#TestarTratarPrevenir o VIH, as hepatites virais e as IST
Durante a Semana Europeia do Teste VIH-Hepatites, que decorre de 16 a 23 de maio, será possível fazer o rastreio do VIH e...

O rastreio direcionado a grupos mais vulneráveis, no contexto da prevenção combinada, é um serviço prioritário. De forma a superar os desafios impostos pela pandemia Covid-19 e a consequente diminuição da oferta deste serviço nos dois últimos anos, durante esta semana tentar-se-á mobilizar e aumentar a disponibilização do rastreio comunitário em diferentes locais, em centros fixos, unidades móveis de saúde ou tendas/locais provisórios.

Em Portugal, as organizações membro da Rede de Rastreio Comunitária e associações, Municípios, Juntas de Freguesia, bem como a iniciativa Lisboa Sem SIDA da Câmara Municipal de Lisboa, juntam-se e apelam para a importância da oferta e acessibilidade destes serviços e a remoção de qualquer barreira no acesso aos cuidados de saúde. Esta iniciativa conta com o apoio da ViiV Healthcare (apoio independente através de subvenção).

Semana Europeia da Primavera do Teste do VIH e Hepatites Virais é uma campanha europeia que mobiliza organizações – sociedade civil e instituições de saúde pública – em toda a Europa a se unirem duas vezes por ano, em maio e novembro, para reforçar o rastreio e promover os benefícios da prevenção. Portugal junta-se à iniciativa desde 2013, e reforça mais um ano o rasteio do VIH, hepatites virais e outras infeções sexualmente transmissíveis (IST). 

Em 2017, 2.3 milhões de pessoas viviam com VIH na região europeia da OMS e foram diagnosticadas 159 420 novas infeções. Estima-se que nesta região 15 milhões de pessoas vivam com hepatite B e 14 milhões com hepatite C. Estas duas infeções causam 165 000 mortes por ano.

Ainda existem lacunas no diagnóstico destas infeções, o que compromete as estratégias internacionais de eliminação da infeção pelo VIH, hepatites virais e outras IST enquanto problema grave de saúde pública até 2030.

Cuidados a ter
Em Portugal existem cerca de dois milhões de hipertensos, de acordo com os dados do Programa Naciona

Como surge a hipertensão?

A circulação do sangue, que tem por destino chegar a todos os tecidos e células do organismo, implica que haja alguma pressão sobre as paredes das artérias. Esta pressão, que é normal e até essencial para que o sangue atinja o seu destino, é a chamada “tensão arterial”. Existem, contudo, uma série de fatores de ordem genética ou ambiental que podem fazer com que esta pressão sobre as paredes das artérias aumente em excesso e se crie um cenário de hipertensão.

Neste cenário de hipertensão, o coração tem de se esforçar mais para fazer o sangue circular. Nestes casos, o esforço pode levar a que a massa muscular do coração aumente, fazendo com que o volume do coração se torne maior - a chamada hipertrofia cardíaca.

Numa primeira fase, o aumento muscular cardíaco não representa qualquer problema. Contudo, com o passar do tempo, esta hipertrofia pode levar a insuficiência cardíaca, angina de peito ou arritmia. Para além disso, esse aumento da pressão nas paredes dos vasos sanguíneos provoca a deterioração das paredes das artérias, o que aumenta o risco de aterosclerose e trombose (formação de coágulos). Nos casos mais graves, podem até levar à formação de aneurismas e hemorragias cerebrais, devido ao enfraquecimento das paredes das artérias.

Embora os valores de pressão arterial considerados suficientemente altos para justificarem a toma de medicamentos dependam de pessoa para pessoa, valores superiores a 140/90 mmHg são sempre considerados elevados, independentemente da idade e de outras doenças de que um indivíduo sofra.

Causas da hipertensão

A hipertensão pode ser causada por doenças renais, doenças endócrinas ou pela toma de alguns fármacos como os anticoncetivos orais. Mas em 95% dos casos a hipertensão não tem uma causa evidente. No entanto, certas situações podem contribuir para um aumento da pressão arterial. É o caso de fatores como o envelhecimento, obesidade, diabetes, ingestão elevada de sal e stresse emocional.

A hipertensão arterial geralmente não tem sintomas, mas podem existir alguns sinais de alarme como tonturas, hemorragias nasais ou dores de cabeça repetidas e intensas. Assim sendo, é muito importante o controlo dos níveis da pressão arterial com regularidade.

Para que a medição seja o mais correta possível deve fazê-la de forma relaxada, e em repouso, não fumar antes da medição, não tomar café ou chá antes e não estar com a bexiga cheia.

Medidas não farmacológicas

Mudar alguns hábitos de vida é fundamental. A prática de atividade física regular consegue, muitas vezes, uma descida significativa dos níveis da tensão. Deve, por isso, realizar exercícios que compreendam movimentos cíclicos - natação, a marcha, a corrida ou a dança - e evitar esforços físicos bruscos - levantar pesos ou empurrar objetos pesados - pois aumentam a pressão arterial durante o esforço.

Adicionalmente, deve também deixar de se utilizar sal de mesa e substituí-lo por condimentos alternativos, como ervas aromáticas ou sumo de limão. Evite também todos os alimentos naturalmente salgados ou aos quais tenha sido adicionado sal durante a sua preparação. Não beba bebidas alcoólicas e reduza o excesso de peso, através de uma dieta moderada base de frutas, legumes e saladas.

O cumprimento das medidas não farmacológicas de controlo da pressão arterial permite, seguramente, reduzir as doses e até interromper o uso de medicamentos numa percentagem significativa de doentes com hipertensão moderada.

Medidas farmacológicas

Quando o tratamento sem fármacos não é suficiente, deve então recorrer-se aos antihipertensores. Estes devem ser prescritos pelo médico, segundo as características de cada paciente.

É importante não esquecer que nem todos os doentes reagem da mesma maneira aos diferentes fármacos antihipertensores. Um mesmo fármaco, que controla facilmente a hipertensão num doente, pode causar efeitos secundários intoleráveis noutro. No entanto, dispomos hoje em dia de um arsenal terapêutico em constante progresso que, quando criteriosamente utilizado, permite controlar a hipertensão na esmagadora maioria dos casos, sem interferir com o bem-estar do doente.

*Artigo elaborado pela Médis com a colaboração da Dra. Cláudia Ribeiro de Jesus

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
“Terceira (C)Idade = Felicidade”
O Espaço t e a Médicos do Mundo uniram-se para juntos desenvolverem o projeto Terceira (C)Idade = Felicidade, que acontece...

Esta iniciativa social pretende contribuir para um envelhecimento consciente e saudável, pois não pode ser irrelevante, o facto de Portugal ser o quarto país mais envelhecido da Europa e o quinto a nível mundial. Em 2020, 20,6% da população da União Europeia (UE) tinha 65 ou mais anos, o que corresponde a mais de um em cada cinco europeus (Eurostat, 2021).

Assim, e pela necessidade de repensar o envelhecimento ao longo do ciclo de vida, numa atitude preventiva e promotora da saúde, de autonomia e bem-estar, a Médicos do Mundo e o Espaço t uniram esforços e desenharam o projeto de intervenção comunitária Terceira (C)Idade = Felicidade, junto de 50 pessoas do grande Porto, com mais de 65 anos.

O projeto iniciado em abril de 2021 intervém em três grandes áreas:
1. Autonomia e independência, contribuindo para a permanência dos idosos nos seus contextos domiciliários;

2. Promoção da saúde, através da aproximação e fidelização dos beneficiários ao Serviço Nacional de Saúde (SNS); e 

3. Estimulação das competências físicas, cognitivas, emocionais e a participação social, combatendo o isolamento, através de sessões conectivas de fisioterapia, sessões conectivas de terapia ocupacional e práticas artísticas e culturais.

Procurando mitigar alguma solidão e/ou isolamento existente nesta faixa etária, e que seguramente a pandemia veio agravar, ao longo deste primeiro ano de atividade, com o desenvolvimento deste projeto alcançámos e impactámos a vida de 50 pessoas.

 Assim, e através do desenvolvimento de um conjunto alargado de atividades desenvolvidas que asseguram o adequado acompanhamento da saúde física da população sénior abrangida pelo projeto, nomeadamente conseguida através da Avaliação das sinalizações e realização do diagnóstico/identificação de necessidades, com referenciação para parceiros sociais e outras instituições; Visitas domiciliárias/atendimentos presenciais, Educação terapêutica/treino de práticas de segurança; Introdução de ajudas técnicas: equipamentos que previnem, compensam e atenuam diferentes fatores comprometedores da participação e do desempenho do indivíduo; Adaptações domiciliárias; Avaliação/Monitorização de Enfermagem; Acompanhamento psicológico e consultas de Psicologia; Acompanhamento ao SNS; Acompanhamento e apoio social; Apoio medicamentoso; Ações de gestão e adesão ao regime terapêutico; Sessões coletivas de educação para a saúde; Sessões coletivas de fisioterapia; Sessões coletivas de terapia ocupacional.

Paralelamente, e porque para além do bem-estar físico, é fundamental contribuir para a promoção do bem-estar emocional e relacional de cada um dos beneficiários, procura-se através da Arte, contribuir para a diminuição do isolamento e exclusão social, promovendo o aumento das competências emocionais do grupo, através da dinamização de ateliês de Pintura, Teatro, Canto, Dança e Tai Chi. São ainda desenvolvidos ateliês socioculturais de Informática, Poesia, Música, “Linhas de Encontro” (práticas de malha e crochet) e “Trabalhos Manuais”; organização de Passeios Culturais; apresentação das criações do grupos de teatro e Tai Chi no Corpo Evento: Ciclo de Espetáculos de Teatro e Dança; Produção de exposição coletiva de pintura; Criação de “Pedaços de Estórias” para que cada vida se perpetue, através do registo de filme biográfico* de cada narrativa e memória de vida, entre outros.

Na celebração de um ano de projeto, Jorge Oliveira, presidente do Espaço t refere: “Quando Portugal, atinge um nível de envelhecimento notável que precisa de respostas sustentáveis e inovadoras para responder a esta questão social, o desenvolvimento do Terceira (C)Idade = Felicidade, deixa-nos muito felizes por podermos contribuir para que pelo menos 50 dos nossos mais velhos, possam encontrar uma resposta aos desafios do envelhecimento da nossa sociedade.

Passado um ano, de trabalho direto e articulado com a Médicos do Mundo é com orgulho que constatamos que a Arte aliada ao bem-estar físico de cada pessoa, é transformadora na forma como se encara a vida e os outros”.

Já Carla Paiva, diretora executiva da Médicos do Mundo considera que “Os resultados alcançados ao longo do último ano com o projeto Terceira (C)Idade = Felicidade são extremamente positivos, o que nos deixa muito satisfeitos com o trabalho realizado em conjunto com o Espaço T. Para a Médicos do Mundo, tem sido um privilégio estar junto destes idosos, contribuir para a melhoria da sua saúde e qualidade de vida, responder às suas necessidades mais básicas e, no fundo, fazer tudo o que é possível para que possam usufruir de uma vida mais independente e feliz.”

Em jeito de balanço de um ano de existência, destacamos na área da promoção da saúde física, a realização de 663 consultas de avaliação ou de monitorização de enfermagem, 495 apoios nos regimes terapêuticos e 190 ao nível medicamentoso. Também foram disponibilizadas 177 ajudas técnicas, 56 adaptações domiciliárias, 649 sessões de educação terapêutica e 249 de treino de funcionalidade.

Quanto à área de desenvolvimento de competências emocionais, através da arte, realizámos 408 ateliês artísticos, contando com 2419 presenças e participação ativa. Foram ainda realizados cerca de 200 produtos artísticos que irão ser expostos brevemente numa exposição coletiva e de arte pública.

O Terceira (C)Idade = Felicidade é um projeto de intervenção junto da população idosa do concelho do Porto, através da promoção da saúde e de práticas artísticas, como forma de inclusão e diminuição do isolamento, com vista a uma vida ativa e saudável, numa lógica de promoção do envelhecimento ativo e bem sucedido.

Complicações podem ser fatais
A propósito do Dia Mundial da Hipertensão Arterial (HTA), que se assinala a 17 de maio, a Associação Protectora dos Diabéticos...

“A hipertensão arterial é um importante fator de risco cardiovascular, sendo excessivamente prevalente em pessoas com diabetes, mesmo tendo em conta as inúmeras campanhas levadas a cabo pelas diferentes entidades e sociedades científicas. Esta patologia é responsável por cerca de 13% do total das mortes registadas e 4% das incapacidades permanentes”, alerta Pedro Matos, cardiologista na APDP.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência de hipertensão na população geral oscila entre os 30 e os 50%, dependendo dos países. Em Portugal, dados do estudo PHYSA – Portuguese HYpertension and SAlt Study da Sociedade Portuguesa de Hipertensão (que incluiu apenas 10% de pessoas com diabetes) apontam para uma prevalência de 42%. Nas pessoas com diabetes, estes números sobem de forma substancial para valores superiores a 60%.

“Como amostragem de dados do mundo real, fizemos na passada semana um rastreio à população com diabetes que recorreu à APDP para as sua consultas habituais de acompanhamento. Nas 515 pessoas avaliadas, encontrámos 40% com HTA não controlada, se tomarmos o valor de 140/90 como referência. 9% tinham HTA sisto-diastólica. Estes dados confirmam que, mesmo numa população seguida numa instituição diferenciada, as taxas de controlo da TA são claramente insuficientes, o que demonstra a complexidade do tratamento da HTA e a exigência de uma maior proatividade por parte dos profissionais de saúde na implementação do autocontrolo da TA e capacitação nas pessoas com diabetes", afirma José Manuel Boavida, presidente da APDP.

“Como tal, é fundamental frisar a importância do papel do doente para melhor controlo desta patologia. Todas as pessoas com diabetes devem medir regularmente e no seu ambiente habitual a sua tensão arterial. Os valores-alvo, definidos internacionalmente, podem depois ser afinados com a ajuda do médico assistente, para que sejam escolhidos os melhores fármacos a utilizar, de acordo com as características individuais de cada pessoa”, explica o cardiologista Pedro Matos.

Além da hipertensão, existem ainda outros fatores de risco cardiovascular igualmente frequentes em pessoas com diabetes, como é o caso da dislipidemia (colesterol alto) e da obesidade. O colesterol elevado, especialmente importante para o aparecimento de placas de gordura nas artérias, está também relacionado a médio-longo prazo com os enfartes do miocárdio. Já a hipertensão está particularmente associada a um risco acrescido de acidente vascular cerebral (AVC) e deterioração da função renal.

“Um mau controlo da tensão arterial contribui de forma significativa para complicações major da diabetes que podem ser fatais ou causar incapacidade permanente e prolongada. É por isso crucial explicar à população como controlar a tensão arterial de forma eficaz, através da adoção de um estilo de vida mais saudável, deixando de fumar e limitando o consumo de álcool e sal, e da educação para os valores de pressão arterial desejáveis, que na pessoa com diabetes são inferiores aos da restante população”, explica o cardiologista, acrescentando que “esta é uma patologia extremamente preocupante, porque, segundo o mesmo estudo PHYSA, apenas menos de metade dos hipertensos sabem que o são e só 11% estão controlados”.

Esta realidade pode ter várias causas, como a deficiente perceção das pessoas relativamente à importância da hipertensão no aparecimento de complicações cardiovasculares ou o facto de a considerarem por si só uma complicação da diabetes já instalada. “Cabe aos profissionais de saúde fazer mais para melhorar esta perceção, explicando os riscos de não controlar a tensão arterial e incutir nas pessoas hábitos de autocontrolo regular e selecionando os fármacos adequados”, conclui.

Segundo as mais recentes recomendações da American Diabetes Association, <140/90 mmHg são os valores-alvo de tensão arterial para todos os que têm diabetes. Nalguns grupos, nomeadamente os que têm maior risco cardiovascular ou insuficiência renal crónica em fase avançada, estes alvos devem ser reduzidos para <130/80, de forma a minorar a probabilidade de eventos major. Deve ainda haver o cuidado de evitar hipotensões, oscilações bruscas nos valores e o uso de fármacos com potencial acrescido de efeitos secundários, sendo que o abandono terapêutico pode levar a crises hipertensivas graves, por efeito “rebound”.

 

“Prevent it Like a Gentleman”
Chegou a quinta edição do “Prevent it Like a Gentleman”, a iniciativa solidária do MAR Shopping Algarve que decorre entre 14 e...

O rastreio “Prevent it Like a Gentleman” é totalmente gratuito, bastando para tal marcar previamente através do contacto 302063457 ou do email [email protected] com a indicação da campanha do MAR Shopping Algarve. Relembre-se que ao longo das quatro edições anteriores já foram realizados mais de 1000 rastreios, permitindo a deteção e tratamento de casos em fase inicial. O objetivo passa por reforçar a importância da prevenção do cancro da próstata e da saúde mental masculina, associando-se ao movimento internacional “The Distinguished Gentleman’s Ride”.

A iniciativa conta ainda com duas exposições, uma exposição de motas e outra de arte que vão estar patentes ao longo de maio no MAR Shopping Algarve. A partir de dia 14 e até 29 de maio será possível visitar a exposição “120 anos de História” da Triumph, com algumas das motas mais emblemáticas da gama ‘modern classic’ da marca inglesa. Os aficionados das duas rodas vão também poder visitar a exposição “Re-cycle” de João Jesus. O artista é sócio há 30 do Moto Clube de Faro, onde tem a sua oficia/atelier e vai expor trabalhos em metal com reutilização de peças usadas de motas, bicicletas e automóveis.

O MAR Shopping Algarve volta assim a associar-se à “The Distinguished Gentleman’s Ride”, um evento internacional que este ano se realiza em maio e que tem vindo a reunir “cavalheiros e senhoras” num desfile de motos vintage para a consciencialização sobre o cancro da próstata e saúde mental masculina. Este ano, os participantes são convidados a fazer um passeio em grupo, no dia 22 de maio, com o ponto de encontro marcado para a Sé de Faro, pelas 14h00. Este dia termina com música ao vivo sob o comando do DJ ROCKINDAD e a banda HOT BILLY RODS, a partir das 16h00, na zona de Lazer do MAR Shopping Algarve.

 

Campanha de sensibilização
Assinala-se hoje, dia 16 de maio, o Dia Mundial do Angioedema Hereditário – uma doença rara que se manifesta pelo aparecimento...

De acordo com a ADAH, esta ação pretende sensibilizar a população para uma doença “que afeta todas as faces, não escolhendo idade, género ou grupo sociocultural. Nesta campanha, por um lado, os doentes ‘dão a face’ ao e pelo angioedema hereditário (AH), isto é, aceitam a patologia. Por outro, ‘não perdem a face’ para o AH, ou seja, não se resignam à doença, nem se paralisam perante as múltiplas interferências que a mesma pode ter nas suas vidas. Assim, várias faces dão-se a conhecer, unindo-se nesta iniciativa com o intuito de encontrar soluções para dificuldades e desafios comuns”. 

Nesta data importa assinalar o impacto que o angioedema hereditário tem na qualidade de vida destes doentes, “podendo este variar muito de doente para doente e do acesso de cada um aos tratamentos que melhor se adequam à frequência e severidade das crises”, refere a ADAH. “Aqueles que beneficiam do tratamento domiciliar, de acordo com o estabelecido pela Norma Clínica 009/2019 da DGS, são capazes de gerir de forma autónoma, célere e com comprovada eficácia, os episódios agudos de AH. Esta conquista veio contribuir para a melhoria da qualidade de vida de doentes que durante anos viram as suas rotinas quotidianas, profissionais, educativas, sociais e lúdicas significativamente afetadas. Os que ainda não foram diagnosticados ou não dispõem de terapêutica em casa sofrem muito física e psicologicamente: sintomas dolorosos, deslocações frequentes à urgência hospitalar onde nem sempre se conhece a doença o que implica exames, análises, tratamentos e, por vezes, até intervenções cirúrgicas escusáveis, práticas estas com volumosos custos para o SNS. Muitos vivem em constante sobressalto dada a imprevisibilidade da doença e devido ao facto de a mesma poder resultar em um desfecho fatal em caso de obstrução das vias aéreas”, reforça a associação de doentes.

As desigualdades regionais na abordagem a estes doentes também não são esquecidas, existindo zonas do país onde há um maior conhecimento sobre a doença pelos profissionais de saúde e também um maior acesso aos métodos de diagnóstico e terapêuticas, existindo doentes, em algumas áreas geográficas, a não conseguirem aceder, nos seus hospitais de referência, à terapêutica indicada. “Esta é uma luta da ADAH desde há uns anos – a de garantir o acesso generalizado dos doentes ao tratamento domiciliar. Só o cumprimento da Norma Clínica relativa à "Abordagem Diagnóstica e Terapêutica do AEH" poderá colmatar as discrepâncias geográficas no que respeita ao acesso igualitário dos doentes aos tratamentos, independentemente da zona do país onde habitam”, concluem os responsáveis da associação.

Para conhecer mais sobre esta campanha, que conta com o apoio científico da SPAIC – Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clinica -, visite as redes sociais da ADAH.

 

 

Trabalhos da autoria de médicos ou outros profissionais de saúde
Até ao dia 30 de maio de 2022 estão abertas as candidaturas à edição de 2021 do Prémio Grünenthal Dor.

Criado pela Fundação Grünenthal, este prémio anual, no valor total de 15 mil euros, destina-se a galardoar trabalhos em língua portuguesa ou inglesa, da autoria de médicos ou outros profissionais de saúde, sobre temas de investigação básica e clínica relacionados com a dor e que tenham sido realizados em Portugal.

As candidaturas deverão ser dirigidas ao Presidente da Fundação Grünenthal, Professor Doutor Walter Osswald, e enviadas para o e-mail [email protected], ou por correio registado com aviso de receção para Alameda Fernão Lopes nº12, 8ºA, 1495-190 Algés.

Podem apresentar-se a candidatura trabalhos ainda não publicados ou publicados durante o mesmo ano ou no ano anterior ao do prémio, exceto se já galardoados com outros prémios à data da respetiva receção. Não serão aceites versões integrais de dissertações de mestrado e doutoramento, embora sejam permitidos trabalhos elaborados com material existente nesses textos académicos e obedecendo à formatação usual dos trabalhos publicados em revistas.

O júri do galardão é composto por sete elementos - um representante da Fundação Grünenthal e seis personalidades da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), a Sociedade Portuguesa de Anestesiologia (SPA), a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), a Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação (SPMFR) e a Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR).

Mais informações e acesso ao regulamento completo em http://www.fundacaogrunenthal.pt/premios-fundacao-grunenthal/premio-grunenthal-dor

 

 

 

Especialistas avaliam o impacto dos cinco sentidos na qualidade de vida dos doentes com Mucopolissacaridoses (MPS)
No dia 7 de Maio, em Peniche, médicos nacionais e internacionais de várias especialidades participaram no encontro "MPS ...

As Mucopolissacaridoses são um grupo de doenças raras, genéticas, devidas á deficiência de uma das enzimas necessárias à degradação dos glicosaminoglicanos (GAG). Nas situações de normal metabolismo, essas enzimas lisossomais degradam estas macromoléculas em componentes mais pequenos, permitindo a sua assimilação pelo organismo. No entanto, quando o funcionamento das enzimas se encontra comprometido, os GAG acumulam-se nas células, conduzindo às manifestações da doença. Consoante a enzima afetada, distinguem-se vários tipos e subtipos de MPS. As MPS são doenças heterogéneas e o aparecimento dos primeiros sintomas pode ocorrer de forma muito variável, sendo frequentemente menos valorizados nos primeiros meses de vida. Contudo, à medida que o tempo passa e a doença progride, esses sinais e sintomas surgem e/ou agravam-se, comprometendo a qualidade e a esperança de vida dos doentes. Na verdade, os primeiros sintomas são muitas vezes comuns e também usuais em outras doenças mais comuns da infância, podendo assim dificultar e atrasar o diagnóstico final.

“Para diagnosticar atempadamente é preciso conhecer, estar alerta para esses sinais evocadores e saber referenciar em tempo adequado, para confirmação de um diagnostico final”, refere Elisa Leão Teles, Pediatra e Coordenadora da Equipa Multidisciplinar e de Investigação do Centro de Referência Doenças Hereditárias do Metabolismo do Centro Hospitalar Universitário de S. João, no Porto.

As MPS têm diferentes apresentações clínicas e diferentes taxas de progressão entre os subtipos de MPS e até mesmo da própria doença. As características clínicas partilhadas incluem anomalias esqueléticas, alterações ao nível das articulações, crescimento reduzido, características faciais específicas, problemas oftalmológicos e auditivos, manifestações cardiorrespiratórias, distúrbios gastrointestinais, hérnias umbilicais/inguinais, compressão medular e de nervos periféricos. O comprometimento neurológico ocorre na MPS III e em algumas formas graves de MPS I, II e VII. Essas implicações podem afetar os cinco sentidos e, consequentemente, a qualidade de vida e as atividades do quotidiano do paciente. Problemas oculares como turvação da córnea e glaucoma, podem levar a um declínio progressivo da visão. A deterioração da audição devido a infeções recorrentes do trato respiratório superior, otite crónica e acumulação de GAGs em diferentes níveis (cóclea, nervo auditivo e tronco encefálico), geralmente levam a um quadro condutivo de perda auditiva neurossensorial e mista. A deterioração do olfato e do paladar ou o prazer de comer podem ser prejudicados também devido à rinite crónica e à acumulação de GAGs ​​nos tecidos das vias aéreas superiores. A compressão da medula espinhal cervical e/ou de nervos periféricos (síndromes do túnel do carpo e cubital), problemas das mãos e outras articulações como rigidez e/ou hipermobilidade e dor, podem prejudicar o toque e a função das mãos. Por isso, o diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para um melhor prognóstico e uma maior qualidade de vida dos doentes.

Nesta reunião discutiu-se o diagnóstico, a gestão dos sintomas, o tratamento visando uma melhor qualidade de vida destes doentes.

“Só o diagnóstico precoce, permite intervenção multidisciplinar e orientação terapêutica precoces, com plano individualizado, com adequada integração e participação do doente/família”, afirma a Médica Pediatra.

Formação
A GS1 Portugal, organização neutra, sem fins lucrativos e responsável pela implementação de standards para a promoção de uma...

O curso “Como Codificar Unidades Logísticas no Setor de Parafarmácia de Retalho”, que decorre online entre as 10h e as 12h, incidirá sobre introdução ao Sistema de Standards GS1; particularidades da cadeia de abastecimento para parafarmácias de retalho; adaptação do Sistema de Standards GS1 nas cadeias de abastecimento do setor da saúde: codificação de unidades logísticas (paletes e caixas) e vantagens da implementação de um sistema homogeneizado e estandardizado na cadeia de abastecimento para parafarmácias de retalho.

A GS1 Portugal mantém a sua aposta na melhoria das competências e capacitação da comunidade empresarial portuguesa, evidenciando as diversas ferramentas que disponibiliza aos mais diversos setores de atividade.

Esta formação é, por isso, um incentivo para uma cadeia de abastecimento uniformizada, eficiente, sustentável e inclusiva.

Para informação adicional e inscrições neste curso, por favor preencher este formulário ou contactar através de [email protected].

 

As grávidas devem ou não fazer exercício físico?
O laboratório português de tecidos e células estaminais BebéVida tem novos workshops programados, a maioria em formato virtual,...

Até ao final de maio, a BebéVida tem várias sessões previstas dedicadas a temas específicos relacionados com o universo da gravidez e maternidade. É o caso dos dois workshops que se realizam no dia 20 de maio, às 18h00 e às 18h30, respetivamente, ambos com duração aproximada de uma hora.  O primeiro, centrado no “O Sono do Bebé”, será em formato presencial na Farmácia Oliveira em Barcelos, já o segundo realiza-se virtualmente com a intervenção da Enfermeira Carla Simãozinho, especialista em saúde materna e obstetrícia, para explicar as “Técnicas para o alívio da dor em trabalho de parto”.

No dia 23 de maio, entre as 18h00 e as 19h00, este workshop vai também ser online e conduzido pela Enfermeira Sónia Patrício, especialista em saúde infantil e pediatria, para falar sobre “Os desconfortos na gravidez”, partilhando conselhos práticos com as futuras mamãs.

Sinais de Alerta na Gravidez” é a temática do workshop online de dia 26 de maio, às 21h00, que terá a participação da Enfermeira Cátia Costa, especialista em saúde materna e obstetrícia, para esclarecer a que situações devem as grávidas estar atentas durante o período de gestação.

No dia 27 de maio, entre as 19h00 e as 20h00, a Enfermeira Zaida Silva, especialista em saúde materna e obstetrícia, vai conduzir a sessão online “Compreender a importância da atividade física na gravidez”, onde vai explicar as vantagens para a grávida e os cuidados inerentes à prática de exercício físico nos meses que antecedem o nascimento do bebé.

O último workshop do mês vai ser sobre os “Desafios da amamentação”, no dia 30 de maio às 18h00, também em formato virtual, com a Enfermeira Carla Vale, especialista em saúde materna e obstetrícia.

Simultaneamente, até ao final de maio, vão realizar-se em vários locais do país várias experiências “Eco My Baby”, sessões de ecografia 3D/4D para grávidas a partir das 17 semanas de gestação, em localidades como: Santarém (17/5), Aveiro (18/5), Tomar e Castelo Branco (ambas a 19/5), Vila Nova de Famalicão e São Domingos de Rana (ambas a 21/5), Adaúfe (24/5), Palmela (25/5), Benfica e Matosinhos (ambas a 28/5).

À semelhança dos workshops, para participar nas sessões “Eco My Baby” é necessário efetuar inscrição prévia. Para se inscrever ou ficar a par dos próximos eventos organizados pelo laboratório visite o website da BebéVida, aqui.

Campanha “1€ abem"
A campanha solidária “1€ abem:”, promovida a favor do Programa abem:, arranca hoje nas farmácias aderentes de Portugal...

“A saúde é, sem dúvida, o bem mais precioso que temos, e o acesso ao medicamento é fundamental para garantir o controle da doença. Infelizmente existem muitas famílias cujos rendimentos não lhes permitem adquirir os medicamentos prescritos. Não podemos ficar indiferentes a estas situações. O Fundo Solidário abem: ajuda a colmatar estas necessidades. Continuamente procuramos, num esforço comum, aumentar o número de beneficiários que ajudamos”, esclarece Maria de Belém Roseira, associada fundadora do Programa abem: da Associação Dignitude.

“Durante os próximos dias apelamos à solidariedade e espírito de entreajuda dos portugueses para que mais pessoas em situação de grave carência económica possam usufruir deste apoio. Cada euro angariado contribui diretamente para que alguém possa comprar os medicamentos de que necessita”, conclui.  

O Programa abem: Rede Solidária do Medicamento permite o acesso, de forma digna, a medicamentos prescritos a quem não tem capacidade financeira para os adquirir. Os beneficiários são referenciados por entidades parceiras locais, como Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Instituições Particulares de Solidariedade Social, Cáritas e Misericórdias.

A nível nacional, o Programa já apoiou 28.067 beneficiários de 15.835 famílias, dos quais 13% são crianças. Já foram dispensadas, ao abrigo do abem: 1.654.465 embalagens de medicamentos desde o seu início, em maio de 2016.

É também possível apoiar esta iniciativa através de:

MBWAY: 932 440 068

Transferência bancária: PT50 0036 0000 9910 5914 8992 7

A Associação Dignitude, promotora do Programa abem:, emite recibos de donativo no âmbito do Estatuto de Benefícios Fiscais. Para tal, os doadores devem enviar comprovativo de transferência, nome e NIF para [email protected].

16 de maio - Dia Mundial do Angioedema Hereditário
“Agora eu sei que é Angioedema Hereditário (AEH)” é uma campanha da Takeda em parceria com a ADAH - Associação de Doentes com...

 

O website https://www.conheceaeh.pt/ aloja a campanha e uma  plataforma de referência em Portugal para consulta de informação referenciada e credível sobre angioedema hereditário. Este novo espaço informativo reúne informação sobre a doença, uma brochura que pode ser descarregada e testemunhos reais de pessoas que vivem com a doença e abordam o impacto que a patologia tem sobre as dimensões emocional, social, escola e trabalho.

Inês Pessoa, Presidente da Associação de Doentes com Angioedema Hereditário (ADAH) afirma: “"Conhece o Angioedema Hereditário" afirma-se como uma plataforma incontornável de sensibilização, informação e esclarecimento destinada àqueles que desejam inteirar-se desta doença rara. Na última década foram exponenciais os avanços alcançados em matéria de diagnóstico e novas terapêuticas para controlo e resolução de crises de Angioedema, com forte impacto na melhoria da qualidade de vida dos doentes. Há ainda um vasto caminho a percorrer para assegurar a generalização do conhecimento e tratamento a todos os indivíduos afectados por esta patologia. Porém, diz-nos o filósofo chinês Lao-Tse, "uma longa viagem começa com um primeiro passo". No que ao Angioedema Hereditário respeita consideramos que esse passo foi aqui, sem dúvida, dado.”

“As crises de Angioedema Hereditário são imprevisíveis e podem limitar significativamente a maneira como os doentes vivem as suas vidas. O nosso objetivo é ajudar os doentes com Angioedema Hereditário a viver com zero crises e maior qualidade de vida. A campanha “Agora eu sei que é AEH”, pode ajudar as pessoas com AEH e os especialistas na sua jornada pela doença”, afirma Helena Coutinho, Business Unit Head GI, RMD & HAE da Takeda Portugal .

O angioedema hereditário (AEH) é uma doença genética rara que pode causar crises repentinas, recorrentes e dolorosas de edema do abdómen, das extremidades, dos genitais, da face e de outras partes do corpo. Para os doentes com AEH não diagnosticado, as crises multiplicam-se sem uma razão óbvia, sofrendo durante anos antes de serem diagnosticados.

Saiba mais em https://www.conheceaeh.pt/

Livro fará parte de uma coleção de seis livros infantis
Com o intuito de ajudar as crianças e pré-adolescentes a lidarem com a dermatite atópica moderada a grave, bem como...

O primeiro livro ‘Diana e a Dermatite Atópica’ já está disponível online, assim como o vídeo em desenho animado que acompanha a história da Diana, uma menina com 8 anos que convive, desde os seis meses, com a Dermatite Atópica sem deixar de ser feliz e que quer aproveitar a vida ao máximo.

Desta forma, este projeto que irá integrar seis livros que abordam diferentes vertentes da dermatite atópica (praia, escola, idas ao médico, rotinas e festas como o natal) tem como objetivo aumentar o conhecimento sobre esta doença, mostrando que estas crianças não estão sozinhas na sua luta. Além disso, os livros querem ser uma ferramenta facilitadora para explicar a dermatite atópica aos amigos, colegas e educadores, promovendo uma maior compreensão da doença e do que é viver com a mesma.

A Dermatite Atópica (D.A.) é uma doença crónica, imunomediada, atualmente incurável, determinada pela interação de fatores genéticos e ambientais, com um impacto elevado nas várias dimensões da vida dos doentes e das suas famílias.

Estima-se que a dermatite atópica afete cerca de 10% a 20% da população pediátrica a nível mundial.

Saiba mais em:  https://www.tudosobreadermatiteatopica.pt/Criancas.html   

Publicação celebra este ano o 28º ano de vida
A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) acaba de lançar a primeira edição, de 2022, da Revista Medicina Interna em...

A publicação celebra este ano o 28º ano de vida, tendo o primeiro número sido publicado no segundo trimestre de 1994. Foi seu diretor António José Barros Veloso, personalidade de referência da Medicina Nacional, da Medicina Interna e da cultura portuguesa.

A Revista Medicina Interna (RPMI) é o órgão oficial da SPMI e tem por objectivo a promoção da doutrina, da investigação e da prática da Medicina Interna. Publica trabalhos revistos por pares (peer reviewed) de acordo com as tipologias seguintes: originais, revisões, pontos de vista, História da Medicina, comunicações breves, cartas ao Diretor, medicina em imagens, casos clínicos, séries de casos e documentos guia (guidelines). São ainda divulgadas notícias e informações sobre a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e o impacto das suas iniciativas na comunidade médica, na sociedade e no país.

A Revista está disponível em: https://revista.spmi.pt/index.php/rpmi

Os artigos de cada edição são disponibilizados no Facebook e Linkedin:

https://www.facebook.com/revistamedicinainterna.spmi

https://www.linkedin.com/company/revista-medicina-interna/

 

 

 

As MPS são doenças de sobrecarga, multissistémicas e progressivas
A Secção das Doenças Hereditárias do Metabolismo da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SDHM-SPP) e o Instituto Nacional de...

O projeto FIND, que resulta de uma parceria entre a Secção de Doenças Hereditárias do Metabolismo da Sociedade Portuguesa de Pediatria e a Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética do Departamento de Genética Humana do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) , pretende alertar os profissionais de saúde para sinais e sintomas de risco, através da disponibilização de um kit de diagnóstico gratuito que permite a identificação e caraterização de casos sintomáticos de MPS em idade pediátrica. O diagnóstico é efetuado através da determinação enzimática em sangue colhido em cartão (apenas uma pequena quantidade de sangue é necessária para a análise, semelhante ao “teste do pezinho”), sendo possível a identificação da enzima que está deficiente. O projeto FIND, com o seu website, pretende oferecer mais um meio de contacto aos profissionais de saúde para solicitação deste kit de diagnóstico, que é gratuito e fácil de usar, que até então só era possível de obter através do seguinte email: [email protected] .

“A maioria das crianças com MPS não apresenta sintomas ao nascimento e o fenótipo, ou seja, as características morfológicas, fisiológicas e até mesmo comportamentais da criança, agravam e progridem com o tempo. As MPS são causadas por deficiências enzimáticas que conduzem a uma acumulação de metabolitos não degradados, os chamados glicosaminoglicanos (GAG), no interior de um compartimento celular designado lisossoma. Por isso, o diagnóstico atempado deste tipo de doenças, é essencial para modificar a sua evolução e podermos acompanhar a criança e a sua família, proporcionando também aconselhamento genético”, diz Laura Vilarinho, coordenadora da Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

“Com mais esta ferramenta - https://www.projetofind.pt – pretendemos incentivar cada vez mais os profissionais de saúde, especialmente os pediatras, pois são eles que têm o contacto mais direto com crianças nos primeiros anos de vida, a contribuir para a identificação e caraterização de casos sintomáticos de MPS em idade pediátrica, de forma a conduzi-los o mais atempadamente possível para o seu tratamento específico, tendo em vista o aumento da qualidade de vida destas crianças. Estamos a falar de um grupo de doenças raras, genéticas, pois as MPS englobam 11 patologias, mas apenas cinco têm tratamento específico aprovado e, a eficácia deste tratamento, depende muito do diagnóstico precoce, que é bastante difícil e, por vezes, ignorado. Por isso, é importante sensibilizar os profissionais de saúde para a importância do diagnóstico precoce e atempado”, refere Paula Garcia, Presidente da Secção de Doenças Hereditárias do Metabolismo da Sociedade Portuguesa de Pediatria.

Apesar de serem doenças que não têm cura definitiva, com o diagnóstico e o acompanhamento precoce adequado, a melhoria da qualidade de vida dos doentes e das suas famílias é notória.

Perante uma suspeita de MPS, o profissional de saúde, para além do mail [email protected], pode agora solicitar o envio do Kit de diagnóstico gratuito através do website https://www.projetofind.pt .

 

Síndrome do Intestino Irritável (SII)
A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é uma condição crónica do tubo digestivo que afeta mais de 1

Apesar da sua prevalência, afetando mais de 10% dos portugueses, e sintomas por vezes debilitantes, esta é uma patologia que continua desconhecida e desvalorizada por parte da população e até de quem sofre com a mesma, visto que as estimativas indicam que apenas 15% dos indivíduos que sofrem com sintomas de SII procura ajuda médica para avaliação, diagnóstico e tratamento.

Para fazer face a este problema, a Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia (SPG), tem como objetivo criar e instituir o Dia Mundial da Síndrome do Intestino Irritável, razão pela qual criou a petição online que pode ser assinada aqui. O objetivo desta proposta é dar (re)conhecimento a esta patologia, aumentando a literacia em saúde nessa área e, também, apoiando todos os doentes que veem o seu dia a dia condicionado pelos sintomas da SII, frequentemente descredibilizados por familiares, amigos e sociedade.

O facto de esta ser uma patologia desconhecida pela maioria da população levanta dois problemas distintos. Se por um lado há doentes que não reconhecem a SII e que, por essa razão, não procuram uma explicação para os seus sintomas, outros não o fazem por medo ou vergonha de falar desses mesmos sintomas, quer com o médico, quer com as pessoas que os rodeiam.

A ausência frequente de uma explicação clara para os sintomas acarreta um impacto significativo nos doentes, que pode ser observado em várias perspetivas. Podemos falar, primeiramente, do impacto físico, visto estimar-se que os sintomas afetam os doentes em média cerca de 8 dias por mês, provocando alterações constantes nas suas rotinas. O impacto psicológico e social é outra dimensão importante da SII, visto que pode provocar estados de stress mais elevado – mesmo durante o diagnóstico, devido à incerteza que os sintomas possam estar associados a doenças mais graves – e promover situações de isolamento, muitas das vezes na tentativa de esconder os sintomas. Também o impacto económico para o doente e para a comunidade deve ser mencionado, associado a despesas com consultas médicas frequentes, investigação clínica e testes de diagnóstico repetidos. Adicionalmente existem as despesas associadas a tratamentos prescritos ou e à diminuição da produtividade e necessidade de absentismo laboral.

Por todos os motivos acima citados, torna-se evidente o impacto da SII nas diversas esferas da vida de mais de um milhão de portugueses, pelo que é fundamental fazer mais por eles. O seu apoio é importante: pode conhecer melhor a SII no website vamosfalardesii.pt e na página de Instagram e assinar a petição para instituir o Dia Nacional da Síndrome do Intestino Irritável em Petição Pública.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Nova Diretora Geral
A STADA nomeou Ana Ferreira como Diretora Geral da STADA Portugal a partir de 11 de Abril de 2022. Ana, a mais recentemente...

Com quase 20 anos de experiência na indústria farmacêutica, particularmente nos setores dos Genéricos, Consumer Healthcare e Especialidades Farmacêuticas que formam os três segmentos estratégicos de produtos da STADA.

Ana iniciou a sua carreira em 2003 na Generis, como delegada de informação médica onde viria a desenvolver o percurso profissional, torando-se diretora comercial em 2016.

Como coordenadora da comissão técnica de farmacoeconomia no seio da associação portuguesa de medicamentos genéricos e biosimilares, a Apogen, Ana dá também um importante contributo para destacar o enorme benefício que a indústria de medicamentos sem patente traz para a sustentabilidade dos sistemas de saúde em Portugal e em toda a Europa.

"A liderança pragmática e aberta de Ana trará uma nova perspetiva à equipa e acelerará a nossa jornada de crescimento no mercado português", insistiu Rudolf Bär, responsável pelos Mercados Europeus de Média Dimensão da STADA. " A sua ampla experiência em Genéricos, Consumer Healthcare e Especialidades Farmacêuticas faz com que Ana esteja numa posição ideal para reforçar a oferta da STADA Portugal aos doentes, farmacêuticos e médicos".

Com base na extensa gama de medicamentos genéricos comercializados sob a marca Ciclum, a STADA Portugal tem vindo progressivamente a construir também o seu portfólio de produtos na área do Consumer Healthcare nos últimos anos. Por exemplo, a aquisição da marca Mitosyl à Sanofi no ano passado complementou o portfólio já existente da empresa, que inclui Mebocaina, Nizoral e Hirudoid, um bem como Flexital, Grippostad, Hedrin e Venoruton. Desta forma, a STADA Portugal está a tornar-se cada vez mais um importante fornecedor de marcas altamente atrativas na área do Consumer Healthcare para as farmácias e parafarmácias em Portugal.

18 de maio
A ADIFA – Associação de Distribuidores Farmacêuticos assinala o seu 5º aniversário no dia 18 de maio, com um evento dedicado ao...

A sessão de abertura será conduzida por Nuno Flora, Presidente da ADIFA, e Marta Temido, Ministra da Saúde, seguindo-se a apresentação do estudo “Distribuição Farmacêutica: oportunidades estratégicas para a transição para uma economia verde”, desenvolvido pela consultora KPMG.

Posteriormente, será promovido um debate, moderado por Patrícia Carvalho, jornalista da SIC, e que contará com a participação de António Saraiva, Presidente CIP – Confederação Empresarial de Portugal, Hélder Mesquita, Diretor da ADIFA, Helder Mota Filipe, Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF), Manuel Pizarro, Eurodeputado, e Nuno Lacasta, Presidente da APA - Agência Portuguesa do Ambiente.

A sessão de encerramento ficará a cargo de Martin FitzGerald, Deputy Director General GIRP –European Healthcare Distribution Association.

O evento tem como objetivo abordar o papel fundamental da ADIFA, enquanto representante do setor de distribuição farmacêutica de serviço completo, no apoio à transição ecológica dos seus associados que garanta a sua competitividade e crescimento sustentado.

Os principais impactos ambientais atribuídos aos distribuidores farmacêuticos de serviço completo, a identificação de oportunidades e instrumentos disponíveis para capacitar o financiamento da transição verde do setor, e a definição de oportunidades estratégicas para a descarbonização do setor serão algumas das temáticas trazidas a discussão.

A ADIFA convida todos os meios de comunicação social interessados a acompanhar este evento:

AGENDA

17h00 | Receção de convidados

17h30 | Sessão de Abertura

Nuno Flora, Presidente da Direção da ADIFA

Marta Temido, S.E. Ministra da Saúde*

18h00 | Distribuição Farmacêutica: oportunidades estratégicas para a transição para uma economia verde

Apresentação: Pedro Silva, Director Corporate, Management Consulting KPMG

Painel de Debate

Moderado por Patrícia Carvalho, Jornalista SIC

• António Saraiva, Presidente CIP – Confederação Empresarial de Portugal

• Hélder Mesquita, Diretor ADIFA

• Helder Mota Filipe, Bastonário Ordem dos Farmacêuticos

• Manuel Pizarro, Eurodeputado

• Nuno Lacasta, Presidente Agência Portuguesa do Ambiente (APA)*

19h15 | Sessão de Encerramento

Martin FitzGerald, Deputy Director General GIRP – European Healthcare Distribution Association

António Costa Silva, S.E. Ministro da Economia e do Mar*

19h30 | Porto de Honra

2ª Edição do Barómetro da Saúde Digital
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) e a Glintt, numa parceria científica com a Escola Nacional de...

Depois da 1ª edição realizada em 2019, exclusivamente dedicada à Telessaúde e à Inteligência Artificial (IA), a 2ª Edição do Barómetro é também dedicada à Saúde Digital, dividindo-se em três secções: Telessaúde; IA e Saúde Digital. A Sessão teve lugar hoje às 14 horas em Sesimbra, no Hotel Sana, e fez parte da agenda da 10ª Conferência de Valor da APAH dedicada ao tema “Nova Governação em Saúde”.

Alexandre Lourenço, presidente da APAH adianta que a 2ª Edição do Barómetro “foi focada na evolução da adoção da saúde digital, telessaúde e da inteligência artificial no Sistema de Saúde nos últimos dois anos, com base nas práticas e perspetivas de 38 instituições de Saúde no país, reportadas pelos seus líderes. Salienta-se o impacto positivo que a pandemia promoveu de forma generalizada na adoção de novas tecnologias e práticas, em particular no que toca a meios telemáticos e à saúde digital, como um todo. Esta mudança que urge promover e consolidar no contexto da prestação de cuidados em Portugal, tem neste barómetro uma importante ferramenta de monitorização e evolução do modelo de governação da Saúde Digital”.

Filipa Fixe, executive board member da Glintt, é da opinião que “existe uma clara perceção da importância da adoção da Telessaúde e da Inteligência Artificial no Sistema Nacional de Saúde. Este ponto foi salientado na 1ª Edição do Barómetro e a 2ª Edição reforça esta mesma realidade”.

A transformação digital a que todos assistimos na área de saúde é o resultado do impacto positivo da tecnologia nesta área e Filipa Fixe aponta o porquê: “os telecuidados, os dispositivos médicos, a inteligência artificial, o 5G, o reconhecimento da voz ou a Gamificação são apenas alguns exemplos da transformação digital na área de saúde que estão a remodelar a forma como interagimos com os profissionais de saúde, como os nossos dados em saúde são partilhados e transformados em conhecimento ou, simplesmente, como é que as decisões são tomadas relativamente aos nossos planos de gestão e resultados de saúde”.

A 2ª Edição do Barómetro da Saúde Digital contou com uma amostra de 286 respostas ao questionário, das quais 64 respostas são de líderes de instituições (de Saúde), sendo que 47% do universo dos hospitais do SNS participaram no barómetro.

84% das instituições têm pelo menos um projeto implementado na área da Telessaúde

Segundo o estudo os Hospitais e, em particular os de menor dimensão são as instituições que têm implementadas mais áreas de Telessaúde (7/>500 camas) seguidas dos Hospitais (>500 camas), ACES e ULS (6). Destes, 97,7% realizaram teleconsultas e 70% têm projetos implementados de Telemonitorização, seguido do Telediagnóstico (44%).

No que diz respeito à preferência sobre as plataformas utilizadas, o Barómetro revela que as plataformas informais são a solução mais utilizada para realização de teleconsultas (71,4%), seguida da RSE live (54,8%). No entanto, nos ACES a plataforma mais utilizada é a RSE live (60%).

Estes e outros resultados foram apresentados pela ENSP, pela Professora da Escola e Coordenadora do Grupo de trabalho para a Gestão da Informação em Saúde da APAH, Teresa Magalhães; Miguel

Cabral, Médico e coordenador da área de Saúde Digital; Patrícia Ferreira, Consultora em Saúde Pública, e Joana China, Médica e Scientific Researcher.

A mesa-redonda foi o palco de discussão dos resultados e contou com a presença de Ana Sampaio, Presidente APDI - Associação Portuguesa Doença Inflamatória; Filipa Fixe, Executive Board Member da Glintt; Luis Goes Pinheiro, Board Member dos SPMS e Secretário de Estado Adjunto e da Modernização Administrativa; Óscar Gaspar, Presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, e Rosa Matos, Presidente do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central. A moderação de todo o evento ficou a par de Catarina Baptista, Vogal da APAH e Board Member do Hospital Cruz Vermelha Portuguesa.

A importância de medir e controlar a HTA
Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) realiza na próxima terça-feira, dia 17 de maio, uma ação de prevenção através de...

Este rastreio insere-se na Semana da Hipertensão (16 a 23 de maio), uma iniciativa que a SPH organiza pelo 3º ano consecutivo com o objetivo de sensibilizar os portugueses para esta doença, alertando-os para a importância de medir e controlar a hipertensão arterial (HTA).  

Incentivar os doentes a ir ao médico e motivar a adesão à terapêutica são também outros dos objetivos da Semana da Hipertensão. O contexto pandémico afastou os doentes dos médicos, por isso a SPH considera prioritário o regresso às consultas regulares para garantir o controlo dos valores da pressão arterial, revertendo o efeito da pandemia. 

Conhecida como a “doença silenciosa”, em Portugal, a HTA afeta cerca de 42% da população. Não tem sintomas e está ligada a doenças cardiovasculares graves, com taxas de mortalidade ou incapacidade elevadas. Apesar de quase 75% dos hipertensos portugueses estar sob medicação, o controlo chega a pouco mais de 40%, e grande parte falha pela falta de adesão à terapêutica.  

 

 

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