Descoberta liderada por professor da Ciências ULisboa publicada na Nature Communications
Uma equipa internacional liderada pelo cientista Cláudio M. Gomes, professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa...

A descoberta, publicada a 1 de novembro de 2021 na revista científica Nature Communications, revela que a proteína S100B atua sobre a proteína Tau, cuja deposição tóxica no cérebro está associada a várias demências e à fase de agravamento da doença de Alzheimer.

“A proteína Tau atua na estabilização dos microtúbulos, as estruturas que mantêm a arquitetura dos neurónios. Contudo, através de uma reação de autoassociação [agregação] anormal, esta proteína adota facilmente uma forma aberrante que leva à sua acumulação nos tecidos. É o que sucede na doença de Alzheimer, em que alterações bioquímicas promovem a libertação da proteína Tau dos microtúbulos, o que desencadeia a sua agregação”, elucida Cláudio M. Gomes, coordenador do estudo.

“Estes depósitos de proteína Tau são tóxicos e matam os neurónios, sendo também libertados para o exterior das células, disseminando a patologia às células vizinhas”, explica ainda o cientista. Na sequência de um estudo anterior desta equipa, sabia-se que a proteína S100B desempenha no cérebro algumas funções protetoras, e que os seus níveis aumentam com o envelhecimento, um conhecido fator de risco para demências.

A descoberta agora publicada mostra que a proteína S100B interage com a proteína Tau nos microtúbulos, dentro das células e que mesmo quando perturbados os microtúbulos com libertação da forma tóxica da proteína Tau, essa interação persiste. Esta observação levou a equipa a estudar como interagem as duas proteínas, e a determinar as respetivas consequências biológicas.

“Investigamos a formação de agregados da proteína Tau ao longo do tempo, e observamos que a mesma é atrasada na presença da proteína S100B”, conta Guilherme Moreira, estudante de doutoramento em Bioquímica na Ciências ULisboa, orientado por Cláudio M. Gomes, e primeiro autor do estudo.

“Claramente havia um efeito inibitório resultante da associação entre as duas proteínas, que descobrimos ser muito dinâmica e ocorrer sobretudo entre a região da proteína Tau responsável pela agregação e uma concavidade na proteína S100B, que sabíamos ter um papel regulatório nestes processos”, explica o jovem investigador, que concluiu a licenciatura e o mestrado em Bioquímica nesta faculdade.

O estudo também revelou que a proteína S100B evita que formas tóxicas da proteína Tau libertadas para o exterior das células corrompam as células vizinhas. Para Cláudio M. Gomes, “este aspeto é muito relevante dado que a proteína S100B é também excretada pelos astrócitos [tipo de célula do sistema nervoso central], pelo que esta descoberta revela uma ampla atividade protetora desta proteína, que atua dentro e fora das células”.

Segundo os investigadores, este resultado é muito relevante no contexto da doença de Alzheimer, dado que o aparecimento de sintomas cognitivos e demência estão associados aos danos causados pelos agregados da proteína Tau, e à disseminação da patologia para múltiplas regiões do cérebro.

“Este estudo desvenda um novo mecanismo biológico de proteção, relevante nas fases iniciais da doença, que se torna ineficiente ao longo do tempo com o crescente acumular de agregados tóxicos no cérebro”, conclui o coordenador desta investigação.

As demências neurodegenerativas associadas à formação de agregados da proteína Tau, como a doença de Alzheimer, afetam milhões de pessoas em todo o mundo.

A expectativa resultante deste trabalho de investigação fundamental é de que a compreensão do funcionamento de moléculas protetoras como a S100B possa inspirar o desenvolvimento de fármacos, com potencial terapêutico, que possam atuar de forma semelhante.

Esta investigação foi desenvolvida em colaboração com investigadores da Universidade de Lille (França), I3S - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (Portugal), Universidade de Hohenheim (Alemanha) e da University of Texas Medical Branch (EUA).

Da parte da Ciências Lisboa e do BioISI, para além de Guilherme Moreira e de Cláudio M. Gomes, também participaram no estudo a aluna de doutoramento em Bioquímica Joana Cristóvão; as investigadoras doutoradas Andrea Quezada, Filipa Santos e Ana Carapeto; e os professores Mário Rodrigues e Federico Herrera.

Protocolo de Cooperação
O Município do Marco de Canaveses e a APCOI – Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil assinaram hoje um protocolo de...

Através deste protocolo a Câmara Municipal compromete-se a auxiliar as escolas no processo de inscrição e no apoio aos professores, de forma a facilitar a implementação local do projeto.

A Presidente da Câmara Municipal, Cristina Vieira, assume que a promoção de hábitos de vida saudáveis, designadamente através da alimentação, é uma preocupação do atual executivo, sendo o firmar desta parceria mais um passo na estratégia de promoção de saúde do município.

Para a APCOI, esta parceria representa um enorme passo no sentido de difundir esta iniciativa a todas as crianças deste município. “Este acordo, vai permitir-nos chegar já este ano a um maior número de crianças do Marco de Canaveses” adiantou Mário Silva, presidente e fundador da APCOI, sublinhando ainda que este programa que previne a obesidade infantil e as restantes doenças associadas tem como objetivo chegar a todas as escolas do país até 2025".

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados perto de 850 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e quatro mortes em território nacional.

A região de Lisboa e Vale do Tejo e Centro foi a que registou o maior número de mortes: três de um total de quatro. Segue-se a região Norte com um óbito a assinalar, desde o último balanço. 

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 844 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 332, seguida da região Norte com 239 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 156 casos na região Centro, 26 no Alentejo e 45 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, a Madeira registou mais 19 casos e o arquipélago dos Açores conta agora com mais 27 infeções.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 331 doentes internados, mais 13 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos têm mais cinco doentes internados, estando agora 65 pessoas em UCI.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 755 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.039.284 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 31.540 casos, mais 85 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 238 contactos, estando agora 22.168 pessoas em vigilância.

Novo dados
De acordo com um novo estudo sueco-alemão, medir os níveis de selénio no sangue em doentes com cancr

Normalmente, quando o médico está a avaliar o prognóstico um doente com cancro da mama, tem em conta o número de linfonodos afetados e o tamanho do tumor. Contudo, de acordo com um novo estudo, medir os níveis de selénio no sangue do doente pode ajudar a melhorar a avaliação.

O selénio é um oligoelemento essencial que obtemos a partir de várias fontes alimentares, e apoia uma série de enzimas específicas - também conhecidas como selenoproteínas - que ajudam a proteger as células contra oxidações indesejáveis, a divisão celular descontrolada e o cancro.

Níveis mais altos de selénio significam melhor proteção

Cientistas da Universidade de Lund, na Suécia, conduziram o estudo em colaboração com investigadores de várias universidades na Alemanha. Mediram os níveis de selénio no sangue de 1.996 mulheres recentemente diagnosticadas com cancro da mama invasivo.

Os cientistas analisaram especificamente o selénio total, a selenoproteína P (SELENOP) e a glutationa peroxidase (GPx3). Os três marcadores de selénio foram inversamente correlacionados com a taxa de sobrevivência e a incidência de cancro. Ou seja, os doentes com níveis mais altos de selénio, selenoproteína P e glutationa peroxidase tiveram uma hipótese substancialmente maior de sobreviver e um risco muito menor de incidência do cancro.

Protege as células contra o stress oxidativo

A taxa de sobrevivência foi aproximadamente 50% maior nos doentes que tinham os níveis mais altos de selénio e os níveis mais altos de selenoproteína P e GPx3. Além disso, os cientistas observaram que a baixa atividade da GPx3 foi associada a um risco aumentado de incidência do cancro. O GPx3 é um dos antioxidantes mais importantes do organismo e tem uma série de funções essenciais, como proteger as células contra os radicais livres prejudiciais que podem causar stress oxidativo.

O cancro da mama é uma doença normalmente associada a níveis elevados de radicais livres potencialmente prejudiciais.

A Europa tem níveis baixos de selénio

O cancro da mama é uma doença com muitos fatores de risco, como a disposição genética e os níveis de estrogénio. De acordo com o novo estudo, à semelhança do que já tinha sido demonstrado anteriormente noutras investigações, o selénio também desempenha um papel importante nesta área.

Os níveis de selénio nos solos agrícolas europeus são baixos, o que significa que os europeus geralmente obtêm pouco selénio a partir dos alimentos, em comparação com pessoas de outras partes do mundo onde os níveis de selénio são mais elevados. Cada vez mais pessoas optam por tomar um suplemento de selénio apenas para prevenção e para garantirem que obtêm quantidades suficientes deste nutriente, que suporta as mais de 25 selenoproteínas dependentes de selénio no corpo.

A levedura de selénio tem o melhor efeito

O selénio está disponível nas formas orgânica e inorgânica. Estudos mostram que as formas orgânicas de selénio são mais facilmente absorvidas e utilizadas pelo organismo. Foi por esta razão que os cientistas escolheram, para o estudo KiSel-10, uma levedura de selénio única, com uma variedade de compostos de selénio orgânico. O estudo foi publicado no International Journal of Cardiology e mostrou claramente que a suplementação com selénio reduziu a mortalidade cardiovascular em homens e mulheres.

 

Fonte:
Serum selenium, selenoprotein P and glutathione peroxidase 3 as predictors of mortality and recurrence following breast cancer diagnosis: A multicentre cohort study
Redox Biology, 2021, 21st of September

Fonte: 
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Acessibilidade condicionada aos cuidados de saúde
A Secção Regional do Centro (SRCentro) da Ordem dos Enfermeiros (OE) continua a receber pedidos de exclusão de responsabilidade...

Até à data, a SRCentro já recebeu 340 pedidos de escusa de responsabilidade por parte dos enfermeiros do serviço de Urgência do CHL.

Estes profissionais continuam a apresentar estes documentos face ao número insuficiente de enfermeiros que compõem a equipa de urgência e à disfuncionalidade da equipa médica que dificulta e condiciona gravemente a atividade destes enfermeiros.

A SRCentro tem questionado insistentemente o Conselho de Administração do Hospital de Santo André sobre quais as medidas que estão a estudadas e implementadas para a resolução imediata dos problemas, porém sem respostas concretas.

Para Ricardo Correia de Matos “a cada turno que passa, são dezenas de pessoas que veem a acessibilidade aos cuidados de saúde fortemente condicionada! Isto não pode continuar!”.

 

Luís Filipe Borges Transforma Jovens Psoriáticos em Atores de Gabarito Mundial
A nova série digital “PSOFriends”, desenvolvida pela PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase, junta doentes psoriáticos...

Com a participação de Luís Filipe Borges, ele próprio um portador de psoríase, a série terá no humor e na boa-disposição o veículo que lhe permitirá abordar temáticas mais sérias, frequentes ao quotidiano de quem é psoriático, como o bem-estar mental, a gestão do stress e da ansiedade, a imagem pessoal e autoestima, as comorbilidades, a intimidade sexual, a maternidade, entre outros.

O elenco conta com especialistas médicos e outros numa abordagem complementar e multidisciplinar que envolve a dermatologia, reumatologia, psicologia, nutrição, sexologia e até desporto, para ajudar a falar de uma doença que, para além dos sintomas associados, se reconhece pelos transtornos psicológicos e emocionais que provoca em quem é portador, muitas vezes alvos de estigmatização em sociedade.

“Uma série que retrata a força da amizade e a importância da empatia, que derruba mitos e preconceitos. E vai mesmo mais além, mostrando que ninguém está sozinho e que a aceitação existe, a dos outros e, acima de tudo, a de si próprio. Com leveza e descontração, PSOFriends irá ajudar a sociedade a perceber e a sentir que a psoríase não é contagiosa, não é descuido, não é desleixo.” refere Jaime Melancia, Presidente da PSOPortugal, e acrescenta: “Depois de realizarmos o estudo «Psoríase: o impacto e a gestão da doença nos jovens em Portugal» percebemos que por trás de tudo o que os doentes relatam a viva-voz há uma solidão silenciosa que é preciso combater. E por isso criámos PSOFriends: para que todos saibam e sintam que ninguém está sozinho.”

Com esta série, a PSOPortugal pretende contribuir para a normalização da forma como esta doença é discutida em sociedade. Os primeiros 4 episódios já estão disponíveis nas plataformas digitais da PSOPortugal. A série pode ser vista aqui PSOfriends – Pele sim pele não (psoportugal.pt).

 

Fundação Portuguesa de Cardiologia
Responsável por um quinto dos AVCs em Portugal, a Fibrilhação Auricular é a alteração mais frequente

A Fibrilhação Auricular (FA) caracteriza-se pela irregularidade da contração auricular. Uma irregularidade que pode levar à estagnação do sangue e à formação de coágulos no interior do coração. Caso estes coágulos cheguem à corrente sanguínea, corremos o risco de atingirem as artérias cerebrais, provocando um Acidente Vascular Cerebral.

“O diagnóstico atempado desta arritmia pode ser fundamental na prevenção de complicações como AVCs, insuficiência cardíaca, demência ou mesmo morte súbita. Podemos controlar a FA através da gestão de comportamentos, hábitos de vida e medicação. Quanto mais cedo for detetada, maior a probabilidade de sucesso.”, explica Manuel Carrageta, Presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia.

Fibrilhação Auricular em Portugal e na Europa

A partir dos 40 anos de idade, a prevalência da Fibrilhação Auricular entre os portugueses ronda os 2.5%. Ao passar os 65 anos, uma em cada dez pessoas terá desenvolvido esta arritmia. Na Europa, a estatística mostra que, a cada 15 segundos, há um derrame relacionado com FA.

Embora bastante prevalente, grande parte dos casos de Fibrilhação Auricular é silenciosa. Só se deteta demasiado tarde e depois de deixar sequelas ou de um episódio grave, como é o caso de um Acidente Vascular Cerebral. A deteção precoce e

o controlo desta arritmia são, por isso, fundamentais para a manutenção de uma boa qualidade de vida, sobretudo em determinadas faixas etárias.

A partir dos 65 anos, devemos ter particular atenção a sinais nem sempre claros como batimento cardíaco descoordenado, pulsação rápida e irregular, tonturas, sensação de desmaio, perda do conhecimento, dificuldade em respirar, cansaço, confusão ou sensação de aperto no peito.

É, por isso, aconselhável que, nestas idades, para além do controlo parâmetros como o peso, a tensão arterial ou o colesterol, se avalie o ritmo cardíaco e as pulsações de forma regular. Qualquer pessoa o pode fazer, de forma simples, através da auto-avaliação do pulso.

Prevenção do AVC

Uma vez diagnosticada Fibrilhação Auricular, o risco de AVC pode ser reduzido significativamente através de terapêutica anticoagulante. Tal como na maioria dos países europeus, em Portugal, as normas aconselham a que se ministrem os Novos Anticoagulantes Orais, também conhecidos como NOAC. Consoante a prescrição, a medicação poderá ser tomada uma ou duas vezes ao dia.

O bom controlo desta arritmia, e a consequente manutenção da qualidade de vida dependem, também, do cumprimento escrupuloso da terapêutica. Qualquer alteração, deverá ser validada pelo médico assistente.

No Dia Mundial do AVC, a Fundação Portuguesa de Cardiologia alerta para que esteja atento (pode calcular o seu risco aqui) e para a importância da deteção destas arritmias através de gestos tão simples como a verificação do pulso. Um gesto e 30 segundos que lhe podem salvar a vida.

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12.ª edição do Fraunhofer Portugal Challenge
Alunos de Mestrado e de Doutoramento da NOVA School of Science and Technology | FCT NOVA entre os vencedores do concurso que...

Com uma proposta que visa repensar o ciclo de vida dos dispositivos eletrónicos, que tendem a aumentar exponencialmente, Emanuel Carlos, aluno da FCT NOVA, foi o vencedor da categoria de Doutoramento com uma proposta de repensar o ciclo de vida destes aparelhos. Recorrendo a materiais ecológicos e pensando num processo de produção mais sustentável, este projeto explora o caminho para uma nova era de eletrónica verde e de baixo custo baseada em materiais e processos de produção mais sustentáveis para reduzir o lixo eletrónico gerado, levando a uma menor pegada de carbono dos dispositivos eletrónicos.

Na categoria de Mestrado, a aluna da FCT NOVA Maria Morais obteve o segundo lugar com uma ideia na área da doença da diabetes, e que se propõe a ajudar a resolver a questão dos sensores de glucose, que atualmente requerem uma picada na ponta do dedo de forma a extrair algumas gotas de sangue para a medição. Na tentativa de se desenvolverem métodos mais convenientes e práticos para os pacientes medirem o seu nível de glucose, a alternativa promissora poderá ser uma membrana de um óxido metálico, que tem o potencial de ser utilizada como um simples penso que após cada utilização permite estimar a concentração de glucose absorvida na sua estrutura. Com um processo de produção de três etapas, estas membranas poderão abrir caminho não só para uma nova era de sensores de glucose, mas também para uma variedade de outras aplicações inovadoras.

O painel de avaliação deste concurso de ideias foi composto por um júri que integrou membros do Fraunhofer Portugal AICOS: Liliana Ferreira (Diretora) e Hugo Gamboa (Presidente do Concelho Científico), e do Fraunhofer Portugal AWAM, na figura do Diretor Thomas Haertling. Adicionalmente, o painel contou também com um conjunto de especialistas: Helena Silva (Membro de Conselho de administração do CEIIA e chefe executiva da área de tecnologia), Joana Resende (Pró-reitora da Universidade do Porto), João José Pinto Ferreira (Diretor do Mestrado em Inovação e Empreendedorismo tecnológico da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto), Pedro Almeida (Diretor Executivo do PCI - Creative Science Park) e Pedro Saleiro (Diretor de Investigação da Feedzai).

A 12.ª edição do Fraunhofer Portugal Challenge reforça assim o potencial de inovação tecnológica de utilidade prática do nosso país, com projetos de alunos de mestrado e de doutoramento com foco num futuro mais sustentável.

Pela defesa da saúde pública e os direitos dos utentes
A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) congratula-se com a decisão do Supremo Tribunal de Justiça...

Esta decisão defende a saúde pública e os direitos dos utentes, protegendo-os da prática optométrica por pessoas insuficientemente qualificadas para tal, como é o caso de "cursos e formações" de nível não superior existentes.

Desde há duas décadas que a APLO alerta insistentemente para a existência da prática de atos optométricos em Portugal por pessoas sem a formação suficiente e sem credibilidade, gravosa para a saúde pública, danosa para os direitos dos utentes e prejudicial para a reputação da classe. Tal como no caso brasileiro, observa-se o mesmo padrão de recurso à terminologia envolvendo a palavra optometrista, as suas variações e associações com palavras como ótico. 

Com os seus 1320 Membros, a APLO exige a licenciatura de Optometria por universidade pública portuguesa, como mínimo para admitir os seus Membros e os reconhecer como Optometrista. Como tal, autorregula a profissão e é garantia de que o utente está perante um optometrista, profissional de saúde, devidamente habilitado e qualificado.

 

Durante o Congresso do Grupo de Infeção e Sepsis (GIS).
Um caso clínico que retrata o tratamento de mielite transversa por vírus citomegálico num doente imunocompetente, e uma...

Destacando-se pela pertinência, originalidade, rigor científico e impacto na comunidade médica e nos cuidados a prestar aos doentes, estes trabalhos retratam, por um lado, na área de infeção por CMV, o caso de um homem de 60 anos que se apresentou com um quadro de síndrome medular subaguda, cujo estudo acabou por confirmar uma lesão a nível cervical medular num doente imunocompetente. Através do estudo do líquor revelou-se uma PCR positiva para o vírus citomegálico, configurando o diagnóstico de uma mielite por vírus citomegálico num doente imunocompetente, que foi tratado em conformidade com terapêutica antivírica verificando-se melhoria clínica, imagiológica e analítica.

“Este caso foi relevante no sentido de considerar o vírus citomegálico sempre como uma possível etiologia de infeção do sistema nervoso central em doentes imunocompetentes. O facto de termos uma PCR positiva do vírus no líquor indica, provavelmente, um papel patogénico direto e a necessidade de tratamento com antivíricos”, sublinha a Dr.ª Catarina Caldeiras, Interna de Neurologia, no Centro Hospitalar São João, e autora do trabalho vencedor da iniciativa ID Clinical Cases na área da Infeção por CMV.

Já o trabalho vencedor de ID Clinical Cases, na área das Infeções por bactérias Gram-negativo, descreve o caso de uma senhora de 45 anos com antecedente relevante de um linfoma não-hodgkin cervical já abordado cirurgicamente e com radioterapia, mas que, apesar de estar em remissão, lhe codifica uma alteração arquitetural e funcional da orofaringe e do ádito laríngeo, provocando infeções respiratórias sucessivas adquiridas a nível hospitalar, devido à necessidade de hospitalização recorrente, e ainda a uma gastrostomia de alimentação por fenómenos de aspiração e disfagia intermitentes.

Após uma infeção respiratória adquirida em comunidade, a doente apresentou-se novamente no hospital com um quadro de dispneia, de febre e de respiração ruidosa, que motivou o diagnóstico, logo no departamento de emergência, de um choque séptico. A falha respiratória propiciou a necessidade de entubação e de ventilação mecânica, acabando por ser admitida na unidade de cuidados intensivos. Durante cerca de 70 dias, observaram-se infeções respiratórias sucessivas adquiridas em meio hospitalar com agentes multirresistentes, Klebsiella pneumoniae e pseudomonas aeruginosa, com necessidade de antibioterapia de largo espetro.

Embora se verificasse uma melhoria clínica progressiva, com tentativa de extubação ou, pelo menos, de suspensão de ventilação mecânica, após a doente ser traqueostomizada, houve um agravamento atribuído a uma alteração da capacidade funcional da parte orofaríngea da doente e à colonização bacteriana, que fez com que, cada vez que se tentasse a extubação e uma respiração espontânea ou não associada ao ventilador, a doente agravasse novamente por fenómenos de aspiração sucessivo. Neste sentido, tendo em conta o processo patofisiológico, cujo controlo se previa muito difícil, e a compreensão dos riscos inerentes, acabou por se propor um processo resolutivo cirúrgico com uma amputação laringotraqueal da doente e o encerramento da glote com respiração pelo processo de traqueostomia para tentativa de minimização ou de abolição completa destes fenómenos de aspiração.

A partir desta cirurgia pouco comum, a doente teve uma recuperação surpreendente, com o cessar de episódios de pneumonia adquirida no hospital, não sendo necessário o recurso a antibioterapia e acabando por ter alta 10 dias depois da cirurgia. A doente recuperou a capacidade de alimentação por via oral sem intercorrências e retornou à sua atividade laboral cerca de dois meses depois da alta hospitalar.

“É um caso relativamente fora da caixa com uma resolução, ou proposta de resolução, nada habitual, mas que neste caso era fundamental para o controlo do foco [da infeção] e para a minimização destes episódios, que estavam a tornar-se mais incapacitantes nesta doente com uma lesão progressiva, sendo que o espectável seria continuarem a acontecer, caso esta opção não fosse sugerida”, explica o autor do projeto, Dr. José Pedro Silva, Interno de Medicina Interna, no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.

No âmbito da iniciativa ID Clinical Cases, foram submetidos 15 casos clínicos na área de Infeção por Citomegalovírus (CMV) provenientes de 9 centros hospitalares, que envolveram 63 profissionais de saúde de seis especialidades médicas distintas. Foram ainda recolhidos 12 casos clínicos na área de infeções por bactérias de Gram negativo multirresistentes de 8 centros hospitalares, que contaram com o contributo de 27 profissionais de saúde de 5 especialidades médicas.

A iniciativa, desenvolvida em parceria com diversas sociedades científicas, pretende estimular a partilha de conhecimento teórico e prático e a discussão multidisciplinar entre especialistas, promovendo, desta forma, o aperfeiçoamento dos cuidados de saúde prestados aos doentes.

Uma conversa informal para desmistificar a doença
No âmbito do Dia Mundial da Psoríase, assinalado a 29 de outubro, a Associação Portuguesa da Psoríase (PSO Portugal), com o...

Além de uma explicação sobre o que é a psoríase e de como se manifesta, o médico dermatologista falará sobre o diagnóstico e os tratamentos inovadores que permitem, atualmente, ao doente manter a sua qualidade de vida. Um dos pontos a focar é também o papel das Associações de Doentes, neste caso da PSO Portugal, no que respeita ao aconselhamento dos doentes e das suas famílias. À conversa estará também uma pessoa com psoríase, que partilhará a experiência na primeira pessoa do que é viver com a doença e os desafios superados desde o momento do aparecimento dos primeiros sinais e sintomas.

A psoríase é uma doença crónica, inflamatória, autoimune e sistémica que se manifesta na pele, geralmente através do aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afetam sobretudo os cotovelos, joelhos, região lombar, couro cabeludo e unhas. Estima-se que a doença afete 125 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 14 milhões na Europa1. De acordo com PSOPortugal, a doença deverá afetar mais de 200 mil pessoas em Portugal.

A conversa pode ser acompanhada a partir de dia 29 de outubro na página de Facebook da PSO Portugal, através de https://www.facebook.com/PSOPortugal/, no site da PSO Portugal em https://psoportugal.pt/ e no canal de YouTube da PSO Portugal.

 

Entrevista
Em Portugal, estima-se que existam cerca de 250 mil pessoas com psoríase, no entanto, admite-se que

Considerada uma doença sistémica, estima-se que a psoríase afete cerca de 250 mil portugueses. Uma vez que ainda é mal compreendida, começo por lhe perguntar que doença é esta e a que sinais devemos estar atentos?

A psoríase é uma doença inflamatória crónica bastante comum. É uma doença que pode afetar a pele, mas também as unhas e as articulações. Sabemos hoje ainda que a psoríase, nomeadamente nas suas formas moderadas a graves, tem um impacto significativo no risco cardiovascular. Desta forma, os sinais a ter em atenção incluem as lesões típicas da pele – placas eritematosas (avermelhadas) e com descamação esbranquiçada, sendo os locais mais frequentemente afetados o couro cabeludo, cotovelos, joelhos e região sagrada (fundo das costas). Além disso, podem surgir alterações nas unhas, de diversas apresentações, sendo que o dermatologista é o profissional mais indicado para a sua avaliação. Por fim, quando afeta as articulações pode dar dor, que habitualmente melhora ao longo do dia.

A partir de que idade podem surgir as primeiras manifestações da doença? Quais as faixas etárias mais atingidas?

A psoríase pode surgir em qualquer idade, apesar de ser mais comum em adultos do que em crianças. No entanto, existem picos de incidência em algumas idades, como na casa dos 30 e dos 50 anos. Importante ainda realçar que a psoríase afeta de igual forma homens e mulheres.

Apesar das causas exatas ainda permanecerem desconhecidas, quais os fatores de riscos associados a esta doença? E quais as principais complicações?

Sabemos que os fatores genéticos influenciam o risco de uma determinada pessoa vir a ter psoríase. Além disso, existem fatores médicos e comportamentais que aumentam o risco de psoríase, como o tabagismo, obesidade e abuso de álcool.

Quais as comorbilidades mais comuns da psoríase? Por exemplo, qual a sua relação com a diabetes ou com a doença cardíaca?

Tal como referido anteriormente, as formas moderadas a graves de psoríase aumentam o risco cardiovascular. Além disso, pode associar-se a doenças como hipertensão arterial, diabetes ou obesidade. Importante realçar que o controlo destes fatores é essencial na gestão clínica de um doente com psoríase.

Quanto aos tipos de psoríase, quais as principais diferenças entre cada um deles? E qual o mais frequente?

A psoríase tem diversos subtipos, sendo a psoríase crónica em placas o mais comum. Além disso, existem outros subtipos, como a psoríase gutata, psoríase pustulosa e a psoríase eritrodérmica.

Existem ainda algumas variantes regionais como a psoríase inversa, que afeta principalmente as pregas (como axilas, virilhas), e a psoríase palmoplantar. Relativamente às principais diferenças, a psoríase crónica em placas apresenta tipicamente placas eritematosas (avermelhadas) com descamação esbranquiçada, em locais como os cotovelos, joelhos ou couro cabeludo; a psoríase gutata pode surgir com inúmeras lesões de menor dimensão, dispersas pelo tronco e membros; a psoríase pustulosa apresenta pústulas (pequenas “bolhas” com pús no interior) que podem surgir em vários locais do corpo; e a psoríase eritrodérmica é uma forma grave em que mais de 80% da pele do doente está com eritema, além de outras alterações que podem estar presentes.

O que pode ativar ou agravar os sintomas da doença?

 Além dos fatores de risco já referidos, como o tabagismo, obesidade e alcoolismo, que também podem piorar a psoríase, outros fatores que podem agravar a psoríase incluem medicamentos, como betabloqueadores (usados por exemplo para tratar doenças cardíacas e hipertensão arterial), o lítio e fármacos antimaláricos; e infeções víricas e bacterianas, como o VIH e amigdalites bacterianas, esta última em especial ligação à psoríase gutata.

Qual o impacto da doença na qualidade de vida e na saúde mental de quem convive com a psoríase?

A psoríase pode ter um impacto significativo na qualidade de vida e saúde mental dos doentes. Aliás, existem estudos que mostram que a psoríase pode ter um impacto na qualidade de vida dos doentes semelhante a doenças oncológicas. Além disso, do ponto de vista de saúde mental, a psoríase pode levar a baixa autoestima, disfunção sexual, ansiedade e depressão.

Qual o seu tratamento? Que opções terapêuticas se encontram disponíveis? E quais os principais desafios quanto a esta matéria?

Felizmente, hoje em dia dispomos de muitas opções de tratamento para a psoríase. Desde tratamentos tópicos (como cremes, pomadas) até à fototerapia ou tratamentos sistémicos (orais e injeções), o controlo da psoríase é hoje muito diferente do conseguido há algumas décadas. Não só houve evolução constante no tratamento tópico, com algumas opções e formulações recentes que permitem o controlo da maioria dos doentes com formas leves, como uma revolução no tratamento dos doentes graves, com o surgimento dos chamados fármacos biológicos. Em particular, os fármacos biológicos apresentam características que os diferenciam dos restantes, nas quais destaco a elevada eficácia no controlo da doença, a segurança e a comodidade de administração. No entanto, realço que o tratamento de cada doente deve ser individualizado. O dermatologista é o profissional mais indicado nesta matéria, capaz não só de avaliar e tratar as consequências cutâneas da doença, mas também de rastrear e orientar o tratamento das comorbilidades da psoríase, onde têm um papel crucial várias outras especialidades como a Medicina Geral e Familiar ou Reumatologia.

Após o diagnóstico, que cuidados deve o doente ter?

Importante sempre destacar o papel do próprio doente no sucesso do controlo da sua doença. A gestão dos fatores comportamentais, bem como o cumprimento rigoroso do tratamento instituído, são fundamentais. Por fim, o doente poderá sempre recorrer ao seu dermatologista para dúvidas que possam surgir, quer sejam relativas à doença, bem como ao tratamento. É numa relação médico-doente sólida que reside o sucesso do controlo da psoríase.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Ministra da Saúde
A vacinação contra a gripe e a terceira dose contra a covid-19 está praticamente concluída nos lares de idosos. A informação...

Em conferência de imprensa, após o Conselho de Ministros, Marta Temido afirmou que “o processo mantem-se a decorrer com normalidade. Terminámos já praticamente a vacinação nas estruturas residenciais para idosos e abrimos agora a vacinação à população em geral”.

Desde 18 de outubro que está em marcha a coadministração das vacinas contra a gripe e a terceira dose da vacina contra a Covid-19, que integra os cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos e em situação de imunossupressão.

A terceira dose da vacina começou nos utentes acima de 80 anos, estando a decorrer por ordem decrescente de idades.

Marta Temido deu conta de que já se deu início ao autoagendamento para a terceira dose da vacina contra a Covid-19 das pessoas com mais de 80 anos. Aqueles que optem por não recorrer ao autoagendamento vão receber, ao longo das próximas semanas, mensagens nos números de contacto com um convite para a vacinação.

De acordo com os dados oficiais, 194.257 pessoas com mais de 65 anos receberam a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 e foram também inoculados com dose adicional 5.500 utentes.

A governante revelou, ainda, que foram administradas 384.754 vacinas contra a gripe desde o início da campanha de vacinação, a 27 de setembro.

 

SPAVC realiza a sua 19.ª Reunião Anual neste dia
O Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC) assinala-se anualmente a 29 de outubro, através de campanhas realizadas à...

Estabelecido pela primeira vez em 2006, o Dia Mundial do AVC tem como objetivo reforçar a mensagem de que esta patologia é “uma catástrofe que é prevenível e tratável”. De acordo com o presidente da SPAVC, o Prof. José Castro Lopes, cabe à população estar preparada para identificar os sinais de AVC e, consequentemente, para uma resposta célere, através da chamada telefónica para o 112, que fará com que “o doente seja tratado rapidamente”.

É por esta razão que a SPAVC centra as suas atenções e ações de sensibilização na população, quer no Dia Nacional, quer no Dia Mundial do AVC, por ter um papel “importante no que diz respeito à chamada de atenção de que o AVC é uma urgência e, portanto, tem que chamar o 112”.

“Minutos salvam vidas” é o mote da campanha deste ano da Organização Mundial do AVC, convergindo naquilo que a SPAVC defende diariamente de que “Tempo é cérebro”. “As células do nosso cérebro, principalmente os neurónios, morrem muito rapidamente quando ficam privadas da circulação que lhes leva o oxigénio e os nutrientes”, explica Liliana Pereira, embaixadora da SPAVC para o Dia Mundial do AVC, acrescentando: “Portanto, quanto mais depressa for restabelecida esta circulação que o AVC interrompe, mais facilmente é possível a pessoa recuperar”.

Além de a rapidez de resposta na abordagem ao tratamento do doente com AVC ter um impacto nas capacidades motoras e de execução de tarefas do dia a dia, pode também impedir ou atenuar as alterações cognitivas que “são extremamente importantes”. Isto significa que, “muitas vezes a pessoa fica bem, a andar e a falar”, mas poderá “nunca mais voltar a ser o que era e conseguir fazer tarefas mais minuciosas ou as que exigem mais concentração”. Por isso, “quanto mais cedo são feitos os tratamentos, maior é a probabilidade de preservar esta dimensão que é a cognição e que, de outra forma, poderá estar comprometida, mesmo quando tudo o resto parece estar bem”.

Por outro lado, o Prof. José Castro Lopes defende que a população tem igualmente um papel fundamental na prevenção do AVC, que passa pela adoção de um estilo de vida saudável, como muitas vezes é partilhado nas redes sociais da SPAVC, com dicas de alimentação e de incentivo à prática regular de exercício físico. É também nas plataformas digitais da SPAVC que a população pode encontrar informação útil sobre a identificação dos sinais de AVC, como os 3 F’s (falta de Força num braço, desvio da Face e dificuldade na Fala). “Diria que está na mão da população fazer com que haja menos AVC e fazer com que se fique com menos sequelas, menos “cicatrizes”, que são muito incapacitantes, se os doentes não forem logo devidamente tratados”.

Para Liliana Pereira, é igualmente “muito importante que todos os médicos, especialmente os mais jovens, estejam atentos ao AVC”, com destaque para “os internos e recém-especialistas em Medicina Geral e Familiar”, por estar nas mãos destes profissionais de saúde a prevenção do AVC. “Controlar a tensão arterial, fazer o rastreio da diabetes, controlar o colesterol e os triglicéridos elevados no sangue, e promover uma dieta saudável e o exercício físico porque será assim que será atingido o maior Bem de todos: prevenir o AVC e não chegarmos a ter doentes para os outros profissionais diagnosticarem e tratarem”, afirma a neurologista do Hospital Garcia de Orta, em Almada, e membro da SPAVC.

Assim, à semelhança do que tem vindo a acontecer em anos anteriores, a SPAVC “junta-se” à WSO na comemoração do Dia Mundial do AVC, estando a desenvolver uma campanha, com o apoio da Boehrinher Ingelheim, na qual serão partilhados testemunhos reais de doentes que vão contar as suas histórias, e que será difundida nos seus canais digitais. Será também neste dia, 29 de outubro, que a SPAVC irá realizar a sua 19.ª Reunião Anual, em formato digital, com início marcado para as 13h30 (https://spavc.livewebinar.pt)

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados perto de 900 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e cinco mortes em território nacional.

As regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Centro foram as que registaram o maior número de mortes: duas, cada, de um total de cinco. Segue-se o Alentejo com um óbito a assinalar, desde o último balanço. 

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 888 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 370, seguida da região Norte com 221 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 176 casos na região Centro, 35 no Alentejo e 51 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, a Madeira registou mais 22 casos e o arquipélago dos Açores conta agora com mais 13 infeções.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 318 doentes internados, mais dois que ontem. No entanto, as unidades de cuidados intensivos têm menos um doente internado, estando agora 60 pessoas em UCI.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 671 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.038.529 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 31.455 casos, mais 212 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 350 contactos, estando agora 21.930 pessoas em vigilância.

APIC atribui Prémio Jovem Cardiologista de Intervenção 2021
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) acaba de atribuir o Prémio Jovem Cardiologista de Intervenção a...

“Este ano os trabalhos foram subordinados aos temas ‘Uma imagem vale mais do que mil palavras’, ‘Complicações’ e ‘Casos clínicos out-of-the-box’, nas categorias de intervenção coronária e intervenção estrutural. As candidaturas, que superaram as nossas expectativas, ilustram a elevada qualidade da Cardiologia de Intervenção nacional. Acreditamos que estas iniciativas são de extrema importância, uma vez que fomentam o interesse e a motivação dos jovens pela área da Cardiologia de Intervenção”, afirma Rita Calé Theotónio, presidente da Reunião.

O trabalho de Pedro Miguel Dinis Lopes, realizado no âmbito da categoria de intervenção estrutural, relata um caso clínico de complicação de implantação de válvula aórtica percutânea, no qual, por implantação demasiado alta da válvula, houve oclusão do óstio do tronco comum. Neste caso, o doente sofreu paragem cardiorrespiratória, que foi imediatamente resolvida com a recuperação da válvula para a aorta ascendente através da técnica de Snare.

“Os objetivos do trabalho foram demonstrar que a oclusão coronária é uma complicação possível e potencialmente fatal deste procedimento, a qual pode ser evitada com um planeamento adequado”, afirma Pedro Miguel Dinis Lopes.

E continua: “Conclui-se que a angioTC pré-procedimento tem um papel fundamental na avaliação destes doentes, permitindo a seleção adequada da válvula, que deve ser individualizada, e é um fator-chave no sucesso do tratamento. A recuperação da válvula através da técnica de Snare pode ser uma estratégia apropriada para a resolução desta complicação. E, por fim, os laboratórios de hemodinâmica devem estar equipados com diversos instrumentos, que permitam dar a resposta adequada perante estas complicações.”

O trabalho submetido por Ana Rita Baptista de Moura, para a categoria de intervenção coronária, baseou-se na descrição da metodologia adotada na abordagem de uma complicação em contexto de intervenção coronária, sob a forma de perfuração. Esta decorreu aquando da tentativa de angioplastia de uma artéria coronária direita.

“Os objetivos foram a partilha de experiência na gestão de um contexto particularmente complexo de perfuração coronária proximal, determinado pela ocorrência simultânea de compromisso do fluxo para as porções médio-distais do vaso, pela provável presença de hematoma. O ganho de controlo sobre a totalidade da extensão da artéria foi dificultado pela incapacidade recorrente no avanço de material, que assim exigiu a utilização de diversas técnicas que possibilitaram a aquisição de melhor suporte e, simultaneamente, garantiram a manutenção de hemostase durante o procedimento”, afirma Ana Rita Baptista de Moura.

Terminou, concluindo que “as perfurações coronárias são complicações que, apesar de raras, têm potencial de se associar a elevada morbimortalidade. O sucesso do seu tratamento depende de um reconhecimento precoce e da adoção de medidas que possibilitem a aquisição de hemostase de forma célere. Estas estão habitualmente bem descritas na literatura, recomendando-se a sua aplicação de forma sistematizada. Ainda assim, cada caso pode associar-se a desafios adicionais, que obriguem a uma adaptação das estratégias mais convencionais.”

A APIC atribui o Prémio Jovem Cardiologista de Intervenção aos melhores trabalhos apresentados na sua Reunião Anual, que este ano se realizou de 14 a 16 de outubro, em formato híbrido (online e presencial), em Peniche.

Com um QI de 140
Gustavo Saldanha é fã de Beatles e é um prodígio musical, conseguindo tocar mais de 6 instrumentos. A criança é o mais recente...

Aos 5 anos, Gustavo descobriu os Beatles e foi aprendendo o repertório da banda inglesa com uma grande velocidade, numa lista de habilidades da criança que continuou a crescer ao longo dos anos. Atualmente, é capaz de tocar guitarra, baixo, violão, ukulele, bateria, teclado e outros instrumentos.

Além da paixão por música, Gustavo envolveu-se com a tecnologia e, apesar da pouca idade, já consegue instalar sistemas operacionais, transformar Apple em Windows e utilizar o complexo sistema dos músicos profissionais Logic Pro.

Desde o seu nascimento, Gustavo Saldanha sempre foi diferente das outras crianças. “Ele não se distraía facilmente, não tinha os mesmos interesses dos outros bebés”, lembra Luciane Saldanha, mãe de Gustavo e doutora em Ciências da Saúde. Assim que aprendeu a falar, o pequeno começou a demonstrar grande paixão pelo mundo da música.

Com um QI de 140, o jovem prodígio é atualmente o membro luso-brasileiro mais novo da Mensa, a associação internacional de pessoas de alto QI. Gustavo conta com o apoio da consultoria do neurocientista Fabiano de Abreu, também membro da Mensa, que considera que este caso comprova a sua tese sobre a importância da plasticidade cerebral: “A inteligência tem precursor genético e o fenótipo resulta num desenvolvimento que sugere pistas que podem ser passadas para a próxima geração. Por isso, há uma grande importância do nível educacional, da leitura, da aprendizagem para desenvolver uma população. Os seus pais foram e são grandes estudiosos”, detalha. O neurocientista prevê grandes feitos para o futuro do menino prodígio e já está a trabalhar para que as suas habilidades sejam reconhecidas em diversos lugares.

 

Diretora da unidade de mama do Centro Clínico Champalimaud, foi distinguida com o Prémio Personalidade de 2021
Depois de um longo período de expectativa, foram revelados ontem, 27 de outubro, os vencedores da 10ª edição do Prémio Saúde...

O júri, composto por notáveis figuras do ecossistema da saúde em Portugal e representantes de várias instituições parceiras desta iniciativa, deliberou e, considerou, em 2021, reconhecer e premiar as seguintes boas práticas e entidades:

O Hospital de Braga foi o vencedor na Categoria de Cuidados Centrados no Cidadão, cabendo a Menção Honrosa às Aldeias Humanitar.

Na Categoria Inovação e Transformação Digital, foi distinguido o Hospital Garcia de Orta, recebendo, nesta mesma categoria, a USF Lethes, Unidade Local de Saúde do Alto Minho a Menção Honrosa.

 A Unidade de Saúde da Ilha de S. Miguel, venceu na categoria de Integração de Cuidados, tendo ido a Menção Honrosa para a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal.

O IPATIMUP, Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto foi o grande vencedor da categoria Promoção da Saúde e Prevenção da Doença. A Menção Honrosa desta categoria coube ao projeto Go Far by Médis e às Farmácias Portuguesas.

Na categoria Sustentabilidade Económica e Financeira, a maior distinção coube ao Centro Hospitalar Universitário São João, E.P.E. A Unidade Local de Saúde de Matosinhos recebeu a Menção Honrosa.

Ainda nesta sessão, Fátima Cardoso, Diretora da unidade de mama do Centro Clínico Champalimaud, foi distinguida com o Prémio Personalidade de 2021, pelo reconhecido trabalho desenvolvida no campo da saúde em Portugal.

Francisco del Val, diretor-geral da Sanofi Portugal, reitera os “Parabéns aos vencedores desta edição e o meu agradecimento a todas as entidades que submeteram as suas candidaturas. É com orgulho que reconhecemos e partilhamos boas práticas em saúde, fruto de um trabalho inovador e diferenciado que contribui para um melhor serviço de saúde ao cidadão e para a sustentabilidade das instituições. Agradecemos ao nosso parceiro Jornal de Negócios, à NTT data, responsável pela metodologia, a todas as entidades que nos apoiam e nos ajudam a divulgar o Prémio Saúde Sustentável e ao notável Júri pela sua dedicação a esta iniciativa. Esta 10ª edição reflete o nosso compromisso no estabelecimento de parcerias que nos ajudem a partilhar o que de bom se faz pela saúde e a promover um debate construtivo sobre o futuro da saúde e a sua sustentabilidade.”

15 mil euros
A Fundação Grünenthal acaba de atribuir o Prémio Grünenthal Dor 2020, no valor total de 15 mil euros (quinze mil euros), aos...

Na categoria de investigação clínica, é vencedor do Prémio Grünenthal Dor 2020 o trabalho intitulado “Non-Adherence to Pharmacotherapy: A Prospective Multicentre Study About Its Incidence and Its Causes Perceived by Chronic Pain Patients”. Da autoria de Rute Sampaio, Luís Azevedo, Claúdia Camila Dias, José Castro Lopes, da FMUP, o estudo avaliou os fatores que motivam a não-adesão à terapêutica por parte dos doentes com dor crónica ao longo de 12 meses. O estudo demonstra que a não-adesão à terapêutica é comum nos doentes com dor crónica. Apenas uma semana após o início do tratamento, 37% dos doentes não tomava a medicação prescrita. Um ano depois, essa percentagem era de 51%. O projeto foi premiado com 7.500 euros.

Na categoria de investigação básica, o prémio acaba de ser atribuído à equipa de investigadores da FMUP José Tiago da Costa-Pereira, Joana Ribeiro, Paula Serrão, Isabel Martins e Isaura Tavares, igualmente no valor de 7.500 euros. O trabalho desenvolvido por esta equipa e intitulado “Serotoninergic and Noradrenergic Descending Pain Modulation in an Animal Model of Chemotherapy-induced Neuropathy” consiste numa investigação dedicada à neuropatia induzida pela quimioterapia, uma complicação comum do tratamento do cancro. Esta investigação lança uma nova luz sobre os mecanismos neurológicos subjacentes à dor e aos sintomas da neuropatia induzida pela quimioterapia, nomeadamente, quanto às consequências centrais da lesão dos nervos periféricos pelos agentes citostáticos usados no tratamento de doentes com cancro.  Os investigadores sugerem o desenvolvimento de novas soluções que combinem mecanismos de ação diversos para aumentar a eficácia do tratamento da neuropatia. Os resultados serão, agora, reavaliados com recurso a métodos em desenvolvimento, de modo a avaliar, o real impacto no tratamento de doentes oncológicos.

O júri do galardão é constituído por sete membros, um representante da Fundação Grünenthal e seis personalidades da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), a Sociedade Portuguesa de Anestesiologia (SPA), a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), a Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação (SPMFR) e a Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR).

O Prémio Grünenthal DOR é um prémio anual, criado pela Fundação Grünenthal, destinado a galardoar trabalhos em língua portuguesa ou inglesa, da autoria de médicos ou outros profissionais de saúde, sobre temas de investigação básica ou clínica relacionados com a dor e que tenham sido realizados em Portugal.

Os vencedores do Prémio Grünenthal Dor 2020 apresentaram os seus projetos no Colóquio da Fundação Grünenthal, em Lisboa. A sessão foi dirigida pelo Professor Doutor Walter Osswald, presidente da Fundação Grünenthal.

 

 

Terceira idade
À medida que a idade avança vamos tendendo a perder a memória, mas existem alguns truques apontados

“A maioria das pessoas não tem problema em recordar rotinas que haviam aprendido, mas podem descobrir que não são capazes de reter a nova informação com a mesma facilidade com que faziam”, explica Júlia Machado, psicóloga do Hospital Lusíadas Porto. “Na maior parte dos casos, estes episódios podem surgir a partir da meia-idade, mas sobretudo entre os idosos, embora perdas de memória possa ser detetado mais cedo, sendo este problema estar associado a outro tipo de patologias”, acrescenta.

Situações comuns

  • Pessoas com patologia associada - Por exemplo, a depressão, ansiedade e dificuldades de aprendizagem. Nestes casos algumas funções do cérebro encontram-se alteradas, nomeadamente a atenção, concentração e memória.
  • Terceira Idade

É na terceira idade onde existem mais queixas comuns. Normalmente as queixas referem dificuldades em recordar:

  • Nomes, palavras e assuntos no âmbito de um encontro ou de uma conversa;
  • Moradas e telefones de amigos e datas de aniversários;
  • Local onde deixaram previamente um objeto;
  • Itens que tinham a intenção de adquirir;
  • O local onde inicialmente conheceram uma pessoa cujo rosto lhes parece familiar quando a encontram inesperadamente na rua;
  • O enredo de uma história, teatro ou filme.

Como diagnosticar

  • Avaliação neuropsicológica

Estas e outras dificuldades são ressaltadas em questionários de memória que tentam avaliar os problemas de memória e outras áreas do cérebro que possam estar comprometidas, nomeadamente a atenção, concentração, entre outras.

  • Análise do dia a dia

Através de tarefas laboratoriais artificiais e situações do dia a dia, dados esses que podem ser fornecidos pelos mesmos, os seus familiares ou cuidadores. “Os sintomas de demência são geralmente confundidos com sinais normais de envelhecimento”, afirma Júlia Machado. É necessário, em primeiro lugar, fazer um diagnóstico correto. No entanto, não existe um único teste capaz de, por si só de diagnosticar definitivamente uma demência, pois os primeiros sinais são muito subtis e vagos.

Sinais de demência

  • Confusão mental;
  • Alterações da personalidade e comportamento;
  • Apatia e isolamento;
  • Perda da capacidade para execução de tarefas diárias (trocar os objetos de lugar, esquecer de servir uma parte da refeição, por exemplo);
  • Dificuldades no pensamento abstrato;
  • Perda da noção do tempo e desorientação;
  • Problemas de linguagem (esquecimento de palavras simples ou utilização de palavras desadequadas).

Treino da memória na terceira idade e ao longo da vida

Ao longo da vida, “ginasticar” a memória, é uma estratégia considerada muito positiva. E na terceira idade ajudam:

  • A execução musical;
  • Jogos como o xadrez e o bridge;
  • Vida profissional ativa;
  • Organizar novas informações (aquilo que a pessoa já sabe ajuda a entender melhor novos conceitos e aprimora a sua capacidade de se lembrar de outros factos);
  • Brincar com as palavras através de rimas, músicas ou piadas pode ajudar a lembrar, dando dicas ou pistas;
  • Formar imagens mentais (utilizando com determinada sequência, utilizando a imaginação que explora as relações visuais e espaciais, pois é uma das armas principais para facilitar a memória);
  • Manter o hábito da leitura;
  • Meditar ou praticar exercício físico diariamente ajuda a aliviar situações de stress e ansiedade, que em níveis elevados prejudicam a nossa memória a curto prazo;
  • Fazer uma alimentação adequada (existem determinados alimentos que podem prejudicar a concentração e aumentar a dificuldade em memorizar);
  • Ter um sono adequado, pois dormir bem ajuda na consolidação de informação na memória.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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