Mayo Clinic alerta
A pandemia Covid-19 afetou as pessoas de muitas maneiras. Para muitas mulheres, a pandemia trouxe desafios maiores, deixando-as...

Para muitas mulheres, durante a pandemia, as suas funções complexas como mães, professoras e trabalhadoras remotas trouxeram não só stresse emocional, mas também físico.

“O stresse por si só pode também aumentar o risco de doenças cardiovasculares e, por vezes, até mesmo desencadear um ataque cardíaco”, afirma a especialista. Mas o stresse adicional não é o único fator.

“Uma dieta pobre ou a falta de exercício físico também pode ser um fator de risco para doenças cardiovasculares”, ela afirma. Aumentar a consciencialização é uma prioridade para a médica.

“As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres e homens em todo o mundo. Entretanto, muitas mulheres desconhecem estes dados, ignorando os riscos que correm”, afirma a cardiologista.

Mayra Guerrero ainda afirma que não é possível controlar a idade ou a genética, mas é possível controlar de alguma forma o nível de colesterol, a pressão arterial e as escolhas de estilo de vida.

“Inclua na sua rotina uma dieta equilibrada, com mais frutas e vegetais, além do exercício físico (idealmente todos os dias). Mas, se isso não for possível, pelo menos quatro vezes por semana. E uma recomendação muito importante: não fume”.

 

 

Cardiogenética
Importa primeiro esclarecer o que é exatamente um “ataque cardíaco”?

O principal mecanismo que desencadeia o enfarte agudo do miocárdio é a acumulação de gorduras nas coronárias por excesso de colesterol em circulação no sangue. Este excesso de colesterol, chamado dislipidemia, tem origem multifatorial, tais como hábitos alimentares desadequados ou falta de exercício físico.

No entanto podem contribuir também para este problema causas genéticas. Neste caso estamos a falar de pessoas, muitas vezes naturalmente magras, com bons hábitos alimentares e prática adequada de exercício físico que não conseguem ver reduzidos os seus valores de colesterol total. Em determinados casos estamos a falar de valores de colesterol total que podem ser superiores a 300 mg/dL. A principal causa desta situação é efetivamente genética. São alterações num conjunto de genes, nomeadamente APOB, LDLR e PCSK9, associados a Hipercolesterolemia Familiar.

Esta doença apesar de ser bastante frequente, está presente em cerca de 1 em cada 500 pessoas, é infelizmente ainda subdiagnosticada em Portugal. O tratamento desta dislipidemia hereditária deve ser mais agressivo do que a dislipidemia multifatorial, com fármacos específicos, por vezes de início ainda na infância. Sem o tratamento adequado cerca de 50% dos homens com esta doença, desenvolvem doença coronária antes dos 50 anos. No sexo feminino o risco é inferior, no entanto ainda relevante, cerca de 30% desenvolverá doença coronária antes dos 60 anos.

No entanto o enfarte agudo do miocárdio não é a única causa de paragem cardiorrespiratória ou morte súbita. Cerca de 40% dos casos de morte súbita de causa cardíaca abaixo dos 40 anos são de causa genética. Neste grupo de doenças cardíacas hereditárias encontramos as miocardiopatias, doenças do músculo cardíaco, e as doenças do ritmo cardíaco, vulgarmente chamadas arritmias.

Existem centenas de genes atualmente associados a predisposição hereditária para doença cardíaca. Na sua maioria são doenças de hereditariedade autossómica dominante, o que significa que podem ser transmitidas de pais para filhos, independentemente do sexo, numa probabilidade de 50%.

Atualmente as análises genéticas tornaram-se ferramentas extremamente potentes no esclarecimento do diagnóstico destas doenças. Com uma pequena amostra de sangue, ou saliva, podemos analisar centenas de genes de uma vez só, permitindo a identificação de alterações genéticas associadas ao mecanismo exato destas doenças.

É a identificação destas alterações genéticas que possibilitam ao doente um seguimento médico personalizado. Por exemplo, sabemos que algumas alterações em determinados genes estão associadas a maior risco de eventos arrítmicos e consequente maior risco de paragem cardiorrespiratória. O desenvolvimento destas ferramentas permitiu-nos disponibilizar a este grupo de pessoas uma medicina de precisão individualizada. É agora possível abordar o risco de morte súbita atempadamente e evitar um desfecho irreversível por exemplo pela colocação de um desfibrilhador implantado como prevenção primária.

 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Protocolo vai ser renovado
No dia 16 de maio, pelas 09H30, na sala de atos do Conselho de Administração (piso rc/HUC), terá lugar a assinatura de...

A receção será presidida pelo Presidente no Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), Carlos Santos e contará com a presença de David Saavedra, Diretor da Atlantis em Portugal e Espanha, do Diretor do Gabinete de Internacionalização do CHUC, Pedro Lopes e dos estudantes americanos.

O programa Atlantis teve início no CHUC em 2017 e consiste na receção de estudantes americanos da área da saúde para estágios observacionais de curta duração em vários Serviços, acompanhados por Tutores, durante períodos de três semanas a um mês. O planeamento, a organização e coordenação destes programas são da responsabilidade do Gabinete de Internacionalização do CHUC.

No presente ano, participam no programa Atlantis os Serviços de: Cirurgia Cardiotorácica, Cardiologia, Cardiologia Pediátrica, Medicina Nuclear, Medicina Intensiva, Ortopedia, Ginecologia, Neurocirurgia, Urgência Pediátrica, Hematologia Clínica (Hospital Pediátrico), Centro de Desenvolvimento da Criança, Centro de Simulação Biomédica, Bloco Operatório do Hospital Geral e Unidade de Cirurgia de Ambulatório.

Recorde-se que a verba simbólica atribuída pela organização Atlantis ao CHUC possibilitou, em 2020, a organização pelo Gabinete de Internacionalização de aulas de Inglês destinadas a Assistentes Técnicos, Assistentes Operacionais, Enfermeiros e Técnicos Superiores do CHUC, ministradas pela International House de Coimbra, com enorme sucesso.

 

Dia Mundial da Ortodontia assinala-se a 15 de maio
No dia 15 de maio assinala-se o Dia Mundial da Ortodontia, uma data estabelecida pela Federação Mund

Há estudos que comprovam que há mais de 150 doenças que podem ser agravadas devido a problemas de saúde oral, como as doenças cardiovasculares, diabetes, entre outras.Por esta razão, podemos afirmar que a saúde oral afeta diretamente a nossa saúde.

Os tratamentos ortodônticos podem muitas vezes prevenir alguns problemas de saúde, como é o caso da articulação temporomandibular (ATM), que nos permite abrir e fechar a boca, no entanto quando ocorre uma luxação pode, nos casos mais graves, causar dor ao realizar o movimento. Verifica-se que os tratamentos ortodônticos podem ainda aliviar alguns casos de fadiga, problemas do sono, tonturas, vertigens e mesmo algum formigueiro nos braços. 2 Um eixo equilibrado da boca suporta a saúde postural de muitas partes do corpo.Problemas relacionados com a mordida ou com a mastigação podem causar dores de cabeça, ao corrigir o posicionamento dos dentes este efeito pode ser mitigadoÉ, por isso, importante consultar um ortodontista para fazer uma avaliação e o respetivo tratamento, realizar um diagnóstico completo e recomendar o melhor tratamento para corrigir a má oclusão.

Durante vários anos, muitos adultos adiavam ou rejeitavam mesmo a necessidade de realizar um tratamento ortodôntico, devido aos inconvenientes estéticos dos tratamentos com os tradicionais brackets. Contudo, existem agora diversas soluções, incluindo os aligners transparentes que podem ser removidos para beber e comer, sendo por isso práticos e discretos. Estes aligners transparentes além de melhorarem a experiência do paciente possibilitam soluções efetivas de tratamento para 90% dos casos ortodônticos.

De acordo com dados do Barómetro de Saúde Oral 2021 levado a cabo pela Ordem dos Médicos Dentistas, 41% dos portugueses não vão a uma consulta de medicina dentária há mais de um ano.Certamente, que a pandemia teve algum impacto, e enquanto parceiros dos ortodontistas, na Align desenvolvemos soluções que possibilitaram a continuidade dos tratamentos. É o caso da teleconsulta que durante o confinamento permitiu que pacientes e médicos dentistas estivessem em contacto, ao complementar a consulta física com as ferramentas online, sempre com a supervisão de um médico dentista. Desenvolvemos o que acredito ser um modelo vencedor para pacientes e médicos dentistas; os pacientes podem utilizar o seu tempo de uma forma muito mais eficiente e eficaz, porque conseguem realizar os seus tratamentos num menor número de consultas. Em termos de eficiência, as soluções digitais podem reduzir significativamente o tempo de produção e o tempo de tratamento e a utilização de tecnologias como os sistemas CAD/CAM podem aumentar a capacidade até 50%5

A saúde oral é um indicador chave da nossa saúde, bem-estar e qualidade de vida. Não a comprometa.

Referências:

1 OMD (2016) Saúde oral tem impacto em mais de centena e meia de doenças, consultado a 10 de maio de 2022, https://www.omd.pt/2016/03/dia-saude-oral-7/ 

2 SEDO, A Ortodontia pode resolver algumas dores nas costas, cabeça, pescoço ou orelhas, consultado a 10 de maio de 2022, https://www.sedo.es/177wzd242dqdh4dto8fpveb

3 El correo, O problema de saúde por detrás do boom da ortodontia adulta, consultado a 10 de maio de 2022, https://www.elcorreo.com/vivir/salud/ortodoncia-tipos-tratamientos-adultos-20210103204220-ntrc.html?ref=https%3A%2F%2Fwww.elcorreo.com%2Fvivir%2Fsalud%2Fortodoncia-tipos-tratamientos-adultos-20210103204220-ntrc.html

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
6º Barómetro de Internamentos Sociais
O 6º Barómetro de Internamentos Sociais – realizado pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) em...

Os internamentos inapropriados nas unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS) aumentaram este ano, assim como os custos associados a estes casos que se explicam, na sua maioria, por atrasos na admissão na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

Em março, estavam internadas de forma inapropriada nos hospitais portugueses 1.048 pessoas, o que traduz um aumento de 23% face ao mesmo mês do ano passado, quando os internamentos sociais totalizavam 853. Considera-se internamento inapropriado todos os dias que um doente passa no hospital quando já tem alta clínica e não existe um motivo de saúde que justifique a sua permanência em ambiente hospitalar.

Estes casos, que, à data da recolha dos dados (16 de março de 2022) representavam 6,3% do total de internamentos nos hospitais nacionais (excluindo unidades psiquiátricas), têm um custo estimado de quase 19,5 milhões de euros para o Estado, o que compara com 16,3 milhões em março de 2021. Extrapolando este cenário para o conjunto do ano, os internamentos inapropriados podem ter um impacto financeiro de cerca de 124,5 milhões de euros.

Estas são algumas das conclusões do 6º Barómetro de Internamentos Sociais, iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) – com o suporte da EY e o apoio institucional da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) e da Associação dos Profissionais de Serviço Social (APSS) – que contou com a participação de 38 unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS), num total de 19.335 camas hospitalares, correspondentes a 89% do total, a nível nacional.

Tal como o 5º Barómetro, cujos dados foram recolhidos a 17 de março de 2021, a edição deste ano realizou-se em contexto pandémico, pelo que também considera dados dos internamentos de doentes infetados, com as perguntas desagregadas em internamentos Covid-19 e internamentos não Covid-19. A recolha de dados para o Barómetro deste ano ocorreu durante a quinta vaga da pandemia, cerca de um mês depois de o Governo ter decretado o alívio de algumas restrições, tal como a recomendação de teletrabalho.

Os dados da APAH dão conta de um total de 31.311 dias de internamentos inapropriados (mais 8% face à 5ª Edição), um número que espelha o elevado impacto deste fenómeno no prolongamento da ocupação das camas em ambiente hospitalar, assim como o aumento dos tempos de espera para internamentos programados, resultando na degradação dos cuidados de saúde. Apesar do aumento do total de dias, a demora média nacional por episódio caiu face ao ano passado para 29,9 dias por episódio (33,6 dias em março de 2021).

No que respeita às causas dos internamentos sociais, a falta de resposta da RNCCI foi apontada como responsável por mais de metade dos casos, à semelhança das anteriores edições do Barómetro que pretende monitorizar e caracterizar este fenómeno crítico no sistema de saúde português e reforçar a importância do desenvolvimento de soluções conjuntas entre as diferentes entidades envolvidas, de forma a minimizar os impactos e melhorar o serviço de saúde.

Na mais recente análise, este fator explica 59% dos internamentos injustificados (67% no caso dos internamentos relacionados com a Covid-19), estando entre as principais causas referidas em todas as regiões do país. Lisboa e Vale do Tejo (34%) e Norte (47%) são as regiões com maiores taxas de internamentos inapropriados, sendo responsáveis, em conjunto, por mais de 8 em cada 10 casos de pacientes internados sem sintomatologia clínica que o justifique, confirmada através de alta médica.

Para Alexandre Lourenço, Presidente da APAH, “Os resultados da 6.ª edição demostram que voltamos a recuar nas respostas aos internamentos inapropriados face ao que ocorreu durante a pandemia em que ficou demonstrado que a saúde e a segurança social podem trabalhar juntas. Esta aprendizagem de trabalho conjunto deve servir de base ao desenvolvimento e consolidação de um novo modelo de governação que vincule todos os agentes na criação de soluções mais adequadas às reais necessidades da população, com vista à melhoria da qualidade e eficiência dos cuidados prestados, assegurando a dignidade dos cidadãos e a boa gestão dos recursos públicos.

“Os internamentos sociais são um excelente indicador do alcance social do SNS, e da sua missão mais abrangente na contribuição para o bem-estar dos seus utentes. O número de casos total aumentou face ao ano passado, sendo que no caso específico de doentes com COVID-19 desceu, o que aponta para um desafio estrutural. Com os investimentos previstos ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência urge manter e intensificar a sua monitorização para aferir o seu impacto neste desafio alargado de saúde pública e social. Para a EY, participar na análise deste fenómeno é uma oportunidade para continuar a fazer parte da discussão de potenciais soluções para o mitigar, contribuindo assim para uma melhoria contínua do nível de cuidados de saúde em Portugal”, afirma Miguel Amado, Partner da EY.

Para Lélita Santos, Presidente da SPMI “As causas principais do problema foram já repetidamente identificadas e, sem dúvida, estão muito dependentes do setor social. Teremos particular interesse em saber como evoluiu o tempo de demora média dos internamentos inapropriados, se a resposta da RNCCI melhorou ou se foram desenvolvidas outras alternativas de apoio que retirem os doentes dos hospitais quando estes já não precisem. Sobretudo, todos temos interesse em melhorar a qualidade de vida dos doentes e este tipo de projetos facilita a procura de soluções e a melhoria dos índices identificados.”

“Confirma-se, uma vez mais, a importância do Barómetro para nos dar uma visão das limitações do país em responder, em particular, a dois fenómenos sociais: o envelhecimento da sociedade portuguesa e uma expressão cada vez maior de pessoas com problemas de saúde mental. Se a estes juntarmos as mudanças na estrutura familiar, temos um cenário que tarda em ter a atenção devida por parte do sistema de proteção social. Os dados do Barómetro indicam que foi feito um esforço de atuação conjunta Saúde/Segurança Social, no período da pandemia, com resultados positivos. Os tempos difíceis que vivemos têm de servir de aprendizagem, requerendo o alargamento no presente e no futuro das medidas adotadas, um novo modelo de cuidados e de proteção, um compromisso entre todos os agentes. Esta é a condição para a prestação de cuidados respeitadores da dignidade dos cidadãos e para a boa gestão das contas públicas”, conclui Júlia Cardoso, Presidente da APSS.

Reunião com o Sindicato dos Enfermeiros – SE
Os enfermeiros do Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) devem ter a sua avaliação de desempenho homologada dentro de poucas...

A avaliação de desempenho e os efeitos que esta pode ter na progressão na carreira são uma reivindicação antiga do Sindicato dos Enfermeiros, não apenas nesta unidade hospitalar, mas para todos os enfermeiros portugueses. “É um sinal positivo e que deveria ser seguido por outras administrações, pois estamos a falar de um direito básico dos enfermeiros”, frisa Pedro Costa.

Da reunião resultou também a garantia do empenho da administração hospitalar no acompanhamento que está a ser efetuado aos profissionais de saúde desta instituição que em fevereiro passado foram agredidos no Serviço de Urgência do Hospital de Famalicão. “O Conselho de Administração tudo fez para que o processo fosse classificado como crime público e é nesse sentido que toda a investigação está a ser conduzida”, explicou o presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE.

Paralelamente, o CHMA tem vindo a apoiar de forma próxima estes profissionais de Saúde, “tendo-se inclusive disponibilizado para assumir todas as despesas decorrentes das agressões, tanto as realizadas como as futuras”. “Foi ainda dada a possibilidade de os enfermeiros e demais profissionais envolvidos nesta situação mudarem de serviço, ou até mesmo de instituição, algo que os próprios recusaram prontamente”, adianta Pedro Costa.

Para reforçar a segurança na instituição, e em particular nos serviços de Urgência, foram instalados botões de pânico, reforçada a videovigilância, contratados mais seguranças privados e verificou-se ainda um reforço do policiamento de proximidade da PSP, sobretudo nos períodos noturnos. “É uma postura que temos de elogiar, pois a administração não só assumiu os problemas, como tomou medidas efetivas para os resolver”, defende o responsável do Sindicato dos Enfermeiros.

Ao longo do encontro realizado entre os responsáveis das duas instituições foi ainda reafirmado o apoio da administração à pretensão do Sindicato dos Enfermeiros de acabar com as diferenças entre Contratos de Trabalho em Funções Públicas e Contratos Individuais de Trabalho. “Foi afirmado pelos responsáveis da administração que a existência de duas tipologias de contrato, com benefícios e regras diferenciadas, não faz qualquer sentido nem representa ganhos para a instituição”, alertou o presidente do SE.

Com cerca de 450 enfermeiros nos quadros do Centro Hospitalar, que se divide entre as unidades de Santo Tirso e de Famalicão, o Conselho de Administração do CHMA está ainda empenhado “em regularizar a situação contratual dos 37 enfermeiros que se encontram a prestar serviço com contratos precários”, explicou Pedro Costa, que elogia o empenho dos responsáveis hospitalares e “a sensibilidade para encontrar soluções para os principais problemas dos enfermeiros”.

Semana Europeia do Teste 2022 - 16 e 23 de maio
A Liga Portuguesa Contra a SIDA e os Municípios de Lisboa, Odivelas e Loures associam- se à Semana Europeia do Teste 2022,...

Segundo a organização será possível a realização de testes rápidos em diversos locais dos concelhos de Lisboa, Odivelas e Loures. A iniciativa Europeia tem como objetivo alertar para a importância do diagnóstico precoce através da realização de rastreios ao VIH e outras IST e insere-se no programa das Fast Track Cities, do qual estes municípios fazem parte. 

Maria Eugénia Saraiva, Presidente da Direção da Liga Portuguesa Contra a SIDA, destaca que “através desta ação de proximidade, procuramos que todas as pessoas tenham oportunidade de conhecer o seu estatuto serológico e assim contribuir para quebrar a cadeia de transmissão do VIH, Hepatites, Tuberculose e outras IST. A Semana Europeia do Teste reforça a importância de todos fazermos o teste, promovendo a deteção precoce como estratégia de prevenção e, se necessário, de tratamento.”

A realização destes testes é voluntária, gratuita e confidencial.

Para mais informações consulte o facebook.com/ligacontrasida, www.testingweek.eu ou www.eurotest.org. 

 

 

 

Opinião
A asma é uma doença respiratória crónica que afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo.

Caracteriza-se por sintomas respiratórios cuja frequência e intensidade variam ao longo do tempo. Os mais comuns são a falta de ar (dispneia), a tosse, a pieira e a sensação de opressão torácica. Estes sintomas podem ser desencadeados por vários fatores, por exemplo, alergénios (pólen, ácaros, pelo de animais...), infeções respiratórias, fumo de tabaco, exercício físico e stress.

O diagnóstico é essencialmente clínico, embora deva ser confirmado através da realização de alguns exames, designadamente uma espirometria com broncodilatação.

O tratamento da asma é determinado pela gravidade clínica e tem como objetivo não só controlar os sintomas, mas também reduzir o risco de crises/agudizações e prevenir a deterioração da função pulmonar. A maioria dos fármacos é administrada por via inalatória, embora também haja alguns de administração oral, subcutânea ou endovenosa. Durante muito tempo houve poucos avanços nesta área, no entanto, nos últimos anos surgiram novas classes terapêuticas (anticorpos monoclonais) que têm contribuído para um melhor controlo dos casos mais graves.

Embora a asma não tenha cura, com todas as opções terapêuticas disponíveis é possível controlar a doença em quase todos os doentes. Assim, em pessoas sintomáticas, é importante perceber se se trata de uma asma grave (este é o caso em apenas 5% dos doentes) ou se será uma asma não controlada por diversos fatores: não adesão à terapêutica, uso incorreto dos inaladores, exposição mantida a alergénios, entre outros. Logo, é essencial que sejam aproveitados todos os contactos com os cuidados de saúde para analisar de forma detalhada estes aspetos, incluindo a revisão e otimização da técnica inalatória e/ou ajuste da medicação.

É também de referir que, frequentemente, os doentes asmáticos nem sequer se apercebem que têm sintomas não controlados; como estão tão habituados a terem sempre alguma queixa, já as consideram “normais”. Portanto, é importante voltar a salientar que os objetivos do tratamento da asma são: eliminar todos os sintomas, permitir que o doente não tenha qualquer limitação nas suas atividades diárias, fazer com que não seja necessária a utilização de medicação em SOS, prevenir as agudizações, e manter uma função respiratória normal ou praticamente normal. Se todos estes não estiverem a ser alcançados, é preciso investigar o motivo.

Por outro lado, visto que a asma é uma doença caracterizada por inflamação crónica das vias aéreas, mesmo quando se atinge o desejado controlo dos sintomas, é fundamental manter o cumprimento do plano terapêutico.

De forma a garantir um diagnóstico atempado e um tratamento apropriado desta doença, é indispensável um maior conhecimento sobre asma tanto por parte dos profissionais de saúde como também dos doentes e da população geral. Só assim conseguiremos cumprir o objetivo de identificar e tratar adequadamente todas as pessoas com asma.

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Inaugura a 14 maio no Centro Cultural de Cascais
No dia 14 de maio, a SER+ (Associação Portuguesa para a Prevenção e Desafio à Sida) vai inaugurar a exposição “Por detrás de um...

O projeto foi dinamizado por duas terapeutas ocupacionais que, durante cerca de um ano, exploraram a narrativa de vida de 10 pessoas em situação de sem-abrigo. A premissa partiu da evocação de memórias como veículo para a reconstrução da identidade, através do aprofundamento da narrativa de cada uma dessas pessoas, uma abordagem que evitou o estigma e simplificações abusivas.

Numa altura em que o fenómeno das pessoas sem-abrigo em Portugal carece de um novo olhar, os resultados obtidos com este projeto permitem descobrir novas pistas sobre o que é possível fazer com estas pessoas em situações de risco social e como ajudá-las. A metodologia utilizada acaba por ser também como um ato político, já que partilhar e ouvir histórias reais incentiva à mudança.

 A exposição é da responsabilidade da SER+ e conta com o apoio da ViiV Healthcare (apoio independente atribuído através de um Grant) e da Fundação D. Luís e estará patente até 17 de julho, de terça a domingo, das 10h00 às 18h00.

 

Banda Desenhada “As vacinas e nós”: uma história atual com mais de 200 anos
“As vacinas e nós” é o tema de um projeto de literacia em saúde promovido pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra...

Da autoria de João Ramalho-Santos, Biólogo e Ex-Coordenador do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, este é um projeto que, através da banda desenhada, dá a conhecer a importância das vacinas na sociedade, sobretudo numa altura em que estas se tornam essenciais para combater uma pandemia que se fez notar à escala planetária.

Com revisão científica de Carlos Robalo Cordeiro, Pneumologista e Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade, e Manuel Santos Rosa, Professor catedrático da FMUC e especialista em imunologia, é através da ilustração de André Caetano que, ao longo de inúmeras tiras de banda desenhada, é dado a conhecer, de forma simples e animada a história das vacinas, como atuam no organismo e qual a sua importância para a proteção da população mundial.

Como reforça Carlos Robalo Cordeiro, Diretor da FMUC, “a vacinação da população é fundamental para nos protegermos enquanto comunidade. Um bom exemplo e bem recente, é a proteção e a imunidade que a vacina para a COVID-19 trouxe à comunidade. O início do processo de vacinação trouxe-nos uma nova esperança e uma nova estratégia de proteção e combate à pandemia. Ao sermos vacinados estamos a proteger-nos a nós e aos outros.”

Com uma linguagem clara e acessível, esta banda desenhada conta uma história que nos remete para uma importante mensagem: “apelar para que se continue a investir em tecnologia que nos ajude a lidar com doenças, mas também contribuir para que todos possam ter acesso às vacinas.

“É importante que todos percebam que só conseguiremos vencer esta e outras pandemias, se todos trabalharmos no mesmo sentido, por uma cultura de responsabilidade cívica, individual e coletiva”, finaliza Carlo Robalo Cordeiro.

Webinar MSD
No próximo dia 26 de maio, às 21h, o webinar “Vacina às 9”, promovido pela MSD Portugal, está de volta com uma sessão dedicada...

Moderado pelo Prof. Doutor Filipe Froes, pneumologista, intensivista e coordenador da Unidade de Cuidados Intensivos do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), este encontro vai contar com a partilha de conhecimento e a expertise do Prof. Doutor José Melo Cristino, professor catedrático de Microbiologia da Faculdade de Medicina de Lisboa e diretor do Serviço de Patologia Clínica do CHULN, sobre o tema “A dança dos serotipos em Portugal - DIP do adulto”.

Após esta análise, a Dra. Ulrike Buchwald, diretora executiva e Section Head Pneumococcal Vaccines dos Laboratórios de Pesquisa da MSD, vai abordar as características e os benefícios da nova vacina pneumocócica conjugada. Esta vacina pretende alcançar um maior controlo epidemiológico da doença pneumocócica, a principal causa de morte prevenível através da vacinação, pela inclusão de novos serotipos e pela sua formulação diferenciada.

No final da sessão, os participantes terão, ainda, a oportunidade de interagir e colocar as suas questões aos especialistas convidados. O webinar vai estar disponível para assistir por um período de 72h.

Os profissionais de saúde que pretendam ficar a conhecer esta nova esperança para a prevenção da DIP, e atualizar a sua prática clínica na área, devem inscrever-se aqui.

 

A propósito da celebração do Dia Mundial do Cancro do Ovário
A Associação Movimento Cancro do Ovário e outros Cancros Ginecológicos (MOG) já inaugurou a sua sede em Queluz, no passado dia...

É com enorme prazer que abrimos as portas da nossa sede num dia tão simbólico para todas as associadas e para as nossas famílias e amigos. Finalmente, temos um espaço físico que nos vai permitir dar um apoio mais direto a todas aquelas que lutam contra os vários tipos de cancros ginecológicos. Juntas somos mais fortes, este tem sido o lema que faz a associação andar para frente e já assinalar dois anos de existência”, afirma Cláudia Fraga – Presidente da MOG e sobrevivente de cancro do ovário.

A inauguração contou com cerca de 60 pessoas e ficou marcada por um convívio de confraternização entre associadas, familiares, amigos e cuidadores, onde foram apresentadas as instalações da sede da associação e se falou sobre o percurso da MOG e acompanhamento que tem prestado a dezenas de doentes desde a sua fundação.

Também estiveram presentes alguns profissionais de saúde ligados a esta área, entre os quais Henrique Nabais – Diretor da Unidade de Ginecologia da Fundação Champalimaud, Maria de Lurdes Batarda – Médica Oncologista da Fundação Champalimaud, Mónica Nave – Médica Oncologista especialista em tumores ginecológicos, Isabel Rocha – especialista em ginecologia da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, entre outros especialistas.

A escritora Alice Vieira, Ana Maria Abecasis fundadora da Acreditar (Associação e Pais e Amigos de Crianças com Cancro) , o fotógrafo António Homem Cardoso, entre outras personalidades também se juntaram a esta causa e estiveram presentes na inauguração de sede da associação.

Desde a sua data de fundação em dezembro de 2019, a MOG tem vindo a desempenhar um papel muito importante na luta pelos direitos das doentes com cancros ginecológicos, principalmente no acesso e equidade dos tratamentos para doentes com cancro do ovário que em Portugal ainda têm uma resposta insuficiente.

Para mais informações sobre a Associação Movimento Cancro do Ovário e outros Cancros Ginecológicos consulte a página: https://mogportugal.pt/ e siga as redes sociais: https://www.facebook.com/mogassociacao/.

Preparar o parto
À medida que a gravidez evolui, a preparação para o parto começa a ser uma das principais preocupações das futuras mães. Nas...

Se a amamentação for uma opção, é importante incluir a sua preparação no plano de parto. Para apoiar as futuras mães, principalmente nas primeiras horas após o nascimento, a enfermeira Claúdia Xavier, especialista em saúde infantil e pediatria e conselheira em aleitamento materno, vai partilhar, no dia 12 de maio, pelas 17h00, dicas para começar bem a amamentação. A terapeuta da fala e instrutora Baby Signs, Carina Pinto, vai ainda revelar a magia dos gestos que ajudam os bebés a comunicar antes de falar.

De forma a proporcionar uma experiência de maternidade com mais confiança, a enfermeira parteira Isabel Ferreira explica, no próximo dia 17 de maio, pelas 17h00, como promover a saúde do períneo na gravidez, no parto e após o parto. Já a enfermeira Queila Guedes, especialista em saúde materna e obstétrica, vai ensinar a identificar os sinais que indicam que o trabalho de parto está a começar.

Neste plano, a criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical do bebé está muitas vezes presente como uma das preferências dos pais. Para esclarecer como este serviço se processa, quais os tratamentos com células estaminais do cordão umbilical e como tudo decorre no momento do parto, vai estar presente, em ambas as sessões, um especialista em células estaminais da Crioestaminal - o laboratório português líder em Células Estaminais e o único com acreditação internacional pela Association for the Advancement of Blood & Biotherapies (AABB).

As sessões online das Conversas com Barriguinhas realizam-se todas as semanas e têm como objetivo ajudar as grávidas e os casais portugueses a preparar a chegada do seu bebé, a partir do conforto das suas casas.

19 de maio
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) promove, no dia 19 de maio, uma "conversa sobre gestão", em...

A participação nesta iniciativa, na próxima quinta-feira (entre as 17h00 e as 18h30), é gratuita, mas não dispensa inscrição, para o e-mail [email protected].

A ação é dinamizada por Manuela Frederico-Ferreira, professora coordenadora da ESEnfC, licenciada em Enfermagem e doutorada em Ciências Empresariais - área de Organização e Políticas Empresariais.

A professora Manuela Frederico-Ferreira é, desde 2006, coordenadora do Conselho para a Qualidade e Avaliação da ESEnfC e, mais recentemente, presidente da Comissão Sectorial para a Educação e Formação do Instituto Português da Qualidade (IPQ).

O acesso à sala da “conversa sobre gestão” faz-se a partir da hiperligação https://videoconf-colibri.zoom.us/j/82585834050 (ID da reunião: 825 8583 4050).

 

 

Debate
A Saúde Mental ganhou recentemente destaque, fruto dos constrangimentos causados pela pandemia, mas há muito que deixa marcas...

A Dermatite Atópica (D.A.) é uma doença inflamatória crónica da pele, que se estima afetar 4,4% dos adultos na União Europeia e cerca de 10% a 20% da população pediátrica a nível mundial. Esta é uma patologia que além do impacto físico tem um grande impacto psicológico e social nas pessoas com doença e suas famílias. Nesse sentido, será apresentado um estudo sobre o impacto psicossocial da Dermatite Atópica, levado a cabo pela GFK Metris sob coordenação da Psicóloga Clínica Isabel Lourinho, em colaboração com a ADERMAP, e cujas conclusões serão debatidas na conferência.

A iniciativa será composta por dois painéis de debate. O primeiro painel ‘Uma Adolescência Marcada e Consequências na Vida Adulta’ conta com a participação de Maria do Céu Machado, Pediatra, Cristina Lopes de Abreu, Alergologista, Maria João Paiva Lopes, Dermatologista e Joana Camilo, ADERMAP. O segundo painel ‘Que Marcas deixar para o Futuro?’ tem como protagonistas Alexandre Lourenço, APAH, Luís Gois Pinheiro, SPMS, Isabel Trindade, Ordem dos Psicólogos, António Leuschner, Conselho Nacional Saúde Mental, representante da Ordem dos Médicos, da DGS e do Infarmed.

Para assistir ao evento deverá aceder ao link: https://bityli.com/SzRTJL

 

Semana Europeia da Saúde Mental
Para assinalar a Semana Europeia da Saúde Mental, que se assinala de 9 a 13 de maio, a Canon Europa estabeleceu uma parceria...

Os designs podem ser utilizados, por exemplo, para personalizar peças de vestuário, bolsas ou cadernos, podem ser emoldurados e oferecidos a um amigo, ou simplesmente servir como um lembrete para tentar construir ligações significativas – não só nesta semana, mas além dela.

Ricardo Cavolo, artista e ilustrador espanhol, residente em Madrid, incorpora muitos estilos de arte diferentes no seu trabalho – nomeadamente arte popular, arte tribal, imagens religiosas e a cultura das tatuagens. O artista inclui também, muitas vezes, retratos para definir um protagonista dentro das suas narrativas. O seu portefólio conta com murais públicos e exposições de arte em todo o mundo, e colaborações com empresas como Gucci, Mercedes Benz, Starbucks e EA Sports.

Já Agathe Sorlet é uma artista francesa radicada em Bordéus. O seu trabalho é abrangente, incluindo impressões, roupa, acessórios, tatuagens e livros. Através das suas ilustrações, Agathe gosta de explorar o amor e a emoção, muitas vezes retratando as mulheres como livres, orgulhosas e ousadas.

Os dois artistas têm, no entanto, algo mais em comum: ambos utilizaram o seu trabalho para ultrapassar as suas próprias lutas de saúde mental, e para ambos a arte desempenha um papel fundamental na autoexpressão, no bem-estar e na capacidade de alcançar níveis mais profundos de compreensão humana.

“Não me canso de recomendar o recurso à arte como forma de cuidarmos de nós mesmos,” comentou Agathe Sorlet. “Ser criativos permite-nos estar realmente ‘no momento’ e não nos concentrarmos tanto nas nossas preocupações e medos. Ao mesmo tempo, é uma ótima maneira de enfrentar as emoções e de as entender num ambiente seguro. É como escrever um diário através da arte – ajuda-nos a refletir sobre o passado e pode ajudar-nos a ter esperança no futuro. O meu trabalho foca-se em simbolizar a emoção. Sempre que me sinto em baixo e isolada, gosto de criar designs bonitos e inspiradores para me fazer sentir melhor; mais importante, quero representar as pessoas confortando-se umas às outras para criar um sentimento de união e empatia mútua. Espero que os sentimentos representados nos meus designs para a Canon possam tocar o público.”

“Há alguns anos, quando estava a lutar contra uma depressão, decidi escrever um livro. Normalmente os meus livros são 90% ilustrações, mas neste caso eu tinha tanto a dizer que ficou mais 50/50. Criar esse livro foi como estudar a melhor forma de cuidar da minha saúde mental, vida e energia,” contou Ricardo Cavolo. “Tento sempre incorporar o conceito de saúde mental no meu trabalho, por isso procuro envolver-me sempre que surge um projeto com essa preocupação no seu cerne, como o da Canon. Entendo que não vou resolver nada sozinho, mas é importante para mim criar trabalhos que ajudem a dar uma perspetiva às pessoas e lhes digam que há apoio aqui para elas. A arte é uma maneira poderosa de fazer isto, porque pode ser facilmente partilhada e compreendida.”

Dia Mundial da Fibromialgia
Para assinalar o Dia Mundial da Fibromialgia, o especialista em terapêutica da dor, Armando Barbosa,

A fibromialgia é uma doença crónica caracterizada por queixas dolorosas neuromusculares difusas e pela presença de pontos dolorosos em regiões previamente determinadas. Existem descrições da doença desde meados do século XIX, só no final da década de 70 foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde.

A incidência da doença na população mundial é de cerca e 2 a 8% dependendo dos países e nível cultural das populações sendo que na maioria dos casos – 80 a 90% – são mulheres com idade entre os 30 e os 50 anos.

Os sintomas mais frequentes são:

  • Queixas de dor persistente, inespecífica  em 11 de 18 pontos pré definidos;
  • Dor que com uma duração superior a 3 meses sem causa aparente;
  • Cansaço ao acordar e uma fadiga extrema durante o dia, não justificável;
  • Falta de concentração e alguns episódios de desmemoriação;
  • Pode haver depressão em cerca de 1/3 dos caos.

Diagnóstico

Não existem exames de diagnóstico para a fibromialgia a a não ser o exame clínico embora devam ser efetuados outros exames para se excluírem outras patologias de foro reumatológico, doenças autoimunes ou hipotiroidismo, por exemplo.

As oscilações de humor, fadiga, dor e perturbações do sono estão quase sempre presentes.

Tratamento da Dor

O tratamento da dor nestes doentes deve sempre ter uma perspectiva multimodal, ou seja intervir em várias vertentes, nomeadamente, a nível do exercício que é essencial  para estes doentes, a alimentação, o equilíbrio psicológico.

A nível de medicação deve-se evitar a introdução de anti-inflamatórios de forma sistemática, a não ser em situações esporádicas e agudas, outros fármacos que introduzimos de forma sistemática são os anticonvulsivantes, determinados antidepressivos, analgésicos não-AINES, relaxantes musculares, etc.

Outra estratégia que temos usado recentemente é a ozonoterapia, que pela sua capacidade anti inflamatória reduz os sintomas da doença.

Causas da fibromialgia

O doente não reconhece uma causa definida para a dor persistente, mas sabe-se que pode estar relacionada com um evento traumático passado, físico ou psicológico

Independentemente do que se venha a descobrir sobre a origem desta síndrome, quem sofre reconhece-a bem e sente que, por vezes, a maior dificuldade é ser levado a sério nas suas queixas, quando apresenta exames e análises com valores normais.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Transição verde do setor
A ADIFA – Associação de Distribuidores Farmacêuticos assinala o seu 5º aniversário no dia 18 de maio, com um evento dedicado ao...

A sessão de abertura será conduzida por Nuno Flora, Presidente da ADIFA, e Marta Temido, Ministra da Saúde (a confirmar), seguindo-se a apresentação do estudo “Distribuição Farmacêutica: oportunidades estratégicas para a transição para uma economia verde”, desenvolvido pela consultora KPMG.

Posteriormente, será promovido um debate, moderado por Patrícia Carvalho, jornalista da SIC, e que contará com a participação de António Saraiva, Presidente CIP – Confederação Empresarial de Portugal, Hélder Mesquita, Diretor da ADIFA, Helder Mota Filipe, Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF), Manuel Pizarro, Eurodeputado, e Nuno Lacasta, Presidente da APA - Agência Portuguesa do Ambiente (a confirmar).

A sessão de encerramento ficará a cargo de Martin FitzGerald, Deputy Director General GIRP –European Healthcare Distribution Association, e de António Costa Silva, Ministro da Economia e do Mar (a confirmar).

O evento tem como objetivo abordar o papel fundamental da ADIFA, enquanto representante do setor de distribuição farmacêutica de serviço completo, no apoio à transição ecológica dos seus associados que garanta a sua competitividade e crescimento sustentado.

Os principais impactos ambientais atribuídos aos distribuidores farmacêuticos de serviço completo, a identificação de oportunidades e instrumentos disponíveis para capacitar o financiamento da transição verde do setor, e a definição de oportunidades estratégicas para a descarbonização do setor serão algumas das temáticas trazidas a discussão.

 

Saúde Periodontal
As patologias periodontais, vulgarmente conhecidas como doença das gengivas, afetam 35% da população

Estas doenças são mais do que doenças dos dentes, são doenças das pessoas que se não forem diagnosticadas e tratadas atempadamente para além de poderem levar à perda de vários dentes podem constituir um fator de risco para muitas doenças, tais como, as doenças cardiovasculares ou a diabetes. O corpo humano é um todo e por esse motivo torna-se claro que uma doença que afete a cavidade oral possa ter repercussões noutros sistemas, e vice-versa.

Recentemente, estudos têm vindo a sugerir uma relação entre as patologias periodontais e a doença de Alzheimer, isto porque as bactérias da patologia periodontal podem entrar na corrente sanguínea e desta forma poderão ser levadas até outras partes do corpo, tal como o tecido cerebral desencadeando uma resposta do sistema imune, tal como acontece na boca, e isso originaria morte das células cerebrais.

A patologia periodontal está dividida em dois grandes grupos: a gengivite e a periodontite. As doenças periodontais sendo doenças silenciosas só podem ser detetadas precocemente através de testes específicos. Por esse motivo, as visitas regulares ao médico dentista ou ao higienista oral são uma grande vantagem.

Sendo, a placa bacteriana, a principal causa da patologia periodontal é lícito que a principal solução seja uma higiene oral eficaz. Uma técnica de escovagem correta e adaptada às necessidades de cada pessoa, as características da própria escova, a utilização do fio dentário e do escovilhão para espaços interdentários mais apertados ou largos, respetivamente, são fatores importantes a ter em consideração para manter uma boa saúde e também para controlar alguma patologia periodontal já estabelecida. As pastas de dentes podem conter substâncias com diversas funções tais como plantas medicinais que ajudam a combater o sangramento das gengivas. O bicarbonato de sódio, por exemplo, elimina a placa bacteriana e reduz o sangramento sem atividade antimicrobiana. No entanto, cada vez mais se sabe que as medidas de higiene poderão não ser suficientes para o controlo e prevenção da doença. A suscetibilidade de cada pessoa para a doença deve ser corretamente avaliada d forma a se ajustar uma medida preventiva que poderá passar por correção de hábitos, alimentação, reequilíbrio emocional, controlo de doenças sistémicas, etc. 

A ozonoterapia tem vindo a ganhar destaque no tratamento das patologias periodontais. A utilização do ozono para fins medicinais aplica-se desde o fim do século passado e surge agora como uma forma de tratamento e controlo da gengivite e periodontite. O ozono apresenta funções biológicas como a síntese de interleucinas, leucotrienos e prostaglandinas que vão reduzir a inflamação e promover a cicatrização, além disso promove um aumento do potencial de regeneração dos tecidos. As propriedades do ozono são extremamente importantes, entre elas: a sua capacidade antimicrobiana, imunoestimuladora, anti-inflamatória e anti-hipóxica.

É importante perceber que as gengivas inflamadas não são normais. Não há nenhum tecido vivo orgânico que seja normal sangrar e estar aumentado de volume e, por isso, ninguém tem tendência para sangrar das gengivas. Se as suas gengivas sangram com facilidade, saiba que é possível e fácil reverter esse processo, atuando de uma forma integrativa a fim de prevenir o aparecimento de complicações mais graves.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Presidente do Grupo Brasileiro de Cancro da Cabeça e Pescoço, vai partilhar a sua experiência
“O que muda em 2022 com Imunoterapia em 1L” é o tema do Meet the Expert dedicado ao Cancro da Cabeça e Pescoço, que decorrerá...

Com início marcado para as 18h30, o Meet the Expert vai contar com a participação especial da Dr.ª Aline Freitas Chaves. A médica oncologista e Presidente do Grupo Brasileiro de Cancro da Cabeça e Pescoço vai partilhar a sua experiência no tratamento deste cancro com imunoterapia, ao longo de mais de 2 anos. A introdução dos desafios identificados no contexto nacional ficará a cargo de duas especialistas de renome: Prof. Doutora Cláudia Vieira, médica oncologista no IPO Porto, e Dr.ª Teresa Alexandre, médica oncologista no IPO Lisboa.

Esta sessão do Meet the Expert dedicada ao Cancro da Cabeça e Pescoço pretende reforçar o compromisso da MSD Portugal com a inovação na área da Oncologia e promover a interação entre os profissionais de saúde para continuarem a oferecer mais qualidade de vida aos seus doentes.

Para mais informações e registo na sessão, basta aceder ao site profissionaisdesaude.pt.

 

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