6% de todos os casos de cancro
Trata-se de uma área anatómica com alguma especificidade, que envolve a cavidade oral e orofaringe,

Os cancros da cabeça e pescoço com maior incidência são os da cavidade oral e orofaringe (750 000 casos novos por ano em todo o mundo, dos quais 650 000 na língua, gengiva e pavimento da boca e 100 000 na orofaringe) e os da laringe (cerca de 200 000 casos novos por ano) em todo o mundo.

No seu conjunto estes cancros representam cerca de 6% de todos os casos de cancro e cerca de 1 a 2% das mortes devidas ao cancro.

Em Portugal há cerca de 2500 casos novos de cancro da cabeça e pescoço por ano, 70% na cavidade oral e orofaringe e 30% na laringe. Afeta sobretudo a população masculina (5 homens/ 1 mulher) e em especial os fumadores e grandes consumidores de álcool. Mais recentemente foi definida uma relação entre a infeção por papiloma vírus humano (HPV), genótipos 16 e 18, com o cancro da orofaringe.

O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais pois nos casos iniciais a taxa de cura ronda os 80%, enquanto que nos estádios avançados a taxa de sobrevivência global aos 5 anos é inferior a 40%.

Neste diagnóstico clínico têm papel fundamental os médicos dentistas e estomatologistas, além de outros especialistas relacionados com esta área anatómica como cirurgiões-maxilo-faciais e ORL.

Os sinais e sintomas mais frequentes são:

  • ferida ou úlcera da língua ou gengiva que não cicatriza,
  • manchas da língua brancas ou avermelhadas,
  • um nódulo persistente no pescoço,
  • rouquidão,
  • dificuldade em engolir, etc.

As modalidades de tratamento utilizadas para o tratamento destas lesões são a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia, de forma isolada ou combinada.

A cirurgia continua a ser a principal modalidade de tratamento. O objetivo é remover a lesão tumoral na totalidade, com uma margem de segurança, e ainda os gânglios linfáticos regionais que estão ou possam estar invadidos por células tumorais. A cirurgia pode ser, pois, mutilante quer anatomicamente, quer funcionalmente. Nos centros nos quais se pratica são, em regra, utilizadas técnicas de reconstrução no mesmo tempo operatório para diminuir essa mutilação.

Por ser um tratamento multidisciplinar os doentes devem preferencialmente ser tratados em centros oncológicos de referência, como os IPO, ou com experiência efetiva nesta área. A decisão terapêutica é tomada numa consulta de grupo onde estão presentes um cirurgião, um oncologista médico, um radiologista, um radio-oncologista e ainda por vezes um anatomopatologista.

Os doentes são mantidos em vigilância clínica por um período prolongado de tempo para se poderem detetar atempadamente eventuais recidivas da doença.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
No próximo ano letivo
O Ministério da Educação planeia gastar cerca de sete milhões de euros na compra de máscaras para oferecer aos alunos,...

A mesma publicação indica que o kit vai ser entregue nos cerca de 800 agrupamentos de escolas públicas em Portugal e que as escolas já receberam indicações para avançar com as encomendas. As máscaras sociais vão fazer parte da lista de material escolar obrigatório para o próximo ano e, a partir do 5.º ano, será necessário ter este equipamento para entrar na escola.

“É um material essencial. Se não levarem um manual têm falta de material. Sem máscara nem sequer entram”, garante Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores (ANDAEP) ao JN. Manuel Pereira, líder da Associação de Dirigentes Escolares (ANDE), acrescenta que “é equivalente à obrigatoriedade de usar cinto de segurança”.

As máscaras devem ser certificadas e reutilizáveis (entre 20 a 25 lavagens), sendo que existem apenas 21 empresas com máscaras comunitárias de nível 3 na página do Citeve.

A mesma publicação adianta que, além de máscaras, cada diretor de agrupamentos também vai ter de encomendar aventais e luvas laváveis para os assistentes operacionais, viseiras e solução antisséptica de base alcoólica.

As encomendas serão feitas para cada período, pelo que o valor do investimento do Estado nestes equipamentos e materiais de proteção deverá ser superior aos sete milhões agora anunciados

Apoio financeiro
A FARM- ID, Associação da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL) para a Investigação e Desenvolvimento está a...

Com esta iniciativa, a Novartis reforça o seu contributo na luta contra a Covid-19 em Portugal com um donativo de 25 mil euros à Farm-ID, Associação da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL) para a Investigação e o Desenvolvimento, com o objetivo de reforçar a capacidade de deteção e rastreio do vírus, numa altura em que o aumento do número de testes é fundamental para reforçar a segurança nesta fase de desconfinamento social gradual. 

A FARM-ID, em colaboração com o departamento de Microbiologia e Imunologia da FFUL, está a disponibilizar às instituições de saúde os seus recursos técnicos e científicos para contribuir para o diagnóstico da Covid-19, mediante o rastreio do vírus SARS-CoV-2. Esta competência foi reconhecida pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e pela Direção-Geral da Saúde.

A contribuição da Novartis na luta contra a Covid-19 em Portugal tem-se centrado em garantir que os esforços e recursos disponíveis contribuem para dar resposta às reais necessidades sentidas no terreno, quer no reforço das infraestruturas de saúde, quer na proteção dos profissionais de saúde que se encontram mais expostos e que são essenciais para cuidarem não só dos doentes de Covid-19, mas de todos os outros.  No total, a Novartis já doou 375 mil euros para o combate à pandemia em Portugal. Apoios estes que se enquadram ‘COVID-19 Response Fund’, um fundo internacional criado pela empresa para apoiar as comunidades mais afetadas, no valor de 20 milhões de dólares.

Para além desde donativo à FARM-ID, a Novartis aliou-se, com um donativo de 215 mil euros, à plataforma ‘Todos por quem cuida’, uma iniciativa conjunta entre a APIFARMA, a Ordem dos Médicos e a Ordem dos Farmacêuticos, que pretende assegurar que todos os profissionais de saúde têm acesso aos equipamentos e dispositivos necessários para proporcionar os melhores cuidados a todos os doentes para combate à Covid-19; e ao Movimento tech4COVID com um donativo de 135 mil euros para comprar material de proteção individual para profissionais de saúde para apoiar as instituições da saúde, os seus profissionais e os doentes.

 

 

Opinião
Comemora-se a 28 de julho o Dia Mundial das Hepatites, dia em que pessoas e organizações de todo o m

O dia 28 de julho foi escolhido em 2010 durante a 63ª Assembleia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde, por ser o dia de aniversário de Baruch Blumberg, que descobriu o vírus da hepatite B e por isso ganhou o Prémio Nobel da Medicina em 1976. Nos últimos anos, a comemoração deste dia ganhou particular destaque pelo facto de a OMS ter assumido o objetivo de erradicar a hepatite C até 2030.

Existem cinco diferentes vírus causadores de hepatite (A, B, C, D e E), mas as hepatites B e C são as mais importantes, por evoluírem para a cronicidade e assim causarem graves problemas de saúde: provocam inflamação crónica do fígado, que, quando não tratada, pode evoluir para cirrose e cancro hepático.

A transmissão das hepatites B e C dá-se através da exposição ao sangue ou fluidos corporais de uma pessoa infetada. Assim, têm maior risco de estar infetadas pessoas com história de uso de drogas injetáveis, de relações sexuais não protegidas com múltiplos parceiros, de transfusões sanguíneas antes de 1990, de exposição a práticas de saúde e de estética sem os devidos cuidados de higiene e assepsia, entre outras.

Em Portugal, foram já identificados e tratados largos milhares de doentes com hepatite B ou C, mas calcula-se que poderão ainda existir algumas dezenas de milhar de casos não diagnosticados.

Os testes de diagnóstico estão recomendados em qualquer pessoa com alteração das análises hepáticas e naqueles em que se considere alguma possibilidade de exposição a estes vírus, no presente ou no passado. No nosso país, os testes de diagnóstico das hepatites estão acessíveis através de todos os serviços de saúde, nomeadamente centros de saúde, hospitais, laboratórios de análises e algumas farmácias.

O diagnóstico precoce traz grandes benefícios para as pessoas infetadas, pois permite o tratamento antes que se instalem lesões hepáticas, e para a saúde de toda a comunidade, já que ao eliminar o foco de infeção evita a propagação do vírus.

É um grande desafio conseguir identificar os portadores destes vírus em grupos populacionais vulneráveis e de abordagem difícil: utilizadores ativos de drogas injetáveis, reclusos, trabalhadores do sexo, sem-abrigo e imigrantes. Estão em curso em todo o país iniciativas dirigidas a essas populações, indo ao encontro das pessoas em risco e oferecendo-lhes a possibilidade de rastreio e de tratamento.

Do ponto de vista de cada indivíduo infetado, é muito compensador o diagnóstico precoce da doença, pois todas as formas de hepatite são, atualmente, tratáveis. O tratamento da hepatite C é um dos maiores casos de sucesso da Medicina moderna, existindo medicamentos que, tomados durante 8 a 12 semanas, curam a infeção em quase 100% dos casos; a hepatite B exige frequentemente medicação crónica, mas que impede a progressão da doença hepática.

Em tempos de pandemia pela COVID-19, as outras doenças não desapareceram e as hepatites crónicas não deixaram de constituir um importante problema de saúde pública.

O Dia Mundial das Hepatites é uma excelente oportunidade para divulgar o conhecimento sobre estas doenças, motivar os profissionais de saúde para o rastreio, diagnóstico e tratamento das mesmas e sensibilizar as autoridades de saúde e os decisores políticos para a necessidade de alocarem os recursos indispensáveis.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Apoio psicológico e reconhecimento do corpo
A investigação do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto chama a atenção para as dificuldades de quem perde um...

Um artigo assinado por investigadoras do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), publicado na revista Acta Médica Portuguesa, chama a atenção para as dificuldades de quem perde um ente querido, no contexto da pandemia, e aponta sugestões às atuais práticas vigentes no processo de identificação do corpo e em cerimónias fúnebres, marcadas por muitas restrições, em Portugal. O objetivo é facilitar a recuperação de quem vivencia o luto e evitar o agravamento de problemas de saúde mental.

De acordo com Ana Aguiar, primeira autora do trabalho “as estratégias implementadas, durante o período de confinamento obrigatório, para combater a propagação da Covid-19, alteraram os rituais fúnebres e a forma como vivenciamos o luto”.

“Se, por um lado, é fundamental controlar a proliferação da pandemia, por outro, a imposição dessas medidas veio dificultar o cumprimento dos rituais convencionais de despedida por parte de familiares, amigos, colegas, vizinhos e outros”, sublinham as investigadoras.

De 1 de março a 10 de maio, 1135 óbitos que tiveram o novo coronavírus como causa de morte.

A norma da Direção-Geral da Saúde determina que a família não possa ver o corpo

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu uma norma, logo no início da pandemia, sobre cuidados post mortem. Note-se que, “apesar de a regulamentação ter evoluído desde a data de submissão do artigo, sendo agora mais específica, o problema que aqui é apresentado pode persistir”, refere Ana Aguiar.

Segundo as orientações da DGS, caso um indivíduo morra com suspeita ou confirmação de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19, a família é impedida de ver o corpo. A identificação do cadáver é realizada por via remota, geralmente por uma agência funerária, que o faz através de fotografias digitais. O cadáver é colocado num saco impermeável, despido, e o caixão permanece fechado durante o funeral.

“Apesar de a norma da DGS ter sido pensada para os óbitos com infeção suspeita ou confirmada por SARS-CoV-2, a grande maioria das pessoas que morreu devido a outras doenças ou de causa natural foi submetida a este procedimento e os familiares impedidos de contactar com o corpo do falecido e de vivenciar o luto de forma adequada. Tal não deveria acontecer”, aponta a investigadora do ISPUP.

Tendo em conta o impacto que estas restrições podem ter na saúde mental dos familiares e das pessoas mais próximas dos falecidos, o artigo apresenta algumas recomendações que pretendem tornar as medidas de proteção contra a Covid-19, em contexto post mortem, mais abrangentes e humanas.

Prestação de apoio psicológico e reconhecimento do corpo

Em primeiro lugar, as autoras defendem a prestação de apoio psicológico a todos os que perderam ou possam vir a perder um familiar ou amigo neste contexto de grandes restrições e de distanciamento. “É fundamental que existam equipas de psicólogos disponíveis para auxiliar, tanto presencial, como remotamente, as pessoas que perderam um ente querido e que necessitam de ajuda para superar a perda. A criação de uma linha gratuita de apoio ao luto poderia ser considerada”, mencionam.

A informação sobre os serviços de apoio psicológico seria facultada nos hospitais e no Instituto de Medicina Legal, o que exige um trabalho de equipa entre a classe médica e os profissionais de psicologia.

Outra proposta passa pela alteração dos atuais procedimentos de identificação e de preparação do corpo para as cerimónias fúnebres. O artigo recomenda que o reconhecimento do cadáver seja feito pelos familiares e não pelas agências funerárias ou através de fotografias, quer se trate ou não de uma morte relacionada com a COVID-19.

Principalmente quando a causa de morte não está associada a um diagnóstico de COVID-19, considera-se que a identificação do corpo deve ser presencial (embora restrita ao menor intervalo possível de tempo) e que o equipamento de proteção individual deve ser assegurado, de forma a permitir “que as pessoas se possam despedir convenientemente da pessoa falecida, uma última vez”.

O apoio espiritual e a presença em funerais

Levando em consideração a importância que as crenças espirituais ou religiosas podem assumir numa situação de experiência de luto e de angústia, é sugerida a criação de uma linha de apoio para esse fim, que poderia ser dada a conhecer, através dos cuidados de saúde primários, hospitais e meios de comunicação social.

Por fim, salienta-se a necessidade de acautelar a presença de familiares e de amigos nas cerimónias fúnebres, independentemente da causa da morte, por se tratar de um momento de despedida crucial para o processo de recuperação.

No início da pandemia, o número de pessoas (incluindo familiares) que podia comparecer nos funerais era bastante restrito. Mas, desde o dia 4 de maio, e de acordo com o calendário de reabertura aprovado pelo Conselho de Ministros (a 30 de abril), esse número foi alargado, sendo as autarquias locais as entidades responsáveis pela definição do limite máximo de pessoas por funeral.

No entanto, caso seja necessário voltar a adotar medidas mais restritivas, importa garantir a presença dos familiares e amigos nos velórios e funerais, destaca o artigo.

“Não há risco conhecido de infeção por se estar no mesmo espaço de alguém que morreu devido à Covid-19. Apesar de a doença poder ser transmitida entre quem está no funeral, o contágio pode ser evitado através do recurso a medidas de prevenção que todos já conhecemos e que são adotadas em outros eventos: o distanciamento físico, a lavagem frequente das mãos, o cumprimento das regras de etiqueta respiratória e o uso de máscara facial”, frisa Ana Aguiar.

Dado que vamos continuar a viver com a pandemia, o artigo pretende chamar a atenção para a necessidade de preservar o mais possível a vivência do luto neste contexto. Da mesma forma, pretende-se contribuir para que alguns procedimentos possam ser melhorados no futuro.

“É necessário apostar em medidas que ajudem as pessoas a viverem o luto.  Os problemas de saúde mental não podem ser negligenciados ou marginalizados. Trata-se de uma questão de saúde pública”, conclui. 

Com luz ultravioleta
Devido à pandemia da Covid-19, o grupo espanhol Clece adotou várias medidas para assegurar a segurança sanitária nas suas...

O equipamento garante, através da emissão de luz de alta intensidade, uma elevadíssima percentagem de eliminação de vírus (99,9%), bactérias e outros microrganismos patogénicos, em todo o tipo de superfícies, mobiliários e têxteis, em curto espaço de tempo. Desta forma, é garantido um ambiente seguro tanto para colaboradores como para utentes da Residência Sénior.

Segundo Bruno Moreira, Diretor-Geral da Clece Portugal, “a segurança dos nossos utentes e colaboradores está sempre em primeiro lugar. Por esse motivo, procurámos ativar todas as medidas possíveis para contribuir para uma diminuição na possibilidade de transmissão de contágio do novo coronavírus, como é o caso desta nova tecnologia, que tem mostrado elevados níveis de eficácia”.

Como medida de combate ao vírus, foi ainda implementado um conjunto de medidas para assegurar a segurança sanitária nas suas instalações, entre as quais: aumento da frequência de limpeza e desinfeção de instalações e veículos; instalação de dispensadores de álcool-gel e disposição de termómetros frontais para a temperatura corporal; fornecimento de máscaras, gel desinfetante para as mãos, lenços descartáveis e material sanitário de proteção individual; curso de formação a mais de 17 mil colaboradores. Os colaboradores foram também testados para o novo coronavírus, algo que se repete periodicamente.

 

Balanço em dia de lançamento de nova campanha
As dádivas de sangue caíram no primeiro semestre deste ano em cerca de 7% face ao mesmo período do ano passado, anunciou a...

Segundo os dados apresentados verificou-se um total de dádivas nos primeiros seis meses de 2020 de 82.285, ou seja, menos 6.216 do que as 88.501 no mesmo tempo no ano anterior. Quanto aos dadores, foram registados 100.737 dadores no primeiro semestre (104.772 em 2019), dos quais 8.861 doaram pela primeira vez (9.395 em 2019), traduzindo quebras de 3,9% e 5,7%, respetivamente.

Considerando globalmente os resultados “muito bons”, Maria Antónia Escoval salientou as quebras significativas de dádivas em março e abril deste ano, período em que vigorou no país o estado de emergência. Com efeito, em março a descida atingiu os 33,9% (menos 5.856 dádivas) face a março de 2019, enquanto em abril de 2020 a quebra foi ainda maior em termos relativos, ascendendo aos 36,9% (menos 5.546 dádivas).

O pós-desconfinamento traduziu-se já numa recuperação dos números de dádivas, com maio a assinalar um crescimento de 15,9% (mais 2.349), para um total mensal de 17.173, e junho a subir também 3% (mais 439), com um total de 14.803. O IPST sublinhou ainda o aumento significativo ocorrido em fevereiro, ainda antes da pandemia de covid-19 chegar a Portugal, em que o número de dádivas progrediu 17%, para um total de 16.617 nesse mês.

António Sales presente no lançamento de nova campanha do IPST

O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, presente na apresentação da campanha, salientou que apesar da pandemia foram muitos aqueles que doaram sangue e reiterou que não houve ruturas de stock de sangue em Portugal, elogiando a forma como os portugueses souberam com “a sua resiliência, a sua força e a sua solidariedade estar à altura da difícil provação que vivemos e que continuamos a viver ”.

Colocando a tónica na “cooperação, na vitalidade coletiva e na solidariedade de um povo”, o Secretário de Estado concluiu: “ Se queremos salvar vidas, temos de dar o exemplo e mostrar que dar sangue pode contribuir para transformar a vida de alguém, que um dia poder ser da nossa família, do nosso círculo de amigos e de muitas outras pessoas do nosso país ”.

Resultados no combate à pandemia
No decurso da conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia por Covid-19 em Portugal, a Ministra da Saúde disse...

No dia em que se registou o número mais baixo de doentes internados em cuidados intensivos nos últimos quatro meses, Marta Temido relembrou o reforço que está a ser preparado no Serviço Nacional de Saúde.

A Ministra da Saúde considerou ainda que “a evolução é muito favorável”. De acordo com a avaliação do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge a média nacional do risco de transmissão situou-se nos 0,92, para os dias de 16 a 20 de julho.

Acompanhada pelo Subdiretor-Geral da Saúde, Diogo Cruz, a Ministra da Saúde acrescentou que a questão do critério da testagem de profissionais de saúde que se encontra “num processo de evolução”.

Por sua vez, Diogo Cruz adiantou que está a ser preparada uma norma sobre política de testagem nacional, que incluíra os profissionais de saúde, em consonância com o Plano de Inverno, e que será, em breve, publicada.

 

 

Chupeta monitoriza temperatura dos bebés
Um projeto de chupeta inovadora que permitirá aos pais e cuidadores monitorizarem precocemente a temperatura dos bebés,...

Os promotores deste projeto na área da saúde são três estudantes de enfermagem na ESEnfC, que contaram com a colaboração dos professores Anabela Salgueiro Oliveira e Pedro Parreira.

De acordo com Letícia Thomaz, Joel Pedroso Cardeira (ambos finalistas de enfermagem) e Edgar Manuel Coelho (aluno do 3º ano da licenciatura), a convulsão febril, que surge em crianças saudáveis entre os 6 meses e os 6 anos de idade, dá-se a uma temperatura inferior a 38º centígrados, afetando uma em cada 20 crianças.

O risco de desenvolvimento de epilepsia e de complicações neurológicas aumenta sempre que a criança, possuindo igualmente este histórico na família, sofra múltiplas convulsões febris antes dos doze meses de idade, explicam ainda os estudantes que obtiveram o primeiro prémio desta fase regional do concurso Poliempreende.

Cinco projetos de ideias de negócio, envolvendo cerca de duas dezenas de estudantes e docentes da ESEnfC, foram apreciados por um júri constituído por Aida Cruz Mendes (Presidente da ESEnfC), Nuno Barbosa (Vygon - Portugal), Pedro Carvalho (Banco Santander) e Rui Gomes (JP Cruz).

Os projetos classificados na 2ª e na 3ª posição visam, respetivamente, produzir um dispositivo que permite a remoção de fecalomas e um mecanismo que facilita a colheita de várias amostras de sangue de forma segura.

Aos restantes dois projetos submetidos a concurso na ESEnfC o júri atribuiu menções honrosas.

Em setembro de 2021, o projeto vencedor na ESEnfC vai concorrer com os principais projetos de vocação empresarial de cada um dos institutos politécnicos do país, que se vão defrontar na final da 17ª edição do Concurso Nacional Poliempreende, a decorrer na Universidade da Madeira.

 

Nova ferramenta
A Ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou a criação de um “BI dos cuidados paliativos”, até ao final do ano, que irá permitir...

“A Comissão Nacional de Cuidados Paliativos (CNCP) e a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) estão a desenvolver um BI dos cuidados paliativos para permitir a monitorização das equipas a nível hospitalar e dos cuidados de saúde primários”, afirmou Marta Temido, durante a audição na Comissão Parlamentar de Saúde, que decorreu a 22 de julho, na Assembleia da República.

De acordo com a Ministra da Saúde, sem esta ferramenta “torna-se difícil todos saberem cada um dos pormenores daquilo que é o desenvolvimento o trabalho que tem estado a ser realizado”.

“Este é um aspeto que está no terreno e que esperamos que esteja concluído até ao final do ano”, acrescentou.

 

 

Agência Europeia de Medicamentos
O comité de medicamentos humanos (CHMP) da Agência Europeia de Medicamentos recomendou onze medicamentos para aprovação, na...

O CHMP adotou uma opinião positiva para o Anel Vaginal Dapivirine usado para reduzir o risco de infeção com o vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1), em combinação com práticas sexuais mais seguras quando a profilaxia pré-exposição oral não é usada, não pode ser usada ou não está disponível. Colocado na vagina, o anel libera lentamente a medicina antirretroviral dapivirine durante um período de 28 dias.

Este é o décimo primeiro medicamento recomendado pela EMA sob a UE Medicines for all (EU-M4All), um mecanismo que permite ao CHMP avaliar e dar opiniões sobre medicamentos destinados a uso em países fora da UE nos termos do artigo 58º do Regulamento (CE) nº 726/2004.

O Comité recomendou também a concessão de uma autorização de comercialização condicional para Blenrep* (belantamab mafodotin), um novo anticorpo conjugado para pacientes adultos com mieloma múltiplo recaído e refratário que não responda mais ao tratamento com um agente imunomodulatório. Blenrep beneficiou do suporte do esquema PRIME, plataforma da EMA para diálogo precoce e aprimorado com desenvolvedores de novos medicamentos promissores que abordam necessidades médicas não atendidas.

O CHMP recomendou a concessão de uma autorização de comercialização para Adakveo* (crizanlizumab), para a prevenção de crises vaso-oclusivas recorrentes (quando os vasos sanguíneos são bloqueados por glóbulos vermelhos anormais, restringindo o fluxo de sangue para um órgão) em pacientes com doença falciforme.

O CHMP adotou uma opinião positiva para a Arikayce liposomal* (amikacina), para o tratamento de infeções pulmonares micobacterianas não tuberculares causadas pelo Complexo Mycobacterium avium em adultos com opções limitadas de tratamento que não têm fibrose cística.

O Comité recomendou a concessão de uma autorização de comercialização condicional para Ayvakyt* (avapritinib), para o tratamento de pacientes adultos com tumores estromais gastrointestinais metastáticos que abrigam a mutação do recetor alfa D842V do fator de crescimento derivado da plaqueta.

O Comité aprovou um parecer positivo para Calquence* (acalabrutinib) para o tratamento da leucemia linfocítica crónica, um tipo de cancro que afeta os glóbulos brancos chamados linfócitos.

Jyseleca (filgotinib) recebeu uma opinião positiva para o tratamento da artrite reumatoide.

O CHMP recomendou a concessão de autorização de marketing para zynrelef (bupivacaína/meloxicam) para o tratamento da dor pós-operatória.

O medicamento biossimilar Equidacent (bevacizumab) recebeu uma opinião positiva para o tratamento de carcinoma do cólon ou reto, cancro de mama, cancrode pulmão de células não pequenas, cancro de células renais, ovário epitelial, tubo de falópio ou cancro peritoneal primário, e carcinoma do colo do útero.

O CHMP recomendou a concessão de autorizações de comercialização para dois medicamentos genéricos: trióxido de arsénico, para o tratamento de leucemia promielolítica aguda (cancro de sangue) e fampridina, destinado a melhorar a caminhada de pacientes adultos que sofrem de esclerose múltipla com incapacidade para andar.

Em entrevista
A prioridade do Orçamento da Saúde (OE) para 2021 será focada no reforço dos Cuidados de Saúde Primários, revelou hoje, em...

A Ministra adiantou que os cuidados de saúde primários vão ter mais valências, “especialmente na área do diagnóstico e na capacidade de os médicos de família visitarem doentes em lares e outros equipamentos semelhantes”.

Na mesma entrevista, Marta Temido referiu que outra prioridade do Orçamento do próximo ano será a conclusão da rede de cuidados continuados, que envolve a construção de mais de cinco mil unidades, que serão geridas por privados ou pelo setor social, em serviços contratualizados com o Estado.

Questionada sobre a compra de uma futura vacina da Covid-19, Marta Temido mencionou as dificuldades da negociação que já começou, a nível europeu, para a compra em bloco da futura vacina, referindo que ainda não existem perspetivas temporais relativamente às vacinas. “São negociações onde Portugal está representado pelo Infarmed, e cujas perspetivas são ainda pouco claras”, concluiu.

 

Cuidados primários para saúde da visão no SNS
Um artigo de optometristas portugueses publicado na revista “Journal of Optometry” aponta para a necessidade de uma mudança de...

A pandemia por COVID-19 teve um profundo impacto nos sistemas de saúde de muitos países e Portugal não é exceção.  É urgente a recuperação dos níveis assistenciais na saúde da visão e evitar a deficiência visual e cegueira de muitos portugueses.

No caso da especialidade de oftalmologia, as barreiras no acesso aos cuidados para a saúde da visão no SNS são crónicas, gigantescas e aumentam de ano para ano, sendo que a pandemia de COVID-19 apenas veio agravar a situação para um patamar ainda mais crítico.

As causa das longas listas de espera de consulta hospitalar da especialidade de oftalmologia há muito que estão identificadas e também se agravaram com a pandemia. A falta de cuidados primários da saúde da visão no SNS e a exclusão dos optometristas de equipas oftalmológicas diferenciadas, multissetoriais e multidisciplinares continuam a ser o principal obstáculo para garantir o acesso universal aos cuidados para a saúde da visão, em Portugal.

Os optometristas defendem que “a abordagem da prestação de cuidados oftalmológicos deve seguir a mesma orientação dos demais serviços de saúde, diferenciados por níveis primário e secundário, integrados na comunidade, protegendo e promovendo a saúde da visão.

A criação de plataformas de cuidados primários de saúde da visão, devidamente integradas na atual rede de cuidados primários, aproveitando os recursos logísticos e materiais existentes e utilizando os recursos humanos altamente qualificados treinados nacionalmente pelas universidades portuguesas – os optometristas - é uma das soluções que pode resolver este problema crónico do SNS”.

 A assistência assente no atendimento primário, na comunidade de proximidade e feito de forma atempada permite filtrar o que pode ser atendido neste nível libertando recursos físicos e humanos para os cuidados altamente especializados do atendimento secundário ou hospitalar. Cerca de sessenta por cento das causas de problemas da saúde da visão em Portugal poderiam ser tratadas ao nível de cuidados primários.

Os autores defendem que é impossível manter as práticas atuais em relação aos desafios da prestação de cuidados oftalmológicos no SNS, sendo necessário uma mudança paradigmática que rompa com a insuficiência permanente na prestação destes cuidados de saúde. 

Mais do que implementar melhores práticas de custo-benefício, consensualmente assumidas e aceites, é necessária uma mudança que proteja a saúde pública, os doentes e os profissionais e, que ofereça um atendimento de proximidade e em tempo útil.

As evidências científicas, as boas práticas e as recomendações de organizações como a Organização Mundial da Saúde apontam todas para a mesma solução: o SNS deve basear-se num atendimento primário sólido, diferenciado, multissetorial e multidisciplinar, e, na área da saúde da visão,  na prestação de cuidados primários por optometristas.

Ao domicílio
A Respira - Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas e a Linde Saúde, empresa que se...

Em Portugal, estima-se que 14,2% da população com mais de 40 anos (cerca de 800.00) viva com DPOC, muitos sem diagnóstico confirmado. Desses, segundo Normas de Orientação Clínica (NOC) da DGS, todos os casos sintomáticos, bem como outros casos de doença respiratória crónica estabilizada, deveriam fazer reabilitação respiratória, um tratamento ao qual apenas 0,5% a 2% têm acesso, em Portugal.

No sentido de combater estes números e promover o acesso dos seus associados a este tratamento, a Respira assinou um protocolo de cooperação com a Linde Saúde, que está a implementar o serviço de Reabilitação Respiratória Domiciliária.

“É com muita satisfação que damos mais um passo no sentido de ajudar a proporcionar cuidados de saúde imprescindíveis para que as pessoas com DPOC e outras doenças respiratórias crónicas possam ter uma vida mais ativa, com mais qualidade. Ainda que nem todos os doentes precisem de Reabilitação Respiratória, e de esse tratamento ter de ser prescrito pelo médico, consideramos essencial promover o acesso a esta terapia. O Protocolo que agora assinamos representa o nosso compromisso continuado de ofereceremos soluções e apoios às pessoas com Doença Respiratória Crónica” destaca Isabel Saraiva, presidente da Respira.

Maria João Vitorino, Diretora da Linde Saúde, revela: “A implementação de Reabilitação e Fisioterapia Respiratória Domiciliária veio dar resposta aos doentes que se depararam com a impossibilidade de prosseguir com os seus programas de reabilitação, neste contexto de pandemia por COVID-19. Alargamos a nossa oferta de cuidados de saúde domiciliários, aproximando-nos do doente e dando continuidade à Reabilitação Respiratória com a nossa equipa de fisioterapeutas, com vasta experiência nestes doentes respiratórios crónicos”.

Luísa Morais, fisioterapeuta da Linde Saúde, que partilhou a sua experiência na Reabilitação Respiratória no domicílio durante o webinar - https://uphillhealth.com/resources/5f15ae5a5f150300013a52e5 - realizado para oficializar a assinatura do protocolo, destaca: “Embora desafiante para todos, tem sido uma experiência bastante positiva. Fomos capazes de transferir rapidamente a prestação dos cuidados para o domicílio, onde os doentes passaram a ter as sessões de fisioterapia e exercício, com o nosso acompanhamento por telefone ou em casos específicos com visitas presenciais. O maior desafio é manter os canais de comunicação com outros profissionais de saúde que fazem o apoio aos doentes. É muito importante desenvolver formas de interação entre os doentes, recorrendo às plataformas digitais, dado que reabilitar em grupo é sempre muito mais positivo. O coro “Respirar a Música” é um excelente exemplo de promoção dessa interação.”

Os principais benefícios dos Programas de Reabilitação Respiratória são a melhoria significativa da qualidade de vida e tolerância ao esforço, a diminuição dos sintomas e aumento da funcionalidade, que se traduzem numa expressiva melhoria na autonomia do doente e na autogestão da sua doença. Os resultados, numa perspetiva de custo-eficiência, refletem uma redução significativa dos custos associados à doença traduzida numa diminuição nas consultas não programadas, idas à urgência e internamentos.

Este protocolo assume particular importância numa altura em que é recomendado às pessoas com doenças respiratórias crónicas que se resguardem, sempre que possível, uma vez que são grupo de risco de desenvolvimento de complicações em caso de infeção por COVID-19.

 

Acesso a medicamentos e aconselhamento
Mais de 27.500 portugueses já recorreram à Linha 1400, o serviço telefónico gratuito lançado há quatro meses pelas farmácias...

Quarenta e quatro por cento usaram o serviço à noite, período onde a utilização da Linha 1400 é especialmente recomendada após a saída de uma urgência hospitalar ou em caso de necessidade súbita de um medicamento urgente. A Linha identifica rapidamente a farmácia de serviço mais próxima e com disponibilidade para responder aos pedidos das pessoas, evitando deslocações desnecessárias. O número 1400 pode ainda ser usado para planear visitas à farmácia e ajudar a encontrar medicamentos urgentes de disponibilidade reduzida.

Quem necessitar de medicamentos basta ligar 1400, de qualquer rede móvel ou fixa, e fazer a sua reserva ou encomenda. As chamadas são gratuitas. O serviço, disponível em todo o país, garante a cada português que terá à sua espera, na farmácia da sua preferência, todos os medicamentos e produtos de saúde de que necessita, havendo ainda diversas modalidades de entregas ao domicílio garantidas em todo o país.

“A Linha 1400 reforça a acessibilidade dos portugueses às suas farmácias e aos medicamentos neste novo normal, prestando um serviço farmacêutico completo e seguro”, destaca Ana Cristina Gaspar, vice-presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF). Simultaneamente, acrescenta, “este é um serviço de conveniência, que permite às pessoas poupanças de tempo e deslocações”.

 A escolha da farmácia cabe a cada cidadão. O atendimento telefónico informa quais as farmácias mais próximas com os medicamentos disponíveis. Antes de enviar qualquer encomenda, a farmácia escolhida contacta sempre o utente para o esclarecer quanto aos benefícios, riscos e instruções a seguir para o bom uso dos medicamentos. As farmácias garantem ainda a dispensa de medicamentos ao domicílio, em todo o país, com serviços próprios, em parceria com autarquias, IPSS e os CTT.

 

Sessão Online para profissionais
O próximo WebSeminar, organizado pelo Instituto de Medicina Tropical, decorre a 24 de julho, 15h00, e será dedicado à analise...

A sessão vai conta com a moderação de Helga Freitas, Diretora Nacional de Saúde de Angola; e Maria Rosário Martins, Professora do IHMT-NOVA.

Dulce Salzedas, Jornalista Sociedade Independente de Comunicação [SIC]; eRicardo Mexia, Presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública são os oradores deste webinar.

As sessões, abertas ao público para perguntas, dirigem-se a profissionais de saúde, cientistas, estudantes e todos os interessados em saber mais sobre o vírus que está a mudar o mundo.
Os Webinares IHMT/APAH iniciaram-se com uma 1.ª Série dedicada ao “QUE SABEMOS SOBRE A COVID-19” a que se segue agora uma 2.ª Série dedicada a “COMO REORGANIZAR OS SISTEMAS DE SAÚDE NA ERA COVID-19“.

Para participar e colocar as suas questões no webseminar #9 “DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO EM SAÚDE” deve proceder à sua INSCRIÇÃO ou assistir LIVE no Facebook da APAH ou do IHMT-NOVA.

Inquérito serológico nacional
São cerca de 300 mil os portugueses que estão imunes ao contágio da Covid-19, avança o jornal ‘Expresso’, citando números do...

O indicador é muito reduzido e segue a tendência já verificada noutros países europeus. Ainda assim, os números reportados são seis vezes superiores aos de infetados confirmados, com teste positivo, pelas autoridades de saúde.

Para haver um efeito de imunidade de grupo que funcione como barreira à propagação do vírus, os investigadores apontam que 60% a 70% de população deverá ter anticorpos contra novo vírus. No entanto, os dados divulgados esta quinta-feira mostram que ainda há um longo caminho a percorrer até se chegar a esse ponto.

Os primeiros testes que servem para perceber se as pessoas tiveram contacto com o novo coronavírus mesmo sem se terem apercebido, e se adquiriram ou não imunidade, são um passo determinante para preparar a resposta a uma eventual segunda vaga nos próximos meses frios.

O inquérito serológico nacional é promovido pelo INSA em articulação com a Direção-Geral da Saúde (DGS) e conta com a parceria da Associação Nacional de Laboratórios Clínicos, dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde e das regiões autónomas.

 

Covid-19
Entre 30 de junho e 21 de julho, os elementos das equipas constituídas nos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) da Amadora,...

De acordo com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), profissionais da Saúde, Segurança Social, Proteção Civil/Municípios e forças de segurança têm ido ao terreno sensibilizar a população para as medidas de prevenção da doença, bem como verificar e encontrar soluções para quem necessita de apoio alimentar e realojamento, por exemplo.

Além de contactar pessoas que possam necessitar de ajuda complementar para cumprir o confinamento/isolamento profilático – e assim ajudar a quebrar as cadeias de transmissão da Covid – estas equipas também têm visitado estabelecimentos comerciais e realizados ações de sensibilização à população.

 

 

Sintomas e tratamento
A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um distúrbio crónico muito comum, benigno, mas com grande

As causas não estão bem estabelecidas, mas o tecido muscular do intestino parece ser mais sensível e reagir mais intensamente a estímulos como a alimentação e stresse. Manifesta-se por dor abdominal difusa, tipo cólica, que alivia após as dejeções ou emissão de gases; diarreia, obstipação ou alternância entre as duas; distensão e sensação de gás abdominal, que pode agravar após as refeições.

Os sintomas devem ter uma evolução num período superior ou igual a 6 meses, e estar presentes nos últimos 3 meses, no momento do diagnóstico. As queixas podem ser ligeiras ou mais graves, variando ao longo do tempo. Pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais frequente no adulto jovem e no sexo feminino. Está frequentemente associada a outras queixas funcionais, nomeadamente esófago-gástricas (azia, náuseas, dor epigástrica, saciedade precoce), urinárias, ginecológicas e reumatológicas (fibromialgia), bem como sintomatologia depressiva e/ou de ansiedade. Geralmente, não se verifica a presença de sangue nas fezes, febre, anorexia ou emagrecimento, que constituem sinais/sintomas de alarme sugestivos de doença orgânica. Os sintomas noturnos não são frequentes, mas podem ocorrer quando há problemas de insónia.

Na maioria dos casos, os sintomas são desencadeados ou agravados pela ingestão de determinados alimentos, que variam de indivíduo para indivíduo; stresse e ansiedade; infeções intestinais (embora a SII não seja causada por uma infeção, os sintomas podem ter início após um episódio de gastroenterite e prolongar-se por períodos variáveis).

Não existe um teste específico para diagnosticar a SII. A história clínica e o exame físico são fundamentais para o diagnóstico, podendo ser suficientes no caso de sintomatologia típica e ausência de fatores de risco e sinais/sintomas de alarme.

A realização de exames laboratoriais (ao sangue e às fezes), imagiológicos e endoscópicos, pode ser necessária uma vez que os sintomas da SII são comuns a outras patologias orgânicas, como a doença inflamatória intestinal, doença celíaca, tumores intestinais, inflamação associada a divertículos do cólon, intolerância à lactose, parasitoses intestinais, entre outras.

Não existe um tratamento curativo para a SII. As mudanças no estilo de vida e na dieta, a avaliação de problemas emocionais associados, e os tratamentos médicos podem ser necessários para toda a vida, de forma persistente ou nos períodos em que ocorre agravamento dos sintomas. A atividade física regular, redução do stress laboral e criação de rotinas no hábito de ir à casa de banho podem ajudar no controlo dos sintomas. É essencial manter uma boa hidratação e uma alimentação diversificada, com pequenas refeições regulares ao longo do dia, evitando alimentos processados. As medidas dietéticas devem ser ajustadas de acordo com os sintomas predominantes – distensão, diarreia ou obstipação. Está recomendada a prova terapêutica com uma dieta pobre em oligossacarídeos fermentáveis, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis (FODMAPs).

Quando as medidas dietéticas e de estilo de vida são insuficientes, é necessário recorrer ao tratamento farmacológico que pode incluir: probióticos; laxantes, no caso de obstipação; antidiarreicos, no caso de diarreia; agentes antiespasmódicos, para as cólicas abdominais. Alguns antidepressivos têm efeito na sensibilidade e motilidade intestinais, assim como no humor, e são opções importantes no controlo da dor abdominal associada à SII. A psicoterapia pode ser muito benéfica e eficaz, devendo ser equacionada nos casos de sintomatologia persistente e incapacitante.

Para o sucesso do tratamento, é fundamental o estabelecimento de uma boa relação médico-doente, por forma a tranquilizar o paciente e compreender a relação dos sintomas com o seu estado emocional.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Potencial da células estaminais
Os resultados de um estudo publicado recentemente mostram que o uso de sangue do cordão umbilical para tratar crianças...

A primeira fase deste estudo envolveu 25 crianças com autismo com idades entre os 2 e os 6 anos, tendo como objetivo mostrar não só a segurança do procedimento como a eficácia na melhoria de, pelo menos, um dos sintomas associados ao autismo. Foi lançado o ensaio clínico de Fase II, que envolveu 180 crianças diagnosticadas com esta doença.

De forma a obter resultados mais robustos, estas crianças foram divididas em dois grupos distintos. O primeiro grupo foi num primeiro momento, sujeito ao tratamento com o sangue do cordão umbilical. O segundo grupo foi sujeito ao efeito placebo.

Após 6 meses estes grupos trocaram de posição. No grupo sujeito ao tratamento foi feita uma subdivisão pois algumas crianças foram infundidas com o sangue do cordão umbilical (autólogo) colhido no momento do parto e outro grupo foi infundido com sangue do cordão de dador (alogénico).

As conclusões do estudo, conforme demonstrado no gráfico, apontam para uma melhoria dos índices compostos de socialização e comunicação das crianças após a infusão com sangue do cordão umbilical. Foi também demonstrado que os resultados mais exuberantes em termos de melhoria dos índices de comunicação e socialização se verificou em crianças entre os 4 e os 7 anos de idade e com o coeficiente de inteligência não verbal (NVIQ) superior a 70. Durante o ensaio clínico de fase II o registo de reações adversas foi residual e sem grande severidade.

Joanne Kurtzberg, responsável pelo estudo,  efetuou em 2010 o transplante de sangue do cordão de uma menina portuguesa com Paralisia Cerebral cuja amostra se encontrava criopreservada na BebéVida, que se dedica à criopreservação de células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical de recém-nascidos.

João Sousa, Diretor de Qualidade da BebéVida explica “O ano passado tivemos o privilégio de dar a conhecer as nossas instalações e laboratório à Dr.ª Joanne, com quem esperamos vir a trabalhar mais vezes em projetos de investigação futuros. Na BebéVida estamos continuamente a apostar em investigação e inovação e empenhados em descobrir as diversas utilizações e benefícios que a criopreservação de células estaminais, do sangue e do tecido do cordão umbilical, podem ter no tratamento das mais variadas patologias.”

Na publicação dos resultados, foi também anunciada a realização de mais um estudo para o tratamento de 164 crianças com diagnóstico de autismo, através de células estaminais mesenquimais isoladas a partir do tecido do cordão. Estas crianças, já sujeitas a tratamento com sangue do cordão, serão ainda alvo de teste com as células isoladas a partir do tecido do cordão umbilical.

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