Cientistas deixam alerta
Segundo o Centro de Oceanografia Nacional do Reino Unido, a quantidade de plástico depositado no Atlântico é 10 vezes superior...

As novas medições aos 200 metros superiores do Atlântico encontraram entre 12 e 21 milhões de toneladas de partículas microscópicas de três dos tipos mais comuns de plástico, em cerca de 5% do oceano. O que representa uma concentração no Atlântico de cerca de 200 milhões de toneladas dos plásticos comuns.

As estimativas anteriores, com base em cálculos da quantidade de resíduos urbanos geridos nas áreas costeiras, apontavam para uma quantidade entre os 17 milhões e 47 milhões de toneladas de plástico lançadas no Atlântico, ao longo de 65 anos compreendidos entre 1950 a 2015.

Segundo Katsiaryna Pabortsava, do Centro de Oceanografia Nacional do Reino Unido, principal autora do estudo citada pelo ‘The Guardian’, a principal descoberta “é que há uma quantidade enorme de partículas microplásticas, mesmo muito pequenas, no oceano Atlântico superior, numa quantidade muito superior à estimativa anterior. A quantidade de plástico foi enormemente subestimada”.

Com esta descoberta, os especialistas esperam estimular os legisladores a reforçarem as suas apostas no que ainda pode ser feito para impedir que tanto plástico chegue aos mares, colocando a vida marinha em grande risco.

“A sociedade está muito preocupada com o plástico, com a saúde dos oceanos e com a saúde humana”, disse Pabortsava, alertando para a urgência de “responder a perguntas fundamentais sobre os efeitos deste plástico e aferir se prejudica a saúde do oceano. Os efeitos podem ser sérios, mas podem demorar algum tempo a atingir níveis subletais”.

 

Investigação
De acordo com um estudo publicado hoje no ‘European Respiratory Journal’, a forte presença de uma enzima específica na zona do...

Investigadores que estão a estudar tecidos removidos no decurso de cirurgias de narizes de pacientes acreditam ter descoberto a razão para tantos infetados com covid-19 perderem o olfato, mesmo quando não apresentam quaisquer outros sintomas.

As conclusões deste estudo, podem também ajudar a explicar a razão de a covid-19 ser tão infeciosa, sugerindo que concentrar a atenção nesta zona do corpo pode traduzir-se em encontrar tratamentos mais eficazes.

As experiências revelaram a presença de níveis muito elevados da enzima ACE-2 na zona do nariz responsável pelo olfato e acredita-se que essa enzima é o “ponto de entrada” do novo coronavírus nas células, provocando a infeção.

O estudo foi conduzido por Andrew P. Lane, diretor do departamento de otorrinolaringologia, e pelo investigador Mengfei Chen, ambos da Universidade de Medicina Johns Hopkins, nos EUA.

“Enquanto outros vírus respiratórios regra geral causam perda de olfato através da obstrução dos canais de circulação de ar, que inflamam, este vírus por vezes causa a perda de olfato na ausência de qualquer outro sintoma nasal”, disse Andrew Lane, citado em comunicado de imprensa.

A equipa de investigadores usou amostras de tecido retiradas da parte de trás do nariz de 23 pacientes em cirurgias para tratar tumores e outras doenças, tendo ainda estudado biopsias da traqueia de sete pacientes. Nenhum dos pacientes que fez parte do estudo foi diagnosticado com o novo coronavírus que provoca a doença covid-19.

Em laboratório, os investigadores usaram tintas fluorescentes nas amostras de tecido para detetar e visualizar a presença da enzima e comparar os níveis de presença em diferentes tipos de células e partes do nariz e trato respiratório superior.

Descobriram que a maior concentração da enzima se encontra, de longe, na área da parte de trás do nariz responsável pelo olfato. O nível de concentração da enzima nessas células era 200 a 700 vezes superior à encontrada em outros tecidos retirados do nariz ou da traqueia. A enzima não foi detetada nos neurónios olfativos, as células nervosas que passam a informação dos cheiros para o cérebro.

“Os resultados sugerem que esta zona do nariz pode ser a porta de entrada do novo coronavírus no corpo”, disse Chen, acrescentando que esta é uma zona do corpo de fácil acesso para um vírus, podendo ser a explicação de ser tão fácil contrair covid-19.

“Estamos agora a realizar mais experiências em laboratório para perceber se o vírus está, ou não, a usar estas células para entrar e infetar o corpo. Se for esse o caso, poderemos combater a infeção com tratamentos antivirais aplicados diretamente no nariz”, acrescentou Lane.

Investigação
Na luta contra o coronavírus, investigadores de várias instituições na Alemanha reuniram os seus recursos para estudar a...

No início de uma infeção covid-19, o coronavírus SARS-CoV-2 fica ancorado na superfície das células humanas usando proteínas espinhosas. Esta proteína está no centro do desenvolvimento de vacinas porque desencadeia uma resposta imune em humanos. Um grupo de cientistas alemães, incluindo membros da EMBL em Heidelberg, o Instituto Max Planck de Biofísica, o Instituto Paul Ehrlich e a Universidade Goethe Frankfurt, estudaram a estrutura superficial do vírus para obter insights que podem ser usados para o desenvolvimento de vacinas e terapêuticas eficazes para o tratamento de pacientes infetados.

A equipa combinou tomografia crio-elétron, média de subtomogramas e simulações de dinâmica molecular para analisar a estrutura molecular da proteína de pico em seu ambiente natural, vírus intactos e com resolução quase atômica. Com a ajuda do sistema de imagens de microscopia crio-elétron da emBL, foram produzidos 266 criotomogramas de cerca de 1000 vírus diferentes, cada um deles carrega uma média de 40 proteínas de pico na sua superfície. A média do subtomograma e o processamento de imagens, combinados com simulações de dinâmica molecular, finalmente forneceram novas informações estruturais importantes sobre essas espinhas.

Os resultados foram surpreendentes: os dados mostraram que a parte esférica da proteína do pico, que contém a região de ligação recetora e o maquinário necessário para fusão com a célula alvo, está conectada a uma haste flexível. "A parte superior esférica da proteína do pico tem uma estrutura bem reproduzida por proteínas recombinantes usadas para o desenvolvimento de vacinas", explica Martin Beck, líder do grupo na EMBL e diretor do Instituto Max Planck (MPI) para biofísica.

"Esperava-se que a haste fosse bastante rígida", acrescenta Gerhard Hummer, do MPI de Biofísica e do Instituto de Biofísica da Universidade Goethe de Frankfurt. "Mas nos nossos modelos de computador e nas imagens reais, descobrimos que as hastes são extremamente flexíveis. Ao combinar simulações de dinâmica molecular com tomografia crio-elétron, a equipa de investigação identificou as três articulações – quadris, joelhos e tornozelos – que dão flexibilidade ao caule. "Como um balão em uma corda, as hastes parecem mover-se sobre a superfície do vírus, permitindo que eles procurem o recetor para acoplar à célula alvo", explica Jacomine Krijnse Locker, líder do grupo no Instituto Paul Ehrlich. Para prevenir infeções, essas espinhas são atacadas por anticorpos. Mas as imagens e modelos também mostraram que toda a proteína do pico, incluindo o caule, está coberta com cadeias de glicanos - moléculas semelhantes ao açúcar. Essas cadeias formam uma espécie de manto protetor que esconde as espinhas de anticorpos neutralizantes: outro importante achado no caminho para vacinas e fármacos eficazes.

Lar de idosos
Segundo um relatório da Ordem dos Médicos (OM) a maioria não das mortes, no lar de Reguengos de Monsaraz, onde ocorreu um surto...

“A maioria das mortes não ocorreu por pneumonia covid-19, mas sim por outras causas, nomeadamente falência renal, provavelmente por impossibilidade de uma monitorização contínua clínica e laboratorial adequada”, pode ler-se no relatório com as conclusões médicas sobre o lar, onde morreram 16 utentes, uma funcionária e um motorista da Câmara Municipal de Reguengos.

No relatório foi feita uma “marcha cronológica”, na qual foi possível identificar diversos atrasos no tratamento da doença viral que foi diagnosticada pela primeira vez a 18 de junho, resultando na morte de uma funcionária já no hospital de Évora.

A autoridade de saúde pública e a segurança social só visitaram o lar a 23 de junho e, “só no dia 26” foram “desenhados os circuitos dos doentes para separação dos circuitos. A 2 de julho, os doentes infetados são finalmente transferidos para o pavilhão multiusos do Parque de Feiras do município, que acabou por ser um «alojamento sanitário”.

Enquanto aguardavam pelo resultado dos testes (processo que durou três dias), todos os doentes “coabitam nos quartos, nos corredores, nos espaços comuns, partilham casas-de-banho” e “nunca usam máscara”, alerta o documento, apontando aqui algumas falhas.

O cenário descrito pela OM é assustador: “Quartos de quatro ou cinco camas numa parte do edifício antigo, degradado, com calor extremo, cheiro horrível, lixo no chão, vestígios de urina seca no pavimento. Vemos doentes acamados, desidratados, desnutridos, alguns com escaras e com pensos repassados, alguns só usando uma fralda, completamente desorientados”.

Médicos que denunciaram falta de condições terão sido ameaçados

O documento revela ainda que inicialmente o lar recebeu uma equipa não especializada para lidar com o surto do novo coronavírus, equipa essa que denunciou a falta de condições a que os utentes estavam sujeitos, mas foi ameaçada com um processo disciplinar por parte do presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo, caso desistisse do lar.

Importa referir que o lar não tinha qualquer plano de contingência para tratar a doença, nem sequer havia a possibilidade de os pacientes ficarem em isolamento ou até cumprirem com a regra da “distância social exigida”.

Os pacientes “estiveram alguns dias sem fazer a terapêutica habitual por não haver ninguém que a preparasse ou administrasse” e não puderam receber alguns medicamentos “importantes”, uma vez que não existiam “processos clínicos organizados e atualizados”, ou “insulina por falta de canetas”.

1º Hospital público no norte com consulta de Artrite Reumatoide
A Unidade de Reumatologia do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) iniciou, recentemente, duas consultas diferenciadas: a...

A consulta dedicada à Artrite Reumatoide coloca o CHTS como "o primeiro hospital público do Norte a disponibilizar uma consulta inteiramente dedicada a esta patologia", destaca o centro hospitalar.

A Artrite Reumatóide é uma doença reumática inflamatória crónica, autoimune, que atinge cerca de 1% da população portuguesa, afetando mais mulheres que homens.

A doença tem como características principais a dor, inchaço e rigidez articular. Contudo, é uma doença sistémica que pode envolver diversos órgãos do corpo humano, tais como os olhos, pulmões, pele, vasos sanguíneos ou glândulas salivares.

De causa ainda é desconhecida, Artrite Reumatóide é uma doença crónica porque não tem cura, mas, "se eficazmente tratada, tem bom prognóstico vital e funcional, sendo muito importante o diagnóstico precoce e a rápida instituição de tratamento modificador da doença",  revela o centro hospitalar. 

De acordo com o CHTS, a consulta de Técnicas Reumatológicas abrange áreas como infiltrações intra-articulares, biopsias e ecografia músculo-esquelética.

No âmbito desta consulta, "foi realizada pela Unidade de Reumatologia, a semana passada, a primeira biópsia sinoval, uma técnica ecoguiada",  informa o centro hospitalar.

Criada em 2019, a Unidade de Reumatologia do CHTS é composta por dois médicos reumatologistas, Tiago Meirinhos, coordenador da unidade, e João Lagoas Gomes.

O Presidente do Conselho de Administração do CHTS, Carlos Alberto, refere a unidade “como mais uma das especialidades novas que foram incorporadas, nestes últimos 3 anos, na lista de serviços que esta unidade hospitalar presta à enorme população desta região”.

Em relação a toda a atividade assistencial, o CHTS recorda que, logo em maio, “iniciou a retoma progressiva da atividade, prevendo-se, em 31 de dezembro, listas de espera a não ultrapassar os 9 meses, tanto para consulta como para cirurgia”

Balanço
As equipas multidisciplinares, criadas no âmbito do combate à Covid-19 na área Metropolitana de Lisboa, contactaram, entre o...

Profissionais da Saúde, Segurança Social, Proteção Civil / Municípios e forças de segurança têm ido ao terreno sensibilizar a população para as medidas de prevenção da doença, bem como verificar e encontrar soluções para quem necessita de apoio alimentar e realojamento, o que tem tido um impacto positivo no combate à doença.

Entre os dias 30 de junho e 14 de agosto, os elementos das equipas constituídas nos Agrupamentos de Centros de Saúde da Amadora, Lisboa Norte, Lisboa Central, Lisboa Ocidental e Oeiras, Loures-Odivelas e Sintra realizaram ações de rua e visitas a agregados familiares. No total, 9.493 pessoas foram alvo desta intervenção.

Além de contactar pessoas que possam necessitar de ajuda complementar para cumprir o confinamento/isolamento profilático – e assim ajudar a quebrar as cadeias de transmissão da Covid-19 – estas equipas também têm visitado estabelecimentos comerciais e realizados ações de sensibilização à população.

 

Boas Práticas em Contexto Covid-19
Decorrem, até ao dia 20 de setembro, as candidaturas ao Prémio Saúde Sustentável 2020, este ano dedicado à partilha das «Boas...

Podem candidatar-se a esta iniciativa qualquer entidade ou área funcional, prestadoras de cuidados de saúde, dos setores público, privado ou social.

De acordo com o regulamento do Prémio, as candidaturas podem ser submetidas em nome da instituição ou área funcional de uma forma global ou de uma iniciativa concreta.

Nesta edição especial, pretende-se destacar iniciativas que tenham surgido durante a pandemia Covid-19, como resposta ou adaptação do sistema de saúde, mas também serão aceites projetos que, não estando diretamente ligados à doença Covid-19, tenham decorrido no contexto da pandemia.

Os Prémios Saúde Sustentável são atribuídos em dois âmbitos: institucional e personalidade. Tendo em conta o seu caráter extraordinário, a edição de 2020 estará particularmente direcionada para projetos que tenham sido implementados em contexto de Covid-19.

Promovida pelo Jornal de Negócios e pela Sanofi, a iniciativa conta, entre outros, com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, como parceiro institucional.

 

Universidade da Califórnia
Vírus transmitidos pelo ar como o da gripe (influenza) podem propagar-se através do pó, fibras e outras partículas...

“É realmente chocante para a maioria dos virologistas e epidemiologistas que partículas de pó transmitidas pelo ar, ao invés de gotículas de respiração, possam transportar o vírus ‘influenza’ com capacidade para infetar animais”, disse, citado em comunicado, o professor William Ristenpart, da Universidade da Califórnia, um dos investigadores que liderou o estudo da Universidade da Califórnia e da faculdade de Medicina Icahn School of Medicine do Hospital de Monte Sinai hoje publicado no boletim científico ‘Nature Communications’.

“A suposição implícita é sempre que a transmissão por via aérea ocorre com base em gotículas respiratórias emitidas pela tosse, espirros ou a falar. A transmissão por via de poeiras abre uma série de novas áreas de investigação e tem profundas implicações na forma como interpretamos as experiências laboratoriais, assim como na investigação epidemiológica de epidemias”, disse.

Acredita-se que o vírus da gripe se propague por vários meios diferentes, como gotículas exaladas do trato respiratório, ou através de objetos secundários onde se possa alojar como maçanetas ou lenços usados. Estes objetos secundários são denominados ‘fómites’. Ainda se sabe pouco sobre qual das vias possa ser a mais importante e a resposta pode ser diferente para diferentes estirpes do vírus influenza ou outros vírus respiratórios, incluindo coronavírus, como o novo SARS-CoV2, que provoca a doença covid-19.

No novo estudo, Ristenpart e a estudante de engenharia Sima Asadi, Universidade da Califórnia, juntaram-se a um grupo de virologistas liderado por Nicole Bouvier, no hospital Monte Sinai, para perceber de que forma partículas minúsculas e de origem não respiratória a que chamaram “fómites aerossolizados” podem transportar influenza entre porquinhos da Índia.

Com um recurso a um medidor de partículas automatizado para contar partículas transmitidas pelo ar, concluíram que porquinhos da Índia não infetados emitiam picos de até mil partículas, de pó por exemplo, por segundo enquanto se moviam na gaiola. As partículas emitidas pela respiração dos animais permaneceram a uma taxa constante muito mais baixa.

Porquinhos da Índia imunizados e com o vírus influenza espalhado no pelo podiam transmitir o vírus através do ar para outros porquinhos da Índia suscetíveis à infeção, demonstrando que o vírus não precisava de ter origem direta no trato respiratório para ser infeccioso.

Os investigadores testaram ainda se fibras microscópicas de um objeto podiam transportar vírus infecciosos. Aplicaram em lenços de papel faciais o vírus influenza, deixaram secar, e depois amassaram-nos em frente ao medidor de partículas automatizado. Amassar os lenços libertou até 900 partículas por segundo numa área suficientemente vasta para permitir a sua inalação.

Os investigadores conseguiram também infetar células com as partículas libertadas pelos lenços de papel contaminados com o vírus.

Causas e sintomas
A tosse é sempre um sinal de alerta, mas nem sempre esta é motivada por questões de saúde graves.

A tosse é um mecanismo de defesa natural e, embora seja mais frequente na época mais fria do ano, ela pode surgir em qualquer altura, tendo como função remover secreções e corpos estranho das vias aéreas.

Tendo em conta a sua duração, a tosse pode ser considerada como tosse aguda, sempre que tenha uma duração até 3 semanas; ou crónica, quando se prolonga por mais de oito semana.

A tosse também pode ser seca, ou irritativa, ou produtiva quando está associada a expetoração.

O que pode causar a tosse?

A tosse pode ter como causa a infeções virais do trato respiratório superior, estando muitas vezes associada a uma constipação. As infeções do trato respiratório superior são a causa mais frequente para a tosse aguda. Por outro lado, este tipo de tosse pode ser ainda provocado pela aspiração de um corpo estranho.

Quanto à tosse crónica, é mais frequente nos fumadores e pode estar associada a uma doença pulmonar subjacente, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica.

Asma, alergias, refluxo-gastroesofágico, doença cardíaca ou a utilização de alguns medicamentos, como alguns hipertensores, podem também estar na origem da tosse crónica.

Que posso fazer para melhorar a tosse?

Habitualmente, a tosse aguda é quase sempre inofensiva, melhorando por si, ao fim de três semanas e embora deve sempre consultar o médico sempre que a tosse seja mais prolongada, há pequenos gestos que o podem ajudar a aliviar a tosse:

  • Beber entre 6 a 9 copos de água por dia. Em alternativa pode beber chá. É importante manter o organismo hidratado quer em caso de tosse produtiva ou de tosse seca.
  • Se for fumador, deixe de fumar. Fumar é uma das causas mais comuns de tosse crónica. Para além de melhorar a tosse, deixar de fumar traz inúmeros benefícios para a sua saúde geral.
  • Experimente humidificar o ambiente, que favorece o amolecimento das secreções, facilitando a sua expulsão.
  • Ao dormir, opte por elevar a cabeça para aliviar a tosse durante a noite.
  • Experimente soluções caseiras, como o mel e o limão, para ajudar a lubrificar as vias respiratórias.

Quando devo consultar o médico?

Deve sempre procurar conselho médico se a tosse se fizer acompanhar de outros sintomas ou se for muito persistente. Tome nota:

  • Tosse com sangue sem qualquer motivo aparente;
  • Tosse acompanhada de muco de cor amarelada ou esverdeada;
  • Febre elevada;
  • Prolongamento da tosse por mais duas a três semanas;
  • Dor no ombro ou no peito, para além da tosse;
  • Presença de dificuldades respiratórias;
  • Perda de peso sem motivo aparente;
  • Rouquidão durante mais de três semanas com ou sem tosse associada;
  • Aparecimento de pequenos nódulos ou inchaço no pescoço ou acima das clavículas;
  • Sensação de mal-estar persistente.

O que tem de saber sobre os medicamentos de venda livre:

Existem xaropes e comprimidos para a tosse que se dividem em três grandes grupos: os expetorantes, os mucolíticos e os antitússicos.

Para a tosse produtiva estão indicados os expetorantes, uma vez que alteram a consistência do muco e aumentam o volume das secreções respiratórias, tornando mais fácil a sua eliminação.

Também para a tosse produtiva, pode ser indicado um xarope mucolítico. Este diminui a viscosidade e altera a estrutura do muco, facilitando a sua eliminação.

Para a tosse seca, recomendam-se os antitússicos, uma vez que atuam sobre o reflexo da tosse, suprimindo-a. Estes devem ser utilizados durante curtos períodos de tempo e apenas quando não é possível tratar a causa da tosse.

É muito importante que não utilize os expetorantes e os mucolíticos em conjunto com os antitússicos, já que os primeiros facilitam a eliminação das secreções, e os últimos impedem a sua expulsão ao inibir a tosse. 

Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Projeto estuda resistências, novos fármacos e meios diagnósticos
O Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS) da Escola de Medicina da Universidade do Minho está a...

“O meu objetivo é poder contribuir para a redução do número de casos de morte por malária, em todo o mundo”, afirma Isabel Veiga, investigadora do ICVS, responsável pelo projeto. Os estudos desenvolvidos, com enfase na espécie mais mortífera Plasmodium falciparum, vão desde a descoberta e validação de fatores moleculares que levam à falência terapêutica, desenvolvimento de novos fármacos e, até mesmo, ao desenvolvimento de dispositivos diagnósticos para a doença.

“É importante realçar que os números têm vindo a diminuir desde as últimas duas décadas, com mais de um milhão de mortes reportadas no ano 2000. Este decréscimo, muito encorajador, deveu-se, entre outras medidas, ao uso da combinação terapêutica baseada na substância artemisinina. No entanto, é também de salientar que a presente realidade de resistência, reportada em 2008, à composição atualmente utilizada, pode estar a refletir-se no número de casos que temos atualmente, e que tem vindo a manter-se, desde 2015”, explica a investigadora, referindo que trabalhar em malária começou por ser uma oportunidade de estágio, que gostou e à qual se tem dedicado ao longo do últimos 16 anos.

“A verdade é que esta doença também me agarrou pelo coração, pois afeta maioritariamente crianças, com menos de cinco anos. Tive a oportunidade marcante de presenciar crianças em coma por malária, numa viagem de estudo em Uganda, África, em 2007.”

Isabel Veiga lembra, ainda, que Portugal já foi um país de malária e que, apesar de, atualmente, se tratar de uma doença de países tropicais e subtropicais, é de declaração obrigatória no nosso país. Portugal regista uma média de 200 casos importados por ano, maioritariamente em portugueses que estiveram em trabalho nos PALOP. “A malária torna-se assim uma doença com relevância de estudo para o nosso país. Em colaboração com alguns hospitais do Norte, tenho vindo a desenvolver um estudo de marcadores moleculares de resistência dos casos importados.”

A malária é uma doença provocada por protozoários do género Plasmodium. O parasita é transmitido através da picada do mosquito (género Anopheles). Uma vez no ser humano, os parasitas vão primeiramente multiplicar-se no fígado, passando posteriormente a infetar os glóbulos vermelhos do sangue. Além de febre, os sintomas da malária são variáveis, sendo os casos mais graves, inclusive morte, causados pela espécie Plasmodium falciparum.

Com duração de 2 semanas
O Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, anunciou ontem que já começaram os testes de segurança da aplicação...

“Começam hoje os testes de segurança da aplicação, que, segundo o Centro Nacional de Cibersegurança, terão uma duração de mais ou menos duas semanas”, adiantou o governante, ontem, em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia da COVID-19. 

Paralelamente, revelou Lacerda Sales, a Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) está a “trabalhar para garantir que o SNS 24 tem toda a informação necessária para dar resposta a questões relativamente à aplicação, bem como para garantir o seu encaminhamento em caso de necessidade”. 

O Secretário de Estado da Saúde afirmou que o trabalho continua a ser feito “com firmeza e convicção”. “Não podemos achar que o problema está resolvido quando temos ciclos mais positivos como é o atual. Só mantendo as medidas de proteção conseguimos prolongar no tempo esses resultados até haver tratamento ou vacina”, destacou. 

 

 

Covid-19
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já veio alertar que a disseminação do novo coronavírus estar a ser feita por pessoas com...

"A epidemia está a mudar", afirmou o diretor-regional da OMS para o Pacífico Ocidental, Takeshi Kasai, numa conferência de imprensa transmitida na internet, acrescentando que são as pessoas na faixa dos 20, 30 e 40 anos que estão a promover a disseminação da infeção. “Muitos não sabem que estão infetados e isso aumenta o risco de transmissão para os mais vulneráveis", adiantou.

"O que estamos a observar não é simplesmente um ressurgimento. Acreditamos que seja um sinal de que entramos numa nova fase de pandemia na Ásia-Pacífico", acrescentou Kasai.

A OMS frisa que a transferência da maioria dos casos para uma franja jovem da população põe em risco os grupos mais vulneráveis, onde se incluem os idosos e os doentes em áreas de grande densidade populacional.

A pandemia de COVID-19 já provocou pelo menos 770.429 mortos e infetou mais de 21,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde, morreram pelo menos 1.779 pessoas no contexto da COVID-19.

 

Descuido com medidas de proteção
A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, alertou esta segunda-feira para a possibilidade de contágio da COVID-19 em contexto...

As declarações da especialista em saúde pública foram proferidas na conferência de imprensa de imprensa de atualização dos dados da pandemia da COVID-19, onde foi questionada sobre a situação na região Norte. 

“Todos nos recordamos que quando a epidemia começou, a região mais precocemente e mais intensamente afetada foi a região Norte. Depois apresentou acalmia, sobretudo quando comparado com a região de Lisboa, mas nunca deixou de ter casos”, recordou. 

Neste momento, adiantou, existem surtos. “O concelho de Vila do Conde tem sido particularmente afetado”, frisou, destacando que os surtos têm origem familiar e social. 

Graça Freitas aproveitou para chamar a atenção das famílias, porque é “muito fácil” no convívio familiar “termos algumas distrações que podem levar a contágio”. 

“Mesmo sendo da mesma família, vimos daquilo a que se chamam bolhas ou núcleos diferentes. Quando nos encontramos, basta uma dessas bolhas ter um caso infetado que pode propagar”, alertou. 

De acordo com o boletim epidemiológico publicado esta segunda-feira pela DGS, Portugal regista esta segunda-feira mais 103 casos de recuperação da COVID-19, o que eleva para 39.800 o número total de recuperados, ou seja, 73.4% do total de infetados. 

Desde março, foram confirmados 54.234 casos de COVID-19 em Portugal, o que representa um aumento de 123 em relação ao dia anterior (mais 0.2%). 

Por outro lado, o país acumula 1.779 óbitos (mais um do que ontem) relacionados com a pandemia da COVID-19.

 

Infeção por Covid-19
O Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, garantiu esta segunda-feira que a situação nos lares continua a ser...

“Temos hoje 70 Estruturas Residenciais Para Idosos com casos de infeção por SARS-CoV-2, ou seja, menos de 3% do universo total, com 542 utentes e 207 funcionários positivos”, anunciou o governante.

Em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da COVID-19, o governante garantiu que “a experiência tem levado a correções e a melhorias”. No Alentejo, por exemplo, foram visitados 261 das 283 ERPI’s, tendo sido elaborados relatórios com as inconformidades detetadas, “estando os serviços a aferir as correções das mesmas”.

No resto do país, destacou Lacerda Sales, os lares têm recebido visitas das equipas mistas da Segurança Social, Autoridades de Saúde e Proteção Civil, “para verificação da implementação das visitas”.

“Este é um trabalho conjunto com as instituições, com as autarquias e com a Segurança Social com um objetivo comum, que é proteger a população que é mais vulnerável ao vírus e que nos obriga a um dever especial de proteção”, frisou o Secretário de Estado da Saúde.

Questionado sobre a chegada de ventiladores ao país, António Sales esclareceu que ontem chegaram 114 aparelhos para ventilação mecânica invasiva ao país. Dos 1.211 ventiladores adquiridos por Portugal, 966 já foram entregues e os restantes encontram-se em testes.

Aos ventiladores adquiridos juntam-se 101 doados, 10 emprestados e 119 que foram recuperados. Até à data, os hospitais receberam 716 ventiladores.

No início da pandemia, lembrou, foram contabilizados 1.142 ventiladores, com capacidade para o tratamento da COVID-19, e o objetivo estabelecido é duplicar essa capacidade.

 

Estudo
Em Portugal, 13,3% dos idosos com 65 ou mais anos, a viver na comunidade e sem compromisso cognitivo, encontram-se em estado de...

Estes resultados inserem-se num estudo levado a cabo por Mónica Fialho, nutricionista e investigadora do Laboratório de Comportamentos de Saúde Ambiental do Instituto de Saúde Ambiental. Tomando por base os dados recolhidos no âmbito do projecto PEN-3S, a investigadora procurou avaliar o efeito moderador da função cognitiva na associação entre estados nutricional e funcional em idosos não institucionalizados, em Portugal, e sem compromisso cognitivo.

Embora o estudo não tenha observado um efeito moderador da função cognitiva na associação entre estado nutricional e estado funcional, foi possível caracterizar melhor esta associação. De facto, os idosos com um melhor desempenho cognitivo apresentam uma menor possibilidade de desnutrição ou risco de desnutrição, o que se pode dever ao facto de se esquecerem menos de fazerem as suas refeições diárias ou de serem capazes de se alimentar de um modo adequado às suas necessidades nutricionais. Ademais, idosos desnutridos ou em risco de desnutrição apresentam uma possibilidade maior de verem o seu estado funcional comprometido, isto é, têm mais dificuldades em realizar as atividades da sua vida diária que impliquem mais recursos físicos e cognitivos.

Em Portugal, 21,7% da população tem 65 ou mais anos de idade, o que corresponde a mais 2,2 milhões de pessoas. Apesar da esperança média de vida ser superior à média da União Europeia, a verdade é que o número de anos de vida saudável, após os 65 anos, está entre os mais baixos dos países da OCDE. Estes anos de vida são afetados por um conjunto de alterações, nomeadamente do estado nutricional e do estado funcional, que têm um impacto significativo no bem-estar e na qualidade de vida destas pessoas.

Tendo em conta que este estudo incidiu em idosos que vivem na comunidade, de modo independente, e que, portanto, não são monitorizados quanto à sua capacidade de realizar as suas tarefas quotidianas, os resultados sublinham a necessidade de se desenvolverem estratégias, não apenas de monitorização do estado de saúde, em particular dos estados nutricional e cognitivo, mas também de promoção de estilos de vida saudáveis – por exemplo, alimentação saudável ou prática de exercício físico – que sejam capazes de prevenir a agudização de doenças crónicas e o declínio do estado funcional.

 

Conselhos
10 dicas para quem quer adotar um estilo de vida mais saudável e contribuir para a redução de risco

As férias de verão são, para muitos portugueses, um dos períodos do ano mais aguardados, pois é nesta altura que as famílias aproveitam não só para descansar e recuperar energias antes da rentrée, como também para desfrutar de algumas atividades de lazer, como viajar em família, ir à praia ou organizar jantares entre amigos.

É neste período de maior relaxamento e diversão que, por vezes, cometemos alguns excessos prejudiciais à saúde do nosso coração, nomeadamente uma alimentação mais descuidada e pouco equilibrada, o consumo excessivo de álcool, um maior sedentarismo, a desregulação do sono e muitos outros. Todos estes excessos representam comportamentos que aumentam o risco de obesidade, hipertensão arterial ou diabetes, e que, por sua vez, contribuem para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como o Enfarte Agudo do Miocárdio ou o Acidente Vascular Cerebral, duas das principais causas de morte em Portugal e no mundo.

Para prevenir as doenças de coração é fundamental adotar novos hábitos diários e estilos de vida ativa que ajudem a manter o coração saudável e feliz. Para facilitar a sua jornada, a Zurich preparou um conjunto de dicas sobre as principais rotinas que promovem a sua saúde cardiovascular e que pode implementar a partir de hoje.

10 dicas para um coração mais saudável

  1. Pratique exercício físico regularmente. Contrarie o sedentarismo e comece, gradualmente, a adotar um estilo de vida mais ativo. Pode optar por realizar 30 minutos por dia de atividade física moderada, como subir escadas, caminhar, nadar ou andar de bicicleta.
  2. Melhore os seus hábitos alimentares. Tenha uma dieta equilibrada e variada, que inclua frutas, vegetais, legumes, cereais integrais e peixe. Reduza o consumo de sal e alimentos salgados, alimentos ricos em açúcar e gorduras saturadas, carnes vermelhas, manteiga e lacticínios gordos.
  3. Beba muita água. Esta recomendação é ainda mais importante neste período de maior calor, em que o corpo necessita do oxigénio presente na água para se hidratar. A recomendação é que cada pessoa ingira diariamente cerca de 2 litros de água.
  4. Evite o consumo de álcool. Se nas férias não resiste a bebidas alcoólicas, modere o consumo: no caso dos homens, evite a ingestão de mais de duas bebidas por dia (por exemplo, 3,3 dl de vinho); já para as mulheres, não beba mais de uma bebida por dia (por exemplo, 1,65 dl de vinho).
  5. Diminua o stress. Adote estratégias para reduzir os níveis de stress na sua vida, como ioga, pilates, meditação ou mindfulness. Poderá também procurar apoio de um psicólogo para o ajudar a minimizar o stress ou a ansiedade crónica.
  6. Melhore a qualidade do seu sono. Estabeleça hábitos de sono rigorosos e mantenha a disciplina no número de horas de sono diárias. É fundamental que aprenda a relaxar e a levar uma vida, dentro do possível, tranquila. Em idade adulta, deve-se dormir pelo menos oito horas por noite.
  7. Monitorize o seu peso, pressão articular, glicose e colesterol regularmente. Para que possa controlar os fatores de risco, é importante manter certos indicadores sob vigilância, nomeadamente o seu peso, pressão arterial e os níveis de glicose e colesterol no sangue. Para além disto, consulte regularmente o seu médico, sobretudo se tiver um histórico de excesso de peso, hipertensão, diabetes, colesterol ou propensão genética para desenvolver doenças cardiovasculares.
  8. Deixe de fumar. Abandone, em definitivo, os hábitos tabagistas. Esta é uma mudança que exige uma elevada dedicação da sua parte, mas poderá aconselhar-se junto de um médico sobre os melhores tratamentos e métodos à sua disposição.
  9. Não faça a mudança sozinho. Se está disposto a adotar um estilo de vida mais saudável, junte a sua família nesta jornada e crie hábitos saudáveis em conjunto, de forma a promover uma melhor saúde do coração e bem-estar de todos. Uma vida saudável traz também maior felicidade e alegria para que possa aproveitar todos os bons momentos com saúde junto dos seus filhos, pais, avós e netos.
  10. Reduza os riscos financeiros. Na realidade, esta recomendação não está associada a nenhum fator de risco para as doenças cardiovasculares, mas é uma medida importante para salvaguardar a autonomia financeira familiar na eventualidade de surgirem doenças cardiovasculares ou outras doenças graves. Equacione contratualizar um seguro de vida para si e para a sua família.
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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Infeções virais associadas ao cancro
O vírus herpes associado ao Sarcoma de Kaposi é um dos sete vírus conhecidos que causam cancro em humanos e é responsável pelo...

Esta descoberta publicada hoje na prestigiada revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS)*, pode ser potencialmente usada para desenvolver terapia para tumores como o sarcoma de Kaposi e alguns linfomas, uma vez que ao bloquear a função desta região de LANA, é abolida a persistência do vírus, o que poderá resultar na eliminação das células tumorais.

O vírus herpes associado ao Sarcoma de Kaposi (Kaposi’s sarcoma-associated herpesvirus) infeta células humanas, principalmente linfócitos (um tipo de glóbulos brancos). Através dessa infeção, o vírus vai expressar os seus próprios genes na célula hospedeira. Neste processo o vírus assume o controlo dos mecanismos de crescimento da célula, que começa a multiplicar-se de forma descontrolada, resultando eventualmente num tumor, como o Sarcoma de Kaposi ou o linfoma primário de efusão. Portanto, compreender como os vírus modulam a função da célula hospedeira é fundamental para perspetivar potenciais terapias. Durante a fase latente da infeção são fundamentais algumas proteínas virais que começam a ser produzidas e que fazem com que o vírus permaneça de forma persistente dentro das células. Entre estas proteínas, o antígeno nuclear associado à latência – a proteína LANA – é um coordenador central da replicação e persistência dos genomas virais dentro das células hospedeiras.

“O nosso grupo de investigação estuda as funções da proteína viral LANA há muitos anos. Agora, descobrimos uma região de LANA que é a chave para a persistência do vírus. De particular interesse, esta região LANA interage preferencialmente com uma forma de uma proteína supressora de tumores muito conhecida, que se chama p53. O aspeto interessante desta descoberta é que essa região de LANA percebe ou “lê” a presença de uma modificação específica na proteína p53, a acetilação, modificação que as proteínas podem adquirir enquanto são produzidas pela célula”, explica Pedro Simas, investigador responsável deste estudo. Essas modificações pós-traducionais determinam a estrutura de uma proteína, e, portanto, a sua função.

Através de uma série de experiências genéticas e bioquímicas usando modelos de infeção, os investigadores mostram agora que a interação desta região “de leitura” específica de LANA com a proteína p53 não acetilada, ou possivelmente outras proteínas não acetiladas, pode permitir que o vírus persista nas células tumorais.

A constatação de que este herpes vírus evoluiu um mecanismo para este tipo de interação molecular reforça a importância fisiológica das modificações pós-traducionais na regulação das infeções persistentes”, explica Pedro Simas. “Essas descobertas poderiam ser usadas para desenvolver terapia para estes tumores causados por herpes vírus, uma vez que o bloqueio da função desta região de LANA elimina a persistência do vírus, o que mataria as células tumorais”, acrescenta o investigador Kenneth M. Kaye, também responsável por este estudo.

Este estudo foi realizado no iMM e Brigham and Women’s Hospital e Harvard Medical School e financiado pelo National Institutes of Health (NIH; EUA), Fondation ARC pour la recherche sur le cancer (Fondation ARC) e Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT ; Portugal).

Investigação
A Bioprospectum, empresa incubada na UPTEC — Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade Porto e spin-off do Instituto de...

A empresa portuense identificou dois péptidos — biomoléculas formadas pela ligação de dois ou mais aminoácidos — provenientes da rã-verde ibérica, encontrada nos Açores, que podem ser usados num antiviral para tratar as infeções causadas pelo SARS-CoV-2. Os testes vão decorrer em colaboração com o iMED – Instituto de Investigação do Medicamento da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

A plataforma in silico, desenvolvida pela Bioprospectum em parceria com a MI4U, empresa brasileira de inteligência artificial‎, permite selecionar de uma amostra as substâncias mais apropriadas para um determinado fim — definido pelo investigador — e, desta forma, evitar uma análise pormenorizada a cada molécula dessa mesma amostra.

Através de uma base de dados molecular, da utilização de química computacional e bioinformática, a plataforma da Bioprospectum consegue analisar de uma forma muito mais rápida e eficiente todas as moléculas de uma amostra, permitindo ao investigador focar-se apenas nas moléculas que podem ser úteis para o estudo. “A identificação de moléculas com atividade farmacológica pode demorar anos de trabalho, se for feita com métodos clássicos, o grande diferencial de aliar a bioprospecção com inteligência artificial é que os primeiros resultados podem ser gerados em meses”, afirma José Leite, copromotor do projeto.

 

 

Até 14 de setembro
A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), através da sua Unidade Computação Científica Nacional (FCCN), anuncia a abertura...

Trata-se do primeiro concurso para disponibilização de recursos computacionais com cerca de 27 milhões de core.horas em plataformas nacionais inseridas na Rede Nacional de Computação Avançada (RNCA). O concurso tem como objetivo promover a apresentação de Projetos de Computação Avançada em todas as áreas, que serão suportados tecnologicamente via RNCA, através da disponibilização dos seus recursos de computação avançada: High Performance computing (HPC), High Throughput computing (HTC) e Cloud Computing.

Este concurso enquadra-se na Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030 Portugal INCoDe.2030 (designadamente no Eixo 5 – Investigação) e destina-se, individualmente ou em copromoção, a instituições do ensino superior e aos seus institutos e unidades de I&D (Investigação e Desenvolvimento); a Laboratórios do Estado ou internacionais com sede em Portugal; a Instituições privadas sem fins lucrativos que tenham como objeto principal atividades de I&D; a outras instituições públicas e privadas, sem fins lucrativos, que desenvolvam ou participem em atividades de investigação científica e a empresas de qualquer natureza e sob qualquer forma jurídica.

As candidaturas devem ser apresentadas, em língua inglesa, em formulário eletrónico próprio aqui.

Caso as candidaturas do primeiro lote não esgotem os recursos computacionais disponíveis, a FCT poderá definir novo prazo de submissão de candidaturas para um novo lote de candidaturas.

 

Sistema INSIGHT
A Adapttech, uma start-up portuguesa apoiada pela Hovione Capital, estabeleceu uma parceria estratégica com a Cascade, uma...

O sistema INSIGHT desenvolvido pela Adapttech é um dispositivo médico desenhado para melhorar a adaptação das próteses dos membros inferiores. O dispositivo combina um scanner 3D, com sensores, tecnologia wearable, e uma aplicação móvel que facilita o processo de ajuste à prótese, para que o processo de reabilitação dos doentes seja mais rápido e fácil. Após vários estudos bem-sucedidos nos EUA, o sistema INSIGHT está agora disponível em todo o mercado norte-americano.

A Cascade fornecerá o sistema INSIGHT da Adapttech através da sua rede de distribuição nos EUA e Canadá. A entrada no mercado da América do Norte sucede a um período de investimento e envolvimento próximo por parte da Hovione Capital, o primeiro investidor na Adapttech. A Adapttech foi criada em Portugal mas está agora sedeada no Reino Unido.

A Cascade é fornecedora de clínicas de próteses nos EUA há quase 50 anos e trabalha para o Canadá através da subsidiária OrtoPed. “Trabalhamos com os mais recentes avanços em tecnologia para fornecer aos profissionais de saúde os produtos de que precisam com rapidez e eficiência”, afirma John Cronin, diretor de Vendas e Marketing da Cascade. “A tecnologia INSIGHT visa reduzir o tempo necessário para a avaliação clínica e ajuste de prótese, e nunca houve melhor momento para este tipo de produto. Os doentes passam menos tempo no ambiente clínico, têm uma melhor adaptação à prótese, e cada paciente pode assumir o controle das suas próprias atividades diárias e da saúde geral. Estamos ansiosos para trazer o Sistema INSIGHT para os nossos clientes.”

“Os médicos vão apreciar o fato de necessitarem de menos tempo para consultarem doentes com problemas de adaptação à prótese e os doentes vão passar menos tempo em visitas repetidas à clínica. Aumentar o conforto da adaptação da prótese dos pacientes melhorou o seu nível de atividade e os nossos testes iniciais indicam que 30% dos doentes evoluíram do nível de atividade K3 para K4”, diz Frederico Carpinteiro, CEO da Adapttech.

Em 2016, a Hovione Capital garantiu o capital inicial da Adapttech. “A Hovione Capital foi o primeiro investidor a reconhecer o alto potencial da tecnologia inovadora da Adapttech para melhorar o ajuste das próteses. Desde o início, a Hovione Capital trabalhou ao lado da equipa da Adapttech para desenvolver e trazer esta tecnologia ao mercado, ajudando a proteger a sua propriedade intelectual e melhorando aspetos de engenharia”, diz Ricardo Perdigão Henriques, CEO da Hovione Capital, que acrescenta “a Adapttech é um exemplo extraordinário de como uma empresa de capital de risco especializada na área da saúde permitiu a uma start-up Portuguesa expandir-se para o Reino Unido e América do Norte, e lançar no mercado global um dispositivo médico inovador”.

 

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