Complicações cardiacas
As autoridades sanitárias da Suécia e da Dinamarca suspenderam parcialmente o uso da vacina contra a Covid-19 da Moderna,...

Casos de miocardite e pericardite foram previamente reportados na sequência da imunização com vacinas COVID-19 baseadas em mRNA, como a Spikevax e a Comirnaty, e estas questões já estão listadas em ambos os rótulos dos produtos como efeitos secundários potencialmente "muito raros". No entanto, dados preliminares de um novo estudo nórdico sugerem que "a ligação é especialmente clara quando se trata da vacina da Moderna, especialmente após a segunda dose", de acordo com um comunicado divulgado esta quarta-feira pela agência sueca de saúde, que apontou, no entanto, que este risco será pequeno.

Dados finais conhecidos em breve

Conduzido por institutos de saúde na Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia, o estudo, que ainda não foi publicado, será agora enviado à Agência Europeia de Medicamentos para posterior avaliação. A Autoridade Dinamarquesa de Saúde disse que os dados finais são esperados dentro de um mês.

As autoridades suecas disseram que a vacina da Moderna será suspensa para maiores de 30 anos até 1 de dezembro. No início desta semana, as autoridades de saúde recomendaram que crianças entre os 12 e os 15 anos obtenham a vacina da Pfizer e da BioNTech em vez da Spikevax. "O aumento do risco [de inflamação do coração] é observado dentro de quatro semanas após a vacinação, principalmente nas primeiras duas semanas", disse a agência de saúde sueca, referindo-se aos resultados do novo estudo, acrescentando que os sintomas cardíacos "geralmente desaparecem por conta própria".

Por seu lado, a Dinamarca decidiu parar de distribuir a vacina [da Moderna] a menores de 18 anos, embora tenha notado que a Comirnaty já era a principal opção para as pessoas entre os 12 e os 17 anos.

Finlândia vai decidir esta semana

A Noruega já recomenda a Cominarty aos menores e disse, esta quarta-feira, que está a seguir este conselho, referindo que os rapazes e os jovens eram mais propensos a serem afetados pelos raros efeitos secundários, principalmente depois de receberem uma segunda dose. "Os homens com menos de 30 anos também devem considerar escolher a Cominarty quando são vacinados", afirmou Geir Bukholm, chefe de controlo de infeções do Instituto Norueguês de Saúde Pública. Entretanto, um responsável de saúde finlandês disse que a Finlândia espera publicar uma decisão esta quinta-feira.

A vacina de duas doses da Moderna, anteriormente mRNA-1273, foi autorizada pela primeira vez na UE no início deste ano para pessoas com 18 anos ou mais, tendo sido alargada em julho a pessoas com apenas 12 anos. A Comirnaty também é autorizada na Europa para adultos e adolescentes.

Amigos e familiares podem ter um papel importante na decisão de realizar uma cirurgia estética
A decisão de se fazer uma cirurgia estética nem sempre é fácil de tomar, sendo motivo de muitas refl

Também é verdade, que hoje em dia, com tantas informações e a pesquisa no “Dr. Google” as pessoas acabam por ficar baralhadas com tantas informações e opiniões contraditórias.

Os amigos e familiares podem ter um papel importante na decisão e em todo o processo que se segue. Infelizmente, o que se passa, é que em muitos casos não existe qualquer apoio e até pode haver contrariedade e desmotivação e casos ainda de ameaças de comprometer o relacionamento familiar e afectivo.

É essencial que um doente tenha à sua volta pessoas que lhe dêem apoio físico e emocional quando tem que se submeter a uma cirurgia, seja estética ou não, e mais ainda no período pós-operatório, não comentando coisas que desanimam, alarmam e pioram a situação. Por mais independente que alguém possa parecer, vai precisar de algum suporte após uma cirurgia, pois nos primeiros dias e semanas o doente pode sentir-se deprimido pelo desconforto, inchaços e «nódoas negras».

O doente deve tentar escolher uma companhia adequada que seja realmente um suporte e educadamente declinar a oferta de ajuda de pessoas muito críticas e negativistas. O mesmo deve fazer às que não se sentem à vontade com o aspecto inchado, com as nódoas negras, que temporariamente pode ter. É importante afastar ou não valorizar pessoas que, mesmo sem intenção consciente, são críticas e negativas contra tudo o que é estética, e algumas até, quem saberá, com alguma ponta de inveja...

Infelizmente não é raro ouvirem-se comentários e críticas pela cirurgia que se fez, assim como: «Eu preferia como dantes», «Não era preciso ter feito a cirurgia» ou «Está pior». Tais comentários podem ter diversas motivações, muitas vezes até inconscientes, mas podem determinar um stress adicional ao período de recuperação.

As críticas de amigos e familiares devem ser encaradas como algo natural de quem vê a situação de fora. Também não se devem esperar elogios – geralmente as pessoas são mais generosas na crítica do que no elogio...

Deve-se ter em atenção alguns “conselhos” de amigas, sem dúvida bem-intencionadas, para ir a este ou aquele médico mais barato porque vem fazer consultas a um cabeleireiro, gabinete de estética e outros locais e muitos deles nem sequer são especialistas ou estão devidamente credenciados e legalizados. Pode haver consequências difíceis ou impossíveis de resolver. O barato sai caro.

Pertencemos a uma cultura, que ainda não mudou, virada para o alarmismo e fatalismo. Prova disso a recente pandemia. Então é comum que quando um de nós vai fazer um tratamento, cirurgia seja ao que for, logo aparecem histórias que conheceram alguém em correu mal, que as coisas não foram como esperavam, etc., e que em cirurgia e medicina estética ainda é pior.

Deve ter-se sempre em mente que fez a cirurgia para si mesmo e não para satisfazer outras pessoas. Deve procurar-se apoio nas pessoas de maior afectividade, no cirurgião e na sua equipa para contornar essas dificuldades, concentrar-se nos objectivos traçados, nos motivos da cirurgia estética e no que de positivo vai alcançar.

*este artigo não foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico, por opção do autor

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Promoção da literacia emocional
Promover a literacia emocional em contexto escolar, bem como, potenciar nas crianças e jovens competências de autoconhecimento,...

Apostaram neste projeto de educação socioemocional — desenvolvido e dinamizado pela Associação Mente de Principiante —, escolas do Município de Valongo, de Macedo de Cavaleiros, de Vila Nova de Paiva (Viseu) e os Salesianos do Porto.

A educação socioemocional tem vindo a assumir uma importância crescente e comprovada em contexto escolar e a mudança de paradigma já está a acontecer em Portugal. O papel da escola não é só transmitir competências cognitivas e académicas, mas também, competências sociais e emocionais. Educação e Emoção são, por isso, duas faces de um ensino integral.

Ser agente de mudança na área da educação socioemocional foi, desde sempre, um dos propósitos da Associação Mente de Principiante, uma associação com intervenção no desenvolvimento pessoal desde a infância, que promove o bem-estar integral, sobretudo, em contexto escolar.

A missão e projetos desenvolvidos têm sido reconhecidos a nível nacional, mas a maior conquista aconteceu no ano letivo 2020/21, com a integração do programa “Calmamente – Aprendendo a Aprender-se” em horário curricular em quatro escolas públicas do Agrupamento de Escolas Abel Salazar, em São Mamede de Infesta (Matosinhos), abrangendo mais de 400 crianças com idades compreendidas entre os 8 e 11 anos. Um projeto que contou com o apoio das Academias Gulbenkian do Conhecimento e que foi monitorizado pelo Instituto Universitário da Maia.

Todos os agentes educativos participantes no evento sublinharam o impacto positivo da educação socioemocional, reconhecendo a sua implementação como imperiosa para a educação integral de crianças e jovens e, ainda, como ferramenta de prevenção ao nível da saúde mental, tão importante nos dias que correm.

O Município de Valongo foi um dos concelhos pioneiros no país a valorizar a educação socioemocional como ferramenta essencial para os alunos, celebrando um protocolo com a Associação Mente de Principiante para a implementação do programa “Calmamente”, durante o presente ano letivo, em oito turnas do 4ºano do Agrupamento de Escolas de São Lourenço, em Ermesinde, intervenção dinamizada pela equipa da Associação Mente de Principiante. Esta será uma experiência piloto no concelho, sendo objetivo do Município e segundo fonte da autarquia, o alargamento da implementação do projeto a todos os 4º anos de todas as escolas do concelho.

A contribuir para a mudança de paradigma na Educação em Portugal estão também os Municípios de Macedo de Cavaleiros e de Vila Nova de Paiva (Viseu) que, de forma visionária, investiram na formação de equipas que estão já a implementar o programa Calmamente - Aprendendo a Aprender-se, numa intervenção dirigida a um total de 25 turmas dos Agrupamentos de Escolas de Macedo de Cavaleiros e Vila Nova de Paiva.

Para além das escolas públicas, também o ensino privado e cooperativo reconhece a importância de trabalhar as emoções dos seus alunos. É o caso dos Salesianos do Porto que firmaram uma parceria de formação com a Academia Mente de Principiante, para neste ano letivo, implementarem o programa “Calmamente” em quatro turmas da instituição.

De acordo com Andreia Espain, fundadora e presidente da Associação Mente de Principiante, estão a ser concertadas mais parcerias com escolas públicas, colégios, agrupamentos escolares e autarquias, prevendo-se que, até ao final do ano, o número de crianças e jovens abrangidos pelo programa aumente ainda mais.

“É fundamental que, crianças e jovens, aprendam a criar, desde cedo, alicerces de sustentação emocional para serem adultos equilibrados e confiantes e, sobretudo, mentalmente saudáveis.  É, cada vez mais, exigida à escola uma capacidade de se reinventar de forma a dar resposta não só, a questões do conhecimento e da cognição, mas também a questões do crescimento pessoal, social e emocional de toda uma comunidade escolar.  É motivo de enorme regozijo, para mim, enquanto autora do programa e mentora deste projeto, esta evolução notória da implementação, bem como, o reconhecimento da qualidade e mais-valia que representa o programa Calmamente® - Aprendendo a Aprender-se na vida das comunidades escolares. É com enorme satisfação que fazemos parte desta mudança tão necessária no panorama educativo nacional. Ser um verdadeiro agente de mudança é o propósito da nossa associação”, afirma Andreia Espain.

A metodologia “Calmamente” e os seus benefícios

O programa ‘Calmamente - Aprendendo a Aprender-se’ é um programa de educação socioemocional que já foi aplicado em várias turmas e escolas do país, estruturado em sessões compostas por diversas dinâmicas que favorecem a aquisição de competências como o autoconhecimento, a comunicação e a autorregulação emocional, entre outras, contribuindo para o crescimento emocional equilibrado dos participantes. 

"Marta Temido, ao que parece, não pretende ser parte da solução"
O presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Pedro Costa, lamenta a ausência de resposta da ministra da Saúde ao documento...

“Estamos sempre dispostos a dialogar, a criar pontes de entendimento com o governo”, explica Pedro Costa, lamentando que idêntica postura não seja adotada pelo ministério. Recorde-se que a 21 de setembro as sete estruturas sindicais representativas dos enfermeiros entregaram no Ministério da Saúde um documento onde exigiam a reabertura do diálogo e das negociações conjuntas. Em cima da mesa estão temas como a avaliação, a progressão na carreira, o pagamento de milhares de horas extraordinárias e o reconhecimento do risco e penosidade da profissão.

Na altura, os representantes dos sete sindicatos, que foram recebidos por uma funcionária administrativa no hall dos elevadores do ministério, deram à tutela um prazo de dez dias úteis para obter uma resposta ou reabrir a mesa de negociações. O prazo acabou ontem, dia 06 de outubro, mas, até ao momento, nenhuma resposta foi dada pela tutela.

Pedro Costa lembra que “os problemas crónicos dos enfermeiros ficaram ainda mais expostos com a pandemia de COVID-19 e urgem ser resolvidos”. “Só que a ministra não nos respeita quando manda que sejamos recebidos à porta de um elevador, não nos ouve quando apelamos ao diálogo e tudo isso é ainda mais notório na ausência de resposta ao fim destas duas semanas”, acrescenta.

O dirigente recorda que “a ministra da Saúde faz tábua rasa de uma resolução da Assembleia da República aprovada no início do ano, onde se recomenda que o Governo retome a negociação com os sindicatos de enfermeiros, de forma a dar resposta às nossas reivindicações”. Em causa está, salienta, a Resolução da Assembleia da República n.º 58/2021, aprovada a 15 de janeiro de 2021 e publicada em Diário da República a 8 de fevereiro.

Na reunião da próxima segunda-feira, sublinha Pedro Costa, “todos os cenários vão estar em cima da mesa”. “É compreensível que a senhora ministra não esteja muito preocupada com a possibilidade de voltarmos à greve, pois basta-lhe recorrer a uma unidade privada”, acrescenta o dirigente do Sindicato dos Enfermeiros. Porém, diz, “nem todos os portugueses se podem dar a tal luxo e, para muitos, o Serviço Nacional de Saúde é o único ‘seguro’ a que podem aceder”.

Pedro Costa recorda que nos últimos dois anos “os enfermeiros foram uma peça fundamental no combate, controlo e vacinação contra a COVID-19”. E vão voltar a sê-lo com a vacinação em simultâneo contra a gripe e a eventual terceira dose da vacina contra a COVID. “Merecemos que haja, agora, espaço para o diálogo e para a negociação do reconhecimento de direitos que há muito deveriam estar consagrados na carreira de enfermagem”, acrescenta.

Se as estruturas sindicais decidirem avançar para a greve, Pedro Costa pede, desde já, desculpa aos portugueses “que vão voltar a ser prejudicados com o adiamento de cirurgias, consultas ou tratamentos”. “Lamentamos que quem não tem culpa da inoperância do Ministério da Saúde seja prejudicado mais uma vez, mas o que pedimos ao Governo é simples e justo”, acrescenta.

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros mantém viva a esperança do diálogo. “A ministra, e o Governo, ainda têm tempo de mostrar que estão mesmo interessados em negociar com todos os sindicatos, sem promoverem negociações paralelas, que procuram dividir a classe para poderem impor a vontade de uma minoria à maioria da classe de enfermagem”, conclui.

JCI é líder mundial em acreditação de instituições de saúde
Pela quarta vez, o Hospital de Cascais - gerido pelo Grupo Lusíadas Saúde - vê a sua qualidade e segurança reconhecidas pela...

O Hospital de Cascais volta a concluir com sucesso a quarta auditoria internacional à qualidade e segurança dos seus processos e procedimentos, vendo assim renovado o rigoroso selo de qualidade pela Joint Commission International (JCI), o maior órgão certificador de qualidade e segurança de instituições de saúde do mundo.

Após ter recebido a sua primeira distinção em 2012, esta é a quarta vez que o Hospital de Cascais, gerido pela Lusíadas Saúde em regime de parceria público-privada, é reconhecido pela entidade norte-americana. Uma avaliação que vem reforçar a segurança dos processos e procedimentos em prol dos doentes, a qualidade do atendimento e o funcionamento interno.

Este reconhecimento surge após uma auditoria, por parte de peritos internacionais, que aferiu a conformidade do Hospital com mais de 1200 requisitos relacionados com a segurança do doente, padrões clínicos e não clínicos, atendimento, gestão e organização.

“É a quarta vez consecutiva que a equipa do Hospital de Cascais evidencia, junto de auditores internacionais, que a qualidade e a segurança dos seus doentes é um compromisso inequívoco de todos, que exige uma constante atualização e alinhamento com aquilo que são as melhores práticas mundiais na prestação de cuidados de saúde. Este reconhecimento é motivo de grande orgulho, não apenas para a equipa do Hospital de Cascais como de toda a Lusíadas Saúde”, afirma Vasco Antunes Pereira, CEO do Grupo Lusíadas Saúde.

“É com enorme satisfação e orgulho que recebemos esta reacreditação, fundamental para continuarmos a ter uma equipa alinhada com as melhores práticas mundiais na área da qualidade e segurança do doente, o que nos permite manter o reconhecimento como um Hospital de Excelência, um Hospital feito de pessoas para pessoas, onde o utente estará sempre em primeiro lugar. Um estatuto que nos orgulha e que nos permitiu ser um exemplo internacional num período tão complicado como o da pandemia”, refere José Bento e Silva, Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Cascais Dr. José de Almeida.

 

 

“Partilhar para melhor cuidar”
As necessidades em saúde tendem a ser cada vez mais complexas e a necessitar de intervenção urgente, como se demonstrou com a...

Inspirada nessa missão de partilha, a LIDEL anuncia a realização de um novo ciclo de 4 Webinars de Enfermagem, sob o lema "Partilhar para melhor cuidar”.

Estes quatro webinars, moderados por Carlos Sequeira, Professor Coordenador da Escola Superior de Enfermagem do Porto e Manuela Néné, Professora Coordenadora da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa – Lisboa, trazem a debate novos temas de suma importância para a classe e celebram também a publicação de quatro novos livros, escritos maioritariamente por enfermeiros e para enfermeiros, reforçando a aposta da editora na publicação de conteúdos para todos os profissionais desta área.

Curso destinado a jovens médicos
A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) organiza a 18ª edição da Hypertension Summer School (HSS), nos dias 19 e 20 de...

No curso vão ser abordados diferentes temas na área da hipertensão arterial e da doença cardiovascular: genética, fisiologia, epidemiologia, tratamento, sal e doença cardiovascular, leitura critica da evidência e discussão de casos clínicos. 

O Presidente da SPH, Luís Bronze, enaltece a HSS pelo facto de “reunir vários especialistas internacionais que participam na iniciativa com o intuito de partilhar os seus conhecimentos e as suas experiências com os nossos jovens profissionais de saúde”.  

Ao melhor participante neste Curso, escolhido após avaliação efetuada no fim do mesmo, será concedida a inscrição no próximo Congresso da Sociedade Europeia de Hipertensão 2022, a realizar de 17 a 22 de junho em Atenas, na Grécia. 

Os interessados devem formalizar a sua candidatura até ao dia 31 de outubro, através de carta dirigida à Comissão Organizadora ou via e-mail para [email protected] . 

Os participantes recebem, com antecedência, bibliografia por e-mail por forma a contribuir para uma boa participação nesta atividade científica. Posteriormente, a Comissão Organizadora envia aos interessados um formulário cujo preenchimento é indispensável para que a candidatura seja aceite, assim como, toda a informação para concretizar a sua candidatura. Esta documentação deverá ser enviada por e-mail até 5 de novembro. A organização comunicará até 8 de novembro, a todos os candidatos, a aceitação ou não da candidatura. 

Todas as despesas do Curso, assim como, as despesas associadas à frequência do Congresso Europeu de Hipertensão serão suportadas pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão. A comissão organizadora da HSS é composta pelos Prof. Agostinho Monteiro, Dr. Fernando Pinto e Dr. Rasiklal Ranchhod. 

 O programa da Hypertension Summer School pode ser consultado aqui

 

Estudo
O setor de Healthcare and Life Sciences encontra-se entre os que registaram maior adoção dos modelos digitais de recrutamento...

O estudo, intitulado “Digital Talent Attraction”, reúne informação destes especialistas da Michael Page relativamente ao recrutamento, consultoria e parcerias com empresas especializadas em Healthcare and Life Sciences, com vista a encontrar os perfis de altos executivos, profissionais especializados e equipas de apoio necessárias para a trajetória comercial, e descobrir as tendências relacionadas com a aquisição de talentos nesta área.

A enorme escassez de talentos neste setor, caracterizado como próspero e com elevada exigência em termos de excelência e qualificação de profissionais, e a extrema necessidade dos mesmos, independentemente das zonas geográficas, é outra das conclusões retiradas do estudo. Quer seja na América, Ásia ou Europa, a dificuldade em encontrar talento de topo é observada tanto em países como os Estados Unidos da América, Japão ou Suíça. Desta forma, a escassez de candidatos no setor de Healthcare and Life Sciences na maior parte do mundo, conduz a um aumento do poder de negociação e do pagamento de salários acima da média para a obtenção de talentos.

O estudo conclui ainda que as ferramentas digitais, como a videoconferência e webinars organizados pelas empresas, são mais utilizadas para encontrar os candidatos, devido ao protocolo de distanciamento social que ainda prevalece na maioria dos locais de trabalho. O interesse de candidatos que não estão necessariamente à procura de emprego de forma ativa, é também despertado por processos digitais.

No entanto, as organizações precisam de se esforçar mais por utilizar tecnologias digitais em seu benefício para resolver os problemas de formação de laços afetivos e de cultura empresarial, que são mais comuns na interação digital.

Pedro Borges Caroço, Associate Partner da Michael Page, refere que “a transformação digital está a moldar o setor de Healthcare and Life Sciences. A crescente cultura de trabalho remoto e as deslocações limitadas fizeram com que encontrar os talentos-chave se tivesse tornado

cada vez mais difícil. No entanto, algumas empresas tiveram um grande êxito através de abordagens inovadoras e flexíveis em relação à procura de talentos”.

No panorama do recrutamento no setor das ciências da vida e farmacêutico, a mudança manifesta-se ainda nas qualidades e qualificações que os recrutadores procuram atualmente. A valorização das competências sociais, como a capacidade de adaptação, resiliência e proatividade, surgem como prioridades relativamente à experiência profissional e às competências técnicas.

O estudo conclui ainda que a manutenção digital é também um elemento indispensável no processo de contratação, especialmente neste setor que dá particular valorização aos detalhes. Quer seja a oferecer ou a procurar emprego, as empresas e os candidatos precisam de ter em conta os respetivos perfis e presença a nível digital, conferindo-lhes a atenção e o cuidado como o fariam com o seu próprio aspeto físico, e certificar-se de que os respetivos perfis digitais estão atualizados e são interessantes.

Os candidatos também devem encarar o processo digital tão seriamente como um processo presencial e certificar-se de que os respetivos perfis digitais estão atualizados e são interessantes, conclui o estudo.

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados 500 casos de infeção pelo novo coronavírus e quatro mortes em território nacional. O número de...

A região Norte foi a região do país que registou maior número de mortes, desde o último balanço: duas em quatro. Seguem-se a região Centro e Algarve com uma morte, cada, a assinalas nas últimas 24 horas. Nas restantes regiões do país não houve mortes associadas à infeção pelo novo coronavírus.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 500 novos casos. A região Norte voltou a ser a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 183, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 158 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 42 casos na região Centro, 49 no Alentejo e 46 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 10 infeções, e os Açores com 12.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 349 doentes internados, mais três que ontem. No entanto, as unidades de cuidados intensivos mantêm a rota descendente e têm agora menos dois doentes internados, desde o último balanço: 60.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 322 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.024.471 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 30.058 casos, menos 174 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 800 contactos, estando agora 25.218 pessoas em vigilância.

Relatório de Vacinação
Cerca de 87% da população tem pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19 e 84% a vacinação completa, o que corresponde,...

De acordo com o balanço semanal, Portugal continental e Regiões Autónomas já receberem 20.258.230 doses, das quais 16.192.139 já foram distribuídas.

Segundo o documento, na faixa etária 12-17 anos foi administrada a primeira dose da vacina a 88% (548.049). Neste grupo, 510.071 pessoas terminaram a vacinação, o que equivale a 82%. 

Quanto aos jovens com idade entre os 18 e os 24 anos, 91% (709.346) têm pelo menos uma dose da vacina e 86% (669.188) a vacinação completa. 

Cerca de 95% (3.157.272) das pessoas com idade compreendida entre os 25 e os 49 anos iniciaram a vacinação e 92% (3.056.947) já têm o esquema vacinal completo. 

No grupo etário entre os 50 e os 64 anos, 99% (2.163.032) tomaram pelo menos a primeira dose e 98% (2.132.915) terminaram a vacinação. 

Relativamente aos mais velhos, o relatório refere que 100% das pessoas com mais de 65 ou mais anos têm pelo menos uma dose da vacina e a mesma percentagem de portugueses inseridos nesta faixa etária possui a vacinação completa. 

 

 

 

 

Carla Andrino e Joana Cruz são embaixadoras desta iniciativa
“Viver depois do Cancro da Mama” é o mote da campanha promovida pela Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) ao longo do mês de...

A atriz Carla Andrino e locutora de rádio Joana Cruz, sobreviventes do cancro da mama, são as embaixadoras escolhidas para dar a cara pela nova campanha da SPS, contando a sua história na primeira pessoa de forma a inspirar as mulheres que viveram esta doença.

Ao longo do mês em que se assinala o Dia Mundial do Cancro da Mama Metastático (13 de outubro), o Dia Mundial da Saúde da Mama (15 de outubro) e o Dia Nacional de Luta Contra o Cancro da Mama (30 de outubro), as embaixadoras vão publicar nas suas redes sociais diversos conteúdos que pretendem mostrar como lidaram com a doença, como reaprenderam a viver depois do cancro, ao mesmo tempo que deixam uma mensagem de força e esperança para todas as sobreviventes do cancro da mama.

Os vários conteúdos e iniciativas realizadas no âmbito desta ação vão estar agregados na nova plataforma www.viverdepoisdocancrodamama.pt, dirigida em especial aos sobreviventes, às suas famílias e cuidadores, mas também às associações de doentes, à comunidade médica e ao público em geral. Esta plataforma estará organizada por diversas seções informativas, com destaque para uma secção dedicada a um conjunto de dicas e cuidados que as sobreviventes de Cancro da Mama têm que ter, nomeadamente no que diz respeito a quatro pilares fundamentais: nutrição, sexualidade, exercício físico e relaxamento.

“O cancro da mama é a segunda causa de morte por cancro na mulher. Em Portugal, são detetados cerca de 7.000 casos por ano e cerca de 1.500 mulheres morrem devido a esta patologia. Estes números revelam a necessidade de trazer este tema para a agenda pública, pois é preciso existir uma maior consciencialização para a doença, para a necessidade de um diagnóstico mais precoce, e um melhor acompanhamento às sobreviventes da doença. É fundamental fazer com que o doente sobrevivente se sinta apoiado, tenha toda a informação necessária para restaurar a sua qualidade de vida e ultrapassar os desafios trazidos por esta doença e seu tratamento, bem como é essencial incentivar estas pessoas a viverem a vida ao máximo através de mensagens de força e esperança”, refere a Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia, Gabriela Sousa.

No âmbito da campanha, irá também realizar-se um webinar, com o tema “Viver depois do cancro da mama”, que conta com a participação de Gabriela Sousa, Vice-Presidente da SPS, profissionais de diferentes áreas em debate (nutrição, exercício físico, sexualidade e relaxamento), uma das embaixadoras da campanha, uma sobrevivente do cancro da mama e um familiar de uma sobrevivente.

A sessão realiza-se no dia 26 de outubro, às 18h30m, e está integrada no pré-programa do XI Congresso Nacional de Senologia www.congressonacionalsenologia.pt, que se realiza nos dias 29 e 30 de outubro, em formato híbrido, com o tema “Cancro da Mama no novo milénio: Ciência e Decisão” e que decorre em simultâneo com a campanha de sensibilização.

Sessões gratuitas em direto
Com o objetivo de incluir a prática do exercício físico na rotina das grávidas e para que estas se mantenham em forma e...

As quatro sessões online serão conduzidas por João Dias, Personal Trainer certificado e especializado em exercício físico para grávidas e pós-parto. 

Esta iniciativa promove os inúmeros benefícios que a atividade física tem nas futuras mamãs, como a prevenção de diabetes gestacional e o aparecimento de varizes, a promoção de uma postura correta durante a gravidez e ainda a melhoria da autoconfiança, entre outros. 

Todas as grávidas, exceto aquelas com indicações médicas contrárias, devem incluir a prática de exercício físico ao longo da gravidez. Contudo, os exercícios têm de ser adaptados, por isso fique atenta aos treinos “Mamãs em Forma” e descubra tudo o que pode e deve fazer para ter uma gravidez fisicamente saudável.  

Para assistir aos lives, faça o seu registo aqui: https://cutt.ly/treino-outubro

 

 

Os avanços na prática clínica estarão em debate no dia 14 de outubro
O cancro da cabeça e pescoço é o 7.º tipo de cancro mais comum em todo o mundo, sendo que, em Portugal, surgem cerca de 2.500...

Os profissionais de saúde interessados nesta sessão online, exclusivamente dedicada ao tratamento em primeira linha do Carcinoma Espinocelular da Cabeça e Pescoço, poderão inscrever-se através da plataforma Profissionais de Saúde.

Ao médico oncologista do Institut Roi Albert II, na Bélgica, o Prof. Dr. Jean Pascal Machiels, juntam-se duas especialistas nacionais de renome na área do cancro da cabeça e pescoço: a Dr.ª Ana Joaquim, médica oncologista no Centro Hospital de Vila Nova de Gaia/Espinho e Presidente do Grupo de Estudos de Cancro da Cabeça e Pescoço, e a Prof.ª Dr.ª Cláudia Vieira, médica oncologia no Instituto Português de Oncologia do Porto.

Neste evento que se pretende interativo, os participantes têm a oportunidade de colocar questões para serem respondidas pelos oradores.

Para mais informações, os profissionais de saúde podem consultar a plataforma de registo no evento.

 

 

 

Aposta na formação
Lélita Santos assumiu a presidência da Direção da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) para o triénio 2021-2024....

“Temos consciência de que nos propomos coordenar os destinos de uma das maiores Sociedades Científicas do país, que completa os seus 70 anos já no próximo mês de dezembro. Os membros desta direção estão empenhados em continuar a desenvolver os projetos das anteriores acrescentando-lhes novas ideias, que farão parte dos objetivos a atingir para o triénio 2021-2024” afirma a nova presidente da SPMI.

A nova direção definiu como principais objetivos para a SPMI, nos próximos três anos, a aposta na formação, apoiar o desenvolvimento de redes de cooperação entre os núcleos de estudo e a criação ou adaptação de Recomendações Clínicas, incentivar a criação de registos de patologias ou entidades clínicas através da criação de uma plataforma especifica de registos e realizar o levantamento dos diferentes serviços ou unidades, nacionais e internacionais, que garantam formação de qualidade.

A nível externo, a nova direção pretende reforçar a colaboração com outras sociedades e associações científicas, colaborar ativamente com as associações de doentes, reforçar sinergias com a Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH) incentivar a proximidade com as instituições académicas, estimular as relações institucionais junto dos órgãos técnicos e decisores políticos e, manter o diálogo com o Colégio da Especialidade de Medicina Interna, contribuindo para a discussão sobre a qualidade da formação dos Internos de Especialidade e a formação contínua dos especialistas.

 

Pessoas perfecionistas têm risco elevado de sofrer de ansiedade, depressão e stress
Um estudo pioneiro conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC)...

Este estudo, o primeiro a nível internacional a avaliar o papel do perfecionismo no sofrimento psicológico durante a pandemia de Covid-19, foi realizado por investigadores do Instituto de Psicologia Médica da FMUC, dirigido pelo professor catedrático António Macedo, em colaboração com a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC).

Segundo os resultados da investigação, publicada na revista científica Personality and Individual Differences, com o título “COVID-19 psychological impact: The role of perfectionism”, as pessoas mais perfecionistas «tiveram mais medo da COVID-19, pensaram mais repetida e negativamente sobre a pandemia e as suas consequências e isso levou a que tivessem mais sintomas de depressão, ansiedade e stress», explica Ana Telma Pereira, docente da FMUC e coordenadora do estudo.

O perfecionismo é um traço de personalidade caracterizado pela tendência para estabelecer padrões de desempenho excessivamente elevados, «acompanhada de (auto)avaliação demasiado crítica e evitamento de falhas. As pessoas perfecionistas têm risco elevado de sofrer de ansiedade, depressão e stress», esclarece.

A amostra do estudo foi constituída por 413 adultos, homens e mulheres, da população portuguesa, recrutados entre setembro e dezembro de 2020. Embora as mulheres tenham demonstrando níveis mais elevados de «perfecionismo (na sua dimensão autocrítica), pensamento repetitivo negativo (preocupação e ruminação) e perturbação psicológica do que os homens, as três facetas do perfecionismo que avaliámos, e que são atualmente as consideradas mais relevantes (perfecionismo rígido, autocrítico e narcísico), tiveram este efeito de aumentar a perturbação psicológica, independentemente do género», realça Ana Telma Pereira.

A investigadora e docente explica que as reações psicológicas a pandemias dependem muito da personalidade da pessoa, uma vez que «são influenciadas pelos traços de personalidade, pois estes determinam a forma como interpretamos as situações e, portanto, as emoções e comportamentos que geram».

«Este foi o primeiro estudo publicado na literatura científica internacional a comprovar empiricamente o impacto negativo do traço de personalidade nas reações psicológicas à pandemia de COVID-19. Mais concretamente, verificámos que as diversas componentes do perfecionismo, quer intrapessoais (o próprio exigir-se a excelência), quer interpessoais (entender que os outros lhe exigem perfeição e, também, exigi-la aos outros), geraram mais ansiedade, depressão e stress face à pandemia», especifica.

Tendo em conta que o perfecionismo tem vindo a aumentar significativamente «nas duas últimas décadas, principalmente entre os jovens, falando-se mesmo de uma “epidemia de perfecionismo”», Ana Telma Pereira nota que os resultados deste estudo evidenciam que «o perfecionismo deve ser tido em conta na avaliação, prevenção e tratamento do impacto psicológico da(s) pandemia(s). É difícil alterar a personalidade, mas é possível ajudar as pessoas a reconhecer os seus traços e a desenvolver formas de lidar com os acontecimentos de vida que sejam menos negativamente influenciadas por eles».

Além de Ana Telma Pereira e António Macedo, a equipa integra Carolina Cabaços, Ana Araújo, Ana Paula Amaral e Frederica Carvalho.

Relação com a saúde mental
A infertilidade é, muitas vezes, um caminho de incerteza, ambiguidade e imprevisibilidade, que gera

“A sociedade atual ainda promove muito o papel da mulher enquanto ser capaz de conceber e gerar uma criança. Por este motivo, a vivência da infertilidade surge muitas vezes associada a sentimentos de diferença, estigmatização, defeito e solidão, sobretudo nas mulheres”, explica a psicóloga da clínica de fertilidade IVI Lisboa. Acrescenta que, “em pleno século da igualdade de género, as mulheres ainda tendem a viver mais a pressão social no sentido de terem filhos e a assumir a culpa da infertilidade, comparativamente com os homens, mesmo nos casos em que a infertilidade se deve a fatores masculinos”.

A infertilidade é considerada um problema de saúde pela Organização Mundial de Saúde. Define-se como ausência de gestação após 12 meses de tentativas, sendo tentativa caracterizada por uma vida sexual ativa (relações de 2 a 4 vezes por semana) sem a utilização de quaisquer métodos contracetivos. Pode afetar cerca de 10 a 15% dos casais e 30% dos casos estarão relacionados com causas femininas, outros 30% com causas masculinas, 20% com causas mistas e outros 20% inexplicados.

De acordo com Filipa Santos, alguns casais, quando procuram ajuda por dificuldades reprodutivas, já chegam muito desgastados psicologicamente. Geralmente, já viveram uma sucessão de ciclos sem gravidez, um acumular de questões para as quais não obtiveram respostas e eventualmente algumas perdas marcantes, com lutos ainda a processar. “É muito importante conhecermos a história do casal que nos chega, porque essa história pode de facto condicionar a forma como vão receber toda a informação e também os seus processos de tomada de decisão, assim como a sua capacidade de lidar com os tratamentos”, sublinha.

Áreas a explorar em consultas de Psicologia

Ao mesmo tempo que alerta para o facto de que “não há saúde sem saúde psicológica”, salienta que, “quando se fala de saúde psicológica é fundamental abordar e identificar as necessidades dessa mesma saúde psicológica”. Dá como exemplo dessas necessidades a resiliência, o autocuidado, as relações de intimidade saudáveis, a empatia, o humor, a aprendizagem, a esperança e o sentido de propósito.

Resiliência

É a capacidade para lidar com as adversidades, assim como com as consequências negativas e superá-las. “Podemos desenvolver a nossa resiliência ao alimentar relações positivas com familiares e amigos, que nos acompanhem nos dias bons e nos menos bons, que nos ajudem a pensar e a lidar com os nossos desafios. Aceitar que a mudança e a incerteza fazem parte da vida, encontrar significados, fazer coisas que, diariamente, dão sentido e propósito à nossa vida são também formas de nos tornarmos mais resilientes”, explica a psicóloga.

Autocuidado

Muitas vezes, nas fases de maior stresse há uma tendência para adotar mais comportamentos de risco como fumar mais, desenvolver problemas de sono, ter uma má alimentação e ao mesmo tempo investir menos ou não investir de todo no autocuidado. É exatamente nessas alturas que mais precisamos de o fazer. “O autocuidado pode-nos ajudar a gerir e a equilibrar melhor as exigências de fases mais desafiantes. O autocuidado pode ser envolvermo-nos em atividades que nos façam sentir bem, que nos ajudem a relaxar e a sentirmo-nos felizes; podem ser escolhas saudáveis no dia-a-dia relacionadas com a alimentação, a prática de exercício físico e a rotina do sono; pode ser investir nas relações sociais; pode ser procurar um equilíbrio mais saudável entre a vida profissional e a familiar”.

Saúde psicológica

A Saúde Psicológica está relacionada com a capacidade de utilizarmos as nossas competências para gerir os desafios do dia a dia nos diferentes contextos em que vivemos. “Quando temos saúde psicológica, sentimo-nos confiantes e capazes de lidar com a nossa vida e com as outras pessoas. Procurar um psicólogo pode ser importante. Falar ajuda”, remata Filipa Santos.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Dados publicados no The Lancet, de uma análise realizada num sistema de saúde dos Estados Unidos, mostram que a vacina da...

Os investigadores analisaram os registos eletrónicos de saúde de mais de 3,4 milhões de pessoas com idades acima dos 12 anos que são membros do sistema de saúde Kaiser Permanente Southern California, nos EUA. A análise abrangeu o período a partir de 14 de dezembro de 2020, altura em que vacina passou a ser administrada, e 8 de agosto deste ano. Entre esta coorte, pouco mais de 184.000 indivíduos foram infetados com SARS-CoV-2 e 12.130 foram hospitalizados durante o período de estudo.

A análise prestou especial atenção à forma como duas doses da vacina de mRNA se comportaram no que diz respeito à variante Delta quando comparadas a outras variantes. Durante o período de estudo, a proporção de casos positivos atribuídos à Delta aumentou de 1% em abril para quase 87% em julho.

Globalmente, para as pessoas totalmente vacinadas com Comirnaty, a análise concluiu que a eficácia foi de 73% contra infeções de coronavírus e 90% contra hospitalizações relacionadas com a Covid-19 durante o seguimento de seis meses. Além disso, a vacina foi 93% eficaz na prevenção de internamentos hospitalares relacionados com a variante Delta até seis meses após a segunda dose.

É improvável qua a variante Delta seja o principal motor da redução da eficácia

Olhando apenas para as taxas de infeção, os investigadores descobriram que a eficácia da Comirnaty diminuiu de 88% durante o primeiro mês após a vacinação completa, para 47% após cinco meses. No caso das infeções causadas pela estirpe Delta, a eficácia caiu de 93% após o primeiro mês de vacinação completa, para 53% após quatro meses. No entanto, houve uma queda acentuada semelhante face às variantes não Delta, com a eficácia a diminuir de 97% um mês após a vacinação total para 67% em cerca de quatro a cinco meses depois.

"O que este estudo sugere é que a introdução da variante Delta pode não ser o principal motor para os declínios recentemente reportados na eficácia das vacinas Covid-19 e as taxas crescentes de infeções inovadoras entre as pessoas que estão totalmente vacinadas", comentou a autora principal Sara Tartof. "Dada a diminuição observada, será vital para os decisores políticos avaliar se as recomendações para as doses de reforço podem ser justificadas... para ajudar a controlar a transmissão acrescida da Delta, especialmente à medida que entramos na próxima temporada respiratória viral de outono/inverno", acrescentou.

As novas descobertas surgem menos de duas semanas depois de a FDA ter dado autorização para distribuir injeções de reforço da vacina da Pfizer a certos grupos, incluindo aqueles com mais de 65 anos e outros adultos considerados de alto risco. A Pfizer e a BioNTech citaram alguns dos dados do estudo Kaiser Permanente, que tinham sido previamente publicados no servidor de pré-impressão da Lancet, quando tentaram persuadir a FDA a permitir que terceiras doses da vacina fossem dadas a uma faixa muito mais ampla da população. No entanto, este plano foi contrariado pelo painel de peritos da agência.

De 11 a 22 de outubro na Reitoria da Universidade da Madeira
A exposição “Uma Visita à História da Diabetes no Centenário da Descoberta da Insulina” viaja até à cidade do Funchal, mais...

Silvestre Abreu, Diretor do Serviço de Endocrinologia do Hospital Central do Funchal, e promotor local desta iniciativa, refere que “a passagem da exposição pelo Funchal é uma forma, por um lado, de sensibilização para a problemática da diabetes e, por outro, de aprendizagem sobre a história da medicina, concretamente da descoberta da insulina. A exposição integrará ainda um importante acontecimento no Funchal, que são as XV Jornadas de Diabetes da Madeira e que acontecem nos dias 14 e 15 de outubro”.

A exposição será inaugurada numa sessão dia 11 de outubro, às 12h00, que conta com a presença de Sílvio Fernandes, Reitor da Universidade da Madeira, Pedro Ramos, Secretário Regional da Saúde e Proteção Civil, e Silvestre Abreu.

A história desta exibição itinerante tem início no antigo Egipto onde, em 1550 A.C. havia já referência a uma doença que se assemelhava à diabetes e termina em 1921 - o ano da descoberta da insulina.

“A inclusão do Funchal no roteiro da exposição era imprescindível. Paul Langerhans, um dos investigadores descritos na exposição e a quem se deve o nome os Ilhéus de Langerhans, refugiou-se nos seus últimos anos de vida na ilha da Madeira e encontra-se sepultado no Cemitério Inglês, no Funchal”, conta Luis Gardete Correia, presidente da Fundação Ernesto Roma e membro da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário da Descoberta da Insulina.

A exibição, que pretende percorrer Portugal de norte a sul e que iniciou o seu percurso em Lisboa, esteve já presente em cidades como Coimbra, Porto e Braga.

Poderá visitar a exposição na Reitoria da Universidade da Madeira até ao próximo dia 22 de outubro, entre as 9h00 e as 18h00.

 

Dependência Tecnológica
O apagão das redes sociais, esta segunda-feira, revelou um caos muito além de uma questão tecnológica. O neurocientista Fabiano...

A segunda-feira de caos nas redes sociais trouxe à tona muito mais do que a falta de acesso ao WhatsApp, Instagram e Facebook. Se por um lado as pessoas tiveram que passar horas longe dos seus conteúdos digitais favoritos, por outro muitas revelaram o quão dependentes estão destas ferramentas, e isso pode trazer sérias consequências para a saúde física e mental.

"Ontem, diferente das outras vezes, os aplicativos ficaram mais de 6 horas offline. Mediante a este acontecimento, monitorizei o comportamento das pessoas durante e após a volta destas redes sociais”, apontou o PhD, neurocientista, psicanalista e biólogo Fabiano de Abreu.  “Se mediante a isso a pessoa pegou no telemóvel para procurar constantemente algo para fazer ou analisou se já havia voltado. Se a pessoa procurou outras redes sociais, isso já serve de alerta para um possível vício. A depender do grau que isso afetou, revelando o tamanho do problema”, acrescenta.

Diante deste cenário, Fabiano inclusive lembra de um passado não muito distante: “Há pouco tempo não tínhamos essas redes e vivíamos. O que acontece hoje com o comodismo para que não consiga usar outros meios e argumentos no cotidiano?”, questiona. Para saber se a pessoa está a sofrer deste vício, o neurocientista cita algumas situações que aconteceram com muitos usuários durante este tempo em que os aplicativos ficaram fora do ar:

  • “Ficou parado a olhar para o telemóvel sem saber o que fazer”.
  • “Entrava nos aplicativos constantemente para ver se havia voltado”.
  • “Entrou em aplicativos que não costumava usar e ficou perdido”.
  • “Sentiu agonia”.
  • “Vazio existencial”.
  • “Ficou impaciente e/ou irritado”.
  • “Teve a impressão de receber notificação”.
  • “Alteração de humor”.

 “Se você sentiu muitos destes sintomas durante o dia ontem, é bom acender o sinal de alerta, pois são sintomas que têm relação com a nomofobia", observa Fabiano. Para piorar, existe um contexto em que essa doença se revela ainda pior para a pessoa: “Há casos em que a pessoa sente tanto essa ausência que pode apresentar náuseas, sudorese, entre outros sintomas físicos”, pondera.

Mas, o que causa a nomofobia?

Segundo o neurocientista “no cérebro, na região dos núcleos da base trabalhando com o sistema límbico, a sensação de prazer que a liberação de dopamina promove a cada novo like ou expectativa de mensagem recebida na rede social transforma o hábito em vício, estimulando a ficar cada vez mais online buscando recompensa, aumentando a ansiedade que funciona como pendência para esta busca”.

Além disso, “a função da dopamina é fornecer um feedback positivo, uma recompensa ao organismo, que se torna uma busca constante. Isso é compensatório já que a ansiedade por si só tende a buscar mais ou entra em uma atmosfera ruim pedindo mais recompensa. Como um ciclo”, completa.

Dados DGS
Desde que arrancou a campanha de vacinação contra a gripa, a 27 de setembro, já foram vacinadas mais de 79 mil pessoas.

De acordo com informação avançada pela Direção-Geral de Saúde (DGS), no dia 1 de outubro já tinham sido inoculadas 79.045 vacinas contra a gripe e distribuídas mais de 320 mil doses da vacina em todo o território nacional.

O processo de vacinação começou com os utentes e profissionais dos Estabelecimentos Residenciais para Idosos e unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e instituições similares e com os profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“A vacinação destes grupos, bem como das grávidas, deverá decorrer durante as próximas semanas”, indica a DGS.

A vacinação contra a gripe irá estender-se, gradualmente, a outros grupos, incluindo os utentes com idade igual ou superior a 65 anos e as pessoas com doenças elegíveis para vacinação no âmbito do SNS, a partir da segunda fase.

A vacinação contra a gripe destas pessoas irá ocorrer paralelamente com o processo de vacinação contra a Covid-19, que ainda está em curso, nos Centros de Vacinação, lembra a DGS.

 

 

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