Orientações
Segundo a Direção-Geral da Saúde o risco de transmissão do novo coronavírus pela utilização de ar condicionado em espaços...

Numa atualização às orientações sobre climatização dos espaços, a DGS refere que o risco da utilização de sistemas AVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado) é considerado muito baixo, “desde que se cumpram as regras para uma utilização segura, nomeadamente a sua manutenção, de acordo com as indicações do fabricante, e a renovação do ar dos espaços fechados”, lê-se no documento agora divulgado. 

A DGS afirma que à semelhança da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), tem acompanhado de perto a evolução do conhecimento científico desde que foram reportados os primeiros casos de Covid-19.

Recorde-se que a 9 de julho, a OMS emitiu um comunicado sobre as vias de transmissão do SARS-CoV-2, em que reforça que a transmissão do vírus ocorre maioritariamente através de secreções e gotículas e do contacto próximo com pessoas infetadas, não excluindo a possibilidade de transmissão por aerossóis. Posição idêntica partilhada pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças.

A DGS atualiza ainda as orientações relativas a métodos de pagamento, referindo que se verifica que “o risco da utilização de moedas e notas é considerado muito baixo desde que se cumpram as regras de higienização das mãos”.

 

Inserido no Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção da APIC
O Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção (RNCI), um projeto da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular ...

“Criar um subgrupo destinado às CTO (do inglês: chronic total occlusion) no RNCI vai possibilitar uma reflexão profunda sobre o tema e uma aprendizagem de técnicas mais diferenciadas, para podermos ter a mesma taxa de sucesso que temos nas intervenções mais complexas, bem como avaliarmos os nossos resultados”, afirma João Brum da Silveira, presidente da APIC.

E continua: “Por razões diversas, apenas 10 por cento dos doentes com CTO são sujeitos a tratamento percutâneo. A Cardiologia de Intervenção deve mudar a sua atitude e investir no tratamento destas lesões, evitando a referenciação para cirurgia. A evidência atual mostra um impacto positivo no prognóstico dos nossos doentes.”

“Neste momento, o RNCI soma 183 mil doentes e permite-nos ter um conhecimento privilegiado e concreto da atividade em Portugal, monitorizada continuamente; possibilita-nos analisar as tendências clínicas e de intervenção ao longo dos anos; confere-nos a capacidade de investigação científica no nosso país; e permite o benchmark de cada centro e auditorias que induzem acréscimo de qualidade”, afirma Joana Delgado Silva, membro da Comissão Científica do RNCI.

"Enquanto membro da Comissão Científica do RNCI, colaborei na sua reestruturação, que incluiu o desenvolvimento do registo das CTO. Este projeto tem sido um desafio bastante compensador, tendo em conta que nos vai dar acesso a um conhecimento mais alargado acerca dos doentes que fazem angioplastia de CTO em Portugal", conclui Joana Delgado Silva.

Uma CTO é uma situação em que existe uma obstrução total, isto é, de 100 por cento, de uma artéria coronária, não havendo passagem de sangue para a irrigação do músculo cardíaco, com mais de três meses de duração. Estas situações são encontradas em 18 a 20 por cento dos doentes que efetuam cateterismo cardíaco diagnóstico.

 

Em doentes com síndromes mielodisplásicas de maior risco
A associação de Pevonedistat com Azacitidina demonstrou uma duplicação de remissões completas e melhoria dos resultados em...

O estudo de fase 2 Pevonedistat-2001 avaliou Pevonedistat em associação com azacitidina versus azacitidina em monoterapia em doentes com leucemias raras, incluindo as síndromes mielodisplásicas (SMD) de maior risco. Estes resultados mostram a elevada atividade da associação de Pevonedistat + azacitidina, sugerindo uma nova abordagem terapêutica, baseada nos benefícios observados em vários parâmetros clinicamente importantes, incluindo a sobrevivência global, sobrevivência livre de eventos, remissão completa e independência transfusional, com um perfil de segurança semelhante à azacitidina em monoterapia.

O estudo Pevonedistat-2001 foi desenhado como estudo prova de conceito em doentes com SMD de maior risco, leucemia mielomonocítica crónica (LMMC) de alto risco e leucemia mieloide aguda (LMA) com baixa contagem de blastos. Apesar de não ter atingido os dados pré-definidos como estatisticamente significativos para o objectivo principal de sobrevivência global, o tratamento com a associação de Pevonedistat + Azacitidina demonstrou uma sobrevivência numericamente superior quando comparada com a azacitidina em monoterapia e uma tendência para benefício na sobrevivência livre de eventos, definida como morte ou transformação para LMA.

“Estamos muitos optimistas sobre Pevonedistat de acordo com estes resultados do estudo de fase 2, particularmente no subgrupo de doentes com SMD de maior risco pois demonstrou que a combinação de Pevonedistat e azacitidina apresentou benefícios para doentes em vários endpoints, sem preocupações de segurança adicionais. A combinação demonstrou não só uma tendência para um aumento na sobrevivência, mas também que os doentes com SMD de maior risco atingiram taxas de resposta superiores e independência transfusional aumentada”, afirmou Christopher Arendt, Head, Oncology Therapeutic Area Unit, Takeda. “Aguardamos com expectativa os resultados do nosso estudo PANTHER de fase 3, que completou o recrutamento no Outono passado e que irá suportar o registo de Pevonedistat globalmente.”

Não existiam avanços no tratamento para a SMD de maior risco há mais de uma década e as opções de tratamento atuais permitem benefícios limitados. Pevonedistat pode ser a primeira nova opção para estes doentes em uma década.

“É animador olhar para estes resultados encorajadores do ensaio Pevonedistat-2001, em particular na SMD de maior risco, uma forma agressiva de SMD associada a pior prognóstico, diminuição da qualidade de vida e uma alta taxa de transformação para LMA,” afirmou Lionel Adès, MD, PhD, Hôpital Saint-Louis, e investigador principal do estudo Pevonedistat-2001. “A adição de Pevonedistat ao tratamento convencional atual em doentes com SMD de maior risco duplicou a taxa de remissão completa, aumentou a duração da resposta e melhorou os resultados a longo prazo com um perfil de segurança semelhante à azacitidina em monoterapia, o que pode dar resposta a uma necessidade médica ainda não satisfeita das pessoas que vivem com esta doença.”

Sobre o Ensaio Pevonedistat-2001

Pevonedistat-2001 (NCT02610777) é um ensaio clínico de fase 2 global, aleatorizado, controlado, aberto, multicêntrico, desenhado para avaliar a segurança e eficácia de Pevonedistat em combinação com azacitidina versus azacitidina em monoterapia em doentes com SMD ou LMMC de maior risco, ou leucemia mielóide aguda (LMA) com baixa contagem de blastos, considerados inelegíveis para transplante de células estaminais e que não receberam terapêuticas anteriores. Aproximadamente 120 participantes foram recrutados mundialmente. O objetivo principal do estudo foi a sobrevivência global.

Investigação
Resultados preliminares, recentemente publicados na revista científica Annals of Internal Medicine, indicam que as células T...

No artigo, é descrita a evolução de dois doentes com COVID-19 que deram entrada no Hospital Universitário Johns Hopkins, nos EUA, com febre e falta de ar, uma semana após o início dos sintomas. Apesar das várias abordagens terapêuticas utilizadas, ambos os doentes, de 69 e 47 anos de idade, desenvolveram Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda (ARDS), tendo ficado em estado crítico. Sob autorização especial da Food and Drug Administration (FDA), ambos receberam até três doses de células T reguladoras – um tipo de células do sistema imunitário – obtidas a partir de sangue do cordão umbilical e previamente criopreservadas. Nas primeiras 48 horas verificou-se uma melhoria do estado de saúde dos doentes, com a diminuição de marcadores inflamatórios e de citocinas implicadas na lesão pulmonar.

Os autores afirmam que, apesar de reconhecerem que os doentes receberam múltiplas intervenções terapêuticas que podem ter contribuído para a sua recuperação, a relação temporal entre a administração de células T reguladoras e a recuperação dos doentes não pode ser ignorada.

Segundo Bruna Moreira, Investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal, “embora preliminares, os resultados da utilização de células T reguladoras no tratamento de doentes com ARDS decorrente de COVID-19 são promissores e os autores esperam agora testar esta terapia inovadora no âmbito do ensaio clínico multicêntrico e controlado com placebo que está previsto começar até setembro deste ano”.

Nos últimos meses, começaram a surgir evidências de que um pequeno conjunto de medicamentos já existentes pode ter efeito na redução da mortalidade em doentes com COVID-19. Para além de medicamentos, outras abordagens de tratamento, baseadas na administração de células, estão a ser testadas para o tratamento destes doentes. A administração de células estaminais mesenquimais tem vindo a alcançar resultados promissores no tratamento da ARDS, mas outras terapias celulares avançadas estão também a ser avaliadas.

Referências:

Gladstone DE, et al. Regulatory T Cells for Treating Patients With COVID-19 and Acute Respiratory Distress Syndrome: Two Case Reports. Ann Intern Med. 2020;10.7326/L20-0681. doi:10.7326/L20-0681 [online ahead of print].

https://pipelinereview.com/index.php/2020070775231/DNA-RNA-and-Cells/Johns-Hopkins-Reports-Promising-Clinical-Data-in-COVID-19-ARDS-Treated-with-Cellenkos-Cord-Blood-T-Regulatory-Cells.html, acedido a 13 de julho de 2020.

https://www.prnewswire.co.uk/news-releases/cellenkos-r-inc-announces-fda-clearance-to-initiate-phase-1-double-blinded-randomized-placebo-controlled-trial-of-cryopreserved-cord-blood-derived-t-regulatory-cells-ck0802-for-treatment-of-covid-19-associated-acute-respiratory-distress-syn-891362475.html ,acedido a 13 de julho de 2020.

Aconselhamento psicológico
A linha de aconselhamento psicológico do Centro de Contacto SNS 24 atendeu mais de 23 mil chamadas desde o início da pandemia...

“A linha de aconselhamento psicológico recebeu já 23.590 chamadas, entre chamadas de profissionais de saúde e de utentes”, afirmou Marta Temido, no decorrer da conferência de imprensa de atualização de informação sobre a pandemia da covid-19.

Desde o dia 01 de abril que o SNS 24 disponibiliza uma linha de aconselhamento psicológico destinada a profissionais de saúde, proteção civil, forças de segurança e população em geral, tendo em conta a prioridade atribuída à saúde mental neste período.

Marta Temido reforçou, neste encontro, que a Saúde Mental é uma prioridade do Governo, reconhecendo que esta será uma das áreas em que o impacto da covid-19 poderá ser maior a longo prazo.

O Subdiretor-Geral da Saúde, Diogo Cruz, acrescentou que, além de uma prioridade política, a saúde mental é também uma prioridade das autoridades de saúde.

 

Sintomas e tratamento
Causada pelo sobreaquecimento prolongado do corpo, quer seja por exposição prolongada a temperaturas

A insolação ocorre quando o corpo não consegue perder calor com rapidez suficiente em situações de calor extremo. Incapaz de arrefecer, o organismo atinge temperaturas altíssimas provocando quase sempre disfunção de múltiplos sistemas. A verdade é que, a insolação pode danificar, de forma temporária ou permanente, órgãos vitais, como o coração, os pulmões, os rins, o fígado e o cérebro. E quanto mais elevada estiver a temperatura corporal, mais rapidamente surgem complicações que podem conduzir à morte.

Entre os fatores de risco está a idade, uma vez que “a capacidade de regular o calor excessivo depende muito do desempenho eficaz do sistema nervoso central”. Deste modo, crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis.

Outro importante fator de risco é a prática de exercício físico intenso quando as temperaturas estão elevadas.

Por outro lado, a toma de alguns medicamentos, que podem afetar a capacidade de hidratação e de resposta ao calor, e doenças preexistentes como obesidade, diabetes, doença pulmonar ou cardíaca podem condicionar o desenvolvimento de uma insolação.

Sintomas de insolação

Em caso de insolação a temperatura corporal pode situar-se acima doa 40 graus. No entanto há outros sinais a que deve estar atento:

  • Tonturas, sensação de desmaio iminente, fraqueza, má coordenação motora, fadiga, dor de cabeça, visão embaçada, dores musculares, náusea e vómitos, são também sintomas de desidratação por calor.
  • Durante uma insolação a pele se aquece, tornando-se vermelha e às vezes seca. E apesar do calor nem sempre à sinais de transpiração.
  • A frequência cardíaca e a frequência respiratória aumentam. A pulsação é geralmente rápida e a pressão arterial pode estar elevada ou baixa.
  • Agitação, confusão mental, discurso incoerente, irritabilidade, delírio, convulsões e até mesmo coma podem ser sintomas provocados por uma insolação.

O diagnóstico é geralmente evidente e o risco de morte depende não só da idade do doente, de doenças preexistentes, mas quanto mais alta é a temperatura corporal e quando mais tempo passar sem tratamento.

Sem tratamento imediato, estima-se que cerca de 80% das pessoas morrerão. Os 20% que sobrevivem podem ficar com lesões cerebrais ou haver perda de função renal.

O que fazer em caso de insolação?

Perante uma insolação deverá recorrer ao serviço de urgência o mais rapidamente possível. Até lá remova a roupa em excesso e tente arrefecer o corpo da forma que for possível: dê-lhe banho com água fria, use uma esponja embebida com água fria ou aplique gelo (envolvido numa toalha) ou toalhas humedecidas em água fria na testa, pescoço, axilas e virilhas.

Pode utilizar uma ventoinha para ventilar o corpo e tente que ingira líquidos. Mas atenção, estes não podem estar frios, devendo optar pela temperatura ambiente.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Programa “Business as Unusual”
A APAH, Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, lança oficialmente no próximo dia 22 de julho, 4ª feira, a sua...

O programa “Business as Unusual” responde aos desafios atuais de formação dos profissionais de saúde, confrontados que estão com todo um novo contexto de trabalho motivado pela pandemia de COVID-19. A COVID-19 introduziu no Sistema Nacional de Saúde novas exigências, procedimentos e hábitos de trabalho, que intensificaram a utilização de ferramentas digitais. Estas circunstâncias vêm permitir explorar outras formas de organização, liderança e gestão de recursos nas unidades de saúde. Mais do que tudo, estas alterações surgem como oportunidades para promover adaptações proativas e inovações capazes de se tornarem motores de desenvolvimento.

Os últimos meses provaram que um dos segredos do sucesso dos cuidados de saúde reside nos seus profissionais, que têm agora mais um instrumento para consolidarem os seus conhecimentos e experiências. A Academia Digital APAH resulta da diversificação da oferta formativa existente por forma a desenvolver as competências existentes dos profissionais de saúde, de modo a que estes continuem a contribuir para o desenvolvimento de respostas adequadas do sistema de saúde.

Este novo formato proporciona a todos os interessados uma flexibilidade de realização e concretização dos Programas/Cursos disponíveis de acordo com a disponibilidade individual, ou seja, aposta num modelo assíncrono, com todos os cursos estruturados por temas e suportados na partilha de Casos de Estudo e Boas Práticas, que estão alinhados com os 5 domínios de Competências do Global Healthcare Management Competency Directory da International Hospital Federation [IHF], a saber: i. A Saúde e o Sistema de Saúde; ii. Gestão Comunicacional e Relacional; iii. Gestão de Serviços de Saúde; iv. Liderança e v. Responsabilidade Profissional e Social

O Programa “Business As Unusual” é constituído por 3 cursos [1 hora cada], independentes, mas complementares, focados em 3 processos fundamentais para a recuperação após o início da pandemia:

1. Mudança, agora e sempre

2. Equipas, da crise ao pós-crise

3. Novos problemas, novos talentos.

O programa é de acesso universal e gratuito e procura apoiar as equipas e líderes de saúde na implementação e na adoção de novos procedimentos, metodologias e iniciativas, que saibam envolver e mobilizar os profissionais e utentes, na expectativa de que, assim, não só as soluções sejam melhores, mas que a sua implementação seja mais rápida e efetiva. Os interessados podem aceder ao site da APAH em https://apah.pt/ para mais informações.

Consequência da Covid-19
A Comissão Organizadora da Convenção Nacional da Saúde (CNS) reuniu esta semana em resposta à preocupação manifestada por...

A conclusão a que se chegou e o apelo urgente que se faz ao Ministério da Saúde é que seja imediatamente planeado e lançado um programa excecional de recuperação das listas de espera geradas pela COVID-19.

A luta nacional contra a COVID-19 foi da maior importância para mitigar a pandemia, mas não se pode ignorar o impacto tremendo que esta situação gerou em toda a atividade assistencial.

O Ministério da Saúde já reconheceu publicamente que este ano e até maio os hospitais do SNS fizeram menos 85.000 cirurgias e menos 902 mil consultas, das quais 371 mil eram primeiras consultas. No caso dos cuidados de saúde primários terão ficado por efetuar 3 milhões de consultas. Com a nova suspensão imposta na região de Lisboa e Vale do Tejo em junho estes números terão aumentado de forma significativa.

Acresce que, de acordo com as normas da Direção-Geral da Saúde (DGS), muitos dos exames de diagnóstico tiveram que ser adiados. As análises clínicas estiveram paradas a 80%, imagiologia a 95% e gastro e cardiologia quase a 100%. Terão ficado por realizar cerca de 20 milhões de atos.

As Associações de Doentes têm vindo a manifestar a sua preocupação com as lacunas. Nestes meses terão ficado por diagnosticar cerca de 20 mil casos de diabetes em Portugal. Só na área do cancro digestivo, refere-se que foram adiadas 51 mil cirurgias e canceladas 540 mil consultas, devido ao funcionamento das instituições nesta fase da pandemia. Segundo informações recentes, em maio o número de cirurgias caiu 42% no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, 31% no IPO do Porto e 25% no IPO de Coimbra.

Médicos especialistas de diversas áreas têm alertado que os exames e os meios de diagnóstico não efetuados colocam fortemente em risco a saúde de milhares de cidadãos, nomeadamente na área oncológica. Neste período terão ficado por diagnosticar e, como tal, estarão sem o devido acompanhamento mais de 15 mil tumores malignos.

O aumento das listas de espera, cirúrgica e de consultas (médicas, de psicologia e outras), e a não realização dos necessários exames de diagnóstico tornaram-se o problema número 1 da saúde em Portugal. As pessoas a necessitar de cuidados de saúde não podem ficar esquecidas nem é pensável para o sistema que se deixem agravar as condições de saúde.

É absolutamente urgente definir e pôr em marcha um Programa Excecional de Recuperação das Listas de Espera geradas pela COVID-19.

Esta mesma preocupação foi recentemente lançada pelo movimento #SOSSNS e sufragado pela CNS, instando-se a uma decisão urgente para “Aumentar o acesso a todos os cuidados de saúde e através de Programa Excecional resolver as listas de espera para cirurgias, consultas e exames complementares de diagnóstico e terapêutica, num exercício de apuramento real das necessidades e de aproveitamento dos recursos existentes, tendo como meta, recuperar atividade prejudicada pela COVID-19 e cumprir os Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG) em todas as especialidades.”

Aproveita-se, aliás, para reiterar a urgência de outras decisões na atual conjuntura de dificuldade do acompanhamento dos Doentes não COVID-19, como sejam, por exemplo:

O desenvolvimento de Vias Verdes promovendo uma melhor articulação entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares;

A expansão da hospitalização domiciliária, da telemedicina e da medicina à distância na monitorização e seguimento de Doentes crónicos;

A garantia de proximidade na dispensa de medicamentos.

Num contexto em que a COVID19 acentuou os sintomas das fragilidades do SNS, as Associações de Doentes que integram a CNS consideram ainda prioritário:

Assegurar a comunicação entre o doente e o profissional de saúde por canais alternativos ao presencial (e-mail ou telefone direto), por forma a evitar a ida a urgências ou espaço de consulta hospitalar, garantindo a comunicação atempada de reações ao tratamento bem como estreitar a relação de confiança entre o cidadão e os profissionais de saúde;

Garantir o registo normalizado, interoperável e seguro de dados clínicos da gestão em saúde, incorporando Patient Report Outcome Measures (PROMs, permitindo a melhoria da eficiência do tempo de consulta e da relação médico-doente, uma maior humanização dos cuidados de saúde, a proteção da privacidade do indivíduo, ao mesmo tempo que contribui de forma segura para a investigação científica, histórica e estatística.

Promover a saúde mental do cidadão mais vulnerável permitindo o acesso a cuidados dedicados de profissionais de saúde especializados, promovendo a diminuição do impacto na saúde dos indivíduos com origem no isolamento forçado que vivemos nos tempos da pandemia, na crise económica e social que se avizinha, e da ansiedade gerada pela possibilidade de uma segunda vaga da pandemia provocada pelo COVID-19.

Em conclusão, após o primeiro impacto da pandemia de COVID-19, que trouxe novos desafios aos Sistemas de Saúde, existe agora um sentido de urgência na retoma da prestação de cuidados de saúde, de forma a garantir o acesso de todos os Doentes não COVID-19 aos melhores cuidados de saúde de forma atempada e tal requer liderança e iniciativa para a recuperação das listas de espera e da atividade assistencial da Saúde.

A Convenção Nacional da Saúde compreende e apoia as preocupações das diversas Associações de Doentes, faz apelo urgente ao Ministério da Saúde para o programa excecional de recuperação das listas de espera e prepara um evento sobre a monitorização da atividade assistencial para setembro.

Investigação
A vacina que está a ser desenvolvida pela Universidade de Oxford em conjunto com a empresa AstraZeneca foi considerada “segura”...

Os testes em humanos, realizados desde abril e que envolveram cerca de mil voluntários sãos entre os 18 e os 55 anos, permitiram aos cientistas concluir que o projeto de vacina gera anticorpos e células-T, um tipo de glóbulos brancos do sangue, que podem combater o novo coronavírus. Os dados foram revelados esta segunda-feira na revista “Lancet”.

De acordo com equipa científica que desenvolve a nova vacina para a covid-19, os níveis das células-T tiveram um pico 14 dias após a vacinação e o nível de anticorpos atingiu o máximo 28 dias após a injeção.

No entanto, ainda falta demonstrar que essa resposta imunitária combinada basta para evitar a infeção. Seja como for, salientam os investigadores, “o efeito conseguido é muito positivo”.

A vacina, com o nome técnico de ChAdOx1 nCoV-19, é produzida a partir de um vírus geneticamente modificado, que provoca uma constipação em chimpanzés, revela a BBC. As alterações genéticas fazem com que o vírus não infete humanos e que “se pareça” com o coronavírus da covid-19, para que o sistema imunitário aprenda a atacar o SARS CoV-2.

Os testes mostraram que não há efeitos secundário perigosos na toma da vacina, apesar de 70% das pessoas que participaram no estudo terem sentido febre ou dores de cabeça, sintomas controláveis com paracetamol.

O presidente da comissão de Ética de Investigação de Berkshire, que aprovou os testes em Oxford e continua a acompanhar o trabalho dos investigadores, afirmou que a equipa está “absolutamente determinada” a conseguir uma vacina viável.

“Ninguém pode falar de prazos. As coisas podem correr mal, mas a realidade é que, em conjunto com uma grande empresa farmacêutica, essa vacina poderia estar disponível em setembro e é para esse objetivo que se está a trabalhar”, assinalou.

Neste momento, a Universidade de Oxford tenta realizar testes em 15 mil pessoas, no entanto ainda não foi possível chegar a esse número para  a provar a eficácia da vacina, devido à escassez de infeções com o novo coronavírus no Reino Unido. Até agora, cinco mil pessoas foram inoculadas no Brasil e duas mil na África do Sul.

 

Ação solidária
Com o novo coronavírus longe de dar as tréguas desejadas, reforçam-se os apelos ao cumprimento das regras definidas pela...

Centenas de batas, fatos e máscaras foram distribuídos pelos funcionários de 17 Misericórdias da região de Lisboa e Vale do Tejo, que é atualmente a mais afetada pela pandemia. Alhandra, Azambuja, Ericeira, Loures, Marteleira, Moscavide, Póvoa de Santo Adrião, S. Roque de Lisboa, Sintra, Sobral de Monte Agraço e Venda do Pinheiro, no distrito de Lisboa, juntaram-se a Alcochete, Azeitão, Canha, Palmela, Seixal e Torrão, no distrito de Setúbal, como destinatárias da doação.

“Não podemos ficar indiferentes ao esforço e dedicação de quem trabalha nas Misericórdias e que, diariamente, se expõem para que o apoio a quem dele mais precisa não falte. Por isso, os colaboradores da TEVA Portugal juntaram-se numa recolha de fundos que se traduziu na aquisição de material essencial para esse trabalho”, refere Marta Gonzalez, General Manager Portugal. “Foi a forma que encontrámos de participar neste esforço contra a Covid-19, que tem de ser de todos.”

 

1 milhão e 500 mil doentes em Portugal
A Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias, MiGRA Portugal, integra movimento internacional, The Migraine...

Atualmente, estima-se que existem cerca de 1 milhão e 500 mil doentes com enxaqueca em Portugal e num contexto global as cefaleias afetam cerca de 50% da população mundial. De acordo com o Global Burden of Disease 2018, estas representam ainda a segunda maior causa de anos vividos com incapacidade na população portuguesa entre os 5 e os 49 anos.

Este movimento foi criado em conjunto com as associações de doentes de enxaqueca europeias e pretende alertar a sociedade para a enxaqueca e as cefaleias convidando-as a juntarem-se a esta comunidade, que pretende mudar a perceção da sociedade, sensibilizando para estas doenças. A esta comunidade são convidados a juntarem-se doentes, familiares e até mesmo profissionais de saúde e decisores políticos que se familiarizem com a patologias ou que queiram mesmo saber mais sobre ela.

“Para a MiGRA Portugal é muito importante fazer parte desta que é a primeira comunidade europeia de doentes com enxaqueca e convidamos todas as pessoas que sofrem de enxaqueca a juntarem-se a nós! É cada vez mais importante chamar a atenção de que a enxaqueca e as cefaleias são doenças incapacitantes e que afetam a vida de cada doente em várias dimensões, como a familiar ou a profissional”, explica Madalena Plácido, presidente da MiGRA Portugal.

O Movimento da Enxaqueca, como é denominado em Portugal, é ainda acompanhado de um manifesto e de um vídeo que explicam quais as principais dificuldades destes doentes e chama a atenção para as dificuldades sentidas no dia-a-dia e o impacto das cefaleias e da enxaqueca, que estão entre os distúrbios mais comuns do sistema nervoso.

“Em Portugal desafiamos ainda os doentes e familiares a associarem-se à MiGRA Portugal e poderem ajudar-nos a promover e defender os direitos dos doentes com cefaleias e enxaqueca. É muito importante para nós conseguir o apoio dos doentes e contribuir para desmistificar a ideia de que uma enxaqueca é apenas uma dor de cabeça”, apela a presidente da MiGRA Portugal.

Ainda integrado neste movimento e para celebrar o Dia Mundial do Cérebro, que se assinala a 22 de julho, a MiGRA Portugal vai ainda organizar, em conjunto com a Aliança Europeia de Enxaqueca e Cefaleias (EMHA), um webinar que pretende aproximar os membros desta comunidade e todos os que a ela se queiram juntar para discutir a importância da criação deste grupo. Para além disso, este webinar vai ainda abordar a temática sobre o aumento de crises de enxaqueca e cefaleias quando se utilizam as máscaras ou viseiras de proteção contra a COVID-19, abordando de que forma estas crises podem ser minimizadas.

O webinar será transmitido através da plataforma Zoom, no dia 22 de julho pelas 21 horas e, para assistir, os interessados deverão inscrever-se através do Facebook da MiGRA Portugal ou através do link do zoom.  Esta será uma ótima oportunidade de esclarecer dúvidas acerca do agravamento das crises pela utilização de máscaras e viseiras com uma especialista em cefaleias.

Diz estudo
A pandemia Covid-19 está a ter um forte impacto no quotidiano das pessoas, com implicações na forma como se sentem, socializam,...

Para avaliar o impacto da pandemia Covid-19 no sono dos portugueses, a marca Aquilea em parceria com a Ipsos Apeme, conduziu um estudo junto da população portuguesa. Foram realizadas 400 entrevistas online junto da população geral, com idades entre os 18 e os 65, com o objetivo de perceber o padrão de sono durante a pandemia. A amostra considerou quotas de género, idade e região, de acordo com o perfil da população.

Segundo o estudo, um em cada quatro inquiridos manifesta dificuldades em dormir, com especial incidência na faixa etária entre os 45 e os 54 anos. 32% dos inquiridos assinala uma diminuição da qualidade do sono durante a pandemia, com as mulheres e os inquiridos da Grande Lisboa a destacarem-se face aos restantes. Quando abordada a frequência com que dormem uma noite seguida, cerca de metade dos indivíduos refere que nunca ou poucas vezes consegue dormir uma noite seguida, com as mulheres a manifestarem uma maior dificuldade do que os homens. No que toca à retoma do sono em caso de interrupção, são quase 6 em cada 10 os que manifestam maiores dificuldades em voltar a conciliar o sono.

O estudo revela ainda que 60% dos inquiridos acordam cansados. Nas mulheres e inquiridos com idade entre os 18 e os 24 anos, essa expressão ainda é maior (aprox. 70%).

O estudo conclui que durante a pandemia o sono dos portugueses tem sido afetado, com maior incidência junto do sexo feminino, manifestando diminuição na qualidade do sono, dificuldade em dormir uma noite seguida, dificuldade em retomar o sono quando acorda durante a noite e acordar cansado.  Estas conclusões vêm reforçar as várias pesquisas que têm sido feitas mundialmente e que revelam que são as mulheres que têm mais dificuldades em dormir devido a problemas de saúde, preocupações, aumento de responsabilidades familiares, stress, enquanto os homens adormecem com maior facilidade e têm um sono contínuo.

Ter uma boa noite de sono é fundamental para a saúde porque é neste período que recuperamos as nossas capacidades físicas, intelectuais e mentais. O descanso e a recuperação fazem parte um estilo de vida saudável e são essenciais para a saúde. O sono fortalece o sistema imunológico, liberta a secreção de hormonas - como de crescimento e a insulina - consolida a memória, deixa a pele mais bonita e saudável, para além de relaxar e descansar o corpo.

Glioblastoma
Cientistas da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, descobriram um oncogene, ou seja, um gene causador de cancro,...

Os investigadores afirmaram que este oncogene é essencial para a sobrevivência das células cancerígenas; sem ele, estas células morrem. Outros estudos já desenvolveram muitas terapias direcionadas para outros tipos de cancro com uma ferramenta semelhante.

“O glioblastoma é um dos cancros mais mortais. Infelizmente, não existe uma opção de tratamento eficaz para a doença. A opção padrão atual, que combina radioterapia com o fármaco temozolomida, tem sido aclamada como sendo um grande sucesso; mas a taxa de sobrevivência continua a ser muito baixa. Ou seja, é urgentemente necessário aumentarmos a nossa comprensao sobre este tipo de cancro e sobre quais os alvos terapêuticos a usar para a combater”, disse Hui Li, um dos principais autores do estudo.

Para os cientistas, o novo oncogene descoberto “promete ser o calcanhar de Aquiles do glioblastoma”.

Os oncogenes são genes que ocorrem naturalmente, mas que ficam descontrolados, causando o aparecimento do cancro. O gene agora identificado pelos cientistas, denominado AVIL, normalmente ajuda as células a manter o seu tamanho e forma. No entanto, este pode “ser transformado em overdrive” por uma variedade de fatores, fazzendo com que as células cancerígenas se formem e iniciem um processo de metastização, descobriram os cientistas. 

O bloqueio da atividade do gene demonstrou a destruição de células de glioblastoma em ratos de laboratório, mas não teve efeito em células saudáveis, sugerindo que direcionar o gene pode ser uma opção de tratamento eficaz

 

O olhar de quem está no terreno
Numa altura em que o mundo enfrenta diversas situações de emergência, de que modo é que a ajuda prestada pode ser digna para...

Empatia e dignidade: os dois ingredientes que não podem faltar numa resposta de emergência

A empatia está ou deve estar presente em qualquer ato de ajuda. Foi com esta premissa que António Alvim, psicanalista e psicoterapeuta, iniciou a reflexão acerca da dignidade na resposta de emergência, uma conversa que contou com a moderação da jornalista Ana Cristina Pereira. Para o psicanalista, “numa emergência, quando ajudamos alguém, é muito natural que sintamos o nosso próprio desamparo espelhado no outro. Aí conseguimos empatizar com o outro, sentir a sua dor e ajudar com dignidade”. Colocar-se no lugar do outro, ouvir e perceber as suas necessidades é um processo essencial para que a resposta de emergência seja eficaz e respeite a dignidade de quem é ajudado, sobretudo num momento em que este já está fragilizado.

Pedro Krupenski, presidente da mesa da Assembleia Geral da Plataforma Portuguesa das ONGD, apresentou alguns exemplos que demonstram como, por vezes, nestas situações, as pessoas têm dificuldade em pôr-se no lugar do outro e, por isso, a ajuda que prestam acaba por não se adequar às verdadeiras necessidades e ao contexto das pessoas ajudadas. Em situações de emergência humanitária, “a nossa tarefa é perceber quais são as opiniões das pessoas, a nossa responsabilidade é escutar e amplificar a sua voz”, reitera Sophia Büller, coordenadora de Ajuda Humanitária na Ajuda em Ação Moçambique. António Alvim notou ainda que “se vamos ajudar a partir do prisma da nossa necessidade, da nossa angústia, e não acolhendo a angústia do outro, é claro que o outro vai chocar connosco e é uma questão de tempo até que comece a rejeitar a nossa ajuda”.

Após as passagens dos ciclones Kenneth e Idai, a Ajuda em Ação esteve no terreno para responder às necessidades mais urgentes e garantir condições de vida dignas para as comunidades afetadas.

De acordo com a experiência dos participantes no debate, todos estes processos de auscultação das necessidades e de criação de empatia permitem garantir a dignidade da ajuda prestada. Mário Rui, diretor de programas da Ajuda em Ação Portugal, revelou como para a ONG foi importante desenvolver uma resposta de emergência em Camarate perante a COVID-19 que fosse, ao mesmo tempo, dignificante para a pessoa que está a ser ajudada e para a própria organização. O diretor de programas da ONG referiu ainda que pretendiam que esta “fosse uma ajuda que acreditasse nas pessoas, que acreditasse na responsabilidade que as pessoas têm nelas para tomar as melhores decisões”.

 

Cartões ou vouchers: as ferramentas das ONG para promover a dignidade em contexto de emergência

No caso de Camarate - tal como noutros projetos e países onde a ONG atua, nomeadamente em Espanha e América Latina -, a solução encontrada pela Ajuda em Ação Portugal para ir ao encontro das necessidades das famílias apoiadas e preservar a sua dignidade foram os cartões de apoio alimentar. Estes cartões foram distribuídos por 71 famílias – num total de 264 beneficiários - ligadas ao Agrupamento de Escolas de Camarate, parceiro da ONG, ao longo de três fases de entregas e permitiram que estas satisfizessem as suas necessidades mais básicas comprando os produtos que precisavam num supermercado local. Segundo Mário Rui, através desta iniciativa, a Ajuda em Ação procurou promover o conceito de dignidade enquanto forma de autonomia, para que os beneficiários pudessem tomar as melhores decisões para si e para a sua família.

Como referiram os intervenientes desta primeira conversa online organizada pela Ajuda em Ação, esta é uma solução cada vez mais adotada pelas organizações internacionais em contextos de emergência, porque garante a dignidade das pessoas que pedem ajuda, tornando-as protagonistas do seu próprio desenvolvimento. Ainda assim, como alerta Sophia Büller, nem sempre é possível implementar este tipo de ferramentas. A coordenadora de Ajuda Humanitária da Ajuda em Ação Moçambique assinala que a distribuição de cartões ou vouchers “não é aplicável a todos os contextos de emergência, pois significa que tem de existir um mercado. Se estivermos perante um tsunami ou um ciclone que interrompe o normal funcionamento dos mercados, pode não funcionar”.

Quando possível de aplicar, Sophia Büller acredita que esta poderá ser mesmo uma boa forma de dignificar a ajuda prestada. “Se estamos a falar de dar a voz às pessoas que perderam a sua e dar uma dignidade que está muito ligada à tomada de decisões sobre a sua vida, acho que esta é uma das ferramentas mais eficazes”, começa por explicar, acrescentando que, “em 98% dos casos, as pessoas estão a utilizar o dinheiro realmente para as necessidades básicas e até para poupar”. Mário Rui confirma esta ideia, pela sua experiência em Camarate: “às vezes achamos que estas pessoas não fazem as opções corretas, mas a verdade é que elas as fazem de acordo com as suas necessidades”.

Como manter a dignidade no pós-emergência?

No final do debate, os intervenientes deixaram ainda a sua opinião sobre a dignidade no pós-emergência. O psicanalista António Alvim destacou que a dignidade também assenta numa maior atenção à saúde mental: as “ONG também dão saúde mental, exatamente porque este tipo de ajuda, feita assim com respeito, com empatia, é uma ajuda que narcisa, que confirma o narcisismo do outro”. Mário Rui, por outro lado, alerta para a importância das comunidades se organizarem para que, em emergências futuras, sejam capazes de garantir as respostas que precisam de acordo com as suas necessidades e com a dignidade que estas exigem.

Pedro Krupenski e Sophia Büller reforçaram a necessidade de as tomadas de decisão serem baseadas nas pessoas e não em números para que não se cometam os mesmos erros do passado. Sophia Büller explica que “é muito fácil falar de números”, mas que é fundamental olharmos para as pessoas que estes números representam e perceber quem elas são e o que querem ou precisam. “Tomemos decisões baseadas nas pessoas, no indivíduo, naquilo que somos e que ambicionamos ser e não naquilo que temos e ambicionamos ter”, apelou no final Pedro Krupenski.

A Conversa Online dedicada à “Dignidade na Resposta de Emergência” pode ser vista na íntegra aqui. Esta foi a primeira sessão de um ciclo de conversas online promovido pela ONG internacional Ajuda em Ação que terão lugar mensalmente em julho, agosto e setembro. A próxima conversa online deverá debruçar-se sobre a importância do brincar na rua e como a COVID-19 veio afetar esta dinâmica e trazer novas implicações para o desenvolvimento das crianças.

Leilão Solidário
Terminou no passado dia 6 de julho o leilão solidário de uma camisola da Juventus autografada pelo melhor jogador de futebol do...

Com este valor vai ser possível dar a mão a mais pessoas. O casal vencedor, Vânia Moreira e Nuno Vieira, afirma que «na vida, não andamos sozinhos. O nosso bem-estar depende de tantos conhecidos e desconhecidos ao nosso redor. Foi com muito gosto que fizemos parte desta ação solidária, permitindo ao abem: continuar a levar a saúde a quem precisa, com a satisfação que sentimos cada vez que o Cristiano Ronaldo nos dá uma alegria. E tem-nos dado tantas».

O leilão decorreu durante duas semanas na Plataforma eSolidar, contou com dezenas de licitações e teve como objetivo ajudar os mais desfavorecidos no acesso ao medicamento. O valor da proposta vencedora foi totalmente incorporado no Fundo Emergência abem: COVID-19.

A Emergência abem: COVID-19 é um movimento solidário, criado pela Associação Dignitude em março deste ano para fazer face às consequências negativas da pandemia COVID-19. Ao ajudar pessoas economicamente mais vulneráveis no acesso aos medicamentos, produtos e serviços de saúde procura-se minimizar os efeitos sociais já sentidos por milhares de portugueses.

O leilão terminou, mas a necessidade de ajudar quem mais precisa mantém-se. Por isso, todos podem ser solidários e fazer um donativo para o Fundo Emergência abem: COVID-19 através de transferência bancária para o IBAN: PT50.0036.0000.99105930085.59; via MB WAY: 932 440 068; diretamente no website www.abem.pt ou na página de Facebook do abem:. Os doadores podem enviar comprovativo de transferência, nome e NIF para [email protected], para que lhe seja enviado o recibo de donativo.

 

Iniciativa
O Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação assinala-se hoje e devido às limitações impostas pelo novo Coronavírus,...

“A SPT comemora há 12 anos o Dia do Transplante que coincide com a realização do primeiro transplante renal em Portugal. A institucionalização desta data como Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação foi um marco importante para a Transplantação Portuguesa e uma demanda da SPT desde o primeiro Dia do Transplante. Este ano devido à pandemia Covid-19 não poderemos comemorar com a habitual cerimónia oficial e com o convívio entre os doentes transplantados, mas queremos continuar a prestar o nosso apoio a todos eles e deixar-lhes uma mensagem de esperança para o futuro” – afirma a Presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação - Susana Sampaio.

De acordo com os últimos dados divulgados, em 2018, Portugal ocupou o 3º lugar no “ranking” mundial da doação de órgãos de dador falecido, a seguir a Espanha e à Croácia, com 33,4 dadores por milhão de habitantes (pmh), tendo em 2019 ficado nos 33.8 dadores por pmh. No que diz respeito ao tipo de órgãos transplantados, o transplante cardíaco manteve-se em curva descendente (12,1%) justificando-se em parte pelo envelhecimento da população. Por outro lado, o transplante pulmonar regista um crescimento, atingindo em 2019 o maior número de pulmões transplantados até hoje: 70 órgãos em 39 doentes, o que representa um aumento de 40% em relação ao ano anterior.

“De uma forma geral a doação de órgãos em 2019 manteve um perfil ascendente. De referir que a idade dos dadores falecidos tem sido progressivamente mais elevada, o que segue a tendência mundial. Este dado, tem como consequência o aumento do número de órgãos de critérios expandidos ou descartados para transplante, sendo no entanto, de salientar que o ano passado se observou  uma maior taxa de utilização de órgãos. O número de doentes em lista de espera mantém-se estável ao longo dos anos, sendo que em 2018 cerca de 2 mil portugueses aguardavam por um transplante.” – comenta ainda Susana Sampaio, Presidente da SPT

Os doentes transplantados que tenham participado no desafio lançado pela SPT de enviarem um vídeo com o seu testemunho, poderão posteriormente ver os vídeos selecionados publicados na página de Facebook da Sociedade Portuguesa de Transplantação. Para mais informações basta consultar o site  da Sociedade, aqui.

 

 

 

 

Doença rara
Não existem dados concretos sobre o número de casos de Raquitismo Hipofosfatémico, no entanto, sabe-

Com uma incidência estimada de 1 caso em cada 20 mil indivíduos, o Raquitismo Hipofosfatémico é uma doença rara, hereditária, ligada ao cromossoma X, desconhecida pela maioria da população.

Diferente do raquitismo provocado por deficiência de vitamina D, esta patologia resulta de uma redução da reabsorção de fosfato pelo túbulo renal proximal, que provoca a falta de mineralização do osso em crescimento.

Segundo a nefrologista pediátrica, Isabel Castro, “os níveis elevados de FGF 23 (fator de crescimento do fibroblasto 23) são os responsáveis diretos pela perda tubular de fósforo e ainda por redução da produção de vitamina D ativa (calcitriol) que no seu conjunto são responsáveis pela não mineralização óssea”.

Baixa estatura, deformações ósseas graves “muitas vezes incapacitantes com ou sem fraturas espontâneas”, alterações dentárias e atraso no desenvolvimento psicomotor são as principais complicações da patologia quando não tratada. Pode ainda ocorrer nefrocalcinose (depósitos intrarenais de cálcio), “por vezes responsável por insuficiência renal crónica a terapêutica não controlada”, ou hiperparatiroidismo secundário e até terciário, responsável por hipercalcémia e complicações cardiovasculares e hipertensão arterial.

Apesar de se tratar de uma doença que está presente desde o nascimento, os primeiros sinais começam a ser evidentes quando a criança começa a caminhar. “Mesmo quando há história familiar de raquitismo hipofosfatémico é muito raro o diagnóstico nos primeiros meses de vida”, revela a especialista.

Eis alguns sinais de alerta:

  • Redução da velocidade de crescimento. Ou seja, “geralmente o comprimento ao nascer é normal, surgindo progressivamente perda de velocidade de crescimento e baixa estatura”
  • Alterações dentárias e/ou atraso na erupção dos dentes (primeiros dentes que nascem depois dos 12 meses)
  • Atraso do Desenvolvimento Psicomotor: por exemplo, a criança não se consegue sentar, levantar e/ou andar. Por vezes, pode haver regressão destas aquisições
  • Deformações esqueléticas (sinais de raquitismo): cabeça, punhos, costelas e /ou pernas arqueadas após início da marcha
  • Atraso do encerramento da fontanela anterior
  • Fraturas espontâneas

Perante a observação destas alterações, deve procurar conselho médico. O seu diagnóstico é essencialmente através da observação, complementado por exames laboratoriais, exames radiológicos e estudo genético.

Quando detetado e tratado precocemente o crescimento e desenvolvimento da criança é “praticamente normal e sem deformações”.

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Raquitismo Hipofosfatémico: apesar de raro e incapacitante tem tratamento

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Investigação Universidade de Coimbra
O extrato de camarinha, uma espécie endémica da Península Ibérica, poderá ter propriedades anticance

O estudo foi realizado no âmbito das atividades previstas no projeto IDEAS4life, com financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), cuja equipa conta com a participação de investigadores da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, através da REQUIMTE (Rede de Química e Tecnologia), e do Instituto Superior de Agronomia (ISA) da Universidade de Lisboa (UL).

Nas várias experiências realizadas em linhas celulares de cancro do cólon (HT29), observou-se que «extratos de Corema album [nome científico da camarinha] conseguem inibir a proliferação deste tipo de células cancerígenas», indicam Aida Moreira da Silva e Maria João Barroca, coordenadoras do estudo.

As investigadoras da Unidade de Química-Física Molecular da FCTUC e docentes da Escola Superior Agrária de Coimbra sublinham o facto do extrato obtido a partir das folhas da planta (camarinheira) se ter mostrado «mais eficaz do que propriamente o extrato das bagas de camarinha, o que é que muito interessante, atendendo a que as folhas existem durante todo o ano, enquanto as bagas são sazonais». De modo a obter o máximo de informação sobre o comportamento dos extratos, foram aplicadas várias técnicas físico-químicas, entre as quais espectroscopia vibracional: espectroscopia de Raman e de Infravermelho.

Perante estes resultados promissores, a equipa tenciona agora alargar os testes in vitro, aplicando os extratos em células de outros tipos de cancro. Além disso, «estamos a

explorar as várias partes da camarinha e da camarinheira. Mesmo dentro do fruto estamos a explorar evidências e comportamentos que nos possam fornecer informação para eventuais futuros fármacos», avançam Aida Moreira Silva e Maria João Barroca.

«Pretendemos recuperar estas bagas ancestrais, que eram usadas como antipirético e vermicida», afirmam as investigadoras, adiantando que também vão explorar a vertente gastronómica, tendo já recuperado várias receitas antigas, para que, «por um lado, não se perca este património e, por outro, possa contribuir para a subsistência de alguns agricultores da orla marítima portuguesa».

Apesar de ser abundante na orla marítima portuguesa, a camarinha está ainda por explorar e a literatura científica sobre a espécie é relativamente reduzida. Este estudo está a ser desenvolvido no âmbito de um projeto mais vasto (IDEAS4life) que pretende valorizar recursos marinhos endógenos, obtidos a partir de plantas marítimas, incluindo as plantas halófitas. Recentemente, um dos artigos científicos produzidos pela equipa foi tema de capa da revista científica Journal of Raman Spectroscopy.

Nota: 
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Estudo mostra os perigos
Um estudo da Ofcom, sobre o uso de dispositivos multimédia por crianças, revelou que os pais estão a ficar cada vez mais...

Em geral, quanto mais velhas são as crianças, mais usam e interagem com dispositivos e serviços multimédia. Os jovens na faixa etária dos 12 aos 15 anos estão, cada vez mais, online por semana. Escolhem os serviços de TV mais populares, como a Netflix, Now TV, Amazon Prime Vídeo ou o site de partilha de vídeos YouTube. Para além disso, têm um perfil nas redes sociais. Por outro lado, as crianças em idade pré-escolar, dos 3 aos 4 anos, estão a passar cada vez mais tempo com tablets.

"O número de crianças mais pequenas que usam dispositivos eletrónicos ligados à Internet está a crescer rapidamente. Isto significa que mais pessoas poderão tornar-se vítimas de ataques cibernéticos ou deparar-se com outras ameaças, como o cyberbullying ou conteúdos ofensivos. Assim, os pais devem acompanhar mais de perto as atividades online dos seus filhos e começar a educá-los o mais cedo possível", afirma Daniel Markuson, especialista em privacidade digital da NordVPN.

Em comparação com o ano anterior, os conteúdos criados por vloggers foram mais populares do que nunca entre as crianças dos 3 aos 15 anos. Esses conteúdos também foram vistos como uma fonte de inspiração para a criatividade. Muitos dos entrevistados carregam conteúdos no YouTube e no Musical.ly, e imitam, frequentemente, outros YouTubers populares. Além disso, a crescente popularidade dos vloggers pode ser responsável pela crescente pressão para gastar dinheiro online. Embora os jovens entendam que os seus YouTubers favoritos são pagos pela recomendação de produtos, isso não os impede de comprar os produtos promovidos.

No que diz respeito às preocupações dos pais, as maiores dizem respeito às "empresas que recolhem informações sobre o que os seus filhos fazem online". Ao longo do ano, três outras questões suscitaram mais preocupações: os filhos prejudicarem a sua reputação, a pressão sobre os filhos para gastarem dinheiro online e a possibilidade de se radicalizarem online.

Apesar das preocupações crescentes, os pais são, por vezes, menos propensos a restringir as atividades dos seus filhos. Em 2018, comparativamente com 2017, a probabilidade de as crianças dos 12 aos 15 anos dizerem que tinham recebido informações ou conselhos dos pais ou responsáveis foi menor. Alguns pais pensavam que os seus filhos estavam a usar o bom senso enquanto interagiam online. Outros acreditavam que o uso da Internet em segurança já era ensinado nas escolas.

A NordVPN recomenda que os pais passem mais tempo a conversar com os filhos sobre as ameaças no mundo digital. "A educação sobre a cibersegurança deve começar numa idade precoce, quando as figuras parentais ainda são autoridades. Limitar determinadas atividades online não é, muitas das vezes, a melhor opção. Em vez disso, deve tentar-se explicar aos filhos como é importante a reputação digital, a verificação de factos, o comportamento e a segurança online, bem como funciona a publicidade online. Ser aberto e cooperante ganhará a confiança da criança. O mais importante é os pais ou responsáveis darem o melhor exemplo possível", explica Daniel Markuson.

O estudo "Crianças e pais: relatório de 2018 sobre a utilização e comportamentos com dispositivos digitais" foi lançado em fevereiro de 2019.

Sessão Online
O período de amamentação é bastante desafiante para as mães, principalmente quando regressam ao trabalho e é necessário...

Esta iniciativa conta com a presença de Inês Santos, Conselheira em aleitamento materno da Medela, e a Enfermeira Raquel Fonseca, Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, para esclarecer todos os pais sobre o tema e apresentarem produtos de apoio à amamentação.

No dia 23 de julho, pela mesma hora (17h), as Conversas com Barriguinhas vão abordar um tema muito comum nas mulheres grávidas: estrias e prurido. Durante este período, o corpo da mulher sofre muitas mudanças e a Dr.ª Patrícia Monteiro, Farmacêutica D’Aveia, irá explicar às futuras mães como evitar o aparecimento de estrias e como aliviar o prurido na gravidez. Nesta sessão, será ainda discutido a importância do papel ativo do pai tanto na gravidez, como no momento do parto e pós-parto.

Em ambas as sessões, um especialista em células estaminais da Crioestaminal irá explicar a importância de criopreservar estas células, presentes no cordão umbilical do bebé, que apenas podem ser colhidas no momento do parto e que são um bem único no tratamento de mais de 80 doenças em caso de necessidade.

Durante os eventos, as grávidas podem usufruir de ofertas, descontos e amostras para si e para o seu bebé, como uma sessão fotográfica na gravidez e 20 fotos digitais pela Marisa Barbosa Fotografia ou uma sessão online de fotografia pela Lívia Castro Fotografia, um dos 10 vales de desconto para uma Massagem de Relaxamento ou de Drenagem Linfática de 30 minutos da Laksya e ainda um vale de desconto da Ecox 4D para uma experiencia de Ecografia Emocional 4D.

As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias através dos respetivos links:

21 de julho | 17h: https://www.conversascombarriguinhas.pt/evento/conversas-com-barriguinhas-online-4/

23 de julho | 17h: https://www.conversascombarriguinhas.pt/evento/conversas-com-barriguinhas-online-5/

“Conversas com Barriguinhas” é uma iniciativa de âmbito nacional que junta parceiros e especialistas em saúde materna para levar às famílias o esclarecimento acerca de temas importantes e diversificados como a amamentação, a alimentação na gravidez, a sexualidade, as células estaminais, os cuidados com o bebé e com os pais e as situações de risco, além de deixar alguns conselhos práticos sobre as várias fases do período de gestação.

Desde 2009 a percorrer Portugal, as Conversas com Barriguinhas já realizaram mais de 3 mil eventos em mais de 500 espaços de excelência, impactando cerca de 100 mil casais, com o objetivo de esclarecer dúvidas e partilhar experiências sobre os mais variados temas ligados à gravidez e maternidade. Desde então, foram estabelecidas mais de 50 parcerias com marcas de referência no mercado da puericultura e partilhados inúmeros conteúdos sobre a gravidez e maternidade referenciados pelos melhores profissionais de saúde. Com cerca de 650 eventos previstos para 2020, este será um ano de enorme dinamismo e de consolidação da iniciativa, em que a promoção do bem-estar e a informação às famílias se manterão a principal prioridade.

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