A iniciativa arrancou dia 1 de maio de 2020
O Centro de Testes (CT) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) recebeu, há um ano, o primeiro...

Nos dois meses que antecederam este dia, e em pleno confinamento geral, “uma grande equipa de Ciências trabalhou arduamente para instalar de raiz um laboratório de segurança biológica de nível 3 no espaço que era o bar do edifício Tec Labs, aprovisionar todas as obras, equipamentos, consumíveis e reagentes necessários, elaborar planos detalhados de operação e segurança, criar um sistema de gestão de informação, estabelecer e validar procedimentos laboratoriais e obter a sua certificação pelas autoridades competentes - Instituto Nacional de Saúde (INSA) e Entidade Reguladora da Saúde (ERS)”.

Segundo a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, “este arranque foi apoiado pela colaboração aberta de instituições parceiras da ULisboa, onde se destacam a Faculdade de Farmácia e o Instituto de Medicina Molecular, pela partilha de procedimentos e amostras para a validação dos testes laboratoriais, e a Faculdade de Medicina Veterinária e o Instituto Superior de Agronomia, pelo empréstimo de equipamentos”.

A iniciativa contou com uma equipa de mais de 60 voluntários “vindos de dentro e fora de portas, das mais diversas áreas de atividade, suportaram as inúmeras necessidades de recursos humanos que uma empreitada destas exige - desde a preparação do material de colheita até ao envio dos resultados. Um exército de generosidade, a grande maioria “filhos de Ciências” nalgum momento da sua vida, que foi treinado na linha da frente e se encaixou numa máquina de operação complicada, recebendo o nome carinhoso de “covid-fighters”.

Desde 1 de maio de 2020, foram efetuados cerca de 1500 testes moleculares a utentes de lares, 4750 à comunidade ULisboa, e várias dezenas de milhar de testes para unidades de saúde, particulares e empresas, estes últimos no âmbito do protocolo estabelecido com a SGS, que permitiu a criação de um posto de colheitas fixo e de um posto móvel, com a presença de uma equipa de enfermagem especializada. “Estes testes permitiram identificar mais de 1000 casos de infeção por SARS-CoV-2, que foram assim devidamente acompanhados”, escreve a  Ciências ULisboa em comunicado.

“Aos testes moleculares, acrescentam-se outros que foram também implementados no CT Ciências ULisboa: testes serológicos para deteção de anticorpos e testes rápidos de antigénio contra SARS-CoV, ou a codeteção de Influenza A e B”, refere acrescentando “a aposta do CT Ciências ULisboa em atividades de investigação e desenvolvimento permitiu o estabelecimento de um conjunto de metodologias inovadoras para deteção de SARS-CoV-2, incluindo a análise de saliva, métodos de amplificação isotérmica colorimétrica, métodos de análise direta de amostra e métodos de deteção de variantes virais por PCR e por sequenciação em tempo real, criando um portfólio flexível e adaptável à evolução da situação pandémica”.

O CT Ciências ULisboa integrou desde o início o núcleo fundador que resultou na recém-criada Rede de Laboratórios Científicos para Situações de Risco e Emergências em Saúde Pública, “mas quis ir ainda mais além na translação da capacidade instalada em Ciências para a comunidade”.

 Segundo a faculdade, foi assim que nasceu “o Projeto Famílias Seguras que, com o alto patrocínio de sua Excelência o Sr.  Presidente da República e o apoio financeiro de um conjunto alargado de parceiros privados com relevância nacional, em estreita ligação com a Associação Nacional de Cuidadores Informais, garante a monitorização semanal gratuita de agregados familiares com pessoas com incapacidade extrema”.

O know-how existente em Ciências foi ainda capitalizado no envolvimento ativo na vigilância de variantes de SARS-CoV-2 por sequenciação genómica em colaboração com o INSA, com mais de 400 genomas virais sequenciados. “No meio de tudo isto, o CT Ciências ULisboa conseguiu estabilizar-se com uma equipa profissionalizada, garantir a automatização integral da sua operação com um conjunto de equipamentos únicos a nível europeu, integrar a sua operação com um sistema de gestão de informação certificado, integrar com sucesso um programa internacional de certificação de qualidade organizado pela OMS”, sublinha. 

Opinião
Teletrabalho, ou seja, trabalho à distância é uma realidade que se vem desenvolvendo ao longo dos te

Segundo dados do INE, no 3.º trimestre de 2020, 14,2% da população empregada indicou ter exercido a sua profissão sempre, ou quase sempre, em casa, na semana de referência ou nas 3 semanas anteriores, sendo que a razão principal se deveu à pandemia COVID-19. Recorreu, para o efeito, a tecnologias de informação e comunicação (TIC) em 94,5% das situações, o que corresponde a 13,4% da população empregada em teletrabalho.

É certo que nem todos os ramos de atividade podem praticar teletrabalho, mas, também é verdade, que o teletrabalho não se adequa da mesma forma a todos os trabalhadores, ainda que elegíveis. Uma forma de controlar o teletrabalhador será pelos resultados e não pelos meios.

Esta modalidade de trabalho levanta desafios também para o médico de trabalho que se vê confrontado com uma realidade virtual, com postos de trabalho improvisados, com uso de equipamentos desconhecidos, com condições ambientais não determinadas, com prática de horários de trabalho variáveis e que por vezes se estendem para além duma jornada dita normal. Não dispondo de técnicos de segurança e ergonomistas para avaliação do posto de trabalho no domicílio.

Qual será então o papel do médico do trabalho? Como solucionar os problemas emergentes? Com a pandemia, algumas empresas organizaram equipas de trabalho em espelho (Teletrabalho versus trabalho presencial), diminuindo o número de trabalhadores em presença, criando estratégias para combater a guerra de todos: a pandemia COVID-19.

Mas o Teletrabalho não tem apenas desvantagens. Nesta pandemia, o teletrabalho também veio aproximar famílias deixando o trabalhador mais liberto para a vida familiar, apoiando os ascendentes e/ou descendentes coabitantes, diminuindo a conflitualidade laboral, apaziguando algumas relações laborais complicadas.

É certo que o teletrabalho provoca uma redução de despesas em deslocações, refeições e outros gastos fora do domicílio. Também se constatou a diminuição dos acidentes nos locais de trabalho e nas deslocações. Assim, contribui para um mundo melhor, menos absentismo, menos poluição, mais família. Se um trabalhador, no seu domicílio, sofre uma queda, isto é o quê, um acidente de trabalho. Mas, estão as seguradoras preparadas para assumirem este acidente? Estas e outras questões também são preocupações dos médicos do trabalho e dos trabalhadores. Uma nova realidade que temos que enfrentar e responder.

Autores:
Conceição Barbosa (Diretora do Serviço de Saúde Ocupacional da U.L.S.A.M., EPE) e a equipa de Médicos Internos de Formação Especializada em Medicina do Trabalho: Flora Sampaio, Tiago Brito e Juliana Vilas Boas

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Formação e avaliação de conceção de cuidados de enfermagem
No dia 3 de maio, a Escola Superior de Enfermagem do Porto recebe o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior,...

A e4Nursing é uma Plataforma de formação e de avaliação do processo de conceção de cuidados de enfermagem. Tem uma arquitetura de conteúdos assente na Ontologia de Enfermagem e vai ser utilizada como um recurso valioso na formação graduada e pós-graduada de enfermeiros ou mesmo no quadro da formação profissional contínua.

O evento de lançamento contará com a presença e alocução de Sua Excelência o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, da Vice-Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Maria José Fernandes e do Presidente da Escola Superior de Enfermagem do Porto, Luís Carvalho.

A apresentação da plataforma ficará a cargo de Abel Paiva e Paulo Parente, docentes e investigadores da Escola Superior de Enfermagem do Porto, que irão abordar o processo de criação e utilização desta plataforma que potenciará a aprendizagem da Ontologia de Enfermagem e a aquisição de competências de raciocínio clínico, com base na melhor evidência disponível.

A apresentação da plataforma decorre no auditório principal da ESEP, com transmissão online e a sessão presencial terá lotação limitada e reservada, dada a situação pandémica.

A partir de 6 de maio de 2021 seguir-se-ão sessões em todo o país, com especial enfoque nas escolas de saúde e de enfermagem e nas instituições de saúde.

 

 

Vacinação
O Ministério da Saúde revelou hoje que mais de 156 mil portugueses já agendaram a data da sua vacina contra a Covid-19, através...

À margem de uma visita à unidade hospitalar de Caldas da Rainha, o Secretário de Estado da Saúde afirmou que “tem havido muitas pessoas a recorrer ao autoagendamento, o que significa que há confiança no processo e as pessoas até demonstram ansiedade em se vacinarem”.

O governante admitiu a existência de alguns problemas neste processo, mas acrescentou que “está a ser feito um esforço para melhorar» para que «não ocorram acontecimentos pontuais desse tipo”.

A funcionalidade de autoagendamento está acessível a partir do Portal da Covid-19 e permite que os utentes com mais de 65 anos, faixa etária que começará agora a ser vacinada independentemente de qualquer doença, possam escolher o ponto de vacinação em que pretendem ser vacinados.

No caso de não haver vagas disponíveis, os utentes podem optar por ficar em lista de espera naquele ponto de vacinação ou escolher uma data, noutro ponto de vacinação, explicam a SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, entidade que desenvolveu a plataforma.

Posteriormente, o utente que realizou esta inscrição receberá um SMS com a hora precisa em que será vacinado no dia e no ponto de vacinação escolhido. O envio da mensagem está dependente de o utente não ter sido ainda convocado para vacinação ou não ter contraído Covid-19.

 

 

 

Evento virtual
A Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) vai realizar, no dia 3 de maio, às 18h, uma sessão solene virtual de abertura de ...

O evento decorre na plataforma imersiva “Maio no Coração” (www.maionocoracao.pt), um espaço onde a FPC vai, ao longo de todo o mês de maio, disponibilizar informação útil sobre a temática das doenças cardiovasculares e onde decorrerão todos os eventos virtuais inseridos nestas comemorações.

 

EPICENTRE.PT
O Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) está a desenvolver, em colaboração,...

De acordo com o INSA, este registo - designado de EPICENTRE.PT - vai contribuir para o “melhor conhecimento da epidemiologia, apresentação, necessidades de cuidados e evolução da doença Covid-19 pediátrica em geral e da neonatal de transmissão vertical e horizontal”, bem com ajudar a identificar particularidades diferenciadoras da infeção ao longo do espectro da idade pediátrica e das vias de transmissão.

“As entidades responsáveis pelo projeto esperam também identificar fatores preditivos da gravidade da doença, complicações e sequelas, mas também descrever a sua gravidade e evolução”, observa ainda o INSA.

 

Direção-Geral da Saúde
A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou esta sexta-feira, dia 30 de abril, a norma que indica que a administração da vacina da...

Segundo o documento da DGS, em Portugal, recomenda-se, à data, que a “COVID-19 Vaccine Janssen® seja utilizada em pessoas com 50 ou mais anos de idade. Os estudos em curso e os dados que continuam a ser analisados pela Agência Europeia de Medicamentos podem justificar a revisão desta recomendação a qualquer momento”. 

No entanto, sublinha a norma, “as pessoas com menos de 50 anos de idade, que assim o desejem podem ser vacinadas com a COVID-19 Vaccine Janssen®, desde que sejam devidamente informadas sobre os benefícios e os riscos, e concedam expressamente o seu consentimento informado".

De acordo com o documento, foram observados nos EUA, eventos muito raros, de trombose em territórios atípicos (incluindo trombose venosa central, trombose venosa esplâncnica e trombose arterial), concomitantemente com trombocitopenia, incluindo alguns casos com desfecho fatal, sobretudo nas três primeiras semanas após a vacina (de toma única) e em mulheres abaixo dos 60 anos. Como tal, sublinha a importância dos profissionais de saúde alertarem os utentes para potenciais sintomas associados a estes casos.

Entre as reações adversas a esta vacina, consideradas ligeiras ou moderadas e que ficam resolvidas em poucos dias após a administração da vacina, a DGS cita “dor no local da injeção, cefaleias, fadiga, mialgias, náuseas”.

A DGS sublinha ainda que todas as suspeitas de reações adversas, bem como erros de administração, a administração inadvertida a uma pessoa para a qual a vacina está contraindicada, a administração a mulheres grávidas ou a administração das doses com um intervalo inferior ao mínimo definido, devem ser comunicadas ao Infarmed pelos profissionais de saúde.

 

Dados em Portugal
Nas últimas 24 horas, não houve mortes associadas à Covid-19, mas número de novos casos é semelhante ao de ontem: 460. O número...

Segundo o boletim divulgado, não há, desde ontem, mortes a registar em todo o território português.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 460 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 133 novos casos e a região norte 212. Desde ontem foram diagnosticados mais 41 na região Centro, 10 no Alentejo e 37 no Algarve. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 15 infeções e nos Açores 12.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 324 doentes internados, os mesmos que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos não registaram variações no número de doentes internados. Atualmente, estão em UCI 89 pessoas.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 512 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 795.838 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 23.681 casos, menos 52 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 215 contactos, estando agora 24.100 pessoas em vigilância.

Sessões online
Os temas das próximas sessões das Conversas com Barriguinhas, nos dias 04 e 06 de maio, prometem mimar as futuras mamãs com...

O Dia da Mãe não podia passar despercebido nas Conversas com Barriguinhas, que reúnem todas as semanas mulheres grávidas que procuram apoio nos mais diversos desafios associados a esta nova etapa. Como tal, na sessão do dia 04 de maio, cujas inscrições já se encontram abertas aqui,  Gisélia Machado vai ensinar as participantes a estabelecer uma ligação com o bebé ainda no útero, ajudando-as a iniciar o seu papel de mãe.

Neste dia vão ser também conhecidos os cuidados de beleza permitidos ao longo dos 9 meses, como tratamentos do cabelo e de estética. As dificuldades com o sono, que têm início logo no período de gestação com despertares noturnos e insónias, vão poder chegar ao fim, com as dicas que a terapeuta Carolina Vale Quaresma irá partilhar para prevenir a privação de sono.

Na sessão seguinte, de 06 de maio (inscrições disponíveis aqui), o sono volta a estar em destaque, mas desta vez para desmistificar algumas ideias associadas ao bebé, com a Psicóloga Pediátrica Clementina Almeida. A pensar também nas dúvidas sobre a amamentação, Conceição Santa-Martha, Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, vai ensinar as mulheres a perceber como podem saber se o bebé está a mamar o que necessita, porque afinal a mama não tem debitómetro.

Em ambas as sessões, o tema da criopreservação vai ser abordado sob novas perspetivas. No primeiro momento, a Diretora de Recursos Humanos na Crioestaminal e mãe de 4 filhos, Alexandra Mendes, vai dar o seu testemunho. Já no segundo momento das Conversas com Barriguinhas da primeira semana de maio, vão ser desmistificadas todas as questões e os mitos sobre a criopreservação de Células Estaminais do cordão umbilical dos bebés, para que todos os futuros pais possam ver esclarecidas as suas questões e tomar uma decisão informada.

 

Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas (BioISI)
Iris Silva, investigadora do Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas (BioISI) na Faculdade de Ciências da...

“É um prémio muito prestigioso, em que vários clínicos e investigadores europeus se candidatam, e reflete o trabalho que tenho feito em tentar encontrar terapias para doentes com Fibrose Quística que têm mutações mais raras. Estes doentes são quase sempre excluídos de ensaios clínicos, e por isso não têm opções terapêuticas, e têm que viver com esta doença muito debilitante”, diz a jovem investigadora cujo trabalho se baseia no uso de amostras de doentes [organoides intestinais (mini intestinos), e células nasais e de pulmão] para analisar a resposta a fármacos, numa abordagem de medicina personalizada.

Após concluir o doutoramento na Universidade do Algarve e no Centro Hospitalar Universitário do Quebéc, no Canadá, Iris Silva começou a trabalhar para o grupo da professora Margarida Amaral na Ciências Ulisboa. Em 2018 Iris Silva venceu pela primeira vez este prémio com o seu trabalho sobre a caracterização de mutações mais raras nestes doentes e que correspondeu ao primeiro ano em que trabalhou na área da Fibrose Quística. Este ano volta a ser distinguida pela ECFS por fazer parte de um consórcio europeu chamado HIT-CF e que pretende analisar a resposta a novos moduladores de outras empresas farmacêuticas em indivíduos com mutações raras, para as quais nenhum dos medicamentos da Vertex está aprovado, e incluí-los em ensaios clínicos que vão determinar a sua eficácia real. “Isto abre a porta a estes indivíduos que são completamente excluídos de outros ensaios clínicos por terem uma representatividade tão baixa, e que tenham acesso a terapias que vão transformar completamente as suas vidas”, refere Iris Silva.

A Fibrose Quística é uma doença genética causada por mutações no gene da CFTR, em que as pessoas têm uma diminuição da esperança média de vida maioritariamente devido a problemas pulmonares; e uma diminuição da qualidade de vida, devido a todos os tratamentos que têm de fazer (fisioterapias, antibióticos, internamentos hospitalares). Mais recentemente foram desenvolvidos fármacos apelidados de Moduladores da CFTR, que consistem em pequenas moléculas que alteram o defeito básico das mutações no gene da CFTR.

“A Agência Europeia do Medicamento já aprovou quatro desses medicamentos - Kalydeco, Orkambi, Symkevi, Kaftrio -, todos da empresa farmacêutica Vertex, mas em Portugal apenas os primeiros três estão aprovados, apesar de se saber que os efeitos do Kaftrio são extraordinários quando comparados com os outros três. O preço destes medicamentos é altíssimo, o que os torna inacessíveis à maior parte dos países/pessoas (cerca de 180.000 euros/ano/pessoa)”, alerta Iris Silva.

 

A cerimónia de atribuição do prémio realiza-se hoje
Bruna Coelho, aluna do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC...

Instituído pela família de Francisco Tavares Rosa, o prémio é promovido pelo Departamento de Antropologia da Escola de Ciências Sociais e Humanas do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) e visa distinguir anualmente trabalhos na área científica da Antropologia sobre o transtorno mental em Portugal.

O prémio distingue trabalhos de estudantes, «individuais ou coletivos, de todos os ciclos de formação em Antropologia de instituições de ensino portuguesas, que incidam sobre o transtorno mental na sociedade portuguesa».

No trabalho vencedor da edição deste ano, intitulado “Uma Imagem Vale Mais que Mil Palavras: Utilização de Brain Imaging em Livros de Autoajuda”, Bruna Coelho explora o papel das Brain Images produzidas por tecnologias de imagem digital na atribuição de autoridade aos discursos presentes nos livros de autoajuda.

Bruna Coelho está atualmente a desenvolver um projeto de mestrado de antropologia social-cultural na FCTUC sob a orientação do docente Gonçalo D. Santos, designado: “Public Toilets in the Feminine: Portuguese Female Users' Perspectives on Public Toilets and the International Movement Calling for Adoption of Gender Norms”.

A cerimónia de atribuição do prémio realiza-se hoje, 30 de abril, às 18 horas, em formato online, através da plataforma Zoom: https://videoconf-colibri.zoom.us/j/85947486273?pwd=MTByWVJ5VjhvZ01QQUlEZWRJYkNyZz09

 

Eficácia e segurança asseguradas
Investigadores de Taiwan, da Universidade Jen Catholic e dos hospitais Kaohsiung Veterans, MacKay Memorial Hospital e National...

Neste artigo, os autores procedem a uma revisão sistemática e meta-análise de 5 ensaios clínicos aleatorizados, incluindo 13544 doentes, com o objetivo de avaliar a eficácia clínica e a segurança de Remdesivir.

Observou-se um impacto positivo do tratamento com Remdesivir nos doentes hospitalizados com COVID-19, conclusão que foi suportada pelos resultados clínicos nestes doentes, quando comparados com os grupos controlo.

Assim, segundo os dados obtidos, estes doentes apresentaram uma maior probabilidade de melhoria clínica, maior probabilidade de terem alta hospitalar, tendo-se conseguido reduzir o tempo entre a melhoria clínica e a recuperação.

Por outro lado, esta meta-análise permitiu sustentar que existe um menor risco de mortalidade e de ocorrência de acontecimentos adversos graves

De acordo com um comunicado, “os resultados desta análise corroboram os resultados de meta-análises já publicadas, que apenas incluíam aproximadamente 2000 doentes, e considera não só o relatório final do ACTT-1 (estudo da iniciativa do NIAID do NIH que está na origem da aprovação e indicação de Remdesivir), mas também os resultados do estudo Solidarity da OMS”

Remdesivir pode, deste modo, contribuir para uma melhoria dos resultados clínicos em doentes hospitalizados com COVID-19, ficando demonstrado o seu papel promissor no tratamento desses doentes.

O artigo “Eficácia clínica e segurança do remdesivir em doentes com COVID-19: uma revisão sistemática e meta-análise em rede de ensaios clínicos controlados e aleatrorizados”, publicado Journal of Antimicrobial Chemotherapy, pode ser lido aqui: https://academic.oup.com/jac/advance-article/doi/10.1093/jac/dkab093/6184581

 

 

A fisioterapia assume um papel muito importante
A Espondilite Anquilosante é uma doença crónica que tem uma evolução progressiva, por vezes com surt

Incluída num grupo de doenças designadas por Espondilartrites, a Espondilite Anquilosante é uma doença reumática crónica, de natureza inflamatória, mais frequente entre o sexo masculino. Começo por lhe perguntar quais as principais manifestações da doença e a que sinais devemos estar atentos?

O quadro clínico típico das Espondilartrites, onde a Espondilite Anquilosante (EA) está incluída, carateriza-se por dor na coluna lombar com caraterísticas inflamatórias. A dor surge depois de longos períodos de repouso e sobretudo pela madrugada, acordando o doente na segunda metade da noite e obrigando-o a mudar de posição ou a levantar-se da cama. Ao acordar (ou após algum período de repouso), o doente sente que a coluna está “presa para se movimentar” (rigidez), com duração geralmente de 30 minutos, referindo dificuldade para executar alguns movimentos, como por exemplo calçar as meias. A dor e a rigidez vão desaparecendo com a atividade física ao longo da manhã ou do dia. O envolvimento de outros segmentos da coluna, como a coluna cervical e dorsal, também é comum, instalando-se de forma ascendente a partir da coluna lombo-sagrada (fundo das costas). Com a evolução da doença, podem surgir limitações para realizar determinados movimentos, como por exemplo virar o pescoço para olhar para trás ou inclinar o tronco para a frente, para apanhar um objeto caído no chão.

As articulações periféricas podem ser afetadas em qualquer altura da evolução da doença e tipicamente envolvem os membros inferiores (ancas, joelhos, tornozelos e pés). Traduz-se por artrite (inflamação, dor e inchaço da articulação) e por vezes, no caso do joelho, pode haver líquido dentro da articulação. Outra das manifestações, é a inflamação das entésis (entesite), inflamação no local onde os tendões e/ou os ligamentos se inserem no osso, que pode ocorrer em múltiplas localizações, sendo as mais frequentes a inflamação do tendão de Aquiles (tendinite de Aquiles) e da planta do pé na região do calcanhar (fasceíte plantar).

Para além das manifestações músculo-esqueléticas, as Espondilartrites podem apresentar outro tipo de envolvimento, que surge habitualmente depois das manifestações articulares podendo, contudo, precedê-las e constituir o primeiro sinal da doença. São o envolvimento do olho (uveíte anterior) que se carateriza por olho vermelho e doloroso, geralmente unilateral, com visão turva; envolvimento da pele e das unhas (psoríase) – lesões avermelhadas e descamativas; envolvimento do intestino (doença inflamatória do intestino) caraterizado por dejeções diarreicas com muco e/ou sangue e envolvimento cardíaco (insuficiência da válvula aórtica). Outra queixa muito comum nestas doenças é a fadiga.

A partir de que idade podem estes sintomas surgir?

As primeiras manifestações da doença ocorrem habitualmente durante a 2ª ou 3ª década de vida, mas também podem ocorrer na infância ou no idoso.

Como se trata a Espondilite Anquilosante? E qual a importância da adesão à terapêutica?

O tratamento do doente com EA, independentemente do tipo de envolvimento, deve ser individualizado, doente a doente, e exige a combinação de medidas gerais, não farmacológicas (natação, hidroginástica, fisioterapia, cessação tabágica), com medidas farmacológicas. Os anti-inflamatórios não esteroides são os fármacos de primeira linha em todos os tipos de envolvimento. No caso do envolvimento articular periférico, são utilizados fármacos modificadores da atividade da doença como é o caso da sulfassalazina, metotrexato, entre outros. Os fármacos biológicos, medicamentos dirigidos contra moléculas intervenientes no processo inflamatório, são uma alternativa para os doentes que não respondem aos tratamentos anteriores. Existem vários disponíveis em Portugal, cuja segurança foi amplamente demonstrada sempre que são cumpridas as devidas recomendações para a sua utilização.

A adesão à terapêutica é fundamental para controlo da doença e para melhoria da qualidade de vida, mas para se obter uma boa adesão é necessário que o doente conheça a sua doença, aprenda a lidar com os sintomas, desenvolva estratégias de adaptação da doença à sua vida pessoal, familiar e profissional. Um doente bem informado é um doente bem tratado (reflete-se na melhor adesão ao tratamento e maior aceitação às recomendações feitas na consulta).

Qual o papel da fisioterapia para o bom prognóstico da doença? Todos os doentes com EA devem fazer fisioterapia?

A fisioterapia assume um papel muito importante nesta doença, no sentido de preservar a mobilidade e uma postura correta e realizar exercícios respiratórios de expansão torácica. As recomendações portuguesas e europeias recomendam a realização de fisioterapia. Contudo, temos sempre de considerar o melhor tratamento para aquele doente em particular e podem ocorrer situações em que a realização de fisioterapia não é possível. Por exemplo, em pandemia pode ser difícil conseguir vaga para fazer fisioterapia, dada a redução do número de doentes em sala ou o doente ter de se deslocar vários quilómetros para ter acesso à fisioterapia. Nestes casos, deverá ser privilegiado o exercício físico. Este deve ser ensinado ao doente, para ser depois efetuado diariamente em casa, após o banho para atenuar a rigidez. Deve ser interrompido quando provoca dor, pois exercícios mal realizados são ineficazes e podem ser até prejudiciais.

Sabendo que esta é uma doença de evolução imprevisível, quais os principais cuidados que os doentes devem ter no seu dia-a-dia, após o diagnóstico?

É muito importante a cessação tabágica (deixar de fumar), caso o doente seja fumador, pois está demonstrado que os doentes que fumam tem uma evolução mais grave da doença, comparativamente aos doentes que não fumam. A prática de exercício físico (natação, de preferência em piscina aquecida, hidroginástica/hidroterapia) é fundamental, no sentido de preservar a mobilidade e prevenir a perda funcional.

O doente com EA deve ter uma alimentação saudável, rica em fruta e legumes e pobre em gorduras, de forma a evitar o excesso de peso que leva à sobrecarga da coluna vertebral.

O cumprimento da medicação prescrita é fundamental para controlar a atividade da doença e prevenir alterações estruturais.

Quais os cuidados a ter com a postura? (por exemplo que erros deve evitar ao longo do dia: quando se senta, quando se deita, pode levantar pesos?)

É muito importante, ao acordar, tomar um duche quente e prolongado para aliviar a rigidez matinal e se possível, fazer alguns exercícios para mobilização da coluna. Quando está sentado ou em pé, deve tentar manter uma postura verticalizada, evitando a inclinação do tronco para a frente. Deve evitar estar sentado muitas horas seguidas, levantando-se de vez em quando. O repouso noturno deve ser, se possível, em cama dura e de barriga para baixo. Se não conseguir, pode dormir de costas, sem almofada ou com uma almofada pequena, só para apoio do pescoço. Deve evitar dormir de lado. Deve tentar estar a primeira meia hora quando se deita, de barriga para baixo. Pode começar com cinco minutos e aumentar gradualmente até chegar aos 30 minutos.

O doente com espondilite pode praticar desporto? Quais as modalidades ou exercícios mais aconselhados? Que mitos existem relativamente a este tema?

O doente com espondilite pode e deve praticar desporto, tem é de escolher o desporto adequado à sua doença. Os desportos de contacto (futebol, golfe, rugby, hóquei, basket, etc) não são recomendados. A natação, de preferência em piscina aquecida, hidroginástica e andar de bicicleta (com os apoios de mãos elevados de forma a evitar a inclinação para a frente do tronco) são exercícios recomendados.

No âmbito do dia Mundial da Espondilite Aquilosante, quais as mensagens-chave?

  • A EA não é uma doença reumática do idoso. É uma doença reumática do individuo jovem e que tem tratamento eficaz.
  • A dor na coluna lombar que surge durante a madrugada, interfere com o repouso e obriga o individuo a levantar-se da cama, deve ser motivo de consulta no médico de família para que este possa referenciar à consulta de Reumatologia, no hospital da área de residência.
  • Olho vermelho e doloroso pode ser a primeira manifestação de EA num individuo jovem.
  • É possível fazer uma vida normal e ter o diagnóstico de EA.
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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Até ser atingida imunidade de grupo
No final do Conselho de Ministros que decidiu o avanço nas medidas duranta a próxima fase, António Costa, previu que o uso de...

Em declarações aos jornalistas, o primeiro ministro relembrou que a Assembleia da República “tem vindo a renovar e a prorrogar a obrigatoriedade do uso de máscaras” ao longo dos últimos meses, por isso é muito provável que esta recomendação se mantenha durante os próximos meses, isto porque será o grau de imunização de grupo que vai decidir quando a medida cai.

“Não quero antecipar o que vai estar previsto no plano, mas, se tivéssemos de fazer uma aposta, diria que em 99,999999% a probabilidade é que a obrigatoriedade do uso de máscara se prolongue até atingirmos pelo menos o grau de imunização de grupo no final de verão. Pelo menos até aí, seguramente, mas não me quero antecipar”, justificou.

 

DGS
O Programa Nacional de Vacinação (PNV) atingiu ou ultrapassou, no último ano, coberturas de 95% até aos 7 anos em todas as...

De acordo com a DGS, em 2020, apesar das evidentes mudanças nos serviços de saúde em contexto de pandemia por Covid-19, o PNV manteve-se forte: 99% das crianças nascidas em 2019 foram vacinadas com as vacinas recomendadas no PNV.

Quanto à vacina contra o sarampo, a rubéola e a parotidite epidémica (VASPR), a DGS revela que esta “continua a cumprir todas as metas nacionais e internacionais do Programa de Eliminação do Sarampo e da Rubéola”. A sua cobertura vacinal mantém-se nos 99% aos 2 anos e nos 95% ou mais, a partir dos 6 anos.

Também a vacinação de adolescentes do sexo feminino, com o esquema completo da vacina contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV), mantém-se muito elevada, sendo esta igual ou superior a 95% a partir dos 14 anos de idade.

Os dados revelam ainda que a cobertura vacinal da grávida, contra a tosse convulsa, continua muito elevada, estimando-se que este ano tenha chegado aos 90%.

A vacinação do adolescente e do adulto com a vacina contra o tétano e difteria (Td) chegou aos 96% aos 14 anos e aos 80% aos 65 anos.

 

Investimento
A Moderna anunciou ontem que planeia aumentar a capacidade de produção, através de investimentos internos e externos, que lhe...

De acordo com a Moderna, o objetivo de produzir até 3 mil milhões de doses depende da vacina autorizada COVID-19 ao nível da dose de 100 mcg e de doses potencialmente mais baixas das candidatas a vacina para outras variantes e vacinas pediátricas. "Ouvimos dos governos que não existe tecnologia que forneça a elevada eficácia das vacinas mRNA e a velocidade necessária para se adaptar às variantes, permitindo ao mesmo tempo uma escalabilidade fiável do fabrico", acrescentou Bancel.

Aumento da capacidade em Lonza e Rovi

A Moderna adiantou que, externamente, irá duplicar o investimento de produção em Lonza, na Suíça, e em Rovi, Espanha. Entretanto, o investimento interno conduzirá a um aumento de 50% da substância farmacêutica nas instalações da Moderna nos EUA. Bancel disse que a expansão custará biliões de dólares, sem fornecer um valor exato.

No mesmo dia, a empresa indicou que espera fabricar entre 800 milhões e mil milhões de doses de mRNA-1273 este ano, acima de uma previsão anterior de pelo menos 700 milhões de doses. Moderna notou que os últimos aumentos são além do recente aumento anunciado na formulação, bem como da capacidade de preenchimento e acabamento nos EUA com Catalent e Sanofi.

 

 

GlobalData
O mercado ortopédico está preparado para um aumento de aquisições à medida que as empresas procuram reforçar as suas posições,...

Kamilla Kan, Analista Médica da GlobalData, comenta: "A recolha de dados e a análise de dados serão cruciais para os principais líderes de mercado ortopédicos. A pandemia COVID-19 não só acelerou a integração da recolha de dados no mercado ortopédico, como também proporcionou a oportunidade de recolher dados valiosos num período sem precedentes. Com mais empresas a começarem a implementar novas tecnologias e ferramentas, o mercado de dispositivos médicos vai assistir a um aumento de investimento e oportunidades nos próximos anos."

A GlobalData projeta que o valor de mercado global para dispositivos ortopédicos vai crescer a uma taxa de crescimento anual composta de 4% para atingir os 64 mil milhões de dólares até 2025, impulsionada pelo aumento das aquisições no espaço ortopédico nos últimos meses.

Kan acrescenta: "Com a pandemia COVID-19 a causar atrasos nas cirurgias eletivas e a impactar negativamente o mercado dos implantes, as principais empresas têm tomado abordagens inovadoras para reforçar as suas posições."

 

 

Localizada no centro de Lisboa
A CUF reforça o seu posicionamento na área da saúde com a abertura de uma nova clínica, dedicada exclusivamente à Medicina...

Com uma equipa composta por 16 médicos, esta nova unidade disponibiliza tratamentos multidisciplinares integrados, de acordo com as necessidades dos clientes, de todas as áreas da Medicina Dentária, nomeadamente: Dentisteria; Reabilitação e Estética Dentária; Cirurgia Oral; Implantologia; Ortodontia; Odontopediatria; Endodontia; Periodontologia; Higiene Oral; Medicina Dentária do Sono e Medicina Oral.

Equipada com tecnologia diferenciada, a nova clínica garante acompanhamento contínuo desde o primeiro momento, conforto, segurança, qualidade clínica e disponibiliza acordos com seguradoras e condições de financiamento.

A equipa da Clínica CUF Medicina Dentária Braamcamp desenvolverá a sua atividade clínica, sempre que os planos de tratamento assim o exijam, em estreita articulação com as diferentes áreas de cuidados e equipas do Hospital CUF Tejo, localizado em Alcântara.

Para além da garantia dos cuidados prestados, suportados pelas melhores equipas e equipamentos médicos, a clínica está situada numa zona com excelentes condições de acessibilidade - na Rua Braamcamp nº 40 B, e com horários alargados: 2ª a 6ª feira das 9h às 20h.

 

 

Nova terapia
A Comissão Europeia (CE) concedeu autorização de comercialização condicional para dostarlimab, um anticorpo bloqueador do...

“Atualmente, as mulheres com cancro do endométrio recorrente ou avançado, que progrediu durante ou após a quimioterapia, têm opções de tratamento limitadas e um mau prognóstico. A aprovação de dostarlimab significa que, pela primeira vez na Europa, essas mulheres terão acesso a uma terapêutica nova, inovadora e muito necessária”, considera Hal Barron, diretor científico e presidente de R&D da GSK.

“Como vimos no ensaio GARNET que suportou esta aprovação, o tratamento com dostarlimab tem o potencial de dar respostas clinicamente significativas e duradouras ​​em doentes que previamente tinham poucas opções de tratamento. Esta aprovação representa um passo em frente, fornecendo um novo tratamento para mulheres com cancro do endométrio dMMR / MSI-H recorrente ou avançado que não responderam previamente à quimioterapia à base de platina”, defende Ana Oaknin, diretora do Programa de Cancro Ginecológico do Instituto de Oncologia Vall d'Hebron (VHIO), Hospital Universitário Vall d'Hebron, Barcelona, ​​Espanha, e investigadora principal do estudo GARNET.

“A aprovação de dostarlimab oferece uma nova opção de tratamento para mulheres com cancro do endométrio dMMR / MSI-H recorrente ou avançado. Sentimo-nos inspirados pelos esforços de empresas como a GSK, que continuam a inovar para dar respostas aos doentes que precisam urgentemente de novas opções”, afirma Icó Tóth, co-presidente da Rede Europeia de Grupos de Defesa do Cancro Ginecológico (ENGAGe), membro do Conselho da Sociedade Europeia de Oncologia Ginecológica (ESGO) e Presidente da Mallow Flower Foundation, Hungria.

O cancro do endométrio surge no revestimento interno do útero, conhecido como endométrio. É o tipo de cancro mais comum que afeta os órgãos reprodutivos femininos e é o sexto tipo de cancro mais prevalente em mulheres em todo o mundo. O cancro do endométrio tem a maior taxa do fenótipo MSI-H de todos os tumores.

A aprovação de dostarlimab pela Agência Europeia do Medicamento é baseada nos resultados do estudo GARNET, de coorte múltipla, que incluiu mulheres com cancro do endométrio dMMR / MSI-H recorrente ou avançado que progrediu durante ou após um regime de quimioterapia à base de em platina na coorte A1 (n = 108 avaliados ​​quanto à eficácia). O tratamento com dostarlimab resultou numa taxa de resposta objetiva (ORR) de 43,5% (IC de 95%; 34-53,4) e numa taxa de controlo da doença de 55,6% (IC de 95%; 45,7-65,1). A duração mediana da resposta (DoR) não foi atingida (2,6 a 28,1+ meses) nessas doentes e a probabilidade de manter uma resposta em seis meses e 12 meses foi de 97,9% (IC 95%; 85,8, 99,7) e 90,9 % (IC de 95%; 73,7, 97,1), respetivamente.

Nos 515 doentes com tumores sólidos avançados ou recorrentes que participaram no estudo GARNET, incluindo 129 doentes avaliáveis ​​quanto à segurança da coorte A1, as reações adversas mais comuns (ocorrendo em mais de 10% das doentes) foram anemia (25,6%), náusea (25,0%), diarreia (22,5%), vómitos (18,4%), artralgia (13,8%), prurido (11,5%), erupção cutânea (11,1%), pirexia (10,5%) e hipotiroidismo (10,1%). Dostarlimab foi descontinuado definitivamente devido a reações adversas em 17 doentes (3,3%); a maioria eram eventos relacionados ao sistema imunológico. Reações adversas graves ocorreram em 8,7% das doentes; a maioria eram reações adversas relacionadas ao sistema imunológico. O perfil de segurança das doentes na coorte A1 foi comparável ao da população geral do estudo.

Ação de sensibilização
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) vai promover uma nova ação nacional de consciencialização para o...

“Em Portugal, a incidência do enfarte agudo do miocárdio continua a ser elevada. Esta realidade deve-se, em muito, ao estilo de vida contemporâneo. Com esta iniciativa pretendemos consciencializar as mulheres para a adoção de um estilo de vida mais saudável, para que no futuro possam beneficiar de uma vida tranquila com os seus filhos.”, afirma João Brum Silveira, presidente da APIC.

E acrescenta: “Sabemos que todos os dias estamos sujeitos a elevados níveis de stress e de ansiedade. As mulheres não são exceção, uma vez que vão gerindo, por vezes ao mesmo tempo, as suas tarefas profissionais e as pessoais. Além disso, também os fatores de risco como hipertensão, dislipidemia, diabetes, menopausa, tabagismo, excesso de peso e sedentarismo contribuem para o aumento do risco de desenvolver esta doença.”

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2018, registaram-se 4.620 mortes totais por enfarte agudo do miocárdio, que atingiram, maioritariamente homens, com uma relação de 136,2 óbitos de homens por 100 de mulheres. A idade média do óbito para as mulheres situou-se nos 81,4 anos.

Os dados do Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção (RNCI), desenvolvido pela APIC, indicam que, em 2020, foram realizadas 3.817 angioplastias primárias para o tratamento do enfarte agudo do miocárdio, um aumento de 2,5 por cento, face ao ano anterior. Cerca de um quarto dos doentes tratados foram mulheres com uma média de idade de 68 anos, com um índice de massa corporal médio de 29.5, 26 por cento das quais fumadoras.

O enfarte agudo do miocárdio ocorre quando uma das artérias do coração fica obstruída, o que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes. Dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade são sintomas de alarme para o enfarte agudo do miocárdio. Não ignore estes sintomas. Ligue rapidamente 112 e siga as instruções que lhe forem dadas. Para mais informações consulte: www.cadasegundoconta.pt.

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