Francisco Ramos
O presidente do Instituto Português de Oncologia de Lisboa, e ex-secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, defendeu o fim...

Esta foi uma das propostas apresentadas hoje pelo também presidente do Grupo Hospitalar dos Institutos Portugueses de Oncologia (IPO) de Lisboa, Coimbra e Porto, durante o Seminário “Administração Hospitalar e de Serviços de Saúde”, durante o qual quatro administradores apresentaram contributos para melhorar o sistema.

Francisco Ramos, secretário de Estado da Saúde em dois governos socialistas, primeiro na equipa de Maria de Belém Roseira e, mais tarde, com António Correia de Campos, defendeu uma revisão da Constituição que permita acabar com a gratuitidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), terminar as taxas moderadoras e introduzir copagamentos conforme os rendimentos.

“Gostemos ou não, vamos chegar cada vez mais depressa a situações em que temos de fazer escolhas difíceis”, disse Francisco Ramos, justificando a sua ideia avançada no seminário.

O administrador do IPO de Lisboa deu o exemplo do medicamento para a hepatite c, que classificou de “um exemplo trágico”.

“Foi uma decisão tardia de uma tecnologia de custo efetivo, mesmo ao preço inicialmente proposto, que se arrastou por tempo demais. Foi uma decisão precipitada por um episódio que não podia ter acontecido na Assembleia da República [com um doente a pedir ao ministro da Saúde para não o deixar morrer] e que vai levar nos próximos meses a um sobre uso da tecnologia, com consequências que ninguém sabe,”, disse.

Para Francisco Ramos, “este episódio vai repetir-se e vai suscitar decisões difíceis com alguma frequência, nos próximos tempos”.

Equacionar “uma possível alternativa aos dinheiros públicos no financiamento de alguns cuidados de fácil acesso e baixo custo para estes se concentrarem em situações catastróficas para as famílias é uma discussão que vale a pena ter”, adiantou

“Não aceito que, para evitarmos esta discussão, estejamos condenados a deixar de fora o acesso a algum tipo de cuidados que se venham a revelar de custo efetivo, como no caso do medicamento para a hepatite c”, disse.

No seminário, a docente da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) Ana Escoval defendeu “uma resposta integrada, que vá junto das pessoas, contrariando o modelo atual de verticalidade dos serviços da saúde”.

Ana Escoval reconheceu que “gerir em saúde é de uma grande complexidade”.

No seminário, o administrador do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, Artur Vaz, defendeu a gestão do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de uma forma autónoma do Ministério da Saúde.

Atualmente, disse, existe uma “esquizofrenia intelectual” na quantidade de modelos de gestão: Setor Público Administrativo (SPA), Entidades Públicas Empresariais (EPE) e Parcerias Público Privadas (PPP).

Fátima Nogueira, administradora hospitalar e diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Lisboa Ocidental e Oeiras, começou por classificar o SNS como “o maior e mais verdadeiro seguro de saúde que pode existir, para os ricos, para os pobres e para a classe média”.

Na sua intervenção, a administradora disse que, “apesar da crise, o SNS subsistiu e sobreviveu à investida dos privados”.

Estudo
O número de unidades de saúde familiar que cumpre as metas contratualizadas com o Ministério da Saúde tem vindo a aumentar, mas...

A conclusão faz parte de um estudo sobre o momento atual das Unidades de Saúde Familiar, da autoria de André Biscaia e António Pereira, que vai ser apresentado no 7º Encontro Nacional das Unidades de Saúde Familiar (USF), que vai decorrer entre quinta-feira e sábado, em Aveiro.

Com base numa taxa de respostas de 74%, o estudo regista que aumentou o número de USF com direito aos incentivos institucionais, ou seja, que conseguem atingir as metas estabelecidas para os diferentes indicadores, mas aponta debilidades ao nível das instalações, equipamentos, recursos humanos e sistemas informáticos.

Um dos graves problemas indicados é a falta de material considerado básico para a sua atividade, referida pela maioria das USF, com a agravante de que lhes é limitada a utilização dos incentivos para a aquisição de material e equipamento, e estes estão em dívida.

O estudo observa que o incumprimento dos prazos contratualizados, apesar do esforço para cumprir as metas estabelecidas para os diferentes indicadores, “tem impacto negativo” no trabalho das unidades de saúde familiar.

A insatisfação é também evidente com a informática das USF, sendo referido que “a quase totalidade ficou alguma vez sem acesso informático, sendo a maioria mais de dez vezes”.

No domínio dos recursos humanos, o estudo dá conta de que é ainda importante a percentagem de profissionais que não foram providos em lugar do quadro e conclui não haver vantagens no método de controlo biométrico da assiduidade em vigor, “que desperta grande insatisfação”.

Outra fonte de descontentamento é o facto de a quase totalidade das USF querer migrar para um modelo de maior autonomia e responsabilização, o que não lhes é permitido. Tal permitiria um modelo remuneratório “mais exigente, mas mais satisfatório”.

Questão polémica é a descentralização e transferência de competências do Estado para as autarquias locais, em matéria de saúde, concluindo o estudo existir “espaço para discutir um eventual aumento da importância do poder local nos centros de saúde” (CSP).

Se é forte a oposição a que os municípios interfiram na estratégia de saúde, na cobertura assistencial, nos recursos humanos e horários de funcionamento, por outro lado os coordenadores mostram-se favoráveis à participação municipal na gestão das infraestruturas, na execução de planos de prevenção e promoção da saúde e no apoio domiciliário e social.

Este ano
O ministro da Saúde afirmou que vai abrir ainda este ano um “número significativo” de unidades de saúde familiar, sem contudo...

Segundo um relatório da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), hoje citado pelo Jornal de Notícias, este ano, até maio, abriu apenas uma unidade de saúde familiar (USF) apesar de haver 50 candidaturas ativas.

Questionado hoje pelos jornalistas sobre estes dados, o ministro Paulo Macedo escusou-se a confirmá-los, preferindo sublinhar que o Governo tem “intenção de continuar a estimular a abertura de USF”.

“O que eu confirmo é que abrimos nos três últimos anos 100 USF. Nos anos de crise, abrimos mais de 100 USF, com um esforço muito significativo, uma vez que entendemos que esta área de cuidados primários devia continuar a ser desenvolvida. O próprio Tribunal de Contas indicou que as USF deviam ter maior rigor em termos da sua abertura, quer em termos da sua justificação, quer em termos de custo benefício”, afirmou o ministro aos jornalistas, à margem de uma cerimónia no hospital D. Estefânia.

Segundo Paulo Macedo, este ano o Governo pretende ainda abrir um número significativo de unidades com requisitos adequados: “Tudo faremos para que abram e será um número significativo, e que gostaríamos que estivesse ao nível do que fizemos no ano passado.

Criadas em 2005, as USF foram fundadas como uma forma alternativa ao habitual centro de saúde, prestando também cuidados primários de saúde, mas com autonomia de funcionamento e sujeitas a regras de financiamento próprias, baseados também em incentivos financeiros a profissionais e à própria organização.

No final do ano passado, a associação das USF alertou no parlamento para a diminuição do ritmo de abertura de novas unidades, lamentando o desinvestimento nos cuidados de saúde primários.

Segundo dados apresentados em outubro, a média de USF a iniciar atividade por mês baixou em 2014 para três, quando em 2008 tinha sido de 9,17.

Greenpeace
A organização ecologista Greenpeace anunciou na China o lançamento de uma aplicação de telemóvel que permite detetar alimentos...

Em nota de imprensa, a organização não-governamental referiu que a aplicação vai usar o banco de dados da Greenpeace Ásia Oriental, que inclui 3.011 produtos geneticamente modificados, para verificar se o alimento examinado contém ou não vestígios de organismos manipulados geneticamente.

A soja, o milho, a couve-nabiça, comidas para bebé, produtos láteos, doces e alimentos para lanches são alguns dos produtos que estão disponíveis no registo da Greenpeace e na aplicação de telemóvel, que pode ser atualizada para que o utilizador detete novos produtos sempre que forem incluídos na base de dados.

A organização ambientalista garante que a lei chinesa requer rótulos de advertência sempre que os produtos alimentares, ou seus respetivos derivados resultem de organismos geneticamente modificados (OGM).

Citado no comunicado, o responsável pela campanha de Alimentação e Agricultura da Greenpeace na Ásia Oriental, Wang Jing, disse que o aplicativo, denominado “Detetive OGM” visa "proteger os direitos dos consumidores, e dar-lhes o direito de escolher e saber o que estão a consumir”.

“Atualmente, a China permite a importação de culturas geneticamente modificadas, tais como soja, milho e couve-nabiça, produtos que podem ser provavelmente utilizados como matéria-prima para a nossa comida diária”, acrescentou Wang.

Na segunda, a filial do grupo ambiental no leste da Ásia denunciou a venda de arroz geneticamente modificado, uma cultura que é proibida na China, e alertou para a falta de rótulos de advertências em quase um terço dos produtos existentes nos supermercados.

Federação Nacional de Educação
Um em cada três professores portugueses sofre de elevados níveis de stress e 37% têm problemas de voz, alertou a Federação...

Duas investigadoras da Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde, do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), inquiriram 800 docentes portugueses e descobriram que 30% tinham níveis elevados de burnout (estado de esgotamento físico e mental provocado pela vida profissional).

Os resultados da investigação, que ainda não terminou, foram agora divulgados pela Federação Nacional de Educação (FNE), que sublinhou a “relação direta entre o elevado nível de burnout e os baixos níveis de satisfação no trabalho”.

As investigadoras do ISPA perceberam que a idade, o tipo de contrato, a experiência profissional e o tipo de ensino têm influência nos níveis de stress: os professores mais velhos têm níveis de burnout superiores assim como os que dão aulas no secundário.

“Os professores do ensino secundário apresentam valores mais elevados de stress, exaustão emocional e maior falta de reconhecimento profissional”, recorda a FNE, sublinhando que as mulheres também são mais afetadas.

No mesmo sentido, os docentes responsáveis por alunos com necessidades educativas especiais também sofrem mais de ansiedade, burnout e preocupações profissionais.

Turmas muitos grandes e com muitos alunos e estudantes mal comportados são duas das causas que provocam stress nos docentes, que se queixam dos baixos salários, das condições de trabalho precárias, da grande exigência de tarefas burocráticas, pressão de tempo para o desempenho das tarefas e as exigências na relação com alunos e pais.

Um outro estudo realizado pelo Sindicato de Professores da Zona Norte (SPZN) revelou uma elevada prevalência de problemas de voz.

37% dos professores têm uma perturbação vocal profissional, sendo que a grande maioria dos docentes (85%) nunca teve qualquer treino vocal durante o seu percurso profissional, segundo o rastreio de voz feito a 325 professores, educadores e formadores, realizado durante a Campanha Defende a Tua Voz, pelo SPZN.

A FNE lança esta semana uma campanha de saúde para alertar os profissionais da educação para o impacto do stress, dos problemas da voz e das lesões músculo-esqueléticas, com sessões de esclarecimento e debate que começam na sexta-feira, em Ponta Delgada, e vão prolongar-se nos próximos meses em várias cidades do país.

A Federação planeia ainda intervir junto do Governo, no sentido de verem criados mecanismos de proteção destes trabalhadores. Segundo a assessora da FNE, no final das sessões a federação pretende pressionar o governo para que o stress passe a ser considerado uma doença profissional.

Dia Nacional de Luta Contra a Dor
No âmbito da celebração do Dia Nacional de Luta contra a Dor, a zona ribeirinha de Belém vai receber no dia 14 de junho, às 10h...

Cerca de 2/3 da população sofreu de algum tipo de dor no último ano. Entre estes, a dor de costas é de longe o tipo de dor mais frequente. O impacto negativo na qualidade de vida de quem sofre de dores musculares e articulares, torna difícil a concretização de tarefas comuns do quotidiano, exigindo uma solução que privilegie um alívio eficaz e duradouro.

Nas formas mais graves, as doenças articulares podem evoluir de forma a impedir a execução das principais tarefas que o seu dia-a-dia exige. Conduzir, abrir frascos, garrafas de água, marcar um número de telefone, andar, subir e descer escadas, entre vários outros, tornam-se desafios de difícil superação, que limitam e confinam um doente a uma esfera de dor e ausência de movimento.

“A 1ª Corrida pela Alegria do Movimento, simbolicamente desenvolvida no Dia Nacional de Luta Contra a Dor, pretende ser um incentivo para a prática desportiva regular de forma alegre e saudável. Seja a correr ou simplesmente a caminhar, o importante é participar, pois parte de cada inscrição reverterá para a Operação Nariz Vermelho”, afirma Renato Póvoas, managing partner da Guess What.

As inscrições poderão ser realizadas em www.xistarca.pt ou por email [email protected], anexando o comprovativo de transferência bancária (nib: 0033 0000 0014 0578 4150 5). Mais informação em www.xistarca.pt ou pelo telefone 21 361 61 60.

Agência portuguesa representada em Londres
A Guess What está entre um grupo de 15 agências de comunicação de todo o mundo que se encontram em Londres, até sexta-feira, a...

O encontro anual da Global Health PR: Reaching New Heights, rede que o Departamento de Comunicação Em Saúde da empresa portuguesa integra, junta alguns dos maiores especialistas mundiais da área e realiza-se este ano em Inglaterra depois de reuniões na Austrália em 2014 e Portugal em 2013.

Jorge Azevedo, managing partner da Guess What, fará uma apresentação sobre o impacto do ciclo digital noticioso de 24 horas na comunicação em saúde, num evento marcado pelos temas do acesso às tecnologias inovadoras em saúde, do papel dos chamados third party groups na gestão da opinião pública, e quais as novas estratégias que a indústria farmacêutica poderá adotar no sentido de credibilizar a sua reputação perante os diferentes públicos-alvo.

O evento irá contar com a participação de David Gilbert, Diretor da InHealth Associates, uma network internacional de especialistas centrada no doente e na sua qualidade de vida; Sheela Upadhyaya membro do National Institute for Health and Care Excellence e Jenny Hope, jornalista médica do Daily Mail.

Para além de ações de networking, haverá a partilha de experiências e a apresentação de case studies por parte das diversas agências representadas, oriundas de todos os continentes e países como Austrália, Brasil, Índia, Alemanha, Polónia, Canadá, México EUA ou Singapura. 

Em Portugal
A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto alertou para a necessidade de uniformizar o tratamento da trombose em Portugal...

O documento, considerado o “mais completo” manual de boas práticas no tratamento da trombose editado em Portugal, vai ser apresentado na sexta-feira no Centro de Investigação Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Coordenado por Armando Mansilha, cirurgião vascular e professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), o manual resulta do trabalho e ‘expertise’ de um grupo de peritos de diferentes especialidades (Cirurgia Vascular, Medicina Interna, Ginecologia, Oncologia e Imunohemoterapia) de diversas instituições hospitalares e de zonas do país.

O objetivo é “uniformizar procedimentos na abordagem terapêutica desta patologia, para proporcionar a todos os pacientes o melhor tratamento possível”, esclarece a Faculdade de Medicina do Porto.

O tromboembolismo venoso (TEV) é uma doença caracterizada pela formação de coágulos (trombos) nas veias, que compreende a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP).

Constitui a terceira causa mais comum de doença cardiovascular, logo após a síndrome coronária aguda e o acidente vascular cerebral. Atinge particularmente os pacientes hospitalizados, os doentes oncológicos e as grávidas e/ou puérperas com mais de 35 anos.

Na apresentação do documento serão também divulgados dados epidemiológicos sobre esta doença.

Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável
Livros novos, amigos novos, um quarto novo, uma cidade nova… e uns quilos a mais. A entrada na universidade é um momento de...

Foi a pensar nisso que o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde criou as Linhas de Orientação para a Oferta Alimentar em Residências Universitárias.

“A ansiedade, o stress e o facto de muitos dos estudantes universitários estarem longe de casa e afastados das suas rotinas alimentares e de atividade física” são, segundo o documento, fatores que levam a um estilo de vida menos saudável e a um risco acrescido de problemas de saúde mais tarde na vida.

Pedro Graça, responsável pelo Programa, explicou ao jornal Público que nos Estados Unidos existem vários estudos sobre o fenómeno genericamente conhecido como Freshman 15 (o número indica o peso que é ganho nesse primeiro ano em libras, e que corresponderá a 5 ou 6 quilos). Em Portugal não existe um estudo específico sobre a população universitária, mas os dados disponíveis sobre pré-obesidade e obesidade mostram que “houve um aumento [de ambas] na faixa etária dos 18 aos 24, entre 1998/9 e 2005/6”.

Por outro lado, ainda segundo o documento, há estudos que sugerem que “os hábitos alimentares dos estudantes do ensino superior são desequilibrados com consumos elevados de carne, gordura, cereais, bolachas, alimentos de tipo fast-food e ricos em açúcar, não atingindo as recomendações no que diz respeito aos produtos lácteos, pescado, fruta, hortícolas e leguminosas”.

As residências universitárias constituem, afirma Pedro Graça, espaços ideais para se começar a atacar este problema. “Os estudantes universitários são pessoas que estão a ter uma formação na qual a sociedade investe muito dinheiro. Deveriam ser preparados também para preservar a sua saúde.” Lamenta por isso que a preocupação com a alimentação “não seja tida em conta na política estratégica das universidades”.

E que propostas apresenta este documento? Trata-se de uma estratégia com várias áreas de intervenção. Em primeiro lugar, sensibilizar e alertar os estudantes, através de campanhas (eventualmente online para maior eficácia), para estas questões. Mas também ajudá-los a adquirir “competências culinárias básicas”.

Uma boa forma de o fazer é através de workshops. Pedro Graça cita o exemplo dos que são organizados pela Faculdade de Ciências da Alimentação e Nutrição da Universidade do Porto, “que têm despertado muito interesse dos estudantes, sendo que os de cozinha vegetariana, por exemplo, têm sempre sala cheia”. Também os alunos estrangeiros demonstram vontade de aprender mais sobre cozinha portuguesa, o que, diz o responsável, representa uma oportunidade que deve ser aproveitada, eventualmente com colaborações com as Escolas de Hotelaria para a organização de iniciativas.  

Outro fator importante é garantir a existência nas residências universitárias de “locais que permitam a confeção de refeições, bem como o seu consumo”. Preparar refeições e tomá-las em conjunto ajuda a ter um padrão alimentar mais saudável, sublinha o documento, que refere também a necessidade de haver espaços de armazenamento, frigoríficos e outros equipamentos.

Propõe-se também que as residências universitárias regulem a venda de alimentos quer nas máquinas de venda automática quer nos bares ou outros serviços concessionados que possam existir, não disponibilizando snacks hipercalóricos e promovendo alimentos saudáveis, como fruta, lacticínios, cereais simples e muita água. 

Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
Congresso, dia 15 de maio, no âmbito do projeto “REforma ATIVA - Estudo de um programa promotor de um envelhecimento saudável”,...

As mais recentes perspetivas do processo de envelhecimento, com destaque para a situação em Portugal, a forma de encarar esta transformação humana de modo ativo e saudável, bem como a visão psicológica que lhe surge associada, são alguns dos temas que estarão em análise, depois de amanhã (dia 15 de maio), no Congresso REATIVA, promovido pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), no Polo A da instituição (Avenida Bissaya Barreto, em Celas).

O Congresso, organizado no âmbito do projeto “REforma ATIVA - Estudo de um programa promotor de um envelhecimento saudável”, registado e financiando pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (PTDC/MHC -PSC/4846/2012), visa, ainda, divulgar as principais evidências resultantes da implementação deste trabalho, apresentando guidelines (orientações) de promoção da saúde, dirigidas a indivíduos e famílias em transição para a reforma, que deverão ser postas em prática no contexto dos cuidados de saúde primários.

De acordo com a equipa multidisciplinar de investigadores do projeto, coordenado pela professora da ESEnfC, Helena Loureiro, pretende-se ainda que os «resultados deste programa venham a ser implementados nos contextos laborais (por exemplo, na sensibilização para a preparação para a reforma), nos contextos pedagógicos (inclusão desta temática nos curricula dos cursos graduados e pós-graduados), nos contextos de saúde (contributos que orientarão a Direção-Geral da Saúde na construção de um plano de promoção da saúde dirigido a indivíduos e famílias na meia-idade) e noutros contextos, de que poderão ser exemplo as instituições da rede social que venham a usufruir deste conhecimento, os sindicatos ou associações de trabalhadores aposentados».

O projeto “REforma ATIVA”, proposto pela ESEnfC e pela sua Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E), procurou “identificar as dificuldades sentidas pelos indivíduos e famílias durante o processo de adaptação à reforma, capacitando-os para melhor darem resposta às situações de vulnerabilidade, e construir um programa de intervenção em saúde para esta população”.

Neste projeto colaboram investigadores de áreas como a Psicologia, a Sociologia, a Medicina e a Enfermagem (da ESEnfC, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, da Universidade Católica/Porto, da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra), a Administração Regional de Saúde do Centro e o Grupo de Estudos em Enfermagem e Família da Universidade de São Paulo (Brasil).

Informações sobre o Congresso podem ser obtidas no sítio do evento na Internet, em www.esenfc.pt/event/reativa2015.

Agência Portuguesa do Ambiente
A qualidade do ar em Portugal continental pode ser hoje afetada devido a uma massa de ar proveniente do norte de África que...

Na informação publicada na página oficial da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) na Internet, aquele organismo avança que durante o dia de hoje "é previsível" que o território nacional seja influenciado por uma massa de ar com origem no norte de África “transportando na circulação partículas e poeiras em suspensão”.

De acordo com a APA, este “fenómeno natural” poderá “afetar a qualidade do ar ambiente, estimando-se que possa contribuir para um aumento das concentrações de partículas em suspensão”, nas regiões de Portugal continental.

A mesma informação acrescenta que a análise comparativa dos modelos de prognóstico de dispersão e transporte de poeiras indica que o fenómeno poderá manter-se na quinta-feira.

O transporte de longa distância de partículas com origem natural, em zonas áridas do norte de África, como é o caso dos desertos do Sahara e Sahel, pode causar elevados níveis de partículas em suspensão.

Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, estes fenómenos são mais frequentes nos períodos de primavera e verão em Portugal e nos países mediterrânicos.

Temperaturas máximas elevadas
Os distritos de Portalegre, Évora e Beja estão hoje sob aviso amarelo, o terceiro mais grave de uma escala de quatro, devido à...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Portalegre, Évora e Beja estão sob aviso amarelo desde as 06:00 e até às 23:59 de hoje devido à persistência de valores elevados das temperaturas máximas.

O aviso amarelo, o terceiro mais grave de uma escala de quatro, é emitido pelo IPMA quando há risco para determinadas atividades que dependem do estado do tempo.

De acordo com o IPMA, a temperatura máxima pode atingir hoje um valor recorde em Portugal para o mês de maio, a confirmarem-se os 40 graus Celsius previstos para Beja pela meteorologia.

O aumento da temperatura, máxima, generalizado no continente desde o fim de semana passado, deve-se a uma massa de ar quente e seca transportada do Norte de África e do Interior da Europa, esclareceu hoje à agência Lusa meteorologista do IPMA Madalena Rodrigues.

No entanto, a partir de hoje, nas regiões do Litoral Norte e Centro, o termómetro poderá descer 3ºC a 5ºC devido à influência de ar marítimo, que leva ao aumento da humidade.

Segundo as previsões, a temperatura máxima deverá voltar a subir no sábado, para valores da ordem dos 30ºC nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo, disse a mesma meteorologista.

O IPMA prevê para hoje no continente céu geralmente muito nublado, com nuvens altas, apresentando-se pouco nublado na região sul e aumentando gradualmente de nebulosidade no litoral norte e centro a partir do final da tarde.

A previsão aponta ainda vento fraco, soprando fraco a moderado de noroeste no litoral oeste a sul do cabo Mondego durante a tarde, possibilidade de ocorrência de neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do litoral a norte do cabo Raso.

O IPMA prevê ainda uma pequena subida da temperatura mínima e descida da máxima nas regiões do litoral norte e centro.

Em Lisboa as temperaturas vão oscilar entre 18 e os 33 graus Celsius, no Porto entre 17 e 21, em Bragança entre 14 e 29, em Viseu entre 16 e 27, em Castelo Branco entre 18 e 34, na Guarda entre 17 e 29, em Portalegre entre 21 e 37, em Évora entre 14 e 37, em Beja entre 17 e 41, em Faro entre 20 e 29, em Coimbra entre 15 e 28 e em Santarém entre 14 e 34.

Em catorze regiões do país
Catorze regiões do país apresentam hoje risco muito alto de exposição à radiação ultravioleta, informou o Instituto Português...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Beja, Bragança, Évora, Faro, Guarda, Lisboa, Penhas Douradas, Portalegre, Sagres, Santarém, Setúbal, Sines, Vila Real e Santa Cruz das Flores, nos Açores, estão hoje com risco muito alto de exposição à radiação ultravioleta (UV).

O IPMA adiantou ainda que as regiões de Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Funchal, Leiria, Porto, Horta, Porto Santo e Viseu apresentam hoje níveis altos de exposição à radiação UV.

Para as regiões com níveis muito altos e altos, o IPMA recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e evitar a exposição das crianças ao sol.

De acordo com o IPMA, a radiação ultravioleta pode causar graves prejuízos para a saúde se o nível exceder os limites de segurança, sendo que o índice desta radiação apresenta cinco níveis, entre o baixo e o extremo, com onze.

O IPMA prevê para hoje no continente céu geralmente muito nublado por nuvens altas, apresentando-se pouco nublado na região sul e aumentando gradualmente de nebulosidade no litoral norte e centro a partir do final da tarde.

A previsão aponta ainda vento fraco, soprando fraco a moderado de noroeste no litoral oeste a sul do cabo Mondego durante a tarde, possibilidade de ocorrência de neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do litoral a norte do cabo Raso.

O IPMA prevê ainda uma pequena subida da temperatura mínima e descida da máxima nas regiões do litoral norte e centro.

Em Lisboa as temperaturas vão oscilar entre 18 e os 33 graus Celsius, no Porto entre 17 e 21, em Bragança entre 14 e 29, em Viseu entre 16 e 27, em Castelo Branco entre 18 e 34, na Guarda entre 17 e 29, em Portalegre entre 21 e 37, em Évora entre 14 e 37, em Beja entre 17 e 41, em Faro entre 20 e 29, em Coimbra entre 15 e 28 e em Santarém entre 14 e 34.

ARS Alentejo
A Administração Regional de Saúde do Alentejo emitiu um alerta à população por previsão de temperaturas elevadas para os...

Em comunicado publicado nas páginas da Direção-Geral da Saúde (DGS) e da Administração Regional de Saúde (ARS) Alentejo, as duas entidades alertam para a previsão de temperaturas máximas elevadas para hoje, com valores acima da média para a época do ano.

Por isso, a DGS e a ARS Alentejo aconselham a população a tomar cuidados de prevenção e proteção tendo em conta os possíveis efeitos para a saúde, com “particular atenção e vigilância aos grupos populacionais mais vulneráveis como crianças, idosos, pessoas portadoras de patologias crónicas e trabalhadores que exerçam atividades ao ar livre”.

No comunicado, as duas entidades recomendam o aumento de ingestão de água ou sumos de fruta naturais, sem adição de açúcar, o uso de roupa larga, leve e fresca, óculos com proteção e chapéu de abas largas, moderação na exposição direta ao sol entre as 11:00 e as 17:00 e o uso de protetor solar com fator igual ou superior a 30.

A DGS recomenda também que se evite a exposição ao sol de crianças com menos de 3 anos, reforçar a vigilância de idosos e doentes crónicos que vivam sozinhos e moderar as atividades ao ar livre que exijam esforços físicos, especialmente desportivas e de lazer.

“Os portadores de doenças crónicas, devem seguir os conselhos do seu médico assistente para períodos de calor intenso e os trabalhadores que exerçam atividades ao ar livre devem proteger-se com vestuário adequado e fazer uma boa hidratação”, recomendam ainda a DGS e a ARS Alentejo.

Os distritos de Portalegre, Évora e Beja estão hoje sob aviso amarelo (entre as 06:00 e as 23:59 de hoje) devido à previsão de persistências de valores elevados da temperatura máxima.

A temperatura máxima pode atingir hoje um valor recorde em Portugal para o mês de maio, a confirmarem-se os 40 graus Celsius previstos para Beja pela meteorologia.

O aumento da temperatura, máxima, generalizado no continente desde o fim de semana passado, deve-se a uma massa de ar quente e seca transportada do Norte de África e do Interior da Europa, esclareceu a meteorologista do IPMA Madalena Rodrigues.

Em 2014
A despesa do Serviço Nacional de Saúde com medicamentos vendidos em ambulatório cresceu 0,9% em 2014, totalizando 1.170 milhões...

Segundo a Monitorização mensal do consumo de medicamentos no ambulatório do Serviço Nacional de Saúde (SNS), este aumento deveu-se à “introdução dos valores dos subsistemas públicos no SNS”.

Sem a despesa com estes subsistemas, a despesa do SNS diminuiu 0,2%, lê-se no documento.

“Outro fator que explica o aumento dos encargos do SNS e dos utentes em valor absoluto foi o aumento do número de embalagens dispensadas, que atingiu em 2014 os 153 milhões, mais 2,6% que em 2013”.

De acordo com o Infarmed, “o encargo médio do utente por embalagem diminuiu 0,6%, sendo de 4,59 euros em 2014”.

Neste período, os grupos terapêuticos com maior peso na despesa do SNS foram os antidiabéticos orais (13,7%) e os anti-hipertensores com ação no eixo renina angiotensina (10,2%).

O Infarmed sublinha “o contínuo aumento da quota de medicamentos genéricos no SNS”, com a quota a atingir os 46,5% (44,7% em 2013).

O ano de 2014 terminou com uma quota de 47% em dezembro, “a mais elevada registada até à data”.

Em 2014
O Estado gastou menos dinheiro com os medicamentos administrados nos hospitais públicos, apesar de o consumo ter aumentado 0,4%...

De acordo com o relatório do Infarmed sobre o “Consumo de Medicamentos em Meio Hospitalar”, o encargo para o Estado com os medicamentos nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi de 959 milhões de euros em 2014.

Neste período, a despesa diminuiu 1,6 por cento, face a 2013, tendo o consumo aumentado 0,4%: 233 milhões de unidades consumidas.

Segundo o documento, o ambulatório hospitalar - consulta externa, hospital de dia e cirurgia de ambulatório - continua a ser a área de prestação com maior peso no total da despesa.

Nesta área, os encargos mantiveram-se “estáveis face a 2013 e totalizaram 740 milhões de euros” (77% da despesa total).

Os autores do documento destacam, pelo peso que têm na despesa, os grupos terapêuticos dos imunomoduladores (251 milhões de euros), os antivíricos (218 milhões de euros) e os citotóxicos (101 milhões de euros).

O relatório refere que 15 das 46 unidades do SNS representam aproximadamente 80% da despesa com medicamentos, com o Centro Hospitalar de Lisboa Norte a liderar estas instituições mais gastadoras: 127.940.229 euros.

Seguem-se o Centro Hospitalar de Lisboa Central (100.474.581 euros) e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (97.968.406 euros).

Ainda assim, oito destes 15 hospitais baixaram a despesa com medicamentos, entre os quais os mais gastadores: Centro Hospitalar de Lisboa Norte (-6,4%), Centro Hospitalar de Lisboa Central (-6,4%) e Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (1,7%).

De acordo com esta monitorização, “os hospitais que mais contribuíram para o decréscimo” da despesa foram o Centro Hospitalar Lisboa Norte, o Centro Hospitalar de Lisboa Central e o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental.

Relativamente aos medicamentos abrangidos por regimes especiais de comparticipação de cedência em farmácia hospitalar, a despesa foi de 340 milhões de euros (-3,8% face a 2013).

Nesta rúbrica, “os medicamentos para a infeção por VIH/Sida e os medicamentos para a artrite reumatoide assumem especial preponderância com um peso de 85% na despesa com este grupo de medicamentos”.

O tratamento do VIH/Sida totalizou uma despesa de 204.443.162 euros e com a hepatite C foram gastos, nestes regimes, 8.380.113 euros.

Ordens profissionais querem
O Fórum Regional do Centro das Ordens Profissionais comemora, a partir de quarta-feira, o Ano Europeu para o Desenvolvimento,...

Nos próximos meses, as ordens profissionais que integram o Fórum Regional do Centro das Ordens Profissionais (FORCOP) realizarão debates públicos, locais e regionais, com o objetivo de fomentar um “mais profundo pensamento crítico” nesta área, tal como é proposto pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que coordena as iniciativas do Ano Europeu para o Desenvolvimento (AED) em Portugal.

Segundo o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) e da Comissão Permanente do FORCOP, Carlos Cortes, pretende-se que esta comemoração constitua “um ato de civismo participativo”, em diferentes cidades, que permita a elaboração de um relatório que será discutido no “Fórum Global sobre o Desenvolvimento – O Mundo do Progresso”, a realizar nos dias 04 e 05 de dezembro, em local a definir.

O FORCOP encara o Ano Europeu para o Desenvolvimento como “um ato de esperança pelas populações que sofrem” noutras regiões do mundo, enfatizou, dando o exemplo atual das vítimas dos abalos sísmicos no Nepal.

As ações de sensibilização e debate a organizar em seis cidades abrangem temas como saúde e segurança alimentar (Covilhã), educação (Aveiro), migrações e democracia (Coimbra), desenvolvimento e crescimento sustentável (Viseu), direitos humanos (Leiria), igualdade de género (Guarda) e ajuda humanitária, paz e segurança (Castelo Branco).

“Queremos um mundo mais sustentável e mais pacífico”, disse Hernâni Caniço, presidente da Saúde em Portugal, organização não-governamental (ONG) representada na conferência de imprensa, na sede da SRCOM, em que foi divulgado o programa provisório das comemorações regionais do AED.

Este médico deu o exemplo da “crise humanitária do Mediterrâneo”, com a imigração e tráfico de seres humanos, tendo morrido milhares de pessoas nos últimos anos, em naufrágios de embarcações no mar.

Na sua opinião, a imigração legal “é essencial para o crescimento económico da Europa”, sendo necessário “que os decisores políticos assumam as suas responsabilidades”.

“Enquanto se achar que o mercado funciona em roda livre, não vai haver desenvolvimento” e a União Europeia continuará a ser “uma união de interesses económicos”, criticou, por seu turno, Amaro Jorge, presidente do Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados.

Pedro Cruz, da Plataforma Portuguesa das ONG para o Desenvolvimento, defendeu que a política de cooperação “tem de ser acompanhada” pelos Estados com outras medidas concretas, “ligando realidades”, para que “não seja posta em causa” a ajuda pública para o desenvolvimento.

Estiveram ainda presentes no encontro com os jornalistas representantes das restantes ordens que integram o FORCOP.

Entre quarta e sexta-feira, a Plataforma Portuguesa das ONG para o Desenvolvimento realiza sessões de esclarecimento em escolas de Coimbra, além de promover na cidade o Fórum de Gestão para o Voluntariado na Cooperação e a exibição do filme “Mulheres Africanas”, no Teatro da Cerca de São Bernardo.

Até março
A Luz Saúde aumentou em 14,9% os seus lucros no primeiro trimestre, passando de 4,6 milhões de euros entre janeiro e março de...

Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a entidade frisa que à subida dos lucros junta-se o aumento dos rendimentos operacionais consolidados em 5,3% face aos primeiros três meses de 2014, para 107,1 milhões de euros

Já o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, deduções e amortizações) manteve-se inalterado nos 15,4 milhões de euros.

Entre janeiro e fevereiro houve um investimento total de 3,9 milhões de euros, dos quais dois milhões "representam investimento de expansão de capacidade, nomeadamente, no Hospital da Luz (finalização das obras de expansão do parque de estacionamento) e na Clínica de Oeiras (conclusão da aquisição do terreno para construção de área de expansão)".

A empresa, antiga Espírito Santo Saúde, teve um resultado líquido de 18,1 milhões de euros em 2014, um crescimento de 29% face ao ano anterior.

A partir do próximo ano
A partir de 2016 o cancro da pele vai passar a ser doença de notificação obrigatória, medida que será estendida aos outros...

O anúncio foi feito pelo diretor-geral da Saúde, Francisco George, durante a apresentação do plano nacional de combate ao cancro da pele, promovida pela Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC).

Segundo Francisco George, o cancro da pele será a primeira das doenças a ser incluída em 2016 no sistema de doenças de notificação obrigatória.

Isto já era feito para as doenças transmissíveis, agora será alargado às doenças não transmissíveis, a começar pelo cancro, disse.

“Nós vamos introduzir para os cancros da pele um novo sistema que chamamos de SINAVE [Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica], que é o sistema que está concebido para notificar doenças de uma lista que são de carácter obrigatório, isto é, que os médicos têm que notificar”, afirmou.

Trata-se de uma plataforma eletrónica, na qual vão ser incluídos os laboratórios de anatomia patológica, que recebem as amostras que são colhidas para diagnóstico laboratorial.

Assim, a partir do próximo ano, o Ministério da Saúde passa a receber as notificações diretamente a partir dos laboratórios de anatomia patológica no que diz respeito ao cancro cutâneo, para se ficar a conhecer “de maneira muito rápida a evolução em termos quantitativos do cancro da pele que é diagnosticado, mas também da natureza desse diagnóstico, que tipo de cancro é”.

“Temos ideia de que está a aumentar, sabemos muito bem que essa relação é comprovada com a exposição ao sol, aos raios ultra violeta, mas agora vamos, logo que o diagnóstico seja feito, receber essas informações”, acrescentou o responsável.

Para Osvaldo Correia, secretário-geral da APCC, esta é uma das “medidas mais importantes”, na medida em que servirá para conhecer a realidade nacional.

“Só assim conseguimos saber o que temos de cancro de pele, que gravidade é que temos e onde estão. Se tivermos essa fonte de informação, as estruturas governamentais podem dotar os serviços de recursos humanos, de recursos técnicos e de fontes de financiamento que permitam a acessibilidade real das pessoas”, sublinhou.

Para a APCC, saber a “realidade dos números e onde é que eles estão” é uma medida “urgente”, mas Osvaldo Correia acredita que a Direção-geral da Saúde (DGS), juntamente com as entidades governamentais, irão criar condições para que a medida seja rapidamente posta em prática, até porque “há vontade politica de todos os grupos partidários”, o que dá “alguma garantia da sustentabilidade deste tipo de plano estratégico”.

Quanto à data apontada pelo diretor-geral da Saúde, Osvaldo Correia disse que “gostaria que fosse 1 de janeiro de 2016, para que no dia 31 de dezembro de 2016” existissem os números reais e se pudesse já falar de 2017.

Quanto ao reforço de recursos humanos apontado como necessário, o responsável disse desejar que “as pessoas que são de risco possam, no médico de família, fazer rastreios seletivos e que essas pessoas, que têm mais risco e em que há dúvidas, tenham privilégio, prioridade, linha verde para entrarem nos centos de dermatologia e não estarem ocupados com outras situações que não são tao prementes”.

Osvaldo Correia acredita que este “fluxograma de prioridades” e as novas tecnologias irão permitir a acessibilidade mais rápida dos utentes aos centros.

Mas “é preciso mais profissionais nesta área nos serviços públicos e era importante que as autoridades criassem condições de formação, de especialização, para dotar as pessoas dos especialistas que permitirão melhor acuidade de diagnóstico, ou seja, mais assertivos para que o diagnóstico e tratamento sejam mais eficazes”.

Além destas medidas de agilização do atendimento destes doentes nos serviços públicos e do levantamento real dos números e tipos e cancro, os responsáveis sublinham a necessidade de atuar no campo da prevenção, o que será mais eficaz se as mudanças comportamentais forem incutidas desde a infância.

Francisco George considera que o Ministério da Educação e todos os responsáveis pelos currículos e manuais escolares têm que colaborar no sentido de transmitir estas informações a todos os alunos do país, a começar no pré-escolar, “porque é um processo difícil mudar comportamentos”.

“É preciso fazer mais, estamos preocupados com este aumento do cancro da pele. Agora nos fins de semana que se avizinham vamos ver as praias à hora de almoço”, acrescentou.

Pessoas com diabetes tipo 1
A prática clínica demonstra que o cálculo das doses de insulina rápida/ultrarrápida por parte das pessoas com diabetes tipo 1...

Calcular a dose de insulina rápida antes das refeições é necessário para garantir que o valor de glicemia após a ingestão de alimentos se situa em níveis adequados, sem ser demasiado alto ou demasiado baixo.

Contudo, a necessidade frequente deste cálculo pode traduzir-se numa tendência para repetir as mesmas refeições de forma a manter a mesma dose de insulina rápida. Para além disso, é frequentemente encarado como uma tarefa complexa e demorada. As pessoas com diabetes tipo 1 acabam por basear-se em estimativas empíricas, o que pode comprometer os seus objetivos terapêuticos.

Atualmente existem sistemas de cálculo de insulina rápida integrados em medidores de glicemia que facilitam a gestão da diabetes simplificando o processo de determinação da dose correta de insulina rápida.

De acordo com o Dr. Bruno Almeida, médico da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), “a utilização destes calculadores de dose de insulina veio promover a melhoria da adesão na administração desta terapêutica, simplificando a vida dos jovens e permitindo disponibilizar tempo para as múltiplas atividades que fazem no seu dia-a-dia. Possibilitou também um melhor ajuste das doses de insulina rápida/ultrarrápida a administrar aquando da prática de exercício físico ou nas situações de doença aguda”.

A diabetes tipo 1 é geralmente diagnosticada em crianças e jovens adultos, embora possa manifestar-se em qualquer idade. A doença ocorre quando o sistema imunitário destrói as células que produzem insulina e o pâncreas passa a produzir muito pouca, ou até nenhuma, quantidade desta hormona. Para simular o correto funcionamento do pâncreas, as pessoas com diabetes tipo 1 devem realizar um tratamento diário com múltiplas doses de insulina.

­De acordo com o Relatório Anual do Observatório Nacional da Diabetes 2014, estima-se que existam cerca 60.000 pessoas com diabetes tipo 1 em Portugal, aproximadamente 3.000 com idades compreendidas entre os 0 e os 19 anos.

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