Pfizer Talks: Os 3 S: Saúde, Sociedade e Sustentabilidade
A Pfizer Portugal acaba de lançar a 3ª temporada das Pfizer Talks, um programa de conversas informais com figuras...

Para além dos episódios disponibilizados nas redes sociais e Youtube da Pfizer Portugal, esta temporada tem como novidade a disponibilização da totalidade das conversas em formato de Podcast.

O tema desta temporada será os 3S: Saúde, Sociedade e Sustentabilidade, onde são abordados que impactos vão sofrer e que resposta devem dar as entidades do sector da saúde às alterações climáticas e o que esperar da construção de uma União Europeia da Saúde.

Por outro lado, os sucessos da melhoria dos níveis médios de saúde geram também questões novas, como o futuro e a sustentabilidade da economia face a um aumento da esperança de vida. Serão ainda abordados temas sobre a economia da longevidade e sobre os horizontes e limites éticos da investigação clínica, grande motor da inovação em saúde.

O primeiro episódio estreia já esta semana, com o convidado Luis Portela, ex-Presidente da farmacêutica Bial, e que vai começar pelo princípio de tudo: a inovação farmacêutica. Que panorama vive a inovação farmacêutica em Portugal?  Luis Portela passou grande parte da sua carreira profissional na indústria farmacêutica, tendo estado durante 42 anos à frente da primeira farmacêutica internacional de inovação de origem portuguesa.

“A Saúde é uma causa e uma consequência de muito do que acontece na nossa vida colectiva. Os cuidados de saúde são essenciais para termos uma sociedade mais próspera e com mais qualidade de vida. Na Pfizer preocupamo-nos em debater os temas que mais preocupam a sociedade e que têm impacto na vida de todos nós. Por isso, nesta nova temporada, vamos abrir o ângulo da lente e olhar para a Saúde e a sua relação com a economia e com a sociedade”, explica Paulo Teixeira, Diretor Geral da Pfizer em Portugal.

Os episódios da 3ª temporada das Pfizer Talks serão disponibilizados semanalmente através do Youtube e redes sociais da Pfizer Portugal. Esta nova temporada encontra-se também disponível em formato de Podcast.

Pode assistir à Pfizer Talks desta semana em:

https://www.youtube.com/watch?v=5ENb_hcW12I&list=PL7ShYOZepIc0bY0alAAiOvQ7Avh5AYyRn&index=2

Inovação portuguesa
É a solução que faltava para garantir que nenhum medicamento volta a ser esquecido. Chama-se DOSEA e é uma etiqueta inteligente...

Através de uma App, será, também, possível programar os alertas e registar as tomas, garantindo, com isso, um acompanhamento e um maior controlo sobre a evolução do tratamento. Além de minimizar o impacto negativo que o esquecimento da toma da medicação causa na saúde dos pacientes, o DOSEA visa contribuir para a redução significativa do desperdício de fármacos.

Outro dos benefícios da etiqueta inteligente está relacionado com a conservação do medicamento durante o tempo em que é prescrito. A etiqueta é associada a uma base que torna possível monitorizar parâmetros como humidade e temperatura, tendo em vista a monitorização das condições de armazenamento assim como a garantia do estado da embalagem.

Os dados obtidos poderão depois ser consultados, em tempo real, através da App. Apesar de se destinar, sobretudo, a pacientes com doenças crónicas, esta solução pode vir a ser utilizada em medicamentos direcionados para outras patologias, conforme referem os responsáveis do Projeto.

A App, além de ser utilizada pelo próprio paciente, pode também ser utilizada por cuidadores, familiares ou profissionais de saúde, para que acompanhem diariamente o tratamento e aderência à medicação.

“Esta solução destina-se a doentes crónicos, cujos tratamentos necessitam de um cuidado exigente ao nível da posologia e de aderência à medicação. Os cuidadores de pacientes crónicos apresentam-se como um grupo com elevado interesse nestas tecnologias.

No entanto, esta solução está igualmente desenvolvida para a população em geral. A toma atempada da medicação é um fator crucial para um tratamento eficaz, além de permitir uma redução significativa do desperdício de medicamentos”, indicam os investigadores.

Única no mercado, a etiqueta inteligente constitui-se, segundo os responsáveis do Projeto, como um “produto altamente atrativo a nível farmacêutico e hospitalar”. “Trata-se de dispositivos discretos, de fácil integração em diferentes tipos de embalagens de medicação, dos quais se destacam os blisters ou frascos de líquidos, de baixo custo, de uso intuitivo e facilmente descartável”, esclarecem.

“Ao nível das soluções comerciais, não existe nenhuma solução que combine a totalidade das funcionalidades apresentadas pela solução DOSEA. A combinação de eletrónica impressa e convencional, a integração de um sensor impresso de baixo custo que valide, de forma automática, as dosagens ingeridas em cada toma, bem como uma ampla adaptação a uma vasta gama de medicamentos garante à solução DOSEA uma vantagem competitiva face às atuais soluções apresentadas no mercado”, salientam ainda os investigadores.

Foco na internacionalização

Apesar de estar em fase de desenvolvimento, a verdade é que já existem alguns mercados geográficos prioritários onde a solução poderá ser comercializada, nomeadamente América do Norte, Península Ibérica, Magrebe, Europa do Norte e Reino Unido.

“Um dos principais setores de aplicação é a área farmacêutica, com particular ênfase em embalagens. No entanto, os desenvolvimentos inovadores obtidos do Projeto poderão, também, ser direcionados para outros setores não relacionados com a indústria farmacêutica, explorando, assim, outros mercados, como é o exemplo dos suplementos alimentares”, sintetizam os cientistas.

Inovação made in Portugal

Desenvolvido em Portugal, o DOSEA resulta, assim, do conhecimento e know-how de três entidades com atividades distintas, mas complementares.

O CeNTI, instituto de I&DT de referência em Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes TI, está responsável pelos desenvolvimentos de I&D.

A Neutroplast, empresa de produção de embalagens para as indústrias farmacêutica e dos cuidados pessoais, é responsável pelo desenvolvimento e produção de uma nova gama de produtos ao nível de smart packaging, estando a BeyonDevices, empresa de inovação e desenvolvimento especializada em dispositivos médicos, responsável pela comercialização nacional e internacionalização da solução.

 

 

 

 

 

“E se fosse consigo?”
“E se fosse consigo?” – este é o mote da nova campanha da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC),...

Com cerca de 200 doentes já identificados com esta doença em Portugal, o angioedema hereditário é uma doença genética rara que se manifesta pelo aparecimento de crises recorrentes de angioedema (inchaço) em várias localizações possíveis, sendo a face uma das mais frequentes.

“Muitas vezes o angioedema hereditário é confundido erradamente com uma alergia o que contribui para atrasos de diagnóstico significativos”, refere Manuel Branco Ferreira, imunoalergologista e presidente da SPAIC. É por isso fundamental que os imunoalergologistas saibam identificar corretamente esta doença para que também o tratamento possa ser o mais adequado.

Outro fator fundamental que carateriza esta doença é o “impacto muito significativo que o angioedema hereditário tem na qualidade de vida dos doentes. Definir a qualidade de vida é sempre complexo - depende, obviamente, do estado de saúde - mas outros fatores como o rendimento, liberdade ou inserção social são igualmente importantes”, destaca ainda Manuel Branco Ferreira. De acordo com o imunoalergologista, “este impacto é bem revelado pela grande percentagem de doentes que mostram preocupação ou culpa por terem passado a doença aos seus filhos, que também é um fator que interfere negativamente na qualidade de vida destas pessoas. Em contexto de crises, é evidente o desconforto, a desfiguração e o cansaço, e é nítido o sofrimento físico e psíquico que permanece até quase duas semanas após o início da crise. Também a dor intensa que existe nos casos de ataques abdominais e ainda o medo permanente de não saber quando vai ser o próximo ataque e se este vai, ou não, poder causar asfixia e morte são elementos que afetam muito negativamente a qualidade de vida destas pessoas”.

Um correto diagnóstico e, por consequência, uma correta intervenção terapêutica são fundamentais para a melhoria da qualidade de vida destes doentes. Esta avaliação da qualidade de vida pode ser feita recorrendo a ferramentas especificas para este efeito e deve ser realizada no momento do diagnóstico da doença e posteriormente como forma de acompanhamento dos doentes.

 

Estudo
As mulheres entre os 50 e os 75 anos que praticam regularmente hidroginástica têm menor probabilidade de desenvolver doença...

O docente concluiu que praticar hidroginástica duas a três vezes por semana (sessões de 60 minutos) contribui para a redução do índice de massa corporal (IMC) e da massa gorda, bem como para a diminuição significativa do perímetro da cintura e da espessura íntima média da carótida – um dos principais fatores de risco cardiovascular. “A pressão arterial sistólica [pressão máxima] e diastólica [pressão mínima] diminuíram com o exercício físico, o que significa que este tipo de exercício permite diminuir ou adiar o recurso a fármacos anti-hipertensores, prevenindo o desenvolvimento de doença aterosclerótica”, explica.

Na investigação "Avaliação de parâmetros vasculares e hemodinâmicos numa população idosa. Efeito do exercício continuado" – que resultou na tese de doutoramento apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra, em 2018 – Helder Santos acompanhou, ao longo de um ano, 37 mulheres com idades entre os 50 e os 75 anos que frequentaram um programa de hidroginástica enquadrado nas regras do American College of Sports Medicine. As participantes foram divididas em dois grupos: um juntou mulheres que praticaram hidroginástica pela primeira vez; o outro incluía as participantes que já tinham treinado no ano anterior.

O docente espera que os resultados do estudo sirvam de incentivo para a disponibilização de programas de exercício físico às populações. “A promoção deste tipo de programas, como é exemplo a hidroginástica, deve ser desenvolvida e replicada por entidades locais (municípios), nacionais ou internacionais e deve ser promovida e divulgada para que cada vez mais pessoas possam beneficiar deles”, alerta. A participação de idosos em programas de atividade física contribui não só para um “envelhecimento mais saudável” e para a redução da mortalidade associada às doenças cardiovasculares, mas também para a redução dos “custos económicos e sociais associados à morbilidade (internamentos, cuidados continuados e fármacos associados ao tratamento e às consequências dos eventos cardio e cerebrovasculares), numa sociedade com crescente população idosa”, frisa.

Helder Santos ressalva ainda a importância dos meios complementares de diagnóstico na prevenção de doenças cardiovasculares, bem como dos profissionais de saúde – nomeadamente e licenciados em Cardiopneumologia/Fisiologia Clinica – no acompanhamento deste tipo de populações.

O estudo “Avaliação de parâmetros vasculares e hemodinâmicos numa população idosa. Efeito do exercício continuado" integra a coleção Ciência, Saúde e Inovação – Teses de Doutoramento, editada pela ESTeSC. Trata-se do volume 19 desta coleção, que pretende dar a conhecer a ciência e investigação que tem sido produzida pelos docentes da Escola, no âmbito das suas teses de doutoramento.

Informar sobre a vacina da Gripe, Pneumocócica e do Tétano
Sensibilizar a população em geral para a importância da vacinação é um dos principais objetivos da sessão “Vacine-se sem medos:...

Promovido pela Farmácia Diamantino, este encontro contará com a participação de Natália Oliveira, Farmacêutica, que irá abordar o tema da vacinação, esclarecendo a sua importância como meio de prevenção.

Esta sessão visa sensibilizar a população em geral para a importância da vacinação, informar sobre a vacina da Gripe, Pneumocócica e do Tétano, e desmitificar mitos relativos a estas vacinas. E ainda, alertar para os principais sinais e sintomas da gripe e da constipação dando a conhecer a diferença entre estes dois problemas de problemas de saúde.

Para a farmacêutica Natália Oliveira, "as vacinas são seguras, eficazes e necessárias. Da proteção individual à imunidade de grupo, a importância da vacinação vai muito além da imunidade da pessoa vacinada contra uma doença específica. As vacinas permitem proteger toda a população, levando à eliminação e erradicação de doenças infeciosas."

Para assistir a esta sessão, a inscrição é obrigatória. Os interessados podem inscrever-se na Farmácia Diamantino, no Centro Saúde do Fundão, na Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade ou ainda Online.

Este projeto conta com apoio da Câmara Municipal do Fundão, da Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade, da UCC do Fundão e ACES da Cova da Beira, da Farmácia Diamantino, da Farmácia São João, da Farmácia Holon Covilhã e da Farmácia Pedroso

Dia Mundial da Menopausa
Em Portugal existem cerca de dois milhões de mulheres em menopausa, mas apenas três a quatro por cen

A menopausa é um evento normal e natural. Em termos clínicos diagnostica-se após um ano de amenorreia sem outra causa suspeitada e demonstrada. Habitualmente ocorre entre os 45 e 55 anos e deve ser compreendida como uma das várias fases de transformação da mulher. Quando ocorre entre os 40-45 anos é denominada menopausa precoce. Antes dos 40 passa a ser denominada insuficiência ovárica prematura. A menopausa tardia ocorre depois dos 55 anos.

Implica sempre o fim da vida reprodutiva podendo ser interpretada como algo negativo, suscetível de causar sofrimento emocional.

É fundamental desmistificar as alterações que ocorrem durante todo este processo.

A perda da capacidade em produzir a hormona feminina - o estrogénio, é o fator responsável pelos efeitos negativos associados a este período, nomeadamente, ao nível da densidade óssea, função cognitiva e sexual.

No entanto, é importante salientar que a experiência da menopausa de cada mulher é distinta. As manifestações clínicas são muito variáveis podendo ocorrer sintomas vasomotores (afrontamentos, suores noturnos), alterações na concentração e no humor, perturbação do sono, cefaleias, incontinência urinária, interferência no padrão sexual, alterações cutâneas, cardiovasculares, osteoarticulares…

Com o desenvolvimento da medicina há atualmente uma panóplia de armas terapêuticas que ajudam a minimizar os sinais e sintomas que vão aparecendo e que se podem ajustar individualmente. A terapêutica hormonal, não hormonal, os múltiplos tratamentos de “rejuvenescimento íntimo”, associado ao exercício físico, podem ajudar a restabelecer a autoestima.

Por outro lado, para todas aquelas em que ocorreu uma menopausa precoce (espontânea ou induzida por tratamentos) e não completaram a maternidade, podem agora optar por engravidar com ovócitos de dadora ou utilizar os próprios ovócitos se tiverem sido congelados em tempo útil.

Esta evolução nas técnicas de Medicina de Reprodução revelou-se libertadora para as mulheres. Menopausa continua a significar o fim da vida reprodutiva fisiológica, mas não o fim obrigatório da maternidade!

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia 2 de novembro
Porque o tratamento e acompanhamento do doente oncológico é da responsabilidade de uma equipa multidisciplinar, onde muitas...

O e-learning, com início marcado para o dia 02 de novembro, é composto por 7 módulos que perfazem um total de 14 horas de formação e tem a coordenação do Enfermeiro Oncológico do IPO do Porto e membro fundador da AEOP, Jorge Freitas. O objetivo passa por dar a conhecer os mais recentes avanços na imunoterapia, que revolucionaram a administração dos tratamentos antineoplásicos e a gestão de toxicidades associadas ao tratamento oncológico.

"O desenvolvimento deste curso resulta do compromisso da MSD Portugal de contribuir ativamente para a melhoria dos cuidados prestados aos doentes, promovendo a atualização de conhecimentos e partilha de experiências entre os profissionais de saúde desta área", escreve a empresa em comunicado 

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados perto de 300 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e três mortes em território nacional. O...

A região Norte foi a única região do país a registar três mortes, desde o último balanço.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 291 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 102, seguida da região Norte com 93 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 31 casos na região Centro, 22 no Alentejo e 16 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, a Madeira registou mais cinco casos e o arquipélago dos Açores conta agora com mais 22 infeções.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 312 doentes internados, mais 17 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos tiverem mais um doente internado.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 392 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.031.792 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 30.205 casos, menos 104 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 222 contactos, estando agora 21.174 pessoas em vigilância.

Sensibilizar para o tema da fertilidade por via da expressão artística
A segunda edição do concurso FERTILID’ART premiou ontem, dia 17 de outubro, no Festival Internacional de Ciência (FIC.A), seis...

Isabel Afonso e Clara Parente foram as grandes vencedoras da segunda edição do concurso FERTILID’ART, na categoria de fotografia e vídeo, respetivamente. Ambas receberam o prémio de mil euros.

Na categoria de fotografia e vídeo, em segundo lugar, com um prémio de 500 euros, ficou António Coelho e Joana Costa, respetivamente.

Em terceiro lugar, com um prémio de 250 euros, ficou a fotografia da equipa composta por Joana Leal, Ana Medeiros e Beatriz Campos e o vídeo de Marta Fernandes.

O concurso decorreu de maio a agosto de 2021 e contou com mais de 90 candidaturas, que foram analisadas em detalhe tendo em linha de conta a ligação ao tema da infertilidade, a capacidade de representação e ligação com a temática, a originalidade e a criatividade, a qualidade conceptual e técnica. Para júri deste concurso foi escolhido um grupo isento constituído por um representante da Associação Portuguesa de Fertilidade (APFertilidade), da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS), da Escola Profissional de Imagem (EPI), do IADE - Creative University, da World Academy e da Merck.

A infertilidade é uma doença reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, com uma prevalência que se estima atingir cerca de 10% a 15% da população em idade reprodutiva, afetando um número crescente de pessoas no mundo contemporâneo.

Iniciativa da Liga Portuguesa contra a SIDA (LPCS)
É bem conhecido o papel de uma alimentação saudável na prevenção da doença. Mas esta pode ser também determinante no tratamento...

Os especialistas têm encontro marcado às 10h30, na Sala Janssen do Hospital de Santa Maria, a partir de onde será transmitido o encontro digital, que poderá ser assistido em direto no Facebook da Liga Portuguesa Contra a SIDA.

José Camolas, vice-presidente da Ordem dos Nutricionistas, abordar a importância da nutrição e da intervenção do nutricionista em pessoas que vivem com VIH e SIDA, ao qual se seguirá Emília Valadas, infecciologista do Hospital de Santa Maria, que irá partilhar a perspetiva médica da necessidade de intervenção do nutricionista no prognóstico clínico de pessoas que vivem com VIH e SIDA.

O papel, desafios e perspetiva do nutricionista em contexto hospitalar será o tema a abordar por Sara Policarpo, nutricionista do Hospital de Santa Maria. Renata Vicente, nutricionista da LPCS, terá a seu cargo uma intervenção sobre o papel, desafios e perspetiva do nutricionista em contexto comunitário, num debate moderado por Ana Branquinho, diretora institucional da News Farma.

Link do Evento: https://janssenpt.webex.com/webappng/sites/janssenpt/dashboard/pmr/fmul

 

Conferência Astellas 2021
No dia 21 de outubro, às 17h30, a Astellas Farma realiza a Conferência Astellas 2021 dedicada ao tema da Medicina Regenerativa ...

Com o objetivo de promover um espaço de partilha de conhecimento e discussão sobre a MR, sem esquecer a importância de uma relação próxima e humanizada entre o profissional de saúde e o doente, a Astellas irá reunir na sua próxima Conferência um painel diversificado de especialistas e figuras de relevância nacional constituído por Júlio Machado Vaz, médico psiquiatra e sexólogo português, Lino da Silva Ferreira, investigador pós-doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT) no domínio das células estaminais, biomateriais, micro e nano tecnologias, e Afonso Reis Cabral, escritor português. Do panorama internacional, marcarão presença Alan McDougall, vice-presidente e diretor médico da Astellas Europa, e dois representantes do Astellas Institute Regenerative Medicine (AIRM): Robert Lanza, chefe de MR Global da Astellas e diretor científico do AIRM, e Erin Kimbrel, diretor executivo do AIRM.

A MR tem sido uma das áreas de interesse a nível global para a Astellas, com foco nas terapias celulares derivados de Células Estaminais Pluripontentes para doentes com necessidades não satisfeitas e, simultaneamente, através da aposta em tecnologia para fabricar terapias celulares de forma segura e eficiente.

Ao contrário das últimas edições, o evento é aberto a qualquer pessoa, independentemente da sua área profissional ou de formação, sendo apenas necessário realizar inscrição prévia no website da Conferência. Além do formato presencial, a Conferência terá também transmissão em live streaming através da aplicação móvel “Astellas Medicina Regenerativa”, desenvolvida exclusivamente para os participantes que pretendem participar de forma virtual. A mesma está disponível para download gratuito no Google Play e Apple Store.

Para inscrições ou mais informações sobre o evento consulte o website: www.astellasconferencia.pt .

 

Evento de formação decorre a 21 de outubro em formato virtual
Depois da edição de julho, o projeto Re-Solv@ (Remote Evento on Solutions for Venous and @rterial diseases) da Alfasigma,...

Esta iniciativa conta com formações educativas originais, incluindo palestras e sessões curtas de perguntas e respostas, que se dividem nestas quatro áreas. Uma abordagem que explora o estado da arte da gestão clínica destas patologias e a investigação de novos insights da literatura para melhorar a prática clínica.

Como speakers contará com a participação de Key Opinion Leaders internacionais, como o Professor J.D. Raffetto (EUA), o Professor Armando Mansilha (Portugal), o Prof. J. Strejcek (República Checa), entre outros.

“O projeto Re-solv@ da Alfasigma é uma iniciativa que, com um leque alargado de especialistas, de renome internacional, procura dar mais um passo a nível da melhoria da informação, formação e investigação na área da doença vascular, quer venosa como arterial. Um compromisso que tem por base a consciência de que as patologias vasculares com risco trombótico afetam grandes grupos populacionais e na edição de outubro, explorará essencialmente os desafios clínicos na área da patologia arterial.”, destaca o diretor de Marketing e Vendas e responsável pela área de Relações Públicas da Alfasigma, Rui Martins.

O evento virtual irá decorrer em inglês, todas as sessões serão gravadas e estarão disponíveis para acesso na plataforma até ao final de 2021, mediante registo prévio e obrigatório. Todos os registos devem ser feitos no link https://www.re-solve.expert/

 

 

Reunião destinada a doentes, familiares, cuidadores e publico em geral
O “Impacto da Trombose Associado ao Cancro” foi o tema escolhido pelo Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT), para...

A trombose é a segunda causa de morte em doentes com cancro, estimando-se que o risco de sofrer um evento tromboembólico é 3-5 vezes maior nos doentes com cancro, submetidos a cirurgia, e até seis vezes maior nos doentes sob quimioterapia. Apesar dos mais recentes avanços na área do diagnóstico, a trombose continua a ser uma das principais causas de morte em doentes com cancro, apenas ultrapassada pela evolução do próprio tumor.

Por se tratar de uma patologia com grande impacto na vida dos doentes, o GESCAT destaca a importância de atuar no aumento da consciencialização desta problemática ao nível dos doentes, profissionais de saúde e entidades reguladoras. A reunião “Impacto da Trombose Associado ao Cancro”, destinada ao doente, tem como objetivo efetuar uma sessão de esclarecimento sobre os sinais e sintomas do tromboembolismo venoso (TEV), debater a importância da sua prevenção, o impacto na qualidade de vida do doente e a importância do correto acesso às terapêuticas anticoagulantes, como fator crítico de sucesso na gestão da trombose e cancro. Para mais informações e inscrições (participação presencial ou remota) visite: gescat.pt/.

De acordo com Sérgio Barroso, médico oncologista e presidente do GESCAT, “a doença oncológica constitui um fator de risco independente e relevante para o tromboembolismo venoso, fundamentalmente porque altera o normal equilíbrio do sistema de coagulação do organismo, desviando-o no sentido «pró-coagulante»”.

“Hoje em dia, o diagnóstico de trombose venosa profunda (TVP) e/ou embolia pulmonar (EP) - as entidades clínicas que caracterizam o tromboembolismo venoso (TEV) -, é realizado em cerca de 20% de todos os doentes com cancro, o que faz desta uma entidade cada vez mais prevalente a ponto de se estimar que “cerca de 1/5 de todos os doentes oncológicos sofram de TEV durante a evolução da sua doença” acrescenta o médico oncologista.

Por outro lado, sabe-se que a elevada morbilidade associada ao TEV no doente oncológico conduz a hospitalização por maiores períodos de tempo, atrasos ou descontinuação de quimioterapia, risco hemorrágico e de recorrência aumentado, síndrome pós-trombótico e compromisso da qualidade de vida do doente.

É importante referir que os doentes oncológicos têm, frequentemente, uma variedade de fatores de risco para sofrerem um evento tromboembólico, sendo que estes podem estar relacionados com o próprio doente (a idade, trombofilia ou obesidade); com o tumor (estadio, histologia, local primário ou existência de metástases) e/ou com o tratamento.

As heparinas de baixo peso molecular (HBPM) são consideradas o tratamento de primeira linha para esta população de doentes, devendo ser administradas em monoterapia entre três a seis meses.

O que se deve saber sobre a TROMBOSE ASSOCIADA AO CANCRO (TAC):

  1. Os doentes com cancro correm um risco acrescido de sofrer um evento tromboembólico.
  2. O risco de trombose em doentes com cancro é aumentado por fatores de risco como a cirurgia, hospitalização, infeções e por fatores específicos do cancro, incluindo o tipo de cancro, a fase da malignidade e os tratamentos.
  3. O TEV em doentes com cancro tem consequências graves porque pode levar à hospitalização, atrasar os tratamentos oncológicos e diminuir a sobrevivência. Além disso, o tratamento anticoagulante do TEV aumenta o risco de hemorragia.

A que sinais devemos estar atentos?

O TEV é uma complicação clínica relevante que pode apresentar-se como trombose venosa profunda (TVP) ou embolismo pulmonar (EP). Pode ocorrer de uma forma assintomática e manifestar-se unicamente quando o doente sofre um episódio fatal.

Normalmente tudo começa com uma trombose venosa profunda, ou seja, uma perna que subitamente aparece inchada, com dor e com dificuldade a andar. A dor pode existir apenas de pé ou ao caminhar, a perna pode endurecer e apresentar uma temperatura fora do normal (estar mais quente). Podem ainda ocorrer mudanças de cor da pele na perna afetada.

A reunião destinada a doentes, familiares, cuidadores e público em geral, subordinada ao tema “Impacto da Trombose Associado ao Cancro”, conta com o patrocínio da LEO.

Acompanhe a Página de Facebook https://www.facebook.com/TEV.pt/ e o site do Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT) – www.gescat.pt – para ficar a saber mais informações.

Amanhã na Fundação Calouste Gulbenkian
Amanhã, dia 19 de outubro, decorre a edição de 2021 do Colóquio Fundação Grünenthal, a partir das 17h, na Fundação Calouste...

Durante o evento, serão entregues ainda o Prémio Grünenthal Dor 2020, que distingue dois projetos nas vertentes de investigação básica e clínica, entregues, respetivamente, aos trabalhos “Serotoninergic and noradrenergic descending pain modulation in an animal model of chemotherapy-induced neuropathy”, da autoria de José Tiago da Costa-Pereira, Joana Ribeiro, Paula Serrão, Isabel Martins, Isaura Tavares, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, e ao trabalho “Non-Adherence to Pharmacotherapy: A Prospective Multicentre Study About Its Incidence and Its Causes Perceived by Chronic Pain Patients”, de Rute Sampaio, Luís Azevedo, Claúdia Camila Dias, José Castro Lopes, igualmente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Durante o Colóquio será também entregue a Bolsa de Jovens Investigadores 2021, que distinguiu o projeto intitulado “O papel dos microRNA146a e microRNA155 na dor e progressão da osteoartrose”, da autoria de Daniela Santos Oliveira, Joana Gomes, Fani Neto, Carlos Vaz, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. A Bolsa de Apoio a Projetos de Investigação na Área da Dor 2021 reconhece, nesta edição, os projetos “Endophenotypical Determinants of Chronic Post-Surgical Pain Trajectories”, dos autores Inês Ferreira Vieira, José Miguel Pêgo, Hugo Leite-Almeida, da Escola de Medicina da Universidade do Minho, e o projeto “Dor Crónica Pós-AVC: Neuroimagem e Regulação da Emoção”, de Teresa Lapa, Mafalda Castro, Ana Filipa Correia, César Nunes, Miguel Castelo Branco e João Sargento, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

A Fundação Grünenthal tem a missão de investigar e divulgar conhecimento científico em Portugal, com particular dedicação ao âmbito da dor e respetivo tratamento. Por essa razão, promove e patrocina prémios destinados a galardoar trabalhos de investigação científica, bem como jornalísticos, que se enquadrem nos seus objetivos estatutários.

 

Campanhas de vacinação
A vacinação contra a Covid-19 vai poder ser feita em simultâneo com a vacina contra a gripe a partir de hoje. Esta medida visa...

A coadministração de outras vacinas é uma prática de vacinação realizada em Portugal e no mundo no âmbito dos Programas Nacionais de Vacinação, que visa otimizar os esquemas vacinais recomendados. 

Os dados disponíveis analisados pela Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 (CTVC), que incluem os resultados da reunião do grupo de peritos da Organização Mundial da Saúde em matéria de vacinação, mostram que existe um perfil de segurança aceitável após a toma de ambas as vacinas, avança fonte da Direção Geral da Saúde.  

Por outro lado, os dados sugerem ainda a manutenção da eficácia de ambas as vacinas, uma vez que, até à data, não existe evidência de alteração da resposta imunológica. 

As vacinas, explica a norma da DGS, “devem ser administradas em locais anatómicos diferentes”, salvo casos excecionais, e os utentes devem ser informados sobre as possíveis reações adversas, podendo optar por uma administração em dias diferentes. Para isso devem informar os profissionais de saúde no dia da vacinação e proceder à marcação de nova data para que seja administrada a segunda vacina. 

A DGS e a CTVC, conjuntamente com o INFARMED, IP e o INSA, IP, mantêm o acompanhamento atento do conhecimento científico, da situação epidemiológica, as avaliações de farmacovigilância e de efetividade das vacinas, podendo alterar as suas recomendações se for necessário. 

 

 

 

“Precisamos de um Plano Nacional Contra as Doenças Reumáticas (PNCDR) que seja eficaz!”
O encaminhamento precoce para a reumatologia e a redução do intervalo de diagnóstico são estratégias importantes para reduzir a...

Segundo o estudo “Mind The Gap: early referral to rheumatology in pandemic times”, realizado pelo especialista durante a pandemia, verificou-se, nos hospitais, uma diminuição média de 38,5% deste encaminhamento: no Instituto Português de Reumatologia houve uma queda de mais de 50% dos encaminhamentos, no Hospital do Conde de Bertiandos de 26,5% e no Hospital Garcia de Horta de 37,8%.

Luís Cunha Miranda, perante estes dados, refere que “é preciso fazer mais por estes doentes e garantir que são criadas estratégias para os ajudar. Contudo, esta análise apenas reflete uma necessidade que há muito tinha de ser reconhecida que passa pela implementação de um novo Plano Nacional Contra as Doenças Reumáticas (PNCDR) que cumpra com os objetivos estabelecidos.”

Para reforçar esta reflexão, o especialista realizou o estudo “Taxa de execução em 2021 Plano Nacional Contra as Doenças Reumáticas (PNCDR): 2004-2014: Porque precisamos de um novo PNCDR?”. Uma análise que permitiu concluir que a taxa de execução destas estratégias ficou aquém do esperado, com um total de 6 objetivos não concretizados, de todo, e 4 somente parcialmente efetuados, o que representa um total de 38,1% das iniciativas não efetuadas.

Para Luís Cunha Miranda, reumatologista, “estes dados demonstram que, ao dia de hoje, os resultados dos projetos propostos no âmbito das doenças reumáticas ficaram aquém do que era expectável e isso é preocupante. É inimaginável que o PNCDR tenha passado de programa prioritário, para programa inexistente em 2014, sendo que existem, neste momento, em Portugal, 12 programas nacionais prioritários e 11 não prioritários.”

 

 

Um dos maiores programas de Responsabilidade Social Corporativa na área da saúde
O evento público de distinção dos Projetos selecionados no âmbito da Edição de 2021 do Programa Gilead GÉNESE decorrerá no...

Criado em 2013 com a ambição de incentivar a investigação, a produção e a partilha de conhecimento científico a nível nacional, e de viabilizar iniciativas que conduzam à implementação de boas práticas no acompanhamento dos doentes, o Programa Gilead GÉNESE tornou-se uma referência na área da Responsabilidade Social Corporativa, incentivando projetos de investigação e de intervenção na área da comunidade. Ao longo de sete edições, o montante global de financiamento atribuído aos 89 projetos apoiados pelo Programa Gilead GÉNESE ascende a quase dois milhões de euros, tornando este um dos maiores programas de responsabilidade social corporativa da indústria farmacêutica em Portugal.

À Edição de 2021 do Programa Gilead GÉNESE candidataram-se 72 projetos nacionais, 49 de investigação e 23 de intervenção comunitária, submetidos por diversas entidades da área da saúde, instituições académicas e da sociedade civil, representando um incremento significativo no número de candidaturas dos anos anteriores. Foram selecionados 6 projetos de investigação e 7 de intervenção comunitária.

À semelhança das edições anteriores, esta 7ª edição do Programa Gilead GÉNESE conta com o Alto Patrocínio de Sua Excelência, o Presidente da República, vendo assim reconhecida a relevância desta iniciativa que apoia projetos nas áreas da hemato-oncologia, hepatites virais crónicas, infeção VIH/SIDA e, a grande novidade desta edição, da Covid-19. O contexto pandémico e a necessidade sentida de geração de evidência, nomeadamente estudos epidemiológicos e resultados em saúde (long-term Covid-19, saúde mental, mortalidade e impactos noutras patologias) foram determinantes para a inclusão desta nova área terapêutica que recebeu inúmeras candidaturas e viu distinguidos 5 projetos.

Nesta Cerimónia, além da distinção dos vencedores, terá lugar um debate sobre o tema “Pandemia: Que Lições para o Futuro?” que contará com a participação da Prof.ª Doutora Helena Canhão (Prof.ª Catedrática de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa), do Prof. Doutor Henrique Barros (Presidente do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto), da Eng.ª Isabel Vaz (Presidente da Comissão Executiva do Grupo Luz Saúde) e do Dr. José Gomes Ferreira (Diretor-Adjunto de Informação da SIC).

“Na Gilead, temos a convicção de que o conhecimento gerado através dos projetos apoiados pelo Programa Gilead GÉNESE tem contribuído para a melhoria da prestação de cuidados de saúde em Portugal. É com muita satisfação que registamos o interesse crescente de um leque cada vez mais alargado de entidades, quer na vertente de investigação, quer na vertente de comunidade, que se distinguem pela qualidade dos projetos apresentados”, afirma Cláudia Delgado, Diretora Médica da Gilead e responsável pelo Programa.

Na sua componente Investigação, o Programa Gilead GÉNESE tem como áreas de projeto resultados em saúde, investigação com aplicação clínica e tecnologia ao serviço da saúde. Na vertente Comunidade, o Programa Gilead GÉNESE acolhe projetos nas áreas da qualidade de vida, diagnóstico e participação cívica e cidadania.

As candidaturas submetidas no âmbito do Programa Gilead GÉNESE são avaliadas segundo critérios objetivos, amplos e isentos, previamente estabelecidos. Consideram-se o mérito da equipa de investigação, a qualidade do projeto e estrutura e organização e metodologia do projeto.

A avaliação das candidaturas apresentadas esteve a cargo das Comissões Externas de Avaliação de Projetos – uma dedicada aos projetos de Investigação e outra aos da Comunidade – ambas constituídas por peritos de diferentes áreas e que são os responsáveis pela apreciação da qualidade, pertinência e caráter inovador dos projetos candidatos de acordo com os critérios de avaliação previamente estabelecidos.

Autarquias com maior autonomia financeira comunicaram mais
Um estudo que analisou a comunicação dos municípios portugueses no Facebook durante a primeira vaga da pandemia de Covid-19,...

A evolução das taxas de infeção em municípios vizinhos e as características sociodemográficas locais foram outros fatores que levaram a que algumas câmaras municipais comunicassem mais ativamente do que outras nesta rede social.

Para chegarem a estas conclusões, os autores do estudo, Miguel Padeiro e Ângela Freitas, do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT) da Universidade de Coimbra, extraíram mais de 100 mil “posts” das páginas oficiais de Facebook de 304 câmaras municipais – 4 municípios portugueses não têm página nesta rede social –, entre março e julho de 2020.

Os dados obtidos foram posteriormente integrados numa extensa base de dados (que abrangia dados territoriais, sociodemográficos, políticos e institucionais), cartografados e analisados através de métodos estatísticos, as designadas análises de regressão.

Ao longo da pandemia, principalmente na primeira vaga, as câmaras municipais usaram bastante o Facebook para comunicar. «Era necessário divulgar as medidas de confinamento, mas também providenciar conselhos de higiene, alertar para diversos riscos, dar conta da situação epidemiológica, e publicitar os diversos apoios que as câmaras implementavam (compras, medicamentos, apoio social, psicológico, financeiro). Este estudo procurou medir essa comunicação e perceber quais os fatores que levaram alguns municípios a comunicar muito intensamente e outros a comunicar menos», contextualiza Miguel Padeiro.

Os resultados do estudo, que já se encontra publicado na revista científica Government Information Quarterly, mostram uma importante variação na intensidade da comunicação através do Facebook. «A variabilidade foi também temporal, com um forte aumento das comunicações na altura em que a pandemia se instalava, uma fase mais estável e depois uma tendência para a diminuição a partir de junho. Por outro lado, a característica da população influenciou um aumento da comunicação na fase de forte progressão do vírus, provavelmente porque as vulnerabilidades sociais requeriam um maior cuidado e uma maior comunicação», afirma o investigador do CEGOT e docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC).

Na era da comunicação digital, em que as redes sociais são uma poderosa ferramenta para alcançar os cidadãos de forma mais direta e divulgar grandes quantidades de informação, os autores deste estudo consideram que os resultados obtidos podem contribuir para «melhorar o nível de preparação em possíveis contextos de crise no futuro. Em particular, a definição de estratégias de comunicação para as crises de saúde pública prolongadas será muito importante, e o conhecimento dos fatores que contribuem para uma maior e melhor comunicação será indispensável. A disponibilização de recursos financeiros para a realização de tais estratégias e para a redução da exclusão digital em todos os municípios portugueses pode contribuir para uma divulgação mais eficaz».

O próximo passo da investigação vai centrar-se na análise dos conteúdos das comunicações realizadas no Facebook pelas autarquias, «que poderão revelar padrões interessantes diretamente ligados com a evolução geográfica do vírus e com outras variáveis», finaliza Miguel Padeiro.

Dia Mundial da Menopausa
Hoje, 18 de outubro, assinala-se o Dia Mundial da Menopausa.

A menopausa é um processo biológico natural da vida de todas as mulheres. Representa o fim das menstruações espontâneas e implica 12 meses consecutivos sem período menstrual. A idade da menopausa é muito variável, mas ocorre em média por volta dos 50 anos – quando acontece antes dos 40 anos é classificada como precoce. Trata-se de um processo fisiológico que se coaduna com a falência da atividade endócrina dos ovários e a sua incapacidade de produzir estrogénios. A ausência desta hormona explica grande parte dos sintomas típicos desta fase.

A menopausa representa também o fim do ciclo de fertilidade da mulher. Vários fatores estão associados ao aparecimento da menopausa mais cedo do que o expectável nomeadamente hábitos tabágicos ou alguns medicamentos. Em determinadas circunstâncias, terapêuticas médicas ou cirúrgicas também podem estar na origem da menopausa: cirurgia de remoção dos ovários, tratamentos de quimioterapia ou radioterapia pélvica.

É consensual que alguns sintomas associados à menopausa podem eventualmente afetar de forma negativa a qualidade de vida da mulher, quer sob o ponto de vista pessoal ou profissional. De acordo com o estudo A Saúde dos Portugueses – Um BI em nome próprio, promovido pela Médis, em associação com a Return on Ideas, alguns eventos marcantes, tais como a maternidade e a menopausa, podem originar novas necessidades e atitudes. Neste sentido, 32% das mulheres inquiridas com 55 ou mais anos apontam a menopausa como sendo o acontecimento que mais altera a sua relação com a saúde. Seja porque passam a valorizar saúde de outra forma ou porque sabem que o próprio acontecimento pode levar a problemas de saúde.

Sintomas

Geralmente a menopausa é antecedida por uma outra fase, a peri-menopuasa, caracterizada por irregularidades menstruais que refletem a alteração do funcionamento do ovário. Quando a menopausa está instalada, os principais sintomas são:

  • Secura vaginal
  • Afrontamentos e suores noturnos
  • Perturbações de sono
  • Alterações de humor (irritabilidade, ansiedade ou tristeza)
  • Sintomas de depressão
  • Fadiga
  • Falta de memória
  • Dores articulares

Impacto na saúde da mulher

Tendo em conta as alterações fisiológicas da menopausa, algumas doenças podem tornar-se mais frequentes:

  • Problemas cardiovasculares: uma vez que os níveis de estrogénio diminuem, o risco de doença cardiovascular aumenta.
  • Osteoporose: existe uma perda de densidade mineral óssea nos anos seguintes à menopausa com aumento do risco de osteoporose. Esta é uma condição que faz com que os ossos se tornem mais frágeis e fracos, levando a uma maior possibilidade de fratura.
  • Incontinência e infeções urinárias: nesta fase, os tecidos da vagina e da uretra perdem elasticidade, o que pode levar a perdas maiores de urina. É também neste período de vida que a mulher tem mais propensão para desencadear infeções urinárias.
  • Desconforto nas relações sexuais: dada a secura vaginal, resultante da diminuição da humidade e da perda de elasticidade, perante o ato sexual, a mulher pode sentir algum desconforto e até sofrer alguma hemorragia. Esta sensação pode, de certa forma, reduzir a sua líbido.
  • Aumento do peso: durante e depois da menopausa, são várias as mulheres que veem o seu peso aumentar. Tal acontece porque o metabolismo se torna mais lento.

Acompanhamento médico

Tendo em conta o impacto da menopausa no maior risco de determinadas doenças é fundamental manter um acompanhamento médico regular. A vigilância clínica poderá ser realizada pelo seu médico de Clínica Geral ou pelo médico ginecologista, sendo que é muito importante manter os rastreios oncológicos atualizados, nomeadamente o rastreio do cancro do colo do útero e da mama.

Os sintomas decorrentes da menopausa variam muito de mulher para mulher: se para algumas mulheres a menopausa é muito tranquila, para outras é uma fase muito difícil. Felizmente existem vários tratamentos disponíveis para alívio das queixas. O seu médico irá ajudá-la e não deve hesitar em procurar aconselhamento.

Um estilo de vida saudável deve também integrar as estratégias para o alívio sintomático: a prática de exercício regular e uma alimentação saudável são sempre pontos favoráveis.

Este artigo foi preparado e validado com a colaboração de:

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Conclusões do Estudo REACT-COVID 2.0
O REACT-COVID 2.0 – o inquérito da Direção Geral de Saúde (DGS) sobre alimentação e atividade física em contexto de contenção...

Para a Ordem dos Nutricionistas este estudo vem provar, à semelhança de outros, que os erros alimentares seguem uma gradação social: quanto mais baixa a posição social, pior o consumo alimentar, potenciando mais doenças relacionadas com a má alimentação, como a diabetes, a obesidade, as doenças cardiovasculares ou o cancro. Urge, por isso, a intensificação das ações da estratégia nacional de promoção a alimentação saudável com enfoque na literacia na alimentação em particular nas populações mais vulneráveis, no sentido de limitar as desigualdades sociais na alimentação.

“O acesso a alimentação adequada é um direito humano. Exige-se uma abordagem multissectorial e essencialmente política, destacando-se a importância de todos os decisores políticos dos diversos setores intensificarem medidas com potencial impacto na melhoria dos hábitos alimentares da população para garantir que todos os portugueses – todos sem exceção –, tenham acesso a uma alimentação justa, equilibrada, sustentável e saudável”, salienta Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

O estudo conduzido pela DGS e realizado entre maio e junho de 2021 concluiu que 36,8% dos inquiridos mudaram os hábitos alimentares, sendo que 58,2% afirma que alterou para melhor e 41,8% modificou o padrão alimentar para pior. Acresce que foram encomendadas mais refeições em takeaway (32,2%) e foram consumidos mais snacks doces (26,3%), no entanto, e positivamente, o consumo de água aumentou (22,3%), assim como de hortícolas (18,6%) e de fruta (15,2%).

O REACT-COVID 2.0, que contou com uma amostra de 4.930 indivíduos, com 18 ou mais anos, confirmou o impacto do contexto pandémico nas alterações no quotidiano dos portugueses, já confirmadas na primeira fase do estudo que, realizada em maio de 2020, anunciou que metade da população inquirida (45,1%) reportou ter mudado os seus hábitos alimentares durante o primeiro confinamento e 41,8% teve a perceção de que mudou para pior.

Recorde-se que ainda que na passada sexta-feira, dia 15 de outubro, foi conhecida a “Balança Alimentar 2016-2020”, um estudo do Instituto Português de Estatística (INE), que concluiu que o aporte calórico médio diário aumentou face ao último período em análise (2012 e 2015) e que representa duas vezes o valor recomendado para um adulto com um peso médio saudável.

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