Relatório
De acordo com último relatório semanal da DGS sobre a vacinação, 73% da população portuguesa já concluiu o seu processo vacinal...

A faixa etária dos 12 aos 17 anos foi aquela que, segundo os dados avançados pela DGS, teve o maior crescimento na última semana: 461.578 jovens, o que representa 74% do total, já receberam a primeira dose da vacina. Apena 41.148 (0,7%) têm vacinação completa.

Em relação ao grupo entre os 18 e 24 anos, 643.324 (82%) também já iniciaram a sua vacinação e 393.499 (50%) já a completaram, indica o relatório.

Segundo os dados da DGS, a quase totalidade dos idosos com 65 ou mais anos – 99%, mais de 2,3 milhões – tem a vacinação completa, assim como 96% das pessoas entre os 50 e 64 anos (2.079.384).

Relativamente à cobertura vacinal, todas as regiões do país, à exceção do Algarve, que tem 67%, ultrapassaram os 70% de vacinação completa, sendo no Norte onde mais pessoas estão vacinadas (75%).

O Centro e a Madeira registam 74% de vacinação completa, seguindo-se o Alentejo (73%) e Lisboa e Vale do Tejo e os Açores (72%).

Pode consultar o relatório aqui

Vacinas de mRNA
A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou a administração de uma dose adicional da vacina contra a Covid-19, em “pessoas com...

Assim, segundo Graça Freitas, a partir do dia 1 de setembro os médicos assistentes vão poder fazer esta prescrição e as pessoas serão vacinadas nos centros de saúde.

“Serão certamente menos de 100 mil pessoas” que estarão em condições de receber esta dose adicional das vacinas de mRNA da Pfizer e da Moderna, adiantou a Diretora-Geral da Saúde, esclarecendo que não se trata de um reforço, mas sim de uma “dose adicional de vacina, porque pode ter acontecido que, na altura em que estas pessoas foram vacinadas, não estivessem com o seu sistema imunitário com capacidade de reagir à vacina”.

De acordo com esta atualização da norma de vacinação, as pessoas elegíveis para a toma desta dose adicional, “são as que poderão ter sido vacinadas durante um período de imunossupressão grave, nomeadamente as que realizaram transplantes de órgãos sólidos, pessoas com infeção VIH com contagem de linfócitos T-CD4+ <200/µL, doentes oncológicos e pessoas com algumas doenças autoimunes que tenham efetuado tratamentos”.

Esta recomendação, esclarece, “está alinhada com a evidência científica mais recente e poderá ser ajustada em função da evolução do conhecimento”.

 

 

50% dos casos são diagnosticados após análises de rotina
Embora rara antes dos 60 anos, a Leucemia Linfocítica Crónica é a forma mais comum de leucemia nos adultos, representando cerca...

Por essa razão, no Dia Mundial da Leucemia, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e a Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL) unem-se para dar destaque a esta doença, cujo diagnóstico surge, em 50% dos casos, após análises de rotina. Entre esse momento e o início dos tratamentos, podem passar meses ou até mesmo anos e, por isso, é fundamental uma vigilância ativa da doença, que, segundo Isabel Barbosa, Presidente da APLL, passa por “uma monitorização e avaliação hematológica mais regular”, mas também, acrescenta Manuel Abecasis, Presidente da APCL, por um “diálogo franco e transparente entre o doente e a equipa médica”, sendo esta “a melhor forma de permitir ao doente a participação na gestão da sua doença”.

Em dois terços dos casos de Leucemia Linfocítica Crónica, a vigilância ativa é a primeira abordagem à gestão da doença, na qual os doentes devem, então, desempenhar um papel ativo. Contudo, para que o façam, é necessário, na opinião de Isabel Barbosa, que “tenham conhecimento sobre a sua doença e a sua possível evolução, que sejam informados de novos tratamentos e alertados para a necessidade de contactar a sua equipa de profissionais de saúde, em caso de alterações de saúde”. Este aspeto é particularmente importante para os doentes mais idosos, que por causa do "menor conhecimento da doença, ficam muito ansiosos, principalmente por saberem que têm leucemia, mas não estão a fazer tratamento”. Outros há que, “após as consultas com os profissionais de saúde, ficam mais tranquilos e procuram, nas Associações de doentes, falar com outros doentes”.

Com uma incidência ligeiramente maior nos homens, a Leucemia Linfocítica Crónica resulta de uma multiplicação descontrolada dos linfócitos, um tipo de glóbulos brancos, como explica Manuel Abecasis: “a LLC resulta de uma proliferação dos linfócitos adultos, em geral da linhagem B. Há uma população dessas células, a que se dá o nome de clone (dado que derivam todas da mesma célula inicial), que escapa aos mecanismos de controle da multiplicação celular e, por esse motivo, vai-se acumulando progressivamente no organismo”. Entre 50% a 70% dos doentes com Leucemia Linfocítica Crónica não apresentam sintomas quando são diagnosticados, mas é possível identificar, em alguns casos, queixas comuns como “cansaço fácil, infeções respiratórias, aparecimento de nódulos, que resultam de gânglios linfáticos aumentados de volume, febre, perda de peso e outras queixas inespecíficas".

Segundo o Presidente da APCL, para muitos doentes com este tipo de leucemia é possível uma vida quotidiana sem grandes alterações, já que atualmente “há um melhor conhecimento da doença e do seu comportamento e mais medicamentos disponíveis para o tratamento”, nomeadamente a imunoterapia, que Isabel Barbosa destaca como tendo trazido uma melhor qualidade de vida aos doentes. A Presidente da APLL refere ainda que, no caso dos doentes ainda no ativo, “vir ao hospital, principalmente em tempo de pandemia, nem sempre é fácil”, pelo que “as teleconsultas foram uma solução” que contribuíram para uma melhor gestão do seu dia-a-dia.

Parceria com a Bas van de Goor Foundation
A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) vai participar, a convite da Bas van de Goor Foundation, fundação...

Depois de a Bas van de Goor Foundation ter convidado a APDP a participar nesta caminhada, a APDP desafiou abriu inscrição a todas as pessoas com diabetes com interesse neste evento.  António Costa e Jorge Nobre, ambos com diabetes tipo 2, são os participantes portugueses a fazer o Camiño de Santiago de Portugal em representação da associação.

“É com grande satisfação que nos tornamos parceiros da Bas van de Goor Foundation, cuja missão está muito alinhada com a da APDP – incentivar a prática de atividade física enquanto importante aliado na prevenção e controlo da diabetes, que se traduz na melhoria da qualidade de vida das pessoas com diabetes”, refere José Manuel Boavida, Presidente da APDP. “Este tipo de ações que envolvem o exercício físico são fundamentais para incentivar mais pessoas com diabetes a adotarem um estilo de vida mais saudável, mas permitem também quebrar o isolamento e facilitar a partilha de experiências. Esperamos que esta seja a primeira de muitas iniciativas que promovemos no âmbito desta parceria”, acrescenta.

A iniciativa, promovida pela Bas van de Goor Foundation, contempla o Caminho de Portugal mas também o Caminho de Espanha, este último decorrerá entre os dias 8 e 15 de setembro, com início em Babia (San Emiliano). Mais informações sobre Bas van de Goor Foundation em www.bvdgf.org.

 

 

 

Tumor Digestivo
O cancro do Pâncreas é o tipo de cancro que tem a taxa de sobrevivência mais baixa.

O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo responsável pela produção da enzima que atua na digestão dos alimentos, e pela insulina – hormona responsável pela diminuição do nível de glicose no sangue.

Localizado na parte superior do abdómen atrás do estômago, encontra-se dividido em três partes – cabeça (lado direito), corpo (secção central) e cauda (lado esquerdo).

A maioria dos casos de cancro afetam a região da cabeça do pâncreas.

Este tipo de cancro é raro antes dos 30 anos de idade. Sabe-se que afeta sobretudo homens, na faixa etária entre os 65 e os 80 anos.

Quase sempre é dignosticado já numa fase avançada, recebendo tratamento paliativo.

A dificuldade no diagnóstico precoce da doença prende-se com os seus sintomas. Na realidade, este tipo de cancro não apresenta sinais específicos. Aliás, o tumor, habitualmente, desenvolve-se sem sintomas e quando estes surgem é muito frequente que passem despercebidos.

Os sintomas deste tipo de cancro dependem da região onde está localizado o tumor. Mas os mais frequentes são a perda de peso e de apetite, fraqueza, dor ou desconforto abdominal.

O diagnóstico é realizado através do relato dos sintomas e de exames como análises ao sangue e urina, ecografia abdominal e, se necessário, pelo recurso a tomografia computadorizada (TAC), ressonância magnética (RM) e ecoendoscopia.

Entre os fatores de risco destacam-se o tabagismo – sabe-se que os fumadores têm três vezes mais probabilidades de desenvolver a doença; o consumo de gorduras e bebidas alcoólicas, obesidade e sedentarismo e a exposição profissional a agentes tóxicos.

Por outro lado, quem sofre de pancreatite crónica ou diabetes vê este risco aumentado.

Como em todas as doenças oncológicas, o cancro do pâncreas é classificado de acordo com o seu estádio de desenvolvimento.

Atualmente está classificado em sete estádios, consoante a sua localização, envolvimento de nódulos linfáticos e a presença de metástases, sendo estes essenciais para a atribuição do tratamento.

A verdade é que, a eficácia do tratamento depende apenas da altura em que se realizou o diagnostico. Se detetado precocemente maiores são a hipóteses de sobrevivência.

O único tratamento que cura efetivamente o cancro do pâncreas é a cirurgia radical – com remoção do pâncreas. Esta abordagem é a mais indicada quando o cancro é detetado numa fase inicial.

Quando não é possível fazer uma cirurgia, o objetivo do tratamento passa por prolongar a sobrevivência com a melhor qualidade de vida possível.
A quimioterapia e a radioterapia funciona aqui, apenas e só, enquanto terapia complementar.

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Cancro do Pâncreas: "A população não está consciencializada para este cancro e há ainda muito a fazer”

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
Medicina Funcional
Nos próximos dias 3 e 4 de setembro, a Joaquim Chaves Saúde irá marcar presença no evento International Healthy Aging Summit...

“A idade não é desculpa para não se ser saudável e estar atento aos principais sinais de envelhecimento e o Grupo Joaquim Chaves Saúde, com mais de 60 anos de experiência na área laboratorial, é uma referência que aposta cada vez mais na inovação e diferenciação. A investigação, inovação, diferenciação e tecnologia de ponta que a Joaquim Chaves Saúde disponibiliza, possibilita à comunidade médica uma visão detalhada sobre cada doente, adequando o melhor tratamento para que cada um possa envelhecer com a melhor qualidade possível”, pode ler-se em comunicado.

Aqui o laboratório apresenta uma tecnologia diferenciadora de análises laboratoriais, como por exemplo ensaios imunoenzimáticos (ELISA), plasma indutivamente acoplado/espetrofotometria de massa (ICP/MS) e sequenciação de nova geração (NGS). Os principais grupos de parâmetros avaliados são: vitaminas, hormonas, antioxidantes, elementos traço, painel metabólico, microbiomas, intolerância alimentar, marcadores tumorais, função cardiovascular, envelhecimento ósseo e genética. 

Complementarmente, a Joaquim Chaves Saúde disponibiliza uma consulta de Fisiologia e Optimização Metabólica, na qual o doente pode obter aconselhamento para melhorar o seu status de saúde. Nesta consulta realiza-se um check-up metabólico e nutricional e dá-se aconselhamento personalizado baseado em exames laboratoriais e no perfil da pessoa. Teresa Manafaia, responsável por esta consulta refere que esta visa “a melhoria da composição corporal e o reequilíbrio dos biomarcadores (análises de sangue, urina, etc), através da optimização dos pilares da saúde: sono, alimentação, atividade física e gestão de stress.” Acrescenta ainda “esta consulta funciona em complementaridade com outras especialidades médicas e não convencionais, como a gastroenterologia, a ginecologia, a endocrinologia, a fisioterapia, osteopatia, etc.” 

Para proporcionar as melhores soluções atualmente existentes no setor da saúde, o grupo conta com equipas multidisciplinares, tanto na área clínica como laboratorial, sendo este “um ambiente ideal para desenvolver a área de envelhecimento saudável”, conclui Teresa Manafaia.

Plano para o Biénio 2021-2022 continua por definir
A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) considera muito preocupante que até à data não tenha sido apresentado...

Em comunicado, a APCP afirma considerar “muito preocupante que, passados 8 meses do término do último Plano Estratégico de Desenvolvimento para os Cuidados Paliativos, e 4 meses da nomeação da nova Comissão Nacional de Cuidados Paliativos, o Plano para o Biénio 2021-2022 continue por definir”. A urgência da definição estratégica, sublinha, “prende-se, sobretudo, com a iminência do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que prevê a alocação de 205 milhões de euros para as áreas dos Cuidados Paliativos e dos Cuidados Continuados”.

Segundo a APCP, “durante a consulta pública que o Governo promoveu”, foram entregues propostas para a definição do que seriam as prioridades de investimento nesta área, alertando para a necessidade de ficar bem definido o que seria adstrito a cada uma das áreas, dada a enorme diferença na natureza das mesmas.

“A APCP teve ainda oportunidade de expressar estas propostas à Sr.ª Ministra da Saúde, Dr.ª Marta Temido, em reunião ocorrida em 30 de abril do presente ano”, recorda relembrando ainda que, após a nomeação da atual Comissão Nacional de Cuidados Paliativos, este presente numa reunião onde partilhou as suas principais preocupações e a quem entregou o documento enviado ao Governo a propósito do Plano de Recuperação e Resiliência.

“A enorme evidência da falta de respostas especializadas em Cuidados Paliativos, em todos os contextos, mas sobretudo na comunidade, foi exacerbada pela Pandemia COVID-19. Sabemos também, que a tradução no aumento da comorbilidade das doenças crónicas, que viram um enorme atraso na capacidade de resposta do SNS, se sentirá, de forma muito significativa, nos próximos anos. É premente fazer chegar respostas adequadas a todas as pessoas em situação de sofrimento decorrente de doença grave/avançada, não esquecendo quem é mais frágil, mais dependente, para quem a saída de casa (ou de uma instituição social) para se deslocar a um hospital é, por si só, um enorme acréscimo de mal-estar. Ressalvamos que estas situações não são exclusivas dos mais velhos, mas transversais a todas as faixas etárias”, escreve em comunicado.

A APCP considera, por isso, “incompreensível que este continue a ser um assunto fora da agenda política deste Governo".

E sublinha: “Precisamos de uma sociedade presente nesta discussão e na exigência de mais e melhores cuidados de saúde para todos, em todos os momentos e contextos, nomeadamente quando o sofrimento é maior e atinge doente e famílias durante tempos prolongados.

Precisamos que os profissionais de Cuidados Paliativos que estão no terreno e conhecem a realidade tenham agora voz ativa para que o acesso a Cuidados Paliativos seja uma realidade para todos os portugueses”.

A APCP espera agora que a Comissão Nacional de Cuidados Paliativos e o Ministério da Saúde dê conhecer aos portugueses “a linha orientadora para os próximos meses e que o Plano Estratégico seja apresentado com a maior brevidade possível”.

Alemanha é o principal mercado de destino
A Saúde tem sido um dos principais motores da economia nacional. Com um desenvolvimento assinalável ao longo da última década,...

Segundo os dados divulgados pela AICEP assistimos nos últimos anos a um crescimento sustentado das exportações em saúde que atingiram em 2020 o valor de 1.749 milhões de euros.

O trabalho contínuo de internacionalização de produtos e serviços reforça o posicionamento do Health Cluster Portugal face aos grandes desafios deste setor que representa um volume de negócios anual na ordem dos 30 mil milhões de euros e um valor acrescentado bruto de cerca de 9 mil milhões, envolvendo perto de 90 mil empresas e empregando quase 300 mil pessoas.

Para Joaquim Cunha, Diretor Executivo do Health Cluster, "assistimos a um crescimento sustentado da Saúde, cujas exportações mais do que duplicaram na última década. O esforço, que temos pela frente, de recuperação da nossa economia, poderá e deverá ter neste setor uma das suas alavancas determinantes. No HCP acreditamos que existem condições e potencial para o efeito assim sejamos capazes de alinhar vontades, estratégia e trabalho, muito trabalho. ”.

 

Vacina contra a Covid-19
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) afirmou esta quarta-feira não haver necessidade urgente de doses de...

Os comentários surgem na sequência de uma declaração semelhante da Agência Europeia de Medicamentos, sugerindo a necessidade de mais dados sobre a duração da proteção após a inoculação total para se poder recomendar a utilização de doses de reforço.

Os dados sobre a eficácia mostram que todas as vacinas autorizadas na região fornecem alta proteção contra a hospitalização relacionada com a Covid-19, doenças graves e morte, segundo o ECDC.

No entanto, a agência disse que as doses adicionais podem ser consideradas para pessoas que experimentam uma resposta limitada ao regime padrão.

“Com base nos dados atuais, não é urgente a administração de doses de vacinação a indivíduos totalmente vacinados na população em geral, de acordo com um relatório técnico emitido ontem pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (CECD). O relatório assinala ainda que as doses adicionais já devem ser consideradas para pessoas com sistemas imunitários severamente enfraquecidos como parte da sua vacinação primária”, pode ler-se em comunicado.

“A prioridade agora deve ser vacinar todas as pessoas elegíveis que ainda não tenham concluído o plano de vacinação recomendado. Para complementar os esforços de vacinação, é também crucial continuar a aplicar medidas como o distanciamento físico, a higiene das mãos e respiratórias, e a utilização de máscaras faciais sempre que necessário, nomeadamente em contextos de alto risco, como instalações de cuidados prolongados ou enfermarias hospitalares com doentes em risco de Covid-19 grave”, adiantam.

“É importante distinguir entre doses de reforço para pessoas com sistemas imunológicos normais e doses adicionais para aqueles com sistemas imunológicos enfraquecidos. Alguns estudos referem que uma dose adicional de vacinação pode melhorar a resposta imune em indivíduos imunocomprometidos, como recetores de transplante de órgãos cujas respostas iniciais à vacinação foram baixas. Nesses casos, a opção de administrar uma dose adicional já deve ser considerada agora. Poderia igualmente ser considerada a prestação de uma dose adicional, como medida de precaução, aos indivíduos mais frágeis, em especial aos que vivem em ambientes fechados, como os residentes de centros de cuidados prolongados”, acrescenta o ECDC e a EMA na sua nota.

Alemanha e França anunciaram que iriam começar a dar reforços às pessoas vulneráveis e aos imunocomprometidos a partir deste mês para proteger os cidadãos da variante Delta.

O governo dos EUA também começou a administrar uma terceira dose de vacinas da Pfizer/BioNTech e da Moderna na população imunocomprometidas e planeia oferecer doses de reforço mais amplamente, a partir de 20 de setembro, se os reguladores de saúde do país as considerarem necessárias.

Para já, “o ECDC atualizará o seu relatório técnico, uma vez que o ECDC e a EMA continuam a trabalhar em conjunto para recolher e avaliar os dados que estão a ser disponibilizados em reforços e doses adicionais”

“Deve prosseguir-se o acompanhamento próximo dos dados de eficácia da vacina e das infeções inovadoras, nomeadamente entre os grupos vulneráveis em risco de covid-19 grave e entre os que vivem em ambientes fechados. Entretanto, os Estados-Membros têm de preparar-se para eventuais adaptações aos seus programas de vacinação, caso se registe uma diminuição substancial da eficácia da vacina num ou mais grupos populacionais”, recomendam.

4as Jornadas de Saúde a Sul
A quarta edição das Jornadas de Saúde volta a juntar profissionais de saúde da região de Setúbal, desta vez para discutir ações...

Sob o tema "O day-after da pandemia: o que é urgente e o que pode esperar", o evento vai abordar uma variedade de medidas por desenvolver e implementar no pós pandemia. Em particular, serão discutidas as novidades e as repercussões da pandemia na Insuficiência Cardíaca, nas Doenças Respiratórias e na Oncologia. 

Será abordado o papel da Medicina Geral e Familiar e as adaptações da oferta clínica nos novos tempos de pandemia, nomeadamente da CUF, com os Cuidados Domiciliários, a Hospitalização Domiciliária e a Teleconsulta. Serão ainda discutidas as exigências do teletrabalho e as consequências para a saúde na visão da Ortopedia, da Oftalmologia e da Psiquiatria, numa perspetiva de reflexão sobre a promoção e a educação para a Saúde.

O painel de oradores conta com a participação de médicos da CUF e do Agrupamento de Centros de Saúde de Almada-Seixal.

 A participação é gratuita e de inscrição obrigatória: os profissionais de saúde interessados podem inscrever-se e consultar o programa através do link: https://www.cuf.pt/eventos/day-after-da-pandemia-o-que-e-urgente-e-o-que-pode-esperar

 

Dengue pode ser responsável
Há mais de uma semana que crianças, em alguns distritos do estado indiano de Uttar Pradesh, acordam com febre alta e...

Pelo menos 50 pessoas, a maioria crianças, morreram de febre e várias centenas foram internadas em seis distritos do leste do estado indiano de Uttar Pradesh.

Numa altura em que a Índia parece estar lentamente a recuperar de uma segunda onda altamente mortífera de coronavírus, as mortes associadas a uma febre misteriosa têm lançado o pânico num dos estados mais populosos do país.  

Os médicos acreditam que a dengue, uma infeção viral transmitida por mosquitos, pode ser a principal causa associada à condição que já fez muitas dezenas de mortos.

Segundo a BBC, há relatos de que foi detetado, em muitos dos pacientes que deram entrada no hospital, um componente sanguíneo que ajuda a formar coágulos em declínio, o que caracteriza uma forma severa de dengue.

"Os pacientes, especialmente as crianças, nos hospitais estão a morrer muito rapidamente", disse um médico.

Transmitida por mosquitos fêmeas, a dengue é uma doença tropical que circula na Índia há centenas de anos. Trata-se de uma doença endémica em mais de 100 países, mas cerca de 70% dos casos reportados dizem respeito à Ásia.

Há quatro vírus da dengue, e as crianças têm até cinco vezes mais probabilidades de morrer durante uma segunda infeção por dengue do que os adultos.

O mosquito - Aedes aegypti - reproduz-se dentro e ao redor de casas em recipientes que guardam água doce.

Quase 100 milhões de casos graves de dengue - hemorragia severa, órgãos danificados - são reportados em todo o mundo todos os anos. "O impacto combinado das epidemias de Covid-19 e de dengue pode potencialmente resultar em consequências devastadoras para as populações em risco", segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No entanto, ainda não é claro se uma epidemia de dengue é a única responsável pelas mortes relacionadas com a febre em Uttar Pradesh.

Um Estado com mais de 200 milhões de pessoas e padrões tradicionalmente pobres de saneamento, altos níveis de desnutrição em crianças e cuidados de saúde irregulares relata, rotineiramente, casos de "febre misteriosa" após as chuvas de monção de dois em dois anos.

Apenas mais investigações, incluindo análises de genoma, podem determinar se a mais recente onda de "febres misteriosas" na Índia é desencadeada apenas pela dengue, ou por outras doenças.

1ª edição do programa MATERNIDADE.COM.VIDA
No âmbito da comemoração do dia Internacional da Grávida, que se assinala anualmente a 9 de setembro, em alusão aos nove meses...

Para além da caminhada da grávida e almoço convívio familiar (sujeitos a inscrição prévia em https://chcbeira.up.events/), o período da manhã, a realizar no parque de merendas da Boidobra será ainda marcado por inúmeras atividades lúdicas, tais como, fotografia profissional da grávida, belly painting, massagens de relaxamento, logotipo humano da grávida, largada de balões, entre outras.

A tarde, faz saber o Centro Hospitalar em comunicado, vai ser dedicada ao ensino e sensibilização de grávidas, puérperas, pais, cuidadores e outros interessados, nas questões do transporte seguro de bebés e crianças, através de um workshop promovido pela Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), às 14h30, em regime on-line ou presencial, a partir do Auditório do CHUCB.

“ABC da Segurança” é o tema deste workshop, gratuito, mas de inscrição obrigatória e condicionado ao limite de lugares em sala, determinado pelas regras de saúde e segurança contra a covid-19, através do link: https://forms.gle/Fe8PjADzcxdotMuo9

No seguimento desta sessão haverá ainda espaço para ações de esclarecimento informal de programas do CHUCB, designadamente: CONTACTOB - Visita domiciliária à puérpera e Projeto PROVIDAS -Transporte Rodoviário em Segurança.

O objetivo desta efeméride consiste em reconhecer o papel das mães e dos casais grávidos no equilíbrio demográfico de Portugal, que se constitui como um dos países mais envelhecidos da Europa, aproveitando a mesma para divulgar o trabalho desenvolvido pelo Serviço de Obstetrícia do CHUCB, em prol das boas práticas de saúde e segurança de grávidas e bebés.

Variante "mu"
Cientistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) estão a analisar uma nova variante do coronavírus, batizada como "mu&quot...

A variante B.1.621, de acordo com a nomenclatura científica, permanece classificada como uma "variante de interesse", refere a OMS no seu boletim epidemiológico semanal sobre a evolução da pandemia, publicado na noite desta terça-feira.

A variante tem mutações que podem indicar um risco de "fuga imune" ou resistência às vacinas, sendo necessários estudos adicionais para compreender as suas características, adiantou a organização.

Todos os vírus, incluindo o SARS-CoV-2, que causa a Covid-19, sofrem mutações ao longo do tempo e a maioria das mutações têm pouco ou nenhum impacto nas características do vírus.

No entanto, algumas mutações podem afetar as propriedades do vírus e influenciar, por exemplo, a sua capacidade de propagação, a gravidade da doença que causa ou a eficácia das vacinas, medicamentos ou outras medidas para o combater.

 

Ação urgente
Uma coligação de 80 líderes mundiais e mais de 25 organizações dos setores corporativo, filantrópico, académico, da sociedade...

Num comunicado enviado ao Presidente Joe Biden, ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres e aos líderes do G20, a coligação apelou aos líderes mundiais para convocarem uma cimeira global durante a Assembleia Geral das Nações Unidas deste ano e comprometerem-se a tomar medidas para produzir 7 mil milhões de doses de vacinas de alta qualidade, disponíveis até ao final de 2021, e 7 mil milhões de doses até meados de 2022, noticia a Europa Press.

Além disso, a coligação apelou para que todos os países estejam preparados para implementar programas de vacinação equitativos em larga escala até ao final deste ano; e vacinar 70% da população mundial até meados de 2022. As populações em todo o mundo também devem ter acesso equitativo a testes, terapias e outras intervenções comprovadas, de modo a que as vidas possam ser salvas usando todas as ferramentas Covid-19.

Esta coligação inclui antigos altos funcionários do governo, ex-chefes de grandes organizações multilaterais, especialistas em saúde pública, chefes de grandes fundações, e outros líderes nos Estados Unidos, Reino Unido, Europa e África.

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais de 1.500 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e 14 mortes em território nacional. O...

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi aquela que registou maior número de mortes, desde o último balanço: seis de 14. Seguem-se a região Norte e Algarve com três mortes cada e a região Centro com dois óbitos a assinalar. 

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 1.565 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi aquela que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 572, seguida da região Norte com 495 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 205 casos na região Centro, 74 no Alentejo e 168 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 35 casos e os Açores 16.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 681 doentes internados, mais quatro que ontem.  No entanto, as unidades de cuidados intensivos têm agora menos cinco doentes internados, relativamente ao último balanço: 131.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 2.365 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 978.462 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 43.273 casos, menos 814 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 218 contactos, estando agora 44.712 pessoas em vigilância.

Setembro, Mês de consciencialização para a Síndrome do Ovário Poliquístico
A Síndrome do Ovário Poliquístico (SOP) é uma doença que afeta 10 a 15% das mulheres e pode provocar

A síndrome do ovário poliquístico é “um conjunto de sinais e sintomas causados por desequilíbrio hormonal dos ovários, que pode ser ligeiro ou grave, causando, por exemplo, irregularidade dos ciclos menstruais, crescimento de pelos em zonas mais comuns nos homens, aparecimento de acne, entre outras alterações hormonais”, explica. A médica sublinha que esta síndrome não tem cura, mas pode ser tratada e controlada.

De acordo com Catarina Godinho, “quando uma mulher com SOP quer engravidar deve falar previamente com o seu médico ginecologista”. No caso de a mulher ter excesso de peso, o primeiro passo é perder peso. “Se não pretender engravidar é recomendado o uso da pílula anticoncetiva para que os ciclos menstruais sejam mais regulares”, esclarece.

Atenção à hipertensão arterial e à diabetes

No caso de existir resistência à insulina associada a esta síndrome é importante controlar o nível de açúcar no sangue com uma dieta específica e ou com alguma medicação, uma vez que este desequilíbrio pode originar mais tarde a diabetes.

No caso de a mulher querer engravidar, para além do controlo do peso pode ser necessário induzir a ovulação recorrendo a alguns medicamentos que estimulem o crescimento do folículo até à ovulação e que requerem controlo ecográfico. “Se após algumas tentativas de indução de ovulação se não acontecer a desejada gravidez, ou se não se conseguir uma resposta ovárica adequada, pode haver necessidade de recorrer à fertilização in vitro onde é possível aumentar a probabilidade de engravidar e avaliar a qualidade dos óvulos e embriões”, sublinha a médica ginecologista.

Embora as mulheres com SOP, quando engravidam, tenham um risco aumentado de hipertensão arterial e de diabetes, “se seguirem as recomendações médicas a probabilidade de a gravidez ser bem-sucedida é elevada”, garante a médica ginecologista.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico depende de critérios médicos específicos que incluem sintomas, ecografia e análises. Segundo Catarina Godinho, “para o diagnóstico deve ser tido em conta os antecedentes pessoais relevantes como diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial, aumento de peso e obesidade; dever ser feita uma avaliação dos níveis hormonais de androgénios (hormonas masculinas) e resistência à insulina”, acrescenta a médica. Adicionalmente é feita uma ecografia ginecológica transvaginal para avaliar a dimensão e as características dos ovários.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Para a bastonária, este é um “erro crasso”
Esta quarta-feira, dia 01 de setembro, entraram em vigor as novas tabelas de preço da ADSE, que, para surpresa da Ordem dos...

Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas, afirma que tomará todas as diligências, dentro das competências atribuídas às ordens profissionais, para que os cuidados de nutrição sejam assegurados na tabela de preços a pagar pelo subsistema de saúde e beneficiários aos prestadores com acordo.

Para a Ordem dos Nutricionistas é incompreensível que estes cuidados não sejam assegurados, acrescentando que Portugal é um dos países europeus com maior número de anos de vida saudáveis perdidos, justificados por um em cada 10 portugueses ter diabetes, um em cada três ter hipertensão, e por um em cada dois portugueses ter obesidade ou excesso de peso.

“A comparticipação de consultas de nutrição pela ADSE está há muitos anos em cima da mesa e nada fazia prever que os cuidados de nutrição fossem excluídos desta tabela. Nos próximos dias, teremos uma reunião com a Senhora Presidente do Conselho Diretivo da ADSE e esperamos que nos digam que se tratou de um lapso e que será corrigido”, esclarece Alexandra Bento. 

Agendada para o próximo dia 09 de setembro, a reunião marcada entre a Ordem dos Nutricionistas e a ADSE deverá colocar na agenda o esclarecimento que agora se impõe: “se metade das causas de doença e de morte no país têm relação direta com a alimentação, porquê excluir as consultas de nutrição?”

A Ordem dos Nutricionistas, à semelhança do repto também lançado pela Ordem dos Médicos, apela à Entidade Reguladora da Saúde para que, em conjunto com a Autoridade da Concorrência, tome medidas sobre a nova tabela de preços da ADSE.

 

 

Dia Internacional da Colangite Biliar Primária assinala-se a 12 de setembro
A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) vai promover uma ação nacional de consciencialização para o diagnóstico...

“A colangite biliar primária é uma doença do fígado que vai acompanhar a pessoa durante toda a vida. Em muitos casos, a doença mantém-se ligeira ou moderada, sem grandes perturbações no funcionamento do fígado. Sendo uma doença progressiva, se não for diagnosticada precocemente, poderá evoluir para cirrose e doença hepática terminal, obrigando ao transplante de fígado”, esclarece José Presa, presidente da APEF.

Os sintomas iniciais mais comuns são fadiga e comichão (prurido). Porém, embora menos frequentes, existem também outras manifestações a ter em conta; escurecimento da pele; pequenas manchas amarelas ou brancas sob a pele, ou ao redor dos olhos. Algumas pessoas apresentam também queixas de boca e olhos secos e dores nas articulações.

De acordo com a progressão da doença, podem surgir sintomas associados à cirrose: pele amarela (icterícia); pernas e pés inchados (edema); abdómen inchado devido à acumulação de líquido (ascite); sangramento interno da parte superior do estômago e do esófago, devido à rotura das veias dilatadas (varizes).

“Ainda assim, em 25 por cento dos casos não existe qualquer sintoma e a doença é, incidentalmente, detetada durante uma avaliação de rotina, pela elevação das análises do fígado, em especial da Fosfatase Alcalina”, alerta José Presa.

O médico explica que apesar de não ter cura, esta doença tem tratamento se diagnosticada atempadamente. “Os objetivos do tratamento são impedir ou retardar a progressão da doença e aliviar os sintomas, como comichão ou fadiga. Os tratamentos são fáceis e eficazes” afirma José Presa.

Em Portugal, estima-se que existam entre 500 a mil casos de colangite biliar primária, o que a torna uma doença rara e pouco conhecida, atingindo maioritariamente as pessoas do sexo feminino, mais precisamente, nove mulheres por cada homem. As idades mais comuns de diagnóstico situam-se entre os 40 e os 60 anos, em ambos os sexos.

Dia Internacional das Lesões na Coluna Vertebral assinala-se a 5 de setembro
A Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV) alerta para as consequências das lesões na coluna vertebral e...

“Os comportamentos de risco podem levar a lesões graves na coluna vertebral e da medula. Anualmente, em todo o mundo, mais de 500 mil pessoas sofrem uma lesão na coluna e diariamente cerca de 3 pessoas ficam incapazes de andar. Muitas causas são evitáveis, como, por exemplo, acidentes rodoviários (de automóvel e/ou moto), quedas, atividades desportivas, mergulhos em águas rasas e atos de violência (incluindo tentativas de suicídio). Estas lesões podem constituir emergências médicas que requerem tratamento imediato para minimizar os danos”, explica o ortopedista Nuno Neves, presidente da SPPCV.

O ortopedista esclarece que as lesões na coluna representam mais de 50 por cento das causas de incapacidade física em idade laboral e são uma das principais causas de ausência no trabalho. “Entre as principais consequências de um acidente ou trauma na coluna vertebral encontram-se as deformidades secundárias ao traumatismo, potencialmente dolorosas e incapacitantes e a paralisia. O que acontece é que as pessoas ainda continuam a menosprezar as consequências destas lesões e não evitam situações de risco”.

E frisa que: “As medidas de prevenção podem fazer toda a diferença na saúde da nossa coluna vertebral, visto que estas lesões podem levar à incapacidade ou à morte. É, assim, muito importante que as pessoas modifiquem alguns comportamentos e apostem na prevenção”.

No âmbito das comemorações do Dia Internacional das Lesões na Coluna Vertebral, em todo o mundo, realizam-se iniciativas de consciencialização, dirigidas à sociedade, para alertar para as consequências negativas deste problema e apelar à sua prevenção, relembrando que algumas complicações das lesões na coluna podem ser evitadas ou minoradas com tratamento adequado. Para mais informações consulte: https://worldsciday.org/

 

Estudo INSA
Um estudo epidemiológico realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), sobre a efetividade das...

De acordo com o estudo, não se observou qualquer redução da efetividade destas vacinas contra internamentos e óbitos até três meses depois da toma da segunda dose, em pessoas com 80 ou mais anos de idade.

Segundo nota do INSA, esta análise foi desenvolvida “com base na ligação de oito sistemas de informação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e apurou que, no grupo etário entre os 65 e os 79 anos, a efetividade da vacina contra internamentos foi de 94% e de 82% para os indivíduos com 80 ou mais anos de idade. Já em relação aos óbitos associados à COVID-19, os investigadores estimaram uma efetividade vacinal de 96% e 81%, respetivamente”.

O estudo permitiu ainda testar a hipótese de redução da efetividade da vacina até três meses depois da toma da segunda dose, para o grupo de pessoas com 80 ou mais anos de idade (por ser este o grupo vacinado há mais tempo), no entanto, os resultados do trabalho não mostraram  “evidência de redução da efetividade destas vacinas contra internamentos e óbitos associados à COVID-19 durante este período de tempo.”

Desenvolvido pelo Departamento de Epidemiologia do INSA, em colaboração com os SPMS e a Direção de Serviços de Informação e Análise da DGS, o estudo compreendeu o período entre fevereiro e agosto de 2021 e abarcou cerca de 1,9 milhões de pessoas com 65 ou mais anos, através do cruzamento e análise dos dados registados em oito sistemas de informação do SNS, entre os quais a Plataforma Nacional de Registo e Gestão da Vacinação (VACINAS), o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (BI-SINAVE) e o Sistema de Informação dos Certificados de Óbito (SICO).

 

 

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