Dia Mundial da Trombose assinala-se a 13 de outubro
A trombose é uma patologia com grande impacto na vida dos doentes. No Dia Mundial da Trombose, que se assinala a 13 de outubro,...

A ocorrência do Tromboembolismo Venoso (TEV) no decurso da doença oncológica confere um mau prognóstico e aumenta o risco de recorrência, o qual se encontra elevado nos 3-6 primeiros meses, podendo persistir até 10 anos após o episódio inicial. A elevada morbilidade associada ao TEV no doente oncológico conduz a hospitalização por maiores períodos de tempo, atrasos ou descontinuação de quimioterapia, risco hemorrágico e de recorrência aumentado, síndrome pós-trombótico e compromisso da qualidade de vida do doente.

A LEO Pharma, através da sua Unidade de Trombose, promoveu o primeiro estudo epidemiológico a nível ibérico sobre o risco de trombose em doentes com cancro ativo, tratados com quimioterapia, terapia hormonal ou biológica, no qual participaram cerca de 2.000 doentes de 70 hospitais em Portugal e Espanha. Designado por CARTAGO (CARacTerizAção do risCO de trombose em doentes com cancro), o objetivo deste estudo passa por instituir uma ferramenta que possa estratificar o risco de trombose na população oncológica, portuguesa e espanhola. De acordo com o Dr. Esteve Colomé, Diretor Médico da Unidade de Trombose da LEO Pharma Ibéria, "o risco de um evento trombótico em doentes oncológicos é elevado em ambiente hospitalar e em ambulatório, especialmente nos casos de tumores com elevado risco trombótico, tais como tumores pulmonares, pancreáticos ou urológicos".

O TEV é uma complicação clínica relevante que pode apresentar-se como trombose venosa profunda (TVP) ou tromboembolismo pulmonar (EP). O risco de TEV é 3-5 vezes maior nos doentes com cancro, submetidos a cirurgia, e até seis vezes maior nos doentes sob quimioterapia.

A LEO Pharma, com mais de 70 anos de experiência em investigação, desenvolvimento e produção de heparinas de baixo peso molecular, está empenhada em melhorar a prevenção e tratamento do tromboembolismo venoso e os casos em que a trombose convive com outras patologias, tais como o cancro.

Conscientes do impacto na mortalidade e morbilidade da trombose associada a cancro, torna-se necessário atuar no aumento da consciencialização desta problemática ao nível dos doentes, profissionais de saúde e entidades reguladoras. Neste âmbito, O GESCAT (Grupo de Estudos de Cancro e Trombose), em parceria com a LEO Pharma, promove no próximo dia 6 de novembro de 2021, uma reunião destinada ao doente, onde se pretende, entre os vários intervenientes desta área, debater e esclarecer os principais fatores que atuam na otimização da gestão da trombose e cancro. Entre vários temas, teremos uma sessão de esclarecimento sobre os sinais e sintomas do TEV, será discutida a importância da sua prevenção, o impacto na qualidade de vida do doente e a importância do correto acesso às terapêuticas anticoagulantes, como fator de sucesso na gestão desta patologia.

 

Dia Mundial das Doenças Reumáticas
Hoje, dia 12 de outubro celebra-se o Dia Mundial das Doenças Reumáticas.

Destaca-se a quantidade de doenças diferentes que se classificam nesta categoria, desde as supostamente mais benignas (mas mais frequentes) como a osteoartrite ou a osteoporose, até às potencialmente mais graves (felizmente mais raras) como algumas doenças autoimunes sistémicas. E ainda se sublinha o carácter universal deste tipo de enfermidades capazes de atingir quaisquer escalões etários, a forma como implicam sofrimento para doentes, familiares e cuidadores, como impõem um desgaste psicológico e financeiro a quem com elas convive, como representam um custo muito importante para toda a sociedade.

Estranho mundo este onde o dia celebrado é o da doença e não o do doente…

Porque se alguém merece ser alvo de qualquer tipo de celebração, de reconhecimento, de ajuda é exactamente cada um dos que, anonimamente ou não, sofre e suporta as vicissitudes de uma sorte que foi mais madrasta que amiga. E também aqui existem filhos e enteados… Há alguns anos, era eu ainda aprendiz nas artes da medicina (felizmente ainda não parei de o ser!), lembro-me de ouvir uma doente comentar a propósito da sua doença (um Lupus Sistémico particularmente grave): “… se vou ter uma doença, que seja algo raro… um Ferrari!”

Estranho mundo este onde o sofrimento causado por doenças comuns é desvalorizado pela frequência e o exotismo, ainda que perigoso, é valorizado com orgulho!

Aqui reside o paradoxo deste dia: não existe nenhuma pessoa no mundo que não tenha (ou não venha a ter) uma doença reumática! Elas existem não só como consequência de disfunções imunológicas e alterações metabólicas, mas também como consequência do envelhecimento e por isso mesmo, pela sua omnipresença, acabam muitas vezes por ser desvalorizadas ou mesmo ignoradas por médicos, cuidadores e até doentes que vêm em muitas doenças reumáticas, principalmente nas que têm um carácter degenerativo, apenas um desígnio do destino.

E claro, também existem os “Ferraris”, as doenças mais raras, complexas, a exigirem outro tipo de cuidados e a resultarem em outro tipo de complicações, mais graves, potencialmente fatais.

E é nesta altura que médicos discutem quais as especialidades que devem tratar o quê, economistas analisam como devemos pagar e a quem e políticos discursam sobre o mérito dos seus projectos.

Conseguem imaginar como seria a saúde da nossa sociedade se cada um de nós se concentrasse de facto em contribuir para uma equipa global, onde os méritos inerentes ao nosso treino e aptidão fosse colocado numa perspectiva de equipa, onde de facto os doentes fossem o foco daquilo que fazemos. É notável a energia gasta em “animosidades institucionais”, sempre em nome dos doentes, sempre em prol da saúde da nossa população, sempre na defesa dos melhores interesses que, cada um de nós, tem a certeza serem os dos outros.

As doenças reumáticas são um universo demasiado grande para ser controlado e demasiado importante para ser ignorado. Por isso celebramos o Dia Mundial das Doenças Reumáticas. Porque temos a obrigação de não desistir, teremos de coordenar melhor os nossos esforços, valorizar mais o que temos e o que somos, reconhecer que todas as especialidades médicas, todos os profissionais de saúde, todos os decisores políticos têm o dever de fazer melhor e podem fazê-lo se colocarmos, de facto, o doente primeiro.

Este ano, a 12 de Outubro, deveríamos fazer algo verdadeiramente radical: celebrar o Dia Mundial do Doente Reumático!

*Este texto não é escrito de acordo com o novo acordo ortográfico

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Diretor do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e presidente eleito da Sociedade Respiratória Europeia
Carlos Robalo Cordeiro, professor catedrático e pneumologista, acaba de ser reeleito, por unanimidade, Diretor da Faculdade de...

Desta forma, o então eleito Diretor da FMUC dá continuidade ao Plano de Acção (PA) que sustentou a candidatura apresentada em 2019, o qual incide em quatro áreas estratégicas: Ensino e Formação, Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Prestação de Serviços, Gestão, Organização e Recursos, Relações Institucionais, Parcerias e Internacionalização.

Apesar de todos os constrangimentos relacionados com a pandemia que marcaram fortemente o anterior mandato, Carlos Robalo faz um balanço positivo. “A pandemia acabou por constituir uma aprendizagem para todos nós. Apesar de muitos projectos terem sido adiados, assistimos a uma verdadeira onda de coesão e solidariedade que se fez notar nas mais variadas ocasiões. O corpo docente, assim como toda a Escola, tudo fez para minimizar os danos e não colocar em causa o plano formativo dos estudantes, ainda que tenham sido suspensas temporariamente as aulas práticas de medicina que envolviam contacto com doentes. Assistimos a uma enorme mobilização dos estudantes da Faculdade de Medicina, que, em colaboração com o Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde do Centro (ARS Centro), deram apoio na realização de inquéritos epidemiológicos. Os últimos anos colocaram-nos à prova, não só a nível profissional, mas também humano”.

Além de Professor catedrático, Carlos Robalo Cordeiro é também diretor do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e presidente eleito da Sociedade Respiratória Europeia (European Respiratory Society – ERS), a maior sociedade científica global dedicada à investigação e formação em torno das patologias respiratórias.

Especialista em pneumologia, possui uma carreira marcada por inúmeras distinções nacionais e internacionais, como os prémios Thomé Villar (1988, 1993, 1998 e 2013) e AstraZeneca (2008) da SPP; Morgagni Award, da Associazione Morgagni Malattie Polmonari, de Itália (2009), Personalidade do Ano da Fundação Portuguesa do Pulmão (2011), Membro Honorário da Sociedade Nacional Romena de Pneumologia (2018) e Medalha de Ouro da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (2018).

 

Estudo publicado no The Lancet
Os casos de distúrbios depressivos e ansiedade aumentaram mais de um quarto em todo o mundo em 2020 devido ao coronavírus. Isto...

Especificamente, os dados sugerem que a pandemia causou 53 milhões de casos de depressão e 76 milhões de casos de perturbações de ansiedade.

Isto significa, por exemplo, que os casos de grande desordem depressiva e ansiedade aumentaram no ano passado 28% e 26%, respetivamente.

As mulheres e os mais jovens foram os mais afetados pela pandemia.  Os países com taxas elevadas de Covid-19 e com maior número de restrições foram aqueles que registaram os maiores aumentos na prevalência destas perturbações.

 

Ensaios Clínicos Fase 3
Em comunicado, a AstraZenaca já fez saber que o medicamento AZD7442, desenvolvido para tratar a Covid-19, conseguiu uma redução...

90% dos participantes inscritos pertenciam a populações em alto risco de progressão para o Grave Covid-19, incluindo aqueles com comorbilidades. Apesar disso, o tratamento minimizou o desenvolvimento da doença em 67% em comparação com aqueles que receberam um placebo durante o ensaio. Apenas nove pessoas que receberam AZD7442 experimentaram eventos adversos em comparação com 27 entre aqueles que receberam o placebo.

Deste modo, a empresa avança que o medicamento, aplicado por meio de uma injeção, foi em geral bem tolerado.

Segundo a AstraZeneca os resultados sugerem, ainda, que o medicamento pode reduzir de modo significativo os casos graves da doença, “com proteção continuada por mais de seis meses”.

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados pouco mais de 300 casos de infeção pelo novo coronavírus e sete mortes em território nacional. O...

A região Norte foi a região do país que registou maior número de mortes, desde o último balanço: quatro em sete. Seguem-se as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo com uma morte, cada, a assinalar nas últimas 24 horas.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 327 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 112, seguida da região Norte com 76 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 55 casos na região Centro, 41 no Alentejo e 22 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 10 infeções, e os Açores com onze.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 356 doentes internados, mais 22 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos registarem um pequeno aumento: desde ontem, há mais três doentes, estando agora 58 doentes na UCI.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 308 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.027.424 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 30.167 casos, mais 12 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 209 contactos, estando agora 23.309 pessoas em vigilância.

Champalimaud Research Symposium 2021
De 13 a 15 de outubro, um grupo de proeminentes cientistas internacionais, especializados em neurociência e inteligência...

Enquanto os neurocientistas procuram decifrar os mecanismos biológicos que dão origem à inteligência, os cientistas dedicados à IA trabalham para gerar inteligência in silico. Podem as interações entre estes dois campos, aparentemente distintos, aproximar os objetivos de cada um deles?

Os organizadores do Simpósio da Champalimaud Research, que acontece esta semana (de 13 a 15 de outubro), acreditam que a resposta é “Sim”. “A neurociência e a IA são duas faces da mesma moeda”, diz Joe Paton, Co-diretor da Champalimaud Research e um dos Chairs do simpósio. “Sendo que, aquilo que as liga de modo fundamental é o facto de ambas procurarem compreender a natureza da inteligência.”

O co-Chair Leopoldo Petreanu, investigador principal do laboratório de Circuitos Corticais no Centro Champalimaud, acrescenta que a neurociência e a IA têm uma longa história de influência mútua. “Os fundamentos das redes neurais artificiais foram originalmente inspirados pelo conhecimento gerado pela neurociência, sobre como os neurónios biológicos e as áreas do cérebro interagem. Mais recentemente, porém, o fluxo de ideias também tem acontecido na outra direção, tendo a IA fornecido à neurociência novas teorias sobre o funcionamento do cérebro”, destaca.

Embora as interações entre estes campos estejam a acontecer com cada vez mais frequência, estas conversas nem sempre são fáceis. O co-Chair Jakob Macke, que lidera um laboratório de IA e Aprendizagem Automática (Machine Learning) na Eberhard Karls University, em Tübingen, sugere que encontros científicos como este podem facilitar um intercâmbio mais frutífero. “Cada campo tem a sua própria linguagem e objetivos distintos, e o que funciona para o cérebro pode não ser o melhor para um computador. É por isso importante trabalhar nas semelhanças e nos objetivos partilhados, bem como ter em conta as suas diferenças. Só alimentando estes diálogos é que os dois campos podem continuar a inspirar-se mutuamente”.

O encontro é um evento híbrido, que acontece tanto virtual como presencialmente no Centro Champalimaud (as inscrições para o evento online estão disponíveis com um desconto). O programa científico será transmitido em direto numa plataforma virtual desenhada para que os participantes possam colocar perguntas durante as palestras, visitar as sessões de pósteres, interagir com outros investigadores e revisitar sessões anteriores.

Iniciativa que visa reconhecer e divulgar as melhores práticas de adoção das TIC na área da saúde
A 5ª edição do evento HINTT sob o tema e-Health: Sci-fi or Pure Reality?, ficou marcada pelo estabelecimento de uma parceria...

O Born From Knowledge Awards é um programa promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, através da ANI, e materializa-se num conjunto de iniciativas destinadas a valorizar ideias, projetos e empresas inovadoras que tenham por base o conhecimento científico e/ou tecnológico. Uma das iniciativas do programa Born from Knowledge consiste na associação a prémios de inovação existentes, que tenham como objetivo fomentar a I&D, a inovação e o empreendedorismo nacional.

E é neste sentido que o BfK Awards se junta às 4 categorias do Prémio HINTT: Startup Innovation, Clinical Outcomes, Value Proposition e Patient safety. Assim na próxima edição do HINTT, será atribuída uma distinção especial BfK Awards a um dos projetos candidatos ao Prémio HINTT – Maturidade Digital, avaliando essas candidaturas de acordo com cinco critérios: base científica, inovação, colaboração, propriedade intelectual e impacto.

Para Filipa Fixe, administradora executiva da Glintt, “esta Parceria com a ANI é um marco extremamente importante para o HINTT, dado que vem uma vez mais comprovar a excelência dos projetos candidatos ao longo destas edições, ajudando a transformar este evento numa referência no setor nacional da saúde. Para além dos 4 vencedores do Prémio HINTT, para o ano teremos mais uma distinção especial BfK Awards que poderá ser entregue a outro finalista ou a um dos vencedores”.

De acordo com João Borga, administrador executivo da ANI, “é uma honra juntarmos esforços com a Glintt, com a atribuição da distinção Born from Knowledge, neste evento. Acreditamos que o nosso programa de valorização do conhecimento científico e tecnológico vai ajudar a promover, divulgar e premiar a produção de conhecimento e inovação que sobe ao palco do HINTT, dando visibilidade a exemplos de transformação da economia pela ciência”.

Os Prémios HINTT são uma iniciativa que visa reconhecer e divulgar as melhores práticas de adoção das TIC na área da saúde, e têm como objetivo melhorar a segurança do cidadão, apoiar a decisão clínica e a eficiência global. 

Desta forma, na categoria de Clinical Outcomes, o vencedor do Prémio HINTT 2021 foi a solução desenvolvida pelo Fraunhofer AICOS, com o Projeto “Derm.AI - Utilização de Inteligência Artificial para Potencializar o Rastreio Teledermatológico”. Este consiste numa solução que pretende facilitar e aumentar a eficiência do processo de referenciação na Teledermatologia entre Cuidados de Saúde Primários e Serviços de Dermatologia do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e, para isso tem dois grandes objetivos principais: 1) Integração de uma aplicação móvel para aquisição de imagens dermatológicas de lesões cutâneas no sistemas de referenciação do SNS; 2) Construção de uma plataforma de Inteligência Artificial de Priorização de Risco e Apoio à Decisão.

Por sua vez, o Projeto “Portal de Agendamento Online para vacinação contra a COVID-19”, dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, venceu na categoria de Patient Safety, um Portal que possibilitou a solicitação do agendamento da vacinação para o local e a data mais convenientes, de acordo com a disponibilidade e a capacidade instalada dos postos de vacinação existentes.

Das startups a concurso – na categoria Startup Innovation - o Projeto “adhesiv.Ai – Remote Wound Care”, da BestHealth4U, foi o vencedor. Um adesivo flexível e adequado para a pele, que trata eficazmente a ferida, e monitoriza continuamente a progressão da cicatrização. Esta tecnologia inovadora está integrada com um software de rastreamento digital (inteligência artificial que prevê a evolução da ferida), permitindo que os médicos controlem e monitorizem com eficácia as feridas dos seus doentes à distância, permitindo um acompanhamento contínuo e seguro a partir de casa.

Já na categoria Value Proposition venceu o CHU de São João, com o projeto Cri.Obesidade, que permite incorporar e tirar o melhor proveito das novas tecnologias de process mining, possibilitando a total autonomia ao utilizador na monitorização de todo o processo de tratamento dos doentes, em particular, perceber rapidamente quais os constrangimentos em termos de tempo de espera para cada passo do processo de tratamento.

Fazendo um balanço da 5ª edição do HINTT, Filipa Fixe menciona que “nesta 5ª edição, o objetivo manteve-se: dar palco à saúde digital, sem nunca esquecer o cidadão. O contexto pandémico que atravessamos veio reforçar a importância do foco no cidadão, tanto as entidades públicas e privadas como as entidades ditas pagadoras desempenharam a sua atividade focada no cidadão como nunca antes visto. Ou seja, falamos tanto do Ministério da Saúde, como de entidades seguradoras, e até mesmo as próprias entidades reguladoras. Desta forma, a tendência que vemos passa por soluções que permitam a proximidade com o utente, com o cidadão, onde quer que ele esteja.” Prossegue ainda explicando que “a utilização de algoritmos, da chamada inteligência artificial sobre os dados para conseguir melhorar a parte do diagnóstico, de acelerar processos, de transformar as instituições para se tornarem mais ágeis e para proporcionar aos profissionais de saúde mais tempo de qualidade para dedicar aos seus doentes e junto com eles tomar a melhor decisão, são aspetos que caracterizam as candidaturas”, refere.

O HINTT enquanto “montra” de projetos de referência a nível nacional permite que as instituições e as equipas partilhem entre si ideias que podem resultar em novos projetos ou novos modelos de implementação das soluções propostas, garantindo um maior impacto tanto para as entidades de saúde como para os utentes. Assim, foram várias as entidades que estiveram a concurso e que ficaram entre as 10 soluções finalistas, nomeadamente: a iLof; o INEM; o Well Partners; Glooma; CHULC e o SPEM.

Opinião
«(…) quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que

Não poucas vezes, talvez a mais delas, em muitas situações da nossa sociedade pós-moderna e pós-capitalista, vivemos uma permanente conspiração do silêncio em relação aos Cuidados Paliativos. Paliativo deriva do latim pallium que era o nome do manto usado pelos cavaleiros das Cruzadas para se protegerem das intempéries. Os Cuidados Paliativos têm este propósito fundamental, o de proteger, amparar, cuidar integralmente da pessoa e da sua família ao longo de todo o caminho novo que se abre quando há o diagnóstico de uma doença grave, incurável, progressiva e que, em anos a dias, pode levar à morte. Este acompanhamento abrange todas as dimensões da pessoa humana, desde o corpo que dói, às emoções que sentem, à família que amam, e à alma que sofre.

Algumas correntes defendem a mudança da designação de “Cuidados Paliativos” para outras alternativas mais redutoras e eufemísticas, que desenraízam estes cuidados do seu valor histórico e simbólico, na esperança que haja maior “aceitação” por parte da comunidade e dos próprios profissionais de saúde. Num tempo que se defende secular, vivemos de outros dogmas e atormentados por outros tabus que reconhecemos como normoses e, assim, nos impedem de sermos mais. Queremos fugir e ignorar a morte, o sofrimento, a intimidade, a espiritualidade; infantilizamo-nos em lugar de nos convocarmos para o crescimento; planificamo-nos em lugar de nos aprofundarmos. Porquê não acreditar no poeta e mudar os homens usando borboletas?

As pessoas que acompanhamos em Cuidados Paliativos são mestres e mostram-nos que o caminho para se ser inteiro não é fugir das questões fundamentais da vida, mas abraçá-las. Mostram-nos que querem ser cuidadas por uma medicina baseada na evidência e baseada na relação humana. Mostram-nos que a verdade e o afeto são essenciais para cuidarmos delas. Mostram-nos que é preciso encontrar o extraordinário no ordinário, porque o quotidiano é o grande tesouro. Mostram-nos que não é a morte que as atormenta, mas a vida mal vivida.

Mostram-nos que apesar de, o valor superlativo da bondade, da gratidão e do amor são perenes. Mostram-nos que as regras podem ser reinventadas. Mostram-nos que o tempo é presente. Mostram-nos que a doença não é um impasse, mas uma travessia para mergulhar em novas dimensões de si mesmas. Mostram-nos que a vida é uma dádiva e um dom.

Embora os Cuidados Paliativos sejam associados à morte, a área principal do nosso cuidado é a Vida. Não tenhamos medo de olhar para nós e para os nossos e perceber como queremos realmente viver. Não tenhamos medo de ser mais verdadeiros, mais inteiros, mais humanos. O último apelo é o de conseguirmos fazer de Portugal um lugar onde as pessoas aprendam a ver as felicidades certas, isto é, um lugar onde não haja medo de viver.

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“Um Olhar Informado Sobre o Cancro da Próstata em Portugal”
No âmbito da iniciativa “Homens Bem Informados”, a Associação Portuguesa dos Doentes da Próstata (APDP) organiza, com o apoio...

Com início marcado para as 18h30, o evento, no qual será feita uma breve contextualização sobre a iniciativa, vai contar com o contributo de vários especialistas que vão participar em dois debates.

O “Cancro da Próstata e a realidade nacional: Necessidades e desafios”, contará com José Graça, da Associação Portuguesa de Doentes da Próstata; os especialistas André Mansinho da Sociedade Portuguesa de Oncologia e Luís Abranches Monteiro da Associação Portuguesa de Urologia.

O Painel de Debate seguinte – sob o tema “Tornar o Cancro da Próstata uma Prioridade em Portugal” -, conta com a presença do médico Luís Campos Pinheiro, representante da Ordem dos Médicos; Maria Antónia Santos da Comissão de Saúde; Margarida Oliveira do Infarmed e José Dinis, Diretor do Programa Nacional das Doenças Oncológicas.

A iniciativa “Homens Bem Informados” surgiu a propósito da campanha europeia “Let’s Talk About Prostate Cancer” e tem como rosto o apresentador de televisão Hélder Reis. O objetivo desta campanha passa por sensibilizar a população portuguesa, em especial a masculina, para esta doença através de conteúdo informativo disponível no site da Astellas e na página de Facebook “Homens Bem Informados”. Nestas plataformas é possível encontrar informação sobre este tipo de cancro, incluindo sintomas, fatores de risco e formas de diagnóstico.

O cancro da próstata é a segunda principal causa de morte por cancro em homens acima dos 50 anos, sendo que 2 em cada 11 homens em Portugal são afetados por esta doença. Em 2020, foram diagnosticados em Portugal cerca de 7.000 novos casos. É atualmente mais letal para os homens do que o cancro da mama para as mulheres, tendo sido responsável por mais de 100.000 mortes na Europa em 2020. Em todo o mundo, surgiram cerca de 1,5 milhões de novos diagnósticos no mesmo ano.

 

 

 

 

 

 

Adoção da abordagem One Health (Uma Só Saúde) em Portugal é crucial
A importância de cuidar da saúde animal e ambiental para otimizar a saúde pública e evitar futuras pandemias, como a Covid-19,...

De acordo com um relatório recente da World Wide Fund for Nature (WWF)1, existe uma forte probabilidade de surgirem novas pandemias transmitidas por animais, a menos que se tomem medidas urgentes. As más normas de segurança alimentar estão a aumentar, como o comércio e consumo de animais selvagens, potenciando a exposição a patologias, dando origem todos os anos a três ou quatro novas doenças zoonóticas (algumas muito graves como o VIH/Sida, a Síndrome Respiratória Aguda e a Covid-19). O risco de surgir uma nova pandemia "é mais alto do que nunca", com o potencial de voltar a causar o caos na saúde, nas economias e na segurança global, como aconteceu no caso da disseminação do vírus SARS-CoV-2.

Luís Montenegro, diretor clínico do Hospital Veterinário Montenegro e presidente do congresso explica que “o comércio e consumo de animais selvagens, a desflorestação, a expansão da agricultura extensiva e a intensificação insustentável da produção animal conduzem ao aparecimento de zoonoses. Neste sentido, é fundamental reforçar o impacto que a saúde animal pode ter na saúde humana, sem descurar a saúde ambiental, e de que modo estas podem coexistir entre si, através da introdução da abordagem One Health, em Portugal.”

No caso dos animais de companhia, grande parte das doenças que estes transmitem às pessoas que com eles coabitam, podem ser evitadas através de regras básicas de higiene e segurança. A prevenção dessa transmissão alicerça-se através de medidas e políticas que deverão envolver um trabalho conjunto de médicos, médicos veterinários e especialistas em saúde ambiental.

Luís Montenegro apela às entidades políticas e autoridades de saúde nacionais, para a urgência de se adotar o conceito One Health no nosso país, para alcançar um futuro mais sustentável. “Em vez de se observar uma multiplicação de recursos e de práticas, passa a observar-se uma única escola de saúde – um espaço coabitado por várias medicinas – construída com pilares interdisciplinares, optimizadores de recursos, inclusivos e cooperativos. Esta abordagem depende de uma reorganização das instituições e dos serviços que devem trabalhar para o mesmo fim”.

Para obter intervenções bem-sucedidas, é necessário a cooperação de profissionais de saúde humana (médicos, enfermeiros, profissionais de saúde pública, epidemiologistas), de saúde animal (médicos veterinários, enfermeiros veterinários, trabalhadores agrícolas), do meio ambiente (ecologistas, especialistas em vida selvagem) e de outras áreas de especialização.

“Um espaço coabitado por várias medicinas traz inúmeras vantagens, mas para alcançá-las, precisamos de instituir uma comunicação mais assertiva entre as partes envolvidas”, sublinha o especialista, que ambiciona ser pioneiro na introdução desta abordagem de saúde em Portugal.

Valor angariado reverte a favor da Make-A-Wish
No âmbito da 5.ª edição da Maratona da Maternidade, organizada pelo laboratório BebéVida, a atriz e apresentadora Cláudia...

Claúdia Vieira é madrinha da Maratona da Maternidade e simultaneamente da Fundação Make-A-Wish (instituição escolhida pela BebéVida para receber a totalidade do valor angariado com as inscrições do evento) e vai juntar-se a futuras mamãs convidadas para uma aula de fitness e pilates, que terá a duração aproximada de uma hora.

Esta é uma das dez sessões, totalmente gratuitas e transmitidas via Zoom, que vão acontecer entre as 10h45 e as 18h00 do dia 16 de outubro, sobre várias temáticas ligadas à maternidade. Ao inscrever-se no site da BebéVida, as participantes ficam habilitadas a receber um cabaz de produtos de valor superior a 3 000€.

Por sua vez, no dia 17 de outubro, a BebéVida realiza mais uma caminhada, em formato virtual, dirigida em especial às famílias em crescimento, com o duplo objetivo de incentivar a natalidade e angariar donativos para a Make-A-Wish, conhecida por realizar desejos de crianças e jovens, dos 3 aos 17 anos, com doenças graves, proporcionando-lhes um momento de força, alegria e esperança.

“É com enorme alegria que estamos uma vez mais com a BebéVida! O ano passado conseguimos realizar, juntos, um desejo, graças a todos os participantes envolvidos. Estamos muito entusiasmados com esta 5.ª edição da Maratona da Maternidade que está repleta de novidades e que, simultaneamente, irá contribuir para que mais crianças gravemente doentes possam realizar o seu maior desejo”, refere Mariana Carreira, diretora executiva da Make-A-Wish.

Todas as pessoas que queiram participar na caminhada são desafiadas a fazer uma caminhada de três quilómetros e a partilhar as fotografias do percurso por si escolhido nas suas redes sociais, usando a hashtag #maratonabebevida e identificando os perfis @bebevida.pt e @makeawishportugal. Caso sejam atingidos 1000km percorridos, a BebéVida compromete-se a dobrar o valor angariado.

 

 

Norma atualizada
A terceira dose da vacina contra a Covid-19 vai começar a ser administrada a pessoas com 65 e mais anos e a utentes de lares e...

Segundo a Direção Geral da Saúde, a Fase 3 da campanha de vacinação, recentemente atualizada, inclui dose uma de reforço a ser dada a pessoas com 65 ou mais anos, sendo a prioridade as pessoas com 80 ou mais anos e utentes de lares e da rede de cuidados continuados e de outras instituições similares.

A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, sublinhou, numa conferência de imprensa conjunta com o responsável da unidade de investigação epidemiológica do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), Baltazar Nunes, que esta dose de reforço da imunidade “destina-se, nesta fase, às pessoas com mais idade, porque há sempre esta associação entre o fator idade e o fator vulnerabilidade”.

Esta terceira dose, da vacina da Pfizer/BioNtech, deve ser administrada seis meses após a última dose.

A Diretora-Geral da Saúde explicou, ainda, que a administração da dose de reforço aos profissionais de saúde está a ser ponderada, mas para já estes não são considerados prioritários.

Relativamente aos imunossuprimidos, Graça Freitas adiantou que já está a ser administrada uma dose adicional da vacina contra o SARS-CoV-2 e que, até à data, já receberam essa dose entre 12 mil e 13 mil pessoas.

Dia Mundial Saúde Mental – 10 de outubro de 2021
Ontem celebrámos o Dia Mundial da Saúde Mental. E hoje falamos de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A associação entre alterações neuropsiquiátricas e AVC tem sido amplamente estudada e sabe-se que estas contribuem para o impacto negativo multidimensional do AVC. De entre as várias alterações conhecidas, a depressão é uma das mais frequentes. Estima-se que até um terço dos doentes desenvolva sintomas depressivos durantes os primeiros 5 anos após sofrer um AVC. Foi demonstrado que entre um grupo de doentes com igual limitação funcional (ex. incapacidade para caminhar), a depressão parece ser mais frequente nos que sofreram um AVC do que naqueles que apresentam limitação funcional por outro motivo.

Então, porque surge a depressão após AVC? O impacto psicológico gerado pelas limitações impostas pelo AVC pode ser suficiente para originar sintomas depressivos. Contudo, a própria lesão cerebral provocada pelo AVC pode contribuir para o desenvolvimento destes sintomas neste grupo de doentes.

Vários fatores contribuem para a depressão após AVC. O cenário clínico, isto é, a gravidade do AVC e as limitações sofridas pelo doente são os fatores de risco mais facilmente identificados. Contudo, é importante lembrar que outros fatores como a idade, sexo, história médica e psiquiátrica prévia e o suporte social de cada doente desempenham um papel igualmente relevante. O conhecimento dos fatores de risco é importante, porque muitos deles podem ser facilmente reconhecidos e identificados, quando procurados, e uma parte deles são passíveis de algum tipo de intervenção (ex: melhorar o apoio social prestado a estes doentes).

Porque é importante falar de depressão após AVC? A depressão após AVC é um preditor de pior prognóstico e associa-se a menor sucesso na reabilitação, maior grau de incapacidade para as atividades de vida diária, alterações do sono, alterações cognitivas, isolamento social e mesmo a um aumento da mortalidade.

Assim, conhecer a natureza da depressão após AVC e os seus fatores de risco torna-se essencial para aprimorar o seu diagnóstico e tratamento. Promover esta consciencialização contribuirá para nos aproximarmos do nosso objetivo – o melhor cuidado para o doente com AVC!

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
"Não deixe o coração acelerar"
Na vida, tal como na estrada, a velocidade tem riscos. É para eles que alerta a nova campanha da Fundação Portuguesa de...

Uma atenção que passa pela medição regular, que “pode e deve ser feita com frequência, visto tratar-se de um indicador clínico fácil de obter, que poderá identificar determinados indivíduos em risco de desenvolver doença cardiovascular e também diabetes”. Não o fazer, prossegue o cardiologista, pode custar caro. “A frequência cardíaca de repouso sistematicamente elevada deve ser valorizada, pois constitui um fator de risco que pode anunciar o futuro aparecimento de doença, morte cardiovascular e de diabetes”, refere, acrescentando ainda que “muitos estudos epidemiológicos mostram que esta elevação da frequência cardíaca é um fator de risco para desenvolver hipertensão arterial”. 

Por isso, uma frequência cardíaca sistematicamente elevada “deve ser interpretada como um aviso para se iniciarem medidas preventivas que corrijam este desequilíbrio. É o momento para a medicina preventiva fazer o seu trabalho.”

São várias as situações que podem fazer com que a frequência cardíaca em repouso ultrapasse os 80 bpm, “como doenças da tiroide, anemia, excesso de álcool, cafeína e stress”. Mas, reforça o especialista, “depois de excluir estas situações e ter-se comprovado a presença de uma frequência cardíaca de repouso alta, podemos pensar que mecanismos causam esta taquicardia relativa. Pensa-se que seja devido a um desequilíbrio do sistema nervoso autónomo, com predomínio do sistema simpático sobre o sistema vagal”.

Manuel Carrageta acredita que este é um fator de risco para a qual os portugueses “não estão sequer informados, quanto mais sensibilizados para a sua importância, que tem sido esquecida na informação disponibilizada à nossa população”. É, por isso, importante o reforço da mensagem, traduzida aqui num conselho: “Não ultrapasse os 80 bpm”. 

A boa notícia é que, “melhorando o estilo de vida, nomeadamente através da prática regular do exercício, redução do peso corporal, do stress, da ingestão excessiva de álcool e da cafeína”, é possível manter a frequência cardíaca em repouso controlada. “Algumas vezes pode mesmo ser necessário recorrer ao emprego de fármacos que ajudem a controlar a frequência cardíaca e, ao mesmo tempo, a pressão arterial elevada que, como já referimos, costuma estar associada, mais tarde ou mais cedo, a este aumento da frequência cardíaca.”

Isto sem esquecer a medição regular. “Visto que a frequência cardíaca de repouso elevada pode indicar um prognóstico desfavorável e ser tão fácil de medir, é de recomendar o seu emprego diário, bem como a sua valorização clínica.”

Esta é uma das mensagens, à qual o especialista junta outra: “a frase-chave será “Usa o teu coração para te ligares aos outros”. Numa altura em que ainda estamos a lutar contra a Covid-19 é muito importante não esquecer que a pandemia cardiovascular continua a ser a que mais mata em Portugal, pelo que não podemos ignorar a importância, para todos, da adoção de estilos de vida saudáveis e do controlo dos fatores de risco para a prevenção cardiovascular”.

No âmbito desta campanha vão estar a decorrer, em mais de 220 farmácias, rastreios à frequência cardíaca. 

“Gota Vermelha - Cuidar da saúde menstrual”
Iniciativa inserida na Rede de Enfermagem de Saúde da Mulher de Países de Língua Portuguesa dirige-se a raparigas e rapazes,...

Amanhã, comemora-se o Dia Internacional das Meninas A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) está a iniciar um projeto que tem como objetivo empoderar meninas e adolescentes sobre o autocuidado na gestão da saúde e higiene menstrual, aumentando a sua qualidade de vida, mas que pretende também melhorar a literacia de raparigas e rapazes sobre o “período”, de modo a reduzir tabus e estigmas.

“Gota Vermelha - Cuidar da saúde menstrual”, assim se designa o projeto, que está inserido na Rede de Enfermagem de Saúde da Mulher de Países de Língua Portuguesa (RESM-LP), liderada pela ESEnfC e que, em Coimbra, conta, para já, com a parceria do Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste (AECO).

No âmbito deste projeto-piloto, que decorre até 2023, prevê-se a realização de sessões educacionais para raparigas e rapazes entre os 10 e 14 anos, a sensibilização da comunidade educativa (de estabelecimentos da AECO) para as necessidades de saúde e gestão da higiene menstrual das raparigas em contexto escolar e, ainda, a construção de materiais socioeducativos.

“A menstruação é suja ou perigosa”, “Certos alimentos são proibidos para mulheres e meninas menstruadas”, “Menstruação indica prontidão para casamento e sexo”, a “A menstruação limita as habilidades das mulheres”, ou “A menstruação é um problema apenas das mulheres”, são alguns dos mitos e tabus mais comuns ainda associados ao “período”, segundo o Fundo das Nações Unidas para a População.

De acordo com os proponentes do projeto “Gota Vermelha”, «ignorar as necessidades menstruais das mulheres não só afeta a sua saúde, mas também as suas atividades diárias habituais, afetando negativamente a sua educação, o seu rendimento e o desempenhar de deveres diários».

500 milhões em todo o mundo sentem restrições nas necessidades de gestão menstrual «Entre os obstáculos existentes» a nível global, prosseguem as responsáveis da RESM-LP, «destaca-se a incapacidade de meninas gerirem a sua menstruação nas escolas, devido a instalações sanitárias e balneares inadequadas», ou à «falta de conhecimento ou sensibilização das necessidades das meninas por parte de professores e docentes», que os pode levar, por vezes, «a recusar» a ida daquelas às instalações sanitárias nos momentos em que mais precisam.

O que tem como consequência (sobretudo em países com baixos rendimentos) o absentismo escolar de muitas meninas durante o período menstrual, nomeadamente nos dias de maior fluxo, quando não mesmo o abandono da Escola.

De acordo com o relatório Making the case for investing in Menstrual Health & Hygiene (2021), estima-se que cerca de 500 milhões de mulheres e meninas em todo o mundo (quase um quarto da população feminina global em idade reprodutiva) enfrentam restrições nas suas necessidades de gestão menstrual, que constituem ainda um tabu em muitas culturas. Amanhã (11 de outubro), comemora-se o Dia Internacional das Meninas, efeméride instituída em 2011 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, para reconhecer os direitos das raparigas e os desafios únicos que enfrentam em todo o mundo, promovendo o seu empoderamento e o cumprimento dos seus direitos humanos.

«A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (ODS), adotada pelos líderes mundiais em 2015, realça a importância da igualdade de género e o empoderamento das mulheres como parte integrante de cada um dos 17 objetivos», sendo que, em 2021, no Dia Internacional das Meninas, «a Organização das Nações Unidades salienta a importância da igualdade de género no acesso às tecnologias de informação e comunicação, assumindo que a revolução digital é para todas e todos», afirma a Unidade Científico-Pedagógica de Enfermagem de Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica da ESEnfC, que se associa-se a esta comemoração e ao projeto “Gota Vermelha”.

A RESM-LP é uma rede de cooperação de enfermeiros e parteiras de oito países – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste –, que integram organizações políticas, instituições académicas, organizações profissionais e prestadores de cuidados de saúde, a qual visa promover a melhoria da saúde da mulher nesses territórios.

13 de outubro - Dia Mundial do Cancro da Mama
Para assinalar outubro, mês de Luta contra o Cancro, e contribuir para a desmistificação do Cancro da Mama Metastático, a...

A campanha centra-se no site Eu e o Cancro da Mama Metastático e será divulgada online, no Youtube, na rede de Mupis de Lisboa e Porto e em Multibancos, um pouco por todo o País. No website Eu e o Cancro da Mama Metastático encontram-se temas tão distintos como diagnóstico, tratamentos, emoções, saúde, relacionamentos, escolhas e recursos. Dedicado a pessoas com cancro da mama metastático, ajuda-as a compreender a doença, através da informação, e contribui para a sua integração na sociedade pós-diagnóstico. Pode ser visitado em www.eueocancrodamama.pt.

Para além do site, em língua portuguesa, a campanha disponibiliza um guia com mais de 120 páginas que, tal como o site, dá respostas às perguntas mais urgentes relacionadas com o diagnóstico, o tratamento, as emoções, a saúde, os relacionamentos e o trabalho. O guia dá ainda a possibilidade de, ao longo de várias páginas, se registarem notas, questões e sentimentos, como se de um diário se tratasse.

“A informação tranquiliza-nos, permite-nos tomar decisões ponderadas, dá-nos poder. Site e guia contribuirão de forma decisiva para que as mulheres percebam que, apesar da doença, está nas suas mãos determinar como desejam viver a sua vida”, afirma Susana Castro Marques, Directora Médica da Pfizer Portugal.

Para esta campanha, a Pfizer conta com o apoio das associações: Ame e Viva a Vida; Amigas do Peito; Associação de Mulheres com Patologia Mamária; EVITA, Mama Help; Careca Power; Partilhas e Cuidados; Viva Mulher Viva.

O que é o Cancro da Mama Metastático?

Muito se sabe sobre o cancro da mama, o cancro mais frequente entre o sexo feminino, mas poucos conhecem os desafios e as necessidades de quem vive com a doença numa fase mais avançada. Fala-se de cancro da mama metastático quando a doença se disseminou para além do tumor primário, neste caso na mama, para outras partes do corpo. Nestes casos, à

semelhança do que acontece com outras doenças crónicas, a pessoa terá de (com)viver com o cancro para sempre.

Os progressos científicos têm-nos apresentado cada vez mais opções de tratamento, que proporcionam uma vida mais longa e com maior qualidade para muitos doentes. Por se tratarem, na maioria dos casos, de pessoas em idade ativa, quer a nível profissional, quer familiar, o apoio e a sua (re)integração na sociedade no pós-diagnóstico é essencial. Um período em que o acesso à informação se revela crucial.

13 de outubro | Cancro da Mama Metastático em vídeo

Para assinalar o dia 13 de outubro, os colaboradores da Pfizer Portugal voltam a contar histórias baseadas em casos reais de doentes portugueses. Um vídeo institucional com o intuito de partilhar uma nova perspetiva sobre a qualidade de vida que os doentes com Cancro da Mama Metastático podem ter.

O vídeo traz-nos histórias inspiradoras de quatro doentes diagnosticados com Cancro da Mama Metastático. Nesta iniciativa, os colaboradores da Pfizer Portugal dão voz às diferentes realidades e experiências desde o primeiro dia do diagnóstico até ao momento dos tratamentos.

O desafio foi criar um vídeo informativo com uma perspetiva positiva sobre a qualidade de vida que é possível existir. São os colaboradores da Pfizer quem conta as histórias porque estes doentes estão demasiado ocupados a aproveitar a vida”. Produzido pela agência McCann, o vídeo pode ser visualizado aqui.

Índice de Saúde Mental Headway 2023
A pandemia de covid-19 exacerbou os desafios relacionados com o género devido ao facto de as suas consequências para a saúde...

O índice é um quadro multidimensional realizado em países da União Europeia e no Reino Unido no âmbito do Headway 2023, uma iniciativa de Saúde Mental concebida e lançada pela The European House - Ambrosetti, um think tank, em parceria com a Angelini Pharma. O Headway 2023 foi concebido como uma plataforma multidisciplinar para a troca de conhecimentos para prevenir, diagnosticar, gerir e encontrar soluções inovadoras para reduzir o peso da saúde mental e o estigma associado às doenças mentais, a nível europeu e local.

O CEO da Angelini Pharma, Pierluigi Antonelli, disse: “Os esforços de recuperação da covid-19 oferecem uma oportunidade crucial para melhorar os serviços e as políticas de saúde mental na Europa, colocando a saúde do cérebro no topo da agenda de saúde pública europeia. O Índice de Saúde Mental Headway 2023 oferece a primeira visão geral abrangente do estado dos sistemas de saúde mental na Europa. O relatório destaca a taxa de doenças mentais entre as pessoas em idade ativa e também a necessidade urgente de os empregadores estabelecerem sistemas apropriados para responder às necessidades de saúde mental. O Grupo Angelini, também graças ao forte compromisso dos nossos acionistas, disponibiliza uma linha de apoio psicológico para todos os seus colaboradores. É crucial, enquanto influenciamos as políticas externas, permanecer coerente e agir com responsabilidade dentro das nossas organizações”.

“O tema Saúde Mental é crucial, sabendo que os limites da saúde mental vão além da idade, do sexo, do status social e da proveniência e que os distúrbios mentais têm um impacto importante não só nos indivíduos e nas suas famílias, mas também na sociedade. A nossa análise e o ‘Índice de Saúde Mental Headway 2023” têm em conta todos estes aspetos. O nosso trabalho fornece um quadro multidimensional sobre a saúde mental na Europa, combinando elementos e intervenções em políticas de saúde, bem-estar e educação em países europeus e destaca as fraquezas e os sucessos dos países na resposta às necessidades em saúde mental, baseando-se numa comparação entre outras experiências europeias.”, afirma Daniela Bianco, Sócia e Responsável pela Área de Saúde The European House - Ambrosetti, “A pandemia da covid-19 teve consequências significativas na saúde mental de toda a população, no entanto, o contexto da saúde mental na Europa já era preocupante muito antes da pandemia, com mais de 84 milhões de pessoas com problemas de saúde mental e 165.000 mortes anuais devido a doença mental ou suicídio. De facto, por exemplo, a esperança de vida das pessoas com esquizofrenia - 60 anos para os homens e 68 anos para as mulheres - é 13-15 anos menor do que a do resto da população. Além disso, o suicídio é a 6 ª causa de morte na população em geral e a 4 ª causa de morte na população jovem e, em alguns países, o impacto dos transtornos mentais em jovens é maior do que o de todos os outros problemas de saúde juntos. As análises apresentadas hoje mostram uma grande variabilidade na disponibilidade, acessibilidade e qualidade dos serviços de saúde mental prestados e na capacidade de resposta dos países europeus às necessidades de saúde mental nas escolas, locais de trabalho e sociedade em geral.'', afirma Celso Arango, Presidente da Associação Psiquiátrica Espanhola e Conselheira do “Headway 2023”. “No entanto, surge uma escassez generalizada de dados atualizados e possíveis distorções relacionadas com ‘relatórios incorretos’ e ‘relatórios insuficientes’. Portanto, é crucial aumentar a capacidade de os países recolherem e monitorizarem dados de saúde mental para se poder avaliar a dimensão da saúde mental em todos os países e avaliar sua capacidade de resposta às necessidades de saúde e socioeconómicas na saúde mental.”

De acordo com estimativas recentes, 83% das mulheres relatam que a pandemia afetou negativamente a sua saúde mental, em comparação com 36% dos homens. Mulheres grávidas, mulheres no período pós-parto ou vítimas de traumas, como aborto espontâneo ou abuso de parceiros íntimos, foram consideradas as mais suscetíveis aos impactos psicológicos da pandemia. O peso das tarefas domésticas e dos cuidados com os filhos também teve um impacto significativo no bem-estar mental das mulheres, com 44% das mulheres com filhos menores de 12 anos a relatar terem tido dificuldades nas responsabilidades domésticas, em comparação com apenas 20% dos homens.

O relatório também revela que a doença mental, especialmente a do tipo leve a moderado, afeta até 20% da população em idade ativa em algum momento das suas vidas, enquanto 70% da população empregada relata problemas de saúde mental nas formas leve a moderada. A doença mental também pode ter um impacto significativo na capacidade de trabalho das pessoas, limitando a sua capacidade de participação no mercado de trabalho. As taxas de emprego em pessoas com transtornos mentais graves foram de 45-55%, sendo que aqueles que fazem parta da força de trabalho receberam um salário 58% inferior à média. No geral, em toda a Europa, a taxa de emprego de pessoas que sofrem de depressão é muito heterogénea, com taxas a variar entre os 27%, na Roménia, e os 68%, na Alemanha. No entanto, episódios de absentismo e presenteísmo (corpo presente no local de trabalho, mas mente ausente) são frequentes e o custo da perda de produtividade do trabalho é alto (igual a 1,6% do PIB europeu).

À medida que a pandemia avança, a exposição prolongada dos profissionais de saúde a situações extremamente stressantes e potencialmente traumáticas torna-os particularmente vulneráveis ​​ao stresse mental e à ansiedade, com impacto a longo prazo na sua saúde. Na Europa, 57% dos profissionais de saúde relataram que tiveram sintomas de stresse pós-traumático durante o pico da pandemia.

O “Índice de Saúde Mental - Headway 2023” também destaca o impacto socioeconómico dos transtornos de saúde mental. Estudos recentes estimam que o custo total dos distúrbios mentais, em termos de perda de produtividade e despesas com saúde e assistência social, deve ser equivalente a 4% do PIB da UE. Embora a saúde mental tenha um impacto socioeconómico crítico, só é alocado um máximo de 5% do gasto total do governo à saúde mental em toda a Europa (valores que variam: 3% na Polónia, 3,5% na Itália, 4,2% em Espanha e 5,4% na Dinamarca), com impactos na disponibilidade de recursos humanos e infraestruturais dedicados à Saúde Mental.

Quando se trata da capacidade de resposta às necessidades de saúde mental da sociedade, países com um maior gasto per capita em deficiências relacionadas com a saúde mental apresentam uma maior perceção de apoio social.

No geral, a partir dos dados disponíveis, verifica-se que os países da Europa do Norte/Central têm um melhor desempenho do que os países do Leste. No entanto, existe uma escassez generalizada de dados atualizados e possíveis distorções relacionadas com “relatórios incorretos” e “relatórios insuficientes” em alguns países.

Terceira edição
A conferência global de cidades que trabalham para acabar com as epidemias urbanas de VIH e tuberculose (TB) e eliminar o Vírus...

A rede Fast-Track Cities foi lançada em 2014 pela IAPAC, UNAIDS, Programa Human Settlements das Nações Unidas (UN-HABITAT) e a cidade de Paris. As Fast-Track Cities estão comprometidas em alcançar a Meta de Desenvolvimento Sustentável (SDG) 3.3 de acabar com as epidemias de VIH e TB e as metas da Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminar o HBV e o HCV até 2030.

Esta terceira conferência anual Fast-Track Cities vai destacar sucessos e desafios à medida que a rede de mais de 350 cidades se esforça para superar as interrupções causadas pela pandemia COVID-19. De acordo com José M. Zuniga, Presidente / CEO da IAPAC e do Fast-Track Cities Institute: “No meio da pandemia COVID-19, as Fast-Track Cities estão na vanguarda do avanço das metas globais de saúde pública e da manutenção de uma continuidade dos serviços de VIH, TB e hepatite viral para seus cidadãos”.

O Painel de Abertura incluirá líderes da IAPAC, UNAIDS, Stop TB Partnership e World Hepatitis Alliance, bem como representantes da sociedade civil - GAT Portugal e Treatment Action Campaign-South Africa. O Plano de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio da SIDA (PEPFAR) e o Fundo Global de Luta contra a SIDA, Tuberculose e Malária também estarão representados. Um Painel de Alto Nível sobre “Enfrentar a Intersecção do Uso de Drogas, VIH e HCV” incluirá Presidentes de Câmara e governadores municipais de várias Fast-Track Cities, bem como especialistas no assunto e representantes da sociedade civil.

A Conferência conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa.

 

Inquérito no âmbito do Dia Mundial da Saúde Mental
De acordo com uma sondagem realizada pela Hays, mais de metade dos inquiridos sente que a sua saúde mental e bem-estar foram...

Em comentário aos resultados, Sandra Henke, Group Head of People & Culture da Hays, disse: "não surpreende que, a maioria dos inquiridos, tenha referido que a sua saúde mental e bem-estar foi negativamente afetada durante a pandemia. Isto pode ser por várias razões, e embora a experiência de cada pessoa durante a pandemia seja única, em todo o mundo tivemos de lidar com uma série de desafios durante os últimos 18 meses, tanto na vida profissional como pessoal. Os empregadores têm um dever permanente de cuidado para com os seus colaboradores e é importante que as organizações continuem a apoiar o respetivo bem-estar”.

Sandra acrescenta que “com a implementação de modelos de trabalho híbridos, em que o tempo é dividido entre escritório e casa, pode ser mais difícil para os líderes identificarem as reais necessidades das suas equipas. No entanto, existem formas de as organizações poderem ajudar a reduzir o stress no novo modelo de trabalho, tais como assegurar que os colaboradores sabem o que se espera deles, dar-lhes a conhecer que o seu contributo é apreciado quer estejam no escritório ou não, incluindo-os em atividades independentemente da sua localização, e assegurar que as pessoas interagem e falam umas com as outras regularmente".

O tema do Dia Mundial da Saúde Mental deste ano é "Saúde Mental num Mundo Desigual", cujo o objetivo passa por alertar para a falta de tratamento para problemas da saúde mental, devido à discriminação.

Sandra conclui que “há uma grande janela de oportunidade para as organizações normalizarem a discussão em torno da saúde mental, para reduzir qualquer estigma que possa estar associado a ela. As empresas devem também assegurar-se de que encorajam os seus gestores através de discussões abertas e francas sobre saúde mental e bem-estar, promovendo a disponibilidade de apoio, se necessário, e implementando formação em saúde mental sempre que possível. É também realmente importante que as organizações construam locais de trabalho inclusivos, onde as pessoas possam ser o seu eu autêntico e não sintam que têm de fechar qualquer parte de si próprias".

Matilde Moreira, coordenadora dos Projetos de Solidariedade da Hays Portugal, acrescenta que “a vida mudou, de um dia para o outro, de uma forma que ninguém esperava nem estava preparado para lidar. O confinamento, o distanciamento físico e o medo abalaram o psicológico de todos. Tivemos que adaptar a nossa vida pessoal a esta nova realidade e até começar novas formas de trabalhar. Agora, após mais de um ano nesta realidade, mais do que nunca, é preciso falar e normalizar a saúde mental. As pessoas podem precisar de ajuda e o fator discriminação não pode ser um entrave a este apoio. As empresas devem ser uma voz ativa nestas questões e suportar os profissionais, garantindo as ferramentas e o apoio necessários para o pleno bem-estar físico e psicológico dos seus colaboradores”.

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