Contratação
Com duas décadas de experiência profissional na área de gestão hospitalar e tecnológica, João Figueiredo integra agora a equipa...

João Figueiredo foi a escolha da Glintt para abraçar este desafio, uma vez que a empresa acredita que a sua experiência e profissionalismo, aliados à dedicação da equipa, serão fundamentais para a expansão desta unidade de negócio.

O novo Diretor conta já com mais de 20 anos de experiência com provas dadas em funções de crescente responsabilidade, num percurso muito positivo, na área de gestão de tecnologia de ponta para a Unidade de Operações de Saúde da Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP) e sendo desde 2013 o CIO da SCMP, responsável pela Transformação Digital, Governança, Inovação e Estratégia e Segurança e foi durante largos anos parceiro da Glintt, com o qual foram desenvolvidos alguns projetos de elevada notoriedade no setor da Saúde.

Para Nuno Vasco Lopes, CEO da Glintt, “é com profunda satisfação que damos as boas-vindas ao João, e acreditamos que o seu contributo será essencial para o sucesso e crescimento do mercado de Healthcare”.

João Figueiredo demonstrou em grandes associações, como a Santa Casa da Misericórdia do Porto, ao qual está ligado desde 2013, a sua capacidade hábil em negociação e gestão na criação de soluções tecnológicas inovadoras, aspetos muito valorizados pela Glintt para a liderança desta nova área.

Esta contratação enquadra-se no percurso de crescimento da Glintt, que se encontra focada numa estratégia nacional e internacional para proporcionar soluções sustentáveis e de valor para as entidades de saúde.

 

Estudo
Investigadores do Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas (BioISI) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa...

Os resultados deste estudo foram publicados no Journal of the American Chemical Society, um dos mais conceituados na área da Química multidisciplinar. O artigo “Halogen Bonding: An Underestimated Player in Membrane–Ligand Interactions” é da autoria de Rafael Santana Nunes, Diogo Vila Viçosa e Paulo J. Costa.

No contexto da indústria farmacêutica, as moléculas contendo átomos de halogéneo tais como o cloro, o bromo ou o iodo, assumem particular relevância e representam aproximadamente 25% dos fármacos comercializados. Estas moléculas podem estabelecer interações muito particulares, denominadas ligações de halogéneo, que muitas vezes estão envolvidas na sua ligação aos alvos terapêuticos, por exemplo, proteínas ou ácidos nucleicos, motivo pelo qual têm sido recentemente utilizadas como ferramentas no desenvolvimento de fármacos.

Neste estudo os investigadores demonstraram pela primeira vez que as moléculas halogenadas também podem interagir favoravelmente com os fosfolípidos das membranas celulares através destas ligações de halogéneo, um fenómeno previamente desconhecido na literatura e que pode explicar os efeitos terapêuticos e/ou toxicológicos associados a este tipo de moléculas.

“Esta descoberta poderá ter implicações relevantes na área da investigação e desenvolvimento de fármacos, possibilitando a utilização deste tipo de fenómeno na maximização da permeabilidade membranar de moléculas com interesse terapêutico, bem como permitindo o aperfeiçoamento de modelos computacionais que fazem a previsão da permeabilidade e/ou toxicidade de compostos halogenados“, explica Paulo J Costa, investigador do Departamento de Química e Bioquímica da Ciências ULisboa e do BioISI.

 

Testemunho Esquizofrenia
«Luísa» tem 28 anos e diz que sempre foi diferente.

Caracterizada fundamentalmente por uma quebra do contacto com a realidade, que se expressa, habitualmente, por delírios e alucinações, a Esquizofrenia é uma doença psiquiátrica crónica, altamente estigmatizante e, muitas vezes, incapacitante. E embora, as suas causas não estejam ainda completamente esclarecidas, há algum consenso na literatura que atribui a esquizofrenia a uma interação de variáveis biológicas, psicológicas e culturais.

Para além do delírio e das alucinações, podem existir outros sintomas como é o caso do isolamento social, diminuição ou perda da vontade, a apatia, o embotamento emocional e afetivo e sintomas afetivos, como ansiedade, depressão e alterações emocionais. Não se manifestando de igual modo em todos os doentes, há por vezes ainda alguns sinais inespecíficos que podem ser considerados sinais de alerta, como é o caso do comportamento inadequado ou bizarro, deterioração da performance académica ou profissional ou desleixe nos cuidados pessoais.

Habitualmente, com início na idade adulta, a Esquizofrenia pode, no entanto, manifestar-se ainda durante a infância, antes dos 13 anos de idade. Nestes casos, embora os sintomas possam ser semelhantes aos do adulto, a sua evolução é muito mais lenta, o que pode dificultar o seu diagnóstico, levando a confundi-la com outras patologias. Foi o que aconteceu a «Luísa», que cedo começou a manifestar um comportamento diferente das crianças da sua idade.

“Sempre me senti diferente. As minhas emoções sempre foram muito intensas, ao ponto de não conseguir lidar com elas. Sentia tudo demasiado…”, começa por contar, recordando que aos 11 anos começou a ser acompanhada por um psicólogo. “Os meus pais viviam preocupados, porque parecia que tudo me afetada sobremaneira”, acrescenta explicando que o seu comportamento era exagerado e "desajustado". 

«Luísa» recorda que não conseguia confiar nos outros e que sentia dificuldade em fazer amigos. “Eu preferia estar isolada. Na escola achavam-me esquisita, gozavam comigo e eu comecei a achar que toda a escola estava contra mim”, revela acrescentando que este facto só agravou o seu desejo de estar só.

Para se refugiar dos outros e dos seus próprios pensamentos, - «Luísa» confessa que “por vezes, ouvia vozes que eu não conseguia explicar” -, sentava-se a um canto a escrever. Muitas vezes, coisas "sem nexo". “Era a única forma de acalmar o que tinha cá dentro”, afirma.

Em casa, a relação com os pais também “sofreu” com a doença. “Eu sentia que os meus pais estavam contra mim”, revela acrescentando que a desconfiança que sentia de tudo e de todos a condicionou a ter um comportamento mais agressivo. “É muito difícil de explicar, mas eu sentia-me atacada por todos, constantemente”. “Sentia-me julgada, criticada, perseguida”, adianta.

Aos 17 anos os pais separaram-se. “Culpei-me pela separação dos meus pais, culpei-me por não conseguir manter qualquer tipo de relação, culpei-me pelos amigos que não fiz, pelos outros que perdi”, recorda, revelando que todos estes acontecimentos levaram ao agravamento da sua instabilidade emocional. "Eu estava sozinha e o mundo estava contra mim", acrescenta. 

O primeiro surto da doença surgiu pouco depois de fazer 18 anos. “Eu ouvia vozes que gritavam comigo, que me humilhavam, que me diziam que eu não prestava e não merecia viver, que que me diziam para me magoar a mim própria”, revela. “Sentia cheiros que mais ninguém sentia, sentia bichos a andarem pelo meu corpo”, acrescenta recordando que o pavor em que vivia. “Eu queria fugir, queria esconder-me das vozes, mas elas estavam em todo o lado, a toda a hora”, adianta. “Muitas vezes diziam para acabar com a minha vida...”, conta.

«Luísa» sabe agora que correu risco de vida até ser diagnosticada e medicada adequadamente. Depois disso, explica que demorou meses a estabilizar e outros tantos a aceitar a doença. “Os antipsicóticos tornaram-se os meus melhores amigos”, admite sublinhando a importância da adesão à terapêutica. “A psicoterapia  ajudou-me muito, sobretudo a reconhecer os sintomas e a distinguir entre o que é real e o que não é”, finaliza.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Vídeo com conselhos práticos
O Núcleo de Estudos de Geriatria (NEGERMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) acaba de lançar o segundo vídeo...

“O confinamento tem tido influência na qualidade de sono dos idosos. Fechados em casa, com baixa exposição solar, isolados e com poucos contactos sociais, muitos idosos além de pouco exercício, passam muito tempo sentados ou deitados, sonolentos, dormitando, retirando ao sono noturno horas de duração e qualidade” afirma João Gorjão Clara, coordenador do NEGERMI.

O vídeo pretende informar e aconselhar os idosos de como devem proceder para dormirem melhor e com eficácia para que se sintam bem durante o dia e para que se verifique o reforço das defesas imunitárias que um sono reparador confere, o que é de particular importância nos tempos que vivemos.

O primeiro vídeo teve como objetivo ensinar a evitar ou a recuperar a perda de massa muscular nos idosos em virtude da pouca ou reduzida mobilidade provocada pelo confinamento.

Veja o primeiro vídeo em: https://www.spmi.pt/negermi-confinamento-nos-idosos/

Projeto “Terapia em Casa”
Depois do sucesso da primeira edição do projeto “Terapia em Casa”, a Mamãs e Bebés regressa para ajudar, mais uma vez, todas as...

As terapias e o acompanhamento psicológico durante a gravidez são cruciais não só para a grávida, mas também para o seu bebé, proporcionando um equilíbrio físico e emocional aos dois. Por isso, esta nova edição pretende continuar a apresentar estratégias que as futuras mamãs possam utilizar para se sentirem mais calmas durante os 9 meses de gestação.

Proporcionado pela Hamsa Health Clinic, uma clínica focada na sinergia entre o corpo e a mente e que oferece terapias direcionadas para as necessidades de cada pessoa, a primeira sessão “Os benefícios do relaxamento na gravidez” pretende criar um momento de descontração e puro relaxamento através da massagem ideal. Desta forma, a sessão de dia 22 de março será dividida em duas partes, uma parte teórica e outra prática, sendo que serão esclarecidos os benefícios e precauções da massagem e de que forma o pai e a mãe poderão executar as técnicas de massagem e exercícios de respiração. Além disso, esta sessão também inclui meditação para a grávida.

No dia 23 de março, a sessão “Baby Blues e Depressão Pós-Parto: qual a diferença?” será guiada pela psicóloga Rita Costa Pereira. Com atuação nas áreas da depressão pós-parto, sono do bebé e na depressão e ansiedade em crianças e adolescentes, a psicóloga trabalha com pais de primeira viagem e auxilia-os no processo de gestão emocional após o nascimento do bebé. Assim, esta segunda sessão tem como objetivo desmistificar algumas ideias pré-concebidas em relação a conceitos de saúde mental associados aos momentos do pré e pós-parto e esclarecer todas as dúvidas relacionadas com a temática para que haja uma maior compreensão por parte dos pais para com esta nova realidade que é ter um bebé. 

No último dia da iniciativa, Susana Lopes, professora de yoga, educadora pré-natal e fundadora dos programas online Yoga para Grávidas, Pós-parto, Yoga para Toda a Família e Yoga para a Ansiedade, conduzirá a sessão “YOGA - Exercícios para Mente e Corpo”. As grávidas terão assim a oportunidade de aprender alongamentos de yoga suaves para manter a boa forma física e equilíbrio mental, de modo a libertar a tensão, aumentar a força e vitalidade e criando um ambiente saudável e seguro no seu interior.

A inscrição é feita através deste link.

Dia Mundial do Sono assinala-se a 19 de março
Estima-se que entre 50% e 80% das pessoas com dor crónica sofrem de distúrbios de sono, sendo a insónia, síndrome das pernas...

No âmbito do Dia Mundial do Sono, que se assinala a 19 de março, a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) pretende sensibilizar para a importância da qualidade do sono nas pessoas que vivem com dor crónica.

Ana Pedro, Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), afirma que “o sono é frequentemente utilizado como um indicador do controlo correto da dor. Sendo crucial que os doentes que lidam com dor crónica sejam acompanhados devidamente por forma a adotarem uma higiene de sono adequada e, consequentemente, melhorarem a sua qualidade de vida”.

Tendo em conta que as patologias causadoras de dor, como a fibromialgia, lombalgia, dor neuropática, artrose, enxaquecas, entre outras, podem alterar a qualidade do sono e que um distúrbio de sono pode agravar estas condições, a abordagem terapêutica de ambos deve ser comum, ou seja, para diminuir a dor é necessário controlar o sono e vice-versa.

Para aliviar os sintomas físicos causadores da dor e conseguir dormir melhor, a APED recomenda algumas medidas simples para a adoção de uma “higiene do sono”: dormir num ambiente adequado; usar colchões e almofadas de densidade adequada; manter uma rotina de horários de sono; evitar ou diminuir o consumo de cafeína e álcool; praticar técnicas de relaxamento.

A dor crónica atinge 1 em cada 3 portugueses, sendo a 2ª doença com maior prevalência em Portugal. Afeta a qualidade de vida do doente e das famílias, não apenas devido à dificuldade ou incapacidade física, funcional e motora, mas também ao ter um grande impacto a nível pessoal e emocional.

 

Diabetes tipo 2
No próximo dia 25 de março, às 21h00, a MSD Portugal vai promover mais uma sessão do ciclo de conferências VERTIS CV: “The...

Considerando que o crescimento do número de casos de Diabetes pode provocar um aumento da prevalência da doença renal, uma patologia que afeta cerca de 850 milhões de pessoas em todo o mundo, é imperativo compreender, prevenir e retardar o avanço desta patologia. 

Neste sentido, para responder à questão “será o atraso da progressão da doença renal crónica uma realidade para as pessoas com DM2?”, a MSD Portugal vai reunir um painel de especialistas composto por Joana Louro, especialista de Medicina Interna do Hospital Caldas da Rainha,  Raquel Vaz de Castro, especialista em Endocrinologia do Hospital de Santa Maria, e Rita Birne, especialista de Nefrologia da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP). 

O ciclo de webinares VERTIS CV é uma iniciativa organizada pela MSD Portugal com o objetivo de fomentar a discussão dos resultados do ensaio clínico VERTIS CV, um estudo que vem reforçar o benefício cardiorenal da classe dos iSGLT2. Esta iniciativa teve início no passado dia 23 de fevereiro, com uma sessão dedicada à análise da insuficiência cardíaca, uma das formas mais comuns de doença cardiovascular entre as pessoas com Diabetes tipo 2.

A última sessão do ciclo de webinars está agendada para o dia 27 de abril e, sob o mote “Diabetes through the pandemics - How are we handling it?”, vamos analisar o controlo e prevenção da Diabetes em tempos de pandemia e as alternativas encontradas para o acompanhamento destes doentes.

Os profissionais de saúde que pretendam participar, podem inscrever-se nas sessões com apenas um clique aqui.

 

Sessão online
No âmbito da Semana do Cérebro, o ICVS e a Escola de Medicina promovem uma conversa sobre os desafios colocados a crianças e...

A conversa pretende discutir a forma como o cérebro pode ser moldado por estas experiências e como o podemos reverter, bem como entender que estratégias podem ser utilizadas para reduzir o impacto da pandemia na saúde mental dos mais jovens.

Este evento tem lugar a 18 de março, quinta-feira, pelas 21h30 e será transmitido no Facebook em:  https://youtu.be/V8bhlddUPmk

Sobre a Escola de Medicina da Universidade do Minho:
A Escola de Medicina da Universidade do Minho (EM-UM) nasceu em 2000 como Escola de Ciências da Saúde. A sua identidade é marcada pela solidariedade e coesão, pela cultura da avaliação e pela transparência e responsabilidade social. A EM integra um cluster que conta com a participação do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS), do Centro Clínico Académico 2CA Braga, do Centro de Medicina Digital P5, da Associação Ciência, Inovação e Saúde (B´ACIS) e da Alumni Medicina. Mais informação em https://www.med.uminho.pt/pt.

 

Acesso remoto
A pandemia Covid-19 tem um impacto desproporcional nas pessoas com diabetes. As pessoas com diabetes estão sobre representadas...

Para limitar o risco de infeção com Covid-19, cada vez mais médicos em Portugal estão a usar a telemedicina, registando-se um aumento de 77,10% em 2020 destas consultas em comparação com o ano anterior 5, incluindo consulta remota e monitorização remota para prestar cuidados com diabetes aos seus pacientes.

Como líder global na monitorização da glicose baseada em sensores, o Abbott fornece tecnologia que permite uma monitorização contínua e remota da glicose, incluindo o sensor de glicose autoaplicado mais duradouro, atualmente disponível. Através de um software de report seguro, o Libreview, são disponibilizadas as leituras de glicose, para que os profissionais de saúde possam ter acesso permanente às leituras de glicose dos seus pacientes sem necessidade de uma consulta presencial. Uma solução que permite aos clínicos acesso remoto dos níveis de glicose do paciente e adequar melhor a terapêutica e as suas recomendações médicas.

Para mais informações: www.freestylelibre.pt

Mais informações sobre freeStyle Libre:

Utilizando tecnologia Bluetooth, o sistema FreeStyle Libre 2, disponibiliza através de um leitor, de forma contínua, dados de glicose a cada minuto. Com uma passagem do leitor sobre o sensor, colocado na parte posterior do braço, (com duração de até 14 dias), os utilizadores recebem leituras ao minuto, em tempo real, dos seus níveis de glicose, assim como um histórico de tendências e padrões, e setas que preveem a velocidade e taxa de variação da glicose, sem terem de recorrer a picadas nos dedos 1. O utilizador pode assim atuar de acordo com esta informação para tomar decisões apropriadas relacionadas com a sua medicação ou alimentação. O sistema FreeStyle Libre 2 é fácil de utilizar, disponibilizando alarmes personalizáveis para deteção de glicose baixa (hipoglicemia) e glicose alta (hiperglicemia), além de um recurso técnico que notifica o utilizador sobre perda de sinal (por exemplo, quando o sensor não está a comunicar com o leitor). O FreeStyle Libre 2 está disponível online em Portugal.

Referências:

1. Centros de Controlo e Prevenção de Doenças. 2020. Relatório Nacional de Estatísticas da Diabetes. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/pdfs/data/statistics/national-diabetes-stat..., acessado julho 2020;
2. Stokes EK et al. 2020. "Vigilância de casos da doença COVID-19 — Estados Unidos, 22 de janeiro a 30 de maio de 2020." Relatório Semanal de Morbilidade e Mortalidade. 69(24):759–65
3. Equipa de Resposta COVID-19 da CDC. 2020. "Estimativas preliminares da Prevalência de Condições de Saúde Subjacentes Selecionadas entre Doentes com Doença de Coronavírus 2019 — Estados Unidos, 12 de fevereiro a 28 de março de 2020" Relatório Semanal de Morbilidade e Mortalidade. 69(13);382–86; 2. Bode B e al. 2020. "Características glicémicas e resultados clínicos de pacientes com COVID-19 hospitalizados nos Estados Unidos." Revista de Ciência e Tecnologia da Diabetes.14(4):813-21;
4. Um teste de picada de dedo usando um medidor de glicose no sangue é necessário em momentos de rápida alteração dos níveis de glicose quando os níveis de glicose do fluido intersticial podem não refletir com precisão os níveis de glicose no sangue, ou a hipoglicemia ou hipoglicemia iminente é reportado, mas os sintomas não correspondem às leituras do sistema
5. Dados do SNS – Serviço Nacional de Saúde

Dirigido a nutricionistas
A Ordem dos Nutricionistas promove curso digital e gratuito sobre a alimentação escolar em tempos de Covid-19. A sessão está...

A escola assume um papel fundamental na saúde e alimentação das crianças, inclusivamente durante os períodos de confinamento social nos quais, mesmo que existam alterações no funcionamento dos estabelecimentos de ensino, devem continuar a assegurar o equilíbrio e a segurança das refeições, evitando o agravamento de situações de insegurança alimentar entre os mais novos.

Já em agosto de 2020, a Ordem dos Nutricionistas publicou o guia orientador “Alimentação escolar em tempos de Covid-19”, no qual incluiu diretrizes para diminuir o risco de contágio e, também, para assegurar o fornecimento de refeições adequadas a todas as crianças. As medidas elencadas foram, à data, apresentadas ao Ministério da Educação para que fossem incluídas num plano governamental da alimentação escolar.

“A alimentação escolar tem de estar na agenda, especialmente agora, em contexto pandémico, em que se estima que um em cada três portugueses tenha sentido preocupação ou incerteza quanto ao acesso aos alimentos por dificuldades económicas. Temos de garantir a melhor alimentação às nossas crianças e os nutricionistas devem estar envolvidos nesse processo”, reforça Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

A estrear a formação às 14h30, o módulo “Alimentação Escolar em Portugal” vai ser ministrado por Rui Matias Lima, nutricionista da Direção-Geral da Educação. Segue-se, com a orientação de Catarina Solnado, nutricionista da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, o tema “A Pandemia Covid-19 e Implicações na Garantia do Fornecimento das Refeições Escolares”.

O terceiro módulo debate as estratégias necessárias para garantir o fornecimento e a distribuição de refeições escolares, e vai juntar um painel de nutricionistas composto por Isa Viana, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Sofia Sousa Silva, do Colégio Novo da Maia e Raquel Ferreira, da Câmara Municipal de Sintra. A finalizar o curso, Óscar Cerqueira, nutricionista do Agrupamento de Centros de Saúde do Douro, vai abordar a “Educação Alimentar e Ações de Sensibilização para a Comunidade Escolar”.

O curso é dirigido exclusivamente a membros da Ordem dos Nutricionistas, para lhes fornecer recomendações no processo de fornecimento de refeições escolares, bem como no que diz respeito a atividades para promoção da educação alimentar. Os nutricionistas interessados deverão inscrever-se até ao dia 19 de março.

Recorde-se que existem apenas dois nutricionistas no Ministério da Educação, um número que, por ser manifestamente insuficiente, levou à inclusão, no Orçamento do Estado de 2020 da previsão da contratação de 15 nutricionistas. Até ao momento, apesar das diligências da Ordem dos Nutricionistas junto do Ministério da Educação, o concurso de reforço destes profissionais nas escolas ainda não avançou.

Pandemia com forte impacto nos sobreviventes de AVC
A Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos vai organizar, no próximo dia 27 de março, pelas 14h30, o ...

“A pandemia COVID-19 veio colocar enormes desafios a toda a sociedade e afeta particularmente pessoas com outras morbilidades. Em grande número dos sobreviventes de AVC, além do desequilíbrio emocional, existem também complicações de saúde específicas a ultrapassar e esperamos que estes encontros, os temas e os testemunhos partilhados, possam ser mais uma importante ajuda”, explica António Conceição, presidente da Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos.

Além da partilha de testemunhos de sobreviventes e de cuidadores, a iniciativa vai contar também com palestras de profissionais de saúde sobre o tratamento da espasticidade durante a pandemia, a terapia respiratória pós-COVID no sobrevivente de AVC, os efeitos da pandemia ao nível emocional e ainda uma reflexão sobre os desafios que se colocam aos cidadãos, na área da saúde, em Portugal.

A participação nesta iniciativa é gratuita, mediante inscrição no site www.portugalavc.pt, no qual também pode encontrar o programa completo.

O AVC ocorre como resultado de uma oclusão ou de uma rotura de um vaso sanguíneo cerebral, levando a que uma parte do cérebro deixe de funcionar por não lhe chegar o sangue com oxigénio e glicose necessários à sua sobrevivência. Dependendo da zona afetada, a pessoa poderá ficar subitamente com limitações, como por exemplo, movimentar uma parte do corpo, ter dificuldade na comunicação e compreensão de palavras, entre outras a nível cognitivo ou emocional.

Ensaios clínicos
A Moderna anunciou, esta terça-feira, que começou a realizar testes clínicos da sua vacina contra a covid-19 em crianças com...

"Estamos felizes por iniciarmos esta fase do estudo do mRNA-1273 [o nome dado à sua vacina] em crianças saudáveis nos Estados Unidos e do Canadá", anunciou o CEO da Moderna, Spethane Bancel, em comunicado.

Segundo a notícia avançada hoje pelo jornal i, durante a fase 2 do estudo, denominado KidCOVE, vão ser administradas duas doses da vacina ou um placebo, separados por 28 dias e em quantidades distintas. As crianças vacinadas vão depois ser observadas ao longo de um ano.

"Este estudo pediátrico vai ajudar-nos a avaliar os níveis de segurança e imunidade da nossa vacina contra covid-19 na camada mais jovem da população", afirmou Bancel.

Em dezembro passado, a empresa já tinha dado início a um estudo com jovens entre os 12 e os 17 anos, cujos resultados preliminares esperam-se disponíveis durante a primavera. Em todo o caso, as conclusões finais só devem chegar no próximo anos, alerta a revista alemã Der Spiegel.

 

Situação Epidemiológica
Portugal registou, nas últimas 24 horas, 13 mortes e 384 novos casos de infeção por Covid-19. Os internamentos continuam com...

Segundo o boletim divulgado, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser aquela onde morreram mais pessoas com Covid-19: 8 das 13 mortes registadas em todo o País. Segue-se a região centro com quatro óbitos e o Alentejo um.

As restantes regiões do país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, não têm registo de mortes, desde o último balanço.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 384 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 147 novos casos e a região norte 127. Desde ontem foram diagnosticados mais 64 na região Centro, no Alentejo sete casos e no Algarve mais 13. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 11 infeções e nos Açores 15.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 955doentes internados, menos 41 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos registaram uma nova descida, tendo agora menos 18 doentes internados. Atualmente, estão em UCI 213 pessoas.

O boletim desta terça-feira mostra ainda que, desde ontem, 1.173 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 762.961 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 35.229 casos, menos 802 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância também menos 941 contactos, estando agora 15.744 pessoas em vigilância.

 

Conferência de Imprensa
Emer Cooke, a diretora executiva da Agência Europeia de Medicamentos disse hoje que “é fundamental” que os cidadãos confiem nas...

“A confiança nas vacinas é fundamental para nós, a confiança dos cidadãos em que os produtos que autorizamos são seguros”, disse Emer Cooke, numa videoconferência de imprensa a partir da sede da EMA, em Amesterdão.

Segundo um perito da agência, a análise da ligação entre episódios de tromboembolismo e a vacina da AstraZeneca para a covid-19 combina estatística e exames de casos individuais.

“Estamos a analisar quantos episódios de tromboembolismo ocorreram em pessoas vacinadas e a recolha é tanto de dados estatísticos como da examinação dos casos individuais” em que houve formação de coágulos sanguíneos ou outros efeitos, disse Peter Arlett, sublinhando que “estatisticamente, o número de casos aponta para um efeito muito raro e nem sabemos ainda se há uma relação de causa e efeito com a vacina da AstraZeneca”.

“Se houver uma relação causa efeito, e sublinho o se, temos oportunidade de avaliar como reduzir o risco”, acrescentou.

De acordo com a agência europeia os resultados do estudo vão ser divulgados na próxima quinta-feira.

Segundo Emer Cooke, foram identificados, até agora, “30 casos de problemas de episódios de tromboembolismos identificados em cinco milhões de pessoas vacinadas”. Segundo a responsável, a EMA terá pedido aos Estados-membros para enviarem “informação mais detalhada possível” sobre possíveis efeitos secundários da vacina.

Em todo o caso, Emer Cooke, reiterou, que confia na segurança e eficácia da vacina, baseada em avaliação científica adequada

Apoiar 250 doentes por ano
A Unidade de Internamento de Cuidados Paliativos (UICP) no Hospital de Alcobaça Bernardino Lopes de Oliveira entrou em...

A funcionar num espaço físico independente, refere a nota publicada na página do Serviço Nacional de Saúde, e com uma equipa multidisciplinar a tempo inteiro, este serviço vai cobrir toda a área de influência do centro hospitalar de Leiria, com um total de cerca de 400 mil utentes.

De acordo com o Presidente do Conselho de Administração do CHL, Licínio Carvalho, estima-se que esta valência, “há muito ambicionada e necessária” venha a prestar cuidados especializados a “cerca de 250 doentes por ano”.

A nova UICP, que ocupa o antigo Serviço de Cirurgia Geral do hospital, conta com 12 camas, distribuídas por 10 quartos, espaços de trabalho para os profissionais, sala de tratamentos, zona de limpos e sujos, refeitório, e sala de convívio e de atividades.

A unidade integra o Serviço de Cuidados Paliativos, que inclui uma equipa intra-hospitalar de suporte em cuidados paliativos, a consulta externa e o hospital de dia.

O projeto teve um investimento de cerca de 680 mil euros, cofinanciado em 156.825 mil euros no âmbito do Programa Portugal 2020. A unidade contou ainda com uma contribuição da Câmara Municipal de Alcobaça, no valor de 75 mil euros, para aquisição de equipamentos e mobiliário.

As UICP são serviços específicos de cuidados paliativos em unidades hospitalares, que dispõem de espaço físico independente, com médicos e enfermeiros a tempo inteiro, e que se destinam ao acompanhamento dos doentes com necessidades paliativas mais complexas, em situação de descompensação clínica ou emergência social, como seja a exaustão grave do cuidador.

Movimento nacional 50+
Entre os dias 15 de março e 14 de abril a Fundação Ageas, a Médis, as Farmácias Portuguesas, a Fundação Millennium bcp, a...

De acordo com os dados da International Agency for Research on Cancer, 90% dos casos são detetados a partir dos 50 anos e 85% surgem sem qualquer relação de histórico familiar. Se este tipo de cancro for detetado numa fase inicial, a taxa de sobrevivência é de 90%, enquanto que se for descoberto num estado mais avançada as hipóteses de sobrevivência caiem para 10%, segundo o Global Cancer Observatory.

Em Portugal, só o ano passado, foram diagnosticados 10501 novos casos deste tipo de cancro. Ou seja, 28 casos por dia. Ao todo, em igual período, registaram-se 2972 mortes.

Na sequência da pandemia, os rastreios CCR foram suspensos durante alguns meses o que, de acordo com a entidades envolvidas nesta campanha, “irá ter, num futuro próximo, consequências dramáticas”. De acordo com as estimativas da Liga Portuguesa Contra o Cancro, mais de mil cancros colorretal.

“Com o objetivo de contribuir positivamente para uma alteração estrutural do panorama atual”, esta ação, desenvolvida no âmbito de uma política de responsabilidade social corporativa da Médis e das Farmácias Portuguesas, à qual a Fundação Ageas se associou, assenta no lançamento de um movimento nacional chamado “50+”.

“Esta é uma campanha desenvolvida com o objetivo de colocar o foco na importância de fazer uma deteção precoce através de um processo muito simples de testagem”, referem em comunicado. “O processo está acessível a todos os interessados através da obtenção de um kit de pesquisa de sangue oculto nas fezes. Destina-se a pessoas entre os 50 e os 74 anos, assintomáticas, sem histórico de neoplasia e/ou pólipos colorretais, doença inflamatória intestina ou história familiar em 1º ou 2º grau de contro colorretal ou adenoma”.

Katrien Buys, Diretora de Estratégia, Inovação e Sustentabilidade do Grupo Ageas Portugal, reforça que “num momento em que os rastreios e a prevenção passaram para segundo plano, fruto das circunstâncias, é imperativo trabalhar para ajudar a prevenir aquela que é considerada a terceira causa de morte por cancro no mundo. Precisamente por este motivo, a Fundação Ageas, em conjunto com a Médis, as Farmácias Portuguesas, a Fundação Millennium bcp e a Fundação Calouste Gulbenkian, procuraram encontrar uma solução fácil, simples e acessível a todos os portugueses, de apoiar na deteção precoce do cancro colorretal”.

Para tal, os interessados só têm de se deslocar a uma das farmácias que participam na iniciativa e aderentes à rede de prestadores da Médis para solicitar um kit, que vem acompanhado de um livro de banda desenhada alusivo ao tema, da autoria do Dr. Luc Colemont, que fundou a associação belga sem fins lucrativos ‘Stop Darmkanker’ (Stop Cancro Colorretal), e ilustrado por Mario Boon.

Após a colheita das amostras de fezes, estas devem ser entregues na farmácia onde foi requisitado o kit da campanha e, com base no resultado, o farmacêutico irá aconselhar sobre os passos seguintes a serem tomados.

O kit tem o custo simbólico de 5€, sendo que os primeiros 4 mil vão ser oferecidos pela Fundação Ageas. Para todos os clientes Médis, os kits são totalmente grátis.

A Câmara Municipa de Cascais juntou-se ao movimento, adquirindo rastreios para oferecer aos seus residentes e a Trivalor, a Super Bock e a Inter Partner Assistance Portugal para oferecer aos seus colaboradores.

A Fundação Ageas vai ainda oferecer kits de rastreio a algumas instituições de solidariedade social parceiras.

Doenças Congénitas de Glicosilação (CDG)
A Associação Portuguesa para as Doenças Congénitas da Glicosilação e Outras Doenças Metabólicas Raras (APCDG), em conjunto com...

Neste estudo, composto por dois inquéritos, é possível compreender o percurso que os doentes e os seus familiares realizaram desde os primeiros sintomas ao diagnóstico; as suas preocupações e necessidades; bem como as estratégias adotadas para viver com este tipo de doença.

“Esta investigação é pioneira, porque vem compreender aspetos nunca antes analisados: além de mapear a vertente funcional e clínica, trata também da vertente emocional, que é uma parte muito importante do processo. Pode-se mesmo aferir que a viagem emocional é o que dá a verdadeira visão holística da pessoa que passa por este percurso”, afirma Vanessa Ferreira, fundadora da APCDG e co-fundadora da rede CDG & Allies PPAIN.

Segundo Cátia Neves, investigadora da rede CDG & Allies PPAIN, esta é também uma forma de as famílias perceberem que não estão sozinhas neste percurso, e que, existem pessoas realmente interessadas em compreendê-las. “Para nós, as pessoas que vivem com CDG e os seus familiares não se traduzem apenas em números”, afirma.

De forma a auxiliar as famílias na resposta aos inquéritos, foram realizados e disponibilizados materiais educativos, como glossários e uma secção dedicada exclusivamente às perguntas mais frequentes. Além disso, e pela primeira vez, os resultados preliminares dos inquéritos vão ser divulgados publicamente à medida que forem analisados e partilhados em WorldCDG.Org.

Os resultados da investigação científica serão anunciados na 5.ª edição da Conferência Mundial das CDG, que decorrerá entre os dias 13 a 16 de maio. As inscrições podem ser feitas, até ao dia 1 de abril, através do link https://worldcdg.org/world-conference-cdg/registration

Para responder ao inquérito, pode fazê-lo em https://worldcdg.org/research/cdg-journey-mapping.

Formação de coágulos sanguíneos
As autoridades de saúde portuguesas decidiram suspender o uso da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 invocando motivos de ...

Esta decisão, anunciada pelo Infarmed, Direção-Geral da Saúde e o coordenador da Task Force para a vacinação contra a Covid-19 em conferência de imprensa, surge após vários países europeus também já terem suspendido a administração desta vacina devido a relatos de aparecimento de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas.

Alguns países como Espanha, Itália, Alemanha, França, Noruega, Áustria, Estónia, Lituânia, Letónia, Luxemburgo e Dinamarca também suspenderam, por “precaução”, o uso da vacina da AstraZeneca, depois de terem sido registados casos graves de coágulos sanguíneos em pessoas que foram vacinadas com doses do fármaco da AstraZeneca.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), no entanto, já vieram a público afirmar que os dados disponíveis não sugerem que a vacina da AstraZeneca tenha causado os coágulos e que as pessoas podem continuar a ser imunizadas com esta vacina.

 

Opinião
A história de aumento de mama tem mais de um século.

Após a II Guerra Mundial, as prostitutas japonesas injetavam silicone nas mamas para as aumentar e assim serem mais atraentes para os soldados Americanos, tendo “revolucionado” a história dos implantes fazendo do silicone um elemento crucial na história dos implantes mamários, passando a ser um dos materiais mais debatidos e estudado, com o objectivo de aumentar as mamas. O uso precoce de silicone injetado teve muitas complicações e infeções causando uma série de problemas de saúde, pelo que foi proibido nos Estados Unidos.

A era moderna do silicone começa em 1962, em que o gel de silicone é envolvido por uma película, encontrando-se assim dentro de uma “bolsa”. Era a revolução em termos de próteses de mama. De então para cá, quase decorridos 50 anos, muitas coisas se passaram. O gel de silicone passou por várias etapas de melhoramento na qualidade, a membrana envolvente passou por vários tipos e formas – lisas, texturizadas, micro texturizadas, poliuretano, entre outros materiais. O próprio silicone foi “vitima” de uma grande polémica por volta dos anos 90, tendo sido incriminado de várias doenças e problemas, onde estudos posteriores não foram concludentes nem esclarecedores de tal polémica, o que ainda hoje vai acontecendo, mas em menor escala. À conta disso apareceram próteses alternativas ao silicone, preenchidas com soro fisiológico, mucopolissacáridos (hidrogel) ou óleo de soja. A maioria destas trouxeram muito mais problemas sendo que estas últimas passaram a ser proibidas, as de hidrogel desapareceram e as de soro estão em extinção. A evolução veio para a nova geração de silicone – gel coesivo – com muito mais qualidade e garantia.

Existem organismos reguladores e controladores da qualidade do silicone utilizado pelos vários fabricantes de próteses de silicone, sendo a NUSIL o leader mundial do controlo do silicone usado no meio Médico.

Existem hoje em dia muitos fabricantes, marcas, modelos, formas e tipos de próteses para se aumentarem mamas. Existem bons e maus fabricantes. Existem próteses de boa e má qualidade. Existem próteses baratas sem qualquer tipo de controlo, tipo “marca branca” em que não se sabe quem as fez, donde vêm nem como são feitas. As próteses são para ser introduzidas dentro das mamas, ficarem para sempre sem problemas, por isso deve ter muito cuidado quando vai fazer uma cirurgia destas, onde vai fazer, com quem vai fazer e que próteses vão ser usadas. Todas as próteses implantadas devem ter uma informação escrita onde está tudo – a marca, modelo, tipo, volume, número de série e o lote – que deve ser dada a todas as portadoras de prótese de mama, que serve de segurança e garantia.

O aumento de mamas com próteses, até aos dias de hoje, é um processo mais seguro, eficaz e com resultado para toda a vida.

Cada cirurgião tem uma preferência para a escolha de próteses que utiliza, em relação à marca, modelo, forma, tipo de gel e de cobertura das próteses. Cada cirurgião tem a sua técnica e claro que entende, e bem, ser a melhor técnica e a melhor opção pelas próteses que usa.

Evita assim problemas e complicações se seguir todos estes princípios de escolher corretamente o cirurgião, a clínica, onde possa ser acompanhada com regularidade. O turismo estético pode sair caro e com consequências dramáticas, pois há locais destes que nem se sabe que material usam, quem faz, em que condições e nunca mais voltam a ser vistos no mesmo local.

Deve colocar próteses devidamente qualificadas e legalizadas (há quem use próteses que traz doutros países sem qualquer controlo por serem mais baratas, etc.) e pedir (se não lhe derem) um folheto informativo das próteses, fornecido pelas marcas, e o respetivo “passaporte” com as etiquetas das próteses que lhe foram introduzidas. Este documento é muito importante e deve guardar para toda a vida.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
eDiabetes destina-se ao apoio à autogestão da diabetes
As pessoas com diabetes tipo 2 e os seus acompanhantes terão em breve disponível uma nova solução para facilitar a integração...

Nesta fase inicial, a plataforma eDiabetes vai ser utilizada por 200 pessoas com diabetes tipo 2 e cuidadores informais. Esta iniciativa foi a vencedora de um concurso recente para financiamento pela Direção-Geral de Saúde (DGS), através do Programa Nacional para a Diabetes.

A eDiabetes destina-se ao apoio à autogestão da diabetes e à promoção da literacia digital, facilitando a capacitação e motivação das pessoas com diabetes tipo 2 para a gestão holística da sua saúde, incluindo a promoção dos estilos de vida saudáveis e a aquisição de conhecimentos e competências na área da literacia digital. Pretende ainda facilitar a comunicação entre a pessoa com diabetes e a equipa de saúde, bem como o esclarecimento e envolvimento dos cuidadores informais através de uma área dedicada de acesso personalizado.

“Esta plataforma vem responder à nossa preocupação de proporcionar às pessoas com diabetes e cuidadores a aprendizagem das necessárias competências para tirarem proveito do apoio que as novas tecnologias aplicadas à diabetes podem proporcionar”, explica Rogério Ribeiro, investigador da APDP.

João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP, adianta que “Esta intervenção foi desenhada para colmatar várias lacunas que têm sido apontadas em investigações recentes, como o estudo nacional DAWN2 que sublinhou as dificuldades que a diabetes ainda representa no dia-a-dia das pessoas com diabetes, dos seus familiares e dos profissionais de saúde.”

Para o Coordenador da USF Amora Saudável, Luís Eusébio, “este projeto, em parceria com a APDP, uma instituição cujo trabalho é reconhecido internacionalmente, vem ao encontro do que pretendemos desenvolver ainda mais em detalhe na nossa USF, com os utentes com diabetes. O recurso à plataforma vai melhorar a capacitação do utente a vários níveis, além de otimizar os equipamentos digitais disponíveis.”

A APDP conta com uma equipa multidisciplinar experiente na área dos cuidados à diabetes, educação e apoio social, assim como na formação de profissionais de saúde, pessoas com diabetes, e cuidadores formais e informais. A USF Amora Saudável serve cerca de 20.000 utentes, e inclui nas suas prioridades identificadas a melhoria dos cuidados à diabetes e a promoção da literacia em saúde.

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