Tumores benignos do fígado

Hemangioma hepático

Atualizado: 
25/06/2014 - 15:07
Os hemangiomas são os tumores benignos do fígado mais comuns, geralmente encontrados em mulheres jovens.
Hemangioma hepático

Os hemangiomas são pequenos tumores benignos formados por vasos sanguíneos enovelados. Surgem durante a formação do embrião, antes do nascimento, podendo ocorrer em diversos órgãos, entre os quais a pele e o fígado. As manchas de nascimento vermelhas são normalmente causadas por hemangiomas na pele.

Habitualmente, o hemangioma permanece inalterado após o nascimento, podendo crescer mas raramente causa algum sintoma, principalmente quando está localizado no fígado.

Os hemangiomas são os tumores benignos do fígado mais comuns, geralmente encontrados em mulheres jovens (pelas ecografias ginecológicas de rotina). Acometem de 0,4 a 7% de toda a população e são múltiplos (mais de um) em 70% dos casos. As lesões são, normalmente, pequenas, mas em 10% dos casos podem ultrapassar 5 cm de diâmetro, sendo designados de gigantes.

Com frequência o diagnóstico é feito por acaso, aquando a realização de uma ecografia, tomografia ou ressonância, por outro motivo.

Sintomas
O habitual é que os hemangiomas não provoquem sintomas. No entanto, mesmo quando surgem - dor abdominal, enfartamento após as refeições, febre, náuseas e vómitos – o doente tem outra doença qualquer e o hemangioma é descoberto por acaso.

Porém se o hemangioma for muito grande (alguns chegam a ocupar quase todo o fígado), há o risco de que se rompa (após trauma, é raro que se rompa sozinho), provocando hemorragia interna ou formando coágulos no seu interior, provocando facilmente hemorragias em outros órgãos (síndrome de Kasabach-Merrit). Mas, mesmo nos hemangiomas gigantes, os sintomas são raros sendo o mais comum a pressão sobre outras estruturas como o estômago, causando saciedade precoce.

Tratamento
De uma maneira geral não é necessário nenhum tratamento, apenas observação clínica através de exames (geralmente uma ecografia anual ou a cada dois anos é suficiente).

Contudo, nos hemangiomas que necessitem de tratamento, as principais opções terapêuticas são: ressecção cirúrgica, transplante hepático, ligadura da artéria hepática, embolização, radioterapia e corticoterapia. A escolha do tratamento dependerá de particularidades de cada caso e da experiência e possibilidades do serviço.

As principais indicações de tratamento são: sintomas, dúvida diagnóstica (em relação a tumores malignos), lesões superficiais maiores que 6cm (pelo risco de rompimento), anemia hiperproliferativa e síndrome de Kasabach-Merrit (pelo consumo de hemácias, plaquetas e factores de coagulação no interior do hemangioma), ruptura e crescimento rápido. O tamanho do hemangioma, em si, não é indicação de tratamento.

O prognóstico do hemangioma é bom já que a maioria dos casos é descoberto ao acaso e a pessoa permanece assintomática durante toda a vida. Apenas uma minoria necessita de tratamento, que geralmente é cirúrgico e com mortalidade quase zero. Os hemangiomas muito grandes podem ser tratados com embolização (obstruindo-se a artéria que leva sangue para ele) com graus variados de sucesso, mas com raras complicações.

Fonte: 
hepcentro.com.br
Nota: 
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