Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados 193 casos de infeção pelo novo coronavírus e sete mortes em território nacional. O número de...

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a região do país que registou maior número de mortes, desde o último balanço: quatro em sete. Segue-se a região Norte com dois óbitos e a região Centro com um óbito a assinalar nas últimas 24 horas.  Nas restantes regiões do país não houve mortes associadas à infeção pelo novo coronavírus.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 193 novos casos. Desta vez foi a região Norte a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 53, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 51 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 29 casos na região Centro, 38 no Alentejo e 11 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais oito infeções, e os Açores com três.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 351 doentes internados, mias nove que ontem. No entanto, as unidades de cuidados intensivos mantêm a rota descendente e têm agora menos um doente internado, desde o último balanço: 68.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 331 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.023.085 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 30.222 casos, menos 145 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 986 contactos, estando agora 26.579 pessoas em vigilância.

Estudo Fase 3
A MSD e a Ridgeback Biotherapeutics anunciaram hoje que uma terapêutica antivírica oral, ainda em investigação, mostrou reduzir...

Nesta análise, o fármaco reduziu o risco de hospitalização ou morte em cerca de 50% em relação ao grupo a quem foi administrado um placebo.

As empresas planeiam submeter um processo de autorização de uso em emergência à FDA, “assim que possível, com base nestes resultados, e fará as submissões necessárias às agências regulamentares a nível global”.

“Necessitamos urgentemente de mais opções e tratamentos para combater a pandemia da Covid-19, que se tornou numa causa de morte relevante e continua a afetar profundamente doentes, famílias e sociedades e a causar pressão nos sistemas de saúde em todo o mundo. Com estes resultados robustos, estamos otimistas de que molnupiravir pode tornar-se um importante medicamento no combate a esta pandemia”, refere Robert M. Davis, CEO e Presidente da MSD.

“Com o vírus em circulação a nível global, e porque as opções terapêuticas atualmente disponíveis são injetáveis e/ou requerem acesso uma unidade de saúde, os tratamentos antivíricos que possam ser tomados em casa para manter as pessoas com Covid-19 fora do hospital são extremamente necessárias” refere Wendy Holman, CEO da Ridgeback Biotherapeutics. “Estamos bastante entusiasmados com os resultados da análise interina e esperamos que molnupiravir, se autorizado, possa ter um impacto profundo no controlo da pandemia. A nossa parceria com a MSD é crítica para assegurar um acesso global célere se o medicamento for aprovado e temos apreciado o esforço colaborativo para alcançar esta importante fase de desenvolvimento.”

O estudo acompanhou 775 adultos com covid-19 com sintomas leves a moderados e que foram considerados de maior risco para doença grave devido a problemas de saúde como obesidade, diabetes ou doenças cardíacas.

 

 

 

Estudos
As variantes mais recentes do coronavírus – Delta e Alpha – além de serem altamente contagiosas, infetam muito mais pessoas do...

A constatação de que o coronavírus está no ar interior transformou os esforços para conter a pandemia no ano passado, lançando vários debates sobre o uso de máscaras, distanciamento social e ventilação em espaços públicos.

A maioria dos investigadores concorda agora que o coronavírus é transmitido principalmente através de aerossóis que podem flutuar em distâncias mais longas dentro de casa e assentar diretamente nos pulmões, onde o vírus é mais prejudicial.

Os novos estudos não alteram fundamentalmente essa visão. Mas as descobertas indicam que o coronavírus está a mudar de forma a torná-lo mais eficiente e, portanto, mais temível.

"Este não é um cenário de fim do mundo", disse Vincent Munster, virologista do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infeciosas dos EUA e diretor dos novos estudos. "É como uma modificação do vírus para uma transmissão mais eficiente, que é algo que todos esperávamos, e agora vemos isso acontecer em tempo real."

A equipa de investigação mostrou que os pequenos aerossóis percorreram distâncias muito mais longas do que as gotículas maiores e que a variante Alpha era muito mais suscetível de causar novas infeções através de aerossóis. O segundo estudo descobriu que as pessoas infetadas com Alpha exalavam cerca de 43 vezes mais vírus em pequenos aerossóis do que aqueles infetados com variantes mais antigas.

Os estudos compararam a variante Alpha com o vírus original ou outras variantes mais antigas. Mas os resultados também podem explicar por que a variante Delta é tão contagiosa e por que deslocou todas as outras versões do coronavírus. "Indica realmente que o vírus está a evoluir para se tornar mais eficiente na transmissão aérea", disse Linsey Marr, especialista em vírus aéreos na Virginia Tech, que não esteve envolvido em nenhum dos estudos. "Não me surpreenderia se, com a Delta, esse fator fosse ainda maior."

A ultra-transmissibilidade das variantes pode dever-se a uma combinação de fatores. Pode ser que sejam necessárias doses mais baixas das variantes para a infeção, ou que as variantes se reproduzam mais rapidamente, ou que mais do vírus é expirado em aerossóis, ou todos os três.

A variante Alpha revelou-se duas vezes mais transmissível que o vírus original, e a variante Delta tem mutações que aceleraram ainda mais o seu contágio. Segundo os especialistas,  à medida que o vírus continua a mudar, as variantes mais recentes podem tornar-se ainda mais transmissíveis.

Campanha ‘De Sol a Sol’
Alertar para os riscos da exposição solar excessiva decorrente de atividades profissionais no exterior, sensibilizando para o...

A iniciativa ‘De sol a Sol’ marcará presença junto da área reservada à AICCOPN - Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas e à AECOPS - Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços, que juntas dão o seu apoio a esta ação pela relevância e pelo papel da construção civil enquanto um dos maiores setores empregadores, sendo também um dos setores onde grande parte dos trabalhadores exerce a sua atividade ao sol.

Para João Maia e Silva, Presidente da APCC, “a iniciativa ‘De Sol a Sol’ tem-nos permitido chegar a setores da economia cuja atividade laboral é desenvolvida maioritariamente ao ar livre durante todo o ano, o que representa um risco acrescido de desenvolvimento de cancro de pele, em particular o cancro de pele não melanoma muito característico nestes trabalhadores. Por se tratar de um dos cancros mais diagnosticados em todo o mundo, é da maior importância alertar, sensibilizar e fornecer ferramentas que permitam uma proteção efetiva durante a atividade laboral, além de incentivar a consulta ao médico especialista perante qualquer sinal de alerta com vista a uma deteção precoce de possíveis lesões na pele”.

Apesar de o cancro de pele não melanoma raramente ser letal, a verdade é que tem um elevado impacto na qualidade de vida dos doentes, levando a tratamentos dolorosos com uma desfiguração provável na zona afetada, sendo que a face, as orelhas e os antebraços são as áreas com o maior número de diagnósticos devido à exposição repetida a longo prazo à radiação ultravioleta.

A campanha ‘De Sol a Sol’ quer desta forma alertar todas as pessoas que desempenham a sua atividade laboral ao ar livre como por exemplo, agricultores, pescadores e profissionais da construção civil para a importância da adoção de medidas de proteção e prevenção para uma vida saudável.

 

Em formato híbrido
A primeira semana de outubro marca o início de mais uma edição da iMed Conference, um evento de palestras, workshops,...

De 6 a 10 de outubro, a iMed Conference volta a receber, em formato híbrido, alguns dos nomes mais importantes no panorama médico-científico mundial, para estudantes, especialistas e até os mais curiosos, conhecerem em primeira mão, os mais recentes avanços da medicina e da tecnologia. 

Com o objetivo de inspirar, estimular e abraçar a ciência, baseado em evidências e prática médica, a 13ª edição da iMed Conference conta com a participação de alguns dos mais prestigiados especialistas e investigadores mundiais em ciências da vida, desde a área de Oncologia à Pediatria, entre as várias palestras e painéis científicos e humanitários, ao longo do evento.

O painel de oradores será formado por nomes como Dr. Max D. Cooper, titã da investigação científica, premiado em 2019 pelo Albert Lasker Basic Medical Research Award, Bradley Nelson, PhD - Premiado pelo Guiness World of World records por ter criado o mini-robot mais desenvolvido para uso médico ou ainda,  Lisa Sanders, médica, jornalista e consultora médica da aclamada série “Dr. House” da FOX LIFE e protagonista da série Diagnosis, lançada pela Netflix em 2019.

A NOVA Medical School - Faculdade de Ciências Médicas será o local dos dois primeiros dias da conferência, para a realização de cerca de 40 workshops como, “abordagem de via aérea em cadáver” ou “reparação de válvulas cardíacas em corações de porco”, disponíveis também online, para alunos inscritos por todo o mundo.

O Teatro Camões recebe os três últimos dias “expositivos” com oradores especializados e competições onde os estudantes serão chamados a intervir e a resolver casos clínicos para se habilitarem a prémios como, um estágio humanitário de 2 semanas em São Tomé e Príncipe.

 

Saúde animal
Um animal só é feliz quando saudável, como tal é importante desvendar alguns mitos sobre a desparasi

O Médico Veterinário da Boehringer Ingelheim explica que “um parasita não pode viver sozinho, necessita de outro animal para viver, sustentar-se e reproduzir-se e é devido a esta necessidade que retira ao animal hospedeiro elementos essenciais à vida”. Os animais quando parasitados podem sofrer de anemia, perda de peso entre outros problemas de saúde. Para além disso, os parasitas produzem e/ou disseminam formas que contaminam o ambiente e através das quais vão atingir outros animais, podendo também infetar/infestar os humanos. Nestes, podem causar problemas como as “Febres da Carraça”, Leishmaniose, problemas alérgicos, oculares e cutâneos, tanto em crianças como em adultos, situações bem documentadas e com consequências muitas vezes graves, refere Octávio Pereira.

Contudo, existe solução, pois “um animal que faz prevenção adequada contra parasitas tem uma enorme probabilidade de vir a ter uma vida mais longa e saudável”, afirma o Médico Veterinário. O mesmo aconselha, para o bem da saúde dos animais e dos seus tutores, que “todos os animais devam ser desparasitados pelo menos contra pulgas e carraças, mensalmente, e ao longo de todo o ano”. No que toca à desparasitação interna, esta deve ser feita após aconselhamento adequado, não devendo ser uma decisão tomada de ânimo leve e apenas pelos tutores dos animais, pois é “um ato Médico Veterinário que deve ser feito em tempo e da forma clinicamente indicada, após avaliação das necessidades de cada animal”.

E é precisamente por esta razão que importa mencionar os mitos mais frequentes sobre a desparasitação que são, infelizmente, bastante populares e particularmente graves para a Saúde Animal e Pública. O Médico Veterinário aponta, pelo menos, três:  

  • “O meu cão/gato não vai à rua, por isso não precisa fazer desparasitação”; 
  • “Uma vez por ano é suficiente”;
  • “Dou ao meu animal de estimação o mesmo que dá o meu vizinho (familiar, amigo ou que vi na internet)”. 

A verdade é que tal como nós, os animais diferem entre si e cada um tem as suas necessidades, características e hábitos específicos. Assim, “é preciso perceber que desparasitar é uma medicação e as medicações devem ser feitas de acordo com as necessidades de cada animal e sempre sob orientação Médica Veterinária”, avisa Octávio Pereira. 

Em Portugal, as desparasitações não são obrigatórias por lei, contudo, é obrigatória a desparasitação interna quando os animais têm de se deslocar para certos países e deve ser feita quando os animais são jovens, em qualquer idade antes das vacinações e sempre que a avaliação do risco parasitário feita por um Médico Veterinário o justifique, variando em função do estilo de vida e do local de permanência habitual do animal.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Identificar e sensibilizar o risco nutricional dos idosos
Começa hoje, dia 4 de outubro, até ao próximo dia 8, a Semana da Malnutrição, uma iniciativa a nível mundial das principais...

A malnutrição resulta de um estado de ingestão alimentar deficitária que leva a perda de peso involuntária e a alterações da composição corporal (nomeadamente perda de massa muscular), que por sua vez contribuem para uma diminuição das funções físicas e mentais e impacta negativamente a evolução da doença. A atual pandemia agravou o risco de malnutrição em Portugal, tendo aumentado a sua incidência, sendo por isso de extrema importância alertar a população para a necessidade de diagnosticar e tratar com suplementação nutricional oral adequada todos os doentes em défice nutricional.

A malnutrição existe em Portugal e é reversível com um adequado e precoce suporte nutricional. Por esse motivo, de 4 a 8 de outubro, irão realizar-se rastreios em várias farmácias em Lisboa e no Porto, que visam diagnosticar os pacientes que estão em risco de malnutrição, e caso se confirme a malnutrição, tenham o devido acompanhamento médico.

Apesar de a malnutrição e o seu impacto ainda ser desconhecido em Portugal, os números da malnutrição crescem diariamente na comunidade, em especial nos idosos, que devido ao isolamento, pelo constrangimento nas visitas e imobilização, reduziram a sua ingestão alimentar. A restrição de visitas durante as refeições do almoço e jantar, tanto nos lares como nos hospitais, levou a que muitos doentes ficassem sem auxílio, e muitos reduziram o seu apetite por associação ao sentimento de tristeza ao abandono.

Também a malnutrição associada à doença é uma realidade, sendo responsável por 10 a 20% das mortes em oncologia, com 30 a 70% dos doentes oncológicos a apresentarem sinais de malnutrição, o que tem um impacto direto no prognóstico e na qualidade de vida do doente – como implicações clínicas, perda de independência e morte precoce.

A falta de acessibilidade à nutrição clínica acentua desigualdades sociais, uma vez que apenas doentes com capacidade financeira, conseguem reverter a sua malnutrição no contexto ambulatório/domicílio. Há a necessidade de alertar a urgência de reembolso e comparticipação dos suplementos nutricionais orais – proporcionando aos doentes o fácil acesso ao mesmos – sem o pagamento na sua totalidade, uma vez que Portugal é dos poucos países da Europa em que não existe qualquer tipo de reembolso dos suplementos nutricionais orais.

 

Opinião
“Vacinação é Proteção” é o lema da campanha que o Núcleo de Estudos de Geriatria da Sociedade Portug

Os idosos são mais suscetíveis às infeções devido ao envelhecimento do sistema imunitário, denominado imuno-senescência, que acarreta uma diminuição progressiva da resposta imune. Além disso, os idosos têm, habitualmente, mais doenças, tomam mais medicamentos e têm particularidades clínicas, como as síndromes geriátricas, que sinergicamente condicionam fragilidade e aumentam a vulnerabilidade e aumentam o risco de infeções.

Se não bastasse este risco, quando ficam doentes, os idosos sofrem mais e podem ter mais complicações. A descompensação das doenças crónicas, a reduzida capacidade dos órgãos em responder a agressões e a frequente necessidade de internamento hospitalar associam-se à desnutrição, perda da massa muscular e subsequente aumento da dependência funcional e risco de institucionalização. As infeções podem assim, efetivamente, comprometer o envelhecimento saudável, a qualidade e a esperança de vida, representando uma significativa causa de morbilidade e mortalidade nos idosos.

As vacinas atualmente disponíveis têm um bom perfil de segurança, são eficazes e, geralmente, bem toleradas. Apesar disso, a resposta vacinal poderá variar de acordo com tipo e via administração da vacina e entre os diversos indivíduos devido à sua heterogeneidade, comorbilidades e medicação habitual. Pese embora a imuno-senescência poder relacionar-se com a atenuação do estímulo imunológico das vacinas e, por conseguinte, com a diminuição da sua eficácia nos idosos, a vacinação é uma das estratégias mais importantes na prevenção primária de algumas doenças infeciosas, constituindo, atualmente, uma prioridade crescente da saúde pública.

Apesar do reconhecimento da vulnerabilidade dos idosos a infeções preveníveis eficazmente pela vacinação, verifica-se, ainda, uma baixa taxa de cobertura vacinal neste grupo etário. É neste contexto, que o NEGERMI lança, novamente, a campanha “Vacinação é Proteção” com objetivo de divulgar a importância e a necessidade da vacinação da população idosa e reduzir a propagação da desinformação e dos estigmas associados.

No documento agora divulgado, “Recomendações Clínicas para a Vacinação da População Idosa em Portugal”, o NEGERMI recomenda a vacinação atempada de todos os idosos não só contra o tétano e difteria e contra a gripe, já aconselhada pela Direção-Geral da Saúde, como também a vacinação contra infeções por Streptococcus pneumoniae e herpes zoster. 

Considerando a evidência dos benefícios nos idosos, a vacinação deverá ser integrada no conjunto de intervenções da prática clínica centradas nas necessidades de cada idoso a fim da diminuição da prevalência das infeções e, consequentemente, da sobrecarga assistencial e económica do Serviço Nacional de Saúde. O contacto com os serviços de saúde, tanto primários como hospitalares, representa uma oportunidade privilegiada para o aconselhamento e esclarecimento individual de indicações, contraindicações e efeitos adversos com a finalidade de uma prescrição racional e adaptada a cada indivíduo.

Assim como aconteceu há um ano, o Valentim defende a vacinação como uma estratégia de proteção dos nossos idosos de infeções graves, cuja prevalência ainda é significativa, e recomenda-lhes participarem ativamente na decisão de se vacinarem, sempre aconselhados pelos seus médicos.

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Inquérito Deco Proteste
A Deco Proteste, com as suas congéneres na Bélgica, em Itália e em Espanha, repetiu o inquérito realizado em 2016 sobre a...

Neste estudo, mereceram especial atenção o Serviço Nacional de Saúde (SNS), o sistema judiciário português, o Parlamento Europeu e a Organização Mundial de Saúde (OMS). Os resultados basearam-se em cinco questões específicas para aferir o grau de conhecimentos dos cidadãos sobre missão, atividade e estrutura destas organizações. Para medir os níveis de confiança, foi pedido aos inquiridos para atribuírem uma classificação de 1 a 10.

Em Portugal, o ensino público surge destacado no índice de confiança, com a nota mais alta (6,9). Em segundo lugar na confiança dos portugueses (6,7) foi referido o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, seguindo-se o Exército (6,6) a Polícia (6,5) e o Serviço Nacional de Saúde (6,3). A gestão da pandemia da covid-19 contribuiu para melhorar a imagem que os portugueses têm das autoridades de saúde. Em comparação com o inquérito de 2016, o índice de confiança no SNS passou de 5,1 para 6,3.

Ainda assim, parece haver um longo caminho a percorrer na melhoria do sistema. No inquérito, o grau de conhecimento e de confiança no SNS oscilou consoante as perguntas. Um terço dos inquiridos, por exemplo, desconhece o valor das taxas moderadoras em vigor no SNS, e 40% não sabem como apresentar uma reclamação dos serviços prestados. Metade dos portugueses revela baixa confiança no SNS para responder atempadamente às suas necessidades, sobretudo devido ao aumento das listas de espera com a pandemia.

No polo oposto, com a avaliação mais baixa no gráfico da confiança, está o sistema judiciário (4) que, ao contrário das restantes instituições, não registou alterações assinaláveis face ao estudo de 2016. Seguem-se a Autoridade da Concorrência (4,4) e o Banco de Portugal (4,9) com os menores índices de confiança.

No panorama internacional, a gestão da pandemia pela Organização Mundial de Saúde não afetou a confiança dos cidadãos na instituição. Em comparação com o inquérito de 2016, passou de 5 para 5,8. No entanto, uma percentagem relevante dos inquiridos (41%) não acredita na independência da OMS perante os interesses da indústria farmacêutica ou dos governos. O Parlamento Europeu é a outra instituição internacional com pouco nível de confiança dos portugueses (5,4 numa escala de 1 a 10), seja por causa da ação dos eurodeputados, seja pela crença de que a instituição privilegia certos países e grupos económicos. As gerações mais novas são as que atribuem maior pontuação ao Parlamento Europeu no inquérito.

Quanto à imagem das empresas, a Google reúne as preferências dos inquiridos ao obter 7,4 (na escala de 1 a 10), seguida da Microsoft (7) e da Volkswagen (6,7). A NOS e a Nowo, duas operadoras de telecomunicações, ocupam o fim da lista, com a pior pontuação das empresas analisadas (4,9 e 4,1, respetivamente).

De uma forma geral, os cidadãos revelam um enorme desconhecimento sobre as organizações nacionais e internacionais, o que fazem, como atuam ou estão organizadas. Quanto maior é o grau de informação sobre as mesmas, maior é também o nível de confiança.

“Em comparação com o estudo realizado há cinco anos, nota-se uma subida na confiança dos portugueses atribuída à grande maioria das instituições, mas os resultados estão ainda longe do ideal”, conclui Rita Rodrigues, Head of Public Affairs & Media Relation da DECO PROTESTE. “Uma das razões para a desconfiança parece estar relacionada com a convicção de um elevado número de inquiridos de que estas organizações não são independentes e são permeáveis a interesses de governos ou de grupos económicos, por isso, melhorar o acesso dos cidadãos à informação pode ajudar a mitigar essa desconfiança”, conclui a responsável.

Este estudo foi realizado em simultâneo nos quatro países, entre abril e maio de 2021. Uma amostra da população adulta, entre os 18 e os 75 anos, recebeu questionários online ou em papel. No total, obtiveram-se 5314 respostas válidas (1516 em Portugal), ponderadas por género, idade, região e habilitações literárias para refletirem a realidade de cada país. Os resultados espelham as opiniões e as experiências dos portugueses inquiridos.

Estudo
O número de casos de cancro colorretal (CRC) diagnosticados caiu drasticamente em 40% durante a pandemia Covid-19, revela uma...

A investigação, realizada em vários hospitais em Espanha, comparou os dados do primeiro ano da pandemia Covid-19 com os dados do ano anterior. Dos 1.385 casos de CRC diagnosticados durante o período de dois anos, quase dois terços (868 casos, 62,7%) foram diagnosticados no ano pré-pandemia, ano em que foram realizadas 24.860 colonoscopias. Em contrapartida, apenas 517 casos (37,3%) foram diagnosticados durante a pandemia, que também registou uma queda de 27% no número de colonoscopias realizadas (17.337).

O estudo conseguiu ainda verificar que aqueles que foram diagnosticados com CRC, entre 15 de março de 2020 e 28 de fevereiro de 2021, também eram mais velhos do que no ano pré-pandemia, apresentavam sintomas mais frequentes, um maior número de complicações e apresentavam uma fase mais avançada da doença.

Os peritos dizem que esta queda númeor de diagnósticos é uma consequência da suspensão dos programas de rastreio e do adiamento de investigações de colonoscopia não urgentes durante a pandemia. Menos cancros foram identificados pelo rastreio de CRC no período pandemia, com apenas 22 (4,3%) casos encontrados em comparação com 182 (21%) no ano pré-pandemia. Durante a pandemia, mais doentes foram diagnosticados através de sintomas (81,2% dos diagnósticos) em comparação com o ano pré-pandemia (69%).

Maria José Domper Arnal, do Serviço de Doenças Digestivas, do Hospital Universitário e do Instituto de Investigação em Saúde de Aragão (IIS Aragón), em Saragoça, Espanha, e principal autora do estudo, referiu que estas “são descobertas muito preocupantes – casos de cancro colorretal sem dúvida não foram diagnosticados durante a pandemia. Não só havia menos diagnósticos, como os diagnosticados tendiam a estar numa fase posterior e sofriam de sintomas mais graves."

Verificou-se um aumento significativo do número de doentes que foram diagnosticados com complicações graves – sinal de doença tardia – com um aumento de sintomas como perfuração intestinal, abcessos, obstrução intestinal e hemorragia que requer internamento hospitalar.

"O cancro colorretal é muitas vezes curável se for apanhado numa fase inicial. A nossa preocupação é que estamos a perder a oportunidade de diagnosticar pacientes nesta fase inicial, e isso terá um efeito expressivo nos resultados do paciente e na sobrevivência”, comentou.

 

Adoção e compra de animais disparou no período pandémico
Os portugueses dizem que os animais foram decisivos em período pandémico, contribuindo para o combate ao stress e à ansiedade...

Um inquérito da Fixando junto de 8.870 inquiridos da sua plataforma, entre os dias 24 e 29 de setembro, revela que 93% entende que os animais de companhia contribuem eficazmente para o bem-estar dos seus donos.

A informação hoje disponibilizada em Dia Mundial dos Animais explica a razão pela qual se verifica um aumento significativo na adoção e compra de animais durante a pandemia.

Os benefícios associados aos animais domésticos são reconhecidos pela maioria dos encarregados de educação, inclusive na importância que têm para o crescimento e desenvolvimento dos jovens.

No mesmo inquérito, 14% dos donos que adquiriram um novo animal no último ano, indicam que o fizeram para apoiar o crescimento das crianças, enquanto que 96% consideram os animais domésticos imprescindíveis no desenvolvimento dos mais novos.

Face ao aumento dos animais adotados, também os serviços de cuidado animal têm sido mais procurados pelos portugueses com o treino de animais a registar um aumento na ordem dos 61% face a 2020, enquanto os hotéis assistiram a um crescimento na ordem dos 36%.

Estas atividades representam um custo médio de €48 por serviço e, apesar do impacto negativo da pandemia nos orçamentos domésticos, o crescimento do setor animal traduz um esforço financeiro por parte das famílias que ronda os €52 mensais por cada animal.

 

 

“Mulheres complicadas, gravidezes complicadas”
O Núcleo de Estudos de Medicina Obstétrica (NEMO) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) realiza, nos dias 15 e 16...

O Núcleo de Estudos de Medicina Obstétrica (NEMO) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) realiza, nos dias 15 e 16 de outubro, em Lisboa, as suas II jornadas dedicadas às doenças crónicas em mulheres em idade reprodutiva. “Mulheres complicadas, gravidezes complicadas” é o lema do encontro que se realiza em formato híbrido.

Diversos especialistas vão debater os temas mais clássicos da Medicina Obstétrica, como a diabetes mellitus, hipertensão arterial, obesidade e doenças auto-imunes e também as doenças cardíaca, hepática e infeção HIV na gravidez.

Os problemas crónicos cada vez mais importantes como gravidez após neoplasia, transplante ou cirurgia bariátrica e as grandes dúvidas e recomendações atuais acerca de contraindicações para gravidez, anticoagulação e profilaxias na gravidez, estarão igualmente na ordem de trabalhos.

“Os avanços da ciência têm permitido aumentar a esperança média de vida e isso tem permitido que as mulheres engravidem cada vez mais tarde. Muitas vezes a gestação acontece tendo a mulher já uma doença crónica. Assim, não raras vezes, os médicos precisam de ajustar a medicação crónica à gravidez, para garantir o melhor equilíbrio entre segurança materna e fetal. A Medicina Interna tem uma posição privilegiada, no centro dos hospitais, para integrar as diversas áreas de conhecimento e garantir o apoio médico nos cuidados à grávida doente” afirma Inês Palma Reis, Coordenadora-adjunta do NEMO.

“A presente pandemia mostrou como o mundo e a medicina podem mudar em semanas, como nova evidência e tratamentos podem surgir em meses e como os problemas podem persistir. Temos de nos adaptar e crescer com os desafios, temos de responder às crises sem descurar os mais suscetíveis, mantendo o controlo dos problemas crónicos”, conclui Inês Palma Reis.

No dia 16 à tarde tem lugar um webinar, aberto ao público, sobre “Gravidez, vírus e outros problemas emergentes”. Mais informações em: https://www.spmi.pt/2as-jornadas-do-nucleo-de-estudos-de-medicina-obstetrica/

 

 

 

A Importância da Segurança do Doente – parte II
Durante a manhã do passado dia 17 de setembro de 2021, a Direção-Geral da Saúde (DGS) apresentou o n

A Conferência “A Segurança do Doente em Portugal” assinalou o Dia Mundial da Segurança do Doente, com a apresentação dos resultados do Plano Nacional para a Segurança do Doente 2015-2020 (PNSD 2015-2020), boas práticas implementadas nas instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS), bem como o “Plano de Ação Mundial para a Segurança do Doente 2021-2030” da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Plano de Ação Mundial para a Segurança do Doente 2021- 2030 foi aprovado a 28 de maio de 2021, em Resolução, na 74ª Assembleia Mundial da Saúde. Este plano visa eliminar os danos evitáveis nos cuidados de saúde, permitindo evitar danos ou mesmo travar a morte de milhões de doentes, na sequência de cuidados de saúde inseguros a nível mundial. Ao todo, contempla 7 objetivos estratégicos:

  • Desenvolver políticas de saúde para eliminar danos evitáveis;
  • Criar sistemas de saúde de elevada confiança;
  • Garantir a segurança dos processos clínicos;
  • Envolver e capacitar os doentes e as famílias;
  • Motivar, educar e capacitar os profissionais de saúde;
  • Garantir a informação e a investigação;
  • Desenvolver parcerias, sinergias e a solidariedade.

Tendo este contexto presente e o facto das metas da OMS serem transpostas para o enquadramento jurídico nacional surgiu o novo PNSD 2021-2026 que resultou de uma colaboração entre a DGS, através do Departamento da Qualidade na Saúde, e a Escola Nacional de Saúde Pública-NOVA, num processo alinhado com as orientações internacionais, adaptado à realidade nacional e que se pretende agregador, integrador e evolutivo.

O novo PNSD 2021-2026 tem como objetivo primordial que a prestação de cuidados de saúde seja segura e de qualidade em todo o sistema de saúde e, em particular, no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Este plano resultou da análise feita aos resultados do plano anterior (PNSD 2015-2020), mas, também, da consulta a profissionais de saúde envolvidos nas Comissões de Qualidade e Segurança, a peritos nacionais e internacionais, e da mais recente evidência científica.

O novo PNSD 2021-2026 assenta em cinco pilares - cultura de segurança, liderança e governança, comunicação, prevenção e gestão de incidentes de segurança e realização de práticas seguras em ambientes seguros. Este plano prevê, por exemplo, que as unidades de saúde implementem planos de formação para os seus profissionais desenvolverem práticas seguras e evitem incidentes, na sua maioria evitáveis.

Salientamos que o diretor do Departamento da Qualidade na Saúde da DGS, Dr. Válter Fonseca, que apresentou o plano, destaca a aposta no envolvimento de todos os cidadãos neste desígnio, “não só dos profissionais e dos doentes, mas também dos cuidadores, das famílias e da sociedade civil”. Acrescentou que “as metas deste plano serão alvo de contratualização pelas unidades de saúde, sejam elas hospitais ou unidades dos cuidados de saúde primários, aspeto que não estava previsto no plano anterior, mas que será um incentivo adicional às práticas seguras”.

No entanto, as metas deste plano não se circunscrevem às unidades prestadores de cuidados de saúde, mas também à telessaúde e ao domicílio dos doentes.

De realçar também a meta de redução das infeções associadas aos cuidados de saúde e do consumo de antibióticos, conjuntamente com o Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA).

Concluindo, o novo PNSD 2021-2026 está alinhado com o repto lançado pela Organização Mundial da Saúde a todos os Estados Membros, para que coloquem a Segurança do Doente como uma prioridade nas Políticas de Saúde.

Fonte: Despacho n.º 9390/2021 que “Aprova o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2021-2026”, Gabinete do Secretário de Estado Adjunto da Saúde, Diário da República: 2.ª série, N.º 187 (2021). Disponível em https://dre.pt/application/conteudo/171891094.

   

Autores:

Maria Helena Junqueira Enfermeira Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica – Serviço de Medicina do Hospital de Pombal – Centro Hospitalar de Leiria EPE [email protected]

Pedro Quintas Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar - Unidade de Cuidados na Comunidade Pombal [email protected]

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Ações de sensibilização
Nesta semana que celebra o Dia do Animal, a Associação Animais de Rua não tem mãos a medir em ações de sensibilização nas...

A convivência diária entre humanos e animais é uma realidade para 54%* das famílias portuguesas. Esta não é uma realidade exclusiva dos lares portugueses, mas também é um tema recorrente nas escolas portuguesas. No Dia do Animal (4 de outubro) esta temática é reforçada nas salas de aulas, com a Associação Animais de Rua a marcar presença em mais de 6 ações de formação e sensibilização em Escolas dos diversos ciclos de ensino.

Para a Associação Animais de Rua estas ações de sensibilização nas escolas “são uma prioridade”. A responsabilidade dos humanos para com os animais de companhia é “evidente para praticamente toda a gente, e essa tem sido a tendência política, legislativa e mediática dos últimos anos, no entanto as grandes mudanças quanto à proteção e bem-estar animal devem de facto começar nas escolas e na mentalidade das crianças”. 

Para além das últimas mudanças legislativas e operacionais lideradas pelo MAAC - Ministério do Ambiente e da Ação Climática e da educação cívica inerente aos direitos dos animais, o trabalho da Animais de Rua nas escolas também se foca nas boas práticas de bem-estar e detenção de animais de companhia, na aplicação do método CED - Capturar Esterilizar e Devolver e nas estratégias de combate ao abandono de Animais de Companhia. 

Para as escolas a Animais de Rua leva consigo os livros “Pimpão - Uma História de Amizade'' e "Aqui há Gato!”, ambos criados pela Associação para melhor chegar junto do público mais jovem. A Associação revela também que apesar de ter um maior número de ações em escolas durante esta semana do Dia do Animal, na realidade este é um trabalho permanente e que está a regressar às escolas em força neste novo ano letivo. Para esta associação é importante também que o Ministério da Educação e a DGEstE - Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares se envolvam diretamente na promoção do bem-estar animal dentro das escolas.

 

Inovação terapêutica nas diarreias severas
A Biojam realiza no próximo dia 13 de outubro, às 18h30 um webinar que coloca em discussão a Tintura de Ópio, enquanto Inovação...

Além de membro do conselho científico da European Society of Neurogastroenterology e European Federation of IASP Chapters, é presidente da Associação Escandinava de Neurogastroenterologia e Motilidade, investigador e co-inventor de patentes.

Na área da investigação tem-se debruçado sobretudo no estudo da pancreatite crónica, dor gastrointestinal, eixo cérebro-intestino, motilidade, farmacologia de analgésicos, fisiologia do trato gastrointestinal, estudos gastroenterológicos clínicos, imagem e desenvolvimento de tecnologia.

Com uma carreira marcada pela investigação, foi distinguido pela Associação Dinamarquesa de Gastroenterologia, pela Associação Dinamarquesa de Medicina de Reabilitação com o Prémio “Muusfelt” e pela Associação Dinamarquesa de Medicina Interna com o prestigiado Prémio Hagedorn.

 

Campanha da SPAIC com a Novartis
A Novartis, em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) assinalam, a nível nacional,...

Além de chamar a atenção para a patologia em si, bem como para as implicações que pode ter no nosso dia-a-dia, esta campanha pretende ainda demonstrar que é possível viver bem com urticária e que com um diagnóstico e tratamento acertados é possível andar “com a confiança à flor da pele”, mesmo que esta tenha urticária. De forma a sensibilizar para esta doença, a campanha chama claramente a atenção para os sintomas mais comuns de Urticária Crónica Espontânea (UCE), como manchas avermelhadas e com relevo, comichão intensa e inchaço (edema), destacando a necessidade das pessoas procurarem um especialista em dermatologia ou imunoalergologia e, assim, obter o seguimento e tratamento adequados1,2.

Com a assinatura #eusouatuarede, pretende-se gerar um movimento nacional que envolva a maior “mancha” possível na sociedade, para que se reconheça o impacto desta doença. A campanha deste ano envolve ainda as dimensões de #cuidadosàflordapele, que pretende divulgar alguns conselhos práticos para o aumento do bem-estar, e de #peguntasàflordapele, que terá uma componente de respostas nas redes sociais para desmistificar junto da comunidade alguns temas associados à UCE.

Pelo quinto ano consecutivo a Novartis e a SPAIC desenvolveram uma campanha de divulgação da UCE, reconhecendo a necessidade de informação e sensibilização da sociedade para esta doença que continua subvalorizada, vista muitas vezes apenas como um problema estético e não como uma doença crónica de pele com elevado impacto na vida dos doentes. Cerca de 30,9% dos doentes com urticária crónica reportam um elevado impacto na sua qualidade de vida3. Este ano, a campanha conta ainda com a colaboração da APUrtica – Associação Portuguesa de Doentes de Urticária, criada recentemente para ajudar a dar maior visibilidade à UCE e apoiar as pessoas que sofrem desta doença.

Com uma comunicação diversificada e suportada em diferentes segmentos de media e plataformas digitais, nomeadamente o Instagram e o site da Novartis, o foco da campanha mantém-se assim na criação de informação para os doentes com urticária e para todos os que possam ter contacto com esta doença. Através dos seus canais de comunicação, a SPAIC tem disponíveis materiais educativos sobre urticária para a população (recentemente sobre COVID-19 e urticária) bem como várias ações de formação sobre urticária para profissionais de saúde. 

 

Receitas vão reverter a favor da Associação Amigas do Peito
“Luta Rosa, Pensa Rosa.” é o desafio do canal AXN White durante o mês de Outubro, apresentando um amplo programa de atividades...

Pelo segundo ano consecutivo, o AXN White vai associar-se à causa Outubro Rosa mas, em 2021, o canal pretende elevar esta campanha e movimento para outro nível. A campanha conta com um conjunto alargado de ativações ao abrigo das Family Talks, uma iniciativa de comunicação que, ao longo do ano, aborda temas estruturantes da atualidade e da sociedade numa conversa entre o canal e os portugueses, inspirando-os com pessoas especiais.

Assim, durante o mês de outubro, o AXN White adapta o seu logótipo - substituindo o “X” por um laço rosa reinventado, ícone da Luta Contra o Cancro. Também os seus conteúdos publicitários vão transformar-se em campanha de sensibilização, alertando para a doença oncológica e de como, na grande maioria das vezes, o rastreio poderá fazer toda a diferença. Além do canal, as redes sociais do AXN White vão vestir-se de rosa, dando também palco à sensibilização e prevenção junto das comunidade de fãs.

Como parte desta dinâmica, o AXN White dinamiza ainda a exposição fotográfica “Luta Rosa. Pensa Rosa.”, uma mostra digital e física criada pela fotógrafa Inês Costa Monteiro. Já a marca portuguesa de joalharia M’ Choices junta-se a esta iniciativa com o lançamento de uma edição limitada de um colar que simboliza a importância do diagnóstico precoce da doença. Todas as receitas deste movimento vão reverter a favor da Associação Amigas do Peito.

A exposição estará presente em dois centros comerciais do País, o Alameda Shop & Spot, no Porto, de 2 a 17 de outubro, e no Loureshopping, em Loures, de 18 a 31 de outubro. Nestas peças, compostas por 18 fotos, é retratado o lado lutador e persistente de cada um dos pacientes de cancro da mama, aqui transformados em modelos fotográficos. O AXN White quis ainda alargar esta sensibilização para os familiares e amigos de cada um dos doentes e ex-doentes, colocando o foco também as pessoas importantes para este processo. Desde casos com cirurgias complexas, reconstituições mamárias, um homem com mastectomia de intervenção e de prevenção, esta exposição retrata a realidade como esta é.

A marca portuguesa M’ Choices criou uma peça única, o colar “Luta Rosa, Pensa Rosa”, vendido apenas durante este mês de outubro, numa edição limitada. Um esboço de um par de mamas simboliza que esta luta deve estar sempre ao peito, promovendo a apalpação como primeira medida de autoavaliação. O colar estará à venda no site oficial mchoices.pt com o valor de 12.90 € + IVA, as receitas revertem na totalidade para a Associação Amigas do Peito.

Marta Trigoso, Marketing Manager dos canais AXN afirma que “é importante dar palco e voz a esta doença, demonstrando que nas dores, nos tratamentos, nas más noticias, mas também nas pequenas vitórias do dia a dia, estas pessoas não estão sozinhas. Há toda uma comunidade que tem de ser alertada para este problema pois é muito mais comum do que gostaríamos de imaginar. Cada fotografia aqui reflete a cumplicidade destas pessoas com os seus pais, mães, maridos, filhas e amigas, transmitindo uma onda de esperança e amor inigualável”.

"Este ano resolvemos iniciar o mês de outubro, mês de eleição da saúde da mulher a nível global com uma exposição fotográfica de Uli Schmidt, grande amigo da nossa Associação, pela grande sensibilidade que demonstra ter ao captar no rosto de mulheres a sua resiliência, sofrimento, angústia, paixão, medo, dor e também felicidade. O Outubro Rosa visa alertar a população sobre o cancro de mama consciencializando, quer os governantes quer a população feminina, para a necessidade de proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento reduzindo assim os índices de letalidade", afirma Emilia Vieira, Presidente da Associação Amigas do Peito.

A iniciativa “Family Talks - Luta Rosa, Pensa Rosa” é mais do que uma campanha: é um movimento que pode, pelo menos, ajudar a fazer a diferença na deteção precoce do cancro da mama. Marta Trigoso reforça ainda que “segundo dados da Liga Portuguesa Contra o cancro, em Portugal, são anualmente detetados cerca de 6.000 novos casos e, durante a pandemia, houve menos 400 mil rastreios de cancro de forma geral. Por isso, toda a sociedade civil, empresas e marcas devem continuar a juntar-se a esta causa. O cancro tem um rosto e não é assim tão diferente do nosso, por isso, desafiamos todos a pensar e a lutar rosa.”

As Family Talks são iniciativas do AXN White que arrancou este ano e pretende levar aos espectadores temas que lhes são próximos através de eventos, parcerias e ações diferentes e que vão muito além dos conteúdos do canal. Depois de quebrar estigmas sobre as madrastas, o canal foca-se agora num tema relacionado com a saúde, desta feita, a luta do cancro da mama.

Serviço de Obstetrícia e Ginecologia organiza Webinar
Outubro é o mês internacional da Prevenção do Cancro da Mama e do Colo do Útero. Para assinalar a importância deste tema e...

O movimento conhecido como Outubro Rosa surgiu nos Estados Unidos, na década de 1990, para sensibilizar a população quanto à importância da prevenção no combate ao cancro da mama, tornando-se rapidamente numa campanha à escala mundial, levando a cabo múltiplas atividades por fim a alertar e sensibilizar para a importância do diagnóstico precoce. Mais tarde, foram integradas neste movimento campanhas de sensibilização para o cancro do colo do útero.

“O cancro da mama é uma das principais causas de morte por cancro entre as mulheres, sendo considerado o tipo de cancro mais frequente no sexo feminino. Em Portugal, anualmente são detetados cerca de 6.000 novos casos de cancro da mama, e cerca de 1.500 mulheres morrem com esta doença”, aponta esta unidade hospitalar em comunicado, reforçando a importância
 de “sensibilizar os profissionais de saúde, a população em geral sejam homens ou mulheres, para a importância do autoexame sistemático da mama e para o diagnóstico e tratamento precoces”.

Já o Vírus do Papiloma Humano (HPV), é responsável por uma substancial taxa de cancros do colo do útero. “É hoje considerado o segundo carcinogéneo mais importante, logo a seguir ao tabaco. Está associado a 5% dos cancros, no geral, e a 10% dos cancros na mulher”, acrescenta.

“Esta conferência digital sobre o cancro da mama e do colo do útero, será enriquecida com o contributo de diversos profissionais de saúde do HFF, de outras instituições de saúde nacionais e contará também com a presença da tatuadora Mariza Seita e da locutora de rádio Joana Cruz.  Procurar-se-á, através deste painel, dar a devida relevância ao tema, contribuindo assim para ganhos em saúde para todos os utentes e em conhecimentos e competências para os profissionais de saúde”, descreve o HFF.

A participação neste Webinar é gratuita. No entanto, carece de inscrição, através do email: [email protected], onde se deve indicar o nome, profissão e instituição a que pertence.

 

 

Reconhecimento
O Colégio da Especialidade de Ortopedia da Ordem dos Médicos atribuiu idoneidade formativa para estágio parcial, de um a três...

Na sequência de uma visita de avaliação de idoneidade e capacidade formativa decorrida no passado mês de abril ao serviço de Ortopedia do Hospital CUF Santarém, o Colégio da Especialidade avaliou que o serviço tem as características qualitativas e quantitativas que permitem proporcionar uma formação de elevada diferenciação a médicos ortopedistas em formação.

“Esta concretização, que muito nos orgulha e que reforça a notoriedade do Hospital CUF Santarém, é mais um importante reconhecimento externo da qualidade, diferenciação e inovação do serviço de Ortopedia do nosso hospital e representa uma forte aposta na contribuição deste serviço para a especialização de jovens médicos” afirma Joaquim Costa, Diretor Clínico do Hospital CUF Santarém.  

 

Laboratório quer estender esta tecnologia a outras vacinas
A Pfizer já deu início aos primeiros testes de uma vacina contra a gripe baseada em tecnologia de mRNA.

O ensaio clínico da Pfizer está a ser realizado nos Estados Unidos e avaliará a segurança de uma dose da nova vacina, bem como a sua imunogenicidade (capacidade de induzir uma resposta imune), em pessoas saudáveis entre os 65 e os 85 anos.

Incluirá algumas centenas de participantes, de acordo com detalhes do ensaio clínico publicados num site do governo dos EUA.

As vacinas contra a gripe atuais usam vírus inativados, um processo demorado. As estirpes-alvo do vírus, que estão em constante mudança, devem ser escolhidas para o desenvolvimento da vacina cerca de seis meses antes do início da epidemia sazonal.

A eficácia das vacinas atualmente utilizadas é de 40% a 60%.

"A flexibilidade da tecnologia de mRNA e a sua rápida produção poderiam permitir uma melhor associação com a estirpe (vírus circulante), uma maior fiabilidade no fornecimento e a oportunidade de melhorar a eficácia das vacinas contra a gripe atuais", refere a Pfizer no seu comunicado.

A Organização Mundial de Saúde estima que a gripe causa entre três a cinco milhões de casos de doenças graves por ano e entre 290.000 e 650.000 mortes.

Além da gripe, a Pfizer disse que planeia estudar o uso da tecnologia de mRNA contra outros vírus respiratórios, bem como doenças genéticas ou cancros.

 

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