Investigadores de Coimbra
Investigadores da Universidade de Coimbra identificaram uma nova enzima que poderá ser utilizada em estratégias terapêuticas...

A Universidade de Coimbra (UC) revela, em nota hoje divulgada, que a equipa internacional responsável pelo projecto é liderada pela investigadora Isaura Simões, do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC e do Biocant.

A investigação, iniciada em 2010, foi financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e envolveu a participação de cinco investigadores estrangeiros de três grupos de investigação distintos, explica.

Segundo a UC, a bactéria responsável pela febre da carraça e pelo tifo epidémico, de seu nome Rickettsia, "transmite-se através de piolhos, carraças e pulgas e não possui actualmente nenhuma vacina protectora".

"A descoberta, publicada na revista científica internacional PLoS Pathogens, descreve uma nova enzima dessa bactéria, semelhante àquela presente no VIH-1, sendo também controlável por medicamentos utilizados no tratamento da SIDA", acrescenta.

Isaura Simões, citada na nota da UC, refere que os investigadores demonstraram "de forma inequívoca a presença de um tipo específico de enzima na bactéria Rickettsia".

"Ao explorar as suas potenciais funções biológicas, os nossos resultados apontam para a participação da enzima num mecanismo relevante para a virulência destes microrganismos, reforçando a importância desta nova enzima como potencial alvo para o desenvolvimento de novas terapêuticas contra infecções provocadas por Rickettsia", explica.

O CNC é um laboratório responsável pela investigação nas áreas da biomedicina e da biotecnologia, na formação universitária de novos investigadores, e criação de acções de comunicação de ciência junto das comunidades através do Programa Ciência e Sociedade.

Já o Biocant disponibiliza serviços inovadores de biotecnologia com relevância para as Ciências da Vida e impulsiona a transferência de tecnologia entre os centros de investigação fundamental de reconhecido mérito e as empresas do sector da biotecnologia, segundo a UC.

Desde hoje
Os portugueses passam a partir de hoje a poder beneficiar de cuidados de saúde noutros Estados-membros, tendo direito a...

De acordo com a lei que estabelece as normas de acesso a cuidados de saúde transfronteiriços, os beneficiários do Serviço Nacional de Saúde (SNS) têm direito ao reembolso das despesas directamente relacionadas com tratamentos prestados noutro Estado-membro da União Europeia, desde que sejam tidos como cuidados de saúde que caberia ao Estado português garantir, através da sua estrutura de saúde pública.

O diploma estabelece que as prestações de saúde com direito a reembolso são as previstas na tabela de preços do SNS, mas salvaguarda que este direito (ao reembolso) “pressupõe a existência de uma avaliação prévia por um médico de medicina geral e familiar” do SNS ou por serviços regionais de saúde que “determinem a necessidade dos cuidados”.

O valor a ser reembolsado será apenas até ao limite do que teria sido assumido pelo Estado português enquanto responsabilidade financeira do SNS, caso esses cuidados tivessem sido prestados em Portugal.

A lei estabelece ainda restrições em alguns casos, que obrigam o utente a fazer um “pedido de autorização prévia”, para ter direito ao reembolso.

É o caso dos cuidados de saúde que exijam o internamento por pelo menos uma noite, cuidados que sejam “altamente onerosos e de elevada especialização”, tratamentos que impliquem risco para o doente ou para a população e prestações de saúde feitas por um profissional que suscite “preocupações sérias” quanto à qualidade ou segurança dos cuidados.

No Japão
O gigante farmacêutico suíço Novartis revelou não ter reportado ao Ministério da Saúde japonês 2.579 casos de efeitos...

Três medicamentos foram visados em particular num período que remonta a 2002: Glivec (1.313 casos), Tasigna (514) e o Afinitor (261).

Além dos casos notificados, outros 6.118 estão sob análise.

A Novartis apresentou sexta-feira um conjunto de medidas ao Ministério nipónico, incluindo melhor formação de funcionários, para evitar novas falhas na comunicação de eventuais efeitos secundários de medicamentos.

A filial japonesa da Novartis foi recentemente abalada por uma série de escândalos.

O primeiro veio a público no ano passado, depois de duas universidades japonesas terem denunciado a manipulação de resultados clínicos realizados sob a sua liderança a um medicamento contra a hipertensão Diovan (ou Valsartan).

Um antigo funcionário foi preso, suspeito de ter falsificado os resultados para exagerar os efeitos benéficos do medicamento, e acusado, assim como a empresa.

Na sequência desse caso e de outras descobertas sobre as práticas da Novartis no Japão, a empresa suíça decidiu em abril substituir os seus principais dirigentes no arquipélago.

Caso suspeito
Um caso suspeito de ébola foi descoberto na capital da Suécia, Estocolmo, disse ontem uma fonte oficial, citada pela agência de...

“Até agora é apenas um caso suspeito”, disse a fonte, sem dar mais detalhes.

A pessoa suspeita de ter contraído o vírus ficou doente depois de ter estado numa zona com casos de ébola e está agora em isolamento, adiantou o jornal Svenska Dagbladet na sua página na internet.

Aake Oertsqvist, especialista em controlo de infecções e responsável pela zona de Estocolmo disse que o risco de um surto de ébola na Suécia é “muito baixo”.

Actrizes porno japonesas
Um grupo de actrizes japonesas do cinema porno angariou já este fim de semana cerca de 23.000 dólares (17.500 euros) ao...

Até ao inicio da tarde de ontem, as actrizes permitiram a cerca de 2.300 fãs que tocassem nos seus seios, em troca do donativo de mil ienes (cerca de 10 dólares) e não sem antes de desinfectarem as mãos.

O evento, denominado “Boob Aid” foi transmitido em directo por um canal de entretenimento para adultos e teve a duração de 24 horas com a partição de nove actrizes do cinema porno japonês.

O evento, que já vai na sua 12.ª edição, terminou ontem, sendo depois contabilizado o dinheiro angariado.

Ordem dos Enfermeiros lamenta
A Ordem dos Enfermeiros lamentou, no sábado passado, que o Governo dos Açores não aposte na contratação e nos incentivos à...

Segundo o presidente da secção regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros, Tiago Lopes, o Governo açoriano tem manifestado "vontade" de contratar mais enfermeiros, mas isso "não se traduz numa prática", sendo poucos os concursos que abrem, sobretudo no caso dos cuidados primários.

Assim, as perspectivas dos recém-licenciados na região, que "o mercado não absorve", acabam por se limitar, neste momento, a contratação precária, através de programas como o "Estagiar L", afirmou aos jornalistas, em Ponta Delgada, à margem de uma cerimónia de vinculação à profissão de 65 enfermeiros que concluíram a licenciatura este ano.

Tiago Lopes lamentou esta situação e referiu que estes "estagiários" acabam, por vezes, a trabalhar sozinhos em unidades como lares de idosos, sendo responsáveis pela gestão dos cuidados prestados, de outros profissionais ou de 'stocks'.

Um recém-licenciado tem "capacidade" para assumir uma missão deste tipo, assegurou Tiago Lopes, dizendo que, no entanto, numa situação destas ganha menos do que qualquer enfermeiro acabado de contratar pelo Serviço Regional de Saúde.

Para Tiago Lopes, programas como o "Estagiar L" servem para "contornar dados estatísticos", nomeadamente a taxa de desemprego, e revelou que a secção regional da Ordem dos Enfermeiros pretende, até ao final do ano, concluir um levantamento de quantos profissionais estão a assegurar serviços nesta situação.

A ordem vai ainda, também até ao final do ano, e em parceira com o próprio executivo açoriano, fazer o cálculo de quantos enfermeiros faltam no Serviço Regional de Saúde, sendo o objectivo assumir um "compromisso" com a tutela para que, ao longo dos próximos três anos, a região contrate os profissionais de que efectivamente precisa.

Segundo explicou, este cálculo vai ser feito com base numa norma para o cálculo da dotação em enfermagem que a Ordem aprovou em maio.

Tiago Lopes reafirmou que a falta de enfermeiros nos cuidados primários pode agravar-se na sequência da recente decisão do Governo dos Açores de alargar a rede de cuidados integrados a alguns centros de saúde das ilhas que fazem internamentos.

Tanto Tiago Lopes como o bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Germano Couto, também presente nesta cerimónia, ressalvaram que a situação do Serviço Regional de Saúde dos Açores não é, no entanto, tão grave como a que se verifica no Serviço Nacional de Saúde.

Segundo Tiago Lopes, ao contrário do que acontece a nível nacional, a contratação de enfermeiros nos Açores, embora "muito parca" e "inferior ao necessário", tem sido em número superior ao das reformas.

Sociedade de Pneumologia orienta
A Linha Saúde 24 vai ter um serviço específico para quem quer deixar de fumar, com conselhos, acompanhamento e possível...

A informação foi avançada à Lusa pelo responsável da empresa que gere a Linha Saúde 24, Luís Pedroso Lima, que tem já um pedido de marcação de reunião com a Direcção-Geral da Saúde (DGS) para esta semana.

Nessa reunião será apresentado um projecto para a criação da linha de cessação tabágica, que segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), com base em estudos comparativos a nível internacional sobre este tipo de serviço, explicou.

Para já é certo que a direção técnica da linha ficará a cargo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), na sequência de uma proposta que foi feita ao seu presidente pela empresa que gere a Saúde 24 e que já foi aceite.

A linha não se limitará a dar conselhos, uma vez que está demonstrado que esse tipo de serviço tem pouca adesão, disse.

Assim, além de aconselhar os utentes, a linha de cessação tabágica, será “proactiva”, ou seja, “além de receber chamadas, vai também fazer chamadas para reforçar a intenção de deixar de fumar”, explicou o responsável.

Em cima da mesa está ainda a criação de uma via verde que dá prioridade a quem liga para a linha no acesso à consulta e a comparticipação de alguns medicamentos para ajudar a deixar de fumar.

“O primeiro contacto servirá para aferir o nível de dependência e a motivação da pessoa para deixar de fumar. Os pouco motivados serão logo aconselhados a fazer uma consulta de cessação tabágica com um médico”, disse Luís Pedroso Lima.

Os motivados serão acompanhados telefonicamente, com chamadas periódicas em dias definidos até ao dia estabelecido para “deitar fora o maço de cigarros e deixar de fumar”.

“Depois do dia D (em que deixam de fumar), o utente continuará a receber chamadas de controlo e incentivo, que se vão tornando cada vez mais espaçadas”, em função do sucesso do programa.

Da proposta a ser apresentada à DGS, consta a gratuitidade da linha e a criação de uma “via verde de cessação tabágica, para que quem liga para a linha tenha prioridade no acesso à consulta”, acrescentou, especificando que isto vale para os que estão motivados a deixar de fumar.

Luís Pedroso Lima afirma que algumas pessoas conseguirão deixar de fumar apenas com a força de vontade, mas reconhece a grande maioria necessita de apoio terapêutico, sobretudo substâncias nicotínicas (pensos e pastilhas), mas também medicamentos sujeitos a prescrição médica.

A comparticipação é uma possibilidade em cima da mesa, uma vez que a proposta é a de que “semanalmente a instituição que gere a linha forneça pensos e pastilhas”, mas apenas enquanto a pessoa se mantiver no programa.

A outra possibilidade é a de a empresa emitir um voucher para ser usado na farmácia.

O responsável destacou o empenho da SPP que tomou a iniciativa de recomendar aos médicos que aconselhem todos os doentes pulmonares crónicos fumadores a aderir à linha.

De acordo com Luís Pedroso Lima, a linha de cessação tabágica não traz nenhum acréscimo de custos ao Estado, porque está dentro do contrato anual da Linha Saúde 24.

Funcionamento normalizado
A Urgência de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Caldas da Rainha, encerrada desde quarta-feira, foi hoje reaberta,...

“Foi possível normalizar o funcionamento da Urgência desse serviço [de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Caldas da Rainha] desde as 15:00 de hoje”, informou o Centro Hospitalar do Oeste (CHO) em comunicado.

De acordo com o CHO, a solução para a falta de médicos, que levou ao encerramento das urgências foi encontrada “na sequência de várias diligências realizadas nos últimos dias, e graças à colaboração e acordo dos profissionais do serviço de Ginecologia e Obstetrícia”.

A urgência de Ginecologia e Obstetrícia estava encerrada desde quarta-feira por “falta de recursos humanos” para assegurar o seu funcionamento.

A previsão do conselho de administração era de que o encerramento se mantivesse “até às 09:00 do próximo dia 02 de Setembro”, sendo as utentes daquele serviço “transferidas para o hospital de referência, o Centro Hospitalar Lisboa Norte”.

O encerramento das urgências tinha sido proposto pela direcção do serviço de Ginecologia e Obstetrícia, devido à falta e de médicos suficientes para manter o seu funcionamento, dado alguns dos sete clínicos se encontrarem de férias e dois de baixa médica.

A reorganização dos serviços permitiu, no entanto, antecipar a reabertura das urgências obstétricas “garantindo desta forma a segurança e qualidade na prestação de cuidados às utentes deste Centro Hospitalar”, concluiu o comunicado.

Ébola:
A Organização Mundial da Saúde vai pedir 372 milhões de euros aos doadores internacionais para combater o vírus do Ébola nos...

Segundo num relatório da revista científica Nature, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vai pedir 372 milhões de euros aos doadores internacionais para combater o vírus do Ébola nos próximos seis a nove meses. A verba é superior a estimada pela OMS no final de Julho – 54 milhões de euros – para fazer face à doença que já causou 1.552 vítimas mortais, num universo de 3.069 casos registados em cinco países da África Ocidental: Serra Leoa, Libéria, Guiné Conacri, Nigéria e Senegal.

O montante servirá apenas para dar resposta imediata à pandemia e não para o trabalho de reconstrução a longo prazo dos sistemas de cuidados de saúde destruídos naqueles estados africanos.

“Este valor é apagar o fogo, não para construir o quartel dos bombeiros”, ironizou o assistente do director-geral da OMS, Bruce Aylward, que previu que o número de casos de febre hemorrágica do vírus Ébola poderá ultrapassar os 20 mil proximamente.

No documento citado pela revista Nature, a OMS estima que, para conter o surto de Ébola num prazo de seis meses, serão necessários 750 profissionais de saúde estrangeiros e 12.000 trabalhadores dos países afectados.

A agência não avançou os números de trabalhadores de saúde já envolvidos no terreno para dar resposta à pandemia.

A OMS espera um contributo dos Estados membros, mas o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento que já prometeram 152 e 159 milhões de euros, respectivamente.

A agência das Nações Unidas tem um orçamento de 131 milhões de euros para acudir aos surtos e crises de todos os tipos, depois de, no ano passado, ter visto o seu financiamento cortado para metade devido à reestruturação orçamental e crise económica.

 

Primeiro caso confirmado no Senegal

O governo do Senegal anunciou hoje que se verificou naquele país o primeiro caso de contágio com o vírus Ébola. O infectado, que está hospitalizado na capital Dacar, é um jovem da Guiné-Conacri que viajou recentemente para o Senegal e que foi sujeito a exames depois de ter sentido os sintomas da doença.

 

São Tomé e Príncipe proíbe viagens de e para países afectados

O governo de São Tomé e Príncipe proibiu a entrada e saída de pessoas e bens, incluindo cidadãos estrangeiros, de países como a Nigéria, Guiné Conacri, Serra Leoa e outros “onde já foram declarados os casos de Ébola”.

A decisão consta de um comunicado do conselho de ministros distribuído hoje à imprensa, em que se justifica a medida como “preventiva face à propagação do vírus do Ébola em vários países do continente”.

O conselho de ministros reuniu-se esta quinta-feira e “decidiu pela validação do plano nacional de contingência” contra o vírus Ébola, elaborado pelo ministério são-tomense da saúde com apoio da organização Mundial da Saúde (OMS) e aprovado esta semana pelo comité de emergência.

Segundo o comunicado do governo, as embaixadas são-tomenses nesses países ou que fazem ligação com esses países foram orientadas “no sentido de procederem de conformidade, quando solicitado vistos para São Tomé e Príncipe”.

O Plano de contingência do governo são-tomense para fazer face a uma eventual doença provocada pelo vírus do Ébola está avaliado em 600 mil euros e vai de Setembro deste ano a Novembro de 2015. Contempla um conjunto de acções a desenvolver, incluindo também restrições nos portos e aeroportos e limitação nas importações de alguns produtos, como roupas e carnes provenientes dos países africanos.

“São toda uma série de acções que vamos pôr em prática, para que estejamos mais preparados para lidarmos com eventuais casos de Ébola”, disse a ministra são-tomense da Saúde, Maria Tomé que apelou hoje aos órgãos da comunicação social públicos e privados no sentido de “ajudarem a passar a mensagem” sobre as medidas de prevenção anunciadas pelo governo.

Tome nota das precauções
A Síndrome de Morte Súbita do Lactente é a principal causa de mortalidade pós-neonatal nos países de
Recém nascido a dormir de barriga para cima

A síndrome define-se como uma morte súbita e inesperada de um lactente ou criança pequena, sem causas aparentes. Este síndrome regista maior incidência entre o 1º mês de vida e o 4º mês, afetando mais o sexo masculino. Como não se pode prever a morte súbita no lactente, apenas nos limitamos a controlar e a prevenir os riscos, como tal é aconselhável tomar algumas precauções que podem reduzir o risco, sendo elas:

  • Deitar o bebé a dormir no berço de barriga para cima, com os pés no fundo do berço;
  • Evitar o aquecimento excessivo do bebé no berço;
  • Manter a temperatura do quarto entre os 18ºC e os 21ºC;
  • Prender os resguardos laterais no berço, sem deixar fitas soltas;
  • Não usar almofada, nem deixar fraldas no berço;
  • Usar um colchão firme não permitindo que haja espaço entre o colchão e os cantos e os lados do berço;
  • O berço nunca deve estar junto a radiadores, janelas ou cortinas;
  • Não fumar nos locais em que estiver o bebé, e se possível, a mãe não fumar durante a gravidez;
  • Deixar o bebé dormir no quarto dos pais, pelo menos até aos 6 meses, mas não o deixar dormir na cama dos pais;
  • Nunca dormir com o bebé no sofá;
  • Fazer aleitamento materno, sempre que possível.

Bibliografia:
Sequeira, J. S. (2001). Prever a morte súbita no lactente. Pediatria Preditiva - IX Jornadas de Pediatria, 23-28.
T. Brazelton, J. D. (2006). A criança e o sono: o método brazelton. Lisboa: Presença.
Tom Lissauer, G. C. (2009). Manual ilustrado de pediatria. Rio de Janeiro: Elsevier.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Circular Informativa N.º 190/CD/8.1.7.
O Infarmed emitiu uma circular informativa onde divulgou o nome de vários medicamentos distribuídos de forma ilegal.

A Agência Alemã do Medicamento - Federal Institute for Drugs and Medical Devices (BfArM) divulgou a existência de distribuição ilegal, a partir de Itália, de lotes dos medicamentos indicados na tabela seguinte:

Medicamento

Dosagem

Forma farmacêutica

Lote

Titular de AIM/Representante

Alimta

100 mg

Pó concentrado para solução para perfusão

C067643C, C096647E, C155151F

Lilly Portugal – Produtos Farmacêuticos, Lda.

Copaxone

20 mg/ml

Solução injetável

922341, 923213

Teva Pharma Produtos Farmacêuticos, Lda.

Enbrel

50 mg

Pó para solução injetável

G60021, G74147, G74148, H09213

Laboratórios Pfizer Lda.

Enbrel

25 mg

Pó para solução injetável

H28783

Laboratórios Pfizer Lda.

Erbitux

5 mg/ml

Solução para perfusão

168812, 170433, 156963, 155003

Merck, S.A.

Humira

40 mg/0,8 ml

Solução injetável

6035932

Abbvie, Lda.

Lucentis

10 mg/ml

Solução injetável

S0040A

Novartis Farma – Produtos Farmacêuticos – S.A.

Rebif

6000000 UI

Solução injetável

BA018103, BA020290

Merck, S.A.

Sutent

50 mg

Cápsula

U674L

Laboratórios Pfizer Lda.

Tysabri

20 mg/ml

Concentrado para solução para perfusão

130311A, 130365A

Biogen Idec Portugal

Xeloda

500 mg

Comprimido revestido por película

X2830B02, X2865B01

Roche Farmacêutica Química, Lda

 

Apesar de não ter sido detectada a existência destes lotes de medicamentos em Portugal, alerta-se que medicamentos fornecidos por distribuidores não autorizados devem ser considerados como falsificados, não podendo ser considerados seguros ou eficazes, pelo que não devem ser utilizados.

Face ao exposto, o Infarmed recomenda:

- As entidades que estejam na posse de qualquer dos lotes referidos não procedam à sua venda, dispensa ou administração, devendo comunicar de imediato ao Infarmed;

- Os utentes que disponham de medicamentos destes lotes não os utilizem e entreguem as embalagens em causa na farmácia para posterior destruição.

Infarmed

 

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera alerta para as temperaturas elevadas que se vão fazer sentir no continente a partir...

As temperaturas vão aumentar no fim-de-semana e no início do mês de Setembro, com os valores da máxima acima dos 30 graus centígrados em Portugal continental, anunciou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, neste sábado, no domingo e no início de Setembro o tempo “deverá ser quente, com céu geralmente limpo e vento fraco, com valores da temperatura máxima acima de 30 graus centígrados na generalidade do território do continente, em particular no litoral das regiões Norte e Centro”.

Num comunicado divulgado no seu ‘site’, citado pelo iOnline, o IPMA refere ainda que “os valores mais elevados da temperatura máxima deverão ultrapassar os 35 graus nas regiões do interior no início da próxima semana”.

“Pelo contrário, no Algarve, com a predominância do fluxo de sueste, prevê-se uma pequena descida de temperatura máxima, que deverá fixar-se em valores próximos de 30 graus”, acrescenta.

Esta subida de temperatura deve-se à “intensificação de um núcleo anticiclónico a norte da Península Ibérica”, que “a partir de sexta-feira vai favorecer a circulação de leste nas regiões do Norte e Centro com transporte de uma massa de ar quente e seco”.

Segundo o IPMA, no arquipélago da Madeira a situação meteorológica continua sem alterações, com a temperatura máxima a rondar 28 graus no Funchal.

A região está sob aviso amarelo (o segundo menos grave de uma escala de quatro) até às 18:00 de sábado, devido ao calor.

O Algarve está desde a tarde de hoje e até às 22:00 de quinta-feira sob o mesmo aviso.

 

Pela ONU
O laboratório do Infarmed foi um dos quatro laboratórios seleccionados a nível mundial para analisar medicamentos para o...

De acordo com uma nota do Infarmed, o contrato prevê que o laboratório analise medicamentos destinados ao tratamento daquelas doenças, para os gabinetes das Nações Unidas existentes em todo o mundo.

“Um dos objectivos deste programa das Nações Unidas, financiado pelo Fundo Global, é garantir o acesso a medicamentos de qualidade, eficazes e seguros, às populações dos países afectados por estas três pandemias”, refere.

Actualmente estão em curso financiamentos do Fundo Global em 26 países de África, Ásia, Europa, Médio Oriente e Américas.

O Infarmed considera que o facto de ter sido seleccionado, entre os laboratórios reconhecidos pelas Nações Unidas e pela Organização Mundial da Saúde, “demonstra que a competência técnica desta agência se encontra entre as melhores do mundo”.

 

ARS Norte confirma
A Administração Regional de Saúde do Norte confirmou o encerramento do atendimento nocturno nos centros de saúde de Baião e...

De acordo com fonte daquele organismo desconcentrado do Estado, a decisão é consequência da "quase nula" procura daqueles dois serviços de atendimento, no período entre as 24:00 e a 8:00. “Não se justifica manter os serviços abertos”, observou a fonte.

Segundo a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), os dados foram recolhidos durante dois anos, no âmbito de uma monitorização ao funcionamento dos dois serviços de atendimento, durante a noite.

A Administração Regional de Saúde avançou que, em contrapartida àquela medida, os meios que estavam afectos ao serviço de atendimento nocturno vão reforçar a capacidade de resposta dos dois centros de saúde, no período entre as 08:00 e as 24:00.

A fonte esclareceu também que, formalmente, desde o tempo da ministra da Saúde Ana Jorge, não existem os chamados “Serviços de Atendimento Permanente”. O que tem existido em Baião e Resende, assinalou, é o prolongamento, para as 24 horas, do horário de funcionamento da assistência. A partir de domingo [31 de Agosto], o prolongamento vai manter-se, mas apenas até às 24:00.

A medida hoje confirmada é contestada pelos presidentes dos municípios de Baião e Resende. A ARS-N confirmou que nesta fase a medida vai apenas ser aplicada a Baião e Resende, mas admitiu que está a ser feita a monitorização de outras situações similares no norte do país.

Cannabis
A administração de baixíssimas doses de um composto presente na cannabis, o delta-9 tetrahidrocanabinol (THC), pode desacelerar...

A descoberta, dada a conhecer através de um estudo publicado o mês passado na revista científica Journal of Alzheimer's Disease, resultou da análise de um modelo celular da patologia e comprovou que uma quantidade extremamente baixa de THC consegue reduzir a produção de proteína beta-amilóide e a sua acumulação anormal, um processo frequente logo nas fases iniciais do Alzheimer.

Segundo a equipa, coordenada por Chuanhai Cao, neurocientista do Byrd Alzheimer's Institute da Universidade do Sul da Flórida (USF) e principal autor do estudo, as concentrações reduzidas de THC mostraram-se, igualmente, benéficas para a melhoria da função mitocondrial, indispensável para o fornecimento de energia ao organismo, para a transmissão de sinais e para a manutenção de um cérebro saudável.

“O THC é conhecido por ser um antioxidante potente com propriedades protectoras ao nível neuronal, mas esta é a primeira vez que se prova que o composto afecta directamente os pacientes com doença de Alzheimer ao diminuir os níveis de beta-amilóide, prevenir a sua agregação e aumentar a função mitocondrial”, explica Cao, em comunicado.

De acordo com o investigador, “níveis mais baixos de beta-amilóide significam menor acumulação [desta proteína], o que pode proteger os indivíduos contra a progressão da doença”.  Visto que se trata de “um inibidor natural e relativamente seguro”, o THC ou outros compostos semelhantes poderão contribuir “para o desenvolvimento de um tratamento eficiente no futuro”, acrescenta o especialista.

Chuanhai Cao e os colegas estão, actualmente, a investigar os efeitos de um 'cocktail' de fármacos que inclui THC, cafeína e outros compostos naturais num modelo celular da doença e deverão avançar em breve para a realização de testes em modelos animais.

“A dose e a população-alvo são fundamentais para [a administração de] qualquer fármaco, pelo que um acompanhamento cuidadoso e o controlo dos níveis da droga no sangue e no organismo são muito importantes para o uso terapêutico, em particular para algo como o THC”, realça o cientista da USF.

A este propósito, Neel Nabar, co-autor do estudo, reconhece que o clima político que envolve a utilização da cannabis com fins medicinais está em constante mudança, mas alerta que o que está em causa não é a defesa do uso de drogas ilícitas para prevenir a doença.

“É importante ter consciência de que só porque uma droga é eficaz, tal não significa que possa ser utilizada com segurança por qualquer um”, sublinha Nabar, que acrescenta, porém, que “estas descobertas podem conduzir ao desenvolvimento de compostos relacionados que sejam seguros, legais e úteis no tratamento da doença de Alzheimer”.

 

Activando diferentes funções cerebrais
A música activa diferentes funções cerebrais, o que explica porque a música gera prazer ou desconforto, e a nossa canção...

Neurologistas americanos recorreram a um scanner com imagens de ressonância magnética para fazer um mapeamento da actividade cerebral com 21 voluntários que ouviram diferentes tipos de música, incluindo rock, rap e clássica.

Os voluntários escutaram seis temas com cinco minutos cada um, inclusive cinco considerados icónicos de cada género, uma canção que não era familiar e, misturado na selecção, o tema favorito da pessoa examinada.

Os cientistas detectaram padrões de actividade cerebral, que evidenciaram o agrado ou o desagrado perante determinada canção. Também advertiram para a ocorrência de uma actividade específica quando se escuta a canção favorita.

Escutar a música que se gosta, sem ser a favorita, abre um circuito neuronal nos dois hemisférios cerebrais, denominado rede em modo padrão, que, acredita-se, actua nos pensamentos “concentrados no interior”.

Mas ouvir a canção favorita também desencadeou actividade no hipocampo, a região do cérebro adjacente, que desempenha um papel fundamental na memória e nas emoções vinculadas para a socialização.

A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, foi liderada por Robin Wilkins da Universidade da Carolina do Norte, em Greensboro.

Os autores ficaram surpreendidos ao constatar que os padrões das imagens eram muito similares, apesar de a preferência musical ser uma questão muito individual. “Estas conclusões podem explicar porque estados emocionais e mentais comparáveis podem ser experimentados por gente que ouve música tão diferente como Beethoven e Eminem”, acrescentam.

Jean-Julien Aucouturier, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Científica, em França, destacou que o estudo completa a teoria sobre como a música afecta o cérebro. “Até agora, tínhamos a hipótese de que as canções favoritas eram uma espécie de estímulo superlativo que o mesmo padrão de actividade cerebral desencadeia, embora mais intenso, comparado com outras canções”, explicou o especialista à AFP. “Este estudo mostra que não é uma actividade mais intensa em certas partes do cérebro o que se produz, mas uma conectividade entre partes diferentes”

Os resultados sugerem que ouvir a canção favorita pode ajudar a tratar a perda de memória, explica Aucouturier. Será preciso fazer novos estudos para avançar nessa direcção, advertiu.

 

Agora utilizadas nas crianças
Depois do sucesso registado na localização e identificação de crianças desaparecidas, as pulseiras “Estou Aqui” deverão ficar à...

Usadas com sucesso por crianças durante os meses de Verão desde há três anos, as pulseiras “Estou aqui”, distribuídas pela PSP para acautelar a localização de menores perdidos, deverão passar a ser também utilizadas por doentes com Alzheimer. A medida está a ser estudada pela polícia em conjunto com a Associação Portuguesa de Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer.

“É uma medida que, pensamos, será muito relevante para os doentes com Alzheimer. Só ainda não conseguimos avançar este ano porque não foi ainda possível chegar a um consenso e porque temos de ter um orçamento maior. Isto é totalmente gratuito para as pessoas neste momento. Dependemos de patrocinadores. Mas o nosso objectivo é levar por diante o plano de alargar esta pulseira aos doentes com Alzheimer. No próximo ano, esperamos já estar a fazê-lo”, disse ao jornal Público o subintendente Paulo Flor, porta-voz da direcção nacional da PSP e também o responsável pela ideia de criar uma pulseira que pudesse facilitar a localização de uma criança perdida.

A grande alteração no funcionamento das pulseiras, que incluem informações gravadas sobre as crianças e apelam a quem as encontrar para que ligue para o 112 onde existe um registo de cada menor e dados sobre os pais, será a duração do seu uso. No caso das crianças, as pulseiras estão activas apenas durante dois meses no Verão. Já no caso dos doentes com Alzheimer, o desafio será usar a estrutura actualmente montada com as pulseiras dos menores para que funcionem durante todo o ano.

Para a vice-presidente da Associação Portuguesa de Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer, Leonor Guimarães, as vantagens que a pulseira irá representar para os doentes são “muitos importantes” e o seu uso “fundamental”. Actualmente, os familiares colocam pequenas pulseiras de prata com a identificação dos pacientes nos seus pulsos ou incluem as informações relativas à sua identidade nas suas roupas em pequenos bordados.

Porém, “isso não funciona muito bem porque os doentes são frequentemente roubados e levam-lhes esses adereços. A pulseira da PSP, não sendo de muito valor material, não cativará o interesse ao ponto de ser roubada”, apontou Leonor Guimarães.

A doença afecta cerca de 110 mil pessoas em Portugal, de acordo com os últimos dados da associação. “É uma doença que desgasta muito os familiares. O Governo deveria apoiar mais”, defende ainda a número dois daquela associação.

A pulseira “Estou aqui” foi criada em 2012. Desde então, o número de pulseiras distribuídas tem aumentado, tendo passado de 10 mil no primeiro ano, para 20 mil em 2013 e para as 30 mil que até agora, em 2014, foram fornecidas aos pais. Podem ser pedidas em qualquer esquadra do país, sendo a activação do pedido feita através da página da Internet do programa (https://estouaqui.mai.gov.pt), com o preenchimento de uma base de dados.

Este ano, as pulseiras podem ser utilizadas por crianças estrangeiras que visitam Portugal e por filhos de portugueses que façam férias em países da União Europeia, sendo que há 27 Estados-membros que têm uma ligação directa ao 112, número europeu de emergência.

 

Estudo de Oxford
Investigadores do Reino Unido, incluindo um português da Universidade de Oxford, concluíram num estudo recente que a Ilha da...

A descoberta, publicada este mês numa revista sobre doenças tropicais, foi feita após a investigação de dados da Direcção-Geral da Saúde e autoridades Europeias durante o surto que ocorreu no arquipélago em 2012, altura em que terá infectado mais de duas mil pessoas.

Segundo os investigadores, as temperaturas não tropicais, presentes na Madeira nos meses mais frios, interferem com a capacidade do vírus da dengue se reproduzir dentro do mosquito.

A ilha apresenta assim uma defesa natural contra a sustentabilidade do vírus no território, o que terá sido o factor determinante para o fim da epidemia de 2012 em Dezembro desse ano.

A epidemia de dengue na Madeira foi a primeira de longa duração na Europa, apresentando-se como um evento de grande importância para a saúde pública local e do resto do continente.

A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 3.5 biliões de pessoas vivam em países já afectados ou em risco de serem afectados pela dengue, um vírus que é transmitido por picadas de mosquitos.

 

Cinema pornográfico
A organização que representa a indústria do cinema porno nos Estados Unidos, a Free Speech Coalition, anunciou uma moratória...

A suspensão das filmagens integra o protocolo habitual da acção da Free Speech Coalition (FSC) cada vez que é detectada uma infecção, ou suspeita, do vírus da Sida.

“Houve um teste que deu positivo num dos nossos laboratórios de análises. Ainda não temos as provas de confirmação, mas adoptamos as medidas preventivas para proteger os atores”, comentou a directora do FSC, Diana Duke.

De acordo com os protocolos de procedimentos, quando é detectado um caso suspeito são realizadas provas adicionais para confirmação do contágio, é estabelecido o momento em que pode ter ocorrido o contágio e identifica-se o portador do vírus.

A suspensão de novas gravações, o que acontece pela terceira vez no último ano, será prolongada pelo tempo necessário.

 

60 pessoas entre os 18 e os 50 anos
Universidade de Oxford está à procura de 60 pessoas para testarem uma vacina experimental contra o vírus.

A proposta pode parecer estranha, mas a causa é nobre. Cientistas ingleses estão à procura de 60 voluntários para testar uma vacina experimental contra o vírus do Ébola.

Os indivíduos precisam de ser saudáveis e ter entre os 18 e os 50 anos. O teste é pago e consiste numa única injecção. Depois os participantes devem visitar o centro nove vezes nos seis meses seguintes.

Até agora o produto, desenvolvido pela GlaxoSmithKline, só foi testado em macacos mas o investigador Adrian Hill garante que os riscos são poucos e está optimista sobre o projecto.

“Acho que as hipóteses de recrutarmos pessoas suficientes a tempo são muito boas. Vamos encorajar profissionais de saúde, em particular, para se voluntariarem”, disse o director do Instituto Jenner da Universidade de Oxford, responsável pela investigação, sublinhando não existir qualquer hipótese de algum dos participantes contrair o Ébola.

Hill pretende começar os testes em meados de Setembro, numa medida para acelerar a investigação e encontrar uma possível cura.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que necessita de 371 milhões de euros para conter a epidemia nos próximos seis meses. A prioridade é o tratamento da doença, a criação de centros de gestão da epidemia, a mobilização social e enterros seguros.

O vírus do Ébola já provocou 1.552 vítimas mortais, entre 3.069 casos conhecidos na Nigéria, Libéria, Guiné Conacri, Serra Leoa e República Democrática do Congo.

 

OMS vai publicar roteiro mundial para estancar Ébola em nove meses

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou hoje que vai publicar um roteiro mundial do vírus Ébola, que assola a África Ocidental, visando dar resposta internacional, dentro de nove meses, à doença que já matou 1.552 pessoas.

O itinerário “servirá como um quadro para a actualização dos planos operacionais detalhados”, refere um comunicado divulgado na página da Internet daquela agência das Nações Unidas.

De acordo com a OMS, o roteiro resulta dos comentários recebidos de um grande número de parceiros, incluindo autoridades de saúde dos quatro países afectados -- Guiné-Conacri, Libéria, Serra Leoa e Nigéria -, a União Africana, bancos de desenvolvimento, outras agências da ONU, Médicos Sem Fronteiras (MSF) e países que forneceram apoio financeiro directo para estancar a doença.

A prioridade da OMS será dada às necessidades de tratamento e centros de gestão, bem como ao trabalho de mobilização social e enterros seguros das vítimas da doença, destaca a nota.

O mapeamento irá apresentar dados epidemiológicos das zonas afectadas, especialmente as que requerem que haja uma coordenação internacional dos parceiros para o fornecimento de equipamentos de protecção individual, desinfectantes e sacos para cadáveres, assinala o comunicado.

Com esta iniciativa, a OMS espera “interromper a transmissão do Ébola em curso em todo o mundo dentro de seis a nove meses” e que, paralelamente, vai avaliar o impacto socioeconómico da pandemia.

 

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