Direcção-Geral do Consumidor alerta
A Direcção-Geral do Consumidor, enquanto entidade pública competente para assegurar a protecção dos direitos e interesses dos...

Estas alegações são invocadas para certos produtos referindo a existência de uma relação benéfica entre determinado alimento, categoria de alimentos ou um dos seus constituintes e a saúde humana, surgindo frequentemente em publicidade a produtos de emagrecimento, a produtos que prometem baixar o colesterol ou aumentar os níveis de cálcio ou reforçar o sistema imunitário, entre outros.

No exercício da competência de fiscalização que lhe está atribuída em matéria de publicidade, a Direcção-Geral do Consumidor detectou mensagens publicitárias que contêm:

  • Afirmações que atribuem determinados efeitos a produtos ou alimentos que não se encontram validadas do ponto de vista científico;
  • Omissão de informações essenciais sobre possíveis efeitos de determinados produtos ou alimentos na saúde;
  • Testemunhos de consumidores que afirmam ter ingerido determinado produto e obtido determinados resultados, recorrendo-se por vezes à imagem de figuras públicas, sem que a veracidade desses testemunhos seja comprovada;
  • Utilização de afirmações proibidas pela lei, relativas à perda de peso e emagrecimento rápido, que podem acarretar graves problemas para a saúde.

 

A Direcção-Geral do Consumidor alerta os consumidores para a necessidade de terem atenção às mensagens publicitárias que utilizam alegações de saúde. Em caso de dúvida e antes da compra, deverão informar-se sobre eventuais condicionantes, restrições e efeitos associados a esses produtos ou alimentos.

A Direcção-Geral do Consumidor informa que dirigiu uma recomendação nesta matéria aos operadores económicos e que adoptará as medidas necessárias para fazer cessar as práticas abusivas que sejam identificadas neste domínio, no exercício das suas competências sancionatórias em matéria de publicidade.

Consulte o documento "Recomendação aos agentes económicos relativa à utilização de alegações de saúde na publicidade" aqui.

 

Direcção-Geral da Saúde explica:
A notícia de que um médico norte-americano se conseguiu curar do vírus Ébola com a terapêutica experimental que está a ser...

“Não podemos concluir que esta nova subsistência contribui para a cura, porque há ainda um trabalho a ser desenvolvido em termos científicos”, explica à Renascença a médica da Direcção Geral da Saúde Paula Vasconcelos.

“Enquanto os ensaios clínicos controlados não forem feitos, não conseguimos distinguir cientificamente qual o papel que tiveram estes dois tratamentos experimentais”, precisa.

Paula Vasconcelos lembra que também um missionário espanhol tinha sido tratado com esta terapêutica experimental, mas acabou por morrer, pelo que há ainda muito caminho a percorrer na procura da cura desta doença.

O médico Kent Brantly esteve três semanas em isolamento num hospital em Atlanta, nos Estados Unidos, tendo recebido alta na quinta-feira, depois de ter sido submetido à terapêutica experimental.

O médico, de 33 anos, contraiu o vírus quando prestava assistência a doentes na Libéria, um dos países que mais tem sofrido com esta epidemia. A terapêutica experimental salvou-lhe a vida e, neste caso, pode mesmo falar-se em cura.

“Pode dizer-se que este paciente está curado da infecção pelo vírus Ébola, porque já não tem qualquer sintoma da fase aguda, uma vez que passou o período de recuperação de sintomas, independentemente dos cuidados e tratamentos que fez”, afirmou Paula Vasconcelos.

A missionária Nancy Writebol foi igualmente tratada com o medicamento experimental e também já recebeu alta.

O surto de Ébola já matou 1.350 pessoas segundo a última actualização da Organização Mundial de Saúde.

 

Eurobarómetro divulga:
Portugal é o segundo país europeu onde mais jovens consideram fácil arranjar heroína em 24 horas.

Os jovens portugueses estão a consumir menos drogas que em 2011 mas estão entre os que consideram mais fácil arranjar algumas substâncias como heroína e as chamadas drogas legais, que até ao ano passado eram vendidas sem controlo nas smart-shops. Um eurobarómetro revela que Portugal é o segundo país onde mais jovens consideram ser fácil arranjar heroína no espaço de 24 horas, escreve a versão digital do jornal i. Apesar de a maioria achar que é difícil, quatro em cada dez são desta opinião (24%) e só na Alemanha existe um maior sentido de que é fácil obter esta droga em tão curto espaço de tempo, com 30% dos inquiridos a dizerem que o fariam sem dificuldade.

No campo das drogas legais, Portugal surge como o país em que menos jovens consideram ser impossível obtê-las num prazo tão curto: apenas 8% consideram isso pouco provável contra uma média de 20% a nível europeu. Quatro em cada dez acham fácil arranjar estas drogas contra uma média de 25%.

O eurobarómetro procurou avaliar a percepção dos jovens entre 25 e 34 anos em relação ao consumo de drogas. Em comparação com o mesmo inquérito feito em 2011, os respondentes parecem mais sensibilizados em relação aos perigos e mais receptivos a medidas que proíbam ou restrinjam os consumos, mesmo no que toca ao tabaco e ao álcool.

O inquérito da Comissão Europeia destaca que Portugal surge em contracorrente, com diminuição nos consumos de cannabis. A tendência verifica-se também no Reino Unido, na Bélgica, na República Checa e na Holanda, com uma diminuição de 5 pontos percentuais da declaração de consumos nos últimos 30 dias. Em Portugal, 84% dos jovens dizem nunca ter experimentado cannabis, acima da média europeia de 69%, e o país surge entre aqueles onde há mais jovens favoráveis à sua proibição (66%). Já 7% admitiram ter experimentado as chamadas “drogas legais” e só 38% entendem que deviam ser proibidas, o que em Portugal já acontece.

 

Estudo revela
Um novo estudo sugere que afinal não foram os europeus que levaram primeiro a tuberculose para a América, no século XV. A...

Os testes genéticos realizados neste estudo revelam que, apesar dos europeus terem levado com eles uma onda mortal de doenças aquando da descoberta do Novo Mundo, não foram provavelmente os responsáveis pela introdução da tuberculose naquele local, escreve o Diário de Notícias Online. A pesquisa publicada no jornal Nature, aponta agora essa culpa às focas...

Johannes Krause, da Universidade de Tuebingen, na Alemanha, confessou que “foi definitivamente uma grande surpresa”, quando encontraram vestígios de tuberculose em três esqueletos encontrados no Peru. As ossadas têm cerca de mil anos e são anteriores à chegada dos europeus, ocorrida há mais de 500 anos.

Mais tarde, o grupo de cientistas descobriu que o tipo de bactéria presente nos esqueletos peruanos era muito semelhante ao encontrado em focas e leões marinhos actualmente. Krause acredita que os mamíferos marinhos apanharam a doença na África, onde a tuberculose foi originada, e, em seguida, levaram-na para a América através do oceano, espalhando-a pelos nativos que caçavam focas e que provavelmente comeram carne contaminada.

“As focas foram um importante factor económico. Foram caçadas, as suas peles, a sua carne e o seu óleo foram utilizados. Foram realmente um animal muito importante lá”, explica o investigador responsável pelo estudo.

Porém, os primeiros europeus terão levado outra estirpe mortal da tuberculose, já que a 'versão' que reside actualmente no continente americano corresponde à que surgiu na Europa.

 

O que é?
Uma alergia alimentar é uma reacção alérgica a um alimento em particular.
Mulher com náuseas e vontade de vomitar

Uma alergia é uma reacção do organismo a um componente de um determinado alimento (geralmente uma proteína), que desencadeia uma reacção exagerada do sistema imunológico – um sistema concebido para proteger o nosso corpo das doenças.

Cada pessoa pode reagir de forma inesperada a um determinado alimento em qualquer altura da vida. Nem todas as alergias são desenvolvidas na infância, algumas podem surgir na idade adulta mesmo com alimentos que já faziam parte da dieta habitual.

Embora os frutos secos sejam muitas vezes vistos como o alergénio mais comum, isto não é necessariamente verdade, já que muitas pessoas são alérgicas a certas frutas (manga, morangos, pêssego, etc.), aos produtos lácteos e aos ovos.

Sintomas da alergia alimentar

O primeiro indício de predisposição alérgica pode ser uma erupção cutânea como o eczema (dermatite atópica). A referida erupção pode ser ou não acompanhada por sintomas gastrointestinais, como diarreia, náuseas e vómitos, e pode ou não ser causada por uma alergia alimentar.

As crianças com alergias a certos alimentos provavelmente contrairão outras doenças atópicas à medida que crescem, como a asma alérgica e a rinite alérgica estacional. Contudo, nos adultos e crianças com mais de 10 anos é muito pouco provável que os alimentos sejam responsáveis pelos sintomas respiratórios, apesar das provas cutâneas (da pele) serem positivas.

Algumas pessoas sofrem reacções alérgicas muito graves, face a potentes alergénios específicos dos alimentos, em especial as nozes, os legumes, os mariscos e as sementes. Os indivíduos alérgicos a esses alimentos podem reagir violentamente ao comer uma quantidade mínima da substância em questão. Pode ficar coberto de uma erupção em todo o corpo, sentir a garganta a inflamar-se e ter dificuldades respiratórias. Uma queda repentina da tensão arterial pode causar enjoos e um colapso. Esta emergência, potencialmente mortal, recebe o nome de anafilaxia. Algumas pessoas só sofrem de anafilaxia quando efectuam exercícios físicos imediatamente depois de comer o alimento a que são alérgicas.

  • Sintomas leves: normalmente associados à pele, ao sistema respiratório ou a nível gastro-intestinal (desde erupções cutâneas; náuseas; espirros e corrimento nasal; tosse; comichão no nariz, face, orelhas, olhos e garganta; falta de ar ou respiração ofegante e problemas de sinusite).
  • Reacções graves: podem manifestar-se com tosse e sufoco repentinos, inchaço das mãos ou rosto e alastramento de vermelhidão em toda a pele. Este tipo de sintomas devem ser tratados com urgência imediata e exigirão uma abstinência futura total em relação a um determinado alimento. O choque anafilático - náuseas, inchaço, congestão nasal e hipotensão arterial - é potencialmente fatal.

Diagnóstico da alergia alimentar

Os testes cutâneos permitem, em alguns casos, diagnosticar uma alergia alimentar; um resultado positivo não significa necessariamente que um indivíduo seja alérgico a um alimento em particular, porém um resultado negativo assinala que é improvável que seja sensível ao referido alimento.

Depois de um resultado positivo num teste cutâneo, o alergologista pode necessitar de fazer uma prova oral para chegar ao diagnóstico definitivo. Numa prova de provocação oral, o alimento suspeito é escondido noutra substância, como o leite ou a compota de maçã, e o doente ingere-a. Se não surgirem sintomas, a pessoa não é alérgica àquele alimento. Os melhores testes são as provas “cegas”, ou seja, o alimento em questão está efectivamente misturado com outra substância, mas por vezes não está.

Por outro lado, uma dieta de eliminação pode ajudar a identificar a causa de uma alergia. A pessoa deixa de ingerir os alimentos que presumivelmente estão a provocar os sintomas. Mais tarde começam a introduzir-se na dieta um a um. O médico pode sugerir a dieta com a qual se deverá começar, que terá de ser rigidamente cumprida e só deverá conter produtos puros.

Nesta fase não é aconselhável comer em restaurantes, pois a pessoa (e o médico) deve conhecer cada ingrediente de todos os pratos que comer.

Tratamento da alergia alimentar

Não existe outro tratamento específico para as alergias alimentares senão deixar de ingerir os alimentos que as desencadeiam. Os indivíduos gravemente alérgicos que sofrem erupções, edema (urticária) dos lábios e da garganta e que podem mesmo não conseguir respirar, devem tomar a precaução de evitar os alimentos que os afectam.

Os anti-histamínicos revelam-se pouco práticos como terapia de prevenção, mas podem ser benéficos em reacções gerais agudas com urticária e na urticária gigante (angioedema).

Alimentos que com mais frequência causam alergia:

  • Leite
  • Ovos
  • Marisco
  • Nozes
  • Trigo
  • Amendoins
  • Soja
  • Chocolate

Diferença entre alergia alimentar e intolerância alimentar

A intolerância alimentar é uma doença muito comum e não deve ser confundida com uma reacção alérgica, porém constitui um efeito indesejável causado pela ingestão de um determinado alimento. As alergias e a intolerância alimentar costumam ser bastante óbvias, apesar de nem sempre ser fácil distinguir os sintomas.

São muitas as pessoas que não podem tolerar certos alimentos, por motivos vários que não são a alergia: podem, por exemplo, não possuir a enzima necessária para os digerir – por exemplo a doença celíaca, cujos doentes apresentam intolerância ao glúten.

Ou seja, se o sistema digestivo não puder tolerar certos alimentos, o resultado pode ser uma perturbação gastrointestinal, gases, náuseas, diarreia ou outros problemas, sintomas que, em geral, as reacções alérgicas não são responsáveis por este conjunto de sintomas.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Qual é a diferença?
Muitas pessoas confundem alergia alimentar com intolerância alimentar.
Talheres e prato com símbolo de perigo de morte

As alergias e intolerâncias alimentares produzem sintomas semelhantes, mas envolvem mecanismos diferentes. Há por isso muita tendência em confundir uma coisa com a outra, mas enquanto as alergias aos alimentos envolvem reacções imunológicas; as intolerâncias aos alimentos envolvem vários mecanismos não imunológicos diferentes, alguns dos quais não são completamente compreendidos.

Alergia alimentar

A alergia alimentar ocorre quando o sistema imunitário (defesas do organismo) acredita que uma substância alimentar inofensiva para o organismo, é perigosa, e reage libertando histamina e outras substâncias para "combater” o "intruso”. Assim, no instante em que o indivíduo ingere o alimento, o sistema imunitário começa a "defender" o corpo e a libertar substâncias químicas que causam os vários sintomas de alergia - dor abdominal, vómitos, diarreia, urticária, asma, tosse, etc. - e que podem afectar o sistema respiratório, o sistema digestivo, a pele e/ou o sistema cardiovascular. Em casos sérios, essa reacção pode levar a uma queda rápida da pressão arterial e a uma reacção dramática, potencialmente fatal, conhecida como choque anafilático, que pode interferir na capacidade da pessoa respirar.

A maioria dos alimentos pode desencadear uma resposta alérgica, mas a preparação e confecção e a acção do ácido digestivo e das enzimas destroem este potencial. Os alimentos frequentemente envolvidos na alergia alimentar são os que possuem alto teor de proteína, principalmente os de origem vegetal e marinha. Entre os principais alimentos que apresentaram reacções alérgicas encontram-se o milho, o arroz, o centeio, as nozes, o camarão, os mariscos, o peru, a carne de porco e bovina, a banana, a abóbora e a batata.

Apesar de poder afectar qualquer pessoa, sabe-se que o maior número de casos está presente na fase da amamentação, seguida pela infância e depois nos adultos. Os principais factores relacionados com a alergia alimentar são a hereditariedade, a exposição aos alimentos que provocam alergia e a permeabilidade gastrointestinal, embora os factores ambientais possam acentuar os sintomas da alergia.

Intolerância alimentar

Na intolerância alimentar ocorrem reacções adversas ocasionadas pelos alimentos, mas que não envolve o sistema imunitário. Embora não sejam conhecidos todos os mecanismos envolvidos na intolerância alimentar, a intolerância mais comum é a do leite e é provocada pela falta da enzima lactase responsável pela digestão do açúcar presente no leite (lactose). Apesar de apresentarem causas distintas, os sintomas presentes na intolerância alimentar são os semelhantes ao da alergia alimentar e, por isso, muitas vezes se confunde intolerância com alergia.

Entre as substâncias relacionadas com intolerância estão os conservantes, os intensificadores de sabor, os corantes, os antioxidantes e a ausência de enzimas.

As principais reacções da intolerância alimentar incluem:

- Libertação não alérgica de histamina - Os mariscos e os morangos causam esta reacção em alguns indivíduos, que geralmente desenvolvem erupções cutâneas.
- Defeitos nas enzimas - Indivíduos com uma deficiência de lactase, por exemplo, não podem digerir o açúcar do leite, lactose. Devem, portanto, excluir este alimento, bem como todos os que contenham lactase, da sua dieta alimentar.
- Reacções farmacológicas - Estas ocorrem em resposta a componentes alimentares, como as aminas. As aminas são encontradas em alimentos que contêm nitrogénio, por exemplo, aminoácidos em alimentos como chá, café, bebidas de cola e chocolate. Os efeitos podem ser desencadeados por pequenas quantidades do alimento e incluem enxaqueca, tremores, sudorese e palpitações.
- Efeitos irritantes - Alimentos como o caril podem irritar o intestino. O glutamato monossódico (sal sódico do ácido glutâmico, um aminoácido presente em todas as proteínas animais e vegetais) pode causar uma doença conhecida como a síndrome do restaurante chinês, que resulta em dor no peito, palpitações e fraqueza.

Diagnóstico de alergia ou intolerânica alimentar

Para o diagnóstico de alergia e/ou intolerância alimentar deve ser feito o levantamento da história familiar, descrição dos sintomas e o tempo decorrido a partir da ingestão do alimento, lista dos alimentos suspeitos e a quantificação do alimento para o aparecimento dos sintomas, para além de exames físicos e testes bioquímicos e imunológicos.

Existem, actualmente técnicas (biorressonância/biofeedback) que vieram revolucionar a forma de diagnosticar as intolerâncias alimentares. Trata-se de um processo não invasivo, indolor e com um simples toque nas extremidades dos polegares, o aparelho envia um estímulo ao organismo, gerando impulsos nervosos e tendo como resposta uma frequência. O equipamento analisa o nível de compatibilidade do organismo com os alimentos, identificando no final as tolerâncias e intolerâncias aos mesmos. No final, recebe um relatório com a identificação dos alimentos nos respectivos grupos e a indicação dos alimentos que deve evitar, daqueles que deve ingerir de forma moderada e daqueles que deve manter e/ou reforçar na sua dieta alimentar.

Também o diagnóstico da alergia alimentar pode ser feito através da sua história médica, mas muitas vezes a opção é a realização de testes de diagnóstico:

Teste cutâneo prick test - para a detecção de alergias este é o mais comum porque é barato, fácil de fazer e geralmente confiável. É realizado com uma punção na pele com uma solução do alimento suspeito. O teste positivo vai dar uma reacção semelhante a um pequeno solavanco. A desvantagem deste teste é que ele é desconfortável e para crianças com eczema ou outras doenças da pele, os resultados podem ser difíceis de interpretar. Em crianças com alergias graves, até mesmo uma pequena quantidade de alimentos injectados na pele podem provocar reacções significativas. Outro dos problemas com os testes cutâneos é que o doente não pode tomar qualquer anti-histamínico aproximadamente duas semanas antes do teste. Para as crianças com rinite alérgica ou outras alergias fortes, pode ser impossível passar duas semanas sem tomar anti-histamínicos.

Teste RAST (radioallergosorbent) - é um exame de sangue que detecta anticorpos IgE específicos no sangue.

Provocação Oral Duplo Cego Placebo Controlado (TPODCPC) - Neste teste, habitualmente feito em ambiente clínico/hospitalar, o doente tem de ingerir cápsulas que contêm alimentos suspeitos e outros que contenham açúcar.

Prevenção e tratamento

Qualquer indivíduo com suspeita de ter uma alergia alimentar deve ser diagnosticado e tratado por um médico e um nutricionista.

O melhor tratamento da alergia e da maioria das intolerâncias alimentares é a exclusão dos alimentos causadores, ou redução da sua quantidade, na sua dieta alimentar. É, por isso, muito importante que leia os rótulos dos alimentos com o objectivo de identificar as substâncias alérgicas. No entanto, não é seguro tentar excluir alimentos suspeitos da sua dieta por conta própria, uma vez que se for necessário usar uma dieta muito restritiva, há risco de surgirem deficiências nutricionais. Isto é especialmente importante para crianças, que precisam de um suprimento adequado dos nutrientes certos para crescer normalmente e manter uma boa saúde.

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Em defesa do SNS
Os sindicatos da saúde e da função pública do Algarve cumprem hoje uma greve que abrange todos os profissionais de saúde, em...

A greve, que começou às 00:00 e tem a duração de 24 horas, é a primeira paralisação conjunta no Algarve que congregará enfermeiros, médicos e profissionais da função pública, nomeadamente pessoal administrativo e auxiliares de acção médica, segundo os representantes do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), do Sindicato dos Médicos da Zona Sul e do Sindicato da Função Pública do Sul.

Fontes do SEP e do Sindicato da Função Pública do Sul disseram à Lusa que esperam contar com uma forte adesão por parte dos profissionais de saúde do Algarve, mas apelaram também à participação da população algarvia na Tribuna Pública que as estruturas sindicais marcaram para as 17:00, em frente à sede da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve.

Nuno Manjua, coordenador do SEP do Algarve, apelou à mobilização de todos os cidadãos na tribuna pública, sublinhando que o objectivo dos sindicatos é fazer da concentração um momento regional em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no Algarve.

De acordo com Margarida Agostinho, do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, há muitos clínicos a abandonar os serviços por reforma ou reforma antecipada, devido às más condições de trabalho, que se traduzem sobretudo na falta de pessoal e de material e tornam difícil manter as pessoas a trabalhar.

“Os médicos estão a sair por reformas, estão a pôr reformas antecipadas nos hospitais e nos centros de saúde, porque realmente as condições de trabalho deterioraram-se muito”, afirmou Margarida Agostinho, questionando as vantagens da criação do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) e da consequente fusão dos três hospitais da região – Faro, Portimão e Lagos - no verão passado.

Rosa Franco, do Sindicato da Função Pública do Sul, chamou a atenção para o importante papel desempenhado nas unidades de saúde pelo pessoal administrativo e auxiliar e apontou inúmeras falhas nos serviços, desde a recolha do lixo a profissionais obrigados a fazer escalas de 16 horas.

“As instituições de saúde não funcionam sem os auxiliares, principalmente porque fazem parte da equipa multidisciplinar de saúde e sem os auxiliares não há serviço nenhum que funcione”, sublinhou.

 

Quase 90 % dos enfermeiros do Hospital de Faro aderem à greve

A adesão à greve de hoje dos profissionais de saúde no Algarve, ronda no caso dos enfermeiros os 87% no Hospital de Faro e os 86% no de Portimão, disse fonte do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

De acordo com Guadalupe Simões, no turno da noite, que teve início às 00:00 e que terminou às 08:00, houve uma adesão de 87% no Hospital de Faro e no de Portimão 86%. “A perspectiva para o turno da manhã é que esta adesão se mantenha e nos centros de saúde o impacto seja bastante apreciável”, explicou a responsável do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, acrescentando que os números da adesão são um “bom indicador”.

Os sindicatos da saúde e da função pública do Algarve cumprem hoje uma greve que abrange todos os profissionais de saúde, em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região.

 

Médicos afectos à FNAM sem pré-aviso de greve

Os médicos afectos à FNAM não estão a participar na greve dos profissionais de saúde no Algarve, que decorre durante as 24 horas de hoje, uma vez que o pré-aviso não foi entregue “atempadamente”, disse à Lusa fonte sindical.

De acordo com Margarida Agostinho, representante do Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS), não foi possível colocar “atempadamente” o pré-aviso de greve, situação que foi transmitida aos médicos afectos à estrutura da Federação Nacional dos Médicos.

“Posteriormente colocou-se a hipótese do pré-aviso do Sindicato da Função Publica, como era geral para o Algarve, poder dar cabimento à participação dos médicos na greve, mas como a leitura não era linear, nada garantia que as administrações do hospital e Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve aceitassem essa leitura, pelo que os nossos sócios foram informados da situação”, disse à Lusa Margarida Agostinho.

De acordo com a mesma responsável os médicos vão participar na Tribuna Publica que as estruturas sindicais agendaram para as 17:00, em frente à sede da ARS do Algarve para a qual apelaram à mobilização de todos os cidadãos, mas em relação à greve não têm pré-aviso.

 

Na República Democrática do Congo
Uma febre hemorrágica de “origem indeterminada” matou 13 pessoas no noroeste da República Democrática do Congo desde 11 de...

“Treze pessoas morreram de uma febre hemorrágica de origem indeterminada. Todas tinham febre, diarreias, vómitos e, numa fase terminal, vomitavam substâncias negras”, disse na noite de quinta-feira o ministro da Saúde da RD Congo, Félix Kabange Numbi.

Até ao momento, 80 pessoas que estiveram contacto com a doença foram admitidas no hospital, indicou o mesmo responsável, citado pela agência AFP.

 

Relatório da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças
O sector da Saúde reduziu os gastos operacionais em 51,1 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, indica o relatório...

De acordo com o documento da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, que apresenta uma visão geral sobre a evolução da situação económico-financeira e patrimonial das empresas públicas não financeiras, a Saúde impulsionou a evolução positiva do sector empresarial do Estado (o EBITDA, um indicador sobre a geração de recursos sem contar impostos, depreciações e amortizações) ao crescer 63%, passando de -140,6 milhões de euros para -52 milhões.

Destacam-se, pela melhoria de resultados os centros hospitalares de Lisboa Norte (melhoria em 22,2 milhões de euros), de Coimbra (11,1 milhões), do Porto (10,7 milhões) de São João (10,6 milhões) e de Lisboa Central (7,5 milhões).

“O incremento das vendas e serviços prestados, aliado à contenção de custos, ocorrido no sector da Saúde, explica o aumento do resultado líquido de 90,9 M€ neste sector, alcançando no final do 1.º trimestre de 2014, um total de -82,7 M€”, afirma-se no documento.

Ainda no mesmo sector destaca o relatório que houve uma “redução significativa” desde o terceiro trimestre de 2013 das dívidas aos fornecedores mas que houve também um “ligeiro acréscimo” no primeiro trimestre deste ano.

“No sector da Saúde verificou-se, igualmente, uma diminuição do volume dos pagamentos em atraso em 103,6 M€, tendo passado de 1.028,4 M€ para 924,8 M€, o que reflecte essencialmente o efeito do Programa Extraordinário de Regularização de Dívidas do Serviço Nacional de Saúde”, que permitiu regularizar valores em dívida e negociar prazos de pagamento mais favoráveis com os maiores fornecedores dos hospitais, segundo o documento.

Em termos gerais, o sector empresarial do Estado registou um resultado líquido negativo de 394,1 milhões de euros no primeiro trimestre, uma melhoria face ao prejuízo de 405,3 milhões de euros no período homólogo de 2013.

 

No primeiro semestre de 2014
O Serviço Nacional de Saúde contratou este ano 409 enfermeiros e aguarda autorização para contratar mais “um número...

De acordo com um comunicado da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), desde 2012 o Ministério da Saúde tem vindo a proceder à contratação de enfermeiros, mas há recrutamentos por concluir ainda relativos a esse ano, além das aposentações que se têm verificado.

No primeiro semestre de 2014 foram contratados 409 enfermeiros, tendo-se registado no mesmo período 368 aposentações, afirma a ACSS.

“Além dos 409 contratos já autorizados em 2014, existe actualmente a aguardar autorização do Ministério das Finanças um número significativo de novas contratações de enfermeiros, prevendo-se para sua entrada em funções no SNS para breve”.

Segundo este organismo do Ministério da Saúde, tendo em conta a passagem das 35 horas para 40 horas de trabalho semanais, ocorrida no final de 2013, “o seu efeito em termos de aumento do número de horas de enfermagem disponíveis” vai reflectir-se durante este ano.

Assim, considerando os cerca de 13 mil enfermeiros que actualmente exercem funções no SNS com contrato, “a transição para o regime das 40 horas semanais traduz um ganho de cerca de 1.300 enfermeiros” (cálculo aproximado para 80% daquele universo), considera.

A ACSS diz reconhecer o enfermeiro como um elemento central do sistema de saúde e lembra que o seu “papel tem vindo a ser reforçado nas diferentes áreas de prestação de cuidados de saúde”, de que é exemplo a recente criação da figura do Enfermeiro de Família.

“Consciente das necessidades em reforçar a capacitação do SNS em enfermeiros, têm vindo a ser abertos procedimentos concursais, a fim de dar resposta às necessidades das instituições do SNS e a proceder à substituição de enfermeiros que saem do sistema, designadamente por aposentação”, afirma.

A Ordem dos Enfermeiros (OE) tem vindo a alertar nos últimos dias para o estado de exaustão em que se encontram estes profissionais, apontando os turnos longos (por falta de enfermeiros nas instituições) e o elevado número de doentes por enfermeiro com duas das principais razões para esta situação.

O bastonário visitou na quarta-feira o Hospital de Santa Maria, onde constatou que o serviço está em ruptura iminente por falta de enfermeiros, indicando que 140 é o número de profissionais necessários só naquele hospital.

 

Algarve
O Algarve vai ter a partir de Setembro consultas de telemedicina na área da reumatologia e o Hospital de Faro vai integrar um...

A Administração Regional de Saúde do Algarve anunciou que a partir de Setembro todos os centros de saúde da região vão poder ter consultas de telemedicina na especialidade de reumatologia.

A experiência, já iniciada nos agrupamentos de centros de saúde do Barlavento e do Sotavento, vai agora ser alargada ao agrupamento de centros de saúde do centro algarvio, permitindo um acesso facilitado a quem está mais distante do hospital onde estão os especialistas.

O responsável pelo programa de telemedicina no Algarve, António Pina, disse hoje à Lusa que é “a primeira vez, a nível nacional, que um reumatologista do serviço público presta este serviço”.

Desde Novembro de 2013, quando se iniciaram aquelas consultas por videoconferência nesta especialidade, já se realizaram cerca de três dezenas de consultas, adiantou António Pina.

No ano passado, a especialidade de dermatologia realizou 765 teleconsultas no Algarve.

A reumatologista Graça Sequeira, uma das impulsionadoras do projecto explicou que “não é possível fazer uma consulta completa nos seus vários aspectos. Mas o facto de ter o médico de família com o utente, do outro lado do ecrã, favorece o diálogo e o apoio aos médicos da área da especialidade de medicina geral e familiar, nomeadamente, na orientação ao tratamento”.

Em termos de procedimentos, a Administração Regional de Saúde do Algarve esclarece que todos os centros de saúde e o Centro Hospitalar do Algarve estão equipados com sistemas de videoconferência que permitem uma ligação em tempo real entre o reumatologista que se encontra no hospital e o médico de família e os utentes que estão no Centro de Saúde.

O especialista vai estar dedicado a estas consultas duas vezes por mês, às quartas-feiras, tendo os médicos de família de fazer a marcação da consulta antecipadamente.

No Algarve, a telemedicina está a ser um recurso para as especialidades de radiologia, dermatologia e reumatologia.

 

Projecto de telemonitorização de doença pulmonar obstrutiva crónica

O Hospital de Faro está a fazer a telemonitorização de 15 doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica, um projecto-piloto a decorrer em mais quatro hospitais portugueses, disse hoje à Lusa o responsável pelo programa de telemedicina no Algarve.

“São doentes que precisam frequentemente de oxigénio, têm problemas respiratórios, entre outros, têm muitos internamentos e vão muitas vezes às urgências”, disse António Pina.

O projecto vai permitir os doentes (15 por cada um dos cinco hospitais integrados) sejam monitorizados a partir de casa, através de equipamentos médicos que fornecem vários dados relevantes que são encaminhados para as equipas de pneumologia dos hospitais participantes.

As equipas médicas dos hospitais de Faro, Viana do Castelo, Pêro da Covilhã, Portalegre/Elvas e do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra avaliam os dados sobre o estado de saúde de cada doente para perceber se precisa de internamento ou de alguma alteração no seu tratamento.

O objectivo passa pela diminuição do agravamento da situação clínica e pela redução da necessidade de internamentos, segundo o ‘site’ dos Serviço Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

O Grupo de Trabalho de Telemedicina pretende, após a avaliação bianual do projecto-piloto, propor o aumento da sua implementação e o desenvolvimento de estudos para a aplicação da telemonitorização da insuficiência cardíaca, a partir de 2015, lê-se na página digital dos SPMS.

O projecto de telemonitorização da doença pulmonar obstrutiva crónica é financiado pela Administração Central do Sistema de Saúde.

Uma reflexão crítica
Era a 3ªsemana em estágio da Especialidade. O erro na medicação aconteceu. Ainda bem que o detetei!

A minha explicação não foi eficaz? O estudante disse ter percebido e não percebeu? Tenho que rever o meu discurso? Enfim…Lidei com a situação de uma forma aberta proporcionando apoio. Promovi a reflexão.

A partir desse dia passou a questionar mais, mais segurança, mais motivação e as suas capacidades críticas foram aumentando. Uma mudança que teve origem no processo reflexivo proporcionando um caminho mais sólido para continuar a sua aprendizagem, e isto porque: “o erro foi o ponto de partida e não o ponto de chegada”.

Fiz a minha reflexão crítica. Talvez um acompanhamento mais perto, mais atento… Quando acompanhamos profissionais de saúde em estágio, entendemos que dominam melhor a área do que os estudantes do curso base. Devemos adequar as diferentes perspetivas. O conhecimento leva à singularidade porque a postura é única, e cada pessoa tem o seu ritmo de aprendizagem. Podemos distingui-los. Este é o exercício que o supervisor deve fazer em detrimento da comparação, considerando que a informação é a mesma, mas a aprendizagem não.

Neste contexto e tendo em conta que “dificilmente alguém poderá fazer sozinho” (Sá Chaves, 1997), o supervisor assume o papel de facilitador ao conduzi-lo a tomar consciência das características do seu agir, e a assumir a responsabilidade pelas decisões tomadas.

Ao longo do estágio foi-se colocando na fase de autonomia. Aqui, engloba um pensamento crítico, já justificado. Autonomia não significa deixar o estudante sozinho, mas sim, atenção, disponibilidade, presença no processo de ensino aprendizagem. E tal como refere Sá Chaves (2000), na fase de autonomia há um efeito “zoom” em que o supervisor observa, aproximando-se ou ajustando-se das situações conforme a necessidade.

Soares (2008), sublinha que Supervisão Clínica em Enfermagem é um processo formal de acompanhamento, orientação e ajuda nas situações de formação e integração, no suporte emocional e no desenvolvimento das práticas. Este acompanhamento deve ser realizado por um enfermeiro com formação específica. Os dois, o supervisor e o estudante, devem viver uma relação que os iguala na dimensão da pessoalidade antes de os diferenciar na dimensão da profissionalidade (Sá Chaves, 1997).

Para que se estabeleça a relação supervisiva é importante saber escutar, compreender, manifestar uma atitude de resposta adequada, de integrar as perspetivas do estudante, de clarificar e construir uma linguagem comum, de parafrasear, interpretar, cooperar e interrogar. (Alarcão e Tavares, 2003).

Um supervisor deverá ter perícia, experiência e aceitabilidade. Mas, também sensibilidade para se aperceber dos problemas e das suas causas, capacidade para analisar, para estabelecer uma comunicação eficaz, bons relacionamentos interpessoais, competência e responsabilidade social assente em noções bem claras sobre educação. E a educação tem como bases o aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a estar e aprender a ser.

É importante saber o que se passa com o estudante em termos emocionais. Cabe ao supervisor supervisionar as capacidades emocionais através da persistência, do treino e do exercício conducente a uma melhor inteligência emocional; isto é, a capacidade de se adaptar a novas e diferentes situações. A capacidade de gestão das emoções passa pelo reconhecimento das suas próprias emoções, saber controlá-las, utilizar o potencial existente, saber colocar-se no lugar do outro e criar relações sociais.

Com o decorrer dos anos, assistimos a diversas alterações no processo da formação. O paradigma de educação profissionalizante baseado no racionalismo técnico foi cedendo espaço a uma epistemologia da prática, que tem como ponto de referência a racionalidade crítica, competência subjacente à boa prática profissional. Hoje é o estudante o foco de atenção do processo ensino/aprendizagem. Daí que a qualidade da supervisão disponibilizada ao estudante é fundamental, no processo de construção do seu conhecimento pessoal e profissional, no desenvolvimento das capacidades crítico-reflexivas e na consolidação da identidade profissional. “Não é a prática que ensina….é a reflexão sobre a prática” (Zheichnner, 1993).

Neste contexto, enquanto supervisora, espero que a minha prestação seja sempre reforçada pela função de facilitadora e incentivadora. Que seja uma relação interpessoal de ajuda, estimulante, que motive o estudante a fazer uma leitura compreensiva da realidade, que o ajude na inserção da vida profissional e na avaliação das suas capacidades e competências. Que esteja sempre presente nas minhas atitudes e na minha filosofia de vida profissional a formação de pessoas, e não de técnicos. E isto passa pela responsabilidade profissional, pela prestação de cuidados com qualidade, pela visibilidade do desempenho e pela competência profissional.

Que os estudantes que acompanho nesta maratona da supervisão, possam “saborear” o novo paradigma da reflexividade crítica, proporcionando o desenvolvimento da relação supervisiva. Relação que é central no processo de supervisão. Se não houver relação, não há processo supervisivo… que se encontra subordinado às práticas com qualidade, ao desenvolvimento de competências, à motivação dos desempenhos e ao encorajamento e ao suporte emocional.

E tal como afirma Sá Chaves (2007:89-90), “estes profissionais, reflexivos e solidários, questionam-se a todo o momento, interrogam cada uma das sub-áreas do seu saber múltiplo, à procura de melhor, à procura de melhor…e desse modo deixam, sem mágoa, cair o saber velho e, conhecendo-se a si mesmos melhor do que a ninguém, prosseguem inquietos e sempre insatisfeitos rumo ao sítio primordial onde julgam que a qualidade mora. Deixam porém na sua permanente inquietação um rasto de luz, ao passar. É o brilho da qualidade que, sem dar por isso, carregam em si e que ilumina os sítios e os momentos mais sombrios das nossas existências. São gente que transforma e ama. Mágicos que não ensinam apenas: são sobretudo. Porque dos seus múltiplos saberes constroem, caso a caso, um saber integrado, coerente e ajustado, do qual fazem arma. Que, todos os dias e por tanto lado, se abrem em flores”.

Bibliografia

ALARCÃO, I.; TAVARES, J. (2003). Supervisão da Prática Pedagógica, uma

Perspectiva de Desenvolvimento e Aprendizagem. 2ª Edição. Coimbra: Livraria Almedina.

SÁ – CHAVES, I. (1996). Supervisão Pedagógica e Formação de professores: A distância entre Alfa e Omega. Revista de Educação, Vol. VI, nº1.

SÁ-CHAVES, I. (1997). Percursos de Formação e Desenvolvimento Profissional. Porto: Porto Editora.

SÁ-CHAVES, I. (2000). Formação, Conhecimento e Supervisão. Porto: Porto Editora.

SÁ-CHAVES, I. (2007). Formação, Conhecimento e Supervisão – contributos nas áreas de formação de professores e de outros profissionais. Estudos temáticos 1. Unidade de Investigação didáctica e tecnologia na formação de formadores. 2ª Edição. Universidade de Aveiro. Pág. 89-90.

SOARES, C. (2008) O processo supervisivo. Projecto de Tese de Doutoramento. Aveiro: Universidade de Aveiro

SOARES, C. (2012) Apontamentos das aulas da Formação “Supervisão Clínica em Enfermagem”. Escola Superior de Enfermagem Cruz Vermelha Portuguesa. Oliveira de Azeméis.

ZEICHNER, Kenneth M. (1993). “A formação reflexiva de professores: ideias e práticas”. Lisboa: Educa.

 

Natália da Conceição Martins Rodrigues Fernandes, Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica no Centro Hospitalar Baixo Vouga, Unidade de Aveiro – Serviço de Medicina Intensiva

Este artigo está escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

 

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Conselho de ministros
O Governo planeia gastar cerca de 7 milhões de euros entre 2014 e 2017 na aquisição de serviços de saúde para 47...

No comunicado resultante da reunião de hoje de conselho de ministros, o Governo dá conta que o Ministério da Justiça foi autorizado a realizar despesa com aquisição de serviços de saúde destinados à profilaxia e tratamento dos reclusos e jovens.

Segundo a informação disponível, o montante previsto “é de cerca de 7 milhões de euros”.

A contratação dos serviços será feita por concurso público, publicado no jornal oficial da União Europeia, ficando a Direcção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) com a possibilidade de resolver o contrato caso os serviços contratados sejam assegurados pelo Serviço Nacional de Saúde.

Caso isso aconteça, não haverá lugar a qualquer indemnização, lê-se no comunicado.

Em Junho, de acordo com as estatísticas mensais da DGRSP, havia 251 jovens internados nos centros educativos, o que representa uma diminuição de 11,92% em relação ao mesmo mês de 2013.

Dos 251 jovens internados, 89% eram rapazes e a maioria tinha 16 ou mais anos.

O mesmo documento diz igualmente que aos 251 jovens internados corresponderam um total de 979 crimes registados, sendo a maioria roubos (259) e furtos (153), ameaça e coação (106), ofensa à integridade física (93) e difamação, calúnia e injúria (63).

Já em relação aos reclusos detidos nas prisões portuguesas, os dados da DGRSP mostram que, em Dezembro de 2013, havia 14.284 pessoas.

Os mesmos dados mostram que o ano de 2013 terminou com o valor mais elevado de presos desde 1999, data da existência de estatísticas.

 

Hospital da Horta - Açores
O hospital da Horta, o mais pequeno dos três hospitais dos Açores, tem vindo a recorrer à contratação de médicos não residentes...

“Tudo o que estava previsto em termos de especialidades no hospital da Horta está a funcionar”, garantiu à Lusa João Morais, presidente do Conselho de Administração do hospital, para quem a solução para a falta de especialistas tem sido a de contratar médicos do continente que exercem noutros hospitais e se deslocam à ilha do Faial.

Segundo explicou, esta opção resulta não apenas da dificuldade em contratar médicos especialistas para integrarem os quadros de um hospital periférico como o da Horta, mas também por existirem vários jovens açorianos a terminar a sua formação que poderão vir a ficar colocados no hospital da Horta nos próximos anos.

“O hospital da Horta tem 15 internos em formação, que têm contrato com o hospital da Horta, nomeadamente em especialidades em que estamos a recorrer a especialistas de fora”, disse João Morais, acrescentando que seis desses jovens terminam o curso no próximo ano.

Paralelamente a esta situação, o quadro de clínicos do hospital revela um outro problema: a existência de médicos com idade avançada, que em breve irão passar à reforma, embora a administração garanta que está a “preparar” a substituição desses especialistas.

O plano de reestruturação do Serviço Regional de Saúde dos Açores, posto em marcha pelo executivo da região, determina que o hospital da Horta assegurará os serviços médicos em 25 especialidades que não incluem a oncologia, o que não foi bem aceite pela administração da unidade de saúde.

Segundo João Morais, há um médico de clínica geral, com especialização em oncologia, que exerce funções no hospital da Horta e, no próximo ano, um dos internos financiados pela região estará pronto a exercer a sua actividade nesta área.

Apesar deste diferendo, o presidente do Conselho de Administração do hospital da Horta manifestou esperança de vir a chegar a um entendimento com o Governo Regional com vista à manutenção daquela especialidade, ressalvando, porém, que em qualquer circunstância, os doentes oncológicos nunca terão de abandonar a ilha para fazer tratamentos.

 

No primeiro semestre do ano
O inspector-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica disse hoje, em Castelo Branco, que no primeiro semestre de...

Pedro Gaspar deixou uma palavra de “regozijo” pelos resultados operacionais obtidos pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) no primeiro semestre de 2014, que corporizam as orientações traçadas pelo Governo.

“Deixo um cumprimento especial a todos, uma vez que a acção da ASAE não se esgotará apenas na parte operacional, mas também na parte logística, processual e inspectiva, no conjunto dos seus 500 funcionários”, disse o inspector-geral, em Castelo Branco, durante a apresentação dos resultados obtidos pela organização, cerimónia na qual esteve presente o secretário de Estado Adjunto e da Economia, Leonardo Mathias.

O inspector-geral da ASAE realçou o valor total das apreensões, que atingiu os 10,7 milhões de euros.

Sublinhou que no campo da segurança alimentar foram obtidas “algumas melhorias”, sendo que a taxa de incumprimento "baixou ligeiramente" em 2014, para os 22%, quando no período homólogo de 2013 foi de 24%.

Na área da segurança alimentar, foram fiscalizados no primeiro semestre do ano 9.099 operadores, sendo que as apreensões efectuadas pela ASAE correspondem a um valor total de 684.853 euros.

Os produtos que mereceram “maior preocupação” por parte da ASAE foi o pescado, onde uma das infracções mais correntes, segundo Pedro Gaspar, “é vender-se gato por lebre”, e o vinho “que sofre muita adulteração”.

Na actividade laboratorial, a ASAE aumentou o número de clientes em 78% relativamente a 2013.

Pedro Gaspar realçou que os resultados expressos “são muito significativos” em relação aos obtidos no período homólogo de 2013.

O responsável da ASAE justificou os resultados com a alteração da própria lógica de actuação da organização.

“Actuamos muito direccionados à parte da produção e da grande distribuição e reduzimos a intervenção ao nível do retalho e da distribuição de rua, ou seja, invertemos a lógica da actuação inspectiva e operacional”, adiantou.

A ASAE deslocalizou a fiscalização para as fábricas ilegais e para os grandes centros de distribuição, no caso dos produtos importados.

“Daí se atingir um valor [de apreensões] seis vezes superior” no primeiro semestre de 2014, em relação a 2013.

 

Em Outubro
Uma equipa de investigadores da Universidade norte-americana Stanford School of Medicine vai fazer, em Outubro, a primeira...

Segundo a edição de hoje da revista NewScientist, o ensaio será feito através de injecção do GDF11, uma proteína homóloga de miosatina que actua como um inibidor de crescimento de tecido nervoso.

O pesquisador Francesco Loffredo citado pela publicação, disse, no entanto, que os investigadores consideram improvável que a GDF11 seja o único factor que mantém os órgãos rejuvenescidos, mas assinalou que "é muito optimista pensar que haveria apenas um factor".

O estudo tem por base pesquisas já feitas em ratos, mas os pesquisadores não sabem dizer qual é a quantidade de sangue necessária para o rejuvenescimento das capacidades cognitivas dos pacientes com a doença.

“Imagine que alguém tenha que ser transfundido com sangue jovem a toda a hora. É difícil imaginar uma terapia desta. Quem é que vai doar todo esse sangue”, questionou Francesco Loffredo, citado pela publicação científica.

“Vamos avaliar a função cognitiva, imediatamente antes e durante vários dias após a transfusão, bem como acompanhamento de cada pessoa por alguns meses para ver se algum de seus familiares ou cuidadores relatam quaisquer efeitos positivos”, disse, por seu turno, o pesquisador Tony Wyss-Coray da Stanford School of Medicine.

"Os efeitos podem ser transitórios, mas mesmo que seja apenas por um dia, é uma prova de conceito de que vale a pena perseguir", acrescentou o investigador.

 

Em Bragança
A Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde reivindicou hoje que a administração da Unidade Local de Saúde do...

A organização juntou-se hoje aos protestos que os laboratórios convencionados e associação do sector têm protagonizado desde que, há dois anos e meio, a entidade responsável pela saúde no distrito de Bragança decidiu centralizar nos hospitais públicos metade das análises clínicas que, até então, eram realizadas pelos privados.

A administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE) tem argumentado que poupou um milhão de euros com a medida que abrange apenas metade da população da região, já que no resto da região estes exames continuam a ser realizados pelos convencionados.

A federação exige que a administração da ULSNE "divulgue os documentos que confirmam a alegada poupança com a internalização de análises clínicas, com o comparativo de custos e número de actos relativamente a igual período em que estes exames eram feitos pela rede convencionada”.

“Alegando poupanças para o Estado que nunca demonstrou, a ULSNE tem vindo sistematicamente a limitar as opções dos utentes”, lê-se num comunicado distribuído hoje pela Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde (FNS).

A posição é divulgada com declarações de Henrique Soudo, membro da federação, que acusa a ULSNE de não ter “capacidade de resposta” o que “tem provocado filas e atrasos nas entregas das análises”.

“Uma situação de tal forma caótica que no mês passado foi obrigada a deixar de fazer análises clínicas a doentes externos no Hospital de Bragança”, apontou, referindo-se à decisão de os exames passaram a ser feitos nos centros de saúde da cidade.

A administração da ULSNE é ainda acusada de impor cortes “de mais 30%” aos convencidos para continuarem a fazer análises”, a que acrescem “ “as dívidas de mais de dois milhões de euros” com “mais de um ano” de atraso” nos pagamentos.

Recentemente a administração da ULSNE divulgou que chamou os convencionados para uma reunião, a 03 de Julho, na qual “foi negociado o valor a pagar relativamente à tabela de convenções, para todos os serviços prestados” e que, “doravante, a ULSNE do Nordeste efectuaria pagamentos mensais às empresas em causa, correspondentes às facturas a receber, bem como se disponibilizaria a amortizar gradualmente a dívida existente”.

Para o dirigente da FNS “está em causa o serviço prestado às populações” e a sobrevivência dos laboratórios, pelo que antecipa que “a breve trecho apenas os centros de saúde forneçam este serviço, ou seja, toda a população, incluindo quem tem por exemplo ADSE ou seguros de saúde, vai estar dependente única e exclusivamente da limitada oferta do SNS (Serviço Nacional de Saúde”.

A federação indica ainda que “os cortes realizados nos últimos anos já levaram ao encerramento de duas empresas de análises e ao despedimento dos seus trabalhadores”.

 

Presidente do Governo dos Açores destaca
O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, realçou hoje o “aumento de produtividade” registado nos três hospitais dos...

O chefe do executivo regional, que falava na cerimónia de inauguração das obras de ampliação do hospital da Horta, ilha do Faial, adiantou que estes números resultam da implementação do plano de reestruturação do Serviço Regional de Saúde (SRS).

“De 2012 para 2013, o número de consultas nos três hospitais da região registou um aumento de cerca de 13%. Se considerarmos os últimos cinco anos, o aumento foi de cerca de 36%", destacou Vasco Cordeiro, adiantando que o número de cirurgias realizadas "registou também um crescimento significativo de quase 20%”.

No seu entender, estes dados "são muito mais do que meras estatísticas" porque representam também o "esforço" e a "dedicação de milhares de profissionais" de saúde.

Mesmo assim, para Vasco Cordeiro, é também necessário introduzir “acções que conduzam a uma maior cultura de eficiência e humanismo" nas unidades de saúde da região, para que os utentes "sintam que a relação humana faz parte integrante dos cuidados de saúde”.

As obras de ampliação do hospital da Horta, que custaram 14 milhões de euros, permitiram melhorar os serviços de obstetrícia, ginecologia, pediatria e fisiatria, o bloco de partos, o serviço de sangue, parte das consultas externas, o serviço social e os serviços administrativos.

O presidente do Governo açoriano anunciou, entretanto, que no segundo semestre do próximo ano irá arrancar a segunda fase da obra, que inclui a construção de uma nova Unidade de Cuidados Intensivos, a ampliação dos Serviços de Urgência, do Serviço de Diálise e da Consulta Externa, assim como do Serviço de Medicina Hiperbárica.

Segundo revelou, no âmbito desta intervenção, está também prevista a transferência dos serviços do Centro de Saúde da Horta das actuais instalações para a nova ala a construir no hospital.

“Com esta transição, garantem-se melhores condições de funcionamento e uma interacção efectiva entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares, com grandes vantagens para os utentes e para um processo contínuo de melhoria das condições de prestação de cuidados de saúde”, destacou.

Vasco Cordeiro mostrou-se também empenhado em tentar resolver o problema da falta de especialistas no hospital da Horta e anunciou para Setembro a contratação de dois novos ortopedistas.

Num debate em Julho no parlamento dos Açores, provocado pela oposição por causa de continuarem a aumentar as listas de espera para cirurgia na região, o secretário regional da Saúde, Luís Cabral, já tinha apontado o crescimento do número de operações em 2013.

Segundo Luís Cabral, nesse ano, foram feitas cerca de 18.700 operações, quando em 2012 tinham sido 15.980 e depois de uma descida contínua desde 2009.

Luís Cabral atribuiu, por outro lado, o crescimento das listas de espera a uma melhor referenciação dos doentes por parte do Serviço Regional de Saúde (SRS).

 

Equipa de investigadores
Uma equipa de investigadores canadianos garante ter salvado macacos infectados com o vírus de Marburgo, após três dias de...

De acordo com a publicação científica Science Translational Medicine, o medicamento, denominado TKM-Marburg, foi desenvolvido pela farmacêutica canadiana Tekmira para tratar o vírus de Marburgo, doença que teve epicentro em Angola, entre 2004-2005, e que matou mais de 90% das pessoas infectadas.

Os pesquisadores usaram a TKM-Marburg contra Marburgo em 16 macacos Reso (Macaca mulatta) divididos em quatro grupos que receberam, um tratamento em tempos diferente: entre 30 e 45 minutos, ou até três dias após a infecção.

“Todos os macacos tratados, incluindo os que receberam drogas três dias após a exposição, mais ou menos o equivalente a seis dias de uma infecção humana, sobreviveram, enquanto quatro animais não tratados morreram”, refere o estudo, citado pela Science Translational Medicine.

O autor da investigação Thomas Geisbert, um microbiologista da Universidade do Texas Medical Branch em Galveston, assegurou que esta é a primeira experiência do género e destacou a potencialidade da droga no combate ao Ébola, doença que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou recentemente como “emergência internacional”.

Contudo, Thomas Geisbert assinalou que a única forma de confirmar a infecção do Marburgo ou Ébola em seres humanos é esperar alguns dias até que o vírus atinja níveis detectáveis no sangue da pessoa.

A droga Tekmira usa pedaços de material genético - pequenos RNAs de interferência, ou siRNAs - para interromper a capacidade de autor replicação do vírus de Marburgo, atrasando, assim, o curso da infecção.

Recentemente, a empresa canadiana testou a nova medicação em seres humanos e, em Março, a agência norte-americana FDA, que regula o sector de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, deu sinal verde à companhia para desenvolver o remédio TKM-Ébola.

A comunidade científica ainda não descobriu medicamento ou vacina para o Ébola, epidemia que atinge a África ocidental, onde já morreram 1.229 pessoas e foram detectados 2.240 casos de infecção desde Março na Serra Leoa, Nigéria, Guiné-Conacri e Libéria.

 

Dados da Administração Central do Sistema de Saúde
A Federação Nacional dos Médicos acusa a Administração Central do Sistema de Saúde de “leviandade” ao afirmar que existem 7.651...

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) reagia assim a uma nota da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) sobre a contratação de médicos cubanos, publicada no seu site, dando conta que neste momento Portugal tem 7.651 médicos portugueses de Medicina Geral e Familiar (MGF) no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Extraordinária a leviandade da ACSS. Se consultarmos o Balanço Social 2012, por sinal também da responsabilidade da ACSS, verificamos que o número de Médicos de Família em Portugal, antes da vaga das reformas antecipadas de que tanto se queixa o Ministério da Saúde, era de 5.636”, lê-se no comunicado da FNAM.

Ou seja, mesmo que as reformas antecipadas não tivessem diminuído o número de médicos de família em exercício nas unidades do SNS, “o que contraria o discurso do ministério”, a ACSS teria que ter operado “um verdadeiro milagre de multiplicação de médicos”, pois teria conseguido "aumentar" o número em 35,8%: mais 2.015 médicos de família.

“Se este número fosse verdadeiro, mesmo que Portugal possuísse 10 milhões de utentes inscritos nos seus centros de saúde, apresentaria uma relação única no panorama europeu: 1.307 habitantes por médico de família”.

 

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