Falta de equipamento para profissionais
O uso de máscaras pode dar um falso sentimento de segurança e fazer esquecer outras medidas de prevenção contra o novo...

Tarik Jasarevic, porta-voz da OMS, realçou que “as pessoas com sintomas devem usar máscaras para proteger os outros, bem como as pessoas que cuidam de doentes e estão mais expostas ao vírus”.

De acordo com o especialista, “o uso de máscara não garante por si só proteção se não for combinado com outras medidas”. “O problema é que as pessoas que usam máscara podem ter um falso sentimento de segurança e esquecer outros gestos essenciais, como lavar as mãos”, acrescentou.

Além disso, se as máscaras não estiverem bem colocadas na cara, a pessoa pode ter a tendência de tocar com mais frequência na cara, explicou salientado que “o coronavírus entra no organismo através das mucosas dos olhos, nariz e boca”.

Uso de máscaras é indispensável para profissionais de saúde

A OMS reiterou assim uma posição que declara desde o início da pandemia, realçando a importância que o uso de máscaras tem para os profissionais de saúde, “que não podem trabalhar sem elas” e enfrentam o problema da sua escassez, em muitos países, devido ao aumento da procura.

Segundo Tarik Jasarevic, ninguém deve fazer reserva de máscaras em casa.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.

 

Covid-19
Linha é gratuita e pretende esclarecer os doentes quando à doença no contexto desta epidemia.

A proporção de pessoas com diabetes entre os infectados com SARS-CoV-2 é de 20%, subindo para 22% nos infectados internados em cuidados intensivos. Por outro lado, a diabetes descompensada pode diminuir as defesas do organismo e proporcionar o desenvolvimento facilitado de infeções.

No sentido de responder às muitas dúvidas que possam surgir às pessoas com diabetes a Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, o Núcleo de Diabetes Mellitus da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e a Sociedade Portuguesa de Diabetologia decidiram criar uma linha telefónica gratuita com o número 302 051 685.

Nesta linha, entre as 08H00 e as 22H00, Médicos Especialistas responderão a todas as dúvidas sobre diabetes no contexto desta epidemia.

A diabetes mellitus atinge 13,6% da população portuguesa. No grupo das pessoas com mais de 80 anos atinge cera de 28% da população.

 

Recomendações
No próximo dia 5 de abril assinala-se o Dia Nacional do Doente com Artrite Reumatoide, uma doença reumática inflamatória que se...

Face ao panorama atual, os doentes com este tipo de patologia crónica têm demonstrado uma crescente preocupação relacionada com a infeção por coronavírus, o vírus que causa a doença COVID-19. A Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) apresenta algumas recomendações a adotar como medidas preventivas:

  • Permanecer em casa e sair apenas “em circunstâncias muito excecionais” “e quando estritamente necessário”;
  • Evitar contacto próximo com doentes infetados;
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que tenham estado em áreas de elevada exposição ao vírus (Itália, Espanha, Alemanha, China, entre outros);
  • Não alterar a medicação sem indicação expressa do médico especialista que o acompanha;
  • Lavar frequentemente as mãos com água e sabão durante, pelo menos, 20 segundos ou com solução antisséptica de base alcoólica;
  • Adotar as medidas de etiqueta respiratória: espirrar ou tossir para o antebraço ou manga, ou usar um lenço de papel, e higienizar as mãos após o contacto com secreções respiratórias;   
  • Adotar um estilo de vida o mais saudável possível, com hidratação adequada, alimentação variada, exercício e descanso;
  • Cumprir as indicações das entidades de saúde oficiais, como a Direção Geral de Saúde (DGS), do médico de família e do médico especialista.

Ana Pedro, Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), afirma que “os doentes reumáticos constituem um grupo de risco e é altamente crucial, para uma prevenção eficaz, que prestem atenção e sigam todas recomendações das autoridades de saúde. Em caso de dúvida o doente deve sempre contactar o médico de família e/ou médico especialista que o segue, pelo telefone ou por meios eletrónicos”. E acrescenta: “A linha SNS24 deve ser utilizada apenas nos casos em que o doente apresenta sintomas de COVID-19”.

Em Portugal, a dor constitui a primeira causa de consulta médica, a principal causa de invalidez e de reforma antecipada por doença, o primeiro motivo de absentismo ao trabalho e é responsável por um forte impacto no consumo de recursos de saúde, além dos grandes custos sociais e económicos.

 

 

 

Covid-19
O Departamento de Química produziu numa manhã centenas de litros de gel desinfetante. O material foi entregue ao Hospital de...

A FCT NOVA - Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa produziu 300 litros de gel desinfectante que serão entregues ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com o objetivo de ajudar os profissionais de saúde na luta contra a pandemia do Covid-19.

A iniciativa partiu do Departamento de Química da faculdade que juntou uma pequena equipa (um professor, um investigador e um aluno) para a produção que exigiu uma manhã de trabalho. A equipa aproveitou material doado pelos colegas dos laboratórios – como etanol, glicerol e água oxigenada – para a produção dos 300 litros de gel.

A FCT está a reagir ativamente à pandemia do Covid-19 com uma série de iniciativas. Lembramos que, recentemente, o Departamento de Engenharia Mecânica e Industrial (DEMI), com a colaboração do FCT Fablab, criou uma linha de montagem num laboratório da faculdade para a produção de máscaras viseiras. Até agora, já produziram mais de 400 máscaras que estão a ser entregues nos hospitais de Vila Franca De Xira; Cascais; Santa Maria; Garcia da Horta; Parque de Saúde de Alvalade; São José; Curry Cabral; e Luz. Entretanto já receberam mais pedidos de hospitais, centros de saúde e centros de investigação.

Cerca de 30 pessoas (entre professores, alunos de doutoramento e de mestrado) estão envolvidas nesta produção que se faz sem parar, 24h/ dia e sete dias por semana, para responder às necessidades dos hospitais e profissionais de saúde portugueses que estão a lutar contra a pandemia do Covid-19. São necessárias duas horas para produzir cada máscara que pesa cerca de 30 gramas. Em condições ideais, esta linha de montagem é capaz de produzir, em média, cerca de uma centena de máscaras por dia.

Além desta produção de máscaras para cuidados de saúde, quatro alunos de Engenharia Mecânica estão a fabricar máscaras produzidas com materiais comuns de bricolage (como folhas de acetato e elásticos) e com uma impressora comum. Estas têm características diferentes – não podem ser usadas em situações delicadas como unidades de cuidados intensivos – mas são ideais para o contacto direto com o público e, por isso, têm grande utilidade em várias situações, como a consulta médica. Estes alunos já estão a responder a um pedido de 500 viseiras da parte da Administração Regional De Saúde Do Alentejo.  

Sintomas
Em Portugal, as doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte.
Homem idoso de cabelos brancos

Apesar de serem duas situações clínicas que se localizam em órgãos diferentes, o enfarte do miocárdio e o AVC são associados a episódios vasculares, o que significa que envolvem os vasos sanguíneos e as artérias, em particular. No entanto, os sintomas são diferentes e devem ser distinguidos.

No caso do enfarte, que ocorre quando uma das artérias que transporta oxigénio e nutrientes ao coração fica obstruída, as pessoas devem estar atentas a sintomas como dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade.

Já no caso do AVC, que ocorre quando uma das artérias que transporta oxigénio e nutrientes ao cérebro fica obstruída (AVC isquémico) ou quando uma artéria do cérebro rompe (AVC hemorrágico), a pessoa pode sentir a face ficar assimétrica de uma forma súbita, parecendo um “canto da boca” ou uma das pálpebras estarem descaídas; falta de força num braço ou numa perna subitamente; fala estranha ou incompreensível; perda súbita de visão, de um ou de ambos os olhos, e forte dor de cabeça, sem causa aparente.

Em ambas as situações, na presença destes sintomas recomenda-se que ligue rapidamente 112 e siga as instruções que lhe forem dadas.

A melhor forma de prevenir estas doenças é apostar na prevenção, alterando o estilo de vida. Pratique exercício físico, mesmo que apenas 10 minutos por dia; evite o álcool; não fume; e controle a alimentação, optando por não consumir em excesso alimentos ricos em açúcar e gordura.

A hipertensão arterial, o colesterol elevado, a diabetes, o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo contribuem significativamente para aumentar o risco de sofrer de uma destas doenças. 

Para aumentar a consciencialização para o enfarte agudo do miocárdio, a Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) está a promover a campanha Cada Segundo Conta, uma iniciativa que tem como objetivos promover o conhecimento e compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas; e alertar para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce. Para mais informações sobre esta campanha consulte www.cadasegundoconta.pt

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Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Distinção
O cientista João Mano, da Universidade de Aveiro (UA), acaba de vencer uma bolsa de 2,5 milhões de euros atribuída pelo...

A bolsa permitirá, durante 5 anos, desenvolver trabalho na área da bioengenharia de tecidos humanos e biomateriais avançados, nomeadamente na criação de estratégias para a regeneração de tecido ósseo, que poderá ter impacto em casos de perda massiva ou fraturas extensas de osso.

“Sinto-me extremamente honrado com este reconhecimento extraordinário, e pelo apoio de todos os membros do grupo”, congratula-se João Mano, professor catedrático no Departamento de Química e investigador no CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro, uma das unidades de investigação da UA.

“Com esta bolsa, vemos assim reforçada a oportunidade de combinar investigação de base de elevado nível com soluções terapêuticas radicalmente inovadoras que poderão vir a ter impacto na qualidade de vida de pacientes”, aponta.

Artur Silva, Vice-reitor da UA para a área da Investigação, sublinha que esta bolsa é “mais um reconhecimento europeu da investigação de ponta” que se realiza na Academia de Aveiro. Esta ERC Advanced Grant, aponta o responsável, “reconhece a qualidade do nosso docente e investigador João Mano e da investigação que realiza e é também uma prova da aposta que tanto a Reitoria como o Laboratório Associado CICECO têm colocado nestes concursos a estas importantes e milionárias bolsas europeias”.

Uma das grandes inovações do projeto “REBORN: Full human-based multi-scale constructs with jammed regenerative pockets for bone engineering” liderado por João Mano prende-se com a utilização de proteínas obtidas a partir de tecidos recolhidos durante o parto, e normalmente descartáveis, como a membrana amniótica e o cordão umbilical. Estas servirão de base para a construção de dispositivos altamente

hierarquizados, desde a nano à macro-escala, com uma grande capacidade de gerar tecido ósseo mineralizado e promover a sua vascularização.

Desses tecidos perinatais também será possível retirar células que desempenharão um papel fundamental na construção dos tecidos em laboratório. As células serão introduzidas dentro de pequenas “placentas” artificiais que, ao fornecerem sinais bioquímicos e mecânicos adequados, fomentarão a formação de micro-tecidos de forma completamente autónoma. A aglomeração dessas “bolsas regenerativas” de forma controlada no espaço permitirá o desenvolvimento de tecidos tridimensionais à escala dos defeitos ósseos reais, com grande precisão geométrica.

Para além das aplicações in vivo prevê-se que estes dispositivos inovadores possam também servir como modelos de doenças de dimensões e especificações semelhantes aos dos tecidos reais, a fim de testar novos fármacos e terapias, podendo assim ser vistos como alternativa aos ensaios com animais ou aos testes clínicos.

João Mano possui trabalho reconhecido internacionalmente no domínio do desenvolvimento de biomateriais e propostas de novos conceitos para aplicações biomédicas, em particular na área da Medicina Regenerativa, e dirige um dos grupos de investigação mais ativos na europa na área dos biomateriais e bioengenharia de tecidos humanos, o COMPASS Research Group (http://compass.web.ua.pt/).

Critérios muito apertados

Estas bolsas individuais são conseguidas após a participação em concursos extremamente competitivos, em que os critérios de avaliação se baseiam unicamente na excelência científica. A avaliação inclui a análise do currículo científico do investigador, que deve estar no topo dos investigadores a trabalhar na Europa, e também na excelência do projeto a executar, o seu grau de risco e a abordagem radicalmente inovadora nas fronteiras da ciência adotada no plano de trabalhos proposto.

Mesmo recebendo candidaturas dos mais eminentes cientistas de europa, a taxa de sucesso de bolsas financiadas este ano foi inferior a 10 por cento. Esta bolsa avançada foi a única, de entre as 185 aprovadas, atribuída a um investigador português ou a trabalhar em Portugal.

Um feito notável e raro foi o desta bolsa avançada ser a segunda que João Mano conseguiu ver financiada, sendo que a primeira ainda está em execução. Adicionalmente, uma bolsa do ERC para prova de conceito (ERC-PoC) já havia sido atribuída em 2018. As bolsas ERC-PoC, apoiam atividades no estágio inicial de transformação de resultados obtidos por investigadores possuidores de bolsas ERC em propostas com potencial comercial, capazes de alcançar benefícios económicos ou sociais.

Para além desta bolsa avançada, em 2019 também já haviam sido atribuídas 3 bolsas para investigadores do CICECO da UA: duas bolsas de consolidação (Consolidator Grants, ERC-CoG) e outra bolsa de prova de conceito (ERC-PoC).

Covid-19
Face à atual situação de pandemia da Covid-19, Manuel Gameiro da Silva, professor catedrático do Departamento de Engenharia...

Por isso, afirma o especialista em climatização, enquanto se mantiver a crise pandémica, “não devem ser realizadas reuniões presenciais e os espaços interiores com ocupação humana devem ser fortemente ventilados, exclusivamente com ar novo, para diminuir as concentrações do vírus, no caso de uma eventual contaminação por partículas em suspensão, e, desta forma, reduzir o risco de infeção”.

Manuel Gameiro da Silva defende ainda que “quando se planeia uma saída, para locais frequentados por outras pessoas, deve-se levar máscara e, se possível, viseira. As máscaras normais não são completamente eficazes na retenção das partículas de menor dimensão, pelo que o uso combinado com uma viseira aumenta substancialmente a eficácia de retenção”.

Estes alertas resultam de uma análise que o cientista da UC decidiu realizar devido às dúvidas suscitadas sobre “a importância que as autoridades de saúde, quer a nível nacional, quer a nível internacional, atribuem ao papel que desempenham os diferentes modos de transmissão na propagação das infeções virais e as consequências que daí podem advir”.

Considera o autor que, “sem que haja uma evidência científica que o justifique, se tem menorizado o papel que pode ser desempenhado pela transmissão através do modo de partículas em suspensão e que, em consequência, se têm desaconselhado algumas das medidas de proteção que, provavelmente, estarão na base das taxas de propagação da epidemia mais modestas em alguns países asiáticos”.

Não havendo dúvidas de que o novo coronavírus, SARS-Cov-2, se transmite maioritariamente através das partículas exaladas pelos doentes contaminados, Manuel Gameiro da Silva explica que os diferentes modos de transmissão das doenças infeciosas estão associados a partículas de dimensões diferentes: as partículas grandes (superiores 50 mícron), que são exaladas e se depositam nas superfícies, são responsáveis pela transmissão por contato; as partículas intermédias (de 10 a 50 mícron) são responsáveis pela transmissão direta do emissor para o recetor, denominada transmissão por gotas; finalmente, as partículas mais pequenas (menos de 10 mícron) são responsáveis pelo modo de transmissão por partículas em suspensão, podendo permanecer no ar por horas, ser transportadas a longas distâncias e inaladas.

Relativamente ao efeito da temperatura e da humidade, o também coordenador da Iniciativa Energia para Sustentabilidade da UC refere que “tipicamente, a persistência dos vírus é mais alta com temperaturas frias do que com temperaturas quentes e como a humidade desestabiliza a camada protetora de gordura dos vírus do tipo coronavírus, a persistência do vírus é maior em ambientes secos. A radiação solar tem uma componente de radiação ultravioleta que prejudica a persistência dos vírus pelo que, nos ambientes interiores sem luz natural direta, há condições mais favoráveis para a persistência dos vírus como partículas em suspensão”.

Manuel Gameiro da Silva defende a "redefinição do conceito de distância de segurança entre pessoas e a necessidade de uso generalizado de equipamentos de proteção das vias aéreas superiores (máscaras e viseiras) sempre que se preveja que se vai estar num ambiente com ocupação múltipla".

Período de risco associado à pandemia
Tendo em conta o contexto atual, o Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, IP, recomendou a...

A esta medida poderá somar-se “a necessidade de interrupção imediata do tratamento do estudo”, sempre que esteja em causa a segurança dos participantes.

Esta recomendação faz parte de um conjunto de “medidas excecionais” sobre realização de Ensaios Clínicos durante o período de risco para a saúde pública associado à pandemia de Covid-19, para “acautelar a segurança, proteção e os direitos dos participantes” nestes estudos. 

Nesses casos, nomeadamente os ensaios clínicos que envolvam populações em imunossupressão decorrente do tratamento instituído ou outras terapêuticas que possam constituir “um risco intolerável”, o promotor do estudo deve notificar o Infarmed da interrupção como “medida urgente de segurança”, com explicação detalhada do contexto, e das medidas adotadas para garantir o tratamento alternativo dos participantes.

Outra das medidas prende-se com a necessidade de revisão do plano de visitas adotado no protocolo do estudo, que deverão ser realizadas por telefone ou por outros meios tecnológicos, assegurando-se que é consentida pelos participantes e que apenas é recolhida a informação estritamente necessária.

A dispensa direta no domicílio de medicamentos experimentais poderá ser aceite “dadas as circunstâncias excecionais”, mas com base em premissas como “assegurar que o investigador principal e a equipa de investigação (incluindo a farmácia hospitalar) mantêm a supervisão deste processo, garantindo vias de comunicação que permitam esclarecimento de dúvidas por parte dos participantes”. 

Neste contexto de emergência de saúde pública, o conjunto de medidas “pode ser de implementação imediata, sem que seja necessária a notificação ou aprovação prévia de alteração substancial”, com exceção da suspensão do recrutamento e interrupção imediata do tratamento do estudo.

“É esperado que o promotor, em conjunto com o investigador, tome as decisões sobre as medidas a adotar de forma proporcional e adequada, com base numa análise de risco para cada ensaio clínico, em que sejam consideradas as características do ensaio, do centro de ensaio e o risco epidemiológico no mesmo”, refere o Infarmed.

Estas recomendações são ainda aplicáveis a estudos clínicos com intervenção de dispositivos médicos ou cosméticos.

 

 

Medida
Uma portaria que entrou ontem em vigor estabelece os serviços essenciais para efeitos de acolhimento, nos estabelecimentos de...

A portaria foi publicada dia 29 de março, em Diário da República, e entrou em vigor esta segunda-feira, permitindo que possam ir à escola filhos ou outros dependentes a cargo “dos profissionais de saúde, das forças e serviços de segurança e de socorro, incluindo os bombeiros voluntários, e das Forças Armadas, os trabalhadores dos serviços públicos essenciais, de gestão e manutenção de infraestruturas essenciais, bem como de outros serviços essenciais”, refere o diploma.

As escolas estão encerradas para aulas presenciais devido à doença covid-19, que em Portugal já levou à morte de mais de uma centena de pessoas.

Recorde-se que em 13 de março, o Governo já tinha definido que seria identificado em cada agrupamento de escolas um estabelecimento de ensino que permitisse o acolhimento dos filhos ou outros dependentes daqueles trabalhadores.

“Importa que os profissionais dos serviços identificados na presente portaria, mobilizados para o serviço presencial nesta fase de excecionalidade e emergência desencadeada pela epidemia por SARS-CoV-2, possam dispor de um local de acolhimento para os seus filhos ou outros dependentes a cargo, na ausência de soluções alternativas”, lê-se na portaria.

A portaria não se aplica quando um dos elementos do agregado familiar não faz parte do grupo de profissões abrangidas e pode cuidar dos filhos.

 

Movimento SOS.COVID19.PORTUGAL
O SOS.COVID19.PORTUGAL, um movimento criado no âmbito da sociedade civil, angariou 94.021,20 euros em donativos, o que lhes...

Ao todo foram entregues 39.025 máscaras cirúrgicas, 3.000 máscaras FFP2 e 3.335 viseiras. 

Dos 94.021,20 euros angariados, 29.962,20 foram provenientes de outro movimento denominado STOP.COVID.PT que, para o efeito, se juntou a esta causa comum.

O Equipamento proveniente da China chegou ao nosso país no passado dia 26 de março, tendo sido entregue nos referidos hospitais dois dias depois, estando nesta altura já em utilização.

Com esta entrega finaliza-se uma campanha, que em cerca de 15 dias conseguiu marcar alguma diferença nos referidos hospitais.  As organizadoras agradecem a generosidade de todos os que contribuíram para tornar possível esta oferta.

SOS.COVID19.PORTUGAL arranca com segunda campanha. Desta vez para adquirir Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para os lares de idosos da União das Misericórdias

Face ao sucesso da primeira campanha e devido aos pedidos efetuados para a manutenção desta plataforma solidária, o SOS.COVID19.PORTUGAL inicia, hoje, uma nova campanha de angariação de fundos para aquisição de máscaras, luvas e protetores de sapatos para serem entregues juntos dos 521 lares de idosos 1 190 instituições de Cuidados Continuados  que integram a União das Misericórdias de Portugal.

 

 

Informação atualizada
Face à propagação do coronavírus (COVID-19) e às dúvidas e preocupações das mães sobre a segurança de manter ou não o...

Deste modo, criou no seu site (https://bit.ly/2QOtMcm) um Centro de Informação do COVID-19, no que diz respeito ao aleitamento materno, com o qual pretende responder às dúvidas mais frequentes daquelas mães que se perguntam como esta infeção viral as pode afetar e aos seus bebés, e que precauções devem ter. Além disso, através dos seus perfis nas redes sociais (@medela_pt no Instagram e Medela Portugal no Facebook), os profissionais da Medela estão, a partir das suas casas, a aconselhar e a responder às dúvidas que os pais e as mães possam ter.

A empresa irá atualizando esta área à medida que haja informação científica verificada e veiculada pelos canais oficiais.

Entre as dúvidas mais comuns, às quais a Medela dá resposta, estão a limpeza dos extratores de leite materno, a conveniência de amamentar se foi diagnosticado o COVID-19 à mãe ou a segurança do leite doado, entre outros tópicos.

 

 

 

MatosinhosHabit
Devido à pandemia do Coronavírus, a MatosinhosHabit, reorganizou os seus serviços para que a o atendimento não cessasse. Este...

Numa altura em que ficar em casa é a melhor forma de proteção contra o COVID-19, muitos são os munícipes que se mantêm nas suas residências. Isso não é impeditivo de continuarem a ser acompanhados pelos serviços da MatosinhosHabit, que na última semana reorganizou os seus serviços para que fosse possível continuar a dar resposta às solicitações, acrescentando serviços de apoio como é o caso do acompanhamento a idosos em situação de isolamento social.

Diariamente a MatosinhosHabit está a dar resposta a cerca de 70 chamadas telefónicas, entre esclarecimentos e atendimentos no âmbito dos processos que continuam a decorrer, como Pedidos de Habitação, pedidos de Apoio ao Arrendamento e processos do Gabinete de Reabilitação Urbana. Entre estes, surgem ainda as ocorrências no Parque Habitacional, que são respondidas conforme o grau de urgência.

Para além disso, a MatosinhosHabit está a contactar três vezes por semana, cerca de 130 idosos, residentes no Parque Habitacional Social ou beneficiários do Programa Municipal de Apoio ao Arrendamento, que vivem numa situação de isolamento social e que não dispõem de retaguarda familiar. A cada contacto é averiguada a situação de saúde e as principais necessidades, como Bens Alimentares e/ou medicamentos em falta. É também estabelecida uma conversa informal para que seja reduzido o isolamento social.

Numa primeira fase foram contactados cerca de 900 idosos, com mais de 65 anos, que estavam sinalizados como elementos isolados. Destes cerca de 130 não tinham qualquer retaguarda familiar. São agora acompanhados pela MatosinhosHabit e em caso de necessidade de intervenção são encaminhados para a Linha de Apoio ao Isolamento Social da Câmara Municipal de Matosinhos (800 210 095 – chamada gratuita).

Tiago Maia, administrador da MatosinhosHabit, explica que "estas medidas pretendem, acima de tudo, combater não só o isolamento a que estão confinados os idosos em Matosinhos, mas também acompanhá-los para que nada lhes falte no seu quotidiano. No caso de algum necessitar de ajuda, tanto por questões de privação de locomoção ou por se encontrarem em situação vulnerável, a MatosinhosHabit sinaliza a situação à Linha de Apoio ao Isolamento e esta dará a resposta adequada. Mantemo-nos também disponíveis em outras áreas de apoio, respondendo a situações de emergência, nomeadamente através do nosso piquete. Com estas medidas queremos que todos os nossos munícipes se sintam amparados e protegidos tendo em conta a situação que vivemos atualmente".

 

Dia Nacional do Doente com AVC
Apesar da redução da taxa de mortalidade por AVC registada nas últimas décadas, esta patologia continua a representar a...

Este ano, o Dia Nacional do Doente com AVC (31 de março) será, desejavelmente, assinalado à porta fechada, cumprindo as recomendações de distanciamento social publicadas pelas entidades competentes para contenção da propagação do vírus SARS-CoV-2, mais vulgarmente denominado por Covid-19. No entanto, nem por isso se torna menos importante o reforço das mensagens de adoção de estilos de vida saudáveis para prevenção do AVC, numa altura em que as rotinas habituais sofrem alterações e adaptações inevitáveis. Da mesma forma, esta data alerta para a realidade do sobrevivente do AVC, recordando que há vida depois do AVC, com igual dignidade e papel ativo na sociedade.

“Ser vítima ou ser sobrevivente de um AVC por si só não coloca o doente em maior risco de ter COVID-19, nem há estudos que permitam dizer que os doentes com COVID-19 estejam em risco de vir a ter um AVC”, esclarece Miguel Rodrigues, neurologista e membro da Direção da SPAVC. “Mas muitas pessoas que sofreram um AVC pertencem a um grupo de risco por serem idosos, estarem mais fragilizados ou terem uma doença crónica, como diabetes, hipertensão arterial, doença cardíaca, doença respiratória ou doença renal crónica”, frisa. Por isso, “é muito importante que os doentes que pertencem a grupos de risco mantenham distanciamento social e permanência no domicílio durante a pandemia, como recomendado pelas autoridades de saúde”.

No entanto, é preciso evitar que o isolamento social e a menor mobilidade das pessoas seja fonte de mais preocupação. Importa, por isso, reforçar algumas mensagens-chave neste dia. Primeiro, salientar o papel da prevenção, que implica o reconhecimento dos sinais de alerta de AVC e, também, a identificação dos fatores de risco cerebral, a serem evitados e/ou controlados.

“A população deve estar informada sobre os sinais de alerta de AVC, os chamados 3 F’s – falta de força num braço; desvio da face; e dificuldade na fala – e saber que, perante o aparecimento de um deles, a única atitude correta é a de acionar de imediato os serviços de emergência, através do 112”, lembra Castro Lopes, presidente da Direção da SPAVC. E acrescenta: “A Via Verde do AVC está organizada em Portugal para encaminhar os doentes rapidamente para os hospitais capazes de fornecer os tratamentos adequados. Tempo é cérebro, e está nas mãos de cada um agir o mais rapidamente possível”.

“Como é sabido, dispomos hoje de tratamentos inovadores de fase aguda, como a trombólise farmacológica e a trombectomia mecânica, que aumentam as taxas de sobrevivência e reduzem a incapacidade, e que serão tanto mais eficazes quanto mais cedo forem administrados”, salienta o neurologista, frisando que este tratamento deverá continuar a ser assegurado a todos os doentes com AVC no país e arquipélagos.

Nestes tempos alarmantes que vivemos, as medidas de prevenção do AVC devem também ser reforçadas, com especial destaque para a adoção de uma alimentação saudável, equilibrada e variada (ajudando à manutenção do sistema imunitário) e para a prática regular de atividade física, ajustada à idade e aos condicionamentos circunstanciais. Mesmo em casa, é possível realizar exercícios de mobilidade, alongamentos e treinos de força para se manter fisicamente ativo.

Por fim, a luta pelo acesso à reabilitação cumpre ainda um papel mais importante em cenários de pandemia, onde esta intervenção é muitas vezes descurada. O presidente e fundador da SPAVC explica que “esta Sociedade tem vindo a frisar que a reabilitação não é uma esmola, mas sim um direito! É necessário lutar para garantir aos sobreviventes de AVC esta intervenção até à recuperação das capacidades perdidas devido ao episódio vascular cerebral – durante uma vida inteira, se for preciso”.

Embora esta data seja assinalada, este ano, de forma diferente, sem eventos públicos e num panorama de enorme preocupação face à epidemia, “a SPAVC continua a comunicar as mensagens essenciais de prevenção do AVC, dos direitos ao acesso ao tratamento agudo em centros de AVC e, claro, da dignidade dos sobreviventes”, finaliza Castro Lopes.

Acesso a medicamentos
Já está em funcionamento, em todo o continente e ilhas, a linha telefónica gratuita que garante o acesso a medicamentos com...

Quem necessitar de medicamentos basta ligar 1400, de qualquer rede móvel ou fixa, e fazer a sua encomenda. As chamadas são gratuitas. Há diversas modalidades de entregas ao domicílio garantidas em todo o país.

O 1400 é especialmente recomendado às pessoas que, pela sua idade ou condição de saúde, se devem abster de qualquer saída à rua durante a pandemia de COVID-19. Com uma chamada telefónica podem encomendar quaisquer medicamentos e produtos de farmácia. O centro de atendimento dará prioridade à satisfação dos pedidos de doentes crónicos e pessoas com mais de 60 anos.

A linha pode ainda ser usada para planear visitas à farmácia. O serviço 1400 garantirá a cada português que terá à sua espera, na farmácia da sua preferência, todos os medicamentos e produtos de saúde de que necessita, com especial atenção aos mais urgentes.

“As farmácias montaram em tempo record um serviço farmacêutico telefónico de abrangência nacional. Todos devemos evitar sobrecarregar a linha com pedidos desnecessários, para ser possível responder de imediato às necessidades urgentes e das pessoas mais frágeis”, apela Paulo Cleto Duarte, presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF).

A escolha da farmácia cabe a cada cidadão. O atendimento telefónico informa quais as farmácias mais próximas com os medicamentos disponíveis. Antes de libertar qualquer encomenda, a farmácia escolhida contacta sempre o utente para o esclarecer quanto aos benefícios, riscos e instruções a seguir para o bom uso dos medicamentos.

As farmácias garantem a dispensa de medicamentos ao domicílio, em todo o país, com serviços próprios, em pareceria com autarquias, IPSS e os CTT.

“A pandemia pode ter colocado em causa as visitas à farmácia, mas jamais o serviço farmacêutico completo e seguro. As farmácias continuam próximas de qualquer português, a cada segundo que passa”, garante o presidente da ANF.

O serviço SAFE 1400 cumpre as boas práticas de farmácia e de distribuição, testadas em projetos-piloto que decorreram em Bragança e Loures.

Iniciativa
Numa altura em que o Planeta está a enfrentar uma situação sem precedentes, a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal ...

Uma iniciativa com o apoio Abbott. A sessão será orientada pelo Professor Dr. João Raposo, Diretor Clínico da APDP e pelo Professor Dr. Filipe Froes, Coordenador da Área das Infeções Respiratórias do Plano Nacional para as Doenças Respiratórias, que irão indicar as precauções a tomar por parte das pessoas com diabetes.

A sessão contará ainda com a presença da Enfermeira Educadora em diabetes, Ana Cristina Paiva, que estará disponível para responder às questões colocadas pela assistência. Os interessados em acompanhar a sessão têm apenas de se inscrever em https://app.livestorm.co/abbott-diabetes-care-9/covid-19-e-a-diabetes

 

Distinção
A Angelini acaba de lançar a 11ª edição do Angelini University Award! 2019/2020 (AUA!19/20) e a 3ª edição do Prémio Jornalismo....

Para esta edição a farmacêutica escolheu o tema “Menos Dor, Mais Vida” para ajudar a combater o problema que atinge 3 em cada 10 indivíduos em Portugal, segundo a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED). Os vencedores serão conhecidos em outubro de 2020.

“O AUA! é uma iniciativa que foi desenvolvida em Portugal e que tem sido muito bem acolhida não só pela comunidade de alunos universitários, como pelos principais stakeholders da área da saúde. Este projeto foi lançado há mais de uma década e tem vindo sempre a crescer em adesão e notoriedade, o que é muito gratificante para a Angelini Portugal”, explica Conceição Martins Diretora de Recursos Humanos e Comunicação, que acompanha este projeto desde o seu início.

No AUA!19/20 serão aceites a concurso todos os projetos que abordem o tema da dor, tendo como algumas das sugestões o desenvolvimento de novos produtos farmacológicos para o tratamento da dor, novas tecnologias no diagnóstico e tratamento, a criação de uma linha de apoio à dor ou ainda terapias alternativas e complementares para o alívio de sintomas. Na vertente dos estilos de vida, as sugestões passam pelo envelhecimento ativo, programas de exercício físico para o tratamento da patologia, entre outros. As inscrições para os participantes terminam a 26 de março de 2020

Relativamente ao Prémio Jornalismo serão elegíveis todos os trabalhos que sejam publicados ou emitidos por um meio de comunicação em Portugal e que foquem as principais questões relacionadas com o tema da dor. “Acreditamos que a comunicação social tem um papel fundamental na educação para a saúde e na divulgação de novas soluções terapêuticas, daí termos criado o Prémio Jornalismo que pretende este ano distinguir um trabalho desenvolvido na área da dor, um problema que afeta aproximadamente 3 milhões de portugueses”, conclui Conceição Martins.

Os vencedores da edição do AUA!19/20 terão prémios monetários até 12.000€ e os critérios utilizados para avaliar os projetos em concurso terão como base a inovação, criatividade, metodologia utilizada, pertinência do projeto e a viabilidade da sua implementação.  Já o melhor trabalho jornalístico receberá um prémio monetário no valor de 3.000€.

O júri destes prémios será composto por um conjunto de profissionais da área médica e farmacêutica a anunciar em breve e alguns elementos das áreas Comercial e Médica da Angelini Farmacêutica.

Covid-19
No contexto da atual epidemia de COVID-19, a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR) lança um conjunto de...

Das recomendações da APIR fazem parte:

Apoio Domiciliário

Todas as visitas domiciliárias são desaconselhadas durante este período. Em caso de necessidade, o doente deverá contactar a equipa técnica ou a sua equipa de enfermagem para resolver os possíveis problemas exclusivamente à distância.

Material de consumo clínico: máscaras e desinfetante

Face à elevada procura destes consumíveis, devem ser utilizados de forma racional, mas segura, para evitar o desperdício.

Entregas domiciliárias

A entrega de material para a realização do tratamento não está em causa, mas recordamos que, nos casos em que é possível, o material deve ser recebido por um familiar ou outra pessoa com quem o doente partilhe casa, sendo que este deve cumprir todas as recomendações de proteção, higiene e segurança emitidas pelas autoridades de saúde, tais como:

Fazer a higienização das mãos com um desinfetante à base de álcool

Evitar tocar nos olhos, nariz e boca

Praticar a etiqueta respiratória: tossir ou espirrar para o cotovelo ou papel descartável e depois deitar fora o papel usado

Usar uma máscara cirúrgica nos casos em que apresente sintomas respiratórios e fazer a higienização das mãos após descarte da máscara

Cumprir a distância social (mínimo de 1 metro)

Deverá ser evitada temporariamente a recolha de material e equipamento na casa de doentes, bem como dispensada a assinatura da guia de transporte.

Identificação de caso suspeito

No caso de ser identificado um doente, cuidador ou familiar próximo, com diagnóstico de COVID-19, ou caso suspeito de contacto e/ ou quarentena, deve ser notificado o respetivo enfermeiro de apoio domiciliário ou a equipa de apoio a clientes da empresa fornecedora ou o hospital onde é seguido em consulta de Nefrologia. Nesse caso poderão ser implementadas medidas adicionais de prevenção, mas será sempre garantida a entrega do tratamento.

A APIR relembra também que se encontra disponível para esclarecer todas as dúvidas relacionadas com a COVID-19 que possam surgir a esta comunidade de doentes e às suas famílias e cuidadores. Inclusivamente, foi criada uma secção no site www.apir.org.pt com todas as informações de relevância para os doentes renais, a qual vai sendo atualizada sempre que necessário. “Queremos, sobretudo, tranquilizar os doentes e recordar-lhes a importância de cumprir todas as recomendações para que se mantenham saudáveis e em segurança”, sublinha José Miguel Correia, Presidente da APIR.

Sociedade Portuguesa de Diabetologia
A Sociedade Portuguesa de Diabetologia, com o apoio da AstraZeneca, organiza, no próximo dia 2 de abril, a sessão “Desa¬fios na...

Com a intervenção de João Raposo, presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, do virologista José Miguel Azevedo-Pereira, a sessão irá abordar as características da COVID-19, a epidemiologia e as estratégias de prevenção, assim como o desafio para a pessoa com diabetes em período de pandemia pela COVID-19. Paralelamente, Rita Nortadas especialista em Medicina Interna e Secretária Geral da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, partilhará as boas práticas para o sucesso da consulta de diabetes à distância, garantido o melhor acompanhamento destes doentes, considerados um dos grupos de maior risco do novo Coronavírus.

Para participar os profissionais de saúde devem aceder ao link disponibilizado no site da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (www.spd.pt).

Financiamento europeu
Centros de Investigação e Instituições de Ensino Superior nacionais viram 22 projetos aprovados nos últimos concursos do...

Uma parte significativa dos projetos aprovados é da área da saúde, com foco na investigação em novas terapias antivíricas e imunologia, doenças do cérebro e neurológicas, e na saúde do envelhecimento. Os projetos na área da engenharia abordam temas como a segurança alimentar, biotecnologia alimentar, sistemas sustentáveis de energia, materiais sustentáveis e digital. Existem ainda projetos financiados nas áreas da biotecnologia marinha, ambiente e inovação social.

As entidades nacionais registaram um desempenho acima da média dos restantes estados membros, apresentando uma taxa de sucesso de 32% face à média dos países da UE 27 (18%). Os Centros de Investigação viram aprovados 12 projetos e as entidades de Ensino Superior 10, obtendo um total de financiamento de 18.7 M€ e de 15.3 M€, respetivamente.

A região Norte do país foi a que obteve mais financiamento – 13.5 M€, ou seja 40% do total obtido pelas entidades nacionais, e Lisboa e Vale do Tejo a que conseguiu mais projetos aprovados (9). O Alentejo viu o projeto “Waste to Hydrogen”, do Instituto Politécnico de Portalegre, alcançar um apoio de perto de 900 mil euros.

 

Opinião
Nos últimos 25 anos assistimos a um progresso considerável no tratamento dos doentes com Acidente Va

O AVC é uma emergência médica, sendo atualmente a principal causa de morte e incapacidade permanente em Portugal. A cada hora 3 portugueses sofrem um acidente Vascular Cerebral, um deles não sobrevive, e metade dos sobreviventes ficarão com sequelas incapacitantes.

O que podemos melhorar?

Em primeiro lugar devemos PREVENIR! O AVC pode ser evitado em cerca de 80% dos casos. Temos de prevenir um primeiro evento, mas também evitar a recorrência. Existem fatores determinantes como a genética, a idade ou o género, que não são passíveis de ser alterados, mas controlar a pressão arterial, tratar a diabetes e a dislipidemia; adotar uma alimentação adequada, pobre em gorduras e sal; praticar exercício físico regularmente; não fumar (fumar duplica o risco de ter um AVC), nem consumir bebidas alcoólicas, são  formas de reduzir o risco de sofrer um AVC. Em muitos casos, a alteração dos hábitos do dia-a-dia não é suficiente, sendo obrigatório iniciar terapêutica farmacológica para correção dos fatores de risco. Em todas as situações em que existe patologia associada deve ser feito seguimento regular em consulta, seguindo as orientações do médico assistente.

É também importante promover a EDUCAÇÃO DA POPULAÇÃO, no sentido de ser capaz de reconhecer os sinais de alarme. Temos de alertar para o facto de o AVC ser uma situação potencialmente ameaçadora de vida, uma verdadeira emergência médica e, fundamentalmente, da necessidade de intervenção precoce. Entre os sintomas mais frequentes salienta-se um conjunto de manifestações comumente conhecido pelos “5 F’s”. São eles: a Face descaída, dando uma sensação de assimetria do rosto; a diminuição da Força num braço (acompanhada ou não de diminuição de força na perna); a dificuldade na Fala, dificuldade em ter qualquer tipo de discurso, fala arrastada ou existência de discurso pouco compreensível e sem sentido; a Falta súbita de visão, alteração da visão ou diminuição abrupta num ou em ambos os olhos ou visão dupla; e a Forte dor de cabeça, dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual. Sempre que estes sinais surgirem, deve ser contactado o 112, que disponibilizará os meios de auxílio específicos, ao acionar a VVAVC, para transportar o doente ao hospital com capacidade para proporcionar o tratamento adequado, no mais curto espaço de tempo.

Depois da ativação da VVAVC é importante o TRATAMENTO, adaptado a cada situação, de acordo com tipo de AVC. Nesta fase, a organização do sistema de seleção e referenciação para terapêutica endovascular é determinante. Temos que garantir o acesso ao tratamento ao maior número de doentes possível, diminuir as assimetrias que se verificam ao nível das várias regiões (os grandes centros têm o acesso mais facilitado) e otimizar a disponibilidade de meios (a nível de equipamento e recursos humanos). Assim, além da adequada gestão dos recursos disponíveis é fulcral garantir o investimento adequado.

Por fim, é imprescindível não descurar a REABILITAÇÃO, aumentando a referenciação e a disponibilidade de unidades diferenciadas. A reabilitação assume um papel preponderante a vários níveis:  recuperação funcional, cognitiva e psicossocial; integração social; melhoria de qualidade de vida; manutenção de atividade e grau de independência.

São assim prioritárias campanhas de informação e formação à população, além da intervenção das entidades públicas no sentido de priorizar o investimento para a abordagem desta devastadora patologia.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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