Estudo publicado no British Journal of Clinical Pharmacology
A heparina, um medicamento amplamente disponível e acessível, limita os danos pulmonares quando inalado por pacientes com Covid...

Os investigadores descobriram que a respiração e os níveis de oxigénio melhoraram em 70% após os doentes com infeção por coronavírus inalarem heparina. Este fármaco é único na medida em que tem efeitos antivirais, anti-inflamatórios e anticoagulantes que são considerados relevantes para o tratamento da Covid-19.

Os doentes com Covid-19 grave desenvolvem coágulos sanguíneos nos pulmões que podem ser letais. Os anticoagulantes, como a heparina, podem impedir a formação de tais coágulos.

Como o fármaco tem propriedades antivirais e acalma o sistema imunitário, pode ser usado em diferentes fases do tratamento. De facto, os doentes tratados incluídos nos estudos não eram uniformes em termos de gravidade da doença, sugerindo que a heparina inalada é segura e eficaz para utilização em todo o espectro da Covid-19.

"Este medicamento já está disponível em hospitais de todo o mundo e é muito barato. Se for tão eficaz como os nossos primeiros resultados sugerem, pode ter um grande impacto na nossa luta contra a pandemia", disse o líder do estudo, o professor Frank van Haren, da Universidade Nacional Australiana.

"A heparina inalada tem propriedades antivirais que atuam ligando-se às proteínas de pico que o coronavírus usa para entrar nas células do corpo. Efetivamente, evita que o vírus infete as células pulmonares", disse o professor Clive Page, do King's College.

A heparina também assegura uma importante resposta anti-inflamatória: tem a capacidade de acalmar tudo quando o corpo está a montar uma resposta exagerada ao vírus.

A dose recomendada é de 10 microgramas
O comité consultivo de peritos da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou hoje o alargamento do uso de uma dose reduzida...

A dose recomendada para esta faixa etária é de 10 microgramas em vez de 30 microgramas como acontece para os maiores de 12 anos, disse a SAGE, que sublinhou que as pessoas entre os cinco e os 11 anos constituem a faixa de prioridade mais baixa, a menos que tenham doenças graves anteriores.

O Grupo Consultivo Estratégico de Peritos (SAGE) da OMS concordou também, na sua última reunião, em recomendar que a dose de reforço desta vacina seja aplicada pela primeira vez a grupos de risco, como idosos e profissionais de saúde, entre quatro a seis meses após a conclusão da orientação.

 

Comunicado
O Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO do Porto) vai realizar um estudo clínico para avaliar a resposta imunológica à...

O estudo, que está a ser realizado em parceria com a Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Norte, arrancou na semana passada e já incluiu mais de 100 doentes.

Em comunicado, IPO do Porto, refere que o objetivo é avaliar a resposta imunológica à dose de reforço da vacina para a Covid-19 em doentes oncológicos e perceber por que motivo alguns doentes não conseguem adquirir defesas suficientes para combater a infeção.

De acordo com Júlio Oliveira, médico especialista em oncologia e farmacologia clínica e coordenador da Unidade de Ensaios Clínicos em fase precoce no IPO-Porto, os investigadores pretendem descobrir quais são as características dos doentes que têm menor capacidade em “montar” esta resposta imunológica e que população de doentes está em maior risco.

Para já, o que se sabe é que a resposta não é igual em todos os doentes, uma vez que pacientes com tumores do sangue, assim como os doentes que se encontram em tratamentos ativos de quimioterapia/imunoterapia, parecem ter tendência a desenvolver uma menor resposta à vacina, no entanto, ainda existem poucos dados disponíveis sobre o impacto da dose de reforço.

A amostra esperada para este estudo são 400 doentes, por isso o IPO do Porto apela à colaboração dos doentes oncológicos nesta investigação, em particular nas próximas duas a três semanas.

Numa primeira fase, o estudo vai incluir doentes do IPO do Porto, mas há a expectativa de alargar a doentes de outros hospitais.

 

ECDC
A variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, responsável por dois terços dos novos casos de Covid-19 na Europa, representa...

A informação foi avançada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) que, num relatório com a atualização epidemiológica à data de 20 janeiro, refere que a Ómicron «foi identificada em todos os países» da União Europeia e Espaço Económico Europeu, com uma «prevalência estimada de 69,4%», mais 20% comparativamente à semana anterior.

«Através de estudos realizados em vários cenários, verificou-se que o risco de hospitalização foi menor para a Ómicron do que para a variante Delta. Contudo, a imunidade prévia à infeção natural, a vacinação incluindo doses de reforço e as melhores opções de tratamento contribuem para resultados menos graves, o que torna difícil estimar o risco inerente de infeção grave», explica o ECDC, sublinhando que «a maioria dos estudos encontrou uma redução do risco na ordem dos 50-60%».

De acordo com dados do ECDC, do total de 155.150 casos da variante Ómicron comunicados entre os dias 20 de dezembro de 2021 e 9 de janeiro de 2022, 1,14% resultaram em internamentos, 0,16% implicaram apoio respiratório nas unidades de cuidados intensivos e 0,06% morreram.

«Estudos iniciais sugerem que as vacinas atuais podem ser menos eficazes contra a infeção Ómicron, embora ainda proporcionem proteção contra a hospitalização e doenças graves. Dada a vantagem do crescimento exponencial da propagação e o elevado número de casos, quaisquer benefícios potenciais de uma menor severidade observada podem ser ultrapassados pelo simples número de resultados graves ao longo do tempo», alerta o ECDC.

Fazendo um retrato sobre os novos casos de infeção com a Ómicron, o ECDC especifica que a idade média é de 20 a 33 anos e que a transmissão ocorre principalmente ao nível local, sendo apenas 7% dos casos importados ou relacionados com viagens.

 

4º episódio do podcast “Cancro sem Temor”
O quarto episódio do podcast “Cancro sem Temor”, iniciativa do IPO do Porto, é lançado hoje com o título “Há Benefícios no...

Com a participação de Esperança Silva (Diretora do Serviço Social do IPO Porto), Ana Mafalda Baptista (Técnica do Serviço Social da AAPC – Associação de Apoio às Pessoas com Cancro) e Andreia da Costa Andrade, Jurista da Liga Portuguesa Contra o Cancro, o novo episodio falará de direitos e o que fazer quando não são respeitados. O que mudou nesta área ao longo dos últimos anos. Não sendo este o foco do doente no momento do diagnóstico, representa sem dúvida um ponto nefrálgico para o seu tratamento e qualidade de vida.

“Cancro sem Temor” é um projeto inédito do IPO do Porto, dirigido a toda a população, com o objetivo de realçar a importância de aprender a viver com o diagnóstico de cancro e desmistificar conceitos e ideias sobre esta vivência. Através de diferentes testemunhos e perspetivas, procura-se simplificar e retirar a carga negativa, o medo associado à doença, clarificando diferentes aspetos, para ajudar a lidar melhor com ela. Olhar para a doença de diferentes perspetivas, psicológico, emocional, farmacológico, médico e social. O impacto do diagnóstico no indivíduo e no seu mundo.

O podcast, que conta com o apoio da Novartis, está disponível no canal Youtube do IPO do Porto e nas plataformas de podcast (Spotify e Apple Podcasts).

 

Certificação
A Angelini Pharma Portugal acaba de ser reconhecida pelo Top Employer Institute como Top Employer 2022 pelo 3.º ano consecutivo...

Obter a certificação Top Employer é uma prova da dedicação e compromisso das organizações em implementar boas políticas de Recursos Humanos (RH) e práticas de gestão de pessoas com o intuito de melhorar o mundo do trabalho.

O programa de certificação do Top Employers Institute baseia-se na participação e nos resultados da pesquisa de melhores práticas de RH. Desenvolvida a partir de uma metodologia global, a pesquisa cobre seis segmentos de RH, dentro de 20 tópicos-chaves, como Estratégia de Pessoas, Ambiente de Trabalho, Aquisição de Talentos, Aprendizagem, Bem-Estar, Diversidade e Inclusão, entre outros.

Ao longo de mais de três décadas, o programa de certificação global Top Employers já certificou e deu visibilidade a mais de 1 857 empresas presentes em 123 países/regiões e cinco continentes.

Segundo Conceição Martins, diretora de Recursos Humanos e Comunicação da Angelini Pharma Portugal, “Os últimos dois anos foram altamente desafiantes para todos, e as pessoas que trabalham conosco não foram exceção. Apostámos em formas de capacitar as nossas pessoas para, em conjunto e com o apoio da empresa, lidarem de uma forma mais equilibrada e saudável com a nova realidade, tendo um particular cuidado com aspetos ligados à saúde mental e bem-estar. Assegurar que os nossos colaboradores tiveram o suporte e as ferramentas necessárias para um maior equilíbrio profissional e pessoal foi uma das nossas principais preocupações e ver que, neste contexto desafiante, a Angelini Pharma Portugal continua a ser reconhecida pelas suas práticas de RH e valorização dos seus colaboradores é bastante gratificante.”

Andrea Zanetti, General Manager da Angelini Pharma Portugal, refere que “Receber a distinção Top Employer pelo 3.º ano consecutivo é um enorme orgulho. É a confirmação que estamos no caminho certo e que o nosso trabalho é reconhecido. Todos os dias procuramos incorporar as melhores práticas de Recursos Humanos com o objetivo de criar um impacto positivo na equipa, assegurar o bem-estar de todos os nossos colaboradores e de reter e atrair os melhores talentos”. 

Fundado em 1919, o Grupo Angelini é líder internacional na área de saúde e bem-estar no setor farmacêutico e de consumo. Empenhada no compromisso de criar um modelo de trabalho alicerçado na convicção de que as pessoas são o elemento chave da empresa, a farmacêutica conta com uma equipa global de cerca de três mil colaboradores distribuídos por 15 países, entre os quais Portugal, onde a empresa opera desde 1979, contando com aproximadamente 100 colaboradores.

APLO participa em estudo mundial sobre ‘Grandes Desafios da Saúde Ocular Global’
A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) apela a que se assegure o acesso dos cuidados de saúde da visão...

“Portugal é o segundo país do mundo com média de idade mais elevada e por isso deve preparar-se para os desafios do envelhecimento e o consequente aumento das condições e doenças características desta faixa etária, como é o caso dos problemas de visão e oculares. Melhorar a saúde ocular no contexto de uma população envelhecida deve ser uma prioridade das principais entidades de saúde e decisores políticos”, adverte Raúl de Sousa, Presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO), que integra um painel de especialistas mundiais em saúde da visão que assinam o estudo ‘Grandes Desafios Globais da Saúde da Visão: processo de priorização global utilizando o método de Dephi’, publicado este mês, na revista científica ‘The Lancet Healthy Ageing’.

Com o “envelhecimento da população global, a necessidade de serviços de saúde da visão continuará a aumentar, particularmente no contexto de desigualdade generalizada no acesso e limitações de recursos e inadequado planeamento da força de trabalho na área dos cuidados para a saúde da visão no SNS. Foi desenvolvida uma lista global e listas regionais de Grandes Desafios para a Saúde da Visãol para uso imediato, e informando os Ministérios da Saúde sobre a estratégia necessária no investimento em cuidados de saúde da visão, pesquisa e inovação”, refere o estudo.

Desenvolvido com o objetivo de identificar os principais desafios e questões prioritárias, com vista a melhorar a saúde ocular no contexto global, aquele que é o mais recente trabalho de investigação no que respeita a cuidados de saúde da visão foi desenvolvido pela The Lancet Global Health Commission on Global Eye Health [Comissão de Saúde Global da Lancet sobre Saúde da Visão], com a participação de uma comissão de especialistas mundiais.

Nele participaram 336 profissionais de 118 países entre os quais EUA, Canadá, Reino Unido, Brasil, África do Sul, Espanha, Egipto, Israel, representando diferentes disciplinas em saúde pública e saúde da visão, incluindo Ministros da Saúde, especialistas na prática clínica, gestores de serviços de cuidados para a saúde da visão e investigadores.

Em representação de Portugal, participaram no estudo Helena P. Filipe, João Barbosa-Breda (Universidade do Porto) e Raúl de Sousa Presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) identificando temáticas e os desafios proeminentes que devem marcar a agenda dos principais decisores do setor da saúde à escala nacional e internacional. 

“Os problemas de saúde da visão aumentam com a idade, prevê-se que o número de pessoas que necessitam de cuidados para a saúde da visão aumente nas próximas décadas, excedendo os recursos atuais. Por exemplo, apesar das reduções na prevalência padronizada por idade da cegueira e deficiência visual, o número de pessoas a viver com perda de visão deve atingir os 1,8 mil milhões até 2050”, lê-se ainda no estudo agora publicado.

Incentivar os governos a priorizar a prestação de serviços de cuidados para a saúde da visão, centrados nas pessoas, assegurando Cobertura Universal de Saúde; identificar e implementar estratégias para melhorar a qualidade, produtividade, equidade e acesso à cirurgia de catarata; desenvolver e implementar estratégias baseadas em evidências para a efetiva integração dos cuidados para a saúde da visão, desde os cuidados de saúde primários até aos cuidados hospitalares, melhorando as vias de referenciação, que enquadram um conjunto de medidas apontadas como prioritárias pelos especialistas mundiais.

Por boa saúde da visão deve entender-se "o estado em que a visão, a saúde e a capacidade funcional da visão são maximizadas, contribuindo assim para a saúde e o bem-estar em geral, inclusão social e qualidade de vida", refere “The Lancet Comissão Global sobre Saúde da Visão: visão para além de 2020”.

 

Principais recomendações
Os reguladores internacionais publicaram hoje um relatório que destaca as suas discussões sobre a eficácia das vacinas atuais...

Analisando dados sobre o impacto do Ómicron, os participantes concluíram que as vacinas atuais oferecem menos proteção contra infeções e doenças leves causadas por esta variante. No entanto, a vacinação continua a oferecer uma proteção considerável contra a hospitalização e o COVID-19 grave com a Ómicron, especialmente após uma dose de reforço. Torna-se cada vez mais claro que é necessária uma dose de reforço para alargar a proteção das vacinas.

Ao analisarem possíveis abordagens de vacinação contra a Ómicron e outras variantes do vírus, os participantes da reunião concordaram que a administração de várias doses de reforço a curto prazo não é uma abordagem sustentável a longo prazo. É necessário desenvolver uma estratégia a longo prazo sobre os tipos de vacinas necessárias para gerir a Covid-19 no futuro. Trata-se de uma discussão global em curso, que se situa na encruzilhada da ciência, das políticas públicas e da saúde pública e que exigirá coordenação entre os decisores da saúde pública a todos os níveis.

No que diz respeito às composições atualizadas das vacinas, os reguladores globais incentivam a comunidade científica internacional e os desenvolvedores de vacinas a analisarem abordagens alternativas às vacinas monovalentes. Na opinião dos reguladores, as empresas devem também explorar a viabilidade do desenvolvimento de vacinas bivalentes ou multivalentes para determinar se oferecem vantagens às vacinas monovalentes.

Os participantes do encontro sublinharam ainda que devem ser realizados estudos clínicos para apoiar o uso de uma nova vacina. Estes estudos devem ser concebidos para demonstrar que a resposta imunitária, medida como anticorpos neutralizantes, gerada pela vacina atualizada, é superior à conseguida com as vacinas atuais. A capacidade das vacinas atualizadas de neutralizar outras variantes de preocupação seria uma característica adicional no que respeita à amplitude da proteção fornecida pela vacina atualizada.

O encontro baseou-se no conhecimento e experiência adquiridos de workshops anteriores sobre o desenvolvimento de vacinas Covid-19 e variantes de vírus realizadas em 2021, onde os reguladores internacionais sublinharam a necessidade de alinhamento regulamentar para acelerar e dinamizar o desenvolvimento global e a autorização de novas ou modificadas vacinas Covid-19 contra variantes emergentes do coronavírus. Reuniu delegados que representam 24 membros e 13 membros associados, bem como a Organização Mundial de Saúde.

A reunião foi copresidida pela EMA e pela Food and Drug Administration dos EUA.

Estudo Mayo Clinic
As pessoas que usam cigarros eletrónicos e testam positivo para a Covid-19 são mais propensas a experimentar os sintomas da...

O estudo, publicado no Journal of Primary Care & Community Health, conclui que as pessoas que inalam vapor de cigarros eletrónicos e testam positivo para a Covid-19 são mais propensas a experimentar sintomas como dores de cabeça, dores musculares, dor no peito, náuseas e vómitos, diarreia e perda de cheiro e sabor. Além disso, o estudo conclui que as pessoas que inalam vapor de cigarros eletrónicos e também fumam tabaco, e que testam positivo para a Covid-19, queixaram-se de dificuldades respiratórias e fizeram visitas mais frequentes às urgências quando comparadas com as pessoas que não usam o cigarro eletrónico.

"O estudo foi concebido para comparar a frequência de sintomas comuns da Covid-19, tais como perda de sabor e olfato, dor de cabeça, dor muscular e aperto no peito em pacientes que inalam vapor de cigarros eletrónicos em comparação com pacientes que não eram utilizadores de cigarros eletrónicos", diz David McFadden, um médico internista na Clínica Mayo e primeiro autor do estudo. "Entrevistámos mais de 280 doentes que usam cigarros eletrónicos e testaram positivo para a Covid e comparamos 1.445 pessoas da mesma idade e género com um diagnóstico positivo, mas que não fumam. Todos os sintomas comuns da Covid-19 têm sido relatados com mais frequência entre as pessoas que usam cigarros eletrónicos."

Os participantes do estudo tinham pelo menos 18 anos e deram positivo para a Covid-19, no Minnesota e Wisconsin entre 1 de março de 2020 e 28 de fevereiro de 2021. Foram recolhidos dados sobre idade, sexo, etnia, raça, sintomas, visitas às urgências e hospitalizações, e histórico de estilo de vida, como inalação de vapor e tabagismo.

O uso de cigarros eletrónicos tem crescido significativamente na última década, especialmente entre estudantes do ensino secundário e jovens adultos, embora os seus efeitos a curto e longo prazo sejam desconhecidos. Embora os estudos não tenham encontrado uma ligação entre o uso de cigarros eletrónicos e testes positivos para a Covid-19, o estudo da Mayo Clinic encontra uma associação entre a inalação de vapor e a experiência de sintomas Covid-19 para pessoas que testam positivo para a doença.

"Existem muitos estudos que mostram que o uso de cigarros eletrónicos pode estar associado a inflamação nos pulmões, e pode causar danos pulmonares graves em certos utilizadores, causando a condição chamada lesão pulmonar associada ao uso de cigarros eletrónicos ou inalação de vapor", diz Robert Vassallo, um pneumologista e especialista em cuidados críticos na Clínica Mayo e coautor do estudo. "A nossa investigação não foi concebida para testar se o uso de cigarros eletrónicos aumenta o risco de adquirir infeção por Covid, mas indica claramente que o peso dos sintomas nos doentes com Covid-19 que usam cigarros eletrónicos é maior do que para os pacientes que não fumam."

As incertezas em relação aos efeitos para a saúde causados pelo uso de cigarros eletrónicos devem-se, em parte, à variedade de dispositivos, ingredientes no líquido vaporizado e à utilização. No entanto, o estudo documentou uma diferença significativa na frequência dos sintomas entre aqueles que usavam cigarros eletrónicos e foram diagnosticados com Covid-19 e aqueles que não fumaram.

O aumento da inflamação do tecido pulmonar causado pela infeção Covid-19 e a inflamação induzida pela inalação de vapores pode agravar a probabilidade de inflamação sistémica, com um aumento associado de sintomas como febre, mialgias, fadiga e dor de cabeça, aponta o estudo.

"Durante uma pandemia com um agente patogénico respiratório altamente transmissível, como o SARS-CoV-2 (o vírus que causa a Covid-19), é altamente recomendado reduzir ou parar a inalação de vapor e o uso de cigarros eletrónicos e minimizar o potencial de aumento dos sintomas e lesões pulmonares", diz Vassallo.

APCP apela aos partidos a inclusão de medidas nos seus programas
Em Portugal, existem 77 mil portugueses (70 mil adultos e 7 mil crianças) sem acesso a cuidados paliativos. À beira das...

Em comunicado, a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) afirma estar atenta “para perceber as propostas e as preocupações face à grave situação que vivemos no país, no que respeita a respostas dos cuidados de saúde e cuidados sociais às pessoas em situação de doença grave, avançada, fragilidade e/ou em fim de vida”, agora que estamos prestes a escolher o “partido que nos vai governar”.

De acordo com a APCP, há milhares de cidadão sem acesso a cuidados paliativos. “São milhares de vidas envolvidas, entre doentes, familiares, cuidadores e instituições”, revela.

“No que toca especificamente a Cuidados Paliativos, mantemos a capacidade de acesso abaixo dos 30% nos adultos e abaixo dos 10%, nas crianças. Isto significa que hoje, temos mais de 70.000 adultos e mais de 7.000 crianças com necessidades destes cuidados e sem acesso aos mesmos”, escreve.

Ainda assim, sublinha a APCP: “este não é o único problema, uma vez que as equipas especializadas em cuidados paliativos são extraordinariamente importantes, mas não constituem a única solução para as necessidades”. Deste modo, afirma que é necessária “uma estratégia de fundo, na formação, na capacitação e competência, na organização das estruturas de saúde e sociais para que, efetivamente, o nosso país passe a garantir cuidados e respostas adequados e essenciais aos doentes com necessidades paliativas e às suas famílias”.

Segundo a APCP, a pandemia tornou ainda mais evidente as dificuldades, as falhas e as necessidades ao nível dos cuidados aos mais frágeis. “Não se trata de falar do número de pessoas doentes ou do número de pessoas que morrem, mas sim dos cuidados que são garantidos em vida, atualmente ainda desadequados e sem uma estratégia para mudar esta realidade”, reforça.

A APCP alerta que camas e estruturas físicas (como as anunciadas no PRR) não resolvem as falhas do país nesta área de cuidados. “O País não tem profissionais especializados suficientes para as poucas equipas que já existem. No momento de grande oportunidade de investimento numa estratégia para a formação, realização de estágios para acréscimo de competências para todos os profissionais nesta área e de maior especialização para os que querem dedicar-se a cuidados paliativos, parece que a única via para os milhões do PRR são estruturas físicas/camas”, salienta em comunicado.

Em momento de campanha eleitoral, a APCP manifesta “a grande preocupação na ausência de medidas específicas neste sentido nos programas eleitorais de todos os partidos e aproveitar para desafiar todos os partidos a incluir nos seus discursos, nos seus programas, nos seus debates, a questão dos cuidados de saúde e sociais aos milhares de cidadãos e suas famílias que vivem uma situação de maior fragilidade, de doença grave e causadora de sofrimento, causadora de limitações e/ou que se encontram em situação de fim de vida”

“Se temos agora cerca de 100 mil cidadãos com necessidade de cuidados paliativos, em 2060 teremos o dobro. O que é que o nosso Governo e a nossa Assembleia da República pretendem fazer em relação a isso? É emergente repensarmos a estratégia nesta área de cuidados”, apela.

Neste sentido, a APCP recomenda a todos os partidos candidatos às eleições legislativos do próximo dia 30 de janeiro, a integração no seu programa de governo das seguintes medidas:

1 – Redução das desigualdades territoriais no acesso aos cuidados paliativos: todos os doentes, independentemente da idade e do local de residência devem ter acesso, através do SNS, aos cuidados especializados que possam necessitar em situação de doença avançada e/ou ameaçadora da vida;

2 - Garantir que todas as equipas especializadas e unidades de cuidados paliativos existentes e todas as que venham a ser criadas, são dotadas de profissionais, tanto em número como em formação e competência especializada, de acordo com o que tem sido definido pela CNCP;

3- Formação de nível pelo menos básico a todos os profissionais de Saúde e abertura de estágios de especialização para profissionais de saúde (Médicos, Enfermeiros, Psicólogos, Assistentes Sociais) nas diferentes tipologias de respostas existentes para os Cuidados Paliativos;

4 – Promoção de campanhas nacionais de literacia em Cuidados Paliativos tendo em conta a sua definição e o seu posicionamento diferenciado face quer a obstinação, quer ao encarniçamento terapêutico, que além de aumentar o sofrimento, traduz-se no aumento das despesas em saúde, sem nenhum proveito;

5- Garantir a estabilidade das Equipas, prevendo uma progressão na carreira para os profissionais de saúde de todas as áreas científicas que se dediquem a Cuidados Paliativos;

6 – Garantia de profissionais com competência em abordagem paliativa nas estruturas do setor social (ex. ERPIs, apoio domiciliário, centros de dia, residenciais de apoio e acolhimento de pessoas com deficiência…);

7 - Aumento do número de Equipas de Suporte comunitário em Cuidados Paliativos e colocação de mais profissionais nas equipas existentes e alocação de recursos físicos adequados ao seu funcionamento.

“Apelamos a cada partido, que se apresenta em campanha eleitoral, para que atualize os seus programas e agenda política em função das reais necessidades dos cidadãos. Só assim cada cidadão poderá sentir-se verdadeiramente representado na Assembleia da República, independentemente da sua situação de doença, fragilidade, dependência”, conclui.

Como prevenir
A trombose no pulmão, também conhecida como trombose pulmonar ou tromboembolismo pulmonar (TEP), é u

Por que essa doença é tão grave e fatal? Roberto Yano explica: "na maioria dos casos, forma-se um coágulo em alguma veia profunda da perna. Então este coágulo, pode-se desprender e ir em direção da artéria pulmonar, entupindo a artéria, o que irá prejudicar a troca gasosa de oxigénio. O sangue do paciente torna-se incapaz de carregar oxigénio suficiente para nutrir todas as nossas células”, afirma o especialista.

Os sintomas da doença são falta de ar, tosse, tosse com sangue, tontura, dor no peito, respiração rápida, desmaio e pode gerar até mesmo morte súbita. Portanto, o diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento o mais rápido possível e salvar a vida do doente.

Diagnóstico

O cardiologista Roberto Yano descreve como a doença pode ser diagnosticada: “podemos realizar um ultrassom venoso das pernas quando suspeitamos de trombose venosa profunda. Pois é dela que se origina o trombo que pode levar à TEP. Além disso, o tratamento inicial, seja para trombose das pernas ou do pulmão, será na maioria dos casos o mesmo: uso de anticoagulantes”, contextualiza o especialista em cardiologia.Um exame para excluir o TEP é o dímero D: “quando o valor do exame está normal, descartamos a doença. Caso haja alteração no resultado, é dada continuidade à investigação da patologia. Atualmente, um dos exames mais utilizados para diagnosticar a doença é angiotomografia pulmonar”, alerta o médico Roberto Yano. Outros exames utilizados são a cintilografia pulmonar e o cateterismo pulmonar.

Fatores de risco e prevenção

Os fatores de risco para o tromboembolismo pulmonar são: tabagismo, imobilização ou cirurgia nas últimas 4 semanas, viagens longas de mais de 5 horas, obesidade e cancro. “Para prevenção, é essencial movimentar-se e exercitar-se diariamente. Alimentar-se de forma saudável e, no caso de cirurgia, tentar na medida do possível, movimentar o membro conforme a orientação do seu médico”, informa o cardiologista Roberto Yano.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Investimento
Desmaterializar processos e aumentar a produtividade dos Serviços Financeiros do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira,...

Flexibilizar e tornar mais ágeis os processos de transferência e tratamento de dados financeiros de grande volume, foram os requisitos identificados na base da arquitetura e desenvolvimento desta solução digital, que vai agora permitir ao CHUCB aumentar a capacidade e qualidade de resposta, quer em termos de controlo económico-financeiro, quer de reporte a entidades oficiais, com um ainda maior rigor, transparência e celeridade.

Entre os processos de trabalho a realizar pelo RPA destacam-se os seguintes: pedido e atribuição de compromisso automático entre o Sistema de Gestão Integrado do Circuito de Medicamentos (SGICM) e o Sistema de Informação Centralizado de Contabilidade e Gestão Financeira (SICC); lançamento automático de faturas em conferência/conferidas de SGICM para SICC; circuito de requisições extra SGICM; circuito de aprovação de faturas extra SGICM; controlo de faturação às seguradoras (controlo da recolha de informação, controlo da autorização da seguradora e controlo da refaturação); lançamento automático de faturas por centro de custo, entre outros.

O valor total do investimento aprovado em 132 mil euros, teve um apoio do Fundo de Desenvolvimento Regional (FEDER) no montante de 112 mil euros.

 

Fim da Parceria Público-Privada de Braga não resolveu os problemas dos enfermeiros
Os enfermeiros do Hospital de Braga exigem o pagamento das horas extraordinárias, bem como o reconhecimento de prestação...

A visita a esta unidade está inserida num périplo que o SE está a efetuar por vários hospitais portugueses e segue-se às visitas ao Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e do Centro Hospitalar Universitário de São João. “Ficámos a saber que os colegas em final de turno são obrigados a fazer mais meia hora de trabalho, de modo a permitir fazer a passagem de turno aos colegas que entram no horário seguinte”, sustenta Pedro Costa. O problema, refere, “passa por este período não ser contabilizado nem como horas extra nem como horário de trabalho normal, sendo integrado numa bolsa de horas ilegal e que, sobretudo, não pode ser usada quando o enfermeiro pretende, mas sim quando é conveniente ao serviço”.

Outra das situações denunciadas pelos enfermeiros do Hospital de Braga diz respeito à precariedade laboral. “Ficamos a saber que os colegas contratados para reforçar as equipas ao abrigo do combate à pandemia de COVID-19 já viram, e bem, a sua situação contratual regularizada”, explica Pedro Costa. Porém, sustenta, “os colegas que há vários anos estão com contratos precários e que têm ajudado a suprir muitas das carências de recursos humanos, continuam sem ver a sua situação regularizada”. “Existem dois pesos e duas medidas, algo que não compreendemos e que, esperamos, não tenha ocorrido devido à pressão mediática que existiu em torno da situação dos colegas precários contratados por causa da COVID-19”, lamenta Pedro Costa.

Tal como acontece em outros hospitais, “o ano de 2021 representou um acréscimo tremendo da exigência laboral devido à necessidade de recuperação de listas de espera para cirurgias, para consultas e tratamentos”. “Tudo isto feito com a necessidade de continuar a gerir a pandemia de COVID-19 e sem um reforço de recursos humanos”, acrescenta Pedro Costa.

Uma das grandes pressões que tem existido sobre os enfermeiros está relacionada com os doentes provenientes do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), com um aumento considerável de atos cirúrgicos, sobretudo no período da noite e ao sábado. “São períodos em que, por norma, há menos recursos humanos escalados, mas depois temos um incremento do número de doentes que estão internados para a realização de cirurgias, mesmo que em regime de ambulatório”, justifica o presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE.

A falta de progressão na carreira - seja por falta de avaliação de desempenho, seja por inexistência de concursos com vista à progressão -; e as diferenças de condições e regalias que se mantêm entre enfermeiros com Contrato de Trabalho em Funções Públicas ou com Contrato Individual de Trabalho “são problemas transversais a todos os hospitais portugueses, há muito conhecidos dos decisores políticos e que têm de ser resolvidos pelo próximo governo e pelos próximos deputados da Nação”, conclui o presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE.

Programa inclui ainda ações a literacia alimentar
A Ordem dos Nutricionistas está entusiasmada com o Programa Cartões Sociais, que atribui uma verba para acesso a bens...

“Este é um passo fundamental para o empoderamento dos mais carenciados, permitindo trabalhar igualmente a literacia alimentar e promover escolhas alimentares saudáveis junto deste grupo da população. Há muito que defendemos esta medida e hoje só podemos aplaudir a iniciativa que terá um impacto relevante na vida e na alimentação de muitos portugueses”, afirma Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas.  

A medida prevê aquilo que a Ordem dos Nutricionistas considera “essencial e inseparável”: um cartão eletrónico que permite a aquisição de alimentos, de acordo com categorias compatíveis com os princípios de uma alimentação saudável e ações de acompanhamento, sessões de esclarecimento e sensibilização que permitam capacitar as pessoas mais carenciadas para a seleção dos géneros alimentares, de forma a promover o princípio de uma alimentação saudável e, simultaneamente, diminuir o desperdício alimentar. 

A disponibilização de um cartão alimentar para os mais carenciados é uma das medidas defendidas pela Ordem dos Nutricionistas e já proposta em 2019, no âmbito do seu Congresso, no qual se debateu também a proibição de abertura de novos espaços dedicados a alimentação considerada pouco saudável num raio específico em torno de escolas ou a identificação de “desertos alimentares” nas cidades. 

Recorde-se que, entre os objetivos deste programa, para além de definirem um modelo de acesso a bens alimentares a pessoas mais carenciadas, incentivam e respeitam a autonomia, a autodeterminação e o desenvolvimento de competências sociais, atribuindo às famílias a possibilidade de gerirem o orçamento que lhes é atribuído, de planearem as suas refeições e selecionarem os alimentos mais adequados de acordo com a sua preferência. 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais de 56 mil novos casos de infeção pelo novo coronavírus e 34 mortes em território nacional. O...

A região de Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser a região do país que registou maior número de mortes, desde o último balanço: 16 em 34. Segue-se a região Norte com 10 óbitos registados, a região Centro com seis e Madeira com dois.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 56.426 novos casos. A região Norte voltou a registar a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 24.422 seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 17.341 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 8.253 casos na região Centro, 1.912 no Alentejo e 2.003 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 1.381 infeções, e os Açores com 1.114.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 2.004 doentes internados, mais 45 que ontem. No entanto, as unidades de cuidados intensivos têm agora menos um doente internado, desde o último balanço: 152.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 28.301 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.655.580 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 384.568 casos, mais 28.091 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 31.737 contactos, estando agora 391.630 pessoas em vigilância.

 

 

 

De 21 de janeiro a 4 de fevereiro
A exposição itinerante “Uma Visita à História da Diabetes no Centenário da Descoberta da Insulina” chega no próximo dia 21 de...

A sessão conta com a abertura de Ana Costa Freitas, Reitora da Universidade de Évora, e a presença de Luís Gardete Correia (presidente da Fundação Ernesto Roma e membro da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário da Descoberta da Insulina) e João Valente Nabais (vice-presidente da Federação Internacional da Diabetes, professor associado da Universidade de Évora e assessor da Direção da APDP), que irão abordar a história da diabetes e apresentar o Programa de Liderança em Diabetes, respetivamente. O encerramento contará com a intervenção de Margarida da Silveira, vogal do Conselho Diretivo da ARS Alentejo.

“A chegada da exposição a Évora é a oportunidade ideal para a apresentação do Programa de Liderança em Diabetes, que tem como objetivo capacitar jovens adultos com diabetes para assumirem funções de liderança nas organizações e na sociedade “, explica João Valente Nabais.

Até dia 4 de fevereiro, os visitantes são convidados a explorar os principais marcos históricos relativos ao tratamento da diabetes desde o antigo Egipto (1550 A.C.) até 1921, ano no qual os cientistas Frederick Banting e Charles Best, em colaboração com MacLeod e Collip, descobriram e aplicaram a insulina com sucesso pela primeira vez.

A exibição, que pretende percorrer Portugal de norte a sul e que iniciou o seu percurso em Lisboa, esteve já presente em cidades como Coimbra, Porto e Braga e ainda nas ilhas Açores e Madeira. Para mais informações, consulte www.100anosinsulina.pt.

 

25 de janeiro
A GS1 Portugal, organização neutra, sem fins lucrativos e responsável pela implementação de standards para a promoção de uma...

Depois de anunciar formações sobre codificação de produtos, a GS1 Portugal anuncia o webinar dedicado ao GTIN  (Global Trade Item Number), o identificador elementar do universo da codificação e rastreabilidade de produtos.

O webinar “Normas de gestão do GTIN” decorre no próximo dia 25 de janeiro, a partir das 10h, e vai permitir aos participantes:

Identificar os principais requisitos para uma gestão baseada nos standards GS1, de forma a responder eficazmente às necessidades dos negócios;

Identificar os três princípios orientadores da atribuição de GTIN;

Conhecer as 10 regras de gestão de GTIN;

Reconhecer a importância da correta identificação e gestão de produtos e as respetivas vantagens

Estas formações procuram capacitar os operadores económicos para a codificação enquanto condição de rastreabilidade dos produtos ao longo de toda a cadeia de valor. Além disso, servirão também para dar a conhecer aos participantes a utilidade dos serviços disponibilizados pela GS1 Portugal.

Para informação adicional e inscrições neste webinar, por favor aceder aos formulários nos links em cima ou, em alternativa, contactar a GS1 Portugal - [email protected].

 

 

Gastrenterologia
A saúde intestinal é um campo de investigação complexo e em constante evolução.

Confira alguns dos mitos mais persistentes sobre a saúde intestinal e as dicas sobre o que realmente funciona.

Mito 1: A solução é tomar probióticos

Antes de iniciar a toma de um probiótico é necessário averiguar se este irá de facto resultar em algum benefício. Deve consultar um gastroenterologista, pois nalgumas condições poderá agravar a sintomatologia.

É pouco provável que recorrer a qualquer probiótico seja a solução mágica. É também importante referir que a toma de um probiótico sem a correta alimentação dificilmente irá regular o microbioma intestinal e surtir os efeitos desejados.

Outra questão relevante em relação aos probióticos são as estirpes dos mesmos, sendo que os efeitos benéficos de uma dada estirpe não podem ser atribuídos a outra. Como tal dependendo do objetivo terapêutico, a recomendação do probiótico irá depender de acordo com as suas estirpes.

Mito 2: Cortar algum grupo alimentar é a resposta

Deve sempre consultar um especialista antes de eliminar algum grupo alimentar, pois poderá estar a eliminá-lo sem justificação e poderá estar a afetar o microbioma intestinal e a causar alguma deficiência de algum nutriente.

No caso de necessitar de eliminar algum alimento, deve fazê-lo com acompanhamento, de modo a fazê-lo da forma mais equilibrada e substituindo-o por opções saudáveis. Um exemplo de eliminação bastante comum é o glúten, muitas pessoas eliminam-no e acabam por substituí-lo por opções menos saudáveis e muito processadas que acabam por prejudicar o intestino. É importante ter orientação quando se faz uma dieta de eliminação.

Mito 3: É necessário ingerir produtos especializados para melhorar a saúde intestinal

Apesar de atualmente existirem em abundância novos produtos e suplementos alimentares que mencionam ser benéficos para o intestino, a solução mais simples e económica é uma alimentação à base de plantas. Os especialistas afirmam que o melhor que se pode fazer pela saúde geral do intestino é uma alimentação saudável e equilibrada, que deve incluir uma variedade de frutas, legumes e leguminosas.

Alimentos benéficos para a saúde intestinal:

  • Alimentos prebióticos, como cebola, alho e alho-francês, ajudam as boas bactérias do intestino a prosperar
  • Fibras de frutas, vegetais e grãos integrais ajudam na digestão e estimulam os movimentos intestinais saudáveis
  • Alimentos probióticos, como os iogurtes e alimentos fermentados, incluem estirpes de boas bactérias semelhantes às do intestino

Mito 4: Para prevenir o cancro basta fazer os exames de Endoscopia e Colonoscopia

Apesar da realização dos exames endoscópicos ser muito importante para detetar e evitar a progressão do cancro, a verdadeira prevenção primária é feita através do estilo de vida. A dieta deve ser rica em fibras que se encontram na fruta, legumes e saladas e deve-se evitar o consumo de álcool, alimentos fritos ou queimados, enchidos e hábitos tabágicos.

Mito 5: Mudar a dieta ou tomar probióticos produzirá resultados imediatos

O tempo necessário para observar melhorias irá depender da causa do problema intestinal em si, sendo que poderá variar entre 2 semanas a 3 meses. É importante ter conhecimento que recuperar a saúde intestinal muitas vezes é um processo lento, no entanto só com consistência se irá melhorar o microbioma intestinal, diminuir a inflamação e recuperar o equilíbrio intestinal. 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estratégias têm de mudar
A transformação da pandemia numa endemia não será necessariamente uma boa notícia nem significará ver a luz ao fundo do túnel,...

"As pessoas falam de pandemia versus endemia, mas a malária é endémica, tal como o VIH, e estas doenças matam centenas de milhares de pessoas, por isso, endémica não é uma coisa boa, só significa que vai ficar aqui para sempre. Temos é de chegar a baixos níveis de incidência da doença, com um máximo de pessoas vacinadas para que ninguém tenha de morrer de Covid-19", disse o diretor de emergências de saúde da OMS, Mike Ryan.

"Será o fim da emergência de saúde, o fim da pandemia", explicou, numa conversa com outros especialistas do setor farmacêutico e da sociedade civil no âmbito da Agenda de Davos, evento virtual organizado pelo Fórum Económico Mundial.

Ryan, que está à frente da equipa que luta para acabar com a pandemia na OMS, enfatizou que o mundo não será capaz de acabar com o vírus, uma vez que se tornou pandemia e "vai tornar-se parte do ecossistema", mas o que pode ser deixado para trás é a emergência de saúde internacional que a Covid-19 causou.

"A questão (a resolver) são as mortes e as hospitalizações, é a alteração da nossa vida social, económica e política, esta é a tragédia. O vírus é apenas um veículo, o que temos de considerar é como é que a sociedade reagiu a ele, com desigualdades no acesso aos cuidados de saúde e desigualdades sociais", disse.

 

Estudo
Ainda que tenha vindo a ser uma preocupação junto dos profissionais de saúde, um estudo publicado no The Journal of the...

Descrita a 1 de maio de 2020 pelo British College of Paediatrics and Child Health e a 14 de maio de 2020 pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos, esta síndrome multissistémica afeta crianças entre quatro a seis semanas após a exposição ao vírus que provoca a Covid-19. No entanto, estudo internacionais mostram que esta condição afeta 1 em cada 100 mil crianças, o que faz dela uma condição rara.

Com semelhanças com a doença de Kawasaki, embora esteja associada a uma maior inflamação, esta síndrome pode espalhar-se para diferentes partes do corpo, incluindo coração, pulmões, rins e sistema digestivo.

De acordo com Anirban Banerjee, professor de pediatria na Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia Perelman e cardiologista assistente no Hospital Infantil do Centro Cardíaco de Filadélfia, um dos intervenientes neste novo estudo, "a recuperação destas crianças foi excelente”.

"As nossas descobertas também podem fornecer orientação para um regresso gradual ao desporto após a recuperação cardíaca três a quatro meses depois. Os testes necessários incluem eletrocardiograma e ecocardiograma. Recomendamos também ressonâncias cardíacas para crianças que tenham uma ressonância cardíaca inicial muito anormal durante a fase aguda ou que mostrem evidências de disfunção grave no ventrículo esquerdo continuadas."

Este artigo analisou dados retrospetivos de 60 crianças hospitalizadas com síndrome inflamatória multissitémica tratadas em dois hospitais de Filadélfia entre abril de 2020 e janeiro de 2021. Nenhuma das crianças tinha sido diagnosticada com Covid-19 antes do início dos sintomas. Receberam tratamento com imunoglobulina intravenosa e/ou esteroides sistémicos. Estes dados foram comparados com os de outras 60 crianças cujos corações eram estruturalmente normais e não tinham um diagnóstico de MIS-C ou Covid-19.

Os autores do estudo destacam, entre as suas conclusões, que "de acordo com as imagens do ecocardiograma, a função sistólica e diastólica no ventrículo esquerdo e a função sistólica no ventrículo direito melhoraram rapidamente na primeira semana, seguidas de melhoria contínua e normalização completa aos três meses".

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