Entrevista
Atinge maioritariamente mulheres jovens e em idade fértil, no entanto, o Lúpus não é uma doença excl

Apesar de não existir uma causa conhecida para o lúpus, sabe-se que esta doença crónica atinge sobretudo mulheres jovens e em idade fértil. Deste modo, peço que explique em que consiste a doença e o que pode motivar o facto de ser mais frequente entre este grupo. 

É verdade que não existe uma causa que explique completamente porque é que o lúpus afeta umas pessoas e outras não. No entanto, existem vários estudos que mostraram a existência de alguma influência genética e alguma influência das diferentes infeções com que as pessoas se deparam, principalmente ao longo da infância e adolescência, sendo que existe realmente uma maior probabilidade de algumas causas estarem associadas à exposição a hormonas femininas (estrogénios). Mas é importante não esquecer que os homens também têm lúpus e que este não está relacionado com o facto de terem mais ou menos hormonas femininas.

Sabendo que existem vários tipos de lúpus, qual ou quais os mais frequentes, e quais os seus principais sintomas?

Há doentes que têm lúpus apenas na pele (lúpus discóide), sem haver nenhum órgão interno atingido. No entanto, quando falamos em “lúpus” no geral, estamos a referir-nos ao Lúpus Eritematoso Sistémico, a doença que pode afetar qualquer órgão e provoca alterações nas análises que nos ajudam a fazer o diagnóstico. Nenhum doente é igual a outro e cada um pode ter diferentes órgãos atingidos. Os sintomas principais são a fadiga (cansaço extremo), as dores nas articulações, as alterações na pele (vermelhidão ou alergia ao Sol) e, depois, as alterações nas análises. Os atingimentos do lúpus nos rins ou no cérebro são mais raros, mas podem trazer mais complicações.

A partir de que idade podem surgir os primeiros sinais da doença?

Apesar de ser mais frequente que estes comecem entre os 20 e os 35 anos, os primeiros sintomas podem aparecer desde a infância até depois dos 80 anos.

Como é feito o seu diagnóstico? Quais os principais desafios associados?

O diagnóstico é feito quando um médico experiente nesta área, ao avaliar os sintomas do doente e as suas análises, acha que não há mais nenhuma doença que explique a sua situação. Os principais desafios são o facto de haver outras doenças mais comuns que podem ter sintomas parecidos (cansaço, dores nas articulações e alterações na pele).

Quais as principais complicações associadas à patologia?

Como um dos sintomas mais frequentes é a fadiga (cansaço extremo), um dos principais problemas com que os doentes se deparam é a dificuldade em conseguir fazer as mesmas atividades que as pessoas da sua idade, com amigos ou família. As restantes complicações dependem do tipo de órgãos atingidos e se o doente faz, ou não, a medicação adequada para as controlar antes de deixarem sequelas.

Que fatores podem contribuir para o agravamento das crises?

Na grande maioria das crises não se consegue identificar com certeza o que é que as agravou. Sabe-se que as infeções virais ou bacterianas e o stress físico (traumatismos, alguns tipos de medicamentos, etc.) ou emocional também podem agravar crises.

Em que consiste o seu tratamento? Que cuidados ou medidas gerais e preventivas devem estes doentes ter de forma a evitar o agravamento da doença?

O tratamento de base do lúpus é a proteção solar (mesmo no Inverno e quando se anda à sombra) e a hidroxicloroquina, que apesar de saber muito mal devido ao facto de os comprimidos não serem revestidos em Portugal, é o tratamento que mais previne sequelas ao longo do tempo, tanto na pele e nas articulações, como no rim e no cérebro.

A proteção solar, aliada ao tratamento adequado e ao deixar de fumar podem ajudar a prevenir muitas crises da doença. Claro que muitas vezes isto não chega e são necessários outros medicamentos imunossupressores. A cortisona pode ser usada por um período de tempo para ajudar a controlar mais rapidamente as crises, mas não deve ser mantida em doses altas por muitos meses, porque é uma das principais causas para que os doentes com lúpus fiquem com sequelas. Felizmente, neste momento há muitos medicamentos disponíveis para se conseguir tratar o lúpus recorrendo a períodos curtos de cortisona.

Qual o impacto da doença na saúde da mulher em idade fértil? Sabe-se por exemplo que a contraceção é um problema importante porque a doença agrava-se com a toma da pílula…

Há, nos dias de hoje, uma grande confusão relativamente ao tipo de contraceção que os doentes com lúpus podem ou não podem fazer. Uma doente com lúpus que não tenha associados anticorpos ou o síndrome antifosfolípido, até prova em contrário, não está proibida de fazer uma pílula combinada com baixa dose de estrogénios, porque essas doses baixas provaram não estar associadas a um aumento de risco de crises.

No que diz respeito à gravidez, quais os riscos (não só para mãe como para o bebé)? E quais os cuidados a ter se quiser engravidar?

Em primeiro lugar, deve falar com o seu médico especialista, que a ajudará a entender se os pormenores da sua doença, do seu tratamento e dos anticorpos que tem positivos no sangue interferem de alguma forma na sua saúde e na do bebé durante uma gravidez. A doença deve estar controlada pelo menos 6 meses antes. Há em todo o país consultas de obstetrícia dedicadas a doentes com lúpus e deve ser feita uma consulta antes de engravidar para que seja possível conhecer esses riscos. Nos dias de hoje, é muito mais possível, face ao que se verificava antes, ter uma gravidez saudável quando se tem lúpus.

É possível amamentar?

É possível amamentar consoante o tipo de medicação que a recém-mamã precisa de fazer para a sua doença. É um dos assuntos que deve ser abordado na conversa com o médico de obstetrícia, que a ajudará durante as consultas antes da gravidez e durante a mesma.

No âmbito desta temática, quais as principais recomendações para as mulheres jovens e em idade fértil? 

Que sejam felizes! Com um seguimento médico adequado e mantendo as indicações e os cuidados a ter, consegue controlar-se muito melhor as crises e prevenir as sequelas do lúpus em 2022. Ser feliz ajuda a encarar melhor a vida e a doença (porque não é o facto de terem lúpus que as define como pessoas e mulheres).

 

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dyson Global Dust Study
Dados do Global Dust Study, recentemente, publicados revelam que uma parte significativa da população só limpa a casa quando...

O estudo, em que participaram 32.282 pessoas de 33 países, revelou que, 42% dos portugueses (em contraste com 53% dos inquiridos a nível global) continuam a limpar as suas casas com tanta ou mais frequência do que no ano passado, com o objetivo de as manter limpas, saudáveis e livres de vírus como a COVID-19. Contudo, 31% dizem que a razão pela qual limpam as suas casas é porque têm pó ou sujidade visível no chão.

"É preocupante que as pessoas só limpem quando detetam pó visível no chão, já que muitas partículas de pó são microscópicas", afirma Monika Stuczen, investigadora e cientista de microbiologia da Dyson. "De facto, quando as pessoas começam a ver pó, é muito provável que os ácaros já se estejam a acumular”.

Ano após ano, temos assistido a mudanças positivas nos hábitos de limpeza das pessoas. A consciência da necessidade de aspirar espaços que muitas vezes passam despercebidos, como colchões e sofás, tem aumentado. Mesmo assim, muitas pessoas continuam a esquecer-se destes sítios, dado que 27% dos portugueses limpa o colchão regularmente, 35% as cortinas e persianas e 48% os sofás. Por outro lado, Portugal é um dos países com uma maior perceção de que “quanto menos pó em casa, mais saudável ela é” e, dos problemas de saúde relacionados com alergias e asma que este pode causar, não é por acaso que apenas 17% dos portugueses utiliza sapatos da rua dentro de casa, demonstrando a preocupação que existe com a higiene da mesma.

A pandemia também ajudou ao aumento do número de pessoas que acrescentaram um animal de estimação ao núcleo familiar: 50% dos agregados familiares em todo o mundo têm agora um animal de estimação, número que cresce quando olhamos para o nosso país com 63% da população a conviver diariamente com os seus “melhores amigos”. O estudo revela que, em Portugal, 42% dos donos de animais de estimação permite que estes durmam no chão do seu quarto, mas apenas 30% permite que durmam na sua própria cama. No entanto, há muito pouca consciência do que os animais de estimação podem levar consigo de forma não intencional.

"Muitas pessoas pensam que o pelo é o maior problema dos seus animais de estimação porque é o mais visível", diz Monika. "Não é surpreendente que as pessoas desconheçam as outras partículas que os seus animais podem transportar, porque estas são frequentemente de tamanho microscópico".

A população pensa muitas vezes que o pelo dos animais de estimação desencadeia alergias1. No entanto, algumas são causadas pelos alergénios que são transportados no pelo. Embora quase metade dos portugueses com animais de estimação os penteie pelo menos uma vez por semana, três em cada quatro fazem-no utilizando apenas uma escova ou pente. Isto reduz a quantidade de pelo que os animais de estimação perdem pela casa, mas não os impede de continuar a transportar e a espalhar partículas microscópicas.

O Global Dust Study revela que os aspiradores são vistos como o método mais eficaz para eliminar o pó de casa. Mesmo assim, os panos húmidos continuam a ser a principal ferramenta de limpeza dos inquiridos, com uma pontuação de 67%, enquanto os aspiradores estão em segundo lugar, com uma pontuação de 66%. Já em Portugal, 87% utiliza o aspirador nas suas limpezas.

A utilização de um pano húmido para limpar superfícies é ótima; no entanto, a sequência de ferramentas de limpeza é crítica. Humedecer o pó do chão - mesmo o pó mais fino, invisível a olho nu - poderia criar um habitat mais favorável à proliferação de ácaros e bolores", explica Monika. "O pó é removido de forma mais eficaz aspirando primeiro, antes de se passar à limpeza das superfícies. Mesmo assim, é essencial utilizar um aspirador com tecnologia de filtragem e selagem eficaz para assegurar que o que quer que seja aspirado fique retido e não seja soprado de volta para casa".

É por isso que a Dyson tem vindo a estudar o pó real há quase 20 anos, porque só compreendendo a complexidade do pó doméstico é que os seus aspiradores podem lidar eficazmente com as condições das casas reais. Os seus engenheiros dedicam-se a desenvolver novos filtros e sistemas de selagem para assegurar que não só o pó visível, mas também o pó invisível fique preso para manter as casas limpas e higiénicas.

"Esperamos que esta investigação ajude toda a gente a pensar e a compreender o que está no pó das suas casas", explica Monika. "Só porque não conseguimos ver, não significa que não seja importante. As partículas microscópicas no pó, tais como o pelo dos animais e os alergénios dos ácaros, podem ter um impacto maior na sua saúde e bem-estar do que as partículas que são visíveis a olho nu".

 

Kits de higiene oral distribuídos em ação de sensibilização
A periodontite é a sexta doença mais comum a nível mundial e está associada a outras patologias podendo contribuir para...

“A periodontite pode estar associada a outras doenças sistémicas. A presença de bactérias leva a que, por um lado, algumas passem para a corrente sanguínea, por outro, as substâncias produzidas pelas bactérias e pelo processo inflamatório possam ter influência nos diferentes órgãos. Por exemplo, a periodontite não tratada pode influenciar o controlo da diabetes e aumentar o risco para sofrer de doenças cardiovasculares” explica Susana Noronha, presidente da Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes (SPPI).

Além das gengivas inchadas e sangrantes, os sinais de periodontite podem incluir dentes a abanar, mau hálito, mau sabor e perda de dentes. Para explicar estes e outros detalhes associados à saúde gengival, a SPPI preparou uma ação de sensibilização e esclarecimento à população. Serão distribuídos 3.000 kits de higiene oral (ver imagem em anexo) nas ruas de Lisboa, Porto e Coimbra, até porque, de acordo com um estudo da marca Parodontax, 53% dos portugueses sofre de problemas nas gengivas e 16% desse grupo não faz qualquer tratamento1.

O kit inclui uma escova de dentes e a nova pasta dentífrica Parodontax Gengivas + Sensibilidade & Hálito. “Composta com Fluoreto de Estanho e Zinco, a nova pasta permite a remoção das bactérias e purificação do hálito, e forma uma camada protetora nas áreas sensíveis dos dentes”, explica Susana Cruz – Farmacêutica Responsável pela Interação com os Profissionais de Saúde.

“As doenças periodontais tratam-se através da eliminação da causa, ou seja, da placa bacteriana. O tratamento tem como principal objetivo eliminar as bactérias e ensinar e motivar o doente para as técnicas de higiene oral que permitam manter os resultados obtidos, prevenindo a recidiva e controlando a doença”, detalha a presidente da SPPI.

 

E renova distinção internacional como “Centro de Excelência no cuidado da diabetes”
A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) assinala o seu 96.º aniversário no próximo dia 13 de maio, reforçando...

Atenta à atividade da APDP, a Federação Internacional da Diabetes renovou o reconhecimento da associação enquanto Centro de Excelência de Cuidados à Diabetes - "IDF Centre of Excellence in Diabetes Care".

“Passaram 96 anos, mas a nossa força continua a mesma! Somos movidos pela vontade de melhorar a vida do milhão e meio de portugueses que vivem com diabetes e lutamos todos os dias pelos seus direitos. Em pleno ano 2022, temos ainda um longo caminho a percorrer para que a diabetes seja vista pelo que é: uma doença sistémica com um enorme impacto na vida pessoal, social e económica das pessoas e das famílias”, alerta José Manuel Boavida, presidente da APDP, acrescentando: “Assumimos mais uma vez o compromisso de continuar a exercer o nosso papel na criação de políticas públicas para a prevenção e o controlo desta doença e a lutar contra a discriminação a que são sujeitas as pessoas que são atingidas pela diabetes!”.

“Somos a associação de pessoas com diabetes mais antiga do mundo e fomos pioneiros no tratamento da diabetes, apostando sempre na educação terapêutica e na abordagem multidisciplinar. Não nos cansamos de nos adaptar às necessidades da sociedade, como foi o caso da criação de um sistema de teleconsultas durante a pandemia”, recorda João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP.

A APDP foi fundada em 1926 pelo Dr. Ernesto Roma para apoiar as pessoas com diabetes em situação de carência monetária, de forma a que pudessem adquirir a recém-chegada e dispendiosa insulina, a hormona sem a qual a grande maioria não sobreviveria. O médico angariou vontades de benfeitores que em nada poderiam beneficiar para além da satisfação de estarem a salvar vidas.

Com a descoberta e autoaplicação da insulina e o autocontrolo, além de ser uma casa de cuidados para pessoas com diabetes, a associação transformou-se também numa casa de formação para pessoas com diabetes e profissionais de saúde.

Quase um século depois, a APDP tem já criadas estruturas de resposta às necessidades que foram surgindo ao longo dos anos, como é o caso dos Departamentos de Podologia, Cardiologia, Oftalmologia, Nefrologia, Urologia e Pediatria. “Foram adaptadas novas tecnologias, as estruturas e os equipamentos foram modernizados e o rejuvenescimento dos recursos humanos tornaram a APDP num modelo de cuidados internacional com solicitações e visitas frequentes, tendo sido em 2021 reconhecida pela OMS como um exemplo de boas práticas em tempos de pandemia e, por isso, chamada para consultora das Nações Unidas na Assembleia Geral sobre Doenças Não Transmissíveis”, revela João Filipe Raposo, acrescentando que “o trabalho de investigação desenvolvido pela APDP tem também sido uma componente importante da sua atividade, com várias apresentações em congressos nacionais e internacionais. Igualmente, diversos trabalhos têm sido alvo de publicação em revistas científicas de impacto e/ou distinguidos através de prémios nacionais e internacionais.”

Para o presidente da APDP, José Manuel Boavida, o segredo está aqui: “na constante adaptação às necessidades que vão surgindo, mantendo sempre o compromisso de fazer mais e melhor, sem nunca esquecer o objetivo final: educar a sociedade para a saúde, prevenção e tratamento da diabetes e todas as suas complicações. Sem esquecer os direitos das pessoas que vivem com estas doenças!”

“A associação é reconhecida como Instituição de Superior Interesse Social, título dado pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério das Finanças (Ministros Maria de Belém e Joaquim Pina Moura). Recebeu pelas mãos da Ministra da Saúde, Ana Jorge, a Medalha de Ouro como Menção Honrosa; da Câmara Municipal de Lisboa, na altura da Presidência do agora Primeiro-Ministro, António Costa, recebeu a Medalha Municipal de Mérito – Grau Ouro. Foi considerada como Grande Oficial da Ordem de Benemerência e, em 2017, foi condecorada, pelo Senhor Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com o título de membro honorário da Ordem do Infante D. Henrique. Apesar de toda a validação nacional pela excelência do trabalho desenvolvido pela APDP, o seu estatuto ainda não mereceu o reconhecimento e apoio para as modificações necessárias para o seu futuro”, conclui.

LISA® App
A Linde Saúde, empresa líder em Portugal na prestação de Cuidados Respiratórios Domiciliários, acaba de lançar LISA® App e...

Este canal digital está acessível a partir de telemóvel, computador ou tablet e possibilita acompanhar a evolução do tratamento; aceder a conteúdos educativos e recomendações; solicitar relatório de tratamento para consulta médica; consultar a validade das prescrições médicas; solicitar substituição de material; pedir declarações de viagem; consultar a data das intervenções dos profissionais da Linde. Tudo isto de forma rápida, conveniente e segura.

“O lançamento de LISA® App e Portal é mais um contributo para a proximidade com os nossos utentes de Cuidados Respiratórios Domiciliários, fazendo uso do mundo digital, diversificando os canais de comunicação, privilegiando a comodidade e a facilidade de acesso à informação. Continuamos a apostar no desenvolvimento de soluções de elevada qualidade que respondam às necessidades de cada indivíduo, ao longo da sua vida. Este é o objetivo que nos move todos os dias”, refere Maria João Vitorino, Diretora da Linde Saúde.

A Linde Saúde dedica-se à prestação de Cuidados Respiratórios Domiciliários a pessoas com patologias crónicas, maioritariamente do foro respiratório, oferecendo um serviço personalizado e de proximidade. Na Linde Saúde a inovação tem um propósito: melhorar a qualidade de vida das pessoas com patologias crónicas, promovendo o bem-estar, o cumprimento terapêutico, a capacitação para a gestão da sua condição e a promoção da saúde. É com este foco que é disponibilizada esta nova área digital LISA® App e Portal, reforçando a ligação com as mais de 70.000 pessoas e seus cuidadores que são acompanhados pela Linde Saúde, em Portugal.

 

Beleza
A drenagem linfática com rolos de jade promove a circulação, reduz o inchaço e atrasa o envelhecimen

Todos queremos uma pele lisa, tonificada e saudável, não é? A Atida | Mifarma, ecossistema online de saúde e bem-estar que pretende tornar-se na maior plataforma de saúde online da Europa, explica hoje o papel que os rolos de jade, utilizados na China desde o século VII, podem ter nesta jornada – com propriedades benéficas inegáveis para as zonas do rosto, pescoço e decote.

O que é o rolo de jade e que benefícios traz?

O rolo de jade é uma ferramenta de drenagem linfática composta por um braço de arame e duas pedras de jade polidas. Serve para massajar o rosto, o pescoço e a zona do decote de forma a estimular a circulação linfática e combater a retenção de líquidos.

Ao mesmo tempo, promove a tonificação, funcionando quase como uma sessão de ginásio para a pele facial – ainda que garanta melhores resultados se for incluído numa rotina de cuidado regular.

Esta ferramenta ajuda a desintoxicar a pele, a reduzir inchaços e a estimular a linfa, o que por sua vez combate a flacidez e o aparecimento de rugas. Também liberta a tensão dos músculos faciais e promove o rejuvenescimento e luminosidade da tez, reduzindo as olheiras.

Como utilizar o rolo de jade

Antes de mais, é preciso definirmos o nosso propósito com a utilização do rolo de jade. Para fazer uma massagem drenante, por exemplo, recomenda-se a passagem da pedra no sentido da linfa; mas se o objetivo for tonificar o rosto, a pedra deve ser rodada no sentido contrário ao da gravidade, para “levantar” os músculos. Para maximizar este efeito de lifting, pode utilizar-se um creme hidratante antienvelhecimento durante a massagem.

O rolo de jade deve ser usado entre 3 e 5 minutos por dia, não excedendo as cinco repetições em cada zona:

  • Na testa e nas sobrancelhas, deve ser deslizado para cima e para os lados, sempre a partir do centro;
  • No contorno dos olhos, o ideal são fricções curtas e delicadas nas áreas com rugas, em sentido ascendente;
  • Nas maçãs do rosto, a pedra de jade deve ser deslizada desde o sulco dos lábios até às têmporas, em movimentos oblíquos e ascendentes;
  • No queixo, é preferível girar a pedra desde o queixo até ao lóbulo da orelha;
  • No pescoço, devem privilegiar-se os movimentos ascendentes sem fazer demasiada pressão.

“O rolo de jade é utilizado na Ásia há centenas de anos nas rotinas de beleza diária, sendo um aliado imprescindível para tonificar o rosto, combater o inchaço e prevenir o envelhecimento cutâneo,” comenta Reme Navarro, farmacêutica e Business Strategy Director da Atida para o Sul da Europa. “Realizar uma massagem linfática regular com esta ferramenta assegura uma verdadeira rotina de exercício físico o rosto e traz benefícios a longo prazo. Um segredo: guarde o seu rolo de jade no frigorífico para um efeito ainda mais poderoso!”

Fonte: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
X Consenso Nacional de Cancro da Mama
A Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) está a promover o X Consenso Nacional de Cancro da Mama, que acolhe, em simultâneo, a...

“Pretendemos agregar profissionais de diversas áreas e debater as questões mais controversas ou para as quais existe necessidade de adaptar as recomendações internacionais à realidade nacional, de forma a uniformizar os procedimentos e criar regras comuns na prática clínica”, refere o presidente da SPS, José Carlos Marques.

Para o desenvolvimento do X Consenso Nacional de Cancro da Mama foram criados oito grupos de trabalho multidisciplinares dedicados a diferentes áreas, que contam com especialistas de norte a sul do país. Durante a manhã, serão abordados os seguintes temas: as recomendações de rastreio e diagnóstico precoce, o relatório anatomopatológico estruturado, as recomendações de abordagem da axila cN1 após neo-adjuvância e o tratamento da doença oligometastática. No período da tarde, estarão em foco o tratamento do cancro da mama metastático luminais, o tratamento do cancro da mama metastático triplo negativo e HER2+, as recomendações de diagnóstico, tratamento e seguimento da mulher idosa, e a inteligência artificial (IA) aplicada à Senologia.

José Carlos Marques destaca que esta será a primeira vez que o Consenso Nacional de Cancro da Mama apresenta um grupo dedicado à IA, adiantando que este “procura trazer o conhecimento em IA para a Senologia, não apenas nas áreas de diagnóstico, mas também no tratamento e seguimento das doentes com cancro de mama”.

programa científico tem como objetivo gerar um documento de consenso, com o contributo dos participantes reunidos presencialmente.

Pode consultar todas as informações, na página da Reunião: www.consensosenologia2022.pt

Digressão para mostrar as mais recentes inovações em imagiologia médica
No próximo dia 18 de maio vai estar patente no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) o roadshow da GE Healthcare...

Trata-se de um roadshow que tem percorrido várias cidades europeias como, França, Espanha, Alemanha, Itália, entre outras. Em Portugal foram escolhidas três cidades, uma delas Coimbra, tendo em conta esta ser uma área de interesse e de grande relevância para o Serviço de Imagem Médica do CHUC, que conta com um excelente trabalho realizado a nível da Saúde da Mulher.

A digressão pretende mostrar as mais recentes inovações em imagiologia médica da GE Healthcare e inclui tecnologias e soluções para a Saúde da Mulher, Raios- X e ecografia, as quais contribuem para a deteção precoce de lesões, permitindo prestar cuidados excepcionais com confiança.

Este roadshow pretende igualmente aumentar a consciencialização dos cidadãos para a importância da realização de exames médicos precoces. O objetivo é detetar as doenças com a antecedência suficiente para que o tratamento adequado seja iniciado precocemente, aumentando, assim, as hipóteses de sobrevivência, principalmente em casos graves como o cancro.

 

14 de maio
No próximo dia 14 de maio, a MSD Portugal junta-se ao Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão (GECP), à Associação Portuguesa de...

A reunião terá início com a análise da situação atual em Portugal, num painel moderado pela Dra. Marta Soares, diretora clínica do IPO do Porto, e pela Dra. Tânia Varela, médica da equipa de cuidados paliativos do ACES Cascais e membro da coordenação do GRESP (Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias da APMGF). Neste debate, a Dra. Margarida Dias, médica pneumologista no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, vai partilhar a perspetiva da especialidade de pneumologia, a Dra. Tânia Varela dará a conhecer a perspetiva dos médicos de Medicina Geral e Familiar, e a Dra. Teresa Almodovar, presidente do GECP e diretora do Serviço de Pneumologia do IPO Lisboa, vai analisar “os tempos ideais” para a deteção atempada da doença.

O segundo painel da manhã, moderado pela Dra. Ana Figueiredo, pneumologista no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, e que contará também com a participação da Dra. Lurdes Barradas diretora do Serviço de Pneumologista do IPO Coimbra, será dedicado à partilha de experiências e best practices no diagnostico e referenciação dos doentes, tendo como exemplos as jornadas do doente em Portugal e na Grã-Bretanha. A parte da tarde será reservada à participação em Workshop e à discussão de propostas de melhoria da referenciação dos doentes com cancro do pulmão.

Para mais informações sobre a reunião, pode consultar o site da APMGF.

 

Inscrições para a 6.ª Corrida Solidária "Vamos correr com o Lúpus” até dia 11 de maio
Para assinalar o Dia Mundial do Lúpus, que se celebra anualmente a 10 de maio, a Associação de Doentes com Lúpus (ADL) convida...

Das várias iniciativas promovidas pela associação, destacam-se ainda as “Crónicas de Lúpus – tardes temáticas de convívio informal”, que consiste na organização de encontros entre os associados, com uma periodicidade mensal. A sessão que assinala o mês de consciencialização para o Lúpus (maio) realiza-se no dia 18 de maio, às 17 horas, na sede da associação, e terá como tema central a “Aceitação do Lúpus”. Mais informação aqui.

“A Associação de Doentes com Lúpus tem procurado ser, desde a sua fundação, uma ponte entre os doentes e os vários interlocutores envolvidos no processo de acompanhamento que envolve médicos, familiares e cuidadores e este ano não poderia ser exceção. Queremos que as pessoas com lúpus sejam mais ouvidas e mais bem compreendidas, dando a conhecer, através destas iniciativas, a nossa associação”, explica Luís Afonso Zúquete Dutschmann – Presidente da Associação de Doentes com Lúpus.

O Lúpus Eritematoso Sistémico (LES), também conhecido por Lúpus, é uma doença autoimune, inflamatória e crónica que afeta cerca de cinco milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, uma vez que não há um registo nacional, estima-se que possam existir cerca de 10 mil portugueses com esta doença. Não sendo uma doença rara, é pouco frequente e a adoção do tratamento adequado de forma atempada é crucial para garantir a qualidade de vida das pessoas que vivem com esta doença.

Não existindo cura para o lúpus, os objetivos do tratamento passam por alcançar e manter a remissão da doença, prevenir agudizações e danos dos órgãos e tecidos do organismo, uma vez que, se não for tratado de forma adequada com terapêuticas especializadas e próprias, causa uma limitação importante na qualidade e esperança média de vida.

A Associação de Doentes com Lúpus tem ainda previsto organizar, durante o próximo mês de junho, o encontro anual da associação dirigido a doentes, familiares e profissionais de saúde com mais informação a ser divulgada brevemente.

 

Dia Mundial do Lúpus
O Lúpus Eritematoso Sistémico é uma doença crónica sistémica autoimune, causada por uma perda da tol

A causa é desconhecida, mas conhecem-se vários fatores envolvidos: genéticos, imunológicos, endócrinos e ambientais, como a exposição solar ou a medicamentos.

A doença apresenta um grande espectro de manifestações clínicas, podendo evoluir de forma crónica ou por surtos, com períodos de agravamento e melhoria. Afeta predominantemente mulheres em idade fértil com uma idade média dos 16 aos 55 anos, embora possa aparecer em idades mais jovens ou na população idosa e é mais frequente na raça negra, hispânica e asiática.

A alteração do sistema imune, possivelmente em resposta a um estímulo infecioso ou ambiental num indivíduo predisposto, leva a uma desregulação da resposta imunitária com produção de anticorpos e início de uma resposta inflamatória exagerada. A perda da tolerância contra as próprias células é uma característica, podendo atingir qualquer órgão, com as consequentes diferentes manifestações.

As queixas mais frequentes são os sintomas constitucionais (90%), como a febre, cansaço, perda de peso, ou relacionam-se com o envolvimento músculo-esquelético (80-90%) e cutâneo (mais de 80%), com dores articulares ou musculares e lesões da pele ou das mucosas, muitas vezes despoletadas pela exposição solar, das quais a mais conhecida é o rash em asa de borboleta. Muito frequentes são também as aftas orais ou nasais. Também frequente é o envolvimento hematológico, com aparecimento de anemia, leucopenia ou trombocitopenia, muitas vezes associados a anticorpos contra estas células, que levam à sua destruição.

O rim é afetado numa percentagem elevada de doentes, com manifestações de gravidade variável, podendo levar a inflamação importante, perda de proteínas, hipertensão arterial e doença renal grave, que pode terminar em insuficiência renal crónica e hemodiálise. A inflamação cardíaca, do pericárdio ou do músculo cardíaco ou alterações nas válvulas cardíacas podem levar a doença cardíaca importante.

O envolvimento pulmonar pode manifestar-se no próprio pulmão ou nos folhetos que o revestem – a pleura, por vezes associado a derrame pleural.

Podem ainda haver diversas manifestações neuropsiquiátricas, desde cefaleias, epilepsia, psicose e alterações de memória, de gravidade variável.

O tubo digestivo pode estar envolvido, embora menos frequentemente, com manifestações variáveis.

Por último a gravidez pode estar associada a um agravamento da doença, sobretudo se esta não estiver bem controlada no seu início, com possíveis complicações quer para a mãe quer para o feto.

O diagnóstico pode ser difícil e baseia-se na integração das manifestações clínicas características, alterações laboratoriais e na presença de anticorpos específicos. O tratamento passa por medidas gerais, suporte físico e emocional, proteção solar e pode ser baseado em medicamentos imunossupressores gerais ou dirigido aos órgãos atingidos, dependendo da sua importância e da gravidade da situação. Pode variar desde anti-inflamatórios, imunomodelação com hidroxicloroquina, utilização de corticoides até imunossupressão mais potente, eventualmente com o uso de fármacos biológicos.

Atualmente, com um diagnóstico mais precoce, um melhor controlo da doença e a utilização de novos fármacos mais eficazes e com menos efeitos secundários a longo prazo, a doença tem um bom prognóstico. As principais causas de morbilidade e mortalidade são as cardiovasculares, infeções e a doença renal.

Muito importante é a escolha de um médico(a) que tenha experiência nesta área, em quem tenha confiança, que possa gerir a doença e eventualmente oriente para as diversas especialidades quando necessário.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Rede de clínicas já está presente de norte a sul do país
A Clínica Médis celebra a abertura da sua 12.ª clínica, desta vez em Cascais, aumentando a sua presença de norte a sul do país....

Rúben São Marcos, Diretor Geral da Clínica Médis, garante que “a abertura da 12.ª Clínica Médis em Cascais constitui mais um marco importante no nosso plano de expansão, neste caso na zona da Grande Lisboa. Queremos continuar a democratizar o acesso a cuidados de saúde oral aos portugueses com clínicas de proximidade, que ofereçam os melhores cuidados de saúde em segurança e uma experiência de paciente diferenciadora”.

A aposta na vertente digital continua a ser um dos principais focos com a marcação de consultas em tempo real através do website e com uma área privada de Cliente onde é possível aceder ao histórico clínico, planos de tratamento e às próximas consultas, entre outras funcionalidades.

A pensar nos seus pacientes, a Clínica Médis dispõe também de soluções de financiamento adaptadas às necessidades de cada paciente e com processo simplificado para garantir a melhor experiência de cliente.

Recentemente, a Clínica Médis expandiu a sua oferta de serviços para além da medicina dentária, passando a realizar tratamentos de harmonização orofacial. Funcionando como um complemento ao negócio core, este novo serviço permitirá ampliar a gama de serviços de saúde disponibilizados na rede Clínica Médis, aproveitando a conveniência e horários alargados.

Na Clínica Médis, a segurança dos pacientes e profissionais de saúde é uma prioridade e, por isso, foi distinguida com o selo Five Stars l Safe Spot - um sistema de avaliação que distingue as marcas que se Saúde oral reforçada em Cascais com a Clínica Médis.

A rede de clínicas já conta com espaços em Lisboa, Oeiras, Almada, Porto, Aveiro e Vila Nova de Gaia destacam pela higiene, desinfeção, segurança das instalações, assim como pela excelência do serviço prestado – sendo a primeira clínica de medicina dentária a receber esta certificação.

 

16 de maio
A Miligrama Comunicação em Saúde, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS), vai organizar o webinar...

Esta sessão tem como objetivo debater acerca dos desafios e das melhores estratégias para sensibilizar e aumentar a literacia em saúde dos jovens portugueses, especificamente na sua relação com o acesso, compreensão e uso dos recursos de saúde.

“Com esta iniciativa, pretende-se refletir sobre a literacia em saúde e o desafio de compreender melhor os jovens, com foco na geração Z. Os ambientalistas e os que gostam do temporário, mas que não compreenderam ainda a importância da saúde de proximidade, porque não lhes foi comunicado adequadamente”, refere a Presidente da direção da SPLS, Cristina Vaz de Almeida

O debate irá contar com a participação de Patrícia Martins, enfermeira e vice-presidente da Direção da SPLS, e de Diogo Franco Santos, médico de Medicina Geral e Familiar do Agrupamento de Centros de Saúde de Lisboa Central e sócio da SPLS, ambos especialistas em literacia em saúde. A moderação ficará a cargo de Irina Fernandes, consultora de Comunicação na Miligrama Comunicação em Saúde.

O webinar irá ter lugar na plataforma Zoom. Para se inscrever aceda aqui.

Esta iniciativa realiza-se no âmbito da European Public Health Week 2022 (Semana Europeia da Saúde Pública), que decorre de 16 a 20 de maio. “A healthy and health literate youth”, “Vaccination as key prevention strategy”, “Climate change affects our health”, “No health without mental health” e “Building resilient health systems” são os temas de cada um dos dias, respetivamente.

 

Porto Business School
A CUF Academic Center e a CUF Oncologia realizam, dia 27 de maio, entre as 8h30 e as 16h30, na Porto Business School, as 5ª...

Este evento irá debater os grandes desenvolvimentos neste tipo de tumor, desde o diagnóstico precoce, terapêuticas inovadoras, e, ainda, o rastreio do cancro do pulmão em Portugal. 

“O cancro do pulmão tem sido um dos tumores que mais novidades tem trazido nos últimos anos e estamos convictos que teremos um importante dia de partilha de conhecimento”, refere Bárbara Parente da Comissão Organizadora. 

Os temas discutidos, organizados em mesas-redondas e em conferências, pretendem compreender a visão das várias especialidades que tratam esta patologia contribuindo para uma atualização e enriquecimento dos cuidados prestados.

O evento decorrerá em formato presencial e online e destina-se a todos os profissionais de saúde, desde médicos especialistas, enfermeiros e técnicos. As inscrições podem ser efetuadas através deste link, onde também é possível consultar o programa. 

 

 

 

O impacto da pandemia na população e no Sistema Nacional de Saúde
A Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico de Coimbra promove, a 11 de maio, uma conferência-debate com o tema ...

“A Imunidade dos Portugueses: perspetivas”, “A Saúde Mental dos Portugueses: desafios” e “A Organização e Gestão do Sistema de Saúde: soluções” são os temas das intervenções dos três oradores, às quais se seguirá um momento debate, moderado pelo jornalista José Manuel Portugal (RTP). “Agora que entrámos numa nova fase de gestão de pandemia, importa refletir sobre o que mudou na nossa Saúde nos últimos dois anos e perspetivar um futuro ajustado a esta nova realidade”, nota o presidente da ESTeSC-IPC, Graciano Paulo, lembrando que “os profissionais de Saúde e os decisores políticos enfrentam novos desafios”. “A ESTeSC-IPC, enquanto Escola de referência na área da Saúde, tem a obrigação de contribuir para esta reflexão”, assume.

Com início às 14h30, no auditório António Arnaut da ESTeSC-IPC, o Annual Meeting Talks terá acesso livre e aberto a todos os interessados. A sessão será também transmitida em direto nas páginas de Youtube e Facebook da Escola.

Esta é a primeira vez que o Annual Meeting surge em formato “talks”, concentrando o programa de trabalhos numa só tarde. “Depois de duas edições marcadas pela incerteza e em formato virtual, em 2022 procurámos marcar a diferença com um programa de trabalhos mais curto – e, portanto, menos sujeito a imprevistos – mas tão ou mais pertinente do que os anteriores, dada a urgência da temática em discussão”, justifica Graciano Paulo.

A edição 2022 do Annual Meeting é organizada pelos docentes Rui Soles Gonçalves, Sofia Viana e Óscar Tavares, da ESTeSC-IPC.

Estudo avaliou o desempenho de um sistema de Aprendizagem Profunda no diagnóstico ao COVID-19
Uma equipa de investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC)...

A pandemia por COVID-19 veio revolucionar os sistemas de saúde de todo o mundo e a sua velocidade de propagação, tornou fundamental o diagnóstico e uma deteção precoce de manifestações mais graves da doença. O Raio-X ao tórax tornou-se uma das formas mais utilizadas de diagnóstico complementar e acompanhamento da progressão da doença.

Um Raio-X deve ser interpretado por radiologistas experientes. No entanto, a pandemia provocou um aumento apreciável do número de exames radiológicos a observar, situação que conjugada com a escassez de radiologistas obrigou à utilização de outros clínicos menos experientes na interpretação destes exames. A análise automatizada de imagens através de técnicas de IA pode, assim, desempenhar um papel fundamental enquanto segunda opinião para apoiar as decisões clínicas de pacientes com COVID-19. De acordo com Aurélio Campilho um dos investigadores principais do projeto, "o objetivo da investigação foi exatamente estudar de que forma é que a Aprendizagem Profunda, pode ser colocado ao serviço do diagnóstico médico".

“Com este projeto quisemos avaliar de que forma as técnicas de Aprendizagem Profunda poderiam auxiliar a interpretação/leitura de Raio-X e consequente diagnóstico e acompanhamento de doentes COVID-19. Desde o início da pandemia houve um grande esforço por parte da comunidade científica em Aprendizagem Computacional em propor novas abordagens de apoio ao diagnóstico médico e muitos dos estudos inicialmente publicados reivindicaram resultados exageradamente prometedores indicando mesmo uma capacidade de diagnóstico de COVID-19 sobre-humana. O que o nosso estudo veio mostrar foi que a aplicação destes algoritmos num ambiente clínico é bastante mais complexa que o esperado. Em colaboração próxima com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) foi possível identificar os principais desafios na aplicação destas ferramentas de Aprendizagem Profunda e desenvolver novas técnicas que consigam aumentar a robustez destes sistemas.”

A Aprendizagem Profunda é um ramo da Aprendizagem Computacional que pretende dotar o computador da capacidade de aprender e executar tarefas semelhantes às dos seres humanos, tais como a identificação de imagens, o reconhecimento de voz ou a realização de prognósticos.

O estudo agora publicado avaliou o desempenho de um sistema de Aprendizagem Profunda no diagnóstico ao COVID-19 estabelecendo a comparação com a análise de radiologistas. Uma das conclusões apresentadas na investigação é que a distinção entre COVID-19 e outras patologias em Raio-X é uma tarefa realmente difícil e subjetiva, até para radiologistas experientes. No entanto, foi possível demonstrar que o desempenho dos algoritmos de Aprendizagem Profunda na identificação de COVID-19 pode ser melhorado significativamente se estes aprenderem diretamente com os radiologistas, identificando de forma mais clara os sinais radiológicos da COVID-19 e levando a um melhor diagnóstico.

Apesar desta metodologia estar ainda numa fase inicial, o objetivo é estender a investigação a outras patologias identificadas através de Raio-X: "Apesar da COVID-19 ter sido o foco de atenção principal da investigação, nos últimos dois anos, existe uma panóplia de patologias e achados que podem ser identificados em Raio-X. O nosso objetivo é desenvolver um sistema que permita identificá-las de modo automático. Uma ferramenta deste tipo seria extremamente útil para ajudar radiologistas, técnicos e médicos menos experientes na interpretação de Raio-X", conclui Aurélio Campilho.

Num âmbito mais alargado, o projeto TAMI propõe colocar a IA ao serviço do setor da saúde, desenvolvendo ferramentas de apoio à decisão de forma a auxiliar o processo de decisão médica , com especial enfoque no cancro cervical, doenças pulmonares e doenças oculares. Além da decisão diagnóstica, os algoritmos de IA desenvolvidos permitirão ainda explicar a forma como o sistema alcançou uma determinada decisão, tornando o processo mais transparente e acessível. Estas explicações podem ser visuais (identificando as regiões da imagem relevantes para a decisão ou textuais (através de um conceito ou frase que faça sentido para o ser humano).

 

GS1 Portugal promove 8.ª Edição do Seminário de Saúde
Num contexto pandémico global ainda em atenta monitorização, com um conflito armado na Europa e crescente tensão geopolítica...

A GS1 Portugal promove, no próximo dia 12 de maio, a 8.ª edição do Seminário de Saúde, subordinado ao tema das cadeias de abastecimento na saúde em contexto de crise globais. O evento conta, para já, com a participação da APIFARMA, Deloitte, Cruz Vermelha Portuguesa, Serviço Jesuíta aos Refugiados e UNICEF.

Realizado em formato híbrido, das 10h00-12h00, a iniciativa procurará analisar e debater os principais “Desafios das cadeias de abastecimento em tempos de emergência”, abordando ângulos como: Qual o envolvimento e contributo mais eficientes da sociedade civil no apoio às organizações com a intervenção na prestação de cuidados? No epicentro da crise e nos territórios fronteiriços, qual o papel do setor privado, do terceiro setor e dos Governos e entidades tuteladas? E nos Estados de acolhimento, para que se dirigem as populações em êxodo devido ao conflito? Como se gere uma cadeia de abastecimento em tempos de crise humanitária? Que princípios garantem a sustentabilidade da cadeia de abastecimento de emergência? E ainda a Gestão de fundos humanitários em tempos de crise geopolítica.

Além de um Painel Debate, que equacionará estas vertentes da crise, o 8.º Seminário de Saúde da GS1 Portugal irá contar ainda com a apresentação de um estudo da Deloitte de que resultam perspetivas globais para o setor da saúde em 2022; com uma apresentação da GS1 HealthCare sobre a importância da colaboração na cadeia de abastecimento da saúde em contexto de emergência; bem como com a  apresentação das conclusões de um estudo de caso de eficiência em armazém, realizado pela GS1 Portugal com a cadeia de parafarmácias do Grupo Sonae, Wells.

 

"Os desafios da gripe: o que aprendemos com a pandemia?"
Abordar os desafios da gripe, para além de infeção respiratória per si, e utilizar os ensinamentos retirados da pandemia para...

O evento que se realiza no Hotel Vidamar Madeira irá levar ao Funchal alguns dos mais prestigiados especialistas nacionais para debater as patologias respiratórias, diagnóstico, prevenção e novas terapêuticas.

O simpósio promovido pela Sanofi terá como palestrante Filipe Froes, pneumologista e coordenador do gabinete de crise covid-19 da Ordem dos Médicos (OM).

Para Helena Freitas, diretora-geral da área de vacinas da Sanofi, “O nosso contributo para o conhecimento científico está no ADN da Companhia. Nesse sentido, é para nós de extrema importância apoiarmos iniciativas que visem a formação dos profissionais de saúde, dotando-os de ferramentas que lhes sejam úteis na prática clínica”.

A Sanofi tem como missão, não apenas a investigação e desenvolvimento de inovadoras terapêuticas, mas também apoiar e promover iniciativas com o objetivo de levar novos conhecimentos à comunidade médica para que possa, por sua vez, responder às necessidades dos seus doentes com as soluções mais eficazes e adequadas a cada população.

 

12 de maio
Comemora-se a 12 de maio o Dia Internacional do Enfermeiro. Todos os anos é eleito um tema para esta celebração, sendo este ano...

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) vai assinalar o dia com uma sessão híbrida que terá início pelas 13:30h, nos auditórios dos HUC-CHUC e transmissão na plataformaTeams e Facebook do CHUC (https://bit.ly/38B1bTt).

Pelas 14h, terá lugar uma mesa-redonda sobre “A literacia em saúde e a qualidade dos cuidados de enfermagem” com moderação de Emília Torres, Enfermeira Gestora em Funções de Direção no CHUC, com palestrantes de várias instituições nacionais que irão abordar temas como: “A Satisfação do Cliente”, “A Promoção da Saúde”, “O bem-estar e o autocuidado”, a “Organização dos Cuidados de Enfermagem”, entre outros.

Pelas 16h, terá lugar a sessão solene de homenagem aos enfermeiros que completaram "35 Anos a Cuidar" com entrega de placas comemorativas, sessão que será presidida pelo Presidente do Conselho de Administração do CHUC, Carlos Santos, e por Áurea Andrade, Enfermeira Diretora do CHUC.

A sessão de encerramento terá lugar pelas 16:45h e às 17h haverá um momento musical, seguido de Porto D’Honra pelas 17:30h.

A celebração do Dia Internacional do Enfermeiro nesta data, remete para o aniversário de Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna.

 

 

Destinado a equipas de profissionais de saúde e de outros profissionais
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) promove a 9.ª edição do Prémio Healthcare Excellence, em...

Destinado a equipas de profissionais de saúde e de outros profissionais, esta distinção pretende reconhecer e incentivar projetos nacionais no âmbito da garantia do acesso, da qualidade e da integração e gestão de respostas às necessidades dos utentes, que tenham sido desenvolvidos e implementados no ano 2021. Os projetos apresentados deverão resultar numa melhoria significativa da segurança, do acesso e da eficiência nos cuidados de saúde.

As candidaturas ao Prémio Healthcare Excellence terão de ser enviadas à APAH através do seu correio eletrónico: [email protected] até ao próximo dia 30 de junho.

Segundo os critérios de inovação, replicabilidade noutras instituições e da qualidade da apresentação na reunião final do Prémio Healthcare Excellence, todos os projetos candidatos serão avaliados por um júri independente que inclui quatro profissionais de reconhecido mérito na área da saúde.

A reunião final do Prémio Healthcare Excellence vai realizar-se no dia 21 de outubro de 2022, no Hotel Eurostars Figueira da Foz, onde os finalistas farão uma apresentação dos projetos selecionados. No evento será ainda anunciado o grande vencedor, a quem será atribuído um prémio no valor de 5.000 euros destinado à instituição onde o projeto foi desenvolvido e implementado.

O regulamento do Prémio Healthcare Excellence está disponível no site da APAH.

 

 

Páginas