A dor nas costas afeta cerca de 150 mil portugueses
A dor nas costas afeta cerca de 150 mil portugueses e não pode ser desvalorizada, uma vez que quase todas as pessoas, em...

As doenças da coluna vertebral são a causa mais relevante de anos vividos com incapacidade em todo o Mundo. A dor nas costas é um dos principais motivos que levam à perda de dias de trabalho, sendo que cerca de 80% da população terá pelo menos um episódio ou uma crise de dor nas costas ao longo da sua vida. Sendo tão comum, é natural que as pessoas tenham várias questões que gostariam de ver esclarecidas”, afirma Bruno Santiago, neurocirurgião e coordenador da campanha nacional “Olhe pelas Suas Costas”.

1. O que é que causa a dor nas costas?

A origem exata da dor nas costas é muitas vezes difícil de identificar, uma vez que existem inúmeras possibilidades. As dores podem ter origem nos músculos, no tecido conjuntivo, nos ligamentos, nas articulações, na cartilagem, nos discos ou até nos nervos, uma vez que, devido às atividades diárias, esforços ou a uma patologia mais específica, qualquer uma destas estruturas pode ser lesada.

2. Geralmente, quanto tempo dura um episódio de dor nas costas?

Na esmagadora maioria dos casos a dor desaparece passado até um mês ou menos. Estima-se que cerca de 80% das pessoas que experienciam um episódio de dor pela primeira vez, conseguem resolver as queixas em quatro a seis semanas;

Se a dor persistir mais do que 4 semanas está indicada uma avaliação médica;

Quando a dor se mantém mais do que 3 a 6 meses, é considerada uma dor crónica e necessita muitas vezes de uma avaliação multidisciplinar, incluindo fisiatria, cirurgia de coluna, medicina da dor e psicologia.

3. Em caso de dor lombar devemos aplicar calor ou frio?

Tanto o calor como o frio podem ajudar a aliviar a dor, no entanto, é importante saber quando utilizar cada um;

O gelo reduz a inflamação ou o edema (inchaço), diminuindo o fluxo sanguíneo de vasos sanguíneos constritos. Se for colocado até 48 horas após o início da dor, pode ajudar a aliviá-la. Depois das 48 horas iniciais, o calor pode ajudar a acalmar e relaxar os músculos das costas doridos.

4. Qual é a postura indicada para evitar lesões nas costas?

Sentado: uma cadeira na qual as ancas fiquem ligeiramente acima dos joelhos reduz a tensão lombar. Devem ter um bom apoio do tronco;

Para alcançar um objeto: utilizar um banco para conseguir chegar a objetos que estão acima do nível dos ombros ajuda a evitar lesões. Mas cuidado com as quedas!

Evitar fletir o tronco. Se necessitar de se baixar deve fletir os joelhos.

5. Quem tem dores nas costas deve procurar que especialidade médica?

Segundo um estudo da Sociedade Norte-americana da Coluna (NASS), mais de metade das pessoas com dor nas costas procuram um especialista em patologia da coluna, como um médico fisiatra, cirurgião ortopédico ou neurocirurgião para tratamento;

No entanto, o médico de cuidados primários (médico de família) é o mais importante na avaliação inicial, para prescrever medicação que atenue a dor, recomendar exames complementares quando necessário e identificar o especialista ou tratamento mais diferenciado para cada situação.

As dores nas costas podem afetar qualquer um dos segmentos da coluna e a sua intensidade, frequência e as suas características são variáveis. Existem três tipos de dores: cervicalgia, dorsalgia e lombalgia, consoante a área do tronco afetada, sendo esta última a mais comum.

Principais benefícios
A drenagem linfática manual é um tipo de massagem corporal que serve para ajudar o corpo a eliminar

Esta não emagrece pois não elimina gordura, mas ajuda a diminuir o volume corporal, uma vez que elimina os líquidos que causam o inchaço corporal.

Esta massagem deve ser realizada com manobras suaves e firmes, sempre em direção aos gânglios linfáticos exercendo apenas uma pequena pressão com as mãos sobre a pele, pois o excesso de pressão pode inibir a circulação linfática, comprometendo os resultados. Como tal o mais recomendado é que seja sempre feita por um profissional capacitado.

Esta ao ativar a circulação potencializa a passagem da linfa pelo sistema circulatório, limpando o sangue das impurezas, desempenhando assim o seu papel imunitário juntamente com os anticorpos sanguíneos.

Assim a drenagem linfática tem vários benefícios:

  1. Combater o Edema. A Drenagem Linfática, ajuda a reduzir o edema, ajudando a drenar líquidos e toxinas até aos gânglios linfáticos, facilitando a sua eliminação.
  2. Promove a oxigenação dos tecidos
  3. Favorece a cicatrização dos tecidos, pois melhora a irrigação sanguínea, contribuindo assim para uma rápida cicatrização dos mesmos
  4. Reduz equimoses.
  5. Estimula a microcirculação, melhorando a circulação sanguínea, reduzindo a sensação de pernas cansadas (pesadas).

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Campanha #silenciosquedoempalavrasquecuram
A associação sem fins lucrativos, Projecto Artémis lança, neste mês de outubro, a campanha de sensibilização “Silêncios que...

15 de outubro é a data oficiosa que assinala este tema, ainda tabu nos dias de hoje e que pretende promover o diálogo livre e digno a todos os pais com histórias semelhantes. A nova campanha já está em circulação nas redes sociais durante todo o mês de outubro através do hashtag #silenciosquedoempalavrasquecuram.

“Neste mês de sensibilização para a perda gestacional gostávamos que tentassem imaginar o que é perder um bebé e desse filho que apenas os pais sentiram restasse apenas isto fisicamente: um teste de gravidez e uma ecografia. Será que a vossa memória se apagaria? Ou esse bebé viveria para sempre nos vossos corações? Será que deixariam de falar sobre este vosso filho? É preciso entenderem que o silêncio em torno da Perda Gestacional dói. Mas as palavras podem ajudar a curar”, retrata Sandra Cunha, Presidente e psicóloga da A-PA.

O vínculo entre os pais e o seu bebé começa a construir-se assim que estes tomam conhecimento da gravidez, e é fortalecido através de planos e expetativas. Quando há a obrigatoriedade de interromper este sonho, é comum sentir-se um misto de emoções, muitas das vezes incompreendidas, mas todas elas válidas a serem ouvidas e respeitadas. Assiste-se ainda a uma precariedade no acolhimento destas famílias que vivem o luto e por isso falar sobre a perda gestacional e neonatal para incorporá-la à nova rotina e diminuir um luto complicado. O Projecto Artémis, trabalha diariamente esse propósito.

 

 

 

Viatris apela à consciencialização face à prevenção desta doença
Anualmente, 1 em cada 4 pessoas em todo o mundo morre de doenças causadas por trombose. Tratam-se de mais pessoas afetadas por...

A Viatris, uma nova empresa global de saúde, junta-se assim à comunidade médica e à campanha do Dia Mundial da Trombose incluindo o seu programa de consciencialização global, para destacar a relevância da trombose, que se assinala todos os anos, no dia 13 de outubro. Alertando para a necessidade de avaliar o risco de trombose, a campanha deste ano será dinamizada em mais de 110 países, com cerca de 3.000 parceiros, incluindo hospitais, instituições e sociedades médicas.

A hospitalização é um importante fator de risco para o desenvolvimento de tromboembolismo venoso. Doentes com mobilidade reduzida, devido ao repouso em casa e/ou recuperação lenta, ou que sofreram trauma nos vasos sanguíneos, devido a cirurgia ou outra lesão grave, têm maior probabilidade de desenvolver coágulos sanguíneos. De facto, até 60% de todos os casos de tromboembolia venosa ocorrem durante ou dentro dos 90 dias de hospitalização, tornando-se uma das principais causas evitáveis de morte hospitalar5.

Para prevenir o tromboembolismo venoso, a equipa hospitalar avalia os doentes quanto ao risco de desenvolver coágulos sanguíneos e usa procedimentos adequados de prevenção e tratamento.  Walter Ageno, Diretor do Departamento de Emergência e Centro de Trombose, Ospedale di Circolo, Varese, Itália, disse: “A tromboembolia mata mais de meio milhão de pessoas todos os anos na Europa, com coágulos sanguíneos, ocorrendo principalmente em doentes hospitalizados, seguindo-se a uma admissão hospitalar recente para cirurgia ou em caso de doença médica aguda, como insuficiência cardíaca, distúrbios respiratórios agudos, doenças infeciosas ou inflamatórias agudas.

Como estilo de vida diário, existem alguns passos simples para ajudar a reduzir o risco de ocorrência de coágulos - como melhor mobilidade e redução da obesidade ou cessação do tabagismo. Seguindo estas simples etapas, uma pessoa poderia reduzir o risco de desenvolver coágulos sanguíneos, caso fosse hospitalizada”.

Jean-Phillipe Verbist, Líder Médico Regional para Trombose Viatris, disse: “Na Viatris apoiamos os profissionais de saúde desde a prevenção, ao tratamento de eventos tromboembólicos, bem como no aumento da consciencialização sobre a doença, com o objetivo final de contribuir para diminuir o sofrimento evitável ou morte devido a tromboembolismo”. 

Passos práticos para os doentes prevenirem o aparecimento de coágulos sanguíneos

  • Perder peso, se estiver acima do peso
  • Manter-se ativo, exercitar-se regularmente, caminhar
  • Evitar longos períodos de permanência imóvel
  • Levantar-se e andar pelo menos a cada hora, sempre que viajar de avião, comboio ou autocarro, principalmente se a viagem durar mais de 4 horas
  • Fazer exercícios para os calcanhares e pés se não se conseguir mover
  • Parar pelo menos a cada duas horas ao conduzir, sair do carro e andar
  • Beber muita água e usar roupas confortáveis quando viajar
  • Conversar com o seu médico sobre o risco de coagulação sempre que tomar hormonas, seja para o controlo de natalidade ou terapêutica hormonal de substituição, ou durante e logo após qualquer gravidez
  • Seguir todas as medidas de autocuidado para manter a insuficiência cardíaca, diabetes ou qualquer outro problema de saúde o mais controlado possível
Alerta da APDP
Amanhã assinala-se o Dia Mundial da Visão, data em que a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) recorda a...

A retinopatia diabética é uma manifestação oftalmológica da diabetes e uma das principais causas de perda grave de visão a nível mundial sendo que a sua frequência depende dos anos de duração da diabetes. Após 20 anos de evolução, constatamos que 90% das pessoas com diabetes tipo 1 e mais de 60% com tipo 2, sofrem de desta condição. O mau controlo metabólico (glicemia e pressão arterial) constitui também um fator de risco para o aparecimento da retinopatia.

“O problema é que existem em Portugal um milhão de pessoas com diabetes e, a noção que temos, é que entre 10% a 15% destas pessoas não tinham acesso a programas de rastreio da retinopatia diabética no período que antecedeu a pandemia. Com a paralisação dos serviços nesta área, o número de pessoas com diabetes e sem acesso a uma vigilância oftalmológica regular será hoje, certamente, bem superior.”, explica José Manuel Boavida, presidente da APDP.

João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP, reforça a importância da identificação dos casos de baixa visão nas pessoas com diabetes: “há atrasos na avaliação da baixa visão que podem ser colmatados caso os profissionais que acompanhem as pessoas com diabetes saibam como os identificar. Graças ao projeto que desenvolvemos em parceria com a Associação Promotora do Ensino dos Cegos e com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, conseguimos organizar uma consulta de baixa visão na APDP que visa ajudar as pessoas com limitação visual a recuperar a sua autonomia e a melhorar a capacidade de controlo terapêutico. É, sem dúvida, um modelo que pode ser replicado nos cuidados primários.”

A APDP é a entidade que, ao longo da sua história, tem reunido experiência e conhecimento no rastreio e tratamento da retinopatia diabética. A sua área de intervenção abrange, atualmente, os concelhos da área geográfica de Lisboa e Vale do Tejo, através de um acordo com a ARS LVT, o que corresponde a um universo de mais de 30.000 portugueses. O diagnóstico precoce de uma das principais consequências da diabetes insere-se nas atividades de prevenção da APDP e pode ser realizado através de rastreios populacionais. Com o objetivo de diminuir as consequências e prevenir danos na visão, a APDP tem como objetivo alcançar todas as regiões do país, diminuindo as assimetrias no acesso aos rastreios e diagnóstico. Como tal, a APDP reforça a sua disponibilidade para apoiar os programas de rastreio de retinopatia diabética a nível nacional.

No âmbito da baixa visão e diabetes, a APDP lançou dois guias informativos, um para profissionais de saúde e outro para pessoas com diabetes e baixa visão e seus cuidadores, com o patrocínio científico das Sociedades Portuguesas de Diabetologia e de Oftalmologia, que podem ser consultados no seu site: Educação Terapêutica das pessoas com diabetes e baixa visão e Guia prático para pessoas com diabetes e baixa visão e seus cuidadores

Opinião
No dia 13 de outubro assinala-se o Dia Mundial da Trombose, data escolhida pela Sociedade Internacio

O tromboembolismo venoso caracteriza-se pela formação de coágulos nas veias, mais frequentemente nas veias das pernas (trombose venosa profunda), que podem libertar-se e migrar para o pulmão (tromboembolismo pulmonar). O tromboembolismo venoso é umas das principais causas de morte e incapacidade a nível mundial, responsável pela morte de 1 em cada 4 pessoas. Esta doença ocorre em pessoas de todas as idades.

Mais recentemente, a pandemia causada pelo vírus SARS-COV2, colocou este diagnóstico no centro das atenções, devido ao risco trombótico associado à infeção causada por este vírus, reforçando a necessidade de sensibilizar os profissionais de saúde e população para o tromboembolismo venoso, nomeadamente em relação aos fatores de risco, identificação e prevenção.

Embora existam várias causas para o tromboembolismo venoso, a principal – o tromboembolismo venoso associado à hospitalização – é potencialmente prevenível. Estratégias para a identificação dos doentes em risco de desenvolvimento de tromboembolismo venoso durante e após o internamento ou intervenção cirúrgica, pretendem através de dados clínicos, identificar o risco trombótico e hemorrágico do doente. Quando indicado, são tomadas medidas preventivas com o recurso a medicamentos (anticoagulantes) ou medidas mecânicas (como meias de contenção elásticas) para a prevenção do tromboembolismo venoso. Adicionalmente, em Portugal, os hospitais dispõem de Comissões de Prevenção do Tromboembolismo Venoso, com o intuito de promover e supervisionar a implementação das medidas de prevenção mencionadas. Para além da hospitalização, existem outros fatores de risco de desenvolvimento de tromboembolismo venoso, como sejam neoplasia, traumatismo, imobilização prolongada, obesidade, terapêutica hormonal, gravidez, entre outros.

Os sinais e sintomas mais frequentes do tromboembolismo venoso são: perna inchada, vermelha, com dor e calor (na eventualidade de trombose venosa profunda), e falta de ar, dor no peito, tosse e palpitações (nos casos de tromboembolismo pulmonar). O diagnóstico deverá ser atempado a fim de proporcionar o tratamento adequado, que na maioria das vezes consiste em fármacos anticoagulantes, que inibem a formação de coágulos no sangue. A duração do tratamento é variável de pessoa para pessoa, e deverá ser estabelecida pelo médico, devendo haver revisão frequente do risco/beneficio da terapêutica e estratégia estabelecida em conjunto com o doente.

Se não for atempadamente identificado o tromboembolismo venoso pode ser fatal. Se não for adequadamente tratado, as complicações, como a síndrome pós-trombótica (após trombose venosa profunda) e hipertensão pulmonar tromboembólica crónica (após tromboembolismo pulmonar) podem ser incapacitantes.

Este ano o Dia Mundial da Trombose pretende alertar consciências e “abrir os olhos” da população para esta problemática - Olhos abertos para o tromboembolismo venoso / Eyes open to Trombosis.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Os medicamentos genéricos e biossimilares fazem parte da solução
Maria do Carmo Neves, presidente da APOGEN – Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares alerta que “é...

A APOGEN reconhece o esforço do Governo de dotar a área da Saúde para o próximo ano com mais capacidade financeira, através do reforço de 554 milhões de euros de verbas previstas no Orçamento de Estado para 2022, face ao estimado para este ano.

No entanto, como já referido pela Convenção Nacional da Saúde, de que a APOGEN faz parte, faltam mil milhões de euros para ultrapassar a suborçamentação crónica do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e melhorar as condições de vida da população que foi severamente atingida nos últimos dois anos.

A presidente da APOGEN reforça: “É preciso chegar a mais pessoas e libertar verbas para o SNS, e os medicamentos genéricos são uma poderosa ferramenta de gestão que só nos últimos 10 anos já permitiram libertar mais de 4,2 mil milhões de euros para a inovação na saúde”.

Para isso, é necessário aumentar o número de utentes que beneficiam das vantagens dos medicamentos genéricos e biossimilares. “E isso só será possível com o aumento da literacia em saúde das pessoas, comunidades e organizações”, complementa Maria do Carmo Neves.

Na perspetiva da APOGEN, apesar do Governo manter no OE 2022 o foco no prosseguimento da adoção de medidas que visam aumentar a quota de medicamentos genéricos e de medicamentos biossimilares no mercado, há que definir políticas concretas para que, logo que um medicamento genérico ou um medicamento biossimilar esteja disponível, se promova a sua adoção, sempre que se justifique do ponto de vista terapêutico.

A APOGEN está igualmente preocupada com a manutenção da contribuição extraordinária sobre a indústria farmacêutica, que, desde 2015, penaliza particularmente as empresas de medicamentos genéricos e biossimilares. “Em ambiente hospitalar, estes medicamentos são sujeitos a uma taxa igual à dos medicamentos inovadores, 14,3%, quando o diferencial de preço é superior a 90%, o que, na nossa perspetiva, viola o princípio constitucional da igualdade”, refere a presidente da APOGEN.

Esta contribuição tem sido, deste 2015, um dos principais fatores de desincentivo ao lançamento de novos medicamentos genéricos e biossimilares no mercado hospitalar e tem conduzido a posições concursais desertas com consequente aumento dos custos.

Em Portugal, existe ainda margem de progressão na adoção destas terapêuticas, como mostra o Estudo de Perceção sobre Medicamentos Genéricos que a APOGEN desenvolveu com a GfK Metris e cujas conclusões vai apresentar amanhã, de manhã. Só nos últimos 10 anos, os medicamentos genéricos já permitiram libertar recursos das famílias e do SNS no valor de quase 4,3 mil milhões de euros para serem aplicados na inovação em saúde. Um valor que corresponde a quase 2 anos de despesa do Serviço Nacional de Saúde com medicamentos.

Bolsas de investigação no valor de de 1 milhão dólares
Está a decorrer o processo de Submissão de Propostas a um Programa Competitivo de Bolsas promovido pela Pfizer, com um valor de...

A Carta de Intenção (LOI - Letter of Intent) relativa aos projetos deverá ser submetida até dia 5 de novembro de 2021. Apenas serão aceites as propostas que sejam submetidas nos prazos indicados.

Posteriormente, os projetos serão analisados por um painel de revisores independentes, que irá selecionar os projetos para financiamento. A Pfizer não tem influência sobre nenhum aspeto dos projetos e apenas solicita relatórios sobre os resultados e o impacto dos mesmos, para partilha pública.

Estas bolsas estão inseridas no programa Pfizer Global Medical Grants (GMG), criado para apoiar iniciativas independentes, com o objetivo de melhorar os resultados em saúde e responder a necessidades médicas não satisfeitas, alinhadas com a estratégia científica da Pfizer.

Mais informações em: 2021/2022 Global Obesity ASPIRE

 

Vacina deve ser renovada de forma anual
“A vacina contra a gripe está fortemente recomendada em todas as pessoas consideradas de alto risco para desenvolver...

Segundo justifica este núcleo, “ter Diabetes aumenta o risco de hospitalização pós infeção por gripe em 137% e o risco de internamento em cuidados intensivos ou morte em 23%”

“Por isso, em Portugal, desde 2001 que a pessoa com Diabetes passou a fazer parte do grupo-alvo da vacina contra a gripe e desde a época 2017/18 que a vacina passou a dada de forma gratuita no Serviço Nacional de Saúde”.

Os últimos dados do Vacinómetro 2020/21, mostram-se animadores, sendo que 74,6% da população com 65 anos mais anos de idade foi vacinada, tendo-se conseguido alcançar a meta preconizada pela OMS para esta faixa etária (vacinação de ≥75%). Este relatório demostra ainda que dentro do grupo de doenças crónicas, 83,5% dos inquiridos com Diabetes foram vacinados e apenas 3,2% dos quais pela primeira vez.

No entanto, tendo por base o boletim de vigilância epidemiológica da gripe, na última época gripal 2020/21, o vírus circulou de forma esporádica e nunca chegou a atingir atividade epidémica, registando-se um decréscimo franco do número de casos. Este facto justifica-se, em parte, pelas medidas instituídas com a pandemia COVID-19.

Portanto, antevê-se que a época gripal de 2021/22 tenha uma maior incidência de gripe expectável. Por um lado, infere-se que o nível de imunidade de grupo tenha descido e por outro, a quantidade de dados de vigilância epidemiológica recolhidos terão sido inevitavelmente menores.

Nesse sentido, a DGS publicou a norma 006/2021, de 25/09/2021, dando lugar a medidas excecionais e especificas no âmbito da vacinação gratuita contra a gripe “nomeadamente o início mais precoce, a vacinação faseada e a inclusão na gratuitidade dos profissionais que trabalham em contextos com maior risco de ocorrência de surtos e/ou de maior suscetibilidade e vulnerabilidade.”

A pessoa com Diabetes tipo 1 ou tipo 2 com mais de 6 meses de idade tem acesso à vacina da gripe de forma gratuita no centro de saúde/centro de vacinação, sendo convocada para o efeito através de mensagem, telefonema ou carta. Este ano, poderá também agendar a administração da vacina, igualmente de forma gratuita, na farmácia comunitária. No caso dos indivíduos com Diabetes entre os 6 meses e os 64 anos cujo diagnóstico não conste no processo clínico do centro de saúde e que por isso possam não ser convocados para a vacinação, necessitam para o efeito de uma declaração médica que é emitida através da Plataforma de Prescrição Eletrónica de Medicamentos (PEM), pelo seu médico assistente, para garantir a gratuitidade da vacina contra a gripe.

Atualmente ainda vigora a recomendação em relação ao intervalo mínimo de 14 dias em relação à administração entre a vacina contra a gripe e a vacina contra COVID-19. No entanto, aguardam-se diretrizes a nível europeu com a possibilidade de colocar a coadministração da vacina da gripe com a terceira dose contra a covid-19, nalguns grupos da população. Em relação a outras vacinas do Plano Nacional de Vacinação, podem ser administradas concomitantemente com a vacina da gripe, como são o caso das vacinas do tétano e da tosse convulsa na grávida.

“A DGS e outras sociedades médicas também recomendam à população diabética adulta (≥ 18 anos de idade), as vacinas antipneumocócicas, Pn13 e Pn23, eficazes contra a pneumonia pneumocócica e a doença invasiva pneumocócica. Estas vacinas são administradas em duas tomas com intervalo até 12 meses, segundo esquema indicado na Norma 011/2015 da DGS de 23/06/2015, atualizada a 06/11/2015, podendo ser administradas simultaneamente, antes ou depois da vacina da gripe sazonal”, salienta.

Ausência de diálogo e respostas
Paralisação será antecedida de uma concentração de enfermeiros em frente à Assembleia da República, no dia 28 de outubro, para...

Os sete sindicatos representativos dos enfermeiros portugueses decidiram na madrugada de hoje avançar com uma greve nacional para a primeira semana de novembro, em data a anunciar posteriormente. A ação será precedida de uma concentração destes profissionais de saúde em frente ao Parlamento, no próximo dia 28, às 15 horas para reclamar o descongelamento da carreira e a avaliação de desempenho igual aos enfermeiros da Região Autónoma da Madeira, através da entrega de uma petição na Assembleia da República.

As decisões, nota Pedro Costa, presidente do Sindicato dos Enfermeiros, representam um endurecimento na posição de força da classe, mas “permitem não esgotar a disponibilidade para dialogar com o Governo”, mesmo depois da entrega do caderno reivindicativo da classe entregue a funcionários da tutela em setembro último, junto aos elevadores do Ministério da Saúde, “ter caído em saco roto”.

Em causa continuam questões como a integração imediata nos quadros das unidades de saúde de todos os enfermeiros com contratos precários, a avaliação de desempenho adequada a todos, a abertura de concursos para progressão na carreira e em todas as categorias, o pagamento de milhares de horas extraordinárias, a correção das desigualdades entre os dois regimes de contratação no SNS (RCTFP e CIT), e o reconhecimento do risco e penosidade da profissão (onde se enquadra, por exemplo, a reivindicação de reforma antecipada).

Mas, “acima dos interesses da classe está o próprio Serviço Nacional de Saúde e a qualidade de cuidados prestados atualmente pelos enfermeiros”, que, sublinha Pedro Costa, depois da “abnegação colocada ao serviço da população, por todos reconhecida, nos dois últimos anos”, durante as vagas pandémicas, “estão a entrar em esgotamento”, razão pela qual as taxas de absentismo em muitos hospitais estão a crescer, com equipas completamente exaustas, de norte a sul do país.

“O que estamos a ler, ouvir e ver todos os dias nas notícias são sintomas do muito que está mal e urge resolver já”, salienta o responsável sindical.

Os enfermeiros sentem-se, por tudo isto e por muito mais, “exaustos, desvalorizados e sobrecarregados com mais horas de trabalho, sem verem reconhecidas o risco e a penosidade da profissão”, acrescenta o presidente do SE.

A concentração em São Bento em 28 de outubro e a greve da primeira semana de novembro representam momentos de união muito importantes dos sete sindicatos representativos da classe, em torno de interesses comuns.

“Não queríamos ter que avançar com a greve, mas estamos a ser empurrados para isto pelo Governo, pela ausência de diálogo e respostas, que está a tornar a situação insustentável e a prejudicar a população que recorre ao Serviço Nacional de Saúde”, frisa Pedro Costa.

A decisão dos sindicatos dos enfermeiros aconteceu na noite de entrega do Orçamento de Estado de 2021, que prevê um reforço substantivo de dotação para o SNS. A informação é, no entanto, vista com cautela pelos sindicatos do setor.

“É positiva, a notícia, mas temos que perceber muito bem para que vai ser utilizada a verba. Se para resolver os problemas dos recursos humanos, se para destiná-la para infraestruturas e equipamentos… 700 milhões parece muito dinheiro, mas será pouco se for mal aplicado”, remata o presidente do Sindicato dos Enfermeiros.

 

Endotélio Talks
No próximo dia 13 de outubro, pelas 21h, a Alfasigma Portugal, em parceria com o Update em Medicina, realiza uma sessão...

Já com a 4ª edição desta parceria, este webinar conta com uma atualização da Doença Vascular Periférica e da Disfunção Endotelial, percorrendo várias patologias como a Doença Venosa Crónica, Trombose Venosa Profunda e Síndrome Pós Trombótico, Úlcera Venosa versus Úlcera Arterial (diagnóstico diferencial), Doença Arterial Periférica, Síndrome do pé diabético.

“Este 4º Webinar que organizamos com o Update em Medicina, enquadra-se num conjunto de sessões que a Alfasigma tem vindo a realizar, abertas à participação de todos os médicos internos e especialistas de medicina geral e familiar, independentemente de exercerem funções em instituições de saúde do setor público, privado ou social, em Portugal.” explica Rui Martins, diretor de Marketing e Vendas e responsável pela área de Relações Públicas da Alfasigma.

Esta edição conta com a participação de Natália Santos (Serviço de Cirurgia Geral, Unidade de Diabetes do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, EPE) como palestrante e de António Pedro Machado (Medicina Interna, Coordenador Científico do Update em Medicina). O objetivo é a promoção da literacia com resultados visíveis para os doentes, contribuindo ao mesmo tempo para a formação médica e capacitação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas também um incentivo à descoberta de novas terapêuticas que melhoram a vida dos doentes.

“O tratamento de doentes vasculares é uma das prioridades da missão da Alfasigma. Ao desconstruirmos alguns factos num espaço dinâmico estamos a promover a literacia para um melhor conhecimento sobre o papel do endotélio vascular, comum a tantas condições clínicas da Doença Vascular Periférica.” menciona Rui Martins, diretor de Marketing e Vendas e responsável pela área de Relações Públicas da Alfasigma.

À semelhança da última sessão, não haverá material de estudo prévio, mas uma dinâmica de interação que, no final da sessão, distinguirá os melhores participantes que responderam corretamente/mais rápido às várias questões interativas. Uma sessão que põe à prova o conceito de que contra factos há argumentos.

Link para inscrição: https://updatemedicina.pt/formacoes_online/endotelio-talks/

Opinião
Depois de tantos meses em que grande parte dos portugueses passaram pelo menos uma parte do seu temp

No final deste longo ano e meio em que estivemos muito resguardados, quase sem sair à rua, sem conviver e com a utilização obrigatória da máscara, temos de pensar em fortalecer o nosso sistema imunitário.

Mesmo com grande parte da população vacinada, a preocupação com a COVID-19 não desapareceu e existem evidências científicas que alguns suplementos podem ser benéficos para o sistema imunitário. Dos mais referidos encontram-se a Vitamina D3, a Vitamina C e o Zinco. Também na terapêutica homeopática, destacam-se o Osciloccocinum, Silicea, Arsenicum album e Bryonia alba.

A Vitamina D3, também designada colecalciferol, apresenta evidências científicas positivas na prevenção e tratamento da infeção causada pela COVID 19 e pelo vírus influenza (gripe) devido ao seu efeito imunomodulador sobre as células do sistema imunológico.

Também a Vitamina C, ou ácido L-ascórbico, tem vindo a ser utilizada como terapia complementar em infeções do aparelho respiratório e a sua utilização como preventivo e curativo de gripes e constipações é utilizado tradicionalmente pelos portugueses nos meses mais frios do ano.

Recentemente, sentiu-se a necessidade de se procurar outras alternativas com forte ação antiviral e destacamos o Zinco pelas suas propriedades antioxidantes e de estimulação do sistema imunológico.

Outros suplementos são amplamente reconhecidos por apresentarem uma ação direta no sistema imunitário como o alho, a Equinácea e o Própolis. O alho é tradicionalmente usado para infeções brônquicas, aparelho digestivo e circulação e apresenta propriedades antibacterianas, antimicóticas e antivirais. A Equinácea é uma planta com ação imune-estimulante geral apresentando uma ação anti-inflamatória e antiviral. O Própolis consiste numa mistura de material resinoso e balsâmico e é produzido pelas abelhas para proteção das colmeias apresentando propriedades antifúngicas e antimicrobianas importantes.

Para quem prefira a utilização de medicamentos homeopáticos não podemos esquecer o Oscillococcinum com indicação para a prevenção e tratamento de estados gripais. Existem ainda outros medicamentos importantes para o fortalecimento do sistema imunitário nomeadamente o Arsenicum album ou a Bryonia alba, muito utilizados para prevenção e tratamento de patologias causadas por vírus. Também a Silicea em diluições homeopáticas pode ser usada para prevenção de infeções das vias respiratórias durante a estação fria, tanto para adultos como para crianças.

O confinamento trouxe ainda outras patologias importantes como ansiedade, cansaço, medo, falta de força e um desgaste acima do habitual. A medicação homeopática pode ajudar nestas situações, com a grande vantagem de não causar habituação nem efeitos secundários e poder ser utilizada pela população em geral incluindo crianças e idosos. Destacam-se medicamentos homeopáticos para a ansiedade, hipersensibilidade emocional e irritabilidade e perturbações ligeiras do sono. Para aqueles que se sentem cansados Kalium phosphoricum pode ser a solução. Para as nossas crianças e adolescentes que sentem o regresso às aulas com alguma ansiedade pode ser aconselhado Gelsemium sempervirens em grânulos de fácil absorção.

Aproveite para passear ao ar livre neste Outono que se avizinha mais risonho do que os anteriores. A atividade física melhora a saúde física e mental, ajuda a controlar o peso corporal, a manter a saúde das articulações e aparelho cardiovascular e de um modo geral, a sentir-se melhor.

Peça ajuda e informe-se sobre quais são as melhores soluções para si!

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia 20 de outubro
No próximo dia 20 de outubro decorre a gala de entrega de prémios da 8.ª edição do Prémio Healthcare Excellence, no Hotel Vila...

Entre as 36 candidaturas estão os oito projetos finalistas oriundos de instituições de saúde de norte a sul do país: Prevenção de Quedas e Programa de recondicionamento ao esforço para doentes pós COVID-19,  da Unidade Local de Saúde de Matosinhos; Chegar mais longe… , da Andar; Clínica APIC, do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa; Sistema de Rastreabilidade Têxtil e Cirurgia de ambulatório & hospitalização domiciliária em doentes em idade geriátrica com cancro da mama, do Centro Hospitalar Universitário de São João; Portal de agendamento online para vacinação contra a COVID-19 – pedido de agendamento vacina COVID-19, dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e Just in Time, do Centro Hospitalar de Setúbal.

Os oito projetos finalistas serão apresentados pelos próprios autores a partir das 10h00, seguindo-se a apresentação do livro comemorativo “A Excelência da Saúde em Portugal”.

“A APAH e a AbbVie apresentam este livro comemorativo de forma a promover, homenagear e, principalmente, incentivar a propagação das boas práticas em saúde. Se os bons exemplos existem e podem dar respostas a problemas comuns, o objetivo da iniciativa e também deste livro é que possam ser replicados e inspirar novas ideias. Os projetos apresentados nesta edição especial são a prova viva da excelência da saúde em Portugal”, afirma Alexandre Lourenço, presidente da APAH.

A decisão final ficará a cargo do júri presidido por Delfim Rodrigues, vice-presidente da APAH, e que integra Carla Nunes, Diretora da Escola Nacional de Saúde Pública, Dulce Salzedas, jornalista da SIC e Victor Herdeiro, Presidente da Administração Central do Sistema de Saúde.

O grande vencedor será conhecido pelas 16h00 e irá receber o prémio no valor de 5.000 euros destinado à instituição onde o projeto foi desenvolvido e implementado.

À semelhança das edições anteriores, a cerimónia do Prémio Healthcare Excellence será emitida em Livestream no Facebook da APAH e no Canal APAH “Gestão em Saúde” no YouTube, permitindo assim a participação de todos os interessados.

Promoção da literacia em saúde
A Alfasigma Portugal é um dos parceiros do projeto “Saúde Digestiva”, uma iniciativa de responsabilidade corporativa da...

“Muitos portugueses têm problemas digestivos e consequentemente uma fraca qualidade de vida, e neste sentido, além de apoiarmos esta importante iniciativa na área da literacia em saúde, assumimos o compromisso na área de investigação e desenvolvimento de novas soluções terapêuticas que possam beneficiar estes doentes. Um compromisso que se reflete em patologias como a Encefalopatia Hepática e a Doença Diverticular do Cólon que, apesar de pouco conhecidas, são muito incapacitantes.” refere Rui Martins, diretor de Marketing e Vendas e responsável pela área de Relações Públicas da Alfasigma.

Com esta iniciativa a SPG tem como objetivo consciencializar a população portuguesa para o impacto das doenças do aparelho digestivo, incentivar a adoção de hábitos alimentares saudáveis e de atividade física regular, promover o diagnóstico precoce e o tratamento das doenças do Aparelho Digestivo, que afetam a qualidade de vida de aproximadamente 1/3 da população.

“Este movimento a que nos associámos, representa um importante passo na missão de chamar à atenção da população de quais os cuidados a ter para uma melhor Saúde Digestiva e congratulamos a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia por este projeto, por serem o porta-voz e por veicularem fontes credíveis de informação junto dos portugueses.”, reforça Rui Martins.

 

 

Prémio pioneiro no ecossistema nacional em biotecnologia
Fetalix, Beesaver e MindMimics são os nomes dos três projetos distinguidos pelo Amyris Innovation BIG Impact Award, um concurso...

O projeto vencedor do Amyris Innovation BIG Impact Award, FETALIX, startup liderada por Joana Caldeira, propõe-se tratar a doença degenerativa do disco intervertebral, que provoca a dor lombar, em humanos e raças de cães específicas, através da utilização de um biomaterial desenvolvido e patenteado a partir de um derivado de uma fonte fetal de mamífero (representa um desperdício de milhões de toneladas gerado pela indústria pecuária), sustentado em princípios de economia circular (fator diferenciador do projeto). O biomaterial apresenta propriedades regenerativas únicas e a sua produção é simples, segura, acessível e passível de ser escalonável. 

O segundo prémio foi atribuído ao projeto Beesaver que se debruça sobre o problema da diminuição das abelhas em todo o mundo. Este projeto, liderado por Ana Cristina Afonso Oliveira, da Universidade do Minho, visa desenvolver um kit de triagem rápido e inovador para detetar esporos viáveis numa colónia infetada, mesmo que nenhuma doença seja aparente para os observadores. De referir que o diagnóstico precoce é muito importante para prevenir a sua disseminação, permitindo a implementação oportuna de protocolos sanitários com regras estritas de biossegurança.

O projeto MindMimics, apresentado por Laura Frazão, foi distinguido com o 3º prémio. O MindMimics pretende explorar os organoides do cérebro humano como uma alternativa para a triagem de fármacos e para o estudo de doenças do desenvolvimento neuronal. O conceito do projeto baseia-se na produção de organoides cerebrais e tumorais cerebrais, a partir de células estaminais pluripotentes induzidas recorrendo a bancos de células europeus ou aos próprios pacientes. A visão é a de disponibilizar este modelo de tecido cerebral humano, para ser usado por empresas farmacêuticas e instituições de I&D para apoiar a descoberta de novos fármacos e terapias para o combate a doenças neurológicas. 

Hugo Choupina, vice-presidente da ALUMNI ESB e co-organizador do evento, destaca “a excelência científica das soluções propostas aliada aos princípios de economia circular com foco particular em resolver problemas grandes na Sociedade,” acrescentando “estamos perante excelentes exemplos da melhor investigação que se realiza a nível nacional e que é passível de ser transferida e capitalizada na Indústria.” Ana Leite Oliveira, co-organizadora do evento e docente da Escola Superior de Biotecnologia, reforça “o júri ficou muito bem impressionado com a qualidade e quantidade de projetos apresentados.”  

John Melo, CEO da Amyris Inc, participou ativamente no evento e no final da sua intervenção elogiou o fator de inovação e de diferenciação dos projetos, felicitando todos os envolvidos. Na primeira edição do Amyris Innovation Big Impact Award, um prémio pioneiro no ecossistema nacional em biotecnologia, foram avaliadas mais de 40 candidaturas a nível nacional e internacional. 

O primeiro lugar receberá sete mil euros, enquanto o segundo e terceiro terão direito a dois mil e mil euros, respetivamente. Os resultados foram anunciados na 3ª edição do Biotechnology Innovation Forum: Think Big in Biotechnology, que decorreu online a 9 de outubro, organizado pela Associação de Antigos Alunos da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto, em parceria com a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto, a Amyris Bio Products Portugal e a Delta Cafés. 

Estudo
Uma investigação da Universidade Edith Cowan (ECU), na Austrália, mostrou que o exercício físico pode ser uma arma na luta...

Num ensaio clínico, vários doentes obesos com cancro da próstata submeteram-se a um treino regular durante 12 semanas, tendo sido recolhidas amostras de sangue antes e depois do programa de exercício, para serem aplicadas diretamente nas células cancerígenas da próstata.

O supervisor do estudo, Robert Newton, revela que os resultados ajudam a explicar porque é que o cancro progride mais lentamente nos pacientes que se exercitam. "Os níveis de mioquinas anticancerígenas dos pacientes aumentaram em três meses", revela.

"Quando lhe tirámos o sangue antes e após o exercício e o colocamos em células cancerígenas vivas da próstata, vimos uma supressão significativa do crescimento dessas células sanguíneas após o treino", explica. Isso é bastante substancial e indica que o exercício crónico cria um ambiente de supressão do cancro no corpo."

Jin-so Kim, um candidato a doutoramento e líder da pesquisa, diz que embora as mioquinas pudessem sinalizar as células cancerígenas para crescerem mais lentamente - ou para parar completamente - não foram capazes de matá-las por si mesmas. No entanto, estas podem ser associadas a outras células sanguíneas para combater ativamente o cancro.

"As mioquinas, por si só, não dizem às células para morrerem", disse Kim. Mas sinalizam as nossas células imunitárias - as células T - para atacar e matar as células cancerígenas."

Newton acrescenta que o exercício também complementa outros tratamentos do cancro da próstata, como a terapia de privação de andrógeno, que é eficaz e geralmente prescrita, mas também pode levar a uma redução significativa da massa magra e ao aumento da massa gorda. Isto pode levar à obesidade sarcópenica (sendo obesa com pouca massa muscular), saúde mais pobre e cancro.

Todos os participantes no estudo eram obesos, e o programa de treino permitiu-lhes manter a massa magra enquanto perdiam massa gorda.

O estudo focou-se no cancro da próstata, uma vez que é o mais comum entre os homens e devido ao elevado número de mortes dos pacientes, mas o Professor Newton diz que os resultados podem ter um impacto mais alargado. "Pensamos que este mecanismo é aplicável a todos os tipos de cancro", diz.

 

Avaliação dos benefícios e riscos do fármaco
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recebeu um pedido de estudo, com vista a uma autorização na União Europeia (UE) do...

A agência está a avaliar a licença de marketing solicitada pela Roche Registration GmbH para a aprovação do fármaco que combina os anticorpos monoclonais casirivimab e imdevimab, para tratar adultos e adolescentes com mais de 12 anos que não necessitam de oxigénio suplementar e estão em risco acrescido de desenvolver Covid-19 grave.

Esta combinação de anticorpos  monoclonais também poderia ser usada na prevenção da doença em adultos e adolescentes com mais de 12 anos, de acordo com os dados da Comissão de Medicamentos Humanos (CHMP).

A EMA estima que poderá concluir a sua avaliação dos benefícios e riscos do fármaco num período "reduzido" de dois meses, dependendo da robustez dos dados apresentados pela empresa farmacêutica, e desde que não sejam necessárias informações adicionais para apoiar a análise.

A agência iniciou uma revisão em tempo real dos dados deste tratamento que combinam anticorpos monoclonais já em fevereiro, depois de ver que "os resultados preliminares de um estudo indicam um efeito benéfico do fármaco na redução da quantidade de vírus no sangue (carga viral) em pacientes não hospitalizados" que o contraíram.

 

Estudo
Quatro em cada cinco sobreviventes da Covid-19 recuperam o olfato ou o paladar seis meses após a infeção, sendo que aqueles que...

Entre os 798 participantes do estudo que testaram positivo para o Covid-19 e que relataram uma perda de olfato ou sabor, foi possível concluir que, aqueles que tinha menos de 40 anos, recuperaram o seu olfato em maior escala do que aqueles com mais de 40.

Evan Reiter, diretor médico do Centro de Transtornos no Olfato e do Paladar da VCU Health e co-investigador do estudo, disse que os últimos dados mostram que 4 em cada 5 participantes, independentemente da idade, recuperaram o cheiro e o sabor em seis meses.

 

Especialista alerta para a incidência das doenças da tiroide em idade pediátrica
Atraso no crescimento, aumento do volume da tiroide, do peso e dificuldade de concentração na escola

O aparecimento do bócio advém de um mau funcionamento da glândula e do aumento do volume da tiroide. Para a especialista existe a possibilidade “de surgirem nódulos da tiroide, que apesar de serem menos prevalentes nas crianças do que na idade adulta, a possibilidade de um nódulo deste tipo na criança ser maligno é consideravelmente maior”. Daí que seja importante reconhecer os principais sintomas, diagnóstico e tratamentos.

A diferença entre o hipotiroidismo e o hipertiroidismo, é que no primeiro o metabolismo desacelera, devido a uma produção de hormonas insuficiente e no segundo, acontece o contrário. Porém, o hipotiroidismo continua a ser o mais frequente, tanto nos adultos como nas crianças, pois este pode ser diagnosticado logo à nascença através do teste do pezinho.

A causa mais frequente de hipotiroidismo é a doença autoimune da tiroide - o Tiroidite de Hashimoto ou autoimune crónica. Outras causas estão relacionadas com a radioterapia da cabeça e pescoço, a cirurgia ou uma malformação congénita e ainda com défice de iodo. Em relação ao hipertiroidismo na infância é 10-20 vezes menos frequente que o hipotiroidismo e geralmente acontece na adolescência, principalmente naquelas crianças com histórico familiar. Surge também devido a uma doença autoimune – a doença de Graves. Os sinais são evidentes: alterações do humor, irritabilidade, agitação, tremor, suores, intolerância ao calor, palpitações, diarreia.

No entanto, para o hipertiroidismo existe um fármaco que reduz a síntese de hormonas, mas é bem mais complicado do que o hipotiroidismo, exigindo uma vigilância clínica mais apertada com realização de exames periódicos. Apesar destas disfunções “as crianças que sofram desta patologia da tiroide podem ter uma vida completamente normal, desde que sejam acompanhadas por um médico especialista e tomem a medicação prescrita regularmente”, alerta a endocrinologista.

 

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Alerta a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
No âmbito do Dia Mundial da Visão, que este ano se celebra a 14 de outubro, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) irá...

“Cerca de 65 por cento das pessoas com deficiência visual têm 50 anos ou mais e em Portugal temos vindo a assistir a um aumento de casos de baixa visão por degenerescência macular da idade. A DMI é a principal causa de perda de visão acima dos 65 anos. Distorção das imagens, aparecimento de manchas - começa desta forma, que muitas pessoas acham normal devido à idade - mas pode levar à cegueira. A melhor forma de travar a doença é um diagnóstico precoce, por isso é tão importante fazer visitas regulares ao seu Médico Oftalmologista.” afirma Rufino Silva, Presidente da SPO e Médico Oftalmologista em Coimbra, acrescentando que “as pessoas devem preocupar-se com um estilo de vida saudável e apostar mais na prevenção - é por isso fundamental divulgar esta informação: a grande maioria das deficiências visuais podem ser evitadas e/ou tratadas.”

As causas principais de cegueira e de perda de visão irreversível, na população portuguesa, são a degenerescência macular da idade, a retinopatia diabética e o glaucoma. A prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento atempado são possíveis e fundamentais, tornando-se assim possível evitar essa perda de visão que é muitas vezes irreversível e com elevados custos para o doente, sua família e para a sociedade em geral.

“Pelos 40-50 anos, quando surge a presbiopia, deve consultar-se um médico oftalmologista e iniciar o despiste de glaucoma, entre outras patologias. Não é adequado comprar óculos de leitura e não fazer uma observação pelo médico da especialidade. Em idades mais avançadas é obrigatória a observação a cada 1 a 2 anos, para despiste de catarata, glaucoma e degenerescência macular da idade. O envelhecimento da população significa que o risco de desenvolver deficiência visual relacionada com a idade é cada vez maior por isso, nunca é demais fomentar a prevenção e a consulta regular junto de um Médico Oftalmologista”, refere Lilianne Duarte, Médica Oftalmologista e investigadora clínica. 

A cada cinco segundos, há um adulto a cegar no mundo, enquanto que a cada minuto o mesmo acontece com uma criança

Os cuidados com a visão devem manter-se ao longo da vida. O Dia Mundial da Visão tem como objetivo lembrar que as principais causas de cegueira no mundo podem ser prevenidas e/ou tratadas se as populações tiverem acesso a cuidados de saúde adequados. A cada cinco segundos há um adulto a ficar cego no mundo, enquanto que a cada minuto o mesmo acontece com uma criança.

Para além das enumeradas, são também causas de perda de visão: a miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia - situações que podem ser corrigidas com óculos, lentes de contato ou cirurgia LASER ou implante de lentes. Por sua vez, a catarata pode ser corrigida com elevado sucesso com cirurgia, evitando a progressão até à cegueira.

Nesta altura do ano, com as primeiras semanas de escola, é igualmente importante estar atento às crianças.

O Rastreio Nacional de Saúde Visual prevê rastreios simples aos 2 e aos 4 anos, mas caso estes não tenham ocorrido, (e muitos estiveram suspensos pela Pandemia COVID 19) devem ser reagendados ou em alternativa ser realizada uma consulta com um Médico Oftalmologista. As crianças, que por qualquer razão, não fizeram rastreios nem consultas antes dos seis anos, devem realizar uma observação por Oftalmologia nesta fase do início das aulas.

O rastreio da retinopatia diabética está implementado a nível nacional e é fundamental para reduzir a perda de visão e a cegueira, associadas a esta patologia. Quando não há tratamento atempado, a retinopatia diabética pode terminar em cegueira irreversível.

#loveyoureyes a campanha mundial

A SPO decidiu este ano lançar uma iniciativa aberta a todos os que gostam de fotografia, como forma de chamar a atenção para o lema da campanha mundial: #loveyoureyes - ama os teus olhos.

Assim, serão pedidas fotografias que retratem olhos de pessoas com o intuito de focar a nossa atenção num dos órgãos mais importantes do nosso corpo. Os vencedores terão um prémio na área da fotografia.

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