Redução de pólipos e melhoria de sintomas
O Comité de Produtos Medicinais para Uso Humano da Agência Europeia de Medicamentos (CHMP/EMA) emitiu opinião positiva...

Se aprovada esta nova indicação, omalizumab será o primeiro tratamento para a polipose nasal que foi desenhado para identificar e bloquear especificamente a imunoglobulina E (IgE), o que contribui a reduzir a dimensão dos pólipos nasais (conforme definido pelo NPS) e a melhorar os sintomas. A Comissão Europeia analisa a recomendação do CHMP e, geralmente, emite a sua decisão final  dois meses após a opinião positiva.

“Os doentes com rinossinusite crónica com polipose nasal sofrem de sintomas persistentes como a congestão nasal, dor facial, perda do olfato e paladar, dificuldade em respirar e problemas de sono, o que pode prejudicar significativamente a sua qualidade de vida. Infelizmente, muitos doentes continuam a apresentar sintomas, apesar do tratamento padrão e de múltiplas cirurgias sinusais”, diz o Professor Philippe Gevaert, do Laboratório de Pesquisa das Vias Aéreas Superiores, Departamento de Otorrinolaringologia, Hospital Universitário de Ghent, Ghent, Bélgica.

“Omalizumab foi concebido especificamente para identificar e bloquear a imunoglobulina E (IgE), a qual constitui um elemento-chave na cascata inflamatória; se aprovada esta nova indicação, fornecerá aos doentes, aos quais os corticosteróides intranasais não proporcionam um controlo adequado da doença, uma opção de tratamento que demonstrou melhorar tanto os sintomas como a qualidade de vida.” 

A opinião positiva do CHMP baseia-se nos resultados dos estudos de Fase III POLYP 1 e 2, publicados no Journal of Allergy and Clinical Immunology em Junho de 2020. Estes estudos demonstraram que os doentes tratados com omalizumab obtiveram melhorias estatisticamente significativas no NPS médio (POLYP 1: -1,08; p <0,0001, POLYP 2: 0,90; p = 0,014) e na pontuação diária de congestão nasal (NCS; POLYP 1: -0,89; p = 0,0004, POLYP 2: -0,70; p = 0,0017) em comparação com o placebo à semana 24 (objetivos co-primários). Todos os doentes receberam CIN (spray nasal de mometasona) como terapêutica de base. Em ambos os estudos, os doentes tratados com omalizumab demonstraram melhorias significativas no NPS e no NCS desde a primeira avaliação (semana 4), em comparação com o placebo.

Entre os objetivos secundários, foram observadas melhorias no Sino-Nasal Outcome Test-22 - (SNOT-22; uma avaliação da qualidade de vida relacionada com a saúde), no Teste de Identificação de Olfato da Universidade da Pensilvânia (UPSIT), no Total Nasal Symptom Score (TNSS) e no sentido do olfato. Além disso, foram observadas reduções na rinorreia posterior e corrimento nasal (rinorreia anterior). Nos estudos, omalizumab foi geralmente bem tolerado e o seu perfil de segurança foi consistente com estudos anteriores.  

Opinião
Na última década temos assistido a um grande desenvolvimento do conhecimento das doenças imunomediad

Sobre as diferentes patologias imunomediadas do Sistema Nervoso Central e do Sistema Nervoso Periférico, ocorre em ambas o aparecimento de sintomas e sinais de défice neurológico de instalação aguda ou subaguda ou crónica com episódios de agudização, que frequentemente são acompanhados de défices motores ou sensitivos, envolvimento ocular, visão dupla, parésia dos músculos da mímica, ou ainda disfagia ou disartria.

Perante um doente com este tipo de queixas, cabe ao neurologista efetuar uma avaliação clínica e um exame neurológico cuidado no sentido de determinar quais os sistemas envolvidos. Aqui será necessário ajuizar o local ou locais de lesão músculo, placa neuromuscular, nervo, raízes, vias longas (sinais piramidais ou nível de sensibilidades), esfíncteres, envolvimento de nervos cranianos, bem como alterações da vigília, da cognição ou comportamentais.

A partir da conjugação de vários sinais, é-nos possível efetuar um diagnóstico topográfico. No caso das lesões relativas ao Sistema Nervoso Periférico, são sinais de envolvimento periférico a atrofia muscular, a hiporreflexia, hipotonia, alteração das sensibilidades em meia e luva ou ainda as fasciculações. Já ao nível do Sistema Nervoso Central, são sinais de lesão central (medular ou cerebral) a hiperreflexia, a espasticidade, o nível único de alteração de sensibilidades, as alterações do equilíbrio e todas as que envolvem as funções nervosas superiores.

Uma vez estabelecido o local plausível de lesão, este será confirmado pelos meios complementares disponíveis, com mais relevância para a Ressonância Magnética no caso do Sistema Nervoso Central, e dos estudos neurofisiológicos para as lesões do Sistema Nervoso Periférico.

Já após ser confirmada a existência de lesão ou disfunção estrutural, segue-se a marcha diagnóstica em função do local ou locais de lesão com recurso principal aos múltiplos estudos serológicos e do líquido cefalorraquidiano que o clínico poderá dispor.

É sobre este exercício do diagnóstico diferencial das diferentes patologias do Sistema Nervoso Central e do Sistema Nervoso Periférico que me gostaria de focar.

No caso do Sistema Nervoso Central, e em particular da Esclerose Múltipla, é apresentado um amplo espectro de diagnósticos diferenciais, e não é raro que, no caso desta apresentação ser de uma mielite cervical alta com envolvimento agudo da via piramidal, o diagnóstico diferencial não seja efetuado com a Síndrome de Guillain-Barré, que cursa com tetraparésia e hiporreflexia. Também a diplopia pode ser um sintoma de envolvimento do tronco cerebral no caso da Esclerose Múltipla, mas pode ainda ser uma forma de apresentação de uma doença da placa neuromuscular, como a miastenia. Na realidade, o diagnóstico diferencial da Esclerose Múltipla é riquíssimo, e segundo a literatura envolve cerca de 100 entidades clínicas diferentes.

Contudo, nem sempre os meios complementares de diagnóstico acompanham em todos os locais o avanço da ciência, cabendo aos clínicos o papel de pressionar as entidades competentes para que os recursos sejam disponibilizados. Em muitos casos, o diagnóstico diferencial é complexo e consome não só recursos como tempo, e para um tratamento efetivo do doente é necessário o acesso do doente de forma rápida a serviços diferenciados, bem como rapidez na execução dos estudos designadamente imagiológicos e neurofisiológicos, o que infelizmente nem sempre acontece no nosso país.

Neste avanço, as Neurociências têm tido uma evolução muito marcada nas últimas décadas, e felizmente há atualmente uma grande divulgação científica, sendo que Portugal tem estado em rede com os centros internacionais, designadamente os europeus na investigação básica, translacional e clínica. A título de exemplo, confirmo que vários centros portugueses têm participado nos ensaios clínicos da maioria dos novos fármacos que têm sido aprovados para as doenças imunomediadas, o que num futuro próximo irá representar uma evolução significativa de diversas doenças crónicas e atualmente sem cura.

Além da investigação, destaco ainda a importância de garantir a contínua partilha do conhecimento e prática clínica a nível nacional. É nesse sentido que os responsáveis das áreas de doenças desmielizantes do Sistema Nervoso Central do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra vão organizar, em colaboração com a Biogen, o 4º Curso de Neuroimunologia, que nesta edição aborda o diagnóstico diferencial das diferentes patologias imunomediadas do Sistema Nervoso Central e do Sistema Nervoso Periférico.

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1º medicamento aprovado
Um estudo recente, publicado na Lancet Neurology vem comprovar que a utilização de Nusinersen traz benefícios na função motora...

A Lancet Neurology, uma das revistas académicas mais conceituadas na área da Neurologia, publicou recentemente um estudo que revela que a utilização de Nusinersen, medicamento desenvolvido pela Biogen para o tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (Spinal Muscular Atrophy – SMA), traz uma melhoria constante da função motora nos doentes em idade adulta.

Este é o resultado de um estudo independente liderado por uma equipa de investigadores do Hospital Universitário de Essen, na Alemanha, e de outros nove centros especializados em doenças neuromusculares deste mesmo país, que juntos decidiram analisar a sua experiência com a utilização de Nusinersen na prática clínica em doentes com SMA com início tardio, nomeadamente com os tipos II e III.

Apesar do objetivo inicial ser o de avaliar o resultado da utilização de Nusinersen na estabilização da perda gradual da função motora nos doentes com SMA, os investigadores acabaram por concluir que o medicamento pode permitir uma melhoria dessa função nos doentes adultos, nomeadamente no que respeita à recuperação do movimento nos membros superiores.

De acordo com Rita Lau, Diretora Médica da Biogen Portugal, “estes dados representam um passo significativo ao nível da investigação clínica para a Atrofia Muscular Espinhal, uma vez que comprovam que Nusinersen pode efetivamente contribuir para a modificação do curso natural da doença (que se caracteriza pelas crescentes dificuldades motoras e, em muitos casos, pela perda de função), e consequentemente devolver a função motora aos doentes adultos, permitindo-lhes uma maior autonomia e melhor qualidade de vida”.

Esta investigação contou com a participação de 124 doentes adultos com SMA (tipos II e III), tratados com Nusinersen, e que se submeteram à avaliação de diversas escalas de funções motoras, incluindo a Escala Motora Funcional de Hammersmith Expandida, o Módulo dos Membros Superiores – versão revista, e o Teste de marcha de 6 minutos. Deste total, 57 doentes foram acompanhadas durante um período de 14 meses.

No que respeita à primeira escala, a Escala Motora Funcional de Hammersmith Expandida, os doentes demonstraram uma melhoria média de 3.12 pontos, num máximo de 66 pontos. Nesta escala, uma melhoria de 3 pontos é considerada clinicamente relevante. Estes resultados foram mais notórios nos doentes com SMA tipo III e naqueles com marcha. Já em relação aos resultados obtidos através do Módulo de Membros Superiores – versão revista, os doentes melhoraram 1.09 pontos em 37. Por fim, no caso do Teste de marcha de 6 minutos, os doentes melhoraram em média 46 metros após 14 meses de tratamento.

O estudo vem ainda demonstrar que quanto mais cedo o tratamento com o Nusinersen for iniciado, melhores os resultados.

A Atrofia Muscular Espinhal consiste numa doença neuromuscular genética rara caracterizada pela perda de neurónios motores na medula espinhal, que resulta na fraqueza e atrofia muscular progressivas, uma vez que os músculos deixam de receber sinais do Sistema Nervoso Central. Os sintomas podem incluir fraqueza muscular progressiva, flacidez e perda de massa muscular (atrofia), sendo que a fraqueza muscular é geralmente igual nos dois lados do corpo.

Esta doença está dividida em quatro tipos: SMA tipo I, a forma mais grave da doença (representa 60% de todos os casos), cujos sintomas aparecem nos primeiros 6 meses de vida da criança e que se caracteriza pela incapacidade da criança se sentar sem apoio; SMA tipo II, cujos sintomas aparecem entre os 7 e os 18 meses, e que se carateriza pela incapacidade da criança andar e dificuldade de se sentar sem apoio; SMA tipo III, cujos sintomas aparecem após os 18 meses de idade, e no qual as pessoas afetadas perdem a função motora à medida de crescem; e SMA tipo IV, bastante raro, e que se apresenta como uma ligeira deficiência motora observada na idade adulta (os sintomas podem começar logo aos 18 anos, apesar da maioria dos casos ocorrer após os 35 anos).

Nusinersen foi o primeiro medicamento aprovado para o tratamento de recém-nascidos, crianças e adultos com Atrofia Muscular Espinhal. Administrado através de uma injeção intratecal, o seu mecanismo de ação visa aumentar a quantidade de proteína de sobrevivência do neurónio motor, essencial para a manutenção dos neurónios motores. Até ao final de 2019, mais de 10 mil pessoas tinham sido tratadas com Nusinersen em todo o mundo.

Projeto já chegou a mais de 100 mil jovens
O projeto Geração Saudável, iniciativa de promoção e educação para a saúde, desenvolvida pela Secção Regional do Sul e Regiões...

Nos últimos oito anos, o projeto Geração Saudável visitou cerca de 500 escolas e através dos 380 Farmacêuticos e Estudantes do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas que capacitou enquanto formadores, conseguiu sensibilizar cerca de cinco mil professores e mais de 100 mil jovens do segundo ciclo escolar. Esta iniciativa, desenvolvida com o apoio da farmacêutica Novo Nordisk, através do seu programa Changing Diabetes, tem como objetivo sensibilizar crianças, adolescentes e a população em geral para a importância da prevenção em saúde e alertar para os riscos e doenças associadas aos estilos de vida sedentários. Para além das escolas, realizou ações de sensibilização em mais de 80 eventos de saúde, alcançando aí mais de 20 mil pessoas.

“É com muito orgulho que encerramos o ano letivo com a contabilização de mais de 100 mil crianças e jovens envolvidos nas nossas sessões de sensibilização para a importância do estilo de vida saudável e formações em temáticas como o Uso Responsável do Medicamento, Diabetes e Dependências e Comportamentos Aditivos. É também um grande privilégio anunciar que o projeto Geração Saudável irá disponibilizar uma plataforma onde constará informação sobre saúde, disponível para toda a sociedade civil e com área reservada de e-learning para Farmacêuticos, que permitirá levar as ações de sensibilização e educação para a saúde a ainda mais pessoas por todo o país. Numa fase inicial, a plataforma disponibilizará informação sobre temas de saúde associados à população sénior, para quem os Farmacêuticos são tantas vezes o primeiro contacto de saúde e de proximidade. Queremos ajudar os farmacêuticos a dar ainda mais apoio nas suas comunidades”, destaca Luís Lourenço, Presidente da Secção Regional do Sul e Regiões Autónomas da Ordem dos Farmacêuticos. 

Após uma fase piloto da vertente sénior do projeto, que teve uma enorme recetividade por da população sénior impactada através das visitas do projeto a Centros Dia e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), a Ordem dos Farmacêuticos alargará esta iniciativa a todos os Farmacêuticos a nível nacional, possibilitando uma maior abrangência e impacto para o projeto. 

Este novo modelo de implementação, a ser implementado no último trimestre de 2020 e reconhecido pelo Centro de Ciência Viva através da atribuição do Prémio Comunicar Saúde em 2019, permitirá, através de uma plataforma online de formação, disponibilizar aos farmacêuticos de todo o país as ferramentas e materiais necessários para promover e facilitar a dinamização de sessões formativas sobre diversos temas em saúde. Este modelo conceptual é baseado na proximidade e envolvência destes profissionais de saúde nas comunidades.

Os primeiros temas desta plataforma, a publicar em 2020 e 2021, são o Uso Responsável do Medicamento, a Diabetes (com o apoio da Novo Nordisk), Doenças Respiratórias, Doenças Cardiovasculares, Doenças Metabólicas e Saúde Mental. Além da área reservada, que permitirá a capacitação dos Farmacêuticos esta plataforma terá na página principal informação útil aberta ao público sobre os referidos temas.

O projeto Geração Saudável pretende assim, informar a sociedade civil, especialmente a população sénior e fornecer materiais informativos de saúde relevantes para apoiar os Farmacêuticos a assumir o seu papel de promoção da literacia e prevenção em saúde junto das respetivas comunidades.

Para mais informações, visite o website a página de Facebook e de Instagram da Geração Saudável.

Pais atentos
Embora ainda não seja bem compreendida, sobretudo no que diz respeito à sua causa, estima-se que a e

Segundo, o especialista a esquizofrenia é “uma doença psicótica que se caracteriza pela presença de sintomas que se vão manifestando no período de 6 seis meses”, onde se incluem “delírios, alucinações ou discurso desorganizado”. O especialista adianta ainda que, embora os sintomas possam surgir de “forma gradual”, ao longo do tempo, há casos em que a doença, “num primeiro episódio”, se manifesta de forma brusca.

Embora as causas não sejam conhecidas, são atribuídos alguns fatores de risco para o seu desenvolvimento, como a exposição a situações de stress – “no passado, ocorria muito aos emigrantes, numa situação de guerra”, explica Luís Leão Miranda. Alguns especialistas admitem ainda que exista uma relação com a genética e o ambiente, o que leva a supor que algumas pessoas estejam mais predispostas a desenvolver a doença.

Quanto à idade em que esta pode surgir, Luís Leão Miranda, refere que “pode manifestar-se em idades mais precoces, mas tipicamente no jovem adulto”.

Entre as características comuns presentes na pessoa que desenvolve a doença estão: “o isolamento social, “são pessoas mais metidas com elas” e/ou que têm comportamentos algo bizarros”.

Quais os sinais precoces a que devemos estar atentos?

De acordo com o psiquiatra Luís Leão Miranda, “os pais devem estar atentos às alterações de comportamento” que os filhos possam apresentar:

  • “O tal discurso desadequado”;
  • Isolamento ou distanciamento social;
  • Ter comportamentos inadequados ou bizarros;
  • Falar sozinho;
  • Perda progressiva da relação interpessoal;
  • Distanciamento emocional;
  • Mudança de personalidade;
  • Mudança na higiene pessoa ou aparência;
  • Ter problemas relacionados com o sono.

Sempre que estes comportamentos sejam observados por mais de duas semanas, é aconselhado que se procure ajuda especializada.

“Há muito estigma associado à doença, inclusive dentro da própria família”, revela Luís Leão Miranda, por isso é extremamente importante que “os pais conheçam a doença” e se preparem para lidar com ela. O ideal é que estes seguissem um programa de intervenção familiar para ajudar os filhos durante o tratamento. “Teoricamente, há hospitais públicos que têm estas intervenções, no entanto os programas acabam por não funcionar”, lamenta.

Principais características da doença

A esquizofrenia pode manifestar-se de forma diferente de doente para doente, até porque existem vários tipos diferentes da doença, no entanto, de um modo geral, os seus sintomas podem dividir-se em três categorias:

Sintomas positivos da esquizofrenia

  • Alucinações – “geralmente são vozes, sentidas como vozes do pensamento e que os outros não conseguem ouvir”, descreve o médico psiquiatra.
  • Delírios – “sensação de que alguém que os quer magoar ou, por exemplo, ao ver televisão acham que a pessoa que está do outro lado está a falar para elas”, explica Luís Leão Miranda
  • Pensamentos desordenados (modos de pensar incomuns ou disfuncionais)
  • Distúrbios do movimento (movimentos do corpo agitado)

Sintomas negativos da esquizofrenia

  • Redução do afeto (expressão reduzida de emoções através da expressão facial ou tom de voz)
  • Reduzir os sentimentos de prazer na vida quotidiana
  • Dificuldade em iniciar e manter atividades
  • Redução de fala

Sintomas cognitivos

  • Baixo funcionamento intelectual (capacidade de entender informações e usá-la para tomar decisões)
  • Dificuldade em manter-se focado ou prestar atenção às atividades do dia a dia
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Atendimento inclusivo
A MatosinhosHabit, em parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos e a Associação para o Desenvolvimento Integrado de...

Em parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos e a Associação para o Desenvolvimento Integrado de Matosinhos (ADEIMA), a MatosinhosHabit, disponibiliza a todos os munícipes atendimento com presença de intérpretes de Língua Gestual Portuguesa. O objetivo é facilitar o acesso a todas as pessoas em situação de surdez.

Consciente e atenta às dificuldades de comunicação que alguns dos munícipes enfrentam diariamente, a MatosinhosHabit decidiu dotar todos os seus serviços de respostas adequadas e personalizadas para os diferentes públicos-alvo que recorram aos mesmos.

Assim, e com o intuito de proporcionar as mesmas oportunidades a toda a população, foi implementado um circuito interno de encaminhamento para pessoas em situação de surdez que acautela todos os seus direitos assim como uma resposta ajustada à realidade de cada utente.

Tiago Maia, administrador da MatosinhosHabit, sublinha: «o nosso principal objetivo ao disponibilizarmos intérpretes de Língua Gestual Portuguesa nos atendimentos é, sem dúvida, estarmos mais próximos dos munícipes e possibilitar que todos tenham direito a um acompanhamento e um apoio adequado a cada situação. Foi neste sentido que a MatosinhosHabit decidiu dotar os seus serviços de respostas inclusivas».

Para a concretização destas medidas, a MatosinhosHabit adaptará os conteúdos informativos das suas plataformas digitais (site e redes sociais), aos programas disponibilizados e ainda à orientação das candidaturas dos vários programas, o que permitirá facilitar a sua divulgação e recurso por parte das pessoas em situação de surdez.

Por outro lado, Tiago Maia explica que «para além de complementarmos os nossos serviços nesta área tão específica, era igualmente importante que os colaboradores da MatosinhosHabit estivessem preparados para o contacto inicial com estes munícipes. Nesse sentido, consideramos que a formação dos nossos colaboradores na primeira linha do atendimento era fundamental. Com este conjunto de medidas estaremos aptos para responder a todas as solicitações e efetuarmos assim um encaminhamento correto de todos os processos, sem exceção».

 

Campanha alerta para o risco de acidentes nas piscinas e praias
A Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV) está a promover uma campanha de consciencialização para o risco...

“Há saltos que podem mudar a tua vida. Protege a tua coluna!” é o mote desta iniciativa que está disponível nas redes sociais através de um vídeo que apresenta os dez conselhos que as pessoas devem seguir para prevenir este tipo de acidentes.

Para Miguel Casimiro, neurocirurgião e presidente da SPPCV, “o principal objetivo com o lançamento desta campanha é de alertar a população para os comportamentos de risco que podem levar a acidentes de mergulho, uma das principais causas de lesão na coluna vertebral, sobretudo nos jovens com menos de 35 anos”.

Sobre a escolha de um vídeo para redes sociais como a principal plataforma de divulgação desta iniciativa, o especialista refere que “é a opção mais óbvia, pois não só é uma forma dinâmica de levar o público-alvo desta campanha a pensar sobre o tema e, sobretudo, a reter as nossas recomendações que, quando seguidas, podem fazer toda a diferença na sua saúde, uma vez que uma vítima de um acidente de mergulho pode sofrer uma lesão modular grave, a qual pode levar a incapacidade ou à morte”.

As lesões na coluna derivadas de mergulhos ocorrem geralmente quando a cabeça bate no solo ou numa rocha. Além da baixa profundidade do local ou dos comportamentos de risco, estes acidentes podem estar relacionados com uma postura incorreta durante a execução do mergulho.

Em caso de presenciar um acidente e/ou suspeitar de uma lesão da coluna, a SPPCV alerta para a necessidade de contactar de imediato o 112 e de não mover a pessoa, pois qualquer movimento na vítima pode causar danos maiores e permanentes.

 

Tratamento utiliza células estaminais para restaurar função ovárica
Estima-se que 1 em cada 100 mulheres com menos de 40 anos sofra de falência ovárica prematura. Essa cessação prematura da...

O processo consiste, em vez de administrar as células mãe, algo que era feito nas fases prévias desta investigação, em deixar que elas mesmas cheguem ao ovário onde podem exercer os efeitos positivos. Nos dois casos, as células libertam fatores de crescimento tanto na administração das células quanto pela mera mobilização, que estimulam as células do tecido onde deveriam crescer, multiplicar-se ou regenerar-se. No caso do segmento de estudo somente da mobilização, trata-se de um procedimento menos invasivo porque as células não são administradas, mas podem chegar ao ovário danificado", explica Nuria Pellicer.

Este trabalho, apresentado na última edição do ESHRE, permitiu ampliar a população estudada, antes limitada a mulheres de baixa resposta, oferecendo assim uma oportunidade a esse grupo de mulheres abaixo de 40 anos com falência ovárica prematura que até agora não tinha opção de uma gestação com os seus próprios óvulos.

A reserva ovárica é composta de folículos primordiais, chamados "dormentes" (folículos muito pequenos que estão no ovário desde a sua formação e que constituem a reserva ovárica). Cerca de 1.000 desses folículos são ativados a cada mês e começam a passar por todos os estágios de desenvolvimento até atingir o estágio de óvulo maduro, num processo que leva meses. Muitos degeneram ao longo deste processo de desenvolvimento até restarem apenas um ou dois.

"A técnica consiste em permitir que esses folículos que, como o ovário está danificado nem sequer se ativam ou caso se ativam, se acabam por degenerar nos primeiros passos do crescimento, possam atingir o estágio maduro do óvulo, pois regeneramos o ambiente ou microambiente em que vão crescer e desenvolver-se. Todo este processo é realizado dentro do ovário", esclarece Sonia Herraiz.

Até agora, com os estudos anteriores as células estaminais eram introduzidas diretamente no ovário, mas resultados preliminares recentes deste estudo sugerem que talvez não seja necessário a introdução das células estaminais no ovário, uma vez que as células e os fatores que as segregam são capazes de chegar através do sistema de circulação num processo muito menos invasivo e mais simples de realizar em qualquer centro.

"Com isto, procuramos desenvolver uma técnica o menos invasiva possível e padronizá-la para que possa ser implementada em todas as nossas clínicas e oferecer a qualquer mulher que deseja ser mãe a possibilidade de o conseguir, mesmo quando as suas condições reprodutivas são desfavoráveis ou clinicamente inviáveis sem a intervenção da ciência, como é o caso", acrescenta Pellicer.

O estudo, que ainda está em desenvolvimento, inclui dois segmentos de estudo: um limitado à técnica ASCOT, ou seja, a infusão de células estaminais na artéria ovárica (definida pela mobilização das células, a sua extração e a sua subsequente introdução diretamente no ovário) e, em segundo lugar, uma opção menos invasiva que consiste em mobilizar igualmente as células, permitindo que alcancem o ovário sozinhas pela corrente sanguínea para verificar se têm os mesmos efeitos aquando são recolhidas e injetadas.

"É aqui que está o segundo avanço importante do nosso trabalho, e foi aqui que verificámos que a técnica de mobilização é capaz de fazer com que os ovários funcionem novamente e tenham folículos, demostrando assim que os dois segmentos conseguem promover o desenvolvimento dos folículos, e até algumas pacientes recuperaram a menstruação, reduzindo assim os sintomas da menopausa. No entanto, devemos ser cautelosos, pois estes são os resultados preliminares de um estudo que ainda está em fase de desenvolvimento. De momento conseguiram-se embriões em 2 das 10 pacientes

incluídas e uma gravidez de 37 semanas no ASCOT, em pacientes com possibilidades quase nulas nos procedimentos clássicos de fecundação in vitro", comenta Pellicer.

"Uma linha de pesquisa muito encorajadora, na qual continuaremos a trabalhar com um único objetivo: melhorar as técnicas e tratamentos de reprodução assistida, com a finalidade de obter os melhores resultados no maior grupo populacional, independentemente da dificuldade do prognóstico reprodutivo", conclui Herraiz.

Técnica ASCOT: 3 bebés alcançados e 6 gestações

Hoje já existem 3 bebés e 6 gestações graças à técnica ASCOT de rejuvenescimento ovárico, da qual o IVI é pioneiro em todo o mundo. Este é o transplante de células estaminais da medula óssea na artéria ovárica (BMDSC, sigla em inglês Bone Marrow-Derived Stem Cells), fazendo com que o ovário, órgão responsável pela ovulação, inverta parcialmente o seu processo de envelhecimento e ative os folículos dormentes, que de outra forma permaneceriam no ovário sem se desenvolver.

Essa técnica melhorou os biomarcadores da função ovárica em 81% das pacientes e já é uma realidade para essas mulheres, tanto em pacientes com baixa resposta quanto em mulheres com falência ovárica precoce.

Após a primeira fase num modelo animal para verificar a eficácia da técnica com células estaminais, este estudo passou para a segunda fase em pacientes com baixa resposta. No total, 20 pacientes tiveram as suas células estaminais mobilizadas, extraídas para o sangue periférico e implantadas novamente no ovário, com a finalidade de reverter o processo de envelhecimento e, assim, ativar os folículos dormentes. Como resultado, ocorreram gestações espontâneas em mulheres com baixa reserva ovárica após um transplante de medula óssea.

Com o sucesso desta fase, passámos para uma terceira etapa, que consistia no recrutamento de mulheres com menos de 38 anos, desta vez com falência ovárica precoce (situação com pior prognóstico reprodutivo do que as mulheres de baixa resposta). Aqui nasceram os dois aspetos de implementação mencionados acima.

Do rejuvenescimento ao resgate ovárico

Embora seja popularmente conhecido como "rejuvenescimento ovárico", a verdade é que esse procedimento consiste no resgate de folículos que estavam naquele ovário, portanto seria mais apropriado dizer "resgate ovárico".

Esta técnica não rejuvenesce, mas recupera os folículos dormentes. As células estaminais ativam este nicho ovárico para poder resgatar os folículos que já existem, para que cresçam e amadureçam, para finalmente ter óvulos maduros para as pacientes.

 

Nova opção terapêutica
A Comissão Europeia (CE) aprovou a extensão de indicação de Canagliflozina, de forma a incluir os importantes dados sobre os...

Pela primeira vez na Europa, os doentes com DM2 com uma taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) entre 60 e 45 mL/min/1,73m2 podem agora iniciar o tratamento com canagliflozina 100mg. Além disso, os doentes com DM2 com albuminúria e uma TFGe ≥30 mL/min/1,73m2 podem agora iniciar o tratamento com canagliflozina 100mg e continuar até à diálise ou transplante renal.[iv]

“Estamos muito satisfeitos com esta extensão de indicação concedida pela Comissão Europeia, o que significa que os doentes com DM2 e complicações renais terão agora à sua disposição uma nova opção de tratamento para ajudar a reduzir o risco de desenvolver insuficiência renal, potencializando assim a redução da necessidade de diálise ou transplante renal.” disse o Dr. Vinicius Gomes de Lima, Líder Europeu de Medical Affairs, Mundipharma. “A Agência Europeia de Medicamentos reforçou que a gestão da DRD deve ser um objetivo chave de tratamento da DM2 e, por isso, é crucial que os médicos tenham tratamentos eficazes para ajudar a parar a progressão desta complicação que coloca vidas em risco.”

O professor Vlado Perkovic, autor do estudo e professor no George Institute, Austrália, reitor de medicina da UNSW de Sydney comentou: "A canagliflozina é a primeira descoberta médica em quase 20 anos com provas de retardar a progressão da doença renal crónica em doentes com diabetes e com alto risco de desenvolver insuficiência renal. Estes resultados impressionantes do estudo CREDENCE têm implicações clínicas significativas para prevenir a insuficiência renal e foram agora incorporados nas principais diretrizes renais, de diabetes e cardiovasculares a nível global. É então oferecida uma oportunidade para melhorar significativamente a saúde de milhões de pessoas que vivem com doença renal crónica e diabetes mellitus tipo 2. Com a nova aprovação da Comissão Europeia, estes benefícios podem ser aproveitados por pessoas de toda a Europa."

O estudo CREDENCE foi o primeiro ensaio totalmente dedicado à avaliação de resultados renais e cardiovasculares em pessoas com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e doença renal diabética (DRD). O estudo recrutou 4401 indivíduos com uma TFGe de 30 a <90ml/min/1.73m2 e albuminúria (rácio albumina urinária: creatinina >300 a 5000 mg/g). Todos os doentes foram tratados num contexto da prática clínica instituída para a DRD, incluindo iECAs e ARAs. Os resultados evidenciaram que a canagliflozina demonstrou uma redução de 30% em comparação com o placebo, no risco do endpoint primário composto que compreende a doença renal terminal (DRT), duplicação da creatinina sérica e morte renal ou cardiovascular (CV), com taxas de eventos de 43,2 vs. 61,2 por 1000 doentes-ano, respetivamente (Hazard Ratio [HR]: 0,70; Intervalo de Confiança [IC] de 95%: 0,57 a 0,84; p<0,0001).[v]

As taxas de eventos adversos e de eventos adversos graves foram semelhantes no grupo canagliflozina e no grupo placebo. Não se registaram diferenças na incidência de amputações dos membros inferiores (12,3 vs. 11,2 eventos por cada 1000 doentes-ano; HR: 1,11; IC 95%: 0,79 a 1,56) ou fraturas ósseas adjudicadas (11,8 vs. 12,1 eventos por cada 1000 doentes-ano; HR: 0,98; IC 95%: 0,70 a 1,37).5 O estudo foi interrompido precocemente no início de julho de 2018, devido a resultados positivos de eficácia.

A canagliflozina está aprovada na União Europeia desde 2013, onde é indicada para o tratamento de adultos com DM2 insuficientemente controlada como adjuvante da dieta e do exercício, como monoterapia e associada a outros medicamentos que reduzem os níveis de açúcar no sangue.4 

Referências:

[i] European Commission. 26th June 2020 Decision C(2013)8171(final) for Invokana – canagliflozin. Disponivel em: https://ec.europa.eu/health/documents/community-register/html/h884.htm. Último acesso a julho de 2020.

[ii] International Diabetes Federation. IDF Diabetes Atlas - 9th Edition. Disponível em: https://www.diabetesatlas.org/en/resources/. Último acesso a junho de 2020.

[iii] Alicic R, Rooney M, Tuttle K. Diabetic Kidney Disease: Challenges, Progress, and Possibilities. Clin J Am Soc

Nephrol. 2017; 12(12):2032-45.

[iv] Invokana summary of product characteristics. Updated June 2020. Disponível em: https://ec.europa.eu/health/documents/community-register/html/h884.htm. Último acesso a julho de 2020.

[v] Perkovic, V. et al. Canagliflozin and Renal Outcomes in Type 2 Diabetes and Nephropathy. N Engl J Med. 2019; 380:2295–2306.

Retoma de consultas
A Associação Portuguesa de Podologia (APP) alerta para os cuidados que as pessoas que sofrem com o pé diabético devem retomar,...

“Após três meses de confinamento, muitas foram as pessoas que ficaram privadas das suas consultas, levando a que cuidassem menos dos seus pés, e, consequentemente, deixando que outras doenças de maior gravidade avançassem. Face a este fator, é importante consciencializar as pessoas para a retoma dos cuidados a ter com a saúde dos pés, especialmente as que sofrem de doenças como o pé diabético”, explica Manuel Portela, presidente da APP.

E acrescenta: “A diabetes é uma doença que afeta cerca de um milhão de portugueses e com o passar do tempo, estes doentes acabam por ter alterações dos membros inferiores, como défices sensitivos e motores, alterações da posição das articulações do pé, feridas e infeções (pé diabético). Como tal, recomendamos que, além de uma dieta equilibrada e uma avaliação regular da taxa de glicemia, as pessoas sigam os cuidados que são recomendados pelos profissionais de podologia após estes terem realizado um diagnóstico prévio.”

É importante que os doentes que sofrem de pé diabético sejam acompanhados por um podologista devidamente certificado e que todos os dias, ou pelo menos uma vez por semana, os pés sejam examinados num local bem iluminado, de maneira a que seja possível verificar a existência de qualquer lesão, tais como cortes, calos, bolhas, micoses, fissuras, feridas ou alterações de cor.

 

Estudo PORTHOS
Há mais de 20 anos que os dados sobre a prevalência da doença em Portugal não são atualizados.

O estudo PORTHOS (PORTuguese Heart failure Observational Study), desenvolvido em colaboração com a Astrazeneca, vai permitir conhecer a prevalência atual da insuficiência cardíaca no nosso país, já que os últimos dados sobre esta matéria foram recolhidos em 1998 e publicados em 2002, no estudo EPICA.

O início do estudo está previsto para o próximo mês de outubro, a partir do qual uma carrinha irá percorrer o país, realizando o levantamento de dados através de um conjunto de rastreios a mais de seis mil pessoas. Segundo projeções feitas a partir do estudo EPICA, estima-se que em Portugal possam existir 400.000 indivíduos adultos com Insuficiência Cardíaca, e que possa vir a ocorrer um aumento de 30% no número de doentes até 2034.

Victor Gil, Presidente da SPC, considera que “mais de vinte anos depois, com diferente enquadramento demográfico, com alterações profundas no tecido social e económico e até diferentes definições da insuficiência cardíaca, torna-se imperativo  efetuar um novo estudo, de forma a melhor compreender a epidemiologia e com isto projetar melhores decisões clínicas, de organização de cuidados e políticas de saúde”.

A coordenação operacional será assegurada por uma Comissão Executiva, presidida pela Professora Doutora Cristina Gavina. A coordenação científica do estudo estará a cargo do Coordenador do Grupo de Estudos de Insuficiência Cardíaca da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Prof. Doutor Silva Cardoso. No enquadramento estratégico, no apoio científico, e na execução do estudo estarão envolvidos dezenas de académicos e clínicos.

 

 

 

 

 

Por questões de segurança
O Conselho Científico e a Direção da Associação Nacional de Laboratórios Clínicos (ANL), anunciaram o adiamento do VIII...

O Congresso deveria ter acontecido em maio deste ano, contudo, a evolução da COVID-19 no nosso país condicionou a realização de todos os eventos científicos que estavam programados. “Pensámos que outubro seria uma boa altura, mas, face ao novo aumento da incidência de COVID-19, consideramos não haver condições para realizar o congresso em 2020”, acrescentou o presidente do Conselho Científico da ANL.

Apesar da constante necessidade de atualização na área da Medicina Laboratorial, o Manuel Carvalho reforçou que “a saúde é prioritária e que os profissionais de saúde devem ser os primeiros a dar o exemplo”. Por esse motivo, o Congresso transita para 2021 “também em maio e no mesmo local – o Centro de Congressos de S. Rafael, no Algarve.

Relativamente ao programa científico, os temas e convidados vão manter-se também, mas haverá a possibilidade de fazer ajustes face à necessidade de inserir questões relacionadas com a pandemia no debate.

 

Desconfinamento
A possível redução dos níveis de atividade física, como resultado do período de confinamento, em con

Sabemos que a prática regular de exercício físico é um dos pilares para um estilo de vida saudável, contribuindo, por exemplo, para a redução do risco de doenças cardiovasculares e para o fortalecimento dos ossos e músculos. Já as consequências do sedentarismo incluem a obesidade, sendo ambos fatores impulsionadores do aparecimento de doenças nos pés, e de atrofia muscular, o que pode traduzir-se em prejuízos para a mobilidade das pessoas.

Contudo, além das precauções que os novos tempos exigem, pelo risco de contágio, no regresso aos treinos, é preciso que os cuidados para prevenir as lesões desportivas não sejam deixados para trás.

Considerada uma das lesões musculoesqueléticas mais comuns na população ativa e frequente no universo desportivo, a entorse do tornozelo ocorre na sequência de uma rotação extrema do membro inferior, quando um ligamento é forçado além da sua normal capacidade. No respeitante a esta lesão, os desportos com movimentos de impulsão e corrida, os antecedentes de entorses, a fadiga muscular e ligamentar, o uso de calçado instável e com sola desgastada, bem como a realização de atividade física em piso irregular estão entre os principais fatores de risco.

Ainda assim as duas causas principais de lesões desportivas são a prática de exercício físico sem o aquecimento inicial e sem os alongamentos finais.

Embora as entorses do tornozelo e outras lesões possam ser resultantes de erros técnicos ou esforço excessivo, os exercícios de aquecimento são muito importantes na sua prevenção, não apenas no que respeita aos pés, mas também aos músculos de todo o corpo, dado que estimulam a sua flexibilidade, contribuem para evitar possíveis estiramentos e roturas musculares e preparam ainda a mente para a prática do exercício físico.

O aquecimento deve dividir-se em duas etapas: o aquecimento geral, cujo principal objetivo é aumentar a temperatura do corpo, preparando o sistema circulatório e respiratório; e o aquecimento específico, que trabalha partes singulares do corpo e movimentos específicos.

Também os alongamentos são essenciais para acelerar a recuperação, de forma a promover a circulação sanguínea e a aliviar a tensão acumulada nos músculos. Estes exercícios podem e devem ser feitos também aquando do aquecimento.

Se com o desconfinamento está a retomar a sua rotina desportiva, e porque uma pessoa destreinada corre maior risco de se lesionar, inicialmente não deve exagerar no tempo, distância e intensidade dos treinos.

Para que seja saudável, a prática de exercício físico deve ser também adequada às necessidades de cada um, tendo em conta a idade, o género e possíveis patologias.

Cuidados a ter durante a prática de exercício físico:

  • Faça um aquecimento antes de iniciar a sessão, com duração entre 5 a 10 minutos, e com exercícios que estimulem a circulação sanguínea e preparem os músculos para o esforço;
  • No final de cada sessão, reserve cerca de 10 minutos para abrandar o ritmo cardíaco e para alongar os músculos (pode também completar com massagens nos pés);
  • O descanso é fundamental, por isso, no caso de realizar treinos intensos, faça pausas de 48 horas para recuperação muscular. Se a intensidade do exercício que pratica é baixa a moderada, pode fazê-lo em dias consecutivos;
  • Utilize calçado adequado a cada desporto. Enquanto que o calçado de corrida deve ter um bom amortecimento e ser leve e maleável, para praticar pilates deve usar sapatilhas antiderrapantes com proteção flexível. Já para desportos com grande intensidade, o pé deve estar bastante estável;
  • O calçado deve adequar-se corretamente aos pés, de modo a não causar fricção e deve oferecer proteção ao tornozelo;
  • Lembre-se que um par de sapatilhas dura 150 a 200 horas ou 500 a 600 km de treino;
  • Use roupa adequada à modalidade que pratica e, no verão, opte por um vestuário leve e com cores claras;
  • Calce meias de algodão;
  • Mantenha-se hidratado, sobretudo nestes dias quentes;
  • Preste atenção aos sinais de alarme e, se necessário, fale com um profissional de saúde.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Até 30 de setembro
A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) abriu candidaturas para atribuir três prémios anuais de pagamento da propina...

A investigação clínica tem um papel determinante na promoção do conhecimento e da inovação nas ciências médicas, com grande importância para a qualidade e atualidade do ensino nas Faculdades de Medicina.

Esta é a segunda edição desta iniciativa.

Mais informações em: https://www.spmi.pt/candidaturas-propina-de-doutoramento-2020.

“A saúde do coração não tira férias”
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) está a promover uma campanha de consciencialização com o mote “A...

“A adoção de um estilo de vida saudável, optando por uma alimentação adequada e pela prática de exercício físico, e evitando situações de stress e o consumo de álcool e de tabaco, é essencial para a prevenção da doença coronária”, afirma João Brum Silveira, presidente da APIC.

E acrescenta: “As doenças coronárias são crónicas e obrigam à toma continuada de medicação. No caso de ser um doente cardíaco, lembre-se de levar os medicamentos para o seu destino de férias e não se esqueça de os tomar. É muito importante. A Saúde do Coração não tira férias.”

A doença coronária carateriza-se pela acumulação de depósitos de gordura no interior das artérias que fornecem sangue ao coração. Esses depósitos causam um estreitamento ou obstrução das artérias o que provoca uma diminuição dos níveis de oxigénio e nutrientes que chegam às células do músculo cardíaco. As principais doenças coronárias são a angina de peito e o enfarte agudo do miocárdio.

 

Estudo
Vários estudos internacionais mostram que a utilização de uma plataforma de gestão remota grandes benefícios para os doentes em...

Num estudo retrospetivo com doentes em diálise peritoneal domiciliária na Colômbia, o uso da plataforma de gestão remota (telessaúde/ telemedicina) foi associado a uma redução de 56% de falha da técnica.

Noutro estudo realizado no Canadá, os dados revelam que 74% dos doentes que receberam terapêutica de hemodiálise expandida (HDx) relataram uma melhoria na qualidade de vida conseguida através de mais energia, melhoria do sono, apetite e/ ou dor reduzida. Estes estudos, entre outros, foram apresentados no âmbito do apoio ao intercâmbio científico durante o 57º Congresso Virtual ERA-EDTA, que decorreu entre os dias 6 e 9 de junho.

"Tendo em conta a pandemia da COVID-19, nunca foi tão importante para os doentes poderem realizar o tratamento de diálise em segurança e na sua própria casa, ou fazer uma terapêutica que dizem melhorar a sua qualidade de vida", referiu Laura Angelini, General Manager da Unidade de Negócio de Cuidados Renais da Baxter. “Embora os congressos médicos se tenham realizado em formatos virtuais este ano, continuamos a trabalhar juntamente com profissionais de saúde sobre a importância de continuar a partilhar estudos que contribuem para melhorar a nossa resposta às necessidades específicas dos doentes durante a pandemia”.

Os doentes que usam os sistemas de DPA com a plataforma de gestão remota de doentes são acompanhados pelos profissionais de saúde sem necessidade de sair de casa, já que os dados de tratamento de diálise domiciliária dos seus doentes são reunidos com segurança e automaticamente após cada sessão de DPA. Os profissionais de saúde podem atuar com base nessas informações e ajustar remotamente as configurações dos dispositivos no domicílio, evitando que os doentes façam deslocações para realizar tratamentos.

A falha da técnica é uma grande barreira ao alargamento do uso de DPA. O resumo, "Resultados Clínicos do Programa de Monitorização Remota de Doentes em Diálise Peritoneal Automatizada: Uma Experiência Colombiana", [Resumo #P1151] revela a promessa de melhorar o acesso à terapêutica domiciliária devido a uma redução relatada de 56% de falha da técnica em DPA nos doentes que usam a plataforma de gestão remota. O estudo retrospetivo e multicêntrico com 558 doentes decorreu na Colômbia entre 2016 e 2018. Cerca de 25% dos doentes incluídos neste estudo usavam a plataforma de gestão remota; os restantes doentes usavam um sistema DPA sem recurso a tecnologia de gestão remota. Não se registaram diferenças significativas nas taxas de peritonite entre os doentes incluídos no estudo.

O estudo "Hemodiálise Expandida (HDx) - Impacto nos Sintomas Relatados pelos Doentes" [Resumo #P1062] destacou dados sobre as melhorias auto-relatadas pelos doentes nas métricas de qualidade de vida em terapêutica HDx. O estudo de 12 semanas monitorizou as características dos sintomas de 23 doentes, duas a três vezes por semana. Biomarcadores laboratoriais, incluindo beta-2 microglobulina e cadeias leves livres, também foram recolhidos no início e após 12 semanas de terapêutica HDx. Os autores estratificaram o grupo de doentes com base nos seus sintomas basais em hemodiálise convencional (usando uma membrana de alto fluxo) e avaliaram a experiência dos sintomas dos doentes em HDx ao longo do tempo. Embora seja necessário dar continuidade ao trabalho para estratificar mais ainda os sintomas em relação aos resultados demográficos/ bioquímicos e aos resultados clínicos, 74% dos doentes envolvidos no estudo relataram melhoria em, pelo menos, uma métrica de qualidade de vida.

O dialisador inovador para HDx foi concebido para filtrar uma gama mais ampla de moléculas do sangue em comparação com outros filtros de hemodiálise convencionais, visando a remoção de médias e grandes moléculas (25 kDa a <60 kDa) que podem estar associadas à inflamação e risco cardiovascular em doentes com doença renal terminal (DRT)1,2,3. A sua inovadora membrana expande a gama de solutos removidos durante a diálise habitual, mantendo as proteínas essenciais a um nível limitado. Este perfil de início de corte e retenção único permite uma filtração mais aproximada da realizada pelo rim natural4,5.

Em resposta ao impacto que a COVID-19 está a ter na comunidade médica que continua a prestar cuidados de saúde, a Baxter também disponibilizou uma bolsa ilimitada para duas sessões especiais durante o ERA-EDTA sobre: “Situação Atual da COVID-19 na Europa, a Nível Global e na Nefrologia” e “Lesão Renal Aguda, Diálise e Transplante em Doentes com COVID-19”.

Referências:
1 Chmielewski et al. The Peptidic Middle Molecules: Is Molecular Weight Doing the Trick? Sem Nephrol 2014;34:118–34.
2 Neirynck N, et al. An update on uremic toxins. Int Urol Nephrol. 2013; 45:139-50.
3 Duranton F, et al. European Uremic Toxin Work Group. Normal and pathologic concentrations of uremic toxins. J Am Soc Nephrol. 2012 Jul;23(7):1258-70.
4 Boschetti-de-Fierro A, et al. MCO membranes: Enhanced Selectivity in High-Flux Class. Scientific Reports 2015; 5:18448
5 Zweigart C, et al. Medium cut-off membranes – closer to the natural kidney removal function. Int J Artif Organs 2017; 40(7):328-334  

MOVA congratula-se com
Foi com enorme satisfação que o Movimento Doentes Pela Vacinação recebeu a notícia da recomendação oficial da Sociedade...

Em concordância com a Direcção-geral da Saúde (DGS), a SPEDM considera que este grupo corre risco acrescido de contrair infeções graves e potencialmente fatais como a Sepsis, a Meningite ou a Pneumonia, e que por isso deve ser vacinado. Os números são claros: uma pessoa com Diabetes tem, no mínimo, duas vezes mais probabilidade de contrair Pneumonia. Um doente com Pneumonia que tenha Diabetes fica internado, em média, mais um dia do que um indivíduo que não sofra da doença. A mortalidade, nestes casos, também é superior. Pode consultar as recomendações aqui.

A decisão da SPEDM baseou-se no risco acrescido que pessoas com Diabetes apresentavam em contrair Pneumonia e outras formas graves de Doença Invasiva Pneumocócica, no elevado risco de mortalidade, nas potenciais sequelas e nos próprios custos dos tratamentos.

Sabemos que a Diabetes diminui as defesas do hospedeiro e que cria condições para a infeção por bactérias como o pneumococo. Um estudo a 4 anos (2009 a 2012) revelou que a prevalência da Diabetes nos doentes internados com Pneumonia, uma das formas mais graves e comuns da doença era, no mínimo, o dobro a duas vezes e meia, quando comparada com a população que não sofria da doença. O mesmo estudo revelou que pequenos aumentos da incidência de Diabetes estavam associados a um aumento mais significativo da prevalência da Pneumonia na população internada, e que um doente com Pneumonia que também sofresse de Diabetes ficava, em média, mais um dia internado do que um indivíduo sem a doença.

Também a mortalidade se revelou superior nestes casos. De 13,5% registada nas pessoas sem Diabetes, passava para 15,2% nas que tinham ambas as morbilidades.

Ou seja, provou-se que as pessoas com Diabetes morrem mais de Pneumonia e que, mesmo quando sobrevivem, o seu internamento é mais prolongado. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenirmos esta e outras doenças graves e está agora recomendada pela SPEDM.

“Existe uma norma da Direção-geral da Saúde que recomenda a vacinação antipneumocócica a todos os adultos (idades superiores a 18 anos) pertencentes aos grupos de risco. É com enorme satisfação que assistimos ao reforço desta recomendação pela SPEDM a um grupo que nos é tão próximo. A prova de que vale a pena apostar na sensibilização e na divulgação de informação junto da comunidade, seja através da FPAD, ou do MOVA”, explica Emiliana Querido, presidente da FPAD - Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes, uma das 15 associações que integram o MOVA.

“É fundamental sensibilizar as pessoas. Dotá-las de conhecimento. Sabemos que 9 em cada 10 adultos com mais de 50 anos não estão vacinados contra a Pneumonia, e que a maioria não o faz por falta de aconselhamento médico. Trabalhamos, diariamente, para inverter esta tendência e contribuir para a melhoria da esperança e da qualidade de vida da população. Tomadas de posição como esta da SPEDM são excelentes notícias, fundamentais para a redução da mortalidade por doenças preveníveis por vacinação”, conclui Isabel Saraiva, presidente da Respira e fundadora do MOVA.

Fontes:

*Diabetes – Poster ERS 2015: Prevalence and impact of Diabetes mellitus (DM) among hospitalized community-acquired pneumonia (CAP) patients: Madalena Martins, PHD; Filipe Froes, MD; José M Boavida, MD; João F Raposo, PHD; Baltazar Nunes, PHD; Rogério T Ribeiro,, PHD; m Paula Macedo, PHD; Carlos Penha-Gonçalves, PHD.

**PneuVUE®: Uma Nova Visão em relação à Pneumonia Entre Adultos Mais Velhos. Disponível em https://www.ipsos-apeme.com.

Não corra riscos
Já deve ter ouvido dizer que a nossa pele tem memória, e a verdade é que tal como qualquer organismo

Entre os principais riscos da exposição solar prolongada ou sem proteção está o desenvolvimento de tumores cutâneos que poderiam ser evitados se fossem seguidos os principais conselhos médicos. No entanto, a realidade é que todos os anos são diagnosticados mil novos casos de cancro de pele, só em Portugal.

De acordo com Rita Teixeira de Sousa, oncologista no Centro Hospitalar Lisboa Norte e Hospital Lusíadas Lisboa, existem “3 tipos principais de cancro de pele: o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma”.

“O carcinoma basocelular é a forma mais comum, mas também a menos perigosa deste tipo de cancro”, revela sugerindo que este represente 65% de todos os cancros cutâneos. Este pode surgir como uma lesão saliente e com coloração ou como uma ferida que persiste em não cicatrizar, e quando não tratado, pode atingir tecidos mais profundos.

“O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum de cancro de pele, que aparece em áreas da pele muito expostas ao sol (cara ou couro cabeludo) como uma superfície mais elevada e com crosta. Pode ulcerar e localmente pode ser muito invasivo, pelo que deve ser excisado com margens de segurança”, descreve a especialista em oncologia acrescentado que estes, embora não metastizem, podem reincidir, pelo que é necessário redobrar a vigilância.

O melanoma, embora seja mais frequente entre os mais velhos, pode atingir pessoas de qualquer idade. Este pode desenvolver-se a partir de qualquer sinal do corpo pelo que se deve ter atenção a variações de tamanho, forma, cor ou textura. “Outros sintomas que surgem quando se desenvolve um melanoma são: o aparecimento de pequenas crostas, comichão num sinal já existente, hemorragia e/ou não cicatrização do mesmo”, explica a médica.

Embora as causas exatas para o seu aparecimento não estejam totalmente estabelecidas, sabe-se que existem fatores de risco conhecidos. “O reconhecimento destes permite a identificação de indivíduos para serem adotados cuidados para a sua prevenção”, revela. Tome nota: 

  • A exposição à radiação UV é o principal fator de risco para a ocorrência de melanoma. O risco de aparecimento de cancro de pele/melanoma está relacionado com o padrão e duração de exposição solar, mas pode ocorrer tanto em pessoas com exposição contínua como intermitente, pelo que são essenciais cuidados adicionais.
  • Alguns tipos de pele são mais sensíveis à radiação UV, por exemplo, as peles mais claras e pessoas com olhos claros. “As pessoas que correm mais riscos são as pessoas ruivas ou loiras e com sardas”.
  • Os sinais resultam de acumulação de melanócitos (células que produzem melanina, substância que é responsável pela coloração) à superfície da pele. O número elevado de sinais no corpo e com irregularidades (assimetria, mudança de cor, bordas irregulares e aumento de tamanho) aumentam o risco de desenvolver melanoma.
  • O risco de desenvolver melanoma aumenta com a idade. No entanto, pode ocorrer em qualquer idade.
  • As pessoas que já tiveram um diagnóstico de melanoma, têm maior risco de ter um segundo tumor.
  • Cerca de 10% dos doentes com melanoma têm histórico familiar da doença. Existem mutações associados a um maior risco familiar, como por exemplo: no gene CDKN2A; BRCA; MCR1.

Como desfrutar do sol em segurança?

A prevenção continua a ser a melhor forma para diminuir a incidência do cancro de pele e, embora se verifiquem alterações positivas de comportamento por parte dos portugueses, “é essencial continuar a apostar na consciencialização para os perigos da exposição solar incorreta e excessiva, e sensibilizar as pessoas para vigiarem os seus próprios sinais”, apela a médica oncologista.

Assim, para evitar riscos, nesta época do ano, seja na praia, piscina ou campo, deve usar sempre protetor solar com fator de proteção adequado ao tom de pele, renovando a sua aplicação com frequência, evitar a exposição solar nas horas de maior calor, usar chapéu e os óculos de sol, e manter-se hidratado.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Como forma de agradecimento
Na semana de 13 a 19 de julho, o Jardim Zoológico convida todos os profissionais de saúde, bombeiros e membros da PSP e GNR a...

Para usufruir desta oferta*, em vigor de 13 a 19 de julho, os profissionais deverão apresentar nas bilheteiras o cartão profissional ou uma declaração da entidade patronal, acompanhado do cartão de cidadão.

É também nesta semana que se assinala em todo o mundo o Dia Mundial da Serpente, animal que simboliza as ciências médicas, a 16 de julho, e que tem como objetivo sensibilizar para a importância da conservação destes animais. Apesar de muitas vezes serem considerados assustadores, estes répteis desempenham um papel fundamental no ecossistema e para o Homem: os princípios ativos dos seus venenos são usados para obtenção de medicamentos para várias doenças humanas e, para além disso, contribuem ativamente para o controlo de pragas.

De forma a celebrar esta data, e apesar do Reptilário se encontrar temporariamente encerrado, no dia 16 de julho, às 15h, poderá participar numa viagem virtual pelas serpentes do Jardim Zoológico e descobrir as mais interessantes curiosidades sobre estes animais.

Depois de quase três meses fechado ao público, o Jardim Zoológico reabriu no dia 8 de maio com apertadas medidas de higienização e com uma profunda palavra de agradecimento a todos os profissionais que tornaram possível este desconfinamento.

Visite o Jardim Zoológico, sozinho ou em família, descontraia neste espaço seguro ao ar livre e leve novas e felizes memórias consigo.

*Mais informação:

Esta oferta é apenas válida para os membros da Ordem dos Enfermeiros, da Ordem dos Médicos, da PSP, da GNR, operacionais de saúde e bombeiros, não extensível ao agregado familiar e não acumulável com outras ofertas, descontos ou vales. Esta oferta é apenas válida na bilheteira do Jardim Zoológico, de 13 a 19 de julho de 2020. Deverá apresentar nas bilheteiras o cartão profissional ou uma declaração da entidade patronal. É imprescindível a apresentação física do mesmo, acompanhado pelo cartão de identificação.

Para mais informações visite www.zoo.pt.

 

Exposição virtual do Museu da Farmácia abre portas ao público
“Um Mundo de Máscaras” abre portas ao público, em formato presencial, a partir desta quarta-feira, 8 de Julho, no Museu da...

A exposição virtual foi inaugurada a 18 de Maio e, até ao momento, teve 8.300 visitantes.

«A resposta à exposição virtual tem sido excelente e acreditamos que vamos ter uma reacção semelhante à inauguração presencial, não só pelo simbolismo actual da máscara, mas também pelo próprio interesse histórico que este objecto acarreta», afirma Gonçalo Magano, curador do Museu da Farmácia.

A iniciativa, que tem como embaixadora a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, procura promover uma ponte entre o presente e o passado, de modo a desmistificar a utilização deste objecto milenar utilizado para diversos fins ao longo da história, além da protecção.

Esta exposição conta também com uma componente de Realidade Aumentada, uma tecnologia que permite projectar conteúdos virtuais, como imagens, no mundo real. Através da simples leitura de um código QR, o visitante poderá viajar no tempo e “vestir”, de forma virtual, as máscaras que compõem a exposição. Para desfrutar desta experiência interactiva necessitará apenas de um telemóvel com câmara.

Um dos exemplos de máscaras que será possível ver é a Máscara do Fato da Peste Negra, criada no século XVII, para proteger os médicos que tratavam os infectados. Esta tem a particularidade de apresentar um bico comprido no qual eram colocadas ervas aromáticas e palha, de forma a filtrar os cheiros para protecção do médico, de acordo com as crenças de então.

Além do efeito de protecção, que dado o contexto actual está bastante massificado, as máscaras também foram utilizadas na Europa enquanto instrumentos de punição, como é caso da Máscara da Vergonha, igualmente patente na exposição. Quando uma pessoa violava alguma convenção social poderia ter como castigo a utilização deste tipo de máscaras.

A exposição leva-nos ainda até ao continente africano e às suas Máscaras de Feiticeiros, utilizadas em cerimónias e rituais de comunicação do homem com os deuses, espíritos e ancestrais.

Estes são apenas alguns exemplos presentes nesta exposição que nos oferece uma viagem aos diferentes continentes, ao longo dos séculos, através das máscaras. Um elemento que passou a fazer parte do dia-a-dia de todos os cidadãos do mundo e que, como nos mostra a exposição, é um símbolo da diversidade existente entre civilizações, países, culturas e povos.

“Um Mundo de Máscaras” é uma iniciativa do Museu da Farmácia em parceria com o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, o Museu da Marioneta, o Museu do Oriente e o Museu Nacional de Etnologia. Pode ser visitada no Museu da Farmácia, na Rua Marechal Saldanha 1, em Lisboa, das 10h as 19h, de segunda a domingo, até 30 de Setembro. A entrada é gratuita.

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