Covid-19
A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, disse esta sexta-feira que o aumento de casos que se verificou nos últimos dias...

“Relativamente ao aumento do número de casos, é óbvio que nos últimos três dias se verificou. É precoce conseguirmos explicar tudo, mas há, de facto, um clima, diria, favorável a que isso possa acontecer”, disse, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia da Covid-19. 

Lembrando que há um aumento do número de casos em toda a Europa, Graça Freitas explicou que “estamos a tentar um equilíbrio entre medidas de segurança e saúde pública, mas também de retoma da vida das pessoas”. “Isso leva, de facto, a uma maior movimentação de pessoas do nosso país para outros e de outros para o nosso, quer em turismo, quer dos nossos emigrantes”, explicou, acrescentando que um maior contacto entre pessoas de zonas que estão afetadas pode gerar um aumento do número de casos. 

Adicionalmente, estes casos têm constituído surtos, muitas vezes familiares, em instituições, em empresas e nos locais de trabalho. “Serão as explicações para este aumento de casos, que não tem sido exponencial”, ressalvou. 

“Não temos uma vacina, não temos um medicamento, não vamos conseguir ter casos zero. Vamos ter aumentos e reduções conforme for a dinâmica da doença no mundo em geral e na Europa em particular e no nosso país. Temos que manter a situação controlada para o tal equilíbrio”, afirmou. 

A especialista em saúde pública adiantou esta sexta-feira que as orientações relativas ao uso de máscara estão a ser “revisitadas”. Em estudo estão três aspetos, entre os quais o uso de máscaras para crianças a partir dos 6 anos, que foi aconselhado recentemente pela Organização Mundial de Saúde, e o uso de máscara em espaços públicos. 

Questionada sobre o regresso das crianças com doenças crónicas à escola, Graça Freitas esclareceu que está a preparar-se a operacionalização das orientações que foram criadas em conjunto com o Ministério da Educação, podendo existir necessidade de encontrar soluções alternativas para alunos e professores pertencentes a grupos de risco. 

“É normal que aquelas regras gerais que poderão ser aplicadas em condições ideias possam ter que ser revisitadas para encontrar soluções alternativas para eventuais problemas. Uma coisa são as orientações, outra é a capacidade que há de operacionalizar essas orientações”, destacou. 

Neste momento, está a ser preparado um referencial para que as escolas e a saúde comuniquem de forma célere se surgirem casos positivos ou suspeitos, bem como uma campanha de comunicação com informação para todos os intervenientes. “É um processo contínuo. Vai haver necessidade de fazer muitos ajustamentos”, reconheceu. 

Pandemia
Dos 4.401 profissionais de saúde infetados com Covid, 3.821 já recuperaram da infeção, adiantou esta sexta-feira Jamila Madeira...

No que diz respeito às Estruturas Residenciais Para Idosos (ERPI), existem atualmente 60 instituições com doentes infetados, num total de 523 utentes e 224 funcionários positivos. 

De acordo com o último relatório de situação publicado, a 30 de agosto, pela Direção-Geral da Saúde (DGS), foram notificados mais 320 casos de COVID-19 nas últimas 24 horas no país, que totaliza agora 57.768 casos. 

Por outro lado, foram registados mais 119 doentes recuperados, o que eleva para 41.885 o número total de casos de recuperação da COVID-19. 

A última atualização indica que existem 341 doentes internados em enfermaria (mais 17) e 41 em unidades de Cuidados Intensivos (mais um).

 

Congresso em formato presencial e online
“A Medicina Interna demonstrou ser uma especialidade-chave na resposta hospitalar a doentes covid-19, tendo-se evitado a rutura...

E salienta: “O facto de a Medicina Interna ser a especialidade base do Sistema de Saúde no Hospital (14% do total dos especialistas hospitalares), contribuiu para termos uma resposta rápida, organizada e competente, no nosso país”.

O inquérito foi dirigido a 85 diretores de serviço de Medicina Interna dos hospitais covid. A SPMI recebeu, 63 respostas, o que corresponde a 74% do total.

Nesta análise foi possível apura que “foram 575 Especialistas e Internos de Formação Específica de Medicina Interna, os que integraram as enfermarias covid e as Unidades de Cuidados Intensivos, em todos os hospitais do país”

Nos hospitais a lotação de camas de enfermaria covid disponíveis era de 1.963, verificando-se uma taxa de ocupação de 48,8%. Havia também 620 camas de Intensivos para doentes covid, sendo a taxa de ocupação de 31,6%.

Os resultados do inquérito revelam ainda que em 65% das Enfermarias covid trabalharam em conjunto especialistas de Medicina Interna e muitos outros especialistas, enquanto em 35% a gestão foi integralmente assegurada por internistas.

Os Serviços de Medicina Interna asseguravam o tratamento em simultâneo a 3.157 doentes sem infeção covid-19 (90% dos doentes habitualmente tratados).

A sessão “A Medicina Interna na Pandemia Covid-19” contou com a participação do orador Vítor Paixão Dias, diretor do Serviço de Medicina Interna do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho e atual presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, que se debruçou sobre a reorganização dos serviços de Medicina Interna no contexto da pandemia. Joana Cunha, internista do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, ocupou-se da reorganização, verdadeiramente notável, que teve de ser operada nos serviços de urgência, para que o atendimento dos doentes tivesse fluxos diferenciados entre doentes suspeitos e não suspeitos por infeção covid-19. A sessão foi presidida por Francisco Parente, diretor clínico do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, e Anabela Oliveira, diretora do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar de Lisboa Norte. Ambos realçaram o papel crucial da Medicina Interna na resposta à pandemia, sendo a única especialidade que ao mesmo tempo teve de arcar com a responsabilidade do tratamento dos doentes complexos, sem infeção covid, que continuaram a chegar ao hospital, a precisar de tratamento com qualidade e competência.

Campanha "Agarra a vida"
Durante o mês de setembro, o Serviço de Psiquiatria da Unidade de Portimão do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA)...

De acordo com a organização, “o suicídio é um problema com alguma relevância no Algarve” e por isso o objetivo destas iniciativas é sensibilizar a população para a temática, promovendo também a prevenção da depressão e a redução do estigma associado à doença mental.

Este ano, tendo em conta as medidas de contingência inerentes à situação de pandemia, a campanha «Agarra a Vida» irá desenvolver-se maioritariamente nas redes sociais. Assim, a partir de 1 de setembro, temáticas como a depressão, prevenção do suicídio e redução do estigma na doença mental serão abordadas no facebook e instagram através de vídeos interativos, quizes e jogos.

Simultaneamente, estará patente uma exposição sobre a mesma temática, no átrio da Unidade Hospitalar de Portimão.

Estas atividades integram-se na campanha mundial da Associação Internacional da Prevenção do Suicídio, que tem o apoio em Portugal do Plano Nacional de Saúde Mental, da Sociedade Portuguesa de Suicidiologia, do Plano Nacional de Prevenção do Suicídio e na região do Plano Local de Saúde do Barlavento Algarvio.

 

Covid-19
Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais seis óbitos relacionados com a covid-19, uma subida em relação aos dados de ontem.

Dos seis óbitos, quatro ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo e dois na região Norte.  É, por uma larga escala, na faixa etária de pessoas com mais de 80 anos onde ocorreram a maioria dos óbitos no país - quase 700 vítimas mortais. Desde o início da pandemia já foram confirmados 1.815 óbitos no país.

Foram ainda confirmados mais 401 novos casos de covid-19 desde ontem, um aumento ligeiro em relação ao número de ontem, onde foram registados 399 novos casos. A maioria das novas infeções foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo - 182. Na região norte foram registados 166 novos casos, 9 no Alentejo, 29 na região Centro e dez no Algarve. Nos Açores não foram registados novos casos e na Madeira foram confirmadas mais cinco infeções.  No total, já foram infetadas 57.074 pessoas em Portugal.

Desde o início da pandemia já foram infetados 25.646 homens e 31.428 mulheres no país. A faixa etária onde se registaram mais casos foi entre os 40 e os 49 anos de idade, onde já foram confirmados mais de 5.000 casos. Por outro lado, foi entre os 0 e os 9 anos de idade foi ainda ocorreu um registo menor de casos de covid-19. 

Segundo o boletim da DGS, foram dadas como recuperadas da doença mais 199 pessoas nas últimas 24 horas. No total, 41.556 pacientes já recuperaram. Estão agora internados 334 doentes, dos quais 38 se encontram em Unidades de Cuidados Intensivos

As autoridades de saúde têm ainda sob vigilância 33.930 contactos. Há atualmente 13.703 casos ativos no país.

 

Covid-19
A diretora geral da saúde, Graça Freitas, admitiu esta sexta-feira estudar a possibilidade do uso de máscaras em crianças com...

Na habitual conferência de imprensa, a responsável indica que estão a ser estudados três aspetos importantes nesse sentido: o primeiro diz respeito à utilização de máscaras por crianças de seis anos de idade, tal como recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), cita a Executive Digest. 

“Esse é um fator que estamos a estudar, a DGS com os seus colaboradores, sobretudo na área da pediatria, mas também na área do programa de prevenção e controlo da infeção”, acrescenta.

O segundo aspeto diz respeito à utilização de máscaras em locais públicos. Graça Freitas considera que é necessário diferenciar os “espaços públicos que são frequentados por várias pessoas em simultâneo que podem ter tratamento de espaço público aberto e pouco frequentado”

“Temos de ter a noção do risco. Sempre dissemos que íamos implementar medidas de segurança proporcionais ao risco. Ir para uma rua movimentada de uma cidade é diferente do que passear o cão às 22h00 numa zona não movimentada. Teremos que ter esse bom senso e sentido de proporcionalidade”, explica a diretora geral da saúde.

O terceiro fator a ser tido em consideração está relacionado com estudos sobre a eficácia de determinados tipos de máscara.

Graça Freitas falou ainda a respeito do aumento de casos nos últimos dias, revelando que “há um clima para que isso aconteça”.  “Casos isolados têm construído surtos, em instituições, empresas e locais de trabalho”, explica.

A diretora geral da saúde referiu ainda que quanto ao regresso às aulas são necessários alguns “reajustamentos”. “É normal que aquelas regras gerais que podem ser aplicadas em condições ideais podem ter que ser revisitadas para encontrar soluções alternativas. Uma coisa são as orientações, outra é a capacidade que há de operacionalizar essas orientações”, referiu em na conferência de imprensa.

Acrescentou ainda, a este respeito, que este “é um processo contínuo e haverá necessidade de fazer muitos ajustamentos», mesmo depois de começar o ano letivo. “Há coisas que só se conseguem verificar quando se têm de implementar e temos de ter essa disponibilidade para adaptar essas orientações a situações particulares”, afirmou.

Opinião
O stress, a qualidade dos alimentos que ingerimos e até a forma como vivemos hoje são fatores que, e

A alimentação é um elemento chave no que diz respeito à saúde do sistema digestivo. Embora os alimentos que comemos sejam responsáveis pela entrada de toxinas no nosso organismo, a alimentação é uma das variáveis ​​sobre as quais podemos ter maior controlo. A Homeopatia, sendo uma solução natural, sem toxinas e com efeitos secundários poucos frequentes apresenta-se como uma boa opção terapêutica e de reforço do sistema gastrointestinal.

Aftas, flatulência, obstipação, dificuldade de digestão, refluxo, gastrite, gastroenterite aguda, fígado gordo, cólica biliar são apenas algumas doenças digestivas nas quais a Homeopatia pode fornecer opções de tratamento que, em muitos casos, são suficientes para melhorar e superar o problema e que noutros fará parte de um tratamento mais amplo.

Os medicamentos homeopáticos atuam em níveis distintos, dependendo do tempo e da necessidade de cada doente, de forma segura e eficaz, estimulando os mecanismos reguladores do próprio organismo. Existem medicamentos que ajudam fundamentalmente em situações mais agudas, modulando os sintomas do doente, e medicamentos que servem para tratar as predisposições dos pacientes e os problemas no seu estado crónico.

No caso das crianças e bebés, as cólicas, as diarreias e as gastrenterites são alguns dos problemas frequentes. Para estes casos, a Homeopatia ajuda, sobretudo, no restabelecimento da saúde, estimulando o equilíbrio do organismo.

Atualmente, procura-se, cada vez mais, um tratamento efetivo e menos invasivo. Por essa razão, as terapêuticas complementares, como a Homeopatia, ganham cada vez mais relevância. No entanto, isto não dispensa o devido acompanhamento médico que dirá qual o tratamento mais indicado, exames complementares de diagnóstico, se for o caso, podendo incluir medicamentos homeopáticos exclusivamente ou combinados com outro tipo de terapêutica, de acordo com a evolução da doença e a natureza particular do doente.

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A Homeopatia na saúde da Mulher 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
26.º Congresso Nacional de Medicina Interna
A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) e a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) acabam de...

João Araújo Correia, presidente da SPMI, considera que este início de integração de cuidados para gestão da doença crónica é o primeiro passo para dar resposta a uma necessidade que se tem tornado cada vez mais premente, pois, com o envelhecimento da população, o número de doentes é elevado e tem sido crescente.

“Esta relação entre a Medicina Interna e a Medicina Geral e Familiar é essencial para o tratamento e para o controlo do doente crónico. A assinatura deste documento ainda não resolve todos os problemas, mas é um reconhecimento dos mesmos e o início de um caminho para a melhoria da qualidade dos cuidados prestados”, afirma o presidente da SPMI.

O documento foi assinado por João Araújo Correia e por Rui Nogueira, presidente da APMGF, na presença de António Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde, a quem foi entregue, desde logo, um exemplar do consenso obtido entre as duas organizações.

Além da assinatura do Protocolo “Gestão do Doente Crónico em Portugal”, o primeiro dia do congresso contou com uma homenagem e entrega a título póstumo do “Prémio Nacional de Medicina Interna 2020” ao internista Pedro Marques da Silva, falecido em janeiro de 2020. Foram apresentadas várias comunicações orais e casos clínicos, bem como uma conferência de abertura sobre a cidade de Braga.

Covid-19
O risco de as crianças com Covid-19 necessitarem de tratamento hospitalar é "mínimo", sugere uma investigação...

O estudo publicado no British Medical Journal - BMJ -  analisou 651 crianças infetada com novo coronavírus em hospitais na Inglaterra, País de Gales e Escócia, correspondendo a dois terços das admissões nos serviços hospitalares, entre os meses de janeiro e julho.

A análise mostrou que apenas 1% dessas 651 crianças e jovens - seis no total - morreu no hospital com Covid-19. 18% foram internadas nos cuidados intensivos e os seis óbitos ocorreram em crianças com saúde subjacentes "profundas", que muitas vezes eram complexas e limitantes.

O risco é extremamente baixo para crianças saudáveis. "Não houve mortes em crianças em idade escolar saudáveis", disse o autor do estudo, Calum Semple, da Universidade de Liverpool.

A co-autora, Olivia Swann, do Royal Hospital for Sick Children, em Edimburgo, disse esperar que as descobertas sejam "extremamente reconfortantes para os pais em todo o Reino Unido".

Os sintomas mais comuns em crianças internadas no hospital foram febre, tosse, náuseas ou vômitos e falta de ar.

As crianças mais velhas eram mais propensas a ter dor de estômago, dor de cabeça e dor de garganta.

Das 651 crianças no estudo, 42% tinham um problema de saúde subjacente - os mais comuns são doenças que afetam o cérebro e o sistema nervoso (11%), câncer (8%) e asma (7%).

Mas ter asma - ao contrário de ser obeso - não fez com que as crianças precisassem de cuidados intensivos.

Das crianças estudadas, 52 também foram diagnosticadas com uma síndrome inflamatória multissistémica ligada ao coronavírus, com o primeiro caso visto por médicos em meados de março.

Essas crianças - nenhuma das quais morreu - tinham mais probabilidade do que as outras de serem mais velhas, cerca de 10, e pertencentes a minorias étnicas.

Com base no estudo, a definição dessa síndrome agora pode ser ampliada para incluir sintomas como fadiga, dor de cabeça, dor de garganta e dores musculares, disseram os pesquisadores, além dos sintomas já listados pela Organização Mundial de Saúde.

Liz Whittaker, do Imperial College London, disse que as descobertas ecoam outros estudos do Covid-19 em crianças.

"Um número muito baixo de crianças foi admitido em cuidados intensivos e os investigadores relataram uma taxa de mortalidade muito baixa - particularmente em comparação com adultos, mas também em comparação com a taxa de mortalidade devido a outras infeções, gripe, sarampo, meningite, grupo A -strep [tococcus] sépsis etc, e outras causas de morte infantil - por exemplo, acidentes de trânsito ", afirmou.

Conferência online
Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC) promove, a 10 de setembro, o X Seminário do Projeto Educação dos...

O encontro – que decorrerá em modelo conferência online – vai lançar a discussão em torno da saúde e bem-estar dos estudantes do ensino superior, abordando questões como a saúde mental, alimentação, atividade física e doenças cérebro-cardiovasculares, entre outras. O programa inclui ainda painéis de reflexão sobre o impacto da Covid-19 e do confinamento na saúde da população. O painel de oradores integra profissionais e investigadores do Politécnico de Coimbra, Universidade de Coimbra, Universidade de Aveiro, Direção Geral da Saúde, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e Instituto Português de Oncologia [programa em anexo].

A participação no seminário é aberta a todos os interessados, mas sujeita a inscrição prévia (até 8 de setembro), em www.estescoimbra.pt. A inscrição tem um custo de 5 euros para estudantes e de 10 euros para profissionais.

O encontro é organizado pelo Projeto Educação pelos Pares da ESTeSC – grupo criado em 2009, que desenvolve atividades de apoio à integração dos estudantes no ensino superior, valorizando a participação ativa dos alunos.

Inicialmente agendado para abril, como forma de assinalar o Dia Mundial da Saúde, o X Seminário Educação pelos Pares foi adiado e transposto para formato ao online devido à pandemia.

 

Saúde Pública mundial
A Organização Mundial de Saúde (OMS) vai criar um comité independente para estudar a eventual revisão do Regulamento Sanitário...

De acordo com o jornal, o anúncio foi feito pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa videoconferência de imprensa transmitida da sede da organização, em Genebra, Suíça.

Este comité será formado por peritos internacionais e irá apresentar um relatório preliminar em novembro e um em final em maio de 2021.

Caberá ao comité avaliar a eventual necessidade de alteração do Regulamento Sanitário Internacional para que possa ser o mais eficaz possível, de acordo com o diretor-geral da OMS.

O atual RSI vigora desde 2007 e exige que os países notifiquem à OMS surtos de doenças que possam ameaçar a saúde pública mundial.

O documento, que prevê a criação de um comité de avaliação por parte do diretor-geral da OMS, regulamenta a declaração de emergência de saúde pública internacional e medidas específicas a aplicar nos portos, aeroportos e postos fronteiriços.

A OMS declarou a doença respiratória covid-19 uma emergência de saúde pública internacional em 30 de janeiro.

A covid-19 já provocou pelo menos 826 mil mortos e infetou mais de 24,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.809 pessoas das 56.673 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

 

Covid-19
A Direção Geral da Saúde está a estudar a possibilidade de vir a ser obrigatório o uso de máscara na rua, avança hoje o JN. Os...

Manuel Carmo Gomes, epidemiologista citado pelo JN, explica que a utilização da máscara "pode ser uma boa estratégia perante o contexto explicado pelo Governo", relativamente a um possível agravamento da situação pandémica no outono e inverno, considerando também o regresso às aulas e ao trabalho.

"Se a alunos fechados na sala de aulas e mais gente nos locais de trabalho e nos transportes juntarmos alguém infetado, bastam 15 minutos de contacto para que o vírus seja inalado. A máscara pode então ser uma das medidas a adotar", explicou.

A decisão, avança o jornal, pode vir a surgir na sequência do estado de contingência, que será decretado a partir de 15 de setembro. Para já, a generalidade de Portugal continental continuará em alerta e a Área Metropolitana de Lisboa em contingência na próxima quinzena devido à pandemia de covid-19.

“Os números do último dia e aquilo que sabemos dos números de hoje mostram um aumento do número de casos e, por isso, apesar desta tendência decrescente na região de Lisboa e Vale do Tejo e da tendência relativamente constante ao longo da última quinzena, o Governo considera que aquilo que deve é continuar exatamente com as mesmas medidas que existiam até aqui na próxima quinzena”, afirmou ontem a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, depois do Conselho de Ministros.

Na quinzena seguinte, a partir de 15 de setembro, “todo o país ficará em estado de contingência” para que se possam definir as medidas necessárias “em cada área para preparar o regresso às aulas e o regresso de muitos portugueses ao seu local de trabalho”, acrescentou a ministra.

“Decidimos desde já que a partir do dia 15 de setembro o país estará em estado de contingência para preparar o outono e o inverno”, salientou, antecipando que na semana que se inicia em 7 de setembro serão anunciadas as medidas que passarão a estar em vigor a partir da última quinzena desse mês.

Mariana Vieira da Silva referiu ainda que a decisão de manter “exatamente as mesmas medidas” na primeira quinzena de setembro “acontece porque os números estão estáveis e a resposta do Serviço Nacional de Saúde” está controlada, além de que a capacidade de testes “tem vindo a aumentar”.

Aposta nos tratamentos termais
O Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, regozijou-se com o facto de os estabelecimentos termais estarem a...

O governante falava no âmbito de uma visita às termas do Gerês, onde lembrou que o “termalismo está alinhado com o Plano Nacional de Saúde 2016-2020 e com a nova abordagem de prevenção e controlo de doenças crónicas” e que pode ser “um parceiro importante do Serviço Nacional de Saúde para a prestação de cuidados de saúde”.

“Quando estive em novembro no Congresso internacional de Termalismo, em Chaves, comprometi-me a continuar a construir o diálogo que foi iniciado anteriormente com as diversas entidades institucionais e profissionais nesta área”, recordou Lacerda Sales para anunciar a criação, esta semana, de um Grupo de Trabalho para ajudar à dinamização da atividade termal no nosso país, através de um despacho interministerial, assinado por si e pelos secretários de Estado do Turismo e  Ajunto e da Energia.

“Queremos em conjunto fazer uma avaliação do impacto económico da atividade termal e identificar constrangimentos e os instrumentos que permitam dinamizar este setor da indústria do Turismo de Saúde e Bem-Estar”, afirmou. “Estamos comprometidos e empenhados neste desígnio e espero poder voltar cá, daqui a um a um ano, para apresentar algumas das medidas que sairão deste grupo de trabalho”, atestou.

 

Alimentação saudável
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o baixo consumo de frutos, hortaliças e legumes está e

Os benefícios do consumo de fruta e hortaliças, de preferência da época, são bem conhecidos e são vários os estudos que confirmam o seu impacto positivo na nossa saúde e bem estar.

A OMS recomenda o consumo diário, de pelo menos 400g de hortofrutícolas (frutas e legumes), ou de 5 porções por dia.

O que é uma porção?

1 peça de fruta de tamanho médio = 160g;

2 Chávenas almoçadeiras de hortícolas crus (180g);

1 Chávena almoçadeira de hortícolas cozinhados (140g)

Os benefícios para a saúde

Os hortofrutícolas, além de apresentarem um baixo teor energético (são pobres em calorias), são constituídas por uma elevada percentagem de água é são uma excelente fonte de vitaminas, minerais, fitoquímicos, antioxidantes e fibra.

A sua riqueza nutricional é essencial para a regulação e manutenção do bom funcionamento do organismo e do estado de saúde.

Podemos mesmo dizer que as frutas e as hortaliças são os fornecedores de excelência destes micronutrientes e de alguns tipos de fibras alimentares, que exercem um papel de proteção do nosso organismo.

O consumo adequado de hortofrutícolas, desempenha um papel protetor contra doenças crónicas não transmissíveis (alguns tipos de cancro, obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares…)

Além disso, o baixo consumo de frutas e legumes está também associado a carências de vitaminas e minerais e alterações do funcionamento do transito intestinal (obstipação, prisão de ventre, hemorróidas, diverticulose, …).

Ainda, o consumo regular destes alimentos, é um aliado das dietas de perda e manutenção de peso, por serem pobres em calorias e isentos de gordura, ricos em água, mas também por serem uma ótima fonte de fibras alimentares que promovem a sensação de saciedade.

Infelizmente, em Portugal o consumo de hortofrutícolas encontra-se abaixo do recomendado. Estes valores são também inferiores ao consumo destes alimentos noutros países do sul da europa e que seguem um padrão alimentar mediterrânico.

A melhor forma de comer fruta

A fruta pode apresentar-se na nossa dieta de diferentes formas, contudo não é igual comer fruta fresca, cozida, enlatada ou em sumos.

A fruta fresca e da época é que apresenta a maior concentração de nutrientes, além de ser a mais saborosa e aromática. A fruta deve ser sempre bem lavada e consumida imediatamente após a sua preparação de forma a evitar a oxidação e perda de vitaminas.

A fruta cozida pode ser uma alternativa à fruta fresca, mas é importante referir que o processo de cozedura leva à perda de alguns nutrientes. Desta forma opte por cozer ou assar a fruta esporadicamente.

Por outro lado, quando falamos em fruta enlatada, como por exemplo os pêssegos ou o ananás em calda, estamos perante um alimento processado, rico em conservantes com um elevado teor de açúcar adicionado. Consulte o rótulo destes alimentos e verifique a quantidade de açúcar adicionado presente nestes alimentos.

As compotas devem ser consumidas com moderação devido ao elevado teor de açúcar que têm. Contudo, pode ser uma alternativa interessante para conservar e aproveitar as frutas que temos disponíveis em maior quantidade e que sabemos que se vão estragar. De preferência, elabore as compotas de forma tradicional, mas reduza a quantidade de açúcar utilizada.

Relativamente aos sumos de fruta, é essencial limitar e evitar o consumo de sumos artificiasi e açucarados, pois o seu consumo excessivo está associado a um maior risco de diabetes e excesso de peso e obesidade. Os sumos devem ter um teor de fruta superior a 70%, de preferência escolha os 100% fruta ou procure preparar os sumos utilizando a peça de fruta inteira de forma a não perder as fibras.

A fruta pode ser consumida em qualquer momento do dia, ao pequeno-almoço para uma refeição completa, durante o dia nos lanches e snacks ou á refeição principal como sobremesa de eleição.

A melhor forma de comer hortícolas

A sopa de legumes é indicada para todos e é uma forma privilegiada de consumir hortaliças e legumes.

Num só prato de sopa podemos ingerir uma quantidade significativa e variada de legumes. Para uma sopa mais rica utilize pelo menos 4 variedades de legumes e de cores diferentes sem esquecer os legumes de folha verde escura (cada cor está associada a uma vitamina diferente).

Aproveite para introduzir na sopa alguns legumes, ainda que em menor quantidade, que os pequenos e graúdos não simpatizam tanto.

Outra vantagem da sopa está relacionada com o facto de também consumirmos a água onde os legumes foram confecionados e para onde são dissolvidas algumas das vitaminas hidrossolúveis (que se dissolvem na água), desta forma não ser perdem nutrientes.

No prato principal, reserve uma boa porção para as saladas cruas ou para os legumes.

Os legumes são versáteis e podem ser consumidos de diferentes formas, mas recorde-se: quando os cozemos algumas das vitaminas são perdidas para água. O truque está em cozer os legumes ao vapor. Pode ainda optar por estufar, guisar, assar ou grelhar os legumes. Quando optar pelos salteados e refogados, privilegie o azeite como gordura de eleição, e consuma-os com moderação, devido à adição de gordura.

Enriqueça todos os pratos e confeções com legumes, adicione-os às sandes, às massas, utilize-os para rechear omeletes ou um rolo de carne, junte-os aos estufados, aos guisados e aos gratinados.

Como consumir as porções adequadas de fruta e hortícolas diariamente

Ao pequeno-almoço:

Comece o dia da melhor forma e não dispense a fruta ao pequeno-almoço.

Complemente a sua refeição com 1 peça de fruta fresca, junte-a aos cereais, a um iogurte ou opte por levar a fruta consigo e ir a comer pelo caminho até a escola ou até ao local de trabalho.

Nas refeições principais:

Inicie, sempre que possível, o almoço e o jantar com um prato de sopa de legumes;

Procure ingerir sempre salada e hortícolas no prato, como acompanhamento;

Se tem por hábito comer sanduíches ao almoço, enriqueça-as com salada e/ou legumes;

Privilegie a fruta como a sua sobremesa de eleição;

Procure consumir hortícolas com cores vivas, pois estes são muito ricos em vitaminas, minerais e outros agentes protectores (ex.: brócolos, couve lombarda, couve roxa, pimentos, cenouras...);

Ao longo do dia:

Inclua a fruta fresca e/ou hortícolas crus, como tiras de cenoura, de pepino ou tomate cherry nos snacks e lanches entre as refeições principais.

 

Saiba mais em: https://amesacomcatarinaoliveira.wordpress.com/

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Reconhecimento
O Centro de Reabilitação Cardiovascular, do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN),...

O projeto do CHULN engloba também a Faculdade de Medicina de Lisboa (FMUL) e a Universidade de Lisboa.

Este programa de certificação, que inclui as categorias de «Prevenção Secundária e Reabilitação Cardíaca», «Tratamento e Prevenção do Risco Cardiovascular» e «Cardiologia Desportiva», pretende “estabelecer standards para a prática da Cardiologia Preventiva na Europa, de uma forma mais uniforme, melhorando a qualidade dos cuidados em saúde cardiovascular”.

A explicação é dada pela por Ana Abreu, Coordenadora do Programa de Reabilitação Cardiovascular e anterior responsável pela Secção de Prevenção Secundária e Reabilitação Cardiovascular da EAPC, associação científica que integra a Sociedade Europeia de Cardiologia.

De acordo com a cardiologista, “este reconhecimento é um passo importante numa área-chave para o doente cardíaco. Para a equipa, a certificação representa uma maior responsabilidade, já que somos atualmente considerados Centro de Excelência, por cumprirmos os critérios definidos, mas acreditamos que alguns podem ainda ser otimizados”.

 

Lisboa
A Linde Saúde acaba de abrir um centro, em Lisboa, de apoio no tratamento de doentes com síndrome de apneia obstrutiva do sono ...

Este é um serviço complementar à terapia do sono fornecida pelo programa LISA® (Leading Independent Sleep Aide), da Linde Saúde, um programa focado no doente para o tratamento do distúrbio do sono que é a apneia obstrutiva do sono. No Centro Linde Saúde terá o acompanhamento de profissionais de saúde especializados e poderá, através de agendamento prévio, ter o atendimento personalizado para realizar os seguintes serviços: início de terapia com CPAP e Auto-CPAP; visitas de seguimento da terapia; resolução de possíveis problemas técnicos; oximetrias (apenas com indicação médica); ou fazer as leituras de cartão.

Este serviço surge como resultado de pesquisas de mercado feitas junto aos doentes e dado que estes doentes caracterizam-se por terem uma vida ativa com uma terapia com CPAP ou Auto-CPAP que apenas se realiza durante o sono, foi necessário adicionar, além do serviço domiciliário, um serviço de conveniência e que se ajusta ao doente, ao seu tempo e disponibilidade.

“Há mais de 20 anos que a Linde Saúde tem estado envolvida no diagnóstico, no tratamento e no acompanhamento de doentes afetados pela apneia obstrutiva do sono e doenças associadas. Ao longo dessa experiência identificámos que temos cada vez mais pessoas com menos de 60 anos de idade, com uma vida ativa e que necessitam de um acompanhamento flexível para que possam continuar a sua terapia. A abertura do Centro Linde Saúde surge para dar resposta a estas pessoas, trazendo conveniência e proximidade ao seu acompanhamento,” destaca João Tiago Pereira, Product & Business Development Manager da Linde Saúde.

Este é mais um serviço da Linde Saúde para dar uma resposta conveniente e individualizada a um distúrbio crónico que aumenta o risco de hipertensão e de acidente vascular cerebral, além de predispor os doentes ao risco de acidentes de viação e de trabalho, devido à sonolência diurna excessiva que pode provocar.

A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio crónico em que os colapsos intermitentes e repetidos das vias aéreas superiores, durante o sono, levam a uma respiração irregular e a repetidos momentos de despertar durante a noite. É um distúrbio grave, uma vez que a sonolência diurna resultante, prejudica a capacidade de raciocínio e de julgamento e aumenta o risco de acidentes. Há também provas de que a apneia obstrutiva do sono aumenta o risco de pressão arterial elevada, que por sua vez aumenta o risco de incidência de ataque cardíaco ou AVC.

João Tiago Pereira reforça ainda: “Estamos empenhados em garantir a continuidade da via de cuidados, e os elevados padrões de qualidade de uma forma consistente e com a máxima comodidade. Este centro é constituído pelos nossos excelentes profissionais de saúde, que estão focados em melhorar os resultados da terapia do sono, através da ventiloterapia. A Linde Saúde está onde o doente está!”.

O Centro Linde Saúde está adaptado ao contexto atual da pandemia da COVID-19 e são asseguradas as medidas de higiene, distanciamento social e segurança para todos os doentes.  

Este centro localiza-se no Parque das Nações, em frente à estação de serviço da Repsol e está aberto de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 19h. E disponibiliza os seguintes serviços para os clientes LISA®:

  • Inícios de terapia com CPAP e Auto-CPAP
  • Visitas de seguimento da terapia de CPAP e Auto-CPAP
  • Resolução de problemas técnicos
  • Oximetrias (apenas com indicação médica)
  • Leituras de cartão com envio por correio eletrónico

Os serviços necessitam de agendamento prévio através do número verde 800 22 00 22 ou através do formulário no website da Linde Saúde.

Exposição a temperaturas negativas
A Crioterapia ajuda ainda no tratamento de doenças de pele, neurológicas e do sistema musculoesquelético, bem como estéticas e...

O que é a crioterapia? Para quem não sabe este é um um sistema inovador que recorre à exposição de temperaturas extremamente baixas para tratar ou atenuar os efeitos de diversas doenças como a psoríase, a dermatite atópica, os eczemas, a artrite reumatoide, a espondilite, a osteoartrite, a lombalgia, enxaquecas e ainda distúrbios do sono. Muito utilizada também para tratamentos estéticos e terapêuticos na pele, a crioterapia pode ser aplicada através de jatos em spray ou com sondas previamente resfriadas. A palavra derivada da palavra grega ‘kryos’, que significa frio, utiliza gelo seco ou nitrogénio líquido, chegando a temperaturas de 160 graus celsius negativos.

“Este é um tratamento perfeitamente seguro e com resultados clínicos comprovados”, salienta Rachel Crivelli, responsável da Cryomed Portugal. “A crioterapia ativa as defesas naturais do nosso organismo através de uma exposição, de curta duração, a temperaturas entre os 100º e os 160º graus negativos”, explica Rachel Crivelli. A responsável da Cryomed Portugal adianta que “todo o organismo é estimulado pelo sistema nervoso, que reage ao choque térmico e leva à libertação de endorfinas, que fazem com que a crioterapia tenha efeitos analgésicos”. A crioterapia estimula ainda a produção de cortisol, uma hormona responsável pela redução do stress e que proporciona também uma ação anti-inflamatória.

Além da utilização na área médica, Rachel Crivelli revela que a crioterapia tem sido também muito utilizada na vertente desportiva, para acelerar a recuperação de atletas. “Esta terapia tem a vantagem de acelerar a recuperação dos treinos intensivos ou das provas, melhorando assim a performance dos atletas e auxiliando na resolução, com comprovada celeridade, de lesões ou outros problemas originários da prática desportiva e do esforço muscular”, acrescenta. A realização de sessões de crioterapia depois do exercício físico, alivia a fatiga, relaxa, alivia a dor tardia dos músculos e assegura um sono tranquilo, acrescenta a referida responsável.

Para muitas equipas profissionais de ciclismo, como a espanhola Movistar, de futebol e até seleções nacionais de várias modalidades desportivas, como a equipa de râguebi do País de Gales, o recurso a programas de sessões intensivas de crioterapia já faz parte da preparação da pré-época e muitos atletas, como Sara Moreira, especialista nos 3000 metros com obstáculos e em provas de fundo, ou o ultra maratonista Pedro Conde, incluem nas suas preparações um programa de manutenção constante durante a época desportiva.

“A crioterapia localizada tem um efeito analgésico temporário e ajuda na recuperação dos músculos, dos tendões e de lesões provocadas por esforço excessivo, especialmente quando feito em conjunto com massagem, fisioterapia ou osteopatia”, assegura a responsável da Cryomed Portugal, reforçando que a crioterapia localizada “é aconselhada a toda a população, enquanto a de corpo inteiro deve ser usada apenas por utilizadores com mais de 12 anos de idade”. Rachel Crivelli garante que “todo o processo é perfeitamente seguro e que, desde que todo o protocolo e procedimentos sejam seguidos, não há efeitos secundários negativos registados”.

Infarmed
O Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde divulgou uma circular com a informação que deve constar na...

De acordo com o documento, o Decreto-Lei n.º 145/2009, que transpôs para a ordem jurídica interna a diretiva dos dispositivos médicos, determina que a rotulagem e as instruções de utilização dos dispositivos médicos devem apresentar-se em língua portuguesa e devem conter as informações necessárias para a sua correta utilização e para a identificação do fabricante.

A rotulagem deve conter de modo legível e indelével as informações estritamente necessárias para que o utilizador possa identificar o dispositivo e o conteúdo da embalagem. Caso a finalidade prevista de um dispositivo não seja evidente para o utilizador, o fabricante deve especificá-la claramente na rotulagem e nas instruções de utilização.

A norma EN 14683:2019, por sua vez, apresenta uma classificação para as máscaras de uso clínico em dois tipos (I e II), tendo por base o parâmetro: eficiência de filtração bacteriana (>95% ou >98%, respetivamente). O tipo II poderá ainda ser subdividido em função de ser, ou não, resistente aos salpicos, caso em que se classifica como tipo IIR.

Apesar de a aplicação desta norma ser de carácter voluntário, a sua utilização pode ajudar o fabricante a fornecer a informação das características das máscaras, conforme requerido pela legislação.

A circular refere ainda que, tendo em consideração a necessidade do contínuo abastecimento do mercado face à situação atual de pandemia de Covid-19, para os dispositivos médicos cuja rotulagem não esteja de acordo com o acima enunciado, de forma transitória e temporária (durante um período não superior a 6 meses), será aceitável a aposição de etiqueta não facilmente destacável contendo a informação em falta.

A colocação da etiqueta na rotulagem destes dispositivos médicos não deverá ocultar a marcação CE ou pôr em causa a legibilidade de qualquer tipo de informação essencial e deverá ser efetuada pelo fabricante ou por outra entidade devidamente autorizada pelo fabricante para o efeito.

No caso das máscaras que já se encontrem na cadeia de distribuição e que não apresentem a informação referida, o fabricante ou outra entidade devidamente autorizada pelo fabricante para a colocação da etiqueta, a pedido do cliente, deverá adotar as medidas necessárias para a sua aposição.

 

Programa europeu de empreendedorismo e inovação para doentes e cuidadores
Entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro, decorre em Lisboa, No Campus da Nova SBE, a primeira semana do Patient Innovation...

Depois da fase de inscrições e seleção em que são avaliadas candidaturas de toda a Europa, 11 equipas constituídas por empreendedores de 11 países, foram selecionadas para participarem no Patient Innovation Bootcamp que envolve sempre a participação de pelo menos um paciente ou cuidador informal, que será o líder empresarial, um líder clínico e um líder técnico. Já as inovações podem incluir desde diagnósticos, dispositivos vestíveis, tele-saúde, telemedicina, big data, apps, registos eletrónicos de saúde, tecnologia da informação em saúde, medicina personalizada, entre outros. 

Durante os 3 meses em que decorre o programa e as três semanas imersivas de treino que decorrem em Lisboa, Barcelona (em e-learning) e Copenhaga, as equipas desenvolvem os seus protótipos apoiados por materiais de e-learning e mentoria especializadas dos três países de forma a que no final do programa as inovações possam ser lançadas no mercado. Durante a duração do Bootcamp as equipas serão acompanhadas por 5 mentores com conhecimentos na área de criação de soluções médicas e de introdução dessas soluções no mercado. 

Durante os 5 dias em Lisboa, a primeira de 3 semanas imersivas deste Bootcamp de inovação, os participantes são desafiados a desenvolver os aspectos médicos, regulatórios e tecnológicos das suas inovações com o apoio de especialistas da Patient Innovation, NOVA Medical School, NOVA School of Business and Economics e Glintt. Esta é a fase da validação médica e tecnológica em que é avaliada a adequação problema-solução e solução-mercado, especificamente para o mercado de saúde. 

Segue-se entre 14 e 18 de setembro, o Bootcamp em Barcelona realizado em modelo e-learning, com foco na validação do modelo de negócio. Esta é a fase em que, com o apoio do IESE e Biocat, as equipas desenvolvem o seu modelo de negócio e investigarão o potencial de mercado da sua solução. 

Por fim, em outubro, em Copenhaga, com o apoio dos especialistas da Copenhagen Business School, da Universidade de Copenhagen, da Smile Incubator (Lund) e do Walk to Path, as equipas apresentam a sua inovação num ecossistema empreendedor com o objectivo de fazer chegar os produtos ao mercado.  

Em novembro todas as equipas participarão no EIT Health Bootcamp Tour, que consiste em dois eventos onde todos os participantes do bootcamp participam em diferentes workshops e momentos de networking.  

O Patient Innovation Bootcamp é organizado por um consórcio europeu que envolve instituições portuguesas, espanholas, dinamarquesas e suecas, incluindo a NovaSBE, Copenhagen Business School, IESE Business School, Imperial College, Lund University e a Patient Innovation, entre outros.  

O Dean da NovaSBE Daniel Traça e o Presidente da Copenhagen Business School Nikolaj Malchow-Møller dão início aos trabalhos no próximo dia 31 Agosto na NovaSBE. 

Boletim Epidemiológico
Nas últimas 24 horas, registaram-se mais 339 novos casos de infeção, elevando para 56.673 o total de casos confirmados de Covid...

Segundoo  boletim epidemiológico divulgado esta quinta-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) há ainda mais duas vítimas mortais a assinalar em território nacional, elevando para 1.809 o número de óbitos associados à pandemia.

As mortes registadas nas últimas 24 horas ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, que concentrou mais de 50% dos novos casos de Covid-19 no país.

Os números registaram, também, uma subida acentuada a norte do país, com mais 161 novas infeções detetadas, para um total de 20291.

Até agora conseguiram recuperar da doença 41357 pessoas.

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