuir para a economia portuguesa através das exportações e de um maior equilíbrio da balança comercial do medicamento. Deste modo, os medicamentos genéricos são uma solução que gera maior sustentabilidade e eficiência financeira ao SNS e às famílias portuguesas, já que criam importantes mais-valias e facilitam uma gestão equilibrada dos recursos existentes.

Contributo económico

As empresas associadas da APOGEN empregam mais de 3000 trabalhadores e representam 5 dos maiores produtores de medicamentos em Portugal, sendo as principais responsáveis pelos 1,5 mil milhões de euros de exportações anuais. Os produtores de medicamentos genéricos e biossimilares investem até 17% da sua faturação em investigação e desenvolvimento. Os medicamentos genéricos são soluções de primeira linha para a maioria das doenças crónicas, nomeadamente diabetes, colesterol elevado e hipertensão.

Conferência: Desafios Genéricos da Saúde

As conclusões do estudo foram apresentadas hoje na Conferência “Desafios Genéricos da Saúde” que decorreu nas instalações da Impresa e via live streaming no facebook da SIC Notícias, em parceria com o Jornal Expresso, no âmbito do projeto “Repensar a Saúde”.

Na conferência, onde participaram os representantes das principais entidades do setor, foi unânime a opinião de que os medicamentos genéricos são um fator inquestionável de acesso a mais e melhor saúde e de sustentabilidade do SNS.

Diogo Serras Lopes, secretário de Estado da Saúde, garantiu que o investimento em medicamentos não vai ser reduzido e assegurou que o objetivo é canalizar verbas da poupança gerada com os medicamentos genéricos para aumentar a inovação e o número de pessoas tratadas. O secretário de Estado sublinhou que o objetivo não é reter o dinheiro que se poupa é alocar onde ele possa gerar mais valor. “A larguíssima despesa no SNS é investimento e queremos garantir que investimos no melhor para as pessoas”. Para o governante, há três fatores importantes a ter em conta neste objetivo: “melhorar a prescrição, melhorar o modelo de comparticipação dos medicamentos genéricos e incentivar a inovação, aumentando o número de medicamentos genéricos que permitam chegar a mais áreas terapêuticas”.

Do lado da entidade reguladora, Rui Santos Ivo, Presidente do Infarmed, afirmou: “Portugal é um exemplo relativamente à política dos medicamentos genéricos. Fizemos muito, tivemos muito bons resultados. Agora devemos olhar para a frente e ver onde podemos atuar: na área da disponibilidade, temos áreas onde não existem medicamentos genéricos disponíveis em número suficiente e a indústria é importante para alavancar esse processo”. Para Rui Santos Ivo é crucial analisar que procedimentos se devem manter no sentido da acessibilidade, disponibilidade e sustentabilidade do sector e ver que novas soluções podem ser implementadas. “Usar instrumentos de incentivo para o acesso e sustentabilidade, realizar mais estudos baseados na evidência, já que não há razão para ter dúvidas sobre a qualidade dos medicamentos genéricos” poderão ser algumas das soluções.

Também António Vaz Carneiro, Presidente do Conselho Científico do Instituto de Saúde Baseada na Evidência, referiu não compreender por que motivo 20 anos depois da introdução dos medicamentos genéricos em Portugal ainda existem dúvidas sobre estas terapêuticas e afirmou-se mesmo “intrigado porque é que um terço dos médicos ainda têm reservas em prescrever medicamentos genéricos”. António Vaz Carneiro gostaria de ver realizados mais ensaios clínicos que comparem os medicamentos genéricos diretamente com o seu originador, o que acredita que poderia conferir maior confiança aos médicos e aos doentes. Porque o preço é crucial para a adesão terapêutica, acredita que “no mundo pós-pandémico, os medicamentos genéricos vão ter uma nova realidade”.

Susana Vargas, em representação do Bastonário da Ordem dos Médicos (OM), sublinhou o apoio dos médicos aos medicamentos genéricos e afirmou que não existem barreiras na prescrição destas terapêuticas. Para esta responsável, falta que a tutela reforce a informação com “campanhas que mostrem que a segurança e o resultado com medicamentos genéricos são excelentes e relembrar periodicamente o bem que é termos à nossa disposição os medicamentos genéricos, sobretudo para o doente, já que permitem o acesso à saúde com menor custo”. Susana Vargas acrescenta: “Há doentes que não tomam medicamentos porque não têm dinheiro para os comprar, até me surpreende que a percentagem de medicamentos genéricos dispensados não tenha sido maior durante a pandemia”.

Por seu turno, Luís Lourenço, em representação da Bastonária da Ordem dos Farmacêuticos (OF), reforçou a responsabilidade que estes profissionais assumem na informação ao utente e na dispensa de medicamentos genéricos. Afirma que os farmacêuticos sentem uma confiança muito elevada na indústria de medicamentos genéricos. No entanto, lamenta a forma “perversa” como o mercado está montado, nomeadamente quanto às regras de remuneração das farmácias. “As farmácias têm uma quota parte do seu ato pago de acordo com o medicamento que é dispensado. Acreditamos que esse sistema não está atualizado. Há uma motivação profissional e deontológica para recomendar e dispensar o medicamento mais barato, contudo não temos um sistema sustentável, porque a dado momento o ato farmacêutico é desvalorizado pelo sistema financeiro”. Outras barreiras que se apresentam aos farmacêuticos no momento de aconselhar os doentes são a falta de informação sobre que moléculas existem com alternativa genérica, a instabilidade dos preços e a necessidade de um maior incentivo à dispensa de medicamentos genéricos. A OF defende ainda uma maior aposta no desenvolvimento de moléculas com alternativa genérica no mercado.

Também Ema Paulino, Presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), lembrou que a confiança nos medicamentos genéricos foi recentemente reforçada com questões regulatórias que proporcionam toda a segurança na dispensa dos medicamentos e acrescentou que esta é a altura ideal para voltar a incentivar os medicamentos genéricos. “A farmacovigilância também saiu reforçada no contexto pandémico: Na saúde em particular, há uma evolução do conhecimento científico e os profissionais de saúde e todo o sistema nacional de saúde vão-se baseando nesta evidência para ir alterando as suas recomendações. Ao nível dos medicamentos genéricos tanto do ponto de vista da qualidade, da equiparação ao originador em termos de efetividade e segurança o modelo de incentivos também tem de se adaptar e refletir a evolução gerada”. Concretamente quanto ao modelo de remuneração das farmácias, Ema Paulino afirma que “é necessário encontrar novas formas que se adaptem às diferentes fases do mercado e ao tempo que os farmacêuticos têm de despender para sensibilizar a população para a importância do medicamento genérico”.

Do lado dos utentes, Luís Mendão, presidente do GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos, sublinhou a importância da inovação: “A taxa de utilização dos medicamentos genéricos devia ser muitíssimo superior para podermos pagar inovação realmente importante, inovação terapêutica, disruptiva, mas não para pagar ensaios clínicos de não inferioridade”, afirmou. Na sua perspetiva “um dos problemas na perceção sobre os medicamentos genéricos é a falta de confiança de que o sistema regulador funciona”. Luís Mendão defende “é preciso que as regras legais e institucionais sejam claras e adequadas” e lamenta que seja “muito difícil reconhecer a importância dos doentes e das suas organizações para participarem em situações que são fundamentais para o equilíbrio do sector.”

Para repensar a Saúde participaram no evento Susana Vargas, em representação do Bastonário da Ordem dos Médicos; Luís Lourenço, em representação da Bastonária da Ordem dos Farmacêuticos; Luís Mendão, presidente do Grupo de Ativistas em Tratamento (GAT); Rui Santos Ivo, presidente do Infarmed; António Vaz Carneiro, presidente do Conselho Científico do Instituto de Saúde Baseada na Evidência; Ema Paulino, presidente da Associação Nacional das Farmácias e Diogo Gonçalves, fundador da NUDGE Portugal. O secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, encerrou o evento.

 

Testemunho Cancro da Mama Metastático
Muito se sabe sobre o cancro da mama, o cancro mais frequente entre o sexo feminino, mas poucos conh

“Sempre fui saudável, praticante de desporto, com vida ativa no mundo laboral desde os 16 anos numa empresa do ramo automóvel, mais precisamente numa linha de montagem.

Em novembro de 2017, comecei a sentir algumas dores abdominais que expandiam para o ombro do lado direito quando respirava.

A primeira vez que me dirigi ao Hospital de Vila Nova de Gaia, estava no limite de suporte da dor, pois nada que tomasse me aliviava a mesma. Numa primeira abordagem tudo indicava para contraturas, tendo sido feito apenas tratamento com medicação venosa para alívio da dor, com indicação para fazer uns relaxantes musculares.

No dia seguinte mesmo não estando melhor fui trabalhar. Sempre fui uma pessoa dedicada ao trabalho, sempre dei o melhor de mim. Quando cheguei ao fim do dia de trabalho estava bem pior. Do meu trabalho a minha casa são cerca de 30 km, este percurso de regresso a casa pareceu uma eternidade. Desesperada, decidi voltar as urgências, voltando a ser-me dito a mesma coisa do dia anterior. Mais medicação e aconselharam que ficasse em repouso. A medicação dada na urgência aliviava a dor, sem, contudo, fazer com que esta desaparecesse.

Com alta médica regressei a casa. Quando me deitava sentia que algo tivesse rebentado na minha barriga. Voltei de imediato às urgências e com uma nova dose de medicação, fiz o caminho de regresso a casa com nova alta médica. No dia seguinte estava muito debilitada, o meu marido ligou para a saúde 24 que me encaminhou novamente para a urgência. A meio do caminho tudo piorou, tivemos de telefonar para o 112 e vieram ao nosso encontro. As dores eram tão fortes que não me lembro de metade do sucedido. Já nas urgências com pulseira laranja, uma médica tratou de colocar um cateter, e administram-me uma medicação para aliviar a dor. Foram no entretanto solicitadas análises, uma ecografia abdominal e um RX aos pulmões.

Chegados os resultados, a médica chamou o meu marido e disse-nos, que teria de ficar internada porque tinha uma pedra na vesicula com 17 milímetros e tinha de ser retirada. Na altura ficamos mais descansados uma vez já havia um diagnóstico. Sol de pouca dura. Em pouco tempo um grande volte face. Mandaram-me para casa uma vez que estavam a trabalhar com serviços mínimos, contudo ficaria referenciada com carácter de urgência para ser seguida em consulta de cirurgia geral. Fiquei com imenso medo. Assustadíssima, quando a médica me disse que existiam também uns nódulos no fígado, embora desvalorizando, dizendo para não me preocupar pois eram normais na minha idade. Após a confidência de que tinha seguro de saúde a médica sugeriu que procurasse uma segunda opinião.

Em relação ao Hospital Santos Silva em Vila Nova de Gaia. Sinto que fui vítima de negligência naquela urgência.

Não existindo melhoras marquei de imediato uma consulta para o Hospital da Luz. Na primeira consulta após dois dias, o Doutor Jaime Vilaça, cirurgião hepático disse que não tinha dúvidas em relação a pedra da vesícula, mas as dores e a forma como as relatava ele achava, que estava relacionado com o fígado, sem levantar grande alarme mandou-me fazer uma ressonância.

No meio disto tudo continuei a trabalhar. O resultado chegou cerca de 5 dias depois. A ressonância era inconclusiva. Disse-me que teríamos de fazer uma biopsia ao fígado. E como não me sentia melhor tínhamos de parar a atividade profissional até sabermos o que realmente eu tinha. Fazer a biopsia ao foi horrível. O resultado da biopsia foi pedido com muita urgência.

Tudo tinha começado no dia 1 novembro e já se tinham passado cerca de quinze dias sem que soubesse o que tinha. Dia 17 novembro o cirurgião telefonou-me e disse-me para ir ter com ele. Subi sozinha, enquanto o meu marido estacionava o carro. Assim que entrei o médico olhou para mim baixou a cabeça, e perguntou-me se tinha se estava só. Respondi que não, e ficamos em silêncio, um silêncio aterrador. Nervosa, persentindo más notícias, perguntei-lhe: É Cancro, doutor? Confirmado com um simples e desolador acenar de cabeça. Entretanto o meu marido chegou vê-me a chorar e numa trémulas e soluçadas palavras disse-lhe é Cancro. Ainda hoje não consigo exprimir tudo o que senti naquele momento. O meu primeiro pensamento foi a minha filha, tinha 9 anos na altura e os meus pais. Vinte anos atrás a minha irmã com 27 anos tinha tido linfoma. Foi duro, mas superamos tudo sempre juntos, somos quatro irmãos muito unidos. Voltar a fazer passar a minha família pelo mesmo era arrepiante. O meu marido um ano antes o Cancro levou-lhe a mãe. Foi difícil digerir toda aquela informação.

Não bastando o Cancro no fígado era secundário. Tínhamos ainda que descobrir o primário. 

Nesse mesmo dia o Doutor Jaime tomou a liberdade, de falar com o Doutor Leal um médico muito experiente na oncologia. Esteve a falar connosco imenso tempo, mas a minha cabeça sempre a mil. Passou-me imensos exames e análises. Mas antes de ir fazer análises com toda a experiência dele preguntou se podia ver-me as mamas assim que começa a apalpação detetou um nódulo na mama esquerda. Não queria acreditar como nunca o senti. O foco era fazer exames, biopsia à mama para sabermos se ambos tinham os mesmos recetores. Volvidos uns dias chegou o resultado. Com 37 anos sou diagnosticada com Cancro da mama com múltiplas metástases hepáticas.

Do Hospital da Luz, passei de imediato para o IPO do Porto, onde conheci a minha médica, Doutora Susana. Um anjo. Temos uma grande empatia desde o primeiro dia. Estava muito frágil, na minha ignorância achava que operava mama, operava o fígado, fazia os tratamentos e tudo seria simples.

No meio de demasiadas perguntas a médica disse-me que o meu Cancro não tinha cura. Fiquei sem mundo. Aterrorizada, pensei na morte.

Numa segunda consulta a Doutora tinha feito reunião de grupo, para decidirem o tratamento adequado. E depois de dizer-me algumas opções falou-me num ensaio clínico que estava a decorrer em fase 3, havia apenas uma vaga. Falei com ela e sem hesitar aceitei. Não tinha nada a perder. Esperei pela autorização do Infarmed, que foi rápida. O meu tumor é HR2 negativo e um hormonodependente. O ensaio previa que estivesse na menopausa, como não estava teve de ser induzida, e fazer hormonoterapia, mais três comprimidos por dia durante 21 dias. O milagroso Ribociclib. Iniciei o meu primeiro tratamento a 21 dezembro 2017.

Foi tudo muito rápido porque já levava o diagnóstico e exames feitos do privado. Este tratamento não fez cair o cabelo. Por vezes, até como forma de aligeirar todo este fardo, pensava que se tinham enganado no diagnóstico e que não tinha Cancro.

 Tive todo o apoio da família, sempre rodeada de amor, e de muita esperança.

Aos olhos da sociedade ignorante não estava doente, aparentemente estava bem. Para algumas pessoas só faz sentido, se tivermos carecas, com mau ar. Só nós conseguimos falar a mesma linguagem. Pedi ajuda psicológica foi fundamental.

 O ensaio foi a melhor opção tomada. Ao fim de três meses o corpo estava a responder ao tratamento. 

Devido a minha boa aparência fui vítima de Bullying nas redes sociais, contas falsas onde mencionavam que eu não queria era trabalhar. Mais tarde recebi mensagens a dizer que o meu tempo estava a acabar. Momentos difíceis, mais uma vez amigos e família estiveram sempre lá para mim.

Ao fim de um ano consegui controlar a doença, e as metástases foram desaparecendo. Comecei a acreditar que era possível viver com Cancro. Ter qualidade de vida. Entretanto fiz cirurgia profilática aos ovários visto que o meu tumor é hormonal.

Em 2020 com a doença completamente controlada já só tinha duas metástases, a médica decidiu fazer uma intervenção ao fígado. Uma Termo ablação para eliminar aquelas duas resistentes. Correu bem não precisei de operar nem remover a mama. Atualmente não há evidencia de doença.

Atualmente tenho 80% incapacidade estou com invalidez relativa. Não posso exercer a minha profissão.

Se é duro? Sim é muito duro, sofri muito, chorei imenso. Mas sinto-me uma mulher realizada. Tenho sonhos, projetos futuros. Se os vou concretizar ou não isso não sei. Sei que antes do Cancro tinha projetos sonhos e não se realizaram. Por isso faço-os na mesma.

Voltei à atividade física. Faço três vezes por semana Boxe. O meu marido é o professor, acompanhada pela filha que hoje tem 13 anos. A minha Inês!

A minha âncora, sempre muito querida e delicada comigo. O meu mundo. 

Nunca desistam! Acreditem sempre!

Se passamos por dias maus? Claro que sim, mas cabe-nos a nós torná-los mais fáceis. Por nós e por todos aqueles que nos amam.

Não falo muito no trabalho, porque não tive oportunidade de regressar, mas também lamento por ter dado 24 anos de mim aquela empresa, e no fim sentir que apenas fui um apenas um número. 

A vida é tão boa! Este Cancro chato que me acompanha para todo lado.

Como no meu caso correu sempre tudo, há dias que nem me lembro dele.

Com o meu testemunho quero transmitir-vos esperança. Acreditar na ciência, se hoje não existe a cura, amanhã pode existir.

Sou grata por todos os dias acordar e poder continuar a sonhar.”

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Boletim Epidemiológico
Desde ontem foram registados mais de 800 casos de infeção pelo novo coronavírus e nove mortes em território nacional. O número...

As regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve foram as regiões do país que registaram maior número de mortes, desde o último balanço: dois óbitos cada. Seguem-se as regiões Norte, Centro com uma morte a assinalar nas últimas 24 horas. Também a região autónoma dos Açores registou um óbito, nas últimas 24 horas.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 828 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 310, seguida da região Norte com 236 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 167 casos na região Centro, 50 no Alentejo e 60 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago dos Açores conta agora com mais 10 infeções. Na Madeira, diz o boletim da DGS, que “o relatório de hoje reflete uma redução do número total de casos na RA da Madeira, por força da necessidade da transferência de nove casos para as respetivas regiões de ocorrência, tendo sido notificados quatro novos casos na RA da Madeira no dia em análise”.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 335 doentes internados, menos 10 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos registaram uma ligeira queda no número de doentes internados. Desde ontem, há menos dois doentes, estando agora 54 doentes na UCI.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 622 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.029.087 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 30.034 casos, menos 197 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 831 contactos, estando agora 21.685 pessoas em vigilância.

 

Tratamentos IPL (Intense Pulsade Light)
Segundo Ana Sousa, da Clínica Dra. Ana Sousa Medicina Estética, em Gaia, os procedimentos minimamente invasivos para manchas...

“Apesar do uso de protetor solar, alguns pacientes ainda não têm o hábito de evitar as horas mais perigosas ao sol, assim como o uso de chapéu. As manchas solares na pele decorrem muitas vezes de ‘erros’ do passado e tendem a revelar-se mais tarde. Isto leva a que haja cada vez mais procura de tratamentos para melhorar a qualidade da pele”, afirma Ana Sousa. 

Os tratamentos IPL (Intense Pulsade Light), como Lumecca, são uma alternativa minimamente invasiva que permite destruir os pigmentos e tornar a pele mais homogénea e rejuvenescida. São indicados para lentigos solares, manchas, efélides (sardas), hiperpigmentações pós inflamatórios (acne), rosácea e fotorejuvenecimento.   

Com Lumecca, o laser é aplicado sobre um gel condutor na pele, existindo um disparo a cada 2/3 segundos que percorre toda a área a tratar. Pode ser realizado na face, no pescoço, no colo e até mesmo noutras regiões do corpo. 

“Trata-se de um ótimo tratamento para fazer uma vez por ano, após o verão. Devido ao alto poder deste IPL, normalmente apenas são necessárias uma a duas sessões para obter resultados satisfatórios. É um procedimento rápido, com duração de cerca de trinta minutos, praticamente indolor e com um baixo downtime, uma vez que o paciente pode fazer o tratamento e trabalhar no mesmo dia”, explica a especialista. 

Lumecca é indicado para pacientes que tenham manchas solares, rosácea, telangiectasias (pequenos vasos capilares visíveis) ou que queiram apenas rejuvenescer a pele, sem limite de idade. Inclusive mulheres grávidas podem submeter-se ao procedimento. No pré-tratamento, recomenda-se evitar exposição solar durante pelo menos quinze dias e não tomar medicamentos fotossensíveis. Após o tratamento, deve ser usado protetor solar SPF 50 e a exposição solar direta deve ser evitada. Também se recomenda o uso de creme reparador. 

“Sendo um ótimo primeiro procedimento para alguém que nunca se submeteu a intervenções estéticas, Lumecca tem a vantagem de poder ser combinado com outros tratamentos. Habitualmente, recomenda-se a repetição do tratamento um ano depois”, acrescenta Ana Sousa. 

Incentivo aos bons hábitos alimentares
O projeto Heróis da Fruta da Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI), 10 anos depois do seu lançamento nas...

Mário Silva, presidente da APCOI e coordenador nacional do projeto Heróis da Fruta explica que “esta série é uma adaptação para desenhos animados da iniciativa Heróis da Fruta que a APCOI implementa nas escolas, desde 2011, para prevenir a obesidade infantil, através do incentivo ao consumo diário de frutas e legumes, nas quantidades recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que já melhorou os hábitos alimentares de 502.122 crianças”.

Depois de conquistar mais de meio milhão de alunos nas escolas em Portugal, o projeto de educação para a saúde, Heróis da Fruta, chega agora ao pequeno ecrã com a participação especial dos atores Jessica Athayde e Diogo Amaral que dão voz às  personagens principais desta série.

“Adorei dar voz à personagem Sushi neste projeto da APCOI. É fundamental formarmos os nossos filhos para bons hábitos alimentares. Espero que os Heróis da Fruta ajudem a despertar novos hábitos nas casas de quem nos vai ouvir” afirma a atriz Jessica Athayde a propósito da sua participação.

Para o ator Diogo Amaral "Enquanto pai, poder dar a voz pelo projeto Heróis da Fruta é para mim algo muito especial. Espero que esta ação da APCOI ajude a sensibilizar muitos pais e crianças e que as refeições fiquem mais coloridas”.

Ao longo dos 26 episódios, os Heróis da Fruta vão dar o seu exemplo positivo às crianças e provar vários hortofrutícolas de origem nacional: Kiwi de Portugal (16/out); Melancia do Ladoeiro (17/out); Uva do Ribatejo (18/out); Abóbora de Soza (19/out); Amendoim do Rogil (20/out); Agrião de Água de Almancil (21/out); Romã do Alentejo (22/out); Amora do Minho (23/out); Laranja do Algarve (24/out); Ananás dos Açores (25/out); Azeitonas de Elvas e Campo Maior (26/out); Cereja do Fundão (27/out); Cebola Roxa de Montemor-o-Novo (28/out); Cenoura Baby Alentejana (29/out); Batata-Doce de Aljezur (30/out); Pêra Rocha do Oeste (31/out); Morango de Mirandela (01/nov); Mirtilo de Sever do Vouga (02/nov); Pêssego da Cova da Beira (03/nov); Feijão-Frade da Lardosa (04/nov); Tomate de Alvalade do Sado (05/nov); Figo-da-Índia Português (06/nov); Meloa de Santa Maria (07/nov); Banana da Madeira (08/nov); Melão de Almeirim (09/nov) e Maçã de Alcobaça (10/nov).

A partir de 16 de outubro e até 10 de novembro, todos os dias, um novo episódio será transmitido em todos os canais de televisão parceiros da iniciativa: Canal Panda, RTP2, RTP Madeira, Porto Canal e Localvisão TV. No MEO Kids ficará disponível logo na data da estreia uma área exclusivamente dedicada aos Heróis da Fruta na qual os mais pequenos poderão ver e rever todos os episódios, sempre que quiserem, na posição 53. Além disso, os episódios poderão também ser ouvidos diariamente em diversas rádios locais de várias regiões do país: Rádio ZigZag, Mundial FM, Rádio Voz do Sorraia, Rádio Planície, Rádio Cartaxo, RUA FM, Rádio Dueça, Rádio Dom Fuas e Rádio Pico.

Neste dia chega também às lojas dos supermercados Aldi de todo o país  o primeiro livro de colorir, inspirado na série de animação. Este livro tem o preço simbólico de 2,99€ e vem reforçar a gama de produtos solidários Heróis da Fruta que incluem mini-maçãs, mini-pêras, mini-cenouras e mini-águas, criados em parceria entre a APCOI e a rede de supermercados Aldi e cuja venda em parte reverte para apoiar este projeto escolar, tendo já permitido nos últimos anos levar toneladas de fruta a milhares de alunos que não levam lanche de casa.

“Estamos muito orgulhosos de fazer parte deste projeto tão importante. Iniciámos a nossa parceria em 2018 com a venda de mini-maçãs e mini-peras e ampliámos, recentemente, a nossa gama de produtos pensados nas crianças com as mini-cenouras e mini-águas, apostando sempre em produtos nacionais. Temos conseguido promover mudanças com um impacto duradouro nos hábitos alimentares dos mais pequenos e contribuir para combater a má nutrição das crianças, estimulando o consumo diário de alimentos saudáveis e, ao mesmo tempo, promover inclusão social dos alunos mais carenciados.” Elke Muranyi, Corporate Responsability Director da ALDI Portugal.

“Produzir esta série em Portugal só foi possível graças à talentosa equipa de animação da produtora Até ao Fim do Mundo e ao generoso apoio dos nossos parceiros nacionais e regionais, incluindo associações de produtores e autarquias, nomeadamente: Associação dos Produtores de Maçã de Alcobaça, Associação Portuguesa de Kiwicultores, Cooperativa Agrícola de Citricultores do Algarve, Cooperativa Agrícola dos Fruticultores da Cova da Beira, Associação Agrícola de Santa Maria e Agromariensecoop, Associação de Produtores de Figo da Índia Português, Câmara Municipal de Aljezur, Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Câmara Municipal de Almeirim, Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Boa Fruta Açores, Cerfundão, Dona Uva, Adoora, Mirtilusa, Grupo Luís Vicente, Vitacress, Novo Nordisk e Aldi”, conclui Mário Silva.

O que precisa saber
Embora possa ser assintomática, dependendo da sua localização, a Trombose Venosa Profunda manifesta-

Entender a trombose

Segundo o GESCAT, a Trombose “é uma condição na qual os coágulos de sangue se formam (em geral) nas veias profundas das pernas, virilha ou braços, causando uma Trombose Venosa Profunda (TVP)”.

Quando não é prevenida ou quando o seu diagnóstico não é feito atempadamente, esta pode progredir, “levando à rutura do coágulo, o qual pode migrar até os pulmões e causar uma Embolia Pulmonar (EP)”.

A EP é uma situação grave e que precisa de atendimento medico de emergência. “Juntos, a TVP e a EP formam o que conhecemos como Tromboembolismo Venoso (TEV). TVP + EP = TEV. Esta condição médica perigosa, frequentemente ignorada e potencialmente fatal, contribui para a morte de 1 em cada 4 pessoas em todo o mundo”, esclarece o Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT).

Sinais e sintomas

Quando um coágulo se forma nas veias da perna dá-se aquilo a que se designa de Trombose Venosa Profunda (TVP)

Entre os sinais de alerta para a TVP, o GESCAT destaca:

  • Dor ou desconforto na barriga da perna ou coxa;
  • Inchaço da perna, pés ou tornozelos;
  • Vermelhidão local;
  • Aumento da temperatura da perna;
  • Sensação de pele esticada;
  • Rigidez da musculatura na região onde que se formou o trombo.

Quando o coágulo formado na perna se rompe e vai até o pulmão, temos a Embolia Pulmonar (EP). Os sinais de alerta são:

  • Dor no peito (que pode piorar com a inspiração);
  • Falta de ar inexplicável e/ou respiração rápida;
  • Frequência cardíaca acelerada;
  • Vertigens/tonturas e/ou desmaios.

O Tromboembolismo Venoso (TEV), considerada uma condição médica perigosa e potencialmente fatal, resulta da combinação de Trombose Venosa Profunda (TVP) e da sua maior complicação, a Embolia Pulmonar (EP).  

De acordo com o Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT), “o TEV pode ocorrer sem qualquer sinal de aviso e pode passar despercebido e não ser diagnosticado corretamente por um profissional de saúde. Os sintomas que aparecem podem estar associados à TVP ou à EP”.

Causas e Fatores de risco

Entre os principais fatores de risco para o Tromboembolismo Venoso, o GESCAT destaca:

  • Hospitalização
  • Cirurgia
  • Cancro / Quimioterapia
  • Imobilização prolongada
  • Acidentes e Traumatismos
  • História familiar de TEV
  • Pílula anticoncecional
  • Gravidez
  • Obesidade
  • Consumo excessivo de álcool
  • Tabagismo

Trombose associada ao Cancro (TAC)

A Trombose Associada ao Cancro é uma importante causa de morbidade e mortalidade. O risco de TEV em doentes oncológicos é 4 a 6 vezes superior que na população em geral. “Este é um dado impressionante, mas que deve ser conhecido por doentes em tratamento oncológico para o cancro”, salienta o Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT).  Embora nem todos os fatores sejam conhecidos, os principais determinantes do risco para a TAC incluem os tumores no cérebro, pulmões, estômago, pâncreas, linfomas, rins e ovário, entre outros.

Prevenção

Os cuidados diários para a prevenção incluem atitudes simples como evitar ficar muito tempo sentado sem se movimentar, a necessidade de praticar exercício físico regularmente, manter uma alimentação equilibrada, manter o peso, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, principalmente se associadas ao cigarro e ao uso de anticoncecionais, em viagens longas utilizar sempre roupas e sapatos confortáveis e fazer uso de meias elásticas caso tenha algum histórico pessoal ou familiar de formação de coágulos sanguíneos. Quando surgem alguns destes sintomas, é fundamental procurar ajuda junto do médico assistente.

Diagnóstico e tratamento

O Presidente do GESCAT alerta que, ao identificar os principais sintomas da trombose, é necessário procurar imediatamente ajuda médica para confirmar o diagnóstico da trombose suspeita e começar rapidamente o tratamento da doença. “Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento da trombose venosa profunda deve começar imediatamente para impedir o crescimento do coágulo sanguíneo, impedir que o coágulo avance para outras regiões do corpo e, assim, evitar uma possível embolia pulmonar. O tratamento pode contemplar anticoagulantes para impedir que os coágulos sanguíneos se desloquem para os pulmões e meias de compressão para melhorar o edema causado pela trombose”, explica em comunicado.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
15 e 16 de outubro
A Gilead Sciences organiza, nos próximos dias 15 e 16 de outubro, em Monte Real, Leiria, o HIV Meeting Point 2021, um evento...

“Qualidade de vida no VIH – Pilar estratégico” é o tema da sessão de dia 15 de outubro, primeiro dia do evento, que contará com uma apresentação de Gonçalo Lobo (IAPAC), moderada por António Diniz (CHLN, Hospital Pulido Valente), seguida por um painel de discussão que contará com a participação dos especialistas Teresa Branco (APECS), Isabel Ramos (SPDIMC), ª Helena Farinha (CHLO, Hospital Egas Moniz),  José Queiroz (APDES) e  Helena Cortes Martins (INSA).

O segundo dia do evento, 16 de outubro, contará com 3 mesas redondas em sessões rotativas e terminará com uma conferência dedicada ao “Futuro da Saúde Digital” pelo Dr. Bernardo Gomes Pinto (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), moderada pelo Prof. Doutor Rui Sarmento e Castro (Centro Hospitalar Universitário do Porto).

O HIV Meeting Point, dirigido à comunidade médica, outros profissionais de saúde e às organizações de base comunitária, proporcionará a partilha e discussão do que tem vindo a ser feito e o que está ainda por conseguir na área do VIH, com o objetivo de alcançar uma melhor qualidade de vida para as pessoas que vivem com VIH.

 

 

 

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