25 de novembro
Para assinalar o Dia Internacional do Combate à Violência Contra as Mulheres, vai decorrer no próximo dia 25 de novembro, uma...

O Dia Internacional de combate à violência contra as mulheres, que se celebra anualmente a 25 de novembro, foi criado pelas Nações Unidas com o objetivo de alertar para um problema transversal que atinge todos os anos milhares de mulheres em todo o mundo. A violência contra as mulheres pode assumir variadíssimas formas e manifestar-se em diferentes contextos e em qualquer lugar. Segundo a ONU, 1 em cada 3 mulheres em todo o mundo já experienciaram violência sexual ou física ao longo da vida.

O contexto de pandemia veio contribuir ainda mais para este problema, colocando várias mulheres em situação de risco com os seus agressores sem conseguirem recorrer à ajuda necessária. Em Portugal, os crimes de violência doméstica têm registado um aumento nos últimos anos. Segundo dados oficias, em 2019 foram realizadas 29,743 denúncias e em 2020 morreram 20 mulheres, vítimas de violência doméstica. Desde 2004 já foram assassinadas 564 mulheres.

É precisamente para assinalar este dia e debater sobre este problema que a conferência irá acontecer já no próximo dia 25 de novembro, em formato online e contará com um painel de 4 oradores com diferentes perspetivas sobre a proteção da vítima de violência doméstica.

Do painel farão parte Beatriz Pacheco, Juíza de Direito, mestre pela Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, vencedora do prémio Teresa Rosmaninho; Luciana Couto, agente da PSP, que trabalha desde 2014 no gabinete de atendimento e informação a vítimas de violência doméstica; Rui do Carmo, procurador jubilado, que coordenou a Comissão Técnica Multidisciplinar para a Melhoria da Prevenção e Combate à Violência Doméstica, e é coordenador da Equipa de Análise Retrospetiva de Homicídio em Violência Doméstica, e ainda Sílvio Rafael, médico que trabalha como voluntário no atendimento a vítimas de Violência Doméstica há cerca de 20 anos.

A conferência tem participação gratuita e a inscrição pode ser feita através de formulário online. Para mais informações, consulte: https://fd.porto.ucp.pt/pt-pt/eventos/webinar-protecao-da-vitima-de-violencia-domestica

 

 

 

 

 

 

Programa terá a duração de seis meses
A Câmara Municipal de Torres Vedras celebrou um protocolo com a KnokHealth Portugal para implementação do programa piloto...

O ATIV é um programa piloto de cuidados primários e pré-hospitalares que combina medicina presencial "ao domicílio" e consultas e contactos de saúde remotos, por telemedicina. Promovido pelo Fórum Saúde para o Século XXI, em parceria com a KnokHealth Portugal, este projeto envolverá um número limitado de municípios e Torres Vedras foi convidado a integrar esta iniciativa, através da participação de cerca de 300 seniores integrados em estruturas residenciais para pessoas idosas e lares residenciais de instituições particulares de solidariedade social do Concelho.

O programa terá a duração de seis meses e não envolve qualquer custo financeiro para as instituições, nem para as pessoas que nele participem, sendo a sua implementação gratuita e da exclusiva responsabilidade da KnokHealth Portugal.

Todos os idosos, das instituições incluídas no programa, serão avaliados presencialmente por um médico especialista em Medicina Geral e Familiar, que criará um processo digital completo para permitir o seguimento do doente. Os resultados do programa piloto serão avaliados nas vertentes clínica, de qualidade, de satisfação (de pacientes e cuidadores) e de estimativa da poupança gerada.

“Honra-nos muito que este projeto piloto esteja no nosso Município e que vá trabalhar com aquelas que são as populações mais vulneráveis”, referiu a presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Laura Rodrigues, na cerimónia de assinatura do protocolo. A autarca realçou a importância deste programa não só pelo público a que se dirige, mas também pelo facto de promover a eficiência na prestação de cuidados de saúde.

A cerimónia contou também com a presença de Pedro Serra Pinto, do Fórum Saúde para o Século XXI, e de José Bastos e Filipe Pinto, em representação da KnokHealth Portugal.

 

Dia Mundial de Combate ao Cancro da Próstata assinala-se a 17 de novembro
No âmbito do Dia Mundial de Combate ao Cancro da Próstata, a Associação Portuguesa de Doentes da Próstata (APDPróstata) realiza...

Em Portugal, só em 2020, foram diagnosticados cerca de 7.000 novos casos desta doença oncológica. Visando alertar a população, em especial os homens com mais de 45 anos, para a segunda principal causa de morte por cancro em homens acima dos 50 anos de idade, a APDP, em parceria com a APAF, APU, SPO e Astellas, vão promover uma ação que pretende “pôr o cancro da próstata fora de jogo”. Para isso, no dia em que se assinala o combate ao cancro da próstata, vários promotores vestidos de árbitros vão estar na estação de metro Cais do Sodré a distribuir cartões vermelhos com informação sobre a patologia que é mais letal para os homens do que o cancro da mama para as mulheres.

De acordo com Joaquim Domingos, presidente da APDPróstata, “esta é uma iniciativa com uma finalidade de sensibilização de extrema importância, sobretudo para os homens a partir dos 45 anos, pois o cancro da próstata é o tipo de cancro mais frequente em homens com mais de 50 anos e, numa fase inicial, pode ser silenciosa”.

Por sua vez, Luciano Gonçalves, presidente da APAF, refere que “foi com grande satisfação que nos juntámos à APDPróstata numa ação de consciencialização ligada à saúde masculina. Consideramos que o conceito, relacionado com a atividade dos árbitros de futebol, passa a mensagem de uma forma simples e direta, pelo que esperamos alertar muitos homens para a importância de vigiar a sua saúde”.

A ação insere-se na campanha “Homens Bem Informados”, lançada este verão pela Astellas Farma, com o apoio da APDPróstata e da APU, tendo como objetivo promover um maior conhecimento e esclarecimento sobre o cancro da próstata mediante a disponibilização de conteúdo informativo nomeadamente a página de Facebook “Homens Bem Informados”.

O cancro da próstata consiste num tumor maligno que acontece quando algumas das células da próstata se reproduzem muito mais rápido do que o normal. Se não for tratado, as células deste cancro podem disseminar-se e invadir partes distantes do corpo, particularmente os ossos, produzindo tumores secundários. Esta é uma doença silenciosa, visto que nos estadios iniciais pode desenvolver-se sem apresentar sintomas.

 

Implementação de processos de higienização vai reduzir o número de casos de infeção hospitalar
Numa altura em que as regras de higienização são uma preocupação que veio para ficar, pela necessidade de evitar a propagação...

A lavagem de roupa nos hospitais está normalmente encarregue a lavandarias específicas que apoiam os hospitais e a higiene geral. Recolha e transporte, caracterização e separação, lavagem e desinfeção, secagem, separação, dobra e embalamento, transporte e distribuição são as funções destas unidades e têm de ser cumpridas por esta ordem, mas tudo isto exige supervisão para que nada falhe, defende a especialista. Toda a roupa hospitalar é considerada contaminada e, por isso, este processo é de extrema importância e cumpre um circuito estabelecido.

Por isso, e a pensar na necessidade de uma boa manutenção da higiene, diz a especialista que a etapa de lavagem e desinfeção da roupa é a mais crucial no controlo de microrganismos. E é precisamente por não existir uma norma de desinfeção europeia padrão que estes fatores são fundamentais e devem ser determinados pelo responsável técnico e estar de acordo com os procedimentos de desinfeção em institutos independentes reconhecidos mundialmente, recomenda a Christeyns, devendo ter em conta três fatores complementares: temperaturas de processo; produtos químicos utilizados e tempos de lavagem.

Seguir uma eficaz e eficiente implementação de processos de higienização vai reduzir o número de casos de infeção hospitalar e a sua proliferação naqueles ambientes mais propícios e suscetíveis.

 

Pistas para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para doenças como autismo, depressão, esquizofrenia ou doença de Alzheimer
Um estudo publicado na prestigiada revista Science, que envolve duas dezenas de investigadores portugueses, espanhóis e...

A descoberta é o resultado de mais de uma década de investigação, iniciada, em 2007, por Rodrigo Cunha, coautor do artigo científico e docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC).

Compreender como se desenvolve o cérebro nos primeiros anos de vida é fundamental, uma vez que os problemas que surgirem nesta etapa podem ter consequências para sempre. Quando nascemos, a rede de neurónios do nosso cérebro não está ainda organizada, é uma rede altamente plástica. A seleção de sinapses, o foco deste estudo, é um dos mecanismos centrais, pois as sinapses são responsáveis pela comunicação entre os neurónios.

No processo do desenvolvimento cerebral «são geradas cerca de cinco vezes mais sinapses do que aquelas que o nosso sistema nervoso necessita. Isto acontece com o objetivo de selecionar uma em cada cinco, isto é, escolher as sinapses que são ótimas para levar a cabo as funções do nosso cérebro», explica Rodrigo Cunha, também investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC.

Em particular, os investigadores estudaram, em ratinhos, a estabilidade das sinapses na fase em que elas são mais plásticas, num período correspondente em humanos entre os seis meses e os quatro anos de idade, período em que ocorre a maior seleção de sinapses. Se nesta altura «surgirem falhas na seleção de sinapses, ficamos mais suscetíveis, por exemplo, a depressão, a ter um consumo excessivo de fármacos psicoativos ou a desenvolver epilepsia. Isto já está demonstrado cientificamente. Por isso, é tão importante estudar os múltiplos mecanismos envolvidos no desenvolvimento do cérebro», observa Rodrigo Cunha.

Já era sabido que há uma competição entre as sinapses e que as mais ativas são as selecionadas. Porém, até agora, desconhecia-se como é que decorre este processo de seleção, um aspeto crítico para redefinir a organização de sinapses, visando corrigir disfunções em doenças do cérebro.


O docente e investigador da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), Rodrigo Cunha, é o coordenador da equipa portuguesa 

A equipa de Rodrigo Cunha, em conjunto com os investigadores de Espanha e França, descobriu justamente o principal mecanismo envolvido na seleção de sinapses: a molécula de ATP – que funciona como a moeda de energia do nosso organismo e também como um sinalizador de atividade entre células no sistema nervoso – é a molécula chave neste processo.

Os cientistas descobriram que, à medida que uma sinapse está mais ativa, ela liberta mais sinais. Um dos sinais presente em quantidades particularmente elevadas durante esta fase inicial de seleção de sinapses é o ATP. Ou seja, esclarece Rodrigo Cunha, «quanto mais ativas estão as sinapses no sistema nervoso, mais ATP libertam, e este ATP é muito mais rapidamente convertido em adenosina, que é algo em que nós temos trabalhado, desde há cerca de duas décadas, como sinalizador entre células. Neste trabalho mostramos que é fundamental, é crítico, o recetor ativado pela adenosina ser estimulado para a sinapse se manter estável. Quando diminui a atividade de uma sinapse, diminui a libertação de ATP, deixa de ser suficientemente ativado esse recetor para a adenosina e a sinapse literalmente desmembra-se, ou seja, toda a organização é destruída».

Os investigadores detalharam ainda todos os processos mecanísticos envolvidos nesta desagregação completa da sinapse. «Observámos, por exemplo, que uma sinapse pode estar cerca de 20 minutos sem funcionar, mas se ultrapassar este tempo, normalmente é eliminada. É um processo irreversível a partir dos 20 minutos», destaca.

Os resultados deste estudo fornecem informação que pode ser muito relevante para o desenvolvimento de futuros fármacos, pois, como explica Rodrigo Cunha, «para tentarmos

corrigir falhas num equipamento, primeiro é necessário saber como é o seu funcionamento normal. O nosso trabalho insere-se na designada ciência fundamental, que abre novas portas para uma aplicabilidade imediata».

O próximo passo da investigação, adianta o cientista da UC, será realizar novas experiências em modelos animais, para estudar formas de «manipular este sistema de seleção de sinapses, visando diminuir a incidência de determinadas doenças. Pela primeira vez, mostramos qual o principal sistema que permite a seleção de sinapses. Por isso, em qualquer situação onde se verifique problemas relacionados com a seleção de sinapses, agora sabemos qual é o alvo que temos de utilizar».

Com a descoberta agora publicada na Science, conclui, «qualquer grupo, em qualquer parte do mundo, pode basear-se neste conhecimento para desenvolver e testar novos fármacos para doenças do neurodesenvolvimento e doenças neuropsiquiátricas que começam numa fase precoce da vida». Mas não só, este estudo também fornece pistas para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer, onde as redes de neurónios estão menos plásticas e manipular a dinâmica das sinapses poderá ser útil.

Consultas de Psicologia podem ajudar em todas as áreas da vida
Motivado pelo contexto pandémico, a temática da saúde mental tem ganho novos contornos e protagonismo na vida das pessoas,...

O facto é que, desde o lançamento da plataforma Mundo Ageas, os níveis de procura do serviço de psicologia nunca tinha registado um valor tão elevado, com um aumento na ordem dos 414% até outubro do presente ano, quando comparado com o período homólogo.

O Mundo Ageas, marca do Grupo Ageas Portugal, uma plataforma de serviços que promove o contacto de clientes com profissionais das mais diversas áreas, posiciona o serviço de psicologia em 5.º lugar enquanto serviço mais solicitado, de entre os mais de 800 disponíveis.

A título de exemplo, o serviço de meditação (muitas vezes procurado por quem sofre de ansiedade, stress ou distúrbios do sono) registou, comparando com o mesmo período de 2020, um crescimento significativo no número de pedidos de clientes, de 174%.

“É urgente dar a importância necessária ao tema da saúde mental, já que estes tempos de mudança e adaptação não deixou ninguém indiferente. A verdade é que as consultas de psicologia não são apenas para os outros e podem ajudar em todas as áreas da vida, para o alcance de uma melhor saúde mental e bem-estar. É precisamente isso que queremos proporcionar aos clientes do Mundo Ageas, tornando cada vez mais simples o processo de marcação de uma consulta, seja online ou presencial”, sublinha Vasco Severo, Diretor Geral do Mundo Ageas.

 

Enciclopédia digital detalha origem e composição de todos os alimentos no mercado
A GS1 Portugal e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) assinaram, dia 4 de novembro, um Memorando de...

Esta parceria permitirá reforçar a disponibilização de informação sobre produtos alimentares no mercado português, sobretudo referente aos dados nutricionais, a consumidores, profissionais de saúde, produtores e distribuidores. As Entidades manifestaram ainda a intenção de desenvolver e aprofundar a colaboração através de outras atividades, como sejam a realização de ações de formação e partilha de conhecimentos.

Além de poder permitir a expansão da Base de Dados da Composição de Alimentos e de criar mecanismos de eficiência entre elos da cadeia do produto, o presente Memorando permitirá reforçar a capacidade de consulta e monitorização das características nutricionais dos alimentos, possibilitando a produção de dados e estatísticas, bem como a difusão de informações importantes para a prevenção e promoção da saúde da população.

Coordenado pelo Departamento de Alimentação e Nutrição do INSA, o PortFIR – Plataforma Portuguesa de Informação Alimentar (http://portfir.insa.pt/) - tem como objetivo a implementação de redes nacionais de conhecimento e partilha de dados nas áreas da nutrição e segurança alimentar, integrando um portal que inclui bases de dados sustentáveis e de qualidade reconhecida sobre Composição de Alimentos (engloba a Tabela da Composição de Alimentos), Contaminação de Alimentos e Consumos Alimentares.

A GS1 Portugal é, deste modo, uma parceira estratégica do INSA em atividades conducentes ao incremento da disponibilidade de dados da composição de alimentos na Plataforma PortFIR e à divulgação da mesma.

O PortFIR visa ainda ser um espaço de espaço de diálogo, cooperação e partilha de recursos e informação com entidades públicas e privadas da área da alimentação, nutrição, saúde e segurança alimentar, com o objetivo comum de produzir e gerir informação fiável, permitindo atualizar continuamente a Tabela Portuguesa da Composição de Alimentos, suportar estudos e decisões com impacto na saúde pública, gerir o benefício/risco associados à alimentação e partilhar informação com os seus membros/stakeholders e entidades e organismos nacionais e internacionais.

O Diretor Executivo da GS1 Portugal, João de Castro Guimarães, destacou a importância desta iniciativa enquanto “expressão da relevância e dos benefícios de uma gestão rigorosa da qualidade de dados e da respetiva interoperabilidade, com impacto significativo na visibilidade da cadeia alimentar, sobretudo, na promoção de uma alimentação saudável e na gestão adequada de patologias específicas”.

Fernando de Almeida, Presidente do Conselho Diretivo do INSA, mostrou-se satisfeito com a assinatura do memorando, sublinhando que “quem tem informação tem poder”, permitindo a plataforma PortFIR “partilhar informação relevante nos domínios da alimentação, nutrição, saúde e segurança alimentar”.

Integração da componente física nos programas de reabilitação é essencial
Quando trabalhamos com pessoas que sofrem de doenças mentais, mais do que estudar a correspondência

Sou licenciada em Ciências do Desporto e, desde cedo, percebi que esta área vai muito além de praticar desporto, saber regras ou trabalhar para ter um corpo perfeito. Segundo os mais recentes artigos publicados na prestigiada plataforma digital PubMed®, “a inatividade física contribui para cerca de 5 milhões de mortes em todo o mundo” (la Rosa, Olaso-Gonzalez, et al). Quando falamos em doenças mentais, este número pode ainda ganhar maior expressão.

A prática física pode ser um importante aliado para retardar o impacto negativo que as doenças mentais provocam a nível cognitivo. São vários os estudos que concluem que manter as pessoas fisicamente ativas, mais ou menos uma hora por dia e o maior número de dias possível, tem benefícios significativos na função cognitiva. De uma forma muito simples, o exercício físico aumenta o ritmo cardíaco, faz com que circule mais sangue no nosso corpo e, tão importante, no nosso cérebro. Essa ativação sanguínea vai ter impacto na forma como as diferentes partes do cérebro se vão ativando para cumprir determinado exercício. Esse é o nosso objetivo! Fazer com o que cérebro esteja ocupado a cumprir uma missão que mexe com as diferentes partes. É como se uma campainha tocasse na nossa cabeça e nos ajudasse a manter concentrados, focados e empenhados em cumprir determinado exercício. A par de toda a função cerebral, o exercício físico convida o nosso organismo a produzir hormonas que ajudam a manter o equilíbrio entre o corpo e a mente. Muitas vezes ouvimos falar da dopamina, que provoca sensação de prazer e aumenta a motivação; a ocitocina para nos ajudar a melhorar o humor, as relações sociais e diminuir a ansiedade; a serotonina, que auxilia na hora de dormir e de relaxar; e, não menos importante, a endorfina, conhecida como a hormona da felicidade. Todas estas hormonas em funcionamento traduzem-se em benefícios imediatos e bem visíveis. Ao analisarmos as diferenças ao longo do tempo, percebemos melhorias significativas ao nível da motricidade, do equilíbrio, da propriocetividade e da coordenação. Podemos acrescentar a não menos importante componente lúdica, que promove o gasto de energia, ocupa o tempo de forma saudável e providencia as relações sociais que são diretamente afetadas na doença mental.

Muitos artigos científicos recomendam a integração da componente física nos programas de reabilitação e acompanhamento de utentes com doenças mentais. É exatamente isso que fazemos na RECOVERY IPSS: promovemos a saúde física e a saúde mental através do seu equilíbrio.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
“Digital Health: Melhorar a experiência dos serviços digitais de saúde”
Como utilizam os portugueses os serviços digitais de Saúde? Quais os grandes desafios e oportunidades que se colocam ao setor,...

Numa iniciativa conjunta do MUDA – Movimento pela Utilização Digital Ativa, da Roche e da Deloitte, estará a debate a forma como se pode melhorar a experiência e a adoção dos serviços digitais na área da Saúde.

No decorrer da sessão, serão apresentados dois estudos sobre a adoção dos serviços digitais de saúde em Portugal, da responsabilidade da Deloitte e da GFK.

Para além da participação de mais de 15 peritos nas áreas digital e da saúde, que irão debater as novas soluções, aplicações e serviços digitais ao dispor dos utentes e doentes crónicos, o evento contará com a presença do Secretário de Estado da Transição Digital, André de Aragão Azevedo.

A sessão pode ser acompanhada online em: https://evento.muda.pt/

Para o MOVA, a vacinação deve ser uma prioridade em todas as fases da vida
Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, esta época gripal deverá ser particularmente grave, especialmente...

No Dia Mundial da Pneumonia, o MOVA – Movimento Doentes Pela Vacinação lembra que a Pneumonia pode deixar sequelas irreversíveis ou mesmo levar à morte. Reforça a importância de apostarmos na sua prevenção através da vacinação antipneumocócica, um ato com ganhos quantitativos e qualitativos, transversais à sociedade. Investir na vacinação individual é também investir em saúde pública, prevenir internamentos e contribuir para a diminuição do recurso aos serviços de saúde, nesta fase, sobrecarregados.

A estatística mostra que a interação entre o vírus da Gripe e o pneumococo – a bactéria responsável pela maioria dos casos de Pneumonia – aumenta em dezenas de vezes o risco de contrairmos a doença. Num ano em que se espera um agravamento da gravidade dos casos de Gripe, devemos estar particularmente atentos e proteger-nos também contra a Pneumonia, uma doença grave e potencialmente fatal. Apesar de ser prevenível através de vacinação, a Pneumonia ainda mata, todos os dias, uma média de 13 pessoas no nosso país. 4,2% da mortalidade ocorrida em 2019, segundo o INE.

“Trabalhamos diariamente para alterar esta tendência – sobretudo porque a maioria dos casos pode ser evitada. Contrair uma Pneumonia é sempre grave, qualquer que seja a altura do ano, mas se a contrairmos em pleno pico de Gripe e em contexto de pandemia, será francamente pior. Não devemos arriscar. Façamos a nossa parte, apostando na vacinação”, afirma Isabel Saraiva, fundadora do MOVA.

Para assinalar o Dia Mundial da Pneumonia, o MOVA reforça que devemos ter especial atenção aos mais propensos a contrair a doença: as crianças pequenas, as pessoas com mais de 65 anos, e os adultos portadores de doenças crónicas como diabetes, asma, DPOC, outras doenças respiratórias crónicas, doença cardíaca, doença hepática crónica, doentes oncológicos, portadores de VIH e doentes renais.

A Pneumonia pode deixar sequelas permanentes, que reduzem drasticamente a qualidade de vida de quem a contraiu. Bronquiectasias (deformação dos brônquios) e compromisso da função pulmonar são apenas dois exemplos, tal como a permanência de tosse, expetoração ou falta de ar. Podemos evitar grande parte das Pneumonias e respetivas sequelas através de vacinação.

Para o MOVA, a vacinação deve ser uma prioridade em todas as fases da vida. No caso particular da Pneumonia, a vacinação antipneumocócica está recomendada pela Direção Geral da Saúde a todos os adultos com idade igual ou superior a 65 anos e a todos os adultos pertencentes aos grupos de risco – idosos, pessoas com doenças crónicas como diabetes, asma, DPOC, outras doenças respiratórias crónicas, doença cardíaca, doença hepática crónica, doentes oncológicos, portadores de VIH e doentes renais.

A vacina é gratuita para as crianças e alguns segmentos de adultos, para quem já se encontra em PNV, e é parcialmente comparticipada pelo estado para a restante população. A sua eficácia está comprovada em todas as faixas etárias, incluindo na prevenção das formas mais graves da doença.

A proteção dos grupos de risco através de imunização é uma das grandes causas do Movimento Doentes pela Vacinação. Composto por especialistas e associações de doentes, o movimento de cidadania apela à acessibilidade da vacina a pessoas que se encontrem em situações de maior fragilidade.

2º Update de Diabetes
É já nos próximos dias 11 e 12 de novembro, a Unidade de Diabetes da Cuf Descobertas em conjunto com a CUF Academic Center,...

O encontro é dirigido a médicos de Medicina Geral e Familiar, médicos de todas as especialidades, internos de Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna e Endocrinologia, enfermeiros, nutricionistas e profissionais de saúde com especial interesse na área da diabetes e conta com um programa de dois dias, entre as 14h30 e as 18h30.

No primeiro dia, as atividades têm início com a abordagem multidisciplinar da diabetes tipo 1 no adolescente, seguindo-se o painel A olhar para o futuro que vai destacar o presente e o futuro das insulinas, a diabetes tecnológica e a importância da motivação no controlo metabólico. Já no segundo dia do encontro, a 12 de novembro, os temas a serem analisados centram-se da Diabetes e síndrome cardiorenal que se vai centrar na diabetes, no rim e na doença renal crónica, e o painel Risco cardiovascular que vai olhar para a idade vascular e a diabetes e a abordagem individualizada da dislipidemia e risco cardiovascular.

Com organização a cargo da CUF Academic Center, esta academia assegura uma oferta diferenciada nas áreas de Formação, Ensino, Investigação e Simulação em Saúde através de uma abordagem transversal, e em permanente atualização, que garante aos profissionais de saúde um desenvolvimento sustentado das suas competências, com vista à melhoria contínua na prestação de cuidados de saúde.

A Dra. Carolina Neves, da comissão organizadora do 2º Update de Diabetes, refere que “o tratamento da diabetes é, hoje, um desafio de atualização científica para os profissionais de saúde. Convidamos os colegas a participar e conhecer a evidência mais recente sobre as novas terapêuticas e tecnologias que vieram mudar o paradigma da abordagem da diabetes no Update em Diabetes do Hospital Cuf Descobertas, nos dias 11 e 12 de novembro."

O 2º Update de Diabetes tem o apoio da Abbott, Astrazeneca, Bial, Boehringer Inglheim, Lifescan, Lilly, Mundipharma, Novo Nordisk e Tecnimede.

Especialistas são convidados a partilhar conselhos com os doentes
O projeto “Na Bexiga Mando Eu”, que visa sensibilizar a população em geral e os doentes para a incontinência urinária (IU) e...

Com o intuito de disponibilizar uma nova plataforma digital apelativa e dinâmica para a população e para os doentes, esclarecendo as suas principais dúvidas, o projeto “Na Bexiga Mando Eu”, que tem o apoio da Astellas Farma, explora no seu canal de Youtube, com o contributo de diversos especialistas convidados, vários aspetos úteis sobre a IU e a BH, tais como o dia a dia do doente, os sintomas, os tipos de incontinência urinária, o diagnóstico, os tratamentos possíveis e ainda dicas dos especialistas.

“Esta plataforma é mais um veículo essencial para promover a informação sobre um problema de saúde que está subvalorizado e que merece ser desmistificado. Acreditamos que dessa forma muitos doentes possam recuperar qualidade de vida”, refere Filipe Novais, diretor geral da Astellas.

Se, por um lado, a falta de informação por parte dos doentes, cuidadores e prestadores de saúde é uma das principais causas para a desvalorização dos sintomas, por outro, o sentimento de vergonha e a noção errada de que é “um problema da idade”, contribuem para o atraso no diagnóstico. 

A BH é uma condição que consiste numa contração ou espasmo involuntário e repentino do músculo da parede da bexiga, mesmo quando esta contenha um volume reduzido de urina. A necessidade frequente, intensa e urgente de urinar, assim como a noctúria (acordar uma ou mais vezes durante a noite para urinar) e a possível IU, fazem parte dos principais sintomas desta condição.

A prevalência da BH aumenta significativamente com a idade, particularmente a partir dos 40 anos, afetando tanto homens como mulheres. Apesar de não ser uma doença fisicamente incapacitante, dolorosa ou fatal, pode impactar a qualidade de vida dos doentes, levando por vezes à depressão ou ao isolamento.   

Com efeito, em caso de sintomas o doente deve procurar ajuda junto do seu médico de família ou urologista, de forma a conseguir um diagnóstico rápido e o melhor tratamento possível. Para informação mais completa sobre a BH consulte o site: https://www.nabexigamandoeu.pt/

“Desafios e Oportunidades do Sistema de Saúde Português”
Despesa global em saúde em Portugal atingiu os 9,6% do PIB em 2019, situando-se acima da média de 8,8% da OCDE. No entanto, a...

A Fundação Farmafactoring lança hoje o estudo “Desafios e Oportunidades do Sistema de Saúde Português” que reflete sobre os principais dados em saúde que marcam o modelo organizativo e de gestão da saúde em Portugal.

Em estreita colaboração com a Fundação Farmafactoring, o BFF Banking Group – banco europeu líder em serviços financeiros especializados de gestão e aquisição sem recurso de créditos comerciais sobre as Administrações Públicas, securities services e gestão de pagamentos -  promove este caderno de investigação no âmbito do seu compromisso com a divulgação de conteúdos, investigações e atividades que têm um impacto direto sobre as empresas e o funcionamento do sistema público, de modo a potenciar um debate de âmbito internacional para a partilha de melhores práticas em gestão da saúde  na Europa.

Este relatório conta assim com a coordenação científica do Professor Vicenzo Atella, e foi desenvolvido em colaboração com Eduardo Costa, economista e investigador da Nova SBE Health Economics & Management Knowledge Center e Research Fellow na Lancaster University.

O estudo debruça-se sobre quatro eixos de análise: as características-base da construção do sistema de saúde português; modelo de financiamento e sustentabilidade financeira do SNS; reformas necessárias ao sistema e, por último, uma reflexão sobre os mais atuais desafios do sistema de saúde em Portugal.

Vicenzo Atella, coordenador científico da Fundação Farmactoring, comenta a propósito do estudo: “É importante olharmos criticamente para os vários modelos de gestão em saúde na Europa para entendermos quais as reformas estruturais necessárias para fazer face aos presentes desafios. Na Fundação Farmafactoring dedicamo-nos precisamente a construir estas análises e estudos com vista a apoiar a sociedade, os centros de decisão e os stakeholders a desenvolverem planos de reforma eficientes”.

Sobre o estado da saúde em Portugal, o investigador Eduardo Costa, acrescenta: “Ao longo das últimas décadas, o sistema de saúde português permitiu uma extraordinária evolução ao nível dos indicadores de saúde. Apesar disso, o sistema de saúde português enfrenta hoje desafios significativos ao nível da sua organização e do seu financiamento. O acesso a cuidados de saúde é ainda um desafio, a par do equilíbrio entre o SNS e o setor privado (lucrativo ou não lucrativo). Neste estudo descrevemos e contextualizamos os desafios que o sistema de saúde português enfrenta e discutimos potenciais oportunidades para robustecer o sistema de saúde do futuro.”

No que diz respeito ao investimento em saúde em Portugal, Nuno Francisco, Head of Portugal do BFF Banking Group, destaca: “Contamos com um serviço nacional de saúde que tem imenso potencial de evolução e de desenvolvimento. Contudo, é fundamental entender o investimento em saúde pública como eixo fundamental do desenvolvimento social e humano e reforçar a capitalização deste sistema, apresentando mais e melhores recursos.”

A publicação do presente caderno de investigação precede a comunicação oficial do estudo internacional comparativo dos vários sistemas de saúde na Europa que será lançado a finais de novembro de 2021. Este projeto é uma investigação do BFF Banking Group - comissionada à Fundação Farmafactoring - para uma análise detalhada das principais tendências em saúde nos países em que o Grupo bancário opera. Este projeto terá este ano a sua 3ª edição.

Dias 25, 26 e 27 de novembro
O Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral (NEDVC) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) vai realizar o seu...

Com a apresentação de Comunicações Científicas (com Sessão de Posters), reservada para o primeiro dia, a conferência “Guidelines no tratamento do AVC - O que há de novo" marca o arranque de um conjunto de conferências, simpósios e discussões científicas que vão realizar-se, durante dois dias, com vista a refletir sobre prevenção, avaliação e tratamento da doença vascular cerebral.

Destaque para a palestra “Cuidados pré-hospitalares – Onde tudo começa”, que vai trazer um olhar sobre estratégias de orientação do doente com AVC agudo e também a importância da Unidade móvel de AVC na realidade nacional e “Complicações tardias do AVC – Prioridade à Reabilitação” vai, por sua vez, esboçar uma leitura no que respeita a alterações cognitivas pós-AVC e complicações tardias do AVC.

Na sessão Prós-Contras serão discutidos dois temas fulcrais: a terapêutica endovascular na trombose da basilar e a estratégia antitrombótica na disseção arterial.

O segundo dia termina com a mesa-redonda sobre “Particularidades no Tratamento da Doença Vascular Cerebral” olhando a temáticas como o AVC na grávida, AVC na criança/jovem, AVC e infeção e AVC na doença renal crónica terminal.

No último dia de congresso, médicos especialistas na patologia vascular cerebral vão debruçar-se sobre os Fatores de Risco Vascular, abordando temáticas como “Tratamento da Diabetes. Objetivo: Controlo glicemia ou prevenção de eventos vasculares? e “Dislipidemia. Tratamento: Como, quem, valor alvo”.

Naquele que será um “Encontro com Especialista” discutir-se-á o papel dos cuidados paliativos no doente com AVC e as complicações da trombectomia mecânica no tratamento do AVC agudo.

Na Mesa Redonda, intitulada “Dúvidas na abordagem do doente com AVC”, os médicos internistas vão por sua vez falar sobre Encerramento do apêndice auricular; Hipocoagulação no FOP; Terapêutica na carótida web e Hipocoagulação no idoso.

O impacto da pandemia de Covid-19 será também analisado em “O que aprendemos com a Pandemia: O que mudou no tratamento do doente com AVC agudo e Risco AVC nos doentes com COVID 19. E com as vacinas?”.

Durante o Congresso serão ainda atribuídos os Prémios do NEDV constituídos por estágios em centros de referência Europeus, Oxford, Madrid e Barcelona, respetivamente. AVC e investigação clínica–estágio 3M Oxford, Reino Unido; AVC e investigação básica–estágio 3M Madrid, Espanha; Prémio Mérito Inovação e Dinamismo–estágio 3M em Barcelona, Espanha;

Inscrições no Congresso e nos cursos disponíveis online: www.spmi.pt/nucleos/nedvc ou www.its-comunicacao.pt.

Descarbonização, sustentabilidade, economia circular e indústria
O CTCV organiza a quarta edição das Jornadas Técnicas da Cerâmica, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, de 16 a 19 de...

O programa das jornadas vai trazer à discussão tópicos fundamentais para o futuro empresarial do setor da cerâmica. Temas como a descarbonização, a economia circular e a indústria 4.0 serão as prioridades do debate sobre a indústria.

A iniciativa vai contar com mais de meio milhar de participantes, incluindo entidades governamentais e grandes empresários do setor. O Secretário de Estado da Energia, João Galamba, fará parte dos intervenientes da mesa redonda onde se procurará compreender como se poderá enfrentar os desafios da descarbonização da indústria em Portugal. Renaud Batier, Diretor Geral da Cerame-Unie – Associação Europeia da Indústria Cerâmica - também estará presente e apresentará, por videoconferência de Bruxelas, o novo Plano Estratégico para a Indústria Cerâmica 2050, ao nível europeu.

A Sociedade Espanhola de Cerâmica e Vidro vai ainda dar nota de como está a indústria espanhola a responder à subida dos preços da Energia e aos desafios da Descarbonização.

A redução das fontes de emissão de CO2 ou dos consumos energéticos é um dos desafios mais críticos e mais complexos na indústria do setor cerâmico. Segundo Jorge Marques dos Santos, Presidente do Conselho de Administração do CTCV, “é urgente apostar em novas formas de energia, adotar práticas efetivas de eficiência energética, matérias-primas ou novos produtos com adoção de processos de cozedura que impliquem menores consumos. A redução dos impactes ambientais, através de simbioses industriais e outras práticas de economia circular e ecodesign, bem como o controlo e redução no consumo de matérias-primas primárias, privilegiando a procura de soluções alternativas que promovam a incorporação de outros recursos ou subprodutos, que não comprometam a qualidade dos produtos cerâmicos, deverá ser outra das áreas de desenvolvimento tecnológico do setor”, refere o responsável.

Num período que se prevê que seja de recuperação da economia, com o lançamento de instrumentos financeiros de apoio como o PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, os custos energéticos e as metas de descarbonização trazem preocupações acrescidas às empresas. Mas a redução de consumos, ou as metas da descarbonização, não são os únicos fatores de competitividade. A aposta em novos produtos, novos processos, utilização de subprodutos ou recurso a simbioses industriais, bem como as novas abordagens ao mercado e a ligação a entidades do sistema de I&D, são fatores que reforçam a competitividade das empresas.

A sessão de abertura terá lugar no dia 18 de novembro, pelas 09h30, e conta com a presença do presidente da Câmara Municipal de Aveiro, José Ribau Esteves, e do secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Neves.

 

Estudo da Universidade Portucalense durante confinamento
A avaliação dos níveis de burnout dos trabalhadores temporários revelou uma baixa realização pessoal (65,2% dos inquiridos),...

O estudo “Saúde mental dos trabalhadores temporários durante a COVID-19” utilizou dados recolhidos numa amostra de 2.050 trabalhadores temporários portugueses, recolhida em março de 2021, período de novo confinamento em Portugal.

O burnout é uma síndrome de exaustão emocional, de despersonalização e de perda de realização pessoal.  65,2% dos inquiridos apresentam uma elevada perda de realização pessoal (sentimento de insucesso profissional), mas baixos níveis (10,2%) de exaustão emocional (esgotamento emocional traduzido por um grande cansaço no trabalho, acompanhado de uma sensação de vazio e pela dificuldade em lidar com as emoções dos outros) e baixos níveis (5,2%) de despersonalização (atitude mais distanciada) apesar da precaridade contratual vivenciada por estes trabalhadores.

Neste mesmo estudo, os investigadores do REMIT concluíram ainda que, apenas 25,7% dos trabalhadores temporários apresentam níveis elevados de engagement (estado mental positivo pelo trabalho realizado). O engagement foi medido pelas suas três dimensões, tendo os inquiridos apresentado baixos níveis (34,8%) de vigor (níveis de energia e resiliência mental durante o trabalho), baixos níveis (32,6%) de dedicação (entusiasmo, inspiração e orgulho no trabalho) e baixos níveis (25,6%) de absorção (nível de foco e imersão positiva no trabalho). Níveis baixos de engagement conduzem, habitualmente, a baixa satisfação profissional e produtividade, e elevado absentismo e rotatividade.

Portugal ocupa a 6ª posição na lista dos países da União Europeia (UE) com maior utilização de contratos de trabalho temporários em 2020, segundo os dados da Eurostat divulgados em maio deste ano. De acordo com os dados do PORDATA, em 2020, existiam 699,6 mil portugueses com contratos temporários de trabalho, menos 16% que em 2019, sendo que esta diminuição se deveu ao elevado desemprego destes trabalhadores motivado pela pandemia.

50,1% dos inquiridos são mulheres e 50,2% têm menos de 30 anos. A maioria dos inquiridos têm filhos (53,1%) e são maioritariamente residentes nas regiões de Lisboa (32,8%), norte (30,5%) e centro (20,9%) de Portugal. 67% dos inquiridos são trabalhadores temporários no sector industrial. Em termos de duração do último/atual contrato de trabalho, 53,4% dos inquiridos referiu que o contrato foi/é superior a 6 meses.

Opinião
O Dia Mundial da Diabetes é assinalado, anualmente, a 14 de novembro.

Estes números são devidos, sobretudo, aos hábitos sedentários e à má alimentação, sendo a obesidade uma das causas mais associadas a esta patologia.

Portugal é, de entre os países europeus, aquele que regista uma das mais elevadas taxas de prevalência da Diabetes, sendo que cerca de 13,3% da população portuguesa entre os 20 e os 79 anos de idade tem diabetes, o que corresponde a mais de um milhão de indivíduos, de acordo com os últimos dados do Observatório Nacional da Diabetes. O mais grave ainda, é que existem muitos diabéticos que desconhecem que o são, o que vai condicionar o aparecimento de complicações da doença não controlada, aumentando o risco de morte prematura e diminuindo a qualidade de vida.

Atualmente, não existem números muito recentes sobre a diabetes, mas é expectável que a crise de saúde pública devida à pandemia COVID-19 tenha agravado o número de casos de diabéticos não diagnosticados. Estima-se que, em Portugal, cerca de 20 mil pessoas possam não ter tido acesso às condições para um diagnóstico precoce da patologia.

Igualmente e de acordo com o Relatório Anual de Acesso a Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e Entidades Convencionadas 2020, não só houve menos novos casos de diabetes diagnosticados, mas, também, diminuição no rastreio da retinopatia diabética e redução nas consultas do pé diabético.

Também é preocupante que neste período, o número de internamentos por condições agudas da diabetes tenha aumentado e que milhares de consultas e tratamentos tenham sido adiados, o que, a médio e longo prazo, poderá ter consequências graves na saúde dos doentes.

Percebendo a dificuldade de acesso dos doentes aos cuidados de saúde durante a pandemia, foi criado um serviço de linha telefónica pelo Núcleo de Diabetes Mellitus da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), pela Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM) e pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD), com o objetivo de proporcionar informações sobre “Covid-19 e Diabetes”. Este serviço foi muito útil no apoio às pessoas com diabetes e recebeu, só num espaço de dois meses, mais de 500 telefonemas de cuidadores, familiares e doentes com diabetes. 

Assim, é bem apropriado o tema escolhido pela Federação Internacional da Diabetes para comemorar o Dia Mundial da Diabetes no período 2021-2023 que foca o acesso aos cuidados para a diabetes pois, mesmo sem a pandemia, ainda existem milhões de pessoas no mundo que não têm os cuidados de saúde que necessitam.

Este ano, o Dia Mundial da diabetes é ainda mais simbólico, pois associa-se à comemoração dos 100 anos da descoberta da insulina, que surgiu da investigação conjunto de Frederick Banting e Charles Best, em 1921.

É não só fundamental proporcionar às populações o acesso fácil aos cuidados de saúde, mas, também, ter os meios para que a diabetes seja diagnosticada e tratada precocemente. A sua prevenção tem por base as campanhas de sensibilização e de prevenção junto das populações, fornecendo as ferramentas para as alterações ao estilo de vida, com o objetivo de atingir e manter um peso saudável, uma atividade física adequada e uma dieta equilibrada que evite os açúcares e as gorduras saturadas. Estas medidas podem ser muito eficazes na prevenção a diabetes tipo 2 e no atraso no aparecimento das suas complicações.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Ferramenta eletrónica já está presente em cinco unidades de mama
A Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) tem como objetivo expandir o projeto “Breast SPS”, uma plataforma digital de registo...

A iniciativa “Breast SPS” foi criada em 2017 e surgiu para dar resposta à necessidade identificada pela SPS em melhorar e harmonizar os sistemas de informação em cancro da mama no país. Através de um protocolo de parceria com a Virtual Care, em 2018, este projeto tem mantido o seu desenvolvimento, apesar da desaceleração provocada pela pandemia.

“As suas vantagens na área de certificação e o seu potencial na agregação de dados oferece-nos a oportunidade em ir mais além na investigação do cancro da mama. Os dados integrados na plataforma digital são fundamentais para que possamos refletir, analisar, investigar e olhar para o futuro. São um motor de desenvolvimento e de mudança e, ainda que esteja patente uma qualidade bastante elevada da atividade assistencial em cancro da mama em Portugal, na nossa perspetiva, era excelente que pudéssemos falar numa só voz e trabalhássemos em conjunto futuramente”, afirma Paulo Cortes, elemento da direção da SPS e gestor do projeto.

A ferramenta eletrónica permite fazer uma gestão, em ambiente interdisciplinar, do percurso do doente, desde o diagnóstico até à decisão do tratamento e seguimento, permitindo a análise de métricas de qualidade e desempenho, garantindo o rigor, a exaustividade e a confidencialidade das informações.

Atualmente, a “Breast SPS” encontra-se em funcionamento ou em processo de desenvolvimento em cinco das vinte unidades de mama existentes em Portugal: Lusíadas, Santarém, Évora, IPO Coimbra e Braga. Este ano, foram ainda aceites as candidaturas de outras duas unidades, Centro Hospitalar do Algarve e do Hospital de Setúbal e espera-se que até final do ano mais unidades formalizem a sua candidatura.

 

16 de novembro
A Angelini Pharma Portugal organiza pelo 12.º ano consecutivo os Angelini University Award (AUA!), uma iniciativa dirigida a...

A Conferência “Reflexões AUA! Como será o futuro pós pandemia” conta com a participação de Graça Freitas, Diretora Geral da Saúde, do especialista Daniel Sampaio, escritor e psiquiatra, que abordará o tema a pandemia e a saúde mental trazendo para o debate a sua experiência pessoal de infeção pelo SARS-CoV-2.

Durante a conferência vai também ser apresentado um estudo sobre “Necessidades não atendidas e soluções para crises em saúde em Portugal”, que levará a um debate de especialistas com a participação de Miguel Guimarães, Bastonário da Ordem dos Médicos (OM); Nuno Jacinto, Presidente Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e Luís Madeira, Vice-presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental.

A Cerimónia de Entrega de Prémios, a decorrer durante a tarde, conta com o anúncio dos dois trabalhos vencedores da 12.ª edição dos AUA!, que vão receber um prémio no valor de 10.000€ (1º) e de 5.000€ (2º prémio). Do painel de jurados da edição de 2021 fazem parte: Ana Paula Martins, Bastonária da Ordem dos Farmacêuticos; Miguel Guimarães, Bastonário da OM; Miguel Telo de Arriaga, Chefe da Divisão de Literacia, Saúde e Bem-Estar da Direção Geral de Saúde e Miguel Xavier, Subdiretor Presidente do Conselho Científico e Professor Catedrático da Nova Medical School.

Serão distinguidos projetos na área da saúde, relacionados com o tema deste ano, com aplicabilidade prática e que permitam gerar inovação e promover o empreendedorismo jovem. Simultaneamente será entregue o Prémio de Jornalismo, no valor de 2500€, atribuído ao melhor trabalho jornalístico que, ao longo deste ano, se tenha dedicado à temática das soluções de crises em saúde.

O Angelini University Award! já realizou 11 edições e ao longo destes anos já reuniu 689 inscrições, 2320 participantes (estudantes, docentes e especialistas) e 476 projetos submetidos.

Esta é uma iniciativa promovida pela Angelini Pharma que pretende criar oportunidades para os participantes colocarem em prática os seus conhecimentos académicos, aplicados a um projeto próximo da realidade empresarial e social.

37.º Congresso de Pneumologia
Vai decorrer, entre os dias 11 e 13 de novembro, o 37.º Congresso de Pneumologia. Depois de no ano anterior ter sido realizado...

“O retornar à presença física, podermos estar juntos, trocar ideias e projetos, retomar a proximidade será certamente um momento memorável e emotivo. Espero que seja um feliz reencontro para todos e que o Congresso Nacional corresponda às expetativas científicas e de formação da generalidade dos participantes”, refere António Morais, presidente da SPP.

Na definição do programa a SPP manteve uma linha que já tem sido habitual com a abertura a outras especialidades médicas, não só com a Medicina Geral e Familiar, mas também, como refere o presidente da sociedade, com “investigadores com quem queremos colaborar e os outros profissionais de saúde, que trabalham connosco todos os dias e consequentemente deverão ter um espaço no congresso para discutir entre si e com os outros profissionais a sua visão no contexto da Pneumologia”. Na edição deste ano também os doentes respiratórios – “o objeto principal de todo o nosso esforço” – vão ter o seu espaço no programa.

Perante o contexto dos últimos dois anos, com a atividade dos médicos pneumologistas a ser bastante marcada pela pandemia por COVID-19, esta patologia continua a ter o seu lugar no programa, no entanto, haverá ainda lugar à discussão dos avanços em áreas como a asma, DPOC, pneumonia, gripe, cancro do pulmão, entre outras doenças do foro respiratório.

Este evento será também o 3.º Congresso Luso-PALOP de Pneumologia, cumprindo o objetivo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia de um estreitamento de relações com todos os países de expressão portuguesa e um conhecimento aprofundado da sua realidade.

Consulte aqui o programa do 37.º Congresso de Pneumologia.

 

 

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