84,03% da população residente com a vacinação completa
O Vice-Almirante Henrique Gouveia e Melo deu hoje por terminada a sua missão de planificação e gestão logística no contexto da...

No âmbito da reunião que decorreu esta manhã no Comando Conjunto das Operações Militares, em Oeiras, o coordenador da equipa, que recebeu o Primeiro-Ministro, António Costa, a Ministra da Saúde, Marta Temido, e o Ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, destacou o êxito da operação de vacinação.

“Dentro de semana ou semana e meia, senhor primeiro-ministro, terá os 85%”, disse o Vice-Almirante dirigindo-se a António Costa.

Presente na sessão, Marta Temido salientou o esforço de coesão nacional feito pelo governo, expresso em reuniões semanais para acompanhamento do planeamento da operação logística, mas valorizou, sobretudo o esforço dos portugueses, para que a meta estipulada pelo governo fosse atingida.

“Houve aqui um esforço de coesão nacional que conduziu muito a estes resultados. O aspeto mais importante foi, sem dúvida nenhuma, a adesão dos portugueses à vacinação, a tradição de confiança nas autoridades de saúde e num plano de vacinação que é voluntário e que sempre teve na base a melhor evidência (prova científica)”, afirmou.

“É um balanço francamente positivo e que só foi possível de atingir porque conseguimos trabalhar todos em conjunto”, sublinhou a Ministra da Saúde.

 

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados 600 casos de infeção pelo novo coronavírus e sete mortes em território nacional. O número de...

A região de Lisboa e Vale do Tejo registou duas mortes, tal como a região Norte e Algarve. A região Centro, tem um óbito a assinalar nas últimas 24 horas.  Nas restantes regiões do país não houve mortes associadas à infeção pelo novo coronavírus.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 600 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 189, seguida da região Norte com 183 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 69 casos na região Centro, 59 no Alentejo e 59 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 20 infeções, e os Açores com 21.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 399 doentes internados, menos 11 que ontem.  Também as unidades de cuidados intensivos mantêm a rota descendente e têm agora menos cinco doentes internados, desde o último balanço: 74.

O boletim desta terça-feira mostra ainda que, desde ontem, 1.331 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.019.266 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 30.547 casos, menos 738 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 454 contactos, estando agora 27.391 pessoas em vigilância.

Opinião
Todos os anos mais de 12.000 portugueses sofrem um enfarte agudo do miocárdio.

Os sintomas mais comuns, para os quais as pessoas devem estar despertas, são a dor no peito, por vezes com irradiação ao braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Normalmente estes sintomas duram mais de 20 minutos, e podem ocorrer de forma repentina ou gradualmente.

Contudo, os dados que dispomos dizem-nos, por exemplo, que mais de dois terços da população portuguesa não conhece quais são os sintomas do enfarte agudo do miocárdio ou como se devem comportar na presença de sintomas.

A recomendação médica é que na presença destes sintomas é importante ligar imediatamente para o número de emergência médica – 112 e esperar pela ambulância que estará equipada com aparelhos que registam e monitorizam a atividade do coração e permitem diagnosticar o enfarte. A pessoa não deve tentar chegar a um hospital pelos seus próprios meios. Cerca de 50% dos doentes recorrem a um Centro sem capacidade para realizar o tratamento, o que conduz a um atraso significativo no início da terapêutica mais adequada. Esta situação não acontece quando se liga para o 112.

É importante a precocidade no diagnóstico (valorização dos sintomas) - o que implica um tratamento mais rápido com redução significativa da quantidade de músculo cardíaco "perdido", o que leva a que os doentes tenham um melhor prognostico, isto é que voltem a ter uma vida "normal".

No hospital, o cardiologista de intervenção irá efetuar uma angioplastia coronária que consiste na colocação de um tubo muito fino (cateter) na artéria a ser tratada, através do qual se introduz um fio guia que atravessa a obstrução da artéria. Sobre o fio guia é introduzido um balão que será insuflado na zona da obstrução, restabelecendo, assim, o normal fluxo sanguíneo da artéria. Na grande maioria dos casos é, ainda, necessário implantar uma pequena rede metálica expansível (stent), para que a artéria se mantenha permeável a longo prazo. Atualmente, a angioplastia coronária é o melhor tratamento para o enfarte agudo do miocárdio.

Para prevenir um enfarte agudo do miocárdio, a alteração dos estilos de vida é uma medida urgente: não fumar, reduzir o consumo de gorduras, açúcar e sal, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, praticar exercício físico regularmente, controlar a tensão arterial, o colesterol e a diabetes, vigiar o peso e evitar o stress.

Por forma a promover o conhecimento e a compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas; e alertar para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce, a Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), uma entidade sem fins lucrativos, está a promover, em Portugal, a campanha Cada Segundo Conta, integrada na iniciativa Stent Save a Life.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Campanha com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução
A campanha “Quando estiveres pronta”, lançada hoje em Portugal, é direcionada para as mulheres e disponibiliza as informações...

Em 2020, a média etária das mulheres em Portugal aquando do nascimento do primeiro filho foi estimada nos 30,7 anos. De um modo geral, a média etária em que as mulheres têm filhos tem também vindo a aumentar. Fatores como a procura por mais formação, construção de uma carreira, mudanças no relacionamento e coabitação têm sido apontados como possibilidades para o aumento da idade em que as mulheres procuram ter filhos2. É, assim, fundamental consciencializar as mulheres para a diminuição significativa da fertilidade a partir dos 31 anos. 

Esta plataforma permite assim informar e capacitar as mulheres sobre a preservação da fertilidade. O intuito é dar respostas às perguntas mais frequentes, o que inspirará muitas mulheres a delinear mais cedo o seu projeto de fertilidade, permitindo-lhes pensar a longo prazo. Deste modo, as opções de preservação da fertilidade, como o congelamento de ovócitos ou óvulos, podem ser consideradas como alternativas para mulheres que queiram adiar a maternidade, aumentando a possibilidade de conceber um filho mais tarde. 

Esta campanha é promovida pela Gedeon Richter Portugal e conta com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução.

Solução interpreta a documentação e comunica diretamente com o sistema de gestão de armazém
A BI4ALL, empresa líder em serviços de Data Analytics e Inteligência Artificial, é responsável pela solução de Inteligência...

Diariamente, a Alloga-Logifarma recebe dezenas de fornecimentos de unidades de produção espalhadas pelo mundo, maioritariamente pela Europa. A acompanhar os produtos vêm packing lists, que trazem o detalhe dos mesmos. Com o objetivo de agilizar o processo de inserção da informação em sistema, que chegava em papel e era registada de forma manual, foi desenvolvida pela BI4ALL uma solução de IA que interpreta toda a documentação e comunica diretamente com o sistema de gestão de armazém.

Com a informação consolidada numa plataforma, o processo tornou-se mais fácil, semiautomático e menos passível de erro. Em 2020, a Alloga-Logifarma representava 150 laboratórios, o que equivale a 500 mil encomendas preparadas e 100 milhões de unidades expedidas no mercado nacional.

Embora a Alloga-Logifarma possua, já há muitos anos, um sistema de gestão de armazéns, os dados eram introduzidos de forma manual, através de uma pistola de radiofrequência que estava ligada ao sistema de gestão de armazéns.

A solução tecnológica criada pela BI4ALL veio assim trazer agilidade e eficiência a este processo. Até então, os operadores liam o código de barras do produto e introduziam manualmente o lote, a quantidade, a data de validade e alguns parâmetros, como, por exemplo, o número de unidades por caixa.

Hoje, se tiverem a packing list que acompanha a mercadoria, esses dados são introduzidos automaticamente, por digitalização, e entram diretamente no sistema de gestão de armazéns da empresa, o que permite normalizar a informação e tê-la facilmente acessível.

José Oliveira, CEO da BI4ALL, afirma que “A Alloga-Logifarma é mais um caso de sucesso na implementação de soluções de Inteligência Artificial no seu negócio. É gratificante fazer parte deste projeto e ver que, cada vez mais, as empresas reconhecem a importância das tecnologias emergentes, que lhes traz processos mais otimizados, redução de custos e maiores vantagens competitivas.”

Com processos mais ágeis e eficientes, a Alloga-Logifarma conseguiu assim reduzir o tempo de disponibilização de produto ao mercado e aos clientes, que aumentaram o seu nível de satisfação, uma vez que conseguem colocar os produtos à venda de forma mais rápida.

“Os principais benefícios foram a redução do lead time de entrega, o aumento de produtividade, a redução de erros e a antecipação da informação. Houve ainda um projeto paralelo de agendamento de mercadorias, com o objetivo de sabermos o que vamos receber no dia seguinte e conseguirmos identificar os produtos que estão em falta no sistema de gestão de armazéns”, refere João Gomes, Diretor de Operações da Alloga-Logifarma.

 O responsável faz também referência à aceitação da solução tecnológica pelos colaboradores, acrescentando que “inicialmente houve alguma relutância à mudança por parte dos colaboradores, mas rapidamente todos os intervenientes reconheceram os benefícios que a solução trouxe ao processo de interpretação das packing lists, como uma melhor organização da atividade, aumento da produtividade, melhor serviço ao cliente e redução de custos”.

No futuro, a Alloga-Logifarma quer continuar a evoluir e estar na vanguarda da tecnologia, até porque reconhece que isso é uma vantagem competitiva face aos concorrentes. Este projeto foi iniciado na área da receção de mercadorias e, neste momento, está a ser desenvolvida uma solução de IA para dentro do armazém.

Dia 7 de outubro, em formato online
A FORÇA3P – Associação de Pessoas com Dor vai realizar o seu 4.º Congresso, este ano subordinado ao tema “A Dor e os seus...

“Os principais objetivos deste congresso é dotar as pessoas com ferramentas úteis para lidar com esta doença, que é a dor crónica, assim como os profissionais e os cuidadores que lhes prestam assistência, no sentido da obtenção de melhores níveis de humanização dos serviços", escreve em comunicado. 

“A importância da adesão terapêutica”, “O papel do cérebro na dor crónica”, "Dor Crónica- Desafios de hoje, esperanças de amanhã" e “A dor após o Covid” são alguns dos temas que vão ser abordados durante esta 4.ª edição do congresso.

A inscrição no 4.º Congresso FORÇA3P é gratuita, mas obrigatória, através do link: https://forca3p.com/4o-congresso-forca3p-a-dor-e-os-seus-desafios/

 

Atualização das orientações para o cuidado dos doentes
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou, na passada sexta-feira, o uso combinado de dois fármacos que utilizam...

Os dois fármacos em questão, são produzidos pela empresa norte-americana Regeneron e foram utilizados pelo ex-Presidente dos EUA, Donald Trump, quando contraiu a Covid-19. No entanto, sem comparticipação, a sua utilização custa milhares de dólares.  

Na atualização das orientações para o cuidado dos doentes com Covid-19, a OMS decidiu incluir este “cocktail” de anticorpos monoclonais, que também recomenda em casos graves e críticos da doença, mas apenas se a pessoa afetada não tiver anticorpos contra ela.

É o primeiro tratamento recomendado pela OMS em casos não graves de Covid-19, uma vez que até agora tinha apenas dois medicamentos na sua lista, e apenas para doentes em estado grave ou crítico: corticosteroides como dexametasona (preço baixo e disponível em todo o mundo) e antagonistas interleukin-6, muito mais caros.

Outros tratamentos testados no ano passado, como a hidroxicloroquina, remdesivir, interferon, lopinavir, ritonavir, ivermectina, foram descartados pelo seu efeito limitado nos doentes, embora a OMS esteja atualmente a realizar testes médicos com outros três candidatos (artesunate, imatinib e infliximab).

Após a inclusão de anticorpos monoclonais, a OMS apelou, na sexta-feira, ao laboratório responsável pela produção destes dois medicamentos e aos governos para unam esforços para baixar o preço e aumentar o seu acesso a todos os mercados, especialmente nos países de baixo e médio rendimento.

Uma petição semelhante foi lançada pelos Médicos Sem Fronteiras (MSF), que exigiu que a Regeneron "tomasse medidas imediatas para garantir que os medicamentos são acessíveis e acessíveis a todos os que deles necessitam, evitando monopolizar estes novos tratamentos".

Os anticorpos monoclonais são proteínas artificiais que também têm sido usadas em tratamentos contra certos tipos de cancro, embora a MSF relate que as tentativas das empresas de criar versões semelhantes destes produtos têm frequentemente encontrado barreiras regulamentares devido a uma possível violação de patentes.

Data chama a atenção para a deteção precoce de problemas visuais
O Dia Mundial da Visão celebra-se este ano a 14 de outubro.

A Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB) assinala o Dia Mundial da Visão, com o lançamento da campanha “Love Your Eyes” [Ame os seus Olhos] alertando para a necessidade e importância dos cuidados para a saúde da visão.

A campanha adverte para a relevância da realização de exames e consultas periódicas, de forma a prevenir e diagnosticar precocemente problemas da saúde da visão que podem ser facilmente geridos e evitar a deficiência visual e cegueira.

Permita-me perguntar: quando foi a última vez que efetuou uma consulta de saúde da visão e examinou os seus olhos? Consegue lembrar-se?

Direcionada a cidadãos, mas também a profissionais dos cuidados para a saúde da visão, a campanha para assinalar o Dia Mundial da Visão de 2021 procura mobilizar.

Traz consigo um compromisso que nos deve inspirar, a todos: propõe-se a que  pelo menos, mais de um milhão de pessoas se submeta a uma consulta e a aconselhar outros a fazê-lo, por forma a conhecer o estado da sua saúde da visão. «Faça uma promessa!», impulsione a iniciativa de cariz mundial.

Os optometristas portugueses realizam, todos os anos, mais de dois milhões de consultas para a saúde da visão e ainda assim a deficiência visual e cegueira representa o maior grupo de pessoas com deficiência em Portugal. É crítico consciencializar a população para a importância dos cuidados para a saúde da visão e assegurar que a visão saudável não continue a ‘cair em esquecimento’ na agenda política nacional e a ser um assunto desvalorizado no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Os cuidados primários para a saúde da visão devem constar das prioridades do Governo, a curto prazo! Tal como o Governo reconheceu na Assembleia-Geral da Organização Mundial de Saúde, o investimento em cuidados para a saúde da visão, retorna dez vezes mais para a sociedade em produtividade. Foi este o motivo pelo qual recentemente votou favoravelmente a resolução da Organização Mundial de Saúde e a resolução da Organização das Nações Unidas, para a implementação de cuidados para a saúde da visão, centrados nas pessoas de proximidade e qualidade.

Os desafios que temos pela frente estão claramente identificados desde há décadas. A inexistência de cuidados primários para a saúde da visão no SNS, as gigantescas e perversas listas de espera para consulta hospitalar da especialidade de oftalmologia no SNS, com uma força de trabalho mal planeada com exclusão dos optometristas, práticas ultrapassadas e uma total ausência de estratégia, são realidades contra as quais temos que nos insurgir.

Ainda assim, os cuidados primários para a Saúde da Visão não constam, aparentemente, das prioridades do Governo para os próximos anos. Nem no Plano de Recuperação e Resiliência nem nas Grandes Opções do Plano 2021-2025, tornados públicos pelo Executivo, é possível identificar propostas concretas para a resolução dos problemas da visão dos portugueses.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a deficiência visual e a cegueira evitável são realidades que impactam a vida de milhares de milhões de pessoas.

O acompanhamento clínico atempado feito por um Optometrista é determinante no sentido de identificar precocemente possíveis condições oculares antes que evoluam para estados irreversíveis.

Mais de 2 mil milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de deficiência visual ou cegueira, e pelo menos 1,1 mil milhões de pessoas vivem com deficiência visual e cegueira porque não têm acesso aos cuidados necessários para condições como miopia, glaucoma e catarata.

A campanha ‘#Love Your Eyes’ [Ame os seus Olhos] apresenta-se, assim, como o mais recente alerta global de consciencialização da população para que os cuidados para a saúde da visão sejam valorizados e reconhecidos como uma prioridade, por todos.

Neste novo alerta de consciencialização para a importância dos cuidados de saúde da visão, todos contamos. Comece hoje, e agora, a respeitar e a valorizar a saúde da sua visão.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo DECO PROTESTE
Três em cada dez consumidores reforçaram a toma de suplementos alimentares com o intuito de se protegerem contra a COVID-19.

A DECO PROTESTE, organização de defesa do consumidor, afirma que 41% dos portugueses consome suplementos alimentares e que três em cada dez reforçaram a sua toma no decorrer da pandemia. O estudo realizado pela organização de defesa do consumidor revela ainda que 71% dos consumidores é da opinião que os suplementos alimentares reforçam o sistema imunitário e que poderá mantê-los a salvo da infeção por COVID-19.

Segundo os dados apurados pela DECO PROTESTE, 61% dos inquiridos referiram o fortalecimento do sistema imunitário como principal razão para a ingestão destes produtos; 60% mencionou o reforço de energia e 52% o restabelecimento dos níveis de vitaminas e minerais no organismo. O consumo de suplementos alimentares está também correlacionado com o nível de escolaridade, sendo que à medida que o grau académico aumenta, sobe a procura por estes produtos.

Embora o número de portugueses a consumir suplementos alimentares seja considerável, 76% dos inquiridos acha que esta decisão deve ser tomada sob supervisão de um profissional de saúde. Os resultados analisados permitem perceber que são as farmácias a concentrar as vendas de suplementos alimentares (63%) e que 42% dos consumidores adquirem os seus produtos na internet.

A maioria dos consumidores de suplementos alimentares são mulheres (59%) com uma média de 39 anos de idade.


Infografia: DECO PROTESTE

Estudo ‘Custo e Carga da Doença de Alzheimer em Portugal’
A Doença de Alzheimer tem um custo anual de cerca €2 mil milhões euros, sendo a maioria das despesas referentes a custos...

O Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência (CEMBE) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa acaba de divulgar as principais conclusões do estudo ‘Custo e Carga da Doença de Alzheimer em Portugal’, uma análise desenvolvida com o apoio da Biogen, empresa de biotecnologia pioneira na área das Neurociências.

De acordo com esta investigação, que avalia a presença desta patologia numa amostra da população residente em Portugal Continental com idade igual ou superior a 65 anos, a Doença de Alzheimer é responsável por cerca de 7% dos anos de vida perdidos por morte prematura nesta faixa etária, sendo este impacto superior nas mulheres, com uma percentagem de 7,6%, enquanto os homens alcançam apenas 6,4%.

Já ao nível dos anos perdidos por incapacidade, o estudo revela que a Doença de Alzheimer foi responsável por 45.754 anos perdidos por incapacidade, mais de dois terços dos gerados pela Aterosclerose. Novamente, a maioria dos anos perdidos por incapacidade incidem sobre o sexo feminino (60%).

Outra conclusão deste estudo destaca os custos da doença para a sociedade, que gasta, todos os anos, uma média de €2 mil milhões em custos diretos médicos e não médicos, um valor que equivale a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. No topo da estimativa das principais despesas com a Doença de Alzheimer identificam-se os gastos com cuidadores informais, que atingem cerca €1,1 mil milhões, e os apoios sociais – concretamente com a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, com a Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, e com o apoio a pessoas no domicílio – que totalizam um custo anual de cerca de €551 milhões, equivalente a uma despesa média anual de cerca de €3.800 por doente. Estas despesas são superiores em caso de doença mais grave.

Relativamente aos custos diretos médicos – que representam 11% do total dos custos anuais associados à Doença de Alzheimer – a principal fatura vai para os cuidados em ambulatório (diagnóstico, seguimento, psicoterapia e intervenção cognitiva, e tratamentos de reabilitação), que obtêm um custo total estimado de cerca de €166 milhões – em que o custo médio anual por doente ronda os €1.700.

De acordo com Isabel Santana, Diretora do Serviço de Neurologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e membro do Grupo de Estudos do Envelhecimento Cerebral e Demência, professora catedrática da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, “os resultados agora apresentados vêm colocar em perspetiva duas prioridades para Portugal: em primeiro lugar, a necessidade de se refletir sobre o papel do cuidador informal e a importância de ter estratégias e políticas públicas que garantam a proteção social e financeira deste grupo; e, em segundo lugar, a importância de manter o foco na investigação científica e no desenvolvimento de tratamentos capazes de prolongar a qualidade de vida dos doentes”.

Concordante com esta perspetiva é a visão da Alzheimer Portugal: “Estamos expectantes de que a apresentação destas conclusões possa servir para reforçar aquela que tem sido uma das principais bandeiras da Alzheimer Portugal – o reconhecimento das Demências como uma prioridade nacional de saúde pública e a implementação dos Planos Regionais de Saúde para as Demências. É cada vez mais importante que se desenvolvam soluções robustas e adaptadas à realidade das pessoas com Doença de Alzheimer e respetivos familiares e cuidadores, de modo a reduzir, justamente, a carga e os custos que esta doença acarreta”, refere Manuela Morais, Presidente da Direção Nacional da Alzheimer Portugal.

A Doença de Alzheimer é uma doença neurológica progressiva e o tipo de Demência mais frequente. Uma das características desta doença é a acumulação progressiva de placas da proteína beta-amilóide no cérebro, que eventualmente acaba por comprometer a ligação entre as células cerebrais e, por isso, deteriorar as próprias células, levando à perda de um conjunto de funções cognitivas, especificamente a capacidade de memória, de raciocínio, de linguagem, de concentração, etc. À medida que a pessoa vai perdendo estas capacidades (sem as conseguir recuperar), dá-se o aumento da sua dependência e, na maioria dos casos, a morte da pessoa.

Segundo o estudo do CEMBE, estima-se que em Portugal existam cerca de 194 mil pessoas com Demência, das quais 60% a 80% são casos de Doença de Alzheimer – perto de 145 mil. À medida que a idade avança, maior é a probabilidade de uma pessoa desenvolver esta patologia, tal como demonstram os dados recolhidos para este estudo, que indicam que a prevalência da Doença de Alzheimer se encontra nos 1,76% nos homens entre os 65 e os 69 anos, chegando aos 12,75% naqueles com mais de 80 anos. No caso das mulheres, o grupo entre os 65 e os 69 anos regista uma prevalência de 0,35% da Doença de Alzheimer, enquanto a população feminina com mais de 80 anos detém uma prevalência desta patologia de 13,61%.

Botton-Champalimaud Pancreatic Cancer Centre
Foi hoje inaugurado o Botton-Champalimaud Pancreatic Centre, a primeira unidade no mundo pensada e construída de raiz tendo...

Este Centro resulta de uma parceria entre a Fundação Champalimaud e Mauricio e Charlotte Botton, que contribuíram com 50 milhões de euros para a sua construção. Na cerimónia que assinalou a conclusão do Botton-Champalimaud Pancreatic Cancer Centre estiveram presentes os Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Nos últimos 20 anos o número de pessoas com cancro do pâncreas tem aumentado exponencialmente em quase todo o mundo, especialmente nos países mais industrializados. O cancro do pâncreas já é a quarta causa de morte por cancro na Europa e nos próximos 10- 20 anos estima-se que o número de novos casos possa aumentar em mais de 70% e tornar-se na segunda causa de morte por cancro na Europa e nos EUA.

O novo Botton-Champalimaud Pancreatic Cancer Centre é uma clara resposta à necessidade de promover uma atuação totalmente direcionada para o melhor conhecimento e controlo de uma doença que, em 80% dos casos, é diagnosticada numa fase avançada sendo, por isso, das mais letais.

Este Centro replica o modelo inovador e diferenciador iniciado na Fundação Champalimaud em 2010 - aproximar a ciência, a clínica e os doentes – adotando a metodologia translacional, que estabelece uma relação direta e de interdependência entre a investigação e a atividade clínica. Será um centro único em todo o mundo dedicado à investigação do cancro do pâncreas e vai reunir um grupo internacional de clínicos e investigadores que trabalharão, em conjunto, numa mesma equipa e num edifício especialmente desenhado e equipado com serviços clínicos, blocos operatórios, tecnologias e plataformas de investigação, todos especificamente dedicados ao tratamento dos doentes com este tipo de cancro.

 É, também, o primeiro projeto criado de raiz dedicado exclusivamente à investigação e ao tratamento desta doença. No Botton-Champalimaud Pancreatic Cancer Centre pretende-se não apenas explorar o conhecimento da biologia e evolução do cancro do pâncreas, mas sobretudo desenvolver formas de tratamento e ensaios clínicos mais inovadores, capazes de oferecer aos doentes uma melhor resposta no controlo da doença.

O novo edifício será hospital e centro de investigação e conta com 3 salas de cirurgia equipadas com a mais avançada tecnologia, uma delas híbrida, 29 quartos de internamento e 15 de cuidados intensivos/recobro além de um hospital de dia totalmente inovador com 24 suites de tratamento. A terapia celular será uma das áreas estratégicas do Botton-Champalimaud Pancreatic Cancer Centre: vai ser dada atenção especial ao estudo do perfil imunológico dos tumores do pâncreas e ao desenvolvimento de tratamentos inovadores nesta área.

Com este objetivo, o Centro vai investir especialmente no desenvolvimento de ensaios clínicos com novos medicamentos de imunoterapia, em vacinas anti-tumorais personalizadas e será ainda implementada uma área de laboratórios especializados em imunoterapia celular.

Nestes laboratórios, vai ser possível identificar, recolher e estimular células imunológicas de defesa dos doentes, que serão depois recebidas pelo próprio e o ajudarão a combater e destruir mais eficazmente as células do tumor.

 

Estudo da Universidade de Oxford
Segundo um estudo publicado pela Universidade de Oxford, a pandemia provocada pelo novo coronavírus causou a maior queda na...

A esperança de vida diminuiu mais de seis meses em 2020 quando comparada ao ano anterior em 22 dos 29 países analisados no estudo, que abrangeu a Europa, Estados Unidos e Chile. Houve reduções na esperança de vida em 27 dos 29 países em geral.

A universidade disse que a maior parte das reduções da esperança de vida em diferentes países podem estar relacionadas com mortes oficiais de coronavírus. Cerca de 5 milhões de mortes causadas pelo coronavírus foram reportadas até agora, revela a Reuters.

"O facto de os nossos resultados destacarem um impacto tão grande que é diretamente atribuível ao Covid-19 mostra o quão devastador tem sido o impacto para muitos países", disse Ridhi Kashyap, coautor do artigo, publicado no International Journal of Epidemiology.

 

Evento
O Serviço de Cirurgia do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira (CHUCB) realizou este sábado, dia 25 de setembro, a...

Subordinada à temática da “Parede Abdominal”, configurou, de acordo com o representante da SPCIR, Carlos Magalhães, um enorme sucesso, devido ao programa apresentado, à temática em foco e à excelência da organização.

Nesta sessão, ficou bem demonstrada a excelência do Serviço de Cirurgia do CHUCB e a qualidade assistencial disponibilizada aos seus utentes.

No período da tarde, teve ainda lugar um curso de sutura laparoscópica, designado Suture4all Covilhã, promovido pela Firstouch em parceria com o CUBI - Centro de Simulação Cirúrgica da UBI e o Serviço de Cirurgia do CHUCB.

A próxima edição do evento “MANHÃS DE CIRURGIA NA ESTRELA, terá lugar no dia 27 de novembro e será subordinada ao “Adenocarcinoma do Estômago”.

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados pouco mais de 200 casos de infeção pelo novo coronavírus e uma morte em território nacional. O...

A região Norte foi a única região de todo o território português a registar uma morte por Covid-19.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 230 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 78, seguida da região Norte com 54 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 17 casos na região Centro, 38 no Alentejo e 35 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais três infeções, e os Açores com cinco.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 420 doentes internados, mais cinco que ontem.  No entanto, as unidades de cuidados intensivos mantêm a rota descendente e têm agora menos quatro doentes internados, desde o último balanço: 79.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 479 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.017.935 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 31.285 casos, menos 250 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 452 contactos, estando agora 27.845 pessoas em vigilância.

Programa de Fisioterapia Respiratória Online e gratuito
Como resposta a uma necessidade urgente e atual, foi criada a INSPIRO2 - associação que possibilita o acesso a um Programa de...

Em comunicado esta associação refere que a “INSPIRO2 visa disponibilizar, atempada e gratuitamente, oportunidades de recuperação e reconquista da qualidade de vida de todos os que tiveram COVID-19, através de uma plataforma digital acessível no conforto das próprias casas”.

A ideia surge com Miguel Toscano Rico, médico internista que acompanha doentes recuperados COVID-19: “É urgente encontrar soluções para estes doentes recuperarem a qualidade de vida que acabaram por perder. É por isso tão importante chegar ao maior número possível de doentes da COVID-19, em todo o país, garantindo a universalidade do acesso.”

A INSPIRO2 é, assim, responsável por fazer a ponte entre pacientes e prestadores de cuidados (fisioterapeutas, psicólogos e outros). Neste momento, a Associação tem parceria com oito escolas superiores de saúde (Escola Superior de Saúde de Setúbal, de Lisboa, do Porto, de Coimbra, do Alcoitão, da Cruz Vermelha, de Egas Moniz e Instituto Piaget de Viseu). São estas que levam a cabo o Programa de Fisioterapia Respiratória, realizado em grupo e online, definido e ministrado pelos fisioterapeutas e respetivas equipas destas instituições de ensino.

A proposta de telereabilitação permite uma abrangência nacional de atuação. Basta que para tal cada pessoa tenha à disposição um computador/telemóvel/tablet com acesso à internet, um oxímetro e as condições clínicas favoráveis à prática de reabilitação que se encontram descritas no site. Quem queira participar neste programa poderá fazer a sua inscrição gratuita em www.inspiro.pt.

 

 

Dicas
Cuidar da nossa saúde mental nunca foi tão importante quanto agora.

Perda de memória, mudanças na personalidade, dificuldades em realizar tarefas habituais ou perda da noção de tempo são alguns dos sintomas mais comuns desta doença. Face à previsão do aumento do número de casos de demência – 347 mil portugueses em 2050, segundo a associação Alzheimer Europe – é fundamental apostar na prevenção para diminuir o risco de desenvolvimento da doença e também no diagnóstico precoce para retardar os sintomas e a sua evolução.

Com isto em mente, o Mundo Z da Zurich apresenta-lhe duas estratégias que pode colocar em prática para minimizar o risco de desenvolvimento de demência ou para atrasar o aparecimento dos sintomas da doença de Alzheimer.

  1. Mente sã | Mantenha o cérebro ativo. Segundo vários estudos, manter o cérebro ativo pode atrasar o aparecimento da doença de Alzheimer em cinco anos. E isso é possível através de simples hábitos como ler e escrever, ou fazer jogos que ajudam a estimular as células cerebrais e a diminuir o risco de declínio cognitivo. Para além disso, estimular uma vida social ativa também ajuda a reduzir o risco de demência. Diversos estudos apontam para a importância da manutenção dos contactos e das interações sociais – como, por exemplo, encontros regulares com um grupo de amigos – na redução do risco de demência.
  2. Corpo são | Adote hábitos de vida saudáveis. Fumar e consumir álcool em excesso são considerados fatores de risco. Como tal, ao evitar estes hábitos, apostando num estilo de vida saudável e ativo e mantendo boas rotinas de sono, estará a dar um passo na direção certa para reduzir o risco associado ao desenvolvimento da doença de Alzheimer. Uma alimentação equilibrada também tem um papel importante na manutenção de um cérebro saudável. Nesse sentido, importa apostar em alimentos ricos em ácidos gordos ómega 3 e micronutrientes – como as vitaminas do complexo B, vitaminas E, C e D – pelo seu efeito positivo sobre os neurónios. Exemplos destes alimentos são os peixes gordos – como o salmão, a cavala, a sardinha ou o atum –, as leguminosas e cereais, as frutas e legumes ricos em antioxidantes e os frutos secos oleaginosos – avelãs, amendoins, pinhões e nozes.

Apesar dos fatores de risco que não são controláveis, existem sempre bons hábitos que estão ao alcance de todos e que podem ajudar a prevenir o aparecimento da doença de Alzheimer. Comece já hoje a adotar rotinas mais saudáveis para manter o seu cérebro saudável.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
1º Congresso da ANDO Portugal 2021 - As Displasias ósseas: a Pessoa e a Sociedade
Enquadrado no tema "As Displasias Ósseas: A Pessoa e a Sociedade", o 1º Congresso da ANDO

A cidade de Leiria acolheu, nos dias 11 e 12 de setembro, o 1º Congresso da ANDO Portugal 2021. Ainda antes de fazermos um balanço do evento, pergunto o que significa a realização deste evento, dedicado a uma área tão pouco conhecida, e qual a sua importância, nomeadamente por ter contado com a intervenção de oradores internacionais?

A realização do 1º Congresso ANDO na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria (ESECS-IPL) foi um novo passo para aumentar o conhecimento sobre as displasias ósseas. Realizado num formato mais alargado e dinâmico como um evento híbrido e com tradução simultânea, possibilitou uma maior difusão das displasias ósseas e dos conhecimentos atuais nestas áreas e experiências em Portugal. Na audiência online, tivemos pessoas de 11 países e de 4 continentes a seguir o congresso, e presencialmente, pessoas de vários pontos do país, de outros países da Europa, do Brasil e dos EUA.

Neste 1º Congresso ANDO, quais os temas em destaque e quais as ideias ideias-chave que se podem retirar de cada um deles?

O tema central do Congresso foi “As Displasias ósseas: a Pessoa e a Sociedade”. Sob este tema, foram abordados os cuidados multidisciplinares, e a pessoa com displasia e família no seu todo, muito para além da condição genética. Foi focada a importância de existirem cuidados ao longo da vida assim como da valorização da pessoa na sociedade, independentemente da sua diferença física. O uso alargado de conceitos que respeitam a pessoa, sem sentidos pejorativos e que se alinham com a terminologia técnica como: displasia óssea, pessoa com displasia óssea, condição óssea rara foi também central em todas as comunicações. Elevar o respeito pela pessoa através da palavra escrita e falada é essencial.

Entre os oradores estiveram o geneticista do Hospital Pediátrico de Coimbra, Sérgio Sousa, e a nefrologista pediátrica, do Hospital Dona Estefânia, Telma Francisco, dois especialistas que em muito têm contribuído para a divulgação das Displasias Ósseas. Na sua opinião por que motivo ainda se fala pouco sobre estas patologias?

Como as displasias ósseas são condições raras, as pessoas estão dispersas pelo país e a facilitação de referenciação para centros clínicos com equipas multidisciplinares e médicos experientes tem contribuído também a uma maior informação entre profissionais de saúde. Portugal é um país pequeno e a centralização de conhecimento neste grupo tão vasto de condições ósseas raras é essencial de forma a facilitar o aumento da experiência clínica e conseguir maior visibilidade perante profissionais de saúde. Referenciar é essencial.

Um dos temas abordados foi a questão da necessidade de cuidados multidisciplinares no seguimento da pessoa com displasia óssea. Em Portugal, é fácil aceder a estes cuidados? O que falta fazer ou o que falha ainda, neste sentido?

Cuidados multidisciplinares compreendem um acompanhamento estruturado por diversos especialistas que discutem e abordam cada caso individualmente, de forma complementar e numa comunicação próxima e direta entre os diferentes profissionais de saúde, a pessoa com displasia e/ou família. A criação e manutenção de uma equipa de profissionais de saúde com diferentes especialidades e com conhecimento sobre displasias ósseas é um processo gradual que requer tempo e interesse na área. Temos como exemplo a consulta multidisciplinar de displasias ósseas no Hospital Pediátrico de Coimbra que existe desde 2015 e até hoje, a equipa tem gradualmente alargado para mais especialidades e equipa de adultos.

Comparando o nosso país com outros, diria que ainda estamos atrasados ao nível dos cuidados que disponibilizamos à pessoa com displasia óssea?

Existem atualmente duas equipas que seguem mais pessoas com displasias ósseas em Portugal: no Pediátrico de Coimbra e CHUC e entre o S. Maria e D. Estefânia, em Lisboa. O Pediátrico de Coimbra é membro da Rede Europeia de Referência para as Condições Ósseas raras - ERN BOND, desde 2017 o que tem permitido centralizar a referenciação de casos e prevê-se que o Hospital de S. Maria em Lisboa possa integrar esta rede no final de 2021, passando assim Portugal a ter 2 centros com equipas dedicadas às displasias ósseas, estando a par de vários outros países europeus. No final de 2021, haverá mais 70 centros hospitalares em vários países na Europa envolvidos nesta importante rede.

Na sua opinião, tendo em conta a sua experiência e também o que foi apresentado neste congresso, o que poderia melhorar com vista ao aumento da qualidade de vida da pessoa com displasia óssea? Tem existido investigação quanto desenvolvimento de novas terapêuticas, por exemplo?

A ANDO está a iniciar um projeto de estudo da Qualidade de Vida de pessoas adultas com displasias ósseas em Portugal, com a Exigo, consultora em saúde, e a APOI, Associação Portuguesa de Osteogénese Imperfeita e esperamos que com este projeto, seja possível avaliar as necessidades e áreas prioritárias de ação para as pessoas com displasia óssea. Sendo a Qualidade de vida um conceito multidimensional, é necessário compreender as necessidades ao nível médico, emocional, psicológico, assim como ao nível da autonomia e funcionalidade e áreas social, educativa e laboral.

Qual o balanço que faz destes dois dias de congresso e o que significa poder voltar a realizar estas iniciativas?

É um balanço muito positivo. As pessoas que estiveram presentes em Leiria e as que seguiram online, de vários pontos do globo, responderam muito prontamente ao nosso questionário de avaliação e satisfação, e mostraram claramente vontade para mais participar em próximos eventos ANDO.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia Mundial do Coração assinala-se a 29 de setembro
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) está a promover um movimento global de iluminação de edifícios...

A este movimento global juntam-se emblemáticos edifícios portugueses, tais como a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, a Câmara Municipal de Góis, o Castelo de Leiria, o Castelo de Santa Maria da Feira, a Fonte da Misericórdia de Elvas e a Torre do Relógio de Albufeira, que na noite de 28 de setembro vão estar iluminados com a cor vermelha.

“Todos os anos mais de 12 000 portugueses sofrem um enfarte agudo do miocárdio. Em 2018, registaram-se, em Portugal, 4 620 mortes por enfarte agudo do miocárdio, ou seja, 4,1 por cento da mortalidade global. Com esta iniciativa, pretendemos alertar para esta realidade e para a importância de manter a saúde do coração”, afirma Eduardo Infante de Oliveira, presidente da APIC.

E alerta: “O risco de enfarte aumenta gradualmente com a idade e depende do género e da existência de fatores de risco, como seja a hipertensão arterial, o tabagismo, a elevação do colesterol, entre outros, fatores que podem ser alterados com a adoção de estilos de vida saudáveis.”

João Brum Silveira, coordenador nacional da iniciativa Stent Save a Life (SSL), afirma que o grande objetivo da iniciativa é “consciencializar a população para a valorização dos sintomas do enfarte agudo do miocárdio, assim como para a importância de, na sua presença, ligar de imediato para o número de emergência médica – 112 –, de forma a ser encaminhado para um hospital com capacidade para realizar o tratamento mais adequado, a angioplastia primária, dentro do tempo recomendado”.

O enfarte agudo do miocárdio, ou ataque cardíaco, resulta da obstrução de uma das artérias do coração, que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes. Esta obstrução é habitualmente causada pela formação de um coágulo devido à rotura de uma placa de colesterol. Os sintomas mais comuns, para os quais as pessoas devem estar despertas, são a dor no peito, por vezes com irradiação ao braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Normalmente, os sintomas duram mais de 20 minutos, mas também podem ser intermitentes. Podem ocorrer de forma repentina ou gradualmente, ao longo de vários minutos.

Um isótopo essencial para o diagnóstico do cancro
A ICNAS-Produção, empresa da Universidade de Coimbra (UC), obteve autorização de distribuição do GalliUC, uma formulação de...

A autorização foi concedida pelo INFARMED e é a primeira na Europa para o Gálio-68 e a primeira a nível mundial para um processo deste tipo, tendo inclusive obrigado à elaboração de uma nova monografia da Farmacopeia Europeia especialmente dedicada à produção de Gálio-68 em ciclotrões.

O Gálio-68 é um isótopo utilizado em exames PET (Tomografia por Emissão de Positrões) para o diagnóstico oncológico, nomeadamente em tumores neuroendócrinos e no cancro da próstata. Até agora, a única forma de obter este isótopo era através de equipamentos denominados geradores de gálio, dispositivos dispendiosos e com capacidade de produção bastante limitada. Por este motivo, existe uma escassez deste produto a nível mundial e, por vezes, os doentes têm de esperar vários meses até conseguirem realizar os seus exames.

Para o Reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, a autorização agora obtida representa «mais um passo para a afirmação da dimensão internacional do trabalho que é desenvolvido pela UC na área das ciências nucleares aplicadas à saúde».

Em Portugal, a ICNAS-Produção distribui, desde 2013, radiofármacos para PET preparados a partir de Gálio-68 produzido em geradores. Recentemente, resultado da sua investigação, a Universidade de Coimbra desenvolveu um processo de produção de Gálio-68 baseado em ciclotrões, o que possibilita «aumentar até 10 vezes a capacidade diária de produção, permitindo assim suprir as necessidades dos hospitais em relação a este isótopo essencial», destaca Antero Abrunhosa, investigador e Gerente da ICNAS-Produção.

O conceito desenvolvido pela UC, acrescenta, «é fortemente inovador, já que se propõe distribuir o isótopo, cabendo ao hospital cliente fazer a reconstituição do radiofármaco antes do exame. Para além de substituir os onerosos geradores, esta estratégia permite a flexibilidade de cada hospital ou clínica preparar o radiofármaco que mais lhe convém, de acordo com as suas necessidades clínicas em cada dia».

Este novo processo de produção de Gálio-68 foi patenteado pela UC e licenciado à multinacional belga IBA Radiopharma Solutions, líder europeu no fabrico de ciclotrões, que o vai comercializar em todo o mundo. «O retorno do licenciamento da patente (royalties), bem como da distribuição dos isótopos e radiofármacos, é integralmente destinado a suportar as atividades de investigação desta área na UC», conclui Antero Abrunhosa.

O progresso e o futuro em discussão
A Astellas Farma, uma das maiores empresas farmacêuticas a nível global, vai realizar no dia 21 de outubro de 2021, às 17h30,...

O evento, que terá lugar no Pavilhão Rosa Mota (Super Bock Arena), no Porto, terá início com uma sessão de boas-vindas conduzida por Filipe Novais, diretor geral da Astellas Farma, seguida de um momento de enquadramento do tema da Conferência por Júlio Machado Vaz, médico psiquiatra e sexólogo português.

Posteriormente, será a vez de Alan McDougall, vice-presidente e diretor médico da Astellas Europa, que vai abordar a aspiração e a visão da companhia sobre a inovação na medicina, ao qual se irá seguir um representante do “Astellas Institute for Regenerative Medicine”, para falar sobre os progressos e desenvolvimentos promissores deste campo da medicina.

Por sua vez, Lino da Silva Ferreira, investigador pós-doutorado no MIT (Massachusetts Institute of Technology) no domínio das células estaminais, biomateriais, micro e nano tecnologias, irá centrar a sua intervenção nos avanços da MR em Portugal, mediante uma perspetiva dicotómica entre rejuvenescimento e envelhecimento.

Também Afonso Reis Cabral, escritor português, irá participar, apresentando uma reflexão sobre o tema em destaque na edição 2021 da Conferência Astellas, abordando o impacto da MR na humanidade.

O evento termina com um espaço de debate entre os vários oradores, moderado por Júlio Machado Vaz, seguido de um momento de networking entre os participantes da Conferência.

As inscrições podem ser feitas em www.astellasconferencia.pt .

 

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