Nutricionistas pedem que se avalie o estado nutricional das crianças pós crise pandémica
O estudo COSI Portugal, sistema de vigilância nutricional infantil, foi apresentado esta terça-feira, 19 de outubro, e concluiu...

Esta preocupação demonstrada pela Ordem dos Nutricionistas baseia-se nos recentes estudos divulgados, nomeadamente a Balança Alimentar 2016-2020, que concluiu que o os portugueses consumiram o dobro da energia necessária e se alimentaram de forma desequilibrada, e o REACT-COVID 2.0, que demonstra que a pandemia agravou as desigualdades na alimentação, com os mais desfavorecidos a aumentarem o consumo de refeições pré-preparadas, de snacks doces e salgados, de refrigerantes e de refeições de takeaway.

“Sem dúvida que foi um progresso positivo, tanto mais que esta tendência invertida de excesso de peso e obesidade se verifica desde 2008 a 2019, no entanto não nos podemos demitir de responsabilidades quando ainda uma em cada três crianças portuguesas tem peso acima do recomendado, especialmente quando passamos por um período longo de alterações na alimentação, acompanhado pela redução da prática de exercício físico, o que pode ter hipotecado estes resultados”, afirma Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas. 

A Ordem dos Nutricionistas solicita que seja feita uma nova recolha e análise de dados sobre o estado nutricional das crianças, “para que, de facto, se possa ter um conhecimento real do impacto da pandemia no estado nutricional das crianças e, consequentemente, na sua saúde”.

“Estávamos no bom caminho, mas ainda nos encontramos longe do destino ao qual desejamos chegar. E, sobretudo, não sabemos qual é o atual estado nutricional das nossas crianças. É preciso dados atuais sobre o peso das crianças e mais ritmo e mais intensidade na implementação de medidas que contribuam para que as crianças adquiram conhecimentos e competências para fazerem escolhas alimentares mais saudáveis”, reforça Alexandra Bento.

A Ordem dos Nutricionistas espera que a integração de nutricionistas nas escolas, uma medida proposta por Alexandra Bento já em 2018, prevista no Orçamento do Estado de 2020, e tornada publica a decisão de contratação pelo Ministério da Educação na passada semana, possa ser célere por forma a se levar a efeito uma verdadeira estratégia para a alimentação escolar. 

O estudo apresentado hoje no INSA, em Lisboa, concluiu que o excesso de peso diminuiu 8,2% e que a obesidade registou uma redução de 3,4%, entre 2008 e 2019, em crianças dos 6 aos 8 anos de idade. Apesar das diminuições verificadas, uma em cada três crianças continua a apresentar excesso de peso ou obesidade. 

Recorde-se que o COSI Portugal é integrado no estudo Childhood Obesity Surveillance Initiative da Organização Mundial da Saúde/Europa e coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e envolveu 8.845 crianças de 228 escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, no ano letivo 2018/2019, a maior amostra de todas as fases decorridas até ao momento.

Distinção internacional
A Unidade de AVC (Acidente Vascular Cerebral) do Hospital do Litoral Alentejano, da Unidade Local de Saúde do Litoral...

Os Angels Awards são uma distinção de reconhecimento e motivação para as equipas, estabelecendo uma cultura de monitorização contínua do trabalho desenvolvido na área do AVC.

A Unidade de AVC da ULSLA, afeta ao serviço de Medicina Interna, foi inaugurada em 2008, e conta, desde abril 2021, com 8 camas em exclusivo, sendo composta por uma equipa multidisciplinar. A sua missão é assegurar um tratamento adequado na fase aguda ao doente com AVC e garantir seguimento personalizado de acordo com as necessidades do doente e da sua família ou cuidador.

"Este é mais um caso de sucesso na ULSLA, demonstrativo do esforço desenvolvido na melhoria da prestação de cuidados de saúde no Litoral Alentejano", escreve a Unidade Hospitalar. 

 

Nova construção
A nova maternidade de Coimbra vai ser construída no polo dos Hospitais da Universidade, revelou hoje o presidente do Centro...

O anúncio da construção da nova maternidade (serviços de obstetrícia e neonatologia) decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Coimbra, numa conferência que juntou o presidente do CHUC e o presidente do município, José Manuel Silva.

A nova maternidade será construída numa zona de estacionamento dos HUC, sendo que a escolha da localização foi feita «por razões fundamentalmente técnicas e por razões fundamentalmente clínicas», sendo necessário que a sua construção fosse junto aos HUC, face à necessidade de garantir a segurança das grávidas.

O concurso para o projeto de arquitetura será lançado ainda durante esta terça-feira e o presidente do CHUC espera que a maternidade possa ser inaugurada em dezembro de 2024. A estimativa quanto ao custo de investimento será de 38 milhões de euros para a infraestrutura e 6,8 milhões de euros em equipamento.

O presidente do CHUC realçou que a construção da nova maternidade estará integrada numa aposta no descongestionamento do trânsito nos HUC e salientou que o centro hospitalar vai avançar com a requalificação de todo o parque de estacionamento.

O plano tem também em conta o acesso do Metrobus aos HUC, assim como um aumento em 20% nas consultas realizadas nos Covões, que vai retirar em média mil pessoas por dia dos Hospitais da Universidade.

“Educação e Saúde em Tempos de Covid-19”
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), o projeto Rede de Enfermagem de Saúde Infantil: Portugal (Rede ENSI...

Trata-se de uma atividade académica e científica, com possibilidade de participação presencial (sala de reuniões do Polo B) e online, desenhada numa colaboração entre profissionais de Portugal, Marrocos e Espanha.

O evento, que reúne especialistas em educação e saúde, em torno de diversos temas relacionados com as consequências da pandemia, começa pelas 9h30 de quinta-feira, com a intervenção (sessão de abertura) da Presidente da ESEnfC, Aida Cruz Mendes. Segue-se, às 10h00, a comunicação “A escola face às dificuldades: educação para a saúde em tempos de pandemia”, a proferir por Miguel Ángel Martín Sánchez, da Universidade da Extremadura (Espanha).

Ainda no período da manhã, Jorge Cáceres Muñoz (Laboratorio Internacional de Promoción de Buen Trato y Participación Infantil) e Otman Ghannami (AICE), falarão, respetivamente, sobre “Escola e comunidade face à COVID-19: chaves para a reconstrução socioeducativa” (11h00) e sobre “Inserção sociolaboral durante a COVID-19 com adolescentes e jovens marroquinos em contextos de risco” (11h45).

A tarde do primeiro dia de trabalhos inicia com uma preleção do presidente do Conselho Técnico-Científico da ESEnfC, Paulo Queirós, intitulada “Reorganização do ensino na licenciatura em enfermagem em situação pandémica” (às 14h00).

“O ensino na ESEnfC em tempos de COVID-19”, por elemento da Associação de Estudantes da ESEnfC a confirmar (15h00), e “Dinâmicas académicas e saúde mental dos estudantes em tempos de COVID-19 (International Student Well-Being Study (C 19 ISWS)” pelas docentes da ESEnfC, Beatriz Xavier e Ana Paula Camarneiro (16h00), são outros assuntos em destaque ainda no dia 21.

 Já no dia 22, sexta-feira, ouviremos o docente da ESEnfC, Manuel Chaves, discursar sobre o tema “Vacinação COVID-19 – uma experiência de ensino” (09h15) e a enfermeira Eugénia Rainha Pereira (ACES Guarda - UCC Seia) sobre “A proteção das crianças em tempos de COVID-19” (10h00). Pelas 11h00, Tomás Campoy Aranda (CIPI) falar-nos-á sobre “A abordagem qualitativa da pesquisa ao exercício da profissão de saúde em tempos de pandemia” e, 45 minutos depois, Antonio Salvador Jiménez Hernández (também do CIPI) trará para a discussão “Os desafios da escola pós-COVID”.

O seminário internacional termina pelas 12h30, com a intervenção do presidente do Conselho Pedagógico da ESEnfC, Rui Gonçalves. Mais informações em http://www.esenfc.pt/event/semint.

8º Encontro Científico APO, que decorre na Casa da Música, no Porto
A Associação Portuguesa de Osteoporose (APO) assinala amanhã, 20 de outubro, o Dia Mundial da Osteoporose, com a realização do...

Segundo a APO, a pandemia empurrou para segundo plano outros cuidados com a saúde e o bem-estar, nomeadamente as rotinas que promovem uma boa saúde óssea. Para incentivar a população a voltar a cuidar da saúde óssea, de forma a favorecer a qualidade de vida atual e futura, a APO lançou uma campanha digital com o mote é tempo de fortalecer (a saúde óssea), para prevenir a osteoporose, que assenta em três pilares fundamentais: nutrição, exercício físico e vitamina D.

Desde logo, importa fortalecer a massa óssea através de uma alimentação equilibrada e rica em cálcio – segundo a APO, 60% das mulheres e quase metade dos homens não ingerem cálcio em quantidade suficiente. É recomendado o consumo de lacticínios, que fornecem uma grande dose de cálcio, de fácil absorção (um copo de leite fornece 35% do Valor de Referência de cálcio).

A prática regular de exercício é outra das indicações. Trinta minutos de caminhada por dia, a par da adoção de hábitos mais saudáveis, como substituir o elevador pelas escadas, usar menos vezes o carro e fazer pausas ao longo da jornada de trabalho, são suficientes para permitir que os ossos se tornem mais fortes. E, por fim, assegurar a exposição ao sol, durante 15 minutos por dia, fundamental para garantir a produção de vitamina D, que é essencial para a absorção de cálcio pelo organismo. Em Portugal, apesar da grande exposição solar, a deficiência de vitamina D é prevalente, pelo que a APO defende a vigilância regular dos níveis de vitamina D e a suplementação, com o devido acompanhamento médico, sempre que necessário.

O 8º Encontro Científico da APO decorre amanhã e reúne todo o conselho científico da APO, com o objetivo de traçar o plano de sensibilização e avaliação do estado da saúde óssea em Portugal.

Já no dia 7 de novembro, a APO promove, em parceria com a Mimosa e com a Runporto, a Corrida dos Ossos Saudáveis, que volta às ruas de Porto, depois de uma edição virtual em 2020, convidando todas as famílias a correrem ou caminharem pela saúde óssea.

Recorde-se que a osteoporose é uma doença silenciosa que vai reduzindo a densidade óssea, aumentando o risco de fraturas. Atinge cerca de meio milhão de portugueses, em particular mulheres acima dos 50 anos, e é responsável por cerca de 50 mil fraturas por ano só em Portugal. As fraturas devidas à osteoporose são, de resto, uma das maiores causas de dor, de incapacidade a longo prazo e de perda de independência entre os adultos com idades mais avançadas, e podem mesmo conduzir a morte prematura.

Estima-se que a osteoporose custe 120 milhões de euros por ano ao SNS e que mais de 75% desses custos sejam atribuíveis à osteoporose nas mulheres.

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados pouco mais de 800 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e seis mortes em território...

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a região do país que registou maior número de mortes, desde o último balanço: três óbitos em seis. Seguem-se as regiões Norte com duas e Centro cm uma morte a assinalar nas últimas 24 horas.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 832 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 317, seguida da região Norte com 251 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 169 casos na região Centro, 32 no Alentejo e 41 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, a Madeira registou mais 14 casos e o arquipélago dos Açores conta agora com mais oito infeções.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 299 doentes internados, menos 13 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos tiverem menos dois doentes internados.

O boletim desta terça-feira mostra ainda que, desde ontem, 1.010 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.032.802 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 30.021 casos, menos 184 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 499 contactos, estando agora 20.675 pessoas em vigilância.

O ISPA – Instituto Universitário receberá no dia 19 de outubro, às 16h30, a Professora Doutora Marian Bakermans-Kranenburg, da...

A especialista em Psicologia do Desenvolvimento discutirá o comportamento observável e não observável dos pais: o que lhes acontece, a nível neurobiológico, na dinâmica relacional com os seus filhos; se esses processos serão iguais para pais e mães; se os fatores neurobiológicos influenciam o comportamento dos pais ou se será o comportamento dos pais a afetar a sua neurobiologia.

Ao longo da carreira, a investigadora tem-se dedicado ao estudo da vinculação e intervenção; à observação do papel do pai (desde o tempo in utero até ao nascimento e desenvolvimento do filho); ao estudo do impacto da neurobiologia na parentalidade; ao estudo das consequências, no cérebro, dos maus-tratos, particularmente em crianças institucionalizadas.

O evento surge, assim, no âmbito da campanha Primeiros Anos a Nossa Prioridade, um projeto que pretende promover a consciencialização para a importância do desenvolvimento infantil nos primeiros anos de vida na construção de uma sociedade mais saudável e sustentável. E, neste sentido, influenciar políticas e investimentos.

Os parceiros desta campanha internacional, liderada em Portugal pela Fundação Nossa Senhora do Bom Sucesso, têm como objetivo promover oportunidades iguais para todas as crianças dos zero aos seis anos, em particular nos primeiros mil dias de vida, bem como tentar assegurar que as suas famílias tenham condições para lhes proporcionar um vínculo seguro, um ambiente saudável, estimulante e protetor.

O ISPA – Instituto Universitário associa-se a esta iniciativa promovendo ativamente a divulgação alargada de informação científica recente e, deste modo, reforçando na sociedade a inequívoca importância dos primeiros anos de vida.

Esta sessão insere-se no habitual Ciclo de Conferências, um espaço semanal de palestras abertas ao público, de entrada livre (mediante a lotação do Auditório 1 do ISPA, que se localiza na Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa).

Para saber mais sobre este Ciclo de Conferências, visite: https://www.ispa.pt/agenda/ciclo-de-conferencias/

X Congresso da SPPCV realiza-se de 28 a 30 de outubro
A Sociedade Portuguesa da Coluna Vertebral (SPPCV) vai realizar o seu X Congresso, entre os dias 28 e 30 de outubro, num...

“O X Congresso da SPPCV tem um programa equilibrado, com os temas mais atuais, com interesse para a comunidade científica ligada à cirurgia da coluna. Temos palestrantes do mais alto gabarito, nacional e internacional. É um privilégio podermos, em apenas três dias, ouvir todas estas pessoas e partilhar momentos durante o congresso”, afirma Pedro Varanda, presidente da Comissão Organizadora do evento.

Falando das temáticas de destaque "Vias Anteriores e Endoscopia da Coluna”, Pedro Varanda refere que se trata de temas muito atuais e prementes que estão agora a “ressurgir" juntos dos profissionais que se dedicam ao tratamento da patologia da coluna vertebral. Contudo, salienta que todo o programa é muito rico e bem construído.

“As minhas expectativas são muito elevadas. Foram feitos todos os esforços para apresentarmos os temas mais interessantes, com os melhores palestrantes, de forma a, mais uma vez, tornar o nosso congresso nacional um momento alto da cirurgia da coluna vertebral”, conclui Pedro Varanda.

O Congresso da SPPCV vai já na sua décima edição e tem como missão promover a discussão, divulgação científica e aprendizagem de temas relacionados com a coluna vertebral.

Para mais informações e inscrições: https://cutt.ly/pRhVuaJ

 

Estudo “Custo e Carga do Excesso de Peso e da Obesidade em Portugal”
O custo direto do excesso de peso e obesidade foi estimado em cerca de 1,2 mil milhões de euros, aproximadamente 0,6% do PIB e...

Segundo o último Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF) do Instituto Ricardo Jorge, aproximadamente dois terços da população adulta portuguesa (67,6%), vive com excesso de peso (Índice de Massa Corporal (IMC)≥25) ou obesidade (IMC≥30), sendo que a prevalência de obesidade é de 28,7%.

O estudo hoje conhecido, mostra que as doenças relacionadas com a obesidade que mais contribuem para os 1,2 mil milhões de euros de custos diretos em saúde são a diabetes, o acidente vascular cerebral (AVC), a doença cardíaca isquémica (DCI) e a doença renal crónica (DRC). É importante realçar que o custo do tratamento destas doenças é 88 vezes superior ao custo do tratamento da obesidade per se, que ultrapassa os 13 milhões de euros anuais.

Em 2018, ocorreram 46 269 óbitos por doenças relacionadas com obesidade, o que representa 43% dos óbitos totais ocorridos em Portugal Continental naquele ano. No que diz respeito à carga da doença, esta foi avaliada em anos de vida ajustados pela incapacidade, que juntam os anos de vida perdidos por morte prematura e os anos de vida perdidos por incapacidade. Concluiu-se que a obesidade em Portugal provoca a perda de 203 002 anos de vida ajustados pela incapacidade por ano, valor que supera o número de anos perdidos por AVC.

Margarida Borges, a investigadora que liderou este estudo explica que “os números que obtivemos evidenciam que 46% das pessoas que morrem num ano, morrem com doenças relacionadas com a obesidade. Para percebermos melhor a magnitude do problema, e quando olhamos para a perda de mais de 200 000 anos de vida ajustados pela incapacidade, isto significa praticamente o mesmo que retirar nove dias de vida, por ano, a cada português adulto. Estes são números avassaladores, que retratam uma verdadeira pandemia não transmissível e sublinham a urgência de envolvermos ativamente a população na prevenção do excesso de peso e da obesidade e de assegurarmos um diagnóstico precoce e um tratamento adequado das pessoas que vivem com a doença.”

Já Paula Freitas, endocrinologista e presidente da SPEO sublinha que “a resposta eficaz na luta contra a obesidade depende efetivamente de todos nós. Sem tratamento, a evolução da obesidade em Portugal é uma barreira à equidade socioeconómica e ao progresso do país. Os números deste estudo reforçam o sentido de urgência de “recalibrar a balança”, com maior enfoque na prevenção, no reforço da intervenção dos cuidados de saúde primários, na abordagem multidisciplinar, no acesso equitativo ao tratamento adequado - cirúrgico e farmacológico e à tolerância zero com o estigma e discriminação de qua ainda são vítimas as pessoas que vivem com obesidade”.

Considerada como a “pandemia do século XXI”, a obesidade é a segunda principal causa de morte no mundo e o maior desafio global de saúde na área das doenças crónicas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Sem tratamento adequado, a obesidade danifica gradualmente o normal funcionamento do organismo. O seu impacto vai além da esfera individual, ao afetar famílias, sistemas de saúde, economias e o progresso social, comprometendo a saúde das próximas gerações. Ignorar o risco é contribuir para um país mais doente, vulnerável e assimétrico, incapaz de travar a progressão desta doença crónica e as suas consequências.

Mais do que nunca, precisamos de estratégias e respostas eficazes para conter e reverter a prevalência da obesidade. Do ónus individual é urgente passar para uma visão partilhada de saúde pública, no qual todos têm um papel a desempenhar.

Alternativa às opções convencionais como a cirurgia e a radiofrequência
O Hospital CUF Tejo foi a primeira unidade de saúde privada do país a realizar uma ablação percutânea da tiroide por micro...

Este tratamento inovador, alternativo às opções convencionais - como sejam a cirurgia e a radiofrequência - permite tratar todos os tipos de nódulos de forma minimamente invasiva, com maior conforto e segurança, por garantir menor risco de queimaduras e hemorragias. Acresce, ainda, que por se tratar de uma alternativa à cirurgia, tem a mais valia estética de não deixar marcas. 

Numa comparação direta com a técnica de ablação por radiofrequência, Leonor Fernandes, médica radiologista no Hospital CUF Tejo, realça que, no tratamento por micro-ondas, a par da menor taxa de complicações associadas, como hemorragia e queimadura, “esta nova técnica permite ganho no tempo total de cada procedimento - que dura menos de meia hora, e possibilita assim tratar nódulos maiores, numa só sessão”. 

Esta técnica, possibilitada pelos mais recentes avanços tecnológicos, é realizada sob orientação ecográfica, através da introdução percutânea de uma antena muito fina e de fácil manuseio que se conecta a um equipamento gerador de energia.

A radiologista da CUF acrescenta, ainda, que este novo tratamento, utiliza apenas anestesia local e uma sedação ligeira, ficando o doente sempre acordado e a comunicar com a equipa de intervenção responsável durante todo o procedimento, “permitindo, assim, a monitorização e tratamento de eventual ligeira dor e assegurar a preservação da qualidade da voz, no decorrer da intervenção”.

Antes de iniciar este tratamento, é imperativo realizar uma ecografia para avaliar se o nódulo preenche os requisitos necessários, “devendo a seleção ser criteriosa e preferencialmente fruto da opinião de uma equipa multidisciplinar, dedicada a patologia nodular da tiroide”. Entre os critérios de aplicabilidade para este tratamento, à data atual, encontram-se os nódulos benignos, com uma dimensão superior a 2 centímetros, com boa visualização ecográfica, sintomáticos e/ou inestéticos.

A patologia nodular da tiroide é extremamente frequente na população em geral, sobretudo em idades mais avançadas e no sexo feminino. “Há pessoas que, por exemplo, por receio da operação, ou porque não podem arriscar uma eventual alteração da sua voz ou porque não querem uma cicatriz no pescoço, afastam a hipótese de fazer uma cirurgia, e, por isso, é com satisfação que vejo a chegada desta técnica inovadora, que nos permite colocar em cima da mesa, para discussão de tratamento personalizado de cada doente, mais uma opção. Acredito que esta é uma técnica promissora a nível mundial e, claramente, também em Portugal”, partilha a especialista.

245 mil para investigação e projetos que melhorem as condições de saúde pública
A Biocodex Microbiota Foundation tem candidaturas abertas para a atribuição de duas bolsas para projetos de investigação e um...

"Microbiota e ABCD – Doença Crónica Baseada na Adiposidade” – é o tema escolhido para a 3.ª edição da Bolsa Nacional para Projetos de Investigação em Microbiota, com um prémio no valor de 25 mil euros. As candidaturas estão abertas até ao dia 16 de dezembro de 2021 e o prémio destina-se ao melhor trabalho de investigação que seja apresentado por clínicos/investigadores que trabalhem em instituições científicas e tecnológicas portuguesas. 

Até 30 de novembro de 2021 estão também abertas as candidaturas à Bolsa Internacional para Projetos de Investigação, com um prémio de 200 mil euros e ao qual podem concorrer médicos e investigadores de todos os países, incluindo de Portugal, independentemente da especialidade médica.

Este ano, o Comité Científico Internacional escolheu o tema “Structure and Function of the Gut Microbiota Resistome”. O objetivo é que os projetos explorem o papel funcional dos genes de resistência a antibióticos no microbioma intestinal, com foco em microrganismos anaeróbios difíceis de avaliar na microbiologia clínica de rotina.

O Prémio Henri Boulard de Saúde Pública, criado este ano pela Biocodex Microbiota Foundation, tem como objetivo distinguir dois projetos que aprofundem o compromisso com a melhoria da saúde pública em todo o mundo. Este Prémio, no valor de 10 mil euros para cada vencedor, pretende também homenagear o cientista francês que identificou e isolou a estirpe única Saccharomyces boulardii CNCM I-745® que a Biocodex produz há mais de 50 anos para o tratamento da diarreia.

As candidaturas ao Prémio Henri Boulard de Saúde Pública estão abertas até final de novembro e os dois projetos premiados serão escolhidos por um júri internacional independente. Os candidatos têm de apresentar projetos inovadores que possam proporcionar melhores condições de saúde pública em condições patológicas ligadas ao desequilíbrio da microbiota intestinal humana. Destina-se exclusivamente a projetos desenvolvidos em alguns países subdesenvolvidos da Ásia, África e da América Latina.

Este novo prémio destaca apenas projetos que tenham um impacto positivo na saúde a nível local, por exemplo, por meio da educação e consciencialização em saúde, novas infraestruturas, projetos agrícolas ou de purificação de água.

 

Conferência Leading Innovation, Changing Lives
Os benefícios da transformação digital, impulsionada pela pandemia de Covid-19, nos cuidados de saúde, ao nível da eficácia e...

Para decifrar esta questão, a Conferência Leading Innovation, Changing Lives, organizada pela MSD Portugal, vai juntar, no próximo dia 6 de novembro, médicos de diferentes gerações para debater como pode a tecnologia contribuir para a humanização dos cuidados prestados ao doente. Os profissionais de saúde interessados em participar nesta discussão devem fazer o registo no evento através da plataforma.

A 3.ª edição da Conferência, que vai decorrer num formato híbrido, tem como objetivo proporcionar um momento científico de reflexão, discussão e partilha de experiências, mas também de celebração e reconhecimento da crescente importância da Investigação Científica para o futuro da Medicina em Portugal, com a entrega do Prémio MSD de Investigação em Saúde.

O evento terá início pelas 10h30, com a participação do Bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, e da Diretora Médica da MSD Portugal, Paula Martins de Jesus, para dar as boas-vindas a todos os participantes.

Sob o mote “Digitalização & Humanização: Uma conversa intemporal com & para os melhores do mundo”, serão analisados os novos tempos e os desafios na prática clínica, com o contributo de um reconhecido painel de convidados, entre eles a Prof.ª Céu Mateus, Presidente da Sociedade Portuguesa de Economia da Saúde, que vai abordar a transição digital na Saúde, analisando o impacto nos sistemas de saúde e nos doentes.

Segue-se um momento de partilha entre médicos formados em diferentes décadas, nomeadamente: a Prof.ª Manuela Carvalheiro, ex-diretora do Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia; o Prof. Luís Costa, diretor do departamento de Oncologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte e diretor do Centro Académico de Medicina de Lisboa; o Dr. Hugo Rodrigues, pediatra na Unidade Local de Saúde do Alto Minho e autor do blogue "Pediatria para Todos"; e a Dr.ª Margarida Santos, interna de Medicina Geral e Familiar na ARS LVT-USF do Arco e autora do podcast "A Curiosidade Salvou o Gato", que vão dinamizar a discussão desta temática na Mesa Redonda.

Durante a Conferência, serão ainda conhecidos os projetos científicos finalistas e divulgado o Grande Vencedor do Prémio MSD de Investigação em Saúde, uma distinção criada pela MSD, em 2019, com o propósito de reconhecer todo o trabalho e dedicação das equipas médico-científicas no desenvolvimento de projetos de investigação inovadores, com qualidade e com real impacto para o avanço e melhoria da Saúde em Portugal.

Ao longo destes anos, a atribuição do Prémio MSD de Investigação em Saúde tem permitido apoiar a implementação de projetos diferenciadores em Portugal e estimulado a investigação científica junto dos jovens profissionais que seguem a carreira médica.

As inscrições na Conferência Leading Innovation, Changing Lives, destinada a profissionais de saúde, podem ser feitas através do site profissionaisdesaúde.pt.

Transição para a energia limpa
O último Eurobarómetro conduzido pela Comissão Europeia mostrou que as alterações climáticas são o principal problema que o...

De facto, 86% dos portugueses estão convencidos de que a dependência das energias tradicionais será reduzida nos próximos anos. Estas são algumas das conclusões de um estudo realizado pela ei energia independente, empresa pioneira em soluções inteligentes de energia e especializada em autoconsumo solar fotovoltaico do Grupo Galp, para conhecer a opinião da população sobre o modelo energético do futuro.

Para que tudo isto seja possível, a prioridade para os inquiridos é que a Administração Pública promova o desenvolvimento das energias renováveis (33%), através de campanhas educativas que ajudem a sensibilizar a sociedade, bem como a aumentar os programas de subsídios e de ajuda. Os portugueses também apelam à responsabilidade do sector empresarial e exigem que as empresas energéticas se comprometam a uma mudança de modelo energético (31%), mas uma maior percentagem, de 35% apelam à responsabilidade individual e veem a necessidade de mudar o nosso estilo de vida optando por fontes alternativas e sustentáveis.

Repensar a forma como consumimos energia

Como indicado no 6º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC) da ONU, apresentado em agosto passado, a evolução do aquecimento global continua a crescer, com um aumento previsto da temperatura global de 1,5 graus Celsius até 2040. Estes dados confirmam a necessidade de estabelecer medidas de contenção para ajudar a travar as alterações climáticas. Face a este panorama, uma grande maioria dos portugueses (99%) vê a necessidade de repensar a forma como consumimos energia e nos comprometemos com novos modelos energéticos, mais eficientes e amigos do ambiente.

"Vivemos numa época em que os consumidores estão mais conscientes e abertos do que nunca a novas formas de consumir energia. O perfil do consumidor está a mudar e há uma maior preocupação com o impacto que o seu comportamento tem no ambiente. Se estas energias alternativas também podem gerar poupanças significativas nas suas contas de eletricidade, o valor acrescentado é aumentado. Por esta razão, o autoconsumo solar é a solução perfeita para esta transição energética urgente. Por exemplo, uma casa unifamiliar com um consumo de 100 euros/mês que decide instalar painéis solares pouparia 500 euros por ano na sua conta de eletricidade e evitaria a emissão de 900 kg de CO2 por ano para a atmosfera", afirma Ignacio Madrid, CEO da ei energia independente.

Os lares do futuro: tecnológicos e autossuficientes

Para 97% da população, as novas tecnologias renováveis irão revolucionar o sector energético. Este progresso tecnológico, que já se verifica há vários anos, juntamente com uma crescente consciência ambiental, influenciará outro aspeto que afeta diretamente a população: um novo modelo de habitação, que será cada vez mais sustentável, autossuficiente e inteligente.

Na verdade, para os portugueses, o impacto ambiental das suas casas já é muito importante. 65% dos portugueses valorizam positivamente o facto de as suas casas serem construídas com materiais sustentáveis e amigos do ambiente. Por outro lado, 64% prefere que toda a energia provenha de fontes renováveis, enquanto mais de metade (55%) aponta o autoconsumo solar fotovoltaico como a principal fonte de energia. Finalmente, para 32% é importante que a casa esteja totalmente conectada e possa ser controlada a partir de qualquer dispositivo.

"Graças à implementação de soluções energéticas inteligentes, nós, na ei energia independente, transformamos os lares em casas mais independentes e ecológicas com a integração de soluções de autoconsumo. Queremos tornar as pessoas conscientes do tesouro das novas soluções energéticas inteligentes, tais como o autoconsumo, e fornecer-lhes a mais recente tecnologia e soluções de financiamento à medida para se tornarem mais independentes e na vanguarda da inovação. Só assim poderão transformar as suas casas em casas inteligentes que combinem poupança, conforto e sustentabilidade", acrescenta Ignacio Madrid, CEO da ei energia independente.

Apresentador resultados do “Índex Nacional do Acesso ao Medicamento Hospitalar”
O acesso à inovação terapêutica enfrenta desafios que condicionam a capacidade da mesma servir o seu objetivo fundamental,...

Sob o tema “Acesso ao Medicamento: Novas Oportunidades”, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) em parceria com a AstraZeneca, convidam a que se faça uma reflexão sobre os modelos de acesso aos medicamentos hospitalares a nível nacional e europeu.

Além da discussão acerca das oportunidades e desafios na decisão de financiamento da inovação, será também realizada a apresentação pública dos resultados do “Índex Nacional de Acesso ao Medicamento Hospitalar 2021”, um estudo promovido pela APAH, em parceria com a Ordem dos Farmacêuticos e com o apoio científico Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, que teve a sua primeira edição em 2019 e que este ano tem como objetivos quantificar analisar o nível de acesso ao medicamento hospitalar, os modelos de gestão que suportam esse acesso, os mecanismos de criação de evidência e de medição de resultados; bem como identificar as barreiras e/ou problemas associados à equidade de acesso, gestão e dispensa do medicamento nas unidades hospitalares do SNS e promover o benchmarking com vista ao desenvolvimento de ações conjuntas e concertadas de melhoria contínua.

À semelhança das edições anteriores, o Fórum do Medicamento terá novamente um formato híbrido, cuja participação presencial está sujeita a uma inscrição prévia com limite de lotação. 

 

 

 

 

Prémio visa fomentar a investigação em Economia da Saúde
Ana Moura é a vencedora da segunda edição do Prémio Pedro Pita Barros com o trabalho de investigação “Causes of regional...

O artigo estuda as variações geográficas na despesa individual com saúde na Holanda, e tem como objetivo principal identificar a importância relativa de fatores do lado da procura e da oferta como causas das diferenças nas despesas em saúde entre regiões holandesas.

Em termos de implicações para política de saúde, os resultados contrastam com a visão dominante no debate holandês (e noutros países), de que variações geográficas na despesa com saúde tendem a refletir fatores do lado da oferta. Em particular, sugere que a popular adoção de medidas que restringem fatores do lado da oferta, a fim de reduzir variações geográficas na despesa com saúde, não produzirá efeitos substanciais, pois a principal causa destas variações prende-se com fatores do lado da procura, como as características dos doentes.

O Prémio Pita Barros visa fomentar a investigação em Economia da Saúde da autoria de jovens investigadores portugueses ou desenvolvida com base em dados nacionais.

Promovida pela Associação Portuguesa de Economia da Saúde (APES) e patrocinada pela Associação Nacional das Farmácias (ANF), a distinção pretende ainda prestar homenagem ao Professor Doutor Pedro Pita Barros, o mais influente economista da saúde português.

Ana Moura está atualmente a terminar o Doutoramento em Economia na Universidade de Tilburg, na Holanda.

A cerimónia pública encerra os trabalhos de pré-conferência da 17ª Conferência Nacional de Economia da Saúde e conta com a presença, entre outros, das presidentes das duas associações, Céu Mateus (APES) e Ema Paulino (ANF).

“Não Faz sentido Perder Sentidos”
Viver com dificuldade respiratória persistente, viver permanentemente em apneia, sem paladar e sem olfato ou com o nariz...

Esta iniciativa viverá nas redes sociais, abordando diferentes aspetos físicos e emocionais da doença e alertando para a evolução da ciência, pelo que já não fará sentido viver sem alguns dos sentidos sensoriais tão importantes para a qualidade de vida e bem-estar, sendo importante consultar um médico, para um diagnóstico e tratamento adequados a cada pessoa.

Para Francisco del Val, General Manager da Sanofi Genzyme, “é fundamental aumentar o conhecimento e a literacia em saúde sobre a Polipose Nasal, dado ser uma doença com elevado impacto na qualidade de vida dos doentes. A evolução da ciência tem ajudado a traçar um caminho de esperança com novas soluções terapêuticas na área das doenças inflamatórias que fazem uma verdadeira diferença na vida de quem delas precisa”.

A Polipose Nasal é uma doença benigna crónica que surge na mucosa da cavidade nasal e nos seios paranasais provocando o desenvolvimento de pólipos nasais através de um processo inflamatório. Estima-se que 25% a 30% da população com rinossinusite tem o subtipo polipose nasal, sendo esta uma doença comum na população, com prevalência de cerca de 12%.

Apesar de a polipose nasal ter origem desconhecida, sabe-se que existe uma relação genética a processos inflamatórios crónicos das vias aéreas, sendo, por isso, mais comum em pessoas que têm alergia ou asma. Além disso, sabe-se que é mais vulgar no sexo masculino e que a sua prevalência aumenta com a idade, sendo diagnosticada geralmente a partir dos 40 anos1.

“Não Faz sentido Perder Sentidos” lança um novo olhar e promove conhecimento sobre a polipose nasal. Saiba mais sobre esta iniciativa em @poliposenasal

 

Como escolher
Os alinhadores serão a nova moda de fazer ortodontia?

Quer na ortodontia convencional, com recurso a brackets e arcos de forma fixa, ou quer na ortodontia móvel, os alinhadores podem ser preventivos ou corretivos.

Genericamente podemos recorrer a todas as técnicas e materiais, desde que o principal objetivo seja conseguido: a estabilidade de mordida e a estabilidade musculoesquelética.

O uso dos alinhadores deve sempre ter o controlo continuado do médico que acompanha o paciente, pois é o médico que realiza o diagnóstico e que traça o plano proposto, realizando depois o respetivo controlo.

Tecnicamente já se consegue dar resposta a quase todos os casos clínicos, senão mesmo todos, com os ditos alinhadores, com recurso a vários acessórios (tops de resina nos dentes, microimplantes ou elásticos). O movimento dentário é promovido por forças ligeiras e contínuas.

Os alinhadores porem ser indicados nas crianças, a partir do momento em que a criança o tolere, apesar de frequentemente serem preteridos em relação a outras técnicas, por várias questões: custo, dependência da colaboração, casos de disfunção temporomandibular ou casos de expansão, situações estas que podem levar a que se opte por outras alternativas na infância.

Atualmente, até já mesmo nos casos ortodôntico-cirúrgicos se podem utilizar alinhadores.

Esta abordagem deverá, preferencialmente, ser feita em adultos sem problemas periodontais, nem disfunção temporomandibular, nem com movimentos excessivamente amplos previstos.

O momento do diagnóstico é essencial, seja em que técnica for. O médico deve prestar especial atenção às questões do foro funcional articular, respiratório, ao perfil e à postura do paciente. Toda a avaliação morfológica anatómica, cefalométrica, AGIF ou outra qualquer deverá sempre ser feita e refeita pelo médico enquanto durar o tratamento.

Os alinhadores devem ser substituídos mais ou menos às duas semanas. Deverão ser utilizados o máximo possível de horas por dia, sendo removidos só para as refeições e para limpeza dos mesmos e escovagem dos dentes.

Perdas ou fraturas dos alinhadores requerem verificação do médico e pode ser necessário ter de se alterar o plano previsto e mesmo os próprios alinhadores.

É muito importante que haja regularidade nas consultas de controlo, apesar dos vários fabricantes de alinhadores publicitarem a extensão da funcionalidade dos mesmos por períodos questionáveis.

Os alinhadores, apesar de transparentes, são visíveis e alteram a fonética e as posições condilares.

Para total invisibilidade, por questões estéticas, temos a ortodontia lingual, sendo esta sim invisível a olho, tendo um custo semelhante aos alinhadores.

O mais importante a ter em conta na escolha de alinhadores é que cada caso clínico é único e o médico é o profissional de saúde habilitado a aconselhar o paciente na melhor escolha para a sua situação e para a sua morfologia que pode ou não comportar ou permitir o uso de determinados materiais ou técnicas. O paciente deve pedir sempre aconselhamento médico pois a publicidade que existe no mercado em torno dos alinhadores pode, por vezes, induzir a opções menos corretas.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia 29 de outubro
Transplantes é o tema em destaque no próximo webinar organizado pela Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), que se...

A iniciativa, que volta a contar com a moderação do jornalista Paulo Farinha, divide-se em cinco sessões separadas por espaços de perguntas e respostas. O Professor Manuel Abecasis, Presidente da APCL, irá abordar o tema “Transplante de medula óssea: a importância dos registos de dadores voluntários”. Do IPO Lisboa, estarão ainda presentes a Dr.ª Isabelina Ferreira, a Dr.ª Sofia Jorge, o Dr. Pedro Sousa e a Enf.ª Elsa Oliveira, com as sessões “Leucemias agudas: o transplante é sempre necessário?”, “Leucemia mieloide crónica: quando transplantar?”, “Doença do excerto contra o hospedeiro: o que é e como tratar” e “A equipa de enfermagem e a sua participação nos cuidados ao doente transplantado”, respetivamente.

Com esta ação, a Associação tem como objetivo proporcionar momentos de aprendizagem a todos os que assistem ao webinar, facilitando a interação entre os especialistas convidados e os doentes e cuidadores. Desta forma, estes poderão aprofundar os seus conhecimentos sobre a área dos transplantes, vendo ainda esclarecidas as questões que possam ter.

A inscrição no webinar, que conta com o apoio da farmacêutica Pfizer, pode ser feita em: https://apcl.eventkey.pt/geral/inseririnscricao.aspx?evento=2&formulario=3.

 

Sessões online
A primeira gravidez caracteriza-se por um limbo de emoções entre um estado de felicidade e alegria estonteante e, por outro...

Poderá a medicina tradicional chinesa constituir um potencial aliado na promoção do bem estar durante a gravidez? A Dr.ª Márcia Sampaio, especialista em medicina tradicional chinesa, do Bebé da Mamã, estará presente na sessão do dia 21 de outubro, às 21h30 (inscrições disponíveis aqui) para explicar como através desta abordagem holística poderão ser atenuados alguns sintomas, como enjoos, naúseas, dores lombares, retenção de líquidos ou ansiedade.

A recuperação pós-parto será abordada pela Enf.ª Davina Ferreira, especialista em Saúde Materna e Obstétrica, que indicará os cuidados a ter com as suturas/pontos em casa.

A Enf.ª Clara Aires será uma das especialista em Saúde Materna e Obstetrícia convidadas para a sessão do dia 26 de outubro, às 19h00, para decifrar os sinais de início de trabalho de parto e ajudar as mães a preparem-se para a hora H. O Enf.º José Portugal também marcará presença para esclarecer as dúvidas das mães em torno da amamentação, desde saber como interpretar o choro de fome do bebé às melhores posições para amamentar. As inscrições gratuitas já se encontram disponíveis na plataforma.

Já na sessão online do dia 28 de outubro, às 21h30, cujas inscrições estão disponíveis aqui, a Enf.ª Núria Durães, especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, descomplicará o desafio da “Muda de fralda e prevenção de assaduras”. Os “Mitos sobre o sono do bebé” serão ainda desvendados pela Dr.ª Clementina Almeida, Psicóloga Pediátrica, da ForBabiesBrain.

Para ajudar os futuros pais na tomada de decisão informada relativamente à criopreservação das células estaminais do bebé, nas várias sessões online, vão estar sob análise aspetos como a aplicabilidade e as doenças que podem ser tratadas desta forma e outras dúvidas comuns sobre o processo de guardar ou doar as células estaminais do cordão umbilical, com a ajuda de um especialista em células estaminais da Crioestaminal. Será também conhecido o testemunho do pai, médico e ator José Carlos Pereira sobre a decisão de criopreservação.

As sessões online das Conversas com Barriguinhas realizam-se todas as semanas e têm como objetivo ajudar as grávidas portuguesas a preparar a chegada do seu bebé, a partir do conforto da sua casa.

Luís Filipe Borges Transforma Jovens Psoriáticos em Atores de Gabarito Mundial
A série mais inesperada de sempre irá ver a luz do dia a 29 de outubro e chega para mudar comportamentos, entre doentes e em...

Bruno Leite, Helena Guia, Isabelle Couto, José Fernando Osório, Tatiana Ferreira e Vera Reverendo têm pelo menos três coisas em comum: são jovens, têm psoríase e, sem experiência prévia como atores, são as mais recentes estrelas no mundo das sitcom. Luís Filipe Borges, também ele com psoríase, é o responsável pela descoberta e pela metamorfose. Do casting ao guião, e da encenação à direção de atores, Luís Filipe Borges abraçou o desafio da PSOPortugal para fazer história e mudar comportamentos em relação à psoríase. PSOFriends é a arma secreta: a série será lançada no dia 29 de outubro, Dia Mundial da Psoríase, nas plataformas PSOPortugal.

Para aqueles que querem saber mais e para os que ainda desconhecem por completo. Para quem já é amigo e para os que desconfiam ou até mesmo têm medo. Para quem é solidário e também para os frios, insensíveis ou indiferentes. A série PSOFriends não discrimina no público-alvo, é para todos. Um elenco muito especial, composto por 6, não, composto por 7 jovens que se definem de muitas formas e por diferentes facetas, incluindo a psoríase. Pessoas como quaisquer outras, não fosse a humanidade sobre-humana que os caracteriza e os leva a falar da condição que os acompanha, assim como a mais de 200 mil outros portugueses. O trailer já é conhecido e dá um cheirinho do que podemos esperar.

“Uma série que retrata a força da amizade e a importância da empatia, que derruba mitos e preconceitos. E vai mesmo mais além, mostrando que ninguém está sozinho e que a aceitação existe, a dos outros e, acima de tudo, a de si próprio. Com leveza e descontração, PSOFriends irá ajudar a sociedade a perceber e a sentir que a psoríase não é contagiosa, não é descuido, não é desleixo.” refere Jaime Melancia, Presidente da PSOPortugal, e acrescenta: “Depois de realizarmos o estudo «Psoríase: o impacto e a gestão da doença nos jovens em Portugal» percebemos que por trás de tudo o que os doentes relatam a viva-voz há uma solidão silenciosa que é preciso combater. E por isso criámos PSOFriends: para que todos saibam e sintam que ninguém está sozinho.”

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