Estudo
Investigadores da Johns Hopkins Medicine (Estados Unidos) publicaram na revista científica JCI Insight os resultados de um...

O estudo mostrou que os anticorpos da SARS-CoV-2 foram metabolizados de forma semelhante em crianças de todas as idades e pesos.

"Mesmo quando uma vacina SARS-CoV-2 estiver disponível para todas as idades, haverá algumas crianças imunocomprometidas que não conseguirão obter uma resposta imunológica suficientemente robusta da vacina, por isso é incrivelmente importante que estudemos todas as terapias possíveis para as tratar", disse Oren Gordon, principal autor do artigo.

O plasma convalescente tem sido usado para fornecer anticorpos naturalmente gerados contra o vírus a pessoas de alto risco, relata a Europa Press.

 

Projeto EU NAVIGATE tem a duração de cinco anos
Uma intervenção inovadora para doentes oncológicos mais velhos, que conta com um “navegador” para fazer a ponte entre o sistema...

O projeto, designado “EU NAVIGATE – Implementação e avaliação da intervenção de navegação para pessoas mais velhas com cancro e seus cuidadores familiares: um ensaio clínico randomizado pragmático e internacional”, vai ser realizado por um consórcio que junta equipas de investigadores da Bélgica (país coordenador), Holanda, Irlanda, Itália, Polónia e Portugal.

Em Portugal o estudo é coordenado por duas especialistas em cuidados paliativos da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), Bárbara Gomes e Maja de Brito, que integram os centros de investigação Institute for Clinical and Biomedical Research (ICBR) e Center for Innovative Biomedicine and Biotechnology (CIBB). Participa também Vítor Rodrigues, docente da FMUC e atual presidente do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro, instituição que vai ter um papel importante na formação e coordenação dos “navegadores”.

Genericamente, o projeto traduz-se num programa de acompanhamento de doentes oncológicos mais velhos, com 70 ou mais anos de idade, e da sua família «ao longo da trajetória da doença, incluindo o fim de vida, por uma pessoa – nomeada “navegador” – que não faz parte da equipa clínica do doente, que pode ou não ser um profissional de saúde (pode ser um voluntário), e que tem como objetivo identificar as necessidades do doente e da família e ajudar a que essas necessidades sejam supridas com os apoios existentes, em colaboração com os profissionais de saúde, outros técnicos profissionais e a comunidade local», explicam as coordenadoras da equipa portuguesa.

«O objetivo desta navegação é promover a qualidade da vida e o bem-estar do doente e da família, bem como reduzir o sofrimento relacionado com saúde. O “navegador” visa também capacitar os doentes e os seus familiares para que o acesso aos cuidados de saúde, apoio social e outros recursos aconteça atempadamente e seja equitativo. Interessa-nos acompanhar o doente ao longo de toda a trajetória da doença, assegurando uma continuidade dos cuidados», destacam.

Para avaliar os impactos da intervenção, tais como o processo de implementação, efetividade e custo-efetividade, vai ser realizado um ensaio clínico nos seis países que participam no estudo, envolvendo 532 doentes e os seus cuidadores familiares. Em Portugal participam 89 doentes.

O grande objetivo do projeto, de acordo com Bárbara Gomes e Maja de Brito, é «reduzir a carga sintomática (física e psicossocial), melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos doentes mais velhos com cancro e dos seus familiares. Gostaríamos de ver os doentes e as suas famílias mais capacitados e confiantes na tomada de decisão e comunicação com os profissionais de saúde».

«Com base em evidência prévia que mostra que este tipo de intervenções retira barreiras no acesso a cuidados, esperamos que o acesso a cuidados de suporte, cuidados de sobrevivência, cuidados paliativos e cuidados em fim de vida seja mais precoce, melhor em termos de qualidade e mais igualitário», acrescentam.

As investigadoras referem ainda que, do ponto de vista científico, esta investigação vai «gerar evidência sobre o modelo de cuidados pensado especificamente para as pessoas mais velhas com cancro, centrado no doente e na sua família. Trabalharemos para que este modelo seja eficaz e transferível a diferentes sistemas de saúde no contexto europeu».

Tendo em conta que a Europa «é um continente envelhecido e sabendo-se que o número de doentes com cancro com 70 ou mais anos de idade está a aumentar, no nível da sociedade, pensamos que o projeto tem potencial para melhorar a qualidade da vida num grupo de doentes que está a crescer em número e apresenta necessidades acrescidas, agravadas pela pandemia, muitas não atendidas, em comparação com doentes mais novos», concluem.

O projeto EU NAVIGATE tem a duração de cinco anos e foi aprovado com pontuação máxima no âmbito de um concurso lançado pelo “Cluster Saúde do Horizonte Europa”, um programa da União Europeia para o financiamento da investigação e inovação.

Aconselhado o uso de máscara
O uso de máscaras ajuda a reduzir a transmissão do coronavírus limitando as emissões de gotículas e pode servir para reduzir o...

Este órgão de referência para as epidemias da União Europeia (UE) já concluiu em 2021 que existem evidências, "de baixa a moderada certeza", de que o uso de máscaras proporciona uma proteção "reduzida a moderada" contra a Covid-19, tanto para aqueles que a usam como para outras pessoas.

"Os resultados dos estudos publicados após uma análise sistemática (da evidência científica) são consistentes com esta conclusão", refere um artigo que analisa o uso de máscaras na comunidade no contexto da variante Ómicron.

Deste modo, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças exorta a "considerar" o uso de máscaras em ambientes exteriores lotados "quando o objetivo de saúde pública é limitar a transmissão comunitária e a distância física não é possível".

No interior, para reduzir a transmissão comunitária, deve considerar-se a utilização em espaços públicos fechados, como lojas, supermercados, centros de transporte (portos, aeroportos, estações de comboio e autocarros) e em transportes públicos.

Em casa, as pessoas com sintomas ou infetados com Covid-19 e aqueles com quem vivem podem considerar o seu uso, especialmente quando o isolamento da pessoa doente não é possível.

As máscaras também podem ser usadas em instalações de saúde para proteger pessoas vulneráveis, como idosos e outros com doenças subjacentes.

Este órgão também sublinha a importância do uso adequado da máscara, que deve cobrir completamente o rosto do nariz ao queixo.

 

Estudo
Os resultados de um pequeno estudo, publicado esta segunda-feira na revista académica JAMA, sugerem que os bebés nascidos de...

Os investigadores analisaram os dados de 28 bebés de seis meses, nascidos de mulheres que foram vacinadas com duas doses de uma vacina mRNA às 20 a 32 semanas de gestação, quando a transferência de anticorpos maternos para o feto através da placenta está no seu nível mais elevado, e de 12 bebés dessa idade, cujas mães foram infetadas durante esse mesmo período de tempo, e encontraram níveis detetáveis de IgG em 57% dos bebés nascidos de mães vacinadas contra apenas 8% dos bebés de mães infetadas e não vacinadas.

Não é claro o quão altos os níveis de anticorpos precisam ser para proteger contra infeções.

No entanto, "muitas partes interessadas, desde pais a pediatras, querem saber quanto tempo persistem os anticorpos maternos em bebés após a vacinação, e agora podemos dar algumas respostas", comentou Andrea Edlow, do Hospital Geral de Massachusetts.

 

Estudo
Um estudo realizado por investigadores da Ludwig-Maximilians-Universitaet, da Universidade Técnica de Munique e de Munique...

Os resultados desta investigação aplicam-se àqueles que receberam três doses de vacina, as que recuperaram da Covid -19 e receberam duas doses ou vice-versa.

O estudo envolveu 171 participantes, dos quais 98 ficaram infetados com Covid-19 na primavera de 2020 e mais tarde receberam duas doses da vacina Pfizer/BioNTech e outras 73 que também tinham sido vacinadas, mas não tinham sido infetadas.

Outra constatação do estudo foi que o grande número de anticorpos só estava fracamente correlacionado com a sua capacidade de neutralizar o vírus.

Em vez disso, o que mais importava era a capacidade dos anticorpos de se ligarem ao vírus e, assim, neutralizá-lo.

As muitas mutações da Ómicron significam que são necessários mais e melhores anticorpos para evitar a infeção.

Além disso, o estudo mostrou que uma infeção teve o mesmo efeito que uma vacina quando se tratou dos seus efeitos no sistema imunitário.

 

 

 

Impacto da doença vai além dos efeitos físicos
De acordo com uma análise da Mayo Clinic as crianças são um dos grupos que mais estão a sofrer desde o início da pandemia Covid...

Aumento dos casos de Síndrome Inflamatória Multisistémica

Nos Estados Unidos, são muitos os pais que perguntam aos pediatras se os seus filhos precisam mesmo de ser vacinados contra a Covid-19. “O que eu tenho insistido com os pais é que realmente obtivemos boas informações nos últimos dois anos (sobre os efeitos da Covid-19 nas crianças), especialmente no último ano, indicando que as vacinas são incrivelmente eficazes na prevenção de efeitos colaterais muito severos”, afirma Nusheen Ameenuddin, pediatra da Mayo Clinic

Um efeito colateral raro e sério provocado pela Covid-19 nas crianças é a síndrome inflamatória multissistémica pediátrica. A especialista afirma que entre as crianças que tiveram a síndrome inflamatória multissistémica pediátrica, quase todas não eram vacinadas.

“A vacinação, mesmo que uma criança ainda adoeça, diminui muito a probabilidade que ela fique doente o suficiente para ser hospitalizada ou morrer, o que vem acontecendo, infelizmente.”

Aumento dos problemas de saúde mental

Mesmo antes da pandemia, os desafios de saúde mental enfrentados pelas crianças eram uma grande preocupação. A psicóloga Janice Schreier afirma que a Covid-19 exacerbou ainda mais a situação.

“Temos observado um aumento nos casos de depressão e ansiedade, e os casos de transtornos alimentares aumentaram como nunca visto”, afirma a especialista.

“Apenas em 2021, observamos um aumento superior a 30% nas ocorrências de saúde mental nas salas de emergência. E as crianças a aparecer ainda mais doentes, apresentando níveis mais elevados de ideias suicidas. Demonstram mais agressividade com automutilação, taxas mais elevadas de abuso de substâncias e mais casos de transtornos alimentares.”

Segundo Janice Schreier, “os pilares da boa saúde mental, como passar tempo com os amigos, praticar atividades físicas, manter uma boa qualidade de sono e uma rotina, foram comprometidos durante a pandemia”.

Por outro lado, a especialista alerta: “Creio que um ponto que não está a receber muita atenção é que cerca de 140.000 crianças nos Estados Unidos perderam pelo menos um dos pais para a Covid-19”. “Não ter um dos pais, para o resto da vida, é um evento adverso devastador”, sublinha.

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados pouco mais de 17 mil novos casos de infeção pelo novo coronavírus e 36 mortes em território...

A região de Lisboa e Vale do Tejo e a região foram as regiões do país que registaram maior número de mortes, desde o último balanço: 11 cada, em 63. Segue-se a região Centro com 10 óbitos registados e o Alentejo com quatro.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 17.019 novos casos. A região Norte voltou a registar a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 7.608 seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 4.326 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 2.269 casos na região Centro, 564 no Alentejo e 770 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 405 infeções, e os Açores com 1.077.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 2.560 doentes internados, mais 49 que ontem. No entanto, as Unidades de cuidados intensivos têm agora menos dois doentes internados, desde o último balanço: 178.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 37.646 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 2.304.585 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 608.147 casos, menos 20.663 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 1.092 contactos, estando agora 665.534 pessoas em vigilância.

Pesquisa publicada pelo jornal BMJ Open
A pandemia Covid-19 foi, certamente, um dos eventos mais marcantes da idade contemporânea. No meio de milhões de perdas...

Para o neurocientista, biólogo e antropólogo, Fabiano de Abreu, essa relutância ou recusa pode estar relacionada com traumas de infância. “Podemos conectar com negligência, violência doméstica ou abuso de substâncias no lar onde se encontrava a criança”, aponta.

A pesquisa publicada pelo jornal BMJ Open sugeriu que a hesitação em tomar a vacina foi 3 vezes maior entre as pessoas que haviam tido 4 ou mais experiências traumáticas durante a infância. “Problemas na infância estão fortemente associados a uma saúde mental debilitada. Alguns estudos demonstram, inclusive, que maus tratos quando criança podem minar a confiança subsequente de modo geral, isso inclui a saúde e outros serviços públicos”, exemplifica.

De acordo com a pesquisa, aqueles que afirmaram ter pouca confiança ou nenhuma nas informações sobre o novo vírus ou que sentiram que as restrições do governo eram muito injustas eram também mais propensos a querer o fim  imediato dos regulamentos sobre distanciamento social e máscaras obrigatórias. “Esses também foram os que mais desrespeitaram as normas e hesitavam em se vacinar”, pontua o neurocientista.

Traumas na infância também foram associados a essa postura de provável desrespeito às normas vigentes. De acordo com o cientista, pessoas com esses traumas são conhecidas por terem comportamentos de risco em relação à saúde. “É importante compreender tais limitações, para que possa avaliar a criação de métodos para aumentar a confiança dessas pessoas nas informações disseminadas, não só para esta pandemia, como para as próximas que o mundo possa vir a enfrentar”, opina Fabiano de Abreu.

 

 

DGS
As pessoas infetadas com a variante Ómicron têm um risco de internamento hospitalar 75% inferior ao das pessoas infetadas com a...

O estudo em questão revela que, por cada 100 pessoas internadas que estavam infetadas com a variante Delta, só 25 pessoas seriam internadas se tivessem sido infetadas com a variante Ómicron, independentemente da idade, do sexo, do estado vacinal e de se ter tido uma infeção anterior.

Por outro lado, este estudo mostra que as pessoas infetadas com Ómicron têm, em média, internamentos mais curtos e menor risco de morrer.

Apesar de os primeiros relatórios de estudos em animais e laboratoriais mostrarem que a Ómicron poderia ser menos grave, a magnitude da redução do risco de internamento e mortalidade de infeções por esta variante em comparação com Delta ainda não tinha sido totalmente clarificada.

O estudo agora divulgado, realizado em pessoas residentes em Portugal no mês de dezembro, mostrou resultados encorajadores que suportam os achados de estudos semelhantes realizados em outros países.

Porém, a variante Ómicron tem uma maior capacidade de escapar parcialmente à proteção do esquema vacinal completo, sendo ainda mais contagiosa. Deste modo, a DGS continua a recomendar a vacinação de reforço e a testagem regular, de forma a manter os efeitos da pandemia no sistema de saúde controlados.

 

 

 

Dados do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas
O diagnóstico precoce de doentes com cancro aumentou em 2021, com o número de pessoas rastreadas a alcançar e até mesmo a...

De acordo com os dados provisórios apresentados pelo diretor do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas da Direção-Geral da Saúde, José Dinis, houve uma recuperação “acentuada tanto no número de convites como de mulheres rastreadas” para o cancro da mama, com mais de 363 mil rastreios realizados. No caso do cancro do colo do útero houve uma recuperação para níveis semelhantes aos de 2019.  Quanto ao cancro do cólon e reto, mais implementado na região Norte, foram rastreadas mais 64 mil pessoas do que em 2019 a nível nacional. 

O objetivo deste programa, estabelecido a nível europeui, é que os rastreios cheguem a mais de 90% dos cidadãos elegíveis em 2025.

Segundo Graça Freitas, a Diretora-Geral da Saúde, o país tem “um grande desafio pela frente, para que, no final de 2025, seja mais uma vez um exemplo para a Europa, como é nas coberturas vacinais contra o HPV, hepatite B e COVID-19. Somos capazes de desenvolver programas efetivos de prevenção da doença oncológica”. 

Esta sessão foi encerrada pela ministra da Saúde, Marta Temido, que salientou que a pandemia trouxe “grandes desafios, sobretudo em 2020, causando disrupção em todos os sistemas de saúde na prevenção da doença, na prestação de cuidados no acompanhamento de casos”2. No entanto, destacou que foi graças ao trabalho incansável dos profissionais de saúde que a recuperação tem sido conquistada. 

Recomendações
É uma das disfunções da Tiroide mais prevalentes e que afeta, sobretudo, mulheres acima dos 30 anos:

Segundo Lúcia Almeida, Endocrinologia e membro do Conselho Consultivo/Científico da ADTI, “o hipotiroidismo pode ter várias causas, sendo a autoimune a mais comum”. A tiroidite de Hashimoto, uma doença autoimune da tiroide, é a principal causa de hipotiroidismo quer em Portugal, quer na Europa. Na sua forma mais severa, esta patologia pode tornar o seu metabolismo mais lento – como se tudo funcionasse muito devagar.

No entanto, esta disfunção da Tiroide pode ainda estar associada “ao uso de determinados fármacos/medicamentos, a outras doenças ou surgir após cirurgia e radiação” em contexto de doença oncológica.

“O hipotiroidismo está associado a vários sinais e sintomas, que podem não estar todos presentes, mas que passam por pele seca, queda capilar, alterações do humor, fraqueza muscular, fadiga extrema, obstipação e intolerância ao frio”, esclarece a especialista em endocrinologia sublinhando que estes, quando a disfunção não é tratada, podem agravar num curto espaço de tempo, estando o doente sujeito a complicações mais severas. “O hipotiroidismo pode levar a complicações graves como a disfunção cardíaca e ainda a uma condição chamada “coma mixedematoso” que pode mesmo levar à morte, quando não tratado e identificado, acrescenta.

Uma vez que estamos em pleno Inverno, a médica deixa algumas recomendações para quem sofre de intolerância ao frio: “a primeira recomendação passa por seguir a prescrição médica sem esquecimentos e de forma adequada para que a função tiroideia seja rapidamente estabilizada, o que acabará por aliviar e até eliminar este sintoma, recomendando-se também o uso de roupa quente e ingestão de bebidas quentes, sendo também a hidratação crucial, nestes casos”.

Como informação geral, Lúcia Almeida sublinha que “é importante reter que esta doença é muito frequente, muito sintomática, de difícil diagnóstico baseada nos sintomas generalistas que apresenta, com graves consequências quando não devidamente diagnosticada e tratada, mas que apesar de tudo, apresenta um tratamento muito eficaz que deve ser rigorosamente cumprido”. Por isso esteja atento!

Além disso, importa ainda que saiba que apesar de ser uma disfunção mais prevalente entre o sexo feminino – estimando-se que sejam cerca de 5 a 8x superior entre as mulheres -, também os homens podem sofrer desta condição. Por isso não descure os sinais de alarme e “em caso de suspeita ou dúvida, deve ser consultado o médico desta área de intervenção para avaliação e esclarecimentos corretos”.

O tratamento do Hipotiroidismo, acrescenta a médica, é simples: “consiste em repor a hormona tiroideia em falta (tratamento disponível em Portugal consiste na levotiroxina em diversas dosagens), de forma mais ou menos similar ao que acontece num organismo saudável, repondo assim as funções fisiológicas da glândula tiroideia”.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Aulas online gratuitas
Nos dias 9 e 16 de fevereiro, às 18h30, a Academia Mamãs Sem Dúvidas convida as grávidas a exercitar-se em aulas online...

O período da gravidez é uma altura que tem tanto de especial como de desafiante para a mulher, com alterações constantes do corpo. Manter ou adotar um estilo de vida saudável nesta fase é fundamental, onde se inclui a alimentação e, numa gravidez sem riscos associados, a prática de exercício físico que, de forma ajustada e com o acompanhamento adequado, pode ajudar a prevenir dores e a promover o bem-estar geral da mãe e do bebé.

Depois do sucesso da primeira aula realizada no início deste mês, na qual se inscreveram mais de 250 grávidas, a Mamãs Sem Dúvidas tem duas novas aulas programas até ao final do mês: no dia 9 a sessão será de Fitness, com Naida Moretti, Personal Trainer do Ginásio Ideal Korpus Porto, e no dia 16 a aula será de alongamentos próprios para grávidas, com Marusa Dutra, Personal Trainer também do Ginásio Ideal Korpus Porto.

Com duração aproximada de uma hora, as sessões serão conduzidas por profissionais especializados na modalidade e devidamente preparados para o treino de grávidas. A participação é totalmente gratuita, sendo apenas necessário realizar a inscrição no site da Mamãs Sem Dúvidas, aqui.

Um dos objetivos da Mamãs Sem Dúvidas para 2022 é promover mais iniciativas como as “Barrigas Ativas”, em que a saúde e o bem-estar das futuras mamãs está em destaque e se incentiva à adoção de hábitos de vida mais saudáveis no contexto da gravidez.

 

Investigação
Um novo estudo, publicado na revista Cell, descobriu que a infeção Covid-19 reduz indiretamente a ação dos recetores olfativos ...

Segundo a investigação, liderada por investigadores da Grossman School of Medicine da Universidade de Nova Iorque e da Universidade de Columbia, a presença do vírus perto de células nervosas (neurónios) no tecido olfativo desencadeou uma onda de células imunitárias, microglia e células T, que detetam e neutralizam a infeção. Estas células libertam proteínas chamadas citocinas que modificam a atividade genética das células nervosas olfativas, mesmo que o vírus não as possa infetar, explicam os autores do estudo.

Enquanto a atividade das células imunitárias se dissiparia rapidamente em outros cenários, no cérebro, de acordo com a teoria da equipa, a sinalização imunitária persiste de uma forma que reduz a atividade dos genes necessários para a construção de recetores olfativos.

Muito embora, a perda de olfato dure apenas algumas semanas, na maioria dos casos, em mais de 12% dos doentes com Covid-19, a disfunção olfativa persiste na forma de redução contínua na capacidade de odor (hiposmia) ou alterações na forma como a pessoa percebe o mesmo cheiro (parosmia).

Para melhor entender a perda de olfato induzida pela Covid-19, os atuais autores exploraram as consequências moleculares da infeção SARS-CoV-2 em hamsters e no tecido olfativo extraído em 23 autópsias humanas. Os hamsters representam um bom modelo, pois são mamíferos que dependem mais do olfato do que os humanos e são mais suscetíveis à infeção das narinas.

Os resultados do estudo baseiam-se na descoberta, feita ao longo de muitos anos, de que o processo que ativa os genes envolve relações tridimensionais complexas, em que secções de ADN se tornam mais ou menos acessíveis à maquinaria de leitura genética da célula com base em sinais-chave, e em que algumas cadeias de ADN formam laços para formar interações de longo alcance que permitem a leitura de genes estáveis.

Alguns genes operam em "compartimentos" de cromatina — complexos proteicos que abrigam genes — que são abertos e ativos, enquanto outros são compactados e fechados, como parte da "arquitetura nuclear".

No estudo, as experiências confirmaram que a infeção SARS-CoV-2, e a reação imune a ela, diminui a capacidade de fios de ADN em cromossomas que influenciam a formação do recetor olfativo para serem abertos e ativos, bem como ativarem a expressão genética.

Em ambos os objetos de estudo, a equipa de pesquisa detetou uma desregulação persistente e generalizada da construção dos recetores olfativos.

"A constatação de que o olfato depende de interações genómicas 'frágeis' entre cromossomas tem implicações importantes", explica o co-autor do estudo citado pelo jornal El Mundo.

 "Se a expressão do gene olfativo cessar cada vez que o sistema imunitário responde de determinadas formas que perturbam os contactos intercromossómicos, então o olfato perdido pode fornecer um sinal precoce de que o vírus da Covid-19 está a danificar o tecido cerebral antes que outros sintomas ocorram, e sugerir novas formas de tratá-lo", acrescenta.

Estudo Universidade de Navarra
As hormonas produzidas pelo músculo durante o exercício físico diminuem a possibilidade de infeção pelo coronavírus e o risco...

Esta é a conclusão de um estudo clínico realizado pelo Laboratório de Investigação Metabólica da Universidade de Navarra (CUN), uma investigação que apresentada no último congresso da Sociedade Espanhola para o Estudo da Obesidade (SEEDO).

De acordo com um comunicado desta Universidade, citado pelo jornal El Mundo, este trabalho baseia-se no facto de os pacientes com obesidade terem um maior número de recetores para o coronavírus na gordura corporal e, além disso, as células de gordura destes pacientes são capazes de produzir mais moléculas inflamatórias do que indivíduos com peso normal.

 

Serviço deveria ter 40 enfermeiros e tem apenas 25
Os enfermeiros do Serviço de Urgência Pediátrica do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho garantem estar exaustos e...

De acordo com o presidente do SE, “o serviço tem, neste momento, 25 enfermeiros ao serviço, mas é um número manifestamente insuficiente para as necessidades existentes”. “No Serviço de Urgência Pediátrica deviam estar, em permanência, pelo menos seis enfermeiros por turno, mas, na verdade, estão apenas três e, no limite, quatro profissionais”, acrescenta. Pedro Costa admite que, no limite, “é a segurança dos doentes que está em causa, pois havendo um transporte de doente não programado, estamos a falar de doentes que estão em observação e que ficam sem qualquer acompanhamento ou, em alternativa, a triagem tem de parar porque é preciso mobilizar o enfermeiro para outro lado”.

De acordo com as necessidades identificadas pela Ordem dos Enfermeiros, adianta Pedro Costa, o Serviço de Urgência Pediátrica deveria ter um quadro de 40 enfermeiros em permanência. “Estamos a falar de um efetivo de cerca de 50%, se tivermos já em conta os profissionais que se encontram de baixa prolongada”, diz.

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE admite que “a administração do CHVNG/E tem feito um esforço para minimizar as falhas, tendo nas últimas semanas recrutado quatro enfermeiros, duas das quais a recibos verdes, por via de uma bolsa de recrutamento que procura fazer face a este tipo de necessidades pontuais”. “O problema é que os pedidos de novas contratações para os quadros são travados pelo Ministério da Saúde, que as tem vindo a bloquear sucessivamente”, justifica Pedro Costa. Para além disso, frisa, estamos perante um caso flagrante de falsos recibos verdes, atendendo ao carácter permanente destas necessidades agora identificadas.

À semelhança de outras unidades hospitalares, também em Vila Nova de Gaia há enfermeiros que têm a sua progressão na carreira congelada por atraso de vários anos dos processos de avaliação de desempenho. “Os colegas desconhecem qualquer informação sobre a avaliação do biénio referente a 2019 e 2020 que já devia estar fechada. Ora, temos colegas que deviam ter progredido há mais de um ano e a informação que os serviços de recursos humanos dão é que o problema não será resolvido a curto prazo, porque há muitos problemas mais urgentes para resolver”.

O presidente do SE lamenta este tipo de situações, cuja responsabilidade principal é do Ministério da Saúde. “É mais um fator a contribuir para a desmotivação dos colegas e que, no limite, todos os anos leva dezenas de enfermeiros a sair do Serviço Nacional de Saúde e até do país”, conclui.

População deve ser sensibilizada para a prevenção e fatores de risco da doença
Esta sexta-feira, dia 4 de fevereiro, assinala-se o Dia Mundial do Cancro (DMC), uma iniciativa da União Internacional de...

O cancro do pulmão continua a ser uma das doenças oncológicas mais frequentes no mundo. Informações da base de dados online GLOBOCAN, referentes a 2020, mostram que, em todo o mundo, o número estimado de novos casos de cancro do pulmão, para ambos os sexos e todas as idades, foi de 2.206.771, sendo apenas ultrapassado pelo cancro da mama, com a incidência situada nos 2.261.419.

Quando se olha para os dados de mortalidade, o cancro do pulmão ocupa o primeiro lugar do ranking, com 1.796.144 de mortes, um número bastante superior ao da segunda doença listada, o cancro colorretal, com 935.173 mortes. “Esta diferença marcada prende-se com o diagnóstico tardio da maioria dos doentes, já em estado avançado, visto que os tumores torácicos podem desenvolver-se durante bastante tempo sem dar sintomas”, explica a Dr.ª Teresa Almodôvar. A presidente da Direção do GECP avança que “em Portugal, observa-se a mesma tendência na mortalidade”, com o cancro do pulmão em primeiro lugar no número estimado de mortes (388.973), seguido pelo cancro colorretal (249.144). 

Comparando homens com mulheres, as estimativas apontam para uma incidência de cancro do pulmão 2,65 vezes superior no sexo masculino do que no feminino (3.933 versus 1.482). Mais ainda, estima-se que em 2020 a mortalidade por cancro do pulmão tenha sido 3 vezes superior nos homens do que nas mulheres.

“É importante lembrar que é possível (e necessário!) mudar estes números, desde logo com a alteração de comportamentos”, aponta a médica pneumologista. O tabaco é o principal fator de risco para o cancro do pulmão, sendo que 85 a 90% dos novos casos são detetados em fumadores. Quer isto dizer que, diminuindo ou eliminando o tabagismo na população, poderemos também reduzir os números associados ao cancro do pulmão. “A contaminação ambiental, fatores genéticos ou alterações moleculares também podem ser fatores de risco para cancro de pulmão, embora numa percentagem muito pequena”, salienta a Dr.ª Teresa Almodôvar. Por outro lado, “é fundamental unirmos esforços na consciencialização e educação da população, apostando em campanhas de alerta para as causas, sintomas e medidas de prevenção desta doença oncológica”. 

Ao longo dos seus 22 anos de atividade, o GECP tem tentado promover a melhoria da qualidade dos serviços de saúde prestados aos doentes, algo igualmente essencial na redução dos números anteriormente referidos. “Além disso, o desenvolvimento e o apoio à investigação clínica nesta área são objetivos do GECP e, por isso, queremos estabelecer pontes entre os vários Centros de Investigação e de Ensaios Clínicos, para que mais doentes possam ter acesso a tratamentos inovadores e a um seguimento mais personalizado, de acordo, não só com a sua doença, mas com as suas próprias característica”, finalizou a especialista.

Administrada anualmente
A vacina contra a gripe sazonal vai continuar a ser gratuita na época 2022/2023 para pessoas com idade igual ou superior a 65...

Segundo o Despacho n.º 1451/2022, assinado pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, a decisão tem por base que a vacina contra a gripe “deve ser administrada anualmente” e que “os vírus da gripe podem apresentar variações que implicam alterações anuais na composição da vacina”.

O Governo recorda ainda que “a gripe é uma doença transmissível que pode evoluir com complicações e que pode ser prevenida ou atenuada através da vacinação”, atribuindo à SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde os procedimentos para aquisição das respetivas vacinas.

 

Podcast "Cancro sem Temor"
No âmbito do Dia Mundial da Luta contra o Cancro, que se assinala esta sexta-feira, o IPO do Porto lança o 5º episódio do...

Este episódio conta com a participação de Ana Ferreira (Médica Oncologista do IPO Porto), Daniela Filipa Rocha (doente com cancro da mama metastizado) e Rosa Sobral (amiga da doente Daniela Filipa Rocha), numa abordagem ao impacto do diagnóstico e da doença numa fase da vida em que o foco é, essencialmente, o futuro e quando por norma existem muitos planos para concretizar. Como lidar com a notícia, aceitar e adaptar a vida a esta nova realidade são desafios a ter em conta perante um diagnóstico de cancro. 

“Cancro sem Temor” é um projeto inédito do IPO do Porto, dirigido a toda a população, com o objetivo de realçar a importância de aprender a viver com o diagnóstico de cancro e desmistificar conceitos e ideias sobre esta vivência. Através de diferentes testemunhos e perspetivas, procura-se simplificar e retirar a carga negativa, o medo associado à doença, clarificando diferentes aspetos, para ajudar a lidar melhor com ela. Olhar para a doença de diferentes perspetivas, psicológico, emocional, farmacológico, médico e social. O impacto do diagnóstico no indivíduo e no seu mundo.

O podcast, que conta com o apoio da Novartis, está disponível no canal Youtube do IPO do Porto e nas plataformas de podcast (Spotify e Apple Podcasts).

 

Oncologia
A orbita, o globo ocular e anexos podem ser envolvidos em vários processos oncológicos, primários ou

Vários fatores de risco pessoais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento de lesões tumorais oculares, nomeadamente a genética, o estado imunitário, a cor da pele, a exposição à luz solar ou UV, entre outros.

Os tumores intraoculares podem ter origem no olho (tumores primários) ou em qualquer outro órgão ou tecido do corpo, após o que invadem ou disseminam para o olho (tumores secundários). Neste último grupo encontram-se mais frequentemente metástases de tumores da mama e do pulmão, assim como algumas doenças hematológicas. Por outro lado, os tumores primários do olho podem também enviar metástases à distância para outros órgãos alvo, mais frequentemente o pulmão e o fígado, podendo pôr em risco a vida do doente.

Dentro do olho, os tumores malignos mais frequentes são o melanoma e as metástases. O melanoma coroideu é um tumor maligno raro que pode atingir grandes dimensões, provocar perda da visão e risco de vida. Nas fases iniciais são lesões de pequenas dimensões, muitas vezes com uma localização periférica, o que dificulta o seu diagnóstico precoce. O seu tratamento deve ser realizado num Centro de Referência, que em Portugal se localiza no Centro Hospitalar Universitários de Coimbra (CHUC). A metástase coroideia, pode atingir um ou ambos os olhos de uma forma uni ou multifocal. Apresenta um crescimento rápido e dada a sua localização central provoca quase sempre alteração da visão. É o tumor intraocular maligno mais frequente e, nalguns casos, pode ser detetado antes do tumor primário, o que implica sempre uma avaliação e tratamento multidisciplinar (oftalmologia, imagiologia, oncologia medica e radioterapia).

Em idade pediátrica, o retinoblastoma é o tumor ocular primário mais frequente, surgindo até aos 5 anos de idade em >90% dos casos. A leucocória (reflexo pupilar branco) e o estrabismo são os sinais mais frequentes à apresentação. Sem tratamento, o retinoblastoma leva à morte em 2-4 anos por invasão do sistema nervoso central e metastização à distância. Contudo, se identificado e tratado precocemente, a sobrevida é >90%. Desde 2015 que o CHUC é Centro de Referência Nacional para o tratamento destes tumores.

Nas pálpebras também podem surgir lesões tumorais benignas ou malignas. O carcinoma basocelular é o tumor palpebral maligno mais comum e corresponde a 90% de todas as lesões malignas palpebrais. Um dos principais fatores de risco é a exposição solar. Esteja atento a alterações recentes do bordo palpebral, distorção da margem palpebral, perda de pestanas, ferida que sangra facilmente e que não cicatriza ou alterações da cor e textura da pele. Qualquer dúvida deve ser esclarecida com o seu Oftalmologista que fará o diagnóstico num exame de rotina. Quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento, maior a probabilidade de cura. Do mesmo modo, o impacto na arquitetura palpebral (após a remoção do tumor e posterior reconstrução) será tanto menor quanto mais rápido for instituído o tratamento.

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Investigação
Foi descoberta, nos Países Baixos, uma nova estirpe do HIV muito virulenta e mais prejudicial para a saúde, de acordo com um...

Tal como veio mostrar a atual pandemia, novas mutações em sequências genéticas virais podem ter um impacto significativo na transmissibilidade do vírus e nos danos que causa. Há muitos anos que se teme que isso possa ocorrer no vírus HIV-1, que já afeta 38 milhões de pessoas em todo o mundo e já causou 33 milhões de mortes. Segundo este novo estudo, há uma nova variante do VIH, identificada como variante VB.

De acordo com a investigação, os indivíduos infetados com a nova variante apresentaram diferenças significativas antes do tratamento antirretroviral em comparação com indivíduos infetados com outras variantes de HIV.

Assim, os indivíduos com a variante VB tinham uma carga viral (o nível do vírus no sangue) entre 3,5 e 5,5 vezes mais. Além disso, a taxa de declínio nas células CD4 (a marca dos danos do sistema imunitário causados pelo VIH) ocorreu duas vezes mais rápido em indivíduos com a variante VB, colocando-as em risco de desenvolver SIDA muito mais rapidamente.

Ao mesmo tempo, os indivíduos com a variante VB também mostraram um risco acrescido de transmitir o vírus a outras pessoas.

Por outro lado, cita o jornal El Mundo, apesar de os níveis de recuperação e sobrevivência após o início do tratamento serem semelhantes aos dos indivíduos com outras variantes do HIV, esta nova variante, salientam os investigadores, causa um declínio mais rápido do sistema imunitário.

Deste modo, reforçam é fundamental que os indivíduos sejam diagnosticados precocemente e comecem o tratamento o mais rápido possível.

Uma investigação mais aprofundada sobre a compreensão do mecanismo que torna a variante de VB mais transmissível e prejudicial para o sistema imunitário pode levar a novos alvos para os fármacos antirretrovirais da próxima geração. A variante VB é caracterizada por ter muitas mutações espalhadas por todo o genoma, o que significa que no momento nenhuma causa genética pode ser identificada.

 

 

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