Designada de Precordialgia
Muitas vezes, é sinal de um ataque cardíaco, mas não só.

O que é?

A dor no peito, chamada precordialgia, pode variar e ir desde um ardor a um desconforto semelhante a um peso no centro do peito.

É importante saber que a nossa cavidade torácica alberga estruturas anatómicas muito importantes. Não só coração e as grandes artérias que dele emergem podem provocar dor, o esófago, como importante parte do aparelho digestivo, a traqueia, como parte crucial do aparelho respiratório, a coluna vertebral e as suas raízes nervosas, além de toda a estrutura óssea e articulações presentes na nossa caixa torácica, podem muito frequentemente provocar dor ou desconforto no peito.

A dor no peito, chamada precordialgia, é uma sensação complexa que pode variar entre uma dor verdadeira e um ardor ou desconforto semelhante a um peso no centro do peito. Esta sensação pode ser de intensidade variável, limitante e pode atenuar ou até aliviar com o repouso, a ingestão de alimentos ou a própria respiração.

As 6 causas

  1. Uma das causas mais frequentes está relacionada com a estrutura óssea e articular. São dores pouco específicas, confundidas com “picadas”, e que aumentam ou estão relacionadas com os movimentos normais dos braços, a respiração profunda, etc.
  2. Problemas digestivos como refluxo ácido; espasmos do esófago podem dar queixas muito semelhantes a dores de origem cardíaca.
  3. As infeções das vias respiratórias, como pneumonias e bronquites, também são causa frequente de dor no peito.
  4. Dentro das doenças cardíacas, o enfarte de miocárdio é a mais aflitiva, e a dor tem características próprias; uma sensação de peso ou ardor no centro do peito, que poderá irradiar ou não para os braços, pescoço ou costas é sempre preocupante.
  5. A inflamação da membrana que envolve o coração, chamada pericárdio, pode inflamar-se igualmente, dando origem a uma pericardite. Esta inflamação também gera dor no peito, embora com características diferentes. Por último, e não menos importante, a ansiedade.
  6. O transtorno ansioso, cada vez, mas frequente na sociedade, pode ser uma causa de dor no peito, cansaço, esgotamento, e imitar os sintomas de doenças graves, como as cardíacas.

Como diferenciar as dores?

É muito difícil e pouco recomendável fazer o diagnóstico em casa ou por nossa conta. Diferenciar quando uma dor pode ser originada por uma doença grave ou não deve ser uma tarefa feita sempre por uma equipa médica com os meios de diagnóstico adequados para isso.

Recomendo sempre que a pessoa seja vista numa consulta, perante a presença de uma dor torácica ou dor no peito.

Como saber se a situação é perigosa?

Sempre que se associa a outros sintomas, como vómitos, suor frio, alterações nos batimentos cardíacos (sejam muito altos ou muito baixos), tonturas, perda de equilíbrio, irradiação ao braço esquerdo, costas ou pescoço, dificuldade respiratória, e verificarmos que a dor aumenta quando andamos e diminui se repousamos – são sinais que merecem uma observação detalhada e urgente.

Como se trata?

Depende da causa, obviamente. O tratamento mais eficaz é sempre uma boa prevenção e um diagnóstico rápido e atempado. Fazermos check-ups regularmente, conhecermos bem o nosso estado de saúde, saber exatamente qual é o nível de exercício que podemos realizar em segurança, controlar os fatores de risco para as doenças são, sem dúvida, as medidas mais efetivas para garantir que, em qualquer situação inesperada, temos a melhor resposta.

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30 anos de experiência
O psiquiatra e psicoterapeuta Pedro Carvalho acaba de integrar a equipa médica da OPFC – Clínica Médica do Porto que aposta,...

Com 30 de anos experiência nas variadas áreas da psiquiatria, Pedro Carvalho possui formação específica em diversas áreas como seja terapia familiar, terapia cognitivo-comportamental, gerontopsiquiatria, sintomas psicológicos e comportamentais de demências, comportamentos aditivos, intervenção psiquiátrica na dor crónica e cuidados paliativos, perturbação de humor e ansiedade e doença bipolar, entre outras.

Licenciado em Medicina pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, o médico especialista em psiquiatria, tem dedicado grande parte da sua carreira à área da consultoria, actividade que exerce há 27 anos na área de gerontopsiquiatria em IPSS. Foi ainda como consultor que colaborou com os Serviços de Saúde da Santa Casa Misericórdia do Porto e Hospital da Prelada.

Na área da gestão da dor coordenou a consulta de gerontopsiquiatria na Unidade Local de Saúde de Matosinhos e foi responsável pela constituição e organização de apoio psiquiátrico à Unidade de Dor Crónica e Cuidados Paliativos do Hospital Pedro Hispano, tendo colaborou na criação da consulta de fibromialgia.

Outra das áreas de interesse a destacar é a de comportamentos aditivos, tendo sido diretor clínico de duas comunidades terapêuticas e Psiquiatra da Unidade de Apoio a Grávidas Toxicodependentes.

A multidisciplinaridade dentro da área da psiquiatria e psicoterapia é, sem dúvida, uma das suas mais-valias de Pedro Carvalho e razão pela qual também prestou apoio psiquiátrico na consulta de esclerose múltipla do Serviço de Neurologia, do Hospital Geral de Santo António e colaborou, enquanto médico do Hospital de Magalhães Lemos, com o serviço vocacionado para perturbação bipolar.

Em termos académicos mantém a sua atividade de docente através de uma estreita ligação com o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, assim como com outros Institutos da Universidade do Porto. No Instituto Superior de Maia, foi docente no Curso de Aconselhamento Psicossocial, tendo sido responsável pelas disciplinas de Psicossomática e Bases Biológicas do Comportamento e no Curso Criminologia.

Com uma carreira dedicada à investigação e à partilha de conhecimento, o médico psiquiatra participou em vários projetos de investigação internacionais e, a nível nacional, integrou o núcleo fundador da Unidade de Psicogeriatria no Hospital de Magalhães Lemos. O seu nome surge ainda associado a mais de 150 apresentações em congressos nacionais e internacionais, livros e vários artigos em revistas da especialidade.

Para Cláudia Bernardo, Diretora Médica da OPFC, “é fundamental olhar para o doente como um todo, numa atitude humanizada e direccionada para o bem-estar físico e mental. Na OPFC apostamos no atendimento multidisciplinar porque acreditamos que muitas das vezes os problemas de saúde são mais complexos do que aquilo que aparentam ser, podendo mesmo afetar corpo e mente. A aposta em equipas e profissionais multidisciplinares é, seguramente, a melhor aposta para um melhor acompanhamento médico”.

 

4 de maio
A Secção Regional do Centro (SRCentro) da Ordem dos Enfermeiros (OE) organiza mais uma sessão do Ciclo de Webinares LadoaLado...

Esta será a quinta sessão do Ciclo de Webinares LadoaLado.Com a Comunidade, iniciativa desenvolvida pela SRCentro para dar a conhecer os diversos projetos desenvolvidos pelas equipas de Enfermagem junto dos seus utentes/comunidades dentro da sua área de abrangência.

Durante este webinar, que se inicia às 21h no dia 04 de maio, irão ser apresentados três projetos desenvolvidos em várias unidades funcionais da região Centro. CuidarMente, Reabilitar na Comunidade e Nós com o Mundo - Projeto de Apoio aos Refugiados e às Pessoas Vítimas de Tráfico Humano são os nomes de cada uma das iniciativas.

A sessão online tem como objetivos permitir que outros enfermeiros e equipas de Enfermagem se sintam motivados/as para pôr em prática projetos de intervenção junto das suas comunidades, e dar a conhecer projetos de Enfermagem junto das comunidades e a sua relevância no contexto social de cada população.

Ana Paula Morais, Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilitação na UCC São Martinho e Presidente da Mesa da Assembleia Regional da SRCentro, será a moderadora deste webinar.

A atividade está aberta a enfermeiros e estudantes de enfermagem com interesse pelo assunto, atribuindo 0,35 Créditos de Desenvolvimento Profissional. A inscrição gratuita, mas obrigatória no Balcão Único AQUI.

 

Mais de 100 mil euros para soluções digitais para a área da demência
Foram anunciados no passado sábado, dia 30 de abril, os quatro projetos de startups que vão avançar para seis pilotos em...

No total são mais de 100 mil euros a distribuir pelos vários projetos, no âmbito do Programa “Building Tomorrow Together”, uma iniciativa da Roche, em parceria com várias instituições do sistema de saúde português, como: Centro Hospitalar de São João, Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, Luz Saúde, Lusíadas, CUF e Campus Neurológico.

Os projetos vencedores foram:

  • iLoF - intelligent Lab on Fiber

A implementar no Centro Hospitalar Universitário de São João e na Luz Saúde

Através de uma base de perfis biológicos e de biomarcadores, fornece ferramentas para uma triagem mais rápida e portátil de risco de Demência, usando nomeadamente Inteligência Artificial.

Com uma análise de sangue, através de biomarcadores, poderão ser detetados precocemente sinais de demência. O objetivo será o de permitir antecipar o diagnóstico antes de a doença estar estabelecida.

  • Somatix

A implementar no CNS – Campus Neurológico e CUF

Solução de monitorização remota de doentes através de dispositivos "wearables" para detetar movimentos de forma passiva.

Trata-se de uma bracelete que permite detetar gestos e movimentos para monitorizar ritmos de sono, risco de queda ou níveis de hidratação, por exemplo. Este dispositivo comunica com uma aplicação e com um software que monitoriza o que acontece às pessoas com demência, podendo reduzir hospitalizações e idas desnecessárias ao hospital.

  • Virtuleap 

A implementar em Lusíadas 

Através de óculos de realidade virtual e de uma aplicação, são executados exercícios para analisar a capacidade cognitiva e prever sintomas de demência. No fundo, através de um conjunto de jogos e movimentos que monitorizam a função cognitiva, o hospital e os profissionais de saúde podem acompanhar cada doente.

  • NeoNeuro

A implementar no Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga

A solução vai permitir um diagnóstico precoce, através de uma análise ao sangue com um protocolo e um equipamento próprio. Trata-se de uma forma não invasiva e mais simples de prognosticar a possibilidade de um doente poder vir a ter uma demência.

Sobre o Building Tomorrow Together – Innovation in Dementia

Building Tomorrow Together – Innovation in Dementia é o nome da iniciativa da Roche, operacionalizada pela Beta-i, que junta várias entidades do setor da saúde em Portugal para desenvolver soluções capazes de responder a necessidades concretas de pessoas que vivem com demência, seus cuidadores e instituições de saúde.

São parceiros deste projeto as seguintes entidades: Centro Hospitalar Universitário de São João, o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, a Luz Saúde, o Hospital Lusíadas, a CUF e o Campus Neurológico, bem como a Multicare, a Microsoft, a EIT Health, a BIAL, a AWS, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação Champalimaud, Alzheimer Portugal e a NOS.

Desafio global na área da infância
A Novo Nordisk, em colaboração com a UNICEF, lança hoje o ‘The Healthy Childhood Challenge’, um desafio global que tem como...

Crescer num ambiente saudável é essencial para que uma criança prospere e atinja o seu potencial, mas, hoje em dia, esta não é uma realidade para muitas crianças, que se desenvolvem em contextos prejudiciais à sua saúde. O The Healthy Childhood Challenge procura ideias que aumentem a probabilidade de as crianças estarem bem nutridas, ativas e mentalmente sãs nos ambientes em que vivem.

Esta iniciativa regressa um ano após o sucesso da primeira edição – o The Healthy Food Challenge, em que o projeto português Food From the Block foi um dos três vencedores – e desafia agora comunidades, organizações sem fins lucrativos, instituições de ensino e de saúde, organismos públicos, e tantos outros, em todo o mundo, a proporem soluções que promovam a criação de ambientes mais saudáveis para as crianças e que reduzam as desigualdades em saúde.

As três melhores e mais inovadoras ideias irão receber 100.000 dólares (cerca de 92.000 euros) da Novo Nordisk para colocarem em prática as soluções apresentadas.

Este ano, o foco tem uma relevância crítica: a infância. Uma saúde deficiente numa idade mais jovem aumenta o risco de desenvolvimento de doenças não transmissíveis no futuro, desde logo a obesidade. Intervir para ajudar as crianças a manterem um peso adequado é uma forma importante de melhorar a sua saúde, para o resto das suas vidas. Este facto assume particular importância no nosso país, onde cerca de 29,6% e 12% das crianças portuguesas apresentam excesso de peso e obesidade, respetivamente.

“Muitas crianças estão hoje rodeadas por ambientes onde os alimentos não saudáveis estão amplamente disponíveis e promovidos, e onde existem poucas oportunidades para a realização de atividades físicas. Em particular, as crianças que residem em áreas mais desfavorecidas têm frequentemente menos acesso a espaços seguros e verdes para fazerem exercício e os alimentos nutritivos e acessíveis são escassos”, refere Jo Jewell, especialista em Nutrição da UNICEF. “Criar oportunidades para que as crianças comam bem, sejam ativas e mantenham um peso saudável é um desafio societal que temos de enfrentar e, como sociedade, temos de pensar fora da caixa para encontrar novas e criativas formas de dar às crianças em todo o mundo um começo de vida saudável”, acrescenta.

“A prevenção da doença é uma parte fundamental do compromisso social da Novo Nordisk e a infância é uma oportunidade de impacto único para fazer a diferença na saúde das pessoas. Procuramos soluções inovadoras e parcerias criativas que possam apoiar a criação de ambientes saudáveis para as crianças. E incentivamos comunidades, organizações, grupos de jovens, instituições públicas e organizações privadas – qualquer pessoa que tenha uma excelente ideia – a participar nesta nossa iniciativa”, destaca Paula Barriga, Diretora Geral da Novo Nordisk Portugal.

O ‘The Healthy Childhood Challenge’ é parte integrante do compromisso e estratégia da Novo Nordisk para o desenvolvimento sustentável, que tem como um dos seus pilares de atuação a prevenção de doenças crónicas, entre as quais a Obesidade. Esta doença é hoje um dos principais problemas de saúde em Portugal, afetando cerca de 28,7% dos portugueses, o que corresponde a mais de 2 milhões de pessoas. E traz impactos a diferentes níveis: no indivíduo, na sociedade e no sistema de saúde – a Obesidade e o excesso de peso representam um custo direto anual de 1,2 mil milhões de euros em Portugal, o equivalente a 0,6% do PIB e a 6% das despesas de Saúde do nosso país. 

Esta nova edição da iniciativa global promovida pela Novo Nordisk vai incluir duas rondas de seleção dos projetos: a primeira em julho, onde serão selecionados os 10 melhores projetos; e uma seleção final em outubro, altura em que os três vencedores serão escolhidos, sendo depois anunciados em novembro.

Mais informação disponível em: The Healthy Childhood Challenge.

Alergia ou constipação?
Sabe tudo o que precisa sobre as alergias das crianças?

Alergias ou constipação?

Uma “alergia” é uma reação exagerada do sistema imunitário a substâncias normalmente inofensivas – alérgenos – como por exemplo pelos de animais, pólenes, ácaros do pó e fungos. Quando as crianças entram em contacto com os alérgenos, o seu organismo confunde-os com substâncias nocivas e, por isso, ataca-os, provocando as conhecidas reações alérgicas, ocorrendo a libertação da histamina.

Os sintomas das alergias nas crianças podem ser muito semelhantes aos sintomas de uma constipação, por isso nem sempre é fácil diferenciá-los. De modo geral os sintomas das alergias nas crianças incluem:

  • Pingo no nariz/ corrimento nasal;
  • Espirros;
  • Nariz entupido/ congestão nasal;
  • Olhos irritados, lacrimejantes e com comichão;
  • Respiração pela boca;
  • Edema palpebral (olhos “inchados”)

Uma constipação ou resfriado é uma infeção viral aguda, normalmente sem febre e autolimitada. Os sintomas manifestam-se devido ao processo de neutralização do vírus pelo sistema imunitário da criança, despoletando sintomas respiratórios superiores, como corrimento nasal, tosse, espirros e dor de garganta.

Existem algumas diferenças importantes entre ambas as afeções. Por um lado, as constipações são contagiosas. Uma criança pode ser infetada por um adulto ou por outra criança, caso estes espirrem, tussam ou toquem com as mãos infetadas nela. Por outro lado, as alergias não são contagiosas.

Ao conseguir distinguir se o seu filho está com alergias ou constipação, torna-se também mais fácil de perceber se deve abordar este tema na próxima consulta que vai ter com o pediatra. Para além de identificar os sintomas, também é importante registar quando é que os mesmos apareceram, ter em consideração a idade da criança e se existe histórico de outras pessoas na família que tenham alergias.

Estas são algumas das questões que pode colocar na consulta com o médico pediatra e/ou alergologista sobre alergias:

  • Quais os sintomas que o levam a crer que a criança tem alergias?
  • Existem alguns tipos de alérgenos que possam agravar os sintomas das alergias da criança?
  • Quando os sintomas alérgicos da criança acalmarem e/ou desaparecerem, é expectável que reapareçam?
  • A criança apresentará sintomas durante todo o ano?
  • Posso ter alguns cuidados em casa, que ajudem a gerir da melhor forma as alergias da criança?
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Maio: mês do Coração e das Mães
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) está a promover a ação nacional de consciencialização para o...

“Com esta iniciativa pretendemos alertar as mulheres para a adoção de um estilo de vida mais saudável, para que no futuro possam beneficiar de uma vida mais tranquila junto das pessoas de quem mais gostam. Em Portugal, a incidência do enfarte agudo do miocárdio continua a ser elevada. Esta realidade deve-se, em muito, ao stress e aos hábitos de vida que são levados no dia-a-dia”, afirma João Brum Silveira, Coordenador Nacional do Stent Save a Life e da Campanha Cada Segundo Conta (APIC).

E acrescenta: “Todos os dias estamos sujeitos a desafios que oscilam os níveis de stress e de ansiedade. As mulheres não são exceção, uma vez que vão gerindo, por vezes ao mesmo tempo, as suas tarefas profissionais e as pessoais. O risco aumenta, se algumas das seguintes situações estiverem presentes: tabagismo; colesterol elevado; diabetes; hipertensão arterial; excesso de peso ou obesidade; abuso de bebidas alcoólicas; sedentarismo (pouco exercício físico). Torna-se, assim, primordial a aposta na prevenção destas doenças, adotando um estilo de vida saudável: praticar exercício físico; evitar o consumo de álcool; não fumar; controlar a alimentação, optando por não consumir em excesso alimentos ricos em açúcar e gordura; e manter a vigilância médica regular”.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2018, registaram-se 4.620 mortes totais por enfarte agudo do miocárdio, que atingiram, maioritariamente homens, com uma relação de 136,2 óbitos de homens por 100 de mulheres. A idade média do óbito para as mulheres situou-se nos 81,4 anos.

Os dados do Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção (RNCI), desenvolvido pela APIC, indicam que, em 2020, foram realizadas 3.817 angioplastias primárias para o tratamento do enfarte agudo do miocárdio, um aumento de 2,5 por cento, face ao ano anterior. Cerca de um quarto dos doentes tratados foram mulheres com uma média de idade de 68 anos, com um índice de massa corporal médio de 29,5, 26 por cento das quais fumadoras.

O enfarte agudo do miocárdio ocorre quando uma das artérias do coração fica obstruída, o que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes. Dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade são sintomas de alarme para o enfarte agudo do miocárdio. Não ignore estes sintomas. Ligue rapidamente 112 e siga as instruções que lhe forem dadas.

A ação “Coração de Mãe” está inserida no âmbito da campanha “Cada Segundo Conta”, promovida pela APIC, e foi desenvolvida pelos alunos do curso de Relações Públicas e Comunicação Empresarial, da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS), do Instituto Politécnico de Lisboa, no âmbito da unidade curricular «Comunicação no Interesse Público», com os objetivos de promover o conhecimento e a compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas; e alertar para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce.

Meta de 95% estipulada pelo Programa Nacional de Vacinação (PNV) foi ultrapassada
A cobertura vacinal das crianças até um ano atingiu 99% em 2021 e ultrapassou, até aos sete anos, a meta de 95% estipulada pelo...

A vacinação contra o sarampo e a rubéola (VASPR) continua a cumprir todas as metas nacionais e internacionais do Programa Nacional de Eliminação do Sarampo e da Rubéola, registando coberturas vacinais iguais ou superiores a 95% em crianças e jovens com idade até aos 18 anos. Estes dados são muito positivos no contexto do alerta da Unicef e da OMS para o risco de ocorrência de surtos de sarampo em diversas áreas geográficas. Em Portugal, não houve registo de novos casos de sarampo em 2021. 

Relativamente à vacina HPV, a vacinação completa de adolescentes do sexo feminino mantém-se muito elevada, ultrapassando a meta de 85% a partir dos 12 anos. Aos 14 anos, 94% das raparigas já estão vacinadas. Apesar de estar no primeiro ano, a vacinação de adolescentes do sexo masculino com a 1ª dose teve coberturas de 81% e 79%, respetivamente, para os que nasceram em 2010 e 2009. 

A proporção de adolescentes e adultos vacinados com a vacina contra o tétano e difteria continua também elevada, chegando a 96% aos 14 anos de idade e a 80% aos 65 anos. A proteção desta vacina verifica-se no controlo destas duas doenças - não existe difteria há décadas em Portugal e os dois últimos casos de tétano foram registados em 2018 em pessoas idosas. 

Outra das conclusões do Boletim PNV n.º 5 é que a cobertura vacinal da grávida, para proteger o seu filho contra a tosse convulsa nos primeiros meses de vida, continua a ser muito elevada, atingindo 87% em 2021. 

Os dados agora revelados demonstram que a vacinação no âmbito do PNV foi semelhante a anos anteriores e, na maioria dos casos, nos prazos adequados, apesar da pandemia e de ter decorrido em simultâneo a vacinação contra a COVID-19 e contra a gripe (no outono/inverno), graças ao empenho das unidades de saúde e dos seus profissionais.  

O ano de 2021 exigiu ainda um empenho adicional dos profissionais de saúde porque foi o primeiro ano da implementação da vacinação contra a doença invasiva meningocócica do grupo B (vacina MenB) e do alargamento ao sexo masculino da vacinação contra infeções por vírus do Papiloma humano (vacina HPV).  

Em 2021, foram ainda implementadas e atualizadas as estratégias de vacinação dedicadas a pessoas pertencentes a grupos de risco, nomeadamente a vacinação de crianças contra o rotavírus e de adultos contra a doença invasiva pneumocócica. 

 

Hemorragia nasal ou epistáxis
O nariz é uma área com grande irrigação sanguínea onde confluem muitas artérias e veias que atravess

O nariz é a via respiratória preferencial e tem também a função de humidificação, de aquecimento e de purificação do ar inspirado. Está em contacto permanente com inúmeros agentes agressores (temperaturas extremas, poeiras, alérgenos, vírus, bactérias, entre outros) tendo necessidade constante de reestruturação. Assim, além de uma porta de entrada de doenças, é também um órgão vulnerável a outras situações como a hemorragia.

A hemorragia nasal, cientificamente designada por epistáxis, é uma das urgências em otorrinolaringologia mais frequente, afetando pelo menos 60% da população geral. A epistáxis tem dois picos de incidência, um em crianças, geralmente antes dos 10 anos e outro em adultos com mais de 40 anos.

A causa da hemorragia nasal é quase sempre desconhecida, ou seja, idiopática. Contudo, a manipulação digital do nariz, o nose-picking, é uma frequente forma de trauma direto da mucosa nasal que muitas vezes passa despercebida ao próprio e aos pais. Esta manipulação pode originar crostas e colonização bacteriana da mucosa nasal causando uma inflamação de baixo grau com hipervascularização e fragilização vascular, que podem condicionar hemorragia.

As crianças têm o sistema imunológico em desenvolvimento e são assim mais propensas a infeções respiratórias e a crises de alergia, à medida que contactam com diferentes microrganismos e alérgenos. Por exemplo, a rinite é uma inflamação da mucosa nasal resultante da reação do sistema imunológico a estas “novidades” do ambiente externo, que se manifesta pelo aumento das secreções nasais, congestão nasal causada por edema dos tecidos, espirros e comichão. A inflamação com aumento de vascularização, a formação de crostas, o assoar, o coçar, e espirrar, são mais desafios que o nariz tem de enfrentar, que sendo muito vascularizado, tem maior risco de sangrar.

Apesar de frequente, a epistáxis nas crianças é raramente um quadro clínico grave. Na maioria dos casos, o foco da hemorragia é no plexo de Kiesselbach e portanto, facilmente controlada com pressão digital das narinas durante um período de 5 a 10

minutos. No entanto, a recidiva é frequente, sendo o principal motivo de stress e de diminuição na qualidade de vida da criança e dos pais. Nestas circunstâncias é aconselhada a observação por um Otorrinolaringologista. Não há um protocolo universal na abordagem da epistáxis, sendo a avaliação e tratamento personalizados, que geralmente passa pela hidratação com pomadas ou eventualmente cauterização química.

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Opinião
A dor crónica e o seu tratamento com terapêutica à base da planta de canábis são assuntos que têm es

Em Portugal, a dor crónica afeta 1 em cada 3 portugueses adultos, tendo um impacto muito significativo, tanto na qualidade de vida, como no absentismo laboral, com consequências muito marcadas para a sociedade.

Classicamente, a dor crónica dura pelo menos três meses, mesmo que não seja diária. Este tipo de dor tem de ser tratado com fármacos mais robustos e com métodos diferentes dos que são utilizados para a dor aguda. Trata-se de uma abordagem, normalmente, multifatorial, que passa não só pela medicação, mas também por fisioterapia, por reabilitação, por correção postural, entre outros.

As terapêuticas clássicas nem sempre são eficazes para darem um alívio significativo, uma vez que muitos doentes continuam com dor, por vezes, incapacitante e com grande limitação a nível do seu bem-estar.

É nestes casos que se coloca a questão das novas classes terapêuticas que têm vindo a surgir, sendo os canabinoides uma das mais importantes. Em Portugal, neste momento, há uma substância à base da planta de canábis, aprovada para a dor crónica, assim como para outras indicações. É uma terapêutica muito interessante, pelo facto de ser diferente de todas as outras.

Apesar de nova em Portugal, esta classe terapêutica já tem muitos anos em outros países, tendo os seus profissionais de saúde bastante experiência no que respeita à sua prescrição. Também, os estudos indicam que há lugar para esta classe terapêutica no caso das pessoas com dor crónica, que não respondem às terapêuticas clássicas. Ou seja, os canabinoides vêm oferecer uma nova esperança às pessoas com dor crónica, que não têm tido os resultados desejados com os tratamentos convencionais.

Os canabinoides têm um mecanismo de ação totalmente diferente, com indicações muito especificas. Naturalmente, não devem ser utilizados em todas as pessoas com dor, mas têm um lugar especial e importante para os doentes com dor refratária.

Vejo com bons olhos o facto de termos à disposição mais uma classe terapêutica, que nos permite alargar o leque de opções terapêuticas para os nossos doentes.

Muitos foram os medos que, inicialmente, se colocaram no que respeita à prescrição de produtos de canábis medicinal para tratamento da dor. Contudo, é de salientar que o fármaco aprovado pelo Infarmed, de prescrição médica, é seguro. Contudo, a utilização destes fármacos exige uma monitorização apertada, que só pode ser feita através de acompanhamento médico, minimizando assim possíveis efeitos secundários. Também é de salientar, relativamente ao tópico da dependência, que parece ser muito improvável, embora não possa ser completamente descartada.

No entanto, alerto para o perigo das substâncias não reguladas, compradas por exemplo online, em que não há como garantir nem a qualidade, nem a segurança, nem a eficácia do produto.

Neste momento, em Portugal, todos os médicos podem prescrever canabinoides para a dor crónica. No entanto, tendo em conta a particularidade do seu tratamento, o doente deverá ser sempre acompanhado pelo seu médico de família, ou pelo especialista em dor pelo qual está a ser seguido.

Deixo aqui um alerta importante: se sente uma dor que não passa por algum tempo - sobretudo durante três meses ou mais -, que está a tornar-se persistente e, muitas vezes, até, mais intensa, deve procurar o seu médico de família.   Provavelmente, estaremos perante uma dor crónica que tem de ser avaliada. Poderá ser necessário tratar com outro tipo de fármacos e de estratégias.

Esteja atento e procure o seu médico de família.

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De 6 a 8 de maio
Lisboa volta a receber entre 6 e 8 de maio o Exercise Summit, um dos maiores eventos de exercício e saúde em Portugal. Nesta 4ª...

Sob o lema, “Juntos Para Uma Saúde Mais Forte” este evento tem como objetivo promover a atualização profissional, a qualidade e a inovação nas profissões ligadas à atividade física. Destaca os conteúdos baseados em ciência e o papel dos profissionais do exercício na promoção da saúde de cada pessoa. Este ano esperam-se cerca de 400 participantes.

O encontro conta com apresentações de peritos internacionais como Brad Schoenfeld, investigador norte-americano e especialista em treino de hipertrofia e na melhoria da composição corporal e Mikel Izquierdo, investigador espanhol e professor de biomecânica e fisiologia do exercício.

O programa inclui especialistas portugueses, médicos e professores catedráticos, como Rogério Barbosa Pereira, fisioterapeuta pós-graduado em reabilitação no desporto e doutorando em fisioterapia e Helder Dores, coordenador de Cardiologia Desportiva no Hospital da Luz Lisboa.

“Numa altura em que todos conhecemos a importância da integração do exercício físico no estilo de vida, vamos trazer ao Exercise Summit as melhores práticas associadas ao treino de força, e apresentar conteúdos que contribuem para uma saúde melhor. É um evento dirigido a quem se preocupa com as várias áreas complementares da saúde”, afirma Hugo Moniz, CEO da EXS - Exercise School, responsável pela organização do evento.

As inscrições para o Exercise Summit 2022 já estão abertas e disponíveis na página https://exercisesummit.pt

 

 

 

 

 

 

Oncologia
Investigadores do Centro de Medicina Individualizada da Mayo Clinic criaram uma técnica de imunoterapia que combina terapia de...

A abordagem combinada, publicada na Science Translational Medicine, envolve o carregamento de células CAR-T, que são projetadas para procurar antígenos em células de cancro, com um vírus oncolítico. Os vírus oncolíticos são vírus que ocorrem naturalmente e que podem infetar e romper células cancerígenas. Eles reproduzem- se naturalmente neste tipo de células ou podem ser projetados para selecioná-las como alvo.

O estudo sugere que as células CAR-T podem transmitir o vírus oncolítico ao tumor. Deste modo, o vírus infiltra-se nas células do tumor e replica-se até rompê-las e estimular uma resposta imune potente. 

“Essa abordagem permite que o tumor seja morto pelo vírus e pelas células CAR-T”, explica Richard Vile, colíder do Programa de Terapia de Genes e Vírus do Centro de Cancro da Mayo Clinic e Professor da Richard M. Schulze Family Foundation. “Além disso, quando o vírus é transmitido, ele transforma o tumor em um ambiente muito inflamado, e então o próprio sistema imune começa a atacá-lo”.

A estratégia terapêutica aborda dois desafios principais que tornam tumores sólidos difíceis de tratar somente com a terapia celular CAR-T. Primeiro, o vírus oncolítico pode quebrar a proteção molecular que alguns tumores sólidos usam para evitar o ataque do sistema imunológico. E segundo, o vírus pode invadir o núcleo das células de cancro, algo quase impossível para as células do sistema imune, que frequentemente perdem seu poder durante a tentativa.

Os investigadores também descobriram que a abordagem combinada oferece um fenótipo de memória imune contra o tumor.

“Ao colocar o vírus na CAR-T, nós as ativamos contra o vírus e o tumor e eles adquirem memória imunológica”, diz Vile. “Isso permite-nos dar um estímulo com o vírus em um momento posterior, o que em retorno faz com que as células CAR-T se reativem e realizem rodadas adicionais para matar o tumor”.

Usando modelos de ratinhos, o investigador e sua equipa administraram a terapia dupla de maneira intravenosa para tratar glioma de alto grau em pacientes adultos e pediátricos, assim como melanoma na pele. Eles descobriram que a terapia combinada levou a altas taxas de cura em tumores em diversos locais sem causar toxicidade significativa. Eles também descobriram que isso resultou em uma proteção evidente em ratinhos já curados contra a reincidência do tumor.

“Clinicamente, administrar a terapia de maneira sistemática é uma vantagem em potencial porque é possível tratar pacientes com doença metastática sem ter que injetar em cada tumor”, explica o investigador. 

Em seguida, Vile destaca a importância de ter cautela sobre quão bem os estudos em modelos de animais serão traduzidos em tratamentos para os pacientes com cancro.

“Entretanto, temos esperança de que seremos capazes de transformar essa estratégia em ensaios clínicos em um ou dois anos”, diz Vile. “Ao realizar tais ensaios na Mayo Clinic, será possível ver se podemos adicionar mais um nível de eficácia à terapia celular CAR-T no tratamento de tumores sólidos de diferentes tipos”.

Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP)
“Não desvalorizes sintomas ligeiros. Controla a doença, aprende a vencer as tuas limitações” é a mensagem que, no âmbito do Dia...

Em Portugal estima-se uma prevalência de 6,8% desta doença, o que equivale a cerca de 700 mil portugueses, e de 8,4% nas crianças e adolescentes – cerca de 175 mil – com quase metade dos asmáticos a não terem a sua asma controlada (43% da população geral asmática e 51% das crianças). É, por isso, “de grande importância, a motivação do jovem para a adesão terapêutica, para a autogestão da doença, fazendo-lhe notar que esse é o caminho para atingir o controlo e acabar com as limitações das atividades da vida diária e de atividades desportivas”, referem os médicos pneumologistas.

“Não podemos aceitar sintomas respiratórios mesmo que sejam chamados de ‘habituais’. Mais do que não ter “crises”, não devemos aceitar as queixas persistentes ou recorrentes. Para atingir este controlo é fundamental a procura de ajuda adequada e uma correta adesão à terapêutica, sem receios e sem mitos” destacam Lígia Fernandes e José Manuel Silva.” Focando-se nesta mensagem elementar da importância de assumir o controlo da doença permitindo uma vida sem quaisquer limitações, a SPP promove, neste Dia Mundial da Asma, uma ação de sensibilização junto do público mais jovem através de sessões informativas em escolas secundárias.

 

 

Urologia
A incontinência urinária (IU) define-se como qualquer perda involuntária de urina, e condiciona sign

Se definirmos a Incontinência Urinária como pelo menos um episódio de perda de urina nos últimos 12 meses, ela ocorre em até 69% das mulheres e até 39% dos homens. Em Portugal, segundo a Associação Portuguesa de Urologia, estima-se a existência de 600 mil pessoas com Incontinência Urinária nas várias faixas etárias.

A insuficiência urinária deriva da incapacidade do funcionamento do sistema urinário. A perda involuntária de urina, que “envergonha” e provoca o medo que sejam notadas, e que acontece fora do conforto e proteção da residência, e em outros locais de frequência do costume, não é um drama, é uma condição.

É importante que se saiba que existe tratamento. A existência de “diabetes”, a perda de capacidades cognitivas e a demência não são fatores de risco, mas agravam a situação clínica. O tabaco, a dieta, a depressão, as infeções urinárias e a falta de exercício físico não são fatores de risco, mas prejudicam.

A gravidez, parto por via vaginal, obesidade, falta de estrogénios são fatores que não só podem originar, como agravar está situação.

A incontinência urinária pode ser classificada: Incontinência de Esforço; Incontinência por urgência miccional; Incontinência Mista e Incontinência por Regurgitação.

Na mulher existem com frequência: incontinência urinária de esforço; incontinência urinária por urgência miccional. Procuramos sempre conhecer as diferenças nas formas de perdas urinárias mais frequentes, e que podem ser provocadas por tosse, espirro, esforços como levantar pesos, e, urgência miccional, vontade súbita de urinar, não havendo tempo de/e para chegar a local apropriado.

No entanto, os tratamentos atuais permitem resolver o problema. A fisioterapia tem bons resultados e continua a ser o tratamento de primeira linha nos casos de IU de esforço ligeira e os exercícios de Kegel podem ser realizados pela pessoa sem necessidade de assistência. Consistem em contrações dos músculos do pavimento pélvico com a intenção de evitar uma eventual micção ou dejeção. Devem de ser fortes e mantidas o máximo de tempo possível, com uma breve pausa entre elas.

Os cones vaginais, a reabilitação perineal ou reeducação pélvica, que consiste num programa de exercícios complementados com a utilização de dispositivos especificamente concebidos para o efeito são outras alternativas que visam o reforço e reabilitação dos músculos pélvicos.

A inovação tecnológica surgiu exatamente nesta última área de intervenção. A indução magnética para a estimulação dos músculos do pavimento pélvico permite a reabilitação do esfíncter urinário e anal de forma não invasiva. Com seis a oito sessões de tratamento de 30 minutos cada, duas vezes por semana, consegue-se resultados que são encorajadores, nomeadamente a melhoria no controle dos esfíncteres.

Por último, a técnica e equipamentos de biofeedback, ensina e demostra a utilização da contração dos grupos musculares corretos e ideais para o controlo e melhoria das queixas de IU, enquanto a electroestimulação promove o fortalecimento da musculatura do pavimento pélvico através de contrações induzidas eletricamente por intermédio de elétrodos colocados na pele da região do períneo.

Existe, também, a opção de recorrer a medicamentos, mas, antes do tratamento aconselha-se a realização dos exames complementares de diagnóstico mais relevantes, tais como o estudo urodinâmico e a cistoscopia. O primeiro é um estudo funcional do aparelho urinário baixo, que na mulher consiste na bexiga, na uretra e nas suas estruturas envolventes. Tem particular importância na determinação da causa da IU e na definição do tipo de terapêutica e expetativas com o tratamento. É um exame demorado (cerca de 30 a 60 minutos) e invasivo, pois é necessário a introdução de uma sonda na bexiga e de uma sonda retal, mas permite-nos compreender o funcionamento e resposta da bexiga.

Por seu turno, a cistoscopia permite a observação do interior da uretra e da bexiga através da introdução de um aparelho endoscópico pela uretra. Está indicada na presença de sangue na urina, sintomas relacionados com o enchimento da bexiga ou outras patologias associadas. Uma grande proporção dos doentes com IU conseguem atingir a cura quando devidamente tratados, havendo a possibilidade de melhorias muito significativas para os restantes.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Procriação Medicamente Assistida (PMA)
O maior grupo de medicina reprodutiva do mundo acaba de lançar o guia prático “Mamãs2” com toda a informação sobre o processo...

“Este guia é para todos os casais de mulheres que se querem informar e preparar para o processo de gravidez e maternidade a duas. Esperamos que seja uma ajuda para as mulheres que se amam e que se atrevem a dar este passo”, explica Filipa Santos, psicóloga do IVI Lisboa.

Quando existe o sonho da maternidade dar o primeiro passo é já um sinal de grande coragem, “mas isso não significa que estas mulheres não tenham as suas inseguranças, aliás naturalmente comuns a todos os casais”. Porém, estas mães enfrentam desafios acrescidos, por isso, com toda a confiança, assumimos que este guia “é para mulheres corajosas, livres e determinadas, dispostas a colocar o seu desejo de dar vida à frente de tudo”, sublinha.

O casamento civil entre duas pessoas do mesmo sexo foi aprovado em Portugal em 2010. Seis anos depois foi alargada a lei da procriação medicamente assistida (PMA) a todas as mulheres independentemente do estado civil, orientação sexual e diagnóstico de infertilidade. “Felizmente vivemos numa sociedade cada vez mais aberta, com políticas e legislação progressivamente menos discriminatórias. Ainda assim, entendemos que temos um papel fundamental e a responsabilidade de apoiar e desmistificar este caminho e por isso surgiu a necessidade de elaborar este guia.”, refere Filipa Santos.

A história de Márcia, com algumas desilusões e um final feliz

Quando Márcia Lima Soares, professora, de 39 anos, iniciou os tratamentos para tentar engravidar, a Procriação Medicamente Assistida (PMA) em Portugal ainda estava reservada a casais heterossexuais. Em 2014, a Márcia foi a Espanha onde tentou concretizar o seu sonho, mas infelizmente não teve sucesso. Em 2016, com o alargamento da PMA aprovado em Portugal deu continuidade aos tratamentos e após algumas tentativas falhadas, finalmente conseguiu engravidar. A Márcia é hoje mãe de uma menina com pouco mais de um ano.

Márcia Lima Soares reconhece que as mudanças legislativas fizeram toda a diferença, mas admite que ainda é preciso percorrer um longo caminho. “É muito difícil uma mulher ou casal de mulheres obter uma ajuda efetiva por parte do SNS, pois faltam infraestruturas, recursos humanos, doações de gâmetas suficientes para a procura existente e outros meios que facilitem e encurtem o processo”. Acrescenta que, por isso, muitas famílias continuam a procurar a ajuda de clínicas privadas que, no geral, funcionam muito bem, apesar de nem todas as pessoas terem condições financeiras para avançar. “É necessário continuar a alertar a opinião pública para esta situação e para a necessidade de garantir que todas as pessoas têm acesso a serviços de qualidade”, afirma.

O amor é um pilar mais importante do que o modelo de família

Diversos estudos comprovam que as crianças que crescem numa família com duas mães não apresentam mais risco, nem para alterações emocionais nem comportamentais, comparativamente com os seus pares, criados em famílias heterossexuais. Ou seja, um desenvolvimento saudável não depende da orientação sexual dos pais, mas sim da qualidade da relação entre pais e filhos.

Para Filipa Santos, o amor é um pilar mais importante do que o modelo de família. Contudo, este é um aspeto que suscita muitas inseguranças para estas mães, antes e após a gravidez”, refere. “Não podemos ignorar o facto de que vão viver numa sociedade em que ainda existem pessoas que são preconceituosas em relação à homossexualidade e à homoparentalidade. Será importante que estejam preparadas para isso e que saibam como responder”, explica a especialista. Daí que o apoio emocional esteja também integrado no guia prático e que faça parte do apoio especializado que é prestado às mulheres quer recorrem a técnicas de PMA.

“Num casal de mulheres, a decisão de ter um filho, implica também outras decisões, que por vezes ao longo do processo têm de se reajustadas. Qual das duas vai engravidar? Qual a técnica mais adequada? Existem várias possibilidades.

Preparar as mulheres para perguntas e comentários

Para além das pessoas de confiança nas quais o casal decida apoiar-se, é importante ter em conta o círculo social mais amplo com o qual a nova família também irá interagir. E especialmente neste âmbito, segundo a psicóloga, é importante estarem preparadas para todo o tipo de perguntas ou comentários, quer sobre a orientação sexual, quer sobre a maternidade. Por vezes é necessário ajudarmos os outros a desconstruir e reconstruir as ideias que têm acerca da reprodução humana e da maternidade, assim como do papel da família.

“É comum perguntar-se sobre qual será a melhor forma de falar com o filho ou filha sobre como se constituiu a sua família. Inclusive quando desde o início se tem a certeza em fazê-lo, é comum perguntar-se quando e como começar a falar sobre o assunto. A ideia é sempre acompanhar a criança na sua curiosidade natural e na sua capacidade de entender o mundo que a rodeia, de uma forma aberta, transparente e natural. Abrir possibilidades, apresentar o mundo às crianças na sua diversidade e com respeito é o que todos podemos fazer. É uma narrativa que se constrói naturalmente à medida que a criança cresce. É importante explicarmos às crianças que a reprodução humana pode acontecer de diversas formas, isso vai prepará-los para os desafios que possam surgir no futuro em relação a esse tema”, garante Filipa Santos.

Márcia Lima Soares, por exemplo, escreveu o livro infantil A Ervilha Congelada, onde parte das suas próprias experiências e memórias para transportar os mais novos ao mundo de um laboratório de fertilização in vitro cheio de pequenas ervilhas ansiosas por nascer e receber o amor de uma família que as deseja há muito, independentemente do seu formato. Numa história cheia de aventuras e de personagens muito diferentes, explica de forma muito simples como algumas nascem. Uma história que espera um dia contar à sua filha.

 

“Gestão dos Danos Colaterais da Pandemia em Pessoas com Doenças Crónicas”
A 13.ª edição do Angelini University Award (AUA!), que este ano é dedicada à “Gestão dos Danos Colaterais da Pandemia em...

O prémio destina-se aos jovens universitários a frequentar o ensino superior na área da Saúde em Portugal, visando dar oportunidade aos mesmos de colocar em prática os seus conhecimentos mediante um projeto próximo da realidade empresarial e social e com potencial de concretização real.

O painel de jurados da 13.ª edição do AUA! conta com a participação dos Bastonários da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Farmacêuticos, como referido, e também de Miguel Telo de Arriaga, Chefe de Divisão de Estilos de Vida Saudável na Direção-Geral da Saúde, e Elsa Frazão Mateus, Presidente da Liga Portuguesa contra as Doenças Reumáticas.

“Este prémio tem como finalidade estimular e incentivar a criatividade e o empreendedorismo dos estudantes universitários na procura de soluções efetivas para a sociedade sobretudo relativo a uma temática altamente pertinente num contexto de pós-pandemia: as doenças crónicas”, afirma Andrea Zanetti, Diretor geral da Angelini Pharma Portugal.

“O desafio está lançado e estamos bastante expectantes quanto aos trabalhos que vamos receber”, indica Conceição Martins, Diretora de Comunicação e Recursos Humanos da Angelini Pharma Portugal, acrescentando que “tendo em consideração o mote da edição deste ano, ficamos muito satisfeitos e gratos por ter como jurados quatro figuras tão pertinentes e emblemáticas do panorama da saúde em Portugal para dar o seu contributo enquanto especialistas avaliando os trabalhos a concurso”, conclui Conceição Martins.

Os dois melhores trabalhos de estudantes universitários, que podem ser individuais ou em grupo, terão um prémio monetário respetivo no valor de € 10.000 e € 5.000. Os critérios de avaliação dos projetos a concurso terão por base a inovação, criatividade, metodologia utilizada, pertinência, viabilidade da sua implementação e a sua apresentação formal.

Dinamizados em Portugal há mais de uma década, os AUA pretendem ser um estímulo à inovação e distinção do talento dos jovens universitários, na procura de novas soluções com aplicabilidade real para a sociedade. A edição 2021-2022, centra-se essencialmente no contexto pós-pandemia das doenças crónicas

Para saber mais sobre os Prémios AUA! consulte o website oficial em: https://aua.pt/

Simpósio AVC a Sul
A Via Verde do AVC, o AVC nas diferentes regiões do país e o papel da inteligência artificial no diagnóstico e referenciação do...

“É com muito orgulho que realizamos pela primeira vez o Simpósio AVC a Sul com o objetivo de criar um espaço de partilha de experiências, dificuldades e saberes, desde a teoria à prática e o diagnóstico ao tratamento e seguimento dos doentes com patologia vascular cerebral nas unidades de saúde do sul do país”, afirma Ana Paula Fidalgo, coordenadora da Unidade de AVC do Centro Hospitalar Universitário do Algarve e Presidente da Comissão Organizadora do Simpósio.

O evento, que pretende discutir o estado da arte a sul do país, será composto por três mesas com vários oradores convidados que, através da moderação da Comissão Organizadora, irão abordar os mais diversos temas relacionados com o AVC, apresentando uma visão multidisciplinar sobre a patologia e os modelos de organização e de resposta.

Na sessão de encerramento irão participar Paulo Morgado, Presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Algarve, I.P., Ana Filipa Varges Gomes, Presidente do Conselho de Administração do C.H.U. Algarve, E.P.E. e ainda José Castro Lopes e António Conceição, presidentes da Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC) e da Portugal AVC, respetivamente.

 

Metade dos asmáticos não tem doença controlada
Afetando cerca de 700 mil portugueses (6,8% da população portuguesa) neste Dia Mundial da Asma - que se assinala a 3 de maio -...

“Na origem do mau controlo da doença pode estar podem estar alguns fatores como o desconhecimento sobre a doença, a necessidade de fazer medicação diária e a consequente falta de adesão terapêutica ou também alguma dificuldade na administração da terapêutica, por exemplo, uma má técnica inalatória”, refere Ana Mendes, coordenadora do Grupo de Interesse em Asma da SPAIC.

Para contornar esta questão da falta de controlo sobre a doença a especialista destaca a importância de uma maior informação sobre a asma: “é necessário informar os doentes, os médicos e toda a comunidade em geral para a problemática da doença, para o seu caráter de cronicidade e para a importância da adesão à terapêutica. É fundamental transmitir informação sobre o sucesso da terapêutica e de que é possível uma vida sem restrições para quem tem asma”.

No entanto, existem cerca de 5% dos doentes com asma grave – um subtipo de asma de difícil controlo em que, mesmo corrigindo os fatores referidos há dificuldade em controlar a doença e no qual é necessário um nível bastante elevado de terapêutica. “Nestes casos é fundamental transmitir a informação de que existem centros de referência e tratamentos adequados que podem ajudar”, refere Ana Mendes.

Este ano a GINA - Global Initiative for Asthma definiu como mote para o Dia Mundial da Asma “Closing Gaps in Asthma Care”. Existem algumas lacunas no tratamento da asma e uma maior informação sobre a doença pode contribuir para reduzir o sofrimento dos doentes, “uma asma controlada não é um fator limitante no dia-a-dia”, conclui a imunoalergologista.

 

 

 

 

 

Alerta da OMS e UNICEF
Os casos de sarampo, uma doença que pode ser fatal especialmente em crianças não vacinadas, aumentaram 79% a nível global nos...

De acordo com os dados agora divulgados, em janeiro e fevereiro foram registados 17.338 casos de sarampo em todo o mundo – quase o dobro do registado no mesmo período de 2021 (9.665). A interrupção das campanhas de vacinação durante a pandemia é apontada como a principal responsável por este aumento do número de casos.  algo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) atribuem à interrupção das campanhas de vacinação durante a pandemia.

"O desvio de recursos normalmente utilizados nas vacinas de rotina está a deixar demasiadas crianças desprotegidas contra o sarampo e outras doenças evitáveis", referem num comunicado conjunto a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), alertando para o facto de puderem ocorrer ainda surtos de outras doenças infeciosas contra as quais existe uma vacina.

Por outro lado, salientam as duas agências, o abrandamento das medidas de distanciamento físico nos últimos meses e as crises humanitárias em países como a Ucrânia, a Etiópia ou o Afeganistão (muitos dos surtos são declarados em zonas de conflito) também têm influenciado o aumento de casos.

Nos últimos 12 meses, os países que registaram mais casos de sarampo foram a Nigéria (12.341), Somália (9.068), Iémen (3.629), Afeganistão (3.628) e Etiópia (3.039), afetada por crises humanitárias e onde as taxas de vacinação são relativamente baixas (entre 46% e 68%, quando é recomendado chegar a 95%).

A OMS e a UNICEF alertam ainda para o possível surto de surtos da doença na Ucrânia, que já antes da guerra era o país europeu com mais casos (115.000, dos quais 41 foram fatais, entre 2017 e 2019) e que, devido à pandemia Covid-19 e à guerra, interrompeu as suas campanhas de vacinação nos últimos três anos.

As organizações alertam que durante a pandemia 57 campanhas de vacinação contra doenças infeciosas foram paralisadas em 43 países, afetando 203 milhões de pessoas, muitas delas crianças.

Destas campanhas interrompidas, 19 são para o sarampo, o que coloca 73 milhões de crianças numa situação de vulnerabilidade a uma doença com capacidade letal e que, ao enfraquecer o sistema imunitário, pode produzir infeções graves por pneumonia ou diarreia.

A OMS e a UNICEF recordam que em 2020, o primeiro ano da pandemia, até 23 milhões de crianças não conseguiram aceder às suas vacinas de rotina, o número mais elevado desde 2009.

 

Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho
Hoje, 28 de abril, celebra-se o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, que tem como objetivo

É por isso que, como especialistas em segurança no trabalho e com a ajuda de fornecedores especializados de produtos para o bem-estar e ergonomia no local de trabalho, a Lyreco, principal distribuidor europeu e terceiro maior distribuidor mundial de soluções para o ambiente de trabalho, partilha algumas recomendações para melhorar a saúde física e psicológica durante o trabalho.

  1. Hidratar

A desidratação pode afetar a função cognitiva, levando a uma diminuição da produtividade. Por conseguinte, a empresa recomenda beber água regularmente e comer fruta fresca ou um lanche saudável entre as refeições. Isto irá aliviar o cansaço e eliminar as toxinas do corpo.

  1. Desconectar

Seja dentro ou fora do escritório, a empresa aconselha a alternar entre estar sentado e estar de pé e caminhar curtas distâncias. Isto ajudará não só a melhorar os músculos e a circulação, mas também a relaxar a mente. Além disso, salienta-se a necessidade de fazer uma pausa, seja para um café, para apanhar ar ou para falar com um colega – se possível, sobre outros assuntos para além do trabalho.

  1. Adaptar o local de trabalho

Para a Lyreco a necessidade de criar espaços de trabalho otimizados e saudáveis é vital para a manutenção de um bom ambiente de trabalho. Portanto, a empresa recomenda a aquisição de soluções ergonómicas para o local de trabalho que aliviem a rigidez corporal e ajudem o corpo a ficar mais confortável.

Por esta razão, um bom encosto, um descanso para o pulso ou mobiliário ajustável são os melhores aliados para combater o desconforto e a chamada síndrome "Tech-Neck" – uma condição causada por uma má postura inclinada que afeta a coluna vertebral.

  1. Proteger os olhos

Para reduzir o esforço e o cansaço ocular no final do dia, a empresa sugere colocar o ecrã a uma distância entre 50 e 70cm e a 10-20 graus abaixo da linha de visão. Adicionalmente, sublinha a importância de fazer pausas a cada 45 minutos, bem como de limitar o tempo gasto em frente aos ecrãs.

  1. Fazer alongamentos

Pernas, pés, braços e pescoço, todos sofrem quando estamos sentados durante longos períodos. Por este motivo, a empresa sublinha que o alongamento correto, lento e com exercícios curtos irá melhorar a dor, o desconforto e aliviar a tensão. Fazendo círculos nos ombros, virando o pescoço para o lado, esticando os braços, movendo ligeiramente os pulsos ou levantando a perna com o joelho esticado.

Recomendações como estas podem prevenir sintomas e danos associados ao trabalho, tal como refletido no último inquérito aos trabalhadores, realizado pela Lyreco em conjunto com o especialista em cuidados de saúde Fellowes. Os dados revelam que, devido ao teletrabalho causado pela pandemia, 53% dos inquiridos admitiram sofrer de tensão ocular, 25% de ansiedade, 49% de dores de cabeça, 48% de dores nas costas, 37% de sensação de solidão e isolamento e 24% de rigidez no pescoço.

Por fim, o arejamento regular do espaço, o aproveitamento da luz natural, o sentar-se direito e o desligar fora do trabalho são outras recomendações que a empresa aconselha para melhorar o bem-estar físico – um fator que influencia diretamente a produtividade e a motivação do trabalho.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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