Balanço de atividade
Entre 8 e 14 de março, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e os seus parceiros no Sistema Integrado de Emergência...

Segundo a última análise semanal do INEM, os meios de emergência médica pré-hospitalar afetos à Delegação Regional do Sul (DRS) realizaram a maioria (845) das assistências pré-hospitalares e respetivo transporte. Seguiu-se a Delegação Regional do Norte (DRN), cujos meios de emergência pré-hospitalar realizaram 794 transportes. Já na região centro foram efetuados 400 transportes e no Algarve 104.

Em igual período, as Equipas de Enfermagem de Intervenção Primária recolheram 490 amostras biológicas para análise à Covid-19. A maioria das colheitas foi efetuada pela equipa da DRS, com 378 amostras recolhidas. A equipa da DRN efetuou 60 colheitas, a da Delegação Regional do Centro 21 e a ao Algarve oito.

 

Alternativa aos tratamentos convencionais
Segundo dados da Associação Portuguesa do Sono, a insónia é o distúrbio de sono mais frequente entre

O stress e a ansiedade provocados pelas diversas situações experimentadas pelos indivíduos são, então, os principais fatores para distúrbios ou perturbações no sono. Nos últimos meses, também a pandemia da COVID-19, dadas as preocupações que acarreta consigo, tem contribuído para uma deterioração da qualidade do sono dos portugueses.

Estes distúrbios podem manifestar-se por dificuldade em adormecer à hora habitual ou por acordar repetidamente durante a noite. Além disso, também o cansaço sentido pela manhã, por não ter dormido o suficiente, ou devido a pesadelos que perturbam o sono, são formas de insónia.

As causas que podem motivar a insónia são múltiplas. Muitas vezes é consequência de situações que afetam os indivíduos no dia-a-dia como cansaço físico, consumo de substâncias estimulantes, como cafeína, e preocupações pessoais, de trabalho ou profissionais. Além disso, podem ser desencadeadas também por doenças hormonais, digestivas, respiratórias, urológicas - como levantar-se várias vezes à noite para urinar -, psiquiátricas, como ansiedade, depressão e por outras associadas à dor, como fibromialgia, cefaleias, entre outras.

Sendo o sono fundamental para a recuperação física e intelectual, a sua insuficiência e pouca qualidade pode gerar perda de energia e vitalidade, afetando a saúde, o desempenho, a qualidade de vida em geral e potenciando o aparecimento de doenças.

Como alternativa aos tratamentos convencionais, sobretudo àqueles que podem causar dependência, existem algumas terapêuticas não convencionais, entre elas a homeopatia, que pode ajudar a aliviar as insónias e que atua globalmente em todo o organismo, sem provocar dependência, como:

  • Nux vomica, quando a insónia se deve ao excesso de trabalho. O indivíduo trabalha durante a noite, não conseguindo desconectar-se no momento em que deve descansar;
  • Coffea cruda, quando pensamentos ou ideias se acumulam na cabeça e ocorre um estado de obsessão. Indicado também para pessoas que trabalham por turnos noturnos e para quem consome café em excesso;
  • Ignatia amara, recomendada para insónia que ocorre como resultado de um aborrecimento, perda ou luto. O indivíduo sente ansiedade, frequentemente acompanhada de sintomas como falta de ar ou um nó no estômago;
  • Arsenicum album, um dos medicamentos mais utilizados e indicado quando preocupações ou medos causam despertares em sobressalto durante a noite. São insónias por ansiedade e, no dia seguinte, assiste-se a um estado de exaustão;
  • Natrum muriaticum, em casos de insónia por pensamentos obsessivos relacionados à tristeza já vivenciada em acontecimentos do passado. O indivíduo não consegue adormecer ou acorda frequentemente;
  • Argentum nitricum, no caso de um sono inquieto pela aproximação de situações consideradas importantes, mas que geram ansiedade ou medo, seja entrevistas de emprego, apresentações em público, exames ou reuniões;
  • Pulsatilla, quando a insónia se deve a um jantar mais pesado ou tardio;
  • Phosphorus, indicado para casos de sono agitado e leve;
  • Gelsemium sempervirens, quando apesar do cansaço e da exaustão o indivíduo não consegue dormir devido a estados de ansiedade/apreensão.

Importa conhecer a origem dos transtornos para que seja possível oferecer o melhor tratamento, seja ele homeopático ou não, e estabelecer rotinas para promover uma noite descansada e um sono de qualidade. A prática regular de exercício físico, ter uma hora fixa para dormir, aprender a gerir o stress e evitar a toma de cafeína à tarde e à noite são bons hábitos que importa adotar mesmo antes de recorrer a qualquer terapêutica.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Investigação que teve como objetivo ajudar especialistas em fertilidade e doentes com endometriose a avaliar a capacidade...

A vitrificação (ou congelação) de ovócitos é uma forma de adiar o projeto reprodutivo que tem permitido que cada vez mais mulheres alcancem a maternidade no momento da sua vida que consideram adequado. Esta técnica tem particular importância quando existe necessidade de sujeitar-se a tratamentos ou a cirurgias que podem comprometer o normal funcionamento dos ovários.  

É o caso das mulheres que sofrem de endometriose, uma doença que afeta uma em cada 10 mulheres em idade fértil e pode levar à infertilidade. A endometriose pode dificultar a gravidez principalmente quando envolve as trompas e os ovários. Por isso algumas mulheres que têm esta doença precisam de realizar tratamentos de procriação medicamente assistida (PMA), para conseguir engravidar.   

O número de ovócitos vitrificados e a idade da mulher são fatores-chave para o sucesso reprodutivo, mas até agora os especialistas em fertilidade não sabiam exatamente qual o número de ovócitos é necessário vitrificar para garantir uma gravidez. Foi esta questão que esteve na origem do estudo “Number needed to freeze: cumulative live birth rate after fertility preservation in women with endometriosis”, liderado por Ana Cobo, diretora da Unidade de Criopreservação do IVI.  

O estudo concluiu que em mulheres com endometriose e idade abaixo dos 35 anos a gravidez foi alcançada em 95% dos casos com a congelação de aproximadamente 20 ovócitos. Em mulheres com mais de 35 anos a taxa máxima de recém-nascidos após tratamentos de PMA com recurso a ovócitos vitrificados foi de 80%. 

"Anteriormente, esses dados já eram conhecidos no âmbito de preservação eletiva (social) de fertilidade e nos casos oncológicos limitada para as mulheres com endometriose, onde a questão é de grande relevância, uma vez que têm um risco aumentado de perda da reserva ovárica”, explica Tatiana Semenova, ginecologista e especialista em fertilidade da Clínica IVI Lisboa.  

A investigação teve como objetivo ajudar especialistas em fertilidade e mulheres com endometriose a estabelecer expectativas realistas em relação às suas capacidades reprodutivas.  

O estudo incluiu dados de 485 mulheres com endometriose que preservaram a sua fertilidade entre janeiro de 2007 e julho de 2018 nas clínicas IVI de Espanha e que posteriormente tentaram engravidar. 

"Os resultados indicam claramente o efeito benéfico da idade jovem na altura da preservação de fertilidade sobre os futuros desfechos reprodutivos em mulheres com endometriose. No entanto, devemos prestar especial atenção quando se trata de mulheres com estadios avançados da doença ou que têm indicação para tratamento cirúrgico. Embora seja verdade que a obtenção de 15-20 ovócitos para vitrificação (provavelmente em dois ciclos de estimulação) é relativamente fácil em mulheres jovens, isso pode ser mais difícil numa mulher com uma reserva ovárica comprometida”, afirma a Tatiana Semenova. 

Um estudo anterior, também liderado por Ana Cobo, já tinha demonstrado melhores resultados em mulheres jovens que preservaram a sua fertilidade antes da remoção cirúrgica do endometrioma ovárico. 

Este estudo “mostra que pode comprometer a reserva ovárica, pois o número de ovócitos recuperados após a mesma será menor, o que pode ter um impacto negativo sobre as hipóteses futuras de alcançar uma gravidez".  Tatiana Semenova conclui que este trabalho “foi fundamental para o aconselhamento médico-doente, constituindo uma ferramenta muito útil no acompanhamento das mulheres com endometriose”. 

Liga Portuguesa Contra o Cancro divulga estudo sobre o impacto da covid-19
A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), entidade de apoio ao doente oncológico e seus familiares, realizou um estudo de...

Ao nível do acesso aos cuidados de saúde, o estudo realizado a mais de 900 doentes oncológicos/sobreviventes de cancro e a mais de 300 familiares/cuidadores, residentes em Portugal, revela que 13% dos doentes oncológicos tiveram tratamentos oncológicos suspensos por indicação médica; 2 em cada 10 doentes e 1 em cada 10 cuidadores ponderaram suspender, por sua iniciativa, os atos clínicos, por medo de se dirigirem aos hospitais e ainda que 57% dos doentes tiveram receio de serem infetados por outros doentes e profissionais de saúde. No caso dos cuidadores, 75% tiveram receio que o doente de quem cuidam pudesse ser infetado.

A nível psicológico 5 em cada 10 doentes oncológicos apresentou distress (sofrimento) emocional significativo durante a pandemia, valor que aumenta nos casos dos doentes que tiveram tratamentos suspensos (6 em cada 10 doentes). Ainda, 6 em cada 10 cuidadores com distress emocional significativo – os dados mostram que os cuidadores dos doentes oncológicos revelaram um maior impacto emocional durante a pandemia do que os doentes.

 De acordo com os mesmos dados, é ainda possível concluir que 3 em cada 10 doentes oncológicos e 4 em cada 10 cuidadores manifesta ansiedade significativa e que 2 em cada 10 doentes oncológicos e 2 em cada 10 cuidadores manifesta depressão significativa.

“Além do enorme impacto que o diagnóstico e o tratamento do cancro representam, doentes, sobreviventes e familiares e cuidadores, são agora confrontados com desafios adicionais, que passam pela necessidade de proteção em relação ao vírus, gerir a ansiedade e incerteza quanto à continuidade do tratamento médico, e adaptar-se às alterações nas rotinas diárias e familiares, incluindo a privação da autonomia e dos contactos sociais”, afirma Natália Amaral, membro da Direção da LPCC.

Por sua vez, 1 em cada 10 doentes e cuidadores diz ter sentido bastante a muitíssima dificuldade em pagar as despesas familiares, indicadores que demonstram o relevante impacto socioeconómico da pandemia nestes doentes.

O estudo realizado pela LPCC revela ainda que a maioria dos doentes oncológicos considera-se um doente de risco para a COVID-19 (maior probabilidade de contágio e maior vulnerabilidade a complicações) e que o mesmo acontece com os cuidadores, relativamente aos doentes que cuidam. Cerca de 1 a 2 em cada 10 doentes revelaram desconhecimento sobre o seu nível de risco.

"Deficiência visual e cegueira evitável em Portugal. Até quando permitiremos?"
A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) promove uma série de debates online subordinados ao tema ...

Estima-se que 60 por cento das principais causas de deficiência visual e cegueira, como é o caso dos erros refrativos ou da catarata, seriam evitáveis se tratadas e referenciadas atempadamente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), refere “que muitas destas causas podem ser resolvidas nos cuidados primários para a saúde da visão”, representando uma poupança significativa na despesa do Serviço Nacional de Saúde. A deficiência visual é responsável pelo maior grupo de pessoas com deficiência em Portugal, sendo que mais de metade das pessoas com 65 anos descreve dificuldade em ver. Acresce a maior incidência e agravamento da miopia, associado à maior utilização de dispositivos eletrónicos e menor exposição a atividades ao ar livre pelas crianças e adolescentes.

Segundo Raúl de Sousa, presidente da APLO, é urgente implementar as recomendações da Organização Mundial de Saúde e integrar os Optometristas no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Esta integração assegura os cuidados para a saúde da visão, integrados e multidisciplinares, à população, numa lógica de proximidade, com intervenção atempada, de qualidade e com a segurança que todos os portugueses merecem”.

E acrescenta: “É imperioso eliminar as extensas listas de espera para uma consulta hospitalar da especialidade de Oftalmologia no SNS, assim como o gigantesco desrespeito pelos tempos máximos de resposta garantida e a inexistência de cuidados primários para a saúde da visão.”

“Para este efeito urge seguir as recomendações da Organização Mundial de Saúde para a implementação das intervenções para o erro refrativo, no domínio dos cuidados primários, no Serviço Nacional de Saúde, com uma das melhores relações custo-benefício de todas as intervenções em saúde”, conclui Raúl de Sousa.

 

Conferência de imprensa
Segundo a Organização Mundial da Saúde Europa os benefícios da vacina da Astrazeneca contra a covid-19 “ultrapassam muito os...

“Em campanhas de vacinação é rotineiro assinalar potenciais eventos adversos, mas isso não significa que esses eventos estejam ligados às vacinas”, referiu em conferência de imprensa virtual o diretor do departamento europeu da OMS Europa, Hans Kluge, citado pela Executive Digest, a respeito da suspensão da aplicação da vacina da Astrazeneca por parte de vários países europeus, incluindo Portugal.

Hans Kluge salientou, na ocasião, que “a deteção, investigação e avaliação” de “problemas raros de coagulação sanguínea” vem demonstrar que há “fortes mecanismos de vigilância e regulação”.

 

João Baião é o rosto da campanha
A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) acaba de lançar a sua mais recente campanha de angariação de fundos ...

A pandemia trouxe consigo muitos desafios às várias instituições que atuam na área da saúde, uma vez que as restantes doenças não covid continuaram a precisar de tratamento e as necessidades destas pessoas satisfeitas. A APDP sentiu a necessidade de se reorganizar para que todas as pessoas com diabetes continuassem a ser acompanhadas e tratadas, especialmente sendo estes doentes considerados de risco, e para isso implementou as teleconsultas, criou uma linha de atendimento telefónico, faz entrega de medicamentos ao domicílio e manteve o atendimento presencial sempre que necessário.

Para ajudar a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal a dar continuidade a estes projetos que garantem o apoio diário, ou sempre que necessário, às pessoas com diabetes por parte dos profissionais da APDP, no período de entrega do IRS (1 de abril a 30 de junho) basta inserir o NIF 500 851 875 no quadro 11 do modelo 3, e selecionar “Instituições particulares de solidariedade social ou pessoas coletivas de utilidade pública”. O apresentador, e embaixador desta causa, João Baião explica como todos podem ajudar a APDP, com a doação de 0,5% do seu IRS sem qualquer custo associado.

Até 31 de março há a possibilidade de fazer a pré-consignação numa área especialmente dedicada para esse efeito no Portal das Finanças. Nesta opção, ao selecionar o botão “Pesquisa”, procura-se a entidade a consignar o IRS pelo NIF (500851875) ou pelo nome (APDP).

“A APDP ao longos das última décadas tem procurado estar sempre ao lado das pessoas com diabetes e com a chegada da pandemia, no início do ano passado, percebemos rapidamente que nos tínhamos de adaptar e reinventar para esta nova realidade. Hoje estamos orgulhosos por termos a funcionar uma linha de apoio telefónico, com aconselhamento especializado para todas as pessoas com diabetes, todos os dias – incluindo os fins de semana – das 9h00 às 17h00, como resposta à Covid-19”, afirma José Manuel Boavida, presidente da APDP. “É para darmos continuidade a todos estes projetos de apoio às pessoas com diabetes que precisamos desta ajuda fundamental de todos os portugueses”, acrescenta.

É muito importante que em caso de infeção por SARS-CoV-2 as pessoas com diabetes continuem a tomar a medicação para a diabetes; o tratamento com insulina nunca deve ser interrompido; façam monitorização de glicemia de 4 em 4 horas; bebam líquidos (sem açúcar) para evitar a desidratação; tentem comer de forma saudável e verifiquem diariamente a temperatura. Para saber mais informação, em função do seu tipo de diabetes – tipo 1 ou tipo 2 – consulte a área Coronavírus e Diabetes no site da APDP.

Assista ao vídeo do João Baião nas redes sociais e não se esqueça da APDP quando fizer o seu IRS.

 

 

Webinar
A Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL), com o apoio da AbbVie, está a promover um webinar dedicado à temática ...

A iniciativa contará com as intervenções de Ana Raimundo, Oncologista e Presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), Sérgio Chacim, Hematologista do IPO Porto, Luís Graça, Imunologista e Prof IMM, Margarida Tavares, Infeciologista do CHUSJ. A moderação estará a cargo da jornalista Marta Reis.

“Com esta iniciativa, a Associação pretende abrir um espaço de questões para que todos os doentes hematológicos/oncológicos, os seus cuidadores e a população em geral possa ser esclarecida no que diz respeito à vacinação contra o COVID-19, além de alertar as entidades competentes para que estes doentes, sobretudo aqueles com doença ativa, não resvalem para a terceira fase do Plano Nacional de Vacinação”, afirma Isabel Barbosa, Presidente da APLL.

Para aceder a webinar, clique aqui.

 

Estudo
Maior estudo feito em Portugal sobre o impacto do cancro da mama em mulheres muito jovens vem confirmar que é mais agressivo,...

Este estudo, com a participação de 207 mulheres, publicado recentemente pela Sociedade Europeia de Oncologia Médica, analisa 10 anos da experiência de cinco centros oncológicos - os Hospitais CUF Tejo e CUF Descobertas, o Hospital de Vila Franca de Xira, o Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, o Centro Hospitalar Barreiro-Montijo e o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental. Segundo Sofia Braga, investigadora principal do estudo e oncologista no Hospital CUF Descobertas, “o estudo coloca em evidência as características e as necessidades específicas das mulheres jovens com cancro da mama - idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos - para que a comunidade médica as possa considerar nas suas abordagens terapêuticas”.

Diagnóstico tende a ser tardio - 45% é diagnosticado no estadio 3 e 6% já com metástases

A principal razão para um diagnóstico tardio neste grupo etário, apontada pelos investigadores, prende-se sobretudo com a não existência de um rastreio padronizado para esta população. Em Portugal, a idade indicada para o rastreio populacional situa-se a partir dos 50 anos.

Outra razão avançada, é o facto de o diagnóstico ser realizado quando já existem sintomas.

Também o facto de a densidade mamária neste grupo populacional ser mais elevada, dificulta a sensibilidade do exame por mamografia, convencionado como o exame preferencial para o diagnóstico do cancro da mama.

Tumores têm tendência para ser mais agressivos

Alguns dos tumores analisados parecem apresentar uma resposta pior aos tratamentos do que os tumores de outros grupos etários. Raramente foram procuradas mutações genéticas e, segundo os investigadores, esse é claramente um ponto a melhorar e para o qual a comunidade médica deve estar mais consciencializada.

O prognóstico é menos favorável e as taxas de sobrevivência são piores quando comparadas com uma população mais velha

A taxa de sobrevivência das mulheres com cancro da mama abaixo dos 35 anos situa-se entre os 75-80%, comparativamente às mulheres com mais de 35 anos que se situa entre os 80-85%.

Sofia Braga, médica da CUF Oncologia, destaca que: “por tudo isto, existe urgência em sensibilizar esta população para a necessidade de rastreio oportunista - realização de exames de diagnóstico regulares - da mama em idade jovem, compreender o benefício da aposta em equipamentos de rastreio com maior capacidade de leitura perante a densidade mamária elevada (como, por exemplo, a mamografia 3D - evitando os problemas da sobreposição de estruturas) e de acautelar os diferentes fatores biológicos e necessidades no acompanhamento destas doentes - que para além de multidisciplinar e especializado, deve contemplar equipas de cuidados de suporte, tais como, o aconselhamento genético, o apoio nutricional e emocional, a consulta de fertilidade e até, os cuidados estéticos”.

O estudo realça que se tratam de mulheres que se deparam com alterações profundas na sua imagem, entram em menopausa precoce, lidam com a infertilidade mesmo que temporária. Também aspectos como a gestão da carreira, a educação de filhos pequenos e a saúde sexual devem ser tidos em consideração pelas equipas clínicas na escolha da abordagem terapêutica a estas mulheres. Todos estes aspectos tornam-se ainda mais difíceis de abordar quando não se consegue que estas mulheres fiquem em remissão da doença.

O cancro da mama em mulheres muito jovens é um tema cada vez mais relevante, tendo inclusive dado origem a novas guidelines clínicas na sua abordagem, estabelecidas na última reunião internacional da European School of Oncology (ESO) e da European Society of Medical Oncology (ESMO), duas das mais relevantes sociedades médicas na área da Oncologia.

Conferência em formato digital
Organizada pela Direção-Geral da Saúde e pelo Ministério da Saúde, no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia, a...

A conferência (Global Health Conference: Strengthening the role of EU on Global Health), que está agendada para as 8h30, vai contar com a presença da Ministra da Saúde, Marta Temido, do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, da Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, do Subdiretor-Geral da Saúde, Rui Portugal, entre outros.

Na cerimónia de abertura serão exibidas mensagens do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, da Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Os painéis contarão com a presença de personalidades como Andrea Ammon, Diretora do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), Emer Cooke, Diretora Executiva da Agência Europeia do Medicamento (EMA), Fernando Almeida, Presidente do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), entre outros.

A conferência é subordinada ao Reforço do papel da União Europeia na Saúde Global, nas dimensões da Diplomacia de Saúde Global, com especial articulação com a Agenda UE-África, da Liderança no desígnio da Cobertura Universal de Saúde e do impacto das alterações climáticas na saúde, com especial destaque para a questão das doenças transmitidas por vetores e os desafios da resistência antimicrobiana.

O Programa da conferência está disponível em https://www.dgs.pt/ficheiros-de-upload-2013/ghc2021-programa-reduzido-pdf.aspx

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas em https://www.dgs.pt/inscricoes-em-eventos.aspx.

Dia Mundial da Saúde Oral assinala-se no dia 20 de março
No âmbito do Dia Mundial da Saúde Oral, que se assinala no próximo dia 20 de março, o Serviço de Estomatologia do Centro...

O diretor deste serviço, José Pedro Figueiredo, “considera ser esta uma oportunidade de impacto mundial para chamar a atenção dos doentes, dos profissionais e da população para o facto de cerca de 85% das pessoas poderem estar em risco de algum tipo de distúrbio, desde lesões de cárie a doenças periodontais, compromissos do crescimento facial ou das posições dentárias a problemas da articulação temporo-mandibular ou a cancro oral.

Além disso, as doenças orais podem estar ligadas a outras doenças, podem ser a manifestação inicial de outras doenças ou podem até agravar outras doenças.”

Prossegue dando nota de que “o Serviço de Estomatologia é, no CHUC, o promotor de cuidados de saúde oral aos doentes e é, através da sua ligação com a Área de Medicina Dentária, o garante do acesso a cuidados de saúde oral da população em geral.”

José Pedro Figueiredo, lembra também que “ao longo de várias décadas, este Serviço permaneceu como o recurso de última linha para a população de Coimbra e da Região necessitada de cuidados estomatológicos e assegurou sempre o seu tratamento altamente diferenciado, por si próprio ou em ligação com outros Serviços hospitalares (como a Dermatologia, a ORL ou a Cirurgia Maxilo-Facial e outros), constituindo-se como uma plataforma de intervenção ou de coordenação de cuidados estomatológicos.”

Esta efeméride que se assinala a 20 de março, “serve de motivo para os profissionais do Serviço de Estomatologia enviarem a todo o CHUC - doentes, colegas e colaboradores- a sua mensagem de saudação e a expressão da sua disponibilidade de colaboração em todas as áreas. A data serve também para assinalar perante a nossa comunidade a necessidade de consultas regulares de Estomatologia para a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e o seguimento da defesa da boa saúde oral” refere o diretor do Serviço.

O Serviço de Estomatologia do CHUC deixa, ainda, algumas mensagens de estímulo e promoção da saúde oral, dirigidas aos cidadãos:

“Sem boa saúde oral, não há saúde!

Olhe pela sua saúde oral, no dia 20 de março e em todos os DIAS.

Com a Estomatologia, a saúde é melhor!”

Ministério da Saúde
A garantia é do Ministério da Saúde, que já fez chegar uma nota à comunicação social onde explica que o subsídio de risco...

De acordo com a nota divulgada, trata-se de um “subsídio extraordinário e transitório” com “com efeitos a janeiro de 2021”.

O art. 291º, da Lei 75-B/2020, de 31 de dezembro estabeleceu a atribuição de um subsídio de risco aos profissionais de saúde, determina ainda que o pagamento é efetuado bimestralmente. “Quer isto dizer que o início deste processo se vai verificar no mês de março, como, aliás, estava previsto”, pode ler-se na nota da tutela.

Deste modo, sublinha-se que “ao contrário do que foi adiantado por alguns órgãos de comunicação social, o pagamento não poderia ocorrer em fevereiro, uma vez que o processamento só se pode fazer no mês seguinte, face à necessidade de se apurar quer a assiduidade do trabalhador, quer o período temporal das funções que conferem o direito ao subsídio aqui em causa”.

O Ministério da Saúde garante que “o pagamento do subsídio de risco vai ser efetuado este mês nos hospitais que ainda não processaram os vencimentos e os restantes organismos da administração direta e indireta do Estado, integrados no Ministério da Saúde, também o farão, com efeitos a 1 de janeiro de 2021, no próximo processamento.”

 

5 conselhos
Uma boca e dentes bem cuidados são sinónimo de saúde e, cada vez mais, fatores importantes na constr

De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 3,5 mil milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de problemas relacionados com a saúde oral, sendo o mais comum as cáries dentárias.

Uma alimentação pouco saudável ou a falta de acompanhamento por um profissional de saúde especializado são alguns dos fatores que contribuem para estes problemas de saúde. Mas a boa notícia é que muitos destes problemas podem ser evitados e tratados, se forem detetados numa fase inicial.

Para lhe mostrar como, a Zurich assinala o Dia Mundial da Saúde Oral (20 de março) com algumas dicas para o/a ajudar a manter um sorriso saudável, em qualquer idade.

Regras para manter a saúde oral e prevenir doenças

1. Tenha uma alimentação saudável e equilibrada. Alguns alimentos, nomeadamente os que contêm mais açúcar e amido, produzem ácidos que provocam as cáries. Ter uma alimentação equilibrada deverá ajudar a prevenir este e outros problemas de saúde. Mas, se ainda assim ficar tentado a comer um doce, faça-o durante as refeições principais.

2. Evite o tabaco e o consumo excessivo de álcool. Além de contribuir para o aparecimento de manchas nos dentes, o tabaco está também associado ao mau hálito, à perda prematura dos dentes e a um maior risco de doenças periodontais e do cancro oral. Além disto, a acidez e os elevados níveis de açúcar presentes nas bebidas alcoólicas podem provocar cáries.

3. Utilize corretamente a escova de dentes e o fio dentário. A Ordem dos Médicos Dentistas recomenda o recurso à técnica "2x2x2", ou seja, fazer a escovagem pelo menos 2 vezes por dia, durante 2 minutos e ficar 2 horas sem comer a seguir à escovagem. A escova de dentes deverá ser trocada de 3 em 3 meses, e é também Comunicado de Imprensa fundamental usar um dentífrico com flúor que facilite a remoção da placa bacteriana (camada incolor de bactérias que se acumulam na superfície dos dentes), a principal causa das cáries e dos problemas que surgem nas gengivas. Não esqueça que, para uma limpeza mais eficaz e completa, é importante recorrer ao fio dentário.

4. Marque consultas regulares com um profissional de saúde oral. Entre as rotinas essenciais a manter para garantir a saúde oral estão as consultas com um médico dentista ou higienista oral, que devem ser feitas pelo menos 1 vez por ano. No caso dos mais novos, a primeira consulta deve ser realizada quando surgem os primeiros dentes de leite ou, no máximo, até a criança completar 1 ano de vida.

5. Opte por uma proteção para toda a família. Além das práticas rotineiras, pondere ainda a melhor forma de garantir, a todos os membros do seu agregado, o acesso aos melhores tratamentos de saúde oral, sem comprometer o orçamento mensal. Uma das opções para o fazer é através de um seguro dentário que possa abranger todo o agregado familiar. Os seguros dentários são mais completos, não têm limites de capital ou períodos de carência e protegem toda a família numa única apólice.

Nunca se esqueça que os cuidados de saúde oral devem ser uma preocupação ao longo da vida e para toda a família, e por isso é tão importante que sejam incentivados de pais para filhos – desde as rotinas de escovagem dos dentes até aos hábitos alimentares saudáveis.

Fonte: 
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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Conferência
A plataforma Portugal Agora junta em conferência online vários stakeholders para debater o tema da saúde mental, uma dimensão...

Os indicadores dos últimos anos, já preocupantes – prevalência de ansiedade, depressão e burnout – foram agravados pela presente pandemia, com um impacto terrível no bem-estar emocional dos Portugueses.

Sabendo que esta é uma realidade holística, que depende do autoconhecimento e autogestão de cada um, a par do seu saudável envolvimento nos vários sistemas sociais (família, escola, trabalho e comunidade), há que diagnosticar e desenhar ações futuras de modo integrado, com forte orientação aos resultados. E aproveitar o conhecimento crescente e as soluções originadas pelas neurociências.

A participação na conferência é livre mediante inscrição prévia online.

 

Encontro 100% digital
O Pharma Forward é um encontro inovador, 100% digital, que irá reunir farmacêuticos e profissionais de farmácia numa partilha e...

No dia 24 de março, das 14h30 às 18h30, o objetivo será dar ferramentas a cada profissional de farmácia, na sua área de competências, para conseguir integrar na sua visão e no seu dia-a-dia a digitalização dos processos e da comunicação para chegar mais fácil e eficazmente ao consumidor, mas também para garantir a acessibilidade e o acompanhamento, fatores diferenciadores da farmácia.

“As equipas das farmácias em Portugal têm sabido adaptar-se às alterações das necessidades e expectativas das pessoas, e têm adquirido competências que as posicionam como um elemento fundamental na promoção da saúde e de acompanhamento da população. No entanto, ninguém estava verdadeiramente preparado para esta alteração abrupta, a vários níveis, dos hábitos de consumo, de aquisição e de recolha de informação. É por isso mesmo que este é o momento certo para refletir sobre que ferramentas podem contribuir para posicionar as equipas das farmácias portuguesas na linha da frente no contacto com o consumidor da nova era” afirma Ema Paulino, farmacêutica e membro da direção nacional da Ordem dos Farmacêuticos.

“O Pharma Forward nasce, por um lado, da filosofia da L’Oréal Cosmética Ativa enquanto entidade, de estar intimamente ligada ao desenvolvimento da Dermocosmética e do negócio da farmácia e contínuos desafios que enfrenta em cada momento e associar esta ligação à necessidade de debate e de benchmarking com outras áreas de atividade com quem temos a aprender. Mas nasce também do focus contínuo da L’Oréal pela inovação nos produtos, nas técnicas e no conhecimento aplicado às tendências do consumidor. Temos estado sempre na vanguarda do desenvolvimento digital, mas sentimos, mais que nunca, que a farmácia precisa aliar esta área de competências à personalização que a torna única, no conhecimento, no acesso e na capacidade de envolver e dar resposta ao consumidor e às suas necessidades”, refere Sandro Cardoso, diretor geral da L'Oréal Cosmética Ativa.

Dirigido a todos os farmacêuticos e profissionais de farmácia, o evento contará com António Hipólito de Aguiar, diretor técnico na farmácia Aguiar, como anfitrião. Paulo Duarte, presidente da Associação Nacional de Farmácias, Ema Paulino, em representação da Ordem dos Farmacêuticos e Sandro Cardoso, Diretor Geral da L’Oréal Cosmética Ativa, irão fazer a abertura do evento abordando o tema do futuro da farmácia.

O novo consumidor no pós Covid-19, é o painel a cargo de Maria Paiva, Consumer & Marketing Insights Manager da L’Oréal Portugal, e a reorganização do negócio da farmácia será abordado por Benjamin Amsellem, International Category Development director da equipa global da L’Oréal Active Cosmetics, sediada em Paris.

Vários intervenientes fora da área da farmácia, trazem uma visão inovadora e uma inspiração de conteúdos e de estratégia para integrar na farmácia da nova era. É o caso de Sandra Alvarez, diretora-geral da PHD Omnicom Media Group que fará uma intervenção sobre as tendências na comunicação digital. Também o global marketing director da Nespresso, André Moura, trará a experiência omnicanal única da Nespresso que tem um grande paralelismo com a farmácia. Estratégia digital e a sua aplicação em cada farmácia é o painel a cargo de Mário Alcântara, diretor geral da Buzzbeat Strategy.

A Diretora Digital e de Desenvolvimento de Negócio e o Diretor Comercial da  L’Oréal Cosmética Ativa, Inês Tomás Mateus e João Encarnação, respetivamente, vão perspetivar o papel da empresa nesta nova era e na digitalização da farmácia.

Quase a terminar o evento será feita uma mesa redonda moderada por Ema Paulino sobre a dicotomia entre digitalização e personalização no futuro da farmácia. A diretora técnica da farmácia Ferreira da Silva, Susana Matos, Mário Alcântara e Sandro Cardoso vão ser os oradores sobre esta temática que abrirá o debate a toda a audiência de profissionais de farmácia.

Esta época, aumentou a cobertura vacinal dos profissionais de saúde
Os dados do relatório final do Vacinómetro® 2020/2021 revelam que Portugal atingiu a meta de 75% de taxa de vacinação proposta...

Os dados revelam ainda um aumento na cobertura vacinal dos profissionais de saúde em contacto direto com doentes (62,9%) e também nas pessoas portadoras de doenças crónicas (74,4%). No que respeita às mulheres grávidas, verifica-se mais do dobro de grávidas vacinadas em comparação com a época passada (53,6% vs 23,5%, respetivamente), precisamente na época em que a gratuitidade da vacina para este grupo foi implementada pela primeira vez.

As principais conclusões deste estudo que monitoriza através de questionários, a vacinação em território nacional, revelam que ter-se-ão vacinado contra a gripe sazonal, nesta última época 74,6% dos indivíduos com 65 ou mais anos de idade, uma redução de 0,4 pontos percentuais face à época gripal anterior; 40,9% da população com idades compreendidas entre os 60 e os 64 anos, uma redução de 2,3 pontos percentuais face à época gripal anterior; 74,4% dos indivíduos portadores de doença crónica, um aumento de 2,4 pontos percentuais face ao período homólogo e 62,9% dos profissionais de saúde em contacto direto com doentes, um aumento de 4 pontos percentuais face ao período homólogo;

Os resultados do Vacinómetro® indicam que a região Norte, tal como na época gripal anterior, foi a que apresentou maior taxa de vacinação em todos os grupos analisados, com 68,6% (64,5% no ano passado) de indivíduos vacinados, sendo que o Algarve continua a ser a zona do país com menor população vacinada, 49,3% (49,5% no ano passado).

“Os dados finais da época gripal 2020/2021 deixam-nos satisfeitos por termos pelo segundo ano consecutivo cumprido a meta da OMS para a cobertura vacinal das pessoas a partir dos 65 anos de idade. Registou-se um aumento da vacinação nas pessoas com doença crónica, que são um grupo de risco para infeções virais como a gripe, bem como no grupo dos profissionais de saúde em contacto direto com doentes, algo muito importante desde sempre, mas ainda mais durante a pandemia de Covid-19 que vivemos, de modo a garantir que os nosso profissionais de saúde poderiam manter-se na linha da frente e sem gripe ou sintomas que se pudessem confundir com a Covid-19”, destaca Nuno Jacinto, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).

Filipe Froes, coordenador da Comissão de Trabalho de Infeciologia Respiratória da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), ressalva que: “Estes números positivos revelam que compensou o esforço extra da Direção-Geral da Saúde e do Ministério da Saúde para alargar a cobertura vacinal. Considero ainda que é possível retirar aprendizagens muito importantes para a próxima época gripal que vai exigir, com certeza, uma ainda melhor cobertura vacinal contra a gripe, uma vez que na época de 2020/2021 o registo de casos de gripe foi residual devido ao confinamento e às medidas de higiene e distanciamento implementadas para fazer face à pandemia da Covid-19, o que permite antever uma previsível maior atividade na época 2021/2022”.

Nos dois grupos de doentes crónicos analisados, 83,5% das pessoas com diabetes foram vacinadas, 3,2% dos quais pela primeira vez, e 64,6% das pessoas com doenças cardiovasculares foram vacinadas, 3,1% pela primeira vez.

É de destacar também nesta época gripal, a obtenção pela segunda vez, de dados relativos à vacinação de mulheres grávidas, grupo prioritário para o qual a vacinação é fortemente recomendada e gratuita a partir desta época gripal. Estes apontam para a vacinação de 53,6% das grávidas, mais do dobro do registado no ano passado (23,5%). Para além disso, os dados revelam que a vacinação foi feita maioritariamente por indicação do médico (84,9%), sendo que as que não se vacinaram, foi principalmente porque são saudáveis e o médico não indicou.

Face à última vaga de vacinação da época gripal de 2019/2020, verifica-se ainda um aumento significativo na vacinação de profissionais de saúde em contacto direto com doentes, que subiu de 58,9% para 62,9% e nos doentes crónicos, com um aumento de 72% para 74,4%.

Do total de portugueses inquiridos que foram vacinados, excluindo profissionais de saúde em contacto direto com doentes (em que 100% adquirem a vacina gratuitamente no local de trabalho), 86,1% das pessoas com mais de 65 anos e 47,3% das pessoas entre os 60 e os 64 anos, receberam a vacina gratuitamente no Centro de Saúde. Cerca de 34% das pessoas entre os 60 e os 64 anos adquiriram a vacina na farmácia e 10% das pessoas a partir dos 65 anos receberam a vacina gratuitamente neste mesmo local, exatamente a percentagem de vacinas do contingente público que foi reservada para as farmácias.

A maioria dos portugueses (64,9%) admite que se vacinou por recomendação do médico, 23,2% revela que o fez no contexto de uma iniciativa laboral e apenas 9,6% o fez por iniciativa própria.

1,2% indicou ter seguido a recomendação do farmacêutico e 0,8% aderiu à vacina contra a gripe por saber que que faz parte um grupo de risco.

Estudo
O investigador e neurocientista luso-descendente Fabiano de Abreu estudou como funciona o processo do sono e a sua importância...

No seu estudo, Fabiano de Abreu assinala que dormir é, de facto, de extrema importância para o bem-estar humano. “Dormir é mais importante do que se alimentar”, já que “dormir é um reset no cérebro, o momento em que este se aprimora, fazendo, inclusive, a limpeza necessária e repondo energia. Contudo, o cérebro não fica totalmente apagado, mas está ativo, a processar as memórias ao longo do dia”. “Quando dormimos, há reparos celulares com oxigénio, glicose e a limpeza de dejetos. Quando não há este processo, as reações dos órgãos a estímulos e instruções ficam debilitadas. Um exemplo é a adenosina, envolvida na regulação de importantes mecanismos no SNC e no sono, que se acumula e intoxica o sangue, diminuindo o ritmo da pessoa consoante as horas que passa acordada”, explica Abreu.

A falta de sono ou da qualidade dele está associada, muitas vezes, a outras doenças. “O défice de sono tem sido associado com o maior risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, obesidade, doenças cardiovasculares e depressão”, refere. Manter boas noites de sono acarreta, por isso, uma série de benefícios, tanto físicos como mentais. “Uma boa rotina noturna não só mantém a boa imunidade, como também melhora a concentração, memória, humor, criatividade, disposição e controlo do stress. São necessárias 7 a 8 horas de sono, dependendo do organismo, que depende da genética. Privar o sono pode resultar em inúmeras doenças como consequência da disfunção dos neurotransmissores, doenças provenientes do sistema imunológico debilitado ou danos cerebrais. Humor e sono usam os mesmos neurotransmissores, pelo que privar o sono causa os mesmos sintomas da depressão”, assinala o investigador.

Há ainda alguns mitos sobre o sono que devem cair por terra. Uma noite perdida está para sempre perdida. Abreu alerta que “há quem pense que compensar o sono resolve. Mas isso não é verdade, já que a noite é feita para dormir e não o dia. Para compensar uma noite mal dormida, devemos dormir diversas outras noites bem dormidas para atingir o equilíbrio ao regular o ciclo circadiano”.

Dormir é, assim, um dos pilares para uma saúde sustentável, para o bem-estar físico e mental. “O resultado de noites mal dormidas é a disfunção nos nossos neurotransmissores, descontrolando todo o processo biológico responsável pela nossa saúde e bem-estar geral, o que pode levar a doenças em diferentes períodos da vida, causando envelhecimento precoce e levando à morte prematura”, conclui.

Situação Epidemiológica
Portugal registou, nas últimas 24 horas, 15 mortes e 673 novos casos de infeção por Covid-19. O número de doentes internados...

Segundo o boletim divulgado, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser aquela onde morreram mais pessoas com Covid-19: 10 das 15 mortes registadas em todo o País. Segue-se a região norte com três óbitos e a região centro com um. Desde o último balaço, a região do Algarve registou também uma morte relativa à Covid-19.

As restantes regiões do país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, não têm registo de mortes.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 673 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 245 novos casos e a região norte 246. Desde ontem foram diagnosticados mais 84 na região Centro, no Alentejo 27 casos e no Algarve mais 13. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 45 infeções e nos Açores 13.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 856 doentes internados, menos 99 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos registaram uma nova descida, tendo agora menos 8 doentes internados. Atualmente, estão em UCI 205 pessoas.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 1.058 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 764.019 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 34.829 casos, menos 400 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância também menos 561 contactos, estando agora 15.183 pessoas em vigilância.

Acordo de fornecimento
Marta Temido já fez saber que o país conta receber mais quatro milhões de doses de vacina contra a Covid-19 da BioNTech/Pfizer,...

Segundo a ministra, “estas quantidades de doses de vacinas da BioNTech/Pfizer são, naturalmente, em relação a alguns dos meses do segundo trimestre, sujeitas a eventual confirmação de entrega e respeitam o princípio da distribuição de acordo com a população de cada país”.

“Portugal tomou a opção de adquirir todas as quantidades de vacinas que podia adquirir relativamente às vacinas que já estão em fornecimento, exceto em relação à vacina da Moderna, cujo último contrato adicional – não o base, mas o adicional – tinha prazo de entrega que já nos colocava no primeiro trimestre de 2022 e, portanto, optámos por preterir em detrimento de quantidades de vacinas de outras companhias com um prazo de entrega mais útil para Portugal”, esclarece ainda Marta Temido.

Ontem a Comissão Europeia fez saber, através de um comunicado, que chegou a acordo com a BioNTech/Pfizer para a entrega antecipada de 10 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, que estarão assim disponíveis já no segundo trimestre.

De acordo com o executivo comunitário, estes 10 milhões de doses fazem parte do lote de 100 milhões de doses contemplados no segundo contrato com a BioNTech/Pfizer, cuja entrega estava prevista para o terceiro e quarto trimestres de 2021.

 

 

Contratação
Com duas décadas de experiência profissional na área de gestão hospitalar e tecnológica, João Figueiredo integra agora a equipa...

João Figueiredo foi a escolha da Glintt para abraçar este desafio, uma vez que a empresa acredita que a sua experiência e profissionalismo, aliados à dedicação da equipa, serão fundamentais para a expansão desta unidade de negócio.

O novo Diretor conta já com mais de 20 anos de experiência com provas dadas em funções de crescente responsabilidade, num percurso muito positivo, na área de gestão de tecnologia de ponta para a Unidade de Operações de Saúde da Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP) e sendo desde 2013 o CIO da SCMP, responsável pela Transformação Digital, Governança, Inovação e Estratégia e Segurança e foi durante largos anos parceiro da Glintt, com o qual foram desenvolvidos alguns projetos de elevada notoriedade no setor da Saúde.

Para Nuno Vasco Lopes, CEO da Glintt, “é com profunda satisfação que damos as boas-vindas ao João, e acreditamos que o seu contributo será essencial para o sucesso e crescimento do mercado de Healthcare”.

João Figueiredo demonstrou em grandes associações, como a Santa Casa da Misericórdia do Porto, ao qual está ligado desde 2013, a sua capacidade hábil em negociação e gestão na criação de soluções tecnológicas inovadoras, aspetos muito valorizados pela Glintt para a liderança desta nova área.

Esta contratação enquadra-se no percurso de crescimento da Glintt, que se encontra focada numa estratégia nacional e internacional para proporcionar soluções sustentáveis e de valor para as entidades de saúde.

 

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