Opinião
Comemora-se hoje o Dia Mundial de Lúpus.

Maria, andas mais preguiçosa nestes últimos tempos...

Eles não sabem que mesmo quando a doença não aparece na face, é o cansaço, muito cansaço, que só é minorado com uma grande força interior. Os médicos preocupam-se muito, e bem, com os órgãos muito importantes, como o rim, mas até se esquecem, ou fingem que se esquecem, de nos falar do cansaço. Talvez não tenham, ainda, meios para nos acudir. Eu sei que já tive um cansaço enorme e foi vencido com o tratamento que fiz, mas há o outro cansaço, às vezes dizem que é fibromialgia. Vejo que os médicos ficam atrapalhados por não terem nomes para os nossos diferentes cansaços. Ah, se houvesse uma “Clínica do Cansaço” eficaz e honesta...

Tem havido novidades muito importantes na área dos medicamentos para o Lúpus Eritematoso Sistémico (LES). Como sabem há um lúpus que se manifesta apenas na pele enquanto o LES pode atingir qualquer órgão. Após a aprovação do primeiro medicamento há meia dúzia de anos, o mesmo foi agora aprovado para o atingimento renal do lúpus, enquanto outro aguarda aprovação e alguns estão em avaliação em ensaios clínicos.

Sabes, hoje o meu médico do lúpus propôs-me para participar num ensaio clínico e eu não sei que faça, disse a Liliana para o seu amigo Carlos, um jovem médico. Trouxe aqui uns papéis para ler, mas continuo muito confusa. Fala em muitos riscos e a mim parece que me estão a querer fazer de cobaia, que dizes? Sabes os medicamentos não aparecem do acaso, é preciso muita investigação sobre as alterações no nosso corpo que levam à doença e depois mais investigação para criar moléculas que tentem corrigir o que está mal, depois mais investigação para ver o efeito em animais com doenças parecidas com as nossas e só depois alguns desses fármacos chegam aos ensaios clínicos nos humanos. E todo este processo é vigiado pelas autoridades competentes para minimizar os riscos. É o único caminho para termos novos medicamentos para o lúpus, não se podem inventar do nada. E riscos, Liliana, é o que vivemos todos os dias, não há vida sem riscos: mesmo atravessando na passadeira, com luz verde para o peão é possível, e tem acontecido, sermos atropelados...

Lembro-me uma vez de um doente com um LES e com quem tinha uma grande empatia, condição essencial para o sucesso na luta contra a doença. Um dia abria ele já a porta da consulta para sair quando volta para trás e me pergunta “doutor quando é que me cura?” Não estava a ser agressivo ou irónico, simplesmente perguntava como se perguntasse sobre a data da próxima consulta, e eu não caí porque estava sentado! Para mim era tão óbvio que não temos cura para o lúpus, assim como para a diabetes, a hipertensão e tantas e tantas outras doenças crónicas, que não me passava pela cabeça falar de cura aos meus doentes. Não os podia enganar. Então, atrasando irremediavelmente as consultas seguintes, convidei-o a sentar e expliquei-lhe como se fosse a primeira consulta o que podíamos esperar do lúpus e o que eu, a medicina atual, lhe podia oferecer. Não a cura (mas será mesmo que não devemos pensar, ambicionar, sonhar? Não é o sonho que comanda a vida?!), mas o controlo da doença de tal forma que o doente possa viver uma vida normal em qualidade e com a mesma esperança de vida como qualquer outra pessoa sem lúpus. É isso que devemos lutar por alcançar, o médico (e todo o sistema de saúde) e o doente juntos.

Oh pá, dizia o Ricardo para a Maria na associação de doentes com lúpus, isto de ter uma doença de mulheres chateou-me bem quando me disseram pela primeira vez. Mas já estou bem, larguei devagarinho a cortisona e até estou a esquecer-me de tomar o Plaquinol, é amargo que se farta! Olha, olha, cuidado Ricardo, o meu médico costuma dizer que o Plaquinol é amargo, mas não fura o estomago como alguns outros bem docinhos. E está sempre a dizer que o Plaquinol é o nosso melhor seguro de saúde, porque acalma o lúpus e melhora a nossa qualidade de vida. Só temos de vigiar alguns efeitos que podem acontecer, como nos olhos. Por isso não pares de tomá-lo!

Pois é verdade, alguns doentes lúpicos param a medicação sem indicação do médico e podem arranjar problemas sérios, evitáveis. Lembro a cortisona que não pode ser parada de repente, o Plaquinol e outros. Se não sabe sobre o assunto peça ao médico ou à enfermeira/o da consulta de doenças autoimunes, de reumatologia, ou nefrologia que lhe fale sobre isto e que lhe dê algum folheto sobre o assunto.

Bom dia do lúpus Raquel e todos vós, doentes e famílias.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Efeitos colaterais
A Agência Europeia de Medicamentos divulgou sexta-feira que está a procurar mais informações sobre casos de miocardite e...

O PRAC também pediu à Moderna para monitorizar casos semelhantes com a sua vacina, que como a Comirnaty baseia-se também na tecnologia mRNA e fornece uma análise detalhada dos acontecimentos no seu próximo relatório de segurança. O PRAC irá então "ponderar se alguma outra ação regulamentar é necessária". Num comunicado conjunto, a Pfizer e a BioNTech disseram que apoiariam a revisão da EMA, mas que também não viram qualquer indicação de uma ligação causal depois de mais de 450 milhões de doses da sua vacina terem sido administradas globalmente.

Casos em Israel em análise

O pedido surge na sequência de um relatório inédito que indica que o Ministério da Saúde israelita estava a analisar uma possível ligação entre a vacina da Pfizer e a BioNTech e várias dezenas de casos de miocardite. O relatório divulgado diz que, dos mais de 5 milhões de pessoas vacinadas em Israel, registaram-se 62 casos de miocardite nos dias seguintes. 56 deles ocorreram após a administração da segunda dose, maioritariamente em homens com menos de 30 anos. Enquanto a grande maioria destes casos foram tratados recebendo alta hospitalar, dois pacientes morreram, incluindo uma mulher de 22 anos e um homem de 35 anos.

Os funcionários do ministério que autorizou o documento sugeriram que "uma possível razão para a falta de descobertas semelhantes noutros países foi a baixa taxa de vacinação entre os jovens". O relatório constatou que, dos que receberam a segunda dose, 1 em cada 100.000 tinham possíveis efeitos secundários da miocardite, embora esse número tenha subido para 1 em 20.000 entre os 16 e os 30 anos.

Após a divulgação do relatório israelita no final do mês passado, Rochelle Walensky, diretora do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), afirmou que a sua agência não viu uma ligação entre a inflamação cardíaca e as vacinas COVID-19, "e nós realmente procurámos intencionalmente o sinal nas mais de 200 milhões de doses que demos". Acrescentou que o CDC está em contacto com o Departamento de Defesa dos EUA sobre a sua sonda de 14 casos de miocardite entre pessoas que foram vacinadas através dos serviços de saúde das forças armadas.

Inchaço facial, síndrome de Guillain-Barré

Entretanto, o PRAC disse que também concluiu a sua análise relativamente a um sinal de inchaço facial com Comirnaty e acredita que "existe pelo menos uma possibilidade razoável de uma associação causal" entre a vacina e os casos deste evento em particular em pessoas com histórico de preenchimento dérmicos. Recomenda-se que o inchaço facial nas pessoas que receberam injeções dérmicas de enchimento seja incluído na lista de efeitos secundários da vacina, mas que o equilíbrio de risco de benefício da Comirnaty permanece inalterado.

Além disso, o PRAC está a analisar os dados fornecidos pela AstraZeneca sobre casos de síndrome de Guillain-Barré (GBS) relatados após algumas pessoas receberem a Vaxzevria. O painel de segurança da EMA observou que o GBS foi identificado durante o processo de autorização de introdução no mercado como um possível efeito colateral que requer um controlo específico da segurança. Pede agora à AstraZeneca que forneça mais dados pormenorizados, incluindo uma análise de todos os casos relatados, quando o farmacêutico apresentar o seu próximo relatório de segurança pandemia.

Por fim, o PRAC observou que terminou a sua revisão de coágulos sanguíneos incomuns com plaquetas de sangue baixas com a vacina COVID-19 da Johnson & Johnson Ad26.COV2.S, reiterando que os seus benefícios superam quaisquer riscos potenciais. No entanto, está a refinar o aviso sobre trombose com síndrome da trombocitopenia no rótulo da vacina para incluir conselhos de que os pacientes que são diagnosticados com trombocitopenia no prazo de três semanas após a vacinação devem ser investigados ativamente por sinais de trombose. Efeitos colaterais semelhantes foram relatados com Vaxzevria.

 

Vacina incluída no programa COVAX
A Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou na sexta-feira a vacina COVID-19 da Sinopharm para uso de emergência, abrindo...

A vacina contra o vírus adjuvante e inativada da Sinopharm, administrada como duas doses com 21 a 28 dias de intervalo, já foi autorizada pelos reguladores da China e de outros países nos últimos meses. No entanto, a empresa chinesa divulgou muito poucos dados publicamente, para além de alguns números de eficácia para o BBIBP-CorV, que foi desenvolvido pelo seu Instituto de Produtos Biológicos de Pequim. A Sinopharm também tem outra vacina COVID-19, apelidada de WIBP-CorV, desenvolvida pelo Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan. A OMS teve acesso aos dados antes do seu anúncio, mas existem dados limitados sobre como o BBIBP-CorV funcionará contra as variantes SARS-CoV-2.

Eficácia de 78,1% em ensaios em vários países 

A Sinopharm realizou o estudo de segurança da fase I/II COVIV-01 e o estudo-piloto de imunobridging da fase III COVIV-05 do BBIBP-CorV na China, registando cerca de 2100 participantes em cada um. Também conduziu outro ensaio da Fase III, apelidado de COVIV-02, testando tanto o BBIBP-CorV como o WIBP-CorV nos Emirados Árabes Unidos, o Bahrein, o Egito e a Jordânia. O julgamento envolveu 45.000 adultos saudáveis no total. Após um acompanhamento mediano de 112 dias, os dados provisórios sugerem que o BBIBP-CorV teve uma taxa de eficácia da vacina de 78,1%, com 21 casos de COVID-19 no grupo BBIBP-CorV e 95 casos entre os que receberam placebo, de acordo com um documento de avaliação divulgado pelo Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas da OMS sobre Imunização (SAGE).

A vacina também tinha uma taxa de eficácia de 78,7% na prevenção de hospitalizações devido ao COVID-19, com três casos no grupo BBIBP-CorV e 14 casos de placebo. O documento SAGE também mostrou dois casos graves de COVID-19 no grupo placebo, e nenhum dos que obtiveram a vacina de Sinopharm, mas a eficácia não foi estimada.

"Baixa confiança" na eficácia dos idosos

No documento de avaliação, a SAGE disse ter um "elevado nível de confiança" de que o BBIBP-CorV protege as pessoas entre os 18 e os 59 anos, mas que tinha apenas um "baixo nível de confiança" no que diz respeito à eficácia da vacina entre os 60 ou mais anos. Em termos de segurança, os membros da SAGE disseram estar "moderadamente confiantes" de que o risco de eventos adversos graves na sequência de uma ou duas doses de BBIBP-CorV em adultos dos 18 aos 59 anos é baixo, mas tinham "muito pouca confiança" nos dados disponíveis sobre efeitos colaterais graves no grupo de mais de 60 anos. Os membros da SAGE também disseram ter "muito pouca confiança" na qualidade dos elementos de prova do BBIBP-CorV, tanto em termos de segurança como de eficácia, para utilização em pessoas com co-morbilidades ou estados de saúde que os colocam em maior risco para o COVID-19 grave.

Entretanto, o acesso à vacina poderá melhorar ainda mais na próxima semana, quando a OMS considerar o CoronaVac, uma vacina feita pelo farmacêutico chinês Sinovac. Andrea Taylor, que analisa dados globais sobre vacinas no Duke Global Health Institute, disse que a potencial adição de duas vacinas chinesas no programa COVAX pode "realmente mudar o panorama do que é possível nos próximos meses", acrescentando que dada "a situação neste momento... para os países de baixo e baixo rendimento médio... quaisquer doses que podemos sair valem a pena mobilizar.

Nova abordagem permite observar processos biológicos em segundos
Para observar os sinais neuronais rápidos num cérebro de peixe, os cientistas começaram a usar uma técnica chamada microscopia...

Agora, os cientistas do Laboratório Europeu de Biologia Molecular (sigla em inglês, EMBL) combinaram algoritmos de inteligência artificial (IA) com duas técnicas de microscopia de ponta – um avanço que encurta o tempo, de dias a meros segundos, do processamento de imagem, garantindo ao mesmo tempo que as imagens resultantes são nítidas e precisas. Os resultados são publicados na Nature Methods.

"Em última análise, conseguimos tirar 'o melhor dos dois mundos' nesta abordagem", diz Nils Wagner, um dos dois principais autores do artigo e agora doutorado na Universidade Técnica de Munique. "A IA permitiu-nos combinar diferentes técnicas de microscopia, para que pudéssemos imaginar tão rápido quanto a microscopia de campo claro permite e chegar perto da resolução de imagem da microscopia de folhas de luz."

Embora a microscopia de folhas claras e a microscopia de campo leve pareçam semelhantes, estas técnicas têm diferentes vantagens e desafios. A microscopia de campo leve captura grandes imagens 3D que permitem aos investigadores rastrear e medir movimentos notavelmente finos, como o coração de uma larva de peixe, a altas velocidades. Mas esta técnica produz quantidades massivas de dados, que podem levar dias a processar, e as imagens finais geralmente carecem de resolução.

As microscopias de folhas luminosas num único plano 2D de uma dada amostra de uma dada amostra de cada vez, para que os investigadores possam imagem de amostras em resolução mais elevada. Em comparação com a microscopia de campo leve, a microscopia de folhas de luz produz imagens que são mais rápidas a processar, mas os dados não são tão abrangentes, uma vez que apenas captam informações de um único plano 2D de cada vez.

Para tirar partido dos benefícios de cada técnica, os investigadores da EMBL desenvolveram uma abordagem que usa microscopia de campo leve para imagem de grandes amostras 3D e microscopia de folhas de luz para treinar os algoritmos de IA, que depois criam uma imagem 3D precisa da amostra.

"Se você constrói algoritmos que produzem uma imagem, você precisa verificar se estes algoritmos estão construindo a imagem certa", explica Anna Kreshuk, a líder do grupo EMBL cuja equipa trouxe experiência de aprendizagem automática ao projeto. No novo estudo, os investigadores usaram microscopia de folhas claras para garantir que os algoritmos de IA funcionavam, diz Anna. "Isto faz com que a nossa pesquisa se destaque do que foi feito no passado."

Robert Prevedel, o líder do grupo EMBL cujo grupo contribuiu com a nova plataforma híbrida de microscopia, nota que o verdadeiro estrangulamento na construção de melhores microscópios muitas vezes não é a tecnologia ótica, mas a computação. Por isso, em 2018, os dois investigadores decidiram unir forças. "O nosso método será realmente fundamental para as pessoas que querem estudar como o cérebro computa. O nosso método pode imaginar um cérebro inteiro de uma larva de peixe, em tempo real", diz Robert.

Robert e Anna dizem que esta abordagem poderia potencialmente ser modificada para trabalhar com diferentes tipos de microscópios também, eventualmente permitindo que os biólogos olhassem para dezenas de espécimes diferentes e vissem muito mais, muito mais rapidamente. Por exemplo, poderia ajudar a encontrar genes que estão envolvidos no desenvolvimento do coração, ou poderia medir a atividade de milhares de neurónios ao mesmo tempo.

Em seguida, os investigadores planeiam explorar se o método pode ser aplicado a espécies maiores, incluindo mamíferos.

O coautor do estudo Fynn Beuttenmüller, um estudante de doutoramento no grupo Kreshuk na EMBL Heidelberg, não tem dúvidas sobre o poder da IA. "Os métodos computacionais continuarão a trazer avanços excitantes à microscopia."

 

Testemunho - Dia Mundial do Lúpus
Chamo-me Isabel Marques fui diagnosticada em 2004 com lúpus sistémico disseminado com incidência no

Esta é uma doença muito incapacitante. Ao longo destes anos tentei me focar-me nas minhas habilidades e não nas minhas incapacidades e cumprir sempre os meus objetivos.  Se me perguntarem é fácil? Não é, pois, vivo com dor crónica ao longo destes anos e esta desgasta, cansa, mastiga. Sinto que a sociedade ainda não está preparada para aceitar estes doentes, deparo-me muitas vezes com muita falta de informação e ainda com a existência do preconceito.  As pessoas só acreditam no que veem, mas o lúpus é uma doença muito invisível!

Todos os dias enfrento com o lúpus novos desafios, mas nunca fui de baixar os braços.  A resiliência é fundamental.  Gostava muito de poder ver mais informação, mais folhetos informativos, - quantas e quantas vezes passamos horas em hospitais, consultas, centros de saúde, e nunca vi nada mencionado com o lúpus doença autoimune!

Na minha opinião, só através da informação as pessoas podem adquirir conhecimento. E cabe a cada um de nós, no nosso papel interventivo da sociedade, ajudar a divulgar a doença. Gostaria muito de ver estas ações de sensibilização começarem pelas escolas, junto dos nossos jovens, para a importância do saber e do conhecimento da mesma.

Todos os dias tento focar-me e fazer coisas que me promovam equilíbrio no meu bem-estar físico, psíquico e emocional, pois o stress nestes doentes é altamente prejudicial. Por isso tento viver a vida o mais intensamente possível, quero todos os dias abraçar a vida, porque as minhas conquistas diárias são para mim grandes vitórias.  

Sou mais forte junto do mar que tanto adoro. Este todos os dias me dá a força e energia para um novo começo.

Digo a todas as pessoas com Lúpus que o caminho somos nós que fazemos e juntos vamos conseguir ultrapassar os desafios. É extremamente importante acreditar em nós: as regras do jogo da nossa vida somos nós que o fazemos. 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Vacinação
Esta quinta-feira, Portugal atingiu a meta das 100 mil vacinas contra a Covid-19 administradas. Um número que deverá ser...

De acordo com a task force, coordenada pelo Vice-Almirante Gouveia e Melo, este resultado de vacinar 100 mil pessoas por dia “só foi possível com a implementação do processo de autoagendamento, que permitiu aumentar significativamente o ritmo de vacinação, apesar de alguns contratempos verificados no processo”.

A task force revelou ainda que Portugal continental alcançou na quinta-feira a marca de um milhão de pessoas com a vacinação completa com a segunda dose ou com a inoculação com a vacina de toma única da Janssen, o que corresponde a mais de 10% da população portuguesa.

Recorde-se que em 23 de abril entrou em funcionamento o Portal do Autoagendamento para Vacinação contra a Covid-19 destinado ao agendamento para a vacinação, que tinha registado, até ao início desta semana, cerca de 206 mil inscrições para a toma da vacina contra a Covid-19.

Com a entrada da segunda fase do plano de vacinação e uma maior disponibilidade de vacinas por parte das empresas farmacêuticas fornecedoras, o ritmo de vacinação encontra-se em aumento significativo, com a task force a prever que fosse atingida uma média diária de 100 mil inoculações, o correspondente a 1% da população, nas próximas semanas, objetivo que foi já alcançado.

 

Boletim Epidemiológico
Nas últimas 24 horas, registou-se mais uma morte associada à Covid-19 e mais 377 novos casos de infeção. Os internamentos...

Segundo o boletim divulgado, uma morte a assinalar na região do Algarve. As restantes regiões do país, inclusive as regiões Autónomas da Madeira e Açores, não têm mortes a lamentar.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 377 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 125 novos casos e a região norte 143. Desde ontem foram diagnosticados mais 67 na região Centro, nove no Alentejo e 16 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais oito infeções e nos Açores nove

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 280doentes internados, menos três casos que ontem. As unidades de cuidados intensivos também contam com menos dois doentes internados. Atualmente, estão em UCI 75 pessoas.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 490 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 799.442 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 22.421 casos, menos 144 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 947 contactos, estando agora 21.063 pessoas em vigilância.

Medicamentos sujeitos a receita médica
O Conselho de Ministros aprovou hoje um decreto-lei que proíbe a publicidade a descontos de preço dos medicamentos sujeitos a...

“À proibição, já prevista no regime jurídico dos medicamentos de uso humano, da publicidade a alguns medicamentos, designadamente os sujeitos a receita médica e comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde, junta-se agora a proibição da publicidade aos descontos aplicados a esses mesmos medicamentos”, refere o comunicado do Conselho de Ministros.

Segundo o executivo, o decreto-lei agora aprovado impede que sejam publicitados os descontos no preço dos medicamentos cuja publicidade já se encontra proibida pela legislação que está em vigor.

“Não obstante esta alteração, mantém-se o dever de as farmácias divulgarem, de forma visível, as informações relevantes no relacionamento com os utentes, nomeadamente os descontos que concedem no preço dos medicamentos”, adianta o comunicado.

 

Fortalecimento muscular, o alívio de stresse, a melhoria do controlo respiratório o aumento da flexibilidade
A Clínica Lusíadas Sacavém acaba de reforçar a sua oferta de serviços e disponibiliza agora classes de pilates clínico com o...

A inscrição implica uma avaliação clínica prévia e respetiva prescrição médica para a frequência nesta atividade, na qual os especialistas responsáveis têm acesso ao historial clínico de todos os participantes, permitindo um acompanhamento personalizado e adequado às necessidades individuais.

Andreia Grilo, fisioterapeuta responsável por esta consulta, explica que “o pilates clínico é diferente do tradicional, pois é planeado por fisioterapeutas para ser utilizado na reabilitação e prevenção, com base na estabilização lombar". A especialista reforça ainda que "esta prática é adequada a todas as faixas etárias, a grávidas, a recém-mamãs e a pessoas com patologia na coluna e em recuperação de diversas lesões".

O novo serviço apresenta ainda benefícios em áreas tão diversas como o aumento da mobilidade articular, a diminuição da tensão muscular ou o aumento do equilíbrio. As aulas acontecem duas vezes por semana, têm a duração de 45 minutos e estão preparadas para grupos de três pessoas, cumprindo todas as regras de distanciamento e segurança em vigor, incluindo o uso obrigatório de máscara.

 

Evento
Os especialistas Joaquim Murta, Guilherme Castela e Filipa Ponces, da UOC, e Ana Rosa Pimentel, cirurgiã brasileira, vão estar...

Três reputados oftalmologistas da UOC - Unidade de Oftalmologia de Coimbra e uma convidada especial do Brasil vão estar no próximo domingo, dia 9, em direto, via Facebook, a debater o tema “Rejuvenescimento Periocular: o envelhecimento da zona dos olhos não tem de ser inevitável” e a responder a perguntas de todos os interessados.

A sessão é gratuita e vai acontecer a partir das 19h00, na página de Facebook da UOC – Unidade de Oftalmologia de Coimbra, em www.facebook.com/UnidadedeOftalmologiadeCoimbra. Os interessados vão poder colocar as questões através da caixa de comentários da página.

A responder às questões estarão os oftalmologistas Joaquim Murta (que moderará a conversa) e três reputados especialistas internacionais neste tema: Guilherme Castela e Filipa Ponces, ambos da UOC, e a convidada Ana Rosa Pimentel, especialista radicada em Belo Horizonte, Brasil. Em conjunto, irão esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto.

O rejuvenescimento da região periorbitária (nas pálpebras e em redor dos olhos) é um procedimento cada vez mais procurado e que visa combater os sinais de envelhecimento do rosto. Entre os processos utilizados estão procedimentos cirúrgicos, como a blefaroplastia, mas também procedimentos menos invasivos, que envolvem técnicas não cirúrgicas e que podem ser realizadas em ambiente de consultório.

Apesar de ser uma área partilhada com outras especialidades médicas, o cirurgião oculoplástico dispõe de todas as condições para poder oferecer as melhores soluções estéticas, com todas as garantias médicas e oftalmológicas.

Esta é a segunda sessão de uma iniciativa inovadora da UOC - Unidade de Oftalmologia de Coimbra, que visa aproximar os médicos dos doentes através dos meios digitais. Em breve, outros especialistas da clínica irão protagonizar sessões com temas diversos.

 

 

Entrevista
Responsável pela destruição progressiva das articulações e pela perda da sua função, quando não trat

Estima-se que, em Portugal a Artrite Reumatoide afete cerca de 70 mil pessoas, sendo as mulheres as mais atingidas. Como se caracteriza esta doença e quais os principais sintomas?

A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença reumática sistémica e uma das mais de 200 doenças reumáticas e músculo-esqueléticas. Na artrite Reumatoide (AR) a presença de dores e alterações músculo-esqueléticas como edema das articulações mais frequentemente das pequenas articulações das mãos e pés muitas das vezes envolvendo ambos os lados. Com foco na dor, é importante mencionar que as dores são de características inflamatórias o que quer dizer que são mais de manhã ou ao final da noite, melhorando ao longo do dia, associando-se a uma sensação de rigidez ou de “ferrugem” das articulações que estão perras ou de difícil mobilização pela manhã prolongando-se essa rigidez por mais de 30 minutos.

Mas como doença reumática sistémica pode envolver para além do sistema músculo-esquelético outros órgãos como o pulmão o coração os olhos etc., pelo que temos de estar atentos a estas manifestações.

Quais as causas da Artrite Reumatoide? Podemos falar em fatores de risco?

Não existem causas definidas de artrite reumatoide, mas sabe-se que a genética e a influencia ambiental podem estar implicados como fatores de risco do desenvolvimento da doença. No caso da AR um dos fatores de risco ambientais mais reconhecidos é o tabagismo. Sabe-se hoje que o fumar aumenta cerca de 2 a 4 vezes a possibilidade de se vir a desenvolver uma artrite reumatoide.

Como é feito o diagnóstico? A que sinais de alerta devemos estar atentos?

O diagnóstico precoce é assim fundamental, para salvaguardar o bem-estar do doente e para que este entenda que uma dor que envolva uma ou mais articulações que não tenha uma causa aparente e que se prolongue de dias para semanas não é normal e deve ser investigada. Particularmente, se as articulações estiverem inchadas (com edema calor e vermelhidão) e que apresente outras alterações como a rigidez matinal, fadiga alterações na pele e mucosas. O recurso rápido ao médico de família para enviar à Reumatologia ou diretamente uma consulta de Reumatologia é fundamental para o diagnóstico atempado destas situações. O diagnóstico é clínico, ou seja, feito pela avaliação e pela história clínica, mas alguns exames complementares de diagnóstico podem ajudar a definir-se mais rapidamente o quadro clínico bem como serem úteis no seguimento e avaliação ao longo do tempo da doença. Nas análises a presença de fatores reumatoide pode ser importante para o diagnóstico, contudo 20% das AR não têm a presença destes anticorpos bem como algumas pessoas podem ter os anticorpos e nunca desenvolverem a doença. Assim a avaliação por parte de uma Reumatologista será fundamental no diagnóstico correto e atempado da AR.

Quais os tratamentos indicados para artrite reumatoide? Que novidades têm surgido nesta área? E qual a solução para os doentes que não respondem à terapêutica convencional?

Mais do que tratamentos terá de existir um plano terapêutico alargado, englobando medicação, dieta, exercício, alterações no local de trabalho que deverão ser partilhadas entre o doente e o Reumatologista e que permita atingir objetivos ambiciosos em termos de resposta. Neste momento o que se pretende é a baixa atividade ou a remissão da AR que é possível ser obtida com alguns fármacos modificadores da doença (DMARDs).

A utilização de fármacos mais simples e com muitos anos de utilização podem só por si controlar a maioria dos doentes desde que utilizados com critério e de forma correta, mas alguns dos doentes irão necessitar de outros medicamentos ajustados a formas graves da doença e felizmente nos últimos anos a AR e outras doenças reumáticas inflamatórias têm tido um grande número de fármacos inovadores para controle de formas mais agressivas da doença. Atualmente temos muitas opções para atingir objetivos ambiciosos de obter a remissão ou a baixa atividade da doença. Medicamentos biológicos ou biotecnológicos ou os mais recentes inibidores do JAK podem caso se falhe medicamentos mais simples fazer uma extraordinária diferença na vida mesmo de casos mais graves de artrite Reumatoide.

Tal significa termos um quadro clínico que apesar de crónico, e, portanto, para toda a vida, possa devolver a vida o mais plena possível ao doente com o menor impacto possível da doença

Que fatores podem condicionar o agravamento da doença?

O agravamento da doença está intimamente relacionado com um diagnóstico tardio ou o não seguimento em consulta de Reumatologia. Mas igualmente a manutenção do tabaco e o não cumprimento da medicação por parte do doente e um seguimento irregular poderá associar-se ao agravamento e a um mau prognóstico da doença a médio e longo prazo.

De um modo geral, quais as principais complicações associadas a esta patologia? De que forma a doença impacta vida do doente?

A artrite reumatoide é como um tsunami na vida de um doente. Todos nós já sentimos ao longo da nossa vida de dor em uma ou mais articulações. Agora imaginemos múltiplas articulações de forma contínua atingindo mãos e pés com limitação da sua vida de forma abrupta. Altera de forma imediata a sua vida e tudo aquilo que podemos fazer no dia a dia. E é de vida que falamos, da capacidade de tomar conta de si e os seus filhos, de poder ir trabalhar e estar disponível para tal, o de poder dormir e descansar o de andar sem dores ou de poder voltar a fazer o que todos nós tomamos como adquirido.

Em termos socioeconómicos, qual o impacto da Artrite Reumatoide?

Sabemos que em Portugal as doenças reumáticas são responsáveis por custos anuais de 1000 milhões de euros por ano em reformas antecipadas, absentismo laboral ou por preseenteísmo. Este define-se como a perda de capacidade de trabalhar como antes, o ir trabalhar, mas pelas dores ou pelas alterações nas articulações não se consegue trabalhar da mesma forma. A artrite contribui com muito deste impacto. Os doentes com artrite têm um nível de reforma por incapacidade muito superior a outras doenças reumáticas o que poderia ser claramente invertido se no SNS houvesse um melhor acesso á Reumatologia. No SNS não existe Reumatologia em cerca de 50% dos hospitais não por não haver especialistas a querer ir para esses hospitais, mas sim por uma desorganização e mau planeamento, mas sobretudo por uma desvalorização social destas doenças e doentes que correspondem em Portugal a 53% da população.

Que conselhos/recomendações deixaria para aqueles doentes quem têm pouca esperança no tratamento?

Os doentes devem procurar rapidamente a consulta do médico de família ou do reumatologista se tiverem dores articulares persistentes (que durem semanas a meses) sem razão aparente, que tenham articulações com edema e com limitação das articulações. Devem ser enviados para consulta de Reumatologia e não devem estas doenças reumáticas graves ser seguidas por médicos não especialistas e devem os doentes ter a certeza de que quem os segue pela sua doença reumática é especialista em Reumatologia.

A maior esperança que podemos dar ao doente é que nestes últimos anos é que a artrite reumatoide, pela melhoria da assistência e ligação aos reumatologistas e de novas estratégias e de novos medicamentos inovadores, passou de uma doença incapacitante e muitas das vezes devastadora para uma doença em que podemos atingir a remissão ou pelo menos uma baixa atividade. Os doentes seguidos e orientados pela Reumatologia deixaram de viver para a doença para viverem quase normalmente apesar da doença.

Temos hoje a capacidade de devolver a qualidade de vida e uma vida a mais plena possível, mas para isso temos de intervir rapidamente e ter no doente um parceiro e na relação médico doente a maior arma contra esta e todas as mais de 200 doenças reumáticas.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Programa de investigação
O Centro de Investigação de Feridas e Traumas da RCSI da RCSI University of Medicine and Health Sciences e bruin Biometrics LLC...

A extensão permitirá uma maior colaboração na cura de feridas e na reparação de tecidos, com uma ênfase específica na inovação na prevenção da úlcera sob pressão. Esta importante colaboração continua numa altura em que os resultados dos cuidados com a ferida dos pacientes e os custos dos cuidados de saúde estão a ser examinados em todo o mundo.

Criada em 2014, esta parceria académica-industrial de longa data continuará a explorar soluções inovadoras que, em última análise, impedirão úlceras de pressão através da integração de caminhos de cuidados modernos eficientes focados no paciente em diferentes contextos de cuidados.

Através desta parceria, e em colaboração com o Gabinete de Investigação e Inovação do RCSI, a Bruin Biometrics apoiou um programa de investigação abrangente no SWaT Research Centre, incluindo oito académicos de doutoramento e dois estudantes de mestrado de investigação, levando a dados clínicos muito significativos na área da prevenção da úlcera sob pressão, bem como múltiplas publicações revistas por pares e apresentações de conferências.

Esta última demonstração de apoio da Bruin Biometrics, através de uma doação filantrópica ao RCSI, verá este programa de investigação estender-se para além de 2021 e apoiar uma série de novas e contínuas iniciativas de investigação no âmbito do SWaT Research Centre, sob a liderança da Diretora, professora Zena Moore e diretora-adjunta, o Professor Declan Patton.

Comentando esta extensão da parceria, a professora Zena Moore afirmou: "Os cuidados centrados na pessoa e os melhores resultados dos pacientes estão no centro da nossa investigação no SWaT Research Centre.

A parceria com a Bruin Biometrics desde 2014 tem apoiado o RCSI SWaT Research Centre para liderar pesquisas de tradução, demonstrando que a ulceração da pressão pode ser identificada antes de ser visível na superfície da pele, e que a identificação precoce pode levar a intervenções preventivas eficazes que reduzem a incidência de úlceras de pressão e melhoram os resultados do paciente e a eficiência do serviço. Temos o prazer de alargar esta parceria estratégica de investigação com a Bruin Biometrics e de receber o apoio continuado desta empresa inovadora reconhecida internacionalmente."

Martin Burns acrescentou que "a profundidade de talento do RCSI é de classe mundial. O seu foco não apologético na melhoria dos resultados está ligado às agendas definidas pelos decisores políticos, pagadores e fornecedores em todo o mundo, e beneficia diretamente os doentes e as suas famílias. É um privilégio continuar a apoiar o trabalho do RCSI."

 

Estimular a investigação e o desenvolvimento
A Coligação Internacional das Autoridades Reguladoras de Medicamentos (ICMRA) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) estão a...

"A pandemia COVID-19 trouxe a sério a necessidade de uma maior transparência da investigação médica", disse Emer Cooke, presidente da ICMRA e diretora executiva da EMA. "Como demonstra a nossa política de publicação proativa de dados clínicos, a EMA há muito que se compromete a disponibilizar os dados sobre os quais a nossa tomada de decisão regulatória está baseada para escrutínio público. Estou muito satisfeito que a ICMRA e a OMS se tenham reunido nisto e estejam a apoiar os nossos próprios esforços e abordagens semelhantes. Este pode ser o início de uma nova era de acesso muito mais alargado aos dados dos resultados dos ensaios em benefício da saúde pública."

O desenvolvimento da declaração conjunta seguiu-se a uma série de discussões entre os membros da ICMRA e a OMS sobre novas formas de aumentar a transparência e a integridade dos dados. A declaração ICMRA-WHO está disponível nos websites da ICMRA e da OMS.

 

Reunião no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia
O INFARMED presidiu nesta quinta-feira, dia 6 de maio, a mais uma reunião no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da...

Os responsáveis das entidades reguladoras, os dirigentes da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da Comissão Europeia, que conjuntamente integram a rede europeia de regulação do medicamento (EMRN), fizeram o ponto de situação sobre as atividades relacionadas com o combate à Pandemia e debateram medidas para enfrentar os desafios existentes para reforço da comunicação e recursos, tendo em conta toda a experiência que vem sendo adquirida por esta rede.

Os HMA avaliaram as lições aprendidas no último ano, principalmente, em relação à agilização de procedimentos e transparência na comunicação com o público, de forma a providenciar respostas seguras e rápidas às expetativas criadas na opinião pública. Uma matéria onde existiu convergência entre os participantes foi o aprofundamento desta coordenação entre a EMA e as entidades nacionais responsáveis pelas vacinas. Os participantes discutiram também medidas de reforço da atuação na área da farmacovigilância, nomeadamente na deteção e priorização da informação de segurança.

Os resultados desta reunião servirão também como contributo a incluir nas Conclusões do Conselho sobre Acesso ao Medicamento no âmbito da Presidência Portuguesa. O Grupo HMA reunirá mais uma vez em junho, numa reunião conjunta com as Autoridades Competentes dos Dispositivos Médicos (CAMD).

O Grupo dos Chefes das Agências Europeias do Medicamento é composto pela rede das Autoridades Nacionais Competentes, responsáveis pela regulamentação dos medicamentos de uso humano e veterinário no Espaço Económico Europeu. A rede constitui um fórum para a coordenação e troca de opiniões e propostas sobre questões relativas ao sistema regulamentar europeu e ao papel das autoridades nacionais nesse sistema. O HMA coopera com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a Comissão Europeia (Direcção-Geral da Saúde e Segurança Alimentar – DG Santé).

O INFARMED é responsável pela coordenação até junho do conjunto de 20 reuniões dos diversos Comités e Grupos de Trabalho.

Comité Europeu das Regiões
Os dirigentes locais e regionais deram o seu apoio a um maior papel da União Europeia nas questões de saúde e aos planos da UE...

As recomendações, se aceites pelos legisladores da UE, obrigariam as agências da UE – como a Agência Europeia de Medicamentos e o Centro Europeu de Controlo de Doenças – a cooperar em estreita colaboração com as autoridades locais e regionais e a concretizar todo o potencial da cooperação transfronteiriça em matéria de cuidados de saúde. Além de apoiarem o desenvolvimento de reservas de emergência de produtos médicos, as propostas pressionam para um "mapeamento" das causas da escassez de medicamentos – um problema que antecede a pandemia – como parte dos esforços para trazer mais segurança e transparência a um mercado farmacêutico "disfuncional". O COR apela também ao surgimento de uma rede de "hospitais padrão-ouro" especializados no estudo e tratamento de doenças infeciosas.

As recomendações constam de três pareceres, um que avalia os blocos de construção da "União Europeia de Saúde" já apresentados pela Comissão Europeia, e os outros dois centrados no Centro Europeu de Controlo de Doenças e na Agência Europeia de Medicamentos e na agência farmacêutica da UE.

Roberto Ciambetti (IT/ECR), presidente do Conselho Regional do Veneto e relator sobre o parecer "União Europeia de Saúde: Reforço da resiliência da UE", afirmou: "As autoridades locais e regionais são responsáveis, em graus diversos, pelos cuidados de saúde em 19 dos 27 Estados-Membros, e também ajudam a financiar os cuidados de saúde em muitos desses países. Uma "União Europeia de Saúde" capaz de travar rapidamente as pandemias não é possível sem o envolvimento próximo destas autoridades. Precisamos de uma rede de hospitais padrão de ouro, de maior capacidade de produção na Europa, de grandes reservas de emergência e de melhores dados para sabermos onde estão os nossos pontos fracos."

Birgitta Sacrédeus (SE/PPE), relatora sobre a estratégia farmacêutica da Europa e proposta legislativa para alterar o mandato da Agência Médica Europeia (EMA)' e membro do Conselho Regional de Dalarna, afirmou: "Congratulamo-nos vivamente com a estratégia farmacêutica centrada no doente lançada pela Comissão para garantir que todos os doentes em toda a Europa tenham acesso a medicamentos seguros, eficazes e acessíveis, em condições regulares, bem como durante uma crise de saúde. Uma vez que as autoridades locais e regionais desempenham frequentemente um papel fundamental no financiamento, avaliação e fornecimento de medicamentos, bem como na gestão e preparação de crises, o nosso parecer descreve a necessidade de os incluir na cooperação que desenvolve as propostas da Comissão na área farmacêutica."

Olgierd Geblewicz (PL/PPE), Presidente da Região da Pomerania Ocidental e relator sobre o "Regulamento para combater as ameaças à saúde transfronteiriça e a proposta legislativa para alterar o mandato do Centro Europeu de Controlo de Doenças (CECD)", afirmou: "O RCO acredita que as regiões devem ser plenamente envolvidas a nível político na elaboração e implementação destes planos. Apelamos à introdução de instrumentos eficazes de coordenação entre as regiões fronteiriças, incluindo as das fronteiras externas da UE, e propomos a criação de grupos de contacto inter-regionais e transfronteiriços. Além disso, os representantes do RAM, enquanto instituição que representa as autoridades locais e regionais de todos os países da União Europeia, devem ser envolvidos como observadores no trabalho de equipas, comités e grupos de trabalho criados a nível da UE para lidar com emergências de saúde pública, em particular o Comité Consultivo para as Emergências de Saúde Pública."

Noutras recomendações contidas nos três pareceres, o RC deu apoio provisório à ideia de uma nova Autoridade Europeia de Preparação e Resposta em Emergências de Saúde e instou a Comissão Europeia a apresentar propostas mais "concretas" e "robustas" para reforçar a segurança do fornecimento de medicamentos, baseando-se nas necessidades e experiências dos níveis local e regional. Apelou igualmente para que as propostas da Comissão sublinhassem as preocupações em segurança dos dados. O apoio do COR às revisões do mandato do CECD sublinha a necessidade de um processo associado de reforço de capacidades – por exemplo, de infraestruturas digitais e de telemedicina – e de atenção ao potencial da cooperação internacional nas regiões fronteiriças.

Na sessão plenária realizada online, o Comité Europeu das Regiões adotou também um parecer sobre as experiências e lições aprendidas pelas regiões e cidades durante a crise covid-19 e uma resolução sobre a livre circulação durante a pandemia COVID-19 (Digital Green Certificate) e o aumento da produção de vacinas. A resolução inclui um apelo à "suspensão temporária de patentes de medicamentos e tecnologias médicas para tratar ou prevenir infeções COVID-19". As recomendações no parecer sobre as lições aprendidas com a crise – elaboradas por Joke Schauvliege (BE/PPE), membro do Parlamento flamengo – também abrangeram aspetos não médicos da crise, com especial enfoque nas experiências das regiões rurais e periféricas.

Este parecer, solicitado pela Comissão Europeia, contribuirá para um relatório que a Comissão Europeia está a preparar para o Conselho da União Europeia, a instituição em que os ministros nacionais de cada país da UE se reúnem para aprovar leis e coordenar políticas.

No seu primeiro Barómetro Local e Regional, divulgado em outubro de 2020, o Comité Europeu das Regiões encontrou diferenças muito significativas na prestação de cuidados de saúde entre regiões da UE e também entre regiões do mesmo Estado-Membro. Um inquérito realizado no âmbito do Barómetro Anual Local e Regional concluiu que os europeus confiam mais nas autoridades regionais e locais do que confiam na UE ou no seu governo nacional, e que acreditam que conceder uma maior influência às autoridades regionais e locais teria um impacto positivo na capacidade da UE para resolver problemas. A saúde era o domínio em que os europeus mais gostariam de ver as autoridades regionais e locais exercerem mais influência nas decisões tomadas a nível da UE.

Ensaios clínicos com resultados promissores
Vários ensaios clínicos têm sido realizados para perceber o efeito do transplante de células mesenquimais no tratamento do LES...

Embora vários estudos apontem para as potencialidades terapêuticas das células mesenquimais do cordão umbilical, alguns dos mecanismos subjacentes permanecem desconhecidos. Como tal, várias linhas de investigação são conduzidas com o objetivo de os perceber. Exemplo disso foi o estudo levado a cabo pela equipa de Zhuoya Zhang, apresentado em 2019, que avaliou o efeito das células mesenquimais do cordão umbilical no LES, revelando que tais células apresentam a capacidade de induzir a eliminação de células apoptóticas (células mortas) e, portanto, induzir imunossupressão.

Também a segurança da terapêutica com recurso a células mesenquimais é de igual importância, sendo realizadas investigações nesse sentido. É o caso do estudo apresentado por Liang e a sua equipa, em 2018, em que 404 doentes com patologia autoimune (Lúpus Eritematoso Sistémico, Síndrome de Sjögren e Esclerose Sistémica) foram tratados com infusões de células mesenquimais provenientes da medula óssea e maioritariamente do cordão umbilical. A conclusão foi que a infusão deste tipo de células é uma terapia segura para pessoas com doenças autoimunes, já que a taxa de mortalidade relacionada ao transplante foi de apenas 0,2% .

Segundo Andreia Gomes, responsável pela unidade de Investigação e Desenvolvimento (I&D) do banco de tecidos e células estaminais BebéVida, “a terapia atualmente usada para o tratamento do LES tem como objetivo a indução da remissão. São usados fármacos anti-inflamatórios, corticosteróides – devido às suas propriedades anti-inflamatórias, que constituem o pilar do tratamento de várias doenças autoimunes sistémicas –, imunossupressores, entre outros”. 

No entanto, caraterísticas como a baixa imunogenicidade (ausência de administração de imunossupressores para infusão), a capacidade de “homing” (migração para os locais de inflamação após infusão), e principalmente as propriedades imunomodulatórias (que conferem um ambiente anti-inflamatório), associadas à segurança da sua infusão, fazem das células mesenquimais do tecido do cordão umbilical uma significativa opção terapêutica para doenças autoimunes como o LES.

O LES é uma doença crónica e multissistémica caraterizada por anormalidades nas células T e B e pela produção de anticorpos contra componentes do próprio organismo que podem causar lesões em diversos órgãos. Em aproximadamente 75% dos casos, o início da patologia ocorre entre os 16 e os 49 anos, mas a doença pode também ocorrer em crianças ou em indivíduos com mais de 65 anos. A sua evolução é incerta, podendo apresentar-se constante durante vários anos ou evoluir rapidamente intercalando-se com períodos de remissão. A manifestação clínica é variável de doente para doente. Na maioria dos casos apresentam-se manifestações cutâneas e/ou articulares (90%). Alguns doentes podem apresentar manifestações de maior gravidade, tais como alterações renais (37%) ou neuropsiquiátricas (18%).

Cimeira Social da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia
O impacto da pobreza deve ser reconhecido como um fator maior de risco para a saúde e a melhor forma de reduzir a diabetes e...

“Garantir condições de habitação e de transporte condignas, emprego e salários justos são fatores críticos do combate à diabetes e à grande maioria das doenças crónicas a par do acesso a uma alimentação adequada e oportunidades para a prática de atividade física. Estes são passos determinantes para promover uma melhor saúde e bem estar para milhões de cidadãos e consequentemente menos pobreza. Estudos já evidenciaram que a baixa escolaridade e fatores sociais como o desemprego, baixos salários ou o isolamento social influenciam o aumento do número de pessoas diagnosticadas com diabetes”, explica José Manuel Boavida, presidente da APDP.

“Os determinantes sociais da saúde são hoje considerados por todos como os principais fatores modificáveis de risco da grande maioria das doenças crónicas. Os determinantes das doenças crónicas costumam ser identificados como modificáveis e não modificáveis. Entre os últimos encontramos a idade, o sexo e a genética. Nos primeiros, salientamos a pobreza nas suas múltiplas vertentes”, afirma o especialista.

Ao saber da realização da Cimeira Social pela Presidência Portuguesa da União Europeia, no ano em que a pandemia veio comprovar que a saúde tem de estar contemplada em todas as políticas, a Federação Internacional da Diabetes – Região Europa (IDF Europa) e a APDP procuraram, sem sucesso, introduzir o tema da saúde e a sua relação com a pobreza.

“Enquanto instituição nascida para “proteger os pobres” (o nome inicial da APDP era o de Associação Protectora dos Diabéticos Pobres), continuamos a atuar junto dos mais desfavorecidos porque é principalmente junto desta população que a diabetes mais cresce. No atual contexto de crise sanitária, social e económica em que vivemos, esta é uma realidade que deveria obrigar-nos a refletir e a desenvolver programas efetivos de combate à diabetes, fazendo a diferença na vida das pessoas”, conclui o presidente da APDP.

 

Composto por matérias primas 100% biodegradáveis e naturais
Com a chegada da época balnear, as preocupações com o tratamento dos areais aumentam e perante o contexto pandémico, estas...

Nos meses de verão, a elevada afluência de pessoas nas praias aumenta o risco de contaminação cruzada, pelo que é crucial garantir proteção e esterilização das mesmas através da utilização de produtos eficazes e economicamente viáveis.

Deste modo surge o Vircov Sun, uma solução desinfetante biocida que permite atuar nas quatro maiores origens das doenças: germes, fungos, bactérias e vírus. Neste sentido, este produto de carater bactericida e fungicida destrói de forma rápida e eficaz os microrganismos de várias estirpes, como é o caso do SARS-CoV2 (Covid-19), contribuindo para o controlo e contenção pandémica nas praias.

Composto exclusivamente por matérias primas 100% biodegradáveis e naturais, o Vircov Sun é inócuo para pessoas e animais, podendo ser aplicado com toda a segurança, sem originar danos prejudiciais no meio ambiente.

A utilização desta solução pode ser feita via pulverização, atomização ou nebulização. Com apenas uma aplicação, o Vircov Sun permite que exista um efeito residual que subsiste no tempo e a sua vertente de diluição torna este produto mais rentável e viável a nível económico, quando comparado a outros virucidas.

 

Ação de sensibilização
A Associação de Doentes com Lúpus (ADL) irá promover de 10 a 25 de maio a 5ª corrida solidária com o objetivo de sensibilizar...

De acordo com Rita Mendes, da direção da ADL, “a situação que vivemos atualmente tem sido particularmente difícil e é por isso fundamental conseguir o envolvimento da sociedade na procura de soluções. Queremos assinalar o Dia Mundial do Lúpus através da sensibilização para a doença que ainda é desconhecida de muitos e em que o diagnóstico precoce é fundamental. Este ano, e apesar das restrições impostas pela pandemia, queremos juntar o maior número possível de participantes para juntos “corrermos com o lúpus”. O valor reunido com a iniciativa destina-se a ajudar o maior número possível de doentes”.

A inscrição na corrida, assim como mais informações sobre a iniciativa poderão ser consultadas em xistarca. Durante o período que decorre a prova, que será virtual face à pandemia, os participantes irão tentar acumular o número máximo de quilómetros, caminhando ou correndo. No final, deverão partilhar a distância e o tempo da prova. As classificações serão atribuídas de acordo com o número de quilómetros percorridos.

Ao longo do mês de maio a ADL vai ainda organizar três sessões de esclarecimento destinadas aos doentes. As sessões serão dedicadas às principais preocupações dos doentes em tempo de pandemia, como a vacinação e infeção por SARS-CoV2.  Irão acontecer nos dias 10, 17 e 24 de maio e podem ser acompanhados através da página de Facebook da associação.

 

Boletim Epidemiológico
Nas últimas 24 horas, registaram-se cinco mortes associadas à Covid-19 e mais 373 novos casos de infeção. Os internamentos...

Segundo o boletim divulgado, há cinco mortes assinalar em todo o território português, desde ontem: três na região de Lisboa e Vale do Tejo e duas na região Centro.  As restantes regiões do país, inclusive as regiões Autónomas da Madeira e Açores, não têm mortes a lamentar.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 373 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 106 novos casos e a região norte 181. Desde ontem foram diagnosticados mais 32 na região Centro, 10 no Alentejo e 12 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 16 infeções e nos Açores 16.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 283 doentes internados, mais um caso que ontem. As unidades de cuidados intensivos contam agora com menos seis doentes internados. Atualmente, estão em UCI 77 pessoas.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 538 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 798.952 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 22.535 casos, menos 170 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 713 contactos, estando agora 22.010 pessoas em vigilância.

 

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