Eleições antecipadas
A Diretora-Geral da Saúde assegurou esta quarta-feira que a votação nas eleições legislativas antecipadas dos eleitores em...

Durante a conferência de imprensa no Ministério da Administração Interna, na qual estiveram também presentes a Ministra Francisca Van Dunem, e o Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, Graça Freitas lembrou que “os cidadãos que estão em isolamento, nomeadamente os contactos de risco, têm de sair do isolamento para fazer testes e esse é um movimento seguro”.

De acordo com a Diretora-Geral da Saúde, se as pessoas cumprirem as regras e usarem as medidas de proteção individual, estes atos são seguros. A saída é exclusivamente para exercer o seu direito de voto. É um “ato seguro”, sublinhou, salientando que estes eleitores “devem ir em viatura própria ou a pé” para o local de voto.

Para Graça Freitas, “o grande objetivo é mitigar ao máximo o encontro entre pessoas que possam transmitir a doença e outras que estejam suscetíveis”, pelo que valorizou a indicação de um horário específico de voto para as pessoas em isolamento, no entanto, considera que “não é impeditivo que alguém que queira ir exercer o seu direito de voto naquele horário também o faça.

“Os portugueses têm dado ao longo das outras eleições nestes dois anos sinais de grande maturidade em aplicar regras e recomendações”, acrescentou Graça Freitas, explicando que “é uma questão de os cidadãos se organizarem e de se apresentarem ao processo. Uma vez apresentados ao processo eleitoral, todos terão de cumprir as regras”, aproveitando para relembrar aos cidadãos a obrigação de uso de máscara, higienização das mãos e manutenção do distanciamento.

 

Opinião
A Emergência Médica Pré-Hospitalar, é uma das atividades mais importantes no nosso Estado de Direito

A situação triste que se encontra a Emergência Médica Pré-Hospitalar, é uma realidade incontornável, só negada por quem está transitoriamente no poder, ou à frente de qualquer instituição com responsabilidades pela atual situação, mas logo por estes reconhecida e proclamada assim que perdem essa condição, sem qualquer pejo nem timidez, passando a acusar, despudoradamente, aqueles que os substituíram, como grandes responsáveis pela estagnação.

Ao longo de sucessivas décadas, os partidos políticos não colaboram no semblante da Emergência Médica Pré-Hospitalar, nem no comando das oposições que criaram, ninguém que se tivesse verdadeiramente destacado por um pensamento estratégico, por propostas concretas e realmente inovadoras e dinamizadoras, por uma capacidade de diálogo, liderança e mobilização. Sem prejuízo das pessoas estimáveis e pelas quais, do ponto de vista pessoal me merecem o mais distinto respeito, e esta é uma verdade incontornável.

E os ditos ensaios de renovação através das mais diversas formas, não conseguiram até hoje aprontar opções que se tivessem revelado válidas e decisivas.

Também aqui surgiram e surgem indivíduos, que se revelaram muito bons no julgamento, brilhantes a apontar defeitos, exímios na criação de instabilidade, mas totalmente frágeis e incoerentes em termos de sugestões válidas, exequíveis e concretizáveis. Indivíduos que no seu passado, jamais se evidenciaram uma efetiva capacidade de materialização e de alteração do que está mal, mesmo quando ocuparam e ocupam cargos de relevo em que poderiam ter produzido, ou produzirem alguma coisa de útil e de perene, afiguram-se serem agendas pessoais, o que está uma vez mais em causa.Penso ainda assim, que a resposta para o futuro poderá vir (terá de vir) dos partidos políticos, e que a Emergência Médica Pré-Hospitalar, Portugal e imperativamente os Portugueses, terá mais a alcançar se assim for, e admito que estes têm a experiência e a erudição imprescindíveis para encontrarem pessoal com o perfil adequado, se assim o quiserem, dentro ou fora do elenco da Emergência Médica Pré-Hospitalar em Portugal.Que consigam pôr os interesses de Portugal e dos Portugueses, à frente dos interesses corporativos de classes, que entendem que não podemos continuar assim a ser mais do mesmo, em termos da entidade que coordena a Emergência Médica em Portugal. Que só uma mudança significativa de rumo permitirá que não acabe como uma guardiã das memorias das realidades e de outras vidas.

A Emergência Médica precisa de ter alguém à frente que saiba liderar e empolgar; alguém que esteja no apogeu da sua vida profissional, alguém que seja suficientemente jovem, mas também concomitantemente, com satisfatória maturidade, alguém com experiencia em Emergência Médica, mas ao mesmo tempo em gestão, e que não dependa de nada nem ninguém, e que tenha materializado uma vasta carreira de sucesso, alguém que não tenha apenas experiência no sector público, mas também no privado.Alguém com vivencia de mundo, com horizontes ampliados, e que não venha a ser mais um mero vendedor de ilusões.

Alguém que não sinta a Emergência Médica Pré-Hospitalar como sua, ou do seu partido, mas como um serviço essencial que salva vidas, um espaço de partilha e harmonia, no qual a opinião de outras pessoas tem que contar para escrever o futuro.

A Emergência Médica Pré-Hospitalar tem de mudar. E para além da inigualável experiência de encontro com o saber e a ciência, com a cultura e com a história que pode e deve proporcionar, tem de ser capaz de surpreender, sabendo manter a delicada sensatez entre o passado, o presente e o futuro.

Tem que ser uma Emergência Médica Pré-Hospitalar capaz de aliciar quem vem de fora e que já nela se encontra a dizer “fico” "quero ficar", uma Emergência Médica Pré-Hospitalar que pertença mesmo aos que não a vivam.

Sei que existe um sonho em muitos de nós. Vamos guardá-lo e segura-lo. Deixar que reflua nas veias como se de uma maré se tratasse.

Afinal só por debaixo da pele nos conhecemos de facto.

Teremos a oportunidade de lhe dar asas e de efetivamente salvar mais vidas, e não apenas permanecer pela intenção.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Bem-estar físico e mental
Um estudo desenvolvido em 2021 pela Euromonitor Internacional mostra que na última década temos vindo a assistir a um...

Os consumidores priorizam uma vida saudável com base no bem-estar físico e mental, assim como na felicidade pessoal. Mais de metade (56%) dos entrevistados globais consideram que o consumo de vitaminas e suplementos alimentares são uma parte importante da saúde e nutrição, e 65% afirmam que estão a tentar melhorar a sua alimentação.

“O facto de termos ficado muito tempo em casa contribuiu fortemente para comportamentos mais sedentários que se refletem nos hábitos alimentares e afetam diretamente a nossa saúde e bem-estar.

Com isto muitos portugueses começaram a priorizar o consumo de suplementos alimentares, aliado a uma dieta equilibrada, com o objetivo de proporcionar o bem-estar físico e a otimização do potencial”, explica Carolina Gaibino, Brand Manager de Viterra em Portugal.

“Outra questão importante é o facto de a maioria das pessoas estar a viver agora um período de maior entusiasmo e compromisso em aproveitar todos os momentos de 2022 no seu máximo potencial e, consequentemente, na procura do equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Por isso, torna-se importante complementarmos o nosso estilo de vida com os suplementos certos, de acordo com as necessidades de cada um. E, Viterra apresenta uma grande vantagem nesse campo, uma vez que conta com uma vasta gama de multivitamínicos e suplementos especializados, direcionada especificamente para diferentes necessidades de cada indivíduo.” finaliza.

 

 

Dados vacinação
Portugal já administrou 4 milhões de doses de reforço da vacina contra a Covid-19. Destas, e até ao final do dia de ontem, 17...

Desde que teve início a campanha de vacinação contra a Covid-19 já foram administradas, no total, perto de 20,2 milhões de doses de vacinas.

Em comunicado, a Direção-Geral da Saúde recorda que a vacinação é a melhor forma de proteção contra a doença grave, internamentos e morte, reforçando o apelo para que as pessoas, com mais de 40 anos, que ainda não estão vacinadas com a dose de reforço e são elegíveis, efetuem o agendamento.

 

Destinado a terapia física e ocupacional de distúrbios neurológicos
O Centro CEREBRO é a primeira e única clínica a nível ibérico (Portugal e Espanha) a utilizar o equipamento mais avançado de...

O EGZOTech Luna EMG é um robot de reabilitação neurológica destinado a terapia física e ocupacional de distúrbios neurológicos, especificamente acidente vascular cerebral, lesões na medula espinhal e distúrbios neurodegenerativos. Baseado em princípios de neurociências e neuroplasticidade, este equipamento deteta a atividade nervosa e muscular e ativa o movimento do braço robótico dando apenas a assistência necessária, nem mais nem menos, para o movimento acontecer. Assim, o paciente consegue realizar um treino ativo e funcional e tarefas de movimento real, nomeadamente de recuperação do movimento de braço e pernas, mesmo em casos graves.

De acordo com o neuropsicólogo Jorge Alves, diretor do Centro CEREBRO, “o comando para o movimento é dado pelo sistema nervoso do paciente sendo que, desta forma, o movimento é iniciado pelo paciente e o robot apenas apoia o mesmo com a força adequada. Assim, estão garantidas condições importantes para a reabilitação: o paciente realiza movimento real, que é iniciado por si, o que permite ativar os mecanismos de recuperação baseados em neuroplasticidade (capacidade do cérebro e restante sistema nervoso para adaptação às exigências do treino)”.

Algumas das principais vantagens da utilização deste equipamento incluem o aumento da força muscular, o aumento da amplitude de movimento assim como o aumento da coordenação. Neste sentido, este é um robot especialmente útil na reabilitação e tratamento de pacientes vítimas de Acidentes Vasculares Cerebrais, Lesões da Medula Espinhal Incompletas, Paralisia Cerebral, Esclerose Múltipla, Esclerose Lateral Amiotrófica, Distrofia Muscular, Parkinson e outras Doenças do Movimento, bem como Pavimento Pélvico (incontinência), Fraturas Ósseas e Recuperação pós-cirúrgica.

De notar que o EGZOTech Luna EMG pode ser utilizado em crianças, jovens, adultos e seniores, tanto para treino ativo como para treino passivo, e em todas as fases do processo de recuperação.

Com recurso a esta tecnologia, o Centro CEREBRO poderá fornecer aos seus pacientes tratamento ainda mais especializado, objetivo e orientado por dados concretos, baseados na evidência científica.

 

Balanço de atividade
O Hospital Fernando Fonseca (HFF) aumentou a atividade assistencial em 2021 face a 2020, em diversas áreas de produção,...

Em 2021, foram realizadas 334.215 consultas de especialidade, mais 34.945 do que em 2020, o que representa um acréscimo de 11,7%. Dessas foram registadas 103.105 primeiras consultas, um acréscimo de 28,9% face ao ano anterior. Importa referir também que comparando com 2019, período pré-pandemia, em 2021 foram realizadas mais 7.190 consultas de especialidade, com uma redução de 20 dias no tempo de espera.  

No que respeita à atividade cirúrgica (convencional, de ambulatório), em 2021 efetuaram-se 15.112 cirurgias, mais 2.246 do que em 2020, registando-se um acréscimo de 35,3% nas cirurgias convencionais e de 14,6% nas cirurgias de ambulatório. Face ao período pré-pandémico de 2019, em 2021 verificou-se uma redução de 31,5% no número dos doentes em espera para cirurgia, representando uma melhoria significativa do acesso dos utentes.  

No ano passado, registaram-se 211.594 atendimentos na Urgência do HFF, um crescimento de 16,4% face ao ano anterior, o que equivale a mais 29.851 episódios de urgência.  

As sessões de hospital de dia registaram um crescimento de 22%, tendo sido realizadas um total de 23.001 em 2021, mais 4.082 sessões do que no ano anterior.  

Relativamente aos meios complementares de diagnóstico, no ano de 2021 foram realizados 239.382 exames, uma média diária de 656 procedimentos; e foram efetuadas 2.346.347 análises clínicas.  

“Apesar da atividade assistencial de 2021 ter sido fortemente condicionada pela pandemia por SARS-CoV-2, os números evidenciam o empenho e profissionalismo de todas e de todos os trabalhadores do HFF, sem os quais não estaríamos a ultrapassar este que tem sido o maior desafio das nossas vidas profissionais. Deixo também uma palavra de apreço às nossas e aos nossos utentes pela confiança que demonstram diariamente no HFF e nas suas equipas, o que é um estímulo para prestarmos melhores cuidados de saúde”, afirma Marco Ferreira, presidente do Conselho de Administração do Hospital Fernando Fonseca.  

 

Simon Gineste será embaixador do grupo
A liderança do Grupo Novartis em Portugal está agora entregue a Simon Gineste, diretor geral da Novartis Farma desde janeiro de...

Simon tem uma experiência sólida em funções comerciais e estratégicas, com uma forte motivação na liderança de pessoas. Nasceu em França, onde viveu e estudou, formando-se em gestão e onde iniciou a sua carreira. A sua mentalidade empreendedora, a curiosidade e a vontade de saber mais sobre outras culturas levaram-no a Barcelona, onde fez um MBA na ESADE. Entrou na Novartis Espanha em 2007 e a partir daí desenvolveu a sua carreira, passando por diversas funções e assumindo a estratégia e a liderança de equipas de Vendas e Marketing, até ao cargo de Diretor na área da Insuficiência Cardíaca para a Região Europa. Antes de ingressar na Novartis Portugal, Simon ocupava a função de Diretor da Área Cardiovascular, Renal e Metabólica na Novartis Espanha.

No último ano, Simon Gineste liderou a transformação do modelo organizacional e de negócio da Novartis Farma, tendo em vista a construção de uma organização mais aberta ao exterior e um melhor diálogo com clientes e parceiros, centrado em responder a necessidades concretas do doente, do profissional de saúde e do sistema de saúde e na criação de valor para além das terapêuticas que a companhia disponibiliza em Portugal.

“No atual contexto da saúde em Portugal e no mundo, a Novartis pretende continuar a colocar ao serviço do fortalecimento do nosso sistema de saúde as nossas pessoas, o nosso talento e a nossa inovação, que vai para além dos nossos medicamentos. A nossa ambição é de co-criar com todos os parceiros soluções relevantes que possam melhorar a experiência, a igualdade e o acesso nos cuidados de saúde. O nosso compromisso é servir melhor o sistema de saúde para que ele possa servir melhor a sociedade portuguesa”, afirma Simon Gineste.

Simon sucede assim a Cristina Campos que liderou a Novartis Farma Portugal como Diretora Geral desde meados de 2012 até Dezembro de 2020, tendo assumido funções internacionais na Novartis Global Health, em janeiro de 2021, acumulando a Presidência do Grupo Novartis Portugal ainda ao longo de 2021.Licenciada em Ciências Farmacêuticas e com um MBA, Cristina Campos tem mais de 25 anos de experiência profissional. Assumiu ao longo da sua carreira diversas funções em empresas multinacionais na Indústria Farmacêutica e no Sector do Grande Consumo.

Via zoom ou em direto na página de Facebook da APIR
A Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR) realiza no próximo dia 20 de janeiro, às 21h00, um webinar dedicado à...

Serão convidados desta sessão online Jorge Malheiro, nefrologista do Centro Hospitalar Universitário do Porto, e Sofia Santos, doente renal crónica, ficando a moderação a cargo de Ruth Rafaela, também doente renal crónica. Entre os principais temas a serem abordados estão incluídos a relação entre a DRC e a anemia, os sintomas da anemia e os efeitos secundários, as opções de tratamento, bem como impacto da doença no dia a dia do doente com DRC.

Para participar não é necessária inscrição prévia. O webinar pode ser acompanhado via Zoom ou em direto na página de Facebook da APIR.

A Doença Renal Crónica (DRC) é uma condição caraterizada pela perda gradual da função renal ao longo do tempo e ocorre quando uma doença ou condição afeta a função renal causando o agravamento da lesão renal ao longo de vários meses ou anos. Por sua vez, a anemia é uma complicação da DRC, que pode ter impacto na qualidade de vida do doente, no agravamento da própria patologia e de outras doenças como as cardiovasculares.

 

Opinião
A formação é um bem que deve estar disponível a todos, sem dúvida nenhuma, mas a mesma deve ser enca

Haver entidades que forneçam estes produtos, acho muito bem, é salutar, até porque a capacidade de formar pessoas ser maior, e até pela escolha que cada um poderá fazer onde quiser ser formado.

Ora bem, no que concerne à formação especifica na área da saúde, nomeadamente no transporte e ou socorro a vítimas, independente da situação clínica ou etiologia da situação, importa referir que é de extrema importância, que cada um ao seu nível possa desempenhar de uma forma profissional o que lhe está cometido nas suas competências especificas, com base no sabe r- saber, no saber ser e no saber fazer.

Todos saberão e identificarão com segurança todos os níveis de formação nesta área, todos em consciência entenderão que a massificação de formação por parte das entidades acreditadas para o efeito, tem colocado para segundo plano aquilo que é a qualidade formativa em detrimento da quantidade. Tenho consciência absoluta que nas várias entidades que prestam este serviço existem muito bons formadores, mas também o inverso é verdade, o que por vezes traduz-se numa inversão da tão desejada qualidade dos formandos.

A título de exemplo, um médico leva em média 6 anos da sua vida para se formar e depois mais uns tantos para fazer a especialidade a que se propôs. Da mesma forma, quando nos propomos para condutores, temos em primeiro, as aulas teóricas, após conclusão destas vamos á prática de condução, depois ainda temos aulas de preparação para o exame, e no dia do exame lá vamos nós aplicar tudo direitinho como nos ensinaram para passarmos.

Ficámos uns excelentes condutores? Claro que não, temos o básico, aprendemos todas as regras, mas é depois na condução diária que vamos tendo treino e experiência. Mas é importante agora ressalvar aqui um aspeto importante, quando quebramos estas regras estamos sujeitos a contraordenações por parte das entidades reguladoras, ou seja, os agentes da autoridade em primeira instância.

Então regressemos à formação! A área da emergência pré-hospitalar! Será lícito alguém que pouca ou nenhuma experiência de terreno, depois de frequentar um curso de meia dúzia de horas o prepara para ser formador de quem anda no terreno há muitos e muitos anos? Qual a experiência no saber fazer? Não duvido que tenha capacidades no saber - saber, mas falta aqui toda experiência de base intrínseca e necessária.
Então deixemos de tapar o sol com a peneira e sejamos realistas, a formação nesta área, desde o básico, ao transporte e ao socorro está banalizada, desde os conteúdos programáticos desajustados de cada nível, e sem que exista uma efetiva avaliação no saber fazer, cingindo-se praticamente ao saber - saber de um teste teórico com base em manuais desprovidos de conteúdo cientifico, onde formadores que dominam o saber - saber, mas em pouco ou nada dominam o saber ser e saber fazer, com construções de cenários ao melhor estilo hollywoodesco que depois não conseguem sequer soluciona-los.
Talvez fosse um bom propósito, quer entidades, quer os próprios intervenientes colocassem a mão na cabeça e em consciência entenderem que não vale de tudo para se ganhar euros, estamos a falar de salvar vidas humanas, é disto que se trata e não do vale tudo.

Aos que querem formação, e bem, também têm a sua quota parte, a atualização é necessária e não devem ter receio de qualquer avaliação, só assim se cresce e melhora a nossa prestação, talvez fosse bom pensarem que neste país nem todos podem ser doutores ou engenheiros, como na emergência médica pré-hospitalar, nem todos poderão ser tripulantes/técnicos/formadores, isto exige tempo, dedicação e acima de tudo estudo científico.

Talvez num futuro próximo tenhamos pessoas com competência em emergência médica pré-hospitalar que possam aferir como são prestados os cuidados de transporte/emergência pré-hospitalar a todos os níveis, só assim se conseguirá evoluir e ter a qualidade necessária no transporte e socorro que dentro do nosso país se faz. Para isso é preciso acabar com esta impunidade que grassa nesta área, as pessoas têm que começar a serem chamadas à responsabilidade e punidas.

É um desabafo de alguém que já cá anda há algum tempo e que tem visto regredir a olhos vistos, quer a formação, quer a intervenção no terreno, um dia podemos ser nós, e tenho certeza que qualquer um de vocês vão querer ter o melhor socorro, com a qualidade desejada, por alguém que saiba o que faz e não de como está o seu estado de espírito no momento.


 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Opinião
A Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar (SPEPH), tem na génese para a qual foi constituí

Assim, uma das principais preocupações, para que fosse credível a evolução e a alteração em definitivo do atual estado da emergência médica pré-hospitalar, foi sair fora da caixa da maior parte do atuais atores nesta área, tendo o cuidado de ter um conselho científico, não se constituindo unicamente em pessoas que sabem do estado da arte, que são muito válidos, mas por muitas outras pessoas de renome nacional e internacional, com vasta experiência em muitas áreas da medicina e paramedicina, fortalecendo assim o conhecimento baseado na evidência científica.
Desta forma, a SPEPH, mantém-se firme no que sempre defendeu, e que consta nos estatutos da criação, não fugindo para outras áreas que não o interesse na educação/formação na paramedicina.

A SPEPH, orgulha-se do trajeto até agora feito, defendendo a inovação, face a este sistema completamente ultrapassado, mas que muitas entidades teimam em defender, e que outras tantas ora um dia defendem ora outro dia já não.
Não tenhamos dúvidas, que face ao atraso de anos, ainda teremos um difícil caminho pela frente, mas assumimos que para se dar o salto qualitativo, esta educação, para se ter a qualidade, competência e reconhecimento científico dos pares, tem que ser ministrado por entidades de ensino superior, com professores e ou instrutores em áreas muito especificas, desde que reconhecidos por essas mesmas entidades.
Deixemo-nos de demagogias baratas, não vale a pena insistir no erro, quando se fala de emergência médica pré-hospitalar, quando se fala de socorrer vitimas de doença ou trauma em primeira linha, os primeiros meios a chegar não são os diferenciados, por isso são estas tripulações que têm que ser dotadas de capacidade técnica e cientifica, mas para isso os pré-requisitos não poderá ser absorver todos os já existentes, continuaríamos no mesmo erro, se bem que sei que todos gostariam, mas temos que ser honestos, ficaríamos na mesma.

Se querem evolução e serem reconhecidos, há que se fazer por isso, as facilidades só nos levam a mais do mesmo, sejam exigentes convosco mesmo, se querem ser Técnicos Emergência Médica/Paramédico, há que investir na vossa educação, só assim se conseguirá evoluir e termos o respeito merecido.

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Educação Pré-Hospitalar
O Vice-Presidente do Conselho de Direção da SPEPH, Carlos Silva, foi indigitado pelo International PreHospital Medicine...

O IPHMI é constituído por reputados especialistas mundiais, com largas décadas de experiência quer na execução, quer no ensino de emergência médica, tendo mesmo cargos de manifesta relevância na área, bem como em entidades de importância distinta.

O IPHMI é uma entidade na área da educação pré-hospitalar e tem como missão a educação, garantindo as melhores práticas com base nas mais recentes evidências científicas.

 

Ensaios clínicos
As células estaminais do tecido do cordão umbilical têm a capacidade de melhorar a função hepática e aumentar a sobrevivência...

A doença hepática crónica – que se encontra entre as dez principais causas de morte em Portugal – conduz frequentemente ao desenvolvimento de cirrose hepática, caracterizada pela substituição do tecido hepático saudável, por tecido fibroso, semelhante ao de uma cicatriz, incapaz de realizar as suas funções normais. Além da diminuição da função hepática, a cirrose, quando descompensada, pode provocar hemorragias do trato gastrointestinal, encefalopatia (inflamação do cérebro), icterícia (pele e olhos amarelados), acumulação de fluido na cavidade abdominal, e, eventualmente, a morte. 

“É nestas situações de descompensação que a administração de células estaminais do tecido do cordão umbilical poderá ser uma opção,”, afirma a Dr.ª Bruna Moreira, investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal. “A procura por alternativas terapêuticas mais eficazes deve-se ao facto de as estratégias de tratamento convencionais se revelarem, em certos casos, insuficientes para controlar a doença”, sublinha.

Este ensaio clínico, realizado na China, incluiu 111 doentes no grupo controlo, tratados recorrendo às abordagens convencionais, e 108 doentes no grupo experimental que, além do tratamento convencional, receberam três infusões de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical, administradas com quatro semanas de intervalo. Os participantes foram acompanhados ao longo de cerca de 6 anos após o início do estudo.

Os resultados revelaram que o tratamento com células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical esteve associado a melhorias na função hepática durante o primeiro ano de seguimento. Adicionalmente, a análise dos resultados indicou que o tratamento experimental permitiu melhorar a taxa de sobrevivência entre os 13 e os 75 meses de acompanhamento, sem evidências de efeitos adversos significativos a curto e a longo-prazo.

Os autores referem que a melhor taxa de sobrevivência associada ao tratamento com células estaminais poderá dever-se aos efeitos regenerativos, imunomoduladores e anti-inflamatórios destas células, e que os resultados indicam que este benefício só se torna evidente 13 meses após o tratamento experimental.

De acordo com este estudo, a administração de células estaminais do cordão umbilical é segura e capaz de trazer benefícios aos doentes com cirrose hepática decorrente da infeção pelo vírus da hepatite B. As conclusões apresentadas devem ser confirmadas em ensaios clínicos de maior dimensão, envolvendo vários centros de tratamento.

Ecossistema de inovação
São já quase meia centena as empresas com acesso direto a um conjunto alargado de serviços de valor acrescentando, que vão...

O instituto de I&DT de referência em Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes é a única entidade portuguesa envolvida no Projeto. Lançado em janeiro de 2020 e com término previsto para dezembro de 2022, o SmartEEs2 - designação atribuição ao Projeto – nasceu para revolucionar a Indústria e acelerar a sua transição tecnológica e digital, tendo por base a eletrónica flexível, um tipo de tecnologia inovadora compatível com a Internet das Coisas (IoT).

Um aparelho de base têxtil que permite aliviar a dor do pulso, uma camisola que monitoriza a postura durante a utilização de bicicleta ou um equipamento desportivo que emite luz e o torna visível no escuro são alguns exemplos de inovações a este nível. A ideia foi disponibilizar às empresas as condições propícias para a geração de novas respostas tecnológicas, fomentando, com isso, o crescimento dos negócios.

Formação, suporte ao desenvolvimento, testagem e fabricação de produtos eletrónicos são os serviços disponibilizados. “Durante o decorrer da primeira fase do Projeto, as empresas podiam concorrer a oportunidades financiadas pelo Projeto para usufruir desses serviços. Atualmente, estão a ser apoiadas 46 empresas que se encontram a beneficiar dos referidos serviços para desenvolver produtos inovadores.

Prevê-se que, no pós-Projeto, as empresas possam recorrer ao Marketplace, criado no Projeto e que será gerido pela entidade “European Flexible and Wearable Electronics 8 milhões para acelerar a digitalização das empresas Adoção da eletrónica flexível e exemplos de aplicação Serviços disponibilizados 46 empresas estão a beneficiar dos serviços Association”, para conseguirem aceder a estes serviços a um preço justo e competitivo”, refere José Silva, Printed Electronics Team Leader do CeNTI. A mesma associação permitirá às empresas terem, também, acesso a uma rede Pan-Europeia de colaboração, constituída por pequenas, médias e grandes empresas, start-ups, aceleradoras, investigadores e investidores. Um ‘ecossistema de inovação’ que visa conjugar esforços e alavancar novas ideias no panorama empresarial.

Além de sensibilizar e de captar empresas, que pudessem ser abrangidas por este Projeto, o CeNTI tem participado na gestão de projetos de curta-duração que são suportados financeira e tecnologicamente pelo Projeto. Tem também assegurado o apoio tecnológico ao desenvolvimento de novos produtos, que integrem a eletrónica flexível, bem como a preparação, recolha e centralização de materiais educacionais para aplicação em serviços de capacitação e educação das ‘Innovative Companies’ (as empresas abrangidas pelo Programa).

A par do Centro de Nanotecnologia, fazem parte do consórcio diversas empresas, centros de investigação e inovação e organizações focadas na eletrónica flexível, eletrónica orgânica, nanotecnologia e tecnologias digitais.

A eletrónica flexível está hoje presente em vários setores - automóvel, saúde e bem-estar, têxtil, eletrónica de consumo, energia, embalagens - e permite tornar os objetos inteligentes, conferindo-lhes propriedades e funcionalidades únicas e garantindo a partilha de informação entre os objetos e o utilizador.

A sua aplicação traz, por isso, ganhos acrescidos para as empresas, que podem, assim, responder às atuais tendências digitais com soluções tecnológicas disruptivas, úteis e com elevado valor para o mercado.

Testes TAAN (PCR), Pesquisa de Antigénio e Serológico sem marcação prévia e com resultados em 30 minutos
Estão disponíveis em todas as unidades do grupo Lusíadas Saúde testes de deteção viral e teste para a pesquisa de anticorpos...

Em nove localizações diferentes em todo o País – Hospital Lusíadas Braga, Hospital Lusíadas Porto, Clínica Lusíadas Gaia, Hospital Lusíadas Lisboa, Hospital Lusíadas Amadora, Clínica Lusíadas Oriente, Clínica Lusíadas Almada, Hospital Lusíadas Albufeira e Clínica Lusíadas Faro - os clientes podem agora agendar os diferentes tipos de testes: Diagnóstico TAAN (PCR) Covid-19 - Rápido (resultados em 15 a 30min) e em tempo real; Pesquisa de antigénio; Serológico - Pesquisa de AC Anti-SARS-Cov-2 (IgG e IgM); e diagnóstico Saliva (PCR) Covid-19.

É recomendável o agendamento dos testes através da App/Portal +Lusíadas ou através do Contact Center. No entanto, caso tal não seja possível, podem ser realizados testes sem marcação prévia.

Os clientes do grupo Lusíadas Saúde podem confirmar a comparticipação do teste TAAN (PCR) junto da sua seguradora, indicando a unidade Lusíadas Saúde à qual pretendem recorrer, sendo necessária, neste caso, a apresentação de prescrição médica. Os restantes testes, não comparticipados, podem ser realizados a título particular e sem a apresentação de prescrição médica.

Na Clínica Lusíadas Oriente, em Lisboa, está também disponível um Drive Thru.

A Lusíadas Saúde disponibiliza os vários tipos de testes numa conjuntura de elevada procura dos portugueses de vários tipos de testes à Covid-19. Os resultados dos testes Antigénio e TAAN (PCR) serão disponibilizados no local (em PT e inglês), via APP +Lusíadas ou ainda por e-mail. É emitido também um certificado digital no SNS24 (para todos os utentes com número SNS ativo). Para os Testes Serológicos é entregue diretamente um relatório ao Cliente.

Mais informação sobre os horários, as diferenças entre testes e os valores associados aqui: https://www.lusiadas.pt/testes-covid-19.

 

Protocolo ANF e ANDAEP
Cerca de um milhão de estudantes dos estabelecimentos públicos de ensino de todo o país vão ser testados ao longo do segundo...

O programa organizado pelas duas entidades prevê que o serviço de testagem seja articulado localmente entre cada escola e a(s) farmácia(s) de proximidade, podendo a testagem ser realizada nas instalações da farmácia ou da escola, desde que garantidos os requisitos necessários.

Para o presidente da ANDAEP, esta iniciativa «vai permitir que os nossos alunos possam ser todos testados a custo zero para as famílias e para as escolas, contribuindo para conceder ainda mais segurança a um lugar confiável». O professor Filinto Lima acrescentou que «os diretores não baixarão a guarda de exigência relativamente ao cumprimento das regras e observação das normas implementadas nas escolas públicas, reconhecendo mais-valia nesta simbiose».

A ANF congratula-se com esta parceria, que permite estender a testagem aos estudantes do ensino público de todo o país. «Trata-se de um programa flexível, porque será ajustável à realidade de cada localidade e concelho», refere a presidente da ANF, Ema Paulino, para quem os contributos que as farmácias aportam a este programa são «a capilaridade da rede de farmácias em todo o país, a forte ligação dos farmacêuticos com as comunidades locais e a experiência acumulada na testagem COVID-19».

O protocolo de colaboração assinado entre a ANDAEP e a ANF promove que as farmácias aderentes à convenção com o Serviço Nacional de Saúde participem no serviço de TRAg COVID-19 junto dos alunos dos estabelecimentos públicos de ensino, em todo o território nacional.

 

Conteúdos científicos
A Bayer estabeleceu uma parceria com a Tonic App, plataforma com informação especializada e direcionada a profissionais de...

Com esta parceria, a Bayer procura disponibilizar conteúdos científicos e úteis, sobre nefropatia diabética, para médicos de nefrologia, endocrinologia, medicina interna e medicina geral familiar, contando para isso com o know how dos criadores desta plataforma.

“Esta parceria que temos, para já, pensada a um ano faz parte da estratégia da Bayer no que diz respeito ao contacto com os profissionais de saúde tendo em conta a inovação terapêutica que também contamos trazer para Portugal na nefropatia diabética durante o ano de 2022. No entanto, também temos pensadas iniciativas dirigidas ao público em geral e numa perspetiva de disease awareness que contribuam para um melhor conhecimento da prevalência desta doença no nosso país e que iremos revelar também ao longo deste ano”, afirma David Santana Brand Manager CardioRenal da Bayer Portugal.

Por outro lado, a Bayer pretende também posicionar-se como uma marca de referência digital nesta área, através da publicação de árvores de decisão e conteúdos educativos que ajudem os profissionais de saúde a prestar os melhores cuidados aos seus doentes.

“Estamos contentes por podermos trabalhar com a Bayer numa patologia tão subdiagnosticada como a nefropatia diabética. Estou certa de que juntos vamos conseguir ajudar a consciencializar em relação à doença, assim como no seu diagnóstico atempado e gestão terapêutica”, afirma Daniela Seixas, médica e CEO da Tonic App."

A diabetes é uma das principais causas de doença renal crónica, sendo que em Portugal, cerca de 1 em cada 3 pessoas com diabetes pode vir a desenvolver complicações renais ao longo da sua vida. A longo prazo, os elevados níveis de glicose no sangue podem evoluir para uma das causas mais comuns da doença renal crónica, a nefropatia diabética.

A nefropatia diabética define-se por alterações renais estruturais e funcionais dos rins. As primeiras são a expansão mesangial, o espessamento da membrana basal, lesão podocitária e finalmente a esclerose glomerular. De acordo com a Associação Portuguesa de Insuficiência Renal (APIR), esta doença afeta aproximadamente 120 milhões de pessoas em todo o mundo e mais de 90% dos doentes que iniciam diálise por nefropatia diabética têm diabetes tipo 2. Em Portugal, a prevalência desta patologia é dominante em doentes com diabetes tipo 2, comparativamente a doentes com Diabetes Mellitus tipo 1.

APDP alerta
As pessoas com mais de 18 anos e comorbilidades associadas já podem agendar o reforço da vacinação contra a covid-19 através...

A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) congratula-se com esta decisão e reforça a importância da vacinação contra a covid-19 em todas as idades. “Esta é mais uma vitória para todas as pessoas que vivem com diabetes. Tudo indica que existe um claro benefício no reforço da vacinação contra a covid-19 em pessoas com comorbilidades associadas e a diabetes é precisamente uma das patologias que não podem ser descuradas”, alerta José Manuel Boavida, Presidente da APDP, acrescentando: “Nesta fase, é crucial vacinar o mais rapidamente possível as pessoas que constituem grupos de alto risco e está nas mãos destas avançar com o agendamento”.

No dia 23 de dezembro, a DGS recomendou a administração da dose de reforço da vacina contra a covid-19 a todos os maiores de 18 anos. Em comunicado, essa recomendação inclui a definição de vacinação “urgente e prioritária” de pessoas com 40 ou mais anos, por faixas etárias decrescentes, e pessoas entre os 18 e os 39 anos com pelo menos uma das comorbilidades definidas na norma 002/2021 terão prioridade no processo.

De acordo com o parecer da Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19 emitido pela DGS, estima-se que a vacinação dos grupos de risco reduza em mais de 90% o número de pessoas hospitalizadas por covid-19, pressupondo-se uma adesão elevada por parte destes.

 

Opinião
O sistema endocanabinóide é composto pelos endocanabinóides (encontrando-se em áreas específicas do

Os recetores CB2 estão relacionados com a regulação da inflamação e da resposta imunitária, enquanto os recetores CB1 estão relacionados com o controlo do apetite, a regulação motora, a memória e os efeitos psicoativos.

Os fitocanabinóides que demonstram ter um papel terapêutico relevante são o delta9-tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD). Ambos apresentam efeitos acentuados, benéficos, no controlo da dor e da ansiedade, sendo que o THC demonstrou ser um potente estimulante do apetite (ao contrário do CBD, que não tem este efeito), do relaxamento muscular e tem um efeito antiemético marcado, enquanto o CBD apresenta efeitos anticonvulsivantes, anti-inflamatórios e antipsicóticos.

Porque é que os canabinóides são importantes para os Cuidados Paliativos? Um dos pilares essenciais dos Cuidados Paliativos é o controlo adequado de sintomas. As doenças mais frequentes que necessitam da atuação e da atenção particular dos cuidados paliativos são as doenças oncológicas, neurodegenerativas e as insuficiências de órgão, e os sintomas mais frequentes e também de maior dificuldade no seu controlo são a dor, sintomas neuropsíquicos (como a ansiedade, a depressão, a insónia e o delirium), sintomas respiratórios (como a dispneia, a tosse e a asfixia) e sintomas gastrointestinais (como a diarreia, a obstipação, as náuseas, os vómitos e a perda de apetite). Assim sendo, e tendo em conta que os fitocanabinóides têm uma atuação com eficácia e segurança demonstradas no controlo de muitos destes sintomas, é natural que sejam uma opção válida na abordagem e tratamento multimodal que deve nortear a nossa atuação.

A terapêutica com canábis medicinal não veio substituir nenhuma outra terapêutica, mas veio reforçar o leque de opções que os médicos têm para adequar as suas prescrições às necessidades individuais dos doentes. Porque a abordagem farmacológica com medicamentos que atuem em várias vias, recorrendo a doses mais baixas, cria sinergismos que são essenciais para a eficácia terapêutica e para evitarmos reações adversas.

Contudo, a canábis medicinal não é isenta de riscos e de efeitos secundários: a fadiga, a sonolência e as tonturas são relativamente frequentes, sobretudo se a titulação/dose não for a mais adequada, assim como a confusão mental, a taquicardia, as mudanças no humor e as alucinações, sobretudo com as formulações com THC, pelo seu efeito psicoativo.

Em Portugal, neste momento, existe apenas uma formulação de canábis medicinal: a flor seca de THC18, que é administrada com vaporizador. Temos esperança de que surjam brevemente doses e, acima de tudo, formulações diferentes, com vias de administração diferentes, assim como a comparticipação adequada, de acordo com a política do medicamento vigente. Só assim é que esta terapêutica será considerada pelos seus efeitos benéficos e pelos efeitos indesejáveis, com a consequente decisão médica, e não pelo seu custo, que é atualmente incomportável para a maioria dos doentes.

 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Campanha abrange televisão, rádio e redes sociais
A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) está preocupada com a crescente oferta de serviços médico-dentários à distância sem a...

Esta preocupação já foi transmitida à Entidade Reguladora da Saúde, mas a OMD entende ser importante alertar também a opinião pública para estes casos. 

Numa campanha inédita, a Ordem alerta os doentes para as consequências graves destes procedimentos sem a presença física numa consulta de medicina dentária, sejam resultados de qualidade inferior, necessidade de tratamentos adicionais ou, nos casos mais graves, danos irreversíveis na saúde oral.

O procedimento envolve na maioria dos casos uma autoavaliação do próprio doente, por meio de fotografias do tipo “selfie” obtidas por telemóvel ou impressões realizadas pelo doente. Depois, são enviados os aparelhos que consideram mais adequados - geralmente alinhadores, uma das técnicas possíveis, entre outras, em ortodontia - diretamente para o doente por correio mediante o pagamento de uma verba. A monitorização do progresso do tratamento ocorre, maioritariamente ou exclusivamente, sem contacto físico do médico dentista com o doente.

Miguel Pavão, bastonário da OMD, avisa que “na grande maioria das situações relacionadas com a medicina dentária, incluindo o tratamento ortodôntico, é necessária uma interação presencial para garantir a segurança do doente. Por outro lado, e em conformidade com as boas práticas clínicas, a evidência científica e a atual formação do médico dentista na área da ortodontia, é fundamental que os julgamentos clínicos em que se baseia uma proposta de tratamento ortodôntico sejam fundamentados numa avaliação completa da saúde oral do doente. E, atualmente, não há substituto efetivo para um exame clínico físico como base para essa avaliação”.

A OMD lembra que o tratamento ortodôntico é, na sua essência, uma intervenção médica sobre o sistema estomatognático, pelo que deve ser realizado exclusivamente por um médico dentista qualificado na área da ortodontia.

Qualquer tratamento ortodôntico tem de ser precedido por um exame clínico completo do doente por um médico dentista e os resultados dos exames têm ser avaliados de modo a permitir um quadro de tratamentos adequado, identificando contraindicações ou riscos do tratamento.

Qualquer tratamento ortodôntico requer controlo clínico regular e presencial. É fundamental não só avaliar a evolução do tratamento, mas também detetar precocemente possíveis complicações, tal como movimentos dentários indesejáveis, reabsorção das raízes, problemas que afetam as gengivas e o suporte dos dentes ou outras patologias intraorais.

Os tratamentos ortodônticos enquadram-se na definição legal de medicina dentária, pelo que só podem ser realizados por médicos dentistas que estejam inscritos na Ordem.

O bastonário aconselha os doentes a conhecerem o nome profissional do médico dentista responsável pelo tratamento e a garantir que têm contacto direto com o profissional.

Cabe ao médico dentista responsável pelo tratamento, e no âmbito da sua liberdade de juízo clínico, assegurar formas de comunicação diretas e eficazes com os doentes, bem como explicar as vantagens e riscos das opções de tratamento disponíveis, e obter um consentimento informado, que seja válido tanto no início como durante todo o tratamento.

Em todos os casos, o médico dentista responsável pelo tratamento deve elaborar e manter um registo clínico completo do doente.

O bastonário afirma que “o auto-tratamento ortodôntico e o tratamento remoto de doentes neste âmbito, poderão, dependendo da situação clínica do doente, não contribuir para atingir o resultado de tratamento expectável."

Dados Task Force de Testagem
Desde o início da pandemia, já se realizaram Portugal um total de 30.074.386 milhões de testes à Covid-19. Segundo a task force...

Em comunicado, a task force revela ainda que, em apenas quatro dias (de 11 a 14 de janeiro), o país voltou a ultrapassar a marca de 1 milhão de testes, dos quais mais de 770 mil (70%) foram TRAg de uso profissional. Estes dados não incluem os autotestes.

Entre 1 e 14 de janeiro, foram perto de 3,3 milhões de testes de diagnóstico à Covid-19, com uma média diária de mais de 233 mil testes. Destes, cerca de 1 milhão foram TAAN/PCR e mais de 2,2 milhões foram TRAg de uso profissional.

Recorde-se que, no mês de dezembro, Portugal alcançou um novo máximo de testagem mensal à Covid-19, com mais de 5,4 milhões de testes efetuados, o que corresponde a uma média diária superior a 174 mil testes. No dia 30 de dezembro, foi mesmo atingido um novo máximo de testagem diária, com 402.756 testes realizados.

Os TRAg de uso profissional efetuados nos laboratórios e farmácias aderentes ao regime excecional de comparticipação voltaram a ser gratuitos a partir de 19 de novembro de 2021, uma medida que abrange toda a população (quatro testes gratuitos por mês, a cada utente) e que pretende reforçar a proteção da saúde pública e o controlo da pandemia Covid-19, vigorando pelo menos até 31 de janeiro.

No comunicado, o grupo de trabalho lembra que a reativação do regime excecional e temporário de comparticipação dos TRAg visa contribuir para a deteção e isolamento precoce de casos, prevenir e mitigar o impacto da infeção por SARS-CoV-2 nos serviços de saúde e nas populações vulneráveis, assim como reduzir e controlar a transmissão da infeção por SARS-CoV-2 e monitorizar a evolução epidemiológica da Covid-19.

 

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