Distribuída a 2 de Setembro
A revista internacional MIT Technology Review divulgou hoje a nomeação, pela primeira vez, de uma cientista portuguesa para a...

“É o reconhecimento pelo trabalho. Claro que estou muito satisfeita por receber o prémio. Acho que o mais importante não é o prémio, mas a tecnologia em si, o valor e o potencial que tem para melhorar qualidade de vida de muitos pacientes pelo mundo. É para isso que, realmente, eu trabalho”, disse à Lusa, a partir de Paris, a investigadora Maria José Pereira, de 28 anos.

Há mais de 10 anos que a revista MIT Technology Review, do Massachusetts Institute of Technology, reconhece as pessoas inovadoras que desenvolvem tecnologias com capacidade de transformar o mundo e, pela primeira vez, nomeia uma cientista portuguesa. Alguns dos nomes já nomeados nesta lista foram Larry Page e Sergey Brin, co-fundadores do motor de busca Google, e Mark Zuckerberg, co-fundador da rede social Facebook.

Licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Coimbra, Maria José Pereira contribuiu, nos Estados Unidos, para o desenvolvimento de um novo adesivo que funciona como uma cola e que permite reparar mais facilmente defeitos cardiovasculares que afectam seis bebés em cada mil nascimentos.

Este adesivo formado por um novo biomaterial irá simplificar consideravelmente o processo de reparação e reduzir a necessidade duma intervenção cirúrgica invasiva nos primeiros tempos de vida. Ao contrário dos outros materiais, a tecnologia deste material permite-lhe aderir fortemente ao tecido e resistir à constante pressão exercida num órgão, como o coração, em presença de sangue.

“O meu doutoramento foi pelo MIT Portugal e o programa dá-nos a oportunidade de trabalhar com investigadores no estrangeiro. Daí, na altura, ter ido para os Estados Unidos, onde conheci outros investigadores e surgiu a ideia deste projecto”, sublinhou a cientista portuguesa.

O Programa MIT Portugal é uma colaboração, desde 2006, entre universidades, centros de investigação portugueses, empresas e o MIT, que procura promover o investimento em ciência, tecnologia e educação superior como dinamizador do desenvolvimento económico e social em Portugal.

“Estava integrada numa equipa no Brigham & Women's Hospital, que faz parte da divisão de ciências para a saúde e tecnologia da Harvard-MIT, e colaborei também com investigadores do Children´s Hospital em Boston”, referiu Maria José Pereira. “Foi basicamente neste ecossistema em que havia pessoas muito boas tanto a nível da engenharia, como na parte clínica, que surgiu toda a ideia deste projecto. Foi uma equipa muito multidisciplinar e o ambiente muito rico de Boston que proporcionou este projecto”, acrescentou.

Actualmente, Maria José Pereira coordena a área de tecnologias de adesão na 'start up' Gecko Biomedical, localizada em Paris.

“Durante o meu doutoramento, foi submetida uma patente (para esta tecnologia por pesquisadores do MIT) e há várias tecnologias que estão relacionadas com este trabalho que foram licenciadas à Gecko Biomedical, que é uma 'start up' que está a trabalhar nesta tecnologia e outras plataformas para a adesão, sempre na área médica”, referiu.

A empresa, fundada em 2013, conseguiu o financiamento de oito milhões de euros e espera que esta tecnologia esteja disponível no mercado entre dois a três anos, segundo a MIT Portugal.

“Claro que (a nomeação) demonstra que somos (portugueses) capazes de fazer muito. A minha educação toda foi em Portugal, tive esta experiência nos Estados Unidos e ter conseguido obter este prémio é bastante importante”, sublinhou Maria José Pereira.

Os nomeados deste ano serão incluídos na edição impressa da revista de Setembro/Outubro, que será distribuída a 02 de Setembro.

 

PlegridyTM (Peginterferão beta-1a)
A Comissão Europeia autorizou a comercialização do PlegridyTM (Peginterferão beta-1a) no tratamento para adultos com esclerose...

A Biogen Idec (NASDAQ: BIIB) acaba de anunciar que a Comissão Europeia (CE) autorizou a comercialização do PlegridyTM (Peginterferão beta-1a) no tratamento para adultos com esclerose múltipla por surto-remissão (EMSR), a forma mais comum de esclerose múltipla (EM). O plegridy é administrado de duas em duas semanas com a plegridy pen, um novo auto-injector pronto a usar.

“O plegridy oferece às pessoas que vivem com EM um interferão com uma eficácia reforçada e com um perfil de segurança já bem estabelecido, que requer consideravelmente menos injecções do que outras terapêuticas injectáveis”, afirma Sérgio Teixeira, Country Director da Biogen Idec Portugal. “A aprovação do plegridy é o segundo medicamento que a Biogen Idec coloca no mercado neste ano e nesta área terapêutica, depois da aprovação do tecfidera em Fevereiro, o que vem sedimentar a liderança e o compromisso que a Biogen Idec tem vindo a demonstrar para com a comunidade de doentes com EM”.

O plegridy é o único interferão peguilado aprovado para a utilização na EMSR e reduz vários parâmetros de actividade da doença, incluindo número de surtos, lesões cerebrais e progressão da incapacidade.

Esta aprovação baseia-se nos resultados de um dos maiores e principais estudos conduzidos com interferão beta, o ADVANCE (1), que envolveu mais de 1500 doentes com EMSR.

No ensaio clínico ADVANCE, o plegridy administrado de duas em duas semanas reduziu significativamente a taxa anualizada de surtos (TAS) ao final de um ano em cerca de 36 por cento quando comparado com placebo (p=0.0007).

O plegridy reduziu o risco de progressão sustentada da incapacidade confirmada às 12 semanas em 38% (p=0.0383) e às 24 semanas em 54% (p=0.0069, análise post-hoc). Além disso o número de lesões captantes de gadolínio [Gd+] foi significativamente reduzido em 86% (p<0.0001), quando comparado com placebo.

Os resultados de dois anos de ADVANCE confirmam que a sua eficácia robusta é mantida além do controlo com placebo no primeiro ano de estudo.

Para o Prof. Doutor João de Sá, neurologista do Hospital de Santa Maria, o plegridy é “uma formulação distinta de interferão beta-1a, que vai seguramente revolucionar a terapêutica de primeira linha da esclerose múltipla evoluindo por surto-remissão”. Acrescenta ainda que “teremos assim com um perfil de eficácia e segurança bem conhecidos uma formulação que permite ser administrada 2 vezes por mês, o que representa indiscutivelmente uma opção terapêutica extremamente cómoda para os doentes com esta doença que poderão ver assim muito melhorada a sua qualidade de vida.”

A segurança e perfil de tolerabilidade do peginterferão beta-1a observado no ADVANCE (1) foi consistente com o dos interferões utilizados para o tratamento da EM. As reacções adversas mais reportadas (incidência ≥10% e pelo menos 2% mais frequente no peginterferão beta-1a que no placebo) foram reacção no local da injecção, síndrome gripal, febre, dor de cabeça, dores musculares, arrepios, dor no local da injecção, fraqueza, prurido no local da injecção e dores nas articulações (1).

O plegridy é a quinta terapêutica disponibilizada pela Biogen Idec às pessoas que vivem com EM, expandindo o portfolio dirigido às necessidades individuais dos doentes. Para mais Informação sobre o plegridy, visite o site www.biogenidec.com.

 

Sobre o plegridy™

O plegridy é uma terapêutica injectável por via subcutânea para a EMSR no qual o interferão beta-1a é peguilado para prolongar o seu efeito e permitir uma administração menos frequente. O plegridy faz parte da classe dos interferões para o tratamento da EM.

De acordo com o Resumo das Características do Medicamento (RCM) da UE, a dose inicial recomendada é de 63 microgramas, aumentando para 94 microgramas na segunda dose, chegando a 125 microgramas na terceira dose e continuando com esta dosagem a cada duas semanas. (3)

A segurança e perfil de tolerabilidade do plegridy observados no ADVANCE (1) foram consistentes com o dos interferões utilizados para o tratamento da EM. O plegridy deve ser administrado com prudência em doentes com perturbações depressivas, convulsões, danos hepáticos ou renais graves. Foram observadas citopenias, incluindo raras neutropenias graves e trombocitopenias em doentes tratados com plegridy. Foram reportados os seguintes sintomas em tratamentos com interferões beta, incluindo o plegridy: elevação das enzimas hepáticas, reacções graves de hipersensibilidade, reacções no local da injecção com a administração subcutânea, incluindo necrose do local da injecção e agravamento de doença cardíaca.

O RCM da UE também refere que a utilização do interferão beta está associado a casos de síndrome nefrótico, microangiopatia trombótica manifestada como púrpura trombocitopénica trombótica ou síndrome urémica hemolítica, hiper e hipotiroidismo, hepatite, hepatite auto-imune, casos raros de falência hepática grave, diminuição das contagens de sangue periférico, incluindo casos raros de pancitopenia. (2)

 

Sobre a peguilação

A peguilação prolonga o tempo de circulação das moléculas no corpo, através do aumento do seu tamanho e prolongando o seu tempo de semi-vida, ao estabilizar a molécula por aumento da sua solubilidade e protegendo-as das enzimas do corpo que tentam transformá-la em partículas menores.(3)

A peguilação é um processo científico bem estabelecido e utilizado há mais de 20 anos. (3,4)

 

Sobre a Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença crónica, muitas vezes incapacitante, que ataca o sistema nervoso central, que é composto pelo cérebro, medula espinal e nervos ópticos. Os sintomas podem ser ligeiros ou graves, variando desde formigueiros nos membros inferiores até paralisia ou perda de visão. A progressão, gravidade e sintomas específicos são imprevisíveis e variam de pessoa para pessoa. A EM afecta cerca de 8.300 pessoas em Portugal. (5) A Esclerose Múltipla Surto-Remissão (EMSR) é a forma mais comum da doença, responsável por cerca de 85% dos casos, e é caracterizada por surtos agudos com recuperação total ou parcial com acumulação de incapacidade. (6)




[i]Calabresi PA et al. Peginterferon Beta-1a Provides Improvements in Clinical and Radiological Disease Activity in Relapsing-Remitting Multiple Sclerosis: Year 1 Findings from the Phase 3 ADVANCE. Poster presented at 29th Congress of the European Committee for Research and Treatment in Multiple Sclerosis, 2013.

[ii]Resumo das Características do Medicamento de Plegridy. EMA, julho de 2014

[iii]Bailon P and Won CY. PEG-modified biopharmaceuticals. Expert Opin Drug Deliv 6: 1-16, 2009. 

[iv]Reuss R. PEGylated interferon beta-1a in the treatment of multiple sclerosis – an update. Biologics: Targets and Therapy 7: 131-139, 2013. Available at http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3686537/pdf/btt-7-131.pdf. Accessed March 2014.

[v]Kobelt et al. Access to Innovative treatments in MS. 2009

[vi]Multiple Sclerosis International Federation. About MS – Types and Course. Date Accessed: 21 March 2013. http://www.msif.org/en/about_ms/types_of_ms.html

 

Stivarga® (regorafenib)
Stivarga® (regorafenib), medicamento da Bayer na área da oncologia foi aprovado pela Comissão Europeia para o tratamento de...

A aprovação do Stivarga no GIST teve por base os resultados de um estudo de fase III (GRID) que demonstrou uma melhoria estatisticamente significativa na progressão livre de doença (PFS) comparativamente com placebo em doentes com GIST cuja doença progrediu após tratamentos prévios. O Stivarga® já está aprovado na Europa para o tratamento de doentes com cancro colo rectal metastático (mCRC).

“Na sequência da aprovação do Stivarga® no GIST em alguns países, incluindo os Estados Unidos e Japão, estamos muito satisfeitos por oferecer aos doentes Europeus uma nova opção para tratar esta rara mas implacável doença oncológica”, comentou o Dr. Joerg Moeller, elemento da Comissão Executiva e Director do Desenvolvimento Global da Bayer. “Na Bayer, estamos dedicados a explorar soluções para diferentes tipos tumorais e direccionar a inovação ao encontro de necessidades médicas não colmatadas tanto para médicos como para doentes”.

“O GIST é uma doença oncológica altamente agressiva que pode estar por detectar durante anos, e no momento do diagnóstico, a maioria dos doentes já progrediu para estádios avançados da doença. As taxas de sobrevivência são baixas e os tratamentos muito limitados após imatinib e sunitinib”, disse o Dr. Jean Yves-Blay, investigador do GRID, Professor de Oncologia médica e Director do Departamento de Oncologia médica no Centro Claude Bernard na Universidade de Lyon, França. “O Ensaio de fase III GRID demonstrou que a sobrevivência livre de progressão com regorafenib é 5 vezes superior versus placebo, uma melhoria significativa para doença progressiva”.

“Uma das coisas mais difíceis de ouvir do nosso médico é que já não existem opções de tratamento adicionais para a nossa doença”, disse Markus Wartenberg, membro do Conselho de Directores da Associação Europeia de Doentes com Sarcoma (SPAEN). “Em casos de cancros raros como o GIST, a esperança revitaliza as pessoas a lutar contra o cancro. Novas opções de tratamento são bem-vindas para que os doentes continuem a desafiar a sua doença”.

Os resultados do ensaio de fase III GRID demonstraram que o regorafenib mais melhores cuidados de saúde (BSC) melhorou significativamente a progressão livre de doença (PFS) comparada com placebo e BSC (HR=0.268 [95% CI 0.185-0.388], p<0.0001) em doentes com doença metastática e/ou irressecável que foram tratados previamente com imatinib e sunitinib, reduzindo o risco de progressão ou morte em 73%. A PFS mediana foi de 4,8 meses no braço de regorafenib versus 0,9 meses no braço de placebo (p<0,0001). O aumento de PFS foi consistente e independente da idade do doente, sexo, área geográfica, linhas de tratamento prévias e ECOG performance status.

Em ensaios clínicos, a reacção adversa mais notificada em doentes tratados com regorafenib versus doentes no braço de placebo foram, respectivamente: astenia/fadiga, reacção cutânea mão-pé (HFSR), diarreia, perda de apetite, hipertensão, mucosite, disfonia, infecção, dor, diminuição de peso, dor gastrointestinal e abdominal, rash, febre e náuseas. As reacções adversas mais graves relacionadas com o regorafenib foram hepatotoxicidade, hemorragia e perfuração gastrointestinal. Os efeitos adversos nos doentes tratados com regorafenib geralmente surgem cedo (durante os primeiros dois ciclos de tratamento), pelo que é recomendada uma monitorização cuidada dos doentes.

Os resultados do ensaio GRID foram apresentados na 48ª reunião da Sociedade Americana de Oncologia Médica (ASCO) em Junho de 2013 e publicados em Novembro de 2012 no The Lancet.

O regorafenib foi aprovado com o nome comercial Stivarga® em diversos países incluindo os Estados Unidos e Japão para o tratamento de GIST. Em 60 países, incluindo Estados Unidos, Japão e Europa, o medicamento também já foi aprovado para o tratamento de doentes com Cancro colo rectal metastático.

 

Sobre o ensaio GRID

GRID (GIST – Regorafenib In Progressive Disease) foi um ensaio de fase III aleatorizado, duplamente cego, controlado por placebo, multicêntrico que avaliou a eficácia e segurança do regorafenib no tratamento do GIST. Aleatorizou 199 doentes cuja doença tinha progredido após tratamento prévio com imatinib e sunitinib.

Os doentes foram aleatorizados num rácio 2:1 para receber regorafenib e melhores cuidados de suporte ou placebo e melhores cuidados de suporte. Os ciclos de tratamento consistiram em 160 mg de regorafenib ou placebo uma vez ao dia durante 3 semanas seguidas de uma semana sem tratamento. O endpoint primário foi Progressão livre de doença (PFS) e, entre os endpoints secundários incluem-se a sobrevivência global, tempo até progressão, taxa de controle de doença e duração da resposta. A segurança e tolerabilidade dos dois grupos de tratamento foram também comparados. Os doentes inicialmente aleatorizados para placebo estavam autorizados a fazer cross-over para utilização de regorafenib em open label, quando a doença progredisse.

 

Sobre Tumores do Estroma Gastrointestinal (GIST)

GIST é a forma mais frequente de sarcoma que surge na parede muscular do tracto gastrointestinal. O GIST é uma doença maligna que colocam a vida do doente em risco quando está metastizada para outras áreas do corpo e não é possível fazer a sua remoção cirúrgica com intenção curativa. O GIST atinge cerca de 11-20 doentes por milhar por ano a nível mundial.

A descoberta de mutações oncogénicas da quinase KIT no GIST e a introdução das terapias com inibidores multiquinase conduziram a uma rápida evolução na compreensão deste tipo de tumores. Está agora estabelecido que entre 70-80% dos GISTs possuem uma mutação no gene KIT, mutações essas que conduzem a uma activação contínua da quinase e que esse KIT mutante é um alvo terapêutico para o GIST.

 

Sobre o Stivarga® (regorafenib)

O Stivarga® (regorafenib) é um inibidor multiquinase oral que inibe várias quinases envolvidas nos mecanismos de crescimento e proliferação tumoral - angiogénese, oncogénese e micro ambiente tumoral. Em estudos pré-clínicos, o Stivarga® inibe vários receptores VEGF que desempenham um papel central na neoangiogénese do tumor (o crescimento de novos vasos sanguíneos). Para além do VEGFR 1-3 também inibe várias quinases oncogénicas e do micro ambiente tumoral incluindo TIE-2, RAF-1, BRAF, BRAFV600, KIT, RET, PDGFR e FGFR que individual e colectivamente impactam no crescimento tumoral, formação do micro ambiente do estroma tumoral e a progressão da doença.

Stivarga é um composto desenvolvido pela Bayer. Em 2011, a Bayer chegou a um acordo com a Onyx Pharmaceuticals, Inc – uma subsidiária da Amgen, em que a Onyx recebe royalties sobre todas as vendas líquidas globais do Regorafenib em oncologia.

 

Na República Democrática do Congo
Na República Democrática do Congo cerca de três mil pessoas foram vítimas de violência sexual na primeira metade do ano,...

O grupo, que presta apoio às vítimas, a maior parte mulheres, nas províncias de Kivu e Maniema, disse que identificou 2.829 sobreviventes de violência sexual e que tratou 1.573 desde Janeiro.

O Heal Africa explica que a maior parte das mulheres que foram violadas recorrem à organização para receberem tratamento contra o HIV.

A violência é exercida por homens armados ou civis, acrescenta a Heal Africa em comunicado.

A zona do Kivu, leste do país, tem sido palco de intensos confrontos entre grupos armados que disputam os recursos naturais existentes.

 

Ministro de Informação liberiano informa
Os 17 doentes com Ébola que fugiram de um centro de isolamento em Monróvia, quando este foi atacado, no fim-de-semana, já foram...

“Os 17 doentes que fugiram do centro para doentes de Ébola foram todos encontrados. Dirigiram-se a pé, por eles próprios, para o hospital JFK”, o principal estabelecimento do país, declarou o governante à agência France Presse.

Na noite de sábado, homens armados com bastões e facas atacaram e pilharam o centro de isolamento na capital da Libéria, levando à fuga dos 17 doentes internados.

Brown disse ainda que seis profissionais de saúde liberianos infectados com a febre hemorrágica estão a reagir positivamente ao soro experimental norte-americano.

A Libéria recebeu a 13 de Agosto doses do soro experimental ZMapp, que teve resultados positivos em dois norte-americanos contaminados, embora não tenha permitido salvar um padre espanhol, que morreu a 12 de Agosto.

Face à amplitude da epidemia, um comité de peritos convidado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou “ético” permitir que medicamentos cuja eficácia e efeitos secundários não estão medidos sejam utilizados “como tratamento potencial ou medida preventiva”.

A Libéria é o país onde a epidemia do vírus Ébola já provocou o maior número de mortos, 466 em 1.229 mortes registadas, segundo o último balanço da OMS.

Ordem exorta sindicatos
O bastonário dos Médicos exorta os sindicatos a exigir que o Governo pague aos profissionais portugueses o mesmo valor que paga...

“Já tínhamos ideia da dimensão dos valores, mas agora os documentos oficiais vêm confirmar o que a Ordem dos Médicos há muito diz. A Ordem não pode fazer nada. Continuará a criticar a opção do Governo e esperamos que os sindicatos exijam que o Governo remunere os médicos portugueses com o mesmo que paga por não especialistas cubanos”, afirmou à agência Lusa, na sequência da notícia do jornal iOnline hoje divulgada da existência de um acordo entre Portugal e Cuba, desde 2009, para a contratação de clínicos para médicos de família em Portugal, que custou nos últimos seis anos 12 milhões de euros ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Sobretudo, José Manuel Silva diz querer que o Ministério da Saúde “elimine, desista da opção política de financiar o sistema de saúde cubano e olhe para a situação dos médicos portugueses e resolva os problemas dos doentes portugueses.

“O trabalho médico foi tão desqualificado que os médicos portugueses estão a emigrar e a reformar-se antecipadamente”, sublinhou.

Lembrando que Portugal é o 5º país da OCDE com mais médicos, o bastonário sublinhou que o problema em Portugal “não é a falta de médicos”.

A propósito, o bastonário sublinhou que o Estado português remunera melhor os médicos no sector privado, através de convenções e subsistemas de saúde, do que no público. “O Governo deve criar condições para contratar médicos portugueses. Por que é que opta por médicos cubanos sem especialidade, com barreiras linguísticas e culturais”, questiona.

José Manuel Silva salienta que a tutela nunca ofereceu estas condições (as que têm os clínicos cubanos) para os médicos portugueses que queiram ficar no interior do país, por exemplo. O bastonário sublinha que o Estado oferece 8 euros/hora a médicos especialistas portugueses e 96 euros por hora a cubanos sem especialidade, afirmando não compreender esta opção.

“Estes médicos ganham mais de quatro mil euros por mês e o Estado ainda lhes oferece alojamento, paga o gás, água e electricidade. É mais do dobro do que ganha um português com especialidade”, criticou.

 

Em Angola
O aumento de casos de sarampo, verificado nos últimos meses na província angolana do Zaire, está a motivar preocupação das...

A inquietação com a situação foi manifestada pelo chefe de departamento da saúde pública do Zaire, Fonseca Miala, citado hoje pelo Jornal de Angola, sublinhando maior preocupação com os municípios de M'banza Congo, capital da província, e do Soyo.

Segundo o responsável, dos 162 casos registados até agora, 115 foram notificados no Soyo e 43 em M'banza Congo, municípios que vivem "uma situação de emergência devido à propagação da doença".

As autoridades sanitárias do Zaire atribuem o elevado número de casos de sarampo na província à proximidade com a República Democrática do Congo, com quem partilham uma extensa fronteira.

O Ministério da Saúde angolano tem programada uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo para Setembro, prevendo-se que sejam abrangidas naquela província petrolífera no norte de Angola cerca de 40 mil crianças.

A campanha vai contar o trabalho de 53 equipas para duas fases de vacinação. A primeira de carácter móvel vai ter as atenções viradas para creches, orfanatos e escolas primárias, a segunda de carácter fixa, será montada em unidades sanitárias públicas e privadas, igrejas e mercados, nas zonas rurais e urbanas.

Angola está a braços com surtos de sarampo, um pouco por todo o país, o que levou as autoridades a programarem uma campanha nacional de vacinação contra a doença, que em 2013 matou 305 pessoas de um total de 15.632 casos registados.

Em Fevereiro deste ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu Angola na lista de países que ainda registam surtos epidémicos de sarampo, com 4.458 casos notificados em 2012, depois da República Democrática do Congo (72.029), Burkina Faso (7.362) e Nigéria (6.447).

 

Ébola:
A Organização Mundial de Saúde anunciou a criação de um grupo de trabalho com as companhias aéreas e a indústria de turismo no...

A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) acrescentou estar a trabalhar em conjunto com a Organização de Aviação Civil Internacional, a Organização Mundial do Turismo, o Conselho Internacional de Aeroportos, a Associação Internacional de Transporte Aéreo e o World Travel and Tourism Council.

Fonte da Organização Mundial de Saúde (OMS) disse à agência France Press (AFP) que a decisão do organismo visa “acompanhar a situação e fornecer informações oportunas para o ramo de viagens e turismo assim como para quem viaja”.

A primeira sessão do grupo de trabalho realizou-se a 13 de Agosto, à porta fechada, acrescentou.

A 08 de Agosto, a OMS declarou o estado de emergência de saúde pública mundial devido ao surto de Ébola, um vírus mortal e altamente contagioso, que se espalhou, desde o início do ano, da Guiné para a Libéria, Serra Leoa e Nigéria.

A OMS reitera que não recomenda qualquer proibição de viagens ou de comércio internacional devido ao surto de Ébola que já matou 1.145 pessoas e infectou mais de 2.100. A febre hemorrágica é transmitida por contacto directo com o sangue e outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou animais mortos.

“O risco de transmissão do vírus do Ébola durante as viagens de avião é baixo”, disse a mesma fonte, acrescentando que, ao contrário da gripe ou tuberculose, o Ébola não é transmitido pela respiração nem se propaga pela inalação de ar de pessoas contaminadas.

De qualquer forma, os viajantes são aconselhados a evitar todos esses contactos e a efectuarem as suas rotinas de higiene, designadamente a lavagem de mãos.

A OMS reafirmou ainda que os países afectados devem “realizar o rastreio de saída de todas as pessoas nos aeroportos internacionais, portos e principais cruzamentos em terra, por doença febril inexplicável consistente com potencial de infecção Ébola”.

 

Cientistas japoneses estudam:
Investigadores japoneses começaram a desenvolver um método para diagnosticar 13 dos tipos de cancro mais comuns através de uma...

O grupo de investigadores, formado pelo Centro Nacional de Cancro (CNC) do Japão, pelo Centro de Desenvolvimento de Novas Tecnologias e Indústrias (NEDO), universidades e sete empresas, aspira ter disponível o novo sistema num prazo de cinco anos, de acordo com informações divulgadas hoje por estas instituições num comunicado conjunto citado pela agência Efe.

O projecto conta com um orçamento de 7.900 milhões de ienes (57 milhões de euros), financiados pelo NEDO, um organismo científico independente.

O seu objectivo passa por diagnosticar designadamente os cancros do estômago, esófago, pulmão, fígado, vesícula biliar, pâncreas, cólon, ovários, próstata, bexiga e mama.

Este seria “o primeiro sistema de diagnóstico de alta precisão do mundo” para o cancro, afirma na mesma nota o presidente do CNC, Tomomitsu Hotta, assinalando que o método permitiria aumentar a esperança de vida dos pacientes.

Simultaneamente, o NEDO trabalhará no desenvolvimento de um sistema idêntico para o Alzheimer, segundo o consórcio de investigadores.

 

Nos últimos 6 anos
A contratação de médicos cubanos custou nos últimos seis anos cerca de 12 milhões de euros ao Serviço Nacional de Saúde.

Acordos entre os dois países, até aqui nunca divulgados, permitem pela primeira vez estimar o custo da medida lançada em 2009 pelo governo socialista para resolver as carências de médicos de família e que até à data não foi alvo de um balanço público sobre gastos e impacto, escreve o iOnline. Os documentos revelam também que, no início do protocolo, Portugal pagava mensalmente por cada médico 5900 euros, valor que o Estado não paga a nenhum médico no SNS como salário base. No final de 2011, o actual governo reviu o valor para 4230 euros.

Após uma queixa do jornal junto da Comissão de Acesso a Documentos Administrativos, a tutela forneceu o acordo de cooperação para a prestação de serviços médicos entre a Administração Central dos Sistemas de Saúde e os Serviços Médicos Cubanos. Este acordo foi assinado pela primeira vez pelo governo de José Sócrates em Junho de 2009. Entretanto foi alvo de dois aditamentos pelo actual governo, o primeiro em Dezembro de 2011 e o mais recente este ano.

Entre Agosto de 2009 e 2011, no âmbito do primeiro acordo, Portugal pagou 259 600 euros/mês por um contingente de 44 médicos com horários de 40 horas nos centros de saúde mais 24 horas nas urgências. Este montante passou, em 2012 e 2013, a 164 970 euros mensais por 39 clínicos, sendo o tempo nas urgências reduzido para 12 horas. No passado mês de Abril, o acordo foi novamente modificado e o Estado subscreveu desta feita o pagamento de 4230 euros/mês por médico sem ficar à partida definido um montante mensal, que vai variar em função dos médicos destacados para o país e sem horas fixas nas urgências. Tendo em conta que a tutela anunciou a chegada de 52 médicos cubanos em Maio, a despesa mensal será actualmente de 219 960 euros.

 

Vila Real de Santo António contrata a Cuba por metade do preço

A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António também tem um contrato com a empresa estatal cubana mas paga metade do valor por médico do que está a pagar o Serviço Nacional de Saúde. Em causa está um acordo assinado em Abril de 2012 entre a autarquia e os Serviços Médicos Cubanos para dotar de especialistas em medicina física de reabilitação o recém-inaugurado Centro Médico Internacional de Vila Real de Santo António, que está concessionado ao Hospital Particular do Algarve. A autarquia paga por cada um dos cinco especialistas contratados a Cuba para esta unidade 24 mil euros, o que perfaz 2000 euros mensais, metade dos 4230 euros que o Serviço Nacional de Saúde paga por cada médico de família cubano.

De acordo com o balanço mais recente das autoridades cubanas sobre as missões de saúde no estrangeiro, neste momento estão destacados fora da ilha cerca de 64 mil colaboradores, a maioria médicos. Prestam serviços em 91 países e, embora nem todos tenham pagamentos financeiros associados, estima-se que por ano as receitas desta actividade se aproximem dos seis mil milhões de dólares. Em Maio, a Organização Mundial de Saúde reconheceu o contributo de Cuba na Saúde, cooperação que começou em 1960 no rescaldo de um sismo Chile. Já em 1963 foi concretizada a primeira missão médica na Argélia.

 

Circular Informativa N.º 178/CD/8.1.7.
O Infarmed emite circular informativa a propósito da detecção de um certificado CE de conformidade falso do fabricante Yuhuan...

Foi detectada, no mercado europeu, a existência de um certificado CE de conformidade falso relativo a dispositivos médicos não identificados do fabricante Yuhuan Prosafe International Co., Ltd. (China), sem mandatário conhecido.

O certificado falso tem o número DD 60075100 0001, data de emissão 16/02/2012, data de validade 15/02/2017 e referência ao Organismo Notificado TÜV Rheinland LGA Products GmbH, com o código 0197.

No certificado é mencionado um anexo que identificaria os dispositivos médicos por ele cobertos, mas esse anexo não foi identificado.

Em Portugal, não foi verificada a existência de registo da comercialização de dispositivos médicos deste fabricante mas, atendendo a que existe livre circulação de produtos no espaço económico europeu, o Infarmed recomenda que:

- Caso seja detectada a existência de dispositivos médicos do fabricante Yuhuan Prosafe International Co., Ltd., associados ao certificado supramencionado, estes não sejam adquiridos e utilizados, uma vez que não foram alvo de avaliação de conformidade e ostentam marcação CE 0197 falsa, o que põe em causa a sua segurança, qualidade e desempenho;

- A existência destes dispositivos em Portugal seja reportada à Direção de Produtos de Saúde do Infarmed através dos contactos: tel.: +351 21 798 72 35; fax: +351 21 798 72 81; e-mail: [email protected].

 

Governo garante
O Ministério da Saúde garantiu hoje que nenhum utente com dívidas por falta de pagamento de taxas moderadoras será impedido de...

O projecto para cobrar coercivamente as taxas moderadoras arranca em Setembro, no Centro Hospitalar do Alto Ave, prevendo-se que seja alargado progressivamente às restantes instituições (incluindo hospitais público-privados), até ao início do próximo ano, altura em que todas deverão estar ligadas, segundo os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

“O objectivo do Ministério da Saúde é garantir que não ficam taxas moderadoras por cobrar. Este é um sistema de simplificação para o utente que irá permitir às cerca de 400 unidades de saúde locais comunicarem num único sistema”, explicam numa resposta enviada à Lusa.

A escolha do Centro Hospitalar do Alto Ave para iniciar o projecto prende-se com “uma questão de comodidade processual, no que respeita à implementação”.

Trata-se de um sistema centralizador – denominado SITAM – que permite a gestão de emissão de cartas e notificações dos pagamentos e cobranças.

A cobrança coerciva só ocorrerá se não se cumprirem as anteriores etapas, como o pagamento imediato no dia da prestação dos cuidados ou nas 48 horas seguintes.

Caso não se verifique este pagamento, é enviado um aviso para pagamento em carta simples, na qual consta no novo prazo de pagamento.

Na persistência de falta de pagamento, o passo seguinte será a “notificação que conterá o valor das taxas moderadoras devidas pela utilização dos serviços de saúde, num período de 90 dias, que será enviada para a morada do domicílio fiscal do utente”.

Este pagamento poderá ser efectuado no prazo de 10 dias, através de multibanco ou presencialmente na entidade jurídica, sendo o processo automático a partir daqui: o SITAM envia os dados à ACSS (Administração Central dos Serviços de Saúde) e o processo é remetido à Autoridade Tributária.

A criação de uma ferramenta para o fisco cobrar taxas moderadoras em dívida já suscitou a reacção do Movimento de Utentes de Saúde. Estes consideram que a medida “não tem cabimento” e que o Governo devia preocupar-se com a eliminação dessas taxas.

Manuel Villas-Boas, do Movimento de Utentes de Saúde, acrescentou que existem já, em sede da Assembleia da República, propostas para a revogação da medida, e que o movimento reivindica “há muito” a eliminação das taxas moderadoras.

O responsável lamenta que o ministro da Saúde esteja “mais preocupado” com as taxas do que com o Serviço Nacional de Saúde e a prestação dos cuidados médicos aos doentes.

 

Amanhã – 20 de Agosto
Os trabalhadores das zonas norte e centro do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais, empresa que detém a concessão da...

De acordo com António Baião, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro, afecto à CGTP, o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) “paga salários muito baixos, que não asseguram uma vida digna aos trabalhadores”.

Adiantou ainda que a empresa “não actualiza” os vencimentos dos funcionários dos serviços de alimentação e outros “há quatro ou mais anos” e que os trabalhadores decidiram pela paralisação e concentração à porta da firma, no Porto, na manhã de quarta-feira.

De acordo com o sindicalista, na região centro, a greve vai reunir mais de meio milhar de trabalhadores dos distritos de Leiria (lavandaria do Hospital de Santo André, que presta igualmente serviço aos hospitais de Pombal e Caldas da Rainha), Coimbra (serviço de roupa e alimentação dos Hospitais da Universidade), Viseu (lavandaria e alimentação do Hospital de São Teotónio) e Castelo Branco, onde a lavandaria do hospital do Fundão presta serviço às unidades da capital de distrito e da Covilhã.

Na quarta-feira, está agendada uma concentração à porta do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), de onde os trabalhadores partem para o Porto, estimando o responsável sindical que a concentração junto às instalações do SUCH reúna cerca de 250 pessoas, 150 da região centro e 100 da região norte.

Já de acordo com uma moção da Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), os grevistas reclamam a “reposição total e imediata” de 32,12 euros mensais que alegam que lhe foram “roubados” com a redução do subsídio de refeição, uma actualização “justa” dos salários para todos os trabalhadores, a reposição da contratação colectiva “incluindo o pagamento dos feriados, com efeitos a 01 de Agosto” e o reinício “imediato” das negociações do acordo de empresa, “tendo em vista um acordo global entre as partes até 31 de Dezembro de 2014”.

Na moção, a federação sindical alega que a empresa tentou “desmobilizar os trabalhadores” de aderirem à greve, aumentando o salário mínimo em vigor para 500 euros, a partir de 01 de Setembro, e frisa que o SUCH “pode pagar melhores salários e dar melhores condições de trabalho”.

“Apesar de todos os esforços da FESAHT/Sindicatos não foi possível obter um acordo que evitasse a greve”, sustenta a estrutura sindical.

 

Início do protesto
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anunciou hoje a adesão total dos enfermeiros do serviço de urgência do Hospital de...

Segundo Helena Jorge, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), os oito enfermeiros de turno “aderiram todos à greve”, estando as urgências a funcionar, em termos de pessoal de enfermagem, em regime de serviços mínimos, pelo que os utentes “podem ter de esperar mais do que o normal, mas vão ser todos atendidos”.

Os enfermeiros do hospital de Santarém iniciaram hoje uma greve de quatro dias em protesto contra o que consideram “incumprimento dos horários de trabalho” e pela rápida admissão de mais profissionais para a unidade de saúde.

“Já somos poucos enfermeiros e temos muitos utentes internados, pelo que apelamos a que as situações que não sejam realmente urgentes se desloquem para os centros de saúde para procurar atendimento”, pediu a dirigente sindical.

A agência Lusa tentou contactar, sem sucesso, o Conselho de Administração (CA) da unidade hospitalar de Santarém. Na segunda-feira, a administração do Hospital anunciou que obteve autorização para contratar 17 enfermeiros, número que o SEP considera insuficiente.

A presidente do SEP, Guadalupe Simões, disse à agência Lusa que o que está em causa é a “falta de 170 enfermeiros” naquele hospital, que “deveria ter um quadro com 570 profissionais”, e a consequente “ruptura nos serviços prestados ao nível dos serviços de urgência e internamento, a ruptura iminente nos cuidados intensivos e um caos instalado no serviço de medicina”.

A dirigente sindical apontou como motivos para a realização da greve o “incumprimento dos horários legais de trabalho, a exigência de uma rápida admissão de mais profissionais naquela unidade de saúde e o pagamento do trabalho extraordinário”.

Convocada pelo SEP, a greve teve início hoje, às 08:00, e prolonga-se até às 24:00 de dia 22 de Agosto, sexta-feira.

Fertilidade masculina
Para que uma gravidez aconteça com normalidade, é importante que o homem tenha alguns cuidados.
Espermatozóides

 

 

 

 

 

 

 

Os conselhos mais importantes para o homem ter um esperma saudável são:

  1. Não consumir álcool
    O consumo de álcool reduz os níveis de testosterona, hormona responsável pela produção de esperma e aumenta a quantidade de esperma estéril.
  2. Não fumar nem consumir drogas
    O tabaco e as drogas enfraquecem e têm um efeito negativo sobre o esperma.
  3. Evitar águas quentes
    Evite jacuzzis, saunas e banhos de água quente. O calor mata o esperma, tendo em conta que os testículos funcionam a uma temperatura inferior á temperatura corporal.

Visto que o esperma demora algum tempo a desenvolver-se, é recomendável que o homem evite o que está acima mencionado no período que antecede a tentativa de engravidar. Assim, as práticas saudáveis que fizer hoje vão repercutir-se na melhor qualidade do esperma num futuro próximo.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
A ser entregue na ONU
A Organização Não-Governamental Médicos do Mundo está a promover uma petição pelo acesso ao aborto seguro, que será entregue na...

De acordo com a nota da organização não-governamental de ajuda humanitária e cooperação para o desenvolvimento, a interrupção da gravidez sem condições de segurança provoca anualmente incapacidades a 8 milhões de mulheres em todo o mundo. “Mais de 20 milhões de mulheres em todo o mundo interrompem a gravidez sem condições de segurança devido ao aborto ser ilegal nos seus países”, referiu o comunicado.

“Apesar dos chefes de Estado e de Governo terem acordado na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), realizada em 1994, no Cairo, no acesso universal ao planeamento familiar e a serviços de saúde sexual e reprodutiva, igualdade de género, empoderamento das mulheres e igualdade de acesso à educação, passados 20 anos o aborto sem condições de segurança mata uma mulher a cada 10 minutos”, referiu ainda a ONG.

No dia 22 de Setembro, em Nova Iorque, será discutida a continuação do programa de acção acordado na capital egípcia durante uma sessão extraordinária da Assembleia Geral da ONU.

“Neste contexto, a petição agora lançada junto da classe médica apela a todos os Estados para que tomem as medidas necessárias à eliminação das barreiras que impedem as mulheres de escolher livremente ter ou não filhos, à melhoria do acesso a métodos contraceptivos modernos e à legalização da interrupção médica da gravidez”, indicou o documento.

A iniciativa da Médicos do Mundo insere-se na campanha internacional “Names not Numbers”, que a organização lançou por ocasião do Dia Internacional da Mulher (08 de Março), e que defende o acesso universal à contracepção e ao aborto seguro e legalizado.

O texto da petição, que está disponível no sítio electrónico da Médicos do Mundo (www.medicosdomundo.pt), pode ser subscrito enviando o primeiro e último nome, assim como indicação da especialidade médica, para comunicaçã[email protected].

Através do portal www.names-not-numbers.org, de acordo a ONG, outras pessoas poderão participar enviando um postal com o nome de uma das vítimas a Ban Ki-moon, o secretário-geral das Nações Unidas, ou partilhando o mesmo nas redes sociais.

 

Circular informativa n.º 177/CD/8.1.7
Infarmed emite alerta sobre eficácia das tiras de teste Accu-Chek Compact e testes Accu-Chek Mobile.

De acordo com a circular informativa n.º 177/CD/8.1.7, emitida pelo Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, no dia 18 de Agosto, as tiras de teste Accu-Chek Compact e os testes Accu-Chek Mobile do fabricante Roche Diagnostics GmbH podem fornecer valores de glicemia incorrectos (mais baixos do que o esperado) em doentes tratados com ceftriaxona administrada por via endovenosa ou intramuscular.

Os dispositivos em causa têm as seguintes referências:

Tiras-teste Accu-Chek Compact: Referência 05599415046

Testes Accu-Chek Mobile: Referência 05953740046

De acordo com a circular informativa, esta limitação de utilização foi incluída na rotulagem destes dispositivos médicos, alertando-se os doentes sujeitos a terapêutica com ceftriaxona para o facto de dever ser utilizado um sistema alternativo de monitorização da glicemia durante o período de duração do referido tratamento.

 

Ébola:
A agência responsável pelo controlo das fronteiras da União Europeia decidiu hoje suspender os voos de repatriamento de...

Ewa Moncure, porta-voz da Frontex, com sede em Varsóvia, capital da Polónia, disse à AFP que os voos de repatriamento co-organizados pela agência “estão suspensos sem data-limite”.

Quatro pessoas já morreram na Nigéria, em sequência do vírus Ébola, que se transmite por contacto directo com sangue, fluidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados, provocando febres hemorrágicas que, na maioria dos casos, são fatais.

Segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde, o Ébola causou, em cinco meses, 1.145 mortos, em maior número na Libéria (413), seguido de Guiné-Conacri (380) e Serra Leoa (348).

“Alguns países [da UE], caso da Áustria, tomaram uma decisão semelhante”, suspendendo os voos de repatriamento para países afectados pelo vírus Ébola, adiantou a porta-voz da Frontex.

Os voos de repatriamento são, na maioria dos casos, organizados pelos países onde os imigrantes em situação irregular são detectados, com a Frontex a co-organizar e co-financiar apenas cerca de dois por cento desses voos.

Em 2013, os países da UE repatriaram mais de 160 mil imigrantes em situação irregular, sobretudo para Albânia, Paquistão, Índia e Rússia

 

17 doentes infectados continuam a monte na capital da Libéria

Os 17 doentes infectados com o vírus Ébola que escaparam de um centro de isolamento em Monróvia, capital da Libéria, continuam a monte, informaram as autoridades locais.

“Continuamos à procura dos 17 doentes que fugiram do centro, mas ainda não os encontrámos”, confirmou à AFP o ministro da Informação liberiano, Lewis Brown.

Na noite de sábado, homens armados com bastões e facas atacaram e pilharam o centro de isolamento, levando à fuga dos 17 doentes internados.

À AFP, Fallah Boima, mãe de um dos doentes em fuga, disse não ter tido notícias do filho desde o ataque.

Segundo relataram testemunhas, os assaltantes gritavam palavras de ordem hostis à Presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, que acusam de fabricar uma epidemia de Ébola no país.

“O pior é que aqueles que pilharam o centro levaram colchões e lençóis contaminados com fluidos dos doentes. Arriscamo-nos a estar perante uma situação difícil de controlar”, reconheceu o ministro.

O vírus Ébola transmite-se por contacto directo com sangue, fluidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados, provocando febres hemorrágicas que, na maioria dos casos, são fatais. Nesse sentido, Lewis Brown, designado porta-voz para informações sobre a epidemia de Ébola na Libéria, admitiu a possibilidade de pôr em quarentena a zona de West Point, onde se situa o centro de isolamento atacado, instalado num liceu do bairro onde vivem cerca de 75 mil pessoas. “Os criminosos que pilharam o centro já estarão todos, nesta altura, provavelmente infectados com o vírus Ébola. Pôr o bairro de quarentena poderá ser uma solução”, frisou o ministro.

Segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ébola causou, em cinco meses, 1.145 mortos, em maior número da Libéria (413), seguido de Guiné-Conacri (380), Serra Leoa (348) e Nigéria (4).

No dia 8, a OMS declarou a epidemia de Ébola uma “emergência de saúde pública com alcance internacional” e recomendou a adopção de medidas excepcionais para deter a propagação do vírus.

Uma série de países da África Ocidental já declararam também o estado de emergência e várias fronteiras foram encerradas.

 

Ordem dos Enfermeiros alerta
Os serviços de saúde portugueses estão em clara ruptura pelo défice de preocupação por parte dos decisores políticos...

A Ordem dos Enfermeiros (OE) apela ao Sr. Ministro da Saúde para que reconheça a influência destes factores na segurança e qualidade dos cuidados a que os cidadãos têm constitucionalmente direito, não os banalizando e confundindo com factores económicos.

Algumas das consequências deste facto não são visíveis a olho nu porque o Estado Português mantém há décadas um sistema de classificação nos hospitais portugueses que não diferencia serviços a trabalhar adequadamente de serviços com prestação insegura de cuidados.

A Universidade Católica publicou recentemente um estudo nacional onde identificou um nível de exaustão significativo dos enfermeiros em Portugal, assim como uma enorme insatisfação com a progressão na carreira e com o nível salarial em que se encontram.

O referido estudo seguiu uma investigação financiada pela Comissão Europeia, denominado RN4CAST, cujos resultados têm sido amplamente divulgados em jornais científicos de referência internacional.

Estão largamente divulgados na literatura os motivos para a exaustão dos enfermeiros, que encontram como factores predisponentes a elevada responsabilidade relacionada com o cuidar de doentes complexos, ou o constante contacto com a morte e com o processo de luto.

Os turnos longos (por falta de enfermeiros nas instituições), o elevado número de doentes por enfermeiro (quanto maior o número, maiores os níveis de stress), o trabalho por turnos (e a impossibilidade de criar hábitos regulares), a realização de turnos nocturnos e o seu impacto negativo na saúde e na relação trabalho/família/amigos/vida pessoal, são outros factores.

A exaustão dos enfermeiros está igualmente relacionada com a sujeição a abusos verbais e físicos frequentes, amplamente sub-notificados, com a incapacidade dos gestores em resolver questões práticas de cariz profissional do quotidiano do enfermeiro, e com as condições de trabalho desadequadas.

A falta de perspectiva de progressão na carreira, o défice de reconhecimento de competências adquiridas, a remuneração não compatível com as competências e responsabilidades, e as cargas de trabalho excessivas por baixas dotações de enfermeiros, são outros factores referenciados pela investigação.

São igualmente inúmeros os estudos que relacionam os níveis de exaustão dos enfermeiros com resultados adversos para os doentes, identificando maiores riscos de erro, quase-erro ou resultados aquém do esperado.

Os enfermeiros exaustos têm também maior probabilidade de adoecer, com as consequências daí decorrentes.

A Ordem dos Enfermeiros reforça ainda que no âmbito desta problemática aprovou recentemente, em Assembleia Geral, a Norma para o Cálculo de Dotações Seguras, a qual foi prontamente divulgada junto do Ministério da Saúde.

A Norma apresenta diversas fórmulas de cálculo e tem forma legal, pelo que deve ser aplicada e respeitada aos mais diversos contextos de saúde dos sectores público, privado e social, quer seja no Continente ou nas Regiões Autónomas.

A Ordem dos Enfermeiros responsabiliza os decisores políticos pelas consequências que podem advir para a qualidade e segurança dos cuidados de enfermagem se continuarem a ser ignorados os sinais de exaustão dos profissionais, ou se forem encarados sem a atenção que merecem, como tem acontecido até agora.

 

Utentes da Saúde contra
O Movimento de Utentes de Saúde considerou hoje “não ter cabimento” a criação de uma ferramenta para o fisco cobrar taxas...

“A cobrança coerciva [de taxas moderadoras] não tem cabimento”, disse à agência Lusa Manuel Villas-Boas, acrescentando que existem já, em sede da Assembleia da República, propostas para a revogação da medida, nomeadamente por parte do grupo parlamentar do PCP.

O responsável adiantou ainda que o Movimento dos Utentes reivindica “há muito” a eliminação das taxas moderadoras e considerou que o ministro da Saúde está “mais preocupado” com as taxas do que com o Serviço Nacional de Saúde e a prestação dos cuidados médicos aos doentes.

“O ministro da Saúde está a obrigar ao pagamento de taxas sabendo que a maioria dos utentes, com o aumento do custo de vida, não o pode fazer. É um contra-senso”, frisou Manuel Villas-Boas.

A edição de hoje do Diário de Notícias revela que vai arrancar em Setembro um projecto-piloto para cobrar coercivamente as taxas moderadoras.

O projecto vai arrancar no Centro Hospitalar do Alto Ave, e funcionará através de uma ferramenta criada pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde que envia informação para as Finanças tendo em vista a cobrança de taxas moderadoras quando não são pagas dentro do prazo legal.

 

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