Esclerose lateral amiotrófica
Há doentes com esclerose lateral amiotrófica a faltar às consultas hospitalares há mais de um ano porque não têm dinheiro para...

Há doentes de esclerose lateral amiotrófica que faltam às consultas nos hospitais porque não têm dinheiro para os transportes. Esta é uma doença neurológica degenerativa que vai enfraquecendo progressivamente os músculos, impedindo os doentes de se moverem, mexerem os braços, comerem ou falarem. A associação de doentes tem conhecimento de vários doentes que deixaram de ir às consultas, escreve o Correio da Manhã, na sua edição digita.

Conceição Pereira, presidente da Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA), mostra-se preocupada com o problema da falta de acesso aos cuidados de saúde. “Sabemos de doentes que estão a passar por grandes dificuldades. Um dos doentes vive em Abrantes, não vai às consultas no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, há um ano porque não tem dinheiro para os transportes”, refere Conceição Pereira.

Outro doente, de 61 anos, vive no Montijo e, desde há um ano, gasta parte das poupanças de uma vida no transporte para o Hospital de Santa Maria. Por mês, gasta 300 euros em quatro viagens na ambulância dos bombeiros. Ao Correio da Manhã, a filha do doente, Jocelina Abrantes, mostra-se revoltada com a falta do direito ao transporte gratuito. “O meu pai sempre descontou para a Segurança Social, mas não tem direito ao transporte gratuito para o hospital”, refere, acrescentando ainda que os pais vivem de uma reforma total de mil euros.

A angariação de fundos através dos banhos públicos de água gelada já permitiu à associação arrecadar 11 500 euros.

 

Ébola
A Organização Mundial de Saúde afirmou que já morreram cerca de 130 profissionais desta área devido ao vírus Ébola, e mais de...

Em comunicado, a entidade internacional divulga os dados e confirma, pela primeira vez, que alguém a trabalhar na sua tutela contraiu o vírus. Trata-se de um especialista senegalês enviado pela Organização Mundial de Saúde para trabalhar na Serra Leoa na contenção do surto de Ébola e que, actualmente, está a ser tratado naquela região, havendo a possibilidade de ser transferido para outro país, se for necessário.

O especialista senegalês trabalha para uma instituição que integra uma rede criada para que a Organização Mundial de Saúde (OMS) possa dar resposta rápida a surtos potencialmente epidémicos em qualquer país.

Desde o início deste surto de Ébola, em Março, a OMS enviou a três países infectados (Libéria, Guiné Conacri e Serra Leoa) 400 profissionais de saúde, tanto da organização como desta rede.

A OMS tem 200 funcionários naqueles países, dos quais cerca de 30 pertencem à rede, disse o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic.

A organização recordou que o pessoal de saúde é uma parte muito importante da resposta ao surto de Ébola, mas também reconheceu o risco que implica.

Por isso, assegurou, são tomadas todas as precauções junto dos profissionais enviados para as zonas onde se registam casos do vírus, para que se possam proteger.

Durante os últimos meses, vários médicos, enfermeiros e pessoas que desempenham outras funções de apoio aos doentes de Ébola foram contagiados, o que se poderá estar relacionado com sistemas de saúde mais frágeis e pouco equipados nos países infectados.

Actualmente, o balanço de mortos devido ao vírus Ébola é de 1.427 casos, além dos 2.615 infectados.

No entanto, a OMS reconhece que esta estatística não reflecte a realidade e subestima a dimensão do surto pelo que está a tentar obter números mais próximos do que realmente ocorre.

 

Japão pronto a fornecer medicamento experimental

O Japão está pronto a oferecer um medicamento experimental desenvolvido no país para travar o surto de Ébola que ameaça o planeta, anunciou o porta-voz governamental.

“O nosso país está, caso a Organização Mundial de Saúde o requeira, preparado para fornecer o medicamento que está pronto para ser aprovado e num trabalho de cooperação com o produtor”, disse Yoshihide Suga.

A Organização Mundial de Saúde tem discutido a utilização de medicamentos ainda não aprovados como uma forma de combater o surte de Ébola em África que já provocou a morte a mais de 1.400 pessoas, com outros milhares infectados.

 

Hospital da Feira
O Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira, e que pertence ao Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, está,...

Ginecologia/Obstetrícia e Medicina Interna são as especialidades mais afectadas, sendo que a situação torna-se particularmente grave no circuito do doente crítico, ou seja, Urgências, Unidades de Cuidados Intensivos Polivalentes e Cuidados Intermédios, avança o Jornal de Notícias, citado pelo Notícias ao Minuto.

Com as férias a situação piorou e as dificuldades de preenchimento das escalas levou a administração a colocar internos a fazerem turnos de Urgência, sem a supervisão de especialistas na sua área, algo que, de acordo com o Jornal de Notícias, é contra o regulamento interno do médico.

Para compensar a falta de recursos, os profissionais de saúde estão a realizar horas extraordinárias em excesso, tendo alguns deles já ultrapassado o limite máximo anual previsto por lei. Além disso, e devido a esta situação, recusam-se a fazer horas de trabalho extra.

A situação levou a que, em Abril, Piedade Amaro, da direcção da UCI, pedisse a demissão, defendendo que a situação exigia uma esforço sobre-humano dos doentes e estava a por em causa a segurança dos doentes. O pedido não foi aceite.

 

Durante 16 horas
Os enfermeiros do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo realizam hoje uma greve de 16 horas, para protestar contra a escassez dos...

A paralisação dos profissionais de saúde do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo inicia-se às 08:00 e prolonga-se até às 24:00, esperando o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) que a adesão seja superior a 80%.

A partir das 10 horas, os enfermeiros realizam uma concentração à porta do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo.

Este protesto dos enfermeiros, que reclamam do Governo a abertura de concurso para reforço dos profissionais de saúde no Serviço Nacional de Saúde, sucede aos ocorridos na semana passada, em Santarém e no Algarve.

Na sexta-feira, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, assumiu que o Governo pretende “encurtar o processo de contratualização [de profissionais de saúde], em termos burocráticos” no próximo Orçamento do Estado, referindo que este ano já recrutaram mais de 400 enfermeiros.

O ministro da Saúde disse ainda que em 2015 haverá novos concursos, que vão “dar emprego a todos os recém-licenciados em medicina, que se espera que sejam mais de 1700 médicos, que vêm para o Serviço Nacional de Saúde”.

 

Sindicato de enfermeiros aponta para adesão de 95% à greve

A dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Zuraima Prado disse hoje à Lusa que a adesão à greve dos enfermeiros ronda os 95% no Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, chegando aos 100% em algumas das unidades do Hospital do Barreiro.

“No Hospital do Montijo já temos todos os serviços aferidos e temos a [adesão à] greve a 95%. No Hospital do Barreiro, embora não estejam todos os serviços aferidos, [os serviços] que passámos, como as urgências, urologia e consultas externas estão com 100% de adesão à greve”, avançou a coordenadora da direcção regional de Setúbal do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Zuraima Prado.

Os enfermeiros do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo iniciaram hoje, às 08:00, uma greve de 16 horas, para protestar contra a escassez dos profissionais da enfermagem e o consequente aumento de horas de trabalho.

A paralisação prolonga-se até às 24:00.

Para a responsável do sindicato, a adesão à greve está a ser boa, já que se trata de uma “questão transversal a todos os serviços” pelo que não eram esperados outros números.

A partir das 10 horas, os enfermeiros realizam uma concentração à porta do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo.

 

Nova Iorque
Um estudo da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, admite a possibilidade de tratamento do autismo, depois de testes...

Na pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista norte-americana Neuron, os investigadores observaram uma redução nos comportamentos autistas dos animais, após a administração de uma substância em estudo, escreve o Jornal de Notícias Online.

“Fomos capazes de tratar os ratos depois da doença ter aparecido neles. Isto é crucial, porque o autismo não se torna aparente ao nascimento, mas revela-se mais tarde, na infância. Por isso, é necessário um tratamento após o diagnóstico”, disse o neurobiólogo David Sulzer da Universidade de Columbia. O principal autor do estudo referiu à agência noticiosa France Presse que é possível “um tratamento muito eficaz”.

O estudo analisou tecidos do córtex cerebral, a partir de 48 cadáveres de indivíduos na faixa etária dos dois aos 20 anos, tendo-se detectado 26 com autismo.

 

MAR Shopping recebe mais uma acção de recolha de sangue
Têm-se sucedido este ano os apelos do Instituto Português do Sangue e da Transplantação às doações de sangue, uma vez que as...

A crise e a perda da isenção das taxas moderadoras são algumas das razões apontadas pela tutela, mas não são as únicas. E, se no inverno, as gripes impedem muitas pessoas de realizarem as suas doações, no verão, são as férias. Segundo Ofélia Alves, responsável de programação e colheitas do Centro de Sangue e Transplantação do Porto, o decréscimo de doações em Junho e Julho, em comparação com período homólogo do ano passado, foi de cerca de 3%, o que é “significativo”.

Apesar de, neste momento, as reservas de sangue se manterem em níveis de auto-suficiência, o que esteve em risco nos meses de Janeiro e Fevereiro, Ofélia Alves lembra que os doentes “não vão de férias”, apelando aos dadores para continuarem a fazer periodicamente as suas doações.

É, neste contexto, que o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) volta, pela terceira vez este ano, a marcar presença no MAR Shopping, na última sexta-feira do mês, dia 29 de Agosto, entre as 14h00 e as 19h00, a fazer colheitas de sangue e de inscrições de dadores de medula óssea.

A Unidade Móvel do IPST estará no parque exterior, junto à entrada MAR (porta giratória) do MAR Shopping, onde se podem dirigir todos aqueles que desejem doar sangue. Por sua vez, as inscrições de dadores de medula óssea decorrerão no interior do MAR Shopping, próximo da mesma entrada.

A parceria entre o MAR Shopping e o IPST, que se mantém desde há dois anos, resultou já em cerca de 250 inscritos para recolhas de sangue e 65 inscritos na base de dados de dadores de medula óssea, recolhidos em seis acções de sensibilização, estando a última acção de 2014 agendada para o dia 12 de Dezembro.

Estas iniciativas, que visam essencialmente sensibilizar os visitantes do MAR Shopping para a importância de dar sangue, tornam-se cada vez mais importantes quando o número de recolhas tem vindo a diminuir desde 2012, na ordem dos 10%.

 

 

 

Nos dias 04 e 05 de Setembro
A Organização Mundial da Saúde anunciou que vai realizar em Setembro, em Genebra, uma consulta sobre uma potencial vacina...

A Organização Mundial da Saúde (OMS) assinala que “nos dias 04 e 05 de Setembro, realizará uma consulta sobre terapias e potenciais vacinas do Ébola em Genebra”, na Suíça, onde se localiza a sede da organização. “A consulta foi convocada para reunir conhecimentos sobre as terapias e vacinas experimentais mais promissoras e o seu papel na contenção do surto do Ébola na África Ocidental”, refere o comunicado divulgado na sua página da internet.

Várias vacinas contra o Ébola estão a ser testadas, incluindo um tratamento promissor, o ZMapp, que, segundo a OMS, já está esgotado. Recentemente, o medicamento foi testado em norte-americanos infectados em África, após ter obtido bons resultados em macacos. Segundo a organização, mais de 20 especialistas da África Ocidental são esperados na reunião, em que devem participar cerca de 100 peritos de saúde mundiais, que pretende discutir as mais recentes pesquisas sobre o Ébola, bem como questões éticas, legais e regulamentares.

O encontro pretende igualmente discutir os desafios dos países afectados pela epidemia e encontrar consensos sobre as novas formas de luta contra a doença que já matou mais de 1200 pessoas na África Ocidental.

De acordo com a nota da OMS, as autoridades de saúde da Libéria garantiram que dois médicos e um enfermeiro estão actualmente a receber tratamento de uma vacina experimental contra a febre hemorrágica.

“O enfermeiro e um dos médicos estão a registar progressos. O quadro clínico do segundo médico é seria mas registou ligeira melhoria”, refere a agência das Nações Unidas.

Há dias, o director do Departamento de Vacinas e Imunização da OMS, Jean-Marie Okwo Bele, afirmou que uma vacina preventiva contra o Ébola deverá passar à fase de testes clínicos em Setembro e poderá estar disponível em 2015.

A epidemia de Ébola já fez 1.350 mortos, desde o início do ano, na Guiné-Conacri - onde começou o surto -, na Libéria, em Serra Leoa e na Nigéria.

 

Algarve e Santarém
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses considerou que a greve que hoje termina em Santarém dignificou a classe e deu...

Helena Jorge, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), lembrou em declarações à agência Lusa, que os motivos do sindicato para a realização da greve, que teve início na terça-feira [19 de Agosto] e termina hoje [22 de Agosto] às 24:00, são o “incumprimento dos horários legais de trabalho, a exigência de uma rápida admissão de mais profissionais no Hospital de Santarém e o pagamento do trabalho extraordinário”.

Os números da adesão à greve no dia de hoje apontam para uma adesão dos enfermeiros do Hospital de Santarém de “70%, no turno desta manhã”. O sindicato estima uma adesão de “65% na terça-feira, 86% na quarta-feira e 92% na quinta-feira”.

A enfermeira e dirigente sindical considerou que a greve “foi um sucesso, pela visibilidade dada aos problemas que afectam esta classe profissional, e pelo que reflectem em termos de sintonia e partilha de preocupações, anseios e reivindicações por parte dos utentes e respectivas comissões”.

Helena Jorge disse ainda que os números de adesão à greve “mostram claramente que as reivindicações dos enfermeiros são muito justas e muito necessárias”, tendo “exigido” que a tutela “responda em conformidade com as necessidades que estão identificadas no Hospital de Santarém, para que os enfermeiros possam prestar cuidados de saúde com o mínimo de dignidade e qualidade às populações que serve”.

“Esperamos que rapidamente sejam tomadas decisões no que respeita à abertura de novos concursos de admissão”, frisou ainda a dirigente sindical, tendo lembrado que o Hospital de Santarém tem um “défice de 170 enfermeiros” num quadro geral de 570 profissionais.

 

Serviços de saúde do Algarve com adesão acima de 80%

A greve nos serviços de saúde do Algarve registou uma adesão dos enfermeiros de 100% no Hospital de Lagos, de 90% no de Portimão e de 80% no de Faro, disse o coordenador regional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

Em declarações aos jornalistas, Nuno Manjua fez um balanço da adesão no turno da manhã e disse que “muitos serviços estão 100% em greve, sendo que o Hospital de Lagos está 100% em greve, o de Portimão esta manhã estava perto dos 90% e o hospital de Faro andava perto dos 80%”.

Rosa Franco, do Sindicato da Função Pública do Sul, referiu, entretanto, que “a adesão da administração pública à greve nos três hospitais” que integram o Centro Hospitalar do Algarve (CHA) - Faro, Portimão e Lagos – “ronda os 85/90%”.

A greve está a ser, segundo o coordenador do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) do Algarve, “bastante visível” e “ao longo do dia tem-se podido reparar, nas consultas externas, que as pessoas têm tido muitas dificuldades e muitas das consultas, a maior parte das consultas, não se têm realizado”.

“No Bloco Operatório também só as cirurgias de urgências estão a ser realizadas e estamos a ter um grande impacto em termos desta greve”, disse Nuno Manjua, acrescentando que a greve “é uma acção de todos os profissionais da saúde, não é exclusiva dos enfermeiros”, e é “um dia de luta pela saúde no Algarve”.

“Existe muita dificuldade em termos de acessibilidade aos cuidados de saúde às pessoas, quer nos cuidados de saúde primários, quer nos hospitais, precisamente por haver falta de profissionais, de viaturas, de algum material, medicação. É uma situação completamente insustentável, está montado o caos no Algarve e os principais responsáveis continuam a assobiar para o lado, não encontram as soluções que precisamos que sejam urgentes”, criticou o dirigente do SEP.

Investigadores descobrem:
Investigadores da Fundação Champalimaud concluíram que a libertação da molécula serotonina no organismo pode diminuir a...

“O efeito da libertação de serotonina foi claro. Os ratinhos onde tínhamos estimulado a libertação de serotonina revelaram um decréscimo significativo na sensibilidade à dor, quando comparados com os ratinhos do grupo de controlo”, explica Guillaume Dugué, um dos investigadores citados num comunicado hoje divulgado.

Os resultados da investigação dos cientistas do Programa Champalimaud de Neurociência da Fundação Champalimaud, liderada pelo seu director, Zachary Mainen, foi hoje publicada na revista científica Plos One.

“Ainda há muito trabalho a fazer para compreender o alcance dos efeitos da serotonina, mas algum dia métodos como estes poderão vir a ser utilizados para controlar situações como a dor crónica”, disse à Lusa Zachary Mainen.

Para este investigador, "este trabalho revela a capacidade da serotonina modular estímulos sensoriais" com impacto no comportamento.

“Acreditamos ter dado mais um passo na compreensão do papel fisiológico desta molécula, contribuindo para a definição de grandes teorias sobre a função da serotonina e ainda a sua relação com possíveis tratamentos de dor crónica”, acrescenta Zachary Mainen, citado no comunicado.

Para estabelecer esta relação entre a serotonina e a sensibilidade à dor, os cientistas usaram “uma combinação de avançadas técnicas ópticas e genéticas”.

A serotonina é uma molécula conhecida por estar envolvida em várias funções do cérebro, desde o controlo do sono e do apetite, até à regulação de comportamentos emocionais complexos, e as pessoas associam-na à sensação de bem-estar e de felicidade, explica o comunicado da Fundação Champalimaud.

Alguns medicamentos anti-depressivos promovem a produção de serotonina no cérebro, refere Zachary Mainen.

A molécula é produzida por células localizadas numa área do cérebro de difícil acesso, o que dificulta o seu estudo e para superar as limitações de trabalhos anteriores e explorar a função específica da serotonina, os investigadores da Fundação Champalimaud utilizaram uma combinação de luz e genética, uma técnica chamada optogenética.

Recorrendo à optogenética, colocaram uma proteína fotossensível nas células produtoras de serotonina naquela zona do cérebro dos ratinhos, e sempre que incidiam a luz neste pequeno grupo de células, havia libertação de serotonina.

Direcção-Geral do Consumidor alerta
A Direcção-Geral do Consumidor, enquanto entidade pública competente para assegurar a protecção dos direitos e interesses dos...

Estas alegações são invocadas para certos produtos referindo a existência de uma relação benéfica entre determinado alimento, categoria de alimentos ou um dos seus constituintes e a saúde humana, surgindo frequentemente em publicidade a produtos de emagrecimento, a produtos que prometem baixar o colesterol ou aumentar os níveis de cálcio ou reforçar o sistema imunitário, entre outros.

No exercício da competência de fiscalização que lhe está atribuída em matéria de publicidade, a Direcção-Geral do Consumidor detectou mensagens publicitárias que contêm:

  • Afirmações que atribuem determinados efeitos a produtos ou alimentos que não se encontram validadas do ponto de vista científico;
  • Omissão de informações essenciais sobre possíveis efeitos de determinados produtos ou alimentos na saúde;
  • Testemunhos de consumidores que afirmam ter ingerido determinado produto e obtido determinados resultados, recorrendo-se por vezes à imagem de figuras públicas, sem que a veracidade desses testemunhos seja comprovada;
  • Utilização de afirmações proibidas pela lei, relativas à perda de peso e emagrecimento rápido, que podem acarretar graves problemas para a saúde.

 

A Direcção-Geral do Consumidor alerta os consumidores para a necessidade de terem atenção às mensagens publicitárias que utilizam alegações de saúde. Em caso de dúvida e antes da compra, deverão informar-se sobre eventuais condicionantes, restrições e efeitos associados a esses produtos ou alimentos.

A Direcção-Geral do Consumidor informa que dirigiu uma recomendação nesta matéria aos operadores económicos e que adoptará as medidas necessárias para fazer cessar as práticas abusivas que sejam identificadas neste domínio, no exercício das suas competências sancionatórias em matéria de publicidade.

Consulte o documento "Recomendação aos agentes económicos relativa à utilização de alegações de saúde na publicidade" aqui.

 

Direcção-Geral da Saúde explica:
A notícia de que um médico norte-americano se conseguiu curar do vírus Ébola com a terapêutica experimental que está a ser...

“Não podemos concluir que esta nova subsistência contribui para a cura, porque há ainda um trabalho a ser desenvolvido em termos científicos”, explica à Renascença a médica da Direcção Geral da Saúde Paula Vasconcelos.

“Enquanto os ensaios clínicos controlados não forem feitos, não conseguimos distinguir cientificamente qual o papel que tiveram estes dois tratamentos experimentais”, precisa.

Paula Vasconcelos lembra que também um missionário espanhol tinha sido tratado com esta terapêutica experimental, mas acabou por morrer, pelo que há ainda muito caminho a percorrer na procura da cura desta doença.

O médico Kent Brantly esteve três semanas em isolamento num hospital em Atlanta, nos Estados Unidos, tendo recebido alta na quinta-feira, depois de ter sido submetido à terapêutica experimental.

O médico, de 33 anos, contraiu o vírus quando prestava assistência a doentes na Libéria, um dos países que mais tem sofrido com esta epidemia. A terapêutica experimental salvou-lhe a vida e, neste caso, pode mesmo falar-se em cura.

“Pode dizer-se que este paciente está curado da infecção pelo vírus Ébola, porque já não tem qualquer sintoma da fase aguda, uma vez que passou o período de recuperação de sintomas, independentemente dos cuidados e tratamentos que fez”, afirmou Paula Vasconcelos.

A missionária Nancy Writebol foi igualmente tratada com o medicamento experimental e também já recebeu alta.

O surto de Ébola já matou 1.350 pessoas segundo a última actualização da Organização Mundial de Saúde.

 

Eurobarómetro divulga:
Portugal é o segundo país europeu onde mais jovens consideram fácil arranjar heroína em 24 horas.

Os jovens portugueses estão a consumir menos drogas que em 2011 mas estão entre os que consideram mais fácil arranjar algumas substâncias como heroína e as chamadas drogas legais, que até ao ano passado eram vendidas sem controlo nas smart-shops. Um eurobarómetro revela que Portugal é o segundo país onde mais jovens consideram ser fácil arranjar heroína no espaço de 24 horas, escreve a versão digital do jornal i. Apesar de a maioria achar que é difícil, quatro em cada dez são desta opinião (24%) e só na Alemanha existe um maior sentido de que é fácil obter esta droga em tão curto espaço de tempo, com 30% dos inquiridos a dizerem que o fariam sem dificuldade.

No campo das drogas legais, Portugal surge como o país em que menos jovens consideram ser impossível obtê-las num prazo tão curto: apenas 8% consideram isso pouco provável contra uma média de 20% a nível europeu. Quatro em cada dez acham fácil arranjar estas drogas contra uma média de 25%.

O eurobarómetro procurou avaliar a percepção dos jovens entre 25 e 34 anos em relação ao consumo de drogas. Em comparação com o mesmo inquérito feito em 2011, os respondentes parecem mais sensibilizados em relação aos perigos e mais receptivos a medidas que proíbam ou restrinjam os consumos, mesmo no que toca ao tabaco e ao álcool.

O inquérito da Comissão Europeia destaca que Portugal surge em contracorrente, com diminuição nos consumos de cannabis. A tendência verifica-se também no Reino Unido, na Bélgica, na República Checa e na Holanda, com uma diminuição de 5 pontos percentuais da declaração de consumos nos últimos 30 dias. Em Portugal, 84% dos jovens dizem nunca ter experimentado cannabis, acima da média europeia de 69%, e o país surge entre aqueles onde há mais jovens favoráveis à sua proibição (66%). Já 7% admitiram ter experimentado as chamadas “drogas legais” e só 38% entendem que deviam ser proibidas, o que em Portugal já acontece.

 

Estudo revela
Um novo estudo sugere que afinal não foram os europeus que levaram primeiro a tuberculose para a América, no século XV. A...

Os testes genéticos realizados neste estudo revelam que, apesar dos europeus terem levado com eles uma onda mortal de doenças aquando da descoberta do Novo Mundo, não foram provavelmente os responsáveis pela introdução da tuberculose naquele local, escreve o Diário de Notícias Online. A pesquisa publicada no jornal Nature, aponta agora essa culpa às focas...

Johannes Krause, da Universidade de Tuebingen, na Alemanha, confessou que “foi definitivamente uma grande surpresa”, quando encontraram vestígios de tuberculose em três esqueletos encontrados no Peru. As ossadas têm cerca de mil anos e são anteriores à chegada dos europeus, ocorrida há mais de 500 anos.

Mais tarde, o grupo de cientistas descobriu que o tipo de bactéria presente nos esqueletos peruanos era muito semelhante ao encontrado em focas e leões marinhos actualmente. Krause acredita que os mamíferos marinhos apanharam a doença na África, onde a tuberculose foi originada, e, em seguida, levaram-na para a América através do oceano, espalhando-a pelos nativos que caçavam focas e que provavelmente comeram carne contaminada.

“As focas foram um importante factor económico. Foram caçadas, as suas peles, a sua carne e o seu óleo foram utilizados. Foram realmente um animal muito importante lá”, explica o investigador responsável pelo estudo.

Porém, os primeiros europeus terão levado outra estirpe mortal da tuberculose, já que a 'versão' que reside actualmente no continente americano corresponde à que surgiu na Europa.

 

O que é?
Uma alergia alimentar é uma reacção alérgica a um alimento em particular.
Mulher com náuseas e vontade de vomitar

Uma alergia é uma reacção do organismo a um componente de um determinado alimento (geralmente uma proteína), que desencadeia uma reacção exagerada do sistema imunológico – um sistema concebido para proteger o nosso corpo das doenças.

Cada pessoa pode reagir de forma inesperada a um determinado alimento em qualquer altura da vida. Nem todas as alergias são desenvolvidas na infância, algumas podem surgir na idade adulta mesmo com alimentos que já faziam parte da dieta habitual.

Embora os frutos secos sejam muitas vezes vistos como o alergénio mais comum, isto não é necessariamente verdade, já que muitas pessoas são alérgicas a certas frutas (manga, morangos, pêssego, etc.), aos produtos lácteos e aos ovos.

Sintomas da alergia alimentar

O primeiro indício de predisposição alérgica pode ser uma erupção cutânea como o eczema (dermatite atópica). A referida erupção pode ser ou não acompanhada por sintomas gastrointestinais, como diarreia, náuseas e vómitos, e pode ou não ser causada por uma alergia alimentar.

As crianças com alergias a certos alimentos provavelmente contrairão outras doenças atópicas à medida que crescem, como a asma alérgica e a rinite alérgica estacional. Contudo, nos adultos e crianças com mais de 10 anos é muito pouco provável que os alimentos sejam responsáveis pelos sintomas respiratórios, apesar das provas cutâneas (da pele) serem positivas.

Algumas pessoas sofrem reacções alérgicas muito graves, face a potentes alergénios específicos dos alimentos, em especial as nozes, os legumes, os mariscos e as sementes. Os indivíduos alérgicos a esses alimentos podem reagir violentamente ao comer uma quantidade mínima da substância em questão. Pode ficar coberto de uma erupção em todo o corpo, sentir a garganta a inflamar-se e ter dificuldades respiratórias. Uma queda repentina da tensão arterial pode causar enjoos e um colapso. Esta emergência, potencialmente mortal, recebe o nome de anafilaxia. Algumas pessoas só sofrem de anafilaxia quando efectuam exercícios físicos imediatamente depois de comer o alimento a que são alérgicas.

  • Sintomas leves: normalmente associados à pele, ao sistema respiratório ou a nível gastro-intestinal (desde erupções cutâneas; náuseas; espirros e corrimento nasal; tosse; comichão no nariz, face, orelhas, olhos e garganta; falta de ar ou respiração ofegante e problemas de sinusite).
  • Reacções graves: podem manifestar-se com tosse e sufoco repentinos, inchaço das mãos ou rosto e alastramento de vermelhidão em toda a pele. Este tipo de sintomas devem ser tratados com urgência imediata e exigirão uma abstinência futura total em relação a um determinado alimento. O choque anafilático - náuseas, inchaço, congestão nasal e hipotensão arterial - é potencialmente fatal.

Diagnóstico da alergia alimentar

Os testes cutâneos permitem, em alguns casos, diagnosticar uma alergia alimentar; um resultado positivo não significa necessariamente que um indivíduo seja alérgico a um alimento em particular, porém um resultado negativo assinala que é improvável que seja sensível ao referido alimento.

Depois de um resultado positivo num teste cutâneo, o alergologista pode necessitar de fazer uma prova oral para chegar ao diagnóstico definitivo. Numa prova de provocação oral, o alimento suspeito é escondido noutra substância, como o leite ou a compota de maçã, e o doente ingere-a. Se não surgirem sintomas, a pessoa não é alérgica àquele alimento. Os melhores testes são as provas “cegas”, ou seja, o alimento em questão está efectivamente misturado com outra substância, mas por vezes não está.

Por outro lado, uma dieta de eliminação pode ajudar a identificar a causa de uma alergia. A pessoa deixa de ingerir os alimentos que presumivelmente estão a provocar os sintomas. Mais tarde começam a introduzir-se na dieta um a um. O médico pode sugerir a dieta com a qual se deverá começar, que terá de ser rigidamente cumprida e só deverá conter produtos puros.

Nesta fase não é aconselhável comer em restaurantes, pois a pessoa (e o médico) deve conhecer cada ingrediente de todos os pratos que comer.

Tratamento da alergia alimentar

Não existe outro tratamento específico para as alergias alimentares senão deixar de ingerir os alimentos que as desencadeiam. Os indivíduos gravemente alérgicos que sofrem erupções, edema (urticária) dos lábios e da garganta e que podem mesmo não conseguir respirar, devem tomar a precaução de evitar os alimentos que os afectam.

Os anti-histamínicos revelam-se pouco práticos como terapia de prevenção, mas podem ser benéficos em reacções gerais agudas com urticária e na urticária gigante (angioedema).

Alimentos que com mais frequência causam alergia:

  • Leite
  • Ovos
  • Marisco
  • Nozes
  • Trigo
  • Amendoins
  • Soja
  • Chocolate

Diferença entre alergia alimentar e intolerância alimentar

A intolerância alimentar é uma doença muito comum e não deve ser confundida com uma reacção alérgica, porém constitui um efeito indesejável causado pela ingestão de um determinado alimento. As alergias e a intolerância alimentar costumam ser bastante óbvias, apesar de nem sempre ser fácil distinguir os sintomas.

São muitas as pessoas que não podem tolerar certos alimentos, por motivos vários que não são a alergia: podem, por exemplo, não possuir a enzima necessária para os digerir – por exemplo a doença celíaca, cujos doentes apresentam intolerância ao glúten.

Ou seja, se o sistema digestivo não puder tolerar certos alimentos, o resultado pode ser uma perturbação gastrointestinal, gases, náuseas, diarreia ou outros problemas, sintomas que, em geral, as reacções alérgicas não são responsáveis por este conjunto de sintomas.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Qual é a diferença?
Muitas pessoas confundem alergia alimentar com intolerância alimentar.
Talheres e prato com símbolo de perigo de morte

As alergias e intolerâncias alimentares produzem sintomas semelhantes, mas envolvem mecanismos diferentes. Há por isso muita tendência em confundir uma coisa com a outra, mas enquanto as alergias aos alimentos envolvem reacções imunológicas; as intolerâncias aos alimentos envolvem vários mecanismos não imunológicos diferentes, alguns dos quais não são completamente compreendidos.

Alergia alimentar

A alergia alimentar ocorre quando o sistema imunitário (defesas do organismo) acredita que uma substância alimentar inofensiva para o organismo, é perigosa, e reage libertando histamina e outras substâncias para "combater” o "intruso”. Assim, no instante em que o indivíduo ingere o alimento, o sistema imunitário começa a "defender" o corpo e a libertar substâncias químicas que causam os vários sintomas de alergia - dor abdominal, vómitos, diarreia, urticária, asma, tosse, etc. - e que podem afectar o sistema respiratório, o sistema digestivo, a pele e/ou o sistema cardiovascular. Em casos sérios, essa reacção pode levar a uma queda rápida da pressão arterial e a uma reacção dramática, potencialmente fatal, conhecida como choque anafilático, que pode interferir na capacidade da pessoa respirar.

A maioria dos alimentos pode desencadear uma resposta alérgica, mas a preparação e confecção e a acção do ácido digestivo e das enzimas destroem este potencial. Os alimentos frequentemente envolvidos na alergia alimentar são os que possuem alto teor de proteína, principalmente os de origem vegetal e marinha. Entre os principais alimentos que apresentaram reacções alérgicas encontram-se o milho, o arroz, o centeio, as nozes, o camarão, os mariscos, o peru, a carne de porco e bovina, a banana, a abóbora e a batata.

Apesar de poder afectar qualquer pessoa, sabe-se que o maior número de casos está presente na fase da amamentação, seguida pela infância e depois nos adultos. Os principais factores relacionados com a alergia alimentar são a hereditariedade, a exposição aos alimentos que provocam alergia e a permeabilidade gastrointestinal, embora os factores ambientais possam acentuar os sintomas da alergia.

Intolerância alimentar

Na intolerância alimentar ocorrem reacções adversas ocasionadas pelos alimentos, mas que não envolve o sistema imunitário. Embora não sejam conhecidos todos os mecanismos envolvidos na intolerância alimentar, a intolerância mais comum é a do leite e é provocada pela falta da enzima lactase responsável pela digestão do açúcar presente no leite (lactose). Apesar de apresentarem causas distintas, os sintomas presentes na intolerância alimentar são os semelhantes ao da alergia alimentar e, por isso, muitas vezes se confunde intolerância com alergia.

Entre as substâncias relacionadas com intolerância estão os conservantes, os intensificadores de sabor, os corantes, os antioxidantes e a ausência de enzimas.

As principais reacções da intolerância alimentar incluem:

- Libertação não alérgica de histamina - Os mariscos e os morangos causam esta reacção em alguns indivíduos, que geralmente desenvolvem erupções cutâneas.
- Defeitos nas enzimas - Indivíduos com uma deficiência de lactase, por exemplo, não podem digerir o açúcar do leite, lactose. Devem, portanto, excluir este alimento, bem como todos os que contenham lactase, da sua dieta alimentar.
- Reacções farmacológicas - Estas ocorrem em resposta a componentes alimentares, como as aminas. As aminas são encontradas em alimentos que contêm nitrogénio, por exemplo, aminoácidos em alimentos como chá, café, bebidas de cola e chocolate. Os efeitos podem ser desencadeados por pequenas quantidades do alimento e incluem enxaqueca, tremores, sudorese e palpitações.
- Efeitos irritantes - Alimentos como o caril podem irritar o intestino. O glutamato monossódico (sal sódico do ácido glutâmico, um aminoácido presente em todas as proteínas animais e vegetais) pode causar uma doença conhecida como a síndrome do restaurante chinês, que resulta em dor no peito, palpitações e fraqueza.

Diagnóstico de alergia ou intolerânica alimentar

Para o diagnóstico de alergia e/ou intolerância alimentar deve ser feito o levantamento da história familiar, descrição dos sintomas e o tempo decorrido a partir da ingestão do alimento, lista dos alimentos suspeitos e a quantificação do alimento para o aparecimento dos sintomas, para além de exames físicos e testes bioquímicos e imunológicos.

Existem, actualmente técnicas (biorressonância/biofeedback) que vieram revolucionar a forma de diagnosticar as intolerâncias alimentares. Trata-se de um processo não invasivo, indolor e com um simples toque nas extremidades dos polegares, o aparelho envia um estímulo ao organismo, gerando impulsos nervosos e tendo como resposta uma frequência. O equipamento analisa o nível de compatibilidade do organismo com os alimentos, identificando no final as tolerâncias e intolerâncias aos mesmos. No final, recebe um relatório com a identificação dos alimentos nos respectivos grupos e a indicação dos alimentos que deve evitar, daqueles que deve ingerir de forma moderada e daqueles que deve manter e/ou reforçar na sua dieta alimentar.

Também o diagnóstico da alergia alimentar pode ser feito através da sua história médica, mas muitas vezes a opção é a realização de testes de diagnóstico:

Teste cutâneo prick test - para a detecção de alergias este é o mais comum porque é barato, fácil de fazer e geralmente confiável. É realizado com uma punção na pele com uma solução do alimento suspeito. O teste positivo vai dar uma reacção semelhante a um pequeno solavanco. A desvantagem deste teste é que ele é desconfortável e para crianças com eczema ou outras doenças da pele, os resultados podem ser difíceis de interpretar. Em crianças com alergias graves, até mesmo uma pequena quantidade de alimentos injectados na pele podem provocar reacções significativas. Outro dos problemas com os testes cutâneos é que o doente não pode tomar qualquer anti-histamínico aproximadamente duas semanas antes do teste. Para as crianças com rinite alérgica ou outras alergias fortes, pode ser impossível passar duas semanas sem tomar anti-histamínicos.

Teste RAST (radioallergosorbent) - é um exame de sangue que detecta anticorpos IgE específicos no sangue.

Provocação Oral Duplo Cego Placebo Controlado (TPODCPC) - Neste teste, habitualmente feito em ambiente clínico/hospitalar, o doente tem de ingerir cápsulas que contêm alimentos suspeitos e outros que contenham açúcar.

Prevenção e tratamento

Qualquer indivíduo com suspeita de ter uma alergia alimentar deve ser diagnosticado e tratado por um médico e um nutricionista.

O melhor tratamento da alergia e da maioria das intolerâncias alimentares é a exclusão dos alimentos causadores, ou redução da sua quantidade, na sua dieta alimentar. É, por isso, muito importante que leia os rótulos dos alimentos com o objectivo de identificar as substâncias alérgicas. No entanto, não é seguro tentar excluir alimentos suspeitos da sua dieta por conta própria, uma vez que se for necessário usar uma dieta muito restritiva, há risco de surgirem deficiências nutricionais. Isto é especialmente importante para crianças, que precisam de um suprimento adequado dos nutrientes certos para crescer normalmente e manter uma boa saúde.

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Em defesa do SNS
Os sindicatos da saúde e da função pública do Algarve cumprem hoje uma greve que abrange todos os profissionais de saúde, em...

A greve, que começou às 00:00 e tem a duração de 24 horas, é a primeira paralisação conjunta no Algarve que congregará enfermeiros, médicos e profissionais da função pública, nomeadamente pessoal administrativo e auxiliares de acção médica, segundo os representantes do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), do Sindicato dos Médicos da Zona Sul e do Sindicato da Função Pública do Sul.

Fontes do SEP e do Sindicato da Função Pública do Sul disseram à Lusa que esperam contar com uma forte adesão por parte dos profissionais de saúde do Algarve, mas apelaram também à participação da população algarvia na Tribuna Pública que as estruturas sindicais marcaram para as 17:00, em frente à sede da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve.

Nuno Manjua, coordenador do SEP do Algarve, apelou à mobilização de todos os cidadãos na tribuna pública, sublinhando que o objectivo dos sindicatos é fazer da concentração um momento regional em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no Algarve.

De acordo com Margarida Agostinho, do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, há muitos clínicos a abandonar os serviços por reforma ou reforma antecipada, devido às más condições de trabalho, que se traduzem sobretudo na falta de pessoal e de material e tornam difícil manter as pessoas a trabalhar.

“Os médicos estão a sair por reformas, estão a pôr reformas antecipadas nos hospitais e nos centros de saúde, porque realmente as condições de trabalho deterioraram-se muito”, afirmou Margarida Agostinho, questionando as vantagens da criação do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) e da consequente fusão dos três hospitais da região – Faro, Portimão e Lagos - no verão passado.

Rosa Franco, do Sindicato da Função Pública do Sul, chamou a atenção para o importante papel desempenhado nas unidades de saúde pelo pessoal administrativo e auxiliar e apontou inúmeras falhas nos serviços, desde a recolha do lixo a profissionais obrigados a fazer escalas de 16 horas.

“As instituições de saúde não funcionam sem os auxiliares, principalmente porque fazem parte da equipa multidisciplinar de saúde e sem os auxiliares não há serviço nenhum que funcione”, sublinhou.

 

Quase 90 % dos enfermeiros do Hospital de Faro aderem à greve

A adesão à greve de hoje dos profissionais de saúde no Algarve, ronda no caso dos enfermeiros os 87% no Hospital de Faro e os 86% no de Portimão, disse fonte do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

De acordo com Guadalupe Simões, no turno da noite, que teve início às 00:00 e que terminou às 08:00, houve uma adesão de 87% no Hospital de Faro e no de Portimão 86%. “A perspectiva para o turno da manhã é que esta adesão se mantenha e nos centros de saúde o impacto seja bastante apreciável”, explicou a responsável do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, acrescentando que os números da adesão são um “bom indicador”.

Os sindicatos da saúde e da função pública do Algarve cumprem hoje uma greve que abrange todos os profissionais de saúde, em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região.

 

Médicos afectos à FNAM sem pré-aviso de greve

Os médicos afectos à FNAM não estão a participar na greve dos profissionais de saúde no Algarve, que decorre durante as 24 horas de hoje, uma vez que o pré-aviso não foi entregue “atempadamente”, disse à Lusa fonte sindical.

De acordo com Margarida Agostinho, representante do Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS), não foi possível colocar “atempadamente” o pré-aviso de greve, situação que foi transmitida aos médicos afectos à estrutura da Federação Nacional dos Médicos.

“Posteriormente colocou-se a hipótese do pré-aviso do Sindicato da Função Publica, como era geral para o Algarve, poder dar cabimento à participação dos médicos na greve, mas como a leitura não era linear, nada garantia que as administrações do hospital e Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve aceitassem essa leitura, pelo que os nossos sócios foram informados da situação”, disse à Lusa Margarida Agostinho.

De acordo com a mesma responsável os médicos vão participar na Tribuna Publica que as estruturas sindicais agendaram para as 17:00, em frente à sede da ARS do Algarve para a qual apelaram à mobilização de todos os cidadãos, mas em relação à greve não têm pré-aviso.

 

Na República Democrática do Congo
Uma febre hemorrágica de “origem indeterminada” matou 13 pessoas no noroeste da República Democrática do Congo desde 11 de...

“Treze pessoas morreram de uma febre hemorrágica de origem indeterminada. Todas tinham febre, diarreias, vómitos e, numa fase terminal, vomitavam substâncias negras”, disse na noite de quinta-feira o ministro da Saúde da RD Congo, Félix Kabange Numbi.

Até ao momento, 80 pessoas que estiveram contacto com a doença foram admitidas no hospital, indicou o mesmo responsável, citado pela agência AFP.

 

Relatório da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças
O sector da Saúde reduziu os gastos operacionais em 51,1 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, indica o relatório...

De acordo com o documento da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, que apresenta uma visão geral sobre a evolução da situação económico-financeira e patrimonial das empresas públicas não financeiras, a Saúde impulsionou a evolução positiva do sector empresarial do Estado (o EBITDA, um indicador sobre a geração de recursos sem contar impostos, depreciações e amortizações) ao crescer 63%, passando de -140,6 milhões de euros para -52 milhões.

Destacam-se, pela melhoria de resultados os centros hospitalares de Lisboa Norte (melhoria em 22,2 milhões de euros), de Coimbra (11,1 milhões), do Porto (10,7 milhões) de São João (10,6 milhões) e de Lisboa Central (7,5 milhões).

“O incremento das vendas e serviços prestados, aliado à contenção de custos, ocorrido no sector da Saúde, explica o aumento do resultado líquido de 90,9 M€ neste sector, alcançando no final do 1.º trimestre de 2014, um total de -82,7 M€”, afirma-se no documento.

Ainda no mesmo sector destaca o relatório que houve uma “redução significativa” desde o terceiro trimestre de 2013 das dívidas aos fornecedores mas que houve também um “ligeiro acréscimo” no primeiro trimestre deste ano.

“No sector da Saúde verificou-se, igualmente, uma diminuição do volume dos pagamentos em atraso em 103,6 M€, tendo passado de 1.028,4 M€ para 924,8 M€, o que reflecte essencialmente o efeito do Programa Extraordinário de Regularização de Dívidas do Serviço Nacional de Saúde”, que permitiu regularizar valores em dívida e negociar prazos de pagamento mais favoráveis com os maiores fornecedores dos hospitais, segundo o documento.

Em termos gerais, o sector empresarial do Estado registou um resultado líquido negativo de 394,1 milhões de euros no primeiro trimestre, uma melhoria face ao prejuízo de 405,3 milhões de euros no período homólogo de 2013.

 

No primeiro semestre de 2014
O Serviço Nacional de Saúde contratou este ano 409 enfermeiros e aguarda autorização para contratar mais “um número...

De acordo com um comunicado da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), desde 2012 o Ministério da Saúde tem vindo a proceder à contratação de enfermeiros, mas há recrutamentos por concluir ainda relativos a esse ano, além das aposentações que se têm verificado.

No primeiro semestre de 2014 foram contratados 409 enfermeiros, tendo-se registado no mesmo período 368 aposentações, afirma a ACSS.

“Além dos 409 contratos já autorizados em 2014, existe actualmente a aguardar autorização do Ministério das Finanças um número significativo de novas contratações de enfermeiros, prevendo-se para sua entrada em funções no SNS para breve”.

Segundo este organismo do Ministério da Saúde, tendo em conta a passagem das 35 horas para 40 horas de trabalho semanais, ocorrida no final de 2013, “o seu efeito em termos de aumento do número de horas de enfermagem disponíveis” vai reflectir-se durante este ano.

Assim, considerando os cerca de 13 mil enfermeiros que actualmente exercem funções no SNS com contrato, “a transição para o regime das 40 horas semanais traduz um ganho de cerca de 1.300 enfermeiros” (cálculo aproximado para 80% daquele universo), considera.

A ACSS diz reconhecer o enfermeiro como um elemento central do sistema de saúde e lembra que o seu “papel tem vindo a ser reforçado nas diferentes áreas de prestação de cuidados de saúde”, de que é exemplo a recente criação da figura do Enfermeiro de Família.

“Consciente das necessidades em reforçar a capacitação do SNS em enfermeiros, têm vindo a ser abertos procedimentos concursais, a fim de dar resposta às necessidades das instituições do SNS e a proceder à substituição de enfermeiros que saem do sistema, designadamente por aposentação”, afirma.

A Ordem dos Enfermeiros (OE) tem vindo a alertar nos últimos dias para o estado de exaustão em que se encontram estes profissionais, apontando os turnos longos (por falta de enfermeiros nas instituições) e o elevado número de doentes por enfermeiro com duas das principais razões para esta situação.

O bastonário visitou na quarta-feira o Hospital de Santa Maria, onde constatou que o serviço está em ruptura iminente por falta de enfermeiros, indicando que 140 é o número de profissionais necessários só naquele hospital.

 

Algarve
O Algarve vai ter a partir de Setembro consultas de telemedicina na área da reumatologia e o Hospital de Faro vai integrar um...

A Administração Regional de Saúde do Algarve anunciou que a partir de Setembro todos os centros de saúde da região vão poder ter consultas de telemedicina na especialidade de reumatologia.

A experiência, já iniciada nos agrupamentos de centros de saúde do Barlavento e do Sotavento, vai agora ser alargada ao agrupamento de centros de saúde do centro algarvio, permitindo um acesso facilitado a quem está mais distante do hospital onde estão os especialistas.

O responsável pelo programa de telemedicina no Algarve, António Pina, disse hoje à Lusa que é “a primeira vez, a nível nacional, que um reumatologista do serviço público presta este serviço”.

Desde Novembro de 2013, quando se iniciaram aquelas consultas por videoconferência nesta especialidade, já se realizaram cerca de três dezenas de consultas, adiantou António Pina.

No ano passado, a especialidade de dermatologia realizou 765 teleconsultas no Algarve.

A reumatologista Graça Sequeira, uma das impulsionadoras do projecto explicou que “não é possível fazer uma consulta completa nos seus vários aspectos. Mas o facto de ter o médico de família com o utente, do outro lado do ecrã, favorece o diálogo e o apoio aos médicos da área da especialidade de medicina geral e familiar, nomeadamente, na orientação ao tratamento”.

Em termos de procedimentos, a Administração Regional de Saúde do Algarve esclarece que todos os centros de saúde e o Centro Hospitalar do Algarve estão equipados com sistemas de videoconferência que permitem uma ligação em tempo real entre o reumatologista que se encontra no hospital e o médico de família e os utentes que estão no Centro de Saúde.

O especialista vai estar dedicado a estas consultas duas vezes por mês, às quartas-feiras, tendo os médicos de família de fazer a marcação da consulta antecipadamente.

No Algarve, a telemedicina está a ser um recurso para as especialidades de radiologia, dermatologia e reumatologia.

 

Projecto de telemonitorização de doença pulmonar obstrutiva crónica

O Hospital de Faro está a fazer a telemonitorização de 15 doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica, um projecto-piloto a decorrer em mais quatro hospitais portugueses, disse hoje à Lusa o responsável pelo programa de telemedicina no Algarve.

“São doentes que precisam frequentemente de oxigénio, têm problemas respiratórios, entre outros, têm muitos internamentos e vão muitas vezes às urgências”, disse António Pina.

O projecto vai permitir os doentes (15 por cada um dos cinco hospitais integrados) sejam monitorizados a partir de casa, através de equipamentos médicos que fornecem vários dados relevantes que são encaminhados para as equipas de pneumologia dos hospitais participantes.

As equipas médicas dos hospitais de Faro, Viana do Castelo, Pêro da Covilhã, Portalegre/Elvas e do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra avaliam os dados sobre o estado de saúde de cada doente para perceber se precisa de internamento ou de alguma alteração no seu tratamento.

O objectivo passa pela diminuição do agravamento da situação clínica e pela redução da necessidade de internamentos, segundo o ‘site’ dos Serviço Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

O Grupo de Trabalho de Telemedicina pretende, após a avaliação bianual do projecto-piloto, propor o aumento da sua implementação e o desenvolvimento de estudos para a aplicação da telemonitorização da insuficiência cardíaca, a partir de 2015, lê-se na página digital dos SPMS.

O projecto de telemonitorização da doença pulmonar obstrutiva crónica é financiado pela Administração Central do Sistema de Saúde.

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