Universidade de Leicester
De acordo com um estudo levado a cabo por investigadores do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde (NIHR) do Leicester...

O estudo que contou com 412.596 participantes de meia-idade analisou a associação relativa entre o índice de massa corporal (IMC) e o ritmo de caminhada com o risco de contrair mortalidade grave por Covid-19 e a doença.

A análise descobriu que aqueles que caminhavam mais lentamente, embora tivessem um peso normal, estavam 2,5 vezes mais propensos a desenvolver Covid-19 grave e 3,75 vezes mais propensos a morrer do vírus quando comparados a indivíduos que andam rápido.

O professor Tom Yates, pesquisador-chefe do estudo e professor de Atividade Física, Comportamento Sedentário e Saúde da Universidade de Leicester afirmou que “a obesidade e a fragilidade são fatores-chave para o mau prognóstico da Covid-19”. “Este é o primeiro estudo a mostrar que aqueles que caminham muito devagar têm um risco muito maior de contrair formas mais graves da doença, independentemente do seu peso”.

"Com a pandemia a colocar uma pressão sem precedentes sobre os serviços de saúde e sobre as comunidades, identificar indivíduos em maior risco e tomar medidas preventivas para protegê-los é crucial”, acrescentou.

Por outro lado, outro dado relevante, é que, independentemente do peso, estes indivíduos têm um risco aumentado de contrair e morrer pela infeção provocada pelo novo coronavírus, quando comparados aqueles que têm um ritmo de passada mais acelerado, mesmo aqueles que têm excesso de peso.

"Aqueles que têm um ritmo mais rápido têm mostrado geralmente com boa saúde cardiovascular, o que os torna mais resistentes a fatores externos, incluindo infeção viral, mas essa hipótese ainda não foi estabelecida para doenças infeciosas”, clarificou Tom Yates.

"Embora grandes estudos de banco de dados de rotina tenham relatado a associação da obesidade e fragilidade com os desfechos da Covid-19, as bases de dados clínicas de rotina não possuem atualmente dados sobre medidas de função física ou aptidão”, adiantou.

"Na minha opinião, estudos contínuos de vigilância em saúde pública e pesquisa devem considerar a incorporação de medidas simples de aptidão física, como o ritmo de caminhada, além do IMC, como potenciais preditores de risco para o prognóstico da doença que poderiam, em última análise, permitir melhores métodos de prevenção para salvar vidas", conclui o investigador.

O estudo 'Obesidade, ritmo de caminhada e risco de COVID-19 grave e mortalidade: análise do Uk Biobank' foi publicado em 26 de fevereiro de2021 no International Journal of Obesity.

Dados publicados em artigo no BMC Psychiatry
Um artigo científico de três investigadores da Escola de Medicina da Universidade do Minho destaca a importância e eficácia da...

Várias psicoterapias incluídas neste estudo como a terapia cognitiva-comportamental, a terapia cognitiva, a terapia de exposição e a terapia de casal, entre outras, revelam resultados promissores no tratamento do jogo patológico. Os dados agora apresentados por, Eliana Ribeiro, Nuno Afonso e Pedro Morgado investigadores da Escola de Medicina da Universidade do Minho e do ICVS foram publicado na revista BMC Psychiatry.

“O distúrbio do jogo ou jogo patológico é agora classificado como uma desordem viciante em vez de um distúrbio de controlo de impulsos. Os pacientes com doenças como cleptomania ou piromania (distúrbio de controlo de impulsos) sentem-se esmagados pelos seus impulsos para agir e depois, sentem uma sensação de alívio depois de ter agido. Por sua vez, os pacientes com distúrbio de jogo acham o seu jogo agradável e apenas quando deixam de jogar ou sofrem perdas, começam a sentir stress e angústia” afirma o investigador Pedro Morgado.

As pessoas que sofrem de perturbação de jogo patológico têm distorções cognitivas que as levam a acreditar que a probabilidade de ganharem é superior à probabilidade real – o que as leva a minimizar o impacto das perdas e a pensar que controlam o jogo e a vontade de jogar.

O tratamento não farmacológico aborda os pensamentos, atitudes e as crenças, que são a raiz dos problemas comportamentais, como os desejo ou impulso de jogar. “O objetivo é identificar os estímulos externos, praticar com os doentes a resposta a esses estímulos e encontrar e promover alternativas. O objetivo das terapias cognitivas é corrigir distorções e pensamentos irracionais” indica Pedro Morgado.

Geralmente referido como “vício do jogo”, o jogo patológico refere-se ao comportamento persistente em jogar, apesar das perdas, consequências negativas ou desejo de parar esse ímpeto. É comumente associado a jogos de casino e apostas desportivas, mas também afeta outro tipo de jogos, como o caso das raspadinhas.

No caso das raspadinhas trata-se de um vício negligenciado em Portugal como ficou demonstrado no estudo dos mesmos autores publicado no ano passado na revista The Lancet Psychiatry.

Os números em Portugal são brutais quando comparados com Espanha – e com o resto da Europa. O gasto médio por pessoa nestes jogos é de 160€ por ano em Portugal, um valor extremamente elevado quando comparado com os 14€ médios em Espanha. Este valor significa que o número de pessoas com problemas de jogo patológico, adição ou vício do jogo, associado a raspadinhas também é potencialmente maior.

O grande consumo de raspadinhas em Portugal está associado a vários fatores, como indica Pedro Morgado: “em primeiro lugar, a facilidade de acesso e o grande número de pontos de distribuição; em segundo, a aceitação social e o baixo estigma associado a este tipo de vício; em terceiro, a grande publicidade que alguns órgãos de comunicação social fazem aos prémios atribuídos, com muitas histórias na primeira pessoa que fazem acreditar que ganhar muito é mais fácil do que efetivamente é. O facto de o resultado da aposta ser imediato é outro dos fatores que torna mais fácil as pessoas ficarem viciadas”.

“Em regra, os doentes chegam à consulta trazidos por familiares depois terem consumido todas as poupanças da família ou estarem com dívidas absolutamente incomportáveis”, relata o psiquiatra, advertindo para um fenómeno largamente ignorado pela sociedade. “Existe a perceção de que o número de pessoas com este problema tem aumentado, mas não existem estudos concretos que o demonstrem”.

Presentes para ajudar
Face à situação pandémica que se vive em Portugal há mais de um ano, a Associação Abraço tem procurado alternativas para...

Com o objetivo de ajudar e continuar a proporcionar experiências, a Odisseias lançou a sua loja solidária que conta agora com uma nova parceria com a Associação Abraço, onde por apenas 2€, pode proporcionar uma pequeno almoço a uma família. Mas a oferta não se fica por aqui e, se a generosidade for maior, podem ser garantidas refeições quentes, produtos de higiene, botijas de gás, e bens alimentares, como pode verificar aqui.

Durante a pandemia a Associação Abraço nunca deixou de prestar apoio a todos os seus utentes, de acordo com as recomendações sanitárias da DGS, mantendo em funcionamento todas as suas respostas essenciais como apoio domiciliário, unidade residencial e centros de rastreio.

 

O acordo junta potenciais medicamentos complementares
A MSD e a Gilead anunciam um acordo para o desenvolvimento e comercialização de tratamentos de longa duração para a infeção por...

Islatravir e lenacapavir são potenciais medicamentos inovadores na sua classe, em fase avançada nos ensaios clínicos, com importante evidência clínica gerada até ao momento. Ambos medicamentos têm tempos de semi-vida mais longos e demonstraram atividade em doses baixas durante os ensaios clínicos que suportam o seu desenvolvimento como regime em combinação, com formulações de longa duração, orais e injetáveis.

Os primeiros ensaios clínicos da combinação oral estão previstos começar no segundo semestre de 2021. Nos termos do presente acordo, a MSD e a Gilead trabalharão em parceria, partilhando responsabilidades operacionais bem como os custos inerentes ao desenvolvimento, comercialização e atividades de marketing e receitas futuras.

A MSD e a Gilead procuram, assim, construir sobre os seus legados de transformação do tratamento da infeção por VIH através de um foco nas soluções de longa duração, que podem constituir uma inovação importante no desenvolvimento de medicamentos para a infeção por VIH. Enquanto regimes diários de comprimido único estão disponíveis para o tratamento das pessoas que vivem com a infeção por VIH, opções que permitam uma toma oral menos frequente ou injeções espaçadas terão o potencial de responder a preferências individuais bem como a aspetos relacionados com a adesão ao tratamento e privacidade.

Com a evolução no tratamento da infeção por VIH, os medicamentos de longa duração podem representar opções adicionais para as pessoas que vivem com VIH e para os profissionais de saúde, que sabemos que colocam as necessidades dos doentes no centro das suas decisões.

“Na MSD estamos empenhados no nosso compromisso de desenvolver o tratamento das pessoas que vivem com VIH como parte da nossa missão de salvar e melhorar vidas” sublinha Kenneth C. Frazier, Chairman e CEO da MSD. “Esta colaboração com a Gilead une duas companhias dedicadas à luta contra a infeção por VIH no desenvolvimento de potenciais opções de tratamento de longa duração, e constitui um importante passo na nossa estratégia de explorar o potencial máximo de islatravir no tratamento da infeção por VIH”.

“Através deste acordo com a MSD, a Gilead reforça o seu compromisso duradouro em transformar o tratamento do VIH” sublinha Daniel O’Day, Chairman e CEO da Gilead. “O nosso trabalho no âmbito do VIH nas últimas décadas tem sido desenvolvido ouvindo as pessoas que vivem com VIH e os profissionais de saúde que tratam destas pessoas. Assumimos agora a mesma abordagem com os tratamentos de longa duração, ao combinar a ciência mais avançada de ambas companhias para acelerar o seu progresso.”

Islatravir e lenacapavir, sozinhos ou em combinação, encontram-se em desenvolvimento e não estão aprovados em nenhum país do mundo. A sua segurança e eficácia ainda não foram confirmadas.

Comemorações arrancam esta quarta-feira
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) assinala, em 2021, 140 anos ao serviço da formação em saúde, herança que...

As comemorações, com início esta quarta-feira, 17 de março – data que marca a publicação, em 2006, dos estatutos que consagraram a fusão das escolas superiores de Enfermagem Dr. Ângelo da Fonseca e de Bissaya Barreto na atual ESEnfC –, prolongam-se até 17 de outubro, dia que recorda a primeira lição proferida na "Escola dos Enfermeiros de Coimbra", por Ignácio Rodrigues da Costa Duarte, no longínquo ano de 1881.

A sessão solene comemorativa do Dia da ESEnfC (17 de março), que começa às 15h00, com o assinalar do hastear da Bandeira Eco-Escolas que lhe foi atribuída, será transmitida por streaming, a partir da plataforma Videocast/FCCN, para todos os interessados em acompanharem o evento, sendo reservado o modo presencial, no Polo A da instituição, aos homenageados e responsáveis de unidades e serviços.

“Entre guerras e epidemias: a consolidação do ensino de enfermagem em Portugal” é o título da conferência, a proferir, às 15h30, pela professora do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Helena da Silva. Seguir-se-ão, a partir das 16h20, as mensagens de aniversário, pela presidente da Associação de Estudantes, pela Presidente e pelo presidente do Conselho Geral da ESEnfC.

Entre outras iniciativas inscritas no programa do Dia da Escola, realiza-se, pelas 16h50, uma homenagem a funcionários da ESEnfC: docentes e não docentes que completaram 25 anos de serviço e recém-aposentados.

A efeméride, sob a divisa “Há 140 anos, por si, pela saúde, por todos!”, termina com um momento musical oferecido, à distância, pela Tuna de Enfermagem de Coimbra.

Programa de Educação e Atualização da SPPCV regressa em formato virtual
A Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV) vai realizar mais uma reunião no âmbito do seu Programa de...

“Em 2020 o resultado das reuniões virtuais foi muito positivo. Desta forma, decidimos dar continuidade ao Programa, em 2021, indo ao encontro do objetivo da SPPCV de se posicionar como uma entidade promotora da educação e atualização contínua dos médicos, no que toca aos conhecimentos específicos em patologia da coluna e sua prevenção, diagnóstico e tratamento”, avança Nuno Neves, ortopedista e presidente da SPPCV.

Dirigida a médicos, esta reunião permite que exista “troca de ideias e de conhecimento científico entre especialistas da área, por meio de sessões sobre o tema Trauma da Charneira Occipito-Cervical, abordando os conceitos recentes no trauma da coluna crânio-cervical; as técnicas cirúrgicas; e a prevenção e tratamento de complicações”, acrescenta.

As lesões traumáticas da região mais alta da coluna cervical (charneira crânio-cervical) são menos frequentes do que as fraturas noutras regiões da coluna. O seu diagnóstico atempado é importante, por forma a evitar complicações como a dor cervical, as deformidades da coluna ou os defeitos neurológicos potencialmente graves.

 

Situação Epidemiológica
Portugal registou, nas últimas 24 horas, 10 mortes e 256 novos casos de infeção por Covid-19. Os internamentos ficaram abaixo...

Segundo o boletim divulgado, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser aquela onde morreram mais pessoas com Covid-19: 7 das 10 mortes registadas em todo o País. Segue-se a região centro com dois óbitos e o Alentejo um.

As restantes regiões do país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, não têm registo de mortes, desde o último balanço.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 256 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 91 novos casos e a região norte 64. Desde ontem foram diagnosticados mais 22 na região Centro, no Alentejo 12 casos e no Algarve mais quatro. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 57 infeções e nos Açores seis.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 996 doentes internados, mais 20 que ontem. Já as unidades de cuidados intensivos registaram novamente uma descida, tendo agora menos 11 doentes internados. Atualmente, estão em UCI 231 pessoas.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 2.371 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 761.788 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 36.031 casos, menos 2.125 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância também menos 30 contactos, estando agora 16.685 pessoas em vigilância.

Projeto FairFood
O FairFood, um projeto europeu focado na Dieta Mediterrânica, tem como objetivo contribuir para a educação nutricional e...

Os resultados do projeto, explica a nota da universidade, embora se dirijam a toda a população interessada em melhorar a sua saúde e qualidade de vida, visam sensibilizar, sobretudo, as gerações mais jovens, nomeadamente através da criação de um conjunto de recursos didáticos concebidos para estudantes do ensino profissional dos ramos de hotelaria e cozinha. O FairFood contempla ainda uma plataforma educativa multilingue de acesso livre que funcionará como repositório de conhecimentos sobre o património cultural gastronómico dos países do Mediterrâneo. 

O projeto FairFood, coordenado pela Universidade de Málaga, enquadra-se no âmbito do programa Erasmus+ e conta com vários Parceiros Associados de referência em Portugal: a ANESPO - Associação Nacional das Escolas Profissionais, a ACPP - Associação dos Cozinheiros Profissionais de Portugal, a APN - Associação Portuguesa de Nutrição, e a EPA - Escola Profissional de Aveiro.

A equipa da UA, composta por docentes do ISCA-UA, confia nos resultados do projeto enquanto dinamizador de práticas educativas inovadoras no Ensino Profissional, contribuindo para a formação e bem-estar da comunidade: “O projeto FairFood acompanha as iniciativas de internacionalização da UA em áreas relevantes a nível global: recuperação de hábitos alimentares mais saudáveis, com alimentos de cada estação, numa cultura de proximidade”, refere Claúdia Santos, uma das investigadoras responsáveis pelo projeto.

 

Parceria com entidades externas
Cirurgiões de oito especialidades do Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, vão operar 500 doentes em hospitais privados, no...

Em comunicado, a unidade hospitalar explica que os protocolos estabelecidos este mês com o Hospital SAMS e a Clínica São João de Deus visam a realização de cerca de 500 cirurgias, nas áreas clínicas de Cirurgia Geral, Ortopedia, Senologia, Ginecologia, Cirurgia Pediátrica, Urologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia Maxilo-facial.

Tendo em conta que a pandemia de Covid-19 implicou a ativação do nível máximo de contingência do hospital para tratar um número crescente e elevado de doentes positivos para o SARS-COV-2 (causador da Covid-19), foi necessário reorganizar os espaços e circuitos internos, o que limitou o funcionamento da Unidade de Cirurgia de Ambulatório, explica o hospital.

Na sequência do aumento das necessidades de resposta a cuidados de saúde cirúrgicos, o Hospital Garcia de Orta adotou um conjunto de medidas necessárias para adequar a capacidade de resposta e assegurar as cirurgias aos utentes «não-Covid-19».

Assim, foram reforçadas parcerias com entidades externas, tendo sido realizadas cerca de 300 cirurgias, correspondentes a um investimento na ordem dos 400 mil euros no ano passado.

“Os protocolos do HGO com unidades do setor privado têm permitido, a curto prazo, não descurar o acesso cirúrgico dos doentes ‘não-Covid-19’ de ambulatório e enquadram-se numa estratégia de melhoria do acesso que tem vindo a ser prosseguida desde 2019, na área cirúrgica”, de acordo com Ana Sofia Ferreira, vogal financeira do Conselho de Administração do Hospital Garcia de Orta.

 

 

 

Em parceria com o European Innovation Council (EIC)
O Grupo José de Mello vai promover, nos dias 17 e 18 de março, em parceria com o European Innovation Council (EIC), estrutura...

O EIC Procurers Day powered by José de Mello Group recebeu a candidatura de 125 startups, de 23 países, tendo sido selecionadas 37 de 17 países pelas equipas de inovação da Brisa, CUF e José de Mello Residências e Serviços.  Serão estas startups que, durante dois dias, vão partilhar as suas ideias e soluções e participar em reuniões individuais com as três empresas do Grupo José de Mello.

Esta iniciativa do EIC visa acelerar a entrada de startups no mercado, aproximando-as de grandes empresas para que explorem potenciais parcerias, tal como sucede com o Grow, criado em 2017 com o propósito de reforçar a ligação das empresas do Grupo José de Mello ao ecossistema de startups, com o objetivo de apoiar e acelerar o desenvolvimento de tecnologias inovadoras.

Salvador de Mello, presidente executivo do Grupo José de Mello, considera que “esta é uma oportunidade única para conhecermos algumas das startups mais disruptivas da Europa. A inovação é um dos nossos valores e estas iniciativas permitem prosseguir, e reforçar, o compromisso do Grupo José de Mello de contribuir para o crescimento e desenvolvimento sustentável das comunidades onde opera. As sinergias que surgem nestes eventos fomentam a partilha de conhecimento, contribuem para o crescimento das startups e para a introdução de tecnologias inovadoras nos nossos negócios.”

 

Pandemia veio a agravar listas de espera
A Deputada Cristina Rodrigues submeteu hoje uma iniciativa que recomenda ao Governo que defina um plano especial de recuperação...

Em Portugal, a PMA foi regulada em 2006 pela Lei n.º 32/2006, de 26 de julho. Esta lei criou, também, o Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA), entidade reguladora da prática desta atividade, ao qual compete, genericamente, pronunciar-se sobre as questões éticas, sociais e legais da PMA.

De acordo com o Relatório sobre a atividade em PMA no ano de 2017, divulgado pelo CNPMA em setembro de 2020, nasceram em Portugal naquele ano 2796 crianças como resultado do uso das várias técnicas de PMA, o que representa 3,2% do número total de crianças nascidas no nosso país nesse ano.

Menciona, também, o Relatório que “o número total de ciclos das principais técnicas de PMA (excluindo inseminação artificial) foi 11,1% superior em relação a 2016 mantendo-se as taxas de gravidez e de parto em valores semelhantes. O número de inseminações artificiais aumentou cerca de 10,6% em relação a 2016, sendo clara a estabilidade dos resultados do uso desta técnica”.

Ora, atendendo a que tem aumentado o número de casais que recorre a técnicas de PMA e que se prevê que este número possa continuar a aumentar, é fundamental que estejam garantidas condições para dar resposta a estas pessoas.

Contudo, aquilo que se verifica é que as listas de espera no sector público são longas, situação que foi agravada com a pandemia, e os preços no sector privado são demasiado elevados.

No que diz respeito ao SNS, importa mencionar que o CNPMA realizou, junto dos Centros de PMA, um inquérito sobre o impacto da pandemia de COVID-19 na atividade de PMA, demonstrando os resultados, que reportam ao período de 8 de Março a 15 de Agosto de 2020, que a maioria dos Centros de PMA reduziu a atividade em 75 a 100%, estimando-se que possam ter sido cancelados/adiados aproximadamente 2900 ciclos e que, no caso dos centros públicos, a estimativa é de que a suspensão ou redução da atividade em PMA se repercuta em até 8 meses adicionais de tempo de espera.

“Ora, se já antes da pandemia não era possível responder às necessidades existentes, estes dados demonstram que esta veio agravar, de forma dramática, as longas listas de espera do SNS, o que demonstra a importância de implementar rapidamente medidas que salvaguardem o futuro da PMA no SNS. Para além disto, consideramos também que se deve acabar com a diferenciação que existe entre o sector público e privado no que diz respeito à idade limite para aceder a tratamentos de PMA.”, refere a parlamentar.

De acordo com o previsto no artigo 6.º da Lei n.º 32/2006, de 26 de julho, as técnicas só podem ser utilizadas em benefício de quem tenha, pelo menos, 18 anos de idade, não fixando a lei idade limite para tal.

Em complemento, as circulares normativas n.º 18/2011/UOFC[6], n.º 8/2018/DPS/ACSS[7] e 15/2019/DPS/ACSS sobre condições e procedimentos de pagamento das prestações de saúde realizadas aos beneficiários do SNS, estabelecem que são admitidas para técnicas de PMA de 1.ª linha (indução da ovulação e inseminação intrauterina) todas as mulheres que não ultrapassem os 42 anos (41 anos e 365 dias) e são admitidas a técnicas de PMA de 2.ª linha (fertilização in vitro e injeção intracitoplasmática de espermatozoide) todas as mulheres que não ultrapassem os 40 anos (39 anos e 364 dias).

Significa que, no sector público, estes tratamentos só têm financiamento se concretizados antes dos 40 anos da mulher (para as técnicas de fertilização in vitro e injeção intracitoplasmática de espermatozoides) ou antes dos 42 anos da mulher (no caso de indução da ovulação e inseminação intrauterina). No entanto, no sector privado, estes tratamentos podem ser feitos até ao dia em que a mulher completa 50 anos de idade (49 anos e 365 dias), de acordo com a Deliberação n.º 15/II, de 20 de outubro, do CNPMA.

“Os custos para aceder a tratamentos de PMA são bastante elevados no sector privado, não sendo acessíveis para grande parte das famílias. Em consequência, a diferenciação de idade limite para aceder aos tratamentos de PMA constitui um fator de discriminação, uma vez que as mulheres a partir dos 40 ou 42 anos ficam impedidas de aceder a estas técnicas no SNS e caso não tenham disponibilidade financeira para prosseguir os tratamentos no sector privado ficam impedidas de serem mães. É preciso garantir que as mulheres possam aceder a estas técnicas, independentemente da sua capacidade financeira.”, afirma a Deputada.

Plano de desconfinamento
As novas medidas do plano de desconfinamento, anunciado pelo Governo, entraram hoje em vigor. Creches, ensino pré-escola e...

Para além destas, hoje reabriram também as atividades de tempos livres (ATL) para as mesmas idades e passou a ser autorizado o comércio ao postigo.

Os cabeleireiros, as manicures e estabelecimentos similares, assim como as livrarias, o comércio automóvel, a mediação imobiliária, as bibliotecas e arquivos passam a estar também abertos a partir de hoje.

No dia 5 de abril dá-se início à segunda fase de desconfinamento.  Neste segundo momento, voltam ao ensino presencial os alunos do segundo e terceiro ciclos, reabrem as atividades de tempos livres (ATL) para as mesmas idades e os equipamentos sociais na área da deficiência.

Nesta data reabrem também os museus, monumentos, palácios e galerias de arte e as lojas com uma área até 200 metros quadrados e que tenham porta para a rua.

Está ainda previsto que voltem a funcionar as feiras e os mercados não alimentares, sendo essa decisão de âmbito municipal.

As esplanadas podem voltar a ser frequentadas até ao limite de quatro pessoas, podem ser praticadas as modalidades desportivas de baixo risco e a atividade física ao ar livre é autorizada em grupos de até quatro pessoas. Os ginásios reabrem, mas sem aulas de grupo.

Para o dia 19 de abril está prevista a reabertura das escolas do ensino secundário e as universidades.

Na área da cultura, abram os cinemas, teatros, auditórios e salas de espetáculo.

Reabrem ainda as lojas de cidadão, que voltam a ter atendimento presencial por marcação, assim como todas as lojas e centros comerciais.

Na área da restauração, passa a ser autorizada a abertura de restaurantes, cafés e pastelarias, mas com a restrição de lotação máxima a quatro pessoas ou seis pessoas em esplanadas e com horário até às 22 horas ou às 13 horas ao fim de semana.

A atividade física volta a ser permitida ao ar livre em grupo de até seis pessoas, assim como as modalidades desportivas de médio risco.

O plano prevê ainda que se possam realizar eventos exteriores com diminuição de lotação e casamentos e batizados com a restrição de 25% da lotação dos espaços.

A partir do dia de 3 maio os restaurantes, cafés e pastelarias possam funcionar sem limite de horário, mas com a lotação limitada a um máximo de seis pessoas ou a 10 em esplanada.

Além disso, todas as modalidades desportivas, a atividade desportiva ao ar livre e os ginásios voltam a não ter restrições.

A partir desta data voltam a ser permitidos os grandes eventos exteriores e eventos interiores com diminuição de lotação e os casamentos e batizados podem realizar-se com 50% da lotação.

Conferência interativa
No Mês Europeu de luta contra o cancro colorretal, a MSD Portugal vai promover, no próximo dia 25 de março, a partir das 18h00,...

Nos avanços alcançados na compreensão do microambiente tumoral e na identificação de alvos terapêuticos para prevenção e tratamento do cancro colorretal, a imunoterapia tem-se destacado como uma opção adicional. Pela primeira vez, em janeiro de 2021, foi aprovada uma nova opção terapêutica para o tratamento em primeira linha do cancro colorretal metastático com instabilidade de microssatélites elevada (MSI-H) ou com deficiência de reparação por incompatibilidade mismatch (dMMR) em adultos, que se estima afetar 5% dos doentes com cancro colorretal em estadio IV.

Para analisar a evolução das abordagens terapêuticas e os benefícios da utilização da imunoterapia enquanto primeira linha no tratamento do carcinoma colorretal, estará presente, nesta reunião totalmente digital, Rocío García-Carbonero, coordenadora da Unidade de Tumores Gastrointestinais do Hospital Universitário Doze de Outubro, em Madrid.

Esta discussão será conduzida por Paula Borralho, patologista na CUF Descobertas e presidente da Sociedade Portuguesa de Anatomia Patológica (SPAP) e por Judy Paulo, oncologista no IPO de Coimbra, que também vão apresentar casos clínicos e best practices em relação ao teste MSI-H, respondendo às principais questões: como, quando e quem testar.

Com duração estimada de 1h30, os participantes vão ter a oportunidade de colocar questões e interagir com os oradores via chat. Todos os profissionais de saúde interessados em participar, podem consultar mais informação e inscrever-se a partir da plataforma da MSD.

 

Doença mental
Embora tenha tratamento, estima-se que 10% dos doentes com Perturbação Obsessiva-Compulsiva desenvol

Caraterizada pela presença de obsessões e compulsões, a Perturbação-Obsessiva Compulsiva tem um enorme impacto na qualidade de vida dos doentes. Habitualmente, com início na adolescência ou nos primeiros anos da idade adulta, esta doença mental, quando não tratada, pode evoluir para quadros de grande incapacidade e sofrimento psíquico.

As obsessões e as compulsões são os “sintomas nucleares” de uma patologia “que tem como pano de fundo a ansiedade”. De acordo com Ricardo Moreira, enquanto “as obsessões são pensamentos intrusivos, recorrentes e persistentes, de conteúdo negativo ou desagradável, que surgem em forma de dúvida e que geram elevados níveis de ansiedade”, as compulsões “por sua vez, são atos comportamentais ou mentais, realizados de forma repetida e ritualizada, que o doente sente necessidade de cumprir em resposta às obsessões, com o objetivo de aliviar (temporariamente) a ansiedade gerada pelas mesmas”.

Estas podem estar relacionadas com diferentes temáticas como, por exemplo, “obsessões acerca da sujidade/contaminação e compulsões de limpeza; obsessões e compulsões de ordem, simetria, contagem ou arrumação; obsessões de dúvida e compulsões de verificação; obsessões de conteúdo violento ou agressivo e compulsões relacionadas com as mesmas; obsessões de conteúdo sexual ou religioso e compulsões relacionadas com as mesmas; obsessões e compulsões de acumulação e colecionismo”.

“De uma forma geral, podemos dizer que os diferentes tipos de comportamentos compulsivos (lavagens repetidas das mãos, verificação do gás/portas/torneiras, organizar roupas por cores ou livros por ordem alfabética, fazer medições repetidas, entrar e sair de portas várias vezes) são a face mais visível da doença. Mas estes são apenas a ponta do iceberg, uma vez que na base dos mesmos está a dúvida obsessiva, geradora de elevados níveis de angústia e ansiedade, frequentemente vivida internamente em silêncio”, explica o especialista.

“Na face oculta do iceberg”, revela Ricardo Moreira, “estão também os atos compulsivos mentais (contagens, rezas, repetição mental de frases, palavras ou números, etc.) e os evitamentos (não ir a determinados locais ou tocar em determinados objetos para não ter de realizar compulsões de lavagem).

Segundo o psiquiatra, o número de obsessões e compulsões, bem como o tempo despendido na sua realização, aumenta “à medida que a doença se agrava”, resultando na perda de qualidade de vida com envolvimento de um grande sofrimento psíquico. “Nos casos mais graves poderá mesmo existir uma total incapacidade funcional a diferentes níveis: profissional, social e familiar”, acrescenta o especialista do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ).

Embora não exista uma causa identificada para o aparecimento da doença, destacam-se alguns fatores como a componente hereditária, “a presença de alguns aspetos da personalidade – traços ansiosos ou obsessivos, e a “presença de algumas distorções cognitivas - perfeccionismo ou o excessivo sentido de responsabilidade” -, como condicionantes.

“Noutras situações a POC parece estar relacionada com a ocorrência de um evento traumático (ex: POC de dúvida e verificação após um incêndio em casa ou um assalto) ou de acontecimentos de vida relevantes (ex: desenvolvimento de POC sujidade/contaminação e limpeza numa mulher após o parto, por preocupação excessiva com a saúde do filho)”, acrescenta Ricardo Moreira.

“Existem ainda alguns casos raros de POC infantil em que os sintomas obsessivo-compulsivos surgem de forma abrupta após uma infeção bacteriana por streptococcus, a que denominamos de Pediatric Autoimmune Neuropsychiatric Disorder Associated with Streptococcus (PANDAS)”, refere ressalvando, no entanto,  que “os estudos de neuroimagem, particularmente os de Ressonância Magnética Cerebral Funcional (RMNf), têm demonstrado de forma consistente que existe uma disfunção ao nível do circuito córtico-estriato-talâmico-cortical do cérebro e um défice do neurotransmissor serotonina”.

«A cura, ainda que não seja o cenário mais frequente, é possível, tenho casos na prática clínica que o demonstram»

Embora o prognóstico da patologia dependa de inúmeras variáveis, entre elas “a idade de início da doença, o tempo de duração de doença até que o doente procura ajuda, a gravidade do quadro clínico”, e até mesmo o envolvimento do doente e familiares no seu tratamento, há casos em que é possível falar-se em cura. No entanto, o especialista chama a atenção de que na maioria dos casos consegue-se apenas “reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pessoas”. “Obviamente que existem outras situações, mais graves, em que a doença acaba por se tornar crónica com oscilações na gravidade dos sintomas ou até mesmo agravar progressivamente apesar do tratamento”, acrescenta.

De acordo com o especialista, o tratamento tem duas vertentes: a farmacológica e a não-farmacológica.

“O tratamento farmacológico consiste essencialmente na utilização de fármacos inibidores da recaptação da serotonina (SRIs), que pertencem à classe dos antidepressivos. Os que têm eficácia demonstrada no tratamento da POC são: fluvoxamina, fluoxetina, sertralina, escitalopram, citalopram, paroxetina e clomipramina”, adianta.

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), nomeadamente, a Terapia de Exposição e Prevenção de Resposta é considerada o tratamento “gold standard” da POC. “Nesta estratégia, ensinamos o doente a não realizar a compulsão e a tolerar a ansiedade   gerada pela obsessão”, explica Ricardo Moreira.

“Para além das estratégias comportamentais é fundamental identificar e trabalhar algumas distorções cognitivas que estão frequentemente presentes nos doentes com POC.”, adverte o especialista adiantando que “a TCC na POC é particularmente difícil e desafiante e que deve ser realizada por clínicos (psicólogos ou psiquiatras), com formação e experiência em TCC e na POC”.

Nos casos mais graves e refratários ao tratamento convencional, a Estimulação Cerebral Profunda, pode ser a opção.

“É um tratamento muito utilizado nos casos mais graves de Doença de Parkinson, e que está aprovado pela Food and Drug Administration dos EUA para o tratamento da POC desde 2009. No fundo consiste na introdução de dois elétrodos que irão estimular um determinado núcleo cerebral e assim modular o circuito cerebral que se encontra disfuncional na doença em causa. É importante dizer que este tratamento não é curativo, mas tem como objetivo a melhoria dos sintomas e da qualidade de vida dos doentes”, revela o especialista adiantando que os seus resultados “têm sido muito interessantes”.

“No CHUSJ, onde trabalho, temos 3 doentes em que realizamos estimulação do núcleo anterior da cápsula interna. Em todos os casos se verificou uma melhoria significativa dos sintomas (redução >35% na escala Y-BOCS). Num dos casos, a melhoria foi tão evidente que superou as nossas melhores expectativas”, justifica acrescentando que “que ainda este ano prevemos intervencionar mais dois doentes com POC grave e resistente ao tratamento”.

Com tendência para ser subdiagnosticada, “quer pelo estigma da doença mental em geral, quer pelas características clínicas intrínsecas da POC”, Ricardo Moreira sublinha a importância de reconhecer a doença. (…) “A POC existe, tem tratamento e quanto mais cedo procurarem ajuda, melhor é o prognóstico da doença”.

“Essa ajuda pode ser procurada junto dos médicos de família, ou então diretamente junto de psiquiatras ou psicólogos clínicos, quer a nível publico quer a nível particular. Não tenham medo de o fazer!”, apela o especialista.

“Aproveito também para referir que existem algumas consultas especializadas no tratamento da POC no Serviço Nacional de Saúde espalhadas pelo país (Porto, Braga, Coimbra e Lisboa), como por exemplo a consulta que coordeno de “Doenças do Espetro Obsessivo” no Serviço de Psiquiatria do Centro Hospitalar Universitário São João no Porto.”, conclui.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Acreditação
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra possui, desde o passado mês de fevereiro, mais dois Serviços e seis Centros de...

Em comunicado, o CHUC revela que o centro hospitalar “conta agora com 13 Serviços e 14 Centros de Referência Acreditadosi pelo modelo ACSA, que se constituem como uma garantia de mais e melhor qualidade na consecução da sua tripla missão, nas vertentes da assistência, da investigação e do ensino”

Para José Guilherme Tralhão, diretor do Serviço de Cirurgia Geral do CHUC, “os quatro Centros de Referência agora acreditados no modelo de acreditação ACSA proposto pelo Ministério da Saúde, é o reconhecimento da excelência dos cuidados prestados no Serviço de Cirurgia Geral do CHUC aos doentes com cancro hepatobiliopancreático, cancro do reto, cancro do esófago e com indicação para transplante hepático. Tanto quanto é do nosso conhecimento, este é o Serviço de Cirurgia Geral que integra e coordena o maior número de Centros de Referência no País.”

O modelo ACSA é o modelo oficial do Ministério da Saúde para as Instituições do Serviço Nacional de Saúde e visa reconhecer a qualidade das organizações prestadoras de cuidados de saúde. É um modelo progressivo que promove a melhoria contínua, é coerente com o Plano Nacional de Saúde, com a Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde, com os Programas de Saúde Prioritários, é Integrador designadamente com as Normas e Orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), Processos Assistenciais Integrados, e é disseminador do conhecimento e de boas práticas. O processo é conduzido pelo Departamento da Qualidade na Saúde da DGS.

 

Prémio anual da European Society for Blood and Marrow Transplantation (EBMT)
Manuel Abecasis, Presidente da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), acaba de ser reconhecido pela European Society...

O prémio anual “Clinical Achievement Award” da EBMT não só reconhece as conquistas para o país na área do transplante de células estaminais hematopoéticas, como o contributo para a própria EBMT.   

Na comunicação enviada pelo presidente da EBMT, Nicolaus Kroger, ao Presidente da APCL, pode ler-se “a Sociedade tem muito orgulho em reconhecer as suas muitas conquistas no avanço do transplante de células hematopoiéticas do seu país, Portugal”. Nicolaus Kroger acrescenta “estou muito feliz por [Manuel Abecasis] ter recebido este prémio porque, sinceramente, é merecido pelo seu compromisso incansável para com a EBMT”.

Manuel Abecasis recebe esta distinção com grande satisfação referindo que “é uma grande honra para mim a atribuição deste prémio. Fico muito grato pelo reconhecimento por parte dos meus colegas europeus, e considero-o extensivo a toda a equipa que durante tantos anos partilhou do meu entusiasmo pela área da transplantação de medula óssea”.

Manuel M. Abecasis junta-se, assim, à pequena lista de pessoas anteriormente reconhecidas com esta distinção pela EBMT. O prémio é entregue na 47ª Reunião Anual da Sociedade, que se realiza entre 14 e 17 de março de 2021, em formato digital. 

A EBMT é uma organização formada por profissionais de saúde que trabalham no campo do transplante de medula óssea e terapias celulares, com foco na inovação, que tem como principal objetivo salvar e melhorar a vida de doentes com doenças relacionadas com sangue. A associação dedica-se à promoção de todo o conhecimento associado ao transplante de células estaminais hematopoiéticas, de todas as fontes e tipos de dadores, incluindo pesquisa básica e clínica, educação, padronização, controlo de qualidade e credenciamento para procedimentos de transplante.

Além de presidente da APCL, Manuel M. Abecasis foi Diretor do Departamento de Hematologia do Instituto Português de Oncologia de Lisboa e do Programa de Transplantação de Medula Óssea. É, desde fevereiro de 2021, Diretor do Registo Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão (CEDACE). É Professor Associado convidado da Nova Medical School na Universidade Nova de Lisboa.

Fez a sua especialização em Hematologia no Reino Unido e foi “Leukemia Research Fund Fellow” (UK) em Marselha, onde colaborou no estabelecimento da transplantação de medula óssea no Instituto de Oncologia Paoli-Calmettes. Doutorado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, foi pioneiro da transplantação de medula óssea em Portugal, tendo em conjunto com os seus colaboradores introduzido em Portugal todos os avanços relevantes nesta área.

Enquanto representante da área da transplantação de medula óssea, desenvolveu no Ministério da Saúde, o registo nacional da mesma, onde se encontram registados todos os transplantes de medula óssea realizados em Portugal desde o início da atividade.

Atualmente conta já com variadas distinções, nomeadamente o Prémio SEAT para a Ciência (1987), o Prémio Nacional de Oncologia (1994), a Medalha de Prata por Serviços Distintos do Ministério da Saúde (2007), o grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito da República Portuguesa (2010) e a Medalha de Mérito da Ordem dos Médicos (2015). É sócio honorário da Sociedade Portuguesa de Hematologia.

Estudo
Um estudo do RCSI realizado no Hospital Beaumont, em Dublin, descobriu que a cirurgia, em vez de apenas antibióticos, deve...

Publicado nos Anais da Cirurgia e liderado por investigadores da Universidade RCSI de Medicina e Ciências da Saúde, o estudo intitulado comma (Conservative versus Open Management of Acute Uncomplicated Appendicitis) examinou a eficácia e a qualidade de vida associadas ao tratamento apenas com antibióticos de apendicite aguda descomplicada versus intervenção cirúrgica. Os resultados revelaram que o tratamento somente com antibióticos resultou em altas taxas de recidiva e qualidade de vida inferior nos pacientes.

Apendicite aguda descomplicada é uma condição cirúrgica aguda comumente encontrada. A gestão tradicional da condição envolveu cirurgia para retirada do apêndice. O tratamento com antibióticos surgiu como uma opção alternativa que poderia oferecer potenciais benefícios aos doentes e hospitais, como uma recuperação mais rápida, com menos dor, com melhor qualidade de vida e redução da demanda em salas de cirurgia. Houve uma relutância em adotar o tratamento somente com antibióticos devido a pesquisas anteriores que mostraram ampla variabilidade nas taxas de erro e falta de evidências sobre o impacto na qualidade de vida dos doentes.

Nesta pesquisa, 186 pacientes com evidência radiológica de apendicite aguda e descomplicada foram randomizados para dois grupos. Um grupo recebeu tratamento apenas com antibióticos enquanto o outro grupo foi tratado com cirurgia. Os pacientes do grupo cirúrgico foram submetidos a uma apendicectomia laparoscópica. Naqueles tratados apenas com antibióticos, antibióticos intravenosos (IV) foram administrados até que houve melhora nos sinais e sintomas de um paciente e isso foi seguido por cinco dias de antibióticos orais.

Nas semanas e meses seguintes ao tratamento, os pacientes foram acompanhados com questionários incluindo um questionário de qualidade de vida em 1 semana, 1 mês, 3 meses e 12 meses. Nesses pontos, foram registrados o score de dor do doente, a necessidade de licença médica adicional, infeções no local cirúrgico e o desenvolvimento de apendicite recorrente.

Os resultados do grupo somente para antibióticos demonstraram que 23 pacientes (25%) experimentou uma recorrência de apendicite aguda dentro de um ano. Nos questionários de qualidade de vida, verificou-se que os pacientes do grupo cirúrgico experimentaram um score de qualidade de vida significativamente melhor em comparação com o grupo somente com antibióticos.

Segundo Arnold Hill, Chefe da Faculdade de Medicina e Professor de Cirurgia do RCSI, "o tratamento somente com antibióticos de apendicite aguda descomplicada foi proposto como uma opção alternativa de tratamento menos invasivo para os pacientes. O estudo da COMMA estabeleceu se o tratamento somente com antibióticos poderia substituir a cirurgia em alguns casos, o que poderia oferecer muitos benefícios para pacientes e hospitais. Os resultados indicam que os protocolos de tratamento não devem mudar. A cirurgia proporcionará os melhores resultados para os pacientes em termos de qualidade de vida e recorrência e, portanto, deve permanecer como pilar do tratamento para apendicite aguda descomplicada.'

O estudo foi realizado por pesquisadores do RCSI e do Beaumont Hospital Dublin. A pesquisa foi apoiada pelo RCSI.

Inquérito
Um inquérito aplicado a mais de uma centena de entidades – de profissionais de saúde a académicos e organizações não...

Este inquérito foi realizado no âmbito de um estudo liderado por André Dias Pereira, investigador do Instituto Jurídico e professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC), e financiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Intitulado “Responsibility for Public Health in the Lusophone world: doing justice in and beyond the COVID emergency”, o estudo centrou-se na recolha e análise de dados relativos à preparação e resposta à pandemia de Covid-19 em Angola, Brasil, Moçambique, Portugal e Região Administrativa Especial de Macau, com o objetivo de «propor soluções de políticas de saúde pública, permitindo a construção de sistemas de resposta eticamente adequados às dificuldades apresentadas em situações de pandemia», explica André Dias Pereira.

Este projeto, realça, «combina uma análise profunda à mais recente legislação e bibliografia sobre o assunto, com dados obtidos por meio de um questionário, endereçado a um número significativo de participantes, por forma a reunir diferentes experiências e analisar as dificuldades éticas identificadas na resposta à pandemia, que são problemas que vão perseguir e condicionar as opções políticas dos próximos anos e cujas repercussões ainda estão por avaliar; sem deixar de mencionar o catastrófico impacto económico da pandemia, transversal a todos os Estados».

Os inquiridos no âmbito do estudo defendem ainda «que o investimento na prevenção, além de ser muito eficaz na mitigação da pandemia, é também um dos vetores em que deverá haver mais concentração de alocação de recursos».

Deste projeto resultará um livro branco, dirigido às comunidades lusófonas e agências dos governos dos países e região administrativa especial envolvidos, onde são apresentadas propostas e recomendações que possam ser implementadas na prática para potenciar os sistemas de saúde, preparando-os para dar resposta a situações de emergência de saúde pública.

Todos os resultados obtidos pela equipa de André Dias Pereira, que integra académicos, juristas e advogados, bem como especialistas em Bioética, vão ser apresentados na conferência final do projeto, que tem lugar no próximo dia 25 de março, das 9h às 17h30, em formato online.

Nesta conferência, que reúne participantes de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e Macau, vão também ser analisados os impactos da pandemia de Covid-19 no mundo lusófono, como, por exemplo, o problema dos doentes não-Covid, em especial os doentes oncológicos; a experiência de Macau contra a Covid-19; a atuação do Congresso Nacional brasileiro frente à pandemia; e a influência da Covid-19 no funcionamento das instituições universitárias de Angola.

O programa detalhado da conferência está disponível em: http://direitodasaudepublicanomundolusofono.net/pt/activities/confer%C3%AAncia-final e mais informação sobre o projeto em: http://direitodasaudepublicanomundolusofono.net/.

 

Ministro da Educação
A garantia foi dada pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. A comunidade escolar começa a ser vacinada já no...

“Existe uma estrutura que coordena e que é responsável pelo processo de vacinação e que foi criada para gerir este processo e de acordo com aquilo que fomos informados por essa task force já existe neste momento trabalho com as estruturas regionais e locais do Ministério da Saúde para que a vacinação seja iniciada no próximo fim de semana, nos dias 20 e 21 de março, continuando depois durante o mês de abril”, adiantou hoje em declarações à Antena 1.

No entanto, o ministro da Educação remeteu para a task force mais informação sobre o processo.

50 dias após a suspensão das atividades presenciais, os alunos do ensino pré-escolar e do primeiro ciclo regressaram hoje às escolas.

Esta primeira fase de desconfinamento também contempla a reabertura das creches e das atividades de tempos livres (ATL) destinadas às crianças até ao primeiro ciclo. As escolas do segundo e terceiro ciclos só abrem no dia 5 de abril, enquanto o ensino secundário e as universidades só voltam a ter aulas presenciais a partir de 19 de abril.

 

Revista de Imprensa
Apesar de já terem sido registados dos eventos tromboembólicos após a toma da vacina da Astrazeneca no país, a Direção Geral da...

Num comunicado conjunto as duas entidades referem que “com base nos dados atualmente disponíveis e enquanto decorre a investigação, se mantém válida a informação emitida, podendo a vacina continuar a ser administrada”.

Isto porque, segundo adiantam, os dois casos registados pelo Sistema de Farmacovigilância, “não apresentam o mesmo padrão clínico dos que se encontram em avaliação” pelo Comité de Segurança, PRAC, da Agência Europeia de Avaliação de Medicamentos (EMA).

Recorde-se que as autoridades de saúde irlandesas decidiram suspensão da administração da vacina AstraZeneca contra a covid-19 como “medida de precaução”, após relatos de casos de formação de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas na Noruega. A mesma decisão já tinha sido tomada por outros países europeus.

Em resposta, o grupo farmacêutico referiu na passada semana que a sua vacina não implica qualquer “risco agravado” de formação de coágulos sanguíneos.

Com base “numa análise dos dados de segurança que abrangem mais de 10 milhões de casos registados, não encontrámos indícios de risco acrescido de embolia pulmonar ou trombose”, sublinha o laboratório em comunicado, acrescentando que, “de facto, os números deste tipo [de problemas médicos] são muito mais baixos nos que são vacinados em comparação com o que seria de esperar na população em geral”.

A Organização Mundial da Saúde também já veio a público afirmar que não há motivos para não se usar esta vacina.

 

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