Criada a 24 de março de 2020
A Linha 1400 - Linha Nacional de Assistência Farmacêutica, criada há um ano para apoiar os portugueses no acesso rápido a...

Os dados do primeiro aniversário da Linha 1400 mostram que os utilizadores avaliam o serviço prestado em 4,53 numa escala de 1 a 5, sendo que cerca de 75% dos beneficiários não hesitaria em recomendá-la a um amigo ou familiar.

“O número 1400 pode ser utilizado para planear visitas à farmácia, reservar ou encomendar medicamentos, e tem também como finalidade apoiar as pessoas a encontrar medicamentos que, sendo urgentes, têm uma disponibilidade mais reduzida. A utilização da linha é ainda particularmente recomendada à noite, nomeadamente após a saída de uma urgência hospitalar ou em caso de necessidade súbita de um medicamento urgente”, refere Marisa Gomes, responsável pelo centro de atendimento da Linha 1400.

Cerca de 43% do total dos contactos telefónicos foram feitos durante o período noturno, em que a Linha 1400 identifica rapidamente a farmácia de serviço mais próxima e que tenha disponibilidade para responder aos pedidos dos cidadãos, evitando assim deslocações desnecessárias.

A rapidez no atendimento é outro dos fatores em destaque no balanço deste primeiro ano de atividade da Linha 1400. O tempo médio de espera é de 20 segundos.

“O serviço garante a cada cidadão que terá à sua espera, na farmácia da sua preferência, todos os medicamentos e produtos de saúde que necessita, havendo ainda diversas modalidades de entregas ao domicílio asseguradas em todo o país. Antes de libertar qualquer encomenda, a farmácia escolhida contacta sempre o utente para o esclarecer quanto aos benefícios, riscos e instruções a seguir para o bom uso dos medicamentos. Este é um serviço que veio para ficar e que em muito tem contribuído para facilitar a vida dos portugueses, especialmente em contexto de pandemia”, acrescenta Marisa Gomes.

A linha telefónica gratuita foi lançada pelas farmácias no primeiro confinamento provocado pela pandemia da Covid-19, de forma a garantir o acesso dos cidadãos aos medicamentos e a um aconselhamento farmacêutico.

A linha está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana e cobre todo o território nacional. Em fevereiro de 2021, o serviço passou também a estar disponível online.

O serviço prestado pela Linha 1400 cumpre as boas práticas de farmácia e de distribuição, testadas em projetos-piloto que decorreram em Bragança e Loures.

Terapia promissora
Acaba de ser anunciado o lançamento do primeiro ensaio clínico, aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), para o...

Conhecido formalmente como “CuRe Trial: Cellular Therapy for In Utero Repair of Myelomeningocele,” o ensaio, a ser realizado, foi precedido de um estudo pré-clínico em modelo animal que revelou resultados muito promissores. Trata-se de um tratamento, realizado enquanto o bebé ainda está no útero da mãe, que consiste num procedimento cirúrgico coadjuvado com terapia celular in útero de infusão de células estaminais mesenquimais obtidas a partir de tecido da placenta para reparar o defeito do tubo neural antes do nascimento.

O estudo prevê tratar seis doentes através do procedimento cirúrgico de aplicação de um preparado de células estaminais mesenquimais, diretamente na zona da espinal medula que ficou exposta, durante o período de desenvolvimento inutero. Os bebés sujeitos ao tratamento serão seguidos 30 meses após o nascimento para validar melhor as conclusões do ensaio. Se, por um lado, a equipa espera verificar melhorias nos bebés que nasceram com a forma mais grave de espinha bífida, conhecida como mielomeningocele, por outro, a comunidade científica espera com grande expetativa a publicação das conclusões do estudo.

Diana Farmer, professora e Presidente do Departamento de Cirurgia da UC Davis Health e Diretora da investigação, explica que “há uma necessidade extraordinária de um tratamento que previna ou diminua a gravidade desta condição devastadora. A nossa equipa passou mais de uma década a trabalhar até ao ponto de ser capaz de testar uma terapia tão promissora”.

A este respeito, João Sousa, Diretor de Qualidade do laboratório português de células e tecidos estaminais BebéVida, refere que “a confirmarem-se os resultados esperados, ou seja, a possibilidade de tratar com segurança o defeito de nascença que ocorre quando o tecido protetor em torno da medula espinhal em desenvolvimento do feto não fecha totalmente, reforçar-se-á uma vez mais o sucesso de terapias realizadas mediante a utilização de células estaminais”. Atualmente, são mais de 80 doenças tratáveis com recurso ao sangue do cardão umbilical, tendo sido já ultrapassados os 40.000 transplantes em todo o mundo.

A espinha bífida caracteriza-se por uma deficiência congénita do sistema nervoso, que se desenvolve no bebé nas primeiras semanas de gestação, e que resultam no defeito do tubo neural que provoca anomalias no desenvolvimento da espinal medula e do cérebro do bebé.

A condição consiste assim num defeito de nascença que ocorre quando a coluna e a medula espinhal não se formam adequadamente. Sem tratamento, a medula espinhal exposta (sem a cobertura de nenhum osso ou pele) causa danos neurológicos graves, resultando em problemas que podem incluir deficiências cognitivas, de mobilidade, urinárias e intestinais ao longo da vida.

Apesar de em Portugal não serem conhecidos números sobre a incidência desta patologia, nos EUA estima-se que um em cada 2 700 bebés seja afetado por esta anomalia congénita

Uso prolongado de Equipamentos de Proteção Individual
Um estudo descobriu um conjunto de cuidados que pode reduzir a incidência de lesões por pressão facial em profissionais de...

O estudo, liderado por investigadores do Centro de Pesquisa de Feridas e Traumas da Universidade de Medicina e Ciências da Saúde (SWaT), foi publicado na edição atual do Journal of Wound Care.

O estudo ocorreu durante dois meses num dos maiores hospitais da Irlanda. Para tal, aproximadamente 300 profissionais da linha de frente receberam um pacote de cuidados, que foi projetado em consonância com as melhores práticas internacionais e que consiste em material de limpeza facial (lenços humedecidos), bálsamo hidratante (Eucerin Aquaphor Soothing Skin Balm TM) e fitaprotetora (Mepitac TapeTM).

Os resultados mostraram que antes do uso do pacote assistencial 29% dos entrevistados desenvolveram uma lesão por pressão facial, enquanto após o uso do pacote assistencial apenas 8% dos entrevistados desenvolveram tal lesão. A análise revelou que, ao usar o pacote de cuidados, os funcionários tinham quase cinco vezes menos probabilidades de desenvolver uma lesão por pressão facial. Além disso, os entrevistados relataram o pacote como fácil de usar, seguro e eficaz.

"Estamos profundamente cientes das lesões faciais, como úlceras de pressão, hematomas e lágrimas de pele de que os profissionais de saúde estão a sofrer devido ao uso prolongado de equipamentos de proteção durante a pandemia, em particular devido ao uso de máscaras faciais médicas. Essas lesões podem ser dolorosas para os profissionais e quando ocorrem em locais específicos podem correr maior risco de infeção. Este estudo é o primeiro do género, realizado no auge da pandemia, num esforço para ajudar a mitigar a ocorrência de Lesões por Pressão Facial. Os resultados dizem-nos que quando os cuidados com a pele são uma prioridade, e quando uma abordagem sistemática do pacote de cuidados preventivos é adotada, há benefícios claros para os profissionais da linha de frente e para os locais de trabalho envolvidos”, afirmou Zena Moore, Diretora do Centro de Pesquisa SWaT e Chefe da Escola RCSI de Enfermagem e Obstetrícia, que liderou o estudo.

O estudo foi realizado por investigadores do Centro de Pesquisa SWaT da RCSI em colaboração com empresas de cuidados com a pele.

Com sede na Escola de Enfermagem e Obstetrícia do RCSI, o Centro de Pesquisa de Feridas e Traumas da Pele (SWaT) lidera estudos no campo da cicatrização de feridas e reparação de tecidos, com ênfase específica na prevenção e gestão da úlcera de pressão.

 

 

Associação quer colaborar
A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) lamenta que a constituição dos diferentes grupos de intervenção de...

Para José Manuel Boavida, presidente da APDP “As associações, pela sua génese, têm de ser parceiras pois ajudam a compreender a experiência de conviver com uma doença ou condição nas atuais circunstâncias de pandemia. Contudo, continuam sem ser integradas nos processos de tomada de decisão em saúde e no seu acompanhamento”, defendendo que “um envolvimento real  das associações evitaria muita da atual confusão e descoordenação das mensagens transmitidas, porque as associações, ao trabalharem com as pessoas diretamente nas comunidades, numa relação de proximidade que as entidades oficiais e governamentais nem sempre conseguem garantir, são mais sensíveis e pragmáticas na abordagem das dificuldades no combate à Covid-19.”

O presidente da associação chama ainda a atenção para os bons exemplos existentes, como a testagem em múltiplas empresas, autarquias e na própria Assembleia da República. Não podendo deixar de referir a adesão a uma estratégia de testagem da Câmara Municipal de Lisboa (CML), declarou que “ao anunciar a testagem gratuita quinzenal em colaboração com as farmácias e freguesias com recurso a testes rápidos de antigénio, o Município de Lisboa dá um bom passo em frente na tão defendida política de testagem massiva”. “E nessa estratégia recebemos a concordância do Sr. Presidente da CML para a integração da APDP na testagem aos seus utentes. Esperamos que seja um exemplo para muitas autarquias integrarem as associações e organizações da sociedade civil na sua ação de combate à Covid-19.”

“Se conseguirmos testar as mais de duzentas pessoas que nos procuram diariamente, estaremos a contribuir muito seriamente para a proteção e confiança da população que defendemos e pretendemos ajudar”, conclui José Manuel Boavida.

A APDP reitera a sua disponibilidade para colaborar no esforço nacional contra a covid-19, reforçando a importância de incluir a participação e a voz das associações do mundo civil, enquanto organizações que trabalham com as pessoas e que conhecem as suas necessidades, acrescentando valor em todas as fases de desenvolvimento e avaliação de políticas relacionadas com a saúde.

Estudo desenvolvido pela Universidade de Coimbra
Uma nanopartícula de nova geração de base lipídica para combate ao cancro, PEGASEMP, desenvolvida na Universidade de Coimbra ...

Os “medicamentos órfãos” são fármacos orientados para o diagnóstico ou tratamento de doenças raras graves, apontadas como doenças órfãs, que afetam um reduzido número de pessoas em comparação com a população em geral.

A atribuição da EMA e da FDA é o resultado de diversos e complexos estudos realizados ao longo de vários anos no Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), em colaboração com centros de investigação nacionais e estrangeiros, sob a liderança de João Nuno Moreira, docente e investigador do CNC e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC).

No mais recente trabalho, cujos resultados acabam de ser publicados na revista científica Nano Today, especializada na divulgação dos trabalhos mais influentes e inovadores em nanociência e tecnologia, a equipa de João Nuno Moreira desenvolveu e testou um protótipo de produção industrial da tecnologia PEGASEMP em condições GMP (do inglês, Boas Práticas de Fabrico), extensamente caracterizado em termos de propriedades físicas e químicas, demonstrando a segurança e eficácia antitumoral deste sistema de entrega de medicamentos.

Antecipando já o potencial uso em humanos, experiências muito detalhadas foram realizadas em diferentes espécies animais. «Avaliou-se a segurança da nanopartícula em murganhos, ratos e cães de acordo com as normas de desenvolvimento de novos medicamentos para tratamento oncológico. A sua segurança foi efetivamente demonstrada», relata o líder da equipa.

Basicamente, o produto PEGASEMP pode ser descrito como uma bolha de gordura (de natureza lipídica), contendo no seu interior um composto anticancerígeno, que acede a tumores sólidos através de uma nova porta de entrada, bloqueando o crescimento e a invasão tumoral.

«Neste trabalho foi possível demonstrar em modelo animal de cancro, pela primeira vez, a existência de uma nova porta de entrada que permite o acesso facilitado da nanopartícula desenvolvida a tumores sólidos, difíceis de tratar. Este acesso facilitado traduziu-se na inibição significativa do crescimento tumoral em modelo animal de mesotelioma humano, relativamente ao tratamento de primeira linha usado clinicamente nestes doentes (combinação de quimioterapia convencional)», assinala o investigador.

Os resultados obtidos no estudo agora publicado poderão ter impacto a vários níveis. Em primeiro lugar, destaca João Nuno Moreira, «o nível de maturidade tecnológica do PEGASEMP assim como o conjunto de dados alcançados permitiram a obtenção da designação de medicamento órfão para tratamento do mesotelioma, passo importante para o desenvolvimento translacional do PEGASEMP, ou seja, para aplicação clínica».

Em segundo lugar, prossegue, este trabalho mostra que «a entrega de fármacos encapsulados em sistemas de base nanotecnológica, através do direcionamento para a nucleolina e consequentemente à vasculatura tumoral, é um mecanismo inovador e disruptivo, que tenta ir além dos dogmas tradicionais da entrega de fármacos ao nível de tumores sólidos. Como tal, tem o potencial de ser aplicado de forma transversal a outras nanopartículas que não de natureza lipídica, assim como a outros fármacos, e em simultâneo estendido a diferentes tipos de tumores, podendo daí advir um efeito terapêutico associado a melhor segurança».

Por último, «é um contributo fundamental rumo à era da terapia personalizada e com impacto direto na qualidade de vida dos doentes», afirma o coordenador do estudo, adiantando ainda que o passo seguinte da investigação incidirá na «realização de ensaios clínicos», mas para isso é necessário encontrar financiamento.

Este estudo foi financiado por vários programas europeus, pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), Rede Nacional de Espetrometria de Massa, tecnológica TREAT U, SA, farmacêutica Bluepharma e Portugal Ventures, SA.

Aumento de novos casos
Com a propagação de novas variantes do coronavírus, as autoridades alemãs decidiram reforçar o confinamento, com receio de uma...

Segundo a chanceler alemã, o aumento “excecional” de casos deve-se à circulação da variante inglesa do coronavírus. “A Alemanha está a atravessar uma “nova pandemia (…) claramente mais letal, claramente mais infeciosa e com maior período de contágio”, disse em conferência de imprensa reforçando que “a situação é grave. O número de casos aumenta de maneira exponencial e as camas nos cuidados intensivos estão novamente cheias”.

Na tentativa de travar o vírus, a chanceler alemã já anunciou medidas mais apertadas no país. Assim, a maior parte das lojas vai ficar fechada e as cerimónias religiosas vão ser anuladas durante o fim de semana da Páscoa, entre 1 e 5 de abril.

As concentrações de pessoas, como na restauração ao ar livre, serão proibidas em igual período, sendo que, apenas comércio alimentar está autorizado a abrir no dia 3 de abril.

Por outro lado, várias restrições em vigor desde o fim do ano passado, como limitações de reuniões privadas, encerramento de equipamentos culturais e de lazer, vão ser prolongadas até 18 de abril, acrescentou.

No entanto, Angela Merkel afasta a possibilidade do recolher obrigatório local, ou o encerramento de escolas. As aulas já tinham sido interrompidas entre dezembro e fevereiro e muitos alunos ainda não regressaram à escola, ou só tem aulas um dia em cada dois.

Governo e regiões defenderam também uma aceleração da campanha de vacinação, com dificuldades em atingir uma velocidade de cruzeiro. “Estamos numa corrida à vacinação, que deve ser eficaz o mais depressa possível”, disse.

 

Apoio na tomada de decisão no contexto da pandemia de Covid-19.
O Chefe da Divisão de Literacia, Saúde e Bem-Estar da Direção-Geral da Saúde, Miguel Arriaga, integra a task force criada pelo...

De acordo com o despacho publicado esta sexta-feira, “o comportamento humano tem um impacto decisivo no controlo da pandemia de Covid-19”, pelo que “os comportamentos devem estar no centro das estratégias de combate à situação pandémica, assim como na preparação das respostas a futuras crises de saúde pública”. Com esta participação, a DGS reforça a importância e o trabalho na área das ciências comportamentais. 

O diploma refere que existe a necessidade de traçar um objetivo a curto prazo: “Uma mudança de comportamentos individuais e coletivos, para a qual é indispensável o contributo de estratégias sustentadas em evidência científica da área das ciências comportamentais e desenhadas e comunicadas tendo em conta as dificuldades e obstáculos que se colocam à adesão da população em geral e de grupos específicos”. 

Neste sentido, caberá à task force, por exemplo, “a recolha, síntese e produção de evidência científica na área das ciências comportamentais aplicadas a contextos de pandemia; e a prestação de apoio direto à tomada de decisão e formulação de recomendações para políticas públicas baseadas na evidência”. 

O grupo é constituído por elementos da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica, SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, Trinity Centre for Practice and Healthcare Innovation, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica. 

 

 

O cérebro é constituído por aproximadamente 80% de água
O dia 22 de março foi o escolhido para assinalar o Dia Mundial da Água.

Inquéritos do “Nationwide Food Consumption Surveys” indicam que uma parte da população pode estar ligeiramente desidratada cronicamente. Vários fatores podem aumentar a probabilidade de desidratação crónica e ligeira, incluindo um mecanismo de sede pobre, a insatisfação com a ausência de sabor da água, o consumo comum dos diuréticos naturais: cafeína e álcool, a participação mais intensa no exercício e as condições ambientais. A desidratação de apenas 2% de perda de peso corporal resulta em respostas fisiológicas e de desempenho deficientes. Estudos recentes indicam que o consumo de fluidos em geral e o consumo de água em particular podem ter um efeito sobre o risco de cálculos das vias urinárias; cancros da mama, cólon e trato urinário; obesidade infantil e no adolescente; prolapso da válvula mitral; alteração da função da glândula salivar; e na saúde geral nos idosos.

De acordo com o Novo Guia Alimentar Português, a água encontra-se no centro da roda dos alimentos, porque para além de fazer parte da constituição de quase todos os alimentos, é indispensável à vida. No entanto, as suas recomendações diárias podem variar de 1,5 a 3 litros por dia, dependo das necessidades individuais. Um adulto saudável deve beber entre 8 a 10 copos de água por dia. Os idosos devem ser diariamente estimulados a beber água por serem mais vulneráveis à desidratação, uma vez que a sua sensação de sede está fisiologicamente diminuída.

O cérebro é constituído por aproximadamente 80% de água que o amortece e lubrifica, mas também contribui para o ótimo funcionamento cognitivo e bom estado de humor, maximiza a atenção, concentração e capacidade de memória a curto prazo.

A desidratação promove dor de cabeça, cansaço, irritabilidade, dificulta a memória a curto-prazo, a atenção, a capacidade de realizar operações aritméticas, reduzindo ainda a capacidade de alerta e os níveis de concentração.

Em Portugal, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) continua a ser a principal causa de morte da população, números que a pandemia da COVID-19 tem vindo a agravar. Vários estudos têm demonstrado que o estado de hidratação das vítimas de AVC é um preditor independente na sua recuperação precoce.

Neste dia que assinalamos, é nosso dever proteger a água, pois sem água, nada somos.

 

Autores:
Sandra Alves

Médica e nutricionista, Membro da Sociedade Portuguesa do AVC, Assistente Convidada do Curso de Ciências da Nutrição da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)
Renata Ribeiro
Aluna do Curso de Ciências da Nutrição da UTAD

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Webinar gratuito
Fernando Macário, nefrologista e Diretor Clínico da Diaverum Global vai ser o anfitrião do Webinar aberto ao público sobre...

Para doentes e familiares que se encontram hesitantes em receber a vacina contra a COVID-19, ou têm questões sobre o assunto que gostariam de ver esclarecidas, esta é uma oportunidade para obter informação útil sobre a segurança da vacina e a sua eficácia, assim como de colocar perguntas em direto a Fernando Macário. O nefrologista, tem uma carreira dedicada à saúde renal, tendo sido responsável por uma das maiores unidades de transplante renal em Portugal e presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação.

Esta iniciativa decorre no mês em que a Diaverum, empresa global de cuidados renais, enceta uma parceria com os organizadores do Dia Mundial do Rim (DMR) para amplificar a conversação sobre saúde renal e tentar reduzir o impacto que a doença tem em todo o mundo.

O DMR é uma iniciativa conjunta da Sociedade Internacional de Nefrologia e da Federação Internacional de Fundações do Rim com o intuito de dar visibilidade à importância do papel dos rins na nossa saúde.

A propósito do tema escolhido este ano para o DMR – Viver bem com a doença renal – a Diaverum está envolvida em diversos webinars sobre literacia em saúde abertos a doentes renais e às suas famílias e comunidades. Uma vez que as vacinas são a chave para acabar com a pandemia e que os doentes renais correm o risco de desenvolver complicações devido à COVID-19, este foi o tema escolhido para o webinar público da próxima quinta-feira, dia 25 de março, às 18:00.

Ao longo de 2021 estão também agendados vários webinars sobre diferentes temas para os meses de maio, setembro e novembro.

Fernando Macário, Diretor Clínico da Diaverum Global, frisa: “Os médicos e enfermeiros podem ajudar os pacientes, desde que estes procurem a nossa ajuda. Se as pessoas não sabem o que é a DRC, como se desenvolve e como podem fazer melhores escolhas ao nível do estilo de vida para manter os rins saudáveis, o foco passa da prevenção para a intervenção médica. É importante enfatizar que a prevenção é sempre o melhor curso de ação, e por isso, investir em literacia em saúde para toda a sociedade faz parte da solução. A literacia em saúde mantém as pessoas saudáveis ao mesmo tempo que reduz os custos dos serviços nacionais de saúde e dos próprios pacientes.”

Para se inscrever no webinar sobre Doença Renal & vacina COVID-19 clique neste link: https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_krOiqHjtSJWliooj_8PZ_w

 

Aumento de casos na capital francesa
Cerca de 21 milhões de pessoas vão entrar em novo confinamento na capital francesa, a partir desta sexta feira. As medidas...

França registou mais de 35 mil novas infeções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, o que leva as autoridades francesas a crer que é cada vez mais provável que o país enfrente uma nova vaga de Covid-19.

De acordo com o primeiro ministro francês, Jean Castex, a situação desta cidade francesa é particularmente preocupante. Atualmente, estão 1200 pessoas internadas nos cuidados intensivos, um número superior ao registado durante a segunda vaga da Covid-19, que decorreu em novembro.

As medidas do novo confinamento não serão, no entanto, tão rígidas como as do confinamento anterior.

Com as novas medidas, as empresas não essenciais vão obrigadas a encerrar, mas as escolas continuarão abertas, juntamente com os cabeleireiros, se seguirem um "protocolo sanitário particular".

Por outro lado, é permitida da prática de exercício físico ao ar livre dentro de um raio de 10 quilómetro das residências.

As viagens não são permitidas a menos que exista um motivo válido para o fazer.

 

 

Prevenção e tratamento da Covid-19
De acordo com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) os dados disponíveis sobre a ivermectina na prevenção ou tratamento do...

Ao contrário do que é apresentado nas redes sociais, onde o medicamento é apresentado como milagroso, em comunicado, a EMA reforça que a sua eficácia ainda não foi comprovada cientificamente, sendo necessários mais estudos “para tirar conclusões sobre a eficácia e segurança do produto na prevenção e tratamento da Covid".

Por outro lado, sublinha que o uso da ivermectina como tratamento contra a Covid-19 também não está autorizado na União Europeia e que não existe nenhum pedido para esse fim.

De acordo com a informação avançada hoje pelo SAPO, a Agência Europeia de Medicamentos esclareceu ainda que "estudos em laboratório mostraram que a ivermectina pode bloquear a replicação do SARS-CoV-2 (vírus causador da COVID-19), mas em concentrações muito superiores às obtidas com as doses atualmente autorizadas", pelo que os efeitos adversos e possível toxicidade, não podem ser excluídos com essas doses.

 

 

 

Declarações DGS
As autoridades de saúde portuguesas decidiram, na semana passada, retomar a administração da vacina da AstraZeneca, depois de a...

A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, explicou, em conferência de imprensa, que a suspensão temporária da vacina, ao abrigo do princípio da precaução, foi uma decisão de saúde pública. 

Segundo a especialista, a pausa que se verificou na utilização da vacina da AstraZeneca, será “facilmente recuperável e não vai impactar significativamente no esforço de vacinação”. 

“O plano de vacinação sofreu uma pausa no que concerne à vacina da AstraZeneca e vai ser posto em marcha outra vez a partir de segunda-feira. Vamos retomar o plano, acelerando-o”, afirmou na ocasião o coordenador da ‘task force’ para a vacinação contra a Covid-19, vice-almirante Henrique Gouveia e Melo.

 

Covid-19 em Portugal
Portugal registou, nas últimas 24 horas, 16 mortes e 248 novos casos de infeção por Covid-19. O número de doentes internados...

Segundo o boletim divulgado, as regiões de Lisboa e Vale do Tejo foi aquela onde morreram mais pessoas com Covid-19, 12 das 16 registadas em todo o País. Segue-se a região centro com três óbitos. Nas restantes regiões de Portugal continental não há registo de mortes desde o último balanço.

O mesmo acontece nas regiões autónomas da Madeira e Açores, onde não mortes a assinalar.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 248 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 85 novos casos e a região norte 58. Desde ontem foram diagnosticados mais 27 na região Centro, 13 no Alentejo e 44 no Algarve. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 10 infeções e nos Açores 11.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 771 doentes internados, mais seis que ontem. No entanto, as unidades de cuidados intensivos voltaram a registar nova descida, tendo agora menos cinco doentes internados. Atualmente, estão em UCI 165 pessoas.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 555 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 767.874 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 33.120 casos, menos 323 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 94 contactos, estando agora 15.080 pessoas em vigilância.

 

Campanha apela à solidariedade dos portugueses
Sob o mote “Doar Parte de Si”, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) acaba de lançar uma campanha a apelar à...

“Para quem doa é um pequeno valor; para a APCL esse valor pode significar muito. Todos os donativos são sempre bem-vindos, contudo a consignação do IRS é provavelmente a única forma de doar sem custos”, refere Carlos Horta e Costa, Vice-Presidente da APCL. “Estes donativos são essenciais para continuarmos a prestar ajuda financeira a doentes com leucemia e suas famílias e para garantirmos a continuidade à construção da primeira casa de acolhimento para doentes com leucemia e seus familiares em Lisboa”, acrescenta.

Os fundos angariados permitirão à APCL não só continuar a dar apoio financeiro a doentes e suas famílias, em situação de carência, como também dar continuidade ao projeto de cariz social “Porto Seguro”, que será a única casa de acolhimento em Lisboa para  doentes hemato-oncológicos, a transplantar ou em fase de terapêutica, e respetivo agregado familiar, para que durante o período de tratamentos e isolamento inerente à recuperação possam permanecer e acompanhar o doente, criança ou adulto, proporcionando o suporte emocional fundamental à recuperação de forma presencial.

Este projeto surge no âmbito da missão da APCL no que toca ao apoio aos doentes com leucemia, e partiu da necessidade crescente que a Associação sentiu de apoiar famílias carenciadas com necessidade de se deslocar a outra cidade para se submeter a um transplante de medula óssea ou para acompanhar um familiar nessas circunstâncias. Em Portugal existem poucas Unidades de Transplante de Medula óssea, centralizadas em Lisboa, Porto e Coimbra.

Ao preencher a declaração anual de IRS Modelo 3 (em papel ou on-line), no Quadro 11 (Instituições Particulares de Solidariedade Social ou Pessoas Coletivas de Utilidade Pública, faça uma cruz no Campo 1101 e coloque o NIPC (nº de identificação de pessoa coletiva) da APCL no espaço à frente: 505 945 401. Sem qualquer custo para si, poderá dar um donativo correspondente a 0,5% do valor liquidado no IRS. É ainda possível prescindir do benefício de 15% do IVA suportado no abate à coleta do IRS, doando o Estado esse valor à Associação Portuguesa Contra a Leucemia. Este donativo em nada a afeta o que eventualmente tenha a receber das finanças. Saiba mais sobre a consignação do IRS à APCL aqui

Fundada em 2002, como resultado da iniciativa de um conjunto de doentes que sobreviveram a patologias do foro Hemato-Oncológico (Leucemias e Linfomas) e de um grupo de médicos do Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil (IPOFG) de Lisboa que os trataram, a APCL tem como missão contribuir, a nível nacional, para aumentar a eficácia do tratamento das Leucemias e outras neoplasias hematológicas afins.

Webinar
A Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca (IC) promove, no próximo dia 31 de março, uma Sessão Online com o...

Até início de 2020, a Eurocarers, rede europeia que representa os cuidadores informais, estimava que existissem cerca de 800 mil cuidadores informais em Portugal (1/4 dos quais a tempo inteiro). No entanto, com a pandemia, este número praticamente duplicou com o fecho de respostas sociais, sendo que se aponte para cerca de 14% da população (cerca de 1 milhão e 400 mil Cuidadores Informais), dos quais menos de metade a sê-lo a tempo inteiro (24 sobre 24 horas).

Este aumento deve-se essencialmente ao encerramento dos equipamentos sociais (centros de dia/CAO) decretado pelas Autoridades, os cuidadores não principais, que suspenderam a sua atividade profissional e tiveram de ficar em casa para tratar dos seus familiares sem autonomia, por uma questão de justiça social, deveriam ser abrangidos por um regime excecional (à semelhança do que foi criado para os progenitores de filhos menores até aos 12 anos, cujas escolas encerraram), beneficiando de medidas que contemplassem apoio pecuniário para fazer face às despesas habituais, uma vez que perderam rendimentos por não trabalhar neste período que ainda é incerto.

“No nosso país é a família que assume muitas vezes o papel de cuidador, nomeadamente a mulher enquanto esposa, mãe, filha ou nora. Sabemos que é um papel que apesar de envolver muito amor, é desgastante física, psicológica e emocionalmente e implica grandes problemas financeiros. Este webinar procura ajudar a esclarecer algumas dúvidas, melhorando a qualidade de vida dos cuidadores e dos doentes com insuficiência cardíaca”, explica a Dra. Maria José Rebocho, membro do conselho técnico-científico da AADIC.

“Em Portugal, a criação do Estatuto do CI, veio dignificar e possibilitar um contínuo de cuidados junto das pessoas cuidadas, saindo reforçado com outros apoios e medidas legais que venham a ser aprovadas e implementadas, designadamente nas áreas da saúde, do trabalho, da educação, da segurança social e fiscal. No entanto, os cuidadores informais continuam sem direito a medidas de apoio, tais como subsídios ou períodos de descanso. Apesar do Estatuto do Cuidador Informal, que regula os direitos e deveres do cuidador e da pessoa cuidada, já ter tido uma primeira regulamentação, continua com várias lacunas.  Com a escassez de cuidados formais, apesar das respostas atualmente existentes na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, serviços de apoio ao domicílio e outros serviços, continua a recair a responsabilidade e grande sobrecarga dos cuidados sobre a família, desresponsabilizando o Estado e a própria comunidade. O Cuidador Informal não tem assim garantido o seu direito ao descanso, nem a possibilidade de conciliar prestação de cuidados e vida profissional. Não tem apoios sociais ou pecuniários, nem o reconhecimento dos cuidados para efeitos de carreira contributiva.  Assim, propomo-nos nesta sessão online clarificar em que situação se encontra este estatuto e abordar os atuais direitos dos cuidadores”, explica Nélida Aguiar, membro da direção da ANCI (Associação Nacional de Cuidadores Informais) e Coordenadora do gabinete ANCI da Região Autónoma da Madeira.

A Sessão Online “Os Cuidadores na Insuficiência Cardíaca”, decorre no dia 31 de março, a partir das 21h00, com transmissão exclusiva no Facebook e Site da AADIC, e conta com a participação da Nélida Aguiar, membro da direção da ANCI (Associação Nacional de Cuidadores Informais) e Coordenadora do gabinete ANCI da Região Autónoma da Madeira e do testemunho de duas cuidadoras informais, Ana Batista, cuidadora do filho, e Amélia Dias, cuidadora do marido e sogro. Maria José Rebocho, cardiologista e membro do conselho técnico-científico da AADIC, assume a moderação da sessão.

“As respostas, desafios e informação sobre Estatuto do Cuidador Informal em Portugal” é o tema central desta sessão.

Durante a sessão online a assistência será convidada a partilhar dúvidas e pontos de vista com os oradores.

Opinião
A pandemia obrigou a um novo confinamento e, mais uma vez, estamos confinados aos nossos lares, ao t

Diariamente, o medo entra pelas nossas casas. Não só pelo receio do desconhecido, do invisível inerente àquilo que é o vírus, mas também por esta pandemia de informação que assistimos cada vez que ligamos a televisão.

A juntar a isto, a pressão laboral é maior, exige-se mais e melhor. Para não falar daqueles, que, infelizmente, perderam os seus empregos e, como tal, viram-se desamparados, sem a sua única forma de sustento.

Desejamos que os nossos permaneçam sãos, que não sejam e que não sejamos infetados. Que o nosso amigo ou familiar que está no hospital vença o vírus, sem nenhuma mazela.

Fala-se que tudo vai ficar bem e os arco-íris passaram a ser os nossos amuletos, espelhados nas janelas das casas de uns e de outros, com mensagens de esperança. Mas e depois da Covid-19? O que resta? As noites sem dormir e o receio do futuro que se prevê incerto apoderam-se dos nossos lares, sem dó nem piedade. Levando-nos para outro problema igualmente grave e que poderá ser em determinados casos incapacitante: o stress.

Apesar de se tratar de um processo natural, que funciona como uma resposta de defesa do organismo face a agressões externas ou internas e pode ser muito útil em situações pontuais, passa a ser uma ameaça para a nossa saúde, quando se prolonga no tempo e se torna crónico.

Os sintomas estão à vista, mas como bons portugueses que somos tendemos a ignorá-los: os suores, as dores de cabeça, a fadiga, os distúrbios do sono, a desorientação e perda de memória, a irritabilidade e confusão mental, a dificuldade de concentração, a infelicidade, os pensamentos negativos, e o esquecimento.

A juntar a isto, o stress pode ter consequências a longo prazo, das quais fazem parte: as doenças cardiovasculares, disfunção sexual, as complicações gastrointestinais, a obesidade ou distúrbios alimentares e, ainda, problemas de pele e cabelo, como sejam o aparecimento precoce de rugas ou de calvície. Nas mulheres é ainda comum existirem alterações hormonais, como problemas menstruais.

Está igualmente comprovado que o stress e o medo, quando levado a níveis extremos, levam o organismo a reduzir os seus mecanismos de defesa, tornando-nos mais suscetíveis ao desenvolvimento de infeções.

De forma a prevenir situações extremas de stress, o Teste de Avaliação do Stress permite determinar se está a viver um padrão biológico de stress, a fase de stress em que se encontra e ainda alertá-lo para possíveis situações de Burnout (esgotamento profissional). Através de uma forma simples, rápida e segura sendo apenas necessária a recolha de quatro amostras de saliva para kit especial, em horas específicas do dia, de forma a fazer o doseamento de duas hormonas – cortisol e DHEA.

Nesta fase não deixe que o stress tome conta de si. Ao cuidar da sua saúde mental, está também a cuidar de si e dos que mais ama.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
29ª Reunião do Healthcare User Group
A GS1 Portugal, entidade responsável pelo desenvolvimento de standards para a saúde, promove amanhã, dia 23 de março, a 29ª...

O tema central da sessão será a importância e necessidade de aplicar a rastreabilidade e os standards GS1 às vacinas contra a Covid-19.

Nesse sentido, os participantes terão a oportunidade de ouvir falar em primeira mão sobre o caso de sucesso do projeto que está a ser implementado na Irlanda e ainda o testemunho de Espanha na Administração Pública em contexto de pademia.

Na segunda parte da reunião, o foco será mais local, com o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela GS1 Portugal. Os temas abordados passarão pelas lições aprendidas sobre comunicação em contexto de pandemia e pela proposta apresentada às autoridades de saúde portuguesas para a aplicação dos standards GS1 na rastreabilidade das vacinas no nosso país.

Será também discutido o Regulamento Europeu dos Dispositivos Médicos - a Plataforma EUDAMED - e a codificação das unidades logísticas na distribuição de vacinas.

Na última parte da reunião, a GS1 Portugal apresentará ainda o projecto que tem em curso na Well’s, a insígnia da Sonae MC especializada em saúde, bem-estar e óptica, relativo à prestação de serviços de garantia da qualidade de dados, âmbito do serviço Validata, visando a promoção de eficiência ao longo da cadeia de abastecimento. O encontro digital terminará com uma sessão explicativa sobre o que é o Global Data Model e como pode ser aplicado ao setor da saúde.

A participação é gratuita, devendo os interessados inscrever-se através do envio de e-mail para [email protected], manifestando o seu interesse.

 

Dádivas benévolas de sangue
A norma que estabelece critérios de inclusão e exclusão de candidatos a dadores de sangue foi atualizada na passada sexta-feira...

Esta atualização surge na sequência da conclusão pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) do estudo sobre “Comportamentos de risco com impacte na segurança do sangue e na gestão de dadores: critérios de inclusão e exclusão de dadores por comportamento sexual”. Foi igualmente auscultada a sociedade civil no âmbito de um processo inclusivo e participativo. 

Assim, a avaliação das pessoas candidatas à dádiva de sangue realizada durante a triagem clínica é feita de acordo com os princípios da não-discriminação, previstos no art.º 13.º da Constituição da República Portuguesa e da Base 2 da Lei de Bases da Saúde, bem como na Resolução da Assembleia da República n.º 39/2010 de 7 de maio. Esta avaliação baseia-se nos critérios mínimos de elegibilidade, previstos na legislação em vigor, e na avaliação individual do risco relacionado com comportamentos da pessoa candidata à dádiva de sangue, com vista a garantir a segurança das pessoas recetoras. 

A atualização da Norma estabelece que a pessoa candidata a dádiva deve ser esclarecida e informada, de forma não-discriminatória, sobre os comportamentos com potencial exposição ao risco infecioso e as suas formas de prevenção, e estabelece os períodos de suspensão da dádiva iguais para todas as pessoas. 

 

 

 

Atendimento multidisciplinar
Hospital de Dia de Insuficiência Cardíaca por Teleconsulta do Hospital de Évora arrancou em dezembro de ano passado e,...

Desenvolvido pela equipa do Serviço de Cardiologia o projeto, considerado pelo HESE como “pioneiro no Alentejo”, começou a ser definido “há cerca de um ano”, devido à pandemia de covid-19.

Segundo o HESE, esta nova forma de consulta permite também “um atendimento multidisciplinar” em que “o doente é avaliado por uma equipa médica e de enfermagem que promove a sua saúde e autonomia”.

Esta teleconsulta destina-se aos doentes que sofrem de insuficiência cardíaca e que já são acompanhados pelo Serviço de Cardiologia do HESE, abrangendo toda a região do Alentejo. 

 

Sem necessidade de cirurgia cardíaca invasiva
Esta semana uma equipa de Cardiologistas da Cardiologia de Gaia realizou, pela primeira vez a nível mundial, um procedimento...

Para a realização deste procedimento uma equipa de apoio de médicos, engenheiros e técnicos voou propositadamente de Israel para cooperar no tratamento desta doente, num exemplo de cooperação internacional e de aposta da investigação e desenvolvimento ao serviço da saúde dos cidadãos.

O procedimento foi um sucesso e permitiu não só um avanço científico no tratamento dos doentes com esta patologia, mas também a melhoria da qualidade de vida desta doente. 

Este procedimento inovador foi realizado numa senhora de 78 anos, com uma insuficiência mitral grave e que tinha um risco cirúrgico muito elevado para fazer uma cirurgia clássica “de peito aberto”. Uma vez que não era possível a realização de cirurgia tradicional, a solução foi colocar um dispositivo de tratamento, chamado anel mitral, inteiramente por cateterismo (ou seja, através da perna) sem necessidade de fazer cirurgia clássica.

De forma mais pormenorizada, e conforme mostram as imagens e os vídeos em anexo, este procedimento pioneiro chamado de “anuloplastia completa percutânea” com um dispositivo chamado AMEND consiste primeiro na introdução de um cateter pela virilha que depois vai até ao coração e, uma vez lá, é implantado um anel à volta da válvula mitral com o objetivo de aproximar os folhetos e melhorar a competência da válvula reduzindo esta insuficiência. A doente recuperou muito bem e agora que se prepara a alta clínica, está bem disposta e melhorar significativamente dos sintomas de insuficiência cardíaca.  

Páginas