95% dos doentes tinha pelo menos um dos quatro fatores de risco identificados
Uma equipa de investigadores que acompanhou mais de 200 doentes durante um período de três meses, depois de terem sido...

O estudo, publicado na revista Cell, encontrou quatro fatores que podem ser identificados precocemente após a infeção com o coronavírus e que podem estar correlacionados com um risco acrescido de manifestar sintomas duradouros semanas depois.

Estes quatro indicadores são diabetes tipo 2, o nível de ARN viral no sangue no início da infeção, a reativação do vírus Epstein-Barr, responsável pela mononucleose, e a presença de autoanticorpos.

Durante o estudo, os cientistas avaliaram 209 doentes, entre os 18 e os 69 anos, que testaram positivo para a Covid-19 entre 2020 e os primeiros meses de 2021, alguns dos quais foram hospitalizados. Verificou-se que 37% dos pacientes relataram três ou mais sintomas de Covid persistente durante dois a três meses durante a infeção, enquanto 24% relataram um ou dois sintomas, e 39% não reportaram nenhum.

Entre os doentes com três ou mais sintomas, 95% tinha pelo menos um dos quatro fatores de risco identificados na pesquisa, sendo os anticorpos os mais frequentes.

 

Estudo
Os adultos com deficiência têm pior prognóstico quando hospitalizados com Covid-19, quando comparados com outros doentes,...

As diferenças foram especialmente pronunciadas em pessoas com menos de 65 anos.

"A consideração das necessidades relacionadas com a deficiência tem estado em grande parte ausente da resposta Covid-19, uma vez que a elegibilidade da vacina baseia-se principalmente na idade e na comorbilidade médica, são feitos poucos estudos para doentes com deficiência que estão no hospital, e os dados sobre a deficiência muitas vezes não são recolhidos em programas de vigilância", diz Hilary Brown da Universidade de Toronto Scarborough no Canadá.

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados perto de 30 mil novos casos de infeção pelo novo coronavírus e 49 mortes em território nacional. O...

A região Norte foi a região do país que registou maior número de mortes, desde o último balanço: 24 em 49. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo com 11 óbitos registados, a região Centro com oito, o Algarve com quatro e o Alentejo e Madeira com um óbito cada.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 27.916 novos casos. A região Norte voltou a registar a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 14.536 seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 7.038 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 3.362 casos na região Centro, 662 no Alentejo e 983 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 537 infeções, e os Açores com 798.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 2.469 doentes internados, mais 72 que ontem. As Unidades de cuidados intensivos mantêm o mesmo número doentes internados, desde o último balanço: 160.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 39.596 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 2.033.747 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 586.150 casos, menos 11.729 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 8.578 contactos, estando agora 633.177 pessoas em vigilância.

Mitigar eventos adversos
O Núcleo de Estudos de Formação em Medicina Interna (NEForMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), vai realizar...

“Os formandos podem esperar uma aprendizagem global sobre os aspetos essenciais da qualidade e segurança do doente, algo que é verdadeiramente importante para a prestação de cuidados de saúde. Esta área do conhecimento tem sido omissa a nível da formação pré e pós-graduada”, avança Maria João Lobão, uma das responsáveis por ministrar a formação.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, um em cada dez doentes admitidos para tratamento em ambiente hospitalar sofrerá um evento adverso associado à prestação de cuidados de saúde.

“É muito importante que os médicos, nomeadamente de medicina interna, possam contribuir para a construção de ambientes seguros e para a prestação de cuidados de saúde de elevada qualidade nos hospitais onde trabalham”, frisa ainda a responsável.

Entre outros conhecimentos e ferramentas, os formandos vão ter a oportunidade de aprender a identificar, classificar e analisar as causas dos principais eventos adversos em saúde; conhecer os mecanismos subjacentes ao erro em saúde; identificar quem são as vítimas de um evento adverso em saúde e conhecer recursos disponíveis para gestão das mesmas; definir conceitos e conhecer as ferramentas básicas na área da gestão do risco e de compreender o conceito de Cultura de Segurança (Just culture/no blame culture) dos serviços e organizações de saúde.

“Os eventos adversos são incidentes que decorrem durante a prestação de cuidados de saúde e que se traduzem em dano para o doente. No extremo, poderão até ser causa de lesão permanente ou morte. A sua ocorrência é universal, constituindo um problema de saúde pública à escala mundial. A OMS colocou a Segurança Doente como uma prioridade na agenda da saúde. Em 2019, no decurso da Assembleia Mundial da Saúde, o dia 17 de Setembro foi inclusivamente declarado como o dia Mundial da Segurança do doente.”, destaca Maria João Lobão.

O curso destina-se a médicos Internos ou Especialistas de Medicina Interna, médicos de outras especialidades médicas, médicos do Ano Comum e todos profissionais de saúde interessados na área. Terá como formadores ainda Paulo Sousa, Sofia Guerra Paiva, Carlos Palos, Andreia Duarte e Isabel Pereira Lopes. Tem duração de oito horas, em regime presencial. Mais informações em: https://www.spmi.pt/curso-de-qualidade-e-seguranca-do-doente

Trabalho de parto e a vacinação na grávida e no recém-nascido
Durante gravidez, todos os momentos são especiais, mas esta também é uma altura repleta de dúvidas. Por isso, a Mamãs e Bebés...

Geralmente, as grávidas têm sempre algum receio em relação ao trabalho de parto, nomeadamente se este irá ocorrer sem qualquer contratempo. Mas além disso, surgem também outras questões como “Como sei que entrei em trabalho de parto?”, “Como sei que está na hora de ir para a maternidade?”, “Quanto tempo demora o trabalho de parto?” e “O que posso fazer para um parto mais rápido? E menos doloroso?”. Sob o mote “Trabalho de parto: todas as dúvidas”, Queila Guedes, Enfermeira na área da maternidade, irá explicar tudo o que o trabalho de parte envolve, de modo a tranquilizar as participantes.

A enfermeira Queila Guedes irá também conduzir a segunda sessão do Workshop, “A vacinação na grávida e no recém-nascido”. A vacinação na gravidez é uma oportunidade de prevenção de doenças para a própria mulher, mas também para o recém-nascido pela passagem de anticorpos. Assim, nesta sessão, as futuras mamãs poderão saber qual a importância da vacinação e quais as suas vantagens, tanto para a mãe como para o bebé, assim como quais as vacinas que cada um deve tomar e quando. 

Por último, será ainda abordada a importância da “Criopreservação das células estaminais”. A equipa de profissionais da BebéCord explicará o que são as células estaminais, qual a diferença entre o sangue e o tecido do cordão umbilical, e quais as aplicações e potencial terapêutico das mesmas. 

A inscrição é feita através deste link.

 

Dor reduzida em 14%
Um estudo científico, pioneiro promovido pela Fundação Juegaterapia e realizado no Hospital La Paz em Madrid, confirmou...

Esta é a primeira vez que o efeito benéfico da utilização de videojogos na gestão da dor aguda foi estudado. A melhoria dos pacientes pediátricos foi já demonstrada do ponto de vista psicológico, pois a ansiedade causada pela hospitalização é reduzida, favorecendo a tranquilização mental em tais situações.

A investigação compara a influência da utilização de consolas de videojogos na dor das crianças, as doses de morfina necessárias e o nível de ativação do sistema simpático/parassimpático com dispositivos de monitorização de última geração (Analgesia-Nociception Index e Algiscan).

Com esta campanha, a Fundação Juegaterapia apela à doação de consolas agora, precisamente após o Natal, quando as antigas estão a ser substituídas pelas novas que chegaram a casa das crianças como presentes na época festiva. Além disso, com a divulgação dos resultados deste estudo científico, a Fundação pretende também chegar aos departamentos médicos hospitalares a fim de incluir os videojogos nos protocolos das terapias de saúde.

Consumo de morfina reduzido em 20% enquanto as crianças jogam consola

A dor sentida pelas crianças durante a observação foi menor devido a uma diminuição de 20% no consumo diário de morfina; este dado faz referência à dor basal (dor presente durante ≥12 horas/dia.) e ao humor, com uma diminuição de até 44% nos momentos mais intensos, a dor incidental (relacionada com um fator identificável, geralmente previsível). Todas estas medições foram realizadas através de uma Escala Analógica Visual.

Aumento de 14% no tom parassimpático, que promove a cura

A nocicepção aguda (perceção consciente da dor) está associada a alterações na regulação do equilíbrio simpático-parassimpático. Quando confrontado com uma ameaça física, o nosso corpo ativa o sistema simpático para nos ajudar a fugir desta agressão mas, ao mesmo tempo, atua negativamente, aumentando a pressão arterial e o ritmo cardíaco, entre outras consequências. A forma de contrariar esta situação é ativando o sistema parassimpático, que promove a recuperação fisiológica.

Dor reduzida em 14%

Neste estudo, às crianças com cancro que sofriam de mucosite, uma das consequências pós-quimioterapia mais dolorosas que as impede até de engolir saliva, foram oferecidas consolas para que jogassem videojogos enquanto eram monitorizadas com dois dispositivos: o Analgesia-Nociception Index Monitor (ANIR), que mede o ritmo cardíaco, e o sistema de pupilometria de vídeo AlgiscanR. Concluiu-se que não houve alteração no tamanho da pupila, apesar da administração de uma dose menor de morfina, indicando assim um aumento de 14% no tom parassimpático e 14% no alívio da dor.

Francisco Reinoso-Barbero, chefe da Unidade da Dor do Hospital Infantil de La Paz em Madrid e coautor do estudo, salienta que "as implicações clínicas destas descobertas seriam importantes, porque os videojogos poderiam ser incluídos como parte do plano terapêutico não farmacológico para a mucosite oncológica pediátrica".

Nas palavras de Mario Alonso Puig, médico e Patrono Honorário da Fundação Juegaterapia, "o sistema nervoso simpático em crianças com cancro é ativado quando confrontado com uma situação tão dura como a de ser internada no hospital. O sistema nervoso simpático mobiliza o corpo para que possamos fugir de uma ameaça, de um perigo. Contudo, a criança doente não pode fugir porque está de alguma forma 'ancorada' à sua quimioterapia. O sistema nervoso simpático, quando mantido ativo de forma sustentada, tem consequências muito negativas sobre o corpo. A mesma área do sistema nervoso que nos protege contra certos tipos de ameaças, o sistema nervoso simpático, está neste caso a trabalhar contra nós. A ativação sustentada do sistema nervoso simpático sobrecarrega o coração, promove a tensão arterial elevada e dificulta também o funcionamento do sistema imunitário, o que é essencial para enfrentar a doença.

Alonso Puig acrescenta também que: "quando uma criança está imersa num jogo de que gosta, isto paralisa a geração de pensamentos perturbadores que produzem ansiedade, geram dor e ativam o sistema nervoso simpático, dada a interação estreita entre a mente e o corpo. Através da imersão total na brincadeira, a criança doente ativa o seu sistema nervoso parassimpático. Esta outra área do sistema nervoso vegetativo tem duas funções: por um lado, favorece a interação social e, por outro, ajuda a manter a homeostase ou o equilíbrio interno do organismo, reduzindo também danos nos diferentes órgãos do corpo". Além disso, "observamos nestas crianças uma maior tranquilidade, uma redução da tensão emocional que mostra que se sentem seguras". No final, tudo pode ser resumido com o nosso lema: "a quimioterapia a brincar passa a voar", salienta o Dr. Alonso Puig.

A investigação foi publicada no Journal of Medical Internet Research sob o título "The Association Between Pain Relief Using Video Games and an Increase in Vagal Tone in Children With Cancer: Analytic Observational Estudo With a Quasi-Experimental Pre/Posttest Methodology".

Opinião
O raquitismo hipofosfatémico ou XLH (do inglês X-linked hypophosphatemia) é uma doença hereditária q

O nosso organismo recebe o fósforo através das fontes alimentares (alimentos lácteos, carne, peixe, etc.) e os níveis do mesmo dependem, entre outros fatores, da absorção intestinal e da excreção renal. O fósforo desempenha muitas e importantes funções no corpo humano, sendo fundamental para a saúde dos ossos, dentes e músculos.

Esta doença tem uma incidência de 3,9 por 100.000 nascimentos e é a causa mais comum de hipofosfatémia hereditária, correspondendo a cerca de 80% dos casos. Tem uma forma de transmissão dominante ligada ao X, o que significa que se um doente homem tiver XLH todas as suas filhas mulheres irão também tê-la e nenhum dos seus homens a terá, enquanto que se uma mulher tiver a doença tem 50% de probabilidade de a transmitir a todos os seus filhos (homens e mulheres). No entanto, cerca de 20 a 30% dos casos tratam-se de mutações de novo, ou seja, que surgiram pela primeira vez no doente sem que os seus pais estejam afetados.

A doença é devida a uma mutação no gene PHEX, que provoca o aumento de uma hormona, o FGF-23. Esta hormona tem vários efeitos no organismo, entre os quais:

  • bloqueia os transportadores renais de fósforo, impedindo a reabsorção do mesmo, pelo que há perda renal de fósforo e, consequentemente, hipofosfatémia;
  • impede a produção renal de calcitriol, o qual é a forma ativa da vitamina D e que é responsável pela absorção intestinal de fósforo; assim, estes baixos níveis de calcitriol vão também contribuir para a hipofosfatémia.

Estes baixos níveis de fósforo vão, deste modo, causar alterações sobretudo a nível dos ossos, músculos e dentes.

A doença habitualmente manifesta-se quando a criança começa a andar, dado que os ossos se encontram pouco mineralizados e, portanto, são mais "moles", e ao suportarem o peso do tronco quando a criança se coloca de pé vão acabar por se deformar, habitualmente com encurvamento.

As manifestações clínicas da XLH podem variar ao longo da vida. Assim, na criança as manifestações mais típicas são: atraso no crescimento, crescimento desproporcionado (o tronco tem maior comprimento que os membros inferiores), craniossinostose (deformidade do crânio), atraso no desenvolvimento motor, alterações na marcha e deformidade óssea a nível dos membros inferiores, sendo o mais habitual o varismo (o joelho fica virado para fora), mas podendo também surgir valgismo (joelho virado para dentro) ou outras alterações.

Na idade adulta podem surgir: fraturas e pseudofraturas; alterações reumatológicas, como artrite e calcificações extra-ósseas; e perda auditiva. Existem ainda manifestações que são comuns a ambos os grupos etários, como a baixa estatura, as cáries e abcessos dentários, a dor nos ossos e articulações, as alterações na marcha, pelo que esta doença tem assim um elevado impacto psicossocial e acarreta uma diminuição na qualidade de vida. Há ainda a destacar que a magnitude das manifestações clínicas varia muito de doente para doente, inclusive na mesma família.

Dado o mecanismo fisiopatológico da XLH, é fácil inferir quais as suas alterações laboratoriais: aumento do fósforo urinário/diminuição da taxa de reabsorção do fósforo, diminuição do fósforo sérico e aumento da fosfatase alcalina (um dos marcadores da saúde óssea). Dado que esta doença é causada por um aumento da FGF23, esta hormona poderá também estar aumentada no sangue. O cálcio sérico tem habitualmente níveis normais. A hormona paratiroideia ou PTH (hormona produzida pelas glândulas paratiroideias, localizadas junto à tiroide, cuja principal função é a regulação do cálcio no organismo) está habitualmente normal ou elevada. A nível radiológico pode ser possível observar alargamento das metáfises (zona onde se encontra a cartilagem que assegura o crescimento ósseo) com deformidade em taça, irregularidade da placa de crescimento, deformidade dos membros inferiores, etc.

O diagnóstico da XLH baseia-se na colheita da história clínica, importando perceber se existe história familiar, os sintomas do doente, a idade de aquisição da marcha, que medicamentos tomou, etc.; no exame físico, no qual se avalia o crescimento, a deformidade dos MI e a presença ou não de alterações dentárias e de deformidade craniana; na avaliação laboratorial, sendo necessário realizar análises ao sangue e à urina, com as quais se procura perceber se existem as alterações já descritas e excluir outras causas para as alterações encontradas; na realização de radiografias; e eventualmente, no pedido de um teste genético, sobretudo se não existir história familiar da doença. O diagnóstico da doença é habitualmente feito na infância, mas existem doentes, com manifestações mais ligeiras, que são apenas diagnosticados na idade adulta.

Num doente com história familiar positiva compatível o diagnóstico é (ou deveria ser) realizado mais precocemente, dado que os filhos de doentes com XLH deverão ser logo sinalizados para avaliação médica. No caso de um doente com uma mutação de novo o diagnóstico é habitualmente mais demorado, dado não haver história familiar e agravado pelo facto de, numa fase inicial da vida, o varismo (a deformidade dos membros inferiores mais frequente na XLH) poderá ser uma alteração fisiológica, presente nas crianças saudáveis e acabando por corrigir ao longo do crescimento (ao contrário do que acontece na XLH, na qual a mesma se vai agravando), pelo que inicialmente não desencadeia suspeita clínica. De realçar que quanto mais precoce for o diagnóstico da doença e mais cedo for iniciado o tratamento, melhor irá ser o prognóstico, nomeadamente no que diz respeito aos efeitos ao nível do crescimento.

O acompanhamento destes doentes requer uma intervenção multidisciplinar, que envolve diversos profissionais de saúde e várias especialidades médicas: nefrologista ou endocrinologista, ortopedista, estomatologista ou dentista, fisiatra, neurocirurgião, otorrinolaringologista, reumatologista, genetista, enfermeiro, psicólogo, etc.

Como mensagem final, gostaria de relembrar a extrema importância de um diagnóstico e início de tratamento atempados, dado que a precocidade dos mesmos vai ter um impacto muito significativo no prognóstico desta doença. Assim, todos os doentes com XLH deverão ser educados no sentido de que os seus filhos deverão ser avaliados nos primeiros meses de vida por médico especialista, já que, e tal como já referido, todas as filhas mulheres de um homem com XLH irão ter a doença e, no caso de uma mulher com XLH, existe uma probabilidade de 50% dos seus filhos homens ou mulheres herdarem a doença; por outro lado, na suspeita clínica de XLH (criança que começa a cruzar percentis de crescimento, com deformidade dos membros e alterações da marcha) o doente deverá realizar uma avaliação metabólica por forma a excluir esta ou outras formas de raquitismo.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
As células estaminais do tecido do cordão umbilical, obtidas de forma simples após o parto, são capazes de atenuar a lesão...

Os traumatismos cranianos constituem uma das principais causas de lesão neurológica em adultos, podendo causar graves sequelas ou, até mesmo, a morte. Após o processo primário de lesão neurológica, que acontece nos primeiros minutos após um traumatismo craniano e é irreversível, segue-se um processo secundário de lesão neurológica, atribuível, em grande parte, à inflamação do cérebro, que ocorre como resposta do organismo para controlar potenciais infeções e reparar as zonas lesadas.

“Embora possa ser inicialmente benéfica, esta resposta inflamatória persistente acaba por agravar a lesão cerebral sofrida”, explica a Dr.ª Bruna Moreira, investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal. “À procura de uma resposta para conter a lesão neurológica decorrente de um traumatismo craniano, vários ensaios clínicos estão a testar novos agentes terapêuticos, entre os quais a aplicação de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical, que se tem destacado pelos seus efeitos anti-inflamatórios e regenerativos, bem como pelo seu perfil de segurança muito favorável”, acrescenta.

O estudo agora publicado pretendeu analisar os mecanismos subjacentes a esse efeito benéfico, incidindo na hipótese de que estas células promovem a regulação da resposta inflamatória que ocorre após um traumatismo craniano.

Os autores começaram por avaliar as diferenças na proporção de células pró- e anti-inflamatórias no sangue de doentes que sofreram traumatismo craniano, relativamente a pessoas saudáveis, e verificaram que nos primeiros havia uma proporção aumentada de células pró-inflamatórias. De seguida, avaliaram, em modelo animal, se a administração de células estaminais do tecido do cordão umbilical poderia repor o equilíbrio entre os dois tipos de células.

Nas suas experiências, descobriram que o tratamento com estas células aumentou a proporção de células anti-inflamatórias. Adicionalmente, o tratamento com células estaminais do cordão umbilical em modelo animal esteve associado a uma redução significativa da gravidade da lesão neurológica e a uma melhor recuperação cognitiva após traumatismo craniano. Ao investigar os mecanismos subjacentes, concluiu-se que, além do seu efeito anti-inflamatório, estas células promovem a regeneração da zona afetada através da estimulação do desenvolvimento de novos neurónios.

Com vista à sua implementação na prática clínica, os autores defendem a realização de ensaios clínicos que avaliem a segurança e eficácia desta estratégia em doentes humanos.

Protocolo de Cooperação para formação e investigação
O Cybersecurity Executive Program, um curso de cibersegurança direcionado para executivos e decisores de organizações públicas...

A coordenação científica do curso é da responsabilidade de António Casimiro, professor do Departamento de Informática da Ciências ULisboa; e a coordenação executiva está a cargo de Telmo Vieira, professor no Instituto Superior de Economia e Gestão da ULisboa e managing partner na PremiValor Consulting.

O Cybersecurity Executive Program insere-se no INNCYBER Innovation HUB, um acelerador de inovação na área da cibersegurança e é constituído por nove módulos, lecionados por professores e formadores da Ciências ULisboa, PremiValor Consulting, Gabinete Nacional de Segurança, Força Aérea Portuguesa, EDP, Altice, Banco de Portugal, PwC e Vieira de Almeida.

A Faculdade e a PremiValor Consulting assinaram em 2021 um protocolo de cooperação que visa o estabelecimento de parcerias em atividades de formação e de investigação, entre outros projetos. Esta semana foi assinado o regulamento do Cybersecurity Executive Program e ainda o regulamento do Data Science Executive Course, cuja coordenação científica é da responsabilidade de Luís Correia, professor do DI Ciências ULisboa, sendo que a primeira edição já está a ser preparada e será lançada em breve.

 

 

 

 

Relatório
Mais 71.689 pessoas receberam a dose de reforço da vacinação contra a Covid-19 na quarta-feira, dia 26 de janeiro, de acordo...

Com a vacinação primária completa contra a Covid-19 há agora quase 8,8 milhões de pessoas, mais 2.794 comparativamente com o dia anterior.

Ainda em relação ao dia anterior, foram também vacinadas mais 3.978 pessoas contra a gripe, elevando o total para 2,6 milhões.

Segundo os números da DGS, 92% das pessoas com 80 ou mais anos já receberam a dose de reforço da vacina contra a Covid-19, no grupo etário dos 70 aos 79 anos a percentagem sobre para 94%. Entre os 60 e os 69 anos, receberam o reforço 87% das pessoas e entre os 50 e os 59 há 71% de vacinados com a dose de reforço.

 

VMER estaria inoperacional por falta de médico
A Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar afirma, em comunicado de imprensa, lamentar “profundamente as recentes...

De acordo com a SPEPH, esta tem vindo a alertar para a falta de meios diferenciados com médico a bordo.  “Os primeiros meios de emergência médica pré-hospitalar que chegam ao local não são diferenciados, são ambulâncias tripuladas na sua grande maioria dos casos por bombeiros ou elementos da cruz vermelha portuguesa, que de certeza fizeram o que lhes compete - com a formação exigida, suporte básico de vida e pedido de apoio diferenciado, que nem sempre está disponível, e, esta é uma verdade incontornável, que não pode ser desmentida”, escreve.

“Todos sabemos, que cada vez mais não é possível, ter meios diferenciados com médico a bordo, não é exequível, além de ser insustentável, até porque o verdadeiro socorro inicial é executado pelas tripulações das ambulâncias que estão geograficamente colocadas em corpos de bombeiros e delegações da cruz vermelha portuguesa, é aqui, nestas tripulações que a aposta numa educação superior com clarividência cientifica com base na paramedicina deve ministrada, para que possam executar um socorro diferenciado assim que chegam junto de quem necessita, ganhando tempo, garantido a intervenção mais eficaz dos profissionais de saúde em ambiente hospitalar”, acrescenta.

Segundo a SPEPH a trivialização da formação das equipas pré-hospitalares, “retirando conteúdos programáticos, e alargando esta mesma formação a outras entidades, que a ministram sem qualquer controle, faz com que estas tripulações se limitem praticamente após a sua chegada ao local, a uma breve abordagem, e ao perdido apoio diferenciado, que pode ou não estar disponível”.

“É por estas situações, que são recorrentes infelizmente, que a SPEPH está afincadamente a trabalhar numa educação ao nível do que se faz internacionalmente para todos os intervenientes no que se quer num dito sistema integrado de emergência médica, semelhante aos Serviços de Emergência Médica de outros países, com décadas de experiência, desde logo com a sua eficácia garantida”, refere.

 

 

 

 

 

Uso de Baricitinib em doentes com formas graves de covid-19
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) conta com a inclusão do primeiro doente num ensaio clínico internacional...

Trata-se de um ensaio clínico de fase 3, internacional, multicêntrico, duplamente-cego, randomizado e controlado por placebo, em regiões da Europa com elevadas taxas de hospitalização por Covid-19 o que permitirá a obtenção de resultados sólidos do ponto de vista científico. Em Portugal, para além do CHUC, participam mais 8 centros. Integra-se na plataforma EU-SolidAct (https://eu-response.eu/eu-solidact/) - European DisCoVeRy for Solidarity: An Adaptive Pandemic and Emerging Infection Platform Trial, projeto de pesquisa pan-europeu, envolvido na investigação rápida e coordenada de medicamentos novos e reaproveitados para tratar a Covid-19, promovido pelo Hospital da Universidade de Oslo, decorrendo em 15 países europeus.

O médico intensivista Luís Linhares alude à mais-valia deste estudo para os doentes, (que tem apoio de coordenação, no CHUC, da Unidade de Inovação e Desenvolvimento/Centro de Ensaios Clínicos), dando nota que “foi demonstrado que a gravidade da Covid-19 se deve, em parte, a uma resposta inflamatória desregulada. O “Baricitinib”, (medicamento em estudo, imunomodulador já usado no tratamento da artrite reumatóide), poderá reduzir potencialmente a inflamação associada à Covid-19.

Apresenta, também, atividade antiviral direta, potencialmente impedindo a entrada celular e a infeciosidade do SARS-CoV-2. Este medicamento ajudará na medida em que poderá permitir uma nova linha de tratamento nas formas graves da Covid-19, precisamente através de imunomodulação, com expectativa de redução da mortalidade”.

E Luís Linhares prossegue referindo que “até agora, nenhum estudo dirigido e tão alargado avaliou a eficácia do “Baricitinib” no tratamento de doentes Covid-19 graves, incluindo aqueles sob suporte ventilatório mecânico invasivo. Se for comprovada a eficácia deste fármaco, prevê-se, quer a redução da mortalidade das formas graves de Covid-19, quer a redução do número de dias de ventilação mecânica invasiva e a consequente diminuição do tempo de internamento em unidade de cuidados intensivos e em meio hospitalar”.

 

 

Tumores
O cancro do pâncreas não é “particularmente comum”.

Com a ajuda dos especialistas da Mayo Clinic, mostramos-lhe as cinco coisas que todos devemos saber sobre aquele que é considerado um dos tipos de cancro mais mortais.

1. O cancro do pâncreas é agressivo e causa sintomas não específicos

Segundo o cirurgião da Mayo Clinic, Mark Truty, metade dos doentes apresentam doença metastizada no momento do diagnóstico.

Isto acontece por duas razões, explica. Primeiro, as células cancerígenas do pâncreas são particularmente agressivas. Acumulam-se, formam tumores e espalham-se rapidamente para os órgãos periféricos. Segundo, o cancro do pâncreas raramente causa sintomas antes de se espalhar para além do pâncreas. E quando causa sintomas, não são específicos, ou seja, que podem ser causados por muitas outras condições, como dor abdominal, dor nas costas ou perda de peso.

"Não é possível investigar cada pessoa com indigestão, azia, dor abdominal ou dor nas costas, porque uma pequena parte delas terá este cancro", diz Santhi Swaroop Vege, gastroenterologista da Clínica Mayo.

"Não é viável até olharmos para coisas realmente específicas, como icterícia ou a pele ficar amarela, ou fezes ficando mais claras, ou urina ficando mais escura, ou diabetes de início recente, que podemos associar sintomas com cancro do pâncreas", acrescenta Mark Truty.

A diabetes que, de um tempo para outro, se torna mais difícil de tratar é outro dos sintomas associados a esta doença.

2. O diagnóstico do cancro do pâncreas é um processo com várias etapas

Quando um médico suspeita de cancro do pâncreas, o primeiro passo é fazer testes de imagem para visualizar os órgãos internos. A tomografia computorizada (TC) é geralmente usada.

"Fazemos o que se chama uma tomografia protocolar do pâncreas", diz Vege. "Se o radiologista confirmar uma massa no pâncreas, então há 90% de hipóteses para que seja cancro do pâncreas." Se a TC não for possível por qualquer motivo ou se não for conclusiva, então a ressonância magnética pode ser utilizada. Se as imagens confirmarem uma forte probabilidade de cancro do pâncreas, o próximo passo é a realização de um exame de sangue”.

"A partir do momento em que temos uma tomografia sugerindo cancro do pâncreas, fazemos uma análise ao sangue para um marcador tumoral chamado CA19-9, uma vez que 85 a 90 por cento das pessoas com cancro do pâncreas têm valores elevados", diz o especialista. "Se o exame de sangue confirmar os valores elevados para CA19-9, então usamos isto como uma linha de referência para monitorizar a doença após o início do tratamento."

As análises ao sangue não confirmam o cancro do pâncreas, uma vez que há algumas pessoas com a doença que não têm níveis elevados de CA19-9. Um diagnóstico final requer uma biópsia (uma amostra de tecido para exame). "Nenhum cancro é um cancro até ter uma biópsia para o provar", sublinha o gastrenterologista da Mayo Clinic.

Na Clínica Mayo, uma amostra de tecido é tipicamente recolhida durante uma ecografia endoscópica (USE). Durante o procedimento, o dispositivo de ultrassom é passado através de um tubo fino e flexível (endoscópio) através do esófago e em direção ao estômago, através do qual uma agulha pode ser inserida no pâncreas para recolher tecido.

Em seguida, a amostra de tecido é examinada para confirmar o diagnóstico de cancro do pâncreas. Se o diagnóstico for confirmado, o tecido também é analisado para marcadores que podem ajudar a determinar o tratamento mais eficaz para o cancro da pessoa.

3. A causa da maioria dos cancros do pâncreas é desconhecida

Os médicos identificaram alguns fatores que podem aumentar o risco de cancro do pâncreas, como o tabagismo, diabetes, inflamação crónica do pâncreas (pancreatite), obesidade e histórico familiar, mas a causa ainda permanece incerta.

"Para a grande maioria dos pacientes, não há predisposição associada, além de alguns comportamentos, como o tabagismo ou a diabetes", diz Mark Truty.

"Aproximadamente 10% dos cancros do pâncreas têm uma base hereditária", acrescenta Santhi Swaroop Vege. "E apenas cerca de 8% dos cancros do pâncreas são cancros do pâncreas familiares, o que significa que o paciente tem um parente de primeiro grau ou de segundo grau com a doença."

Outros cancros do pâncreas estão relacionados com a história familiar das síndromes genéticas que podem aumentar o risco de cancro, incluindo uma mutação no gene BRCA2, síndrome de Lynch e síndrome do melanoma maligno atípico (FAMMM). "Apenas cerca de 2% dos cancros do pâncreas são considerados cancros cerebrais hereditários, que estão ligados a síndromes clínicas hereditárias", acrescenta.

A investigação demonstrou que a combinação de tabagismo, diabetes de longa data e uma dieta pobre aumenta o risco de cancro do pâncreas, além do risco que qualquer um destes fatores representa por si só.

4. Não há um rastreio para o cancro do pâncreas

Os médicos ainda não têm uma boa maneira de rastrear grandes partes da população para o cancro do pâncreas. "Não há um bom teste de rastreio que seja barato, eficaz, seguro e que possa ser aplicado como esfregaço de pap, mamografia ou colonoscopia", diz Vege.

"Para pessoas com parentes de primeiro grau com cancro do pâncreas (especialmente se tiverem dois parentes de segundo grau com a doença), estamos a fazer um tipo de rastreio de ressonância magnética todos os anos", diz Vege. "E possivelmente uma ecografia endoscópica a cada três anos."

Mas para pessoas sem histórico familiar de cancro do pâncreas, o rastreio não está disponível.

Estes dois especialistas, bem como outros investigadores da Clínica Mayo, estão a fazer a recolha de dados dos pacientes para obter pistas que os possam ajudar a desenvolver orientações para o rastreio do cancro do pâncreas. "Estamos a analisar dados de pacientes com diabetes de início recente diagnosticada com cancro do pâncreas", diz o Dr. Vege. "Para pessoas que também tiveram indigestão, sintomas abdominais e níveis elevados de CA19-9, adicionámos os níveis de glicose no sangue dos três anos anteriores e podemos desenvolver uma estimativa de risco de cerca de 50 a 74 por cento."

5. Os tratamentos e os resultados estão a ser otimizados

Para os doentes cujo cancro do pâncreas já se espalhou para outros órgãos no momento do diagnóstico, a quimioterapia é o tratamento primário. Os doentes cujo cancro está confinado ao pâncreas também podem ser candidatos à radiação e à cirurgia.

Se o tumor do paciente não afetar nenhum vaso sanguíneo significativo ou nenhuma veia e artérias críticas, os doentes geralmente são submetidos a uma operação para remover o tumor. "Fazemos isto há várias décadas", diz Truty. "Infelizmente, os resultados a longo prazo têm sido fracos. Uma parte significativa destes pacientes desenvolve doenças recorrentes e precoces em locais distantes, o que significa que o cancro já se tinha espalhado, e simplesmente não sabíamos disso."

Para determinar se a cirurgia é a melhor opção, são consideradas três perguntas:

  • Há alguma evidência de que o cancro se tenha espalhado?
  • O tumor pode ser removido sem que as células cancerígenas sejam deixadas para trás?
  • O paciente está a um nível de aptidão física adequado para tolerar a cirurgia e recuperar bem o suficiente para receber quimioterapia?

"Sabemos que os doentes que são submetidos a uma operação para remover tumores podem viver significativamente mais tempo do que os pacientes que não são operados", revela Truty. "Mas se fizermos a cirurgia e deixarmos as células cancerígenas para trás ou se o paciente tiver complicações e não puder tolerar quimioterapia, o benefício não faz sentido."

Vários especialistas estão agora a tratar os doentes antes da cirurgia com uma combinação de quimioterapia e mais ou menos radiação. Estão também a fazer operações mais extensas.

"Expandimos os nossos critérios para doentes aptos para cirurgia e estamos agora a operar pacientes cujos tumores afetam vasos sanguíneos importantes, como veias e artérias", diz o Truty. "A quimioterapia melhorada, a radiação adequada e as operações mais complexas melhoraram significativamente os resultados a longo prazo."

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Tratamento de doentes em risco
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou, esta quinta-feira, que o seu Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP)...

O CHMP analisou dados do ensaio EPIC-HR da fase II/III que envolveu cerca de 2080 doentes não hospitalizados com Covid-19 e que têm pelo menos uma condição subjacente que os coloca em risco de doença grave. Os pacientes no estudo foram aproximadamente divididos uniformemente entre aqueles que receberam Paxlovid e aqueles que receberam placebo, cinco dias após o início do sintoma. Os indivíduos não receberam, ou não, o tratamento com anticorpos.

A Pfizer reportou resultados do ensaio do mês passado que mostram que Paxlovid reduziu o risco de internamentos ou morte em 89% em comparação com placebo, quando tomado no prazo de três dias após o início do sintoma, e em 88% quando tomado no prazo de cinco dias.

A análise dos dados do CHMP concluiu que, no mês seguinte ao tratamento, 0,8% dos doentes do grupo Paxlovid foram hospitalizados por mais de 24 horas, contra 6,3% para o placebo. Além disso, não houve mortes entre os que tomaram o antiviral em comparação com nove mortes após administração de placebo. A EMA observou que a maioria dos pacientes no estudo foram infetados com a variante Delta do vírus SARS-CoV-2, mas estudos laboratoriais sugerem que Paxlovid também deve estar ativo contra Ómicron e outras variantes.

Entretanto, a reavaliação europeia concluiu que o antiviral oral da Pfizer tinha um perfil de segurança favorável, causando efeitos colaterais que eram geralmente leves. No entanto, a agência observou que o componente ritonavir do tratamento pode interferir com vários outros medicamentos, pelo que os avisos e conselhos para o efeito foram incluídos na informação do produto.

"Esta expressão de confiança em Paxlovid surge num momento crítico, à medida que a Europa aborda os desafios em curso da pandemia e à medida que as taxas de infeção estão a aumentar em muitos países em todo o mundo", comentou o CEO da Pfizer, Albert Bourla. Referiu que a empresa tem "uma forte pegada fabril na Europa, que ajudará a apoiar a produção de até 120 milhões de doses de Paxlovid a nível global". No início deste mês, a Pfizer disse que vai investir 520 milhões de euros (579 milhões de dólares) em França nos próximos cinco anos, incluindo a adição de uma unidade de produção para a Paxlovid, que envolverá inicialmente a produção de ingredientes farmacêuticos ativos numa das instalações da Novasep.

O tratamento antiviral oral está atualmente aprovado ou autorizado para uso de emergência em mais de 10 países, incluindo os EUA e o Reino Unido. Itália, Alemanha e Bélgica estão entre um grupo de países da UE que compraram o medicamento.

 

Henrique Girão assume a Direção do iCBR
Promover uma maior troca de ideias e experiências é o objetivo da nova Direção que, liderada pelo investigador Henrique Girão,...

“No iCBR-FMUC existe uma estreita articulação com a comunidade clínica: o objetivo é estudarmos novos mecanismos de doença e, com base nisso, encontrarmos novos alvos terapêuticos. No fundo, queremos levar a cabo uma abordagem transversal e holística, que nos permita abordar todas estas questões, desde a molécula até ao homem, criando, assim, condições que sustentem a translação do conhecimento adquirido, em benefício dos doentes: a doença, os doentes e a sociedade são o mote da nossa investigação”, salienta Henrique Girão.

Com mais de cem investigadores integrados doutorados, o iCBR-FMUC assenta em cinco grandes áreas: Envelhecimento, Ciências Cardiovasculares, Ciências da Visão, Neurociências e Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia. Com total confiança e muita esperança no conjunto de clínicos de “excecional qualidade”, o novo Diretor acredita que “é possível, com vontade, esforço e empenho, fazer do iCBR-FMUC uma unidade de investigação de excelência, de acordo com os mais exigentes padrões de qualidade a nível internacional”.

Outro dos objetivos traçados pela nova direção do iCBR-FMUC, passa pela captação e retenção de talentos e por uma maior proximidade à sociedade civil e a agentes económicos: “é fundamental que sejam criadas condições para atrair e reter jovens talentos e promover um maior envolvimento com a sociedade civil. A ciência já não se faz só para os cidadãos, mas com os cidadãos. Por isso, é fundamental uma estratégia que promova uma maior proximidade com os cidadãos. Além disso, temos também prevista uma reorganização do instituto, por forma a fomentarmos uma maior participação dos agentes económicos, enquanto agentes empreendedores. A ideia é a de que representantes da sociedade civil e do mundo empresarial passem a fazer parte integrante das nossas estruturas de estratégia científica da instituição”.

Neste novo cargo, que acumula com outras funções na área do ensino, gestão e investigação, Henrique Girão olha para uma Escola Médica como uma instituição cuja missão passa por “preparar os cidadãos para os problemas, desafios e oportunidades que o avanço científico e tecnológico oferece”. A este respeito, reforça que é necessário “descer do nosso pedestal e, de pés bem assentes na terra, aproximarmo-nos da sociedade, para perceber as suas inquietudes, os seus anseios e as suas expetativas, disponibilizando os nossos vastos e qualificados recursos para ajudar a resolver problemas que assolam e atormentam as pessoas”.

Para além da Direção do iCBR, Henrique Girão mantém a sua ligação à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra onde exerce, entre outras, funções de Subdiretor para a Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Co-Coordenador da Área Cardiovascular, Coordenador do Programa de Doutoramento em Ciências da Saúde e do Mestrado em Investigação Biomédica, Diretor do Laboratório de Microscopia e Bioimagem e do Laboratório de Comunicação em Saúde. No Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CIBB) da Universidade de Coimbra, consórcio que reúne o iCBR e o Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), Henrique Girão é Membro do Conselho Científico, Membro da Comissão Executiva e Coordenador do Grupo de Cardiologia Celular e Translacional (CARDICT), uma equipa multidisciplinar que integra clínicos, ligados à área cardiovascular, e investigadores.

Com foco no Sistema Locomotor, Medicina Regenerativa e Medicina Desportiva
A Clínica Espregueira - FIFA Medical Centre of Excellence - entidade de referência em Medicina e Traumatologia Desportiva, a...

A Clínica Móvel Espregueira desloca-se, semanalmente, às cidades de Aveiro (6as feiras de manhã e à tarde), Águeda (5as feiras à tarde), Amarante (4as feiras à tarde), Chaves (3as feiras de manhã e à tarde), Oliveira de Azeméis (5as feiras de manhã), Ponte de Lima (2as feiras de manhã), Viana do Castelo (2as feiras à tarde) e Vila Real (4as feiras de manhã).

Na Clínica Móvel existem numerosos tratamentos injetáveis de Medicina Regenerativa que permitem tratar patologias do sistema locomotor, através de produtos que desinflamam e estimulam a regeneração.

Munida de sala de consulta e gabinete para tratamentos diferenciados em Medicina Regenerativa, onde são efetuados tratamentos modernos ortobiológicos injetáveis, esta Clínica Móvel pode ajudar a resolver diversas patologias ortopédicas e, até mesmo, evitar cirurgias.

Esta unidade disponibiliza ainda uma consulta tripartida com o doente, o médico assistente e um especialista de reputação internacional (online). Esta modalidade permite ao doente do interior, o acesso aos mais diferenciados médicos especialistas.

A primeira consulta de avaliação é gratuita. Os agendamentos de consulta podem ser feitos pelo email [email protected], ou pelo telefone 220 100 112.

No próximo mês de março, entrará em funcionamento uma segunda Clínica Espregueira Móvel que cobrirá outra parte do território. Até 2025, a Clínica Espregueira investirá em mais duas unidades, por ano, até um total de 8, cobrindo assim um total de 40 cidades.

Estimulação cerebral profunda com anestesia geral
A Unidade de Doenças do Movimento e Cirurgia Funcional do Serviço de Neurocirurgia do Centro Hospitalar Universitário São João ...

"Desde o seu início, esta técnica tem sido efetuada sob anestesia local com o desconforto e sofrimento sistematicamente referidos pelos doentes. Mais recentemente alguns centros europeus de referência introduziram modificações técnicas capazes de a fazer sob anestesia geral com resultados idênticos, poupando quer a necessidade de suspender a medicação, quer a desagradável experiência sofrida pelos doentes ao longo das várias horas da cirurgia", explica Rui Vaz, diretor do Serviço de Neurocirurgia do CHUSJ, pioneiro nesta técnica em Portugal.

A Unidade de Doenças do Movimento e Cirurgia Funcional do CHUSJ dispõe atualmente das condições técnicas e o desenvolvimento suficientes para poder acompanhar esta evolução, iniciando esta técnica em Portugal e tendo contado, nestes primeiros dois casos, com a colaboração de Rick Schuurman, conhecido Neurocirurgião funcional holandês, com considerável experiência nesta técnica e autor do estudo Galaxy.

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados perto de 66 mil novos casos de infeção pelo novo coronavírus e 41 mortes em território nacional. O...

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a região do país que registou maior número de mortes, desde o último balanço: 17 em 41. Segue-se a região Norte com 15 óbitos registados, a região Centro com quatro, o Alentejo com três e o Algarve com dois.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 65.706 novos casos. A região Norte voltou a registar a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 27.594 seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 18.590 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 11.430 casos na região Centro, 2.713 no Alentejo e 2.883 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 944 infeções, e os Açores com 1.552.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 2.249 doentes internados, menos 64 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos têm agora menos sete doentes internados, desde o último balanço: 147.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 23.498 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.865.651 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 558.129 casos, mais 42.167 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 26.878 contactos, estando agora 573.235 pessoas em vigilância.

O Instituto SNS surge como resposta integrada e efetiva às pressões e desafios do SNS
O Sistema Nacional de Saúde precisa de ser mais eficiente e dar melhor resposta. O Health Cluster Portugal (HCP) – que junta...

Para o Health Cluster Portugal é consensual a necessidade de rever a organização do SNS, um sistema pensado há 40 anos que enfrenta pressões e desafios a que urge responder. Perante isso, Joaquim Cunha, Diretor Executivo Diretor do HCP, detalha que “entre estes constrangimentos merecem destaque a elevada centralização do financiamento, a vulnerabilidade aos ciclos políticos, a reduzida flexibilidade operacional e a acumulação sistemática de défices que colocam em causa a sua sustentabilidade”.

Assim, tendo em conta os desafios crescentes associados ao envelhecimento populacional e a maior prevalência de doenças crónicas, é urgente encontrar uma nova resposta de gestão do SNS. O Instituto SNS surge como uma entidade estrategicamente posicionada para responder de forma integrada e efetiva às pressões e desafios do SNS: Mandatado pelos Ministérios das Finanças e da Saúde, o Instituto SNS - Entidade Gestora do Serviço Nacional de Saúde assumiria três grandes funções:  a Gestão do SNS, abrangendo os recursos físicos, financeiros e humanos do SNS numa lógica optimizada e especializada; a Otimização do percurso do utente, melhorando sua experiência no SNS e apoiando estratégias de prevenção e participação em saúde e Articulação com a envolvente, articulando o SNS com a oferta global do sistema de Saúde português, industrias da saúde e entidades do SCTN.

 

APDP defende a implementação de medidas urgentes
A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) recebe esta sexta-feira, às 11.30 horas, o Partido Comunista...

“Estamos a viver mais um pico da pandemia da covid-19. Mais do que nunca, é crucial adotar estratégias de retoma dos cuidados e rastreios às pessoas com diabetes”, afirma José Manuel Boavida, presidente da Associação, reforçando a importância de “garantir ainda o acompanhamento educativo de pessoas com pré-diabetes, para que não desenvolvam a doença, e o incentivo a uma cidadania ativa e um modelo participativo por parte dos cidadãos na gestão da sua saúde”.

“Não nos cansamos de alertar que mais de um milhão e meio de portugueses tem diabetes e que este número continua a aumentar em tempo de pandemia, o que equivale a uma diminuição da esperança média de vida, mas também a um aumento dos custos para o sistema de saúde. Este é o momento para agir, não podemos deixar para trás as pessoas com diabetes e outras doenças crónicas”, alerta João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP.

 A associação alinha-se assim com a opinião partilhada pela Organização Mundial de Saúde, que tem publicado várias orientações para o combate desta doença, colocando-a como tema central da sua agenda.

 

 

 

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