Estudo
De acordo com uma investigação, recentemente publicada na revista PLoS Biology, O sexo oral pode criar o ambiente ideal para o...

A vaginose bacteriana não é uma infeção sexualmente transmissível. Trata-se de um desequilíbrio das bactérias comuns encontradas na vagina. A pesquisa que a liga a infeção à prática de sexo oral incidiu sobre efeito que as bactérias bucais têm sobre os micróbios que vivem e crescem na vagina.

Assim, as mulheres sem vaginose bacteriana tendem a ter muitas bactérias "boas", chamadas lactobacilos, que mantêm a vagina mais ácida, ou seja, com um pH mais baixo.

No entanto, por vezes esse equilíbrio saudável pode sofrer alterações e permitir que outros microrganismos vaginais prosperem.

O que faz com que isso aconteça não é totalmente conhecido, mas é mais provável que a vaginose bacteriana seja mais frequente em mulheres sexualmente ativas (embora também possa ocorrer a quem nunca fez sexo), quando mudam o parceiro ou se utilizam DIU (dispositivo contracetivo).  

Agora o estudo da PLoS Biology veio mostra que um tipo comum de bactéria, encontrada na boca e que está associada a doenças gengivais e placa dentária, pode contribuir para o desenvolvimento da vaginose bacteriana

A experiência incidiu sobre espécimes vaginais humanos e em camundongos de modo a observar o comportamento bacteriano,

Os investigadores descobriram que uma bactéria que existe na cavidade oral, Fusobacterium nucleatum, parece auxiliar no crescimento de outras bactérias implicadas na vaginose bateriana

Amanda Lewis da Universidade da Califórnia e a equipa que desenvolveu esta investigação, diz que esta análise vem demonstrar como o sexo oral pode contribuir para alguns casos de vaginose bacteriana.

Os especialistas já sabem que esta infeção pode ser desencadeada pelo sexo, inclusive entre mulheres.

Claudia Estcourt, porta-voz da Associação Britânica para Saúde Sexual e HIV, disse que estudos como este eram importantes para aumentar a compreensão da vaginose bacteriana.

"Sabemos que a vaginose bacteriana é uma entidade realmente complexa com muitos fatores contribuintes”, comentou acrescentando que o sexo oral pode transmitir infeções sexualmente transmissíveis e outras bactérias que podem ou não ser importantes em outras condições de saúde.

INEM
Foi lançado o Guia de Recursos sobre Saúde Mental e Apoio Psicossocial (SMAPS) durante a Covid-19, que visa “fornecer...

O Documento foi desenvolvido em parceria entre a Rede Internacional de Saúde Mental e Apoio Psicossocial e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), “baseando-se em informações e recursos que estão atualmente disponíveis, e será atualizado com a progressão de novos conhecimentos que estiverem disponíveis”, destaca o INEM.

Pode ler-se no documento que “a pandemia da Covid-19 é uma crise global em rápida evolução e, neste momento, ainda existem muitas dificuldades e necessidades emergentes relacionadas às consequências psicossociais e de saúde mental para as diversas populações afetadas por esta emergência”.

De acordo com o INEM, os materiais apresentados neste guia são disponibilizados para facilitar o acesso e refletir sobre o que está disponível na atualidade. “Esta listagem não deve ser interpretada como uma recomendação institucional para uso”, esclarece.

 

Saúde do trato gastrointestinal
São vários os estudos que têm vindo a comprovar a importância de uma flora intestinal saudável.

Para além de exercer um papel importante a nível metabólico ou nutricional, a flora intestinal, ou microbiota intestinal,  tem ainda uma função antibacteriana, imunomodeladora e protetora da mucosa.

Constituída por cerca de 100 milhões de microorganismos, a microbiota intestinal está, na verdade, na linha da frente no que às nossas principais defesas diz respeito.

De acordo com Ricardo Ferreira, gastrenterologista pediátrico, “praticamente todas as bactérias que compõem o nosso intestino são encontradas no cólon, também conhecido por intestino grosso”. E, tal como explica o especialista, “cada bactéria é uma célula única e existem centenas de espécies diferentes”, estimando-se que existam cerca de 700 a 800 espécies no intestino grosso.

“Muitas vezes, não é do conhecimento geral que a flora intestinal tem um papel determinante na manutenção da saúde do nosso organismo. A investigação sugere que a flora intestinal é responsável por prevenir e ajudar a tratar as infeções, prevenir algumas doenças neurológicas, tumores e até parece estar envolvida no excesso de peso”, explica o gastrenterologista, uma vez que lhe tem sido atribuída “responsabilidade na modulação e no treino do sistema imunitário intestinal” que pode estar envolvida no aumento da incidência de determinadas doenças.

Por isso, cuidar bem da microbiota [flora] intestinal é fundamental para manter a saúde do organismo e “prevenir problemas que possam causar patologias futuras”.

“A flora intestinal saudável tem inúmeros benefícios tais como a prevenção de infeções provocadas por microorganismos, redução de diarreias, obstipação e gases, melhoria do processo de digestão, eliminação de toxinas, estimulação do sistema imunitário, normalização de produção de vitaminas do complexo B e K no intestino”, justifica o médico.

Como manter a microbiota intestinal saudável 

A adoção de uma dieta alimentar equilibrada e saudável, tal como o “uso judicioso de alguns medicamentos como antibióticos e analgésicos”, garante a manutenção das bactérias benéficas no intestino.

De acordo com este especialista, “uma alimentação inadequada com excesso de alimentos ricos em gordura, alimentos industrializados ou ricos em açúcar e álcool deve ser evitada”.

Devemos, por isso, priveligiar os legumes, verduras e frutas “frescas e orgânicas”, bem como “alimentos ricos em inulina encontrados nas fibras”, cereais e alimentos com probióticos.

As fibras, por exemplo, “assumem um papel muito relevante no nosso metabolismo e diminuem os riscos de problemas cardíacos e de alguns problemas digestivos”. Elas diminuem a absorção e digestão dos hidratos de carbono, “ajudando a regular os picos de insulina, o que diminui a formação de gordura e a sobrecarga do pâncreas”.

“Por outro lado, a presença de fibras solúveis – os prébióticos – facilita o crescimento da flora saudável”, acrescenta Ricardo Ferreira.

Há ainda um outro conjunto de alimentos que promovem o aumento da flora bacteriana. “Os alimentos probióticos, com um papel fundamental na propagação das bactérias boas do intestino, integram um número de microorganismos vivos que permanecem vivos no nosso intestino para manter a saúde da nossa flora”, explica o especialista acrescentando que os iogurtes estão entre os principais alimentos com esta função.

No entanto, salienta que “outros alimentos favorecem o crescimento da flora intestinal saudável”. Aveia, mel, maçã, ameixa, cenoura, aipo, brócolos, pimentão, alguns queijos, citrinos, soja, ovos, nozes e chocolate amargo fazem parte desta lista.

Não obstante a importância que recai sobre a questão alimentar, “a nossa flora intestinal pode sofrer, porém, desequilíbrios de outras origens como o uso inadequado de alguns antibióticos, que podem eliminar as bactérias «boas» do nosso sistema digestivo”, por exemplo.

Segundo o especialista, alguns medicamentos (como os antibióticos e analgésicos) para além de contribuirem para uma redução das bactérias que asseguram o bom funcionamento do intestino, podem tornar mais frágil o nosso sistema imunitário. “Há, no entanto, produtos no mercado – por exemplo, os que contêm Saccharomyces boulardii – que ajudam a restabelecer a flora intestinal durante os períodos de toma deste tipo de medicamento, por forma a minimizar os seus efeitos negativos”, sugere.

Também a prática de exercício físico regular e o aumento da ingestão de água são, a par dos bons hábitos alimentares, dois fatores determinantes para manter uma microbiota [flora] intestinal saudável. 

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Uso de probióticos em Gastrenterologia

Artrite: probióticos podem ajudar a controlar os sintomas

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Duplicação da Urgência Central
A preparar-se para a época Outono/Inverno, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte cria novo serviço de urgência...

Trata-se uma estrutura totalmente separada do edifício do Hospital de Santa Maria que, de acordo com o Presidente do CHULN, Daniel Ferro, “tem tudo para assistir desde o doente mais simples até ao doente crítico”, e que representa praticamente uma duplicação da Urgência Central.

Vão ser, ainda, criados protocolos com os centros de saúde para definir, para cada doença, quais são os utentes que vão ser assistidos pelas equipas de saúde familiares e quais os que ficam no hospital.

O CHULN pretende, ainda, aprofundar a hospitalização domiciliária, que já acompanhou cerca de 70 doentes nas suas casas, bem como evitar que os doentes agudizem os seus problemas, com um maior recurso aos hospitais de dia e consultas atempadas a doentes crónicos, para evitar possíveis episódios de urgência.

“Quando temos doentes que recorrem com frequência ao serviço de urgência e com frequência são internados, o desafio é termos estruturas alternativas e criarmos um circuito de exames mais rápido”, explica Daniel Ferro.

 

 

Graça Freitas
A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, alertou esta segunda-feira para os riscos associados ao contacto físico entre pessoas...

Em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia da COVID-19, a especialista disse que “todas as situações que constituem um risco para a saúde pública pela não observação de regras têm, da parte da Direção-Geral da Saúde, uma reação de forte preocupação”. 

“O contacto físico é, de facto, o maior de todos os riscos e o contacto físico entre múltiplas pessoas de múltiplos núcleos familiares e de diferentes origens aumenta muito o risco [de contágio]”, sublinhou Graça Freitas. 

Relativamente ao evento que decorreu em Fafe, a Diretora-Geral da Saúde demonstrou a sua preocupação “por ter sido possível tantas pessoas de origens e famílias diferentes se terem juntado de forma muito próxima, num contacto face a face que permite o contágio”. 

A responsável pela Direção-Geral da Saúde apelou aos que estiveram presentes para contactarem a linha SNS 24 se tiverem algum sintoma de COVID-19. “A intervenção precoce pode limitar o eventual aparecimento de um surto”, destacou. 

 

Covid-19
Segundo fonte do Serviço Nacional de Saúde, o reforço das equipas multidisciplinares criadas no âmbito do combate à Covid -19...

De acordo com a nota publicada hoje, os "Profissionais da Saúde, Segurança Social, Proteção Civil/Municípios e forças de segurança têm ido ao terreno sensibilizar a população para as medidas de prevenção da doença, bem como verificar e encontrar soluções para quem necessita de apoio alimentar e realojamento, o que tem tido um impacto positivo no combate à doença".

Entre 30 de junho e 21 de agosto, os elementos das equipas constituídas nos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) da Amadora, Lisboa Norte, Lisboa Central, Lisboa Ocidental e Oeiras, Loures-Odivelas, Sintra, Almada-Seixal, Arco Ribeiro e Arrábida realizaram ações de rua e visitas a agregados familiares. No total, 10.107 pessoas foram alvo desta intervenção, sendo que no mesmo período foram visitados por estas equipas multidisciplinares 295 estabelecimentos comerciais.

Além de contactar pessoas que possam necessitar de ajuda complementar para cumprir o confinamento/isolamento profilático – e assim ajudar a quebrar as cadeias de transmissão da Covid – estas equipas também têm visitado estabelecimentos comerciais e realizado ações de sensibilização à população.

Boletim Epidemiológico
O número de óbitos associados à covid-19 em Portugal subiu para 1.805, depois de terem sido registados mais quatro mortes nas...

As autoridades de saúde revelaram também que no mesmo período tinham sido confirmados mais 192 casos de infeção, pelo que o total de contágios no país é agora de 55.912.

Das quatro mortes registadas nas últimas 24 horas, três ocorreram nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e a restante foi notificada no Norte.

A região da Grande Lisboa continua a ser onde está concentrada a maioria dos novos casos, e onde se verifica um crescimento, voltando a registar mais de cem casos diários, com 116 - das 192 - novas infeções confirmadas, contabilizando assim um total de 28.932 casos.

Do total de infetados, 25.151 são homens e 30.761 são mulheres. No que diz respeito aos óbitos, morreram 910 homens e 895 mulheres.

Segundo o boletim da DGS, foram dadas como recuperadas da doença mais 141 pessoas nas últimas 24 horas. No total, 41.021 pacientes já recuperaram.

Estão agora internados 325 doentes, mais quatro do que na segunda-feira, entre os quais há 41 em Unidades de Cuidados Intensivos - menos três.

As autoridades de saúde têm ainda sob vigilância 33.821 contactos. Há atualmente 13. 086 casos ativos.

Praticantes e equipas técnicas devem assinar um Código de Conduta
A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou hoje uma orientação destinada ao desporto e competições desportivas, que visa o...

Segundo o documento, o desporto comporta características variadas, abrangendo diversas modalidades, pelo que, perante esta diversidade, torna-se necessário planear e implementar medidas específicas e contextualizadas, em conformidade com o risco de transmissão e exposição ao SARS-CoV-2, agrupando as modalidades em alto, médio e baixo risco.

A norma define que a entidade gestora do espaço onde decorra a prática de desporto ou competições desportivas, bem como as federações e os clubes, devem elaborar e implementar um Plano de Contingência próprio para a Covid-19. Devem ainda garantir Equipamentos de Proteção Individual a funcionários e colaboradores, afixar regras de etiqueta respiratória, da higienização correta das mãos, da utilização correta das máscaras e normas de funcionamento das instalações.

A orientação assinada por Graça Freitas, faz saber ainda que todos os praticantes e equipas técnicas devem assinar um Código de Conduta/Termo de Responsabilidade, no qual é assumido o compromisso pelo cumprimento das medidas de prevenção e controlo da infeção por SARS-CoV-2

Os mesmos devem lavar as mãos à entrada e saída das instalações ou dos locais onde decorra a prática de desporto, e após contacto com superfícies de uso comum, com recurso a água e sabão ou, em alternativa, desinfetar as mãos, usando os dispensadores de solução antissética de base alcoólica dispersos pelas instalações.

Por outro lado, segundo o documento, deve ser assegurado o distanciamento físico mínimo de, pelo menos, dois metros entre pessoas em contexto de não realização de exercício físico e não devem ser realizados treinos simultâneos com partilha de espaço por equipas diferentes, exceto jogos de preparação e treino pré-competições.

A utilização de máscara é obrigatória para equipas técnicas, colaboradores e praticantes em situações de não realização de exercício físico ou durante a prática de modalidades sem esforço físico.

No que concerne à estratificação de risco e início da atividade, a orientação refere que as federações e/ou os clubes devem avaliar o risco de contágio por SARS-CoV-2 associado à modalidade desportiva respetiva e elaborar um regulamento específico para a prática desportiva, em contexto de treino e em contexto competitivo.

No que se refere às competições desportivas, a entidade promotora deve, também, elaborar um regulamento específico como complemento ao Plano de Contingência, que deve ser disponibilizado e divulgado a todas as pessoas envolvida até 72 horas antes do início da competição.

A orientação estipula ainda os procedimentos perante casos positivo nos testes pré-competição e procedimentos para atuação perante casos suspeitos.

Inscrição gratuita
A Secção Regional do Centro (SRCentro) da Ordem dos Enfermeiros (OE) vai organizar um ciclo de webinares para os seus membros.

Perante as limitações que a pandemia de Covid-19 trouxe à realização de eventos e outras atividades formativas presenciais, a SRCentro irá dinamizar, até ao final do ano, um ciclo de webinares aberto a todos os membros da OE.

As sessões têm como objetivo aproximar a Ordem dos enfermeiros, promovendo os seus conhecimentos e o seu desenvolvimento científico e profissional.

O primeiro evento desta iniciativa, apelidada de Saber+2.0: Webinares, está já agendado para os dias 16,17 e 18 de setembro. Com duração de duas horas (das 15h às 17h, em cada dia), este primeiro webinar tem como temática “Reabilitação Respiratória para Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Reabilitação (EEER)”.

Atendendo que, para a American Thoracic Society (ATS), a European Respiratory Society (ERS) e a Global Initiative for Chronic Obstrutive Lung Disease (GOLD), a reabilitação respiratória (RR) é uma intervenção fundamental na abordagem da pessoa com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), podendo maximizar o seu potencial de qualidade de vida, este webinar reveste-se de particular importância. Evidencia-se, assim, um claro campo de oportunidade de intervenção do EEER, cuja competência definida pela OE, em 2018, apela à sua intervenção na resolução dos problemas e limitações vivenciadas pela pessoa com doença respiratória, em situação aguda ou crónica, em qualquer nível de cuidados.

Entre os palestrantes estarão as enfermeiras Maria do Carmo Cordeiro, EEER do ACES Loures-Odivelas, e Edite Brito, EEER do ACES Cávado III Barcelos/Esposende. A moderação ficará a cargo de Ana Paula Morais, EEER e Presidente da Mesa da Assembleia Regional da SRCentro Podem inscrever-se nesta actividade EEER, bem como qualquer enfermeiro com interesse na área.

A inscrição nestes eventos é gratuita, mas obrigatória através do Balcão Único da OE aqui: https://balcaounico.ordemenfermeiros.pt/SIGENF_BU/pt-PT/0/SOE/Acti1/ACTI1PUB_Show/e126a991-3019- 4c22-838c-8a5109bd5500?nav=BzJohOp8

Até ao final do ano serão dinamizados novos webinares, com outras temáticas a serem apresentadas brevemente.

 

 

 

Campanha “Olhe pelas Suas Costas
O novo ano letivo aproxima-se e este ano traz preocupações acrescidas aos pais e educadores devido à pandemia Covid-19. A...

Tudo começa com a compra da mochila, momento em que há alguns aspetos que devem ser tidos em conta. Bruno Santiago, coordenador nacional da campanha e neurocirurgião explica que “O excesso de peso das mochilas associado a más posturas e hábitos de vida pouco saudáveis, contribuem para os problemas de costas mais frequentes na população infantil. Este ano, devido à pandemia, haverá uma preocupação natural dos pais para os cuidados de higiene e prevenção da transmissão do vírus. No entanto, não devemos descurar o cuidado com a alimentação, evitar o excesso de peso e promover o exercício físico regular das crianças. A importância da escolha das mochilas mais adequadas não deve ser negligenciada.”

Atualmente cerca de 15% dos adolescentes portugueses sofrem de dores nas costas e estima-se que 60% das crianças e adolescentes já tenham sofrido deste tipo de dores em algum período durante a sua vida. A OMS estima que 80% dos adolescentes não pratica exercício físico de forma regular e um relatório da DGS avança que, em média, as crianças passam 9 horas por dia em comportamentos sedentários.

Para inverter esta situação e salvaguardar a saúde das costas das crianças e jovens, é essencial ter uma atitude preventiva no que diz respeito à atividade física e à correta escolha e utilização das mochilas.

A má colocação da mochila nas costas e o seu excesso de carga, diariamente, podem provocar dores nas costas do seu filho. Na hora de escolher uma mochila, estes são os conselhos que deve ter em consideração:

  • Opte por uma mochila que tenha duas alças e almofadas, de modo a não provocar contraturas musculares na criança;
  • A mochila deve ter vários compartimentos, uma vez que os materiais devem ser distribuídos por forma a não causar pressão sobre os ombros;
  • O tamanho da mochila não deve ultrapassar o nível superior dos ombros e deve ser colocada ao centro da coluna da criança;
  • O peso da mochila com o material escolar não deve exceder 10% do peso corporal da criança;
  • No caso do percurso até à escola ser longo e sem escadas, deve optar pelo uso de trolley uma vez que alivia a carga nas costas.

Há estudos internacionais que demonstram que a prevalência de lombalgias ou dores lombares, embora mais baixa nas crianças (1-6%), aumenta consideravelmente nos adolescentes (18-51%), aproximando-se da prevalência nos adultos. Nos últimos anos, a prevalência da lombalgia na população infantil tem apresentado um aumento notório, crescendo de 2-11% para 27-51%, dependendo da idade e da população avaliada.

Fique a saber mais sobre a Campanha “Olhe pelas suas Costas” no site e na página de Facebook da campanha e veja aqui um vídeo com todos os conselhos para a escolha correta das mochilas.

Prevenção e tratamento
A farmacêutica AstraZeneca, que está a desenvolver uma possível vacina para a covid-19, anunciou, esta terça-feira, que iniciou...

A empresa explicou que o medicamento, identificado como AZD7442, é uma combinação de dois anticorpos monoclonais, ou seja, anticorpos idênticos. No ensaio participam 48 voluntários, que têm entre os 18 e os 55 anos, no Reino Unido. O ensaio é um “marco importante” no desenvolvimento do medicamento, que tem potencial para ser preventivo para as pessoas mais expostas ao novo coronavírus, assim como a possibilidade de tratar doentes com covid-19.

Simultaneamente, a empresa continua a desenvolver uma possível vacina para a covid-19, em conjunto com a Universidade de Oxford, e, de acordo com os resultados dos primeiros testes, divulgados em julho, a vacina “parece segura e gera anticorpos”.

Nos ensaios para a vacina participam 1.077 voluntários e, atualmente, a potencial vacina, cuja administração originou anticorpos e glóbulos brancos que podem combater o vírus, está na fase três dos ensaios clínicos – o último antes de receber a aprovação das autoridades regulatórias.

 

Infeção por Covid-19
De acordo com um estudo do King's College London realizado em 10 hospitais no Reino Unido e um na Itália, pelo menos um em...

No entanto, os investigadores afirmaram que esta é uma taxa relativamente baixa e mostraram que havia um controlo eficaz da infeção no local.

Para este estudo foram analisados os dados de 1.500 casos até 28 de abril, cobrindo o pico da infeção no Reino Unido.

O autor principal, Ben Carter, disse que “a maioria desses pacientes já estava no hospital há muito tempo”. “Eram mais velhos, mais frágeis e tinham problemas de saúde pré-existentes”.

No entanto, apenas aqueles com teste positivo 15 dias ou mais após a admissão foram contados como infeções adquiridas no hospital. Se tivessem incluídos os doentes que testaram positivo após cinco a 14 dias, esta proporção aumentaria para 23% dos doentes internados, esclarece a investigação.

Mas, devido ao longo período de incubação do vírus, é impossível ter certeza de quantos destes doentes foram efetivamente infetados no hospital.

Duncan Young, especialista em medicina intensiva da Universidade de Oxford, disse que o estudo também não teria detetado os infetados durante um internamento curto no hospital, já que os pacientes não foram acompanhados após a alta.

E, claro, o estudo apenas analisou pessoas que estavam a ser tratadas no hospital para o coronavírus, então não incluiu a grande maioria das pessoas que contraíram a doença, mas permaneceram assintomáticas ou que recuperaram em casa, sem necessidade de tratamento.

Essas advertências sugerem que o risco de contrair o vírus no hospital ainda é pequeno.

Identificada nova estirpe do vírus
Cientistas de Hong Kong relatam o caso de um homem saudável, na casa dos 30 anos, que foi infetado novamente com o coronavírus,...

No entanto, a Organização Mundial da Saúde já veio alertar que é importante não tirar conclusões precipitadas com base no caso de um paciente. Por outro lado, alguns especialistas dizem que as reinfecções podem ser raras e não necessariamente sérias.

Segundo o relatório, da Universidade de Hong Kong, que será publicado na Clinical Infectious Diseases, o homem passou 14 dias no hospital antes de recuperar do vírus, mas apesar de não ter mais sintomas, testou positivo uma segunda vez, após um teste de saliva durante a triagem no aeroporto.

"Este é um exemplo muito raro de reinfecção", disse Brendan Wren, professor de patogénese microbiana da London School of Hygiene and Tropical Medicine.

Jeffrey Barrett, consultor científico sénior do projeto do genoma Covid-19 no Instituto Wellcome Sanger, disse: "Dado o número de infeções globais até agora, ver um caso de reinfecção não é tão surpreendente, mesmo que seja uma ocorrência muito rara.

"Pode ser que as segundas infeções, quando ocorrem, não sejam graves - embora não saibamos se essa pessoa era potencialmente contagiosa durante o segundo episódio."

O professor Paul Hunter, da University of East Anglia, disse que mais informações sobre este e outros casos de reinfecção são necessárias "antes que possamos realmente entender as implicações".

 

Covid-19
O principal especialista em vírus dos Estados Unidos alertou para os riscos de vacinar contra a Covid-19, antes de se...

Em declarações à agência de notícias Reuters, Anthony Fauci também disse que vacinação precipitada também poderia vir a prejudicar o desenvolvimento de outras vacinas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, está a planear lançar uma vacina antes que ela seja totalmente testada. Uma jogada política que pode aumentar as suas hipóteses de reeleição na eleição presidencial de novembro.

Os democratas acusam o presidente dos Estados Unidos de estar preparado para colocar em risco vidas americanas para ganhos políticos.

No sábado, Trump escreveu no tweet que a Food and Drug Administration (FDA) “está a tornar difícil que as empresas farmacêuticas consigam que as pessoas testem as vacinas".

O Financial Times relatou que a administração de Trump está a explorar a concessão de autorização de uso de emergência para uma vacina atualmente em desenvolvimento pela Universidade de Oxford e pela fabricante de medicamentos AstraZeneca.

Cerca de 10.000 pessoas já se voluntariaram para testes, mas as agências dos EUA exigem que os ensaios envolvam 30.000 pessoas para que uma vacina seja autorizada.

Em entrevista à Reuters, Fauci - chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infeciosas - alertou que apressar uma vacina não testada pode prejudicar outros testes.

"A única coisa que não gostaria de ver é uma vacina obter autorização de uso de emergência antes de ter um sinal de eficácia", disse ele.

"Um dos perigos potenciais de se autorizar uma vacina prematuramente é que isso tornaria difícil, senão impossível, para as outras vacinas inscreverem as pessoas em seus testes."

“Para mim, é absolutamente fundamental que seja demonstrado definitivamente que uma vacina é segura e eficaz”, acrescentou.

Inquérito mostra apreensão dos pais
Os países europeus discutem o assunto enquanto as famílias portuguesas mostram-se indecisas.

Algumas semanas antes do início do novo ano letivo, os pais partilham as suas opiniões sobre o regresso às escolas e as suas dificuldades se as instituições de ensino não reabrirem devido à pandemia de Covid-19. Apenas 44% dos pais entrevistados pela Yoopies - plataforma internacional que permite conciliar a procura e a oferta de cuidados infantis e serviços domésticos - esperam que os seus filhos possam regressar à escola no futuro próximo - 56% temem uma segunda vaga da doença e estão preocupados com a segurança dos seus filhos e com o bem-estar geral da família.

Dos pais europeus que participaram da pesquisa, os portugueses são os únicos que demonstram maior preocupação com a volta às aulas, a percentagem de pais que querem que as escolas reabram é a seguinte: França: 78%, Lituânia: 77%, Reino Unido: 76%, Itália 63% e Espanha 59%.

Os pais que trabalham a tempo inteiro são os mais propensos a apoiar o regresso às aulas

Entre os pais entrevistados pela Yoopies que afirmam apoiar a decisão do governo de levar as crianças de volta à escola em setembro da forma tradicional, 60% dos pais trabalham a tempo inteiro, 25% trabalham a tempo parcial e 15% não trabalham. Em geral, apesar do protocolo rigoroso de medidas anti-Covid-19 que devem ser respeitadas e apesar do medo de um possível contágio ou segunda vaga, o regresso às escolas é considerado fundamental para o reinício de uma vida "normal" para toda a família - para que os pais possam concentrar-se no trabalho e para que as crianças e os jovens possam reintegrar-se num contexto social e educativo que é fundamental para o seu crescimento.

Um número importante diz respeito à viagem casa-escola, que será feita de carro por 52,5% dos inquiridos, a pé, de bicicleta ou scooter por 22,5%; e 25% utilizarão transportes públicos. A ausência das escolas em setembro pode comprometer o trabalho dos adultos? Se o número de casos Covid-19 aumentasse, a reabertura das instalações escolares não seria garantida e o ensino à distância continuaria a ser a única opção para retomar as aulas e continuar com os planos de formação.

Se isto acontecer, como irão os pais gerir e organizar as suas agendas? Embora 73,3% dos pais admitem que a rotina se torna complicada quando precisam de trabalhar a partir de casa e cuidar dos seus filhos ao mesmo tempo, os pais portugueses também demonstram ser flexíveis quanto às possibilidades de teletrabalho ou de trabalho a tempo parcial. De acordo com o inquérito Yoopies, 81% dizem que um dos pais pode ficar em casa com os seus filhos se as escolas voltarem a fechar, enquanto que 19% dizem que nenhum dos pais (ou progenitores individuais) tem a possibilidade de ficar em casa com os seus filhos. A escolha destas famílias seria, portanto entre a interrupção do trabalho (desemprego ou licença sem vencimento para aqueles que estão empregados), o apoio de membros da família, especialmente dos avós, e eventualmente a contratação de uma ama ou babysitter a tempo inteiro, o que afetaria negativamente a estabilidade económica de muitas famílias.

Reintegrar as crianças novamente nas escolas: um consenso claro em quase todos os países europeus

O inquérito da Yoopies foi realizado em vários países europeus e verificou-se que apesar do aumento de casos em toda a Europa, a maioria dos pais quer mandar os seus filhos de volta às escolas em setembro - a exceção de Portugal. A percentagem de pais que desejam a reabertura das escolas é a seguinte: França: 78%, Lituânia: 77%, Reino Unido: 76%, Itália 63% e Espanha 59%.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Cancro de Mama metastático
Dedicado ao estudo do cancro da mama metastático e com vários anos de implementação, envolve investigadores e doentes de 11...

O projeto de investigação AURORA, dedicado ao estudo do cancro da mama metastático, atingiu um grande marco: ultrapassou a participação de 1.000 doentes. A OncoDNA, companhia especializada em medicina de precisão para o tratamento e diagnóstico do cancro, tem colaborado ao longo de vários anos com esta iniciativa, que tem como objetivo gerar resultados sólidos que promovam o conhecimento sobre a biologia e a evolução desta patologia, a principal causa de morte por cancro entre as mulheres em todo o mundo. 

Este estudo académico pan-europeu, que está a ser levado a cabo pelo Breast International Group (BIG), conta com a colaboração de investigadores e doentes de onze países europeus, dez grupos BIG e 66 hospitais e centros oncológicos. Além disso, se se conseguir obter os fundos necessários, o estudo será expandido para incluir mais 1.000 doentes. 

Sobre o BIG

BIG contra o cancro da mama é a unidade filantrópica do Breast International Group (BIG). Uma organização sem fins lucrativos e a maior rede internacional de grupos de investigação académica do mundo dedicada a encontrar a cura para o cancro da mama.

Durante 20 anos, o BIG conduziu ensaios clínicos e projetos de investigação internacionais para encontrar melhores tratamentos para esta doença. A colaboração global é crucial para alcançar avanços significativos na pesquisa do cancro da mama, reduzir a duplicação desnecessária de esforços, partilhar dados e permitir a colaboração entre cientistas além-fronteiras, contribuir para o desenvolvimento mais rápido de melhores tratamentos e aumentar a probabilidade e cura para os doentes.

Hoje, a rede BIG une mais de 55 grupos e atinge mais de 50 países e 6 continentes, ligando milhares de hospitais e especialistas em cancro da mama de nível mundial, colaborando na investigação pioneira do cancro da mama. Desenha, conduz e facilita ensaios clínicos internacionais. O dinheiro arrecadado é investido diretamente em investigações inovadoras que fazem uma GRANDE diferença para os doentes e seus entes queridos.

O objetivo é melhorar a sobrevida e a qualidade de vida dos doentes, encontrando o tratamento adequado para cada um deles.

 

Resultados inconclusivos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou-se apreensiva e pede cautela sobre o uso de plasma de doentes já recuperados da...

Na habitual conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia no mundo, Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS, afirmou que ainda não existem muitas evidências de que o tratamento funcione efetivamente, visto que os resultados atuais são inconclusivos.

“Existe uma série de ensaios clínicos em desenvolvimento no mundo inteiro, que analisam o plasma de pacientes recuperados em comparação com o tratamento padrão”, disse a especialista acrescentando que “apenas alguns deles relataram resultados provisórios que ainda não são conclusivos”, afirmou.

Swaminathan explicou que o tratamento consiste em recolher plasma de pessoas que já recuperaram da Covid-19 e usá-lo para tratar alguém que ainda está doente. Geralmente, é utilizado em pacientes gravemente doentes, hospitalizados.

As declarações da OMS surgem na sequência de os Estados Unidos terem autorizado, este domingo, o tratamento da Covid-19 com plasma sanguíneo de doentes recuperados, já largamente utilizado nos EUA, expressando assim a frustração com o ritmo lento de aprovação de terapias da doença.

O anúncio foi feito dias depois de funcionários da Casa Branca terem sugerido a ocorrência de atrasos politicamente motivados pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla inglesa) na aprovação de uma vacina e de protocolos terapêuticos para a doença, para minar a campanha para a reeleição de Donald Trump.

O plasma sanguíneo retirado de pacientes que recuperaram do coronavírus que provoca a doença covid-19, rico em anticorpos, pode trazer benefícios para aqueles que lutam contra a doença. Mas as provas até agora não têm sido conclusivas sobre se funciona, quando administrá-lo e qual dose necessária.

Numa carta em que descreve a autorização hoje anunciada por Trump, a cientista chefe da FDA, Denise Hinton, sublinhou que “o plasma de um convalescente de covid-19 não deve ser considerado um novo padrão de cuidados para o tratamento de pacientes com covid-19. Serão divulgados dados adicionais de outras análises e ensaios clínicos em curso e bem controlados nos próximos meses”.

Plano aprovado a 10 de agosto
Portugal vai ter uma rede de diagnóstico alargada e reforçada, para detetar o eventual reaparecimento de Covid-19 e de outros...

De acordo com o Secretário de Estado da Saúde, que expôs o plano na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia em Portugal, o investimento é de 8,4 milhões de euros.

“Portugal é hoje um dos países que mais testes por cem mil habitantes faz na Europa”, afirmou o governante, acompanhado da Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, e do Presidente do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), Fernando Almeida

O objetivo da expansão da capacidade laboratorial é duplicar a capacidade de testagem para cerca de 22 mil testes por dia, indicou, referindo que atualmente são feitos 10 mil testes por dia no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“No Alentejo e no Algarve, por exemplo, a previsão é de um aumento da capacidade de testagem superior a 400%”, frisou.

Intenção não é fazer testes sem critério

Este plano foi aprovado em 10 de agosto, tem um financiamento de 8,4 milhões de euros (M€) previsto no Programa de Estabilização Económica e Social e a operacionalização técnico-científica fica a cargo do INSA, acrescentou o governante.

O Presidente do INSA, Fernando Almeida, defendeu que a intenção não é fazer testes sem critério.

“Este esforço [8,4 M€] não tem a ver apenas e só com a covid. Nesta altura tem a ver com o diagnóstico dos casos Covid, mas é um investimento que também tem em conta toda a capacidade de diagnóstico para outras emergências e patologias que possam vir a ocorrer”, sustentou.

De acordo com o mesmo responsável, foram estabelecidos critérios com a participação de todos os hospitais do SNS.

“Todos os investimentos que foram estudados e que estão a ser estudados foram feitos com critérios ouvindo todas as estruturas hospitalares, com a parceria das administrações regionais de saúde e com uma equipa que foi nomeada por um despacho específico do senhor secretário Estado”, afirmou.

O investimento é sobretudo na área das infraestruturas e dos equipamentos. “Todo este investimento vai permitir a duplicação da capacidade de testagem se for precisa, no limite, e permite-nos ter uma melhor e maior resposta em todas as regiões do país”, declarou ainda. 

Investigação
Jovens de 13 a 14 anos ficaram menos ansiosos durante o confinamento do que em outubro passado, de acordo com uma pesquisa da...

Segundo os investigadores, os resultados foram uma "grande surpresa" e levantaram questões sobre o impacto do ambiente escolar na saúde mental dos adolescentes.

As descobertas foram feitas depois de o professor Chris Whitty, o principal conselheiro médico do Reino Unido, afirmar que as crianças sairiam mais prejudicadas se não regressassem à escola do que se contraíssem o coronavírus.

Os quatro diretores médicos do Reino Unido procuraram acalmar as preocupações dos pais antes da reabertura das escolas em Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte nos próximos dias. As escolas na Escócia já reabriram.

E na tentativa de encorajar os pais a mandar os filhos de volta à escola, o primeiro-ministro Boris Johnson disse que é "vital" os alunos voltarem para a sala de aula, sob pena de comprometerem o futuro de uma geração

Os pesquisadores compararam as descobertas de uma pesquisa realizada em outubro do ano passado com as respostas dadas por adolescentes em maio deste ano. Ambos os sexos registraram níveis reduzidos de ansiedade durante esse período.

Em outubro, 54% das meninas de 13 a 14 anos e 26% dos meninos da mesma idade afirmaram sentir-se ansiosos.

Quando pesquisada em maio - várias semanas depois de escolas fecharem para a maioria dos alunos e as restrições de bloqueio em todo o país terem entrado em vigor - a proporção caiu para 45% das meninas e 18% dos meninos.

 

 

Novo coronavírus
O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que a pandemia do coronavírus chegue ao fim em menos de dois anos.

Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou, em conferência da imprensa, que a gripe de 1918, que ficou conhecida como gripe espanhola e matou 50 milhões de pessoas em todo o mundo, foi controlada em dois anos. No entanto, acrescentou que os avanços atuais da tecnologia podem permitir que o mundo acabe com o vírus em "menos tempo".

"Claro que com mais conectividade o vírus tem maior probabilidade de se espalhar", explicou. "Mas ao mesmo tempo nós também temos tecnologia para detê-lo, e o conhecimento para isso", afirmou, destacando a importância de "união nacional e solidariedade global".

O novo coronavírus já matou quase 800 mil pessoas e infetou 23 milhões em todo o mundo.

O professor Sir Mark Walport, membro do grupo de aconselhamento científico para emergências (Sage, na sigla em inglês) disse este sábado que a covid-19 "vai ficar connosco para sempre, de uma maneira ou de outra". "Então, um pouco como acontece com a gripe, as pessoas vão ter de se vacinar regularmente", afirmou à BBC.

 

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