Balanço
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) encaminhou, através da Via Verde do AVC, 4.939 doentes com suspeita de AVC, em...

De acordo com o INEM, o distrito do Porto continua a ser aquele que regista um maior número de casos, com 1.102 doentes encaminhados através da Via Verde do AVC. Seguem-se os distritos de Lisboa e Braga, com 990 e 406 casos, respetivamente.

“Os números referentes a 2020 indicam que o Hospital de Braga foi o que mais casos suspeitos de AVC recebeu através da Via Verde do AVC, com 380 registos. Seguem-se o Centro Hospitalar Lisboa Norte – Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e o Centro Hospitalar e Universitário São João, no Porto, com 335 e 330 casos, respetivamente”, esclarece o INEM na nota publicada no seu site.

Já este ano, foram encaminhados 1.450 casos de AVC, entre o dia 1 de janeiro e 29 de março. “Uma média de 16 casos diários”, diz o INEM.

O AVC é um défice neurológico súbito, motivado por isquemia (deficiência de irrigação sanguínea) ou hemorragia no cérebro e continua a ser uma das principais causas de morte em Portugal, sendo também a principal causa de morbilidade e de potenciais anos de vida perdidos no conjunto das doenças cardiovasculares. “As primeiras horas após o início dos sintomas de AVC são essenciais para o socorro da vítima, pois é esta a janela temporal que garante a eficácia dos principais tratamentos. Por esse motivo, a colaboração com os profissionais do Centro de Orientação de Doentes urgentes (CODU) do INEM é fundamental para uma correta triagem e encaminhamento de todas as situações suspeitas de AVC”, sublinha.  

No âmbito do Dia Nacional do Doente com AVC, o INEM aconselha: “para prevenir um AVC, deve-se adotar hábitos de vida saudáveis, evitar o tabaco e a vida sedentária e ter especial atenção a doenças como a hipertensão, diabetes ou arritmias cardíacas”.

Webinars
No âmbito da Quinzena do AVC, uma iniciativa com vista à sensibilização para o Acidente Vascular Cerebral (AVC), a Sociedade...

Comemorado anualmente a 31 de março, o objetivo do Dia Nacional do Doente com AVC passa por sensibilizar a população para a realidade da doença em Portugal e promover a melhoria das práticas profissionais de saúde prestadas aos doentes com AVC.

Neste sentido, a SPAVC organiza um conjunto de webinars que fazem parte do programa de atividades da Quinzena do AVC, que começou a 24 de março e vai estender-se até 7 de abril, Dia Mundial da Saúde.

Antecedendo o Dia Nacional do Doente com AVC, o primeiro webinar, organizado pela SPAVC, em conjunto com a Boehringer Ingelheim, será dedicado ao tema “O AVC na Pandemia: O que ficou por fazer?” e terá lugar no dia 30 de março, pelas 21h00. Esta sessão exclusiva para profissionais de saúde será moderada pela jornalista Patrícia Matos e contará com as palestras de Ana Paiva Nunes e Pedro Fonte, respetivamente, especialistas de Medicina Interna e de Medicina Geral e Familiar. As inscrições são gratuitas e terão de ser feitas através do seguinte link: https://forms.gle/5Nqvp4G4zpT8ZGsi9.

Por sua vez, o webinar “Reabilitação do AVC, desde o internamento até ao domicílio” é uma ação conjunta da SPAVC e do CONSANAS Hospital da Prelada, que decorrerá no dia 31 de março, Dia Nacional do Doente com AVC, pelas 18h00. Coordenada por Jorge Laíns e Renato Nunes, a sessão de acesso livre terá a duração de uma hora, durante a qual serão apresentados conceitos gerais sobre o tema e abordados tópicos como a fase aguda, a orientação do doente, a fase subaguda/programas de internamento, e a fase crónica/integração/comunidade.

No dia seguinte ao término da Quinzena do AVC, a 8 de abril, vai decorrer o webinar “O papel ativo do Enfermeiro para além das portas da U-AVC”. Esta é uma sessão organizada conjuntamente pela SPAVC e pela iniciativa Angels, em colaboração com a Portugal Angels Nurse Task Force, e tem início marcado para as 18h00.

Para saber mais sobre estas atividades que a SPAVC está a preparar, aceda a https://spavc.livewebinar.pt.

Sendo esta uma efeméride de relevância para a agenda da Medicina Nacional, a SPAVC convidou um dos seus membros, Liliana Pereira, neurologista do Hospital Garcia de Orta, para ser embaixadora do Dia Nacional do Doente com AVC.

A especialista acrescenta que “nos canais de redes sociais iremos desenvolver uma campanha multimédia dirigida à população, com explicações simples, mas de extrema importância, no que toca à prevenção, sinais de alerta e atitudes a tomar em caso de AVC”, em colaboração com a Boehringer Ingelheim.

“A SPAVC apoia ainda outras iniciativas paralelas a decorrer durante esta quinzena, que temos vindo a divulgar via email e redes sociais”, refere Liliana Pereira.

A Embaixadora da SPAVC para este dia salienta também a inauguração da Unidade de AVC do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, enquanto “motivo para celebrarmos”, dado constituir “um reforço dos cuidados de saúde organizados dedicados a esta patologia”.

“Não perca a oportunidade de fazer parte das várias iniciativas organizadas no âmbito da Quinzena do AVC”, apela a médica, enquanto repto para toda a população. “Siga-nos no Facebook, Instagram, LinkedIn e Twitter, pesquisando Sociedade Portuguesa do AVC. Esperamos por si. Juntos, venceremos o AVC”.

Comunicado
A garantia é da Direção Geral da Saúde: as pessoas que já tiveram Covid-19 e recuperaram da doença também vão ser alvo de...

Em comunicado, a DGS reitera que este tema está em constante monitorização. “Em Portugal, as pessoas que recuperaram da infeção por SARS-CoV-2 vão ser vacinadas. Não se trata de não vacinar os recuperados. No entanto, neste momento, encontramo-nos num cenário em que o número de vacinas ainda é limitado. Por isso, num contexto de escassez, devem ser priorizadas as pessoas com maior risco de contrair a infeção por SARS-CoV-2 e que não tenham ainda tido a possibilidade de desenvolver resposta imunológica”.

 

Vários estados suspendem vacinação
De acordo com o Instituto Paul Ehrlich (IPE), já foram relatados 31 casos raros de formação de coágulos sanguíneos no cérebro...

O Instituto Paul Ehrlich (IPE) fez saber esta terça-feira que do total de 31 casos, em 19 foi observada uma deficiência de plaquetas no sangue ou trombocitopenia.  

Em nove casos, os afetados morreram. Com exceção de dois casos, todos os relatórios diziam respeito a mulheres com idades entre 20 e 63 anos. Os dois homens tinham 36 e 57 anos.

Vários estados suspendem vacinação

Berlim, Brandemburgo, e a cidade de Munique, na Baviera, já anunciaram que vão suspender a vacinação de menores de 60 anos com a vacina da AstraZeneca. Os responsáveis ​​por estes territórios garantiram que não vão usar mais vacinas desta empresa ao saber que no país já ocorreram 31 casos de trombose

O ministro da Saúde, Dilek Kalayci, explicou nesta terça-feira que "como medida de precaução" e seguindo os novos dados sobre efeitos colaterais, a cidade de Berlim vai cancelar as consultas nos centros de vacinação enquanto se aguarda uma reunião com o governo federal e especialistas do Instituto Paul Ehrlich.  

Durante esta manhã, o centro hospitalar Charité em Berlim também já tinha anunciado que irá interromper a vacinação de sua equipa feminina com menos de 55 anos com esta vacina. Embora, o hospital já tenha vacinado dois terços dos seus profissionais de saúde, a maioria com a vacina da Astrazena, e não exista registo de complicações, os responsáveis ​​preferem "tomar medidas de precaução" até que os dados sejam avaliados.

 

O coordenador do projeto é o professor Joaquim Murta
Um projeto “Value-Based Health Care – Catarata” (VBHCAT), coordenado pelo Health Cluster Portugal e desenvolvido por...

Esta distinção, exclusiva para as iniciativas mais avançadas, que se destacam pelo seu impacto e pioneirismo, reconhece pela primeira vez um centro (hub) português. E pode inspirar mudanças significativas nos procedimentos, eficiência e financiamento dos atos médicos, bem como na qualidade de vida dos pacientes. O Fórum Económico Mundial considerou o projeto VBHCAT de tal maneira inovador e distintivo que o quer ver replicado noutros países.

O coordenador do projeto é o professor Joaquim Murta, diretor do Centro de Responsabilidade Integrado de Oftalmologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e especialista da UOC – Unidade de Oftalmologia de Coimbra.

Intervenções médicas mais eficientes e de qualidade

O projeto, já implementado em duas áreas de Oftalmologia, tem como finalidade aumentar a eficiência das intervenções médicas, reduzindo o seu custo, eliminando despesas supérfluas e, ao mesmo tempo, aumentando a qualidade dos tratamentos para os doentes, integrando-os na avaliação dos resultados.

Na prática, o projeto VBHCAT altera profundamente os atuais modelos de financiamento da saúde. Assim, em vez da quantidade dos atos médicos praticados, o foco do financiamento incide nos bons resultados. Ou seja, é a qualidade do serviço, atestada pelas técnicas e materiais usados e pela melhoria geral do doente, que ajuda a estabelecer o financiamento. São as melhores práticas e os melhores resultados a serem privilegiados pelo financiamento, e não apenas o número de intervenções.

O objetivo é que tenha impactos significativos no doente, conferindo-lhe mais informação e dando-lhe a oportunidade de fazer escolhas mais informadas em relação aos seus cuidados de saúde, com o objetivo final de melhorar o mais possível de uma patologia.

“O futuro exige uma mudança de estratégia e atitude, a bem dos doentes. O que este projeto demonstra é que um modelo orientado para os resultados melhora a qualidade da saúde dos cidadãos e assegura a eficiência, com um menor investimento”, sublinha o professor Joaquim Murta.

“Os sistemas de saúde devem colocar o doente no foco principal de decisão, situação que ainda não acontece. Não é habitual perguntar-se ao doente como se sente, se está melhor ou pior… Este projeto abre um caminho pioneiro para implementar uma medicina baseada no valor para o doente, em vez de uma medicina baseada em volume. O reconhecimento do Fórum Económico Mundial reforça a relevância deste trabalho para a mudança de paradigma”, acrescenta.

O projeto VBHCAT teve a sua origem em duas áreas da Oftalmologia, tendo sido analisados os resultados na cirurgia da catarata de mais de 11 mil pacientes em 12 hospitais nacionais públicos e privados e no tratamento de degenerescência macular da idade. A UOC - Unidade de Oftalmologia de Coimbra foi uma das unidades envolvidas nos estudos, assim como os Centros Hospitalares da Universidade de Coimbra, de S. João, do Porto e de Lisboa Norte, o Hospital de Braga, o Instituto Gama Pinto e cinco unidades CUF, além das empresas Novartis, Alcon, Bayer, Edol, Thea e a startup Promptly.

Situação Epidemiológica
Portugal registou, nas últimas 24 horas, duas mortes e 388 novos casos de infeção por Covid-19. O número de doentes internados...

Segundo o boletim divulgado, a região de Lisboa e Vale do Tejo foi a única região do país a registar duas mortes, desde o último balanço.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 388 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 140 novos casos e a região norte 147. Desde ontem foram diagnosticados mais 46 na região Centro, três no Alentejo e quatro no Algarve. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 37 infeções e nos Açores 11.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 584 doentes internados, menos 39 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos passaram a ter menos sete doentes internados. Atualmente, estão em UCI 129 pessoas.

O boletim desta terça-feira mostra ainda que, desde ontem, 1.654 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 777.503 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 26.756 casos, menos 1.268 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 228 contactos, estando agora 15.853 pessoas em vigilância.

Impacto da pandemia
No âmbito do Dia Nacional do Doente com AVC, que se assinala no dia 31 de março, a Portugal AVC – União de Sobreviventes,...

Um inquérito realizado entre 4 e 17 de março, e ao qual responderam 823 sobreviventes de AVC, centrado no período que vai do último outono/inverno até ao presente, revela que apenas um terço teve consultas médicas previstas para o seguimento após o AVC de forma habitual, 29% apenas teve acesso a teleconsulta, e 38% dos casos não teve acesso a nenhuma das formas alternativas, tendo as suas consultas canceladas ou a aguardar marcação. Esta situação de falta de acompanhamento das pessoas que sofreram um AVC assume particular gravidade, já que essas consultas podem ser fundamentais para prevenir novos episódios, evitar outras complicações de saúde e enquadrar os cuidados de reabilitação adequados.

Também a destacar é o facto de que apenas um quarto dos sobreviventes a realizar tratamentos de reabilitação os retomaram de forma idêntica à pré-pandemia, sendo que 55% das pessoas não conseguiu ainda retomar a reabilitação, e 19% fez menos tratamentos do que o planeado.  Este dado é particularmente gravoso, dada a grande importância que os cuidados de reabilitação têm nesta patologia. Uma parte muito significativa (41%) dos inquiridos que deles beneficiam ou beneficiavam, refere ter agora maiores dificuldades na movimentação e/ou comunicação do que antes deste período.

“A reabilitação de um sobrevivente de AVC está dependente de dois pontos essenciais: os cuidados de fase aguda hospitalares e os cuidados de acompanhamento e de reabilitação. Estes foram significativamente afetados durante a pandemia, o que é deveras preocupante”, explica António Conceição, presidente da associação.

“A falta continuada de uma estratégia que permita uma reabilitação eficaz, coordenada e multidisciplinar, vem tendo consequências desastrosas na saúde e na funcionalidade dos sobreviventes de AVC, amputando a sua probabilidade de uma recuperação funcional, levando à diminuição da integração sociofamiliar e profissional, com custos incalculáveis para o bem-estar físico e mental de todos os envolvidos, e mesmo financeiro, inclusive do próprio Estado”, acrescenta, advertindo os responsáveis, a quem foi já dado conhecimento dos resultados detalhados do inquérito agora realizado.

A Portugal AVC chama também a atenção para a importância da Via Verde, quando ocorre o AVC. “É essencial que se mantenha plenamente funcionante, pelo seu enorme impacto na redução da incapacidade e da mortalidade. E que a população saiba que, mesmo no período de exceção que vivemos, deve de imediato ligar para o 112, quando acontece”, diz ainda o presidente da associação.

O Acidente Vascular Cerebral, com cerca de 25 mil episódios de internamento por ano, é a maior causa de incapacidade no nosso país, atingindo todas as idades e géneros. Entre as múltiplas sequelas possíveis estão as físicas e motoras (mais visíveis), mas também as consequências na capacidade de comunicação, no campo cognitivo, psicológico, de visão, entre outros.

Cistoprostatectomia radical por via laparoscópica
Uma equipa do Serviço de Urologia do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO Lisboa) realizou pela...

A cirurgia decorreu no dia 19 de março, num homem de 65 anos com tumor da bexiga localizado e não tratável por via endoscópica (através da uretra), a abordagem convencional neste tipo de tumores.

“Esta cirurgia implica a remoção da bexiga e a construção de um canal, utilizando ansas de intestino, que fica ligado à pele através de um estoma, para eliminação da urina (urostomia). A visualização em alta definição, com torres de imagem com grandes ecrãs 3D, permite uma cirurgia de maior precisão e com a sensação de imersão no interior do doente. A abordagem laparoscópica possibilita que toda a equipa acompanhe o cirurgião nos passos da cirurgia, o que não é possível na cirurgia aberta”, explica Rodrigo Ramos, o médico urologista que integrou a equipa de três cirurgiões, dois anestesistas, quatro enfermeiros e dois assistentes operacionais.

Segundo nota do IPO de Lisboa, este “procedimento é realizado através de quatro pequenas incisões (portas) localizadas na proximidade do umbigo, que permitem o acesso de uma câmara de 3D e dos instrumentos cirúrgicos”. Sendo muito menos agressiva que a cirurgia convencional esta técnica é, no entanto, realizada em “poucos centros e que só pode ser executada por equipas médicas muito treinadas”.

Segundo Rodrigo Ramos, “este passo só foi possível graças à enorme experiência que os urologistas e anestesistas do IPO Lisboa adquiriram com a realização de mais de cem prostatectomias radicais laparoscópicas, uma técnica cirúrgica que se faz por rotina nos tumores da próstata com indicação cirúrgica”.

Em regra, o cancro da bexiga é mais agressivo do que o cancro da próstata e a cirurgia da bexiga também é mais complexa e invasiva para os doentes, com pós-operatórios longos e difíceis e complicações mais frequentes, que afetam cerca de 25 por cento dos doentes.

As vantagens da abordagem laparoscópica são várias: “É menos invasiva do que a cirurgia convencional, tem menos complicações no pós-operatório e permite uma recuperação mais rápida dos doentes, com internamentos mais curtos. O tempo operatório é um pouco mais demorado, mas em serviços de internamento com taxas de ocupação superiores a 90 por cento, como sucede no IPO, esta abordagem permite a otimização das camas e dos recursos disponíveis”, adianta Rodrigo Ramos.

De acordo com o médico, depois de realizada a primeira cistoprostatectomia radical por via laparoscópica, “o Serviço de Urologia do IPO pretende disponibilizar esta técnica a um maior número de doentes, de forma rotineira, como se faz na próstata e no rim”.

Para os próximos quatro anos
José Manuel Boavida foi reeleito para a presidência da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), para o próximo...

“É com muito sentido da responsabilidade que a atual direção da APDP reeleita, agradece o apoio claro dos associados. É uma honra poder continuar a servir esta nobre causa. Pretendemos dar continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo dos 95 anos de existência na defesa dos direitos das pessoas com diabetes e na sensibilização da comunidade para todas as dimensões que envolvem esta doença”, afirma José Manuel Boavida, presidente da APDP.

A direção reeleita integra ainda João Raposo, como Diretor Clínico, Maria Antónia Almeida Santos, Horácio da Silva Negrão, Lurdes Serrabulho, Teresa Laginha e Paula Macedo.

A continuação da defesa de todas as pessoas com diabetes e da sua integração na sociedade, o desenvolvimento dos Serviços de Apoio Domiciliário e de telemedicina, os programas de educação terapêutica e a participação na estratégia de controlo e combate à COVID-19 e suas consequências são alguns dos princípios orientadores definidos pela direção agora reeleita.

Para João Filipe Raposo “os próximos quatro anos trazem muitos desafios. O impacto que a pandemia da COVID-19 está a ter nas pessoas com diabetes, muitas vezes resultantes da interrupção dos cuidados de saúde, exigirá um esforço ainda mais acrescido de acompanhamento atento e próximo por parte da APDP. Retomar rastreios, retomar programas na comunidade, retomar os cuidados presenciais, dinamizar a intervenção nos bairros e comunidades, são eixos fulcrais na resposta à pandemia da diabetes. Não só esta não deixou de existir como se acentuou e provavelmente se agravou durante a pandemia do COVID-19.”

O antigo Procurador-Geral da República, Conselheiro José Narciso Cunha Rodrigues, é o presidente da Assembleia Geral e o Conselheiro Alfredo Sousa, ex-Presidente do Tribunal de Contas e antigo Provedor de Justiça é o Presidente da Comissão de Fiscalização.

 

 

Em casos muito raros
Duas equipas de investigação europeias descobriram que a vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca, em casos muito raros, pode...

Segundo os investigadores do Hospital Universitário de Oslo e Universidade Greifswald, na Alemanha, que conduziram dois estudos paralelos, esta vacina faz com que o corpo produza anticorpos - normalmente usados para combater infeções ou patógenos - que confundem as plaquetas no sangue atacando-as.

Para compensar, o corpo produz plaquetas em excesso, o que faz com que o sangue engrosse e corre o risco de coagular. Os especialistas admitiram, no entanto, que ainda “não sabem por que isso está a acontecer”.

Nestes estudos foram analisadas várias amostras de sangue e possível concluir que, naqueles que sofreram de coágulos sanguíneos, estava presentes anticorpos que ativam as plaquetas e iniciam a coagulação, desencadeando uma reação exagerada à vacina.

Andreas Greinacher, professor de medicina transfusional da Greifswald University Clinic, disse que sua equipa vai enviar os resultados para publicação na revista médica britânica The Lancet nos próximos dias.

 

Capacidade de resposta
Boris Johnson, Angela Merkel e Emmanuel Macron juntaram-se a mais de 20 líderes mundiais para apelar a realização de um novo...

Numa carta aberta publicada no Daily Telegraph e em publicações como Le Monde e El Pais, os 24 líderes argumentam que um tratado semelhante ao alcançado na sequência da Segunda Guerra Mundial é necessário para construir a cooperação transfronteiriça.

De acordo com os signatários, que incluem o chefe da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a Covid-19 é o maior desafio desde a Segunda Guerra Mundial.   “Naquela época, após a devastação de duas guerras mundiais, os líderes políticos uniram-se para forjar o sistema multilateral”, dizem.

“Os objetivos eram claros: Unir os países, dissipar as tentações do isolacionismo e nacionalismo e enfrentar os desafios que só poderiam ser alcançados juntos no espírito de solidariedade e cooperação - nomeadamente paz, prosperidade, saúde e segurança. "

Segundo este espírito, os países devem agora "estar mais bem preparados para prever, prevenir, detetar, avaliar e responder eficazmente às pandemias de uma forma altamente coordenada".

Deste modo, argumentam que um novo tratado ajudaria a estabelecer melhores sistemas para alertar as pessoas sobre potenciais pandemias, ao mesmo tempo que melhoraria a partilha de dados e distribuição de vacinas e equipamentos de proteção individual.

“Haverá outras pandemias e outras grandes emergências de saúde. Nenhum governo ou agência multilateral pode lidar com essa ameaça sozinho. A questão não é se, mas quando.

"A pandemia Covid-19 tem sido um lembrete gritante e doloroso de que ninguém está seguro até que todos estejam seguros."

"Numa altura em que a Covid-19 explorou as nossas fraquezas e divisões, devemos aproveitar esta oportunidade e unir-nos como uma comunidade global para uma cooperação pacífica que se estende além desta crise”, escreveram.

 

 

 

 

Podologia
Neste período de pandemia, em que ‘prevenir’ é a palavra de ordem, é crucial relembrar a importância

Os pés são submetidos, dia após dia, a uma grande tensão e desgaste. Além disso, a possível ocorrência de traumatismos, a utilização de calçado inadequado, a adoção de posturas incorretas, os fatores ambientais e a ausência de cuidados, que podem tornar os pés vulneráveis à ação de bactérias, vírus ou fungos, contribuem para o surgimento de lesões e problemas podológicos.

Por passarem a maior parte do tempo escondidos pelo calçado, os pés são frequentemente esquecidos. No entanto, vigiá-los diariamente é o primeiro passo para a deteção de alterações, permitindo um diagnóstico precoce e um acompanhamento adequado, de modo a prevenir o agravamento de complicações resultantes, por exemplo, de feridas ou bolhas. Além de estar alerta para possíveis alterações da pele, que podem ser sinais de micose no pé, no respeitante às unhas, deverá estar atento a irregularidades relativas ao seu formato, textura e coloração.

Para proteger a integridade da pele e preservar a saúde dos pés, que estão muitas vezes sujeitos a condições de calor e humidade, que favorecem o desenvolvimento de fungos responsáveis por infeções, recomenda-se uma lavagem diária dos pés. Neste sentido, lembre-se de que uma correta higiene inclui: lavar os pés com água morna e um sabão de pH neutro; secá-los com uma toalha macia, sem esquecer os espaços entre os dedos; e a aplicação de um creme/loção hidratante, o que contribui para manter a pele dos pés suave e hidratada, protegendo-os dos agressores externos e ajudando a prevenir as calosidades.

Isto porque, ao contrário de outras áreas do corpo, através das quais o suor pode evaporar facilmente, o uso de sapatos e meias pode levar à concentração de humidade. Assim, e de modo a prevenir o desenvolvimento de fungos e o crescimento de bactérias responsáveis por maus odores, nomeadamente com a chegada da primavera, além de trocar de meias diariamente, deverá também alternar o seu calçado, evitando o seu uso contínuo. Aconselha-se que coloque os sapatos a arejar e que aguarde, pelo menos 24 horas, antes de calçar os mesmos sapatos novamente. Escolha também um calçado que permita a ventilação do pé, de preferência em pele, e meias de fibras naturais, preferivelmente de algodão.

Caminhar descalço tem as suas vantagens ao nível da circulação sanguínea, induzindo um estado de relaxamento perante os esforços a que os pés estão sujeitos no dia a dia. Contudo, mesmo em casa, deve evitar passar longos períodos sem calçado, uma vez que este tem como principal missão proteger os nossos pés, fornecendo-lhes estabilidade, com a capacidade de amortecer o impacto dos pés com o solo. Ao andar descalço está a deixar os seus pés expostos a perigos e também a impurezas, fazendo com que a pele perca a sua humidade e com que fique ressequida, o que pode levar ao surgimento de fissuras.

No respeitante ao calçado, não se esqueça de que este deve ter entre três a quatro centímetros de sola e não mais, uma vez que quanto maior for a altura dos sapatos, menor a superfície de apoio do pé. Já os saltos completamente rasos, como chinelos e sabrinas, são também uma opção a evitar, pois a sua sola é demasiado fraca para amortecer o impacto do pé nas superfícies duras. Além disso, não oferecem um bom suporte ao arco do pé, pelo que a sua utilização regular está associada ao desenvolvimento de fasceíte plantar. Os chinelos abertos deixam também o pé exposto, aumentando o risco de lesões.

Complementarmente, não deixe as unhas dos pés demasiado longas ou curtas. Tenha antes em conta a linha dos dedos como medida. Não faça um corte arredondado nos cantos, de modo a permitir que a unha cresça para além da pele nas margens, e lave primeiramente as mãos.

A Podologia é uma especialidade do ramo da saúde que tem como objetivo estudar, prevenir, diagnosticar e tratar todo o tipo de patologias que incidem a nível do pé, bem como todas as repercussões que atingem o sistema locomotor.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
OMS
Embora o relatório da equipa que esteve em Wuhan para investigar origem do novo coronavírus só seja apresentado amanhã, a AFP...

Segundo avança o El País, estas novas informações “em nada diferem daquelas que o chefe da missão, Peter Ben Embarek, já avançou na conferência de imprensa de 9 de fevereiro em Wuhan, ao final da visita de especialistas, que contaram com a colaboração de seus homólogos chineses.”

 O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reagiu esta segunda-feira a esta informação referindo que "todas as hipóteses estão sobre a mesa e merecem um estudo mais aprofundado".

Assim, os especialistas consideram que a transmissão do vírus covid-19 por animal intermediário é uma hipótese "entre provável e muito provável". Porém, a possibilidade de transmissão direta entre o animal inicial, ou seja, o morcego, e o homem ainda é considerada entre "possível e provável". Em vez disso, o relatório conclui que é "extremamente improvável" que o coronavírus seja devido a um acidente ou fuga de patógenos de um laboratório. O governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Instituto de Virologia de Wuhan, que investiga coronavírus muito perigosos, de ter deixado o vírus escapar, voluntária ou involuntariamente. Especialistas dizem que não estudaram a possibilidade de tal ato deliberado.

Os especialistas apontam ainda que os estudos realizados no mercado Huanan de Wuhan e em outros mercados da cidade não serviram para encontrar "elementos que confirmem a presença de animais infetados". “Deve haver investigações em áreas maiores e em um número maior de países”, conclui o relatório. Portanto, a OMS pede paciência porque as respostas demoram a chegar.

O relatório conjunto da OMS e de especialistas chineses chega 15 meses após o surgimento dos primeiros casos em Wuhan, no centro da China, e depois de a pandemia ter feito pelo menos 2,7 milhões de mortes em todo o mundo.

 

 

Substância química interfere com desenvolvimento humano
Uma investigadora do Hospital Mount Sinai em Nova York, Shanna Swan, descobriu que as elevadas concentrações de ftalatos...

Segundo a cientista ambiental, autora do livro Count Down, os ftalatos, agentes que garantem a flexibilidade e rigidez dos plásticos, são responsáveis pela diminuição do tamanho do pénis e pela deformação dos genitais, avança hoje o El Mundo.

No seu estudo, Shanna Swan, procura demonstrar que quando os fetos são expostos a esta substância química, têm uma enorme probabilidade de nascer com a genitália encolhida.

Os ftalatos são usados para tornar os plásticos mais flexíveis, e Swan afirma que estes estão a ser transmitidos através de brinquedos e alimentos ao ser humano, prejudicando o seu desenvolvimento.

Segundo a cientista, os ftalatos imitam o estrogénio e, por isso, “atrapalham a produção natural das hormonas no corpo humano”, interferindo no desenvolvimento sexual de bebés e no comportamento de adultos.

Shanna acredita, ainda, que a maioria dos homens não será capaz de produzir espermatozoides viáveis dentro de duas décadas, graças ao rápido declínio na taxa de fertilidade provocado por esta contaminação.

 

Dia Nacional do Doente com Acidente Vascular Cerebral
A Unidade de Acidentes Vasculares Cerebrais, do Serviço de Neurologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC),...

Num comunicado o CHUC revela que “o AVC tem sido persistentemente a principal causa de morte, incapacidade e de anos de vida perdidos em Portugal. Em 2018, 11.235 pessoas perderam a vida devido a um AVC e em 2019 o número foi de 10.975”. Embora não sejam ainda conhecidos os dados para 2020, o “certo é também que por hora, o AVC afeta três portugueses, tirando a vida a um e deixando outro com sequelas graves”.

Segundo o CHUC, “na cordilheira das doenças, estamos a ultrapassar a terceira montanha da serra do vírus SARS-COV2. Tem sido um trilho penoso em que todos desejamos não vir a ter uma quarta etapa. Mas se o impacto clínico do vírus SARS-COV2 é uma serra com picos e vales, o AVC é um planalto com um cume ainda sem fim à vista. É uma doença grave e súbita que afeta o cérebro através dos seus vasos sanguíneos que, por obstrução ou rotura, deixam de fazer chegar oxigénio e nutrientes a determinadas áreas deste órgão”.

Em matéria de prevenção, o centro hospitalar aconselha uma dieta sem sal, com menos açúcares e gorduras, limitar o consumo de álcool, dizer não ao tabaco, praticar exercício físico pelo menos três dias por semana e tomar a medicação prescrita por médicos de forma rigorosa”.

“Se temos uma vida inteira para prevenir um AVC, só dispomos de algumas horas para o conseguir tratar e evitar sequelas. Tempo é cérebro por isso é fundamental reconhecer os sinais de alarme para AVC. São eles os 3 F’s: desvio da Face, falta de Força de um lado do corpo e dificuldade na Fala. Qualquer um destes sintomas deve motivar uma chamada imediata para o 112”, alerta o CHUC chamando a atenção para o facto de que embora as primeiras horas sejam determinantes, “a reabilitação e a fisioterapia permitem recuperar capacidade e função perdidas de uma forma muito significativa”.

“Quer isto dizer que o AVC é, ao mesmo tempo, uma emergência e uma doença crónica que merece prevenção, tratamento e reabilitação”, sublinha.

Embora o último ano tenha trazido múltiplos desafios e dificuldades, o CHUC reforça que os portugueses “podem ter a certeza e confiança que existem nos hospitais da região centro equipas dedicadas para os tratar, envolvendo médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico, assistentes operacionais, administrativos e tantos outros”.

“Abater o planalto do AVC, é uma missão árdua que não será cumprida através de uma medida isolada. O AVC não é um vírus para o qual seja possível desenvolver uma vacina. Esta doença é complexa e obriga a um esforço conjunto e à adoção de pequenas e simples medidas do ponto de vista individual, comunitário (hábitos saudáveis, deteção sinais de alarme,..) e organizativo (transporte rápido de doentes, comunicação entre hospitais...) que, só quando somadas, nos permitem lutar eficazmente contra o AVC, fazendo deste planalto uma planície na cordilheira das doenças”, alerta em comunicado.

Riscos acrescidos
A Sociedade Portuguesa de Pneumologia, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia Pediátrica e Sono, a Sociedade Portuguesa de...

Este pedido conjunto das quatro sociedades médicas surge na sequência da identificação destes doentes como indivíduos com um risco de infeção grave e de mau prognóstico a SARS-CoV-2.

Fatores como a fraqueza dos músculos respiratórios, a dependência de suporte ventilatório, o envolvimento cardíaco e a associação frequente a algumas co-morbilidades como a obesidade, hipertensão arterial e diabetes contribuem para que o risco nestes doentes seja muito elevado.

“A este risco muito elevado de infeção grave e de mau prognóstico a SARS-CoV-2, acresce a possibilidade de, num cenário de escassez de cuidados de saúde, nomeadamente de disponibilidade de cuidados intensivos, os doentes neuromusculares poderem ser preteridos no acesso aos mesmos”, escrevem apelando à inclusão destes doentes na fase atual de vacinação.

As doenças neuromusculares são um grupo heterogéneo de patologias caracterizadas pela fraqueza muscular e com uma prevalência entre 1 a 10/100000 e na sua maioria não têm cura.

 

 

Redução do risco de infeções respiratórias sazonais
A microbiota do corpo humano, presente em diversos aparelhos e sistemas, como o intestino e as vias respiratórias, desempenha...

Tiago Maricoto refere que “vários estudos têm demonstrado a importância da microbiota no risco de desenvolvimento de cancro, doenças intestinais inflamatórias, obesidade, diabetes, artrite reumatoide, doenças cardiovasculares, doenças alérgicas e também em doenças respiratórias”. Acrescenta que no caso concreto nas doenças do aparelho respiratório os benefícios dos probióticos estão bem documentados.  

Os probióticos são microrganismos vivos protetores que se encontram naturalmente em alguns alimentos e ou suplementos, contribuem para o equilíbrio da microbiota intestinal e conseguem modular a resposta do sistema imunitário. 

“A suplementação regular de algumas espécies de probióticos tem demonstrado benefícios na redução do risco de infeções respiratórias sazonais, com alguns estudos a demonstrar uma redução de 28% da sua incidência, menos 33% de risco de gravidade, menor duração dos sintomas e uma redução até 50% da necessidade de antibióticos. Os benefícios têm sido demonstrados desde a idade pediátrica e estendem-se a vários tipos de infeções respiratórias, desde a síndrome gripal, às infeções bacterianas ou mesmo à otite média aguda”, explica. 

Tiago Maricoto afirma que “o potencial benefício dos probióticos também se estende às doenças respiratórias crónicas e que há evidência de que a microbiota intestinal está intimamente relacionada com o desenvolvimento de doença pulmonar obstrutiva crónica (ou DPOC), asma brônquica e de cancro do pulmão”. Adianta, por exemplo, que o Lactobacillus rhamnosus GG, “apresenta potencial benefício na diminuição do risco de asma e rinite alérgica e alguns estudos demonstraram que pode ainda melhorar o equilíbrio de citocinas inflamatórias envolvidas na patogénese da DPOC”. Revela que “outras espécies podem ainda auxiliar o sistema imune na regulação da inflamação das pessoas fumadoras, sendo este um fator de risco importante no desenvolvimento de doenças respiratórias crónicas, o que ocorre por exemplo na regulação da atividade das células Natural Killer (ou células NK), que são afetadas pelo tabaco”. 

 

E deixa recomendações
De acordo com a Direção Geral da Saúde, “está a ocorrer uma situação de fraca qualidade do ar no continente, prevendo-se que a...

Segundo a autoridade de saúde, “este poluente (partículas inaláveis – PM10) tem efeitos na saúde humana, principalmente na população mais sensível, nomeadamente nas crianças e idosos, cujos cuidados de saúde devem ser redobrados durante a ocorrência destas situações”. 

Deste modo, a DGS deixa algumas recomendações dirigidas à população, “enquanto a situação se mantiver”.  

A população em geral deve evitar os esforços prolongados, limitar a atividade física ao ar livre e evitar a exposição a fatores de risco, tais como o fumo do tabaco e o contacto com produtos irritantes.

As crianças, idosos, doentes com problemas respiratórios como a asma, ou doentes de foro cardíaco, “para além de cumprirem as recomendações para a população em geral, devem permanecer no interior dos edifícios e, se viável, com as janelas fechadas”.

Já os doentes crónicos devem manter os tratamentos médicos em curso.

Em caso de agravamento de sintomas, a Direção Geral da Saúde recomenda contactar a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) ou recorrer a um serviço de saúde.

 

Situação Epidemiológica
Portugal registou, nas últimas 24 horas, seis mortes e 309 novos casos de infeção por Covid-19. O número de doentes internados...

Segundo o boletim divulgado, a região de Lisboa e Vale do Tejo foi aquela onde morreram mais pessoas com Covid-19, cinco das seis registadas em todo o País. Segue-se o Alentejo com um óbito. Nas restantes regiões do país não há registo de mortes desde o último balanço, incluindo nas regiões autónomas da Madeira e Açores.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 309 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 139 novos casos e a região norte 93. Desde ontem foram diagnosticados mais 25 na região Centro, 16 no Alentejo e 19 no Algarve. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais oito infeções e nos Açores nove.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 623 doentes internados, menos 10 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos passaram a ter menos seis doentes internados. Atualmente, estão em UCI 136 pessoas.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 458 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 775.849 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 28.024 casos, menos 155 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 23 contactos, estando agora 15.625 pessoas em vigilância.

Combater o estigma
A falta de conhecimento e a “ausência duma visão científica” sobre a patologia são, de acordo com a

Sendo mais frequente entre os homens e com maior prevalência nas classes desfavorecidas, a esquizofrenia pertence ao grupo de psicoses, manifestando-se “clinicamente por uma desagregação das associações de ideias, pensamento ilógico ou incoerente, respostas emocionais inapropriadas ou com embotamento afetivo, extrema ambivalência e por uma forma particular de retirada das relações sociais para um mundo autista em que predominam as fantasias internas e a perda de contacto com a realidade”. Segundo a professora de Psiquiatria e Saúde Mental da Faculdade de Medicina de Lisboa, Maria Luísa Figueira, “estes sintomas designados como «sintomas negativos» correspondem a um declínio cognitivo e funcional”.

Quanto àqueles que são designados de «sintomas positivos», a especialista explica que “são em geral agudos e surgem sob a forma de crises com ideias delirantes (crenças erróneas e inabaláveis de que é por exemplo objeto de perseguição ou de que possui poderes anormais), a invasão da consciência por fenómenos alucinatórios (acústicos como vozes, visuais, tácteis, etc.), sentimentos incontroláveis de raiva, medo ou ansiedade. Nestas crises há frequentemente uma agitação psicomotora e por vezes um comportamento descontrolado dependendo da gravidade dos sintomas psicóticos”, esclarece quanto à forma como esta patologia se manifesta.

E, embora não existam “sintomas específicos que possam com grau de certeza suspeitar do diagnóstico”, a especialista refere que, “antes dos sintomas mais evidentes da doença”, podem surgir alguns sinais precoces. No entanto, sublinha, estes podem “corresponder a problemas ao nível do desenvolvimento da adolescência ou seres premonitórios de outro tipo de perturbações mentais diferentes da esquizofrenia”. Entre eles, destaca, os “comportamentos estranhos, ideias bizarras e distantes do habitual da pessoa, isolamento social e já algum défice cognitivo (por exemplo mudança na capacidade de compreensão das matérias escolares)”.

A deterioração do funcionamento social – considerada a grande problemática desta patologia - acontece porque “quando a doença surge modifica-se radicalmente a relação do indivíduo com os outros e com o meio ambiente”.

Segundo Maria Luísa Figueira, “a esquizofrenia produz uma organização da personalidade do indivíduo, manifestações clínicas, motivações e vivências que adquirem um carácter de incompreensibilidade psicológica para um observador externo”.

“Na família e pessoas afetivamente significativas produz uma marcada angústia, perplexidade e dificuldades de manejo dos comportamentos mais patológicos”, acrescenta.

No entanto, ressalva que o grau de gravidade da sintomatologia psicótica pode ser variável, havendo uma marcada heterogeneidade clínica, dependendo da personalidade prévia do doente e da fase evolutiva da doença.

Entre os mitos mais frequentes, a professora de Psiquiatria e Saúde Mental da Faculdade de Medicina de Lisboa, destaca a ideia de que as pessoas com esquizofrenia são violentas. “Não há mais criminalidade entre estes doentes do que na população em geral. Raramente são agressivos, e quando por vezes nas fases mais agudas se mostram aparentemente agressivos é uma atitude defensiva, por receios das “ameaças” exteriores (vivências de perseguição ou audição de vozes que os ameaçam). Esta situação de crise aguda é facilmente reconhecível e deve ser abordada por profissionais de saúde. Nos restantes períodos não existe perigosidade nestes doentes”, esclarece.

Por outro lado, é ainda frequente atribuir o rótulo de deficiente ao doente esquizofrénico. No entanto, a verdade é que, ainda que não tenha cura, é possível, com o devido tratamento, conseguir a sua recuperação e integração social. “Sabemos que muitos doentes recuperam, podem ser integrados na sociedade e terem um papel socialmente satisfatório. Quanto mais precocemente forem diagnosticados e tratados e quanto maior for a adesão ao tratamento melhor o prognóstico. Este aspeto reforça a necessidade de psicoeducação do doente e dos familiares e salienta a importância dos programas de reabilitação social a par dos tratamentos medicamentosos”, afirma

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

Páginas