Estado emocional marcado pelo “vazio”
O isolamento social provocou uma série de consequências para a saúde mental, uma delas foi o aumento

“O languishing não é uma doença, mas sim um estado emocional que caso não seja tratado, pode evoluir para patologias severas como a depressão”, explica o Fabiano Abreu, PhD em neurociência e Mestre em Psicanálise. “É caracterizado por uma sensação de vazio, marcada pela apatia e a falta de esperança”, contextualiza o especialista.

As mulheres são as mais afetadas pelo languishing. Não há estudos que apontem as causas exatas, mas especialistas acreditam que a divisão desigual de tarefas domésticas e fatores como a pressão social que recai sobre as mulheres a respeito da criação dos filhos estejam relacionados.  

É importante destacar que o languishing é marcado por apatia e desânimo por longos períodos: “é normal ficar 1 ou 2 dias desanimado, afinal a tristeza também faz parte da vida. Agora quando se trata de uma constante, algo que continua por semanas ou até meses, é necessário investigar mais a fundo e tomar medidas sobre a situação”, adverte Fabiano de Abreu

De acordo com o neurocientista, esse estado emocional repercute em alterações no funcionamento cerebral: “o sistema homeostático do cérebro é alterado. É como se o sistema de deteção de ameaças do cérebro estivesse em alerta, entretanto, não é encontrada a solução através de uma tomada de decisão”, explica. “Eu chamo de ansiedade constante, ativa, sem recursos, que molda o cérebro e nos leva a um definhamento ou um estado de definhar crónico. Um vazio entre a depressão e o florescimento, marcado pela ausência de bem-estar”, afirma. 

Caso note que está a viver um estado emocional de languishing, procure cuidar do seu bem-estar emocional e mental antes que evolua e se torne uma depressão.  Fabiano de Abreu indica que seja adotada uma mudança na rotina em prol do bem estar, incluindo planear novos programas ou traçar um objetivo que lhe promova esperança e bem estar: “comece pelos objetivos pequenos e evolua de forma gradativa para recuperar o seu ânimo e viver uma nova vida”, orienta o neurocientista Fabiano de Abreu. Outra dica é procurar ajuda especializada junto de um psicólogo.

 

Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
No âmbito do Dia Mundial do Cancro
A Mayo Clinic junta-se à União Internacional para o Controlo do Cancro (UICC) e a outras organizações, governos e pessoas em...

"O foco do Dia Mundial do Cancro é sensibilizar para a redução das desigualdades no tratamento do cancro no nosso país e no resto do mundo", diz Folakemi Odedina, investigador de cancro da Mayo Clinic e especialista em equidade em saúde global. "A Mayo Clinic junta-se à UICC e a outras instituições na tomada de medidas para sensibilizar para as desigualdades e medidas para melhorar o acesso ao tratamento que possa reduzir as diferenças nos resultados do cancro."

De acordo com a UICC, o acesso a recursos de saúde muitas vezes coloca muitas barreiras à igualdade de tratamento nos Estados Unidos e em todo o mundo. "O desenvolvimento de políticas de saúde pública inclusivas e focadas individualmente que têm em conta as necessidades específicas de diferentes populações baseadas na etnia, sexo, idade, orientação sexual, necessidades especiais, localização geográfica, educação e rendimento serão cruciais para melhorar os resultados de todos os doentes oncológicos”, refere o especialista.

"As inovações tecnológicas, como a saúde digital, também podem desempenhar um papel importante na oferta de um melhor acesso ao tratamento do cancro se forem usadas de forma mais abrangente", acrescenta. "Na Mayo Clinic trabalhamos em formas de fornecer cuidados de saúde remotos que podem ser um modelo para melhorar o acesso ao tratamento do cancro em regiões de difícil acesso dos Estados Unidos e de todo o mundo."

"Um tratamento oncológico amplamente acessível não só salvaria inúmeras vidas, como também levaria a uma maior equidade na saúde, o que fortaleceria as famílias e as comunidades e beneficiaria a poupança através de uma maior participação da força de trabalho." "As pessoas, as comunidades e as organizações devem unir-se para derrubar barreiras. Corrigir deficiências no tratamento do cancro é bom para todos", diz Odedina.

 

 

7 de fevereiro em formato online
Apesar de ser uma etapa especial na vida de qualquer mãe, a gravidez é um período por vezes difícil e carregado de dúvidas,...

Coloca-se muito a questão de “Será possível realizar uma amamentação feliz?”. A enfermeira Milene Diogo e Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica acredita que sim. Na primeira parte desta sessão, a oradora promete esclarecer o que é este ato e quais as recomendações, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A especialista vai ainda apresentar às futuras mães dicas para que todo o processo seja o mais feliz possível. 

Na segunda parte, a Masterclass irá focar-se num outro tema de extrema importância e que por vezes não é lembrado - “Direitos da grávida no mercado de trabalho”. Aqui, a Drª Bianca Teixeira, advogada e mestre pela Universidade Portucalense, irá ajudar a desvendar às grávidas que trabalham quais são os seus direitos, nesta fase da vida, em que tanto muda na sua rotina laboral.

No final da Masterclass, haverá ainda uma oferta especial para todas as participantes. 

A inscrição é feita através deste link.

 

 

Patologias crónicas
Ao abrigo do “Programa de Incentivo à Integração de Cuidados e à Valorização dos Percursos dos Utentes do SNS”, promovido pelo...

O programa, que monitoriza 50 doentes em simultâneo, resulta de uma parceria entre o CHUCB e os cuidados de saúde primários, a qual permite o acompanhamento permanente e sistemático destes doentes, através do recurso a dispositivos de telemonitorização, teleconsultas com médicos da especialidade e até apoio ao domicílio.

Assim, todos os doentes crónicos que integram este programa são monitorizados a partir de qualquer localização (casa, trabalho e em lazer), permitindo desta forma a leitura, em tempo útil, dos seus parâmetros vitais e a deteção precoce de alterações no estado de saúde, para que, em caso de necessidade, os profissionais de saúde possam intervir de forma rápida e eficaz, efetuando procedimentos que podem ir de um simples ajuste da medicação, à realização de uma teleconsulta, exames de diagnóstico, e até mesmo, em caso de agravamento súbito da doença, à programação de um internamento.

Segundo o CHUCB, “para além das vantagens óbvias deste programa, e que se traduzem numa comprovada redução dos tempos médios de internamento e das taxas de reinternamento, na diminuição das idas destes doentes à urgência, na minimização dos riscos de infeção hospitalar, na diminuição dos índices de mortalidade prematura e consequente aumento da qualidade de vida, com a implementação do mesmo prevê-se ainda potenciar a produtividade e qualidade do serviço assistencial prestado pelo CHUCB, designadamente através da otimização de recursos técnicos e humanos e da melhoria da informação clínica”.

A participação ativa dos doentes neste programa integrado, irá ainda potenciar um aumento da literacia em saúde, dado que desta forma estarão mais capacitados e sensibilizados para a medição dos seus próprios indicadores de saúde, o que lhes possibilitará intervir conscientemente na autogestão da sua condição crónica, optando por comportamentos mais preventivos.

Aos doentes que integram o programa é disponibilizado, de forma gratuita, um kit constituído pelos seguintes dispositivos: smartphone, balança, termómetro, glucómetro, esfigmomanómetro, oxímetro e relógio/pedómetro, tendo este último ainda a funcionalidade de realização de electrocardiogramas.

i-Violin
A Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC) integra o consórcio europeu i-Violin, que vai...

O objetivo passa por eliminar as disparidades atualmente existentes na realização de exames de diagnóstico que utilizam radiação ionizante na Europa, tendo como foco a proteção do doente. “Apesar do desenvolvimento tecnológico exponencial nesta área, o que a literatura tem mostrado é que não estamos a assistir a uma redução na dose de radiação ionizante utilizada em linha com a que a tecnologia possibilita”, explica Graciano Paulo, presidente da ESTeSC-IPC e um dos investigadores responsáveis pelo projeto. Acresce que a dose de radiação aplicada “varia em função do equipamento, do profissional, da unidade de saúde e do local em que se realiza o procedimento”. Uma realidade que tem um impacto particularmente significativo nos doentes oncológicos, que, além dos exames de diagnóstico, serão sujeitos à radiação que decorre dos planos de tratamento por radioterapia.

Trabalhando sobretudo os procedimentos de tomografia computorizada nas regiões torácica, abdominal e pélvica, o i-Violin vai desenvolver protocolos personalizados ao doente e à respetiva indicação clínica, no sentido aplicar a menor dose de radiação possível a cada indivíduo, sem prescindir da qualidade de imagem necessária para fazer o diagnóstico e/ou planeamento. Para isso, será criada uma base de dados europeia de imagem de Tomografia Computorizada, resultante de vários parâmetros de imagem, respetivos descritores de dose do doente e qualidade de imagem, que serão posteriormente disseminados através dos hospitais europeus, autoridades de saúde e outros stakeholders. Numa segunda fase, serão desenvolvidos programas de formação para profissionais de saúde, nomeadamente radiologistas, técnicos de radiologia e radioterapia, medicina nuclear e especialistas em física medica.

O projeto tem a duração de dois anos e, além de Graciano Paulo, tem como interlocutora na ESTeSC-IPC a docente Joana Santos.

 

 

Doente com boa evolução
Realizou-se em Portugal o primeiro transplante hepático em doente COVID positivo, numa doente com falência hepática aguda, no...

Desde o início da pandemia de Covid-9, tem havido um enorme esforço do Instituto Português do Sangue e da Transplantação e de toda a rede nacional de Coordenação de Colheita e Transplantação para dar resposta às necessidades dos doentes a aguardar transplante, com especial atenção às situações mais urgentes.

A decisão de transplantar esta doente fundamentou-se no grau de urgência e no conhecimento científico internacional disponível.

O transplante decorreu sem incidentes e só foi possível graças à inexcedível colaboração da Força Aérea Portuguesa, do INEM e da conjugação do esforço de diversos serviços do CHUC, dos quais se destaca o Serviço de Medicina Intensiva e o Centro de Referência de Transplantação Hepática de Adultos.

A doente encontra-se clinicamente estável e com boa evolução até à data.

 

Inquérito revela que 60% dos inquiridos não aplica esta ferramenta
Devido às suas manifestações, o angioedema hereditário é uma doença com bastantes implicações para a qualidade de vida dos...

O angioedema hereditário é uma doença genética rara que se manifesta pelo aparecimento de crises recorrentes de angioedema (inchaço) em várias localizações possíveis, sendo a face uma das mais frequentes. Devido às suas manifestações e sintomas esta é uma doença com bastante impacto na qualidade de vida dos doentes – “em contexto de crises, é evidente o desconforto, a desfiguração e o cansaço, e é nítido o sofrimento físico e psíquico que permanece até quase duas semanas após o início da crise. Também a dor intensa que existe nos casos de ataques abdominais e ainda o medo permanente de não saber quando vai ser o próximo ataque e se este vai, ou não, poder causar asfixia e morte são elementos que afetam muito negativamente a qualidade de vida destas pessoas”, refere Manuel Branco Ferreira, presidente da SPAIC.

Das respostas a um questionário aplicado pela SPAIC aos imunoalergologistas (n=40) no âmbito da campanha “E se fosse consigo?” verificou-se que, apesar de 75% dos inquiridos considerarem que o angioedema hereditário tem “muito impacto” na qualidade de vida destes doentes, apenas 40% tem por hábito aplicar questionários de qualidade de vida e/ou de controlo da doença aos seus doentes com angioedema hereditário. “Esta avaliação da qualidade de vida pode ser feita recorrendo a ferramentas especificas para este efeito e deve ser realizada no momento do diagnóstico da doença e posteriormente como forma de acompanhamento dos doentes”, reforça Manuel Branco Ferreira, salientando a importância da aplicação destas ferramentas.  

“E se fosse consigo?” – é uma campanha dirigida a imunoalergologistas e que, através de diferentes ações, pretende alertar para a importância de uma melhor compreensão do angioedema hereditário, doença que afeta certa de 300 portugueses.

 

Onde se incluem a diabetes
No momento em que a Comissão Europeia se prepara para discutir, no próximo dia 9 de fevereiro, as estratégias de combate às...

No âmbito do Dia Mundial de Luta Contra o Cancro, que se assinala a 4 de fevereiro, a APDP assinala que um dos grandes objetivos desta iniciativa é que os Estados Membros se comprometam com investimento e políticas de saúde que façam a diferença, como está a acontecer com o programa europeu contra o cancro.

A iniciativa Healthier Together pretende discutir as prioridades de ação para cada uma das doenças crónicas não transmissíveis e passar da partilha de boas práticas para a implementação de respostas efetivas. Para tal, a APDP, a Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) e a Federação Internacional da Diabetes – Região Europa, apelaram ao Governo Português para que assuma o papel de proponente de um documento para a concretização de uma visão estratégica para as doenças crónicas.

“É preciso replicar para as outras doenças crónicas, incluindo a diabetes, a política europeia, global e integrada, que está em construção na luta contra o cancro. Finalmente, temos essa oportunidade, pois a Comissão Europeia está interessada e disposta a investir nas doenças crónicas não transmissíveis com linhas de financiamento e diretivas comuns para todos os países.”, acrescenta José Manuel Boavida, presidente da APDP.

“Temos de apostar numa estratégia global integrada para estas doenças que inclua a comunicação de consciencialização para os cuidados a adotar, proporcionar ambientes propícios para a adoção de estilos de vida mais saudáveis, oportunidades de diagnóstico precoce, programas de rastreio sistemático, registos nacionais, assistência clínica para gerir todas as condições e programas de educação e motivação para as pessoas com doença crónica e profissionais de saúde. Todas estas medidas, são ainda mais relevantes num tempo em que começamos a sair da pandemia de covid-19 ”, reforça João Filipe Raposo, presidente da SPD.

A associação lembra que o cancro e a diabetes estão entre as “Dez ameaças à saúde global” identificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), referindo que a previsão é que o número de pessoas afetadas continue a aumentar. E estima-se que 1 em cada 5 pessoas com cancro (20%) também tenha diabetes. Adicionalmente, estudos epidemiológicos sugerem que as pessoas com diabetes apresentam maior risco de desenvolver determinados tipos de cancros, nomeadamente cancro hepático, pancreático, do endométrio, colo-rectal, mama e bexiga.

A importância da identificação precoce de doentes com AVC
O Núcleo de Estudos de Formação em Medicina Interna (NEForMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), vai realizar...

“A Doença Vascular Cerebral é a principal causa de mortalidade e incapacidade permanente em Portugal. A cada hora três portugueses sofrem um acidente Vascular Cerebral, um deles não sobrevive, e metade dos sobreviventes ficará com sequelas incapacitantes”, frisa Luísa Fonseca, coordenadora do NEDVC.

A identificação precoce dos doentes com AVC é, por isso, “extremamente importante” no “sentido de permitir o acesso rápido a cuidados diferenciados, sendo também necessário realizar uma correta investigação etiológica, de modo a determinar o tratamento mais adequado, com vista a diminuir a recorrência”, adverte a médica internista.

No final do Curso de Abordagem na Fase Aguda do Acidente Vascular Cerebral, entre outros conhecimentos e ferramentas, os formandos vão ser capazes de “rapidamente reconhecer os doentes com Acidente Vascular Cerebral agudo e os critérios de ativação e da Via Verde de AVC; proporcionar o tratamento mais adequado aos doentes com AVC (isquémico ou hemorrágico) na fase hiperaguda e na fase aguda; realizar uma correta avaliação etiológica para cada tipo de patologia e para cada doente; propor o melhor tratamento para prevenção secundária de cada um dos tipos de doença Vascular Cerebral e quais os objetivos da mesma e identificar e tratar as complicações médicas e neurológicas mais frequentes na fase aguda”, enumera Luísa Fonseca.

O curso será composto por sessões expositivas “de cada um dos temas abordados: via verde AVC; AVC isquémico e AIT; AVC hemorrágico, hemorragia intraparenquimatosa e hemorragia subaracnoideia; trombose venosa cerebral e complicações médicas e neurológicas na fase aguda do AVC”.  Durante a formação, que terá um mínimo de 20 e um máximo de 30 formandos, vão ser também apresentados casos clínicos “para tornar as sessões mais interativas e permitir a aplicação dos conhecimentos adquiridos”, conclui Luísa Fonseca.  

O curso destina-se a médicos Internos ou Especialistas de Medicina Interna, médicos de outras especialidades médicas e a médicos do Ano Comum. Mais informações em: Curso Abordagem na fase aguda do Acidente Vascular Cerebral - SPMI

 

4 de fevereiro é Dia Mundial de Luta Contra o Cancro
Na Saúde, como em tantas áreas da vida, o acesso a informação credível tranquiliza, facilita tomadas de decisão e devolve a...

Que tipos de cancro da mama existem? Como se vive com cancro da mama avançado? Quais os tratamentos e que tipo de reabilitação e exercício físico se pode fazer? Que opções existem ao nível da reabilitação cognitiva e psicológica e que progressos há no que toca a inovação e investigação? Estas e outras respostas podem ser encontradas no Canal de Youtube da AICSO onde estão disponíveis 19 vídeos informativos que prometem desmistificar a doença.

“Acreditamos que uma população informada consegue tomar as melhores decisões. Informativos, credíveis e de entendimento fácil, estes vídeos foram lançados em outubro do ano passado no nosso canal, onde continuam disponíveis para todos os que pretendam saber mais sobre o tema.”, esclarece Ana Joaquim, vice-presidente da AICSO.

Em parceria com a Sociedade Portuguesa de Senologia, a Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO) gravou, no final do ano passado, 19 pequenos vídeos informativos sobre os diferentes tipos de cancro de mama. Episódios curtos protagonizados por quem diagnostica, gere e acompanha todas as fases de tratamento, mas também por quem vive com e para além da doença.

Uma campanha pela luta contra esta doença e por todos os sobreviventes de cancro da mama que tem como meta a desmistificação da doença. No fundo, chegar a quem recebe este diagnóstico, dotando-o informação clara e precisa, dividida em capítulos curtos como “Quais são os tipos de cancro da mama?”, “Como são feitos os tratamentos – cirurgia, radioterapia, quimioterapia e hormonoterapia”, ou “Inovação e Investigação”, entre outros.

 O cancro da mama avançado, ou metastático é um dos temas em destaque. Fala-se de cancro da mama metastático quando a doença se disseminou para além do tumor primário, neste caso na mama, para outras partes do corpo. Porque a doença está, neste caso, avançada, a pessoa terá de viver com ela para sempre, à semelhança do que acontece com outras doenças crónicas.

Felizmente, os progressos científicos e o seu contributo no desenvolvimento de tratamentos permitem que cada vez mais encontremos sobreviventes com cancro da mama metastático a viver uma vida mais longa e de melhor qualidade. O acesso à informação, o apoio e a integração destes sobreviventes na sociedade são essenciais para que tal aconteça.

Inscrições já estão abertas
Estão abertas, numa primeira fase até dia 7 de fevereiro, as inscrições para o Curso de Gestão em Saúde, um congresso...

Agendado para os dias 4 e 5 de março de 2022, no icónico Centro de Congressos da Alfândega do Porto, o evento decorrerá em formato híbrido (presencial e transmissão online) e conta com a presença de cerca de 600 participantes entre profissionais das áreas de saúde, administradores hospitalares, farmacêuticos, diretores comerciais de várias empresas, estudantes, políticos, entre outros. ‘Liderança estratégica em saúde’, ‘Organização Hospitalar’, ‘Economia e Finanças em Saúde’ e ‘Sustentabilidade e Boas Práticas em Saúde’ são apenas alguns dos temas abordados ao longo dos dois dias de iniciativa. 

Pretendendo ser um espaço privilegiado para aprendizagem e divulgação dos vários intervenientes que contribuem para a Saúde em Portugal, o evento cumpre ainda os objetivos de complementar planos curriculares e dar a conhecer as carreiras alternativas ligadas à Gestão em Saúde e formar profissionais mais capazes e com uma visão mais abrangente da simbiose entre estas duas áreas.

Para mais informações e inscrições, clicar aqui.

Conheça o Programa: 

 

 

Estudo
A exposição ao SARS-CoV-2 por infeção ou vacinação gera células imunitárias que fornecem imunidade a longo prazo. Estas células...

Onur Boyman, chefe do Departamento de Imunologia, e a sua equipa de investigação analisaram de perto a forma como esta proteção duradoura é formada. Juntamente com investigadores da ETH Zurique, identificaram vias de sinalização específicas que determinam quando as células imunitárias se tornam as chamadas células T da memória.

Os anticorpos específicos do vírus produzidos pelas células B são insuficientes para proteger eficazmente contra o novo coronavírus. A resposta imune celular ao SARS-CoV-2 é igualmente importante. Aqui, as células CD8+ T específicas do vírus desempenham um papel crucial, uma vez que podem identificar e matar células que foram infetadas pelo vírus. Estas células T citotóxicas eliminam vírus que estão escondidos dentro das células hospedeiras e ajudam a prevenir a propagação de milhões de vírus recém-formados.

"Estas células T são normalmente ativas apenas por um curto período de tempo e desaparecem rapidamente. Quando se trata de estabelecer imunidade protetora a longo prazo, é importante gerar células T de memória de longa duração que são ativadas muito rapidamente quando re-expostas ao vírus", explica Onur Boyman, que recorda que esta última capacidade é o que é conhecida como memória imunológica.

Estudos anteriores focaram-se em toda a população de células CD8+ T que se formaram em resposta ao vírus. Boyman e a sua equipa conseguiram agora rastrear clones individuais de células CD8+ T específicas da SARS-CoV-2 em pacientes com Covid-19, desde uma infeção viral aguda até um ano após a recuperação. Os investigadores também foram capazes de identificar as vias de sinalização responsáveis pela transição de células CD8+ T de assassinos de curta duração para células de memória de longa duração, e encontraram uma assinatura molecular distinta.

No seu estudo, os investigadores puderam demonstrar que a assinatura de células CD8+ T de memória de longa duração já estava presente durante a infeção aguda do SARS-CoV-2 e, portanto, estas células poderiam ser distinguidas dos seus congéneres de curta duração numa fase inicial. "A assinatura distintiva das células de memória continha sinais de mensageiros imunes, como interferões, que são uma parte importante da resposta imune contra a SARS-CoV-2 e também contribuem para controlar infeções virais", diz Onur Boyman.

 

Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) atualiza plano de contingência
Aqueles que já foram vacinados contra a Covid-19 com as vacinas da Pfizer e da Moderna deixam de ter de esperar sete dias para...

A alteração consta de uma nova atualização do plano de contingência do IPST para a sustentabilidade, qualidade e segurança do fornecimento de sangue e componentes sanguíneos durante a pandemia de Covid-19.

“Os potenciais dadores de sangue e de componentes sanguíneos vacinados com vacinas mRNA, (esquema vacinal primário ou dose de reforço) podem ser aceites como dadores de sangue caso se sintam bem e estejam assintomáticos”, refere o documento.

Quanto às pessoas candidatas à dádiva que tenham tido Covid-19, continuam a ter de “aguardar 14 dias após a resolução dos sintomas para se candidatarem novamente”, adiantou o instituto em comunicado.

O plano de contingência adianta ainda que não existem evidências científicas de complicações na dádiva ou na administração de substâncias de origem humana que possam ser atribuíveis à vacinação do dador.

“No momento desta atualização, continuam a não existir evidências da transmissão deste vírus através da transfusão. Não foi reportado nenhum caso de transmissão de vírus respiratórios, incluindo SARS-CoV-2, através de substâncias de origem humana ou medicamentos derivados do plasma, nem foi relatado aumento da morbilidade e mortalidade por Covid-19 em recetores de transfusão de sangue e componentes sanguíneos”, pode ler-se.

Nos últimos dias, o IPST tem apelado ao contributo de todos os potenciais dadores, numa “altura particularmente exigente” devido à pandemia de Covid-19 e face a “uma grande dificuldade em manter estáveis as reservas de componentes sanguíneos”.

Dia Mundial do Cancro assinala-se a 4 de fevereiro
O cancro da próstata representa a segunda causa de morte por cancro no homem, atrás do cancro do pul

Parte integrante do aparelho genito-urinário masculino, a próstata, habitualmente do tamanho de uma castanha, situa-se por baixo da bexiga e à frente do reto. Este órgão é responsável pela secreção de substâncias nutrientes e fluidificadoras do sémen, assim como pela sua emissão através da ejaculação. Situa-se na confluência das vias genital e urinária, atravessada pela uretra.

Epidemiologia

O cancro da próstata representa a segunda causa de morte por cancro no homem, atrás do cancro do pulmão. É, no entanto, o cancro mais frequente no homem acima dos 50 anos.

Em Portugal, o cancro da próstata atinge anualmente 3.500 a 4 mil portugueses, sendo que 1800 acabam por morrer. Representa cerca de 3,5% de todas as mortes e mais de 10% das mortes por cancro.

Fatores de risco

Apesar das causas do cancro da próstata não serem conhecidas, sabe-se que o fator hereditariedade, a idade e a raça negra têm um grande peso.

Sintomas/Diagnóstico

A vigilância médica periódica é essencial para despistar o cancro da próstata, uma vez que este não apresenta sintomas numa fase inicial.

Esta vigilância pode começar por volta dos 45 anos nos doentes sem fatores de risco devendo ser antecipada para os 40 anos de idade nos doentes de risco, e consiste no exame do toque retal e no doseamento do PSA (o antigénio específico da próstata), no sangue.

No toque retal é efetuada a palpação da próstata através do reto e permite verificar o tamanho e a consistência do órgão assim como a presença de nódulos.

O PSA á uma proteína produzida pela próstata e que pode estar elevada em caso de cancro da próstata.

Quando existe uma alteração no exame do toque rectal e/ou no doseamento do PSA deverá ser efetuada uma biópsia prostática. Esta biópsia da próstata que é a única técnica capaz de confirmar o diagnóstico é atualmente guiada por ecografia ou RMN e praticamente indolor.

Tratamento do cancro da próstata

Apesar de ser a segunda causa de morte por cancro no homem, quando detetado precocemente a possibilidade de cura é de cerca de 85%.

Embora existam diferentes opções terapêuticas, a prostatectomia radical é o tratamento mais eficaz para o cancro da próstata localizado. Com o desenvolvimento tecnológico, esta cirurgia que era habitualmente efetuada por via aberta, pode atualmente ser executada por via laparoscópica, e, mais recentemente, por via robótica, podendo diminuir assim as consequências associadas, nomeadamente a incontinência urinária e a disfunção erétil.

Nos doentes que, por questões médicas ou pessoais, não possam ser submetidos a cirurgia, a radioterapia externa com raios Gama ou a Braquiterapia são outras das opções terapêuticas com intuito curativo.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dados OMS
Uma subvariante da Ómicron, que segundo alguns estudos poderia ser mais contagiosa do que a variante original, foi detetada em...

Esta variante, que se espalha e sofre mutações rápidas, já se tornou dominante no mundo depois de ter sido detetada pela primeira vez, há dez semanas, na África Austral.

No seu boletim epidemiológico semanal, a OMS explica que esta variante, que representa mais de 93% de todas as amostras de coronavírus recolhidas no último mês, tem várias subvariantes: BA.1, BA.1, BA.2 e BA.3.

BA.1 e BA.1.1 – as primeiras versões identificadas – ainda representam mais de 96% das sequências de Ómicron enviadas para a base de dados global do GISAID.

 

Sociedade Portuguesa de Oftalmologia alerta para as questões Onco-Oftalmológicas
Por ocasião do Dia Mundial da Luta contra o Cancro, assinalado a 4 de fevereiro, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO)...

“São vários os fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento de lesões tumorais oculares, nomeadamente a genética, o estado imunitário, a cor da pele, a exposição à luz solar e radiação ultra-violeta. Um diagnóstico precoce e um tratamento adequado podem salvar a visão do olho afetado e, por vezes, salvar a vida do doente”, destaca João Pedro Marques, Coordenador do Grupo de Onco-Oftalmologia da SPO.

Os tumores oculares malignos podem ser primários (com origem no próprio olho) ou secundários (isto é, metástases de tumores à distância como, por exemplo, mama ou pulmão). Por outro lado, os tumores primários do olho podem também enviar metástases à distância para outros órgãos alvo, mais frequentemente o pulmão e o fígado, podendo colocar em risco a vida do doente.

Em idade pediátrica, o retinoblastoma é o tumor maligno intraocular primário mais frequente, surgindo até aos 5 anos de idade em cerca de 90% dos casos. O reflexo pupilar branco (leucocória) e o estrabismo, são os sinais mais frequentes e, sem tratamento, o retinoblastoma leva à morte entre 2 a 4 anos, por invasão do sistema nervoso central e metastização à distância. Contudo, se identificado e tratado precocemente, a sobrevida é muito elevada (90%).

Desde 2015 que o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) é Centro de Referência Nacional para o tratamento destes tumores, recebendo e tratando crianças de todo o país e também dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Em idade adulta, os tumores malignos intraoculares mais frequentes são o melanoma e as metástases. O melanoma da coroideia pode atingir grandes dimensões, provocar perda da visão e colocar em risco a vida. O seu tratamento deve ser realizado num Centro de Referência, que em Portugal se localiza também no CHUC. A metástase coroideia pode atingir um ou ambos os olhos de uma forma uni ou multifocal. Apresenta um crescimento rápido e provoca quase sempre alterações da visão. “Nalguns casos, a metástase ocular pode ser detetada antes do tumor primário, daí a importância de toda a população ter acesso a consultas regulares de Oftalmologia”, sublinha João Pedro Marques.

Neste Dia Mundial de Luta contra o Cancro, a SPO reforça a mensagem: independentemente do tipo de lesão tumoral, quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento, maior a probabilidade de cura.

Este ano o Dia Mundial de Luta contra o Cancro é dedicado a alertar para as desigualdades no acesso ao diagnóstico e tratamento dos vários tipos de cancro. O nível de educação, o rendimento, a localização geográfica, o género, a orientação sexual, a idade, a deficiência ou o estilo de vida são alguns dos fatores que afetam negativamente o acesso a cuidados diferenciados, um pouco por todo o Mundo e de forma transversal, a vários tipos de cancro.

Universidade Johns Hopkins
Uma investigação realizada por membros da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, conclui que os bloqueios e as restrições à...

Concretamente, a investigação considera que estas medidas contribuíram para a redução da atividade económica, para o aumento do desemprego, para a redução da escolaridade, para a agitação política, para a violência doméstica e para a redução da democracia liberal. E, por conseguinte, o estudo apela a uma revisão das políticas de confinamento e de bloqueio da mobilidade, uma vez que estas estratégias são mal fundamentadas e devem ser rejeitadas como um instrumento contra futuras pandemias.

O estudo vai além do confinamento, referindo qualquer mandato do governo que restringe diretamente as possibilidades de circulação de pessoas (NPI), tais como políticas que limitam o movimento interno, fecham escolas e empresas, e proíbem viagens internacionais.

 

Projeto do Capítulo Phi Xi da Sigma, sediado na Escola de Enfermagem de Coimbra
Nove estudantes de seis instituições do ensino superior público beneficiaram, até ao momento, de um fundo de apoio dirigido a...

Deste fundo, criado há um ano, pelo Capítulo Phi Xi da Sigma (sociedade honorífica de Enfermagem), que está sediado na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), foram utilizadas verbas para suprir necessidades daqueles estudantes – relacionadas com alojamento, refeições, propinas, transportes e exames médicos –, num montante superior a 1800 euros.

Este pequeno auxílio foi dado a alunos das escolas superiores de Enfermagem de Coimbra, de Lisboa e do Porto, assim como das escolas superiores de Saúde dos institutos politécnicos de Leiria, de Portalegre e de Santarém, revelaram os responsáveis do Fundo de Apoio de Emergência do Capítulo Phi Xi a Estudantes de Enfermagem, um projeto de extensão à comunidade coordenado pela professora a ESEnfC, Margarida Alexandra Moreira da Silva.

Compromisso com a conclusão do curso

Organizado com o objetivo de ajudar a mitigar os efeitos da pandemia por SARS-CoV-2 na área da educação, este capital visa concorrer para a redução da pobreza dos estudantes do curso de licenciatura em Enfermagem em comprovada situação de carência económica, desde que empenhados na conclusão do curso.

Deste modo, pretende «contribuir para evitar o abandono e o insucesso escolar, a nível do ensino superior público nacional (…), de forma a promover a inclusão social, a equidade e a igualdade de oportunidades», lê-se no regulamento do fundo, disponível no website da ESEnfC: https://www.esenfc.pt/pt/page/100004608/834.

Os custos inerentes ao projeto são suportados por iniciativas desenvolvidas pelo Capítulo Phi Xi, pelas associações de estudantes ou pela Federação Nacional de Estudantes de Enfermagem, por donativos (houve cinco em 2021) e protocolos que venham a ser estabelecidos.

De acordo com a equipa responsável por este projeto, «o sucesso do fundo está, também, dependente dos eventuais donativos de entidades e instituições que queiram associar-se a esta fundamental ajuda na vida dos estudantes e famílias».

Projeto também prevê apoio consultivo

Além de ajudas financeiras, esta cooperação prevê apoios consultivos (relacionados com informações e com o encaminhamento de estudantes para outros apoios sociais), que foram dados, em 2021, a 11 estudantes das escolas superiores de Enfermagem de Coimbra, de Lisboa e do Porto, da Escola Superior de Enfermagem de São João de Deus (Universidade de Évora) e da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Beja.

Empresas e particulares podem contribuir para o Fundo de Apoio de Emergência do Capítulo Phi Xi a Estudantes de Enfermagem, através de uma de duas formas: ou por transferência bancária (IBAN: PT50 0007 0000 0012 6622 4432 3) – devendo, nesse caso, enviar-se comprovativo para [email protected], com o respetivo nome no descritivo da transferência –, ou na plataforma GoFundMe (pagamento com cartão).

Criada em 1922, a Sigma Theta Tau Internacional é uma sociedade honorífica de Enfermagem que dedica as suas atividades à melhoria da saúde das populações, através do desenvolvimento científico da prática de Enfermagem.

O capítulo Phi Xi da Sigma foi constituído, na ESEnfC, em setembro de 2011.

Proximidade aos utentes e a continuidade dos cuidados
O Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) começa esta semana a disponibilizar uma consulta de cirurgia geral no...

Disponível a toda a área de influência do ACeS Sintra e tratando-se de uma solução que pretende aumentar a acessibilidade dos utentes aos cuidados de saúde “A consulta descentralizada nasce, assim, com o objetivo de prestar cuidados assistenciais, incluindo pequenas cirurgias, promovendo uma maior proximidade com o utente que já se desloca ao seu centro de saúde, visando, assim, um diagnóstico precoce e a referenciação mais atempada no Serviço Nacional de Saúde”, diz Vítor Nunes, diretor do Serviço de Cirurgia Geral do HFF.

A atividade assistencial que o Hospital se propõe assegurar assentará, nesta fase inicial, num período de consultas por semana, destinado a primeiras consultas da especialidade. À medida que as necessidades assim o ditarem, assegurar-se-á também a resposta em consultas de seguimento/subsequentes com o natural encaminhamento do utente para o HFF, sempre que a situação clínica assim o justificar.

Segundo Alexandra Ferreira, Vogal Executiva do Conselho de Administração do HFF, “prevê-se a realização de 800 consultas de cirurgia geral durante o ano 2022, e pretende-se um aumento gradual deste tipo de atividade. É objetivo do HFF o alargamento deste tipo de consulta descentralizada a outras especialidades, bem como a realização de consultas no ACeS Amadora, de forma a abranger toda a população da área de referência”.

Alinhados pelo propósito de verdadeiramente colocarem o doente no centro da prestação de cuidados e do sistema, o Hospital Fernando Fonseca (HFF) e o ACeS Sintra pretendem alargar esta resposta a outras especialidades/áreas de intervenção.

Expansão do negócio em Terapias Avançadas CDMO
A FUJIFILM Corporation anuncia o acordo para a aquisição da unidade de produção de terapia de células da Atara Biotherapeutics,...

A FUJIFILM Diosynth Biotechnologies, uma subsidiária da FUJIFILM Corporation, e líder mundial no desenvolvimento de contratos e produção (CDMO) com experiência no desenvolvimento e produção de biológicos, vacinas e terapias avançadas, vai gerir a nova unidade.

Através desta aquisição pela FUJIFILM Corporation, a FUJIFILM Diosynth Biotechnologies irá solidificar a sua posição de liderança enquanto fornecedor global na produção de soluções para terapias avançadas. Com mais de 8.361m², a unidade de produção é atualmente designada por “Atara T-cell Operations and Manufacturing (ATOM)” e está pronta a expandir-se de modo a suportar processos de produção de terapia de células, incluindo alogénicos T-cell e imunoterapias CAR T.

Para tal, a Fujifilm pretende manter na unidade os cerca de 140 postos de trabalho altamente qualificados. Como parte do acordo, a FUJIFILM Diosynth Biotechnologies e a Atara acordam um contrato de produção e serviços de longo prazo, passível de se extender até 10 anos para apoiar a produção do pipeline clínico da Atara, o que inclui o tabelecleucel (Tab-cel®) para o tratamento da doença linfoproliferativa pós-transplante ligada ao vírus Epstein-Barr (EBV+PTLD).

A unidade de produção de terapia celular vai impulsionar a produção global de CDMO da FUJIFILM Diosynth Biotechnologies pela Costa Oeste dos EUA e complementar os locais já existentes que prestam apoio ao mercado das terapias avançadas em College Station, no Texas (EUA), Watertown, em Massachusetts (EUA) e mais recentemente no BioCampus, no Reino Unido.

“Atualmente, a Fujifilm está a acelerar o crescimento na área de negócio das Ciências da Vida e continua a investir fortemente, quer em capital, quer em tecnologia, na área de negócios de CDMO,” afirma o presidente e CEO da FUJIFILM Corporation, Teiichi Goto. “Com esta aquisição, a Fujifilm poderá expandir a oferta de CDMO para terapias celulares avançadas. No futuro, ao disponibilizar uma oferta estável de biofarmacêuticos de alta qualidade, a Fujifilm irá avançar ainda mais no desenvolvimento de fármacos que deem resposta a necessidades médicas não satisfeitas.”

“Estamos entusiasmados com o facto desta aquisição nos permitir adicionar cerca de 140 colaboradores talentosos da unidade de produção de terapia celular da Atara na família da Press Release Release FUJIFILM Diosynth Biotechnologies. O know-how coletivo da equipa vai apoiar os nossos esforços como CDMO de classe mundial”, acrescentou Martin Meeson, CEO da FUJIFILM Diosynth Biotechnologies.

“Esperamos também adicionar a unidade à presença global da FUJIFILM Diosynth Biotechnologies e reforçar a expansão da nossa área de CDMO de terapias avançadas.”

“A FUJIFILM Diosynth Biotechnologies é uma empresa líder e reconhecida na produção e desenvolvimento que partilha a nossa cultura pioneira e acredita que a terapia de células alogénicas irá transformar o futuro da medicina”, afirmou Pascal Touchon, Presidente e CEO da Atara.

“Estamos muito orgulhosos dos nossos colaboradores ATOM e da nossa unidade e acreditamos que esta parceria estratégica vai de encontro às nossas necessidades de produção a longo prazo. A nossa equipa tem vindo a desenvolver processos para os nossos produtos, a elevá-los e a disponibilizar stock para ensaios clínicos e lançamento comercial do Tab-cel®. Acreditamos que hoje é o momento certo para estabelecer uma relação estratégica com a FUJIFILM Diosynth Biotechnologies, dando-nos acesso à capacidade de produção especializada de que iremos necessitar. Poderemos agora focar com confiança os nossos principais recursos no desenvolvimento e comercialização da nossa pipeline de terapêuticas inovadoras para doenças graves.”

Prevê-se a conclusão desta aquisição em abril de 2022. 

Páginas