No Algarve, de 21 a 23 de outubro
Está prestes a começar o 9.º Congresso Português do Cancro do Pulmão, organizado pelo Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão ...

“Oncologia Torácica – Para Onde Vamos” é a questão que serviu de base para a construção do programa científico do 9.º Congresso do GECP, que irá abranger temas transversais, começando desde logo pelos “Avanços em Diagnóstico de Tumores Torácicos” e passando pelos “Novos desafios no tratamento do cancro do pulmão localmente avançado”. “Imagem e Pneumologia de Intervenção no Cancro do Pulmão”, “Desafios na Imunoterapia” e “COVID e Cancro do Pulmão” são outros dos tópicos debatidos nas várias mesas redondas que constituem a agenda do evento.

Ao longo dos três dias, vão também decorrer simpósios satélite promovidos pela indústria farmacêutica com a participação de especialistas nacionais e internacionais, bem como sessões de discussão de trabalhos, os quais serão avaliados para atribuição do Prémio GECP, no valor de 1.000€ (mil euros). Durante a Entrega dos Prémios, será também conhecido o projeto vencedor da Bolsa GECP no valor de 5.000€ (cinco mil euros).

Segundo Teresa Almodovar, presidente do GECP e diretora do Serviço de Pneumologia do IPO Lisboa, “este evento é uma oportunidade para discutir várias questões relacionadas com os tumores torácicos e contará com a participação de inúmeros especialistas e investigadores neste campo. “Estas conversas e discussões são de uma enorme importância para os profissionais envolvidos na área, mas também são um grande benefício para as pessoas afetadas pela doença e suas famílias”, completa a pneumologista na mensagem de boas-vindas, publicada no site oficial do evento.

As inscrições ainda estão abertas, pelo que o GECP apela à participação de todos os profissionais interessados nesta área, assegurando que todas as medidas em vigor para a realização de eventos presenciais serão cumpridas, para um encontro desejado e produtivo, em segurança.

Pode consulta o programa do Congresso em:  https://skyros-congressos.pt/9gecp/programa.php

 

Aumento de 163%, entre janeiro e setembro
A procura de serviços de aconselhamento psicológico aumentou 163% entre janeiro e setembro de 2021 face ao ano anterior, o que...

Este domingo é o dia Mundial da Saúde Mental e a Fixando, maior plataforma nacional para a contratação de serviços, mostra que a consciência dos portugueses aponta para a procura de serviços de psicologia de forma frequente, apesar de se manterem ainda alguns estigmas.

Metade dos inquiridos, realça o estudo, já contratou serviços para cuidar do seu bem-estar, embora essa procura se disperse por diferentes áreas: psicologia (15%) ou psiquiatria (11%), meditação (12%), nutrição (11%) e personal trainers (7%).

“A pandemia gerou alguns traumas, maiores ou menores, e é necessário encontrar ferramentas para lidar com estes sentimentos e emoções. Além deste fator, muitas vezes precisamos de ajuda para pôr a vida em perspetiva e lidar com as exigências do dia a dia, seja no trabalho, na escola ou na família, e com emoções com as quais, por alguma razão, não lidamos bem”, admite Alice Nunes, diretora de Novos Negócios da Fixando.

O estudo mostra que os inquiridos (46%) ponderam, sem qualquer reserva, recorrer a apoio nos próximos meses para melhorar o seu bem-estar e saúde mental.

“Reparamos que as pessoas têm cada vez menos vergonha de falar sobre o assunto, que até há muito pouco tempo era tabu. Hoje em dia as pessoas têm mais consciência que a saúde mental é de extrema importância para a qualidade de vida e que tem impactos profundos no nosso dia a dia”, conclui a mesma responsável.

 

 

 

 

Robô desinfeta sem recorrer a agentes tóxicos e contaminantes
O Hospital de Braga associou-se a um projeto inovador de robótica que tem como objetivo a desinfeção de espaços hospitalares...

Este novo sistema denominado "Zhello" é uma tecnologia de execução simples, prática e integrada, composta por um robô autónomo móvel (AMR), torre(s) de desinfeção e um sistema de gestão de operação eficiente. A solução garante não só o aumento da eficácia na desinfeção, como permite um ganho ao nível da eficiência na operação.

Este protótipo único no mercado português foi desenvolvido em conjunto pela Iberlim e a JPM Industry, com a colaboração do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC-TEC).

A versatilidade do Zhello possibilita que responda a diferentes necessidades, sendo que para além de permitir a gestão de múltiplas rotas de desinfeção, pode automatizar outros processos logísticos, como são exemplo os carros de refeições hospitalares.

Para João Porfírio Oliveira, Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Braga, “estes projetos são sempre uma mais-valia que contribuem para uma maior eficiência de processos, com maior flexibilidade e autonomia”.

“O Hospital de Braga aceitou associar-se a este projeto, não só por se tratar de um novo sistema robótico mais autónomo e intuitivo que aumenta a prevenção de infeções, mas também porque garante a segurança dos profissionais, nomeadamente no que diz respeito ao risco de exposição à radiação”, refere.

Este novo sistema promove uma maior segurança aos operadores e uma maior sustentabilidade ambiental, uma vez que desinfeta sem recorrer a agentes tóxicos e contaminantes tradicionalmente usados para o efeito.

A apresentação oficial desta solução inovadora realizou-se hoje, contando, em paralelo, com uma mesa redonda intitulada: “Principais desafios globais de desinfeção, tendências e alterações no comportamento do consumidor derivado da pandemia Covid-19”.

Ideia de especialista do serviço de ortopedia
Em colaboração com o CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento, Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ)...

Francisco Serdoura, médico ortopedista do CHUSJ foi a mente por trás da ideia de criar um dispositivo médico que permitisse “trabalhar com segurança, com a cara destapada e em condições Covid-19 com o mínimo de conforto”

“No início da pandemia da Covid-19 tivemos a perceção da dificuldade de aquisição de equipamentos de proteção individual e das condições em que, de facto, os profissionais trabalhavam com máscaras e óculos”, explicou o especialista.

Assim, lançou o desafio ao CEiiA, sediado em Matosinhos, para que trabalhassem juntos no desenvolvimento de uma solução. Um ano e meio depois surge o protótipo de um capacete que, além da proteção, segurança e conforto, incorpora um sistema de ventilação.

De acordo com o médico, este “equipamento permite que a pessoa tenha ventilação, seja no bloco operatório, seja em Unidades de Cuidados Intensivos”, tendo sido ainda incluídos mecanismos que podem vir a permitir “a comunicação entre equipa, a conectividade de uma série de equipamentos e a evolução do capacete para apoio de realidade virtual”.

Aguardando agora a validação e certificação, este equipamento pode ser utilizado no combate à pandemia da Covid-19, e “noutras circunstâncias em que é necessária a proteção individual” dos profissionais de saúde.

O capacete médico é um dos projetos já em curso do 4LifeLAB, um laboratório colaborativo, recentemente aprovado, que pretende posicionar Portugal nas cadeias de valor globais dos mercados de saúde.

O laboratório colaborativo vai ficar sediado no Hospital de São João e tem como parceiros o CHUSJ, o CEiiA, o Centro Clínico Académico, o Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho, Fraunhofer AICOS, TMG, WiseHS e FioCruz (Brasil).

GESCAT alerta que trombose é uma doença silenciosa, grave e que pode ser fatal
Considerada uma causa de morte global, a trombose contribui para a mortalidade de 1 a cada 4 pessoas no mundo, por complicações...

Devido à relevância do tema dentro do contexto da saúde pública, a Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH) definiu o dia 13 de outubro como o Dia Mundial da Trombose, que em Portugal conta com o apoio do Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT), para colocar em debate toda a problemática associada a este problema de saúde urgente, aumentando assim a consciencialização da população e dos profissionais de saúde para as causas, fatores de riscos e sintomas, além de fomentar o conhecimento e compreensão sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.

“Silenciosa, assintomática, repentina e grave. A trombose é uma doença causada pela formação de um coágulo sanguíneo numa veia, principalmente nos membros inferiores. Se não houver uma ação rápida, pode ser fatal”. O alerta é do Médico Oncologista e Presidente do GESCAT, Sérgio Barroso, por ocasião do Dia Mundial de Combate à Trombose. “A boa notícia é que este problema pode ser prevenido. Portanto, é fundamental que todos tenham os “OLHOS ABERTOS PARA A TROMBOSE” e que o GESCAT continue a levar conhecimento até à população para dar a conhecer os fatores de risco para a trombose, assim como seus sinais e sintomas, evitando-se assim o aumento da prevalência da doença em Portugal”.

Atualmente, estima-se que esta doença afete duas a cada mil pessoas por ano, com uma taxa de ocorrência de 25%, o que a torna a principal causa de morte cardiovascular evitável. O problema é mais comum do que se pensa e requer tratamento célere e especializado. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que a Trombose ocorre nas três maiores causas de morte por doenças cardiovasculares no mundo: Enfarte, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Tromboembolismo (TEV).

“É por este motivo que o GESCAT defende que a trombose deve ser considerada um problema de saúde urgente e crescente e que o primeiro passo para a prevenção da trombose é entender como é que esta doença se manifesta no corpo. A falta de conhecimento de grande parte da população acerca desta patologia silenciosa atrasa frequentemente o seu correto diagnóstico e consequente tratamento, o que a torna a principal causa de morte cardiovascular evitável”, esclarece o presidente do Grupo de Estudos.

No próximo dia 6 de novembro, pelas 14h30, no Hotel Olissippo Oriente, em Lisboa, o GESCAT vai realizar uma reunião de doentes, subordinada ao tema “Impacto da Trombose Associado ao Cancro”. A informação sobre as inscrições para a reunião vai estar disponível na Página de Facebook e no site do GESCAT.

A dependência que o recém-nascido tem da mãe nos primeiros meses de vida é inquestionável. No entanto, a importância da...

Para esclarecer as dúvidas mais comuns sobre este direito, desde a quantidade de dias a usufruir pelo pai ao valor do subsídio que lhe compete, estará presente a Enf.ª Bárbara Sousa, especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, que explicará ainda a importância da modalidade de licença parental exclusiva do pai. Também durante esta sessão, a osteopata Sofia Soares, especialista em Pediatria, da Fisiokids, vai abordar as disfunções que podem decorrer na gestação e no parto e a importância da avaliação osteopática nos bebés após diferentes tipos de parto.

A relação dos laços maternos durante a gravidez será o foco do evento online agendado para o dia 14 de outubro, às 17h00, onde a psicóloga clínica Inês Prior revelará tudo sobre como aumentar a relação de proximidade, afeto e proteção com o bebé. Neste dia, a terapeuta Inês Ramos, da Clizone, apoiará também as grávidas que estão no último semestre com dicas posturais para dormir com conforto e aliviar as dores lombares. As inscrições gratuitas já se encontram disponíveis aqui.

No dia 19 de outubro, às 19h00, as futuras mamãs terão oportunidade de aprofundar estas temáticas com o contributo das seguintes especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia: a Enf.ª Gisélia Machado que vai dar a conhecer como estabelecer uma ligação com o bebé ainda no útero e a Enf.ª Teresa Coutinho que abordará a “Gestão de desconfortos abdominais no bebé”. Os pais já se podem inscrever através da plataforma.

Todas as sessões contam com a presença de um especialista em células estaminais da Crioestaminal para contar tudo sobre as duas fontes do sangue e do tecido do cordão umbilical e ainda para esclarecer dúvidas sobre os tratamentos realizados através da aplicação das células estaminais do cordão umbilical. Os futuros pais vão ficar também a conhecer como se processa o serviço de criopreservação destas células.

As sessões online das Conversas com Barriguinhas realizam-se todas as semanas e têm como objetivo ajudar as grávidas portuguesas a preparar a chegada do seu bebé, a partir do conforto da sua casa.

 

 

Doença crónica
Considerada a patologia neurológica mais frequente, a enxaqueca é a segunda maior causa de anos vivi

De acordo com a especialista em neurologia, Liliana Pereira, “a enxaqueca é uma doença do sistema nervoso central que pode começar horas a dias antes da dor propriamente dita, com sintomas prodrómicos como depressão, irritabilidade, letargia, sensibilidade exagerada às luzes e aos sons, dificuldade de concentração, bocejo ou outros, bastante variados”. Este conjunto de sintomas prévios pode ser encarado como “uma sensação indefinida e mal caracterizada de que uma crise de enxaqueca está iminente”.

Estima-se ainda que “uma em cada três pessoas com enxaqueca tem também aquilo a que se chama aura, que é um conjunto de sinais neurológicos, como perturbação na visão, formigueiros ou dormência na pele e dificuldade em encontrar ou compreender as palavras, que se instalam gradualmente e duram cerca de cinco a sessenta minutos”.

A dor, tipicamente unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a grave e que agrava com a atividade física de rotina – como subir escadas ou caminhar – pode ser acompanhada de “náuseas, os vómitos e a sensibilidade aumentada à luz e aos sons” e durar até 72 horas.

Embora estes sintomas possam “não estar todos presentes no mesmo doente, mas são habitualmente suficientes para distinguir a enxaqueca da cefaleia tipo tensão, uma dor mais frequentemente bilateral, em pressão ou aperto (não pulsátil), de intensidade ligeira a moderada, não agravada pela atividade física de rotina e sem náuseas acompanhantes”, explica a especialista.

A enxaqueca acontece no cérebro, nos nervos que dele partem e nas artérias que lhe fornecem sangue, num circuito chamado sistema trigeminovascular. De acordo com a neurologista, ainda não se sabe ao certo “porque é que este sistema é mais sensível e fica inapropriadamente ativado nalgumas pessoas”. No entanto, revela que “há determinantes genéticos, que explicam a componente hereditária, e determinantes ambientais, que explicam porque é que nalgumas pessoas expostas a hormonas (como os estrogénios nas mulheres), medicamentos, alimentos, bebidas, variação no padrão de sono e estímulos sensoriais como luzes e cheiros, desenvolvem uma crise de enxaqueca”.

Esta doença afeta qualquer pessoa e em qualquer idade. “Os sintomas de enxaqueca em bebés podem ser muito difíceis de aferir por se confundirem com outras doenças e não haver possibilidade do bebé se expressar. Habitualmente quando a criança atinge a idade escolar começa a ser capaz de explicar algumas características da dor de cabeça e dos seus acompanhantes que podem ser pistas importantes para o diagnóstico”, esclarece a especialista chamando a atenção para o facto de os sintomas variarem consoante a idade. Na infância, por exemplo, a dor “é mais vezes bilateral” e esta dura menos tempo. Há ainda “as variantes de enxaqueca – síndroma dos vómitos cíclicos, enxaqueca abdominal, vertigem paroxística e torcicolo paroxístico – em que a dor de cabeça pode não ser o sintoma predominante”.

Não obstante, “por ser tão comum entre a população” a enxaqueca tende a ser desvalorizada e encarada como apenas “mais uma dor de cabeça”. No entanto, a médica deixa o alerta: “sempre que não haja uma resposta completa da crise aguda de dor à medicação de venda livre na farmácia e outras estratégias que a pessoa possa utilizar para obter alívio da dor, e quando o número de vezes que a dor se repete por semana, ou por mês, é suficiente para interferir no dia-a-dia da pessoa e limitar o seu rendimento na escola, produtividade no trabalho e capacidade de aproveitar os tempos livres”, deve consultar o médico. É que, embora a enxaqueca não tenha cura, tem tratamento.

De acordo com Liliana Pereira, o tratamento “assenta em três pilares: o tratamento farmacológico da crise aguda de enxaqueca, o tratamento farmacológico preventivo e o tratamento não farmacológico”.

“O tratamento da crise aguda tem como objetivo aliviar rapidamente a dor e os sintomas acompanhantes, que, se forem ligeiros, respondem habitualmente à medicação analgésica e anti-inflamatória disponível em venda livre na farmácia”, começa por explicar sublinhando, no entanto, que caso estes fármacos não sejam suficientes pode ser necessário introduzir doses mais altas, “apenas disponíveis com receita médica, ou o uso de medicação específica para a enxaqueca, que se chamam triptanos”.

“Nos casos em que as náuseas são um sintoma importante pode ser também necessário utilizar medicação específica para este sintoma, ou usar supositórios em vez de comprimidos para evitar que se perca o efeito da medicação”, acrescenta.

Para a neurologista é importante reforçar que “quanto mais rapidamente a medicação for tomada depois do início da crise maior será a probabilidade de fazer efeito, no entanto, há que ter cuidado e não tratar crises muito frequentes sem aconselhamento médico porque há o risco de ao tomar muitas vezes a medicação para a dor vir a causar mais dores de cabeça no futuro”.

Nos casos em que a enxaqueca é recorrente, recorre-se ao tratamento preventivo. Este “ajuda a reduzir o número de crises de enxaqueca por mês, a reduzir a sua intensidade e a melhorar a resposta aos medicamentos analgésicos”.

Este tipo de tratamento, também conhecido por tratamento profilático, destina-se a pessoas que, pela frequência com que experienciam crises de enxaqueca, sobretudo se forem muito intensas ou com muitos sintomas acompanhantes, notem um impacto negativo nas suas atividades habituais. “Este número de dias afetados é variável de pessoa para pessoa, e consoante a resposta aos tratamentos para a crise aguda, mas geralmente considera-se esta possibilidade de tratamento se existem mais de quatro a seis dias por mês com enxaqueca, ou até um número menor se as crises forem muito incapacitantes”, explica a médica.  O tratamento é habitualmente iniciado com medicação em comprimidos, “que se tem de tomar diariamente ao longo de três a seis meses, pois não faz efeito imediato”.

“Os tratamentos mais recentes obrigam à toma de uma injeção mensal e só podem ser usados em casos selecionados”, acrescenta.

No que diz respeito às medidas não farmacológicas, a especialista em neurologia explica que estas “são adequadas a todas as pessoas com enxaqueca e implicam mudanças de estilo de vida como ter um horário regular de sono com o número de horas suficiente, ter uma alimentação saudável e boa hidratação ao longo do dia, e praticar exercício físico de forma regular, principalmente exercício aeróbico”.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Roteiro percorre vários pontos do país até quinta-feira
O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) convida o v/ órgão de comunicação social para a abertura do roteiro ‘Medicina...

O roteiro segue depois para Gondomar, onde a visita à USF de São Pedro da Cova, com início marcado para as 11h00, contará com as presenças do presidente da ARS Norte, Carlos Nunes e da diretora executiva do ACES de Gondomar, Maria Cristina Pascoal. 

Até quinta-feira, Miguel Pavão vai visitar várias unidades das cinco Administrações Regionais de Saúde do País para ver as condições de trabalho dos médicos dentistas no SNS. 

O projeto ‘Saúde Oral para todos’ foi lançado pelo Governo em 2018 e previa a inclusão de consultas de medicina dentária em, pelo menos, um centro de saúde em cada ACE (agrupamento de centros de saúde) até 2019. Um plano que está longe de ser cumprido.  

O bastonário da OMD quer avaliar no terreno os avanços alcançados e recolher informações sobre o que ainda falta fazer para garantir consultas de saúde oral nos cuidados de saúde primários garantidos a todos os portugueses. 

Miguel Pavão vai também avaliar as condições de trabalho dos médicos dentistas que colaboram em gabinetes de saúde oral espalhados pelas cinco administrações regionais de saúde, bem como as carências existentes a nível nacional. 

 

Estudo piloto
Um estudo piloto realizado por uma equipa da Universidade de Coimbra (UC), em colaboração com o Centro Hospitalar Tondela-Viseu...

Com o nome científico “Protocolo Unificado para o Tratamento Transdiagnóstico das Perturbações Emocionais em Crianças”, este programa de intervenção foi originalmente desenvolvido nos EUA e destina-se a crianças dos 6 aos 13 anos que apresentem problemas de ansiedade e/ou depressivos clinicamente significativos e respetivos pais. O objetivo da equipa da UC é estudar e validar o programa para a população portuguesa.

O projeto, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), é conduzido por investigadores do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) e da Unidade de Psicologia Clínica Cognitivo-Comportamental (UPC3), da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), e tem a colaboração da Universidade de Miami (EUA).

Na prática, o programa – composto por 15 sessões semanais em grupo de 90 minutos para pais e filhos – tem como objetivo ajudar as crianças a desenvolverem estratégias para melhor lidarem com as suas dificuldades e emoções difíceis, permitindo assim que progressivamente se sintam menos ansiosas e/ou deprimidas. É conhecido por "Detetives das Emoções" porque, ao longo das sessões, as crianças aprendem diferentes estratégias com a ajuda dos “Detetives das Emoções” Sebastião, Nini, Edgar e Ana, que são as personagens do caderno de atividades da criança. Também os pais aprendem estratégias para melhor poderem ajudar os seus filhos a lidarem com as suas emoções fortes.

Os resultados preliminares do estudo piloto, realizado ao longo do último ano com a participação de mais de 30 crianças e pais, explica Brígida Caiado, doutoranda na UC, sob coordenação das docentes Helena Moreira e Maria Cristina Canavarro, mostram uma «elevada satisfação das crianças e pais com a intervenção, um forte envolvimento destes nas sessões e com melhorias significativas ao nível dos sintomas de ansiedade e depressão das crianças».

Observou-se, detalha, «uma redução de processos psicológicos inerentes à psicopatologia (por exemplo, evitamento; dificuldades na expressão emocional; intolerância às emoções negativas; sensibilidade à ansiedade; afeto negativo e erros cognitivos) e uma promoção de processos psicológicos subjacentes à saúde mental (mindfulness [atenção plena], flexibilidade cognitiva, etc.). Os pais também consideram ter aprendido estratégias úteis para lidar com as dificuldades dos seus filhos, considerando a intervenção uma mais-valia para os seus filhos e para si mesmos».

Agora, a equipa está a levar a cabo um estudo mais alargado que pretende avaliar a eficácia desta intervenção através da comparação com um outro programa de intervenção psicoeducacional para a ansiedade/depressão (ABC das Emoções). Só «através da comparação destes dois grupos, é possível avaliar a eficácia efetiva do programa “Detetives das Emoções: Protocolo Unificado para Crianças”», conclui Brígida Caiado.

Nesse sentido, encontram-se abertas inscrições para participação neste novo estudo. Podem participar crianças dos 6 aos 13 anos com perturbação emocional, isto é, medos interferentes, perturbação de ansiedade e/ou depressão. As crianças e pais que participarem terão acesso gratuito à intervenção psicológica grupal destinada ao tratamento destas perturbações. Os pais que tenham interesse neste projeto deverão preencher o formulário disponível em https://bit.ly/detetivesemocoes e serão posteriormente contactados pela equipa de investigação.

Estudos apontam diferença de prevalência
No mês em que a saúde feminina está em evidência pela prevenção do Cancro de Mama, é importante também dar ênfase a uma outra...

Estudos recentes comprovam que as mulheres correm mais risco de sofrerem da doença de Alzheimer do que os homens. Esse é o resultado de diversos estudos sobre o assunto que foram analisados pelo neurocientista, psicanalista e biólogo Fabiano de Abreu: “O cérebro deles é maior do que o delas e está aí a relação”, aponta.

Fabiano explica que diversas pesquisas foram feitas e explica o resultado: “Foram medidas as circunferências das cabeças de várias pessoas, sendo que aquelas que tinham a cabeça menor, e consequentemente o cérebro menor, apresentaram mais casos de demência e Alzheimer do que as outras”.

Além disso, existe um componente genético chamado APOE-£4, e ele é crucial para o desenvolvimento dessas doenças. “Os estudos provaram que quem tinha a circunferência da cabeça maior teve o efeito negativo deste alelo atenuado. É preciso ficar atento quando há início precoce dos sintomas, pois isso pode representar um risco mais elevado da pessoa sofrer com demência mais precoce futuramente”, explica.

Importa lembrar que os primeiros sinais podem parecer simples, mas merecem a devida atenção: “Dificuldade para lembrar factos recentes, mas consegue se lembrar facilmente do que aconteceu no passado. A pessoa acha difícil acompanhar conversas ou programas de TV, esquece nomes de amigos bem próximos ou de objetos que usa todos os dias, além de não conseguir lembrar as coisas que ouviu ou leu. Se percebeu algumas destas situações, é bom procurar um neurologista”, observa Fabiano.

Outro detalhe que o neurocientista observa é que a relação da patologia de Alzheimer com o diagnóstico clínico difere de forma significativa entre homens e mulheres. “Cada unidade adicional de patologia foi associada com um aumento de 3 vezes nas hipóteses de demência por Alzheimer em homens. Nas mulheres, este índice foi associado com um aumento de 20 vezes para demência por Alzheimer”.

Seja por fatores genéticos ou hormonais, o neurocientista recomenda que a prevenção ainda é um caminho a ser seguido: “Estude, leia, mantenha a mente sempre ativa. Faça exercícios como aritmética ou palavras cruzadas, não fume, mantenha uma alimentação saudável e realize atividades físicas. São atitudes simples do cotidiano, mas podem trazer uma bela diferença e te prevenir de tantos problemas como os que são causados pelas doenças neurodegenerativas”, completa.

 

Programa de Formação
A Organon Portugal promove, pela primeira vez, o Fertilidade +, um programa de formação e partilha de conhecimento sobre o...

O programa é composto por cinco webinars que decorrem em setembro, outubro e novembro. Cada sessão, com cerca de 1 hora de duração, irá incidir sobre duas temáticas relacionadas com a infertilidade e terá 15 minutos reservados para os participantes poderem colocar questões. As perguntas poderão ser colocadas via área de chat, durante o webinar.

O primeiro evento aconteceu 30 de setembro, às 21h00, com colaboração de duas especialistas do Ferticentro – Centro de Estudos de Fertilidade, de Coimbra. O “Estudo do casal infértil” foi o primeiro tema em análise por Paula Ruivo Manso, especialista em ginecologia e obstetrícia, responsável pelas consultas de fertilidade e pela parte médica das técnicas de procriação medicamente assistida no Ferticentro, que se debruçou sobre quais os exames e ferramentas existentes para estudar e avaliar as causas de infertilidade de uma mulher e/ou casal. O segundo tema, dirigido por Inês Couceiro, embriologista clínica, certificada pela Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, do Ferticentro, retratou o “Fator masculino na infertilidade”, quais as suas causas e os tratamentos disponíveis.

Os webinars do Fertilidade + regressam a 14 de outubro para abordar os “Tratamentos de procriação medicamente assistida (PMA)” e a “Preservação da fertilidade”. Durante este mês, será ainda realizada outra sessão dedicada às temáticas da “Idade feminina e função ovárica” e à “Doação de óvulos”. Em novembro, estão previstos mais dois eventos: uma sessão que vai incidir sobre a “Genética e procriação medicamente assistida (PMA)” e sobre o “Teste genético pré-implantação (PGT)”. E outra sessão em que serão analisadas as problemáticas do “Síndrome do ovário poliquístico” e da “Maturação in vitro de óvulos (IVM)”.

Esta iniciativa é dirigida aos médicos dos cuidados de saúde primários que desempenham um papel interventivo muito importante junto da comunidade, na sensibilização e esclarecimento de dúvidas sobre a fertilidade e diagnóstico de causas de infertilidade. A mesma está, no entanto, aberta a outros profissionais de saúde, com o intuito de educação médica continua. Todos os que pretendam participar no Fertilidade +, podem registar-se gratuitamente em www.organonconnect.pt/fertilidademais.xhtml. Têm, ainda, a possibilidade de acederem aos conteúdos da formação na plataforma até 72 horas depois da transmissão.

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais de 700 casos de infeção pelo novo coronavírus e 11 mortes em território nacional. O número de...

As regiões Norte e Centro foram as regiões do país que registaram maior número de mortes, desde o último balanço: três óbitos cada. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo com duas mortes a assinalar nas últimas 24 horas. Alentejo, Algarve e a região Autónoma dos Açores registaram uma morte cada.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 731 novos casos. A região Norte voltou a ser a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 254, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 189 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 133 casos na região Centro, 114 no Alentejo e 28 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 10 infeções, e os Açores com três.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 353 doentes internados, mais quatro que ontem. No entanto, nas unidades de cuidados intensivos o número de doentes internados continua em queda. Desde ontem, há menos três doentes, estando agora 57 doentes na UCI.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 860 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.025.331 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 29.918 casos, menos 140 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 1.064 contactos, estando agora 24.154 pessoas em vigilância.

INSA
Numa parceria com a Associação Nacional de Laboratórios Clínicos, Associação Portuguesa de Analistas Clínicos e 33 hospitais do...

De acordo com a nota divulgada, este trabalho, que será desenvolvido pelos departamentos de Epidemiologia e de Doenças Infeciosas do INSA, “vai conhecer a distribuição dos anticorpos específicos contra SARS-CoV-2 na população residente em Portugal, por grupos etários e regiões de saúde. Esta informação permitirá monitorizar a taxa de ataque desta infeção na população, assim como a imunidade da população após a implementação do programa de vacinação contra a Covid-19”.

Segundo o INSA o trabalho de campo deve decorrer até final de outubro, envolvendo cerca 350 pontos de colheita e contando com o recrutamento de cerca de 4.600 indivíduos “com idade superior a 12 meses que recorram a um hospital ou laboratório participante no estudo para realização de análises clínicas”. A um pequeno número de participantes vai ser feito também o estudo serológico da gripe, com o objetivo de monitorizar a evolução da imunidade da população residente em Portugal contra a gripe antes do início do próximo inverno.

“Os primeiros resultados da terceira fase do ISN COVID-19 deverão ser conhecidos no início de dezembro. A informação e as amostras recolhidas no âmbito do ISN COVID-19 são codificadas no momento da recolha de modo a que os dados partilhados e divulgados não permitam a identificação individual do participante. A participação no inquérito não tem qualquer custo para os participantes, que poderão ter acesso aos seus resultados individuais, caso assim o entendam”, acrescenta a nota do INSA

De recordar que os resultados da segunda fase do inquérito serológico indicaram uma prevalência de anticorpos específicos contra-SARS-CoV-2 na população residente em Portugal de 15,5 %, sendo 13,5% conferida por infeção. “As regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo, Centro e Alentejo foram aquelas onde se observou uma maior seroprevalência. Em relação à distribuição por idades, observou-se uma seroprevalência mais elevada na população adulta em idade ativa e mais baixa no grupo entre os 70 e os 79 anos.”

Regras aplicáveis às creches e estabelecimentos de ensino pouco mudaram com desconfinamento
A Deputada Cristina Rodrigues recomendou hoje ao Governo que garanta que os pais/encarregados de educação possam, durante a...

A pandemia provocada pelo SARS-CoV-2 obrigou à implementação de medidas restritivas destinadas a conter a sua propagação. Atendendo aos dados relativos à pandemia em Portugal e à evolução da vacinação, temos assistido ao levantamento progressivo destas restrições. Desde 1 de Outubro, que estão em vigor medidas como a abertura de bares e discotecas com certificado digital; os restaurantes deixarem de ter limite máximo de pessoas por grupo; o fim da exigência de certificado digital para acesso a restaurantes, estabelecimentos turísticos ou alojamento local, bingos, casinos, aulas de grupo em ginásios, termas e spas e o fim dos limites de lotação, designadamente para Casamentos e batizados, comércio e espetáculos culturais.

A parlamentar refere que concorda “em absoluto com o levantamento das restrições, até porque, de acordo com os últimos dados disponíveis, 87% da população já recebeu pelo menos uma dose e 84% já têm a vacinação completa.”.

No entanto, aquilo que se verifica é que, apesar do país se encontrar em processo de desconfinamento, com diversos sectores a voltarem a funcionar normalmente, as regras aplicáveis às creches e estabelecimentos de ensino pouco mudaram.

Em primeiro lugar, desde o ano letivo passado que as creches e jardins de infância foram forçadas a adaptar-se, tendo sido implementadas diversas medidas onde se inclui, nomeadamente, a obrigatoriedade do uso da máscara e a restrição de acesso dos pais ao recinto escolar.

Assim, a Orientação 025/2020, de 13/05/2020, atualizada em 09/09/2021, da Direcção-Geral da Saúde (DGS), com o título “Medidas de Prevenção e Controlo em Creches, Creches familiares e Amas” prevê, na alínea c) do n.º 9, que “à chegada e saída da creche, as crianças devem ser entregues/recebidas individualmente pelo seu encarregado de educação, ou pessoa por ele designada, à porta do estabelecimento, evitando, sempre que possível, a circulação dos mesmos dentro da creche.”.

Esta medida tem sido fortemente contestada pelos pais que se encontram impedidos de acompanhar os seus filhos ao interior da creche, situação particularmente grave quando a criança é entregue pela primeira vez.

Recorde-se que a Ordem dos Psicólogos, numa missiva com o assunto “Medidas Sanitárias e Saúde Mental Psicológica”, considera que “o envolvimento dos Pais no processo de ensino aprendizagem e de comunicação escola-família passa também pela sua presença no espaço físico escolar. No caso das crianças mais novas é, aliás, condição para que se sintam seguras e possam desenvolver relações de confiança com os agentes educativos do espaço escolar (educadores, professores, assistentes operacionais).”. Esta afirmação demonstra a importância de assegurar a possibilidade de os pais poderem entrar no recinto escolar para apoiar a transição da criança.

Em segundo lugar, o Governo procedeu à revisão do referencial para as escolas, para o ano letivo 2021/2022, o qual não apresenta alterações significativas em relação ao ano letivo 2020/2021.

No que diz respeito à utilização de máscara, o referencial prevê que “qualquer pessoa com idade superior a 10 anos, e, no caso dos alunos, a partir do 2.º ciclo do ensino básico, independentemente da idade, deve obrigatoriamente utilizar máscara comunitária certificada ou máscara cirúrgica para o acesso ou permanência no interior dos estabelecimentos de educação e/ou ensino”, não sendo esta obrigatória nos “espaços de recreio ao ar livre, sem prejuízo de ser recomendado o uso de máscara sempre que se verifiquem aglomerados de pessoas.”.

No caso das crianças que frequentam o 1.º ciclo do ensino básico, independentemente da idade, “a utilização de máscara comunitária certificada ou máscara cirúrgica é recomendada para o acesso ou permanência no interior dos estabelecimentos de educação e/ou ensino, como medida adicional de proteção uma vez que estas crianças não se encontram vacinadas. Nos espaços de recreio ao ar livre, pode ser utilizada máscara sempre que se verifiquem aglomerados de pessoas.”.

Em relação aos rastreios, o referencial prevê a realização de testes laboratoriais para SARS-CoV-2 adaptados ao risco epidemiológico. O fundamento para esta medida prende-se, de acordo com o documento, com o facto de “ainda que tenha sido considerada a vacinação, em curso, dos jovens e a vacinação, já concluída, da grande maioria dos trabalhadores dos estabelecimentos de educação e/ou de ensino públicos e privados, a Autoridade de Saúde Nacional entende que a possibilidade das pessoas vacinadas serem “veículo” de transmissão do vírus justifica a sua testagem em ambiente escolar, nas primeiras semanas do novo ano letivo.”.

Finalmente, o referencial determina a manutenção do distanciamento físico, nomeadamente com a implementação de medidas como “nas salas de aula, sempre que possível, um distanciamento físico entre os alunos e alunos/docentes de, pelo menos, 1 metro, com a maximização do espaço entre pessoas, sem comprometer o normal funcionamento das atividades letivas; a definição de circuitos no recinto escolar; a segmentação dos espaços comuns para funcionamento em coortes (ex: recreio) e a alternância de horários de entrada, saída e mobilizações dos “grupos bolha”.

Cristina Rodrigues considera que medidas como as acima identificadas foram importantes no passado para conter a propagação do vírus. Contudo, entende que as mesmas já não se justificam no contexto atual, atendendo à evolução da pandemia e da taxa de vacinação.

Recorde-se a criação do Movimento “Assim não é escola”, que foi formado em agosto de 2020 e é composto por pais, pediatras, psicólogos, profissionais de educação e outros cidadãos que estavam em desacordo com as medidas determinadas pela Direcção-Geral da Saúde. De acordo com a Carta aberta deste Movimento pretendia-se a “revisão das diretrizes da DGS de forma a serem mais adequadas para o bom funcionamento escolar e vivência das crianças”, por considerarem que estas comprometem as “aprendizagens, a saúde mental das crianças e o seu potencial bom desenvolvimento”, destacando que “o afeto, a segurança emocional e a socialização com os pares são importantes para o seu crescimento e desenvolvimento intelectual e emocional harmonioso.”.

“Sendo certo que a adoção de qualquer medida restritiva deve ter em conta os impactos psicológicos e emocionais que a sua implementação acarreta, considero que as autoridades de saúde devem ser particularmente cautelosas quando estejam em causa medidas que afetam diretamente as crianças. Na minha opinião, no momento atual, algumas medidas constantes da Orientação 025/2020, da Direcção-Geral da Saúde, e do “Referencial Escolas – Controlo da transmissão de COVID-19 em contexto escolar” não são proporcionais e não têm em conta os impactos ao nível do bem-estar e da Saúde Mental/Psicológica.”, conclui a Deputada.

Aberto ao público
Realiza-se no dia 16 de outubro, entre as 13h15 e as 14h14, um webinar, aberto ao público em geral, sobre “Vírus, Gravidez e...

Este webinar, conta com a participação do virologista Pedro Simas e será moderado por médicos de Medicina Interna e Obstetrícia que responderão a todas as questões colocadas pela audiência.

“Esta é uma oportunidade a não perder por todas as mulheres grávidas ou que pretendem engravidar e familiares para colocarem questões, esclarecerem as suas dúvidas ou receios sobre gravidez e o risco de infeção por Covid-19, a amamentação e a vacinação” afirma Pedro Correia Azevedo, Coordenador do NEMO.

Segundo dados recentes a gravidez, por si só, não aumenta a gravidade da Covid-19 e o risco das mulheres grávidas ficarem infetadas é semelhante ao da população em geral. Contudo, em Portugal, as mulheres engravidam cada vez mais tarde, ou seja, existe cada vez mais potencial para a existência de patologia crónica associada, nomeadamente hipertensão arterial e diabetes mellitus.

São estas doenças crónicas que parecem estar associadas ao aumento do risco da Covid-19 e a abordagem multidisciplinar destas mulheres grávidas é essencial.

“As informações são ainda muito reduzidas, mesmo assim, parece que podemos afirmar que a Covid-19 parece não aumentar o risco de malformações congénitas. À luz dos conhecimentos atuais, parece que existe uma associação entre a infeção Covid-19 e o aumento de parto pré-termo (antes das 37 semanas) e a rotura prematura de membranas (bolsa de águas)” conclui Pedro Correia Azevedo.

 

 

Opinião
A palavra pandemia invadiu as nossas casas nos últimos tempos.

Agora que todos percebemos a força da palavra pandemia, está na altura de olharmos para outra pandemia. Não menos importante, não menos valorizável, e seguramente com elevado impacto em termos de morbilidade e mortalidade: A OBESIDADE. Ou, se quisermos ser mais abrangentes, em duas pandemias gémeas que eventualmente serão o espectro de um continuo fisiopatológico: A DIABESIDADE (Diabetes & Obesidade).

Está na altura de nos voltarmos a focar nos verdadeiros problemas de saúde pública que teimamos em (fingir) ignorar.... Sob pena de chegarmos tarde demais. Está por isso está na altura de, de forma séria e responsável, avaliar a dimensão do problema e elaborar estratégias de intervenção eficazes.

Deixo-vos as premissas:

  • A prevalência da obesidade aumentou em todo o mundo nos últimos 50 anos, atingindo níveis de pandemia. Em 2020, 650 milhões de pessoas viviam com obesidade. Em Portugal, de acordo com o Inquérito nacional de Alimentação e Atividade Física, que recolheu informações no período de 2015-2016, cerca de 6 em cada 10 portugueses têm excesso de peso ou obesidade (34,8% e 22,3% respetivamente). Estima-se que estes números tenham aumentado significativamente nos últimos anos, e que continuem a aumentar drasticamente. E é de salientar que aumenta proporcionalmente com a idade e inversamente com o nível socioeconómico.
  • A obesidade é uma DOENÇA CRÓNICA. É fundamental mudar o “mindset” da sociedade em geral (e dos profissionais de saúde também...), que estigmatiza estes indivíduos. É um erro acreditar que chamar obeso é um insulto à sua dignidade. A obesidade é uma doença crónica, muito complexa e multifatorial. A gordura corporal anormal ou excessiva (adiposidade) compromete a saúde, aumentando o risco de complicações a longo prazo e reduzindo a esperança de vida. Não é – apenas - um problema estético e não resulta – apenas - do excesso de ingesta alimentar.
  • A obesidade aumenta substancialmente o risco de doenças como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão, enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, demência, osteoartrite, apneia obstrutiva do sono e vários tipos de cancro. E está, como tal, associada a elevada morbilidade e mortalidade. É difícil encontrar qualquer patologia que não seja mais prevalente no individuo obeso, ou cuja obesidade não a agrave. A Covid 19 mostrou-nos isso mesmo, com as elevadas taxas de mortalidade nestes doentes.
  • Para além da sua dimensão clínica a obesidade tem ainda grandes repercussões de dimensão económica e social. Para além do impacto direto nos custos de Saúde, está ainda associada ao desemprego e à diminuição da produtividade, e assume contornos de flagelo social. 
  • Existem atualmente instrumentos e tratamentos farmacológicos de provada eficácia e segurança. Porém, por não serem comparticipados, o seu acesso é limitado a quem os pode pagar, e praticamente vedado aos setores mais desfavorecidos da sociedade, precisamente os mais afetados, onde é maior a incidência da doença.

Com tanta premissa, fica a mensagem: 

A obesidade é uma das doenças mais prevalentes, mais subvalorizadas, menos diagnosticadas e menos tratadas da atualidade. Mais que um Problema de Saúde Pública é um Problema Prioritário de Saúde Pública!

Para o enfrentar são requeridas estratégias de prevenção, mas também de tratamento, em abordagens que combinem intervenções individuais com mudanças sociais e políticas. Abordagens que têm de envolver profissionais de saúde, mas também a sociedade civil e, naturalmente, os decisores políticos. Mas tem de ser JÁ, porque já deveria ter sido ontem!

Até quando vamos ignorar?

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Congresso virtual decorre a 22 e 23 de outubro
Após a fase de submissão, onde foi possível reunir um total de 60 casos clínicos, o HPV Clinical Cases, organizado pela MSD...

“Uma forma original e diferente de abordar o tema”, que “permite que as diferentes áreas e especialidades trabalhem de forma conjunta com foco na melhor opção para o doente”. É assim que o Comité Científico descreve o Congresso Virtual HPV Clinical Cases, uma iniciativa que pretende impulsionar novos conhecimentos na área da infeção por Papilomavírus Humano (HPV).

Com a moderação da jornalista Carla Jorge de Carvalho, o Congresso Virtual HPV Clinical Cases 2021 inicia os dois dias com a apresentação e discussão multidisciplinar dos Casos Clínicos que melhor corresponderam aos critérios de pertinência, originalidade, rigor científico, raciocínio clínico e impacto no conhecimento da comunidade médica e nos cuidados a prestar ao doente.

Sob o mote “HPV como um TODO!”, os profissionais de saúde terão ainda oportunidade de assistir à conferência “Efetividade da vacinação em mundo real”, liderada pela Luísa Villa, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Brasil, com a apresentação e discussão de dados reais da vacinação contra o HPV.

Já no segundo dia, o tema da conferência será dedicado aos “Hot Topics sobre a infeção por HPV”, nomeadamente no que diz respeito ao rastreio, diagnóstico, novos paradigmas, entre outros temas na voz das diferentes especialidades. Esta última conferência estará a cargo do Comité Científico, composto por Cândida Fernandes (dermatologia e venereologia), Daniel Pereira da Silva (ginecologia oncológica), José Maria Moutinho (ginecologia oncológica),  Luís Varandas (pediatria), Pedro Montalvão (otorrinolaringologia), Sandra Pires (gastrenterologia) e Teresa Fraga (ginecologia e obstetrícia).

No final do Congresso será entregue a menção honrosa para o Caso Clínico com maior relevância na área do HPV e todos os participantes receberão um certificado de participação.

O projeto HPV Clinical Cases 2021 conta já com o patrocínio científico / apoio de várias sociedades médicas: Associação Portuguesa de Urologia (APU), Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica (SPDIMC), Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG), Grupo de Estudos de Cancro da Cabeça e Pescoço (GECCP), Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SPORL) e Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG), Sociedade de Infeciologia Pediátrica (SIP), Sociedade Portuguesa da Contracepção e Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia (FSPOG).

Importância do apoio psicológico na luta contra a infertilidade
A infertilidade é uma jornada com diferentes fases, mas com um aspeto comum entre elas: o impacto incontornável na saúde mental...

A infertilidade é caracterizada como a incapacidade de um casal alcançar a gravidez desejada após, pelo menos, um ano de relações sexuais regulares sem qualquer contraceção. Esta doença e as implicações do seu tratamento médico tendem a originar respostas emocionais de stresse, ansiedade, vulnerabilidade, medo e perda, podendo mesmo chegar a níveis mais acentuados como a depressão.

Contudo, há diferentes respostas emocionais em função da fase do tratamento em que as pessoas se encontram. Por exemplo, a punção ovárica e a transferência de embriões são, tendencialmente, as etapas mais referidas como indutoras de stresse e de ansiedade, uma vez que estão associadas a períodos de tempo em que se espera por resultados importantes. Segundo a psicóloga Ana Galhardo, “estas dificuldades emocionais muitas vezes levam ao abandono precoce dos tratamentos”. “Tendo em conta a carga negativa que a infertilidade acarreta para a relação conjugal, muitos são os casais que se sentem demasiado ansiosos ou deprimidos para continuarem”, acrescenta.

Embora não exista ainda um programa de acompanhamento psicológico especificamente direcionado para estas pessoas, já existem algumas estruturas de apoio psicológico disponíveis, como a app “My Journey”, uma app de autoajuda. Ana Galhardo, que é uma das psicólogas e investigadora envolvida no desenvolvimento desta plataforma, caracteriza-a como “uma companheira de viagem neste processo de adaptação psicológica de pessoas que não concretizaram o seu desejo de ter um filho”. Após uma primeira fase de utilização para perceber a sua viabilidade, “foi possível entender que as pessoas que utilizaram a app aumentaram significativamente os seus níveis de bem-estar”, explica.

Ana Galhardo acrescenta ainda que o apoio psicológico promove “a normalização de estados emocionais e formas mais adaptativas de lidar com as preocupações, dúvidas e expectativas, a par da aceitação.” Esta é igualmente uma altura de grandes decisões, pelo que o apoio também “ajuda a clarificar valores ou a lidar com situações em que os tratamentos não foram bem-sucedidos”, conclui. Além disso, um maior acompanhamento permite identificar as pessoas que apresentam maior vulnerabilidade para o surgimento de depressão ou ansiedade com relevância clínica.

Perante a enorme importância que o apoio psicológico tem na luta contra a infertilidade, a APFertilidade conta com uma vasta rede de psicólogos com formação e experiência específicas nesta área, que podem ajudar as famílias, os casais ou as pessoas que pretendem realizar este sonho.

Estudo explica a origem de algumas lesões nas mãos e pés
As lesões nas mãos e pés que alguns pacientes Covid-19 apresentam, e que ficaram conhecidas como Dedos Covid, podem ser um...

Os investigadores da Universidade de Paris, examinaram na primavera de 2020, 50 pessoas com os dedos inflamados e vermelhos após a contratação da SARS-CoV-2 e treze outras com eritema pérnio instalado antes da pandemia.

Os autores acreditam ter identificado, pela primeira vez, as partes do sistema imunitário que parecem estar envolvidas no aparecimento deste tipo de lesões, o que pode ajudar a desenvolver novos tratamentos.

De acordo com o estudo, com base em testes de sangue e pele, existem dois elementos que levam ao sintoma: uma proteína antiviral chamada interferão tipo 1 e um tipo de anticorpo que ataca erradamente as próprias células e tecidos, além de invadir o vírus.

As células presentes nos pequenos vasos sanguíneos que irrigam as áreas afetadas também desempenham um papel, notam os investigadores.

Um dos autores, Charles Cassius, observou que a sua pesquisa fornece novos dados para compreender o fenómeno, uma vez que, apesar de a sua epidemiologia e características clínicas terem sido extensivamente examinadas, faltavam detalhes sobre a "fisiologia".

Os "dedos covid" geralmente aparecem entre uma a quatro semanas após a pessoa ser infetada e, embora possam afetar qualquer um, geralmente aparecem em crianças e adolescentes. Segundo os especialistas, normalmente desaparecem sem a necessidade de tratamento.

Os dermatologistas salientam que, embora este tipo de lesão tenha sido bastante frequente na primeira onda da pandemia, parece ser menos habitual com a variante Delta.

 

Parceria com o Ministério da saúde para apoiar o plano de vacinação
As 50 unidades móveis de vacinação disponibilizadas ao Ministério da Saúde, como forma de apoiar o Plano de Vacinação contra a...

No conjunto do projeto, entre março e setembro, registou-se a administração de 102.488 vacinas e 124.938 quilómetros percorridos pelas 50 unidades móveis. Durante este período, foram efetuadas ações de vacinação em 172 dias nas 5 Administrações Regionais de Saúde, que por sua vez envolveram 30 Agrupamentos de Centros de Saúde que cobrem 5.903.314 utentes. A vacinação abrangeu 12,5% de pessoas que reúnem as condições de acamados, 87,3% de população em geral e 0,2% de população em prisões. Foram envolvidos de 3.012 profissionais de saúde, de entre os quais 946 médicos, 1.711 enfermeiros e 355 assistentes operacionais. Em suma, foram vacinados mais de 50 mil cidadãos, de entre os quais pelo menos 6 mil acamados e vulneráveis de elevado risco para desenvolver a doença COVID-19 e morte.

Estima-se que a iniciativa “Gulbenkian onde é Preciso” possa ter contribuído para evitar 1.406 mortes e 2.124 internamentos relacionados com Covid-19.

“A vocação da Fundação Calouste Gulbenkian tem sido, desde o seu início, a de estar próxima dos mais vulneráveis. Depois de, no início da pandemia, em 2020, termos lançado um Fundo de Emergência de 5 milhões de euros, tentámos com esta iniciativa ‘Gulbenkian onde é preciso’ ajudar as autoridades de saúde e a Task Force a chegar àqueles que têm mais dificuldade em aceder aos circuitos normais de vacinação. Porque para vencermos o desafio da pandemia de COVID 19, todos temos um papel a desempenhar”, considera Isabel Mota, presidente da Fundação Gulbenkian.

Esta parceria com o Ministério da Saúde permitiu à Fundação Calouste Gulbenkian dar continuidade ao seu legado na área da vacinação. Recorde-se que, já em 1965, a Fundação financiava o primeiro plano de vacinação realizado a nível nacional, adquirindo vacinas contra a poliomielite, a difteria, o tétano e a tosse convulsa e permitindo vacinar, a título de exemplo, 3 milhões de crianças contra a poliomielite nesse mesmo ano. Em resultado desse plano, Portugal tornou-se num dos primeiros países a erradicar a poliomielite. Tanto ontem como hoje, a Gulbenkian está onde é preciso.

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