Efeito reparador
A aplicação de células estaminais do tecido do cordão umbilical pode vir a ser um tratamento inovador para a osteoartrite -...

Um estudo recente atesta a possibilidade de tratamento da artrose do joelho com recurso à administração de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical. Os dezasseis doentes envolvidos revelaram melhorias nos sintomas de osteoartrite do joelho a quatro anos.

Globalmente, a osteoartrite afeta mais de 500 milhões de pessoas com especial impacto nas articulações do joelho, mão e a anca.  A osteoartrite do joelho caracteriza-se pelo desgaste progressivo das estruturas que compõem esta articulação, com uma importante componente inflamatória, que reduz significativamente a qualidade de vida dos doentes.

As opções de tratamento disponíveis auxiliam no alívio da dor, mas não promovem a regeneração das estruturas afetadas. Para alcançar este objetivo, a aplicação de células estaminais mesenquimais tem sido amplamente investigada. “O seu efeito anti-inflamatório e o potencial que têm demonstrado para regenerar cartilagem danificada, aliados à facilidade com que podem ser obtidas, nomeadamente a partir do tecido do cordão umbilical, são fatores que levam a que estas células sejam vistas como uma opção de tratamento inovadora para esta condição”, explica Bruna Moreira, investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal.

Neste estudo mais recente, em que 16 doentes foram monitorizados durante quatro anos, o tratamento experimental consistiu na administração de duas injeções de células estaminais de tecido do cordão umbilical, diretamente no joelho, com um mês de intervalo. O objetivo principal foi determinar a segurança desta intervenção a longo prazo, não tendo sido registados quaisquer efeitos adversos severos decorrentes do tratamento experimental, que foi considerado seguro, em consonância com resultados de estudos anteriores.

Os participantes do estudo foram submetidos a questionários sobre o estado do joelho e foram comparadas imagens obtidas por ressonância magnética, antes e depois do tratamento. Um ano depois, ambos os métodos de avaliação revelaram melhorias significativas nos doentes, sugerindo que a aplicação direta de células estaminais do cordão umbilical no joelho é capaz de promover a sua regeneração.

Para aceder aos estudos científicos mais recentes sobre os resultados promissores da aplicação de células estaminais, visite o Blogue de Células Estaminais.

Simpósio conta com a participação de Filipe Froes e Carlos Aguiar
Abordar a importância da vacinação contra a gripe na prevenção do risco cardiovascular e desmistificar alguns conceitos e...

O simpósio promovido pela Sanofi contará na sua abertura com Alberto Mello e Silva, presidente das jornadas, e com Filipe Froes, pneumologista e coordenador do gabinete de crise covid-19 da Ordem dos Médicos (OM), e Carlos Aguiar, cardiologista do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental/ Hospital Santa Cruz e Instituto do Coração.

Os dois especialistas irão desafiar mutuamente conceitos e preconceitos, sobre o papel fundamental da vacinação contra a gripe enquanto promotor de uma vida mais saudável e livre de doença grave a nível cardiovascular, bem como desmistificar e apresentar alguns factos sobre os diferentes tipos de vacinas e a importância da vacinação contra a gripe, como ferramenta de saúde publica.

 

Tratamento para a carcinomatose peritoneal
A partir do dia 23 de junho, o Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ) vai iniciar, a...

Denominada PIPAC – Pressurized Intraperitoneal Aerosol Chemotherapy, esta técnica consiste na aplicação de um aerossol na cavidade peritoneal que permite uma distribuição mais homogénea e concentrada do fármaco de quimioterapia, por cirurgia minimamente invasiva, mantendo a concentração plasmática baixa de forma a minimizar os efeitos colaterais e a toxicidade.

De acordo com a diretora do Serviço de Cirurgia Geral do CHUSJ, Elisabete Barbosa, “este tratamento permitirá eventualmente avançar para uma cirurgia de citorredução e numa perspetiva paliativa, aliviar os sintomas da carcinomatose peritoneal. Trata-se de uma esperança no tratamento da doença metastática quer no aumento da sobrevivência, quer no alívio de sintomas”.

 

Dia Internacional de Sensibilização para a Escoliose
A propósito do Dia Internacional de Sensibilização para a Escoliose, que este ano se assinala a 25 d

O teste de Adams, que consiste na flexão da coluna para a frente, é uma forma eficaz para detetar se a criança está a desenvolver alguma deformidade na coluna ou não. Através deste teste de observação, é possível detetar qualquer assimetria (corcunda) na região torácica (costelas e ombros) e observar um lado mais alto que o outro (devido a rotação vertebral e das costelas).

“A prioridade deve ser sempre a deteção precoce da doença e a sensibilização das famílias. Ao ser detetado algum dos principais sinais é crucial procurar ajuda junto do médico assistente para que seja realizado o devido e atempado diagnóstico e, caso se justifique, seja adotado o tratamento adequado precocemente”, explica João Lameiras Campagnolo, ortopedista no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, e coordenador da campanha.

No caso das crianças e dos adolescentes com antecedentes familiares, a urgência é ainda maior. Segundo o estudo japonês “Pontuação de risco genético de escoliose idiopática do adolescente para potencial uso clínico", publicado no Journal of Bone and Mineral Research em junho de 2021, através de um “score de risco” é possível prever o aparecimento e a evolução deste tipo de escoliose em crianças e jovens. Desta forma, seria possível prever o desenrolar desta doença e evitar a cirurgia nos casos com menor risco de desenvolvimento da doença. No entanto, trata-se ainda de estudos preliminares.

O objetivo da campanha passa assim por “incentivar a realização do diagnóstico precoce, que permite a existência de um melhor acompanhamento e da adoção do melhor tratamento possível”, acrescenta.

A escoliose é a principal deformidade da coluna em crianças e adolescentes. É mais comum a partir dos 10 anos, o que corresponde a uma idade crítica de crescimento, sendo mais frequente no sexo feminino (8 em cada 10 casos dizem respeito a raparigas). Pode ter várias causas, mas na generalidade (70 a 80% dos casos) a causa não é conhecida, designando-se de escoliose idiopática.

Contrariamente ao que se pode pensar, esta doença, geralmente, não provoca dor. No entanto, provoca uma deformidade visível em forma de “S”, tendo um impacto devastador na autoestima dos afetados.

Pode afetar 2 a 3% das crianças e jovens, mas são menos de 1% os casos que necessitam de tratamento, que pode incluir, em casos menos graves, o uso de colete de correção ou, em casos mais graves, a cirurgia.

“O avanço tecnológico ao longo dos últimos anos permitiu alcançar uma elevada segurança e eficácia aquando da realização destas cirurgias e os resultados têm sido muito positivos”, conclui João Campagnolo.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Prémio Inovação Bluepharma | Universidade de Coimbra 2021
O projeto tem como base uma plataforma de síntese de novas moléculas com atividade anticancerígena, destacando-se a molécula ...

O projeto, liderado por Marta Costa, da Escola de Medicina da Universidade do Minho, é o vencedor do Prémio Inovação Bluepharma | Universidade de Coimbra 2021, e consiste numa nova solução para os doentes oncológicos, sendo um tratamento menos agressivo e com o potencial de aumentar a taxa de sobrevivência destes doentes.

O tratamento baseia-se na molécula SM001, que tem um modo de ação inovador, diferente de todos os outros medicamentos atualmente em uso no cancro, e demonstrou uma atividade notável em cancros agressivos e com mau prognóstico, como o carcinoma de células renais (CCR).

A SM001, já testada em modelos animais, inibe a proliferação e a capacidade de invasão das células malignas, incluindo as resistentes à terapêutica, e induz a sua morte. Esta molécula reduz significativamente o tamanho dos tumores e os vasos sanguíneos que o suportam, apresentando um excelente perfil de segurança.

O CCR é o cancro mais letal do sistema urológico e é frequentemente diagnosticado em fases avançadas da doença. A mortalidade aos 5 anos [após o diagnóstico] é alta: 47% e 92% para os estádios III e IV, respetivamente. Os doentes com carcinoma de células renais apresentam baixas taxas de resposta à terapêutica, alta frequência de recidiva e resistência às terapias, o que reforça a necessidade de novas soluções terapêuticas. O CCR é ainda considerado uma doença rara, pelo que a SM001 pode ainda beneficiar das vantagens associadas à designação de “medicamento órfão”, tornando o processo de desenvolvimento do medicamento mais rápido.

O grupo de investigação da Universidade do Minho, que inclui as investigadoras Fátima Baltazar (Escola de Medicina) e Maria Fernanda Proença (Escola de Ciências), acredita ter descoberto uma molécula segura e eficaz, com um modo de ação inovador, que tem o potencial de aumentar a sobrevivência e melhorar a qualidade de vida dos doentes oncológicos.

O projeto vencedor vai receber um prémio monetário de 20 mil euros, que no futuro poderá ainda traduzir-se num investimento suplementar de 30 mil euros. O júri do Prémio, constituído por alguns dos melhores investigadores do país, destaca a sua originalidade, inovação e potencial criação de valor para a sociedade, razão pela qual lhe atribuiu o primeiro lugar entre os 13 projetos concorrentes.

A cerimónia de entrega do Prémio Inovação Bluepharma | Universidade de Coimbra 2021 realizou-se esta quarta-feira, dia 22 de junho, na Sala do Senado da Reitoria da Universidade de Coimbra (UC).

 

Shaping the Future of Health
As oportunidades e os desafios do setor da Saúde em Portugal são discutidos em Shaping the Future of Health, uma iniciativa da...

Durante três dias, especialistas nacionais e estrangeiros das várias vertentes da Saúde reúnem-se para analisar, discutir e perspetivar o papel da transformação digital no setor, os desafios da nutrição e da medicina dentária, bem como a criação de valor nesta área.

As inscrições estão disponíveis em info.europeia.pt/shaping-future-health.

 

Cefaleias, feridas e lesões ostearticulares foram frequentes
No primeiro fim de semana de Rock in Rio, a Lusíadas Saúde, que assegura o serviço médico do Rock in Rio Lisboa, assistiu 353...

As cefaleias (relacionadas com a exposição solar e algum grau de desidratação), as feridas (decorrentes de quedas e calçado desadequado ao recinto) e as lesões osteoarticulares foram as ocorrências diagnosticadas mais frequentes.

A Equipa de coordenação clínica do Rock in Rio 2022 é constituída por profissionais de saúde do Hospital Lusíadas Lisboa: Sofia Lourenço, médica coordenadora da Unidade de Atendimento Urgente de adultos, Rui Dias, enfermeiro coordenador do Internamento Médico-Cirúrgico e Cirurgia de Ambulatório, e Bruno Matos, enfermeiro diretor. Um dos coordenadores da Lusíadas Saúde integra o Posto de Comando Tático do Rock in Rio.

Ao longo de todo o evento, o Hospital do Rock conta com a colaboração de cerca de 200 profissionais de saúde em representação de todas as unidades Lusíadas, de Norte a Sul do País. Estes profissionais integram as 11 Equipas distribuídas pelo Parque da Bela Vista e as infraestruturas de assistência fixas do dispositivo médico: um centro médico e um posto de saúde. Das 11 Equipas no terreno, oito incluem suporte básico de vida e três acautelam suporte avançado de vida. Contam ainda com o apoio de quatro ambulâncias que estão estrategicamente posicionadas para suportarem a ação das Equipas no terreno.

“Estes primeiros dois dias de evento decorreram com tranquilidade, tendo as ocorrências sido na sua maioria de baixa complexidade. Aproveitamos para uma vez mais relembrar algumas dicas básicas de prevenção e preparação para o próximo fim de semana, tais como não descurar os cuidados de hidratação e de proteção solar, e utilização de calçado adequado”, afirma Sofia Lourenço, Coordenadora do Serviço Médico do Rock in Rio 2022.

Entrevista - Dra. Carolina Camacho
Segundo os dados do Globocan, em 2020, foram diagnosticados, em Portugal, 561 novos casos de cancro

Embora seja pouco frequente, o cancro do ovário é, de entre as neoplasias que afetam as mulheres, a que apresenta a mais elevada taxa de mortalidade. Começo por isso por lhe perguntar, em que consiste a doença e como se classifica? Quais os subtipos mais frequentes?

O cancro do ovário engloba um conjunto heterogéneo de neoplasias malignas, com origem em diferentes tipos de células constituintes deste órgão do aparelho ginecológico. As células aberrantes, que se multiplicam de forma descontrolada, desenvolvem uma formação tumoral cujo potencial maligno é determinado pela capacidade de migrar por diferentes vias (hematogenica, linfática e transcelómica) e se propagar à distância (metastização). O cancro do ovário pode ainda referir-se a diferentes topografias:  ovário, trompas de Falópio ou peritoneu.

Existem diferentes tipos de classificação, existindo dois grandes grupos: tumores epiteliais e os não-epiteliais. Este segundo grupo refere-se a tipos histológicos heterogéneos, mais raros e associados frequentemente a mulheres mais jovens, que inclui: T. Células Germinativas e T Células dos Cordões Sexuais e do Estroma. Cerca de 90% são tumores epiteliais que se classificam em serosos, endometrioides, mucinosos, células claras, seromucinosos e de Brenner. Os subtipos mais frequentemente diagnosticados são o carcinoma seroso de alto grau e, em segundo, o carcinoma endometrioide do Ovário.

Qual a incidência do cancro do ovário e seu prognóstico?

O Cancro do Ovário representa a 9ª causa de tumor maligno (excluindo cancro de pele não melanoma) segundo dados apresentados pelo GLOBOCAN 2020, com uma taxa de incidência padronizada de 6,6/100.000 mulheres em todo o mundo. Relativamente às neoplasias malignas do tracto ginecológico, os tumores do cancro do ovário correspondem a cerca de 30%. Nas últimas décadas a taxa de incidência de cancro do ovário tem vindo a aumentar em especial nos países ocidentais. Permanece o tumor maligno de origem ginecológica com taxa de mortalidade mais elevada em todo o mundo com taxa de 4,2/100.000.

Existem fatores de risco associados? É verdade que, por exemplo, a utilização de contracetivos orais ou a amamentação pode prevenir o seu desenvolvimento?

As causas para o desenvolvimento do cancro do ovário não estão totalmente esclarecidas, sendo que envolve diferentes fatores como genéticos, reprodutivos e ambientais.

De todos os fatores de risco estudados os que reúnem maior robustez de evidência estão relacionados com a história familiar e a predisposição genética. A ocorrência de familiares de 1º e 2º grau com história de cancro do ovário e de mama, em especial em idades mais jovens, prediz risco pessoal acrescido que, apesar de ser difícil de quantificar, deve ser orientado a consulta de avaliação de risco familiar. As síndromes de cancro hereditário identificadas estão associadas a mutações genéticas como mutação BRCA no Síndrome hereditário de cancro de mama/ovário ou o Síndrome de Lynch.

Outros fatores que determinam o aumento de risco de desenvolver cancro do ovário ao longo da vida incluem o envelhecimento, a obesidade, idade de início de menstruação precoce e/ou menopausa tardia (relação de risco não totalmente esclarecido com o numero de ovulações ao longo da vida), uso de terapêuticas hormonais de substituição, a ausência de história pessoal de gravidez (nuliparidade), infertilidade, a endometriose, e ainda alterações genéticas hereditárias (linhagem germinativa) e história familiar de cancro do ovário.

Por outro lado, são hipóteses associadas a prevenção da carcinogénese do ovário o uso de contracetivos orais, a amamentação, a multiparidade e a laqueação tubar.

Como é que se relaciona a presença de uma mutação genética de BRCA com o diagnóstico do cancro do ovário?

Os genes BRCA são genes responsáveis por funções oncosupressoras. São genes que codificam proteínas que normalmente reparam danos ocorridos no ADN, no ciclo celular e na transcrição de outros genes. Se estes genes (BRCA1 e BRCA2) estiverem mutados não serão capazes de corrigir esses danos, e as anomalias perduram na multiplicação celular.  A presença de mutação BRCA aumenta a probabilidade de desenvolver cancro de ovário ao longo da vida de 25-50%, enquanto que o risco da população geral é de 1,4%.

Qual ou quais as faixas etárias mais atingidas pela doença?

Segundo os últimos dados nacionais disponíveis – RON 2018 – as faixas etárias mais atingidas com o diagnostico de cancro de ovário em Portugal situam-se em mulheres com idades entre os 60 e 84 anos, todas com taxas de incidência superiores a 10/100.000. Entre os 75-79 anos a taxa de incidência é a mais elevada com 17,29/100.000 mulheres. Para este pico de incidência relacionam-se mais frequentemente os carcinomas de tipo epitelial.

Por outro lado, os tumores do ovário que afetam faixas etárias mais jovens, entre 15-30 anos, são tumores de Células Germinativas, Células dos Cordões Sexuais ou do Estroma Gonadal.

Apesar de se tratar de uma doença frequentemente assintomática em estádios iniciais, a que sinais devemos estar atentos? Quais os principais sintomas?

Quando uma neoplasia do ovário de desenvolve pode não causar incómodos relevantes para a mulher, pelo que se diz estar assintomática. Com o seu desenvolvimento e crescimento pode vir a apresentar condições que devem servir de alerta, com a observação célere da mulher pelo medico assistente/ginecologista. Comumente são atribuídas outras causas aos incómodos ligeiros, desvalorizando a gravidade e essa observação é retardada.

Esse conjunto de sinais e sintomas incluem: aumento de volume abdominal (“barriga inchada”), sensação de enfartamento precoce, perda de peso não explicada, desconforto na área pélvica, fadiga ou cansaço, dor a nível lombar, alternância dos hábitos intestinais como obstipação, ou alteração do padrão de micção (“vontade de urinar mais vezes”, urgência miccional).  

Tendo em conta algumas das suas manifestações clínicas, com que outras patologias se pode confundir o cancro do ovário?

Perante o quadro clínico mais frequentemente observado, impõe-se o diagnóstico diferencial outras massas anexiais, sendo estas situações sobretudo benignas como quistos do ovário. Estes podem apresentar um crescimento local indolente e exuberante provocando alguns sintomas semelhantes ao crescimento de um tumor maligno. Outras situações benignas acometem alguns tumores (adenomas ou papilomas), abcesso pélvico, endometriose, doença pélvica inflamatória. Situações de tumor maligno que se podem confundir com o cancro do ovário são o carcinoma uterino, pâncreas, gástrico, do colon ou do apêndice, por exemplo.

Como é feito o seu diagnóstico? E qual a importância do diagnóstico precoce?

O diagnostico é geralmente realizado após o início dos sintomas acima descritos. O desenvolvimento de ascite leva ao aumento de volume abdominal, condiciona dor e sintomas compressivos dos órgãos adjacentes, e leva à procura ativa dos serviços de saúde, muitas vezes em ambiente de urgência hospitalar. Menos frequente também podem ser detetadas as alterações anexiais (quistos complexos e suspeitos) ao exame objetivo ou em exames de imagem, realizados por rotina ou por outros motivos clínicas.

Na avaliação inicial é realizada a colheita de história clínica completa e exame objetivo. Os exames complementares de diagnostico incluem a ecografia abdominal, a tomografia axial computorizada e por vezes, a ressonância pélvica. Outros exames podem ser requisitados de forma a excluir outra origem tumoral, principalmente em situações de doença avançada. A avaliação analítica avalia o atingimento funcional dos órgãos vitais e é complementada pela determinação serológica de marcadores tumorais (Ca 125 e ratio Ca125/CEA).

Dependendo da fase da doença ao diagnostico pode ser realizada biopsia de lesão tumoral (guiada por ecografia ou TC). A laparoscopia exploradora é uma possibilidade se necessário avaliar critérios de irressecabilidade, e nesse caso, é realizada colheita de tecido tumoral e iniciado tratamento de quimioterapia neoadjuvante. Se a avaliação determina uma neoplasia ressecável o diagnostico, o tipo de tumor é determinado com a cirurgia de cito-redução completa.

Como referido, a deteção precoce da lesão maligna do ovário (em exames de rotina, por exemplo) permite a remoção cirúrgica total do tumor com maiores probabilidades de cura. A taxa de sobrevivência aos 5 anos, quando a doença está confinada aos ovários é de 80-90%. Por outro lado, se a doença é determinada em fases avançadas, a taxa pode reduzir para cerca de 10-30% aos 5 anos.

Qual o padrão atual de tratamento de primeira linha?

A escolha do tratamento primário do cancro de ovário depende de fatores de prognostico incluindo a presença de critérios de irressecabilidade. Se considerada a abordagem cirúrgica inicial com cito-redução ótima, é geralmente proposto o tratamento adjuvante de quimioterapia com dupleto: carboplatino e paclitaxel, 6 ciclos, com intervalo de 3 semanas cada.

Em casos selecionados, e avaliados em sede multidisciplinar, pode ser proposta o tratamento primário de quimioterapia de modo a reduzir o tamanho e a extensão do tumor, aumentando a probabilidade de cito-redução máxima que constitui o mais forte fator de prognóstico no cancro do ovário. A menor extensão cirúrgica possibilita também uma menor morbi/mortalidade peri-operatória. Depois da cirurgia é retomada a quimioterapia completado o total de 6 ciclos (3 após a cirurgia).

Em matéria de prevenção, o que pode ser feito? Faz sentido a existência de um rastreio para o diagnóstico precoce?

Apesar da importância da deteção precoce do cancro do ovário e de reconhecermos que muitas vezes é uma patologia maligna silenciosa, não existem testes com especificidade e sensibilidade suficientes para serem implementados na população geral. Assim não existe nenhum exame de rastreio eficaz.

Os meios de prevenção também não são consensuais, mas relacionam-se com os fatores protetores como o uso de contracetivos orais, a paridade.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
29 de junho
Com a chegada do verão, a Academia Mamãs Sem Dúvidas vai organizar uma nova edição do “Especial Grávida” no dia 29 de junho,...

O primeiro tópico em destaque vai ser a alimentação da grávida e da recém-mamã no verão, com as explicações e conselhos da nutricionista Ana Rita Lebreiro, permitindo às participantes perceber quais os alimentos que devem dar preferência e os que devem evitar e porquê.

Os cuidados ao recém-nascido que nasce no verão e os benefícios terapêuticos das células estaminais são outras das temáticas da sessão, com o contributo da Enfermeira Cátia Costa, especialista em saúde materna e obstetrícia, e Maria Costa, formadora do laboratório de criopreservação BebéVida, respetivamente.

A participação na sessão é gratuita, embora a inscrição seja obrigatória no site da Mamãs Sem Dúvida, aqui.

Ao participar as grávidas ficam habilitadas a receber um cabaz de produtos no valor de mais de 350€ que contém: um intercomunicador Alecto; um estojo de higiene BébéConfort; um ninho Voski; um tapete atividades; e ainda um conjunto de peluches das Mascotes BebéVida. A vencedora será revelada no dia 30 de junho, no Instagram da Mamãs Sem Dúvidas.

Para saber mais sobre a Academia Mamãs Sem Dúvidas, conteúdos informativos ou eventos visite o website mamassemduvidas.pt .

 

 

 

Bolsa no valor de 35 mil euros
A Comissão de Avaliação do ‘Prémio Faz Ciência’, composta por cinco especialistas na área da Oncologia, já concluiu a difícil...

A iniciativa da Fundação AstraZeneca, que este ano celebra 20 anos, e da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), que distingue projetos de investigação nacionais na área da Oncologia desenvolvidos em Portugal, contou este ano com um número recorde de candidaturas: 26 no total. O vencedor irá receber uma bolsa no valor de 35 mil euros.

A cerimónia será também o primeiro ato público da Professora Maria do Céu Machado enquanto nova Presidente da Fundação AstraZeneca.

 

Opinião
O verão é sinónimo de férias e descontração, no entanto, o aumento da intensidade e exposição à radi

Em doses baixas, a radiação UV tem efeitos benéficos por conduzir à produção de vitamina D, essencial para a fixação de cálcio nos ossos, por exemplo. A exposição à luminosidade em espaços abertos tem efeitos preventivos na incidência e desenvolvimento da miopia. Contudo, a exposição direta e prolongada à radiação solar, incluindo a UV, tem efeitos nocivos tanto para a pele como para os olhos e anexos oculares.

A exposição à radiação UV está associada ao desenvolvimento de alterações oculares que dependem da duração e intensidade da exposição. A exposição curta e intensa pode causar foto queratite, pterígio, pinguécula.

A queratite é uma inflamação da córnea, normalmente aguda quando causada pela radiação UV, que pode ser acompanhada de alguma hiperémia conjuntival, vulgo olho vermelho.

A pinguécula e o pterígio são alterações da conjuntiva bulbar, sito na parte branca externa e visível a olho nu do globo ocular, de cor amarelada que podem estar vascularizadas, apresentando crescimento e comprometendo a visão, ou podem ser avascularizadas, sem crescimento nem envolvimento da córnea e da visão, para além do aspeto estético, não necessitando de tratamento. No caso do pterígio, é tratável através de procedimento cirúrgico.

A exposição prolongada à radiação UV está associada ao desenvolvimento de catarata e degeneração macular. A catarata é o nome dado à condição ocular caraterizada pela apresentação de opacidades no cristalino, a lente que está por detrás da pupila. A degeneração macular é uma alteração degenerativa da retina afetando a mácula, zona da retina com um poder de resolução de imagem mais elevado. Ambas as condições são causa de cegueira, sendo que a catarata tem tratamento cirúrgico simples e eficaz. A degeneração macular, dependendo do tipo, ou tem tratamento para atrasar a progressão ou pode não ser tratável de todo, comprometendo significativamente a visão em ambos os casos. Portanto, proteger os olhos é essencial, devendo esta prática ter início na infância.

Uma das formas mais comuns de proteger os olhos da radiação ultravioleta é a utilização de óculos de sol, no entanto, há certos requisitos que os mesmos devem ter, tais como: bloquear entre 99 a 100 % da radiação UVA e UVB; filtrar entre 75 a 90 % da luz; não ter qualquer distorção ou imperfeição; e ter lentes que permitam um reconhecimento de cor apropriado. De notar que o nível de filtragem da luz não tem qualquer relação com a filtragem de radiação invisível ao olho humano, como é o caso da radiação UV. Por este motivo, é essencial o aconselhamento e apoio técnico na avaliação do que as lentes possam conter, os filtros pretendidos, o nível de escurecimento adequado à situação pretendida, entre outras especificações técnicas como a resistência física e química. Recorde-se de que um óculo de sol é equipamento de proteção individual e que deve cumprir normas de qualidade, como garantia de segurança e eficácia para a sua função.

Além disso, há outras formas de proteger a saúde da visão, como a utilização de um chapéu de sol com abas largas; utilização de óculos de sol mesmo quando se usam lentes de contacto com proteção UV; evitar a luz solar nos períodos do dia maior intensidade solar; e consultar anualmente o optometrista é fundamental.

A Organização Mundial de Saúde lança o SunSmart Global UV App para IOs e Android para sensibilizar e ajudar a proteger dos perigos da radiação solar, em particular a pele e os olhos. A aplicação indica o nível do Índice UV para os próximos 5 dias, de um até onze. A partir de um valor de três, as atividades ao ar livre devem ser adaptadas à necessidade de proteção dos olhos e da pele.

Estes hábitos e práticas promovem a saúde da visão e previnem deficiência visual e cegueira. Devem ser implementados durante todo o ano, com principal atenção durante a época do verão, no caso de Portugal. Nesta altura, tenha cuidados redobrados com os seus olhos.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Com o objetivo de rastrear e informar a comunidade
A DaVita Rio Maior, recentemente a funcionar neste município, vai marcar presença na Festa da Saúde de Rio Maior, uma...

“A participação da DaVita consiste na realização de testes à glicémia, na avaliação da tensão arterial e na consciencialização da comunidade para a doença renal crónica. Estamos focados em disponibilizar tratamentos de alta qualidade, com tecnologia inovadora aos doentes do município, mas consideramos também muito importante fazer um trabalho de literacia para a saúde junto da população, explicando o que é a doença renal e quais as suas formas de prevenção”, afirma Paulo Dinis, diretor-geral da DaVita Portugal.

E continua: “A DaVita Rio Maior é recente no município. Está a funcionar desde o passado dia 23 de março, como resposta a uma necessidade que era premente, uma vez que o concelho não dispunha, até à data, de nenhuma infraestrutura para a realização de hemodiálise, tendo os doentes de se deslocar para instalações fora do município. O projeto foi desenvolvido em conjunto com a Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior.”

A DaVita Rio Maior tem capacidade para dar assistência a um total de 84 doentes por semana, distribuídos por seis turnos de tratamento, e, tal como todas as clínicas do grupo, está equipada com tecnologia inovadora. Com a abertura desta unidade foram também criados 14 postos de trabalho.

A doença renal crónica é provocada pela deterioração lenta e irreversível da função renal. Como consequência, existe retenção no sangue de substâncias que normalmente seriam excretadas pelo rim, resultando na acumulação de produtos metabólicos tóxicos no sangue (azotemia ou uremia). Nas fases mais avançadas as pessoas com esta doença necessitam de realizar regularmente um tratamento de substituição da função renal que poderá ser a hemodiálise, a diálise peritoneal ou o transplante renal.

 

 

 

 

Mind Talks
Nuno Lobo Antunes, Ana Stilwell, Gustavo Jesus, João Cardoso, João Faria e Rui Ribeiro marcam presença nos painéis de discussão...

CAPITI, instituição particular de solidariedade social que tem como missão promover o crescimento saudável e a autonomia de crianças e jovens com perturbações do desenvolvimento e comportamento, apresenta as Mind Talks. Estas conversas acontecem no dia 23 de junho nas instalações da WPP, na Avenida 24 de Julho, 62, em Lisboa, e estarão concentradas nos temas da saúde mental e desenvolvimento das crianças e jovens.

A conferência de final de tarde terá três conversas distintas. A primeira sessão, com início às 17h30, conta com Nuno Lobo Antunes, médico neuropediatra, e Ana Stilwell, artista musical e mãe, que se debruçam sobre o tema “viver o autismo com as crianças em casa”. A discussão segue com o tema da depressão e ansiedade nos jovens, que conta com a participação de Gustavo Jesus, médico especialista em Psiquiatria, e João Cardoso, estudante e ator. A conferência finaliza com as intervenções de João Faria, psicólogo clínico com especialidade em comportamento online, e Rui Ribeiro, head of invention da Mindshare Portugal, que estarão a debater o impacto da internet no desenvolvimento dos jovens e da sua personalidade.

Mariana Saraiva, presidente da CAPITI reforça que a saúde mental por si é um tema que requer a máxima atenção, mas “se somarmos os efeitos de uma pandemia nas famílias carenciadas, que têm um rendimento mensal menor do que o salário mínimo, o impacto é muito maior”. Acrescenta ainda que “é precisamente nestas alturas que precisamos de reforçar o nosso apoio e a nossa atenção”, o que justifica a apresentação desta iniciativa, também como forma de sensibilização da população para estas perturbações invisíveis.

Depois de terem estreado online durante a pandemia, as Mind Talks apresentam-se agora numa segunda edição, em evento híbrido. A entrada é gratuita e aberta a qualquer pessoa e, caso não seja possível comparecer nas instalações da WPP em Lisboa, os interessados podem acompanhar a transmissão em direto na conta de Instagram da CAPITI.

Neste último ano de pandemia, a CAPITI conseguiu aumentar o acompanhamento regular de crianças e jovens em 33%, estando atualmente presente em dez cidades portuguesas através de uma rede de clínicas parceiras e acompanhando mais de 180 crianças e jovens de famílias carenciadas. Fundada em 2016, a associação vive de doações e, até ao momento, apoiou um total de 322 crianças e jovens, tornando possível a realização de mais de 12.000 atos clínicos, que englobam consultas com médicos, técnicos e avaliações para diagnóstico.

 

Dia Internacional do Yoga
Fazer exercícios suaves sem gastar muita energia ajuda o corpo a gerar endorfinas naturais que fazem

Muitas mulheres sofrem de sintomas menstruais dolorosos todos os meses, seja uma cólica ou uma dor forte na zona do abdómen. Essas pequenas contrações desagradáveis ​​ocorrem quando o útero liberta o revestimento que passou semanas a criar, contraindo-se para empurrá-lo para fora da vagina. À medida que os músculos da parede uterina se contorcem, eles cortam o seu próprio suprimento de sangue, e essa falta de oxigénio é parte do que causa a dor menstrual. Mas para além dos fármacos tradicionais, existem já muitas outras opções naturais que podem ajudar a reduzir o desconforto em pouco tempo.

Para assinalar o Dia Internacional do Yoga, a INTIMINA, marca sueca dedicada aos cuidados da saúde íntima feminina, recomenda que as mulheres conheçam e ouçam o seu corpo para encontrar a melhor forma de aliviar as dores menstruais. O desporto costuma ser um grande aliado por ajudar a liberar endorfinas, por isso, treinos leves, como algumas posturas de yoga que a INTIMINA sugere, podem ajudar a diminuir as cólicas e as dores menstruais:

1. Postura da criança

Esta postura é ótima para as dores nas costas e super fácil de fazer.

Como fazer esta pose: Comece de joelhos. Baixe as nádegas em direção aos calcanhares. Sente-se ereta, expire e estique o corpo para baixo e para a frente, de forma a que o estômago repouse nas coxas. Estenda os braços acima da cabeça e descanse os braços ao longo do chão, apoiando a testa no tapete. Mantenha o olhar para dentro com os olhos fechados. Deve sentir um leve alongamento nos ombros, nas nádegas e ao longo da coluna e dos braços. Fiquem em posição por até um minuto ou mais, respirando suavemente. Para soltar, use as mãos para caminhar suavemente com o corpo ereto e sente-se sobre os calcanhares.

Dica: Se tiver dificuldade em pousar as nádegas nos calcanhares, coloque um cobertor grosso dobrado entre a parte de trás das coxas e dos gémeos.

2. Postura do arco

Esta postura alonga toda a frente do corpo, aliviando cãibras e o inchaço.

Como fazer esta pose: Comece deitada de bruços com os pés na largura do quadril e os braços ao lado do corpo. Ao expirar, dobre os joelhos e alcance as mãos para apoiar os tornozelos externos. Inspire e levante os calcanhares em direção ao teto, levantando as coxas para cima e para fora do tapete. A cabeça e o peito também serão levantados do tapete. Levante os calcanhares e as coxas e traga as omoplatas para a parte superior das costas. Olhe para frente enquanto respira suavemente. Mantenha a pose por quinze a vinte segundos. Para soltar, expire e baixe lentamente as coxas antes de soltar os tornozelos e baixar as pernas e os pés no chão. Retorne à posição inicial e relaxe.

Dica: Não pratique esta postura se tiver uma lesão nas costas ou no pescoço, ou se tiver pressão alta ou baixa.

3. Postura do camelo

Esta postura alonga os músculos dos abdominais e os fletores do quadril, aliviando a dor e o desconforto.

Como fazer esta pose: Ajoelhe-se no tapete, com os joelhos afastados na largura dos quadris. Coloque as mãos nos quadris. A parte superior dos pés deve ficar plana no tapete. Alongue a coluna e incline-se para trás, colocando as mãos nos calcanhares. Se achar difícil tocar com as mãos nos pés, dobre os dedos dos pés para levantar os calcanhares. Alongue o pescoço e deixe a cabeça enrolar para trás. Para um alongamento mais profundo, levante um braço ao longo da orelha enquanto apoia um calcanhar com o outro. Fique assim por duas respirações e depois troque de braço. Mantenha essa postura cerca de 5 respirações.

Dica: tenha cuidado para não trazer a cabeça muito para trás até que o pescoço fique tenso. Mantenha o pescoço estendido numa posição confortável durante toda a pose.

O yoga pode, não só ajudar a aliviar as cólicas menstruais, mas também é um excelente desporto para fortalecer o pavimento pélvico, já que, com exercícios como as caminhadas, a ginástica hipopressiva ou a natação, permitem que os músculos se desenvolvam e evitem dores. 

“Yoga, caminhada e natação são atividades muito benéficas para as mulheres com fortes sintomas menstruais. No caso do yoga, graças ao alongamento suave, estas dores são aliviadas, mas nem todos os exercícios ajudam, pois, aqueles em que a pélvis se levanta acima da cabeça são desaconselhados ​​durante estes dias do mês.  O importante é ouvir o corpo para conhecer as suas necessidades”, finaliza Pilar Ruiz, responsável de comunicação da INTIMINA Ibérica.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Semana Digestiva assinala-se de 20 a 25 de junho
O fígado desempenha um papel fundamental na digestão, na absorção e no metabolismo de carboidratos.

Uma das principais consequências da doença hepática crónica descompensada (DHCD) é a cirrose hepática, responsável pela alteração estrutural e funcional do órgão e representando na sua maioria o estádio final da doença. A cirrose hepática é uma doença em que o fígado funciona com dificuldade, podendo ser causada pelo excesso de álcool, hepatite viral ou outras doenças. Apesar de esta doença apenas ter cura através da realização de um transplante de fígado, caso seja identificada precocemente e tratada de forma adequada, a sua evolução pode ser atrasada.

A desnutrição é cada vez mais reconhecida na doença hepática crónica, portanto, nessas situações, a alimentação adequada e equilibrada é fundamental, uma vez que esta condição normalmente é acompanhada pela perda de peso severa, perda de massa muscular, retenção de líquidos e deficiência de nutrientes.

Por forma a otimizar o estado nutricional no caso da cirrose hepática descompensada, devem ser consumidas frutas, vegetais, cereais integrais e carnes baixas em gorduras, uma vez que estes alimentos têm vários nutrientes e são de fácil digestão, não exigindo muito trabalho por parte do fígado para que sejam metabolizados.

A dieta para a cirrose hepática deve ter a quantidade ideal de nutrientes, pelo que é importante que se realizem cinco a sete refeições diárias de baixo volume. A alimentação deve incluir carboidratos complexos, gorduras boas e proteínas de alto valor biológico. Inicialmente pensava-se que a dieta deveria restringir ao máximo o consumo de proteínas, no entanto, os estudos atuais demonstraram que o impacto das proteínas no desenvolvimento da encefalopatia hepática é mínimo, pelo que as proteínas podem ser incluídas na alimentação. Devem, ainda, ser incluídos peixe, ovos, carnes brancas baixas em gordura e queijos baixos em sal e gordura, como a ricota e o cottage, por exemplo. O consumo de leite e derivados deve ser desnatado e, no caso das gorduras, o azeite pode ser consumido em pequenas quantidades, assim como sementes e frutos secos.

Por outro lado, para que o fígado não trabalhe em excesso há que evitar os seguintes alimentos: carnes vermelhas, laticínios integrais, enlatados e fast food. O consumo de bebidas alcoólicas também deve ser reduzido, visto que piora a condição do doente.

Através destes hábitos alimentares e otimizando o estado nutricional, torna-se mais fácil controlar a cirrose hepática e, consequentemente, ter uma melhor qualidade de vida.  É muito importante que, para otimizar o estado nutricional na cirrose hepática descompensada, siga as recomendações e o aconselhamento de um profissional de saúde, nomeadamente de um hepatologista.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
candidaturas estão abertas a pessoas entre os 18 e os 30 anos de idade com qualquer tipo de diabetes
Termina já no dia 30 de junho o prazo para realizar a inscrição na primeira edição do Programa de Liderança em Diabetes para...

“Queremos capacitar jovens adultos de forma a que desempenhem funções de destaque na sociedade”, explica José Manuel Boavida, presidente da APDP, acrescentando: “Em particular nas associações de pessoas com diabetes e em atividades para a defesa dos seus interesses e direitos”.

Desde gestão de redes sociais, advocacia política, contactos com jornalistas e até gestão de projetos ou modelos de liderança, as sessões de trabalho serão dinâmicas e com vários temas. Para o fazer, a iniciativa conta com um leque de formadores das mais diversas áreas, incluindo ainda pessoas com diabetes que frequentaram os programas de liderança europeus e mundiais da Federação Internacional da Diabetes.

“Precisamos de empoderar para a liderança! O objetivo é que os jovens participantes se sintam capazes de defender os seus pares e que conheçam as ferramentas que lhes permitem advogar pela causa das pessoas com diabetes, estando à vontade para, por exemplo, gerir campanhas de comunicação social e falar com jornalistas, tudo isto enquanto é fomentada a vontade de se tornarem líderes, que tanta falta nos fazem, nesta área da saúde”, remata João Valente Nabais, da Comissão Organizadora desta iniciativa.

O programa contempla ainda diversos momentos de atividade física, essenciais para promoção de estilos de vida saudáveis e para permitir um melhor desenvolvimento das sessões formativas.

Para consultar o programa completo ou mais informações, visite a página oficial da APDP, https://apdp.pt/atividades/programa-jovens-lideres-em-diabetes/.

 

Seminário
Uma metodologia de ensino que combina a aprendizagem académica com o serviço à comunidade, de modo a que os/as estudantes se...

Ao longo de uma manhã, reunir-se-ão algumas das universidades parceiras do programa UNISERVITATE - Deusto (Bilbao), St Mary’s (Londres), Sacro Cuore (Milão e Roma) -, em conjunto com estudantes, docentes, parceiros da comunidade e especialistas, para fortalecer laços, trocar experiências, refletir, debater e, sobretudo, aprender mais sobre a metodologia ApS. Estarão em debate temas como a transformação da universidade através da ApS e o processo de institucionalização da ApS na Universidad de Deusto, através do plano para o desenvolvimento de competências transversais.

No final do evento realizar-se-á uma mesa-redonda que abordará “Boas Práticas de experiências ApS pelos 4 pilares: Aprendizagem, Serviço, Participação e Reflexão”. A iniciativa é organizada no âmbito do programa UNISERVITATE, que promove a ApS no Ensino Superior Católico e do qual a UCP faz parte, e vem reforçar o projeto CApS– Universidade Católica e Aprendizagem-Serviço: Inovação e Responsabilidade Social, cujo objetivo é institucionalizar e consolidar a metodologia ApS em áreas curriculares específicas, transversais e extracurriculares dentro da UCP, bem como criar linhas orientadoras para outras IES que queiram seguir os mesmos passos.

A participação no seminário “Transformar a Universidade através da Aprendizagem-Serviço" é de acesso livre mediante inscrição prévia. Para mais informações e programa completo, consultar: https://www.porto.ucp.pt/pt/central-eventos/seminario-transformar-universidade-atraves-aprendizagem-servico

O que é a ApS?

A ApS trata-se de uma metodologia de ensino que combina a aprendizagem académica com o serviço à comunidade, de modo a que os/as estudantes se formem, pessoal e profissionalmente, a partir do trabalho com necessidades reais da comunidade.

Competição da Sociedade Portuguesa de Simulação Aplicada às Ciências da Saúde (SPSim)
Diana Carvalho, Inês Antunes, Viktoriya Shkatova e Patrícia Vaz Conde integram a equipa vencedora da competição europeia...

Durante cerca de meia hora, a equipa foi sujeita a um verdadeiro cenário de stress, num desafio que as colocava numa situação muito semelhante à vivida num ambiente de serviço de urgência, no qual simularam a intervenção num doente em estado critico. Sob o olhar crítico de um painel de júris, compostos por médicos especialistas de vários países, foram avaliadas as questões técnicas, capacidade de análise, diagnóstico, resposta a complicações médicas e toda a gestão dos procedimentos médicos, assim como da comunicação com o doente e entre a própria equipa. Viktoriya Shkatova, acredita que para o júri não terá sido uma decisão fácil: “Em termos técnicos as equipas eram todas muito boas. No nosso caso, acho que ajudou o facto de nos conhecermos muito bem e termos demonstrado ser uma equipa coesa que comunicou muito bem, com uma enorme capacidade de improviso. Enquanto futuras médicas, ao longo do nosso percurso, fomos aprendendo a importância da comunicação e a diferença que pode fazer quando se trata de salvar uma vida.”

Para Carlos Robalo Cordeiro, Diretor da Faculdade de Medicina de Coimbra, “a simulação médica é uma verdadeira revolução no ensino médico e uma forma de ajudarem os estudantes de medicina a prepararem-se a lidar com inesperadas realidades. A atenção global centrada na minimização dos erros médicos, a necessidade de garantir a segurança dos doentes e a capacidade de comunicar com equipas e com os próprios doentes, são aspectos fundamentais que poderão ser treinados em contexto de simulação. Neste sentido é muito importante promover a integração desta prática pedagógica no maior número de unidades curriculares.”

O passaporte para a final, onde as jovens se destacaram, foi alcançado após ultrapassarem vários desafios de simulação: Depois de ganharem a competição de simulação Scrub UP!, no âmbito do XI In4Med, congresso médico-científico organizado pelo Núcleo de Estudantes de Medicina da Associação Académica de Coimbra, a equipa venceu a competição de simulação SimUniversity Portugal 2022, realizada em março, no Centro de Simulação da NOVA Medical School, em Lisboa. A vitória garantiu o acesso à primeira fase da competição de simulação Europeia, SIMUniversity, que se realizou em abril, de forma remota, no Centro de Simulação CUF Academic Center, onde a equipa ficou apurada para a fase final da competição europeia, na qual arrecadaram o primeiro prémio.

SimUniversity Portugal

Destinada a alunos do 4.º aos 6.º anos de Medicina, a SimUniversity Portugal é uma competição da Sociedade Portuguesa de Simulação Aplicada às Ciências da Saúde (SPSim), para estimular o treino de competências técnicas e não-técnicas, bem como a aplicação de conhecimentos clínicos em cenários simulados.

Centros dedicados a mulheres com gravidezes saudáveis
Grupo de investigadoras portuguesas propõem a criação de Unidades de Cuidados na Maternidade para prestação de cuidados a...

Ana Paula Prata, uma das responsáveis desta iniciativa, explica que “em Portugal, há um movimento crescente de procura de cuidados respeitosos e especializados na gravidez, parto e puerpério que promovam e respeitem a fisiologia deste momento do ciclo reprodutivo humano. Esta procura acontece simultaneamente às queixas de violência obstétrica, que são preocupantes e que cada vez ganham mais impacto e dimensão na sociedade portuguesa. Também, a elevada taxa de mortalidade materna, a apresentar uma tendência crescente desde 2017, atingindo um dos valores mais altos dos últimos 38 anos em 2020, e o elevado número de cesarianas e partos instrumentalizados em comparação com os restantes países europeus, são alertas da necessidade de atualizar a prestação de cuidados”.

Estes factos foram, assim, o fator motivador para um grupo de peritos da Escola Superior de Enfermagem do Porto apresentarem, juntamente com outros investigadores, profissionais e associações uma proposta para revolucionar o cuidado materno em Portugal. Surgiu, assim, a ideia de criação de Unidades de Cuidados na Maternidade (UCM) em Portugal, à semelhança das existentes em já 16 países da Europa.

“É necessário criar e implementar centros dedicados a mulheres com gravidezes saudáveis, mantendo a qualidade e segurança nos cuidados, as Unidades de Cuidados na Maternidade”, refere a investigadora.

Uma Unidade de Cuidados na Maternidade é um local onde se prestam cuidados na maternidade, na gravidez, parto e pós-parto, a mulheres saudáveis com gestações sem complicações.

Os Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstétrica assumem a responsabilidade principal pela prestação dos cuidados e gestão da unidade. As UCM podem estar localizadas fora (extra-hospitalares) ou adjacentes (hospitalares) a uma unidade obstétrica.

“Nas UCM, durante o trabalho de parto e parto, sempre que necessário, as mulheres têm acesso a serviços de diagnóstico e tratamento médico, incluindo cuidados obstétricos, neonatais e anestésicos", explica a investigadora.

Ana Paula Prata reforça esta ideia e afirma que “estas unidades permitem que as mulheres tenham, acima de tudo, direito à escolha”.

A proposta da criação destas unidades surge, assim, do trabalho colaborativo que contou com o apoio da Midwifery Unit Network e que será apresentado na Assembleia da República para implementação de um projeto piloto.

Projeto Educativo Europeu “Let’s Take Care Of The Planet”
No âmbito da Conferência Nacional de Jovens, que decorreu nos dias 13 e 14 de junho, em Lisboa, 28 delegados em representação...

O encontro, que juntou a comunidade estudantil, professores e representantes dos principais partidos políticos portugueses, teve como ponto alto a leitura e entrega de uma Carta de Corresponsabilização, redigida pelo grupo de estudantes, e um Manifesto Político “A voz dos jovens como parte da solução”, onde expressaram preocupações e aspirações ambientais para o país e Mundo.

“Durante a preparação desta conferência, nas nossas escolas, detetamos muitos problemas socioambientais em cada comunidade. Assim, tentamos encontrar soluções sabendo que é possível reparar a situação do planeta com um esforço individual e compromisso coletivo – nosso, dos estudantes, mas também dos decisores políticos”, assinalaram os estudantes portugueses, na carta de corresponsabilização redigida.

Com coordenação da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) a Conferência Nacional de Jovens decorreu no âmbito do projeto educativo europeu ‘Let’s Take Care Of The Plane!t’ [Vamos Cuidar do Planeta!], do qual Portugal é país parceiro. No documento entregue, os estudantes, oriundos das localidades de Maia, Aveiro, Sever do Vouga, Benavente, Alcobaça, Santarém, Ferreira do Zêzere, Amadora e Silves, manifestaram o compromisso público de “promover mudanças de comportamento no ambiente; contribuir de uma forma eficaz para a correta separação de resíduos; reduzir o consumo de carne vermelha e adoção de uma dieta mais sustentável; apelar à redução do uso de embalagens de plástico”.

Na presença de representantes do Partido Socialista (PS), Partido Social Democrata (PSD), Chega (CH), Partido Comunista Português (PCP) e Partido Livre (L), os jovens apelaram a que os responsáveis e decisores políticos se comprometessem, entre outras ações, a “dar voz e a ouvir os estudantes; promover iniciativas parlamentares e tomar medidas de apoio a ações em prol das necessidades das comunidades; reforçar o apoio às escolas para implementação de projetos de Educação Ambiental; aumentar o orçamento destinado às escolas que reforcem compromissos ambientais nos seus projetos educativos; dinamizar ações de partilha e intercâmbio de projetos de Educação ambiental; incentivar à reflorestação de árvores autóctones e proteção do arvoredo urbano; repor o cargo de Guarda-Florestal”.

Presente na audiência em representação do Partido Socialista, a deputada Rosa Venâncio teceu elogios à ação participativa dos jovens. “É com grande honra que estou aqui a representar o grupo parlamentar e, sobretudo, faço-o com grande esperança no futuro ao ver tantos jovens a desafiarem-nos com uma carta de compromisso e recomendações”.

“Cuidar do planeta é de facto algo fundamental neste momento. O futuro faz-se com algumas das vossas atividades e envolvendo-nos a pensar no nosso dia a dia”, frisou ainda Rosa Venâncio.

Em representação do Partido Social Democrata, a deputada Inês Barroso declarou que “mais importante do que estar a escalpelizar cada uma das questões que nos apresentaram, é dizer-vos que todos os grupos parlamentares, independentemente do partido que representam nesta casa, estão a trabalhar no sentido de serem tomadas medidas. Muitos de nós estamos a trabalhar nomeadamente pela redução do plástico, sabemos que tem sido muito criminoso nos Oceanos e linhas de água do nosso planeta”.

“Quem faz a diferença não são só os deputados e os governos. Quem faz a diferença são vocês dialogando com a vossa escola, junta de freguesia, e câmara municipal e, obviamente, com os vossos deputados”, referiu ainda a deputada.

Gabriel Ribeiro, do partido CHEGA, defendeu que “a questão do desafio ambiental precisa de uma outra dimensão”. “O trabalho nas escolas está evidentemente consolidado e ainda bem. É preciso dirigir, aos poucos, o foco para novos grupos e alvos sociais fora da escola”, disse.

No decorrer da audiência, o deputado Bruno Dias, do Partido Comunista Português enalteceu que “o trabalho” desenvolvido pelos estudantes portugueses “é impressionante” e “dá razões para nos enchermos de orgulho com aquilo que está a ser feito nas escolas pelos professores, alunos, e também pela família. Quero aqui agradecer à ASPEA por ter trazido à AR este bom exemplo”. Considerando que “as perguntas trazidas são muito pertinentes”, o deputado comunista elogiou o olhar crítico dos jovens estudantes. “As questões traduzem uma realidade que observaram, e muito bem, e que vai desde a extinção da lampreia no Vouga até ao problema do uso dos plásticos e ao problema das espécies invasoras que temos pela frente”.

Por sua vez, Rui Tavares, deputado do Partido Livre, afirmou que “criar lideranças enquanto elas ainda são jovens é crucial para o nosso país, e funciona”.

“O principal problema ambiental, dos muitos que estamos a viver nesta crise global, são as Emissões de Carbono e o Aquecimento Global. É importante termos em mente que muito está a ser feito para diminuir as emissões”, destacou em resposta aos apelos feitos pelos estudantes.

Para Joaquim Ramos Pinto, presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental, a iniciativa que juntou estudantes e responsáveis da Comissão de Educação e Ciência, representa um passo em frente, reconhecendo a voz dos jovens como parte da solução contribuindo para o debate e decisões políticas, no que respeita a problemas socioambientais atuais identificados pelos próprios alunos. “Esta iniciativa vem mostrar que a Educação Ambiental é uma ação política, e não é uma atividade que é desenvolvida apenas num dia de comemoração de uma efeméride. A Educação Ambiental é compromisso e ação, que passa pela responsabilidade individual e pelos compromissos coletivos, devendo ser um processo de continuidade nos projetos e planos das escolas”, defende o presidente da ASPEA.

“Com estes dois dias da conferência Nacional podemos concluir, também, que valorizar a voz dos jovens e incluí-los na construção de soluções é fulcral para construir uma sociedade ambientalmente responsável e socialmente justa”, frisa ainda o responsável.

Após a Sessão da Comissão de Educação e Ciência, os Jovens e os seus professores foram brindados com uma visita guiada à Assembleia da República.  No período da tarde, seis jovens em representação da comitiva da rede de escolas que integram o projeto “Vamos Cuidar do Planeta!” tiveram oportunidade de visitar o Palácio de Belém, Residência Oficial do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O projeto educativo europeu ‘Let’s Take Care Of The Planet’ [“Vamos Cuidar do Planeta!”], traz “ao espaço público e político a voz dos jovens como parte da solução, e ao mesmo tempo, reforça a ação cívica e promove a cultura democrática dos jovens em idade escolar”, considera ainda o presidente da ASPEA.

“Sabemos que vamos cumprir estas medidas, mas só com as mudanças do presente é que podemos conseguir as soluções do futuro. Todos juntos, “Vamos Cuidar do Planeta!”, lê-se ainda na Carta de Corresponsabilização entregue.

Mais informações disponíveis em: https://aspea.org

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