Saúde ocular
Com a chegada da Primavera chegam também as famosas alergias.

A época polínica, altura em que os pólenes estão em grandes quantidades no ar, é a razão pela qual as alergias, de uma forma geral, têm o seu pico nesta altura do ano, habitualmente de março a julho - e as alergias oculares não fogem à regra! 

Tal como o próprio nome indica, a alergia ocular (ou conjuntivite alérgica) é uma infeção ou inflamação da conjuntiva (a membrana que reveste a pálpebra e cobre o branco do olho) causada por uma reação alérgica. Ou seja, quando exposta a uma grande variedade de estímulos como, pólen, esporos de fungos ou ácaros do pó, a conjuntiva liberta substâncias químicas, que provocam a tão característica inflamação nos olhos.

Há, no entanto, dois tipos de conjuntivite alérgica - estacional (comum na primavera e/ou no outono) e perene (ao longo de todo o ano). Segundo José Salgado Borges, Médico e Cirurgião Oftalmologista, “os principais sintomas deste tipo de doença são, geralmente, a comichão nos olhos, espirros e coriza nasal. As pessoas com qualquer uma das formas de conjuntivite alérgica sentem ardência intensa em ambos os olhos.” 

Estima-se que, atualmente, cerca de 20% das pessoas apresentam alguma manifestação, embora muitas vezes ligeira, de conjuntivite alérgica. Para reduzir as alergias nesta estação, há várias ações que poderão ser feitas, como utilizar óculos escuros com 100% filtração ultravioleta, manter as janelas fechadas durante a manhã, e evitar andar ao ar livre nas primeiras horas do dia (alturas de maior polinização). Por outro lado, é fundamental evitar a acumulação de pó e de ácaros domésticos.

Relativamente ao tratamento, “a conjuntivite alérgica é tratada inicialmente com lágrimas artificiais, mas muitas vezes o recurso a anti-histamínicos de aplicação tópica, de preferência sem conservantes, é crucial, fundamentalmente durante o período de contacto com o alergénio (a substância que provoca alergia). O anti-histamínico tópico pode ser usado também na prevenção”, afirma José Salgado Borges. É também importante evitar o ato de esfregar e arranhar os olhos, uma vez que pode levar à vermelhidão cutânea, inchaço e aparência enrugada das pálpebras.

De um modo geral, a conjuntivite alérgica não causa sequelas, nem pode ser transmissível. Mas, excecionalmente, pode provocar uma ceratite (inflamação da córnea) ou uma úlcera de córnea, pelo que, com o regresso da primavera, é importante estar atento a possíveis sintomas e procurar ajuda médica, sempre que necessário!

Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Medidas de restrição devem apertar
Segundo a diretora regional da OMS para Emergências na Europa, Dorit Nitzan, a situação na região é mais preocupante agora do...

Segundo a OMS, foram registados 1,6 milhão de novos casos e quase 24 mil mortes no continente, na semana passada. Números que contrastam com as semanas anteriores onde o número de novas infeções não chegava a um milhão de casos.

Para o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri Kluge, “não é hora de relaxar” sendo necessários sacrifícios para conter o vírus.

Atualmente, cerca 27 países europeus aplicam restrições de intensidade variável, 21 dos quais impuseram recolher obrigatório. Nas últimas duas semanas, 23 Estados endureceram as medidas para conter a propagação da pandemia, enquanto 13 abrandaram as restrições.

Face à situação, Kluge pede “ação rápida” e a implementação de “medidas sociais e de saúde pública” até que avance a campanha de vacinação.

A OMS considerou que os encerramentos da vida pública e da atividade económica deveriam ser usados "enquanto a doença exceder a capacidade dos serviços de saúde para cuidar adequadamente dos pacientes e para acelerar a provisão dos sistemas de saúde locais e nacionais".

A OMS acrescentou que os casos estão a aumentar em todas as faixas etárias, exceto naqueles com mais de 80 anos, que em sua opinião mostram "os primeiros sinais do impacto da vacinação".

 

Face ao ano anterior
A Linha SNS24 atendeu mais de 1,6 milhões de chamadas durante os primeiros três meses do ano. Um aumento nos atendimentos que...

Segundo Luís Goes Pinheiro, presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, entre janeiro e março deste ano, foram atendidas 1.485.000 chamadas. No mesmo período do ano passado foram atendidas cerca de 700 mil chamadas.

Em janeiro deste ano, a Linha SNS recebeu quase 1.100.000 chamadas e em março atendeu cerca de 180 mil.

“Estamos como números cinco vezes abaixo daqueles que tínhamos em janeiro”, observou, salientando que a linha com a pandemia ganhou uma flexibilidade que não tinha “de se adaptar à procura, mantendo o nível de serviço tendencialmente sempre bom ou muito bom, apesar das flutuações bruscas de procura”, refere citado pelo Eco.

Atualmente, a Linha SNS 24 está também a emitir requisições para os contactos de baixo risco, “uma mudança relativamente recente e que veio em resposta à nova estratégia no que respeita à testagem”.

Para Luís Goes Pinheiro, o SNS 24 – Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde “foi e continua a ser uma peça absolutamente crucial em toda a pandemia”.

“Não só porque permitiu encaminhar as pessoas, casos suspeitos ou casos suspeitos de contacto com pessoas com Covid-19, como durante a maior parte do tempo emitiu requisições para testes à Covid-19”, afirmou.

Ao longo da pandemia, emitiu 86.790 requisições para a realização de testes e cerca de 950 mil declarações provisórias de isolamento profilático.

 

 

 

Análise do Portal da Queixa
Impossibilidade de assistência médica, dificuldade no atendimento telefónico e vacinação foram os principais motivos de...

Um ano após o início da pandemia de Covid-19, uma análise do Portal da Queixa revela que as reclamações dirigidas ao setor da Saúde dispararam 73%, face a 2019. Entre 1 de março de 2020 e 29 de fevereiro de 2021, a plataforma recebeu mais de 7.500 reclamações. Em março deste ano, já foram contabilizadas 526 queixas. A impossibilidade de ser atendido por um médico é o principal motivo de reclamação dos portugueses e a categoria mais reclamada durante o mês de março, é a dos Planos e Seguros de Saúde, seguindo-se o SNS.

É um facto que a pandemia da Covid-19 veio alterar o funcionamento da maioria dos setores de atividade, entre os quais o setor de entregas, e-Commerce, hotelaria, entre outros, mas sobretudo, o setor da Saúde. Após um ano de pandemia, a equipa do Portal da Queixa fez um balanço das reclamações dirigidas à área da saúde, setor que está na linha-da-frente do combate à doença.

Desde o início de março de 2020 até ao final de fevereiro de 2021, foram registadas na plataforma 7.563 reclamações dirigidas ao setor da saúde, um aumento de 73% face a igual período do ano anterior (1 de março de 2019 até 29 de fevereiro de 2020), onde foram registadas 4.370 queixas.

Analisando o corrente mês de março, a plataforma de comunicação global entre consumidores e marcas/entidades, recebeu até ao dia 30 de março, 526 reclamações, uma ligeira subida comparativamente com o período homólogo (março de 2020), onde se verificaram 508 queixas.

Durante este mês de março, as categorias alvo do maior número de reclamações foram: Plano e Seguros de Saúde (124 queixas), Serviço Nacional de Saúde (106), Hospitais e Centros de Saúde (97), Grupos Privados de Saúde (60) e Farmácias (55).

O estudo apurou que, no mês de março, entre os três principais motivos de reclamação reportados pelos consumidores no Portal da Queixa, estão a impossibilidade de ser atendido por um médico (37%), a dificuldade no atendimento telefónico (34%) e a vacinação (8%), sendo que, este último, resulta do facto de a campanha de vacinação que se encontra a decorrer e está relacionado com as dúvidas e dificuldades dos utentes sobre a mesma.

De acordo com Pedro Lourenço, CEO & Founder do Portal da Queixa by Consumers Trust: “Enquanto que, verificámos indicadores de redução do número de reclamações através dos canais do Estado, nomeadamente no Livro Amarelo e de Reclamações, que induzem em erro na interpretação do atual estado do setor, no Portal da Queixa este crescimento é demais evidente, demostrando, não só, que os utentes do SNS estão descontentes com o serviço prestado, mas também pela desacreditação no regulador de defesa do consumidor, que manifestamente não traduz confiança na resolução dos problemas apresentados.”

Projeto AgES
A Universidade do Porto faz parte do projeto Erasmus+ “Actively aGeing European Seniors – AGES”, que junta parceiros de cidades...

Este projeto de dois anos junta cinco cidades exemplo (Gijon, Haia, Paris, Poznan e Porto), com o objetivo de criar materiais e atividades para equipar os seniores com novos métodos de gestão do stress, literacia financeira, digital e em saúde, e outras necessidades básicas como em tecnologias da comunicação e da informação e línguas. Para além disso, por ter o público idoso como alvo, e ao envolvê-lo nas atividades, o AgES estará também a reduzir o risco de exclusão social.

Nas cidades parceiras do projeto a densidade de população idosa é superior à média mundial. Ainda assim, são consideradas habitáveis para este grupo, no qual muitos dos indivíduos vivem independentes e, consequentemente, necessitam de ver reforçados os mecanismos de inclusão social. Assim, e tendo em conta os Princípios das Nações Unidas para as Pessoas Idosas, o AgES propõe-se a desenvolver atividades intergeracionais de inclusão – seminários de saúde, celebrações do Dia Mundial dos Seniores (21 de agosto), teatro, workshops de artes tradicionais, entre outras – que são essenciais para dar resposta à mudança demográfica que a Europa está a viver. Como resultados do projeto, será também criado um manual multilingue das cidades amigas das pessoas idosas na Europa, um vídeo ilustrativo das melhores práticas nestas cidades, um curso em formato e-livro sobre como manter uma vida ativa após a reforma, e uma plataforma digital com dicas sobre saúde.

O Centro de Competências para o Envelhecimento Ativo da Universidade do Porto (Porto4Ageing) é pioneiro na adoção de projetos e programas para capacitar a cidade e a população para o envelhecimento, como por exemplo, sendo parceiro da rede europeia para o envelhecimento ativo e saudável (EIP-AHA), ou do projeto SHAPES, que facilita a integração de tecnologias para os cuidados de saúde em casas e comunidades, ou ainda do ICTskills4All, que criou uma plataforma de ensino para a capacitação digital da população 55+.

O projeto AgES é coordenado pelo Governo de Çannakale e tem como parceiros a Universidade do Porto (Portugal), a Lidi Smart Solutions (Holanda), a E Seniors Associaton (França), a Magenta Consultoria (Espanha) e a Fundacja Parasol (Polónia). Com a duração de 24 meses, recebeu 190.760€ de financiamento europeu.

Relatório DGS
De acordo o relatório que contêm os últimos dados sobre processo de vacinação, divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde, 494...

Ao todo, revela a DGS, 1.196.971 pessoas já foram vacinadas com a primeira dose, mais 252.979 em relação ao último relatório, o que representa 12% da população.

Por grupos etários, 33 % das pessoas com mais de 80 anos (223.614) já têm a vacinação completa, enquanto 80% (539.633) já receberam a primeira dose da vacina.

No grupo entre os 50 e 64 anos, 4% (81.913) já receberam as duas tomas e 11% (244.942) já tomaram a primeira dose, enquanto na faixa entre os 65 e 79 anos 3% (43.673) têm a vacinação completa e 9% (149.459) foram vacinados com a primeira dose.

Já entre os 25 e os 49 anos, os dados do relatório dizem que 4% das pessoas (134.059) também já receberam as duas tomas e 7% (241.723) já viram ser administrada a primeira dose.

No total, Portugal já recebeu 1.883.850 vacinas, tendo sido distribuídas pelos postos de vacinação do país 1.753.999 doses.

Por regiões, foram administradas 540.497 vacinas na região Norte, 536.868 em Lisboa e Vale do Tejo, 363.350 na região Centro, o Alentejo 111.225 no Alentejo, 64.670 no Algarve, 46.043 na Madeira e 26.683 nos Açores.

Pode consultar o relatório aqui

Hidratação, exercício físico e dieta
O Núcleo de Estudos de Geriatria (NEGERMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) acaba de lançar o terceiro vídeo...

A hidratação, o exercício físico e a dieta são aspetos essenciais para a regularização do trânsito intestinal.

“O confinamento agravou uma das queixas frequentes nos idosos, a obstipação. É sabido que 50 por cento dos idosos com mais de 80 anos apresentam queixas sobre o regular funcionamento dos intestinos. O stress, ansiedade e redução da motilidade, provocados pelo confinamento, agravam e tornam mais frequentes este tipo de queixas”, afirma João Gorjão Clara, coordenador do NEGERMI.

O primeiro vídeo teve como objetivo ensinar a evitar ou a recuperar a perda de massa muscular nos idosos em virtude da pouca ou reduzida mobilidade provocada pelo confinamento e o segundo, apresenta um conjunto de conselhos para melhorar o sono dos idosos.

Tomada de posse no próximo dia 17 de abril
No próximo dia 17 de abril, sábado, realiza-se a sessão de tomada de posse dos novos Corpos Sociais da Sociedade Portuguesa de...

Luís Bronze, cardiologista, diretor de Saúde da Marinha Portuguesa, e investigador integrado do Centro de Investigação e Desenvolvimento do Instituto Universitário Militar (CIDIUM), será o novo presidente. “É um grande orgulho ter sido escolhido para a esta honrosa posição. Esta eleição enriquece também a minha carreira clínica e científica. E, certamente, espero que contribua para o esforço que constitui o combate às doenças cardiovasculares, fonte de tanto sofrimento. Afinal, é mister da alma de cada médico o alívio da dor dos seus semelhantes… Também foi e será sempre aquele o meu objetivo, enquanto médico”, salienta.

Neste momento “as sociedades científicas são muito importantes para assegurar a informação científica mais atual e as boas práticas em relação à sua área científica de interesse. Esse papel é ainda mais relevante neste tempo pandémico em que as informações se sucedem, muitas vezes contraditórias e eivadas de “achismo”. Assim, no seu mandato, Luís Bronze quer dar destaque “aos principais desafios que são contribuir de todas as formas para o diagnóstico, combate e informação pública relativas a esta doença crónica e, ao cumprir este nobre desiderato, assegurar o engrandecimento e a continuidade do bom trabalho iniciado pelos meus antecessores, durante o biénio 2021-2023”.

O médico naval da Marinha Portuguesa é cardiologista com o grau de consultor da carreira médica hospitalar. É doutorado em Medicina/Cardiologia pela Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa, sendo professor auxiliar e coordenador do Bloco Cardiocirculatório do Mestrado Integrado de Medicina da Universidade da Beira Interior.

Entre outros cargos, é coordenador da linha de investigação da saúde, no Centro de Investigação Naval (CINAV), Escola Naval, Marinha Portuguesa. É diretor de Saúde da Marinha Portuguesa desde 26 de julho de 2018 e investigador integrado do Centro de Investigação e Desenvolvimento do Instituto Universitário Militar (CIDIUM).

No passado, foi cardiologista do Hospital da Marinha, subdiretor do Centro de Medicina Naval e responsável pela Secção de Cardiologia da referida instituição. Foi igualmente chefe de serviço de Cardiologia do Hospital das Forças Armadas (HFAR)/Polo de Lisboa, diretor do referido polo e, por inerência, subdiretor daquele grupo hospitalar militar, que inclui um polo em Lisboa e outro no Porto.

Resultados de um ensaio clínico
A Pfizer acaba de anunciar que a sua vacina contra o vírus da Covid-19 é segura e altamente eficaz em crianças de 12 anos de...

O estudo que contou com 2.260 voluntários com 12 a 15 anos de idade, demonstrou a inexistência de casos no grupo de adolescentes que receberam a vacina da Pfizer-BioNTech contra o Covid-19, em relação aos 18 casos registados nos que tinham recebido um placebo.

Por outro lado, ficou ainda demonstrado que, após a vacinação, os índices de anticorpos contra o novo coronavírus são ainda mais elevados do que os detetados em ensaios com jovens adultos.

No que diz respeito aos efeitos secundários foram observados dor, febre, calafrios e fadiga, principalmente após a segunda dose.

Estas concluções permitem que a companhia já tenha vindo assegurar que a vacina é "segura e 100% eficaz" em crianças a partir dos 12 anos. 

O estudo vai continuar a acompanhar os participantes deste ensaio clínico por dois anos para obter mais informações sobre proteção e segurança a longo prazo, avançou hoje a cadeia televisiva Sky News.

 

R(t) mantém-se
Portugal registou, nas últimas 24 horas, três mortes e 618 novos casos de infeção por Covid-19. O número de doentes internados...

Segundo o boletim divulgado, a região de Lisboa e Vale do Tejo foi aquela onde morreram mais pessoas com Covid-19, duas das três registadas no território continental. A região norte contabiliza mais uma morte desde o último balanço. As restantes regiões do país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e Açores, não registaram nenhum óbito.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 618 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 271 novos casos e a região norte 210. Desde ontem foram diagnosticados mais 74 na região Centro, nove no Alentejo e 35 no Algarve. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 11 infeções e nos Açores oito.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 558 doentes internados, menos 26 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos passaram a ter menos dois doentes internados. Atualmente, estão em UCI 127 pessoas.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 707 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 778.210 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 26.664 casos, menos 92 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 53 contactos, estando agora 15.800 pessoas em vigilância.

Plano de Vacinação Covid-19
De acordo com a informação publicada hoje na comunicação social, De acordo com a task-force, a vacinação em massa contra a...

Para além do processo de agendamento por mensagem SMS, chamadas telefónicas e cartas atualmente em uso, “está previsto implementar-se um procedimento de auto agendamento, através de uma plataforma digital, onde as pessoas podem marcar diretamente a sua vacinação”.

Foi divulgado ainda que os 150 Centros de Vacinação Covid-19 (CVC), que se estima que entrem em funcionamento no segundo trimestre do ano, estão a ser projetados para “um mais fácil acesso das pessoas”.

Para alcançar os objetivos do plano de vacinação em massa, a task-force calcular que sejam necessários cerda de 2500 médicos, 400 médicos e 2.300 auxiliares, sendo que a sua distribuição e contratação “está a decorrer, em articulação com o Ministério da Saúde, a task force, as autoridades regionais de saúde e as autarquias”.

O objetivo de vacinar cerca de 100 mil pessoas por dia mantem-se. “Havendo mais vacinas disponíveis, estima-se chegar, no próximo trimestre, a um ritmo de vacinação que poderá vir a atingir, em alturas de pico, as 150 mil inoculações num só dia”, assegura a task-force.

Além das vacinas da Pfizer, da Moderna e da AstraZeneca que já estão a ser administradas, Portugal deve receber na segunda metade de abril as primeiras vacinas da Janssen de um lote de cerca de 1,25 milhões.

 

Sessões de treino online
Após duas edições da iniciativa digital “Mamãs em Forma”, a Mamãs e Bebés regressa, em abril, com novos treinos localizados e...

Para as futuras mamãs, a prática do exercício físico é essencial para uma maior sensação de bem-estar e a promoção de uma melhor postura durante a gravidez. Além desta rotina proporcionar um aumento da confiança das mulheres, também pode facilitar bastante o trabalho de parto e a rápida recuperação no pós-parto. Por isso, esta terceira edição pretende, essencialmente, preparar as futuras mães para o nascimento do bebé através de treinos localizados.  

Assim, nos dias 1, 8, 15, 22 e 29 de abril, a “Mamãs em Forma” vai disponibilizar vários treinos para as futuras mães treinarem exercitarem zonas do corpo, desde pernas, glúteos, bíceps, tríceps, peito, ombros e costas. Os exercícios podem ser feitos em casa e com ou sem equipamento.

As sessões de treino online continuarão a ser conduzidas por João Dias, Personal Trainer certificado e especializado em exercício físico para grávidas e pós-parto, e terminarão com alongamentos para alívio da dor lombar e nervo ciático. A inscrição é feita através deste link.

 

Distinção internacional
A Amgen Biofarmacêutica, Lda alcançou o 7.º lugar na categoria de menos de 100 colaboradores no prestigiado ranking Great Place...

Great Place To Work® é uma referência internacional na consultoria de investigação e gestão de recursos humanos, com o principal objetivo de ajudar as empresas a melhorar os seus locais de trabalho. Uma referência em que a Amgen alcançou a 7.ª posição tendo como base a acessibilidade e capacidade de conversa (94%), a gestão honesta e ética nas suas práticas comerciais (100%), o papel e contribuição para a comunidade (97%), a pertença (94%), a entreajuda (91%) e o sentimento de “família” ou “equipa” (91%).

A biotecnológica tem colaborado para garantir um impacto positivo na sociedade, através da disponibilização de medicamentos e programas inovadores e acessíveis, sendo reconhecida pela sua eficiência operacional e projetos focados no cliente. Este ano, em Portugal, como forma de refletir este empenho para a sociedade, a Amgen fez uma série de donativos a organização sem fins lucrativos e instituições de caridade (doação de cabazes, compra da agenda do IPO, doação de parte dos prémios ou do subsídio de almoço de cada colaborador por decisão voluntária). Para reforçar a consciência ambiental substituiu as garrafas de plástico por vidro, personalizadas para cada colaborador.

Tiago Amieiro, Diretor-Geral da Amgen Portugal, destaca: “Para cumprir a nossa missão de dar resposta a todas as necessidades urgentes e emergentes na área da saúde temos de nos lembrar que a nossa base são as pessoas: todos os nossos colaboradores. É assim, com orgulho, que recebemos este reconhecimento, sendo que o melhor prémio é saber que os nossos colaboradores se sentem felizes e orgulhosos por trabalhar na Amgen, segundo afirmaram 94% dos colaboradores inquiridos, com um índice de confiança de 88%”

De acordo com o inquérito realizado pela Great Place to Work®, um dos aspetos mais apreciados pelos colaboradores da Amgen é a flexibilidade temporal que têm para equilibrar a vida profissional e familiar. No âmbito da sua política de conciliação, a Amgen implementa políticas e programa como, por exemplo, o Programa FlexAbility (para ajustar o local/horário de trabalho), a Iniciativa FOCUS (para reduzir trabalho de valor reduzido e promover foco no trabalho mais importante), o Programa de apoio durante a Pandemia, Escritório em casa, entre outros.

A Diretora de Recursos Humanos da Amgen, Sandra Vicente, sublinha que “a Amgen tem trabalhado incessantemente para garantir que os colaborares consigam conciliar o trabalho e a vida pessoal, e para garantir igualdade em todos os parâmetros organizacionais”. E conclui: “Algo que já era nossa missão, mas em que apostamos ainda mais durante a pandemia, para que os nossos colaboradores se sentissem mais apoiados neste período difícil e conseguissem a agilidade necessária para conciliar a parte profissional com as responsabilidades familiares”.

O prémio atribuído na área de “Responsabilidade Social Organizacional e Sustentabilidade” reforça, mais uma vez, o empenho da Amgen na defesa de cuidados da sociedade e do ambiente para garantir uma operação sustentável. Um parâmetro alinhado com a missão da biotecnológica que procura contribuir para a melhoria na qualidade de vida de todos os doentes, com destaque para os diversos projetos de assinatura da Amgen Foundation como o Amgen Scholars, Amgen Biotech Experience e Amgen Teach.

Excesso de peso e obesidade
Falar de “Gorduras” é falar de um tema que atormenta milhões de pessoas em todo o Mundo, de todas as

A gordura apresenta-se em diversas formas, localizações, quantidade e em qualquer idade. A gordura pode estar generalizada ou localizada. Pode haver excesso peso e obesidade, ou pessoas com peso normal ou abaixo do normal, mas que se sentem mal e desconfortáveis com a localização de certas gorduras.

A sua causa tem sempre um componente genético importante. Conhecemos pessoas que comem pouco e engordam e outras que se fartam de comer e não engordam. Mas não se iludam, não há gordura sem comida. Quer dizer que por muito que nos queiramos convencer ou que nos queiram convencer não se engorda, muito ou pouco, sem comer, com a contribuição dos fatores que já mencionámos. São causas para a gordura incómoda, em maior ou menor quantidade, a alimentação, a falta de exercício físico, o sedentarismo e algumas doenças e a principal - genética. Não podemos interferir diretamente na genética por enquanto, para alterar ou evitar o seu aparecimento e desenvolvimento. Mas podemos fazer a prevenção e educação do resto, e isso começa na barriga da Mãe.

Mas, depois da “desgraça” instalada o que é que podemos fazer?

Deve combater-se de início e o mais cedo possível, com exercício físico e cuidados com a alimentação. Depois de instaladas estas “gorduras” têm que ser combatidas pelos seus “inimigos”. Há os “inimigos” verdadeiros e os falsos.

Existe uma quantidade enorme de soluções que são apresentadas e publicitadas como cremes e comprimidos milagrosos, dietas mirabolantes, tratamentos com máquinas, nomes de marcas com soluções para perder peso e gordura. Alguns até com testemunhas que comprovam a sua eficácia. É verdade? NÃO. Voltamos ao mesmo. Não há peso a mais nem gordura a mais sem se comer. Todos esses tratamentos, medicamentos, etc., são acompanhados de mudanças de hábitos alimentares, dietas rigorosas e exercício físico. Se fizerem isto tudo sem esses tratamentos o resultado é o mesmo. Não há comprovação científica dos resultados de nenhum destes tratamentos e dietas. Muitos se não todos, são feitos por profissionais que não são Médicos e nada têm a ver com a saúde. Alguns são vendidos por puros “vendedores” que não sabem nada do assunto. E a verdade? Se falarmos com estas pessoas passado um tempo, meses ou anos, ouvimos sempre o mesmo: Estou na mesma ou pior.

Os verdadeiros “inimigos”, mais eficazes e comprovados são Médicos ou de orientação Médica sempre complementados por profissionais nas áreas do exercício físico e nutrição. Deve ir a uma consulta, feita por um Médico Especialista, não por um curioso, para avaliar que gordura está a mais e onde é que ela está.

Se a gordura em excesso está localizada por todo o lado, mas com predomínio dentro da cavidade abdominal (aquelas barrigas duras, grandes que parece que está grávido/a, tipo “pipa”) tanto no homem como na mulher, com maior frequência para o homem nesta localização, o tratamento será médico e não cirúrgico, numa primeira fase. A introdução do Balão Gástrico, por um período de 6 meses pode ser um caminho.

As cirurgias, ou são cirurgias chamadas bariátricas, que se realizam a nível do estômago para reduzir o seu tamanho e a sua capacidade de receber maior quantidade de alimentos. Casos em que a “barriga” está grande e descaída com excesso de pele, estrias ou cicatrizes, a melhor solução será a abdominoplastia.

Se se trata de uma situação em que há gordura em várias partes - abdómen, ancas, coxas, costas, braços, joelhos, pernas – a solução passa por retirar gordura dessas zonas com técnicas de lipoaspiração, em uma ou várias sessões. A técnica por mim preferida e recomendada é a Lipoescultura Infrasónica Nutacional®, realizada sem internamento, com anestesia local e sedação. Estas técnicas cirúrgicas, minimamente invasivas, são mais concretas e objetivas e o que é retirado (gordura, pele), não volta mais.

Há tratamentos médicos ou de orientação médica, sem cirurgia, com base em Ultrassons de uso médico, radiofrequência e outras fontes. Apesar de eficazes, continuam a ter resultados subjetivos, variáveis de pessoa para pessoa, e não definitivos. De qualquer modo, só podem ser feitos por médicos ou sob orientação médica.

É importante que saiba, que mesmo sendo as técnicas médico-cirúrgicas de lipoaspiração, lipoescultura ou outras, para retirar gorduras de forma efetiva e objetiva, as mais eficazes e com resultados duradouros, são métodos com uma resposta, recuperação muito variável de pessoa para pessoa, de técnica para técnica e de quem executa, com mais ou menos experiência e perícia técnica. Quer isto dizer que estas técnicas, como são “fechadas”, minimamente invasivas, têm uma abordagem sem visualização direta. A evolução pós-operatória e o resultado definitivo dependem de vários fatores, mas vale sempre a pena porque na maioria dos casos é muito bom e duradouro. Fatores como a técnica usada, o executante, a quantidade de gordura tirada, as áreas e a quantidade de áreas tratadas, o tipo de pele e o tipo de gordura, os cuidados e o acompanhamento pós-operatórios, a manutenção e continuidade do resultado com o que cada pessoa vai conseguir fazer, muitas vezes mudando estilos e hábitos de vida e alimentares. Mas compensa. Ao longo destes anos e de milhares de casos feitos pude observar pessoas que deixaram de ser obesas, pessoas que alteraram a sua vida por completo com melhoria da autoestima, mais segurança, mais confiança, mais saúde, desde jovens a pessoas mais maduras, tanto mulheres como homens.

Pode, com estes conhecimentos e procurando informação prévia, honesta e correta, em consciência, decidir o que deve fazer, procurando, ouvir a opinião de especialistas e locais experientes, devidamente credenciados e certificados para o efeito.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Vaginoplastia
Os procedimentos de rejuvenescimento vaginal têm crescido, estimando-se que o mercado global atinja os 11,8 mil milhões de...

Por exemplo, a suposição de que os procedimentos são realizados principalmente para melhorar o prazer sexual decorre da realização de procedimentos de rejuvenescimento vaginal não invasivos ou cirúrgicos. Músculos vaginais mais apertados podem normalmente resultar de tratamentos não cirúrgicos de laser e radiofrequência, visando estimular a produção de colágeno e melhorar a elasticidade vaginal.

No entanto, de acordo com Goda Astrauskaite, cirurgiã da Nordesthetics Clinic, uma das principais clínicas de turismo médico da Europa, em muitos casos as mulheres abandonaram todos os aspetos estéticos e buscam aperto vaginal cirúrgico para aliviar as condições naturais e médicas.

"As mulheres geralmente optam pelo procedimento cirúrgico após o parto quando percebem a frouxidão vaginal", afirma a especialista. "Outra causa comum é o processo de envelhecimento, especialmente para mulheres pós-menopausa, quando o aperto vaginal não é o que costumava ser devido a causas naturais. É claro que as duas razões podem ser desencadeadas por outras condições subjacentes, como incontinência urinária, disfunção sexual, desconforto vaginal pós-menopausa ou distúrbios do pavimento pélvico. Embora os resultados pós-operatórios indiquem uma melhor função sexual, entre outros desfechos favoráveis estão a continência urinária e o conforto geral."

Outro mito em torno do rejuvenescimento vaginal é a relativa facilidade da cirurgia, no entanto o especialista revela que “mesmo que o rejuvenescimento vaginal soe mais como um tratamento de SPA, a cirurgia na verdade não é”.

"Por mais agradável que seja, esteticamente, o resultado final, as mulheres preparadas para se submeter ao procedimento devem ter em consideração que é, no entanto, uma cirurgia invasiva. Os procedimentos médicos carregam alguns riscos, embora baixos, e isso é especialmente relevante no contexto da Covid-19. As mulheres também devem esperar estágios pós-operatórios de cura — dor, prurido, cicatrizes — o que pode atrasar os resultados desejados até certo ponto", afirma Goda Astrauskaite.

Além da vaginoplastia e da labiaplastia, a Clínica Nordestésica também outras cirurgias íntimas para mulheres, visando melhorar a saúde íntima. De acordo com a cirurgiã plástica, cerca de 20 mulheres de países estrangeiros, com idades entre 30 e 45 anos, selecionam cirurgias íntimas na Clínica todos os meses, com até 4 de 5 optando por combinar os procedimentos com outras cirurgias plásticas.

Uma vez que os procedimentos íntimos são realizados apenas quando os profissionais médicos os consideram necessários e seguros para a saúde dos pacientes, cerca de 15% são rejeitados após a realização de exames e consultas.

Apneia do sono continua subdiagnosticada
Um estudo sobre o impacto da apneia do sono nos relógios biológicos do nosso organismo, publicado na revista científica...

Conduzido por uma equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC), o estudo pretendeu perceber em que medida a apneia do sono, também denominada Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), pode «promover disrupções no funcionamento dos relógios biológicos, que por sua vez poderão estar na base das diferentes comorbilidades associadas à patologia, incluindo doenças cardiovasculares ou metabólicas (como diabetes ou obesidade), ou contribuir para o seu agravamento», explica Ana Rita Álvaro, investigadora principal do projeto.

Os relógios biológicos, presentes em todas as células do nosso organismo, «são cruciais para a nossa saúde e bem-estar. Atuam como relógios internos, organizando todos os nossos processos biológicos ao longo do dia, de acordo com sinais do ambiente interno (alimentação, atividade física) e externo (luz, temperatura, níveis de oxigénio)», fundamenta a investigadora do CNC.

Para avaliar o impacto da SAOS e do seu tratamento, normalmente efetuado com uma máscara que emite uma pressão positiva continuada (CPAP, na sigla inglesa) durante o sono, nas características dos relógios biológicos, a equipa recrutou 34 doentes com apneia do sono seguidos pela equipa do Centro de Medicina do Sono do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), antes e após tratamento com CPAP durante 4 meses e 2 anos. Participaram também indivíduos saudáveis, para efeitos de controlo.

Através de amostras de sangue dos voluntários (doentes nas diferentes fases do estudo e indivíduos saudáveis), recolhidas em quatro momentos distintos ao longo do dia, avaliaram-se «as características dos relógios biológicos em células presentes no sangue, nomeadamente expressão de genes, e níveis de hormonas envolvidas na regulação dos relógios biológicos», indica Ana Rita Álvaro.

Os resultados mostram que a apneia do sono «promove alterações nas características dos relógios biológicos e que o tratamento a longo prazo (2 anos) mostra ser mais efetivo no combate ao efeito da SAOS nos relógios biológicos, levando a um restabelecimento de algumas das suas características», nota Ana Rita Álvaro.

A avaliação laboratorial foi complementada com análises computacionais, incluindo métodos bioinformáticos e de machine learning, desenvolvidas pelo grupo de investigação liderado por Angela Relógio, investigadora principal do Centro Molecular de Investigação do Cancro e do Instituto de Biologia Teórica, Faculdade de Medicina de Berlim Charité, e diretora do Instituto de Medicina de Sistemas e Bioinformática da Faculdade de Medicina de Hamburgo (MSH).

Este estudo reforça o alerta para «a importância do tratamento da apneia do sono e evidencia ainda a necessidade de novas estratégias que melhorem e antecipem o diagnóstico da SAOS e também o seu tratamento. Nesse sentido, este estudo mostra que a análise dos relógios biológicos pode ter uma aplicação promissora no diagnóstico e monitorização da resposta ao tratamento desta patologia, e certamente de outras doenças», refere Cláudia Cavadas, coautora do estudo e coordenadora do grupo de investigação no CNC.

A investigação foi cofinanciada pelo Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa Operacional para a Competitividade e Internacionalização - COMPETE 2020, e pela Fundação para a Ciências e a Tecnologia (FCT). Contou ainda com o apoio da instituição alemã Einstein Foundation através da escola graduada Berlin School of Integrative Oncology (BSIO), do Ministério Alemão do Ensino e Investigação (BMBF), e da Fundação Dr. Rolf M. Schwiete Stiftung.

Além de Ana Rita Álvaro, Angela Relógio e Cláudia Cavadas, participaram no estudo Laetitia Gaspar, Bárbara Santos, Catarina Carvalhas-Almeida, Joaquim Moita, Mafalda Ferreira, Janina Hesse e Müge Yalçin.

O artigo científico publicado no âmbito do estudo, com o título “Long-term Continuous Positive Airway Pressure Treatment Ameliorates Biological Clock Disruptions in Obstructive Sleep Apnea”, está disponível: aqui.

 

Sessão online
A academia Mamãs sem Dúvidas realiza no próximo dia 3 de abril a 5.ª edição do evento 100% online “Especial Grávida”, uma...

O próximo evento “Especial Grávida”, que terá início às 10h do próximo sábado, terá como principais temas: “Como aliviar os desconfortos na gravidez?”, com a participação da Enfermeira Carla Duarte, especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, do Centro Pronto a Nascer, que vai partilhar dicas e sugestões úteis para as gestantes. 

“Células Estaminais: Para que servem? Vale mesmo a pena guardar?”, em que Patrícia Morais, formadora do laboratório português de criopreservação BebéVida, apresentará as potencialidades terapêuticas das células do sangue do cordão umbilical do bebé. 

“Saúde Íntima: como escolher os produtos mais adequados?”, com o contributo de Maria Vieira Dias, formadora da Intimina, que explicará às futuras mamãs quais as soluções disponíveis e mais apropriadas. 

“O Sono da Grávida e do Bebé”, tema que encerra o evento e que será apresentado por Ana Maria Pereira, terapeuta do sono. 

Ao participarem, as futuras mães ficam habilitadas a receber um cabaz de produtos para a mamã e para o bebé, no valor de 350 €, que inclui: uma rotina de Laselle composta por três pesos para exercitar o pavimento pélvico da Intimina; um acessório de limpeza íntima da Intimina; uma bomba tira leite elétrica Nuvita; um voucher de desconto no valor de 60 € na loja BonaBebe (na compra de um ovinho BeSafe IZI GO MODULAR X1 i-Size); uma mala de maternidade ABCDerma com três produtos Bioderma; um tapete de atividades Tiny Love; uma Pegada Baby Art; e ainda um peluche Doodoo Babiage. 

A participação no evento é totalmente gratuita, mas requer inscrição aqui. Esta iniciativa, promovida pela Mamãs sem Dúvidas, pretende continuar a dar suporte a atuais e futuros pais em questões relacionadas com a gestação e primeira infância do bebé, ainda que seja à distância mediante formato digital, durante o período de desconfinamento gradual.   

Criar tecnologia para ‘o bem’
Iniciativa da OutSystems ‘Build for the Future Hackathon’ desafiou a comunidade de developers e ecossistema de parceiros para...

Quinze equipas de developers de empresas como a Deloitte, Noesis, entre outras, juntaram-se para a criação de um software que possa fazer a diferença nas organizações sem fins lucrativos Zer0hunger, Strength United e o Nelson Mandela University Centre for Community Technologies.

O júri, composto por representantes da AWS, Intellyx e outros, selecionou as equipas vencedoras, onde se destaca a equipa portuguesa Everis Social Reload, que criou uma aplicação intuitiva e visualmente apelativa com componentes de gamificação para o Centre for Community Technologies, que atua na sensibilização para o cancro na África do Sul.

Sabendo que a população de regiões rurais tende a ignorar as informações existentes e a concentrar-se nos medos comuns, a equipa Portuguesa Everis Social Reload desenvolveu uma aplicação que ajuda a esclarecer e informar sobre o cancro, promovendo a consciencialização para esta doença e incentivando a adoção de comportamentos preventivos e diagnóstico precoce. Para garantir que a app também alcança comunidades rurais que não têm o mesmo acesso à Internet, e dada a diversidade de idiomas do país, a equipa incluiu recursos offline e opções em vários idiomas. A aplicação inclui componentes animados que exemplificam como os utilizadores podem examinar os seus corpos e procurar sintomas tangíveis.

A equipa PhoenixDX Champions, da Austrália, propôs uma solução para a associação Zer0hunger, que necessitava de encontrar uma forma eficiente de entregar comida a quem mais necessita na Malásia. A solução desenvolvida visou a criação de uma app que conectasse pessoas que pretendiam ajudar quem precisasse de ajuda de uma forma muito direta e fácil. Intitulada de ‘Digital Samaritan’ a solução permitirá que a Zer0hunger dimensione o seu apoio sem aumentar os custos, levantando doações, apoiando mais pessoas necessitadas, otimizando a logística inerente ao processo de entrega de alimentos e diminuindo o tempo necessário para chegar às pessoas que solicitam ajuda.

O ‘Digital Samaritan’ irá funcionar nas versões desktop e mobile, com suporte multilíngue e integração com o login do Facebook. A integração com mapas irá mostrar os locais onde há pessoas necessitadas e acionar os parceiros mais próximos que podem entregar alimentos. A equipa americana Drakkar PayItBack criou uma solução para ajudar a Strength United no apoio a vítimas de abuso infantil, violência doméstica e abuso sexual. A app criada pode ser utilizada por diversos tipos de utilizadores: as vítimas podem pedir ajuda, mas também outras pessoas podem indicar pessoas que necessitam de ajuda. A app também pode ser usada por voluntários que pretendam apoiar a Strength United e os sobreviventes, além de uma gestão simples de inscrições e triagem de candidatos. Os utilizadores podem utilizar um recurso de chat e entrar em contacto direto com a linha telefónica de apoio da Strength United, além do ‘botão de pânico’ que podem usar caso seja necessário. Esta solução destaca-se por ter sido cuidadosamente pensada de forma a oferecer recursos de apoio sem ser intrusiva.

“É certo que a tecnologia está na vanguarda do progresso humano." afirma Gonçalo Gaiolas, VP of Product da OutSystems. “Este hackathon mostra como uma pequena comunidade de developers pode criar a diferença, e como uma plataforma pode dar a cada organização o poder de inovar através do software.”, adiciona ainda.

Novos dados
Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore nos EUA, acabam de publicar na revista JAMA...

Reforçando os dados dos estudos mais recentes, os autores descrevem uma coorte multicêntrica, retrospetiva (de 4 de março a 29 de agosto de 2020) de doentes hospitalizados com COVID-19 elegíveis e tratados com remdesivir, com ou sem dexametasona. 

Para tal a equipa analisou os registos de 2.483 doentes com Covid-19 tratados no sistema Johns Hopkins. Destes, 342 foram tratados com remdesivir e 184 foram tratados com remdesivir em associação com corticoterapia.

Esta avaliação permitiu concluir que o Remdesivir encurtou significativamente o tempo para a melhoria clínica, sobretudo nos doentes com manifestação moderada de doença. A redução no tempo para a melhoria clínica com remdesivir manteve-se após exclusão dos doentes tratados com remdesivir em associação com dexametasona da análise, sugerindo que este benefício se atribuirá essencialmente a remdesivir.

“A utilização de remdesivir foi associada a uma melhoria clínica mais rápida numa coorte de doentes predominantemente não causasianos", refere Brian Garibaldi da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins. Garibaldi fez parte da equipa de médicos que em 2020 tratou o Presidente Trump com COVID-19.

De acordo com o especialista, “o estudo incluiu uma percentagem muito mais elevada de doentes de grupos minoritários subrepresentados nos os ensaios clínicos anteriores de remdesivir. Aproximadamente 80% dos doentes da nossa coorte eram indivíduos não causasianos. Nos ensaios clínicos, este grupo de doentes corresponde a 30 a 47% da população recrutada”.

E acrescenta: “uma vez que os grupos representaram uma sobrecarga desproporcionada durante a pandemia da Covid-19, mas não estão amplamente representados em ensaios clínicos, os nossos resultados fornecem provas evidência importantes de que a utilização de remdesivir está associada a uma diminuição do tempo para a melhoria clínica nestas populações", conclui.

Aprovado em outubro, o remdesivir, foi o primeiro medicamento a obter a aprovação total da US Food and Drug Administration para uso no tratamento do Covid-19.  O remdesivir foi o primeiro medicamento a obter a aprovação da FDA (US Food and Drug Administration) para o tratamento da COVID-19 em outubro de 2020.

 

Dirigida à população em geral
A Pulmonale - Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão, com o apoio da Pfizer, promove, no próximo dia 15 de...

O cancro do pulmão continua a ser a principal causa de morte por cancro a nível Mundial. Em Portugal, constitui a quarta neoplasia mais incidente e a principal causa de morte por cancro, com cerca de 5000 mortes anuais. O objetivo do rastreio de cancro do pulmão é a identificação precoce da doença, em indivíduos assintomáticos, aumentando assim a possibilidade de tratamento curativo

“O cancro do pulmão é o cancro com maior incidência a nível mundial (com mais de 2 milhões de novos casos por ano) e o quarto mais prevalente no nosso país.

O diagnóstico tardio da doença condiciona uma barreira importante na melhoria da sobrevivência destes doentes. Em Portugal não existe um programa de rastreio do cancro do pulmão implementado de forma sistemática, como ocorre já em alguns países Europeus. Alguns ensaios clínicos demonstraram benefício na utilização da tomografia torácica de baixa dose para rastreio de cancro do pulmão em populações de indivíduos com risco elevado, com impacto na redução na mortalidade. Esta evidência tem trazido para debate público o tema do rastreio do cancro do pulmão, com um grande investimento nas políticas de saúde internacionais.

Este webinar pretende esclarecer o racional para o rastreio do cancro do pulmão, salientando os principais benefícios e obstáculos da sua aplicação na população portuguesa. Pretende também dar a conhecer e explicar a investigação subsequente à identificação de uma lesão pulmonar suspeita num exame de rastreio, num indivíduo saudável, ajudando a melhor compreender a jornada de diagnóstico e estadiamento do cancro do pulmão”, explica Isabel Magalhães, Presidente da Direção da Pulmonale.

A Sessão Online “Rastreio do cancro do pulmão”, decorre no dia 15 de abril, a partir das 21h00, com transmissão exclusiva no Facebook e Youtube da Pulmonale, e conta com a participação de Venceslau Hespanhol, diretor do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar Universitário de São João e de Fernando Guedes, pneumologista e coordenador da unidade de broncologia do Centro Hospitalar Universitário do Porto. A jornalista Cláudia Pinto, assume a moderação da sessão.

“O impacto do rastreio no sucesso terapêutico do cancro do pulmão” é o tema central desta sessão.

Durante a sessão online a assistência será convidada a partilhar dúvidas e pontos de vista com os oradores.

Páginas