Supremo Tribunal Administrativo
O Supremo Tribunal Administrativo considera que os Açores têm de pagar os tratamentos de residentes no arquipélago em hospitais...

O acórdão rejeita um recurso apresentado pelo Governo dos Açores junto do Supremo Tribunal Administrativo (STA), em março.

Nesse recurso, a Secretaria Regional da Saúde dos Açores contestava uma decisão do Tribunal Central Administrativo (TCA) do Norte que a condenou a pagar cerca de 6.000 euros ao Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, pela prestação de cuidados médicos a residentes no arquipélago.

No acórdão, o STA sublinha que o Serviço Regional de Saúde (SRS) dos Açores tem "autonomia em relação ao Sistema Nacional de Saúde", constituindo um "subsistema de saúde, no sentido de um sistema subsidiário, que responde pelos encargos da prestação de cuidados" no "serviço universal e geral da saúde em relação a cidadãos abrangidos na respetiva área de residência".

"Deste modo, pese embora todos os cidadãos portugueses do Sistema Nacional de Saúde serem beneficiários (...), a dotação anual do Orçamento do Estado a favor da Região Autónoma dos Açores determina a sua responsabilidade financeira pelas despesas resultantes da prestação de cuidados de saúde a cidadãos integrados na sua área de influência, como sucede com os cidadãos com domicílio fiscal na Região Autónoma dos Açores e que tenham beneficiado de cuidados prestados no território continental", conclui o STA.

Fonte oficial da Secretaria Regional da Saúde dos Açores disse em abril, depois de o STA ter aceitado analisar este recurso, que várias unidades do Serviço Nacional do Saúde (SNS) estão a reclamar em tribunal o pagamento de cerca de 60 milhões de euros por serviços prestados a residentes no arquipélago.

No recurso que entregou no STA, o Governo dos Açores invocava que o Sistema Regional de Saúde não pode ser considerado um subsistema, mas sim parte do SNS, e que está em causa o desrespeito do princípio da "solidariedade nacional" previsto no Estatuto Político Administrativo dos Açores, assim como a violação de diversos artigos da Constituição da República Portuguesa, relativos à universalidade dos direitos, à igualdade dos cidadãos e ao caráter "universal e geral" do SNS.

Em outubro do ano passado, os governos da República e dos Açores decidiram constituir um grupo de trabalho para apurar o valor das dívidas que o SNS reclama ao Serviço Regional de Saúde e vice-versa. O primeiro-ministro disse na altura, durante uma visita aos Açores, que este levantamento incluiria também a Madeira.

“O grupo de trabalho constituído tem reunido com o objetivo de definir os princípios do entendimento, antes de se dedicar ao apuramento real dos montantes”, disse a mesma fonte da Secretaria Regional da Saúde dos Açores, em abril.

OMS anuncia
A Organização Mundial de Saúde vai criar um fundo de 100 milhões de dólares (87,31 milhões de euros) para responder a...

O fundo de contingência será investido na criação de um programa específico dentro da Organização Mundial de Saúde (OMS) para responder a qualquer tipo de emergências sanitárias.

Margaret Chan discursava perante a assembleia-geral da organização, reunida desde ontem e até 26 de maio para adotar uma série de resoluções sobre políticas de saúde.

A sessão de ontem foi inaugurada pela chanceler alemã, Angela Merkel, que apelou para que a agência das Nações Unidas planeie antecipadamente a sua resposta perante futuras epidemias e outras crises de saúde pública.

Merkel chamou a atenção para a má gestão da recente epidemia de ébola que assolou vários países da África ocidental, falhas reconhecidas pela OMS.

A crise sanitária provocada pela pandemia acelerou a reforma já em curso dentro da OMS, priorizando agora a clarificação das hierarquias de comando nas suas operações de emergência.

Margaret Chan referiu que a realidade dos países afetados pelo ébola antes do espalhar da epidemia foi subestimada, países onde “praticamente não havia nada, com um médico por cada 100.000 habitantes, com hospitais sem eletricidade”.

Outro fator agravante foi, para a diretora-geral da OMS, a situação política nesses países, que foram afetados por conflitos internos, o que eliminou “o tipo de confiança necessário para mobilizar as comunidades, e que as tornasse parte da solução”.

Respondendo diretamente às críticas que a OMS sofreu pela resposta lenta à epidemia de 14 meses, Chan assegurou que não pensou em demitir-se, “nem nunca ninguém mo pediu”.

Na sua opinião, “um líder responsável precisa de aprender as lições e fazer as mudanças certas”.

Ordem dos Médicos alerta
A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos vai alertar, esta terça-feira, para a falta de médicos de família e para...

“Há uma grande desmotivação dos profissionais de saúde por causa das condições de trabalho”, disse o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, indicando que, na região Centro, a falta de médicos de família afeta especialmente os distritos de Leiria, Guarda e Castelo Branco.

A partir das 09:00, este responsável visita diversos centros de saúde, nos distritos de Aveiro e Coimbra, no âmbito de um programa para assinalar o Dia Mundial do Médico de Família.

Para Carlos Cortes, o Ministério da Saúde “tem-se mostrado incapaz de resolver o problema e não tem sabido captar os médicos de família” para as regiões de Portugal mais desguarnecidas, com “muitos destes profissionais” a optarem pela emigração para outros países.

“Nos centros de saúde, faltam também equipamentos, outros materiais e muitas vezes até medicamentos”, lamentou.

Esta situação “não permite evitar que muitos doentes recorram às urgências hospitalares”, acrescentou.

A SRCOM vai aproveitar a celebração do Dia Mundial do Médico de Família para “denunciar as falhas”, bem como “os graves problemas que atravessam os centros de saúde” em Portugal, realçou Carlos Cortes.

A estrutura regional da Ordem dos Médicos “tem redobrado a sua atenção nesta área da saúde”, um trabalho que pretende prosseguir até 2016, insistindo sobretudo na “grande falta de médicos”.

No centro do país, há “entre 130 mil e 150 mil pessoas sem médico de família”, o que, segundo o dirigente, corresponde à necessidade de colocar pelo menos mais 70 destes profissionais.

No âmbito do Dia Mundial do Médico de Família, Carlos Cortes visita, às 09:00, as unidades de saúde familiar (USF) Topázio e Coimbra Norte, no Centro de Saúde Eiras, arredores de Coimbra, a que se segue, às 11:00, a Extensão de Saúde Gafanha da Nazaré, no concelho de Ílhavo.

Durante a tarde, a partir das 15:00, desloca-se ao Centro de Saúde Norton de Matos, em Coimbra, terminando esta iniciativa com uma conferência de imprensa no local, às 17:00, com dirigentes do SRCOM e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).

Às 21:30, no Teatro Académico de Gil Vicente, também em Coimbra, realiza-se um sarau em que serão evocados os médicos falecidos Fernando Valle e Adolfo Rocha (escritor Miguel Torga).

Doença Inflamatória do Intestino
A Doença Inflamatória do Intestino é uma patologia crónica grave que afecta mais de 5 milhões de pes

Assinala-se anualmente a 19 de Maio o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal (DII), uma perturbação crónica que engloba duas patologias. “A Doença de Crohn, que se caracteriza por uma inflamação crónica que pode afectar qualquer segmento do tubo digestivo, comprometendo, mais frequentemente, o intestino delgado no seu segmento terminal (íleo), e a Colite Ulcerosa, doença crónica que afecta a camada interna (mucosa) que reveste o intestino grosso ou cólon, deixando-a inflamada e com pequenas feridas na superfície (úlceras) que podem sangrar”, explica João Machado, presidente da Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino (APDII).

A doença evolui, caracteristicamente, por períodos de agravamento e remissão, sendo que a diarreia, a dor abdominal, a fadiga, a febre, o emagrecimento, e sangue nas fezes são os sinais e sintomas mais frequentes destas patologias.

Dia Mundial

A existência de um dia dedicado à DII permite, segundo João Machado, “divulgar a doença e os seus sintomas, sensibilizando as pessoas para a necessidade de quando em presença destes sintomas, recorrerem a um Gastroenterologista visando a obtenção de um diagnóstico e caso se confirme, efectuarem assim que possível medicação adequada”. Para além disso, acrescenta o responsável, “permite sensibilizar os órgãos do poder, que a doença existe, que afecta cerca de 20 mil portugueses e que se não forem devidamente tratados, terão seguramente custos mais elevados para o Estado, com internamentos e cirurgias e com o aumento do absentismo laboral”. Por outro lado, ajuda a desmistificar alguns dos mitos existentes sobre estas patologias.

Para assinalar a efeméride estão programadas duas acções que decorrem em simultâneo em Lisboa (Praça Luís de Camões) e no Porto (Praça D. João I) e pretendem sensibilizar a população para o desconforto social sentido muitas vezes pelos doentes. “Nas praças referidas, haverá uma pirâmide de papel higiénico que representa os metros de papel que um doente gasta por ano - composta ainda por mensagens-chave como a comparação deste gasto anual com o total de quilómetros de uma meia maratona ou mesmo de uma maratona -; de um actor sentado numa sanita, ao lado desta pirâmide, de forma a representar o conceito do número de horas que uma pessoa com esta doença passa numa casa de banho, o que acaba por ser uma limitação ao nível social e profissional; de vários promotores (entre 5 e 10) que andarão pelo local com uma sanita às costas - o que representa o peso que a doença tem na vida das pessoas -, sensibilizando a população para as doenças inflamatórias do intestino”, explica João Machado.

Neste dia, a principal mensagem que o presidente gostava de ver difundida é a necessidade de estar atento a alguns sinais, tais como: enfartamentos frequentes, vómitos, dores abdominais fortes e diarreias frequentes. “Nestes casos deve consultar o seu gastroenterologista de forma a despistar se não poderá estar na presença de uma DII. Quanto mais cedo for efectuado o diagnóstico, mais fácil será controlar a evolução da doença. Existem tratamentos e medicamentos que permitem que os doentes possam fazer uma vida normal”, sublinha João Machado.

A doença

“Não se conhecem as causas da DII, ou por que algumas pessoas são portadoras dessa doença e outras não. Não parece haver nenhuma característica comum entre as pessoas portadoras da patologia. Qualquer um pode desenvolver essa doença, não importando o sexo, a raça, ou a idade”, comenta o presidente da APDI, acrescentando que, “há uma tendência em filhos e outros parentes de portadores da doença de desenvolvê-la também. Isso pode ocorrer por factores genéticos”.

Embora a doença possa aparecer em qualquer idade, na maior parte dos casos os doentes são diagnosticados na segunda ou terceira década de vida, sendo que a prevalência é maior nas mulheres. E alerta que, “é muito provável que existam casos por diagnosticar, uma vez que a doença pode afectar vários segmentos do tudo digestivo, e o diagnóstico nem sempre é fácil de despistar”.

De acordo com um estudo de prevalência da DII em Portugal (Pharmacoepidemiology and Drug Safety, 2010;19:499-510), verificou-se um aumento de 68/100.000 doentes em 2003 para 146/100.000 doentes em 2007. Para a Colite Ulcerosa, a prevalência aumentou de 42/100.000 doentes em 2003 para 71/100.000 doentes em 2007. Para a Doença de Crohn, a prevalência aumentou de 43/100.000 doentes em 2003 para 73/100.000 doentes em 2007.

Curar, tratar ou controlar

“Ambas as doenças são crónicas, para as quais, ainda não existe cura, mas felizmente existem tratamentos que permitem o controlo da doença”, refere sublinhando que, o controlo da doença é habitualmente feito com acompanhamento médico especializado e regular, bem como através da realização de exames complementares de diagnóstico.

“Os tratamentos são farmacológicos, sendo que na fase de agudização da doença, o doente tem de ter alguns cuidados com a alimentação, deverá dentro do possível evitar situações de stress e evitar grandes esforços físicos”, recomenda, frisando que quando o doente se encontra na fase de remissão (sem sintomatologia), pode fazer uma vida perfeitamente normal. Por vezes poderá ser necessário recorrer a tratamento cirúrgico.

João Machado acredita que, “actualmente, não existem constrangimentos no acesso aos tratamentos, apesar de existirem medicamentos de última geração denominados correntemente por biológicos, prescritos quando outro tipo de medicação deixou de resultar, são totalmente comparticipados pelo Estado. Estes medicamentos ainda têm um custo elevado, pelo que face às restrições orçamentais que têm sido impostas aos hospitais, há sempre o risco, de ser protelado o acesso dos doentes a este tipo de medicamento, por razões meramente economicistas”. No entanto, João Machado salienta que “queremos acreditar que tal não acontece, nem irá acontecer”.

Qualidade de vida dos doentes

Estes doentes podem ter a sua qualidade de vida afectada, quer social quer laboral, na fase aguda da doença. “Há doentes que por força da sintomatologia têm de, frequentemente, se ausentar do serviço e nos casos mais complexos, por períodos longos, principalmente quando precisam de internamento para tratamento cirúrgico. Este facto leva por vezes a perdas dos postos de trabalho”, lamenta o presidente.

No aspecto social, o isolamento é a medida que estes doentes encontram para lidar com a doença, podendo também afectar o convívio familiar, originando por vezes fins de relacionamentos. “Todas estas situações, fazem com que alguns doentes entrem em depressão, tendo que recorrer a apoio psicológico”.

Mas para além do impacto social, o presidente realça o impacto económico significativo e de vária ordem. “O custo dos exames complementares de diagnóstico, dos medicamentos que na sua maioria não são totalmente comparticipados e dos complementos alimentares e vitamínicos cujo custo tem de ser suportado totalmente pelo doente, dado que não têm qualquer comparticipação”, explica. Por outro lado, acrescenta, “quando por força da doença, perdem o seu posto de trabalho, ficando impossibilitados de obterem rendimentos”.

Também, o não acesso aos cuidados médicos e tratamentos adequados, acabará por inevitavelmente ver agravada a sua doença e de ter de recorrer a tratamentos cirúrgicos, com os custos associados aos internamentos hospitalares e cirúrgicos. Por outro lado contribuem para o aumento significativo do absentismo.

Tudo isto custos directos e indirectos que têm de ser contabilizados.

Principais mitos associados

Um dos principais prende-se com a ideia de que um doente com DII, tem de fazer restrições alimentares toda a vida. Este facto faz com que alguns doentes desenvolvam anemias com consequências graves para a sua saúde. “É preciso salientar que cada caso é um caso. Um alimento que “faz mal” a uma pessoa pode não ter o mesmo efeito noutra. Se necessário o doente deve aconselhar-se com o seu especialista em DII e em casos mais específicos, recorrer a um nutricionista”.

Outro dos mitos com que os doentes são por vezes confrontados é a de que a DII é contagiosa, levantando alguns constrangimentos na utilização comum dos WC’s nas empresas.

Todas as dúvidas e esclarecimentos podem ser obtidos através da Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino –  www.apdi.org.pt. Telefones: 22 208 6350 / 93 208 6350, ou por e-mail, para [email protected]

 

Por expressa opção do autor, o texto não respeita o Acordo Ortográfico

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
19 de Maio – Dia Mundial da Doença Inflamatória do Intestino
A Doença Inflamatória do Intestino é uma patologia crónica grave que afecta mais de 5 milhões de pessoas em todo o mundo. Em...

Assinala-se anualmente a 19 de Maio o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal (DII), uma perturbação crónica que engloba duas patologias. “A Doença de Crohn, que se caracteriza por uma inflamação crónica que pode afectar qualquer segmento do tubo digestivo, comprometendo, mais frequentemente, o intestino delgado no seu segmento terminal (íleo), e a Colite Ulcerosa, doença crónica que afecta a camada interna (mucosa) que reveste o intestino grosso ou cólon, deixando-a inflamada e com pequenas feridas na superfície (úlceras) que podem sangrar”, explica João Machado, presidente da Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino (APDII).

A doença evolui, caracteristicamente, por períodos de agravamento e remissão, sendo que a diarreia, a dor abdominal, a fadiga, a febre, o emagrecimento, e sangue nas fezes são os sinais e sintomas mais frequentes destas patologias.

Dia Mundial

A existência de um dia dedicado à DII permite, segundo João Machado, “divulgar a doença e os seus sintomas, sensibilizando as pessoas para a necessidade de quando em presença destes sintomas, recorrerem a um Gastroenterologista visando a obtenção de um diagnóstico e caso se confirme, efectuarem assim que possível medicação adequada”. Para além disso, acrescenta o responsável, “permite sensibilizar os órgãos do poder, que a doença existe, que afecta cerca de 20 mil portugueses e que se não forem devidamente tratados, terão seguramente custos mais elevados para o Estado, com internamentos e cirurgias e com o aumento do absentismo laboral”. Por outro lado, ajuda a desmistificar alguns dos mitos existentes sobre estas patologias.

Para assinalar a efeméride estão programadas duas acções que decorrem em simultâneo em Lisboa (Praça Luís de Camões) e no Porto (Praça D. João I) e pretendem sensibilizar a população para o desconforto social sentido muitas vezes pelos doentes. “Nas praças referidas, haverá uma pirâmide de papel higiénico que representa os metros de papel que um doente gasta por ano - composta ainda por mensagens-chave como a comparação deste gasto anual com o total de quilómetros de uma meia maratona ou mesmo de uma maratona -; de um actor sentado numa sanita, ao lado desta pirâmide, de forma a representar o conceito do número de horas que uma pessoa com esta doença passa numa casa de banho, o que acaba por ser uma limitação ao nível social e profissional; de vários promotores (entre 5 e 10) que andarão pelo local com uma sanita às costas - o que representa o peso que a doença tem na vida das pessoas -, sensibilizando a população para as doenças inflamatórias do intestino”, explica João Machado.

Neste dia, a principal mensagem que o presidente gostava de ver difundida é a necessidade de estar atento a alguns sinais, tais como: enfartamentos frequentes, vómitos, dores abdominais fortes e diarreias frequentes. “Nestes casos deve consultar o seu gastroenterologista de forma a despistar se não poderá estar na presença de uma DII. Quanto mais cedo for efectuado o diagnóstico, mais fácil será controlar a evolução da doença. Existem tratamentos e medicamentos que permitem que os doentes possam fazer uma vida normal”, sublinha João Machado.

Por expressa opção do autor, o texto não respeita o Acordo Ortográfico

Laurinda Leitão
A médica Laurinda Leitão, colocada em Santarém há 22 anos, conhece grande parte dos mais de 1.500 utentes que fazem parte do...

Atualmente a coordenar a Unidade de Saúde Familiar (USF) do Planalto, em Santarém, não foi por vocação que se tornou médica de clínica geral e familiar há 30 anos, mas hoje confessa que faz o que gosta e fá-lo com paixão.

“Gosto da diversidade. O doente é um todo. Não consigo dividi-lo em partes. Gosto da vertente física, psíquica e social”, disse, confessando que o processo de doença pelo qual ela própria passou não alterou a sua postura, porque já se punha “no lugar deles”, mas deixou-a “mais atenta a alguns pormenores, mais sensível”.

A USF que coordena, com 10.163 utentes, começou com nove médicos. Agora são cinco. À exceção da coordenadora (a única com horário de 35 horas devido a sequelas da doença), cada um gere cerca de 1.900 utentes e cobre o ficheiro dos doentes que não têm médico de família atribuído (1.592).

"Estamos a trabalhar acima dos limites", disse, apontando a média de idades, superior aos 50 anos, dos cinco médicos.

Helena Mendes, médica de família há 30 anos, não esconde a frustração de gerir marcações com 15 minutos de intervalo, para consultas muitas vezes de doentes que não conhece, porque não fazem parte do seu ficheiro, e, dos que fazem, muitos são idosos, com polipatologias e dificuldade de se expressarem, a exigirem um tempo que não tem.

A necessidade de garantir um atendimento adequado e as falhas persistentes do sistema informático – no dia da reportagem da Lusa o sistema estava em baixo – levam inevitavelmente a atrasos que por vezes os utentes não compreendem.

“Aqui um doente não é um número numa cama. O atendimento é muito personalizado”, reforça Laurinda Leitão.

Num horário com tempos para consultas programadas, intersubstituição (para responder aos utentes sem médico), para doentes de risco (diabetes, hipertensão), planeamento familiar, saúde infantil e materna, atos de medicina preventiva (como rastreios), ações de educação para a saúde – este ano sobre o tema do excesso de peso e obesidade -,há ainda espaço para visitas domiciliárias.

“Aqui estamos no nosso ambiente, com uma calma que não há no centro de saúde”, disse Rosarinho, a doente de Laurinda Leitão que sofreu um acidente grave e que é acompanhada em casa pela médica que a conhece desde criança e que assistiu o seu pai, também em casa, na fase terminal da doença.

“É um apoio muito importante para o doente e para a família”, frisou a mãe, Maria Crisanta Cordeiro, sublinhando a relação “já de amizade, de cumplicidade” com a médica.

“A ida a casa permite-nos também conhecer o contexto, o suporte familiar, tão importante sobretudo em doenças terminais”, disse Laurinda Leitão, recordando em particular o jovem de 27 anos com um tumor cerebral que acompanhou durante um ano, ajudando depois a família no luto.

“A satisfação vem da sensação de que se conseguiu diminuir o sofrimento e melhorar a qualidade de vida” de um utente, frisou.

À multiplicidade de tarefas junta-se a da orientação de internatos e estágios. Na USF do Planalto há oito internos da especialidade (dois deles prestes a concluir os quatro anos de formação), três internos de ano comum e uma estudante do último ano de medicina, e ainda enfermeiros em formação, aproveitando a existência de duas enfermeiras especialistas em saúde materna e obstetrícia e em saúde infantil.

Além dos tempos para consulta e das debilidades da rede que suporta o sistema informático, a grande frustração dos profissionais vem do facto de, por trabalharem numa USF classificada de tipo A (por fatores que lhes são estranhos, como a necessidade de cobrirem a falta de recursos humanos), não usufruírem dos incentivos atribuídos aos que, no mesmo espaço, trabalham numa USF de tipo B.

"Com os incentivos que recebem, uma administrativa chega a ganhar mais que eu", desabafou um dos internos a terminar a especialização e para quem são incompreensíveis as diferenças salariais devido a critérios não centrados no doente mas nos custos, mesmo reconhecendo a necessidade de algumas correções a práticas do passado.

"O lado bom é o reconhecimento dos doentes. Conseguimos ajudar muita gente e isso dá-nos alento", rematou.

Em algumas regiões portuguesas
Um em cada três utentes residentes em algumas regiões portuguesas não tem médico de família, numa altura em que cada vez mais...

A propósito do Dia Mundial do Médico de Família, que se assinala na terça-feira, o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Rui Nogueira, realçou o papel dos médicos de família e alertou para a falta destes profissionais.

“Neste momento temos uma crise, motivada pela reforma antecipada e pelas alterações das regras de aposentação, há dois anos atrás, que levou a uma saída de muitos profissionais em fim de carreira”, disse.

Segundo Rui Nogueira, existia um milhão de cidadãos sem médico de família, número que terá diminuído para 800 mil, há dois anos atrás, quando foram criadas as Unidades de Saúde Familiar (USF).

“Agora temos um milhão e 300 mil utentes sem médico de família, o que é muito preocupante e mais preocupante porque, em alguns lugares, como Lisboa e Algarve, a situação é muito mais grave e notória do que no resto do país”, adiantou.

Para Rui Nogueira, "é grave” existir 20% de utentes sem médico de família, mas no Algarve e em alguns locais da Grande Lisboa a percentagem de utentes sem médico de família atinge os 30%.

O presidente da APMGF sublinhou que esta falta de médicos de família acontece numa altura em que cada vez mais utentes são atendidos nos centros de saúde.

Para Rui Nogueira, a solução não passa pelo aumenta das listas de utentes por médico.

“Podemos aumentar os doentes por médico, mas depois os médicos não têm capacidade de resposta, nem os doentes consultas disponíveis”, disse.

Rui Nogueira lembrou que, no ano passado, limparam-se as listas de utentes e aumentaram-nas de 1.550 para 1.900 por médico.

“Há colegas que já ultrapassam muito esse número, em situações desesperantes, até mesmo para números perfeitamente impossíveis, porque não é razoável, não é possível, ir muito além dos 2.000 utentes, não há capacidade de resposta”, declarou.

Esse aumento, prosseguiu, obrigaria a que cada médico realizasse 40 ou 50 consultas por dia. “É impossível. Existe, mas são casos pontuais. Não sendo ilegal, imoral é seguramente, especialmente para os doentes que pensam que têm médico e não têm”.

Sobre o papel do médico de família, Rui Nogueira destacou o papel de proximidade com os utentes, através da qual se identifica os efeitos da crise nas famílias portuguesas.

“As pessoas têm hoje mais dificuldades em viver, até mesmo em vir à consulta, porque têm de pagar transportes, comprar alguns medicamentos ou fazer alguns exames complementares. As pessoas têm mais dificuldades e vivem com mais tristeza. As depressões são mais frequentes”, adiantou.

Rui Nogueira destaca o impacto do desemprego nas famílias, tanto nos filhos como nos avós que sofrem com este flagelo.

“Os avós sofrem com o desemprego dos filhos e dos netos, que se veem obrigados a ajudar”.

Especialista indica
O cirurgião vascular Armando Mansilha disse que existe uma nova classe de fármacos, com “comprovada eficácia” e com “melhoria...

Citando estudos europeus já divulgados, Armando Mansilha, que é também professor na Faculdade de Medicina do Porto, salientou que “a mortalidade por tromboembolismo venoso é superior à mortalidade conjunta de acidentes de viação, cancro da mama, da próstata e sida. Todas estas causas juntas matam menos do que o tromboembolismo venoso”.

A nova classe de fármacos, já disponível em Portugal, “diminui o risco de novos eventos, porque a retrombose é grave, diminui o risco de novas embolias pulmonares, tem uma segurança aumentada no sentido de diminuir o risco de hemorragia e tem uma enorme facilidade em termos posológicos porque os doentes não têm de fazer um controle laboratorial regular”, sublinhou.

O especialista falava na apresentação de um manual de boas práticas para diagnóstico e tratamento do tromboembolismo venoso, um documento que alerta para a necessidade de uniformizar o tratamento da trombose em Portugal.

Os novos medicamentos, anticoagulantes orais, “estão a ser progressivamente introduzidos” no mercado português, mas Armando Mansilha considerou que é fundamental alertar a comunidade clínica e científica para a sua existência e para as suas vantagens.

Este é um dos objetivos do livro “Diagnóstico e terapêutica do tromboembolismo venoso – evidência e recomendações”, coordenado por Armando Mansilha, mas que reúne contribuições de especialistas de diferentes áreas, nomeadamente da cirurgia vascular, medicina interna, oncologia médica, obstetrícia e imunoterapia, entre outras.

O documento, considerado o “mais completo” manual de boas práticas no tratamento da trombose editado em Portugal, vai ser distribuído pelos hospitais e unidades de saúde familiar.

O objetivo é uniformizar procedimentos na abordagem terapêutica desta patologia, para proporcionar a todos os pacientes o melhor tratamento possível.

O tromboembolismo venoso (TEV) é uma doença caracterizada pela formação de coágulos (trombos) nas veias, que compreende a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP).

Constitui a terceira causa mais comum de doença cardiovascular, logo após a síndrome coronária aguda e o acidente vascular cerebral. Atinge particularmente os pacientes hospitalizados, os doentes oncológicos e as grávidas e/ou puérperas com mais de 35 anos.

Novo relatório da Médicos do Mundo
Apesar do direito das grávidas e crianças a cuidados de saúde constituir um dos direitos humanos mais básicos, universais e...

A Rede Internacional da Médicos do Mundo (MdM) apresenta esta segunda-feira, 18 de maio, o seu mais recente Relatório Europeu “Acesso à Saúde pelas pessoas que enfrentam múltiplas vulnerabilidades nesta área. Obstáculos no acesso à saúde pelas crianças e grávidas na Europa”, durante uma conferência de Imprensa em Londres. O estudo é baseado em 41.238 consultas médicas e sociais com 22.171 indivíduos em nove países europeus em 2014.

O direito das grávidas e crianças à saúde é um dos direitos humanos mais básicos, universais e essenciais.

Este relatório indica que mais de metade (54.2%) das mulheres grávidas envolvidas no estudo não teve acesso a cuidados pré-natais. Larga maioria não teve qualquer acesso a cuidados de saúde (81%). Menos de 1% das mulheres grávidas migrantes (incluindo as cidadãs europeias) migraram devido a razões de saúde.

Impressionante também é o facto de apenas um terço (34.5%) das crianças observadas em toda a Europa ter sido vacinada contra a papeira, sarampo e rubéola e uma percentagem ligeiramente superior (42.5%) contra o tétano.

Praticamente todos os doentes observados (91.3%) viviam abaixo do limiar da pobreza. A larga maioria (84.4%) enfrentou, pelo menos uma vez, um ato de violência.

Quase dois terços (62.9%) dos doentes observados não dispunham de qualquer cobertura a nível dos serviços de saúde, sobretudo devido às leis restritivas que excluem determinados grupos. As barreiras ao acesso à saúde mais referenciadas foram a incapacidade de pagamento dos cuidados (27.9%) e problemas administrativos (22%). Em consequência disto, 22.9% dos doentes refere que a sua saúde física é (muito) má e, relativamente à saúde mental, este valor aumenta para 27.1%.

Os dados também afastam claramente o mito do turismo de saúde na Europa entre os migrantes carenciados: apenas 3% dos migrantes observados pela MdM migraram por razões de saúde. A média do tempo em que estes migrantes estavam a viver nos países abrangidos pelo estudo antes de consultarem a MdM foi de 6,5 anos e apenas 9.5% dos migrantes com doenças crónicas sabiam da sua condição antes de chegar à Europa.

Apesar dos políticos europeus cada vez mais reconhecerem os impactos da crise económica e das medidas de austeridade no acesso aos cuidados de saúde, na prática pouco mudou na vida das pessoas carenciadas. A MdM apela aos Estados-membros e instituições da União Europeia (UE) para que assegurem sistemas de saúde públicos universais baseados na solidariedade, igualdade e equidade, abertos a todos os que vivem num dos Estados-membros. Todas as crianças que residem na Europa devem ter total acesso aos programas nacionais de imunização e a cuidados pediátricos. Todas as grávidas devem ter acesso à interrupção da gravidez, cuidados pré e pós-natais e partos seguros.

Poucos migrantes indocumentados adoecem com gravidade na Europa, a maioria apenas muito depois da sua chegada. Estes devem ser protegidos da expulsão quando o acesso eficaz a cuidados de saúde adequados não pode ser assegurado no país que os pretende expulsar.

A MdM apela a todos os profissionais de saúde para que assegurem os cuidados a todos os doentes independentemente do seu estatuto ou das barreiras legais existentes, de acordo com a Declaração dos Direitos dos Doentes da Associação Médica Mundial. 

Em Espanha
Cinco pessoas foram detidas em Espanha acusadas de tentarem comprar, por seis mil euros, um rim a um imigrante pobre, anunciou...

A polícia fez as detenções em colaboração com as autoridades belgas e alemãs, refere um breve comunicado da polícia, que não especifica a data das detenções.

“O imigrante tentou desistir do negócio, depois de ter sido submetido a exames clínicos e, por isso, foi sequestrado, agredido e ameaçado de morte para manter o acordo”, segundo o mesmo comunicado.

A pessoa que pretendia comprar o rim era o cabecilha de uma organização criminosa especializada em assaltos, que queria aquele órgão para transplantar o seu filho que sofre de uma doença renal grave.

O chefe da polícia e o diretor da Organização Nacional de Transplantes de Espanha vão dar mais detalhes numa conferência de imprensa.

Em março passado, 14 países europeus assinaram em Espanha o primeiro tratado internacional para combater o tráfico de órgãos.

O negócio gera 1.2 biliões de dólares (cerca de mil milhões de euros) a nível mundial todos os anos, de acordo com o Conselho Europeu, que elaborou o tratado.

Em janeiro de 2014, a polícia espanhola deteve um libanês rico, de 62 anos, suspeito de tentar comprar um fígado saudável na Roménia.

Em Lisboa
Neste equipamento multidisciplinar, aberto 24 horas por dia a partir de Julho, vão trabalhar técnicos da área social da Junta...

Um equipamento multidisciplinar de apoio às vítimas de violência doméstica vai nascer em Lisboa, por iniciativa da Junta de Freguesia de Santo António, revela o jornal Público. A abertura do Espaço Júlia, que assume esse nome em homenagem a uma idosa assassinada pelo marido em 2011, deve acontecer em Julho.

Neste equipamento, que vai funcionar num espaço na Rua Luciano Cordeiro, junto ao Hospital de Santo António dos Capuchos, as vítimas daquele crime poderão beneficiar de “um atendimento especializado”, e em múltiplas valências, 24 horas por dia.

Esse atendimento será prestado, como se explica em comunicado, por “técnicos de ação social com formação específica na área da violência doméstica, conjuntamente com polícias da PSP”. No local será também possível fazer o “encaminhamento” das vítimas para “diversas autoridades com competências na saúde e segurança social”.

A ideia de criar um espaço com estas caraterísticas foi da Junta de Freguesia de Santo António, que tem vindo a trabalhar neste projeto há cerca de seis meses.

O presidente da junta explica que o trabalho dos técnicos de apoio social, mas também contactos que trabalhadores de outras áreas da junta desenvolveram no terreno, levaram à constatação de que havia a necessidade de “uma solução local” para prestar apoio às pessoas vítimas deste “flagelo”. “A freguesia é o que está mais perto do cidadão, e a linha da minha chefia é ser pró-activo. Se há problemas vamos tentar descobri-los”, diz Vasco Morgado.

Depois de estabelecido o contacto com a PSP, a ambição do projeto cresceu, e o autarca social-democrata chegou à conclusão que ele tinha que ser maior do que as fronteiras da freguesia. Nesse sentido, o Espaço Júlia será aberto a todas as vítimas de violência doméstica, independentemente da sua origem ou local de residência.

Além da PSP, é parceiro desta iniciativa o Centro Hospitalar Lisboa Central. Como explica Vasco Morgado, é do Hospital de Santo António dos Capuchos a propriedade do imóvel, na Rua Luciano Cordeiro, onde o novo equipamento vai nascer. As obras necessárias para a adaptação do espaço, onde funcionava uma agência bancária entretanto desativada, vão ser desenvolvidas pela junta de freguesia.

Em comunicado explica-se que o local “terá uma entrada independente, assegurando assim a privacidade, o conforto e a segurança devida às vítimas deste tipo de crime”. Acrescenta-se ainda que haverá três gabinetes e um espaço dedicado às crianças, e que além da prestação de apoio a quem aqui se dirigir haverá uma “promoção de actividades de caráter preventivo e pedagógico na comunidade local”.

Designar o novo equipamento como Espaço Júlia é, para Vasco Morgado, uma forma de prestar homenagem a uma mulher de 77 anos que foi assassinada em 2011 pelo marido na sua casa, na Rua Luciano Cordeiro, mas também de “humanizar” aquele que se pretende que seja um porto seguro para as vítimas de violência doméstica.

Indicadores
As unhas são, possivelmente, um dos melhores indicadores sobre a saúde de cada pessoa. Se começar a sentir algum sintoma...

Grandes, pequenas, ao natural, pintadas, postiças, roídas. As unhas dizem muito sobre a personalidade da pessoa, mas também sobre a sua saúde.

Segundo o site Healthy Life Tricks, citado pelo Notícias ao Minuto, as unhas são a melhor forma de detetar pequenos (e grandes) problemas de saúde. As unhas finas, com uma ligeira curva para fora nas extremidades e que possuem vários ‘riscos’ naturais podem indicar excesso/carência de ferro ou até mesmo a iminência de um problema cardíaco.

A cor natural das unhas é outra forma de analisar o seu estado de saúde. Se tiverem um tom de rosa com uma linha horizontal branca nas pontas, esteja descansado, mas se as suas unhas ganharem um tom esverdeado nos cantos (superiores ou inferiores) pode estar com alguma infeção bacteriana.

Um tom vermelho nas unhas pode significar problemas cardiovasculares, já um tom azulado pode ser sinal de falta de oxigénio no sangue ou má circulação. Falta de cor nas unhas é espelho de falta de vitaminas, como os pontos negros indicam envelhecimento acelerado. Por seu turno, diz a publicação, pontos/manchas brancos nas unhas podem revelar algum problema no fígado ou psoríase.

Uma unha amassada – por norma nas extremidades superiores e sem razão aparente para que tal tenha acontecido – pode revelar uma possível queda excessiva de cabelo ou o aparecimento (ou reaparecimento) de psoríase.

A falta de proteínas, ácido fólico e vitamina C leva a que as unhas fiquem rachadas e fracas. Já as unhas demasiado grossas podem indicar vários problemas, desde pulmonares, a infeções por fungos ou até mesmo relacionados com a glândula da tiróide.

Mulheres são mais afetadas pela doença
O hipotiroidismo, uma doença que afeta dez vezes mais mulheres do que homens, é o tema central da Semana Internacional da...

“A Semana Internacional da Tiroide decorre (entre 25 e 31 de maio) no mundo inteiro para alertar para os problemas da tiroide, este ano mais dedicado ao problema das mulheres”, disse Ana Paula Marques, do Grupo de Estudo da Tiroide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM).

Promovida pela SPEDM e pela Associação das Doenças da Tiroide (ADTI), a iniciativa visa alertar para os problemas da tiroide que afetam cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, estimando-se que metade destas pessoas ainda desconhecem a sua condição.

Para a endocrinologista Ana Paula Marques, “o cenário do subdiagnóstico da doença está a mudar” devido “ao maior uso de meios de diagnóstico”.

“Hoje em dia deteta-se cada vez mais formas da doença da tiroide que chamamos subclínicas”, o que quer dizer que os doentes têm habitualmente apenas alterações analíticas.

A especialista defendeu a importância de as pessoas irem “buscar informação sobre as doenças da tiroide a locais fidedignos”, advertindo que há muita informação na internet que “não tem razão absolutamente de ser”.

Segundo a endocrinologista, o hipertiroidismo é uma alteração na tiroide, que passa a funcionar de mais. “Os doentes perdem peso, ficam nervosos, ansiosos, o coração a bater muito e dormem mal”.

Os sinais e sintomas do hipertiroidismo são muitas vezes negligenciados, sendo às vezes confundidos com os de outras condições, o que acaba por atrasar os diagnósticos, refere a SPEDM.

“Quando não tratado, o hipotiroidismo não só diminui a qualidade de vida, como pode ter complicações sérias, entre as quais, diminuição do ritmo cardíaca que pode levar a coma, tensão arterial e níveis de colesterol que podem resultar em doenças cardíacas, infertilidade e Alzheimer”, acrescenta.

Já quando a tiroide funciona de menos, “os doentes engordam, dormem muito, andam mais lentos, têm muito frio, metabolismo fica lentificado”.

Ana Paula Marques sublinhou que “a maior parte dos doentes que tem nódulos na tiroide, que é uma situação muito frequente, habitualmente tem a função da tiroide normal”.

Acrescentou ainda que a maior parte das doenças da tiroide é fácil de tratar desde que corretamente diagnosticadas e seguidas.

A Semana Internacional da Tiroide é uma iniciativa da Thyroide Federation International.

Ministério da Educação e da Ciência
O Ministério da Educação e da Ciência referiu já ter pedido pareceres para regulamentar os cursos de Medicina Tradicional...

“O Ministério da Educação e Ciência já solicitou pareceres e informações complementares com vista a fundamentar a decisão sobre a natureza, conteúdo e duração dos ciclos de estudos relativos às terapêuticas não convencionais”, referiu aquele ministério.

Um grupo de alunos e recém-formados em Medicina Tradicional Chinesa escreveu uma carta ao secretário de Estado do Ensino Superior, apelando à regulamentação da sua formação, um pedido que tem já uma década.

Há muitos anos que os profissionais que exercem terapêuticas não convencionais aguardam a regulamentação da sua atividade profissional e agora um grupo de alunos decidiu voltar a pressionar o executivo.

Em 2003 foi publicada a Lei de Enquadramento Base das Terapêuticas Não Convencionais (TNC), mas o diploma só foi regulamentado passados dez anos.

Entretanto, já foram publicadas várias portarias de regulamentação mas o processo ainda não terminou.

Sem este diploma, a formação que os alunos fizeram ou estão a fazer não é legalmente reconhecida.

Os alunos acreditam que o enquadramento legal dos cursos vai permitir a dignificação dos profissionais e acabar com a proliferação de formações sem qualidade.

Inquérito da Direção-Geral da Saúde
Um inquérito divulgado pela Direção-Geral da Saúde revela que a maioria dos utentes foi bem atendida e teve o seu problema...

O "Estudo de Satisfação dos Utentes do Sistema de Saúde Português" foi realizado, para a Direção-Geral da Saúde (DGS), pela empresa Eurosondagem, entre 10 de fevereiro e 13 de março, em Portugal Continental, abrangendo uma amostra de 2.300 pessoas, com 16 ou mais anos.

Dos utentes dos serviços público e privado de saúde auscultados, a maioria são mulheres e idosos, e trabalham ou estão reformados.

Segundo a sondagem, 90,7% dos inquiridos consideram que foram bem atendidos pelos profissionais de saúde e 74,0% dizem que o seu problema de saúde foi devidamente resolvido.

A maioria não faltou às consultas médicas (90,1%) ou deixou de fazer exames médicos, tratamentos, consultas de seguimento (87,2%) e de comprar medicamentos (87,9%) por dificuldades financeiras.

O estudo de opinião conclui que os utentes estão satisfeitos com a qualidade do serviço prestado, com grande parte (83,1%) a assinalar que correspondeu ao esperado.

No entanto, 38,6% dos inquiridos entendem, sem especificar, que o sistema de saúde necessita de grandes mudanças e ajustamentos, sendo mais os utentes do setor privado a defenderem essa ideia (41,5%, contra 38,1% do setor público).

Quanto às consultas, mais de metade das pessoas (87,4%) dizem estar satisfeitas com o tempo despendido pelo médico e que este lhes deu oportunidade para esclarecerem as suas dúvidas (89,2%).

Sobre o tempo de espera, 42,2% dos utentes que recorreram aos serviços públicos de saúde esperaram mais de um mês por uma consulta da especialidade, ao passo que 39,1% aguardaram menos de um mês.

De acordo com a DGS, os tempos de espera nas consultas da especialidade enquadram-se nos parâmetros normais definidos para o Serviço Nacional de Saúde: atendimento até 30 dias em casos muito prioritários e atendimento até 60 dias nas situações prioritárias.

O inquérito assinala que, no dia da consulta, mais de metade das pessoas (51,8%) esperaram até uma hora para serem atendidas pelo médico.

Secretário de Estado do Ensino Superior
Um grupo de alunos e recém-formados em Medicina Tradicional Chinesa escreveu uma carta ao secretário de Estado do Ensino...

Há muitos anos que os profissionais que exercem terapêuticas não convencionais aguardam a regulamentação da sua atividade profissional e agora um grupo de alunos decidiu voltar a pressionar o executivo.

“Enviámos a carta esta semana a pedir a publicação das portarias, que já deveriam ter sido saído há muito tempo”, resumiu Vanessa Pinto, aluna do curso da Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches, situada no Braço de Prata, em Lisboa, e uma das subscritoras da carta enviada para o Ministério da Educação e Ciência (MEC).

Em 2003 foi publicada a Lei de Enquadramento Base das Terapêuticas Não Convencionais (TNC), mas o diploma só foi regulamentado passados dez anos.

Entretanto, já foram publicadas várias portarias de regulamentação mas o processo ainda não terminou.

“Falta publicar as portarias referentes ao plano de estudos dos cursos”, explicou Vanessa Pinto, referindo-se às sete terapêuticas não convencionais: Acupunctura, Fitoterapia, Homeopatia, Medicina Tradicional Chinesa, Naturopatia, Osteopatia e Quiroprática.

Sem este diploma, a formação que os alunos fizeram ou estão a fazer não é legalmente reconhecida: “Precisamos da portaria para deixarmos de ser os bruxos”, ironizou a aluna da Escola Superior de Saúde.

Vanessa Pinto lembra que, neste momento, um curso de quatro anos, como o que está a tirar em Braço de Prata, tem o mesmo valor que um “curso de seis meses tirado aos fins de semana”.

Os alunos acreditam que o enquadramento legal dos cursos vai permitir a dignificação dos profissionais e acabar com a proliferação de formações sem qualidade e Vanessa Pinto lamenta que ainda estejam a aguardar por uma "regulamentação que já devia ter saído há dez anos”.

Na carta enviada ao secretário de Estado, os alunos sublinham que são um grupo de jovens que "espera ansiosamente que esta área seja regulamentada" e, por isso, apelam "à rápida regulamentação" do ciclo de estudos e regime de transição.

"Quando há uns anos escolhemos enveredar por esta área tínhamos a esperança que, ao terminarmos os nossos cursos, existisse já uma regulamentação, razão pela qual os nossos pais e muitos de nós, trabalhando e estudando, investiram na nossa formação. O valor do nosso investimento depende, neste momento, de existir uma regulamentação que permita à população uma escolha segura de profissionais, com formação digna e responsável", lê-se na missiva.

Saiba quais são:
Será que o sol melhora a acne ou causa flacidez?
Mitos exposição solar

O Mito: O bronzeado é saudável.
A Verdade: O bronzeado resulta de uma reacção da pele para se defender dos efeitos nefastos da radiação UV. 

O Mito: O bronzeado protege-nos do sol.
A Verdade: Um bronzeado escuro numa pele originalmente clara só oferece um factor de protecção solar (FPS) de cerca de 4. 

O Mito: Não se pode ficar queimado pelo sol em dias nublados.
A Verdade: Até 80 por cento da radiação solar pode atravessar um leve manto de nuvens. E o nevoeiro pode mesmo aumentar a exposição à radiação UV. 

O Mito: Não se fica queimado enquanto se está na água.
A Verdade: A água oferece uma protecção mínima contra a radiação UV, e o reflexo da luz na água pode aumentar a nossa exposição à radiação UV. 

O Mito: A radiação UV durante o inverno não é perigosa.
A Verdade: A radiação UV é geralmente menos intensa durante os meses de inverno, mas a reflexão da luz na neve pode fazer duplicar a nossa exposição total, especialmente em zonas de grande altitude. 

O Mito: Os protectores solares protegem-nos para que possamos estar ao sol durante muito tempo.
A Verdade: Os filtros solares não são para aumentar o tempo de exposição ao sol, mas sim para aumentar a protecção quando a exposição é inevitável. A protecção que asseguram depende criticamente da sua correcta aplicação. 

O Mito: Se fizer intervalos regulares durante os banhos de sol não se fica queimado.
A Verdade: A exposição a radiação UV é cumulativa ao longo do dia. Se houver um longo período de exposição, não adianta fazer pausas, pois a radiação acontece durante o dia todo. 

O Mito: Se não se sentem os quentes raios do sol, não se fica queimado.
A Verdade: A queimadura solar é causada pela radiação UV, a qual não se sente. A maior parte do calor é causado pela radiação visível e infravermelha do sol e não pela radiação UV. Os raios UV não são vistos a olho nu e não podem ser sentidos. O que faz o corpo aquecer é a radiação infravermelha. 

O Mito: Durante exposições excessivas somente o protector solar é capaz de nos proteger da acção dos raios solares.
A Verdade: O protector deve ser usado de forma correcta, e não garante protecção prolongada. Use-o para se proteger e não se queimar. 

O Mito: Fico protegida dos raios se estiver bronzeada.
A Verdade: Peles brancas possuem uma protecção limitada, mesmo se a pele estiver bronzeada. 

O Mito: Todos os tipos de óculos escuros protegem dos raios UV.
A Verdade: Óculos com lentes de boa qualidade são capazes de filtrar raios UV. Contudo, há aqueles que só escurecem e não são filtros, tornando-se prejudiciais e aumentando o risco de doenças. 

O Mito: Apesar das lâmpadas fluorescentes terem UV, não são prejudiciais à saúde.
A Verdade: As lâmpadas fluorescentes emitem raios UV e é necessário, mesmo num ambiente fechado, usar protector solar. 

O Mito: Bonés e óculos protegem-nos do sol e não é preciso protector.
A Verdade: Apesar dos bonés e óculos nos protegerem do sol, é precioso usar, o protector solar, pois esses acessórios só ajudam na protecção, juntamente com o filtro solar. Use também protectores labiais.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Siga os conselhos
A exposição moderada ao Sol é benéfica e estimulante para o organismo.
Mulher de costas sentada na praia à beira mar

Existem três tipos principais de cancro de pele que estão provavelmente relacionados com a exposição à radiação UV, seja por exposição directa ao sol seja em solários: o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma.

Porque cada um pode ter muitas aparências diferentes, é importante conhecer os sinais de alerta. Procure alterações de qualquer tipo. Não ignore um sinal suspeito, simplesmente porque não dói. O cancro da pele pode ser indolor, mas perigoso ao mesmo tempo. Se notar um ou mais dos sinais de alerta, consulte um médico imediatamente, de preferência um dermatologista.

A prevenção primária é a melhor forma de evitar o desenvolvimento da doença antes que esta ocorra. No caso do cancro da pele, tal consiste principalmente em limitar a sua exposição aos raios UV.

Já na prevenção secundária o objectivo principal é identificar e detectar o cancro da pele nas suas fases iniciais, oferecendo assim a possibilidade de um melhor e mais eficaz tratamento. Isso pode ser promovido através do auto-exame, conhecer os seus próprios factores de risco e consultando regularmente o dermatologista para um check-up à pele.

Exposição solar

Existem diferentes tipos de exposição ao sol. O primeiro é a exposição solar ocasional que ocorre ao ar livre, em dias ensolarados, quando vamos de viagem ou realizamos as nossas actividades do dia-a-dia.

O segundo é a exposição de recreio, que ocorre quando as pessoas estão a desfrutar de momentos de lazer ou a praticar actividades desportivas ao ar livre.

O terceiro tipo de exposição é a exposição ao sol no trabalho, que ocorre em pessoas que trabalham ao ar livre (agricultores, pescadores, salva-vidas, carteiros, pessoal de manutenção, etc.)

Finalmente, o quarto tipo de exposição ao sol é a exposição solar intencional com o objectivo de obter uma pele bronzeada.

Desde há mais de duas décadas, o bronzeado pode também ser obtido através da utilização de instalações de bronzeamento artificial (solários), cuja popularidade continua a aumentar e tornou-se comum nos Estados Unidos e na Europa.

Os comportamentos de protecção solar face à excessiva exposição que promovem a prevenção primária recaem em três categorias principais: uso de protector solar, uso de vestuário (chapéus e roupas de protecção) e procurar a sombra.

Protector solar

O protector solar deve conter factor de protecção elevado, adequado ao fototipo de pele e oferecer protecção tanto para raios UVA como UVB. O protector deve ser aplicado meia hora antes da exposição ao sol e a aplicação repetida a cada duas horas.

Sombra

Deve destacar-se que estar sob um guarda-sol num ambiente aberto, como na praia, não o protege das queimaduras. Isto devido aos raios UV reflectidos, a menos que sejam tomadas medidas adicionais de protecção.

Da mesma forma que os raios solares atravessam as nuvens em quantidades significativas, isto significa que mesmo nos dias nublados de primavera ou verão a pele pode ficar queimada se não se proteger devidamente.

Roupa

As roupas proporcionam a melhor protecção contra a luz solar intensa. Idealmente as roupas de manga comprida são as que melhor protegem a pele. O tecido deve ser preferencialmente de malha apertada. É conveniente usar um chapéu de abas largas e óculos de sol escuros com protecção de UV máxima. Actualmente já é possível encontrar no mercado roupas para as crianças, incluindo fatos de banho, com índice de protecção 50 + (tipo de malha ou com protector solar impregnado).

Tipo de pele

Geralmente, a regra é que a pele deve ser habituada gradualmente aos raios solares. Uma pele que bronzeou gradualmente e de modo contínuo consegue suportar os raios UV até 10 vezes melhor do que uma pele não bronzeada.

Para além disso, cada pessoa deve estar informada sobre o tempo de exposição e o factor de protecção UV que se aplica, especificamente, ao seu tipo de pele. Independentemente disso, deve evitar a exposição directa à luz solar entre as 12 e as 16 horas e nos dias de maior índice UV deve alargar o período para entre as 11 e 17 horas.

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Saiba tudo
Na Europa, as doenças alérgicas são a doença crónica mais frequente nas crianças e a sua prevalência
Criança de braços abertos em cima de fardo de palha

As doenças alérgicas respiratórias (rinite e asma) e o eczema atópico são as manifestações de alergia mais frequentes na criança. Segundo os dados disponíveis, estima-se que cerca de 5 a 20 por cento da população, com maior percentagem nas crianças e adolescentes, tenham asma, já a dermatite atópica afecta 10 a 20 por cento das pessoas durante a infância.

A sua origem ainda não está perfeitamente esclarecida mas sabe-se que existe um componente familiar importante, por isso o maior factor de risco para o desenvolvimento de alergias é a história familiar de doenças alérgicas. Quando uma criança tem um dos pais com alergias tem um risco de 20 a 40 por cento de vir a ter alguma doença alérgica. O risco sobre para 40 a 60 por cento se os dois pais forem alérgicos.

No entanto, o contacto precoce com os alergénios e certos factores ambientais como a exposição ao fumo do tabaco e a poluição atmosférica parecem desempenhar um papel importante.

Os alergénios são variados e as pessoas podem ser alérgicas a um ou a vários. Os mais frequentes são aqueles que estão presentes nos alimentos (proteínas do leite de vaca, amendoim, marisco); aqueles que circulam no ar e que são inalados quando respiramos (pólen das árvores ou gramíneas, pêlo e excrementos dos animais domésticos, ácaros do pó); certos medicamentos (como a penicilina); ou ainda as picadas de insectos que também são uma importante causa de reacções alérgicas.

Sintomas

Os sintomas são muito variados e dependem do órgão afectado e da gravidade da alergia. As crianças costumam apresentar alergias na pele a que se chama dermatite/eczema atópico ou alimentares. A dermatite/eczema atópico manifesta-se como zonas de pele muito seca, vermelha, com pequenas borbulhas, e que provocam imensa comichão.

As alergias alimentares podem surgir como vómitos, diarreia, aumento do tamanho da língua, lábios ou olhos, manchas vermelhas na pele, falta de ar e/ou chiadeira. Este tipo de alergia é muito frequente nas crianças mais jovens (bebés), assim que começam a ser alimentados com leite de vaca (ainda que parcialmente), podem reagir a ele. Também quando começam a comer fruta, pode manifestar-se uma alergia a maçãs ou bananas, e quanto mais variada se torna a alimentação da criança maior é a possibilidade de se desenvolver uma alergia. Algumas crianças ficam com urticária e comichão ("eczema infantil" ou "crostas de leite"), outras com diarreia e outras têm ainda problemas respiratórios. Ataques de choro ou birras repentinas, falta de apetite ou atitudes parecidas podem também estar relacionadas com alergias alimentares.

Na adolescência as alergias aparecem tipicamente na forma de rinite alérgica e asma. A rinite alérgica é muito comum nos adultos e manifesta-se por espirros, respiração ruidosa, comichão no nariz e nos olhos e congestão nasal. Por seu lado, a asma alérgica além de ser muito comum provoca um enorme desconforto e se não for convenientemente tratada pode impedir a pessoa de ter uma vida activa e saudável. Os doentes com asma alérgica habitualmente surgem com tosse, falta de ar, chiadeira e aperto torácico. Muitas crianças descrevem essa sensação de aperto como um abraço muito forte que não as deixa respirar.

Diagnóstico

O diagnóstico das doenças alérgicas começa pela recolha cuidadosa da história com a descrição dos sintomas e tentativa de estabelecer uma relação entre a exposição a determinadas substâncias e o aparecimento desses sintomas. Os relatos da criança e dos pais são, por isso, essenciais.

É também necessária a observação da parte do corpo à qual se referem as queixas e para isso são necessários alguns exames auxiliares de diagnóstico. Existem essencialmente dois tipos de teste, o PRICK teste e o RAST. No primeiro uma gota de solução contendo cada alergénio é colocada na pele, depois pica-se a pele com uma pequena agulha e marca-se a posição de cada alergénio com uma caneta. Se houver reacção forma-se uma pápula que é medida para comparar com o controlo. O RAST consiste na medição no sangue da IgE específica para determinados alergénios.

No caso de alergia alimentar é necessário realizar testes de provocação especiais com o alimento suspeito de provocar a reacção alérgica. Este teste só deve ser feito com vigilância médica.

Tratamento 

O melhor método de tratar as alergias é evitar o alergénio. Se a pessoa não entrar em contacto com o alergénio não vai ter qualquer manifestação da sua alergia e terá uma vida normal. Contudo, sabemos que, na prática, as coisas podem não ser tão fáceis, pois os alergénios estão presentes em todo o lado e muitas vezes pode ser difícil evitá-los.

Apesar de as alergias provocarem um grande desconforto e gastos em saúde, com o correcto tratamento, as pessoas afectadas podem ter uma vida activa e perfeitamente saudável. Para isso é necessário que juntamente com o médico assistente aprendam a lidar com os sintomas e, principalmente, que aprendam a identificar os alergénios de modo a poder evitá-los sempre que possível.

Em primeiro lugar é necessário determinar qual a substância responsável pela alergia, o que pode ser feito com a ajuda de um médico. Se a evicção do alergénio não for possível existem medicamentos - os anti-histamínicos, corticosteróides (inibem a inflamação), descongestionantes nasais, hidratantes para a pele entre outros - que, não curando a doença, podem controlar os sintomas.

Estratégias simples para prevenir as alergias infantis

Evitar os alergénios do ambiente interior. Os ácaros do pó doméstico representam a principal causa de alergia na população portugue­sa. As medidas aconselhadas para evitar a exposição estes alergénios são:

- Manter um arejamento e ventilação adequadas;
- Evitar alcatifas e carpetes (substituir por pavimento de linóleo, mosaico ou madeira envernizada);
- Utilizar colchões recentes;
- Colocar coberturas anti-ácaros nos colchões e almofadas;
- Utilizar lençóis de algodão, almofadas e edredão sintéticos;
- Lavar a roupa da cama e as cobertas plásticas com água a 60ºC;
- Remover do quarto peluches ou objectos que acumulem pó (por exemplo, livros);
- Usar aspirador com filtro de alta eficiência (HEPA);
- Controlar a humidade relativa em valor inferior a 50 por cento (os desumidificadores podem ser úteis);
- Nos doentes alérgicos a animais domésticos (gato, cão, coelho, hamster, entre outros), pode ser necessário remover estes animais da habitação, não devendo estes frequentar os quartos de dormir e deve aumentar-se a ventilação da casa.

Evitar os alergénios do ambiente exterior

Os pólenes são os alergénios mais importantes do ambiente exterior. Eis algumas medidas úteis:

- Conhecer o boletim polínico da região;
- Planear viagens de fim-de-semana ou férias elegendo alturas do ano e locais livres do (s) pólen (es) aos quais a criança é alérgica;
- Evitar o campo em fases de grande concentração de pólenes;
- Manter fechadas as janelas de casa, durante o dia;
- Usar óculos escuros;
- Viajar com as janelas fechadas.

Evitar o fumo do tabaco

O fumo do tabaco aumenta o risco do aparecimento de asma e outras doenças alérgicas, e nas crianças com asma é um conhecido factor desencadeante das crises, associando-se a maior gravidade da doença, com aumento do risco de crises graves com internamento hospitalar e mortalidade.

Os pais das crianças asmáticas deverão ter consciência de que se fumam ou deixam que outros fumem perto dos seus filhos (em casa ou no carro) estão a prejudicar gravemente a saúde dos seus filhos, aumentando de forma significativa o risco de uma crise e a gravidade da doença.

É preciso não esquecer que a criança pequena não pode manifestar verbalmente o seu mal-estar e que a tosse é habitualmente a sua única forma de expressão.

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Diploma ainda pode sofrer alterações
A proposta de lei do governo sobre o tabaco, que prevê a proibição de fumar em todos os espaços públicos fechados, foi aprovada...

A favor da proposta de lei, que ainda vai ser analisada em sede de comissão parlamentar de saúde, votaram PSD e CDS e ainda o deputado socialista Manuel Mota.

PS, PCP, Bloco de Esquerda e Partido Ecologista Os Verdes abstiveram-se, tal como a deputada do CDS Cecília Meireles.

O único voto contra foi o da deputada socialista Isabel Moreira.

A proposta de lei do governo, que transpõe duas diretivas da União Europeia, determina a proibição de fumar nas áreas com serviço em todos os estabelecimentos de restauração e de bebidas, incluindo nos recintos de diversão, nos casinos, bingos, salas de jogos e outro tipo de recintos destinados a espetáculos de natureza não artística.

A proposta de lei tem previsto um período de moratória de 5 anos, até 2020, para se adaptarem os espaços públicos que investiram em obras para serem espaços com fumo.

Sobre os cigarros eletrónicos, os que contêm nicotina passarão também a estar proibidos nos espaços públicos fechados.

Quanto aos maços de tabaco, a proposta prevê que continuem a ter advertências de saúde, passando a ser obrigatória a menção “Fumar mata – deixe já” e “O fumo do tabaco contém mais de 70 substâncias causadoras de cancro”.

Os maços passam ainda a ter uma fotografia a cores em ambos os lados, de uma lista de imagens onde figuram, por exemplo, um bebé com uma chupeta e cigarro na boca, um bebé numa incubadora, uma criança junto a uma lápide num cemitério ou um casal junto a um caixão de criança.

As imagens nos maços de tabaco levaram hoje a oposição a questionar a eficácia da medida, uma questão que deverá suscitar uma discussão pormenorizada quando o diploma for analisado na comissão parlamentar de saúde.

Ainda em relação à proposta de lei, no que respeita ao tabaco para cachimbos de água (narguilé), visto por vezes como menos nocivo, passa a ser abrangido por este regime de rotulagem, para evitar que os consumidores sejam induzidos em erro.

Contudo, prevê-se que possam ser comercializados até maio de 2017 os maços rotulados nos termos da atual lei, desde que tenham sido produzidos ou importados para Portugal até 20 de maio de 2016.

Pretende-se ainda proibir a venda de tabaco com aromatizantes “tais como filtros, papéis, embalagens, cápsulas ou quaisquer características técnicas que permitam modificar o odor ou o sabor dos produtos do tabaco em causa ou a intensidade do seu fumo”.

“Os produtos do tabaco com aromas distintivos passam a ser proibidos, sendo aplicável um período transitório até 20 de maio de 2020, a contar da data da entrada em vigor da lei que resultar da presente proposta de lei, para os aditivos usados em produtos do tabaco cujo volume de vendas na União Europeia seja superior a 3 %, como é o caso do mentol”, refere ainda a proposta.

Os maços deixam ainda de poder usar termos como “light”, “suave”, “natural” ou “slim” para “não induzir os consumidores em erro, em particular os jovens, ao sugerir que esses produtos são menos nocivos”.

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