Diagnóstico molecular da hipercolesterolémia familiar
O consórcio internacional para o desenvolvimento da medicina personalizada (ICPerMed), do qual o Instituto Nacional de Saúde...

Desde a sua criação em 1999, já foram estudadas no âmbito do EPHF mais de três mil famílias com critérios clínicos de FH, encontrando-se identificados geneticamente cerca de 950 casos em Portugal. A FH é uma doença genética e hereditária, caracterizada por elevados níveis de colesterol desde o nascimento, que levam ao aparecimento de aterosclerose e doenças cardiovasculares precoces, mas para a qual existem métodos de diagnóstico e tratamentos eficazes disponíveis.

ICPerMed é um consórcio internacional de mais de 35 instituições e entidades europeias e internacionais, em representação de ministérios da ciência e da saúde, bem como agências de financiamento de investigação e desenvolvimento, que tem como objetivo o desenvolvimento da medicina personalizada na Europa, através de uma maior coordenação e alinhamento das atividades de investigação. Portugal está representado pelo INSA, através do seu Departamento de Promoção da Saúde e Prevenção das Doenças Não Transmissíveis, e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

A medicina personalizada é um modelo de prática médica que integra a caracterização fenotípica e genotípica do indivíduo, ou seja, inclui dados sociodemográficos, ambientais e de estilos de vida e informação clínica e de imagem médica e perfis genéticos, na estimativa da predisposição individual para uma doença e na definição de estratégias preventivas e terapêuticas para cada indivíduo. Outros termos, como medicina de precisão ou medicina de estratificação são utilizados para aludir a este conceito, com diferenças subtis de significado.

Os grandes avanços na implementação da medicina personalizada têm sido feitos essencialmente na área da oncologia e das doenças raras, sendo um exemplo o Programa Nacional de Rastreio Neonatal, vulgarmente conhecido como Teste do Pezinho. O EPHF que inclui o diagnóstico molecular da hipercolesterolémia familiar, para identificação de indivíduos com elevado risco cardiovascular e definição de estratégias de prevenção e tratamento, é um exemplo da aplicação da medicina personalizada a uma doença comum.

 

 

 

Online dia 18 e 20 de janeiro
O terceiro trimestre de gravidez é a fase dos últimos preparativos. Assim como é importante, por esta altura, ter o local onde...

A amamentação é um dos temas mais discutidos, pois, apesar de ser um ato fundamental para o desenvolvimento da relação com o bebé, pode constituir um momento difícil e desafiante para algumas mães. Assim, de forma a preparar e esclarecer as futuras mamãs acerca dos principais desafios da amamentação, a Enf.ª Raquel Fonseca, conselheira em aleitamento materno, vai estar presente no evento de 18 de janeiro, às 17h00 (inscrições disponíveis aqui), onde partilhará também dicas para uma melhor gestão emocional e do tempo durante esta fase. Também neste dia, as características do desenvolvimento neuromotor dos bebés até aos 12 meses vão ser explicadas pela Fisiokids.

Já no dia 20 de janeiro, pelas 17h00 (inscrições disponíveis aqui), as alterações posturais no último trimestre estão sob análise com o contributo da terapeuta Inês Ramos, da Clizone, que dará a conhecer como dormir com conforto e aliviar as dores lombares. A Dr.ª Clementina Almeida, psicóloga pediátrica da ForBabiesBrain, vai responder ainda à dúvida: “O meu bebé adormece na mama, e agora?”.

As células estaminais do cordão umbilical do bebé só podem ser colhidas no momento do parto e constituem uma opção terapêutica para mais de 80 doenças, principalmente doenças malignas do sangue, como leucemias e linfomas, mas também imunodeficiências, anemias e doenças metabólicas hereditárias. Para esclarecer dúvidas comuns sobre o serviço de criopreservação destas células, ambas as sessões contarão com a presença de um especialista em células estaminais do laboratório da Crioestaminal, o único com acreditação internacional pela Associação de Bancos de Sangue (AABB).

As sessões online das Conversas com Barriguinhas realizam-se todas as semanas e têm como objetivo ajudar as grávidas portuguesas a preparar a chegada do seu bebé, a partir do conforto da sua casa.

 

Dados DGS
Desde dia 1 de setembro, já foram administradas mais de 2,5 milhões de vacinas contra a gripe.

Das cerca de 2,5 milhões de vacinas contabilizadas até ao final do dia de ontem, 12 de janeiro, cerca de 483 mil foram administradas em farmácias.

Segundo os dados disponíveis, nos últimos meses foram vacinados contra a gripe cerca de 1.765.600 utentes com idade igual ou superior a 65 anos, aproximadamente 188 mil em farmácias. 

A Direção-Geral da Saúde recorda que a vacinação é a melhor forma de proteção contra a doença grave, internamentos e morte. Reforça, assim, o apelo para que as pessoas, com mais de 60 anos, que ainda não estão vacinadas efetuem o agendamento em https://covid19.min-saude.pt/pedido de-agendamento.

 

SIM conta com 299 profissionais
O Serviço de Imagem Médica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) acaba de ser certificado pela DGS, através da...

Para o diretor do Serviço de Imagem Médica (SIM), Paulo Donato, “a atribuição desta certificação resulta de um longo processo de melhoramentos introduzidos no Serviço e marca o início de uma nova fase com a responsabilidade de melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados.”

O Serviço de Imagem Médica do CHUC, como dá conta o seu diretor, “tem uma atividade verdadeiramente global na radiologia, com uma resposta cada vez mais diferenciadora, muito fruto do trabalho conjunto entre as várias especialidades médicas e cirúrgicas. O Serviço tem incorporado todas as novas técnicas de radiologia e radiologia de intervenção, tendo como objetivo principal a melhor assistência ao doente, o que tem sido alcançado e agora reconhecido com a certificação atribuída.”

O SIM é um serviço hospitalar universitário com fortes componentes assistenciais (dispondo de 12 ecógrafos, 14 salas de radiologia, 7 tomografias computorizadas, 3 Ressonâncias Magnéticas, 2 angiógrafos e 2 mamógrafos) e de ensino, acolhendo atualmente três disciplinas no Mestrado Integrado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, a Radiologia (obrigatória) e as opcionais de Ecografia e Radiologia de Intervenção.

A atividade do serviço desenvolve-se, assim, em múltiplas áreas e vertentes, com presença física assegurada de forma contínua (24 horas por dia, 365 dias por ano) no Serviço de Urgência, atualmente única no país, que passa também pela resposta permanente da Radiologia Pediátrica, da Radiologia de Intervenção e da Neurorradiologia de Intervenção, em associação com a investigação clínica produzida e plasmada através de múltiplas publicações científicas.

A resposta assistencial é dada por 299 profissionais: 53 médicos especialistas (34 radiologistas e 18 neurorradiologistas), 16 médicos internos de radiologia e 5 de neurorradiologia, 95 técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, 28 enfermeiros, 22 assistentes técnicos e 80 assistentes operacionais.

Recorde-se que o atual serviço de Imagem Médica do CHUC resulta da fusão, em 2013, do Serviço de Radiologia dos Hospitais da Universidade Coimbra, que incorporava a unidade funcional de Neurorradiologia, e dos Serviços de Radiologia e Neurorradiologia do Centro Hospitalar de Coimbra. Funciona de forma contínua em três pólos distantes entre si (HUC, Hospital Geral e Hospital Pediátrico).

 

Terceira segunda-feira de janeiro considerada “a mais depressiva do ano”
Sorrir tem múltiplos benefícios, particularmente na terceira segunda-feira de janeiro.

Apesar da validade científica ser questionável, a Blue Monday ficou popularmente conhecida. A nossa mente é poderosa, e não há nada melhor para combater este dia triste, do que sorrir e cuidar do sorriso e dos dentes. Um sorriso cuidado não tem apenas benefícios estéticos, este ajuda também a preservar a nossa saúde em geral.

De acordo com Isabel Flores Allen, médica dentista pós-graduada em Ortodontia, “se os olhos são o espelho da alma, o sorriso é a janela. Quando temos 30 segundos para criar uma boa primeira impressão um sorriso bonito é muito importante.”

Mas qual é de facto a importância do sorriso? Segundo um estudo publicado no Journal Psychological Science, as pessoas que sorriem mais, têm uma melhor resposta em situações de stress. Ficou igualmente demonstrado que sorrir reduz a frequência cardíaca em situações stressantes.1 Um outro estudo, demonstrou que ao sorrir estamos a estimular a produção de beta-endorfinas. Ao mudar as nossas expressões faciais para que se assemelhem a um sorriso, este tem o poder de mudar os nossos sentimentos e fazer com que se torne num verdadeiro sorriso.2

Esmeralda Herrero Vicent, médica dentista e especialista em odontopediatria explica que “tudo começa na boca, por isso é importante que os pacientes percebam que mais do que cuidar dos dentes, estão a cuidar da sua saúde em geral. Um bom tratamento é aquele que tem uma abordagem holística.” Acrescenta ainda que “com o tratamento ortodôntico aligners transparentes podemos desenvolver o equilíbrio da estrutura do aparelho mastigatório, recuperar a sua correta função e eliminar os sintomas que advêm do seu mau funcionamento.”

Juan Manuel Frade, Diretor geral da Align Technology de Portugal e Espanha destaca que “segundo os especialistas, o sorriso tem inúmeros benefícios para a nossa saúde mental e para a nossa autoestima. Por isso, é importante que não seja negligenciado. Hoje em dia as opções de tratamentos ortodônticos como os aligners transparentes são mais estéticas e discretas, do que os tradicionais brackets, além de que o tratamento é menos doloroso. Trata-se de um sistema utilizado pelos dentistas e ortodontistas que pode transformar sorrisos e mudar vidas”.

Isabel Flores Allen conclui que “consultar um dentista é sempre importante para perceber qual é o tratamento mais adequado e adaptado às necessidades individuais que melhorem e mantenham o sorriso e a boca”.

Referências:

1. Kraft, Tara & Pressman, Sarah. (2012). Grin and Bear It: The Influence of Manipulated Facial Expression on the Stress Response. Psychological science. 23. 10.1177/0956797612445312.  https://www.researchgate.net/publication/231211974_Grin_and_Bear_It_The_Influence_of_Manipulated_Facial_Expression_on_the_Stress_Response

2. Sel, A., Calvo-Merino, B., Tuettenberg, S., & Forster, B. (2015). When you smile, the world smiles at you: ERP evidence for self-expression effects on face processing. Social cognitive and affective neuroscience, 10(10), 1316–1322. https://doi.org/10.1093/scan/nsv009

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Biofarmacêutica apresenta dados da terceira dose
Os resultados preliminares de um estudo em curso sugerem que uma terceira dose de reforço da vacina COVID-19 da AstraZeneca,...

"Dada a urgência contínua da pandemia e a crescente resposta imunitária da Vaxzevria à variante Ómicron, continuaremos a progredir nas submissões regulamentares em todo o mundo para a sua utilização como dose de reforço", comentou Mene Pangalos, vice-presidente executiva de I&D da AstraZeneca.

Dados de laboratório promissores 

No mês passado, a AstraZeneca relatou resultados laboratoriais que indicam que um reforço da Vaxzevria aumentou significativamente os anticorpos contra a Ómicron, com níveis de anticorpos neutralizantes um mês após uma terceira dose "amplamente semelhante" às observadas após duas doses contra a Delta. O mais recente estudo, apelidado de D7220C00001, está a investigar tanto a Vaxzevria como a AZD2816, uma vacina desenvolvida para a prevenção do COVID-19 causada pela variante Beta da SARS-CoV-2.

A AstraZeneca indicou que os dados da imunogenicidade para a análise preliminar eram de amostras colhidas 28 dias após a vacinação com terceira dose. A análise incluiu 700 pessoas que foram totalmente vacinadas com duas doses de Vaxzevria e 600 que tinham recebido uma vacina à base de mRNA, antes de receberem uma terceira injeção com Vaxzevria ou AZD2816, pelo menos três meses após a sua última injeção.

Os resultados mostraram que, juntamente com a atividade contra a Ómicron, uma dose de reforço de Vaxzevria aumentou a resposta imune às variantes Beta, Delta, Alpha e Gama. Os resultados também mostraram que a vacina da AstraZeneca continuou a ser geralmente bem tolerada.

 

Interação nem sempre é pacífica
Com a idade, surgem mais condições crónicas de saúde.

No entanto, com o passar dos anos, as prateleiras de lojas especializadas receberam centenas de suplementos fitoterápicos e outros intensificadores nutricionais que prometem beneficiar a saúde e as funções física e mental.

A palavra usada por muitos para descrever a ingestão de diversos medicamentos com e sem prescrição e suplementos dietéticos e fitoterápicos é “Polifarmácia”. Embora ela abrigue muitas definições, a mais ampla é o uso simultâneo de vários medicamentos ou suplementos para tratar uma ou mais condições médicas de um paciente.

O problema é que, com a idade, as pessoas adquirem mais problemas de saúde. E com esses problemas são necessários cada vez mais médicos. A menos que os pacientes garantam que cada médico recebe uma lista atualizada de medicamentos e suplementos, é possível que eles não saibam com precisão o que os pacientes tomam ou não os informem sobre os riscos relacionados a esses medicamentos e suplementos. À medida que as pessoas tomam mais e mais medicamentos e suplementos, aumentam as chances de interação.

Por exemplo, considere uma paciente que recebeu uma prescrição de estatina para reduzir o colesterol. No entanto, após ver um anúncio que promove o arroz vermelho fermentado como sendo bom para controlar o colesterol, ela começou a tomá-lo. O arroz vermelho fermentado naturalmente contém a lovastatina, uma estatina natural. Sem perceber, essa paciente começou a duplicar a dose de atorvastatina já prescrita pelo médico. Ela começou a sentir cãibras nas pernas, dores musculares e a ter resultados com valores elevados em exames de função hepática devido a essa interação.

Embora seja importante conversar com o médico e com o farmacêutico sobre o que toma, para evitar o excesso de medicamentos, também é importante evitar deficiências.

Considere pacientes vegetarianos ou veganos que recentemente foram diagnosticados com Diabetes tipo 2. Frequentemente, essas pessoas tomam um suplemento de vitamina B12 porque não comem carne. No entanto, a terapia padrão para um diabético tipo 2 é um medicamento conhecido como metformina, que pode esgotar os níveis de vitamina B12 em alguns pacientes. Portanto, a partir do momento que começaram a tomar metformina, essas pessoas precisam de uma dose ainda maior do suplemento desta vitamina. Para complicar, se elas já estavam a tomar ou a começar a tomar medicamentos para a redução de refluxo e úlcera como o Omeprazol, que diminui a produção do ácido estomacal, a deficiência da vitamina B12 pode piorar ainda mais, já que ela depende do ácido gástrico para absorção.

Há outros exemplos de interações entre suplementos e medicamentos. Por exemplo, a ingestão de cálcio com um suplemento de vitamina D para osteoporose e um multivitamínico contendo vitamina D pode aumentar o cálcio na urina o suficiente para aumentar o risco de formação de cálculos renais. Tomar um analgésico narcótico para dores agudas ou crónicas quando já está a tomar um ansiolítico como o alprazolam pode resultar em perda de consciência. Isso piora ainda mais com a ingestão de bebidas alcoólicas.

Os Suplementos fitoterápicos podem representar riscos para pacientes com polifarmácia, pois também podem afetar a metabolização de medicamentos ou suplementos. O resveratrol, encontrado na casca da uva, costuma ser ingerido como um suplemento antioxidante. Algumas evidências sugerem que ele pode retardar a metabolização de certos medicamentos comuns e causar efeitos colaterais. O Ginkgo biloba, que é usado para memória, pode ter um efeito antiplaquetário, aumentando o risco de sangramento grave em pacientes que já tomam anticoagulantes como varfarina ou apixabana.

Ao tomar vários medicamentos com ou sem prescrição e suplementos, avalie-os pelo menos uma vez por ano. Procurar uma farmácia especializada ou um farmacêutico especializado em polifarmácia é ideal, pois esse profissional pode identificar possíveis interações ou reações adversas a medicamentos causadas pelos vários componentes e pode trabalhar em parceria seu médico para evitar problemas futuros. Além disso, converse com o farmacêutico sempre que receber a prescrição para um novo medicamento, para que você possa avaliar as prescrições e suplementos atuais para identificar quaisquer possíveis preocupações. 

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo PNPAS
Portugal apresenta um elevado grau de implementação de políticas públicas para a promoção da alimentação saudável. Esta é uma...

De acordo com os resultados deste estudo sobre o grau de implementação de políticas públicas para a promoção da alimentação saudável, Portugal obteve em 77% dos indicadores incluídos nesta análise um grau de implementação moderado ou elevado (56% grau de implementação moderado e 21% grau de implementação elevado).

O estudo foi realizado em vários países europeus, nomeadamente na Eslovénia, Estónia, Espanha, Finlândia e Itália e comparativamente com estes países Portugal destaca-se pela positiva na aplicação de políticas que contribuem para hábitos de alimentação mais saudáveis.

Em Portugal, foram identificadas diversas medidas que são internacionalmente consideradas boas práticas, entre as quais medidas que promovem a reformulação dos produtos alimentares, medidas para regular a publicidade alimentar dirigida a crianças, medidas relacionadas com as políticas de preços, medidas que visam regular a oferta alimentar em diferentes espaços públicos.

De salientar, ainda, a existência de programas nacionais específicos para a área da alimentação e da nutrição e de sistemas de monitorização dos ambientes alimentares, bem como a existência de mecanismos que promovem uma abordagem de intervenção intersectorial.

 

Opinião
Antes de qualquer doença mental, é necessário entender que existe um ser humano com sentimentos, med

Importa agora perceber e entender o que é e em que consiste a Psicomotricidade.

A Psicomotricidade é o campo transdisciplinar que estuda o ser humano através do seu corpo em movimento, na relação entre o psiquismo e a motricidade. A Psicomotricidade baseia-se numa conceção de interações cognitivas, sensório-motoras e psíquicas, na compreensão das capacidades de ser e de expressar-se, a partir do movimento, num contexto psicossocial.

Sendo que desenvolvo a minha prática profissional numa Unidade de Cuidados Continuados Integrados – Saúde Mental – na Infância e Adolescência, aqui, a terapia psicomotora apresenta um cariz preventivo e terapêutico. O corpo e o movimento como forma de expressão, facilita a comunicação social dos jovens com doenças mentais, pois estes conseguem organizar-se internamente, experienciar emoções e expressar ideias, aumentando, assim, a sua autoconfiança e a sua autoestima. Para além disto, a psicomotricidade como forma terapêutica, auxilia na organização do sujeito, para ele perceber-se como ser pensante, com deveres e direitos sociais, na comunicação e expressão do mesmo perante o mundo, na expressão dos seus medos, angústias e dúvidas, fortalecendo a identidade do sujeito, voltando a pertencer e a fazer parte de uma sociedade.

Em concomitância com o trabalho desenvolvido pela equipa multidisciplinar da RECOVERY IPSS, a Psicomotricidade é, então, uma importante aliada à saúde mental. A Psicomotricidade oferece a possibilidade de intervir ao nível do desenvolvimento da capacidade de sentir e pensar o corpo. Permite a atribuição de significado emocional a um sintoma físico e atua sobre as suas causas.

 

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Enquanto o vírus circular podem surgir novas variantes
Bruce Aylward, conselheiro sénior da Organização Mundial de Saúde (OMS), não acredita que a variante Ómicron seja a última do...

"A Ómicron provavelmente não será a última variante da Covid-19. Ainda não sabemos, mas quanto mais o vírus circula, mais hipóteses existem de surgir uma nova variante mais mortífera", alertou em conferência de imprensa, esta quarta-feira.

No mesmo sentido, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, recordou que na semana passada foram reportados mais de 15 milhões de novos casos de Covid-19 em todo o mundo, "o maior número de casos registados numa única semana". "E sabemos que isto é uma subavaliação", disse.

No entanto, detalhou que o número de mortes semanais registadas "mantém-se estável desde outubro do ano passado, com uma média de 48.000 mortes semanais". "Embora o número de doentes hospitalizados esteja a aumentar na maioria dos países, não está ao nível das ondas anteriores", disse.

Na sua opinião, esta situação deve-se "possivelmente" à menor gravidade da variante Ómicron e à imunidade generalizada da vacinação ou da infeção anterior. Em todo o caso, enviou uma mensagem de prudência à população: "Embora a Ómicron cause uma doença menos grave do que a variante Delta, continua a ser um vírus perigoso, especialmente para aqueles que não estão vacinados. Quase 50.000 mortes por semana são mais 50.000 mortes. Aprender a viver com este vírus não significa que podemos, ou devemos, aceitar este número de mortes."

Sobre a previsão de que 50% dos europeus serão infetados com a Ómicron nos próximos dois meses, a epidemiologista principal da OMS, Maria van Kerkhove, salientou que existem "as ferramentas para planear e impedir que seja cumprida". "Pedimos a todos que nos ajudem a reduzir a transmissão", acrescentou.

Gastrenterologia
O intestino tem milhões de neurónios que podem funcionar de forma independente e que estão em consta

O intestino é também habitado por milhões de bactérias que podem influenciar a saúde no geral e a saúde do cérebro, podendo afetar a capacidade cognitiva e emocional. O stress está associado a mudanças nas bactérias intestinais que, por sua vez, podem influenciar o humor. Assim, os nervos e bactérias do intestino influenciam o cérebro e vice-versa.

O stress na infância pode alterar o desenvolvimento do sistema nervoso e a forma como o corpo reage ao stress. Essas mudanças podem aumentar o risco de doenças ou disfunções intestinais.

Esófago

Em situações de stress, as pessoas podem ter a tendência de comer em excesso ou perder o apetite, ingerir alimentos diferentes do habitual ou abusar no uso de álcool ou tabaco, o que pode resultar em azia ou refluxo. Stress ou exaustão podem também aumentar a gravidade da dor de azia que ocorre regularmente. Uma situação pontual de espasmos no esófago pode ser desencadeada por stress intenso e pode ser facilmente confundido com um ataque cardíaco. O stress pode também dificultar a deglutição dos alimentos ou aumentar a quantidade de ar engolida, o que aumenta os arrotos, gases e inchaço.

Estômago

O stress pode fazer com que a dor, o inchaço, a náusea e outros desconfortos estomacais sejam sentidos com mais facilidade. Pode ocorrer vómito se o stress for suficientemente grave. Além disso, o stress pode causar um aumento ou diminuição desnecessária do apetite. As dietas não saudáveis podem, por sua vez, deteriorar o humor da pessoa.

Ao contrário da crença popular, o stress não aumenta a produção de ácido no estômago, nem causa úlceras estomacais, que são geralmente causados por uma infeção bacteriana.

Intestino

O stress pode fazer com que a dor, o inchaço ou o desconforto sejam sentidos com mais facilidade nos intestinos. Pode também afetar a rapidez com que os alimentos se movem pelo corpo, o que pode causar diarreia ou constipação. Além disso, o stress pode induzir espasmos musculares no intestino, que podem ser dolorosos.

O stress pode afetar a digestão e os nutrientes que são absorvidos pelos intestinos. A flatulência relacionada à absorção de nutrientes pode aumentar. Os intestinos têm uma barreira rígida para proteger o corpo da maioria das bactérias relacionadas aos alimentos. O stress pode enfraquecer a barreira intestinal e permitir que as bactérias intestinais entrem no corpo. Embora muitas dessas bactérias sejam facilmente tratadas pelo sistema imunológico, a constante baixa necessidade de ação inflamatória pode levar a sintomas crónicos leves.

O stress afeta especialmente pessoas com doenças intestinais crónicas, como a doença inflamatória intestinal ou a síndrome do intestino irritável. Isso pode ser devido aos nervos intestinais serem mais sensíveis, mudanças no microbioma intestinal, mudanças na rapidez com que os alimentos se movem pelo intestino e/ou mudanças nas respostas imunológicas intestinais.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
As cores são objeto de estudo da ciência há várias centenas de anos
Segundo o cientista Fabiano de Abreu, as cores influenciam até os comportamentos dos indivíduos.

O facto de a cor vermelha estar em placas de trânsito como “pare” não é à toa: de acordo com o cientista luso-brasileiro Fabiano de Abreu, as cores exercem influência comportamental nos indivíduos. No artigo “Neuroanatomia das Cores”, o investigador explica que a perceção das tonalidades decorre de uma interação entre ondas, olhos e o cérebro humano. 

Há várias centenas de anos, as cores são objeto de estudo da ciência: “muitos cientistas como Isaac Newton, Goethe e da Vinci buscaram entender o processo de formação das cores, fazendo vários testes com elas”, explica o PhD, neurocientista e biólogo Fabiano de Abreu. Todos esses estudos foram responsáveis pela ampliação de um campo denominado “teoria das cores”, essencial até os dias de hoje para publicitários, arquitetos, designers e todos os profissionais que trabalham com cores no seu dia a dia. 

Goethe também pesquisou sobre os fatores psicológicos que as cores causam. Eis o motivo da placa “pare” ser vermelha, porque de acordo com os estudos feitos por ele, essa cor transmite urgência e velocidade. 

O cientista contextualiza que atualmente toda a indústria sabe a enorme importância da teoria das cores: “hoje em dia, as cores são amplamente estudadas nas áreas de marketing para a construção da personalidade de uma marca e a forma com que ela irá comunicar com o seu público alvo. Elas são consideradas aliadas no processo de persuasão para o consumo de um determinado serviço ou compra de um produto”, constata Fabiano de Abreu.

Na sua pesquisa, Fabiano de Abreu destaca que muitos estudos mostram ativações subtis em áreas do cérebro durante a perceção de certas tonalidades: “dois exemplos são as alterações neurais relacionadas à captação de ondas dos cones da retina que diferem entre vermelho e verde e as alterações neurais que ocorrem quando o cérebro identifica cores quentes (amarelo, laranja e vermelho) e frias (violeta, azul)”, afirma o pesquisador. 

De acordo com o estudo, ao receber a informação das cores pela luz, os recetores da retina interpretam a cor. Cada tonalidade tem uma frequência: conforme ocorre a mudança de frequência nas ondas de luz, mais de um recetor será acionado e dependendo da velocidade da frequência, ela pode acionar recetores diferentes, das quais cada uma será absorvida de uma forma distinta.  

Com uma experiência acumulada de mais de vinte anos na área da Saúde
Nuno Flora acaba de ser eleito Presidente da ADIFA – Associação de Distribuidores Farmacêuticos, entidade que representa as...

O novo Presidente da ADIFA inicia funções já este mês de janeiro e aponta a sua intervenção no sentido de “reafirmar as prioridades de atuação da associação, principalmente no reconhecimento da Distribuição Farmacêutica como serviço de interesse público essencial no nosso país, reforçando o inegável valor para a sociedade dos distribuidores farmacêuticos na promoção da Saúde Pública”.

Num momento em que importantes e novos desafios continuam a colocar-se à Saúde em Portugal, Nuno Flora destaca que, enquanto Presidente da ADIFA, tudo fará “para assegurar que a Distribuição Farmacêutica de Serviço Completo tem condições para dar uma resposta adequada, atempada e contínua às necessidades de abastecimento das farmácias, de forma a que todos os cidadãos tenham acesso às mais variadas tecnologias de saúde, de norte a sul do país e ilhas”.

Com uma experiência acumulada de mais de vinte anos na área da Saúde e formação na área de Comunicação e Gestão, com MBA pela AESE Business School, o novo Presidente da ADIFA pretende também ver estabelecidas “medidas concretas que viabilizem a sustentabilidade económico-financeira da atividade, ao mesmo tempo que mantém o compromisso do setor em continuar a contribuir para a acessibilidade ao medicamento e coesão territorial.

Nuno Flora exercia anteriormente o cargo de Secretário-Geral da Associação Nacional das Farmácias (ANF) onde participou em diversos processos negociais com o Ministério da Saúde, que resultaram na implementação de serviços de saúde nas farmácias, incentivos para o crescimento do mercado de medicamentos genéricos, dispensa de medicamentos antirretrovirais e oncológicos nas farmácias e de utilização racional do medicamento.

Esteve também envolvido na concretização de diversas iniciativas com forte impacto para as farmácias e para as pessoas, das quais se destacam o projeto inovador ‘Abem: Rede Solidária do Medicamento’, que permite o acesso a medicação a pessoas carenciadas através do envolvimento de farmácias e entidades sociais, e a Linha Nacional 1400 - Linha de Assistência Farmacêutica às Populações, que visa prestar apoio a quem precisa de se deslocar a uma farmácia ou receber medicamentos e outros serviços ao domicílio.

Mais recentemente, esteve à frente do Gabinete de Crise COVID-19 da ANF para implementar a reestruturação organizacional e de serviços, assim como definir a estratégia de atuação das Farmácias face à situação de pandemia.

17 de janeiro
A equipa de Enfermagem do Serviço de Neonatologia do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) está a organizar uma...

“A admissão num Serviço de Neonatologia apresenta-se como um potencial evento traumático para os recém-nascidos e suas famílias, pela desorganização da dinâmica familiar que acarreta e pelo impacto significativo na construção do papel parental”, explica Sónia Semião, enfermeira-chefe especialista em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria e coordenadora do Ciclo de Reuniões Científicas. 

E acrescenta: “Com este webinar pretende-se sensibilizar os profissionais de saúde que prestam cuidados em Serviços de Neonatologia para as estratégias de intervenção capazes de atenuar e/ou mitigar os efeitos do trauma vivido pelas famílias”. 

A reunião científica conta com a participação da Psicóloga Joana Baptista (PhD, ISCTE-IUL) e da Enfermeira Mary Couhglin (MSc, Caring Essentials Collaborative) e será moderada pela enfermeira Inês Henriques (MSc Stud) do serviço de neonatologia do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca. 

A participação nestas Reuniões Científicas é gratuita, mas está sujeita a inscrição através do seguinte link:  https://forms.office.com/r/WKXmMFRSQQ

Esta iniciativa integra-se no ciclo de Reuniões Científicas subordinadas ao tema “Pensar em Neonatologia: Da complexidade à essência dos cuidados…”, cujo objetivo é promover a partilha de experiências e a divulgação da evidência científica mais relevante na área da Neonatologia.  

 

Acordo reforça a nova plataforma de terapia celular e genética da Bayer
A Bayer AG e a Mammoth Biosciences, Inc., que está a aproveitar a diversidade da natureza para potenciar produtos CRISPR de...

A tecnologia inovadora de edição genética da Mammoth Biosciences é uma importante tecnologia catalisadora, bem como uma modalidade terapêutica independente. Esta tecnologia intensificará significativamente os esforços da Bayer para o rápido desenvolvimento de terapias transformadoras para os doentes e reforçará a nova plataforma de terapia genética e celular recentemente estabelecida pela empresa. Nos termos do acordo, as duas empresas iniciarão a sua colaboração com um foco nas doenças específicas do fígado.

“A associação dos novos sistemas CRISPR da Mammoth à nossa amplificação de genes existente e às nossas plataformas de células estaminais pluripotentes induzidas (CEPi) permitir-nos-á maximizar todo o potencial da nossa estratégia de terapia celular e genética”, afirmou Stefan Oelrich, Membro do Conselho de Administração da Bayer AG e Presidente da Divisão Farmacêutica da Bayer. “A parceria com a equipa científica pioneira da Mammoth é um pilar fundamental para que a nossa empresa possa melhorar a vida dos doentes que sofrem de problemas atualmente ainda difíceis de tratar.”

“Estamos entusiasmados por trabalhar em parceria com a Bayer, aproveitando o salto tecnológico dos nossos novos sistemas CRISPR em conjunto com a experiência de sucesso da Bayer no desenvolvimento de medicamentos”, referiu o Dr. Peter Nell, Diretor de Negócios e responsável pela estratégia terapêutica da Mammoth. “Este esforço conjunto poderá beneficiar os doentes, através do desenvolvimento de estratégias baseadas em CRISPR para a prática clínica com a urgência apropriada, garantindo simultaneamente a excelência científica e a segurança.”

As terapias celulares e genéticas são o próximo passo evolutivo no desenvolvimento de medicamentos. Sendo dirigidas à causa mais profunda das doenças, estas terapias podem revertê-las de forma permanente com um único tratamento. A edição genética serve como um importante fator que viabiliza terapias celulares quando usada fora de um organismo vivo (ex vivo) e permite uma terapêutica dirigida para um vasto conjunto de doenças genéticas com necessidades médicas não satisfeitas quando usada dentro de um organismo vivo (in vivo).

O conjunto de enzimas Cas ultrapequenas exclusivo da Mammoth Biosciences, incluindo a Cas14 e a Casɸ, permite que a edição genética alargada de elevada fiabilidade possa ser combinada com uma administração sistémica direcionada. Ao abrigo do acordo, a Bayer ganha acesso a esta nova tecnologia de edição genética, a qual proporciona o potencial de uma avançada aplicabilidade in vivo graças ao tamanho ultracompacto dos novos sistemas CRISPR.

Nos termos do acordo, a Mammoth Biosciences receberá um pagamento antecipado de 40 milhões de dólares e poderá receber taxas pelo exercício do direito de opção, bem como potenciais pagamentos futuros superiores a mil milhões de dólares após a concretização bem-sucedida de determinados objetivos de investigação e desenvolvimento, bem como de objetivos comerciais, em cinco indicações in vivo predefinidas, tendo como foco inicial doenças específicas do fígado. Além disso, a Bayer assegurará financiamento para investigação e o pagamento escalonado de royalties que poderá ascender a dois dígitos percentuais das vendas líquidas. As empresas também estão a investigar projetos ex vivo de forma não exclusiva.

Workshop
A 12 de janeiro, reguladores de todo o mundo discutiram a resposta regulamentar global à variante Covid-19 Ómicron durante um...

Congratulando-se com os participantes dos 24 membros e 13 membros associados e peritos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Comissão Europeia, Emer Cooke, Diretora Executiva da EMA e presidente da ICMRA, afirmou: "Hoje não se trata apenas da resposta regulatória à Ómicron, mas também de preparar o cenário para uma discussão mais estratégica sobre que tipos de vacinas podem ser necessárias a longo prazo para gerir adequadamente a COVID-19. Estas decisões não são só para os reguladores. É necessária colaboração em todos os intervenientes neste espaço, incluindo decisores de saúde pública a nível nacional, regional e global. Neste contexto, temos de sublinhar a importância da colaboração com a OMS para tomar uma decisão sobre atualizações de tensão".

Embora a maioria dos dados disponíveis sugira que as vacinas aprovadas estão a perder eficácia na proteção contra infeções e doenças leves, continuam a fornecer uma elevada proteção contra as pessoas que desenvolvem doenças graves e a necessidade de hospitalização ligada à variante Ómicron.

Quando se analisam os requisitos regulamentares para qualquer vacina variante, houve um amplo consenso quanto à necessidade de dados clínicos para a aprovação de uma nova vacina atualizada.

O workshop foi copresidido por Peter Marks, Diretor do Centro de Avaliação e Investigação biológica (CBER) da FDA dos EUA, e Marco Cavaleri, Chefe da Estratégia de Ameaças e Vacinas biológicas na EMA, e reguladores da África do Sul e Israel partilharam as suas experiências. Foi o terceiro de uma série de workshops sobre o desenvolvimento de vacinas COVID-19 e variantes de vírus realizadas pela ICMRA em 2021. Estes workshops sublinham o poder da liderança da ICMRA em alcançar o alinhamento entre os reguladores para acelerar e agilizar o desenvolvimento global e autorizar vacinas COVID-19 novas ou modificadas contra as variantes emergentes do coronavírus. Mais detalhes sobre as discussões e os resultados da reunião serão partilhados nos próximos dias.

 

Resultados de estudo da Universidade
O coronavírus perde 90% da sua capacidade de infetar no ar em 20 minutos após ser expulso, e a maior parte da perda de...

O estudo, realizado pelo Aerosol Research Centre da Universidade de Bristol, no Reino Unido, sublinha a importância do distanciamento social e da máscara como métodos mais eficazes de redução da transmissão e minimiza a ventilação. "Concentrámo-nos em espaços mal ventilados a pensar que a transmissão aérea ocorreu numa sala com mais de vários metros", explica o diretor do centro ao The Guardian: "Não estou a dizer que isso não aconteça, mas o maior risco de exposição é a proximidade".

"Quando nos afastamos, não só o aerossol dilui, como o vírus perde a infecciosidade ao longo do tempo", diz. Investigadores da Universidade de Bristol conceberam um dispositivo que lhes permitiu gerar partículas infetadas com coronavírus e fazê-las levitar entre dois anéis elétricos, entre cinco segundos e 20 minutos, com controlo rigoroso da temperatura, humidade e radiação ultravioleta para simular o que acontece ao aerossol após a exalação.

As conclusões do estudo, que ainda não foi revisto pelos pares, sugerem que depois de deixar as condições húmidas e ricas em CO2 dos pulmões, as gotículas secam e o seu pH aumenta rapidamente, fatores que retardam a capacidade do vírus de infetar as células humanas.

Com uma humidade inferior a 50%, por exemplo, num escritório, o vírus perde metade da sua capacidade de infetar em apenas cinco segundos, e depois continua a diminuir, mais lentamente. Em condições de humidade mais elevada, por exemplo, após o banho, as partículas permanecem infeciosas após cinco minutos. A temperatura do ar, por outro lado, não afetou a infecciosidade.

 

Novos dados
A Pfizer apresentou na quarta-feira resultados positivos para um estudo da Fase III que avalia a coadministração da sua vacina...

O estudo, que teve início em maio do ano passado, inscreveu 570 adultos com 65 ou mais anos que foram recrutados a partir do ensaio de fase III de avaliação da Comirnaty. A Pfizer observou que antes de entrarem no estudo de coadministração, os participantes tinham recebido a segunda dose da Comirnaty pelo menos seis meses antes.

De acordo com os resultados de primeira linha, as respostas provocadas pela Prevnar 20 para todos os 20 serótipos eram semelhantes, independentemente de a vacina ter sido administrada com placebo ou juntamente com uma dose de Comirnaty. O mesmo aconteceu com as respostas provocadas por uma dose de Comirnaty, quando dada com um placebo ou coadministrada com a vacina pneumocócica. A Pfizer disse que a coadministração da Prevnar 20 com a Comirnaty "geralmente refletia" o perfil de segurança visto com um reforço da vacina do coronavírus. A Pfizer diz que procurará apresentar e publicar resultados detalhados do julgamento numa data futura.

A Pfizer é parceira da Comirnaty com a BioNTech. Entretanto, a Pfizer obteve a aprovação dos EUA para a Prevnar 20 no ano passado para prevenir doenças invasoras e pneumonia causada por 20 serótipos de streptococcus pneumoniae em adultos, e recentemente obteve um parecer positivo para a mesma indicação por um painel da Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Segundo a Pfizer, os estudos fundamentais da vacina conjugada pneumocócica devem ser lidos no segundo semestre de 2022 e, se for positivo, constituirão a base de submissões regulamentares nos EUA e na Europa ainda este ano.

Saber+2.0: Webinar Osteoporose - um problema multiprofissional
O primeiro webinar de 2022 organizado pela Secção Regional do Centro (SRCentro) da Ordem dos Enfermeiros (OE) será sobre a...

Saber+2.0: Webinar Osteoporose - um problema multiprofissional irá decorrer na próxima terça-feira, dia 18 de janeiro, das 21h às 23h, através da plataforma online Cisco Webex. Esta sessão tem como intuito combater flagelos "invisíveis", através do convite a outros profissionais de saúde (que não enfermeiros) para participarem, criando pontes entre as profissões, ao invés de silos.

Descrever o impacto global da Osteoporose, nomeadamente patologia, prevalência, consequências, principais tratamentos farmacológicos e não-farmacológicos; refletir sobre a importância da colaboração multiprofissional para debelar o problema em todas suas fases de prevenção; e enunciar estratégias inovadoras para mudar o futuro, tanto no tratamento da doença, como no acompanhamento do doente (Consultas de Fraturas de Fragilidade) são os objetivos deste webinar.

José Pereira da Silva, Diretor do Serviço de Reumatologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e Professor Catedrático de Reumatologia na Universidade de Coimbra (UC), será palestrante neste evento online, moderado e comentado por Ricardo Ferreira, Chair do Comité de Profissionais de Saúde Reumatologia EULAR, Enfermeiro Especialista do Serviço de Reumatologia do CHUC e Coordenador da Estrutura para a Estrutura de Qualidade, Investigação, Inovação e Promoção da Saúde (EQuiPS), da SRCentro.

Este Webinar é aberto a todos os enfermeiros e irá atribuir 0,35 Créditos de Desenvolvimento Profissional, sendo a inscrição gratuita, mas obrigatória no Balcão Único AQUI.

 

Ação de testagem decorre até ao dia 21 de janeiro
O Instituto da Segurança Social (ISS) está a promover a testagem em massa a todos os trabalhadores de creches, pré-escolar,...

A medida vai abranger 35 mil pessoas em todo o País e pretende evitar surtos nos estabelecimentos de ensino dedicados à infância.

«Com o trabalho de proximidade desenvolvido junto das populações, a Associação Nacional das Farmácias será um parceiro privilegiado para assegurar a testagem destes profissionais de uma forma ágil, rápida e em todo o país», afirma Catarina Marcelino, vice-presidente do Instituto da Segurança Social.

Da parte da Associação Nacional das Farmácias (ANF), Ema Paulino confirmou a satisfação das farmácias em participar num «processo de testagem diligente e cómodo» para estes trabalhadores. Para a presidente da ANF, «a capacidade de testagem das farmácias, a capilaridade da rede e a proximidade à comunidade são o valor que as farmácias trazem ao sucesso de um programa de testagem que se quer nacional e flexível».

O protocolo de colaboração assinado entre o ISS e a ANF garante que as farmácias aderentes à convenção com o Serviço Nacional de Saúde participem no serviço de TRAg COVID-19 junto dos trabalhadores das creches e pré-escolar, amas e centros de atividade de tempos livres, em todo o território nacional.

A ação de testagem decorre até ao dia 21 de janeiro.

 

 

 

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