Utente controla a pressão aplicada na mama
A clínica Affidea Lisboa - República disponibiliza, pela primeira vez no país, a tecnologia de compressão mamária controlada...

Segundo diferentes estudos, existe uma grande variabilidade na assiduidade à mamografia, dependendo da unidade de saúde onde os exames são realizados, pelo que a procura de soluções para melhorar a experiência das utentes pode ser uma forma de aumentar o número de mulheres que aderem ao controlo mamográfico. É justamente o receio da dor uma das causas fundamentais para que a mulher adie a realização da sua mamografia.

Como pode ser constatado em sete estudos realizados nos Estados Unidos, que analisaram 5.741 pacientes, a dor na mamografia leva a que 46% das mulheres sem sintomas não façam o exame novamente.

A principal vantagem do sistema, instalado na Affidea Lisboa - República e desenvolvido pela GE Healthcare, é permitir que a mulher participe no processo, através do ajuste de compressão pela própria, o que lhe proporciona uma melhor experiência durante o exame. Conforme explica o médico radiologista da Affidea, Jorge Ferreira, “o facto da utente participar no exame diminui a sensação de dor, promovendo a sua adesão à realização deste exame de prevenção do cancro da mama”.

“Com esta tecnologia disponível em Portugal, continuamos a avançar no nosso objetivo geral de saúde de precisão, bem como a proporcionar uma melhor experiência tanto ao doente como ao técnico que controlam o sistema e ao radiologista que lê a imagem”, disse Rui Costa, Diretor Geral, GE Healthcare Portugal.

Segundo especialistas, “este sistema consegue maior compressão, menos dor, não acarreta efeitos adversos e oferece a mesma qualidade diagnóstica da mamografia convencional”.

Jorge Ferreira acrescenta que o sistema “não aumenta o tempo do exame, uma vez que o técnico tem integrado este procedimento no seu fluxo de trabalho”. Para garantir a eficácia do exame, é fundamental que o profissional realize a primeira compressão, permitindo que a mulher faça um ajuste final da mesma, por meio de um controlo remoto manuseado pela própria mulher. O mamógrafo Pristina possui um limite máximo de compressão para que a utente não fique com nenhuma lesão e um grau de compressão mínima para que a qualidade da imagem não seja comprometida.

Um estudo com Senographe Pristina, realizado com 548 utentes, no Institut de Cancérologie de Lorraine (França), concluiu que a força de compressão é maior quando se utiliza o sistema assistido. Além disso, a dor dos utentes era significativamente menor e não houve efeitos adversos ou diferenças na qualidade da imagem em comparação com mamografias convencionais.

Em Espanha, no Hospital del Mar de Barcelona, foi também realizado um estudo, apresentado no IV Congresso Espanhol da Mama em 2019[4], que concluiu que 64,9% das utentes preferem mamografia assistida por compressão; 52,9% acreditam que este sistema é menos doloroso do que o modo convencional; 54,4% consideram que se sentiriam mais confortáveis no seu próximo exame se fosse realizado com compressão assistida e 70,4% recomendariam o sistema a familiares e amigos.

Após análise de 1.096 imagens mamográficas realizadas com compressão assistida, considerando a espessura, força de compressão e dose glandular média, concluiu-se que não há diferenças significativas de qualidade em relação às mamografias convencionais.

Na mesma linha, um estudo prospetivo realizado com 100 utentes, no Gustave Roussy Cancer Institute (França), concluiu que 74% das mulheres teriam maior probabilidade em realizar o exame mamográfico, se utilizassem o sistema de compressão assistida.

 

De 10 a 23 de novembro
A exposição “Uma Visita à História da Diabetes no Centenário da Descoberta da Insulina” regressa à cidade de Lisboa já a partir...

A história desta exibição itinerante tem início no antigo Egipto, onde em 1550 A.C. havia já referência a uma doença que se assemelhava à diabetes, e termina em 1921 - o ano da descoberta da insulina.

A inauguração da exposição acontecerá no dia 10 de novembro, às 11h30, e contará com a presença do Professor Doutor Jaime da Cunha Branco (Diretor da NOVA Medical School), da Professora Doutora Paula Macedo (Investigadora Principal do CEDOC - Centro de Estudos de Doenças Crónicas da NOVA Medical School), do Professor Doutor João Filipe Raposo (Professor de  Saúde Pública da NOVA Medical School e Diretor Clínico da APDP) e do Doutor Luís Gardete Correia (Membro da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário da Insulina e Presidente da Fundação Ernesto Roma).

Nas palavras do Professor Doutor Jaime Branco “É para a NOVA Medical School um privilégio receber a Exposição da história dos 100 anos da Descoberta da Insulina, uma vez que a diabetes é uma das doenças crónicas mais estudadas pelos nossos docentes e investigadores e para o conhecimento da qual temos contribuído. Também para os nossos alunos esta exposição se reveste de grande interesse pedagógico e por isso a acolhemos com tanto prazer.”

“Hoje, através de todo o conhecimento gerado ao longo dos anos, sabemos que a diabetes e as suas complicações não dependem apenas de um fator. A evolução tecnológica tem sido uma aliada na investigação desta condição e para chegarmos onde estamos hoje foram necessários muitos anos de estudos. É por isso que esta exposição é tão interessante quanto fascinante”, refere o Professor Doutor João Filipe Raposo.

A exibição, que pretende percorrer Portugal de norte a sul e iniciou o seu percurso em Lisboa, esteve já presente em cidades como Coimbra, Porto, Braga e Funchal.

Poderá visitar a exposição no átrio de entrada da NOVA Medical School até ao próximo dia 23 de novembro, todos os dias da semana, entre as 9h00 e as 17h00. Para mais informações, consulte www.100anosinsulina.pt.

 

Health Cluster Portugal debate como se pode melhorar o setor da saúde
A saúde digital, enquanto resposta aos grandes desafios que estão pela frente, quer na investigação, quer na prestação de...

“Só através da digitalização poderemos ter uma saúde sustentável e preocupada com o envolvimento informado dos cidadãos”, sublinham especialistas segundo os quais a criação de uma grande base de dados “será um instrumento fundamental para o desenvolvimento da investigação nacional, para avaliar novas terapêuticas, criar novos e mais inteligentes produtos e serviços, e para gerir de forma mais eficiente a informação clínica dos doentes”.

Será ainda decisiva na afirmação global do nosso país enquanto ecossistema de referência na saúde, referem, bem como fator decisivo na atração de investimento direto estrangeiro neste domínio.

“A avaliação de como tratamos a pandemia e quais lições daí a tirar é exercício que ainda não está feito – a que o HCP procurará dar a sua melhor contribuição - mas deixou clara a importância de uma saúde mais digital”, explicam em comunicado.

Estas foram algumas das conclusões de uma série de pequenos almoços (digitais) promovidos, pelo recentemente eleito Presidente da Direção do HCP, Guy Villax, para ouvir e debater com os associados alguns dos temas mais atuais da Saúde.

Este setor tem sido um dos principais motores da economia nacional. Na última década as exportações cresceram mais 150%. e em Portugal representa um volume de negócios anual na ordem dos 30 mil milhões de euros e um valor acrescentado bruto de cerca de 9 mil milhões, envolvendo perto de 90 mil empresas e empregando cerca 300 mil pessoas.

Para Joaquim Cunha, Diretor Executivo do Health Cluster, "há um forte potencial de desenvolvimento da Saúde, como os números têm demonstrado, apesar do setor ter vindo a ser fustigado com políticas públicas erradas que não reconhecem a sua importância económica e social e não promovem o investimento. É necessária maior eficiência e nesse sentido a digitalização terá um papel determinante".

 

 

Processo vai acelerar a partir de hoje
A Direção-Geral da Saúde (DGS) "entende ser prioritária a vacinação contra a gripe, tendo sido já vacinadas cerca de 811...

Os utentes elegíveis para a dose de reforço da Covid-19 têm sido convocados, essencialmente, para a vacinação conjunta gripe/Covid-19.

Dos 1.500.000 utentes que estarão elegíveis para a dose de reforço até meados de dezembro, cerca de 840.000 encontram-se elegíveis à data de hoje, estando já vacinados aproximadamente 351.000, ou seja, 42%. Dos sobrantes, mais de 35.000 estão já agendados para os próximos dias.

Os utentes elegíveis para a dose de reforço são os que têm idade igual ou superior a 65 anos e já completaram o esquema vacinal há pelo menos 180 dias. A estes acrescem os utentes com menos de 65 anos com condições de imunossupressão, que sejam habilitados pelo seu médico, mediante uma declaração eletrónica.

A DGS recorda que a vacinação contra a gripe e a Covid-19 é essencial para minimizar o risco de propagação do vírus SARS-CoV-2 e do vírus da gripe, e para diminuir a ocorrência de doença grave. A vacinação é muito importante especialmente nesta altura do ano, em que é expectável a co-circulação de vários vírus respiratórios e em que se poderá verificar igualmente o impacto das temperaturas baixas na saúde da população.

Autoagendamento para maiores de 70 anos

O autoagendamento das pessoas com 70 ou mais anos decorre a partir de hoje. No Portal COVID-19 pode ser agendada a administração das duas vacinas em simultâneo. No entanto, no Centro de Vacinação, o utente poderá optar pela toma de apenas uma delas.

Além disso, os utentes continuam a ser convocados através de uma SMS para a toma em simultâneo da vacina contra a gripe e contra a Covid-19 ou apenas para a vacina contra a gripe (se não forem elegíveis para Covid-19).

A partir de hoje, também,  as pessoas com 80 ou mais anos poderão deslocar-se a um Centro de Vacinação em regime de Casa Aberta e pedirem para ser vacinadas com a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 e/ou com a vacina contra a gripe.

As explicações de uma Enfermeira especialista em saúde materna e obstetrícia
O leite materno é uma substância viva, adapta-se às mudanças das circunstâncias do seu bebé.

O leite materno extraído mantém a maior parte dos seus benefícios para a saúde, daí que quando não puder amamentar o seu bebé numa das mamadas e desde que as condições de higiene estejam asseguradas, pode extrair, conservar, congelar e descongelar o seu leite, porque continua a ser melhor para o seu bebé do que qualquer tipo de leite de fórmula.

Mas uma boa higiene é essencial para garantir que o leite conservado é seguro para o seu bebé ser alimentado.

Saber conservar corretamente o leite materno extraído é essencial para maximizar as suas qualidades nutricionais e anti-infeciosas, o leite materno recém extraído é preferível ao refrigerado e o refrigerado é preferível do que o congelado. É assim porque o leite materno recém extraído tem as melhores propriedades para o combate às bactérias e um teor mais elevado de antioxidantes, vitaminas e gordura do que o leite refrigerado ou congelado.

Esta informação é baseada em pesquisas atuais e aplica-se a mães que:

  • Têm bebês de termo saudáveis;
  • Desejam armazenar o seu leite para utilização em casa;
  • Lavam as suas mãos antes da realização da extração de leite;
  • Utilizam recipientes que foram bem lavados e enxaguados.

Orientações para segurança e higiene da conservação do leite materno

Para assegurar as melhores condições do leite materno extraído deve seguir as seguintes indicações sobre como conservar o leite materno extraído em segurança para bebés de termo saudáveis e tenha em atenção que deve refrigerar o leite materno tão rapidamente quanto possível depois da extração.

Se o seu bebé estiver numa unidade de cuidados intensivos neonatal ou numa enfermaria de cuidados especiais, o seu hospital pode ter recomendações mais rigorosas para a limpeza e conservação.

Todo o leite deve ser datado antes de ser guardado para poder monitorizar e gerir o leite conservado. Deve armazenar quantidades de leite de cerca de 60 a 120 ml e assim irá reduzir o desperdício. Deverá arrefecer o leite fresco, colocando-o no frigorífico, antes de adicionar a leite previamente congelado, sendo que só deve congelar se não o utilizar no prazo aceitável de conservação no frigorifico, visto que o leite refrigerado tem mais propriedades anti-infeciosas do que o leite congelado.

Que tipo de recipientes utilizar

FRASCOS

  • Conserve o seu leite materno em frascos para leite materno limpos, fabricados em materiais isentos de BPA.
  • Os recipientes devem ter sido bem lavados, enxaguados e secos antes de serem utilizados.
  • Os recipientes também podem ser lavados e secos em máquina de lavar louça.
  • Os recipientes não devem ser cheios até ao topo - deixe um espaço (de cerca de 3 cm) para permitir a expansão do leite ao ser congelado.

Importante: Os frascos e tampas de plástico tornam-se frágeis quando congelados e podem partir-se quando caem. Além disso, os frascos e tampas podem ficar danificados

se não forem utilizados corretamente, por exemplo, se caem, se a tampa fica demasiado apertada ou se forem derrubados. Tenha especial cuidado com a manipulação dos frascos e tampas. Não utilize o leite materno se os frascos ou as tampas estiverem danificados.

SACOS

  • Conserve em sacos de congelação de leite que foram concebidos para armazenarem leite humano.
  • Coloque apenas 60 a 120 ml de no recipiente (a quantidade aproximada que o seu bebé necessita para leite uma refeição) para evitar o desperdício.
  • Retire o ar do topo antes de fechar e deixar um pequeno espaço (de cerca de 3 cm) para permitir que o leite expanda quando congelado.
  • Coloque os sacos num outro recipiente e arrume na parte de trás da prateleira do frigorífico ou do congelador, onde a temperatura se mantém mais estável.

Como conservar leite materno no frigorífico

  • Refrigere o seu leite materno tão rapidamente quanto possível depois da extração.
  • Pode acrescentar pequenas quantidades de leite extraído ao mesmo recipiente refrigerado, desde que o leite que quer juntar tenha sido previamente arrefecido no frigorífico. Não junte leite à temperatura corporal a leite já arrefecido.
  • Conserve o leite materno na zona mais fria do frigorífico – na parte de trás, na prateleira por cima do compartimento dos legumes. Não o mantenha na porta do frigorífico, onde a temperatura é menos constante.

Como conservar leite materno no congelador

  • Congele o seu leite materno tão rapidamente quanto possível depois da extração.
  • Pode acrescentar leite extraído a leite materno já congelado nas 48 horas seguintes, desde que o leite que quer juntar tenha sido previamente arrefecido no frigorífico. Não junte leite à temperatura corporal a leite congelado.
  • Conserve o leite materno congelado na parte de trás do congelador, onde a temperatura é mais constante. Mantenha-o afastado das paredes de congeladores com autodescongelação.

Utilizar leite materno congelado

  • O leite materno pode ser descongelado no frigorífico durante a noite por exemplo ou debaixo de água fria corrente. Gradualmente aumente a temperatura da água de forma a aquecer o leite até à temperatura adequada. Não deixe o leite materno descongelar à temperatura ambiente.
  • Depois de completamente descongelado, o leite materno pode ser mantido à temperatura ambiente durante duas horas no máximo ou no frigorífico durante até 24 horas.
  • Não descongele nem aqueça leite materno congelado no micro-ondas ou em água a ferver. Pode danificar as suas propriedades nutricionais e protetoras, criando pontos quentes que podem queimar o seu bebé.
  • Leite materno deixado à temperatura ambiente deve ser dado ao seu bebé dentro de duas horas ou deitado fora.
  • Nunca volte a congelar leite materno descongelado.

Como aquecer o seu leite materno conservado

Os bebés saudáveis de termo podem beber leite materno à temperatura ambiente ou aquecido até à temperatura corporal. Alguns têm uma preferência; outros não se importam.

  • Para aquecer o seu leite, coloque o frasco ou saco de leite materno num recipiente com água morna durante alguns minutos até estar à temperatura corporal (37 °C).
  • Em alternativa, utilize um aquecedor de biberões.
  • Não utilize nunca micro-ondas para aquecer o leite humano. Isto pode causar a perda de algumas propriedades benéficas do leite, além de que não aquece uniformemente os líquidos e pode deixar pontos quentes no recipiente do leite, que pode ser perigoso para crianças pelo risco de queimadura.
  • Quando é armazenado, o leite humano pode separar-se numa camada de leite e numa camada de gordura, isto é normal. Agite-o suavemente para redistribuir a gordura antes de dar ao bebé.
  • Às vezes, o leite descongelado pode ter um cheiro ou sabor estranho, metálico. Isto acontece devido à degradação das gorduras do leite. O leite é seguro e a maioria dos bebés vai beber sem problemas. Se há um cheiro rançoso devido ao excesso de lípase (enzima que degrada a gordura do leite) num processo que ajuda a evitar o crescimento de bactérias nocivas, segundo orientações de “La Leche League International” deve escaldar o leite extraído (sem deixar ferver), e depois arrefecê-lo rapidamente e congelá-lo. Isto desativa a enzima lípase e este leite continua a ser uma escolha mais saudável do que os leites artificiais.

Se a mãe ou o bebé têm uma infeção / fungo, deve continuar a amamentar durante o surto e tratamento. Durante o tratamento, a mãe pode continuar a extrair o seu leite e dar ao bebé. Esteja ciente de que a refrigeração ou congelação de leite não mata a levedura. Após a conclusão do tratamento, todo o que foi retirado durante a infeção deve ser descartado.


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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Procedimento cirúrgico minimamente invasivo
A equipa do Serviço de Anestesiologia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), em colaboração com o Serviço de...

A neuroestimulação periférica está indicada no tratamento da dor neuropática periférica crónica (dependendo do nervo afetado) e no tratamento da incontinência urinária, em casos selecionados, através da estimulação do nervo tibial posterior. A estimulação de nervo periférico funciona através da transmissão de impulsos elétricos ao nervo afetado, através da implantação de um cateter na proximidade desse nervo, com recurso a ecografia. Feito em ambulatório e de forma minimamente invasiva, o procedimento agora ao dispor dos doentes do CHULN minimiza as complicações cirúrgicas e pós-cirúrgicas, melhora o tempo de recuperação e cicatrização, além de reduzir os custos comparativamente a tratamentos mais invasivos.

Esta inovação resulta da estreita colaboração e inter-referenciação entre a Unidade Multidisciplinar de Dor Crónica do Serviço de Anestesiologia e o Serviço de Medicina Física e Reabilitação do CHULN. Nesta primeira intervenção, as equipas do CHULN contaram ainda com a colaboração de Edgar Semedo, anestesiologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e membro da Unidade de Dor Crónica desse centro hospitalar, e do Engenheiro Filipe Pagaimo.

 

“É preciso garantir a proteção dos mais vulneráveis e frágeis”
No seguimento da aprovação da Lei da Eutanásia e Suicídio Assistido, a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP)...

Em comunicado, a APCP faz o apelo que nesta reflexão, “fiquem de parte as convicções partidárias, religiosas e individuais e que, por um momento, se pense de forma muito séria sobre a realidade portuguesa no que respeita à equidade no acesso aos cuidados de saúde e sociais garantidos, na dificuldade em garantir a todos os que se encontram em fim de vida.”

“Fazemos especial apelo ao Exmo. Presidente da República. Esta Associação alerta para o facto do dever de refletir sobre o papel do Estado face ao doente em sofrimento, não apenas na escolha sobre a morte, mas sobre as tomadas de decisão durante todo o processo de doença, tendo em conta que “esta última etapa da vida, marcada por situação de doença ou condição limitadora da vida, pode ocorrer em qualquer idade, qualquer contexto, com duração de dias, meses ou anos”, pode ler-se.

Segundo esta associação, “o Estado que agora se propõe garantir a morte a pedido, não garante cuidados de saúde adequados a milhares de doentes em sofrimento por doenças graves nem o apoio aos seus familiares”, por isso “entende que a escassa e inadequada resposta por parte do Estado aos doentes que vivem situações de doença grave e incapacitante constitui, por si só, um motivo determinante para o veto deste diploma”.

Legislar com base no valor da autonomia individual, não pode pôr em risco o direito coletivo à proteção da saúde e ao direito social, adianta acrescentando que “não garantir o alívio do sofrimento e garantir a hipótese de antecipar a morte pode “empurrar” para uma escolha extrema muitos doentes, tornando uma opção rara numa opção mais frequente”.

“Que se atente à persistente ambiguidade de conceitos e expressões contidas nesta lei, que continuarão a permitir livre arbítrio a quem a vier aplicar. Será esse o País que queremos?”, questiona.

“É preciso garantir a proteção dos mais vulneráveis e frágeis”, sublinha.  Na perspetiva da APCP, esta lei coloca esta responsabilidade do estado Português em causa.

A APCP, uma associação de profissionais que se dedicam a cuidar de quem se encontra situação de sofrimento e, muitas vezes, a viver o seu processo de fim de vida, considera fundamental que todos compreendam que apenas quando se vive uma situação de perto e se experiencia um acompanhamento de saúde adequado se compreende a importância determinante do mesmo, aí a morte a pedido perde sentido.

“É a experiência de todos os dias que nos faz agora dar um grito de alerta para o facto de a morte deixar, tantas vezes, a escolha quando o apoio adequado é garantido”, afirma.

“Todos queremos o melhor. Todos queremos o fim do sofrimento. É precisa e urgente a consciência de que a morte, quando equacionada, é uma escolha rara, de exceção. Compreendemos os argumentos de quem defende esta lei. Mas consideramos que esta lei representa um perigo real no contexto que vivemos”, reforça.

Para a APCP este tema precisa de mais tempo e reflexão, de forma “séria e abrangente”. Isso só poderá acontecer, sublinha, “com toda a sociedade presente nesta discussão e na exigência de mais e melhores cuidados de saúde para todos, em todos os momentos e contextos, nomeadamente quando o sofrimento é maior e atinge doentes e famílias durante tempos prolongados”.

Ação de sensibilização
Com o objetivo de chamar a atenção da comunidade para o crescente número de pessoas que sofrem desta patologia e ajudar a...

Nesse sentido, apela a todos aqueles que se queiram juntar à mesma, para fazerem uma selfie ou foto de grupo, com o símbolo da diabetes, presente na aplicação gratuita (APP) “World Diabetes Day”, criada para o efeito e disponível para telefones e tablets iOS e Android na App Store Google Play.

Estas devem ser posteriormente remetidas para o e-mail: [email protected], até às 16H00 do dia 12 de novembro. As fotos rececionadas serão partilhadas nas redes sociais do CHUCB.

Para além desta iniciativa, no dia 15 de novembro, das 14H00 às 16H00, a Unidade Integrada da Diabetes do CHUCB promove, no auditório do Hospital Pêro da Covilhã, uma Sessão de Formação subordinada ao tema “Terapêuticas Injetáveis na Diabetes – O Papel do Enfermeiro”, destinada a enfermeiros e outros profissionais de saúde da Cova da Beira. Para participar nesta sessão, gratuita, mas com lugares limitados, os interessados deverão proceder à respetiva inscrição, através da plataforma https://chcbeira.up.events/.

Recorde-se que, 14 de novembro foi a data instituída pela Federação Internacional da Diabetes e pela Organização Mundial da Saúde, para assinalar o Dia Mundial da Diabetes, por ser o aniversário de Frederick Banting, o médico canadiano que juntamente com o seu colega, Charles Best, foi responsável pela descoberta da Insulina, há precisamente um século atrás.

Atualmente, a Diabetes é a mais comum das doenças não transmissíveis com elevada prevalência e incidência crescente, atingindo cerca de 415 milhões de pessoas em todo o mundo. Portugal encontra-se entre os países europeus, que registam uma das mais elevadas taxas de prevalência da Diabetes, a qual foi estimada em 13,3% da população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos, o que corresponde a mais de um milhão de indivíduos, de acordo com os últimos dados do Observatório Nacional da Diabetes.

 

Professor catedrático defende referendo
O presidente da Associação Portuguesa de Bioética (APB), Rui Nunes, lamenta a pressa legislativa que levou hoje o Parlamento a...

Rui Nunes lamenta ainda que toda a pressa legislativa em torno da votação desta matéria, depois de chumbada uma primeira vez pelo Tribunal Constitucional, não tenha levado a um debate aberto e plural. “Era fundamental auscultar-se, entre outros organismos, o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, para que possam pronunciar-se sobre a legislação que está em debate”, diz, ao mesmo tempo que salienta que “assim se constrói a democracia”.

No entender do presidente da APB, e sem pôr em causa a legitimidade legislativa da Assembleia da República, “seria mais prudente que este processo decorresse com a serenidade que uma proposta destas aconselha”. Desde logo, frisa, porque “estamos a legislar sobre a vida e a morte, e sobre pessoas em momentos dramáticos das suas vidas”. “Estamos a falar de pessoas num estado de fraqueza e vulnerabilidade muito grande, como são os doentes crónicos, terminais ou incuráveis”, recorda Rui Nunes, asseverando que, também por isso, “não pode existir qualquer sobressalto legislativo”.

Recorde-se que o professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto defende, desde 2008, “que se efetuasse um referendo sobre a despenalização da eutanásia e da assistência médica ao suicídio, isto é, da morte medicamente assistida”. “Este tema é suficiente complexo, profundo e disruptivo para merecer uma apreciação detalhada e esclarecida por parte de toda a população. E não apenas dos deputados”, salienta Rui Nunes, que sublinha ser fundamental “que a população portuguesa conheça em rigor o que se entende por eutanásia, o que a distingue de assistência médica ao suicídio, em que situações é que se trata de um ato voluntário por parte do doente e qual a posição da medicina neste contexto”.

Médico de formação, o presidente da APB recorda que o tema é polémico mesmo entre os profissionais de saúde envolvidos na aplicação da eutanásia, pelo que “importa esclarecer, com a necessária tranquilidade, alguns aspetos logísticos relacionados com esta prática, desde logo no sistema de saúde, e o modo como o Serviço Nacional de Saúde se deverá adaptar a esta nova realidade”.

Rui Nunes apela a que, “apesar de cada pessoa ter o irredutível direito de exercer a sua liberdade pessoal, se assegure que não se está a abrir a porta a práticas involuntárias de eutanásia, como a morte assistida de crianças ou de pessoas com problemas mentais”.

10 de novembro no Facebook
O queratocone é uma doença grave, que pode provocar diminuição grave da visão se não for diagnosticada e tratada. No Dia...

Quatro oftalmologistas da UOC - Unidade de Oftalmologia de Coimbra vão estar na próxima quarta-feira, dia 10 de novembro, em direto, via Facebook, a responder a perguntas sobre o queratocone, uma doença que pode provocar danos graves à visão se não for diagnosticada e tratada devidamente.

A sessão é gratuita e vai acontecer a partir das 21h00, na página de Facebook da UOC – Unidade de Oftalmologia de Coimbra, em www.facebook.com/UnidadedeOftalmologiadeCoimbra. Os interessados vão ter a oportunidade de colocar as questões através da caixa de comentários da página, podendo desde já começar a fazê-lo. A sessão é aberta a outras questões relacionadas com a visão, não se cingindo ao queratocone.

A responder às questões e a esclarecer todas as dúvidas estarão os oftalmologistas Joaquim Murta, Maria João Quadrado, Andreia Rosa e João Gil, da UOC – Unidade de Oftalmologia de Coimbra e do Centro Hospital e Universitário de Coimbra.

“O queratocone é uma doença que leva à distorção da córnea. Atinge a população jovem e, por isso, precisa de ser tratada quanto antes. Se não for tratada atempadamente, e existem atualmente tratamentos que podem estabilizar e regularizar a córnea evitando o transplante, a correção da visão, mesmo com óculos, pode ser impossível. A doença vai piorando com o tempo e, se nada for feito, pode levar a acentuada e grave baixa de visão”, alerta  Maria João Quadrado.

Esta é a terceira sessão de uma iniciativa inovadora da UOC - Unidade de Oftalmologia de Coimbra, que visa aproximar os médicos dos doentes através dos meios digitais.

 

Aconselhado o uso de máscara no interior
A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, lembrou que a pandemia de Covid-19 ainda não terminou e tem diferentes velocidades em...

Falando aos jornalistas, Graça Freitas referiu que “as medidas de proteção genéricas que estão em vigor desde início da pandemia devem ser seguidas de forma voluntária e com autoresponsabilização de todos”, apontando o uso de máscara e a ventilação dos espaços.

“Recomendamos no interior o uso de máscara, [porque] é um método barreira (…), assim como o arejamento das instalações”, exemplificou, acrescentando: “como abrirmos a sociedade promovemos mais contactos entre as pessoas e, portanto, há que ter cautelas e a principal é continuar a vacinação”.

Sobre o alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS), que no dia 4 de novembro se mostrou preocupada com o acelerar do aumento de novos casos sobretudo na Europa, Graça Freitas apontou os três cenários em cima dos quais as autoridades nacionais trabalham: “O primeiro é aquele em que a vacina se manteria efetiva, por um período muito longo e tudo estaria estabilizado, o cenário dois é aquele em que sabemos que alguns perdem imunidade, com um aumento do número de casos sem repercussões na gravidade, é entre o um e o dois que Portugal está (…), e um terceiro cenário, mais grave, em que pode aparecer uma variante que consiga escapar ao sistema imunitário construído” quer com a vacina, quer com a infeção, explicou.

A responsável lembrou que “há muitos casos em todo o mundo e muito potencial para o vírus sofrer mutações e aparecerem outras variantes”, sublinhando: que “é preciso estarmos atentos e fazer sempre tudo o que pudermos para controlar este vírus”.

 

 

Com Maria de Belém Roseira e Adalberto Campos Fernandes
O contexto político em Portugal, nos últimos tempos, tem criado um sentimento de incerteza transversal a todos os setores da...

A sessão conta com Maria de Belém Roseira (ex-Ministra da Saúde e Presidente do Advisory Board da Universidade Europeia), Adalberto Campos Fernandes (ex-Ministro da Saúde e Coordenador da área da Saúde da Universidade Europeia) e Vasco Antunes Pereira (CEO do Grupo Lusíadas e membro do Advisory Board da Universidade Europeia), numa conversa moderada por Sandra Martins (Coordenadora da Área de Psicologia e Desporto da Universidade Europeia), para fazer um retrato da Saúde em Portugal, com as perspetivas do setor público e privado e as abordagens institucionais e corporativas, e perceber o trabalho conjunto que é necessário ainda desenvolver pelos setores da Saúde e da Educação.

“O estado da Saúde em Portugal” realiza-se em formato presencial, com transmissão em direto via streaming através do canal de Youtube da Universidade Europeia.

 

Das causas ao tratamento
Afetando maioritariamente o sexo feminino, estima-se que entre 15 a 25% da população sofra, em algum

Apesar de ser uma doença comum, estimando-se que afete entre 15 a 25% da população em algum momento da vida, em qualquer idade, a urticária pode ser incapacitante. De modo, a ajudar a sensibilizar a população para o tema, peço que nos explique que doença é esta e como se manifesta?

A Urticária é uma síndrome heterogénea com uma grande variedade de causas subjacentes, desencadeadas por uma diversidade de fatores, com uma apresentação clínica variável, que se caracteriza pelo aparecimento de lesões cutâneas máculo-papulares, angioedema ou ambos. As lesões máculo-papulares são áreas de eritema circunscrito, discretamente elevado, de centro claro, com forma e tamanho variável (1 a 2cm até 50cm), pruriginosas (por vezes sensação de queimadura), que desaparecem à digito-pressão e têm um carácter transitório e migratório, com a pele a regressar ao seu aspeto normal num período inferior a 24 h, sem deixar lesão residual, podendo surgir em qualquer zona do corpo, em número variável. O angioedema é um edema súbito e acentuado da submucosa ou da derme inferior e hipoderme, geralmente de grande dimensão, assimétrico e de tonalidade clara, mais doloroso do que pruriginoso e com uma resolução mais lenta, podendo demorar até 72 horas, que surge mais frequentemente nas pálpebras e nos lábios, mas pode também afetar mãos, pés, genitais, língua, mucosa da cavidade oral ou trato respiratório superior. Cerca de 50% dos doentes apresentam máculo-pápulas, 40% têm máculo-papulas e angioedema simultaneamente e 10% apenas angioedema 1-4.

Quais as principais causas associadas à Urticária?

A Urticária é multifatorial e as causas subjacentes mais frequentes dependem do tipo de urticária em causa, daí o seu correto diagnóstico ser fundamental através uma criteriosa história clínica e cuidado exame objetivo médico. Trata-se de uma doença induzida pela libertação contínua de vários mediadores pró-inflamatórios pelos mastócitos cutâneos, salientando-se a histamina, que por sua vez levam à ativação dos nervos sensoriais, à vasodilatação, ao aumento da permeabilidade vascular e ao recrutamento de células inflamatórias secundárias adicionais, responsáveis pelos sintomas manifestados. Os fatores que ativam os mastócitos são diversos e de natureza heterogénea, alguns ainda desconhecidos, e distintos nas diferentes formas de Urticária. A Urticária aguda é na maioria dos casos idiopática, ou seja, de causa desconhecida e que surge uma vez na vida e nunca mais aparece. No entanto, a urticária aguda pode estar associada a infeções agudas do trato respiratório, gastrintestinal e/ou urinário (sobretudo na idade pediátrica) causadas por Vírus, Bactérias ou Parasitas; hipersensibilidade a fármacos, em que qualquer fármaco potencialmente pode causar urticária aguda embora os AINEs (Anti-inflamatórios Não-Esteróides) e os antibióticos do grupo dos beta-lactâmicos sejam os mais frequentes; alergia a alimentos, em que qualquer alimento pode estar envolvido; picadas de insetos, entre outros. Relativamente à urticária crónica, dependendo do tipo de urticária, a sua etiologia ainda é mais complexa e multifatorial, podendo ocorrer na presença de um fator causal exógeno, físico ou não, ou sem nenhum fator externo mas desencadeada pela ativação do sistema imunitário por diferentes tipos de mecanismos autoimunes ou outros, podendo também estar associada a doenças autoimunes de orgão (doença autoimune da tiroide ativa) e/ou sistémicas, processos inflamatórios crónicos ou infeções crónicas (bacterianas, virais, parasitárias, fúngicas), entre outros fatores1-5.

Sabendo que existem vários tipos de urticária, e que esta pode ser classificada aguda ou crónica, o que as distingue, quais os tipos mais frequentes e aquele(s) que causam um maior impacto na qualidade de vida dos doentes?

A urticária classifica-se em urticária aguda, se tem uma duração até 6 semanas e urticária crónica (UC) se a duração for igual ou superior a 6 semanas. A UC subdivide-se em urticária crónica indutível (UCInd), se um fator causal exógeno, físico ou não, for identificado e urticária crónica espontânea (UCE), designada anteriormente de urticária crónica idiopática, quando não se identifica um estímulo externo. A UCInd, com distintas expressões (dermografismo sintomático, urticária ao frio, urticária retardada por pressão, urticária solar, urticária ao calor, urticária/angioedema vibratório, urticária colinérgica, urticária de contacto e urticária aquagénica), pode coexistir com a UCE, num mesmo doente. A UCE é a forma mais comum de UC (60 a 80% dos casos) e acompanha-se de angioedema em cerca de 40-50% dos doentes, estando neste caso associada a um curso mais prolongado tal como quando coexiste com UCInd. A UC pode surgir com sinais/sintomas diários ou quase diários ou com um curso intermitente / recorrente. A UCE pode recorrer meses ou anos após remissão. A UCE quando não controlada, é a que condiciona uma diminuição significativa da qualidade de vida (QoL) dos doentes, devido aos seus sintomas potencialmente incapacitantes que podem persistir por vários anos e afetar vários aspetos da vida diária a nível físico, emocional, social e económico, demonstrado em estudos de vida real nacionais e internacionaisl1-10

No que diz respeito à urticária crónica espontânea, que mecanismo estão por trás do seu desenvolvimento? Quais as principais complicações que lhe estão associadas? (qual o seu impacto na vida do doente?)

A fisiopatologia da UCE é complexa, multifatorial e vários mecanismos têm vindo a ser descritos1-4. Nas pápulas da UCE há sinais de desgranulação dos mastócitos e eosinófilos, ativação das células endoteliais, ativação da cascata da coagulação sanguínea sem lesão vascular, mas extravasamento de plasma e recrutamento de células inflamatórias (eosinófilos, neutrófilos, basófilos, linfócitos T e macrófagos). Os fatores que ativam os mastócitos são diversos e de natureza heterogénea, ainda mal conhecidos e possivelmente distintos nas diferentes formas de UCE. Pensa-se que a ativação patológica dos mastócitos em doentes com UCE, ocorre através de dois mecanismos principais: defeitos de sinalização intracelular (por ativação inadequada de moléculas como a tirosina quinase esplénica (SYK) ou a inibição de reguladores negativos) e mecanismos autoimunes. Estes últimos, presentes em até cerca de 50% dos doentes com UCE, podem ser do tipo I (autoalergia) mediados por autoanticorpos IgE anti-autoantigénios (TPO, dsDNA, etc) ou sobretudo do tipo II, mediados por autoanticorpos IgG anti-recetor de alta afinidade da IgE (FcRI) e/ou dirigidos para a própria IgE. Adicionalmente, uma resposta imunológica inata ativada por agentes infeciosos (por exemplo o Helicobacter pylori), ou outros estímulos, poderá ter um efeito desgranulante do mastócito, particularmente em indivíduos suscetíveis geneticamente (com polimorfismos nos genes da resposta imuno-inflamatória). Agonistas não imunológicos podem também induzir libertação de mediadores pró-inflamatórios pelos mastócitos1-5.

A UCE, pela imprevisibilidade dos surtos e pelo compromisso da imagem corporal afeta de forma crónica o desempenho das atividades diárias. Alterações da quantidade e/ou qualidade do sono, doenças psiquiátricas como ansiedade e depressão, disfunção sexual, são as complicações mais frequentes, com custos diretos consideráveis pelo consumo de medicação, utilização recorrente dos serviços de saúde, e custos indiretos associados ao absentismo e menor desempenho escolar/profissional1-10.

Como é feito o diagnóstico da Urticária?

O diagnóstico de urticária é clínico, baseado nas características típicas das lesões cutâneas, descritas na resposta à pergunta 1. A história clínica detalhada e o exame objetivo cuidado são fundamentais para o diagnóstico de urticária1-4.

Relativamente ao tratamento, que opções terapêuticas existem para tratar a urticária?

O objetivo do tratamento da urticária é, independentemente da causa, alcançar o controlo total e rápido dos sintomas com recurso a fármacos eficazes e seguros, numa escalada terapêutica progressiva de acordo com as recomendações nacionais1 (Grupo Português de Estudos de Urticária-GPEU) e europeias2 (EAACI/GA²LEN/EDF/WAO).

Porque se diz que a urticária crónica é uma doença difícil de controlar?

A UC afeta cerca de 1% da população mundial de todas as idades, principalmente mulheres na 3ª-4ª década de vida e geralmente dura vários anos (> 1 ano em 25-75% dos doentes) e em média leva > 1 ano até um controlo eficaz ser implementado. Mais de 25% dos casos de UCE são resistentes à terapêutica de 1ª linha, mesmo em doses mais altas (4x/dia), e após terapêutica adicional com biológico 1/3 dos doentes ainda não fica controlado. Claro que esta evolução depende de múltiplos fatores associados (presença de angioedema, UCInd, hipersensibilidade a AINEs, etc) e do mecanismo fisiopatológico subjacente, evidenciados por diferentes biomarcadores e traduzindo a presença de diferentes fenótipos, genótipos, e provavelmente diferentes endótipos, que condicionam diferentes respostas terapêuticas. 1-4

A par da terapêutica instituída pelo médico imunoalergologista, que outros cuidados deve ter o doente com urticária, no dia-a-dia?

A identificação de condições relevantes que modificam a atividade da UCE e os fatores que exacerbam a UCE, como medicamentos, alimentos, stress e infeções, pode ajudar médicos e doentes a compreender e, às vezes, mudar o curso da UCE.

Os medicamentos podem desencadear a exacerbação da UCE, sendo os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) os fármacos mais comuns, podendo ser responsáveis pelo agravamento da UCE em até 25% dos doentes, com exceção do paracetamol e / ou os inibidores seletivos da COX-2 que são habitualmente opções mais seguras em doentes com UCE. Deste modo, na história clínica detalhada, deve ser sempre incluída a pesquisa de ingestão de AINEs, incluindo o seu uso em sos, e neste caso o médico deve aconselhar a evicção de certos AINEs para prevenir a exacerbação da UCE

Em alguns doentes, alguns alimentos, sobretudo os alimentos potentes libertadores de histamina e os pseudoalergénios (como os aditivos alimentares), podem desencadear exacerbação da UCE, e na história clínica deve ser incluída esta questão. Com base na resposta dos doentes, dietas com baixo teor de pseudoalergénios e histamina podem ser consideradas como uma medida diagnóstica individual adicional. No entanto, as dietas diagnósticas devem ser mantidas apenas por um tempo limitado para evitar efeitos colaterais e riscos nutricionais; geralmente são recomendadas no máximo três a quatro semanas e estão contra-indicadas dietas demasiado restritivas por longos períodos. É importante salientar que as dietas diagnósticas não devem atrasar o tratamento eficaz da UCE. Por outro lado, o stress pode exacerbar a CSU, e até um terço dos doentes com UCE refere o stress como um fator de agravamento de sua urticária. Nestes doentes, a redução do stress e medidas de controlo do stress podem ser úteis para um melhor controlo da CSU2.

É possível prevenir a urticária ou evitar crises?

Não é possível prevenir o aparecimento de urticária. No entanto, o diagnóstico correto e atempado por um médico especialista em urticária, e o tratamento adequado, incluindo a identificação e controlo de fatores de agravamento e de comorbilidades, permite minimizar o aparecimento de crises.

No âmbito do Dia Mundial da Urticária, que se assinalou a 1 de outubro, que mensagem gostaria de deixar?

A urticária é uma patologia frequente, mas complexa e que pode ter um significativo impacto na QoL dos doentes, familiares, amigos e sociedade em geral, com elevados custos para todos nós, pelo que o seu diagnóstico e tratamento adequados e atempados são fundamentais e a sua referenciação a centros excelência diferenciados pode ser necessária para minimizar todas as complicações associadas ao seu não controlo.

Referências: 

  1. Costa C, Gonçalo M, em nome do GPEU – Grupo Português de Estudos de Urticária. Diagnostic and Therapeutic Approach of Chronic Spontaneous Urticaria: Recommendations in Portugal. Acta Med Port 2016 Nov;29(11):763-781.
  2. Zuberbier T, Abdul Latiff AH, Abuzakouk M, Aquilina S, Asero R, Baker D, et al.The International EAACI/GA²LEN/EuroGuiDerm/APAAACI Guideline for the Definition, Classification, Diagnosis and Management of Urticaria. Allergy 2021 Sep 18. doi: 10.1111/all.15090.Online ahead of print.
  3. Costa C, Campina S, Andrade P, Filipe P, Guilherme A, Gonçalo M. Urticária Crónica - Do Diagnóstico ao Tratamento. Revista SPDV 2016; 74(4): 315-324.
  4. Costa C, Pinto PL, Apetato M, Andrade P, Guilherme A, Gouveia MP, Travassos AR, Gonçalo M. Doente com urticária crónica: diagnosticar e tratar melhor. Posgraduate Medicine 2016; 45 (1): 47-54.
  5. Bracken SJ, Abraham S, MacLeod AS. Autoimmune Theories of Chronic Spontaneous Urticaria. Front Immunol. 2019; 10: 627
  6. Carrasco J, Costa C, Gonçalo M, Guilherme M, Rodrigues Martins A. Qual é o impacto económico da Urticária Crónica Espontânea Grave em Portugal? A perspetiva do Serviço Nacional de Saúde e da Sociedade Portuguesa. Rev Port Imunoalergologia 2015; Vol.XXIII (Supl): 56 (PO29).
  7. Costa C, Rosmaninho I, Guilherme A, Ferreira J, Antunes J, Pina A, et al. Chronic Urticaria in the Real-Life clinical practice setting in Portugal: Baseline results from the non-intervencional multicare AWARE study. Acta Med Port 2019 Feb 28; 32(2):133-140.
  8. Maurer M, Houghton K, Costa C, Dabove F, Ensina LF, Giménez-Arnau A, et al. Differences in chronic spontaneous urticaria between Europe and Central/South America: results of the multi-center real world AWARE study. World Allergy Organ J 2018 Nov 16;11(1):32
  9. Maurer M, Costa C, Gimenez Arnau A, et al. Antihistamine-resistant chronic spontaneous urticaria remains undertreated: 2-year data from the AWARE study. Clin Exp Allergy 2020; 50:1166–1175.
  10. Costa C, Rosmaninho I, on behalf of the AWARE Portuguese Study Investigational Group. Chronic Urticaria in the Real-life Clinical Practice Setting in Portugal: Two-Year Results from the Non-Interventional Multicenter AWARE Study. Acta Med Port 2021; Jun 9. doi: 10.20344/amp.14477.Online ahead of print.
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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Em janeiro
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) inicia, em janeiro de 2022, um novo curso de pós-graduação em Cuidados...

Conhecer a filosofia e organização dos cuidados paliativos, desenvolver conhecimento e capacidades de resposta integrada nos processos de saúde/doença da pessoa e família em situação paliativa, conhecer as necessidades e os recursos da família para o exercício do papel de cuidador familiar e capacitar para o uso de estratégias de comunicação ajustadas às pessoas em situação paliativa são os objetivos gerais desta formação. Que compreendem, ainda, a capacitação para o diagnóstico e intervenção nos processos de perda e luto em contexto paliativo.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, «os cuidados paliativos são atualmente reconhecidos como uma parte integrante dos cuidados de saúde», constituindo «uma abordagem orientada para a melhoria da qualidade de vida dos doentes e suas famílias que enfrentam problemas decorrentes de uma doença incurável com prognóstico limitado, e/ou doença grave, que ameaça a vida, através da prevenção e alívio do sofrimento com recurso à identificação precoce, avaliação adequada e tratamento efetivo da dor e de outros problemas físicos, psicossociais e espirituais», refere a coordenação deste curso da ESEnfC.

Ainda segundo os docentes que asseguram o planeamento e desenvolvimento curriculares desta formação pós-graduada, «o plano estratégico para o desenvolvimento dos cuidados paliativos (2019), em Portugal, é explícito na referência à escassez de profissionais de saúde “com formação teórica avançada e prática em CP” atendendo ao número crescente de pessoas com necessidades paliativas».

 Este novo curso de pós-graduação em Cuidados Paliativos segue as orientações da Ordem dos Enfermeiros para a formação pós-graduada e para o desenvolvimento de competências nesta área de cuidados.

Os interessados em preencher uma das 20 vagas disponíveis podem fazer a candidatura online até ao dia 26 de novembro de 2021.

Mais informações (é importante a consulta prévia do edital) estão disponíveis no sítio da ESEnfC na Internet.

Tema será discutido em evento virtual
Os doentes com cancro da mama avançado deverão ser uma prioridade na vacinação COVID-19 e a 2ª dose dever ser administrada...

Alexandru Eniu (MD, PhD), médico oncologista e médico chefe do Hôpital Riviera-Chablais, Rennaz, Suíça, concluiu que as evidências até o momento mostraram que as vacinas são seguras para os doentes com cancro, não havendo diferenças entre as diferentes vacinas. No entanto as vacinas baseadas em vírus inativados não devem ser usadas em doentes com cancro. Segundo o especialista, a vacinação não deve ser adiada para os doentes que integram ensaios clínicos para tratamentos oncológicos nem deve impedir que os doentes sejam incluídos nesses ensaios.

Para doentes com tumores sólidos como o cancro da mama, as pesquisas mostram que 80% tiveram respostas imunes após a segunda dose. "Embora a magnitude da resposta imunológica induzida pela vacina seja um pouco reduzida em doentes com cancro, ainda é melhor do que nada e pode protegê-los contra a COVID-19. As respostas de anticorpos devem ser interpretadas com cautela, pois são apenas um indicador da possível proteção proporcionada pela vacina; no entanto, as evidências indicam que a vacinação de doentes oncológicos deve ser prioridade, pois os benefícios superam os riscos", disse Eniu, que também é vice-diretor científico da Escola Europeia de Oncologia.

"Vários estudos até agora mostram que as vacinas COVID-19 são seguras para doentes com cancro, sem efeitos colaterais ou apenas com efeitos colaterais leves. É importante ressalvar que, para doentes que são tratados com imunoterapia, como é o caso de muitos doentes com cancro da mama avançado, a vacina não exacerba os efeitos colaterais relacionados à imunidade. Mesmo em doentes que tiveram efeitos secundários anteriores relacionados com a sua imunoterapia, os efeitos secundários relacionados com a vacina são moderados. O mesmo se aplica aos doentes que estão a ser tratados com quimioterapia".

Destacando um estudo recente da vacina Moderna, ele referiu que uma minoria significativa de doentes com tumores sólidos não desenvolvem uma resposta adequada de anticorpos ao coronavírus: 7% em pacientes que recebem imunoterapia, 16% em pacientes que recebem quimioterapia e 11% em pacientes que recebem ambos. "Além disso, apenas um terço dos pacientes tem uma resposta adequada de anticorpos após uma dose, razão pela qual a segunda dose é tão importante", explicou.

No início da pandemia, os médicos oncologistas enfrentaram a incerteza sobre as melhores formas de cuidar dos seus doentes. "Tivemos de aprender à medida que íamos avançando", disse ele. "Agora temos respostas a muitas perguntas. No entanto, ainda não sabemos ao certo qual o nível de anticorpos suficientemente elevado para ser uma proteção eficaz contra a COVID-19 e quanto tempo dura a proteção. Ainda não há evidências suficientes sobre a eficácia de doses adicionais de reforço, ou se são necessárias medidas alternativas". Um estudo mostrou que num pequeno grupo de apenas 20 doentes que receberam uma terceira dose de vacina, houve um aumento modesto, mas consistente e estatisticamente significativo nos anticorpos. As diretrizes atuais recomendam uma terceira dose para doentes moderada a severamente imunocomprometidos dentro de um ano a partir da primeira dose e pelo menos quatro semanas após a segunda dose”.

Neste sentido o especialista apelou a esforços globais para melhorar a desigualdade atual no planeamento, financiamento, aquisição e implementação de programas de vacinação eficazes.

"O acesso global não tem sido equitativo. Os países mais ricos dominam o acesso ao fornecimento de vacinas e a COVAX cobre apenas 20% das populações dos países beneficiários. Algumas populações não têm acesso a vacinas de qualquer tipo. Há uma necessidade urgente de programas de vacinação a serem implementados. É muito importante que eles incluam doentes oncológicos, seus cuidadores e profissionais de saúde", concluiu o Eniu.

A Laura Biganzoli (MD), diretora interina da Divisão de Oncologia Médica e diretora da Unidade de Mama do Hospital Santo Stefano, Prato, Itália, sublinhou: "A pandemia COVID-19 criou muitos e inesperados desafios. Encontrámo-nos perante uma emergência sem saber exatamente como agir". Mas também nos revelou oportunidades para melhorar os cuidados com os pacientes”.

Ela, juntamente com oncologistas de todo o mundo, rapidamente implementaram medidas para tentar prestar os melhores cuidados possíveis aos doentes, muitas vezes remotamente, para reduzir o risco de exposição à infecção pela COVID-19. Estas medidas incluíam reuniões entre diferentes profissionais de saúde envolvidos nos cuidados dos doentes, realizadas através de videoconferência e confiando mais no seu próprio julgamento clínico e dependendo menos dos resultados de imagem e investigação radiológica da resposta do tumor ao tratamento. Consultas realizadas remotamente via telefone ou online, sistemas de recolha de medicamentos fora do hospital, e a capacidade de administrar medicamentos em casa. Os médicos também consideraram com maior atenção a probabilidade de benefícios reais dos tratamentos, após os anteriores terem falhado, e se os doentes poderiam beneficiar de "férias" do tratamento.

No entanto, Biganzoli disse que, embora estas medidas tenham tido o potencial de tornar os serviços oncológicos mais acessíveis a longo prazo, elas tiveram um custo: "na minha experiência, os pacientes e seus familiares tiveram dificuldade em aceitar medidas que introduzissem uma distância física entre eles e os clínicos. Este foi particularmente o caso de doentes frágeis e mais idosos. A empatia e, por vezes, o contacto físico são componentes essenciais no tratamento de doentes com cancro da mama metastático. A COVID-19 privou-nos disto e não é fácil essa transmissão virtual. Isto reforçou a nossa determinação em não deixar os nossos doentes sentirem-se sós e a importância da colaboração com o prestador de cuidados".

Presidente da conferência ABC6, Fatima Cardoso, Directora da Unidade de Mama do Centro Clínico Champalimaud em Lisboa, Portugal, que não esteve envolvida na investigação, disse: "Estas duas apresentações dão algumas respostas e tranquilizam os nossos doentes com cancro da mama avançado em relação à COVID-19. Elas mostram como nos estamos a adaptar aos desafios apresentados pela pandemia para que possamos continuar a prestar os melhores cuidados possíveis aos nossos pacientes". Destacam também o impacto emocional e psicológico da pandemia nos doentes com cancro e nos seus prestadores de cuidados. A telemedicina tem vantagens, mas também vários inconvenientes, especialmente para os pacientes com cancro avançado. A apresentação do Professor Eniu sublinha a importância para todos, especialmente para os doentes com cancro da mama, de serem protegidos da infecção por COVID-19, sendo vacinados o mais rapidamente possível, se ainda não tiverem sido vacinados. Para doentes oncológicos que receberam as primeiras doses de vacina durante tratamentos imunossupressores, uma terceira dose precisa ser considerada. Isto irá salvar vidas”.

 

 

De 11 a 13 de novembro
As equipas de Cuidados Paliativos da CUF e a CUF Academic Center organizam, entre os dias 11 e 13 de novembro de 2021, no...

O evento pretende incrementar a discussão e o desenvolvimento de competências no âmbito da prestação de cuidados de saúde em situação de doença avançada ou incurável, garantindo a melhoria da qualidade de vida e prevenção do sofrimento dos doentes e das suas famílias.

O evento arranca dia 11 de novembro, pelas 09h00, com a realização de vários workshops que promovem a teoria e a prática de técnicas de vias de administração terapêutica; estratégias de suporte na dinâmica respiratória; de abordagem às feridas malignas e de intervenção em casos de hemorragia maciça.

Já nos dias 12 e 13 de novembro, entre as 09h00 e as 19h30, decorre o Congresso “A Medicina Paliativa no Hospital do Futuro” com a realização de várias conferências com diferentes ângulos, entre os quais: “O futuro da medicina paliativa em Portugal”; “Desafios organizacionais dos cuidados paliativos no setor privado” e “O Cancro em suspenso: o impacto de uma pandemia e as aprendizagens para o futuro”.

Através de mesas redondas serão abordados os contributos de diferentes especialistas na medicina paliativa, o papel da medicina humanista e medicina tecnicista, bem como, a evolução dos diferentes modelos de resposta em medicina paliativa. Outros temas em discussão vão desde a “Integração dos cuidados paliativos e da oncologia na era da personalização de tratamento”, à resposta à pergunta “Qual o futuro da dor?” e a reflexão sobre os efeitos da inteligência artificial na medicina.

A participação carece de inscrição obrigatória: os profissionais de saúde interessados podem inscrever-se e consultar o programa através deste link.

Grupo conclui com sucesso auditorias da Joint Commission International em três unidades de saúde
O Hospital Lusíadas Lisboa é, pela terceira vez consecutiva, distinguido com o rigoroso selo de qualidade e segurança da Joint...

Com esta acreditação, o Grupo Lusíadas Saúde conclui com sucesso as três auditorias internacionais realizadas este ano pela JCI. Recorde-se que o Hospital Lusíadas Porto renovou o selo em agosto e o Hospital de Cascais, gerido em regime de parceria público-privada, foi distinguido no início deste mês de outubro.

A atribuição do selo da JCI resulta de um exigente processo de avaliação, que engloba mais de 1.200 requisitos relacionados com a segurança do doente, padrões clínicos e não clínicos, atendimento, gestão e organização.

Após ter recebido a sua primeira distinção em 2015, tornando-se o primeiro hospital privado de Lisboa acreditado com o selo de qualidade e segurança pela Joint Commission International, o Hospital Lusíadas Lisboa voltou a ser reconhecido por esta entidade norte-americana em 2018 e, agora, em 2021. 

“Num ano ainda marcado pela conjuntura pandémica, as reacreditações do Hospital Lusíadas Porto, do Hospital de Cascais e do Hospital Lusíadas Lisboa não deixam margem para dúvidas: o Grupo Lusíadas Saúde está comprometido com a qualidade e a segurança das suas unidades de saúde. Só foi possível alcançar as três distinções da Joint Commission International em apenas três meses porque a política de Qualidade do Grupo Lusíadas é uma prioridade há 23 anos e está em constante atualização e alinhamento com os mais elevados padrões internacionais”, afirma Vasco Antunes Pereira, CEO do Grupo Lusíadas Saúde.

“O sucesso alcançado neste processo de auditoria e acreditação internacional tão rigoroso mostra que a Equipa de profissionais do Hospital Lusíadas Lisboa cumpre todos os dias as rigorosas Metas Internacionais de Segurança do Doente e é um sinal de confiança para todas as pessoas que nos confiam a sua saúde”, acrescenta Maria do Céu Morgado, Administradora Executiva do Hospital Lusíadas Lisboa.

A Lusíadas Saúde foi o primeiro grupo de saúde em Portugal a ter hospitais acreditados pela JCI. Atualmente, conta com o maior número de unidades credenciadas: Hospital de Cascais, gerido em regime de parceria público-privada, Hospital Lusíadas Lisboa e Hospital Lusíadas Porto. Também as Clínicas Lusíadas Almada, Parque das Nações e Gaia estão acreditadas desde 2018.

 

Reunião destinada a doentes, familiares, cuidadores e publico em geral
O “Impacto da Trombose Associado ao Cancro” foi o tema escolhido pelo Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT), para a...

A trombose é a segunda causa de morte em doentes com cancro, estimando-se que o risco de sofrer um evento tromboembólico é 3-5 vezes maior nos doentes com cancro, submetidos a cirurgia, e até seis vezes maior nos doentes sob quimioterapia. Apesar dos mais recentes avanços na área do diagnóstico, a trombose continua a ser uma das principais causas de morte em doentes com cancro, apenas ultrapassada pela evolução do próprio tumor.

Por se tratar de uma patologia com grande impacto na vida dos doentes, o GESCAT destaca a importância de atuar no aumento da consciencialização desta problemática ao nível dos doentes, profissionais de saúde e entidades reguladoras. A reunião “Impacto da Trombose Associado ao Cancro”, destinada ao doente, tem como objetivo efetuar uma sessão de esclarecimento sobre os sinais e sintomas do tromboembolismo venoso (TEV), debater a importância da sua prevenção, o impacto na qualidade de vida do doente e a importância do correto acesso às terapêuticas anticoagulantes, como fator crítico de sucesso na gestão da trombose e cancro. Inscrições, para participação presencial ou remota, em www.gescat.pt.

 

 

 

Campanha lançada a propósito do Dia do Cuidador Informal pede alterações ao Estatuto do Cuidador Informal
Foi em 2019 que o Estatuto do Cuidador Informal foi finalmente aprovado, depois de muitos debates e discussões. E apesar de...

Os números confirmam que há ainda muito a fazer. O mais recente inquérito aos cuidadores informais portugueses, feito pelo Movimento em março passado, revela que 59,1% dos inquiridos desconhece a existência do Estatuto, enquanto 77,2% o consideram incompleto. E isto por ser pouco abrangente (22,1%), por ser, em termos de acesso, muito burocrático e limitado (21,3%), por não proporcionar os apoios suficientes, capazes de suprir as necessidades existentes (20,1%), entre muitos outros motivos.

Para o Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais, estes dados confirmam a necessidade de uma revisão do Estatuto, que deve começar por ouvir o que pensam os cuidadores informais, quais as suas necessidades, a melhor forma de os ajudar a ultrapassar os desafios inerentes à atividade que desempenham. Com o vídeo que será partilhado em diferentes meios, são eles os protagonistas, é a eles que é dada voz.

“É essencial ouvir os interessados em todo este processo, ou seja, os cuidadores informais”, refere Pedro Moura, Diretor-Geral da Merck Portugal, que apoia o Movimento e todo o trabalho que tem desenvolvido até ao momento. “O inquérito realizado recentemente confirma que há ainda muito a fazer para ajudar estes cuidadores. E a Merck não podia ficar indiferente a este facto, ajudando a dar-lhes a voz que até aqui tem sido pouco ou nada ouvida. A nossa missão, As One for Patients, passa também por reconhecer as dificuldades que enfrentam estes cuidadores que cuidam de doentes e procurar melhorar a sua saúde e bem-estar.”

Veja o vídeo da campanha:

No Centro Comunitário de Rastreio da Abraço no Porto
O Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ) assinou recentemente um protocolo de colaboração com a Associação Abraço, no...

A PrEP é uma intervenção eficaz de prevenção do VIH, que consiste na toma de um medicamento para prevenir a infeção em pessoas seronegativas. Vários ensaios clínicos demonstraram a eficácia da PrEP que, quando tomada devidamente, tem uma eficácia próxima dos 100%.

A descentralização da consulta de PrEP é benéfica para os utentes porque permite disponibilizar esta resposta num ambiente de proximidade.

De acordo com Rosário Serrão, responsável pelo Hospital de Dia de Doenças Infeciosas/Clínica de Ambulatório VIH, «A pandemia de Covid-19 levou a uma maior procura no acesso à consulta PrEP, pelo que se torna imprescindível implementar novos modelos de intervenção que facilitem o acesso atempado da população que necessita de PrEP. Facilitar o acesso significa diminuir os novos casos de infeção por VIH.»

Cristina Sousa, Presidente da Abraço, realça a importância da descentralização da consulta hospitalar para uma intervenção de base comunitária «que tornará o acesso menos burocrático e moroso, integrando a consulta de rastreio e a consulta de PREP no mesmo espaço, sem implicar a deslocação da pessoa ao meio hospitalar. Esta situação permitirá organizar melhor e mais rapidamente a resposta médica.»

A consulta descentralizada estará disponível a partir de novembro no centro comunitário de rastreio da Abraço no Porto e contará com a presença de um infeciologista e enfermeiro do CHUSJ, assegurando a realização de exames auxiliares de diagnóstico e a cedência de medicação de uso exclusivo hospitalar.

 

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