Dados da European Cancer Organisation
Cerca de um milhão de casos oncológicos na Europa estão a ser ignorados devido à Covid-19, de acordo com os dados publicados...

Estes números são um alerta claro para os desafios que enfrentam os serviços de cuidados oncológicos na Europa durante a pandemia e coincidem com o lançamento da Time To Act, a campanha da European Cancer Organisation, que tem por objetivo exortar o público, doentes oncológicos, dirigentes e profissionais de saúde a garantir que a Covid-19 não continue a prejudicar o combate ao Cancro.

De acordo com os dados, estima-se que 1 milhão de casos oncológicos podem não ter sido diagnosticados na Europa e que 100 milhões de testes de rastreio oncológico não foram realizados na Europa durante a pandemia, conduzindo a diagnósticos tardios e a uma diminuição da sobrevivência geral.

1 em 2 pessoas com potenciais sintomas oncológicos não foram encaminhadas com urgência para diagnóstico e 1 em cada 5 doentes oncológicos na Europa ainda não recebe, atualmente, o tratamento cirúrgico ou de quimioterapia de que necessita.

As informações dos dados e a campanha Time To Act, disponível em mais de 30 línguas, incluindo a língua portuguesa, vão ser apresentados num evento virtual no próximo dia 27 de outubro, contando com a colaboração de líderes políticos europeus e nacionais, incluindo António Lacerda Sales, Secretário de Estado da Saúde, Sara Cerdas, Parlamento Europeu, Grupo S&D, Vice-Presidente do 'Special Committee on Beating Cancer' (BECA) e Manuel Pizarro, Parlamento Europeu, Grupo S&D, Membro do 'Committee on the Environment, Public Health and Food Safety'.

“As descobertas colocam o impacto da Covid-19 no Cancro, em foco. Precisamos desesperadamente de medidas urgentes ao mais elevado nível das políticas europeias e nacionais para resolver os pendentes do cancro, restaurar a confiança nos serviços oncológicos e combater a escassez de força de trabalho/abastecimento”, alertou Matti Aapro, Presidente da European Cancer Organisation.

Sara Cerdas, Vice-Presidente do 'Special Committee on Beating Cancer' (BECA), referiu que “o Plano Europeu de Luta contra o Cancro integra os esforços para uma verdadeira União Europeia para a Saúde. São cerca de 4 mil milhões de euros, numa luta que se reveste de uma maior relevância após a pandemia causada pela COVID-19 e todos os desafios e dificuldades acrescidos para os sistemas de saúde. Ninguém pode ficar para trás e é através de uma ação conjunta, a todos os níveis, e coordenada que encontraremos novas soluções para ajudar a ultrapassar os desafios existentes.”

Como parte da campanha Time To Act, os cidadãos europeus são encorajados a representarem o seu papel, ao estarem atentos aos sinais de aviso comuns do cancro (por ex., hemorragia quando vai à casa de banho, um nódulo no peito, dificuldade em engolir, perda de peso repentina) e dirigirem-se de imediato ao médico se apresentarem sintomas suspeitos. "Comparecer às marcações de rastreios oncológicos também é crucial para aumentar a possibilidade de um diagnóstico precoce quando o cancro pode ser tratado de forma mais eficaz. Para os doentes oncológicos, o tratamento não pode ser atrasado e incentivamo-los a insistirem para que o seus programas de tratamentos oncológicos sejam mantidos. A campanha reafirma ainda a missão da European Cancer Organisation em apoiar os profissionais de saúde no seu compromisso em oferecer ótimos cuidados para o benefício dos seus doentes", sublina a organização.

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais de 900 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e oito mortes em território nacional. O...

As regiões Norte, Centro e Alentejo foram as regiões do país que registaram maior número de mortes, desde o último balanço: dois óbitos cada. Seguem-se as regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve com uma morte a assinalar nas últimas 24 horas.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 930 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 377, seguida da região Norte com 223 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 186 casos na região Centro, 53 no Alentejo e 52 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, a Madeira registou mais 22 casos e o arquipélago dos Açores conta agora com mais 17 infeções.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 284 doentes internados, menos quatro que ontem. No entanto, as unidades de cuidados intensivos têm mais dois doentes internados, estando agora 60 pessoas em UCI.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 678 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.034.721 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 30.805 casos, mais 244 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 354 contactos, estando agora 20.931 pessoas em vigilância.

"A proteção e a promoção da Saúde do cidadão são um imperativo ético e jurídico"
A saúde mental, os desafios da bioética em tempo de pandemia e a cobertura 5G, no âmbito da literacia digital e da coesão...

A conferência, que tem como mote “Direito à Saúde: Uma responsabilidade partilhada. Um compromisso de todos”, tem início com uma intervenção do keynote speaker, Jorge Soares, membro do Conselho Nacional para as Ciências da Vida, que abordará os desafios da bioética em tempo de pandemia. O primeiro dos três painéis da conferência intitula-se “Saúde, um compromisso local” e será aberto com o presidente da Câmara Municipal do Bombarral, Ricardo Fernandes.

“Saúde mental: uma prioridade para a próxima década” é o tema do segundo painel, que contará com uma intervenção inicial de António Leuschner, presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental. No terceiro e último painel o presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, Rogério Carapuça falará sobre a cobertura 5G, literacia digital e acesso à saúde. Todos os painéis terão uma mesa-redonda com a participação de vários especialistas nas matérias a abordar.

“A proteção e a promoção da Saúde do cidadão são um imperativo ético, jurídico e político que ganha cada vez mais premência face aos atuais desafios que o mundo e Portugal enfrentam. Desafios, não só ao nível da Saúde, em sentido estrito, mas também nas suas diversas determinantes. Face ao contexto atual, há que definir estratégias através da participação ativa e comprometida, do cidadão que quer prevenir a doença ou daquele que vive com doença crónica, por vezes com diversas morbilidades. Neste contexto, trazemos à discussão e reflexão temas atuais e relevantes para a sociedade através de um ilustre painel de oradores que, juntos, abordam inovação, soluções e melhorias”, refere Maria do Rosário Zincke.

A sessão de encerramento está a cargo de Ema Paulino, presidente da ANF, e Isabel Saraiva, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Plataforma Saúde em Diálogo.

A conferência será também transmitida online e é aberta a associações de doentes, promotores e profissionais de saúde, entidades do setor, parceiros do setor social e poder local, assim como cidadãos que pretendam conhecer mais sobre os temas em debate.

 

 

Movimento OSTOBER.ORG surge para ajudar os cerca de 15 mil portugueses que vivem com esta condição
No mês em que se celebra o Dia Mundial do Ostomizado, surge o movimento OSTOBER.ORG, uma junção das palavras Ostomia e outubro....

Para humanizar o movimento OSTOBER.ORG, a Convatec convidou o fotógrafo Ricardo Pereira da Silva para contar a história de 10 pessoas com ostomia através da fotografia, trabalho que deu origem à exposição inaugurada ontem, no Coletivo284, em Lisboa. A exposição é interativa já que as 10 pessoas com ostomia, estomaterapeutas e cuidadores informais, partilham testemunhos através de vídeo que está acessível por realidade aumentada junto da fotografia. A exposição, de carácter itinerante, segue depois para Amarante, no dia 26 de outubro, e para o Porto e Coimbra, e quer sensibilizar a sociedade civil para uma realidade que afeta cerca de 15 mil portugueses.  “Trazer a beleza e o orgulho na autenticidade para os olhos – os seus e os de quem os vê – de quem lida diariamente com as repercussões de uma ostomia, foi um desafio que jamais podia perder”, explica o fotógrafo Ricardo Pereira da Silva.

Para apoiar este movimento foi criado o site www.ostober.org para divulgar testemunhos de pessoas com ostomia, conselhos de saúde, esclarecimento sobre direitos e estilo de vida saudável, como nutrição e exercício físico. “É nosso propósito contribuir para que a pessoa com ostomia viva uma vida plena. Para isso precisamos de dar voz às principais preocupações desta população que são sobretudo relacionadas com preconceitos e tabus que ainda estão muito presentes na nossa sociedade” explica Filipa Moreira, responsável pela Unidade de Ostomia da Convatec em Portugal. 

Criado pela Convatec em parceria com a Associação ANOXV, o movimento OSTOBER.ORG é também apoiado pelas Associações ANF, APECE, APO e Europacolon.

 

 

Fundação Grünenthal
A grande reportagem “O Diagnóstico: COVID-19”, da autoria do jornalista André Carvalho Ramos, da TVI, é o trabalho vencedor da...

O segundo prémio, no valor de mil euros, foi entregue à jornalista da Visão, Vânia Maia pela reportagem “A Longa Estrada Pós-COVID”. Tendo em conta a qualidade das peças jornalísticas submetidas, o júri desta 9ª edição do Prémio de Jornalismo na área da Dor decidiu atribuir duas Menções Honrosas: à jornalista da Antena 1, Carolina Ferreira, pela grande reportagem “No Kachi: Vencer o Cancro em Tempo de Pandemia”, e à jornalista Lucília Galha, pela peça “Dores nas Costas: 11 Soluções para a Dor Mais Comum do Corpo Humano”, publicada na Sábado.

Os   prémios   foram   atribuídos   tendo em   conta   critérios como   a   criatividade, a investigação, a relevância e a qualidade das peças jornalísticas.

Os trabalhos jornalísticos foram avaliados por um painel de jurados constituído por Beatriz Craveiro Lopes, representante da Fundação Grünenthal, Marta Isidoro e Armanda Gomes, da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), e Isabel Nery e Cláudia Lobo, do Sindicato dos Jornalistas.

O Prémio de Jornalismo  na  área  da  Dor é  um  prémio  promovido  anualmente pela Fundação Grünenthal,  com  o  apoio  da  Associação  Portuguesa  para  o  Estudo  da  Dor (APED),  e  tem  como objetivo  incentivar  e  reconhecer  o  interesse  e  qualidade  dos trabalhos jornalísticos na área da Dor.

A  cerimónia de  entrega  do  Prémio decorreu, a 16 de outubro, no VII  Congresso APED 2021, na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL), em Lisboa.

 

Proteção da saúde e segurança no trabalho
A Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) informa que foi publicada a Portaria n.º 214-A/2021...

A assistência médica a bordo dos navios é fundamental para um adequado nível de proteção da saúde e segurança no trabalho, assim como a um ambiente de trabalho que esteja adaptado às necessidades profissionais.

Neste sentido, a Diretiva referida estabelece prescrições mínimas de segurança e saúde com vista a promover uma melhor assistência médica para as pessoas que exercem uma atividade profissional a bordo de um navio, incluindo a lista das dotações médicas exigidas a bordo, e estabelece a forma como as responsabilidades são atribuídas, assim como disposições de informação e formação e de controlo.

O trabalho a bordo de navios tem características especiais, atendendo aos riscos a que esse trabalho está sujeito e ao isolamento geográfico do navio, devendo ser assegurada a prestação de cuidados médicos adequados e rápidos em caso de acidente de trabalho ou doença, natural ou profissional.

Para esse efeito, é fundamental dispor a bordo dos adequados medicamentos e materiais médicos.

A Portaria em causa realiza a atualização da lista obrigatória em função dos avanços científicos e médicos verificados e alinha esta matéria com os instrumentos internacionais relevantes, como o guia médico internacional para navios.

A Portaria entra em vigor 30 dias depois da sua publicação.

 

No âmbito do Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes
As Nações Unidas, a União Europeia e os dirigentes locais devem unir esforços para acompanhar, avaliar e apoiar as regiões,...

No Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes, o Comité das Regiões Europeu realizou um debate com Mami Mizutori, representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Redução do Risco de Catástrofes, e com Janez Lenarčič, comissário da Gestão de Crises, sobre as formas de aumentar a resiliência às catástrofes. O debate teve lugar após um verão marcado por catástrofes naturais que afetaram gravemente muitas das regiões, cidades e aldeias da Europa. Os dirigentes locais e regionais apelaram à ONU e à UE para que trabalhem em conjunto com o Comité das Regiões no sentido de acompanhar, avaliar e reforçar a capacidade de preparação nas regiões e nos municípios. O reforço da resiliência a nível local, regional e nacional através de estruturas sólidas de gestão do risco, flanqueadas por medidas técnicas e financeiras, constituem medidas fundamentais para reduzir o impacto das catástrofes.

As inundações e os incêndios devastadores que assolaram a Europa revelaram a necessidade de intensificar a prevenção, a preparação e a resposta, acelerando ao mesmo tempo a adaptação às alterações climáticas e a transição ecológica. Uma vez que os órgãos de poder local e regional são, geralmente, responsáveis pela gestão e prevenção do risco e pela ação na resposta às catástrofes, apelaram para uma maior atenção aos ensinamentos que se retiram no terreno. Alertaram para a necessidade acrescida de fundos específicos da UE para a adaptação e a reconstrução, tendo em conta o aumento da gravidade e da frequência de catástrofes devido às alterações climáticas.

No seu discurso, Apostolos Tzitzikostas, presidente do Comité das Regiões Europeu e governador da região da Macedónia Central, na Grécia, afirmou: «Temos de restaurar o nosso ambiente natural e construir comunidades mais resilientes. Proponho que a Comissão Europeia, o UNDRR e o Comité criem um grupo de trabalho para analisar a resiliência a nível local e regional, identificar as necessidades e avaliar a coordenação entre os diferentes níveis de governo durante os períodos de crise. Poderíamos criar uma “Plataforma para a Resiliência Regional” que ajude os órgãos de poder local e regional a reforçarem a sua resiliência, informando-os sobre o apoio disponível e partilhando boas práticas.»

Vasco Cordeiro, primeiro vice-presidente do Comité das Regiões Europeu, declarou: «A importância das cidades e regiões é tão evidente, tão clara e tão decisiva que, quando uma catástrofe acontece, as autoridades locais são as primeiras a chegar e as últimas a partir. As vítimas dos desastres procuram assistência e ajuda, em primeiro lugar, junto das autoridades locais e regionais. É por isso que o seu papel deve ser plenamente considerado nas políticas que podem ter um impacto direto contra os efeitos das catástrofes naturais. Neste Dia Internacional para a Redução de Catástrofes Naturais, faço votos que não consideremos o papel das cidades e regiões apenas quando as mesmas acontecem. Há várias políticas que relevam para atenuar os seus efeitos e nas quais as regiões com os meios adequados podem fazer a diferença. É o caso do ordenamento do território, da mobilidade e do ambiente. Também aí devemos pensar no seu papel.»

Mami Mizutori, representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Redução do Risco de Catástrofes, chefe do UNDRR, afirmou: «À medida que saímos da crise pandémica, temos de reconstruir melhor, aumentar a resiliência e não gerar novos riscos. Para lograr uma abordagem transformadora à redução do risco de catástrofes, é necessário trabalhar em conjunto, especialmente tendo em conta que os municípios e as regiões estão na linha da frente quando ocorre uma catástrofe.»

Janez Lenarčič, comissário da Gestão de Crises, declarou: «As comunidades locais são as primeiras a ser atingidas em caso de catástrofe natural. Os órgãos de poder regional desempenham um papel crucial no rescaldo imediato das situações de emergência, mas são também fundamentais na sensibilização para o risco de catástrofes e na garantia da prevenção, preparação e proteção. Por conseguinte, é importante que desempenhem um papel proeminente na definição das estratégias para a gestão do risco de catástrofes. No âmbito do Mecanismo de Proteção Civil da UE, criaremos uma rede de conhecimento específica – um espaço comum, aberto e partilhado em que todos os peritos possam trocar impressões e partilhar pontos de vista. Com este enquadramento, a União Europeia envolve ativamente os intervenientes locais e regionais. Ao mesmo tempo, contamos com o contributo das regiões, que poderão fornecer informações para ajudar os Estados-Membros nas suas avaliações e nos seus planos de gestão em matéria de risco de catástrofes. Estas avaliações darão um contributo e uma ajuda na trajetória a percorrer ao longo dos próximos meses e anos, a fim de estabelecer metas e elaborar planos de cenários à escala da UE no âmbito da resiliência às catástrofes.»

Os dirigentes locais salientam ainda que o financiamento da resposta a situações de emergência continua a ser cerca de 20 vezes superior ao da prevenção e preparação. Embora acolham favoravelmente os fundos adicionais através do instrumento Next Generation EU – o instrumento temporário concebido para impulsionar a recuperação da UE –, apelaram para um compromisso a longo prazo e um reforço da prevenção de catástrofes e da resposta a situações de emergência.

Uma vez que as catástrofes não conhecem fronteiras, a eliminação dos obstáculos à cooperação transfronteiriça contribuirá para reforçar a resiliência dos municípios e das regiões. De acordo com os órgãos de poder local, uma cooperação transfronteiriça eficaz traria vantagens claras aos 37,5% da população da UE que vive em zonas fronteiriças.

Especialistas de Medicina Geral e Familiar e a médicos internos de Medicina Geral e Familiar (MGF)
Nos últimos anos, tem-se assistido a uma tendência crescente de descentralização dos Cuidados de Saúde através da capacitação...

De cariz fundamentalmente prático, “tem como objectivo fundamental formar e motivar os jovens Médicos de Família, habilitando-os com competências básicas de pequena cirurgia, facilitando assim a criação de pólos de pequena cirurgia que possam servir em proximidade as populações de cada Centro de Saúde sem compromisso da qualidade dos serviços de saúde prestados”

“Muitos Centros de Saúde já dispõem das infra-estruturas necessárias à realização de pequenas intervenções cirúrgicas, como a drenagem de abcessos e excisão de pequenas lesões benignas (lipomas, quistos sebáceos, nævi…). Com o desenvolvimento destas unidades, poderá diminuir, simultaneamente, a pressão exercida sobre os cuidados de saúde secundários e terciários que funcionam, frequentemente, acima das suas capacidades, com listas de espera excessivamente longas”, escreve o CHUC em comunicado.

O curso é resultado da colaboração do Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) com a Coordenação Internato de Medicina Geral e Familiar (MGF) da Região Centro e baseia-se num modelo de aprendizagem teórico-prática recorrendo à apresentação de temas teóricos e casos clínicos e a sessão de prática de sutura em laboratório com treino em modelos de bancada. “Posteriormente, em ambiente hospitalar, serão tutorados, por cirurgiões, na ajuda e na realização de atos de pequena cirurgia”, adianta a nota de imprensa.

O curso decorre nos próximos dias 25 e 26 de outubro.

 

 

SNS “passará a ser dirigido, a nível central, por uma direção executiva"
O novo Estatuto do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi hoje, dia 21 de outubro, aprovado em Conselho de Ministros e prevê a...

O novo Estatuto do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi hoje, dia 21 de outubro, aprovado em Conselho de Ministros e prevê a dedicação plena aplicada progressivamente aos médicos, bem como a criação de uma direção executiva para a gestão do SNS.

A dedicação plena será um “regime de aplicação sucessiva, que se inicia pelos trabalhadores médicos do SNS, numa base voluntária para alguns e numa base obrigatória para outros”, adiantou a Ministra da Saúde, em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros.

Esta dedicação plena será voluntária para os médicos que decidam aceitar “um compromisso assistencial de melhoria da sua atividade em termos de indicadores de acesso, de qualidade e de sustentabilidade”, sendo obrigatória para quem “venha assumir novos cargos, novas direções de serviço ou departamento no SNS”, acrescentou a governante.

Marta Temido adiantou ainda que, em termos de acréscimo remuneratório e de horários, será desenvolvida uma negociação com os sindicatos e corresponderá uma “incompatibilidade para o caso de cargos de direção, não só com o desempenho de funções de direção em serviços ou entidades privadas”, mas também incompatibilidade de associar atividade assistencial numa carga horária semanal.

O Estatuto do SNS prevê ainda, ao nível da gestão, a criação de uma direção executiva do SNS. O SNS “passará a ser dirigido, a nível central, por uma direção executiva, à qual competirá, sem prejuízo da autonomia das entidades que o constituem e das competências das regiões de saúde, coordenar a resposta assistencial das unidades que integram o SNS e o seu funcionamento em rede, monitorizar o seu desempenho e proceder à sua avaliação”, revelou.

Linha disponível 24h por dia, sete dias por semana
Segundo Presidente da SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, Luís Goes Pinheiro, desde que foi criada no início da...

Este serviço, que se encontra integrado na linha telefónica do SNS 24 (808 24 24 24), foi criado a 1 de abril de 2020, tendo em conta a prioridade atribuída à saúde mental na pandemia, e desde então recebeu 112 mil chamadas, das quais 8 mil de profissionais de saúde.

Para Luís Goes Pinheiro, a criação da linha foi “crucial”, explicando que março e abril de 2020 foram meses em que “havia muita incerteza, muita ansiedade e muitas dúvidas” relativamente ao presente e ao futuro decorrentes do medo da doença e do confinamento que “foi violentíssimo para as pessoas”.

Por isso, acrescentou, foi fundamental disponibilizar este serviço, que contou com o apoio da Ordem dos Psicólogos Portugueses e da Fundação Calouste Gulbenkian, e ter “uma voz” que pudesse dar tranquilidade e apoio às pessoas mais fragilizadas.

A linha de aconselhamento psicológico, que está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana e que conta com 50 a 100 profissionais, um número que vai variando conforme a procura do serviço, enquadra-se na estratégia nacional de saúde mental.

 

Opinião
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as crianças e os adolescentes constituem um grupo prio

É à luz destes conceitos que a Enfermagem se posiciona no âmbito da prestação de cuidados, e no caso particular do regime de internamento, na saúde mental na Infância e Adolescência.

As intervenções de enfermagem focam-se na aplicação de medidas para ajudar as crianças/adolescentes a recuperarem o senso de controle sobre as suas vidas, além de alinhar serviços para que elas possam retornar às suas comunidades e ao melhor nível possível de funcionalidade. Visam, também, a estabilização do comportamento, o manejo da crise e envolve uma avaliação completa. Uma vez que durante a prestação de cuidados, estes são diretamente afetados pelo ambiente, uma das responsabilidades major pela criação e manutenção do ambiente terapêutico é da equipa de Enfermagem. Os objetivos do ambiente terapêutico consistem em ajudar as crianças e jovens “a aumentar a sua autoestima e sentimentos de valor pessoal, melhorar a sua capacidade para se relacionar com os outros e possibilitar que trabalhem e vivam de forma mais atuante na comunidade” (Taylor, 1992). Atividades como “comer, dormir, socializar, receber medicações e tratamento, atender às necessidades e interesses pessoais dos pacientes” são consideradas importantes, sendo que no ambiente terapêutico todo o tipo de interações existentes (Kyes & Hofling, 1985) entre os enfermeiros e as crianças/jovens são consideradas significativas.

Para além da intervenção direta com a criança /adolescente, o enfermeiro atua diretamente no seu seio familiar, de forma a que todo o contexto esteja preparado e mais capacitado para a alta clínica.

Em suma, os objetivos da atuação dos enfermeiros em contexto de internamento são a “melhoria clínica, a autonomia e a boa reintegração familiar” (Monteiro, 2014). No processo de transição saudável, este só poderá ocorrer se a criança e o adolescente incorporarem os novos conhecimentos que resultem em comportamentos mais ajustados e noções acerca dos acontecimentos que provoquem uma mudança em si mesmo. Neste sentido, os enfermeiros têm um papel preponderante no cuidar da criança e adolescente no contexto de saúde mental

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Lavagem das mãos
A pandemia Covid-19 aumentou a consciência global do papel que as medidas de higiene, como a lavagem das mãos, podem...

 

A investigação da University College London mostra um declínio no cumprimento da lavagem das mãos, com 44% dos adultos a lavar sempre as mãos com sabão e água em julho de 2021, contra 55% no final de 2020.

Os cenários comunitários, como as escolas, proporcionam múltiplas oportunidades para a propagação de infeções, mas muitas escolas não ensinam os benefícios da higiene para ajudar a prevenir a doença. Um inquérito realizado pelo Global Hygiene Council destaca a necessidade de uma melhor educação para a higiene das mãos entre as crianças do ensino primário, uma vez que esta análise demonstrou que 40% das crianças do ensino primário nem sempre usam sabão para lavar as mãos e 47% acreditam que as mãos limpas são livres de germes.

Uma nova pesquisa publicada na BMC Public Health sublinha que é o momento ideal para impulsionar as intervenções de higiene nas escolas primárias para aumentar os comportamentos de lavagem de mãos e reduzir a transmissão de infeções.

A autora principal Kelly Schmidtke, Warwick Medical School, comenta que "as intervenções comportamentais ajudam a mudar o comportamento imediato das pessoas para melhor, ao mesmo tempo que encorajam a formação de hábitos a longo prazo. Ao melhorar a educação e os hábitos de lavagem de mãos nas crianças, as taxas de absentismo nas escolas e o tempo de trabalho retirado pelos pais e professores podem ser reduzidos."

Os organismos de saúde alertam para uma "ameaça tripla" iminente dos vírus sazonais; com o surgimento de novos casos e picos recorrentes de Covid-19, de gripe sazonal e infeções do vírus sincicial respiratório (RSV) entre crianças.  É vital que os comportamentos de lavagem de mãos melhorem, para reduzir a propagação de infeções.

A investigação da Warwick Medical School permitiu à Reckitt para criar a Higiene Quest - um novo programa global de mudança de comportamentos de higiene, proporcionando às escolas um currículo de higiene divertido para impulsionar a educação e melhorar a saúde das crianças e das suas famílias.

Com surtos de doenças infeciosas mais prováveis até 2030, é vital que a educação de higiene seja alavancada nas escolas para proteger a saúde para as gerações vindouras.

 

Alexandre Kulcinskaia e Marisa Marques
Dois membros da Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) e da Associação Portuguesa dos Bariátricos (APOBARI)...

Alexandre Kulcinskaia e Marisa Marques vivem com obesidade há muitos anos, mas decidiram pedir ajuda e atualmente estão a receber o tratamento e acompanhamento que necessitam. No entanto, a luta contra a obesidade é constante e as suas históricas refletem como este caminho, ao longo dos anos, não tem sido fácil e de que forma a qualidade de vida de ambos melhorou por terem decidido pedir ajuda.

Com o objetivo de contribuir para uma melhor compreensão sobre a obesidade e a uma mudança de comportamento por parte da opinião pública, a ECPO criou um novo banco de imagens europeu que contém fotografias tiradas por profissionais, a doentes reais, que podem ser utilizadas pelos órgãos de comunicação social para ilustrar peças dedicadas a esta temática. O objetivo da disponibilização destas fotografias é inverter a tendência para a utilização das habituais fotografias, que fazem frequentemente referência a ambientes ou comportamentos alimentares obesogénicos.

Quando o Alexandre Kulcinskaia, através da APCOI, e a Marisa Marques, através da APOBARI, souberam desta iniciativa não hesitaram em voluntariar-se para serem os modelos. Hoje, as suas fotografias aparecem no novo banco de imagens que acaba de ser lançado pela ECPO, a propósito da campanha European Living with Obesity and People First Day que conta com o apoio da Novo Nordisk.

As fotografias do Alexandre e da Marisa estão entre as 250 que foram inicialmente escolhidas, de entre as mais de 1.000 imagens recebidas de associações de 10 países europeus.

“Esta campanha é essencial para combater as fotografias que habitualmente ilustram as notícias relacionadas com o tema da obesidade e que perpetuam vários preconceitos associados ao excesso de peso ou obesidade. Queremos acabar com o estigma associado à obesidade, devendo esta ser tratada como uma doença multifatorial”, afirma Mário Silva – Presidente da APCOI.

A presente campanha lançada pela ECPO conta com o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS). “A iniciativa da ECPO de lançar um banco de imagens com imagens não estigmatizantes de pessoas que vivem com obesidade para os órgãos de comunicação social é uma grande iniciativa que vai ao encontro das recomendações do Escritório Europeu da OMS para a Europa para que os seus Estados Membros criem novos padrões para a representação de pessoas com obesidade nos media”, afirma Kremlin Wickramasinghe, chefe interino do Escritório Europeu de DNT da OMS. “Este banco de imagens será muito útil para os Estados Membros e para todas as outras partes interessadas que tenham interesse em criar novos padrões e para os próprios meios de comunicação social terem acesso a utilizar imagens não estigmatizantes.”

Durante este dia em que a campanha é lançada, os membros das associações irão recorrer às redes sociais para aumentar a consciencialização relativamente aos danos causados ​​pelo peso da discriminação na sociedade e em ambientes de saúde.

Carlos Oliveira, Presidente da Associação de Doentes Obesos e Ex-Obesos (ADEXO) e membro da direção da ECPO em Portugal, acrescenta que “os meios de comunicação social têm contribuído para alimentar a crença de que as pessoas com obesidade têm um distúrbio nos seus estilos de vida conduzindo à ideia de que, ou são preguiçosas, desleixadas ou sem força de vontade, o que não é de todo correto. A obesidade é reconhecida mundialmente como uma doença pela OMS e, em Portugal, desde 2004, como uma doença crónica.”

Carlos Oliveira refere ainda que “as três Associações Portuguesas vão fazer tudo o que é possível para que a nossa comunicação social utilize estas imagens de cariz positivo, sendo que não apoiaremos notícias que utilizem imagens negativistas e discriminatórias.”

Alexandre e Marisa estão entre os 16 novos modelos do banco de imagens que contam as suas histórias na nova edição da Revista Eurobesity da ECPO. Alguns irão contá-las novamente (19:00 CEST), durante o evento ao vivo da ECPO Patient Lounge www.ecpopatientlounge.com.

 

Professora catedrática jubilada da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
A professora catedrática jubilada da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), Catarina Isabel Neno Resende de...

A escolha decorreu numa reunião após a tomada de posse das personalidades externas, que foram cooptadas pelos restantes membros do Conselho Geral.

Ex-regente da disciplina de Bioquímica na FMUC, Catarina Resende de Oliveira foi presidente do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, bem como, anos mais tarde, responsável pela direção da Unidade de Inovação e Desenvolvimento do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC). Havia sido membro do Conselho Geral da ESEnfC no último mandato deste órgão.

Entre outras distinções e títulos, a professora de Coimbra alcançou o prémio "Estímulo à Excelência" (que lhe foi atribuído em 2006 pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia), o Prémio “Nunes Correa Verdades de Faria” na área do envelhecimento (2008, pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), a Ordem da Instrução Pública – Grande Oficial (em 2015, pelo então Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva), a Medalha de Ouro da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e a Medalha de Serviços Distintos grau «ouro» do Ministério da Saúde (ambas atribuídas em 2016).

Em 2019, Catarina Resende de Oliveira foi galardoada com o Prémio Personalidade do Ano na 8.ª edição dos Prémios Saúde Sustentável, iniciativa conjunta da Sanofi e do Jornal de Negócios que visa distinguir o que de melhor se faz na área da saúde em Portugal e que conta com o alto patrocínio do Presidente da República.

Afaf Ibrahim Meleis (professora de Enfermagem e Sociologia na Universidade da Pensilvânia), Áurea da Cruz Flamino Andrade (enfermeira diretora do CHUC, de cujo Conselho de Administração é vogal), Maria Augusta Purificação Rodrigues de Sousa (antiga bastonária da Ordem do Enfermeiros), Maria Odete dos Santos Isabel (ex-diretora dos Serviços Farmacêuticos do CHUC), Paulo Jorge Marques dos Santos (diretor executivo da Incubadora do Instituto Pedro Nunes) e Rosa Maria dos Reis Marques Furtado de Oliveira (presidente da Administração Regional de Saúde do Centro) são as outras seis personalidades de reconhecido mérito do Conselho Geral da ESEnfC.

Entre outras atribuições, compete ao Conselho Geral da ESEnfC a eleição do Presidente da instituição e a aprovação das linhas gerais de orientação da Escola no plano científico, pedagógico, financeiro e patrimonial.

 

77ª edição do Congresso da Sociedade Americana para a Medicina da Reprodução (ASRM)
Terminou recentemente a 77ª edição do Congresso da Sociedade Americana para a Medicina da Reprodução (ASRM), um dos encontros...

O IVI apresentou este ano cerca de 70 trabalhos, todos eles focados em oferecer uma maior segurança e as melhores garantias às mulheres e aos casais que nos confiam o desejo de ter um filho.

“São muitas as linhas de investigação que mostram o nosso trabalho diário, sempre com a premissa de que queremos oferecer os melhores resultados aos nossos pacientes e fazer com que a sua experiência seja o mais tranquila possível. Que consigam o seu bebé em pouco tempo e com as maiores garantias, cuidando de cada passo do seu processo. Essa é a nossa prioridade. Apostamos na investigação e na participação em congressos como este, que nos ajudam a continuar a liderar este campo em constante evolução”, comenta o Dr. Nicolás Garrido, diretor da Fundação IVI.  

PGT-A e o trabalho do embriologista: chaves para o êxito dos tratamentos

O papel do embriologista é chave num processo de procriação medicamente assistida, cujo critério é fundamental na hora de selecionar o melhor embrião a transferir. Neste sentido, até hoje não se analisou se os sistemas de classificação morfológica e outras estratégias subjetivas utilizadas pelos embriologistas ajudam a selecionar embriões euploides - que contêm 46 cromossomas normais - com maior probabilidade que aneuploides - com desequilíbrio na sua dotação cromossómica. 

Conhecedores desta realidade, o IVI estudou como os sistemas de classificação morfológica utilizados no laboratório de embriologia selecionam preferencialmente embriões euploides.

“De um total de 156 transferências de um único embrião (SET, na sigla inglesa), 129 eram euploides. Estes embriões foram selecionados por embriologistas tendo em conta apenas a morfologia do embrião e sem ter em conta o resultado da análise cromossómica do mesmo embrião, que é realizada em laboratório recorrendo a biopsia embrionária e posterior teste diagnóstico (PGT-A (teste genético pré-implantacional realizado ao embrião). Isto mostra a alta capacidade dos embriologistas na escolha de embriões euploides para serem transferidos para o útero materno, em função da classificação morfológica “, explica o Dr. Garrido.

Outro dos trabalhos apresentados na conferência da ASRM nasce com o objetivo de determinar a natureza dos erros cromossómicos nos embriões humanos, e como essas anomalias podem afetar a interpretação dos resultados do PGT-A do embrião.

“Ao realizar a biopsia embrionária, são retiradas apenas algumas células do embrião para o diagnóstico genético desse embrião. Um resultado euploide ou aneuploide desse embrião, corresponde, na maioria dos casos, ao diagnóstico de todas as células desse mesmo embrião. Demonstrando como os erros meióticos - que ocorrem durante a divisão celular- se manifestam em quase todo o embrião. Assim, a taxa de discordância observada de 2% é consistente com a taxa de mosaico na população em geral, pelo que a combinação de uma plataforma analítica fiável e os novos avanços na compreensão da biologia dos erros embrionários deveriam potenciar a confiança nos resultados do PGT-A”, afirma a Dra. Sofia Nunes, diretora do Laboratório de Fecundação in vitro do IVI Lisboa. 

Sim, os tratamentos reprodutivos são seguros depois da COVID-19 

Outro tema de grande atualidade continua a ser a COVID-19. Na edição atual da ASRM, o IVI apresentou também os resultados em pacientes que procuraram ajuda da medicina reprodutiva para gerar um bebé depois de terem sido infetados com COVID-19.

”O certo é que, numa população infértil, um historial recente de diagnóstico de COVID-19 não mostra um impacto negativo no resultado de gravidez em comparação com uma população de controlo, se bem que é necessário ampliar o estudo a uma amostra maior. Isto irá ajudar-nos a tranquilizar quem pergunta acerca da segurança dos tratamentos reprodutivos face ao Coronavírus, incentivando-as a não atrasarem os seus processos e a retomarem assim que estiverem curadas da infeção”, conclui o Dr. Garrido.

Estudos apresentados na Plastic Health Summit
De acordo com uma nova pesquisa apresentada hoje na Plastic Health Summit, em Amesterdão, os microplásticos podem prejudicar a...

A pesquisa descobriu ainda que as partículas de plástico podem tornar-se um vetor para outros químicos que encontram no ambiente. Isto, por sua vez, pode expor o feto a uma jangada de poluentes potencialmente perigosos.

Estes poluentes incluem bifenilos policlorados (PCB) - um grupo de produtos químicos artificiais que têm demonstrado causar cancro em animais.

A investigadora principal Hanna Dusza disse que é urgente mais investigação para determinar até que ponto os microplásticos no ambiente podem afetar a saúde fetal.

Isto é especialmente grave dado que a exposição fetal a outras partículas, nomeadamente, as que são encontradas na poluição atmosférica, tem sido associada a complicações na gravidez, tais como o parto prematuro e a pré-eclâmpsia.

Pensa-se que as partículas na poluição atmosférica são quimicamente muito semelhantes aos microplásticos.

Segundo a investigadora os microplásticos contêm produtos químicos que perturbam o sistema endócrino.

"A placenta é um órgão temporário complexo que desempenha um papel essencial durante a gravidez. É uma tábua de salvação para o bebé em desenvolvimento, regulando a troca de nutrientes, gases e resíduos entre a mãe e o feto. A placenta é também um importante órgão endócrino, produzindo hormonas cruciais para a manutenção da gravidez”, explicou Hanna Dusza

"As partículas ultrafinas na poluição atmosférica podem atingir a placenta, aumentando o risco de complicações na gravidez, como pré-eclâmpsia, parto prematuro ou baixo peso no nascimento. Estudos recentes mostraram que os microplásticos também são detetados na placenta, embora os seus efeitos não sejam claros. A nossa pesquisa mostra que partículas de plástico de diferentes tamanhos são eficientemente recolhidas pelas células da placenta, onde podem exercer efeitos subtis na função endócrina”.

"Os produtos químicos usados nos plásticos não só têm o potencial de prejudicar a nossa fertilidade, mas também para afetar as gerações futuras”, acrescentou.

Projetos da Escola de Medicina da Universidade do Minho (EMed) e Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) foram os grandes vencedores
Projetos da Escola de Medicina da Universidade do Minho (EMed) e Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), Faculdade...

O projeto Endophenotypical Determinants of Chronic Post-Surgical Pain Trajectories, liderado pelo investigador Hugo Almeida, da Escola de Medicina da Universidade do Minho foi um dos grandes vencedores. Da equipa fazem também parte os investigadores Inês Ferreira Vieira e José Miguel Pêgo. “Porque é que dois indivíduos com as mesmas condições de base evoluem de forma diferente em relação à dor crónica?” foi a pergunta que deu início a esta investigação focada na neurofisiologia da dor. A equipa pretende agora alavancar o projeto para conseguir identificar os biomarcadores que protegem da dor para predizer que indivíduos estão mais suscetíveis a evoluir para dor crónica e de que forma se pode atuar diretamente para a tratar. A investigação vai estudar doentes pré-cirurgia, de modo a avaliar as suas condições em duas linhas fundamentais: a neuroimagem e os estudos serológicos para identificar marcadores inflamatórios no sangue. Através destas duas análises, e com base em estudos prévios que ajudaram a definir o âmbito da investigação, poderá ser possível identificar quem evolui para dor crónica e perceber que alterações existiram no nosso cérebro ou no nosso sangue que conduziram a esta condição.

O projeto Dor Crónica Pós-AVC: Neuroimagem e Regulação da Emoção, das investigadoras Teresa Lapa, Mafalda Castro, Ana Filipa Correia e dos investigadores César Nunes, Miguel Castelo Branco e João Sargento do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), foi igualmente premiado. O projeto envolve um estudo observacional de coorte prospetivo que pretende avaliar a incidência, prevalência, fatores de risco e localização neuroanatómica da dor crónica pós-AVC (DPCA). Pretende-se também estudar a regulação emocional nos doentes que desenvolvem DCPA e o impacto deste tipo de dor na vida dos doentes.

O Apoio a Projetos de Investigação na Área da Dor da Fundação Grünenthal tem como propósito apoiar até dois projetos de investigação, clínica ou experimental, dotados de 10 mil a 12 mil euros cada um.

Os vencedores apresentaram os seus projetos esta quinta-feira, no Colóquio da Fundação Grünenthal, que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

 

 

Workshop gratuito
A Mamãs sem Dúvidas promove um novo evento Especial Grávida, 100% online, no próximo dia 28 de outubro entre as 18h00 e as...

A sessão de participação totalmente gratuita, dedicada às futuras mamãs, conta ainda com uma Aula de Pilates para Grávidas e um workshop dedicado ao Presente e o Futuro das Células Estaminais. Esta é já a 18ª edição do Especial Grávida, realizada este ano, que habilita todas as participantes a receber um cabaz no valor de 400€.

Com início marcado para as 18h00, o primeiro workshop sobre a Conversação do Leito Materno será conduzido pela Enfermeira Carmen Pacheco, especialista em Saúde Materna e Obstetrícia e fundadora do Projeto Mãe.

De seguida às 18h45, a formadora do Laboratório BebéVida, Ana Silva, vai falar sobre o Presente e o Futuro das Células Estaminais, explicando a importância e benefícios da criopreservação do sangue e tecido do cordão umbilical no momento do nascimento do bebé.

Por fim, às 19h30, este Especial Grávida será encerrado com uma Aula de Pilates para Grávidas com a ajuda de Joana Rodrigues, fisioterapeuta e fundadora do projeto Origem.

Todas as participantes ao fazerem a sua inscrição no evento ficam habilitadas a receber um cabaz de produtos no valor de 400€.

A vencedora será anunciada no dia 29 de outubro no perfil de Instagram da Mamãs Sem Dúvidas (@mamassemduvidas).

Para mais informações sobre a Academia Mamãs sem Dúvidas, conteúdos informativos ou próximos eventos consulte o website mamassemduvidas.pt .

 

Dados da segunda da segunda parte do estudo “A Saúde dos Portugueses” revelados hoje
O estudo “A Saúde dos Portugueses”, realizado no âmbito dos 25 anos da Médis, marca do Grupo Ageas Portugal, com coordenação da...

De acordo com a amostra, 49% dos inquiridos possuem um seguro/plano de saúde, 40% subscrevem pelo menos um seguro e 35% têm acesso a um subsistema de saúde. Ainda assim, 1/3 dos inquiridos não tem acesso a nenhuma destas alternativas, estando a sua gestão da saúde mais dependente do SNS ou dos seus recursos financeiros.

O estudo indica que os inquiridos, com idades compreendidas entre os 18 e os 55 anos, são os que mais beneficiam de um seguro de saúde, assim como as pessoas com rendimento adequado ou acima das necessidades do agregado.

Quando questionados se no acompanhamento da doença recorrem ao público ou ao privado, 64% dos inquiridos admitem recorrer essencialmente ao SNS e 31% ao privado.

No top 3 dos motivos que os levam a recorrer ao público estão as “questões financeiras” (58%), “concentração da informação clínica” (32%) e “maior confiança nos profissionais de saúde” (26%). Por outro lado, os que admitem recorrer mais ao privado, dizem fazê-lo por ser mais fácil aceder a consultas/tratamentos (66%).

O facto de o “serviço público não dar respostas atempadas” (47%) e a 66% dos portugueses têm acesso a subsistemas, seguros ou planos de saúde Serviço público e privado têm diferentes papéis, mas existe uma complementaridade entre ambos convicção de que “o privado é mais indicado para os meus problemas de saúde" (16%) são outros motivos assinalados pelos inquiridos.

Numa escala de valorização de 1 a 10 - em que 1 é a pior avaliação e 10 é a melhor - o acesso aos serviços de saúde sai pior pontuado do que a qualidade (6.8 de média vs. 7 de média), com 26% dos inquiridos a referirem que os acessos, em tempo útil, aos serviços de que necessitam são difíceis. E é aqui, no acesso aos serviços de saúde, que a distinção entre o privado e o público se acentua, com vantagem clara para o privado: 53% dos que tendem a privilegiar o privado em contexto de rotina considerarem o acesso bom ou muito bom, em comparação com os 37% dos indivíduos que que privilegiam o público.

No que toca à existência de escolhas e alternativas, 57,5% dos inquiridos considera ter bastantes ou muitas opções de escolha em serviços e recursos de saúde. Esta percentagem aumenta entre quem tem acesso a um subsistema (72%), a um seguro ou plano (59%), ou mesmo a ambos (73%), e diminui junto dos que estão apenas dependentes do SNS (40%). De igual modo, o peso dos inquiridos que consideram ter poucas opções é bastante maior entre quem habitualmente recorre ao público (31%) face a quem recorre ao privado (15%).

 

MasterClass Mamãs e Bebés
A descoberta de uma gravidez é sempre um momento em que passam muitas coisas pela mente da mulher, nomeadamente uma mistura de...

Quando a mulher descobre que está grávida, surgem de imediato várias questões, como qual o momento em que se deve iniciar a vigilância materno-fetal em contexto hospitalar e circuito, quais os timings corretos para a realização dos exames de cada trimestre, e até dúvidas relacionadas com a mala de maternidade. Por isso, na primeira parte da sessão, Andreia Batista, Enfermeira Especializada em Saúde Materna e Obstétrica, sob o tema “Estou grávida, e agora? 40 semanas de compromisso!”, irá esclarecer todas as participantes.

Na segunda parte da Masterclass, “Alimentação antes e depois da gravidez”, a Nutricionista Maria Rita Paulo irá ajudar as futuras mamãs a saberem quais os nutrientes que não podem faltar na sua própria alimentação, além de apresentar a função de cada nutriente e a sua importância no desenvolvimento do bebé. Assim, as grávidas descobrirão quais os alimentos em que podem encontrar os melhores nutrientes e como os podem inserir na sua rotina alimentar.

Por fim, haverá uma oferta especial para todas as participantes.

A inscrição é feita através deste link.

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