A primeira fase atribui 392.000 euros aos concorrentes vencedores
O projeto europeu eCare Health selecionou oito propostas de soluções inovadoras para gerir a fragilidade dos idosos, como...

Os oito selecionados nesta primeira fase, entre os quais a Universidade Politécnica de Madrid ou o Hospital Universitário de Getafe, irão desenvolver e testar as suas soluções nas quatro instituições compradoras em condições reais: o Consorci Sanitari Integral de Hospitalet e a Câmara Municipal de Santander em Espanha; a Azienda Sanitaria Locale de Benevento em Itália e o Hospital Universitário de Aachen na Alemanha.  

Os candidatos selecionados, todos eles PMEs e organizações de saúde, a maioria dos quais representados em Espanha, receberão 392.000 euros nesta primeira fase dos 3,9 milhões de euros atribuídos ao projeto. 

A eCare é financiado a 90% pela Comissão Europeia no âmbito do programa Horizonte 2020, e coordenado por um consórcio de oito entidades públicas e privadas. Através da prevenção e da gestão integrada proporcionada pelos projetos vencedores, o objetivo é promover a independência e o bem-estar dos idosos e reduzir a carga orçamental sobre os serviços de saúde. 

Foi lançado um concurso em julho de 2021, tendo sido recebidas um total de 19 propostas, representando 58 entidades participantes de oito países europeus. 

Processo de avaliação e desenvolvimento de protótipos 

A fragilidade afeta 1 em cada 4 adultos com mais de 85 anos de idade na Europa. Embora a longevidade seja uma das maiores realizações das sociedades modernas, a qualidade de vida dos adultos mais velhos nos seus últimos anos pode ser agravada por fragilidade e doenças crónicas. 

As ideias submetidas para soluções deste problema passarão por um processo de avaliação antes do Verão e as quatro melhores passarão à segunda fase de desenvolvimento de protótipos.

 

António Lacerda Sales, Maria da Luz Rosinha, Ana Sofia Antunes e João Soares representaram o partido
Uma resposta global e diferente para a diabetes é o pedido da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) que...

“Congratulamo-nos pela a visita do Partido Socialista à nossa sede, que teve como principal objetivo aumentar a compreensão relativamente ao que mais pode ser feito em relação à diabetes”, afirma José Manuel Boavida, presidente da associação.

Em 2019, antes do início da pandemia, Portugal era o segundo país da União Europeia com maior taxa de prevalência de diabetes entre adultos, sendo ultrapassado apenas pela Alemanha, e com a segunda maior taxa de amputações na OCDE, segundo o relatório “Visão geral da saúde: Europa”, publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).  Desde o início da pandemia, os problemas têm-se agravado. Foram tratadas menos pessoas com diabetes nos hospitais do SNS, mas com maior complexidade e gravidade da sua doença.

Para a APDP um dos próximos passos na estratégia para lidar com doenças como a diabetes passa pela adoção de uma resposta global para a definição, implementação e acompanhamento dos cuidados em diabetes em Portugal. Para José Manuel Boavida, “muito mais pode ser feito! Só no primeiro ano de pandemia, a proporção de pessoas com diabetes com registo de acompanhamento adequado diminuiu 56%”, reforçando que “a estratégia deve passar a ser da responsabilidade do Ministério da Saúde para que possa haver uma posição mais interventiva”.

A APDP apresentou aos representantes do PS várias propostas concretas, nomeadamente a de a associação assumir um papel de coordenação e liderança de uma nova visão clínica e social na prevenção e no controlo da diabetes.

Para o fazer, a associação tem como objetivo passar a ter um papel mais ativo. “A APDP começou para possibilitar a sobrevivência, tornou-se numa associação de doentes, mas hoje é muito mais do que isso. Somos líderes em cuidados de saúde para pessoas com diabetes, temos introduzido em Portugal várias inovações, destacando-nos na Organização Mundial de Saúde (OMS) pelas boas práticas que implementamos e queremos fazer mais e melhor pelo nosso país”, reforça João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP.

Outro dos passos que a associação considera relevantes é a participação no Projeto “Healthier Together” - Iniciativa Europeia para as Doenças Não Transmissíveis, que foi anunciado pela Comissão Europeia. A propósito disto, a APDP, a Sociedade Portuguesa de Diabetologia e a IDF Europa solicitaram à Ministra da Saúde, enquanto representantes no Grupo da Comissão Europeia para a Promoção da Saúde, Prevenção da Doença e Controlo das Doenças Não Transmissíveis, uma reunião para debater ideias e necessidades da comunidade da diabetes na promoção da prevenção, gestão e cuidados daa diabetes.

Cem startups candidatam-se a criar soluções na área das Demências
Cerca de 100 startups nacionais e internacionais responderam ao desafio de criar projetos piloto para soluções com impacto real...

Building Tomorrow Together – Innovation in Dementia é o nome da nova iniciativa que junta várias entidades do setor da saúde Portugal e startups de várias partes do Mundo, para desenvolver soluções digitais e serviços capazes de trazer mais qualidade de vida às pessoas com demência e Doença de Alzheimer.

Durante o período de candidaturas, que terminou em dezembro, cerca de 100 startups apresentaram os seus projetos. Agora, as candidaturas serão avaliadas e serão selecionados alguns dos projetos que farão uma apresentação mais detalhada perante uma equipa de avaliadores.

Durante os próximos meses, a Roche, a Luz Saúde, o Hospital Lusíadas, a CUF, o Hospital de São João, o Campus Neurológico Sénior, o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, bem como a Microsoft, a EIT Health, a BIAL, a AWS, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação Champalimaud e a Alzheimer Portugal trabalharão em conjunto com as startups selecionadas.

Até setembro de 2022, as startups estarão focadas em trabalhar em soluções adaptadas a três desafios-chave previamente estabelecidas pelos parceiros:

  1. Educação e prevenção da doença, nomeadamente soluções que combatam o estigma em torno da Demência e que ajudem a preparar a sociedade para prevenir, detetar e lidar com a doença;
  2. Diagnóstico precoce e melhorado, com foco em tecnologias que permitam diagnosticar mais cedo, mas também melhor: de forma menos invasiva, mais rápida e eficaz, mas também mais compreensiva, avaliando o doente para um cuidado personalizado e humano;
  3. Gestão da doença e apoio a doentes e cuidadores, com foco em ferramentas que apoiem doentes e familiares a viver com e a gerir a doença e ajudem equipas a proporcionar um cuidado integrado em torno do doente.

Em setembro, cada solução desenhada na fase de ‘bootcamp’ será depois testada no contexto real e apresentada ao ecossistema de Saúde.

Após o primeiro ano de ação, o Building Tomorrow Together – Innovation in Dementia tem uma ambição a cinco anos em que pretende evoluir e juntar novas entidades do sector da saúde.

Tendo em conta que a proporção de idosos na população está a aumentar em quase todos os países, o número de pessoas que sofrem de Demência deverá aumentar para 78 milhões em 2030 e 139 milhões em 2050, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Neste campo, a doença de Alzheimer é a forma mais comum de Demência e pode ser um desafio para diagnosticar numa fase precoce. Dados do Relatório da Alzheimer Europe mostram que existem cerca de 46 milhões de pessoas com Alzheimer no mundo. Já em Portugal, existiam cerca de 194 mil casos de demência, com predominância para a Doença de Alzheimer, em 2018 – número que deverá duplicar nos próximos anos.

A capacidade global para tratar a demência é limitada, por isso surge a necessidade de cooperação entre todos os intervenientes no ecossistema, desde prestadores de saúde, a associações, a parceiros de conhecimento e tecnologia.

De acordo com André Vasconcelos, Diretor-Geral da Roche Farmacêutica em Portugal, o Building Tomorrow Together – Innovation in Dementia é um exemplo de como o trabalho de colaboração é essencial na área da saúde.

“Só através de parcerias alargadas conseguiremos responder melhor às necessidades dos doentes, tanto agora como no futuro. Nas demências é essencial continuarmos a trabalhar em conjunto para identificar as áreas onde as soluções são mais necessárias. E a colaboração entre empresas de saúde e de tecnologia é crucial para impulsionar o futuro dos cuidados de saúde, num momento em que sabemos que o digital nos pode ajudar a compreender mais sobre as doenças, sobre as suas causas e a ajudar as pessoas a viver mais e melhor”.

Segundo André Gonçalves, Gestor do Programa e Consultor Sénior na na Beta-i, “em conjunto com a Roche, estamos a atrair as melhores startups do sector da saúde e a criar um contexto que permitirá a stakeholders no mundo da Demência e na doença de Alzheimer co-desenvolver soluções num ambiente único de inovação aberta. Através da nossa metodologia colaborativa, conseguiremos assim criar uma comunidade que venha fazer face a desafios concretos, que promova melhorias na vida das pessoas com Demência, assim como na vida de quem as rodeia, e esclareça dúvidas, quer ajudando na vida quotidiana da comunidade: do diagnóstico precoce ao restante percurso do doente.”

Doença genética
Trata-se de uma síndrome genética que afeta, habitualmente, a pele e o sistema neurológico, mas que

De transmissão autossómica recessiva, a Neurofibromatose tem origem em mutações genéticas que, em metade dos casos, é transmitida de pais para filhos. Nos restantes casos, resulta de uma mutação genética espontânea.

Como existem diferentes mutações, com expressão nos genes que dão origem a este distúrbio, as suas manifestações clínicas também podem variar quer em apresentação, quer em gravidade.

Por este motivo, estão identificados vários tipos de Neurofibromatose com características clínicas específicas:

Neurofibromatose tipo 1

Neurofibromatose tipo 1 (NF1) é uma das doenças neurocutâneas mais frequentes e resulta da perda de expressão do gene NF1 (c17q11.2) responsável pela síntese de neurofibromina, uma proteína que intervém nos mecanismos reguladores da proliferação celular. Esta perda de expressão resulta no aumento da proliferação celular, favorecendo o desenvolvimento de neoplasias (a maioria dos tumores são benignos).

Embora a manifestações clínicas sejam variáveis, a presença de neurofibromas (tumores que se desenvolvem a partir de bainhas nervosas e consistem em misturas de células de Schwann, fibroblastos, células neuronais e mastócitos) está presente na grande maioria dos casos.

Estes tumores podem desenvolver-se na pele ou sob a mesma (fibromas plexiformes) e podem existir às centenas ao longo do corpo.

Os neurofibromas que se desenvolvem nos nervos podem afetar qualquer nervo do corpo. Habitualmente, estes crescem nas raízes dos nervos espinhais (as partes do nervo espinhal que emergem da medula espinhal através da coluna) causando poucos ou nenhum problema. No entanto, no caso de estes comprimirem a medula espinhal, podem causar paralisia ou distúrbios da sensação em diferentes partes do corpo, dependendo de que parte da medula espinhal é comprimida. Se os neurofibromas comprimirem os nervos periféricos, estes podem não funcionar normalmente e pode haver dor, formigamento, dormência ou fraqueza. Os tumores que afetam os nervos na cabeça podem causar cegueira, tontura, falta de coordenação ou fraqueza.

As manchas “café-com-leite” são outra característica da Neurofibromatose tipo 1.  Essas manchas chatas normalmente existem desde o nascimento ou aparecem durante a infância.

Neurofibromatose tipo 2

A Neurofibromatose tipo 2 (NF2) acomete 1 em cada 20 mil pessoas e geralmente é diagnosticada a partir da segunda década da vida, embora possa apresentar sintomas desde a infância.

O desenvolvimento de neuromas acústicos em um ou ambos os nervos auditivos é uma das principais características deste tipo de neurofibromatose. Estes tumores ao comprimirem os nervos podem causar perda auditiva, zumbido nos ouvidos, desequilíbrio, tontura e, às vezes, dor de cabeça ou fraqueza em algumas partes do rosto. Os sintomas podem aparecer durante a infância ou no início da idade adulta.

As pessoas podem ter também outros tipos de tumores, incluindo gliomas e meningiomas.

Schwannomatose

A Schwannomatose (SCH) é um tipo de neufibromatose geralmente diagnosticada a partir da terceira década da vida que atinge cerca de uma em cada 40 mil pessoas em todo o mundo.

Na schwannomatose, os tumores benignos (chamados de schwannomas) podem aparecer em quase todos os nervos do corpo, exceto nos nervos auditivos. Algumas pessoas podem ter vários schwannomas, outras têm apenas alguns.

O primeiro sintoma da schwannomatose é a dor. Esta pode surgir em qualquer parte do corpo e tornar-se crónica e intensa. Algumas pessoas apresentam dormência, formigueiro ou fraqueza nos dedos das mãos e dos pés.

Dependendo da localização dos tumores, podem surgir outro tipo de sintomas.

Nenhum tratamento consegue deter a progressão da neurofibromatose ou curá-la

Embora não exista nenhum tratamento específico para curar esta síndrome, alguns dos sintomas podem tratados.  Os neurofibromas que causam sintomas graves, por exemplo, podem ser removidos cirurgicamente ou com laser quando se tratam de tumores menores.

Caso estes tumores sejam malignos, pode ser necessário recorrer à quimioterapia.

Fontes:
https://www.msdmanuals.com/pt/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-infantil/s%C3%ADndromes-neurocut%C3%A2neas-em-crian%C3%A7as/neurofibromatose
https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/neurofibromatose/71/
http://www.spp.pt/Userfiles/File/App/Artigos/33/20121029184152_Actualizacao_Couto_C_43.pdf

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo de Fase II
A Moderna anunciou, esta quarta-feira, que deu início a estudo da Fase II que testa uma nova versão da vacina - mRNA-1273.529 -...

O ensaio, que está a ser conduzido nos EUA, deverá inscrever cerca de 600 adultos divididos em duas coortes. A primeira coorte incluirá pessoas que completaram a série primária de duas doses de Spikevax no mínimo seis meses antes, enquanto a segunda irá inscrever aqueles que receberam a injeção de reforço Spikevax também. Os participantes em ambos os grupos receberão uma dose única de reforço de mRNA-1273.529. A Moderna adiantou que também está a considerar incluir o mRNA-1273.529 no seu programa multivalente de reforço.

O anúncio surge na sequência da confirmação por parte da Pfizer e da BioNTech de que também já deram início a um estudo para avaliar o seu candidato à vacina Covid-19 baseado na variante Ómicron, com resultados preliminares previstos para o primeiro semestre.

Entretanto, a Moderna anunciou também que os dados de seis meses de neutralização dos anticorpos para o reforço Spikevax foram publicados no NEJM. A empresa divulgou resultados preliminares no mês passado que mostram que um curso de duas doses de Spikevax gerou anticorpos "baixos" neutralizantes contra a Ómicron, mas quando um aumento de 50μg da mesma vacina foi dado, os níveis de anticorpos subiram 37 vezes.

Os últimos resultados foram obtidos a partir de um grupo de participantes que receberam uma dose de reforço de Spikevax, mRNA-1273.211 ou mRNA-1273.213 – sendo os dois últimos candidatos multivalentes que a Moderna está a trabalhar. Os resultados mostraram que seis meses após o reforço Spikevax, os anticorpos neutralizantes diminuíram 6,3 vezes com a variante Omicron, mas ainda assim "permaneceram detetáveis" em todos os participantes. Isto compara-se com um declínio de 2,3 vezes em relação à estirpe original do vírus durante o mesmo período de tempo.

Entretanto, uma dose de reforço de 100μg de Spikevax, mRNA-1273.211 ou mRNA-1273.213 resultou numa atividade de anticorpo neutralizante semelhante, com os três reforços a obterem resultados 2,5 a 2,6 vezes mais altos do que os alcançados após a dose de 50μg de Spikevax.

 

 

Alterações na memória, distúrbios do sono, dificuldade em manter a concentração
Após ser infetado pelo coronavírus, o corpo humano inicia um processo inflamatório intenso que afeta todo o funcionamento do...

"O processo inflamatório provocado pelo vírus altera a viscosidade e as microvilosidades do líquor, principalmente na região do sistema límbico. Isso pode gerar diversas consequências, dentre elas, a encefalopatia, que modifica o funcionamento e as estruturas do cérebro”, alerta o neurocientista Fabiano de Abreu. 

No início da pandemia, não se sabia quais eram as consequências da COVID-19 no funcionamento neurológico. Atualmente, os cientistas estudam cada vez mais as sequelas do vírus no funcionamento cerebral: “recentemente recebi no meu departamento um extenso relatório de médicos e psicólogos que constataram um aumento do número de pacientes que reclamam de alterações pós infeção, ou seja, sequelas do coronavírus. São casos de transtorno de ansiedade, falta de memória, fadiga, depressão, entre outros", constata Fabiano de Abreu, que é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito e Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International.

Quem corre mais risco de ter sequelas da doença?

O Neurocientista explica que o fator genético exerce influência direta sobre como o corpo irá se comportar em contato com o vírus: "a genética determina as probabilidades, mas nós não a temos prescrita em um papel. Portanto, devemos tomar todo cuidado possível, já que os tecidos nervosos afetados pelo processo inflamatório do coronavírus são justamente aqueles que regulam os nossos neurotransmissores e consequentemente afetam nosso estado psicológico e as funções cerebrais”, afirma o neurocientista.

As sequelas da COVID-19 são provocadas pela ativação imunológica, que repercute em uma neuroinflamação e danos aos vasos sanguíneos cerebrais. As possíveis consequências são alterações na memória, distúrbios do sono, dificuldade em manter a concentração e perda de paladar e olfato.

O PhD em neurociência Fabiano de Abreu afirma que são necessários mais estudos sobre melhoria terapêutica: “não se trata de simplesmente contar os sintomas ou avaliar a personalidade para buscar os tratamentos de acordo com os distúrbios ou doenças. Deve-se analisar o paciente como um todo, incluindo o seu histórico e também comorbidades. Além das terapias tradicionais, é fundamental o processo de neuroplasticidade”, afirma o Professor Doutor Fabiano de Abreu. 

Além da COVID-19 e suas variantes, o especialista em neurociência alerta que outros vírus podem agravar o processo inflamatório: "com a chegada do carnaval, haverão aglomerações - o que é muito preocupante, já que o coronavírus em conjunto com outras patologias, como a gripe, torna-se ainda mais perigoso. É necessário cuidado: não podemos jogar a moeda da sorte e permitir que a doença ganhe ainda mais força", pontua o neurocientista Fabiano de Abreu.

 

 

Conferência no Hospital CUF Descobertas
Decorreu, ontem, no Hospital CUF Descobertas a conferência “Inteligência Artificial e Modelação Anatómica 3D na Prática Clínica...

De acordo com Carla Gomes, recentes descobertas na área da inteligência artificial estão a mudar o paradigma dos cuidados de saúde no mundo e deu alguns exemplos: “a inteligência artificial está a permitir um novo nível de recursos de processamento de imagens médicas que permitirão abordagens radicalmente diferentes, como cirurgias robóticas remotas ou, ainda, a criação automática de modelos 3D detalhados e anatomicamente precisos a partir de tomografias computadorizadas. Esses modelos podem, a título de exemplo, ser usados para preparar e planear uma cirurgia ou, ainda, para diagnóstico”. 

Para a investigadora, que tem vindo a desenvolver projetos de âmbito clínico em colaboração com a Mayo Clinic, nos Estados Unidos da América, a gama de possibilidades de aplicação da inteligência artificial na área da saúde é vasta e promissora. “Estão, igualmente, a ser fornecidos novos níveis de capacidade diagnóstica que irão impactar em todas as áreas da medicina".

A inteligência artificial terá, de acordo com Carla Gomes, um grande impacto na prevenção e monitorização da doença. “Permitirá um novo nível de medicina personalizada e preventiva, com recurso a vários dispositivos médicos que permitirão monitorizar de forma contínua, por exemplo, a pressão arterial ou recomendar ações preventivas de forma a orientar quem usa esses dispositivos.”  

A investigadora, conhecida pelo seu trabalho pioneiro no desenvolvimento de métodos computacionais para fazer face aos desafios da sustentabilidade, tem vindo a dedicar a sua investigação à Inteligência Artificial e mais recentemente aplicada à saúde.    

 

 

Balanço de 2021 e previsões para 2022
O Núcleo de Estudos de Formação em Medicina Interna (NEForMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), vai realizar...

“Num mundo em que o conhecimento científico duplica ou triplica a uma velocidade vertiginosa, e em que o conhecimento médico é cada vez mais espartilhado e especializado, a tarefa do internista em manter-se atualizado torna-se hercúlea”, frisa Andreia Vilas Boas, médica internista e coordenadora do curso.

Com o objetivo principal de fazer um balanço do que mais mudou em 2021 e que aquilo que se espera que pode vir a mudar na prática clínica de medicina interna no novo ano”, Andreia Vilas Boas destaca que no MI 21.22 “pretendemos trazer aos internistas o resumo da principal evidência do ano 2021”.  “Ao longo das sessões temos peritos em várias áreas do conhecimento médico que vêm discutir connosco os avanços científicos mais relevantes do ano que terminou, e sobretudo aqueles a que precisamos de estar mais atentos e que levam, ou levarão, a mudanças na nossa prática clínica”, explica a responsável.

Composto por sessões de 20 minutos seguidas de 10 minutos de discussão, o curso prioriza a abordagem das seguintes temáticas: Doenças hepatobiliodigestivas; COVID-19; Nutrição; Doença vascular pulmonar; Doenças infeciosas; Doenças renais;Doenças neurológicas e vasculares cerebrais; Doença vascular pulmonar; Doenças infeciosas; Doenças renais; Doenças neurológicas e vasculares cerebrais; Doenças respiratórias; Risco Vascular; Doenças cardíacas; Medicina de género; Doenças Autoimunes; Diabetes e Doenças endócrinas e Doente crítico.

“No MI 21.22 pretende-se que os participantes enriqueçam o seu conhecimento científico com a evidência mais atual, previamente filtrada por peritos - para que não se sintam tão assoberbados de informação. Pretende-se também estimular o interesse pela investigação clínica”, aponta ainda Andreia Vilas Boas.

A presente formação, que terá uma carga horária de oito horas, destina-se preferencialmente a médicos Especialistas em Medicina Interna ou internos dos últimos anos de internato, embora possa ser frequentado por qualquer entusiasta do conhecimento médico. As inscrições encerram no dia 4 de fevereiro de 2022. Mais informações em: https://www.spmi.pt/curso-medicina-interna-21-22-o-ano-em-revista/#Estrutura-do-curso

 

 

 

Habilitar professores e alunos em conhecimentos de Suporte Básico de Vida
O Projeto institucional do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) “Aprende os 3C´s – Salva uma vida”, que pretende...

O artigo intitulado de “A formação em manobras de reanimação em meio escolar pode ser realizada por professores: uma argumentação económica” destaca que “o treino em crianças escolarizadas pode contribuir para aumentar a taxa de reanimação iniciada pelo cidadão. No entanto, o treino generalizado em meio escolar, por profissionais de saúde, pode gerar custos elevados para o Serviço Nacional de Saúde”.  

Foi, neste sentido, realizado um estudo que procurou avaliar o custo e a efetividade do treino realizado por professores de ensino, em comparação com o treino realizado por profissionais da saúde.  

Foram comparados os custos do programa e a efetividade do treino numa amostra de 362 crianças entre o 10º, 11º e 12º ano, comparando o treino realizado por professores (experimental) e profissionais de saúde médicos e enfermeiros (controlo).  

“O treino realizado por professores de ensino, apresenta níveis semelhantes de efetividade, obtidos com um custo mais baixo, que a mesma formação liderada pelos profissionais da saúde. Este resultado sugere o interesse da generalização do programa conduzido pelos professores”, lê-se ainda no artigo, em conclusão.  

O artigo, dos autores Daniel Lanzas, Pedro Nunes e Julian Perelman, pode ser consultado aqui: https://doi.org/10.1016/j.repc.2021.02.015

Desde há 10 anos que o HFF e a sua Escola de Reanimação Cardiorrespiratória promovem o ensino da reanimação apenas com as mãos junto dos alunos do ensino secundário das escolas de abrangência do Hospital. Com essa premissa nasceu, em 2015, o projeto “Aprende os 3C´s – Salva uma vida”, que foi redesenhado em 2017, com base na melhor evidência disponível sobre a problemática da paragem cardiorrespiratória extra-hospitalar e nos conteúdos das Aprendizagens Essenciais de Educação Física do 10º ano do Ensino Secundário. Atualmente, destina-se a alunos do 10º, 11º e 12º ano dos agrupamentos escolares da área de abrangência do HFF e pretende demonstrar que é possível implementar o ensino da reanimação, em meio escolar, por intermédio dos seus professores.

Relações
As relações interpessoais são de elevada importância justamente devido às suas consequências n

Do mesmo modo que, se no nosso dia a dia nos relacionarmos com pessoas tóxicas, vamos estar quase inevitavelmente a encaminhar todos os nossos comportamentos e decisões em detrimento de atitudes do outro, que nos podem levar a ter comportamentos prejudiciais para nós mesmos, comprometendo o nosso futuro. Um exemplo simples prende-se com o facto de nos podermos relacionar com pessoas que não tenham uma visão tão alargada do mundo, um modo tão positivo quanto o nosso de ver a vida, também nos podem condicionar no sentido de, imaginemos, sentirmos que não somos capazes de tirar um determinado curso na faculdade, acharmos que não podemos ter um determinado tipo de vida, ou um emprego tão bem remunerado somente porque a outra pessoa não conseguiu fazê-lo e nos transmite que também não o vamos conseguir. Daí ser tão importante termos sempre em conta que tipo de relacionamento interpessoal queremos ter, pois isso será o reflexo de toda a nossa forma de estar na vida, bem como a forma como vamos encarar o mundo.

Ao contrário das relações prejudiciais, as relações benéficas podem influenciar todo o nosso trajeto de vida de uma forma mais positiva. O ser humano tem na sua essência o relacionamento interpessoal, os afetos e as relações. Quanto mais positivas forem essas relações, maiores serão as probabilidades de construirmos conexões verdadeiras com as pessoas com quem convivemos. Na família, por exemplo, havendo um bom ambiente familiar, com uma família unida, que nos apoia, que está lá para nós, nos bons e nos maus momentos, que nos faz sentir apoiados e unidos, sabendo com o que contar, consequentemente vamos estar mais animados, mais felizes e tomar melhores decisões tanto para o nosso dia a dia, como para o nosso futuro.

Posto isto, questiono ainda, qual a importância destas mesmas relações interpessoais em ambiente laboral?

Em ambiente corporativo é fundamental a existência de um bom ambiente organizacional. Quanto melhor for a relação entre colaboradores, maior a probabilidade de aumento de produtividade, maior motivação, empenho, dedicação, alcance de metas, possibilitando ainda uma maior predisposição para a prevenção de problemas e antecipação de soluções, levando deste modo à construção de empresas mais produtivas e rentáveis.

É importante ter em mente que o relacionamento interpessoal é uma competência que se pode desenvolver a qualquer momento, basta estarmos predispostos a isso. É necessário desenvolvermos a nossa capacidade empática, trabalharmos a todo o tempo o nosso autoconhecimento, desenvolver a nossa comunicação, procurarmos ser sempre cordiais, gentis e prestáveis seja com os nossos colegas de trabalho ou em qualquer área da vida humana.

Em suma, procure descobrir que tipo de pessoa se quer tornar e trabalhe diariamente para isso, seja na escolha daqueles que o rodeiam, seja na definição das suas metas enquanto pessoa. Na vida humana poucas coisas se conseguem sobrepor a alguém determinado, confiante em si mesmo e consistente no seu trabalho diário àquilo que se propõe. Todos os dias são uma nova oportunidade de se tornar numa melhor versão de si mesmo.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Projeto Terna Aventura
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) deu início a mais um programa de “Preparação para o Parto e Adaptação à...

O programa, no âmbito do projeto Terna Aventura, estende-se até dia 26 de abril, estando organizado em sessões online (Zoom), que se realizam às terças-feiras (das 18h00 às 19h30).

Diferentes temáticas podem ser tratadas neste programa, de acordo com as necessidades dos participantes, destacando-se, por norma, assuntos como direitos parentais, desconfortos fisiológicos, estilos de vida saudável (exercício, alimentação e bem-estar na gravidez), desenvolvimento fetal e comunicação intrauterina, adaptação conjugal e sexualidade, parto e estratégias não farmacológicas de alívio da dor, plano de parto, cuidados ao recém-nascido nos primeiros dias de vida, vantagens do aleitamento materno e problemas durante a amamentação.

«Este formato de sessões online, que decorre desde o início da pandemia de COVID-19, está disponível para as grávidas e casais que procuram oportunidades para partilha, expressão e esclarecimento de medos, dúvidas e angústias relacionadas com a gestação, parto e pós-parto, num ambiente de grupo e de suporte mútuo, dirigido por enfermeiros e enfermeiras especialistas em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica», explica Rosa Moreira, uma das professoras da ESEnfC responsáveis pelo projeto Terna Aventura.

O projeto Terna Aventura, através do qual a ESEnfC pretende contribuir para aumentar a acessibilidade das grávidas e casais a este tipo de intervenção altamente diferenciada – e bem assim para a melhoria dos indicadores de saúde materna, perinatal e neonatal –, engloba dois outros programas: “Acompanhamento Haptonómico Pré e Pós-Natal” (sessões presenciais individuais a agendar com o casal – no mínimo 8 sessões pré-natais e 2 pós-natais) e “Adaptação à Parentalidade e Recuperação Pós-Parto”.

As inscrições (para este programa, ou para outros a serem divulgados, de frequência gratuita) devem ser feitas para o e-mail [email protected]

 

 

Doenças da pele devem estar na agenda de Saúde Pública
As doenças da pele são a terceira causa mais frequente de doença e uma das dez primeiras causas de incapacidade em todo o mundo...

A LEO Pharma, em colaboração com mais de 30 especialistas em Dermatologia e três organizações de doentes a nível mundial que representam mais de 20 países, uniram-se numa iniciativa mundial para incluir as doenças da pele na agenda de Saúde Pública. Numa carta aberta, defendem a importância de contemplar estas patologias nos programas de Saúde e, devido à sua prevalência e impacto, chamam a atenção para determinadas patologias, como a psoríase, a dermatite atópica e o cancro de pele.

Todos os intervenientes defendem que as doenças dermatológicas são, atualmente, uma das principais oportunidades para a melhoria da Saúde Pública em todo o mundo. Apesar do elevado impacto que provocam nos doentes e na sociedade, não são prioridade na agenda política sanitária mundial. As doenças com manifestação cutânea têm um enorme impacto no dia a dia dos doentes, seja na sua saúde mental e emocional, como no seu bem-estar físico.

O alargado conjunto de doenças de pele existente – mais de 2.000 – ultrapassa fronteiras, afeta várias faixas etárias, géneros e demografias, e condiciona a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. No documento são incluídas ideias-chave, prioridades e um plano de ação para ajudar os responsáveis políticos e outras partes interessadas a compreender esta necessidade e a comprometerem-se com soluções a longo prazo para abordar esta que é uma área negligenciada em todo o mundo, com destaque em 4 pontos:

  1. Avaliar a capacidade dos sistemas de saúde para responder de forma eficaz e eficiente às doenças dermatológicas.
  2. Apostar na formação dos médicos de Medicina Geral e Familiar e melhorar a capacidade de resposta dos sistemas de saúde às doenças da pele.
  3. Apoiar e reforçar as relações entre as diferentes áreas de especialização médica para uma abordagem multidisciplinar.
  4. Incluir a Dermatologia nas agendas da Saúde, a nível mundial e local.

Frida Dunger Johnsson, diretora executiva da Federação Internacional das Associações de Psoríase (IFPA, na sigla em inglês) e subscritora da carta aberta, declarou que "frequentemente subestimamos a carga das doenças com manifestações cutâneas visíveis. Aplaudimos iniciativas como esta. Com esta carta pedimos que se atue no sentido de melhorar milhões de vidas em todo o mundo. Através deste projeto, unimo-nos para sermos a voz das pessoas que vivem com doenças da pele. Juntos podemos conseguir um verdadeiro avanço.”

Esta iniciativa é a primeira do género no âmbito da Dermatologia e destaca o facto de as doenças de pele serem amplamente ignoradas e, por conseguinte, a necessidade de atuação. É o momento de iniciar um novo capítulo. No futuro, a LEO Pharma espera que mais especialistas em Dermatologia, grupos de doentes e outros membros da comunidade de Dermatologia se unam à iniciativa para trabalhar no avanço dos padrões de cuidados em Dermatologia médica, criar uma resposta sólida e coordenada e consciencializar para a importância destas doenças. 

"Na LEO Pharma estamos entusiasmados por assistir à resposta da comunidade em torno desta iniciativa. É a primeira vez que se unem tantos líderes da área da Dermatologia médica de todo o mundo para dar destaque às doenças da pele. Contudo, há ainda muito trabalho pela frente e, sobretudo, muitas vozes por ouvir. Agradeço a todos os envolvidos até ao momento pelo apoio demonstrado e, ao mesmo tempo, convidar outros a unirem-se para conseguirmos chamar a atenção para as necessidades das pessoas com doenças de pele, referiu Karen Stovlbaek, Vice-presidente de Comunicação, Assuntos Públicos e Sustentabilidade da LEO Pharma

A carta aberta pode ser consultada através do seguinte link, assim como os seus coautores e subscritores: www.elevatingskinhealth.org

A partir de 31 de janeiro as regras mudam
A União Europeia (UE) vai ter, a partir de 31 de janeiro, um novo Regulamento Europeu de Ensaios Clínicos, bem como um novo...

Em comunicado, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla inglesa) explica que, “a 31 de janeiro de 2022, o Regulamento de Ensaios Clínicos entrará em vigor harmonizando os processos de apresentação, avaliação e supervisão de ensaios clínicos na EU”.

“A espinha dorsal das alterações trazidas pelo regulamento é o novo Sistema de Informação sobre Ensaios Clínicos, um ponto de entrada único para promotores e reguladores de ensaios clínicos para a submissão e avaliação de dados de ensaios clínicos que inclui uma base de dados pública pesquisável para profissionais de saúde, pacientes e o público em geral”, refere o documento.

Até agora, para avançar com estudos clínicos na UE, os promotores tinham de apresentar pedidos de ensaios clínicos separadamente às autoridades nacionais competentes e aos comités de ética em cada país para obter aprovação regulamentar para a realização de um ensaio clínico, sendo que o registo e a publicação dos resultados eram também processos separados.

Com o novo regulamento, os promotores podem passar a solicitar autorizações em até 30 países da UE e do Espaço Económico Europeu ao mesmo tempo e com a mesma documentação.

Segundo a EMA, as novas regras comunitárias permitirão «reforçar a posição da Europa como um local atrativo para a investigação clínica».

“O novo regulamento simplifica a aplicação e supervisão de ensaios clínicos, e o seu registo público: todos os promotores de ensaios clínicos utilizarão o mesmo sistema e seguirão o mesmo processo para solicitar a autorização de um ensaio clínico, independentemente da sua localização e com que autoridade nacional ou comité de ética estejam a lidar”, adianta o regulador europeu.

A Comissão Europeia vai supervisionar a implementação do Regulamento dos Ensaios Clínicos, que terá um período de transição de três anos, entre 31 de janeiro de 2022 e até 31 de janeiro de 2023. A partir de dessa data, a apresentação de pedidos iniciais de ensaios clínicos através do sistema europeu torna-se obrigatória.

Relatório DGS
De acordo com o relatório, divulgado pela Direção-Geral da Saúde, perto de 4,5 milhões de pessoas já receberam a dose de...

Em concreto, o documento revela que 4.483.244 pessoas já foram vacinadas com o reforço da imunização contra o coronavírus SARS-CoV-2, entre as quais 607.715 idosos com 80 ou mais anos, que representam 92% deste grupo etário.

Os dados da DGS revelam ainda que a dose de reforço foi também administrada a 906.956 pessoas entre os 70 e 79 anos (94%), assim como a 1.092.132 pessoas entre os 60 e os 69 anos (87%).

A percentagem de vacinação por grupos etários baixa para os 69% nas pessoas entre os 50 e os 59 anos, com 974.759 vacinadas com o reforço, refere o relatório, que avança ainda que 8.779.622 pessoas têm a vacinação primária completa.

Quanto à vacina contra a gripe sazonal, a DGS adianta que 2.544.899 pessoas já foram inoculadas.

 

Vacinação contra a Covid-19 “é segura e eficaz”
O Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares (PNDCCV), da Direção-Geral da Saúde, emitiu um parecer sobre a...

O PNDCCV, através de um comunicado assinado por Fátima Pinto e Filipe Macedo, Adjunta e Diretor do PNDCCV, expõe o conhecimento médico atual sobre esta matéria, com base em diversos artigos científico, em documentos normativos das entidades sanitárias nacionais e internacionais, incluindo os resultados da vacinação em mais de 8 milhões de crianças entre os 5 e os 11 anos de idade. 

De acordo com o documento, a vacinação contra a Covid-19, em idade pediátrica, “é segura e eficaz”, sendo os casos de miocardite após vacinação muito raros e geralmente ligeiros, com rápida recuperação.

A miocardite por infeção com SARS-CoV-2 é, segundo a evidência científica, cerca de 60 vezes mais frequente do que após a vacinação, podendo ter sintomas mais graves e evolução mais prolongada, revela o parecer.

 

Impulsiona a inovação e estimular o conhecimento científico
O Programa Gilead e Kite Research Scholars apoia jovens investigadores em todo o mundo para ajudar a impulsionar avanços...

A Gilead Sciences, Inc. e a Kite, uma empresa Gilead, anunciaram a abertura das candidaturas para o Gilead Research Scholars 2022, um Programa que oferece apoio financeiro a jovens investigadores para ajudar a impulsionar descobertas médicas nas áreas de doenças hematológicas malignas, tumores sólidos, VIH, doenças hepáticas e antifúngicas e que agora recebe candidaturas para a área das doenças hematológicas malignas. O programa procura atrair uma variedade de candidatos para trazer ideias e perspetivas diversas para impulsionar o avanço do conhecimento científico e enfrentar os desafios da equidade na saúde em todo o mundo.

O Programa Gilead Research Scholars em Doenças Hematológicas Malignas da Gilead e da Kite foi concebido para apoiar projetos inovadores de investigação translacional em hematologia/oncologia que ajudem a transformar o conhecimento científico, a colmatar lacunas do saber e a impulsionar descobertas médicas. O âmbito da investigação pode incluir, mas não está limitado, uma vasta gama de estados de doenças hematológicas/oncológicas e formas de tratamento (tais como terapia celular, terapias direcionadas, etc.). Mais informações e submissão de candidaturas aqui.

“Acreditamos que são necessárias novas e diversificadas vozes para fazer avançar o conhecimento científico em áreas de elevadas necessidades médicas não satisfeitas, especialmente as desigualdades sistémicas nos cuidados de saúde que têm um impacto negativo nas comunidades mal assistidas", disse Mike Elliott, Vice President, Medical Affairs, Australia, Canada and Europe, Gilead. "É por isso que procuramos um grupo diversificado de candidatos de todo o mundo para ajudar a resolver as disparidades na saúde e a criar um panorama de investigação mais inclusivo”.

As candidaturas para o prémio de doenças malignas hematológicas serão aceites até 21 de março de 2022. O programa proporcionará a três talentosos investigadores juniores dois anos de apoio financeiro no valor de até 130.000 dólares*, pagos em duas prestações anuais de 65.000 dólares diretamente à sua instituição. O financiamento para o segundo ano está dependente da apresentação de um relatório de progresso e aprovação pelo Presidente do Comité de Revisão Científica.

Os anteriores vencedores do prémio de doenças hematológicas malignas são de diversas instituições e países, incluindo, Austrália, França, Itália, Japão, Singapura, Espanha, Países Baixos, Turquia e Reino Unido. Os vencedores deste prémio em 2021 foram investigadores do Instituto Científico IRCCS San Raffaele, em Itália, da Universidade Nacional de Singapura, em Singapura, e do Centro Médico Erasmus, nos Países Baixos.

 

Mayo Clinic
Febre, dores de estômago, diarreia, dor de garganta, calafrios, tosse, espirros e dor de cabeça estã

Constipação

Nariz a pingar ou abafado, espirros, congestão, dor de cabeça e dor de garganta provavelmente anunciam a constipação comum. Esta infeção viral do nariz e da garganta é geralmente inofensiva, embora possam existir exceções.

Embora não haja cura para a constipação comum, a maioria das pessoas melhora sem tratamento - geralmente dentro de uma semana a 10 dias. Os antibióticos não são eficazes contra vírus, e o seu uso excessivo pode contribuir para o desenvolvimento de estirpes de bactérias resistentes aos antibióticos.

O estilo de vida e os remédios caseiros para o alívio dos sintomas incluem a ingestão de líquidos e descanso. Existem prós e contras para remédios comumente usados, tais como analgésicos, descongestionantes, sprays nasais e xaropes para a tosse.

Gastroenterite viral ou gripe estomacal

O que muitas pessoas chamam de gripe é na verdade gastroenterite viral ou gripe estomacal. Os sintomas característicos incluem diarreia, náuseas e cólicas e dor abdominal. Os sintomas geralmente duram apenas um ou dois dias, mas podem ocasionalmente persistir até 10 dias.

Muitas vezes não há tratamento médico específico para a gastroenterite viral. As medidas de autocuidado podem ajudar a aliviar os sintomas. Descanse muito e deixe o estômago acalmar, evitando comida sólida por algumas horas. Em vez disso, chupe pedaços de gelo ou beba pequenos goles de água. Introduza lentamente uma dieta leve. Se as náuseas voltarem, pare de comer. Evite os lacticínios, a cafeína e alimentos gordurosos ou muito temperados até se sentir melhor.

Gripe

A gripe é uma infeção viral que ataca o sistema respiratório, incluindo nariz, garganta e pulmões. No início, a gripe pode parecer uma constipação apresentando sintomas comuns, como: nariz a pingar, espirros e dor de garganta. No entanto, as constipações geralmente desenvolvem-se lentamente; enquanto a gripe tende a surgir repentinamente. E enquanto uma constipação pode incomodá-lo, normalmente sente-se muito pior com a gripe.

Para a maioria das pessoas, a gripe resolve-se sozinha. Não obstante, por vezes esta e as suas complicações podem ser fatais. As pessoas com maior risco de desenvolver complicações incluem crianças, mulheres grávidas e puérperas, pessoas com mais de 65 anos, pessoas com sistemas imunitários enfraquecidos e algumas doenças crónicas e pessoas obesas.

Normalmente, não vai precisar de mais do que descansar e de ingerir muitos líquidos para tratar a gripe. Mas se tiver uma infeção grave ou estiver em maior risco de complicações, o seu médico pode prescrever um medicamento antiviral para tratar a gripe.

Ao contrário da constipação comum e da gastroenterite viral, há uma vacina para a gripe. Embora não 100% eficaz, a vacinação contra a gripe pode reduzir o risco de infeção e diminuir a sua gravidade e o risco de internamento se estiver infetado.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Sete em cada dez inquiridos não fizeram duas a cinco das consultas de que precisavam
A DECO PROTESTE, organização de defesa do consumidor, realizou um estudo para avaliar a satisfação dos portugueses com os...

O estudo da DECO PROTESTE revela que a assistência aos pacientes nos cuidados primários de saúde foi afetada pela reorganização dos serviços no período pandémico, sendo que 46% dos inquiridos que precisaram de cuidados de saúde durante a pandemia não conseguiram suprir todas as necessidades. Destes, 27% não tiveram uma única consulta – uma realidade à qual não será alheia a alocação de profissionais de saúde para o seguimento telefónico de doentes com Covid-19, processo de vacinação e outras tarefas referentes à gestão da pandemia.

Os dados reportados alertam que sete em cada dez utentes que falharam cuidados de saúde, não fizeram duas a cinco das consultas de que precisavam entre o início da pandemia e meados de 2021, manifestando impacto na sua saúde – num quarto dos casos com consequências graves.

A maioria dos inquiridos que têm o seu médico de família há menos de um ano (55%) indicam não terem tido todos os cuidados que precisavam, um valor superior aos pacientes que têm o mesmo médico há mais de 10 anos (40%). Estes dados parecem indicar que as relações mais duradouras com o médico de família tendem a beneficiar o acompanhamento dos utentes.

Em termos geográficos, o norte do País surge à frente das falhas reportadas, com 54% dos utentes a reportarem que não viram todas as suas necessidades atendidas. Em termos gerais, a proporção de queixas é maior entre os doentes crónicos e os que descrevem o seu estado de saúde como mau ou mediano.

Ana Guerreiro, Relações Institucionais da DECO PROTESTE, explica que “quanto maior o número de consultas suprimidas, maior se revela o impacto na saúde e menor a satisfação dos utentes com o médico de família e com o centro de saúde”.

Apenas um terço dos inquiridos que precisaram de cuidados de saúde não penalizaram o clínico geral. Quatro em dez consideram o acompanhamento médico insatisfatório e 28% assinala a opção “sofrível”. Quando questionados sobre o nível de satisfação atual com os cuidados de saúde primários, 31% dos inquiridos apontaram o sinal menos ao médico de família e 37% ao centro de saúde. Comparativamente ao período antes da pandemia, um terço dos utentes estão atualmente menos satisfeitos com o seu médico de família e quase metade com o centro de saúde.

O número de pacientes por médico de família, que em muitos casos chega aos 2000, constitui outro dos fatores para os elevados tempos de espera, sobretudo em período de pandemia. Esta é uma situação que se agrava no caso dos utentes sem médico de família, que supera um milhão de portugueses (1,1 milhões).

50% dos enfermeiros adstritos ao serviço estiveram de baixa devido a COVID-19
O atendimento e a prestação de cuidados de enfermagem estão em risco de rutura no Serviço de Urgência Pediátrica do Centro...

A situação tem vindo a degradar-se e atingiu em janeiro dimensões preocupantes, face ao elevado número de enfermeiros de baixa ou com horários limitados, a que se junta o acréscimo de procura do Serviço de Urgência. “Dos 21 enfermeiros adstritos a este serviço, dois têm horário flexível com horário de amamentação, outro tem horário de parentalidade com isenção de noites e dois enfermeiros têm mais de 50 anos e, por isso, estão isentos de realização de trabalho noturno”, explica o presidente do SE. A juntar a isto, “há três enfermeiros de baixa há mais de dois meses”.

“Segundo as dotações seguras emanadas da Ordem dos Enfermeiros cada um dos três turnos devia ter um mínimo de quatro enfermeiros”, diz o presidente do SE. Na prática, “isso só acontece porque há colegas que fazem cada vez mais horas extra”. “Estamos a falar de uma necessidade imediata de oito enfermeiros, disponíveis para realizar qualquer um dos três turnos diários. E estes profissionais serviriam apenas, no imediato, para repor os níveis mínimos de funcionamento deste serviço”, sustenta o Sindicato dos Enfermeiros – SE.

“É uma situação muito preocupante, pois estamos a falar da porta de entrada das crianças e jovens no Centro Hospitalar de Gaia”, frisa Pedro Costa. O presidente do SE está apreensivo com a sobrecarga dos enfermeiros e que, no limite, “pode colocar em xeque a segurança dos doentes e a qualidade na prestação de cuidados de enfermagem, por aumento do risco de erro por parte dos enfermeiros”. Pedro Costa refere que os turnos têm sido assegurados em horas extra pelos enfermeiros em funções, “o que resulta numa sobrecarga da equipa, deixando os colegas exaustos e completamente desmotivados”.

Segundo o SE “este é mais um caso em que as administrações hospitalares estão de mãos atadas”. “Por mais boa vontade que exista da parte da administração, os pedidos de novas contratações esbarram sempre nos gabinetes do Ministério da Saúde”, salienta o presidente do sindicato.

Temendo os resultados de uma gestão “dia a dia”, em função das faltas e presenças e da disponibilidade de cada enfermeiro para fazer mais horas do que aquelas previstas no seu horário de trabalho, “todos os enfermeiros do Serviço de Urgência Pediátrica do CHVNG/E pediram escusa de responsabilidade, deixando bem claro à administração hospitalar, à Ordem dos Enfermeiros e ao Ministério da Saúde que não estão asseguradas todas as condições de segurança para os doentes, colocando em risco a prestação de cuidados de enfermagem”.

 

Inscrição gratuita e obrigatória
A Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) promove, no próximo dia 12 de fevereiro, a quarta edição do Best Of 2021, no Hotel...

A sessão foca-se na apresentação de uma seleção de vários trabalhos em cancro da mama, publicados em 2021, a nível internacional, tendo como principal objetivo fomentar um espaço de discussão sobre o impacto na prática clínica dos resultados dos estudos recentes, bem como partilhar as expectativas relativas à investigação futura.

Do programa fazem parte os estudos no âmbito de diversas temáticas: “Imagiologia e Medicina Nuclear”, “Patologia”, “Cirurgia”, “Terapêutica Sistémica” e “Radioncologia”.

 

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