João Goulão
O presidente do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência, João Goulão, disse “que os resultados do relatório da OCDE...

“Não são dados surpreendentes, mas quero ressalvar que temos verificado alguns progressos no que diz respeito aos consumos. Podemos constatar que nos últimos anos os padrões de consumo de maior nocividade diminuíram”, disse João Goulão.

De acordo com um relatório da OCDE sobre o consumo nocivo de álcool e o seu impacto na saúde pública, relativo ao período entre 1992 e 2012, neste último ano Portugal apresentou uma média de consumo de bebidas alcoólicas a rondar os 11 litros per capita, quando a média da OCDE se situava nos 9,1%.

Esta lista é encabeçada pela Estónia, seguida pela Áustria e pela França, com consumos a rondar os 12 litros per capita.

No entanto, o mesmo documento revela que Portugal foi o quinto país que mais baixou o consumo de álcool desde 1992, com uma redução superior a 20%.

Em declarações, João Goulão, que também é presidente do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), confirmou que o consumo diminuiu, mas ainda está longe daquilo que são os consumos nórdicos, “em que há uma enorme predominância de consumo esporádico excessivo”.

“Se tivéssemos a tendência inversa estaríamos mais preocupados. Contudo, continua a haver uma predominância de consumo de vinho, que ocorre entre os mais velhos, de cervejas e de bebidas espirituosas”, adiantou.

No entender de João Goulão, continua a existir em Portugal “grande complacência” em relação ao consumo do álcool, que tem de ser combatido.

“Por isso, foi criada recentemente uma legislação e é importante a norma acompanhar o que são as recomendações da ciência. Está claramente comprovado que quanto mais precoces são os consumos maior é a nocividade e maior a probabilidade de desenvolver dependência”, explicou.

João Goulão referiu que a norma, que fixa a idade a o partir da qual é possível adquirir bebidas alcoólicas nos 18 anos, aprovada em Conselho de Ministros, deverá entrar em vigor já no próximo mês de junho.

“Esperemos que esta norma seja interiorizada pelos cidadãos e os ajude a perceber que consumir álcool abaixo da idade é nocivo”, concluiu.

Em 2014
A mortalidade média diária registada no período em que vigorou o plano para as ondas de calor em 2014 foi inferior em cerca de...

De acordo com o relatório do módulo calor do plano de contingência para temperaturas extremas adversas em 2014, que esteve em vigor entre 15 de maio e 30 de setembro, neste período ocorreram três períodos de calor intenso.

Estes períodos caracterizaram-se por uma duração mínima de três dias consecutivos, com uma média das temperaturas máximas igual ou superior a 30ºC.

Em junho do ano passado “verificaram-se temperaturas mais elevadas, sendo que o período de julho registou temperaturas mais baixas mas durante mais dias consecutivos”, lê-se no relatório.

Segundo o documento, a temperatura máxima registada entre 15 de maio e 30 de setembro de 2014 foi de 40ºC em Beja (14 de junho e 16 de julho) e Évora (dia 14 de junho).

O dia mais quente a nível nacional foi 14 junho, com uma média nacional de temperatura máxima de 34ºC, seguido dos dias 12 de junho, 17 de agosto e 1 de setembro, com uma média de 33ºC.

O relatório refere dados do Sistema de Vigilância Diária da Mortalidade, monitorizado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), que “evidenciou um aumento da mortalidade nos dias em que se verificaram temperaturas mais altas, tendo o dia 16 de junho sido aquele que apresentou maior número de óbitos”.

Tendo por base uma análise comparativa da mortalidade média diária ocorrida em 2014, em relação à média da mortalidade diária ocorrida entre os anos de 2010 e 2013, concluiu-se que “no período entre 15 de maio e 30 de setembro a mortalidade média diária em 2014 foi inferior em cerca de 780 óbitos à ocorrida entre os anos de 2010 e 2013”.

Contra "ofensiva ao SNS"
Os trabalhadores da saúde cumprem na sexta-feira uma greve nacional de 24 horas no que dizem ser uma resposta “à ofensiva do...

Numa conferência de imprensa em Lisboa, a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais considerou que esta greve tem como principal objetivo a defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), esperando por isso contar com a compreensão da população.

Auxiliares, administrativos, técnicos de diagnóstico e terapêutica e profissionais do INEM são os trabalhadores que aderem à greve, que deverá afetar vários serviços, como cirurgias programadas ou consultas, embora o pré-aviso também contemple enfermeiros e médicos que queiram aderir à paralisação.

O Sindicato contesta a municipalização dos cuidados de saúde primários, a entrega de hospitais do SNS às Misericórdias e exigem ainda uma discussão pública e alargada sobre o serviço público de saúde para que “não se volte a assistir a dezenas de pessoas nos corredores dos hospitais”, como no último inverno.

“Temos a perspetiva de que será uma greve bastante participada por parte de todos os profissionais de saúde”, estimou Luís Pesca, dirigente da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas.

Entre as exigências que motivaram a greve estão ainda a reposição das 35 horas de trabalho semanal para os profissionais, a criação da carreira de técnico auxiliar de saúde

A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas vai entregar na terça-feira um pré-aviso de greve nacional de 24 horas dos trabalhadores da saúde para o dia 15 de maio.

Segundo o dirigente sindical Luís Pesca, esta foi uma das decisões já tomadas pelos trabalhadores que estão desde as 15:00 concentrados na entrada do Ministério da Saúde, em Lisboa.

Entre as exigências que motivam a marcação da greve está a reposição das 35 horas de trabalho semanal, a criação de carreira de técnico auxiliar de saúde, a criação do suplemento de risco, penosidade e insalubridade e a valorização das carreiras de técnico de diagnóstico e terapêutica e técnico superior de saúde.

Na conferência de imprensa, Luís Pesca sublinhou ainda “a debandada de profissionais” a que se tem assistido no SNS, estimando que atualmente o défice de auxiliares de saúde no serviço público seja à volta de cinco mil profissionais.

Acionado a partir de sexta-feira
O módulo calor do plano de contingência para temperaturas extremas adversas entra na sexta-feira em vigor e conta este ano com...

Da responsabilidade da Direção-Geral da Saúde (DGS), este plano visa “promover a proteção da saúde das populações contra os efeitos negativos dos períodos de calor intenso, através de uma avaliação eficaz do risco e do desenvolvimento de respostas apropriadas pelas entidades competentes da saúde, baseada num sistema de previsão, alerta e resposta adequada”.

Trata-se da 11ª edição deste plano desde que o Ministério da Saúde elaborou o primeiro documento que visou responder a situações como a registada em 2003.

Nesse ano, uma onda de calor que ocorreu em algumas zonas do país por mais de duas semanas ficou associada a um excesso de mortalidade de 1.953 óbitos.

Segundo a DGS, em 2010 estimou-se um excesso de mortalidade nos períodos de calor intenso de 2.167 óbitos e em 2013 foi determinado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) um excesso de mortalidade de 1.684 óbitos.

O plano, que envolve vários atores da saúde, segurança social, proteção civil, instituições sociais, meteorologia, entre outros, conta este ano com uma novidade, uma vez que permitirá que as temperaturas sejam registadas e previstas por zona de Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) e não por distrito.

Paulo Diegues, da Divisão de Saúde Ambiental e Ocupacional da DGS e responsável por este plano, disse que esta mudança permitirá uma avaliação de risco “mais rigorosa”.

Desta forma, será reduzida “a malha” das temperaturas e garantida “uma melhor avaliação do risco”, já que até agora as previsões das temperaturas eram dadas por distrito.

Esta informação apenas estará disponibilizada para as autoridades de saúde, através de uma zona reservada no site da DGS, adiantou.

A partir de sexta-feira e até 30 de setembro estará em vigor um sistema de previsão e alerta.

Foram definidos três níveis de alerta: verde (nível 0 – temperaturas normais para a época do ano), amarelo (nível 1- temperaturas elevadas que podem provocar efeitos negativos na saúde) e vermelho (nível 2 – temperaturas muito elevadas e que podem provocar efeitos graves na saúde).

Segundo um despacho do secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, publicado no Diário da República, a 23 de abril, “todos os serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) devem assegurar, de forma eficaz”, os seus planos, os quais devem levar em conta “a realidade local”.

Os planos devem “reduzir a vulnerabilidade a situações de pico de procura e aumentar a capacidade de resposta local” e “sensibilizar os profissionais de saúde e a população em geral, e em especial os grupos de risco, para os efeitos na saúde decorrentes dos picos de frio e ondas de calor”.

Segundo o despacho assinado por Fernando Leal da Costa, neste período “os serviços e estabelecimentos do SNS devem adotar medidas que permitam uma adaptação célere às maiores necessidades de resposta em serviços de urgência, competindo às Administrações Regionais de Saúde (ARS) a coordenação das respostas e a sua integração nos diferentes níveis de prestação de cuidados”.

Quercus
Os níveis de poluição atmosférica na cidade de Lisboa provocados pelos navios de cruzeiros e carga são “muito elevados”, revela...

Em declarações, Mafalda Sousa, do grupo de energia e alterações climáticas da Quercus, explicou que a ação realizada nos últimos três dias em Lisboa, pretende chamar a atenção para as emissões dos navios, no terminal de Santa Apolónia, e dos “ferries” no Cais do Sodré, sobretudo.

“Fizemos algumas medições e verificámos níveis de partículas ultra finas de muito pequena dimensão, que são aquelas que têm maiores efeitos na saúde, porque penetram mais profundamente no sistema respiratório e podem ter impactos muito prejudiciais na saúde”, disse a mesma responsável, alertando que pelas 09:30 de hoje os valores eram de 15 mil partículas por centímetro cúbico, quando o normal é de mil.

De acordo com Mafalda Sousa, a NABU realizou outras medições na cidade de Lisboa, nomeadamente nos “ferries” do Cais do Sodré, tendo sido observado, no momento da partida do barco, 500 mil partículas por centímetro cúbico, “um número muito elevado”, ainda mais agravado pelo facto de este ser um meio de transporte utilizado diariamente por milhares de pessoas para atravessarem o Tejo.

“No ‘ferry’ do Cais do Sodré medimos uma média de 20 mil partículas por centímetro cúbico, e no momento da partida, quando os motores estão em máxima potencia para arrancar, 500 mil partículas. São números muito elevados, isto quando comparado com o nível considerado de ar limpo, em que apenas medimos mil partículas”, sublinhou.

Como referência, no meio da cidade de Berlim, os técnicos da NABU mediram valores de seis mil partículas por centímetro cubico.

Daniel Rieger, técnico da NABU, explicou à Lusa que as pessoas desconhecem a qualidade do ar que respiram na cidade e a ação da associação de defesa do ambiente alemã é precisamente dar a conhecer o que acontece nos principais portos europeus através do projeto “Clean Air Ports”.

“Temos equipamentos que avaliam as emissões de partículas, óxidos de enxofre e óxidos de azoto, e os valores que foram registados de poluição causada pelos dois navios aqui agora ancorados são muito superiores aos da poluição causada pelo trafego e vão no ‘fumo’ para o centro da cidade, onde as pessoas vivem e o respiram todos os dias”, explicou Daniel Rieger.

O especialista referiu que os resultados encontrados em Lisboa são comparáveis aos medidos em outros portos europeus com navios de cruzeiro, como Veneza, Barcelona, Bergen (Noruega) e Hamburgo (Alemanha).

De acordo com Daniel Riger, tais resultados devem-se ao facto de os navios estarem a navegar com "combustíveis muito pesados e sujos, sem fazerem nada para filtrar o ar poluído”.

Mafalda Sousa adiantou que os dados agora recolhidos vão ser apresentados à Administração do Porto de Lisboa (APL), com sugestões e recomendações de como pode ser melhorado o desempenho deste tipo de navios.

Notificação à Autoridade da Concorrência
A Calm Eagle notificou a Autoridade da Concorrência da compra de mais 49% do capital da AdvanceCare, passando a deter o...

Segundo o aviso da Autoridade da Concorrência, publicado hoje na imprensa, a notificação prévia da operação de concentração ocorreu na sexta-feira, podendo até ao final do mês os interessados dar conhecimento das suas observações sobre a operação.

A Calm Eagle Holdings vai comprar 49% da AdvanceCare à United Healthcare International II, mas atualmente a Calm Eagle já detém 50,9% do capital da AdvanceCare e, conjuntamente com a UnitedHealth, exerce o controlo conjunto sobre a AdvanceCare.

A Calm Eagle é uma sociedade veículo criada por fundos americanos de investimento geridos por filiais da Apollo Management em 2014, para efeitos da compra da seguradora Fidelidade.

Vendas em cresceram 15% em 2014
O crescimento da BIAL em 2014 faz da farmacêutica portuguesa a terceira com maior índice de crescimento no mercado espanhol...

As vendas da BIAL Espanha subiram 15% no ano passado, elevando para 60 milhões de euros o volume de negócios no mercado espanhol da farmacêutica portuguesa.

Os dados da IMS revelam ainda que a BIAL ocupa a 44ª posição no ranking da indústria farmacêutica em Espanha.

A BIAL inaugurou, em maio de 2012, em Bilbau a primeira unidade de Investigação & Desenvolvimento (I&D) e Industrial construída de raiz fora de Portugal, num investimento que só em infraestruturas atingiu os 12 milhões de euros.

Dados do Ministério espanhol da Indústria mostram que a BIAL ocupa a 26ª posição no ranking das farmacêuticas internacionais que mais investem em Investigação & Desenvolvimento em Espanha.

António Portela, CEO da BIAL, mostra-se satisfeito com os resultados já alcançados: “um dos objetivos da nossa presença em Espanha era tornar a BIAL uma das maiores farmacêuticas da Península Ibérica e esse objetivo está cumprido. O mercado espanhol é um dos mais dinâmicos a nível mundial pelo que tem sido uma experiência muito enriquecedora. Espanha é o mercado externo mais relevante para a BIAL e queremos continuar a crescer e a desenvolver novos produtos, como a investigação em vacinas”.

Presente em Espanha desde 1998, BIAL conta com mais de 260 colaboradores divididos entre a I&D e a fábrica de Bilbau e os escritórios em Madrid.

Nas instalações de Bilbau são produzidas anualmente 250 mil vacinas e testes de diagnóstico, existindo capacidade para atingir a produção de 2 milhões de frascos de vacinas por ano.

Os principais mercados das vacinas produzidas em Bilbau são Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Venezuela e Cuba.

A unidade de Bilbau tem como base processos de biotecnologia e permite a investigação e produção de vacinas antialérgicas personalizadas, alergénios recombinantes, autovacinas, vacinas microbiológicas e diagnósticos in vivo e in vitro para alergias. O projeto integra as Boas Práticas de Produção (cGMP) e obedece aos requisitos das entidades regulamentares, nomeadamente da norte-americana FDA e da europeia EMA.

BIAL Espanha comercializa ainda uma gama de especialidades farmacêuticas de variadas áreas, nomeadamente sistema nervoso central, respiratória, cardiovascular e saúde da mulher.

Campanha inspirada no “Move for health”
Subir três lanços de escadas por dia, sete dias por semana, reduz em 20% o risco de se sofrer um acidente vascular cerebral.

Este dado, comprovado cientificamente, é um dos argumentos utilizados pela campanha da Direção-Geral da Saúde que apela ao uso das escadas em detrimento dos elevadores ou das escadas rolantes.

A campanha Faça a melhor escolha, vá pelas escadas "vai ao encontro do que se pratica em outros países", explicou, ao Jornal de Notícias, Miguel Arriaga, diretor da Divisão de Estilos de Vida Saudável da Direção-Geral da Saúde (DGS), acrescentando que as autoridades médicas estão preocupadas com o peso elevado da população nacional. "Mais de metade (53,6%) dos portugueses, entre os 18 e os 64 anos, tem excesso de peso", disse.

A iniciativa foi inspirada no dia "Move for health" instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como forma de promover os benefícios da atividade física regular. Porém, segundo o médico, o exercício só por si não chega para se ter um estilo de vida mais saudável. Há que ser complementado com "hábitos alimentares mais equilibrados e com a forma como gerimos o nosso stresse, hábitos tabágicos e consumo de álcool".

Além da prevenção do risco de AVC, há muitos benefícios que são destacados pela campanha, como por exemplo a melhoria dos níveis de colesterol ou a redução do stresse e da ansiedade. "Subir as escadas permite gastar sete vezes mais calorias do que usar o elevador" e "mesmo que de uma forma lenta permite um gasto de calorias três vezes superior ao que é conseguido em marcha rápida numa superfície plana" são ainda algumas das informações que se podem ler nos cartazes.

A par dos benefícios há ainda cuidados que devem ser tidos em conta. Se as pessoas sofrerem de problemas cardiovasculares ou osteoporose "têm primeiro de aconselhar-se com o seu médico", prosseguiu Miguel Arriaga, "para saber se podem praticar esta atividade e como o podem fazer".

Os materiais da campanha vão ser distribuídos pelas administrações regionais de Saúde, para serem colocados nos centros de saúde e nos hospitais. Numa segunda fase, a DGS espera poder "disseminar esta informação dentro das empresas".

Fernando Nobre
O presidente da AMI disse hoje que a equipa de quatro elementos que permanece em Katmandu “está bem”, apesar de ter “sentido...

Um sismo de magnitude 7,3 na escala de Richter sacudiu hoje o Nepal, revelou o observatório norte-americano que monitoriza a atividade sísmica em todo o mundo, dando conta de várias réplicas, uma delas de magnitude 6,3.

“Os quatro elementos da AMI que ainda estão em Katmandu relataram-nos, numa mensagem via Facebook, que sentiram o hotel onde estão alojados abanar violentamente, mas, [este] não chegou a ruir. Disseram que o sismo foi muito forte”, declarou à agência Lusa Fernando Nobre, que regressou do Nepal na segunda-feira à noite.

De acordo com a agência noticiosa espanhola Efe, a zona onde ocorreu o sismo de hoje é a que foi mais afetada pelo terramoto de magnitude 7,8 ocorrido a 25 de Abril passado e que provocou mais de oito mil mortos.

Em declarações, o presidente da Assistência Médica Internacional (AMI) explicou que têm estado a tentar falar com a equipa chefiada pelo enfermeiro Ivo Saruga, mas sem sucesso, uma vez que as comunicações “estão difíceis”.

“Eu regressei ontem [segunda-feira] à noite. Inicialmente éramos seis e agora ficaram lá quatro, que deveriam permanecer no Nepal mais uma semana. Este novo abalo vem piorar ainda mais a situação. Se se justificar, temos de rever a nossa ajuda no terreno”, adiantou.

Fernando Nobre contou à Lusa que as condições no terreno são muito difíceis, com níveis de destruição muito grandes, uma vez que as habitações não têm tijolo, apenas terra e lama.

“A AMI decidiu ajudar 10 aldeias a cerca de 70 quilómetros a nordeste de Katmandu. Fornecemos refeições, água potável e ajudamos na reconstrução das casas juntamente com voluntários nepaleses”, explicou.

Na opinião do presidente da AMI, este novo sismo, com esta magnitude, deixa “supor que tudo o que estava em equilíbrio instável vai ser largamente” afetado.

“O que não ruiu da primeira vez deverá ter ruído agora. É de temer que a situação agora seja mais complicada, uma vez que o grosso das equipas de ajuda internacional já tinha saído do país. O trabalho de emergência já tinha acabado e tinha começado o trabalho de reabilitação, com estes no vos dados a situação piorou de certeza”, disse.

O presidente da AMI disse ainda que vai tentar falar com a equipa no Nepal para ter uma ideia mais “real do que se está a passar, para decidir o que deverá ser feito a seguir”.

O Nepal foi hoje atingido de novo por um sismo forte, de magnitude 7,3 na escala de Richter, seguido de várias réplicas, uma das quais de magnitude 6,3, anunciou o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos.

O sismo mais forte também sentido em Nova Deli, a cerca de mil quilómetros do epicentro, com a agência noticiosa francesa (AFP) a indicar que vários edifícios de escritórios foram evacuados na capital da Índia.

Proposta debatida
Imagens chocantes serão impressas nos maços de tabaco para dissuadir o consumo. A proposta do governo vai ser debatida no...

Além das mensagens escritas, como, entre outras, "Fumar mata" ou "Fumar prejudica gravemente a sua saúde e a dos que o rodeiam", o governo quer imprimir imagens chocantes nas embalagens para alertar os fumadores para os malefícios do tabaco.

Segundo avança a Rádio Renascença, citada pelo Jornal de notícias, a proposta de alteração à lei do tabaco, de autoria do governo, será debatida na próxima sexta-feira, no Parlamento.

As 42 imagens que poderão vir a ser impressas nos maços de tabaco vão desde pais a chorar junto ao caixão de uma criança até cadáveres e doentes de cancro em fase terminal.

Cerca de 60 países já impõem às tabaqueiras que incluam campanhas antitabágicas nos maços.

Um estudo de 2011 realizado em pouco mais de um milhar de jovens britânicos, entre os 11 e os 16 anos, revelou que as imagens chocantes que foram impressas nos maços de cigarros tiveram pouco impacto nos jovens fumadores quando colocados na parte de trás da embalagem.

Convidados a descrever as fotografias, menos de 10% se lembrava das que estavam colocadas na parte de trás da embalagem, à exceção dos que tinham sintomas de um consumo mais assíduo de tabaco, apresentando dentes cariados, problemas nos pulmões ou cancro na garganta.

Quando questionados sobre os anúncios colocados na frente, perto de metade dos jovens lembravam-se da frase "fumar mata".

Relatório divulga
Portugal era, em 2012, o nono país com maior consumo de álcool per capita entre os 34 membros da OCDE, embora tenha sido um dos...

De acordo com um relatório da OCDE sobre o consumo nocivo de álcool e o seu impacto na saúde pública, relativo ao período entre 1992 e 2012, neste último ano Portugal apresentou uma média de consumo de bebidas alcoólicas a rondar os 11 litros per capita, quando a média da OCDE se situava nos 9,1%.

Esta lista é encabeçada pela Estónia, seguida pela Áustria e pela França, com consumos a rondar os 12 litros per capita.

O relatório avalia igualmente o consumo de álcool em seis países não membros, mas parceiros da OCDE (Rússia, África do Sul, Brasil, China, India e Indonésia), sendo que, destes, apenas a Rússia figura também acima da média da OCDE.

No entanto, o mesmo documento revela que Portugal foi o quinto país que mais baixou o consumo de álcool desde 1992, com uma redução superior a 20%.

Acompanham Portugal nesta descida a Grécia, a Eslovénia, a França e a Itália, esta última com uma diminuição de consumo acima dos 40%.

O relatório destaca que países produtores de vinho, como Portugal, Espanha, Itália, Grécia e França, assim como Hungria, República Eslovaca e Suíça, viram o consumo per capita desta bebida cair mais de 20% desde 1990.

Uma avaliação aos padrões de consumo de álcool – com um ranking de 1 (comportamento de baixo risco) a 5 (o mais arriscado) – coloca Portugal no nível mais baixo (1).

Este ranking baseia-se nos comportamentos que podem indiciar consumo nocivo (grandes quantidades de álcool por ocasião, frequência de consumo de bebidas em festas ou proporção de ocasiões de consumo em que ocorre embriaguez) ou o consumo de álcool associado às refeições.

Portugal é precisamente um dos países em que o vinho é a bebida mais consumida, seguido pela cerveja, com as bebidas espirituosas e outras a representarem um nível de consumo baixo.

O relatório analisa também a forma como as disparidades sociais estão relacionadas com episódios de forte consumo de álcool e concluiu que em Portugal os homens com maior nível de educação têm menos probabilidade de ter este tipo de consumo.

Contrariamente verificou-se que são as mulheres com maior nível educacional as que estão em maior risco.

O mesmo se passa com o estatuto socioeconómico: são os homens portugueses de baixo estatuto os que têm mais episódios de forte consumo, enquanto as mulheres com este tipo de comportamento se situam em estratos socioeconómicos mais elevados.

No entanto, estes episódios de consumo mais pesado situaram-se abaixo dos 5%, para homens e mulheres de todos os níveis educacionais e socioeconómicos, nos últimos 12 meses em análise.

Dia Internacional do Enfermeiro
O Dia Internacional do Enfermeiro, que hoje se comemora, é um momento para refletir sobre o papel na sociedade e sobre o...

Numa mensagem hoje dirigida aos colegas, a Presidente do Conselho Diretivo Regional da Secção Regional (SRC) do Centro da Ordem dos Enfermeiros (OE) exorta à reflecção num dia em que em todo o mundo se assinala a efeméride e se evoca o nascimento, em 1820, da britânica Florence Nightingale, percursora da enfermagem moderna.

“Refletirmos sobre o nosso papel na sociedade e refletirmos também sobre como poderemos todos nós, individualmente e em conjunto, contribuir e construir uma enfermagem melhor”, afirma a Enfª Isabel Oliveira, na mensagem que endereçou aos 14 mil colegas a trabalhar nos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu.

A SRC evoca hoje o Dia Internacional do Enfermeiro com o lançamento de um concurso de fotografia e de um número especial da revista Enfermagem e o Cidadão, que oferece nos seis distritos da região em transportes de passageiros, em instituições públicas e na sua sede, em Coimbra.

No editorial da revista, o Enfº Nuno Terra Lopes, secretário do Conselho Diretivo Regional da SRC, lembra que hoje, tal como no tempo de Florence Nightingale, e sempre, “os enfermeiros fazem a diferença”.

Florence Nightingale iniciou o seu contributo no conflito da Crimeia. Com uma nova organização, novas metodologias e uma abordagem sustentada, o sucesso das suas intervenções foi tão evidente que conseguiu reduzir a taxa de mortalidade para índices surpreendentes: de aproximadamente uma morte em cada duas vítimas, passou a duas mortes em cada cem vítimas!

Tal como acontece com os enfermeiros de hoje, as resistências médicas, por motivos corporativistas, não a conseguiram demover. Argumentou sempre com recurso às ciências exatas e médicas e norteou incessantemente as suas intervenções para o bem dos doentes.

Em vida e na morte foi alvo das maiores homenagens, do povo, de personalidades, de políticos e da realeza. Foi convidada para colaborar na reforma do sistema de saúde britânico, tendo idealizado alguns princípios que ainda hoje se respeitam, nomeadamente na administração hospitalar. Vários países pediram seus pareceres críticos para a criação de escolas de enfermagem.

O Enfº Nuno Terra Lopes recorda que foi a primeira mulher a ser agraciada com a ordem de mérito concedida pelo rei Eduardo VII. A ela se deve a fundação da primeira escola de enfermagem. Inspirou também a criação de uma das maiores organizações humanitárias internacionais: a Cruz Vermelha.

Na altura da sua morte, 13 de Agosto de 1910, foi recordada porque “fez da enfermagem uma ciência e deu-lhe leis”.

Foi um dos primeiros reconhecimentos populares desta profissão enquanto ciência, lembra o autor do editorial.

A edição especial da revista Enfermagem e o Cidadão, no seu número 43, publica artigos da autoria de enfermeiros. Uns são relatos pessoais do ofício da enfermagem. Outros abordam temas como a relevância política da enfermagem, os novos rumos da saúde mental, os direitos dos doentes, o cuidar em oncologia ou a importância da Unidades de Cuidados na Comunidade.

Aqui pode consultar e descarregar a edição especial de Enfermagem e o Cidadão

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E aqui aceder à mensagem da Presidente do Conselho Diretivo Regional da SRC

Relatório indica
A Entidade Reguladora da Saúde instaurou 122 processos de contraordenação, a maioria dos quais relacionados com a ausência de...

O Relatório de Atividades da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) relativo a 2014, indica que “a maioria do tipo de infrações diz respeito à ausência de registo na ERS (33%) e cerca de 25% devem-se à violação de normativos relacionados com o regime de licenciamento”.

Mais de um terço das infrações (34%) está ligado, de alguma forma, à inexistência do Livro de Reclamações e outras obrigações relacionadas com o mesmo, que as entidades têm de cumprir.

Outras infrações detetadas em 2014 foram o não envio da reclamação para a ERS no prazo de 10 dias úteis (3,88%), a recusa de colaboração com a ERS (4,37%), não prestação de informação ou prestação de informações falsas (2,43%), não facultação imediata e gratuitamente do livro de reclamações ao utente (5,83%).

A ERS detetou ainda o incumprimento da obrigação de atualização do registo (0,97%), a falta de um letreiro do Livro de Reclamações afixado (0,49%), a não entrega do duplicado da reclamação ao utente (1,94%).

Em resultado dos processos decididos em 2014 pela ERS, foram aplicadas 197 sanções, das quais 113 são coimas e 84 admoestações.

O valor total das coimas aplicadas ascendeu a 273.418 euros, tendo sido arquivados 83 processos de contraordenação.

A ERS emitiu 9.222 licenças a estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, nomeadamente a clínicas ou consultórios dentários (5.270), clínicas ou consultórios médicos (2.738), unidades de medicina física e reabilitação (556) e centros de enfermagem (497), entre outros.

Entidade Reguladora da Saúde
Os procedimentos administrativos, os tempos de espera e os cuidados de saúde e segurança lideram as 11 mil reclamações dos...

De acordo com o Relatório de Atividades da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) relativo a 2014, nesse ano deram entrada neste organismo 10.948 reclamações.

Em relação ao ano anterior, registou-se um aumento significativo de queixas (mais 2.788), o que se deve, em parte, ao facto deste regulador ter começado a receber, a partir do último trimestre de 2014, as exposições do setor público e privado.

Até essa data, à ERS apenas chegavam as reclamações dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde do setor privado.

O maior número de queixas (2.882) visou os procedimentos administrativos, seguindo-se os tempos de espera (2.385) e os cuidados de saúde e segurança do doente (2.023).

Foram igualmente objeto de queixa a focalização no utente (1.227 reclamações), as questões financeiras (1.109), o acesso a cuidados de saúde (575), as instalações e serviços complementares (357).

Os elogios e louvores motivaram 115 exposições que chegaram à ERS.

Das 10.948 reclamações que chegaram à ERS em 2014, 7.265 (66,4%) viram a sua análise concluída nesse ano.

Além das 7.265 reclamações entradas e terminadas em 2014, a ERS concluiu ainda 1.429 processos que haviam transitado de 2013 e 95 processos de anos anteriores, num total de 8.789 processos.

A ERS encaminhou 331 reclamações (3,8% do total de processos terminados), as quais tiveram como destinatários principais a Ordem dos Médicos e a Ordem dos Médicos Dentistas.

“Em 79,6% dos casos as reclamações foram objeto de decisão final de arquivamento por a ERS ter considerado versarem sobre matéria grave ou que careciam de diligências suplementares da sua parte, sendo certo que os utentes não se manifestaram contra as alegações apresentadas pelos prestadores reclamados”.

No relatório lê-se ainda que “em 2,1% dos processos de reclamação a situação ficou resolvida e em 1,6% houve garantia, por parte dos prestadores reclamados, de que seriam adotadas medidas corretivas”.

Segundo a ERS, no final de 2014 o tempo médio de tratamento de uma reclamação era de 42,39 dias.

Organização Mundial de Saúde
Nove dos dez países com maior taxa de obesidade no mundo encontram-se no Pacífico, segundo dados da Organização Mundial de...

"O Pacífico enfrenta uma crise de ENT (epidemias não transmissíveis). Por exemplo, tem os níveis mais altos de obesidade do mundo", disse à Rádio New Zealand o chefe de Política e Sistemas Sanitários no Pacífico da Organização Mundial de Saúde (OMS), Ezekiel Nukuro.

Segundo a organização, a obesidade afeta 50,8% da população das Ilhas Cook, 45% dos habitantes de Palau e Nauru, e 43% dos que vivem na Samoa, Tonga e Niue.

A população obesa das Ilhas Marshall representa 42%, percentagem semelhante à do Qatar, o único país que não está dentro da região do Pacífico, mas que é incluído na lista.

Apresentadas hoje
A Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo apresenta uma série de medidas aprovadas pela Assembleia da República para combater a...

Estas medidas fazem parte de um conjunto de oito que foram aprovadas por unanimidade pelos diferentes grupos parlamentares, e visam reforçar o combate ao cancro da pele, disse à Lusa Osvaldo Correia, secretário-geral da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), organização que celebra 30 anos.

Entre as medidas contam-se “a prevenção em ambiente escolar, com o comprometimento de incluir a temática nos currículos escolares, e o reforço de divulgação de informação dos índices de UV (ultravioletas)”, acrescentou.

Será também criada uma base de dados para registo nacional de todos os doentes com melanoma e todos os laboratórios serão obrigados a notificar à tutela e aos Registos Oncológicos Regional todas as formas de cancro de pele, para se conhecerem os números reais.

Outras das medidas previstas são o reforço da formação específica em dermatologia dos médicos de família, o aumento da acessibilidade dos cidadãos a consultas de dermatologia nos hospitais e ao tratamento de cancros diagnosticados, e reforço da fiscalização aos solários.

A APCC apresenta hoje também as campanhas de sensibilização a desenvolver no dia 20 de Maio, Dia do Euromelanoma, entre as quais o rastreio gratuito em cerca de 40 serviços de dermatologia de todo o país, dirigido em particular a pessoas de risco.

Estima-se que os cancros de pele vão continuar a aumentar e a previsão aponta para o surgimento de mais de 12 mil novos cancros de pele e mil novos casos de melanoma (a forma mais perigosa e mortal de cancro de pele) ao longo deste ano.

Cientistas alertam
Um grupo de cientistas alertou para uma mutação na estirpe da tifoide que criou resistência aos antibióticos em África e Ásia.

Segundo um artigo divulgado na Nature Genetics, a mutação foi detetada em amostras de bactéria recolhidas em 63 países.

As amostras revelaram uma estirpe multirresistente, denominada H58, que não responde aos antibióticos.

A H58 adquiriu recentemente novas mutações que bloqueiam novas drogas, nomeadamente ciprofloxacina e azitromicina, acrescentaram.

O vírus agora dominantes “surgiu e espalhou-se pela Ásia e África ao longo dos últimos 30 anos”, salientaram os cientistas.

Cerca de 21 milhões de pessoas são infetadas anualmente com a febre tifoide e entre 216 e 600 mil morrem, segundo números da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A doença é principalmente causada pela salmonela e os sintomas incluem febre, dores de cabeça, diarreia, manchas no peito e um aumento do baço e do fígado.

Os cientistas pediram para a vigilância do H58 ser reforçada, limitando o uso dos antibióticos e aumentando os programas de vacinação, bem como o acesso a água potável e saneamento nos países pobres.

“As bactérias não obedecem a fronteiras internacionais e quaisquer esforços para conter a propagação deve ser coordenada globalmente”, disse Stephen Baker, da unidade de investigação da Universidade de Oxford na cidade de Ho Chi Minh, no Vietname.

Hospital de campanha
INEM disponibiliza hospital de campanha e posto médico para dar apoio aos peregrinos que se deslocam a Fátima.

A partir de hoje e até 13 de maio, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) disponibiliza um hospital de campanha e um posto médico avançado, bem como duas viaturas médicas de emergência e reanimação e quatro motociclos de emergência médica, disponíveis durante 24 horas, para dar apoio aos peregrinos que se deslocam a Fátima.

Com esta operação, o INEM garante a coordenação de todas as atividades de saúde, em ambiente pré-hospitalar, triagem, evacuações primárias e secundárias e a referenciação e transporte para as unidades de saúde mais adequadas de qualquer situação de emergência médica que possa ocorrer durante a peregrinação ao Santuário de Fátima, com a presença, no terreno, de 45 profissionais, em média, por dia.

A operacionalidade deste dispositivo obriga à intervenção média diária de 11 médicos, 12 enfermeiros, 9 técnicos de emergência, 3 técnicos operadores de telecomunicações de emergência, 2 psicólogos, 2 radiologistas, 5 elementos do gabinete de logística e operações, técnicos de informática e coordenador.

 

Profissional de saúde
Desde 2006, ano em que acabei a minha formação inicial, que trabalho em cuidados de saúde primários,
Enfermeira Ângela Quinteiro

Os cuidados de saúde primários são, ou deveriam ser, a primeira linha de atendimento dos serviços de saúde. A prevenção está na linha da frente. O enfermeiro nos cuidados de saúde primários educa na prevenção de doenças, promove estilos de vida saudáveis e ajuda a lidar com a doença crónica. Este mesmo enfermeiro alegra-se com o crescimento saudável das suas crianças, exaspera-se com o retrocesso de cicatrização da ferida do seu utente diabético, tem dias bons, tem dias maus… mas no final de tudo trabalha com o simples objetivo de beneficiar ao máximo a saúde ao seu utente.

Somos gente que Cuida de gente

Como dizia Wanda Horta, “Somos gente que Cuida de gente”, vemos sempre no outro aquilo que também somos, gente com fragilidades, gente com dificuldades, pessoas que tal como nós necessitam de um profissional que as ouça, que as aconselhe, que as trate, sem nunca perder de vista a essência de cada ser.

Nem sempre as coisas foram assim, e, por enquanto, nem em todos os sítios é assim, mas a evolução da saúde corre nesta direção, e não tarda, todos os cidadãos portugueses terão o seu enfermeiro de família!

E o que é ser um enfermeiro de família?

Ser um enfermeiro de família é ser um profissional de saúde, de referência às suas famílias, presente, disponível, um enfermeiro que atua nas diferentes fases da vida do utente, desde o nascimento até à terceira idade.

É ser aquele profissional que acompanha a criança na vigilância da saúde infantil, que orienta a mãe no planeamento da família e na vigilância da sua gravidez, que ensina a avó a controlar a sua hipertensão, que educa o avô na sua consulta de hipocoagulação e que trata a úlcera do bisavô no seu domicílio. É ser um profissional que numa hora trabalha dentro de quatro paredes e que na hora seguinte trabalha na rua, o que permite um reconhecimento da localidade do seu utente, traduzindo-se na compreensão do envolvimento social, cultural e familiar das suas famílias, e na perceção de quando deve intervir, como intervir e quem envolver nas suas intervenções.

Ser Enfermeiro de Família é estar onde e como as minhas famílias precisam

Ser um enfermeiro de família é ser alguém com conhecimento de causa, um profissional com conhecimentos vastos, que pode ouvir, ajudar, resolver, tratar ou encaminhar, sempre com a consciência no bem-estar do utente.

Este é o meu percurso, o meu dia-a-dia, o trabalho do qual me orgulho, e que diariamente é reconhecido pelas minhas famílias, através de um gesto, de uma palavra, de um sorriso, ou simplesmente de um momento de silêncio!

Ser Enfermeiro de Família é estar onde e como as minhas famílias precisam que eu esteja!

Nota Biográfica
Sou a Ângela Quinteiro, tenho 30 anos e desde pequena que sabia qual o percurso profissional que queria seguir. Filha de enfermeira, “cresci” no antigo Hospital Distrital de Viseu, e os passos da minha mãe eram, sem dúvida, os passos que eu queria dar. Como tal, licenciei-me em Enfermagem em 2006, pela Escola Superior de Saúde de Viseu, tendo iniciado as minhas funções no serviço de Ortopedia do Hospital de Lamego, passando, pouco tempo depois, para o Centro de Saúde Viseu 3, onde permaneço neste momento a exercer funções na USF Viriato.
Em busca de novos conhecimentos e para enriquecimento pessoal e profissional, pós-graduei-me, em 2009, em Urgência e Emergência e especializei-me, em 2010, em Saúde Infantil e Pediatria, ambas as formações na Escola Superior de Saúde de Viseu.
Em 2013 adquiri o grau de Mestre em Gestão e Administração de Unidades de Saúde, pela Universidade Católica Portuguesa - Pólo de Viseu.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
Em Lisboa
O tribunal arbitral do Conselho Económico e Social decretou como serviços mínimos para a greve da rodoviária de Lisboa Carris...

A decisão, divulgada no “site” daquele organismo, prevê o funcionamento de 50% do regime normal de 11 carreiras e teve em conta que as linhas, propostas pela Carris, desempenham “um papel essencial no acesso das pessoas à rede hospitalar pública e, consequentemente, a necessidade de protecção do direito à saúde, constitucionalmente consagrado”.

Na lista das carreiras incluídas nos serviços mínimos estão a 703 (Charneca do Lumiar - bairro de Santa Cruz), a 708 (Parque das Nações – Martim Moniz), a 735 (Cais do Sodré – Hospital de Santa Maria), a 736 (Cais do Sodré – Odivelas) e a 738 (Quinta Barros – Alto de Sto. Amaro).

Também é considerado como serviço mínimo o funcionamento de 50% das carreiras 742 (Casalinho da Ajuda – Bairro da Madre de Deus), 751 (Linda-a-Velha - Estação de Campolide), 755 (Poço do Bispo – Sete Rios), 758 (Cais do Sodré – Portas de Benfica), 760 (Cemitério da Ajuda – Gomes Freire) e 767 (Mártires da Pátria – Estação da Damaia).

“O tribunal entende que permitir o funcionamento de apenas 50% de algumas carreiras das várias centenas disponibilizadas assegura o direito fundamental à greve e, simultaneamente um funcionamento mínimo das carreiras consideradas imprescindíveis para as necessidades sociais impreteríveis dos cidadãos durante o período de greve”, é realçado na sentença.

Além do funcionamento destas carreiras, o tribunal do CES considerou ainda serviços mínimos os funcionamentos do transporte exclusivo de deficientes, do carro do fio e de desempanagens, dos postos médicos, da segurança das instalações e do equipamento no âmbito da responsabilidade dos trabalhadores abrangidos pelo pré-aviso de greve.

Os trabalhadores da Carris realizam na quinta-feira uma greve de 24 horas contra a subconcessão da empresa prevista pelo Governo.

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