E Portugal existem cerca de 200 mil pessoas com demência
O Torreshopping, centro comercial da cidade de Torres Novas, juntou-se à Alzheimer Portugal para a antestreia do filme “O Pai”,...

“O Pai” é um dos filmes que marca 2021 e o regresso aos cinemas. Galardoado com dois Óscares pela Academia, Melhor Argumento Adaptado e de Melhor Ator, o filme do reconhecido dramaturgo Florian Zeller conta com a participação de Olivia Colman e Anthony Hopkins nos principais papeis. Numa história intensa e real, a narrativa desenvolve-se em torno de uma figura paterna, que sofre de demência, apesar de achar que não precisa de cuidados, e de uma filha que sente “na pele” o que é a preocupação de, aos poucos, perder o pai.

Joaquina Romão, Diretora do Torreshopping, afirma que “o Alzheimer é uma das doenças que mais afeta a nossa população idosa. O filme “O Pai” é um exemplo perfeito de como a realidade pode ser tão bem retratada e projetada nas nossas salas de cinema, pelo que achámos importante fazer a ligação entre as Associações que trabalham esta doença diariamente e as famílias que, por vezes, não sabem onde recorrer para obter informação e apoio”

Dados da Associação Alzheimer Portugal estimam que exista em Portugal cerca de 200 mil pessoas com demência. Este é um dos principais sintomas de doenças neurodegenerativas, onde se encaixam a Doença de Parkinson e a Alzheimer. Fundada em 1988 a Alzheimer Portugal é a única organização em Portugal, de âmbito nacional, constituída especificamente para promover a qualidade de vida das pessoas com Demência e dos seus familiares e Cuidadores.

A iniciativa de antestreia decorre no âmbito da campanha #váaocinema, promovida pelos Cinemas Castello Lopes, que traz até às mais de trinta salas de cinema grande êxitos da edição de 2021 dos Óscares como “O Pai”, “Nomaland: Sobreviver na América” ou “Mais uma Rodada”.

Cancro do ovário: um testemunho na primeira pessoa
O cancro de ovário é o quinto tipo de cancro mais comum em mulheres e a quarta causa mais comum de m

O cancro do ovário é diagnosticado geralmente após os 50 anos. Mas, há exceções. Ana Cristina Melo, 35 anos, é uma dessas exceções. Tinha apenas 31 anos quando lhe foi diagnosticado cancro do ovário. Submetida a cirurgia e quimioterapia, um novo tumor/recorrência foi detetado cerca de um ano depois, obrigando a mais quimioterapia e radioterapia. Por ter história familiar de cancro e pela idade jovem ao diagnóstico, foi efetuado um estudo genético que confirmou predisposição familiar para cancro hereditário – Síndrome de Lynch. 

A Ana está neste momento em vigilância e sem evidência de doença. A recorrência do tumor, em vez de a desanimar, deixou-a ainda com mais forças para enfrentar a doença. “Estava farta desta doença que não me queria largar. Fazia-me lembrar uma pastilha na sola do sapato. Mas só me deu mais força. Já tinha a experiência anterior e pensei para mim mesma: não és tu que vais vencer, não és tu que ditas as regras da minha vida”, afirma Ana Cristina Melo. 

Foi essa força que lhe deu mais esperança e ânimo para encarar mais uma batalha. “Não vou ficar agarrada ao medo dessa probabilidade. Tenho de acreditar que vou sempre conseguir, que vou ter um desfecho positivo e acreditar na equipa médica que está ao meu lado”, explica. Apesar disso, confessa que nem sempre teve um espírito elevado. O confronto com o diagnóstico foi difícil, sobretudo porque tinha muitos projetos e sonhos em mente, incluindo o da maternidade. “É uma notícia que ninguém quer receber. Temos toda uma série de projetos que, de repente, começam a ruir. Quando ouvimos a palavra cancro abre-se um fosso e toda a nossa perspetiva de futuro muda completamente”, revela. 

Ultrapassado o embate inicial, conta que aprendeu a dar “um passinho de cada vez” e a gerir toda a frustração, tristeza e angústia para encontrar forças para lutar contra uma doença que lhe queria roubar a vida. Aprendeu que os projetos podem não ser sonhos para sempre desfeitos, mas adaptados à nova condição. Aprendeu também a separar o importante do acessório e a preocupar-se mais consigo mesma, com o tempo em família e com os amigos.  

Por isso, deixa uma mensagem a todas as mulheres, jovens ou menos jovens, porque há casos que escapam à norma: “se o corpo estiver a dar sinais de que algo está errado peçam ajuda, tentem informar-se, peçam exames.  

Ana Cristina Melo lembra que “o cancro é uma doença que não espera, é evolutivo, e que quanto mais cedo for diagnosticado melhor será o prognóstico”. E, por isso, apela: “não fiquem com medo; ficar com medo é deixar o tempo passar e permitir que a doença nos vença”. 

 Fatores de risco estão identificados

De acordo com Cristiana Pereira Marques, a causa exata do cancro de ovário permanece desconhecida, mas muitos fatores de risco estão identificados, entre os quais estão a obesidade, menarca precoce, menopausa tardia, baixo número de gestações e a história familiar. Cerca de 10-20% dos cancros do ovário associam-se a uma síndrome de predisposição familiar para o cancro, como é o caso da Ana Cristina Melo. 

Também foram identificados fatores protetores de cancro do ovário, como o uso de anticoncecional oral, laqueação de trompas de Falópio e a amamentação. “O cancro do ovário constitui um desafio diagnóstico, pois não existe um método de rastreio validado na população e os sintomas são frequentemente tardios. Nos últimos anos, surgiu uma nova classe de fármacos, que revolucionou o tratamento do cancro do ovário”, refere a médica oncologista. 

Esteja atenta aos sinais

O cancro do ovário, que atinge sobretudo mulheres após os 50 anos, é um tipo de neoplasia que tem origem nos tecidos ováricos, onde são formados os óvulos e produzidas as hormonas femininas. Os sintomas são, geralmente, inespecíficos e tardios, daí a importância de serem mantidas rotinas médicas.

No entanto, existem sinais/sintomas que devem motivar avaliação médica como a distensão abdominal persistente, o enfartamento precoce, a perda de apetite, a dor abdominal, sintomas urinários (frequência ou urgência urinária), a alteração do trânsito intestinal (diarreia ou obstipação), fadiga extrema ou perda de peso.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Evento conjunto P-BIO e EuropaBio a 10 de maio
A Associação Europeia de Bioindústrias (EuropaBio) e a Associação Portuguesa de Bioindústria (P-BIO) organizam, a 10 de maio, o...

A crise da COVID-19 possibilitou a criação de caminhos de desenvolvimento rápido de tecnologia, incluindo parcerias, investimentos e aprovações, para permitir a entrega mais rápida de biotecnologias ao mercado. Embora essa tenha sido uma escala e velocidade únicas e sem precedentes para o desenvolvimento de vacinas, este exemplo mostra que a biotecnologia pode atuar de forma rápida e robusta para ultrapassar grandes desafios mundiais, não apenas ligados à saúde, mas também ao desenvolvimento sustentável. Este evento pretende analisar a resposta do setor da biotecnologia à crise da COVID-19 e discutir como é que a Europa pode continuar este impulso em todos os setores e garantir uma posição global mais competitiva.

Iniciativas como a Autoridade Europeia de Preparação e Resposta a Emergências de Saúde (HERA), a Estratégia Industrial Europeia e o Plano de Ação para a Economia Circular são alavancas para o desenvolvimento das bioindústrias e serão abordadas neste evento. Do evento surgirá um documento de posição da EuropaBio, que servirá de roteiro à construção de iniciativas e políticas que potenciem a biotecnologia e que permitam reforçar a competitividade e a liderança da economia na Europa a partir de políticas e ações nacionais alinhadas e ambiciosas.

Claire Skentelbery, Diretora Geral da EuropaBio, afirma que “a Europa tem um motor poderoso para garantir uma maior competitividade, através dos seus países membro e parceiros no continente. Esta reunião reflete prioridades e capacidades de países de todos os tamanhos na Europa e ajuda a garantir que todos progridamos juntos”.

Filipa Sacadura, Secretária Geral da P-BIO, acrescenta que “o setor da biotecnologia em Portugal está em franco crescimento e é fundamental ter políticas e incentivos que potenciem a participação das empresas biotecnológicas portuguesas nas parcerias globais. Esta reunião permitirá alinhar as prioridades nacionais para continuar a construir o poder económico da biotecnologia no futuro”.

 

 

3ª Semana da Hipertensão entre 16 a 24 de maio
A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) assinala a partir de 16 de maio a 3ª Semana da Hipertensão tendo em conta os...

As atividades online previstas passam por webinares temáticos em formato digital através de plataformas web que permitem esclarecer dúvidas, orientar na prática do exercício físico e de uma alimentação adequada. A SPH quer desconstruir mitos relacionados com o dia-a-dia de um doente hipertenso, incentivar a atividade física regular e uma alimentação saudável com baixo teor de sal. E relembrar a importância de cumprir a toma da medicação prescrita.

Luís Bronze, presidente da SPH refere que “a hipertensão é apropriadamente apelidada de ‘doença silenciosa’, não tem sintomas, não se manifesta e, em grande parte dos casos, só é detetada quando é ativamente avaliada. Está intrinsecamente ligada a doenças cardiovasculares graves, como o acidente vascular cerebral ou o enfarte do miocárdio – entidades clínicas prevalentes, associáveis quer a mortalidade aguda, quer a incapacidade crónica. A Hipertensão Arterial já é uma pandemia, a única diferença, em relação à pandemia em que atualmente vivemos, é a de que o contágio não depende de um vírus agressivo. O contágio é cultural, mas tem, como é reconhecido, dimensões virais e semelhante perigosidade”.

Durante a Semana da HTA assinala-se o Dia Mundial da Hipertensão a 17 de maio, promovido mundialmente pela World Hypertension League com o objetivo de aumentar a consciencialização sobre a HTA em toda a população no mundo. Este ano a tónica é ‘Meça sua pressão arterial, controle-a, viva mais’.

 

Estudo
Um tratamento experimental com anticorpos monoclonais contra o Covid-19, desenvolvido por Eli Lilly e AbCellera Biologics, pode...

O anticorpo - conhecido como LY-CoV1404 ou LY3853113 - funciona aderindo a um lugar no vírus que mostre poucos sinais de mutação, o que significa que o fármaco é suscetível de permanecer eficaz ao longo do tempo, notam os investigadores num relatório publicado na passada sexta-feira na bioRxiv antes da revisão pelos pares.

"Novos tratamentos resistentes à variante, como o LY-CoV1404, são desesperadamente necessários, uma vez que alguns dos anticorpos terapêuticos existentes são menos eficazes ou ineficazes contra certas variantes e o impacto das variantes na eficácia da vacina ainda não é bem conhecido", escreveu a equipa de investigação.

Um porta-voz da AbCellera disse que a empresa planeia publicar informações sobre testes na próxima terça-feira.

Estas são as conclusões preliminares de um dos mais recentes estudos científicos sobre o novo coronavírus e os esforços para encontrar tratamentos e vacinas para o Covid-19, a doença causada pelo vírus.

Detetados anticorpos um ano após da infeção

Segundo a informação publicada no jornal El Mundo, alguns sobreviventes de Covid-19 ainda têm anticorpos detetáveis para o vírus, um ano depois de teres sido infetados.

Num estudo realizado nos EUA, os médicos recolheram amostras de sangue de 250 pacientes, incluindo 58 que tinham sido hospitalizados por Covid-19 e 192 que não tinham exigido hospitalização.

Entre seis a dez meses após o diagnóstico, todos os antigos doentes hospitalizados e 95% dos doentes externos ainda tinham anticorpos neutralizantes, de acordo com um relatório publicado domingo na medRxiv.

No pequeno subgrupo dos que foram seguidos durante um ano inteiro, 8 em cada 8 pessoas que tinham sido hospitalizadas ainda tinham anticorpos, assim como 9 em 11 ex-pacientes externos.

Os investigadores relataram ainda que a idade mais avançada estava ligada a níveis mais elevados de anticorpos neutralizantes, enquanto os níveis eram "mais baixos e variáveis" nos participantes com menos de 65 anos que experimentaram o Covid-19 menos grave e não necessitaram de hospitalização.

Disseram que a vacinação dos sobreviventes da Covid-19 seria "prudente" porque a proteção induzida pela vacina contra o vírus é suscetível de ser mais duradoura do que os anticorpos leves induzidos pela Covid-19.

Vacina contra a Covid-19
O Reino Unido vai oferecer a todos os maiores de 50 anos uma terceira injeção da vacina Covid-19 no próximo outono, numa...

Segundo o jornal, os ensaios para a realização desta proposta funcionam de duas formas, supervisionadas por Chris Whitty, Diretor Médico de Inglaterra.

A primeira consiste em vacinas especificamente modificadas para fazer face às novas variantes.

A segunda é uma terceira injeção de uma das três versões das vacinas coronavírus já administradas: Pfizer-BioNTech, Oxford-AstraZeneca ou Modern, acrescenta o jornal britânico.

Um total de mais de 34,6 milhões de pessoas na Grã-Bretanha receberam uma primeira dose da vacina Covid-19, de acordo com as estatísticas do governo de Boris Johnson.

A Grã-Bretanha, que tem uma população de 67 milhões de habitantes, tem acordos para mais de 510 milhões de doses de oito vacinas Covid-19 diferentes, algumas das quais ainda estão em desenvolvimento.

O ministro da Saúde, Matt Hancock, disse na semana passada que a Grã-Bretanha vai comprar mais 60 milhões de doses da vacina Pfizer/BioNTech, num acordo que duplica o fornecimento de vacinas antes de um programa de reforço a realizar este ano.

A Grã-Bretanha ordenou agora um total de 100 milhões de doses da vacina Pfizer, uma das três vacinas Covid-19 aplicadas no país.

 

 

Laboratório de Patologia Clínica
Laboratórios que processam cerca de 2.000 a 5.000 testes por dia podem finalmente aproveitar os benefícios da Automação Total...

A Beckman Coulter, líder na área de diagnóstico clínico, anunciou hoje o lançamento em Portugal de uma solução de automação de fluxos de trabalho desenhada para funcionar em laboratórios de volume médio que executam menos que 5.000 testes por dia.

O laboratório de patologia clínica superou em 2020 o maior teste à sua capacidade de resposta, onde a testagem total chegou a atingir os 245% dos volumes normais de trabalho tendo sido mais de 55% desse aumento correspondente a testes moleculares do SARS-CoV-2i. Apesar das vacinas, muitos participantes da indústria sugerem que os volumes de testes da SARS-CoV-2 não serão afetados a curto prazo e a demanda de testes relacionados com a COVID-19 continuará por 2021 e potencialmente até 2022. Isto significa que a enorme pressão no que toca ao volume de testes laboratoriais irá continuar.

Todos os Laboratórios independentemente dos diferentes volumes de trabalho estão a enfrentar os mesmos desafios: escassez de técnicos e pessoal de laboratório especializado, as “históricas” pressões financeiras dos hospitais e dos sistemas de saúde e para além disto tudo ainda um enorme desgaste físico e psicológico de todos os profissionais v - um problema pré-pandémico que foi claramente exacerbado. Desafortunadamente até agora, as soluções TLA usadas nos laboratórios que processam grandes volumes de amostras estavam fora do alcance de laboratórios de menor volume, normalmente devido a requisitos de espaço e restrições de infraestrutura.

“Quando olhamos para a automação dos nossos laboratórios, é um ato de equilíbrio entre a capacidade de processamento do sistema, o menu de teste e a pegada do sistema. No Harrogate District Hospital, sabíamos que um grande sistema automatizado seria demasiado grande e excessivo, e um sistema autónomo não nos fornece o fluxo de trabalho simplificado que desejamos. O que precisávamos era de um sistema de automação compacto que reduzisse o número de passos, exigindo o mínimo de intervenção humana e gerasse um resultado válido à primeira passagem para que nossos profissionais de laboratório não tivessem de mover amostras, mas realizassem as preciosas tarefas científicas para as quais são treinados", disse Afruj Ruf, managing director na Integrated Pathology Solutions LLP, Airedale NHS Foundation Trust na Inglaterra. "Desde a sua pegada compacta e minimizando o trabalho manual em 80%, até o routing inteligente que garante que os nossos utentes em estado crítico obtenham resultados mais rápido do que utentes de rotina, o DxA 5000 Fit funcionou na perfeição para nós".

Num inquérito elaborado foi pedido a diretores, administradores e gestores de laboratórios que identificassem os principais desafios enfrentados pelos laboratórios hospitalares. Os resultados mostraram que a equipa (26%) e o tempo de resposta (23%) foram identificados como as principais prioridades. A automação desempenha um papel fundamental em ajudar a resolver muitos desses problemas, ao mesmo tempo que permite que funcionalidades preciosas se concentrem em tarefas clínicas de elevado valor - isto provou ser particularmente verdade durante a pandemia da COVID-19.

“Para os grandes laboratórios, as cadeias laboratoriais são uma realidade hoje. No entanto, para laboratórios médios como o nosso, que processam menos de 4.000 testes por dia, soluções abrangentes de automação do fluxo de trabalho não têm sido uma opção”, disse Susan Enciso, System Supervisor of Chemistry da Excela Health nos Estados Unidos. “A solução do DxA 5000 Fit da Beckman Coulter é a solução certa para nós. Tem um design flexível que é importante num laboratório como o nosso onde o espaço é um bem precioso e reduz os passos manuais do processo em cerca de 80%, ajudando-nos a dar resposta às necessidades, não só as sem precedentes que surgiram com o COVID-19 assim como com as que já existiam com os testes de rotina e urgência”.

Com esta solução, os laboratórios médios podem, entre outras vantagens, desfrutar dos mesmos benefícios dos laboratórios de maior volume.

A Automação completa do fluxo de trabalho permite reduzir até 80% das etapas manuais através da automação pré-analítica, analítica e pós-analítica, reservando os preciosos recursos humanos do laboratório para executar trabalho clínico de maior valor.

Por outro lado, dispõe de roteamento inteligente com planeamento de rota calculado dinamicamente, um TAT consistentemente baixos e sempre com STATs prioritários que permite aplicar a capacidade de entregar resultados urgentes ainda mais rapidamente, e um design flexível que facilmente pode ser adaptado para atender às restrições de espaço e infraestrutura de um laboratório médio.

FDA espera dar uma resposta em breve
A Pfizer e a BioNTech disseram esta quarta-feira que a Health Canada alargou a autorização para a vacina COVID-19 BNT162b2 para...

Espera-se também que a FDA autorize o BNT162b2 para os 12-15 anos até à próxima semana, enquanto um processo, recentemente, apresentado aos reguladores da UE está a ser revisto no âmbito de uma avaliação acelerada.

A Health Canada baseou a sua decisão em dados de um ensaio pediátrico da Fase III que inscreveu 2260 adolescentes entre os 12 e os 15 anos nos EUA. Os resultados mostraram que o BNT162b2 produziu "respostas robustas de anticorpos", sem casos de COVID-19 entre adolescentes vacinados, contra 18 entre os que receberam placebo. Os efeitos colaterais também eram geralmente consistentes com os observados em pessoas dos 16 aos 25 anos de idade.

Proteção a tempo para o próximo ano letivo

"O departamento determinou que esta vacina é segura e eficaz quando usada nesta faixa etária mais jovem", comentou Supriya Sharma, assessora sénior do ministério federal do Canadá. Disse que cerca de um quinto de todos os casos de COVID-19 no país ocorreram em crianças e adolescentes, notando que, embora a maioria não seja doença grave, uma vacina também ajudaria a proteger os seus amigos e familiares que podem estar em maior risco de complicações.

Entretanto, Fabien Paquette, que lidera a divisão de vacinas na unidade da Pfizer no Canadá, classificou a autorização alargada como "um passo significativo" para ajudar o país a alargar o seu programa de vacinação e "proteger os adolescentes antes do início do próximo ano letivo". A Pfizer e a BioNTech iniciaram recentemente mais um ensaio pediátrico da BNT162b2, envolvendo crianças menores de 12 anos, com uma leitura de dados prevista para o segundo semestre deste ano.

 

Proposta apresentada pelo Estado não garante a sustentabilidade financeira do projeto
O Grupo Lusíadas Saúde comunicou hoje ao Governo que não vai participar no novo concurso para a Parceria Público-Privada (PPP)...

Esta decisão surge depois de uma análise detalhada e exaustiva de toda a documentação e do modelo proposto, tendo o Grupo concluído que não estavam reunidas as condições para continuar o excelente trabalho feito pelas suas equipas nos últimos 12 anos no Hospital de Cascais.

O Grupo consultou várias entidades para preparar a sua candidatura e todas concluíram que a proposta apresentada pelo Estado não garante a sustentabilidade financeira do projeto. De acordo com essas entidades que fizeram estudos e projeções para o grupo, as condições propostas não cobrem a estrutura de custos prevista, prevendo-se a ocorrência de prejuízos crescentes, a partir de 2023, em todos os anos subsequentes da concessão, não sendo possível atingir a sustentabilidade da operação em nenhuma das situações simuladas.

O Grupo mantém a sua intenção de continuar a investir em Portugal assumindo-se como grupo de referência no setor da saúde. Apesar dos fortíssimos impactos negativos provocados na economia pela Covid-19, e muito especialmente na área da prestação de cuidados de saúde, o Grupo Lusíadas manteve, nos anos de 2020 e 2021, um plano de investimento superior a 50 milhões de euros.

Vasco Antunes Pereira, CEO do Grupo Lusíadas, sublinha “que o Grupo tinha interesse em concorrer, e em continuar o projeto, mas tendo em consideração as condicionantes do modelo proposto, no presente concurso, não conseguimos construir uma proposta sustentável que assegure a qualidade e excelência de cuidados que pautam a atuação do Grupo. O nosso compromisso com o sistema nacional de saúde mantém-se, e queremos consolidar e expandir a nossa presença no mesmo”.

Nos últimos 12 anos o Grupo Lusíadas transformou o Hospital de Cascais numa referência a nível nacional e internacional. Este ano, por exemplo, foi considerada a unidade de saúde portuguesa com melhor desempenho global, na sua categoria, pela consultora IASIST, recebendo ainda o galardão de excelência clínica na totalidade das áreas avaliadas.

A esta distinção somou-se o reconhecimento da Federação Internacional dos Hospitais que colocou o Hospital de Cascais numa lista de 103 instituições, a nível mundial, que prestaram serviços de excelência no combate à pandemia de Covid-19.

De acordo com estudos feitos por instituições governamentais, universidades e reguladores do sector, os hospitais em parceria público-privada, quando comparados com os hospitais públicos, apresentam melhores resultados. A gestão em PPP do Hospital de Cascais poupa atualmente ao Estado português 17,5 milhões de euros por ano.

Análise de dados
O valor de mercado global para a anestesia e dispositivos respiratórios deverá crescer para 20 mil milhões de dólares em 2025,...

Kevin Dang, Analista de Dados Médicos da GlobalData, comenta: "O mercado da anestesia e dos dispositivos respiratórios registou um crescimento anormal em 2020 devido à procura de ventiladores impulsionados pela pandemia COVID-19. Em 2020, o mercado global de cuidados críticos e ventiladores de transportes aumentou mais de 300%, o que fala do súbito aumento da procura de tratamento de doentes com COVID-19. No entanto, como o aumento do mercado de ventilação foi relativamente curto, a procura de mercado para a maioria dos modelos de ventilação voltou à normalidade no final de 2020. A GlobalData espera que o mercado diminua ainda mais quando a pandemia estiver sob controlo, no entanto, o aumento das recentes autorizações de 510 k para vários dispositivos neste setor proporcionará uma nova via de crescimento nos próximos anos."

Recentemente, tem havido um número notável de dispositivos médicos neste sector que receberam autorizações de FDA 510 k. Uma empresa notável é a Fisher & Paykel, que recebeu autorização para a sua Gama de Máscaras Visairo NIV em abril, um ventilador contínuo não invasivo. Isto aconteceu apenas um mês depois de a empresa ter obtido autorização para a F&P Optiflow Nasal Oxygen Cannula com amostragem de CO2, usada para entregar oxigénio nasally ao paciente.

Outras empresas que receberam 510(k) autorizações nas últimas semanas incluem Shenzhen Hexin Zondan Medical Equipment (Pulse Oximeter), Maquet Holding (SERVO-U Ventilator System), Parker Hannifin (Nitronox 0-50, Nitronox Plus 0-70, Nitronox Plus 50/50), Invacare (Platinum 5NXG Oxygen Concentrator), RespiNova (PulseHaler), Shenzhen Mindray Bio-Medical Electronics (A9 Anesthesia System, A8 Anesthesia System).

Dang conclui: "Estas novas aprovações vão criar uma oportunidade para que produtos mais inovadores entrem no mercado, o que estimulará mais investimentos nos próximos anos e proporcionará um crescimento estável para o mercado da anestesia e dispositivos respiratórios."

APIC tem nova direção
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) elegeu o cardiologista Eduardo Infante de Oliveira como presidente...

A nova direção é ainda constituída pelos cardiologistas de intervenção Rita Calé Theotónio (Secretária-Geral) e Bruno Melica (Tesoureiro). A mesa da Assembleia-Geral é presidida por Pedro de Araújo Gonçalves, tendo como vogais Joana Delgado Silva e Carlos Braga.

O objetivo da nova direção é manter a dinâmica e a qualidade da atuação desta Associação, reforçando os projetos de valorização da cardiologia de intervenção e renovando a colaboração com as associações congéneres e sociedades científicas.

“A APIC desempenha hoje um determinante papel no desenvolvimento das novas gerações de cardiologistas de intervenção, na formação contínua de toda a comunidade associada, na realização de campanhas promotoras de literacia para a saúde cardiovascular, no estímulo à investigação e produção científica, na manutenção e proteção dos registos nacionais de cardiologia de intervenção e na representação junto da tutela e dos decisores políticos na defesa da acessibilidade dos doentes aos melhores e mais adequados tratamentos.”, defende Eduardo Infante de Oliveira, presidente da APIC.

A promoção do regresso à normalidade será uma prioridade, quer nas reuniões e formações dos profissionais, quer na educação dos jovens cardiologistas, mas sobretudo na sensibilização dos utentes para a necessidade do regresso aos cuidados em ambiente hospitalar, com confiança e evitando os riscos de mais adiamentos.

“O esforço e a visão de sucessivas Direções, aliadas a uma comunidade empenhada e participante, construíram uma associação consistente, eficaz e moderna. Pretendemos honrar este legado, continuando e renovando projetos, mantendo princípios e valores. Contando com o inestimável contributo de associados e parceiros, juntos faremos a APIC crescer.”, acrescenta Eduardo Infante de Oliveira.

Um em cada quatro portugueses já recebeu a primeira dose da vacina contra a covid-19, o que representa mais de 2,5 milhões de...

Segundo o relatório semanal da vacinação, 915.246 já têm a vacinação completa com as duas doses, o que equivale a 9% da população.

No total, já foram administradas 3.483.599 doses de vacinas desde que se iniciou o plano de vacinação contra a covid-19 em 27 de dezembro de 2020. 

Por grupos etários, revela esta balano,  93% dos idosos com mais de 80 anos já receberam a primeira dose (632.941) e 82% (557.022) já concluíram a vacinação.

Na faixa entre os 65 e os 79 anos, 71% (1.137.503) também já tomou a primeira dose da vacina, percentagem que cai para apenas 7% (117.416) no que se refere à segunda toma.

O terceiro grupo mais vacinado é o das pessoas entre os 50 e os 64 anos, no qual 19% (400.759) foi vacinado com a primeira dose e 4% (88.720) tem a vacinação completa contra a covid-19, adianta ainda o relatório.

Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com mais vacinas administradas, com um total de 1.152.640, seguindo-se o Norte com 1.149.332, o Centro com 682.393, o Alentejo com 206.816, o Algarve com 129.979, a Madeira com 91.293 e os Açores com 68.047.

Desde o final de 2020, Portugal já recebeu 4.218.420 vacinas, tendo sido distribuídas pelos postos de vacinação do país e pelas regiões autónomas da Madeira e dos Açores 3.581.288 doses.

 

Dia Mundial da Higiene das Mão
No âmbito da comemoração do Dia Mundial da Higiene das Mãos, que se assinala hoje - 5 de maio, o Grupo Coordenador Local do...

Esta iniciativa, visa alertar para as precauções básicas de prevenção e controlo da infeção hospitalar, que em primeira instância assentam na incontornável questão da HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS, mas também, através da CAMPANHA ZERO, chamar a atenção dos profissionais de saúde e outros colaboradores do hospital, para determinadas opções e atitudes a adotar, tais como: não usar adornos (pulseiras, relógios de pulso, anéis, etc.), unhas pintadas e cabelos compridos soltos, durante a prestação de cuidados, fatores promotores de transmissão de infeção, e por conseguinte, de risco acrescido para a saúde e segurança do doente, dos profissionais e das suas famílias.

Após um ano, em que todas as atenções estiveram centradas na questão da transmissão de infeção, devido à alta contagiosidade da covid-19, com os hospitais a terem de se adaptar a novas rotinas / procedimentos de trabalho e a técnicas de desinfeção sem precedentes, o CHUCB não poderia deixar de assinalar este dia, relevando a atuação dos seus profissionais, através de mais uma dinâmica inclusiva e pedagógica.

De acordo com o GCL-PPCIRA, no ano de 2020 o CHUCB registou uma taxa de adesão global à higienização das mãos superior à média nacional, “as nossas unidades de saúde - Covilhã e Fundão - registam uma taxa de adesão de 86,30%, ou seja, uma taxa superior face à média nacional, que se situou em 82,70%, sendo que o grupo profissional que revelou maior índice de adesão foi o de enfermagem”. Os valores alcançados foram mensurados tendo em consideração os 5 momentos instituídos para a higienização das mãos, designadamente: antes do contacto com o doente, antes do procedimento asséptico, depois de risco de exposição a fluídos, depois de contacto com o doente e depois de contacto com o ambiente do doente.

Recorde-se que a monitorização da prática da higiene das mãos nas unidades de saúde teve início em 2009, após a adesão de Portugal à Campanha de Higiene das Mãos preconizada pela OMS, sob o mote “medidas simples - salvam vidas”. Contudo, já em 2008, o CHUCB era percursor nesta matéria, no seguimento de um projeto de investigação da Enfermeira Ana Rita Rojão, que integrou o programa da OMS dedicado à prevenção e controlo de infeção hospitalar, e que permitiu implementar na instituição diversas estratégias de higienização das mãos, tornando este Centro Hospitalar, entidade pioneira na aplicação das guidelines da OMS.

Alguns anos mais tarde, o CHUCB fez também parte, com sucesso, do programa STOP INFEÇÃO HOSPITALAR, projeto piloto implementado em apenas 12 hospitais públicos do país, que visou reduzir em 50% a incidência das infeções hospitalares, num período de três anos.

As infeções associadas a cuidados de saúde, são um problema sério de saúde pública, pois aumentam a morbilidade e a mortalidade, prolongam os internamentos e agravam os custos em saúde. Acentuam a necessidade de utilização de antibióticos, inviabilizam a qualidade dos cuidados e são a principal ameaça à segurança dos cidadãos.

Medida ajuda a prevenir as infeções e a transmissão de microrganismos
As unidades de saúde melhoraram o cumprimento da higiene das mãos em 2020, em relação a 2019, acentuando a trajetória de...

De 2019 para 2020, triplicou a utilização de solução alcoólica para as mãos. Estas medidas, que concorrem para prevenir as infeções e a transmissão de microrganismos, contribuíram para reduzir o consumo de antibióticos no último ano e para manter a sua eficácia.

No que se refere à vigilância das infeções, houve uma redução importante de múltiplas infeções associadas a cuidados de saúde entre 2018 e 2019, por exemplo nas infeções após cirurgia ortopédica, após cesariana ou em serviços de medicina intensiva.

No que se refere ao consumo de antibióticos, Portugal situa-se muito próximo da média europeia em termos de consumo global de antibióticos em ambulatório e, entre janeiro e setembro de 2020, face ao período homólogo de 2019, a dispensa destes medicamentos nas farmácias comunitárias desceu 20%. O consumo de classes de antibióticos mais indutoras de seleção de bactérias resistentes a estes fármacos, nomeadamente quinolonas e carbapenemes, tem também diminuído progressivamente em Portugal.

Estes dados são revelados no Dia Mundial da Higiene das Mãos e demonstram a importância de alguns dos hábitos reforçados ao longo da pandemia por COVID-19. Este dia é assinalado pela Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional de Prevenção de Infeções e de Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA), em conjunto com a Direção-Geral da Educação (DGE).

Este ano foi preparada uma ampla campanha de sensibilização para a importância da higiene das mãos, associada à Campanha da Organização Mundial da Saúde, que tem como mote “Higiene das Mãos: segundos que salvam vidas”.

Além da higiene das mãos, que aumentou 21% desde 2009, ano a partir do qual se iniciou a monitorização do cumprimento a nível nacional, existem outros indicadores com evolução muito positiva entre 2019 e 2020, nomeadamente ao nível da higienização de superfícies (3,9%), cumprimento de medidas de etiqueta respiratória (5,1%) ou o consumo de solução alcoólica. O somatório destas medidas contribuiu para reduzir o consumo de antibióticos na comunidade.

Este ano, a DGS e a DGE colocaram o foco nos cidadãos e, em particular nas crianças e jovens, como executores desta boa prática e também como transmissores da mensagem nos seus vários âmbitos (familiar, escolar, redes de amigos), de modo ativo e através de diversas gerações.

 

Boletim Epidemiológico
Nas últimas 24 horas, registaram-se duas mortes associadas à Covid-19 e mais 387 novos casos de infeção. Há mais um doente...

Segundo o boletim divulgado, há duas mortes assinalar em todo o território português, desde ontem: uma na região de Lisboa e Vale do Tejo e outra na região Centro.  As restantes regiões do país, inclusive as regiões Autónomas da Madeira e Açores, não têm mortes a lamentar.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 387 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 88 novos casos e a região norte 171. Desde ontem foram diagnosticados mais 59 na região Centro, 12 no Alentejo e 14 no Algarve. Quanto às regiões autónimas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 23 infeções e nos Açores 20.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 297 doentes internados, mais um caso que ontem. No entanto, as unidades de cuidados intensivos contam agora com menos quatro doentes internados. Atualmente, estão em UCI 83 pessoas.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 513 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 798.414 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 22.705 casos, menos 128 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 833 contactos, estando agora 22.723 pessoas em vigilância.

Esteja atento aos sintomas
A Hipertensão Pulmonar é uma doença rara e debilitante, mas que tem tratamento.
Cansaço e falta de ar em esforço como sintomas principais da Hipertensão Pulmonar

Pouco conhecida ou subvalorizada, a Hipertensão Arterial Pulmonar é uma patologia que, embora grave, quando diagnosticada precocemente conta com as melhores perspetivas de tratamento. No entanto, com uma sintomatologia insidiosa, é frequente, passarem-se vários anos desde a instalação dos primeiros sintomas ao diagnóstico final. Por isso, hoje chamamos a atenção para a problemática. É que apesar de tudo, e de acordo com Rui Batista, Diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, esta  “é uma área que tem tido uma evolução fantástica nos últimos 20 anos e, portanto, mesmo sendo diagnosticado com HAP, existem inúmeras estratégias que nós podemos aplicar para melhorar a sua qualidade de vida, a sua capacidade funcional e o seu prognóstico, pelo que a equipa dos centros de tratamento estará sempre ao lado dos doentes para melhorar todos os aspetos relacionados com a sua doença”.

Mas afinal o que é a Hipertensão Arterial Pulmonar e a que sinais deve estar atento?

Segundo o especialista, “a HAP consiste numa doença que surge ao nível das muito pequenas artérias do pulmão, que transportam o sangue do ventrículo direito, através do pulmão para ser oxigenado, para o ventrículo esquerdo. Quando temos doença, a parede destas artérias, que habitualmente é fina, vai começar a engrossar e a obstruir o lúmen das artérias. Esta obstrução progressiva do lúmen das artérias vai levar a que a área por onde o sangue vai passar vai sendo cada vez mais pequena. Isto vai levar a que o ventrículo direito cada vez tenha mais dificuldade em fazer atravessar o sangue, através dos pulmões, para o ventrículo esquerdo. Isso vai levar a que o ventrículo direito comece a inchar e que o doente comece a cansar-se cada vez mais”.  Em casos mais graves, explica o médico, “uma síndroma denominada insuficiência cardíaca direita que é caracterizada por inchaço da barriga, inchaço das pernas e um tom azulado da pele e das mucosas”.

Entre as principais causas, sabe-se que as doenças autoimunes, como a esclerose sistémica ou lúpus eritematoso sistémico, assim como as cardiopatias congénitas (doenças de nascença do coração) são as patologias que mais condicionam o seu desenvolvimento. Mas não são as únicas: há ainda “causas associadas a doenças graves do fígado (a hipertensão portopulmonar), em alguns casos atóxicos (nomeadamente medicamentos para perder peso populares nos anos 80 e 90 derivados das anfetaminas), e depois causas familiares que passam de pais para filhos”.

“Em alguns casos, nós não percebemos porque é que o doente desenvolve HAP, e a essa forma chamamos de HAP idiopática”, acrescenta o especialista.

Cansaço, falta de ar em esforço, uma coloração azulada da pele dos lábios e das mucosas, desmaios de esforço e, posteriormente, inchaço do abdómen e dos membros inferiores são os principais sintomas da doença.

Apesar de poder surgir em qualquer idade, mesmo em idade pediátrica, é mais frequente em indivíduos entre os 20 e os 50 anos.

“O seu diagnóstico é feito com recurso a técnicas de diagnóstico facilmente disponíveis, nomeadamente, o ecocardiograma. O ecocardiograma, que é um exame não invasivo (uma ecografia ao coração) permite identificar doentes com uma possível HP e, a partir daí, podem ser realizados outros exames para confirmar ou não o diagnóstico”, explica o Diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga.

“Mesmo sendo diagnosticado com HAP, existem inúmeras estratégias que nós podemos aplicar para melhorar a sua qualidade de vida”

Para além das mudanças no estilo de vida, os doentes com hipertensão pulmonar podem necessitar de tomar medicamentos para tornar o sangue mais líquido, outros, oxigénio.

“No entanto, e felizmente, nos últimos 20 anos foram desenvolvidos vários fármacos que podem mudar completamente o prognóstico dos doentes com HAP. Estes fármacos, denominados vasodilatadores pulmonares, só são fornecidos a nível hospitalar e permitem dilatar as artérias do pulmão. Esta dilatação das artérias do pulmão vai levar a que o sangue tenha mais facilidade em passar do ventrículo direito para o ventrículo esquerdo. Muitos destes fármacos são orais, em comprimidos, mas alguns deles são administrados por nebulizações, sendo inalados, enquanto outros são parentéricos, isto é, são administrados através de infusões - ou subcutâneas, como a insulina, ou até endovenosas, através de bombas de perfusão contínua”, explica o especialista adiantando que, em casos mais graves, os doentes podem necessitar de um transplante pulmonar.

“O transplante pulmonar é uma estratégia curativa para a HAP e que permite ao doente recuperar uma vida normal exceto, naturalmente, as limitações decorrentes do transplante pulmonar”, acrescenta.

Tive de passar a fazer apenas o que o meu corpo permite e não “esticar a corda”

Manuela Gonçalves Pereira descobriu que sofria de Hipertensão Pulmonar aos 40 anos. Até lá, admite, nunca deu importância aos sintomas sugestivos da doença. “Não sou de me queixar muito, tendo-me acomodado, e até disfarçado, em relação ao sintoma principal, que era o cansaço. Diria mesmo que me adaptei”, comenta adiantando que apenas “um ou dois anos” depois, e após “um cansaço progressivo”, decidiu procurar ajuda médica.

Entre os principais sintomas, Manuela Gonçalves Pereira recorda, para além do cansaço, “fraqueza, batimentos cardíacos acelerados, dificuldade em respirar, perda de apetite e algum emagrecimento”. No entanto, como sofre de hipotiroidismo, e viu uma reportagem “sobre a relação dos problemas de tiroide com patologias cardíacas, cujos sintomas coincidiam de certo modo com os que eu sentia”, concluiu que estava na hora de ir ao médico.

Com a realização, entre outros exames, de um ecocardiograma foi possível, rapidamente, concluir o diagnóstico.

No entanto, como nunca tinha ouvido falar na patologia, admite que não lhe deu grande importância. “Cheguei até a pensar que hipertensão pulmonar fosse algo relacionado com tensão alta. Daí não ter dado grande importância ao relatório médico da clínica de cardiologia onde fiz o ecocardiograma, embora quando me foi entregue o relatório me tivessem alertado para procurar ajuda médica com algum carácter de urgência”, diz.

Felizmente, afirma, “não encontrei dificuldades nem antes nem depois do diagnóstico. Mas reconheço que tive sorte com os profissionais da saúde a quem fui pedir ajuda. Em primeiro lugar, com o meu médico de família, que é muito cuidadoso e informado, e depois com a pneumologista que já me acompanhava devido às minhas alergias e asma”.

Referenciada para o Hospital de Coimbra, um dos centros de referência de Hipertensão Pulmonar do país, Manuel deu início ao tratamento que lhe permitiu, mais tarde, melhorar a qualidade de vida.

“Comecei por tomar um medicamento hospitalar específico para esta patologia, um anticoagulante para prevenir embolias pulmonares, e um diurético para evitar retenção de líquidos e, assim, poupar esforço ao coração. Mas sempre de olhos postos na cirurgia, endarterectomia pulmonar, que, felizmente, aconteceu poucos meses depois do diagnóstico. Esta cirurgia, potencialmente curativa, veio melhorar a minha qualidade de vida e abrandar significativamente a progressão da doença. Mas não me curou”, comenta considerando a sua evolução clínica “satisfatória”, uma vez que permite que faça o que gosta, “não obstante ter tido outros episódios que, por vezes, exigem procedimentos médicos e implicam algumas chatices e recuos. Mas faz parte do processo de viver”.


Manuela Gonçalves Pereira chegou  a pensar que hipertensão pulmonar fosse algo relacionado com tensão alta e recorda um episódio em que "um médico conhecido que não sabia o que era hipertensão pulmonar e que, quando soube que eu tinha HP, me questionou com algum espanto e até com dúvidas de que fosse uma doença assim tão “importante”.

Entre os principais “ajustes” que teve de fazer no seu estilo de vida, revela que teve de abrandar, chegando a cancelar novos projetos. “Há também algumas tarefas domésticas que não posso executar, porque fico cansada (mas isso até dá jeito) ou então aqueles projetos criativos que inventamos para as nossas casas e que não posso desenvolver, porque implicam esforço físico e, claro, cansaço”, acrescenta.

De um modo geral, teve de “adoptar um estilo de vida adaptado à minha condição, ou seja, mais calmo, com uma alimentação consciente, ter horários mais disciplinados para dormir, não praticar desportos que envolvam esforço físico, não me meter em grandes aventuras, não carregar pesos, evitar situações agitadas e de tensão e, claro, tomar medicação, apesar de alguns efeitos secundários aos quais também tive que me adaptar. Mas a vida é assim mesmo e para a frente é que é o caminho!”, afirma.

No âmbito do Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar, Manuela Gonçalves Pereira, deixa uma mensagem positiva a outros doentes: “Nenhum doente é a doença, mas sim a sua atitude perante a vida. E a vida é a única experiência verdadeira e completa acessível a todos, independentemente da condição de cada um. A vida é para ser vivida com gratidão, porque temos sempre motivos para ser gratos. Por isso, não podemos correr o risco de ser descrentes, de cair numa crise de esperança, nem de nos deixarmos afundar no pessimismo, porque há uma coisa que é transversal a tudo e que a doença não constitui qualquer obstáculo, que é o amor. Até o amor pela própria ciência, que há-de encontrar uma cura para a hipertensão pulmonar”.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Something in Hands é uma spin-off desta faculdade
Maria Helena Garcia, professora do Departamento de Química e Bioquímica (DQB) da Faculdade de Ciências da Universidade de...

A Something in Hands visa desenvolver novos medicamentos para o tratamento dos cancros metastáticos, em particular do cancro da mama triplo negativo (TNBC), o mais agressivo de todos os tipos de cancro da mama e para o qual ainda não existe um tratamento específico ou eficaz.

O medicamento que está a ser desenvolvido por estas cientistas no âmbito do projeto RuPharma está em processo de obtenção de prova de conceito sobre a sua eficácia contra metástases de cancro da mama triplo negativo. A prova de conceito do precursor do fármaco já foi obtida com extrema eficácia contra metástases nos principais órgãos - coração, pulmão, fígado e rins - e redução do tumor principal em metade do volume. O medicamento destina-se ao mercado mundial. Em 2018 os custos com terapias para o cancro da mama rondavam os 16.228 milhões de dólares (cerca de 13.473 milhões de euros).

“É uma nova empresa focada no desenvolvimento de metalofármacos inovadores para terapia dirigida ao cancro. A nossa principal área de atuação são os cancros metastáticos, para os quais ainda há poucas, e muito limitadas, opções terapêuticas. O investimento da Portugal Ventures vem contribuir para o desenvolvimento do nosso projeto de cancro da mama triplo negativo, que já se encontra em fase de consolidação da prova de conceito de um dos nossos metalofármacos protegidos por uma patente internacional”, contam as cientistas.

O principal problema associado ao tratamento destes tipos de cancro deve-se à ineficácia dos fármacos contra as metástases. A ocorrência de metástases está associada à alta mortalidade por cancro. A descoberta de um fármaco eficaz para o tratamento das metástases constitui uma grande revolução na quimioterapia.

call INNOV-ID foi concretizada através de um fundo de capital de risco gerido pela Portugal Ventures, em parceria com a ANI - Agência Nacional de Inovação, com a PME Investimentos e a Startup Portugal, com tickets a variar entre um valor mínimo de 50 mil euros, até ao máximo de 100 mil euros. A Portugal Ventures recebeu 117 candidaturas em apenas um mês. Estas candidaturas foram apresentadas num esforço conjunto entre os empreendedores/investigadores e os Ignition Partners Network da Portugal Ventures, rede da qual o Tec Labs – Centro de Inovação da Ciências ULisboa faz parte.

O programa INNOV-ID foi lançado em 2020 com o objetivo de promover o acesso ao financiamento de capital de risco para projetos de âmbito científico e tecnológico, nas fases de Pre-seed, Seed ou Early-Stage. Os projetos elegíveis já estavam a desenvolver tecnologia, mas ainda em fase de protótipo, prova de conceito ou validação de produto/mercado.

Sessão organizada pela UOC - Unidade de Oftalmologia de Coimbra
Os especialistas Joaquim Murta, Guilherme Castela e Filipa Ponces, da UOC, e Ana Rosa Pimentel, cirurgiã brasileira, vão estar...

A sessão é gratuita e vai acontecer a partir das 21h00, na página de Facebook da UOC – Unidade de Oftalmologia de Coimbra, em www.facebook.com/UnidadedeOftalmologiadeCoimbra. Os interessados vão poder colocar as questões através da caixa de comentários da página.

A responder às questões estarão os oftalmologistas Joaquim Murta (que moderará a conversa) e três reputados especialistas internacionais neste tema: Guilherme Castela e Filipa Ponces, ambos da UOC, e a convidada Ana Rosa Pimentel, especialista radicada em Belo Horizonte, Brasil. Em conjunto, irão esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto.

O rejuvenescimento da região periorbitária (nas pálpebras e em redor dos olhos) é um procedimento cada vez mais procurado e que visa combater os sinais de envelhecimento do rosto. Entre os processos utilizados estão procedimentos cirúrgicos, como a blefaroplastia, mas também procedimentos menos invasivos, que envolvem técnicas não cirúrgicas e que podem ser realizadas em ambiente de consultório.

Apesar de ser uma área partilhada com outras especialidades médicas, o cirurgião oculoplástico dispõe de todas as condições para poder oferecer as melhores soluções estéticas, com todas as garantias médicas e oftalmológicas.

Esta é a segunda sessão de uma iniciativa inovadora da UOC - Unidade de Oftalmologia de Coimbra, que visa aproximar os médicos dos doentes através dos meios digitais. Em breve, outros especialistas da clínica irão protagonizar sessões com temas diversos.

 

Que abordagem jurídica à violência na deficiência?
A Associação Portuguesa de Neuromusculares (APN) está a promover um ciclo de sessões online, dedicadas à prevenção de fenómenos...

Joaquim Brites, presidente da APN, afirma: “Na sua generalidade, as pessoas com deficiência ou algum tipo de incapacidade experienciam fatores de risco que aumentam a sua vulnerabilidade e exposição a situações de violência.”

 Nesta mesa-redonda serão lançadas questões como: “Sou vítima, e agora?” e “Qual a intervenção psicológica no ciclo da violência”, além de uma reflexão sobre os procedimentos de um processo-crime nestas circunstâncias.

No final, haverá ainda espaço para perguntas da audiência.

“Com esta iniciativa, queremos promover o diálogo, a partilha e o debate sobre esta problemática, para que todos possamos ser, de maneira geral, cidadãos mais bem informados sobre os diferentes tipos de violência na deficiência”, acrescenta Joaquim Brites.

A iniciativa é realizada no âmbito do Projeto (IN)Segurança na Deficiência, e cofinanciada pelo Programa de Financiamento a Projetos, do INR, IP, de 2021, destinando-se a todas as pessoas com deficiência e incapacidade, aos seus familiares e cuidadores, e também à comunidade em geral.

A participação é gratuita, mas requer uma inscrição prévia: https://forms.gle/yFn7zLfWnQA49j4h7

 Depois de efetuada a inscrição, será enviado um e-mail com o link de acesso ao webinar.

 

Terapêutica oral em investigação para o tratamento da COVID-19
A MSD anunciou a celebração de acordos não exclusivos de licenciamento voluntário de molnupiravir com cinco produtores de...

“A escala de sofrimento humano na Índia é neste momento devastadora e é evidente que mais deve ser feito para aliviar esta realidade. Estes acordos, em que estamos a trabalhar à medida que estudamos molnupiravir, ajudarão a acelerar o acesso a molnupiravir na Índia e em todo o mundo” sublinhou Kenneth C. Frazier, Chairman e CEO da MSD. “Continuamos empenhados em contribuir para uma resposta global que possa trazer algum conforto para as pessoas na Índia e que, em última análise, possa terminar com a pandemia.”

Estes acordos foram celebrados com a CIPLA Limited, Dr. Reddy’s Laboratories Limited, Emcure Pharmaceuticals Limited, Hetero Labs Limited e Sun Pharmaceutical Industries Limited – cinco companhias de genéricos com fábricas habilitadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e experiência como fornecedores a entidades globais e a países de rendimento médio-baixo.

Estes acordos determinam que a empresa conceda licenças a estes produtores para o fornecimento de molnupiravir à Índia e a mais de 100 países de rendimento médio-baixo. A MSD está também em negociações com a Medicines Patent Pool para explorar o potencial de licenças adicionais.

Por outro lado, faz saber, em comunicado, que vai doar ainda equipamento de oxigénio, máscaras, higienizadores de mãos e ajuda financeira no valor de $ 5 milhões para ajuda humanitária à Índia.

 

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